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Online, Simpósio da Cerveja da USP terá análises técnicas e mercadológicas

A união entre academia e profissionais do mercado cervejeiro contará com a quinta edição de um evento organizado dentro de uma universidade renomada para se tornar mais estreita. Com análises técnicas e mercadológicas, o Grupo de Estudos Luiz de Queiroz, da ESALQ/USP, realizará o V Simpósio da Cerveja, agendado para 20 de novembro.

E a pandemia do coronavírus vai permear o evento, seja nos debates ou mesmo no formato da sua realização. Afinal, ao contrário das quatro edições anteriores, quando ocorreu presencialmente em Piracicaba (SP), onde está localizado o campus da ESALQ/USP, dessa vez o encontro será online, com transmissão através da plataforma online Doity.

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Foi a estratégia adotada pela organização para driblar o risco de propagação do coronavírus e assegurar a qualidade e relevância da abordagem dos conteúdos técnicos e culturais sobre os temas, que vão abranger as áreas de inovação e tecnologia no setor cervejeiro, assim como debates sobre mercado durante e pós-pandemia.

Além disso, mesmo de modo online, a expectativa é de que o Simpósio da Cerveja tenha interação entre profissionais, estudantes, pesquisadores e empresas, como ocorreu em outras edições do evento, o que inclui a realização de uma mesa redonda. E o evento contará com a participação de nomes relevantes do setor, como profissionais da Ambev, estudiosos e especialistas em lúpulo e leveduras de grandes companhias, além de acadêmicos.

“Os palestrantes não são apenas de Piracicaba e região. Tem gente de tudo que é lugar, grandes nomes, o que é um diferencial. Isso seria até mais difícil de ter se fosse presencial, então, nesse aspecto, até ajudou na questão logística”, destaca Giulia Benites, chefe da organização do Simpósio da Cerveja.

A transmissão ficará disponível para os participantes por até 30 dias e haverá emissão de certificado de participação. “Em outros eventos, tivemos acesso de gente de fora do Brasil. Então isso ajuda a levar o conhecimento para todos os cantos”, acrescenta Giulia.

Em outras edições do simpósio, ao fim dos debates, os participantes se direcionavam a uma das fábricas de cerveja de Piracicaba. Para compensar a impossibilidade dessa visita em 2021, haverá, ao término do simpósio, uma degustação guiada, com o kit sendo disponibilizado para venda no Empório da Cerveja.

“Assim, mesmo online, haverá esse momento tão esperado do evento, depois de uma manhã e tarde intensas de conhecimento, com os participantes tendo acesso a um conteúdo sensorial”, completa Giulia.

As inscrições para o Simpósio da Cerveja estão com preço promocional até a próxima segunda-feira (1), sendo de R$ 25 para estudantes e R$ 50 para profissionais do setor. Depois disso, os valores serão de R$ 35 e R$ 70, respectivamente. Os interessados poderão se inscrever através do link.

O V Simpósio da Cerveja tem apoio do Guia da Cerveja, do Beercast, da Associação dos Profissionais Cientistas de Alimentos (APCAL), da Associação Brasileira dos Engenheiros de Alimentos (ABEA), da Aprolúpulo e da BeerArt. Além disso, a Academia da Cerveja é a patrocinadora ouro, com Dornas Havana, Brava Terra Lúpulo e Bravo Zero sendo os apoiadores bronze.

Confira a programação do V Simpósio da Cerveja, marcado para 20 de novembro:

9h – Mercado e visão durante e pós pandemia
Palestrante: Alexandre Prim – Especialista em finanças do mercado cervejeiro e professor das Faculdades Senac Blumenau

10h – Controle de qualidade da cerveja
Palestrante: Raissa Zocoller Borba – Gerente corporativa de qualidade da Ambev
Mediador: Alexandre Esber – Gerente de conhecimento e cultura cervejeira da Ambev

11h – Produção de lúpulos brasileiros
Palestrante: Gabriel Fortuna – Consultor da Brazuca Lúpulos
Mediador: Duan Ceola – Professor da ESCM

11h45h – Envelhecimento de cerveja em madeira e roda sensorial da cerveja
Palestrante: Giovanni Silvello – Engenheiro de controle de qualidade de dados na Anheuser-Busch InBev
Mediadora: Mariana Castro – Doutoranda na ESALQ/USP

12h30 – Intervalo

14h – Leveduras não-convencionais para produção de cerveja
Palestrante: Gabriela Müller – Proprietária da Levteck Tecnologia Viva
Mediadora: Ana Carolina Souza Ramos de Carvalho – Profissional com mestrado em Biotecnologia na USP

15h – Inovações e tecnologias no setor cervejeiro – Mesa Redonda (Participantes a definir)

16h – Degustação guiada de cervejas (com kit a ser disponibilizado para venda no Empório da Cerveja)

Com plano multirregional, CBCA celebra 2 anos e tem nova expansão na mira

A ampliação do número de cervejarias artesanais no Brasil trouxe consigo um slogan que busca valorizar o consumo local, mas que também pode reduzir o campo de atuação de uma marca. Foi para driblar esse fator que há dois anos – em outubro de 2019 – saiu do papel a Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal, a CBCA, a principal holding do setor, com atuação propositalmente multirregionalizada.

