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Rota RJ lança colaborativa das 25 associadas para festejar volta do turismo

O avanço da vacinação contra o coronavírus vem permitindo uma série de reencontros. E, com a esperança de iniciar uma nova fase, com a retomada do turismo, as marcas da Rota RJ decidiram lançar um uma cerveja colaborativa envolvendo as 25 associadas, a GO IPA, que está sendo apresentada ao público durante o Mondial de la Bière Rio.

O evento teve uma edição virtual em 2020, por causa da pandemia do coronavírus, e voltou a acontecer presencialmente, agora na Marina da Glória, no Aterro do Flamengo. Com início na última quinta-feira, a festa cervejeira prossegue até domingo.

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“Ela foi um marco para todos os associados, pois pudemos nos reunir quase depois de dois anos. O lançamento dessa cerveja é para dizer que nós voltamos. Que estamos todos de pé e a celebrar a retomada do turismo”, destacou Ana Cláudia Pampillón, coordenadora da Rota RJ.

Criar uma cerveja para o Mondial é algo comum para a Rota RJ, que em 2021 não tem um estande próprio no evento. Mas o seu rótulo colaborativo pode ser encontrado nos locais onde estão instaladas as marcas Alpendorf e Mad Brew.

Na receita da nova bebida, o destaque é a polpa da goiaba, produto típico de Guapimirim, além dos lúpulos Citra, Cascade e Amarillo, inseridos no dry hopping dessa American IPA. “Sempre utilizamos o insumo regional de onde nós estamos produzindo. Então o insumo que nós utilizamos nessa cerveja foi a goiaba, um produto típico da região de Guapimirim, produzida no Sítio Sato”, afirmou Ana Cláudia.

Para ela, a junção dos ingredientes deixará o público muito curioso para degustar essa colaborativa da Rota RJ. “Colocamos lúpulos aromáticos para que ela tenha um caráter muito refrescante e que traga toda a tropicalidade dessas frutas brasileiras, que com a adição da goiaba ficou mais intensa ainda. Então, o público pode esperar uma novidade muito disputada.”

A brassagem da nova colaborativa da Rota aconteceu em 17 de novembro, na Cervejaria Nossa Fábrica. De acordo com Ana, a produção será de 2,5 mil litros. Dessa fabricação, o objetivo é separar mil litros, envasados em growlers de 600 ml, para uma ação social que acontecerá neste final de ano na região serrana do Rio.

Nós vamos trocar a cerveja por alimentos e, com isso, a gente espera arrecadar mais de uma tonelada de alimentos na região de Guapimirim e Cachoeiras de Macacu. Que a gente possa fazer um Natal mais feliz para instituições da região

Ana Cláudia Pampillón, coordenadora da Rota RJ

Os litros restantes serão divididos em barris, alguns enviados ao Mundial e outros comercializados nos estabelecimentos dos associados da Rota RJ e em seus eventos. O objetivo é reverter metade da renda obtida com a venda da cerveja para a associação.

“Nossa associação não tem fins lucrativos, é uma questão mesmo de manutenção pós-pandemia para que nós possamos investir em outras questões, como a comunicação. A ideia é que a bebida também seja também será engarrafada e utilizada pela Rota para presentes de final de ano”, contou Ana.

No dia da brassagem estavam presentes o chef Rafa Ramos, responsável pelo almoço dos cervejeiros, Talita Delia e Washington Sato, do Sítio Sato, representantes da BR Craft Insumos Cervejeiros e da Hdclean, o secretário de Turismo de Guapimirim, Mário Seixas, o jornalista Bruno Agostini, o mestre-cervejeiro Leonardo Botto e o sommelier José Padilha.

Artigo da Sara: “Estou tentando me curar e lutando por justiça”

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*Por Sara Araujo

No dia 14 de agosto de 2020, no final da tarde, meu celular começou a receber um bombardeio de mensagens. No auge da pandemia, levei um susto, pois aquilo não era habitual. Levantei assustada. Da minha mesa de trabalho saí correndo para pegar o celular, que estava um pouco distante. Pensei que algo havia acontecido com minha família, que mora há mais de 400 quilômetros de mim. No auge da pandemia, a única coisa que pensei foi: aconteceu algo com minha mãe, meus irmãos e irmã, meus sobrinhos e sobrinhas.

Não, não era nenhuma notícia ruim sobre eles. Eram prints de mensagens que estavam circulando naquele dia sobre mim. Um monte de mensagens horríveis, violentas e desumanizadoras. Uma imagem minha, retirada do meu Instagram, foi levada para dentro de um grupo de homens hospedados no aplicativo WhatsApp, chamado de Cervejeiros Iluminati.

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Quando comecei a ler as mensagens, comecei a tremer, a vomitar. Me deu uma crise de diarreia, fiquei o dia inteiro no banheiro. Assustada com tudo aquilo, chorava, tremia. Não conhecia aquelas pessoas que me agrediram, não sabia quem eram, todos homens brancos. Perguntei para duas mulheres do mercado cervejeiro e uma jornalista, com a qual eu estava fazendo um trabalho sobre cerveja e que conhecia o mercado, se elas conheciam aquelas pessoas. Disseram que conheciam algumas delas e que não estavam acreditando no que liam.

No final da noite, cheia de dor, fiz um post na minha rede social, divulgando algumas das mensagens. A minha vontade era de colocar todas, mas o Instagram limita o número de fotos em uma única postagem. Não divulguei os nomes e nem os telefones. Queria que eles soubessem que eu sabia o que fizeram e queria que o mercado cervejeiro soubesse que abrigava em seu meio pessoas racistas.