Hoje, a CBCA reúne três marcas dentro do país – Schornstein, Leuven e Seasons – e a The Drummer, produzida para o mercado externo. Juntas, têm uma capacidade instalada de produção de 300 a 350 mil litros de cervejas por mês nas fábricas de Piracicaba (SP) e Pomerode (SC), escoados pelos centros de distribuição de São Paulo e Tijucas (SC), além de dois bares e duas lojas físicas e uma virtual. E estão sob a perspectiva de fechar 2021 com faturamento de quase R$ 40 milhões, fruto de uma atuação pautada pela diversidade de rótulos e marcas em diferentes regiões do Brasil.  

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São grandes números que levam a CBCA a celebrar o seu segundo aniversário, mas que representam, nas palavras de Gustavo Barreira, seu CEO, a fase de consolidação da companhia, um plano surgido ainda em 2018, diante da percepção de dificuldade de uma marca ser competitiva longe de casa.

“Se escala é fundamental nesse mercado, se tenho dificuldade em ganhar amplitude nacional por estar em desvantagem com as marcas regionais, por que não construir algo capilarizado, com fábricas espalhadas por todo o Brasil, sendo, inclusive, uma opção para bares e restaurantes, resolvendo uma demanda pela qual eles precisariam buscar até quatro cervejarias?”, aponta Barreira, relembrando o questionamento que o motivou a tirar a CBCA do papel.

Até então à frente da paulista Leuven, ele encontrou na catarinense Schornstein a parceira ideal, por ser uma marca forte e complementar, em uma região onde a sua marca não tinha atuação. E foi dessa conversa inicial entre a cervejaria de Piracicaba e a de Pomerode, ainda em novembro de 2018, que surgiu a CBCA, em um processo sacramentado quase um ano depois.

E não ficou nisso. Em março de 2020, mês marcado pela eclosão da pandemia do coronavírus, a porto-alegrense Seasons se juntou à CBCA, que também comprou uma participação na distribuidora Fábrica 75. E ainda se uniu em agosto a Matt Sorum, ex-baterista do Guns ‘N Roses, para criar a The Drummer, hoje exportada para a Califórnia.

A ampliação do número de marcas, da produção e da estrutura pode indicar uma trajetória de sucesso, mas não esconde os percalços, como indica o CEO da CBCA. “É o primeiro movimento nesse sentido no Brasil, sem referência, então vamos aprendendo sozinhos, com as cicatrizes. Mas todos partem da crença de que a marca era boa e vai melhorar por estar na CBCA.”

Para isso, segundo Barreira, a CBCA olha com cuidado para detalhes que ajudem a padronizar processos, mas nunca a pasteurizar as marcas. E mudanças já puderam ser vistas nas cervejarias nesses dois anos, como relata o CEO da companhia. “A Seasons era uma ótima cerveja, um ótimo projeto, mas com atuação regional. Hoje está muito mais presente em Santa Catarina e São Paulo, passando a ter mais capilaridade e espaço.”

“A Schornstein era uma marca que corria o risco de envelhecer, chegou aos 15 anos agora. Fizemos ajustes no portfólio, reforçamos a característica da escola alemã e o DNA de Pomerode. Ela rejuvenesceu, inclusive nos rótulos, sem perder a identidade”, acrescenta Barreira sobre a marca catarinense, que será uma das cervejas oficiais da São Paulo Oktoberfest.

“A Leuven tinha presença tímida em Santa Catarina, e agora está mais relevante. Ficou mais confortável para se posicionar como a marca da escola belga, porque as demais complementam a ausência de outros estilos”, resume o CEO da CBCA, apontando como a junção das marcas ajudou nas melhorias em cada uma delas nesses dois anos de trajetória.

O futuro
Hoje, no portfólio da CBCA, a Schornstein responde por 60% da produção de cervejas da companhia, com a Leuven tendo uma fatia de 25% e a Seasons de 15%. “Foram 2 anos para terminar a construção de cultura, sistemas, processos e pessoas. Hoje considero o momento de maturidade”, avalia Barreira.

Números que poderão ser modificados em 2022, não pelo aumento da produção, mas porque o plano da CBCA é ter uma nova marca em seu portfólio em breve.

Tem um plano até 2025 de termos duas novas fábricas. Uma aquisição, provavelmente no ano que vem, para que traga já a sua carteira de rótulos e clientes. E em 2024 seria uma fábrica nova

Gustavo Barreira, CEO da CBCA

O foco, para essas novas unidades, está na região oeste de São Paulo e no Rio Grande do Sul. E isso tem a sua razão. Como explica o CEO da companhia, a ideia é fechar um “corredor”, que conta com o oeste de São Paulo, Piracicaba, São Paulo capital, o litoral paulista, Curitiba, Joinville, Pomerode, Tijucas, Florianópolis e região, e Porto Alegre. “Esse é o foco da primeira fase da CBCA”, comenta ele, descartando, nessa primeira etapa, desbravar novas regiões, como o Nordeste ou o Centro-Oeste.

“Temos um corredor que funciona. Se o mercado é muito longe, vira outro negócio, quase independente. Hoje temos uma sinergia, o caminhão vai até um ponto e volta. E um outro segue”, justifica Barreira, também apontando as características que busca no mercado. “Estar em uma dessas regiões, ter capacidade produtiva para expandir, produzindo, já, 100 mil ou mais litros e bom nível de profissionalismo.”

Enquanto isso, a CBCA também busca tornar mais atrativa a sua loja online, lançada recentemente, para que ela responda em dois anos por 10% das suas vendas. “Hoje está em 2% a 3%, mas é só uma loja. A ideia é gerar conteúdo, ter um clube de assinaturas, possibilidade de ensino à distância… Mas, claro, tudo isso será de modo cadenciado”, conclui Barreira.

Como as cervejarias podem se planejar para aproveitar a demanda do fim do ano

Se a expectativa é alta, o planejamento deve estar no mesmo nível. É esse o alerta que está embutido com a aproximação das celebrações do fim do ano no Brasil. Sob a perspectiva de ter festas de Natal e réveillon marcantes em dezembro, a indústria cervejeira precisa definir planos e realizar a compra antecipada de insumos para acompanhar uma demanda que promete ser histórica.

A reflexão é de Bruno Lage, sócio-proprietário da empresa de rótulos Label Sonic. Ele lembra que o período do fim do ano sempre foi desafiante para a busca por insumos pelas cervejarias. Mas destaca que o cenário pode se tornar ainda mais complicado em 2021, pois o período das festas vem após o início de recuperação do segmento depois de uma longa recessão.

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Freadas pela pandemia do coronavírus, iniciada em março de 2020, a agenda de eventos, as celebrações coletivas e a ida a bares e restaurantes retornaram, aos poucos, à rotina da sociedade, especialmente a partir da segunda metade de agosto, com o avanço da vacinação e a redução das medidas restritivas pelos gestores públicos.

Até então mais lutando pela sobrevivência do que buscando novos consumidores, a indústria cervejeira viu a demanda crescer e precisou corres atrás dos insumos para atendê-la imediatamente. “Alguns segmentos estão aumentando a demanda rapidamente, após quedas provocadas pela pandemia. E estão produzindo para atenderem a esta demanda. Mas haverá uma nova onda de crescimento da demanda impulsionada pelas festas de fim de ano em um cenário de reencontros após a vacinação e queda dos números assustadores da pandemia”, destaca Bruno.  

O problema, como alerta o gestor da Label Sonic, é que essa necessidade de ter mais insumos, como garrafas, latas, rótulos e caixas de papelão, será ainda maior para o período de Natal e réveillon. E, assim, quem não perceber que tem de planejar essa aquisição ao mesmo tempo em que precisa encontrar soluções imediatas, pode ter dificuldades para resolvê-las nas semanas seguintes.

Além disso, apesar da crise econômica e da perda do poder de compra do brasileiro, há uma expectativa de aumento maior da demanda por produtos premium em comparação aos das demais categorias. Isso se dará por uma sensação de merecimento do consumidor após cerca de um ano e meio de restrições.

“Esta demanda exigirá a compra de novos insumos para produção, agendamento de datas de produção por parte dos ciganos, compra de garrafas, latas ou growlers e para a encomenda de rótulos profissionais. Em se tratando de lançamentos, o processo de contratação de designer, aprovação da arte, conferência da prova impressa e produção do pedido podem demorar até um mês. Portanto, é preciso atender a demanda atual já se preparando para o final de ano, simplesmente pelo fato de assim ter tudo pronto para a produção e não haver ruptura”, avalia o sócio da Label Sonic.

Assim, na visão de Bruno, uma estratégia interessante para as cervejarias visando o planejamento do fim do ano é realizar compras maiores, que atendam a demanda imediata e ainda sirvam como estoque para o período das festas. Dessa forma, evita-se a falta do produto e ainda se consegue um preço mais competitivo.

Todo mundo ficou ‘apertado’ com a pandemia e precisa fazer caixa rapidamente. Mas a maior economia está na compra em escalas maiores

Bruno Lage, sócio-proprietário da Label Sonic

Calendário
E o calendário ainda pode surpreender as cervejarias. Afinal, se faltam dois meses para o Natal, o período conta com dois feriados nacionais em novembro, o que pode significar menos dias, efetivamente, de trabalho em indústrias fornecedoras de matérias-primas e embalagens.

Até por isso, Bruno destaca que, para contar com os rótulos da Label Sonic em suas cervejas na festa do fim do ano, as marcas devem realizar seus pedidos ainda no mês de novembro.