Os dias e meses que se seguiram foram de muito sofrimento. Adoeci, passei dias na cama, com amigas de perto e de longe me dando suporte, enviando mensagens, comida, me encorajando a sair da cama, a levantar e tomar um banho. Tive que procurar ajuda psicológica, porque sozinha não conseguia me movimentar. Logo após, mergulhei freneticamente no trabalho, com a finalidade de melhorar, esquecer a dor.

Mas as coisas só pioraram. Desenvolvi alguns problemas de saúde sérios. Inclusive, crises de asmas e brônquicas que estavam controladas, se acentuaram. Hoje, faço uso de alguns remédios e tive que usar uma bombinha, que irá me acompanhar pelo resto da vida. Gastei horrores em consultas, exames e remédios.

Para acompanhar o caso, contratei advogados. Para que nada se perdesse, eles estavam sempre atentos ao prazo de prescrição da (do crime de) injúria racial (era de 6 meses), mas respeitando meu estado de saúde, que estava bem debilitado.

Fui à delegacia dentro do prazo previsto em lei. E aqui, um adendo. Vá no primeiro dia ou no último. O importante é denunciar. Se você for vítima, saiba disso.

Eu estou tentando me curar e lutando por justiça, porque esses crimes não podem ficar impunes.

Uma das coisas que meus agressores fizeram após a repercussão do caso foi espalharem que as mensagens não eram verdadeiras. Trabalho no sistema judiciário e é comum no campo da literatura jurídica o agressor tentar descredibilizar a vítima. Ou, até mesmo, tentar culpá-la.

Estou a cada dia me fortalecendo, vivendo um dia de cada vez e espero que todas aquelas pessoas que me agrediram sejam responsabilizadas.

Em tempo, para que todos e todas saibam, o crime de racismo, alocado no artigo 20 da Lei Federal 7.716/89, é imprescritível. Ou seja, pode ser denunciado a qualquer tempo.

O crime de injúria racial, disposto no artigo 140, § 3º do Código Penal, prescrevia em 6 meses, após o conhecimento dos fatos pela vítima, cabível a representação da vítima. Em recente decisão do STF, o crime de injúria racial foi equiparado ao crime de racismo nos moldes do artigo 5º, inciso XLII, da Constituição Federal. Isso significa que o referido crime não prescreve e pode ser denunciado a qualquer tempo.

Deixo um apelo às pessoas negras que sofrem esses tipos de crimes: não se calem, denunciem, reúnam o máximo de provas e lutem por justiça. Essas pessoas não podem continuar praticando crimes e saindo impunes.

Não é fácil, é adoecedor, mas a dor não vai embora se não denunciarmos.

Eu decidi denunciar. Como pontuou Audre Lorde, o silêncio não me protegeu. Então, que eu possa usar a minha voz para lutar por justiça, por mim, pois a dor é absurda, e para que outras pessoas que passaram pelo que eu passei, sintam-se fortes para lutar e, principalmente, para que as pessoas que me agrediram, não façam isso a mais ninguém.


*Sara Araujo é sommelière de cervejas, acadêmica de Ciências Sociais e pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica

Concurso Brasileiro é acusado de ter na gestão envolvido em atos racistas; Ablutec nega

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Os casos de racismo e misoginia ocorridos dentro do setor de cervejas artesanais em 2020 ainda são uma ferida que não se fechou. Nos últimos dias, o coletivo AfroCerva, a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e 12 cervejarias, incluindo a Ambev e o Grupo Heineken, se manifestaram contra a presença de um dos personagens desses atos de racismo na organização do Concurso Brasileiro de Cervejas (CBC). Responsável pelo evento, a Associação Blumenauense de Turismo, Eventos e Cultura (Ablutec) nega que um dos profissionais acusados de envolvimento nos casos esteja participando da preparação e execução do campeonato cervejeiro.

O reacendimento das fissuras envolvendo os incidentes dentro do setor se deu a partir de 17 de novembro, na semana em que se celebrava o Dia da Consciência Negra. Na data, o coletivo AfroCerva publicou a sua Carta Aberta ao CBC e ao Mercado Cervejeiro. Nela, relembrava os acontecimentos de 2020 e relatava a presença na comissão organizadora do Concurso Brasileiro do próximo ano, quando será realizada a décima edição, de um profissional envolvido nos atos.

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“A AfroCerva vem através desta carta aberta manifestar seu repúdio e sua indignação com a organização do Concurso Brasileiro de Cerveja 2022, que tem entre os componentes da sua comissão organizadora, um dos envolvidos nos ataques racistas de 2020. Cobramos um posicionamento da organização, dos patrocinadores e apoiadores, bem como de todos os atuantes e envolvidos com o mercado cervejeiro. Este mercado, assim como a sociedade, não pode mais ser condescendente com racismo, homofobia, machismo e demais formas de preconceitos”, afirmou o coletivo em um trecho da nota, destinada à organização do Concurso Brasileiro.

Criado em julho de 2020, o coletivo busca unir profissionais negros, tendo o objetivo de ser uma frente que busque equidade racial dentro do mercado cervejeiro. E congrega, hoje, cerca de 30 profissionais. A AfroCerva ganhou mais visibilidade dias depois da sua criação, com a eclosão de uma crise no segmento de cervejas artesanais diante da divulgação de mensagens de teor machista e misógino publicadas em um grupo de WhatsApp.

Semanas antes, o alvo de comentários preconceituosos nas redes sociais havia sido a Implicantes, que se autointitula a primeira fábrica cervejeira negra do Brasil e que recebeu ataques em meio a um crowdfunding realizado para assegurar a sua sobrevivência durante a pandemia. Posteriormente, a marca e a sommelière Sara Araújo foram alvos de comentários jocosos e preconceituosos no grupo Cervejeiros Illuminati, que era composto por várias figuras relevantes do setor.