“Caso o cliente precise fazer provas impressas (gratuitas e no mesmo material, acabamento, formato e tamanho), o prazo máximo para solicitação é até 22 de novembro. Para a encomenda da produção dos rótulos, o prazo máximo é até 30 de novembro”, detalha Bruno. “Após estas datas, será necessário avaliar com muito cuidado a logística e o prazo médio de produção que estará em vigor na época. E, como o cliente pode pagar em até 6 vezes sem juros, é possível fazer um ótimo negócio adiantando o seu pedido.”

Saiba mais sobre a Label Sonic em nosso Guia do Mercado

Sabendo que precisará lidar com uma demanda extra do fim do ano das cervejarias, a Label Sonic já se planejou para atendê-la. “No âmbito comercial, iremos fazer plantão de vendas em dois sábados, fazendo orçamentos, finalizando arquivos e emitindo pedidos. Já na produção, o horário será estendido para que possamos agilizar ao máximo as entregas”, conclui Bruno.

Gratuita e online, Semana do Cervejeiro Cigano dá dicas a quem deseja empreender

O planejamento é imprescindível para quem deseja tirar qualquer negócio do papel, não sendo diferente no setor cervejeiro. Afinal, quem decide ingressar nesse mercado precisa lidar com os desafios e incertezas dos investimentos ao mesmo tempo em que realiza uma transição de carreira. Pensando em ajudar a quem está disposto a dar esse passo, a Beer Business organizou a Semana do Cervejeiro Cigano. O evento, online e gratuito, será realizado na próxima semana, de segunda até quarta-feira, sempre a partir das 20 horas, no canal no YouTube da Beer Business.

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A Semana do Cervejeiro Cigano terá a participação de Filipe Bortolini, sócio da Beer Business e instrutor de alguns cursos da instituição, que oferece diversas consultorias. Além disso, convidados vão compartilhar os seus conhecimentos com o público. O encontro promete abordar diversos temas importantes para o cervejeiro cigano, tais como transição de carreira, planejamento, plano de negócios, mercado, possibilidades de crescimento e receitas, entre outros.

Acompanhada por uma grave crise econômica, a pandemia do coronavírus também ficou marcada pela abertura de novas empresas. Foram 3,3 milhões em 2020, um recorde na última década, ainda que a maior parte delas sendo casos de empreendedorismo por necessidade.

Para quem decidiu ingressar no mercado cervejeiro, a modalidade cigana – em que não se conta com uma estrutura própria para fabricação – pode ser a mais interessante para dar os passos iniciais, por não exigir um investimento tão alto.

“A gente acredita que a cervejaria cigana seja um dos melhores para quem quer entrar no mercado. Você [o cervejeiro] consegue ingressar sem precisar largar a sua profissão atual para investir em um setor que não sabe se dará certo”, destaca Maila Gross, consultora de marketing e vendas da Beer Business.

Na visão da profissional, um bom planejamento comercial pode fazer toda a diferença para o êxito da operação de uma cervejaria cigana. E, caso não seja feito, pode levar até a desistências. Assim, a definição de um plano de negócios robusto será um dos pontos ressaltados pela Beer Business em seu curso, a partir desta segunda-feira.

Começar como cervejeiro cigano é uma ótima opção. Tem um custo muito menor e, com isso, te dá um risco muito menor

Maila Gross, consultora de marketing e vendas da Beer Business

Concurso Lata Mais Bonita do Brasil terá grafiteiros e artistas visuais como jurados

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A lata de cerveja pode servir muito além da funcionalidade de atender a demanda do público por uma bebida nesse formato. A possibilidade de transmitir uma mensagem sobre a cultura da marca ou a própria cerveja desenvolvida a aproxima da arte. E é isso o que levou a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas) a definir um perfil mais ligado às artes do time de jurados do concurso a Lata Mais Bonita do Brasil, que teve suas inscrições prorrogadas até segunda-feira.

A equipe de avaliadores, afinal, será formada por grafiteiros e artistas visuais. São eles: Brixx Furtado, Daniel Toys, Michele Monteiro, Mikael OMIK e Rafo Castro. E esses profissionais irão comparar criatividade, beleza estética, adequação ao produto e clareza na comunicação das latas concorrentes. Quem passar pelo crivo dos jurados ainda vai ser avaliado pelo júri popular para conquistar o prêmio da Abralatas.

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O concurso é dividido em três categorias definidas de acordo com o tamanho das empresas: micro e pequenas cervejarias com produção anual de até 2,5 milhões de latas de cerveja; médias cervejarias, entre 2,5 milhões e 60 milhões de unidades; e grandes cervejarias, com mais de 60 milhões de unidades.

Na competição, os jurados vão escolher os 30 melhores rótulos, sendo dez de cada categoria. Depois disso, os 30 selecionados devem, obrigatoriamente, enviar amostras que serão analisadas pelos jurados. Na sequência, as escolhidas vão ser publicadas no site da Abralatas para receberem o voto popular. As que obtiverem maior pontuação entre os jurados e mais votos no site serão as vencedoras do A Lata Mais Bonita do Brasil.

Quem ganhar a premiação poderá aplicar o selo exclusivo do prêmio nos rótulos de suas cervejas, além de ter espaço garantido em publicações e eventos da Abralatas e de conhecer de perto como uma lata é produzida. Quem deseja concorrer a premiação precisa ter seus rótulos de cervejas em circulação no país desde 2019.

Confira o perfil dos jurados do Prêmio A Lata Mais Bonita do Brasil:

Brixx Furtado – Artista visual, grafiteira, ilustradora e produtora cultural. Atua como artista urbana desde 2010. Dedica-se ao grafite, murais, pintura em tela e ilustrações digitais. Possui o cerrado, arquitetura e memórias da infância como grande inspiração para a sua prática artística. Participou de diversas exposições coletivas de arte, entre elas a exposição Arte Radical no Espaço Cultural Contemporâneo em 2012, e o Cap Fest, na Colômbia, em 2016. Em 2019 participou do Mural Festival, maior evento de arte urbana da América do Norte. Em 2020 recebeu o prêmio FAC Prêmios Cultura Brasília 60 na categoria Grafite

Daniel Toys – Amante de desenho desde a infância, aos 11 anos conheceu o grafite por meio do skate e começou na arte. Fez o primeiro grafite no Guará (DF), mas foi no Plano Piloto, na W3, que as cores e traços do trabalho começaram a ganhar o olhar das pessoas. Estudou Publicidade e Propaganda e trabalhou em algumas agências.

Michele Monteiro – Formada em Desenho Industrial com habilitação em Comunicação Visual, tem especialização em Gerenciamento de Projetos e em Branding. Com 18 anos de experiência nas áreas de Design e Marketing, trabalhou na Dinamo Design como diretora de criação.

Mikael OMIK – Grafiteiro com um gosto por olhares e cabelos laranja. Pintou o primeiro painel em Ceilândia (DF) e tem fascinação pela ilustração desde criança. Foram revistas com trabalhos de artistas de street art, nacionais e internacionais, que o levaram para a atuação na arte urbana. Com o grafite, ganhou visibilidade e conhecimento.

Rafo Castro – Artista visual e desenhista industrial por formação, atualmente é chefe de design na OM.art. É responsável por projetos dos mais diversos segmentos, de moda a artes plásticas. Fez parte do Juri Brasil Desing Award em 2019 e da 11ª Bienal de Desing Gráfico da ADG, em 2015.

Spaten e Schornstein serão as cervejas oficiais da São Paulo Oktoberfest

Duas marcas que têm suas trajetórias associadas à cultura alemã serão as cervejas oficiais da São Paulo Oktoberfest. A Spaten, da Ambev, e a Schornstein, da CBCA, vão patrocinar o evento, marcado para ser realizado de 25 de novembro a 12 de dezembro, na capital paulista.

Lançada neste ano pela Ambev no Brasil, a Spaten é uma cerveja alemã criada em 1397. Por lá, tem forte ligação com a Oktoberfest de Munique, sendo servida durante a festa e tendo a sangria do seu barril como um marco do início da celebração. Além disso, a sua origem, no século XIV, está ligada ao surgimento do estilo Munich Helles. Agora, então, a Spaten se associa à Oktoberfest de São Paulo.

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Já a Schornstein é de Pomerode (SC), considerada a cidade mais alemã do Brasil. No evento na capital paulista, o público poderá aproveitar o chope Schornstein OktoberfestBier Edição 2021, cerveja recém-lançada pela marca da CBCA. Inspirado em um dos estilos tradicionais da Oktoberfest alemã, o rótulo possui 5,3% de graduação alcoólica.

“Temos muito orgulho em fazer parte deste festival, junto de marcas tão grandes, e ainda mais feliz por apresentar nossa receita artesanal neste festival junto do período de aniversário de dois anos do grupo CBCA”, destaca o CEO da CBCA, Gustavo Barreira.

Esta será a quarta edição da São Paulo Oktoberfest, que não aconteceu em 2020 e neste ano ocorre após o período tradicional da festa para viabilizar a sua realização com o avanço da vacinação contra o coronavírus. E a expectativa é de que atraia 70 mil pessoas à Vila Alemã, montada no bairro do Brooklin.

“A São Paulo Oktoberfest marca neste ano a retomada dos grandes eventos de entretenimento da capital. Vamos proporcionar uma diversão segura e de qualidade para toda a família e ao mesmo tempo voltar a celebrar a alegria e a amizade entre a comunidade alemã e brasileira, seguindo todos os protocolos sanitários”, comenta Walter Cavalheiro, fundador da São Paulo Oktoberfest.