A revelação das mensagens publicadas no grupo provocou, à época, a renúncia de toda a gestão da Abracerva, incluindo a do seu presidente, Carlo Lapolli. E é um dos membros participantes do Cervejeiros Illuminati que a AfroCerva, depois seguida pela Abracerva e por um grupo de 12 cervejarias, se refere, reclamando do suposto acolhimento desse profissional pelo maior concurso cervejeiro da América do Sul.

À época da publicação do texto pela AfroCerva, a reportagem do Guia entrou em contato com a organização do evento. Ela negou a presença de um profissional acusado de racismo ou injúria racial, assegurando que haveria um desligamento sumário caso tomasse conhecimento de algum ato do tipo envolvendo pessoas relacionadas ao Concurso Brasileiro. “Se tiver alguma pessoa que está respondendo por alguma coisa referente a isso, vai ser afastado no minuto seguinte”, disse Develon da Rocha, presidente da Ablutec.

A organização do Concurso Brasileiro, porém, ignorou os pedidos da reportagem para ter acesso a uma lista com o nome dos organizadores do evento e de seus jurados. E optou por não responder aos pedidos de esclarecimento da AfroCerva. Cobrou, ainda, que o nome do profissional alvo da acusação tivesse o seu nome tornado público. “Eles precisam falar quem é a pessoa, precisam dar o nome”, afirmou Develon.

“Quem vai decidir quando os jurados serão anunciados somos nós, com todo respeito. Vamos divulgar os jurados quando necessário. Eles vão vir de 13 países, fizemos convites, mas ainda estamos recebendo as aceitações ou não”, acrescentou o presidente da Ablutec.

Abracerva e mais 12 cervejarias se mobilizam
Às manifestações da AfroCerva, somaram-se pedidos de esclarecimentos da principal associação do setor de cervejas artesanais do país – a Abracerva – e de 12 cervejarias, incluindo as duas maiores do mundo, a Ambev e o Grupo Heineken. A nota do grupo também é assinada por Avós, Água de Bamba, Dádiva, Hocus Pocus, Noi, Cevaderia, Farra Bier, Flamingo Beer & Co., StartUp Brewing Co. e Three Hills.

O documento destaca que, nesse momento e diante do contexto atual, nenhuma dessas cervejarias pretende participar do Concurso Brasileiro, seja cedendo profissionais para atuar como jurados, por exemplo, ou inscrevendo seus rótulos para serem avaliados, concorrendo a medalhas.

“Por ora, respeitando integralmente nosso compromisso com a equidade racial e de gênero, principalmente dentro do ecossistema cervejeiro, optamos pela não participação de nenhum de nossos colaboradores ou especialistas no concurso e pela não participação com envio de amostras a serem avaliadas”, disseram as cervejarias no comunicado.

Em nota enviada à reportagem do Guia, a Ambev destacou “a importância, urgência e seriedade do tema”, o que provocou a mobilização da sua equipe de cultura e conhecimento cervejeiro para apresentar a demanda perante os organizadores do Concurso Brasileiro em conjunto com outras 11 companhias.

“O objetivo é reforçar que, enquanto parte do ecossistema cervejeiro, precisamos desse canal de diálogo, escuta e entendimento sobre a condução da parceria entre o CBC e o envolvido em acusações de racismo e discriminação de gênero. Assim, esperamos agilidade e seguimos com o nosso compromisso com a equidade racial e de gênero no mercado cervejeiro”, afirmou a Ambev.

A Abracerva, por sua vez, destacou em sua nota que o Concurso Brasileiro de Cervejas “tem, comprovadamente, entre os componentes da sua comissão organizadora, um dos envolvidos nos ataques de 2020”. E ressaltou a defesa dos interesses dos associados para cobrar explicações dos organizadores do evento.

A associação ainda recordou as mudanças realizadas na sua gestão após a revelação das mensagens do ano anterior. “Devido a acontecimentos esta associação realizou profundas mudanças em sua diretoria, já que não compactuou à época e não compactua com esses tipos de práticas e ações que não contribuem para a criação de um mercado cervejeiro maduro e produtivo muito menos para uma sociedade sem preconceitos e qualquer forma de discriminações”, disse, cobrando explicações do Concurso Brasileiro.

“A Abracerva através desta nota quer respostas de como são tratadas as questões raciais e de gênero dentro do âmbito do CBC, dos seus integrantes, patrocinadores e apoiadores”, acrescentou a associação.

Como resposta à nota da Abracerva, a Ablutec assegurou, mais uma vez, não existir na organização do Concurso Brasileiro nenhum profissional relacionado aos episódios de preconceito ocorridos em 2020. “Não há na coordenação da instituição pessoa relacionada aos episódios que a Abracerva menciona. A coordenação-geral é da presidência da entidade e o Senac/SC responde pela coordenação técnica, estratégica e de logística do Concurso Brasileiro de Cervejas (CBC).”

A associação alegou ser de sua livre escolha a definição de quem vai trabalhar no evento. E assegurou que jamais optaria por profissionais que estejam envolvidos em casos de racismo na organização do Concurso Brasileiro. “A Ablutec resguarda-se no direito de selecionar seus colaboradores ou prestadores de serviços, mas jamais aceitaria contratar alguém que respondesse – ou já tivesse sido denunciado – pelo crime de racismo ou injúria racial ou outro delito que atente contra a imagem dos eventos e de seus expositores e frequentadores.”

Para a Abracerva, agora, o momento é de entender o que está acontecendo. E de acompanhar os próximos passos na Justiça do caso envolvendo Sara e a divulgação da relação dos participantes na organização do Concurso Brasileiro, uma demanda da associação.

“Foi cobrado um posicionamento da Abracerva, fizemos isso. E eles nos responderam, de uma forma corporativa”, contou Giba Tarantino, diretor e conselheiro da Abracerva, ao Guia. “Agora precisamos aguardar, entender como o processo avança, que caminho segue. Houve cobrança para que se passasse os nomes dos organizadores, mas isso parece que eles não vão fazer.”