O evento
A festa cervejeira vai ser realizada na Vila Alemã, sempre de quinta-feira a domingo. Em anos anteriores, a festa aconteceu no Anhembi. “O novo espaço é o início de um projeto ainda maior para os próximos anos, que deverá marcar a celebração de 200 anos da imigração alemã, em 2024”, revela Cavalheiro.

Serão mais de 60 shows de bandas de pop rock e outras típicas, que valorizam a cultura alemã. No dia 25 de novembro, na abertura do evento, o show principal será do Queen Experience In Concert. Já o encerramento, em 12 de dezembro, se dará com o Sambô. Também haverá mais de 60 opções gastronômicas, incluindo 25 pratos do chef Werner Rotzinger.

A organização vai exigir o passaporte de vacinação contra a Covid-19 ou a apresentação de comprovante de teste realizado há menos de 48 horas para a entrada no evento. O protocolo de acesso ao festival medirá a temperatura, orientará sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras e disponibilizará totens de álcool em gel.

Os preços dos ingressos vão variar de R$ 45 a R$ 180. Na quinta e na sexta, a inteira custará R$ 90, com meia-entrada a R$ 45 e ingresso solidário a R$ 55, assim como para quem vestir trajes típicos. No sábado e no domingo, os preços serão dobrados. Às quintas-feiras, nos dias 2 e 9 de dezembro, os primeiros 1.000 ingressos serão gratuitos para quem estiver com trajes típicos – nas sextas-feiras, sábados e domingos terão o mesmo benefício do ingresso solidário.

Além da Spaten e da Schornstein, a São Paulo Oktoberfest terá Aurora, Cepêra, Movida e Grupo Vamos como patrocinadores.

Cerveja valoriza produtoras de baru e empreendedorismo na agricultura familiar

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A união entre uma castanha nativa do Cerrado, as suas produtoras e uma fintech se transformou em impacto social e cerveja: a Baru Beer, rótulo que leva o nome da oleaginosa e carrega em sua trajetória – da concepção, passando pela produção, até a chegada ao copo – a valorização e o fortalecimento do trabalho feminino junto à natureza e ao potencial da agricultura familiar.

Hoje em sua terceira etapa – e rumo à quarta –, o projeto, criado pelas mãos da fintech Moeda Semente, envolve as produtoras de baru. Surgiu em 2018, como um plano para geração de crédito a partir da definição de um destino comercial para essa castanha, cultivada basicamente por mulheres no Centro-Oeste do Brasil.

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A partir disso, o negócio foi formatado. “A ideia foi validar o modelo de ter um retorno financeiro e de impacto, trazendo novos ativos humanizados, para democratizar o acesso aos recursos”, explica Taynah Rais, co-fundadora da Moeda Semente.

Definida como uma fintech, a Moeda Semente foi criada em 2017 e une, em sua atuação, aspectos de uma aceleradora e de marketplace. Tudo isso, inclusive, está presente no Projeto Semente Cerveja Artesanal, com a oferta de microcrédito para as produtoras de baru, as mentorias e a conexão entre as coletoras das castanhas com os investidores. Assim, o projeto causa impacto social, que pode ser confirmado pela transparência oferecida aos processos pelo blockchain.

A escolha pelas produtoras de baru para o projeto não foi à toa. Em sua experiência, Taynah observou os desafios para mulheres obterem créditos. E se uniu a elas para fomentar a agricultura familiar, buscando agregar valor ao produto, que ganha destino certo com a cerveja, uma Brown Ale produzida na fábrica da Dádiva, com 4,9% de graduação alcoólica e 25 IBUs de amargor.

De acordo com Taynah, a ideia de relacionar o baru com a produção de uma cerveja não surgiu na Moeda, mas de uma das produtoras da castanha, dona Divina, uma das lideranças da Cooperativa Carajás. “A dona Divina disse que gostava de cerveja e aí eu fui atrás. Tenho amigos cervejeiros, que atuam com isso como hobby, então questionei se era possível ter uma cerveja com baru. Fizemos alguns testes e aí saiu uma cerveja bonita, com o sabor amanteigado do baru. E deu certo.”

A partir disso, em sua primeira ação, foram investidos cerca de R$ 30 mil para a produção de 2 mil litros. Todo o estoque da cerveja foi vendido em 4 meses, recuperando o investimento e dando lucro, que foi compartilhado com as mulheres que trabalham na cooperativa. A segunda etapa do processo foi, principalmente, marcada pela mudança de formato: deixou-se de lado a garrafa para envasar a Baru Beer em latas, sobretudo, mas, eventualmente, em barris.

Taynah destaca que o impacto da captação do baru para a produção da cerveja é mínimo na rotina de trabalho das produtoras da cooperativa. “Não mudou o processo de trabalho delas. Elas só precisam fazer a torra do baru. Aí vai para a Dádiva, da Luiza (Lugli Tolosa, sócia-proprietária). Ou seja, temos mulheres do início ao fim”, explica ela, apontando como a Baru Beer é marcada pela participação feminina, seja na captação da castanha, na intermediação da fintech ou na cervejaria que a fabrica em São Paulo.