O concurso
A organização do Concurso Brasileiro prosseguiu com os preparativos do evento – marcado para março de 2022 – enquanto recebia os questionamentos. E relatou que teve 318 cervejarias e 2.358 amostras cadastradas na primeira fase de inscrição para o campeonato cervejeiro em Blumenau. “Um incremento de 21% nas cervejarias e 2% nas amostras, em comparação com a mesma etapa de 2021”, detalhou o CBC nas redes sociais.

Além disso, seus gestores prometeram que as próximas edições do Concurso Brasileiro e daqueles que compõem a agenda de eventos cervejeiros praticamente simultâneos em Blumenau (SC) contarão com uma área de compliance.  

“Os próximos eventos cervejeiros de Blumenau – Concurso, Feira, Festival e Congresso Internacional – serão regidos por uma área de compliance, inédita neste setor no país. Surgido nas corporações norte-americanas na virada do século XX, trata-se de um conjunto de disciplinas a fim de cumprir e se fazer cumprir as normas legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da instituição ou empresa, bem como evitar, detectar e tratar quaisquer eventuais desvios ou inconformidades”, disse o Concurso Brasileiro.

A iniciativa também foi tema da resposta da Ablutec ao texto enviado para as 12 cervejarias. “Nossa preocupação com os temas relacionados à inclusão social demandaram a decisão por criar uma área de compliance para os eventos cervejeiros que promovemos, além de focarmos em aspectos de governança, meio ambiente e sustentabilidade.”

Alguns profissionais que cobraram explicações do Concurso Brasileiro, no entanto, questionaram como estaria sendo aplicada essa nova política de compliance. “Não tem como fazer compliance sem transparência”, disse Paulão Silva, membro da AfroCerva e da comissão de ética da Abracerva.

Ao grupo de 12 cervejarias, em texto assinado por Develon, a Ablutec também apontou que casos de racismo nunca aconteceram no Concurso Brasileiro e que as ocorrências de 2020 não possuem qualquer vínculo com o seu evento. E voltou a negar a presença de um profissional envolvido nelas em sua organização.

“Não há entre a comissão organizadora ou entre os profissionais externos dedicados à próxima edição do CBC qualquer pessoa que responda criminalmente por racismo ou injúria racial e seguramente não toleraríamos tal situação”, destacou a nota.

O processo
Ocorridos em agosto de 2020, os comentários de tom racista contra Sara em um grupo de WhatsApp ainda não se transformaram em processo na Justiça. Porém, ocorreu a instauração de um inquérito policial. Nesse momento, os investigadores buscam entrar em contato com os envolvidos para realização de oitivas, algo que tem ocorrido a passos lentos.

“Como nós não temos os endereços deles, estão sendo expedidos ofícios para as companhias telefônicas para descobrir os endereços e, após isso, enviar a carta de intimação”, relatou Jeferson Rodrigues, advogado da sommelière.

Esta será, assim, a fase que determinará se o caso terá a abertura ou não de um processo, a partir de uma avaliação do Ministério Público, que reunirá provas para avaliar o eventual crime e a posterior apresentação de uma denúncia. Jeferson defende que sejam apresentadas denúncias por racismo e injúria racial contra profissionais que participavam do Cervejeiros Iluminati e estavam envolvidos nos comentários contra Sara.

Na Marina da Glória, Mondial marca volta dos grandes eventos das artesanais

O Mondial de la Bière está de volta ao Brasil e de modo presencial. A partir desta quinta-feira, na Marina da Glória, será realizada mais uma edição carioca da festa, em um reencontro do segmento de cervejas artesanais com os grandes eventos após um longo hiato, provocado pela pandemia do coronavírus.

Em 2020, em função da crise sanitária, o Mondial aconteceu de modo online, com transmissão direta de um brewpub, onde ocorreram apresentações musicais e degustações guiadas, além da divulgação de canais de venda. Agora, então, a edição 2021 do evento é encarada como uma volta dos encontros presenciais para os fãs das cervejas artesanais.

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E não faltarão opções ao público. Afinal o evento terá a presença de cerca de 120 cervejarias, além de 15 opções para alimentação na Marina da Glória, localizada no Aterro do Flamengo, até o próximo domingo, onde também vão ocorrer apresentações musicais. É, inclusive, uma mudança de cenário, pois tradicionalmente o evento ocorria no Píer Mauá, na zona portuária da capital fluminense.

O Mondial se inicia nesta quinta, indo das 15h às 23h. Na sexta e no sábado, os horários são de 14h à meia-noite. Já no domingo, das 13h às 21h. Os ingressos estão esgotados para os últimos três dias do evento. Na abertura, as entradas custam R$ 130, mas há opções de meia entrada (R$ 65) e para o cervejeiro solidário (R$ 70).

Realizado no Brasil desde 2013, o Mondial reúne fabricantes de cerveja, importadores e distribuidores de artesanais e premium com a oferta de milhares de rótulos ao público, muitos deles exclusivos para o encontro ou que tiveram os seus lançamentos preparados para a festividade.

O Mondial é um evento internacional, tendo iniciado a sua trajetória no Canadá, em 1994. Depois, então, também passou a ser realizado na França e no Brasil, onde ainda conta uma edição em São Paulo, sendo que a primeira aconteceu em 2018.

Lançamentos
Algumas cervejarias, inclusive, já revelaram quais novidades vão apresentar na 11ª edição do Mondial no Rio. Em meio às opções gastronômicas e musicais, o público poderá saborear os novos rótulos da CyBEER Lab, fundada em 2020 em São Paulo, em Moema, que apresentará a Follow de Sun, uma Double New England IPA, a Red Team, uma Imperial Sour com framboesa, graviola e zimbro, e a Yellow Team, uma Catharina Sour de umbu e cajá.

A Latido também reservou ao Mondial algumas novidades para apresentar ao público. A marca vai lançar a Gladstone, uma Imperial Smoked Porter, com notas de chocolate, tosta, frutas secas, dulçor e o toque de malte defumado em madeira de Faia. São 10% de teor alcoólico nesse rótulo, além de 46 IBUs de amargor.

Outra novidade que estará plugada pela marca no Mondial é a Filhote, uma Session Black IPA, cerveja colaborativa com a Brewing2go. Citra e amarillo trazem notas de laranja e maracujá que completam os elementos de tosta dos maltes especiais,

“Estou muito ansioso pela volta do Mondial de la Bière, vamos celebrar a cerveja e sua cultura nesse grande evento. Estarei lá todos os dias atendendo o público, a Latido é co-expositora no stand do Beer Underground. Espero todo mundo lá”, comenta Fernando Rocha, cervejeiro e sommelier da Latido.

Já a Odin fará o pré-lançamento de sua Black Larger no Mondial de La Bière. A nova cerveja possui um corpo mais leve, com notas escuras da torra dos maltes. Tem 18 IBUs de amargor e 5% de graduação alcoólica.

Protocolos
Realizado ainda em meio à pandemia do coronavírus, o Mondial adotou uma série de medidas para cumprir os protocolos sanitários exigidos pelas autoridades. Assim, na entrada do evento, será exigido o comprovante da vacinação e o uso de máscara. Além disso, haverá medição da temperatura. No evento, será preciso cumprir medidas de distanciamento e realizar a higienização das mãos. Os organizadores também garantem que todos os ambientes são abertos e bem ventilados.

Como cervejarias, associações e eventos avaliam o passaporte da vacina

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A volta das atividades com a presença do público já é uma realidade no Brasil. Com o avanço da aplicação das duas doses da vacina contra o coronavírus e o fim da maior parte das medidas restritivas, a agenda de eventos foi retomada, algo muito desejado pelo setor cervejeiro, que tem os encontros, os lançamentos e as reuniões para congregações como uma das suas marcas e fonte de receita.

Seja por determinação de legislações municipais e estaduais, seja por entender que este é o meio mais adequado para garantir a segurança sanitária dos frequentadores, muitas companhias e organizadores de eventos têm adotado o passaporte da vacina como principal estratégia para evitar a propagação do coronavírus.

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A medida é importante quando uma nova variante, a ômicron, causa “preocupação”, nas palavras da Organização Mundial da Saúde (OMS), em função das dúvidas sobre a sua transmissibilidade, o que reforça a importância da vacinação e de outras medidas, como o distanciamento social, o uso de máscaras, a lavagem das mãos e a presença em ambientes ventilados.

E essa preocupação surge exatamente quando as duas principais capitais brasileiras realizam importantes eventos cervejeiros, caso de São Paulo, que é palco, desde a semana passada, da sua versão da Oktoberfest. Já o Rio de Janeiro, a partir desta quinta-feira, recebe o Mondial de La Bièrre.

Dentro desse contexto, a reportagem do Guia buscou ouvir importantes atores do segmento, desde as cervejarias, passando pelos organizadores de eventos e associações de bares e restaurantes para entender como eles avaliam o passaporte da vacina. Há consenso quanto à importância da imunização, mas alguns questionamentos sobre efeitos envolvendo a exigência do documento.

Prestes a ser iniciado, o Mondial exigirá o passaporte da vacinação na entrada do evento, na Marina da Glória. Algo exigido pelas autoridades do Rio de Janeiro, mas que seria adotado de qualquer modo, pela crença da sua importância pela organização, que também disponibilizou em seu site um protocolo sanitário, que inclui a definição de zonas de permanência.

“Há cerca de quatro meses, quando resolvemos fazer o Mondial de la Bière presencial em dezembro, o único quesito do protocolo sanitário que tivemos certeza de que adotaríamos, mesmo não sendo mais obrigatório, foi a apresentação do passaporte da vacinação para entrada e permanência. Para nós, a segurança de todos é muito importante. Desejamos fazer um evento para celebrar o reencontro do mercado com o público da maneira mais segura possível”, afirma Gabriel Pulcino, diretor do Mondial de la Bière Brasil.

Uma das profissionais à frente do Rio Mais Cerveja, iniciativa que atua para tornar a capital fluminense referência no turismo cervejeiro, Luana Cloper defende o passaporte da vacina, não só por uma exigência da legislação, mas também pelos indicadores que apontam a imunização como fator preponderante para reduzir a propagação do vírus.

“O Rio Mais Cerveja é a favor da adoção do passaporte vacinal”, destaca Luana. “Tanto por uma questão de cumprimento da lei – já que as atrações turísticas da cidade do Rio do Janeiro precisam exigir o esquema vacinal dos visitantes – quanto por uma questão de segurança e cuidado à saúde, tão fundamentais para a retomada dos negócios, da economia e do lazer.”

Empresa com experiência em facilitação para feiras e eventos, a M&P Facility Services também recorda que a aceleração da vacinação no Brasil coincidiu com a redução do número de casos de coronavírus, especialmente os graves, para defender a comprovação da imunização para que o público tenha acesso a esses encontros.

“A M&P Facility Services é apoiadora do passaporte da vacina, haja visto que o interesse da coletividade deve ser observado como pilar para todo tipo de relacionamento social. A ciência nos garante os efetivos resultados da tecnologia de vacinação, bem como a baixa nos números de contágio e infecções neste nicho. Podemos também observar a crescente onda de contaminação e infecção nas sociedades não imunizadas (na qual os habitantes optaram por não se vacinar)”, avaliam os sócios-proprietários da M&P, Michel Gervasoni e Patrícia Lopes.