Ao todo, já foram produzidos 4.500 litros da Baru Beer, com as três etapas tendo obtido apoio superior a R$ 150 mil através da plataforma da Moeda Semente. E a sua venda já impactou, desde 2018, 22 famílias do Centro-Oeste e 170 pessoas indiretamente, segundo Taynah. Esse impacto é financeiro, pelo compartilhamento da receita da cerveja que leva a castanha, além da compra da matéria-prima por um valor acima do praticado no mercado. Além disso, há o estímulo oferecido pela fintech, que facilita o empreendedorismo.

“Tem benefícios do nosso programa de créditos, com créditos para compra de equipamentos, oferta de kits gratuitos para gotejamento… E a mentoria para a ajuda na montagem de planos de negócios, além da antecipação recebíveis”, explica Taynah.

O empreendedorismo não está distante. E trabalhar pequenos nichos pode ser um caminho para a agricultura familiar

Taynah Rais, co-fundadora da Moeda Semente

E, assim, a partir das etapas para transformar o baru em ingrediente de cerveja, o projeto põe em prática alguns dos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, como igualdade de gênero, trabalho decente e crescimento econômico, redução da desigualdade e consumo e produção responsáveis.

Mais recentemente, a Baru Beer passou a contar com rastreabilidade no produto e um QR code, que dá ao seu portador acesso a informações do trabalho da cooperativa. Hoje, a cerveja está disponível no site da Moeda Semente, além de alguns pontos de venda no Distrito Federal e no estado de São Paulo. Mas quem faz a aquisição através do site tem uma garantia do impacto da sua compra, afinal, recebe um e-mail com informações sobre o valor da compra que foi repassado às produtoras da castanha.

Concurso Brasileiro de Cervejas abre inscrições e firma parceria com o Senac

O Concurso Brasileiro de Cervejas (CBC) está com as inscrições abertas para a sua décima edição, marcada para 5 a 8 de março de 2022, em Blumenau (SC). Considerado a maior competição cervejeira do país, o concurso terá algumas novidades no próximo ano, sendo a principal delas a parceria com o Senac/SC, o que deve oferecer ainda mais qualidade técnica ao evento.

Clique aqui para inscrever sua cervejaria

Os interessados em participar da próxima edição do Concurso Brasileiro de Cervejas podem realizar suas inscrições pelo site do evento, aproveitando o valor de R$ 199 no lote promocional de lançamento, que irá perdurar até 21 de novembro.

Novo parceiro do evento, o Senac/SC ficará responsável pela estratégia organizacional e de logística do Concurso Brasileiro. “Vamos fomentar a gestão da qualidade e o fortalecimento da rede de cooperação da cadeia produtiva da cerveja artesanal. Com este reposicionamento, o evento estará preparado para ampliar sua atuação internacionalmente”, avalia Luis Fernando Albalustro, gestor do Observatório do Turismo de Santa Catarina e analista de Projetos de Turismo e Cultura do Senac/SC.

Organizadora do Concurso Brasileiro, por sua vez, a Associação Blumenauense de Turismo, Eventos e Cultura (Ablutec) também assume a coordenação geral do evento. E aposta que a décima edição será histórica.

A próxima edição é emblemática. Comemoramos 10 anos do concurso, em harmonia com o mercado nacional e a retomada dos grandes eventos no Brasil. Firmamos esta parceria para alcançarmos ainda mais um alto nível de profissionalização

Develon da Rocha, presidente da Ablutec

O CBC premia os melhores rótulos, com certificados e medalhas, e entrega um parecer técnico sobre as amostras dos produtos inscritos, dando às cervejarias a possibilidade de, a partir dessa avaliação, melhorar o processo de fabricação e as características das cervejas.

Em 2022, o Concurso Brasileiro ocorrerá em paralelo ao Festival Brasileiro da Cerveja, à Feira Brasileira da Cerveja e à primeira edição do Congresso Internacional da Cerveja (Conib).

É um cenário bem diferente ao da nona edição. Afinal, em função das restrições provocadas pela pandemia, o Concurso Brasileiro precisou adaptar o seu formato para ser realizado em março de 2021, sendo o único dos principais eventos do setor a ter sido realizado, até agora, neste ano.

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Ainda assim, a competição teve quase 500 cervejarias inscritas e mais de 3 mil amostras analisadas. E foram premiadas as melhores cervejas em 154 categorias.

Balcão do Advogado: Faltam poucos dias para cervejarias se adequarem ao PIQ

Balcão do Advogado: Faltam poucos dias para as cervejarias adequarem os rótulos ao novo PIQ


Todas as cervejas lançadas a partir de 11 de dezembro de 2021 deverão estar com seus rótulos atualizados conforme o disposto na Instrução Normativa nº 65/2019, que estabeleceu o novo padrão de identidade e qualidade (PIQ) da cerveja. A referida instrução normativa está em vigor desde 2019 e as cervejarias tiveram 2 anos para adequarem os seus rótulos às novas regras (o prazo foi estendido em 365 dias em virtude da pandemia do coronavírus).