A companhia também destaca que seguirá adotando outras medidas em seus eventos, além da exigência do passaporte da vacina, enquanto a pandemia não estiver sob controle. “Em nossos eventos atendidos, levamos todo nosso protocolo de biossegurança à risca com uso de máscaras, medição de temperatura, atenção a sintomas gripais, desinfecção das mãos, corrimões e botões de controle, distanciamento social e controle de qualidade nos filtros de ar refrigerado nos pavilhões”, contam os profissionais da M&P.

Uma das referências entre as artesanais brasileiras e palco de vários eventos em sua casa em São Paulo, a Tarantino também exige o passaporte da vacina desde setembro no seu espaço. Além disso, fornece produtos que ajudam a evitar a propagação do coronavírus.

“Além de pedirmos o passaporte, solicitamos uso de máscara. E, para os desavisados, cedemos máscaras. Temos vários pontos de álcool gel espalhados nas mesas”, explica Gilberto Tarantino, sócio da marca paulistana.

Home office e cumprimento dos protocolos
Entre as grandes companhias cervejeiras presentes no Brasil, o Grupo Heineken diz que buscou, no início da pandemia, colocar o máximo de profissionais possíveis em home office, além de ter reduzido as escalas de trabalho de quem atuava diretamente nas cervejarias e de suspender eventos presenciais.

Além disso, no início de 2021, definiu que as funções corporativas seguirão no regime de home office. Com o avanço da aplicação das duas doses da vacina, os eventos até voltaram a ser realizados, mas com ações para assegurar o cumprimento de todas as recomendações das autoridades e da OMS.

“Desde que a agenda de vacinação contra a Covid-19 acelerou e as iniciativas presenciais voltaram a ser permitidas, os eventos proprietários promovidos pelas marcas do portfólio do grupo estão acontecendo de acordo com todos os protocolos da OMS, além de exigirem a carteira de vacinação com as duas doses. A companhia reitera o seu compromisso com a saúde e reforça que permanecerá seguindo as orientações e restrições dos órgãos responsáveis junto a seus públicos, garantindo a segurança de todos”, aponta a companhia em nota enviada ao Guia.

Procurados pela reportagem em busca da visão das empresas sobre o passaporte da vacina, o Grupo Petrópolis e a Ambev optaram por não se pronunciar.

Associações criticam
A adoção do passaporte da vacina, porém, não é uma unanimidade. A Associação Nacional dos Restaurantes (ANR), por exemplo, usa a grave crise que atingiu esses estabelecimentos para exibir sua contrariedade com qualquer medida que, em sua visão, possa impedir a presença de um potencial consumidor.

“A associação entende que qualquer decisão que venha a impactar o setor deve ser precedida de diálogo com as autoridades. Bares e restaurantes enfrentaram e ainda enfrentam a pior crise de sua história em decorrência da pandemia. E, em um momento de recuperação, vemos com muita preocupação exigir de consumidores atestados de vacina”, diz Fernando Blower, diretor-executivo da ANR.

Sem citar, por exemplo, avaliações de que a vacinação está inserida em um contexto de interesse da coletividade, como proferido por alguns especialistas, o presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, argumenta que a medida é ineficaz e provocaria uma “diferenciação” entre cidadãos, balizando o seu discurso com a avaliação de que o ritmo da vacinação varia de acordo com a localidade brasileira.

“Há pessoas que, por restrições de saúde, não podem ser imunizadas agora. Elas serão impedidas de entrar no restaurante? E aqueles que vêm de outros estados ou cidades, onde a campanha de vacinação está mais lenta, ficarão impedidos de comer onde se exige o passaporte? Não faz o menor sentido”, afirma Solmucci.

Além disso, com 62,72% da população brasileira vacinada com duas doses, de acordo com o balanço do consórcio de imprensa de terça-feira (30), a ANR enxerga pouca efetividade na medida. “O Brasil já superou mais de 60% de sua população vacinada com duas doses e o ritmo de vacinação segue intenso. Em grandes cidades, como Rio e São Paulo, praticamente todos os adultos já estão vacinados, razão pela qual entendemos não ser necessária a adoção do passaporte”, acrescenta Blower.

Para Solmucci, por sua vez, também não estaria claro como bares devem agir se um consumidor se recusar a apresentar o comprovante de que está imunizado contra o coronavírus aos estabelecimentos. “Caso um cliente se recuse a mostrar a comprovação da vacina, como os estabelecimentos devem proceder? Acionando a polícia? Os policiais vão dar conta de atender essas demandas? Essa é a melhor ocupação da força policial? São perguntas que a gente se vê obrigado a fazer diante de uma decisão estapafúrdia dessas”, conclui o presidente da Abrasel.

Corona terá ilha particular no Caribe e levará 20 brasileiros para lá em 2022

Um paraíso no Caribe reservado para que as pessoas possam se desligar da rotina do dia a dia, reconectando-se com a natureza. Essa é a aposta da Corona como estratégia de marketing para 2022. A marca, afinal, anunciou a abertura de um destino especial, a sua própria ilha. E ainda vai levar cervejeiros de diversos lugares do mundo para ela – incluindo 20 brasileiros com acompanhante. Elas conhecerão a Ilha Corona e farão parte da experiência.

A novidade está localizada no coração do mar caribenho, reforçando a ligação da marca com a natureza. “Como uma cerveja feita de ingredientes 100% naturais e nascida na praia, a Ilha Corona é um projeto especial, que nos ajuda a tornar nosso propósito – inspirar as pessoas a se reconectarem com a natureza e a cuidarem dela – ainda mais real”, comenta João Pedro Zattar, chefe de marketing de Corona no Brasil.