Como deve ser a denominação do produto no rótulo:

CERVEJA PURO MALTE
CERVEJA (≥ 55% malte de cevada, ≤ 45% adjuntos)
CERVEJA DE… (45 a 80% adjuntos; 20 a 55% malte de cevada)
CERVEJA PURO MALTE DE…
+
SEM ÁLCOOL ou DESALCOOLIZADA (≤ 0,5% v/v)
COM BAIXO TEOR ALCOÓLICO ou COM TEOR ALCOÓLICO REDUZIDO (0,5 a 2,0% v/v/) (sem especificação: > 2,0% v/v/)

A inclusão das expressões “cerveja gruit”, “cerveja sem glúten”, “cerveja de múltipla fermentação”, “cerveja light”, “chopp” ou “chope”, “cerveja Malzbier” (desde que atendidos os critérios definidos no art. 2, § 1º a 6º da IN), bem como a inclusão do estilo da cerveja, é opcional e não faz parte da denominação, podendo constar no rótulo em separado e de forma clara e prontamente distinguível da utilizada na denominação.

As regras foram simplificadas, o que beneficia tanto fabricantes quanto consumidores. Atualize os seus rótulos e os registros dos seus produtos no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) o quanto antes, sob pena de sofrer sanção a partir de 11 de dezembro de 2021.

As cervejas produzidas ou fabricadas até o dia 10 de dezembro de 2021 não precisam necessariamente atender ao novo PIQ, podendo ser comercializadas até o fim de seu prazo de validade (IN Mapa 65/2019, art. 34, caput e parágrafo único).


André Lopes é sócio do escritório Lopes, Verdi & Távora Advogados e criador do site Advogado Cervejeiro

Skol mais conhecida, Heineken preferida: A relação do consumidor com a cerveja

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A Skol é a marca mais conhecida pelo consumidor brasileiro de cerveja, mas não a favorita. Esse posto de preferida é ocupado pela Heineken, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Opinion Box, que ouviu 2.062 internautas de todos os estados, tendo uma margem de erro de 2,2%.

O trabalho destaca que a Skol foi a marca mais citada espontaneamente pelos entrevistados, com 25,3% das referências, ficando à frente da Brahma, com 18,9%, e da Heineken, com 16,2%. Na primeira edição do estudo sobre cervejas, em 2019, a Heineken era a quarta mais lembrada, tendo trocado de lugar no ranking de 2021 com a Itaipava. O Top 3 se repete quando os pesquisados são estimulados: a Skol é a mais lembrada por 89% dos participantes, com Brahma e Heineken tendo 86% das menções.

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A Skol também lidera, empatada com a Heineken em 55%, a relação das marcas que o consumidor já comprou ao menos uma vez, com ambas sendo seguidas pela Brahma, com 52%. Mas a cerveja da multinacional holandesa domina o restante dos tópicos da pesquisa sobre a presença das marcas.

É, por exemplo, a cerveja que o consumidor mais consideraria comprar, com 10% de vantagem para a Budweiser (54% a 44%), que são seguidas pela Brahma (41%). Também é a marca mais citada entre as compradas nos últimos 12 meses, com 43%, contra 33% da Skol, 32% da Brahma e 31% da Budweiser.

Entre essas marcas que o consumidor cogita comprar, a Heineken é a preferida, com 26%, contra apenas 12% da Skol. É, ainda, a que os entrevistados mais viram propagandas nos últimos 12 meses, com 48%, contra 46% da Skol e 38% da Brahma. Em 2019, o topo do pódio das macas vistas em propagandas era da Skol, com a Heineken na segunda posição.

Os indicadores de experiência podem ajudar a explicar as razões para a Heineken ser a cerveja preferida do consumidor brasileiro. Afinal, segundo a pesquisa do Opinion Box, é uma das três cervejas com maior índice de satisfação – 4,3 –, ao lado da Eisenbahn e da Stella Artois.

Além disso, no que a empresa de pesquisa de mercado define como CEV – o vínculo emocional do consumidor como uma marca –, a Heineken é a segunda colocada, com índice 93,0, atrás da Sol, com 94,0, e à frente da Eisenbahn, com 92,3.

Comportamento de compra
Realizada em julho, quando as medidas para conter a propagação do coronavírus eram mais restritivas do que atualmente no Brasil, a pesquisa do Opinion Box também mediu comportamentos de compra. O preço, com 70%, era o principal fator de decisão, seguido por sabor (56%), marca preferida (52%) e promoção (51%).

Também chama a atenção a preocupação dos pesquisados com a marca de cerveja. Ao serem confrontados com a frase: “Tomo qualquer cerveja, sem me importar com a marca”, 56% discordaram e apenas 23% concordaram. Mas o consumo das cervejas artesanais não é expressivo: apenas 35% preferem esse tipo de fabricação.