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Cercados de mar e vegetação, os visitantes da Ilha Corona poderão seguir o ritmo da natureza, participando de atividades como oficinas de vida sem plástico, meditações guiadas com os sons naturais da ilha e, até, uma visita a uma fazenda, que fornece os ingredientes de origem orgânica utilizados no local.

Com o apoio da ONG internacional Oceanic Global, os hóspedes também terão atividades educacionais sobre a poluição do plástico, a proteção dos ecossistemas e a conservação dos oceanos, levando em conta os hábitos do dia a dia e o consumo e turismo responsáveis.

A ilha ainda será avaliada pela Oceanic Global a partir da eliminação do plástico de uso único e a gestão responsável de resíduos, entre outras boas práticas, endossando as ações da Corona na luta contra o plástico nos oceanos. Toda a equipe de hospitalidade da ilha também passará pelo treinamento da ONG em sustentabilidade e melhores práticas operacionais.

Além da promoção, a Corona também promove um leilão global em parceria com a Oceanic Global para que o público possa visitar a ilha: no site, os consumidores podem dar seus lances e ganhar uma estadia de uma semana – nesse caso o contemplado poderá levar até nove convidados e ter a ilha só para eles. O leilão, que acontece até 14 de dezembro, tem como objetivo angariar fundos em projetos pela conservação dos oceanos por meio do trabalho da ONG.

Como participar
Para concorrer a essa viagem, basta participar da promoção Ilha Corona, que vai desta quarta-feira (1º) até 15 de janeiro. É preciso, para isso, comprar um pack da Corona ou o gift pack da marca (com 4 cervejas e uma toalha). Depois, então, o consumidor acessa o site oficial da campanha, cadastra sua nota fiscal e recebe números da sorte para participar do sorteio

Os packs dão direito a duas sequências de números, enquanto gift packs fornecem cinco sequências. Só podem participar maiores de 18 anos, com limitação de até 50 números da sorte por CPF durante todo o período da promoção. E cada um dos 20 ganhadores poderá levar um acompanhante.

Heineken introduzirá versão 0.0 em chope nos pubs britânicos em 2022

A partir de 2022, poderá se tornar mais comum ir a um pub britânico e consumir uma cerveja sem álcool. A Heineken anunciou que sua versão 0.0 será lançada em chope no Reino Unido no próximo ano, sendo a primeira bebida sem álcool a figurar ao lado das torneiras de cervejas nesses estabelecimentos.

O lançamento da versão em chope da Heineken 0.0 se dará após um período de testes de 12 semanas em pubs das Midlands, no centro da Inglaterra, e no norte do país. Agora, a companhia acredita que pode contribuir para mudanças nos hábitos de consumo do público cervejeiro.

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“Com a Heineken 0.0 em chope ao lado de outras torneiras de cerveja em pubs, e amplamente disponível em centenas de estabelecimentos, a noção de que você está pedindo algo ‘diferente’ ao optar por uma cerveja sem álcool deve se tornar uma coisa do passado”, destaca a Heineken UK em um comunicado.

A categoria de cerveja sem álcool e de baixo teor alcoólico ainda tem pouco espaço no mercado de bebidas do Reino Unido, com uma receita anual de 90 milhões de libras (aproximadamente R$ 670 milhões), mas há a expectativa de aumento com a expansão do consumo moderado entre a população.

“A introdução da Heineken 0.0 em chope dará às pessoas ainda mais opções e será crucial para normalizar e acelerar a aceitação de cerveja com baixo teor de álcool e sem álcool no Reino Unido, algo que está aumentando o número de pessoas explorando como hábitos de consumo e atitudes em relação à mudança de bebida. A expectativa é que o lançamento ajude a tornar os pedidos de cervejas sem álcool mais aceitáveis, acessíveis e até uma escolha ‘cool’ para os consumidores”, acrescenta a companhia.

O Reino Unido foi um dos primeiros mercados em que a Heineken 0.0 foi lançada, em 2017, inicialmente em garrafas e latas. Hoje, está disponível em 94 países, incluindo o Brasil. Em 2020, teve crescimento global de dois dígitos, de acordo com a companhia, contra uma quase estabilidade – expansão de 0,4% – da cerveja Heineken no mundo.

A Heineken agora trabalha com a expectativa de ter o mesmo número de torneiras de sua marca mais tradicional e da 0.0 nos pubs e bares britânicos em 2025. “Com o tempo, não será incomum para as pessoas irem ao seu pub para beber um ou dois litros de chope sem álcool. Isso pode parecer estranho agora, mas estamos confiantes de que em um futuro muito próximo isso se tornará a norma”, projeta James Crampton, diretor de assuntos corporativos da Heineken UK.

Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil define finalistas e realiza votação popular

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A Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas) anunciou os 26 rótulos finalistas do prêmio Lata Mais Bonita do Brasil e comunicou que está aberta a votação popular da competição, que busca reconhecer os melhores trabalhos de criação de design em latas de cerveja.

Cervejeiros, sommeliers, apreciadores e fãs da bebida, além do público em geral, poderão escolher seus rótulos preferidos até quarta-feira (1º). As avaliações são baseadas em criatividade, beleza estética, adequação ao produto e clareza na comunicação. Estão concorrendo latas de cerveja em circulação no Brasil desde 2019.

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O prêmio é dividido por categorias, de acordo com o tamanho das cervejarias: micro e pequenas, médias e grandes. Os votos devem ser dados no site da Abralatas, com cada pessoa podendo participar apenas uma vez em cada categoria.

Há alguns destaques entre as indicadas. A NewAge possui cinco latas entre as finalistas, a Colorado disputa com três, assim como a Salva Craft Beer, enquanto Three Monkeys, Ambev e Grupo Petrópolis têm dois rótulos, cada, concorrendo ao prêmio, assim como a Rambeer.

Os 26 finalistas foram escolhidos por um júri técnico, que incluiu grafiteiros e artistas visuais e avaliou os 156 inscritos. Os que obtiverem maior pontuação somando a nota dos jurados e do voto popular serão considerados vencedores do prêmio Lata Mais Bonita do Brasil. O anúncio dos ganhadores será realizado na próxima segunda-feira (6), através do site e das redes sociais da Abralatas.

Quem vencer o concurso Lata Mais Bonita do Brasil terá o direito de aplicar o selo exclusivo do prêmio nos rótulos de suas cervejas, além de assegurar espaço em publicações e eventos da Abralatas e conhecer de perto como uma latinha é produzida.

A competição tem o apoio da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), da Federação Brasileira das Cervejarias Artesanais (Febracerva) e do Sindicato Nacional da Indústria Cervejeira (Sindicerv).

Confira abaixo a lista dos finalistas do prêmio Lata Mais Bonita do Brasil:

Micro e Pequenas Cervejarias
APA PQP e La Crème (Rambeer)
A APA PQP e a La Crème são criações da Rambeer. Originária de Caxias (MA), a marca está presente no mercado desde 2013, produzindo cervejas puro malte.

Black Sheep (Black Sheep)
A Black Sheep é uma cervejaria artesanal do Rio Grande do Norte, fundada há pouco mais de um ano, em maio de 2020. Possui 14 estilos de cervejas e um brewpub.

Epiphany Goiaba & Manjericão (Pineal)
O rótulo é da Pineal. Independente e artesanal, a marca, que já se chamou Capolavoro, é de Sorocaba (SP) e foi criada em setembro de 2020.

Flavius e I’m Sour (Three Monkeys Beer)
São dois rótulos da Three Monkeys Beer, inaugurada em 2013, no Rio de Janeiro. Com oito anos de existência, a cervejaria já lançou mais de 70 rótulos entre fixos e sazonais.

Newbie (Prussia Bier)
A Prussia Bier é uma cervejaria localizada em São Gonçalo do Rio Abaixo, no Vale Aço, em Minas Gerais. Em atividade desde novembro de 2014, produz cerca de 28 mil litros/mês.

Sweet Dreams (Trilha)
A Trilha é uma marca paulistana que comemorou seu quinto aniversário em 2021. Artesanal e independente, já lançou cerca de 250 rótulos.

ZEV Session IPA (ZEV)
Localizada em Suzano (SP), a ZEV foi fundada em 2018 pelos irmãos Ganizev e se define como cervejaria de espírito livre.

Médias Cervejarias
Dado Bier Extra Malte (Dado Bier)
Cervejaria independente, a Dado Bier nasceu em 1995, em Porto Alegre. No ano seguinte, abriu um brewpub em São Paulo. Em 1998, foi a vez de o Rio de Janeiro receber a marca. A fábrica de cervejas da Dado Bier foi inaugurada em 2004.

Dragon Sour, Hop Lager Quinquennium e Russian Imperial Stout (Salva Craft Beer)
A gaúcha Salva Craft Beer concorre com três rótulos. Inaugurada há cinco anos, a fábrica está situada às margens da BR 386, em Bom Retiro do Sul.

Halles Kron Session IPA, Wienbier 55 Real Lager, Wienbier 55 Red Lager, Wienbier 57 Weiss e Wienbier 60 APA (NewAge)
Fundada há 33 anos na cidade de Leme (SP), a NewAge produz mais de 300 produtos diferentes na categoria de bebidas, entre marcas próprias e de terceiros. No Lata Mais Bonita do Brasil, concorre com cinco rótulos.

Finalistas Grande Cervejarias
Appia, Indica e Ribeirão Lager (Cervejaria Colorado)
Concorrendo com três rótulos, a Colorado é uma das primeiras cervejarias artesanais do Brasil, tendo sido fundada por Marcelo Carneiro, em 1996. Sediada em Ribeirão Preto, tem valorizado ingredientes tipicamente brasileiros em suas cervejas.

Beck’s, Brahma Duplo Malte e Spaten (Ambev)
Também concorrendo com três rótulos, a Ambev nasceu, em 1999, da união entre as centenárias Brahma e Antarctica. Mas a história começou em 1880, com a Companhia Antarctica Paulista e a Manufactura de Cerveja Brahma & Villeger & Companhia.

Black Princess e Cacildis (Grupo Petrópolis)
O Grupo Petrópolis concorre com dois rótulos. Fundado em 1994 na cidade de Petrópolis (RJ), comercializava a marca Itaipava. Em 1998, a empresa foi comprada pelo empresário Walter Faria e, logo a seguir, adquiriu a Crystal. Em 2010, a empresa firmou uma parceria com a cervejaria alemã Weltenburguer. A Cacildis foi adquirida pelo grupo em 2017.

Especial: Como usar matérias-primas para otimizar a fabricação da cerveja

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Há elementos que são fundamentais para a criação de uma cerveja, não importando o estilo que se deseja fabricar: são as matérias-primas, que dão o frescor, o amargor, a cor, os aromas, os sabores e a densidade quando o rótulo é degustado pelo consumidor. E, no conhecimento sobre como usá-las, está o segredo do êxito de uma cerveja perante o público.

Afinal, existem milhares de combinações possíveis entre água, maltes, lúpulos, leveduras e extratos. Todas, a princípio, podem funcionar, resultando em uma cerveja saborosa, desde que constituídas de boas matérias-primas. Por isso, torna-se fundamental entender como funcionam os ingredientes. Pensando nisso, a reportagem do Guia ouviu especialistas para captar como devem ser usados esses elementos em uma produção cervejeira.

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Água
Para começar, é preciso atenção com o principal ingrediente e matéria-prima de qualquer cerveja: a água. Afinal, todos os rótulos são constituídos, no mínimo, por mais de 90% de água, o que torna a sua qualidade um fator essencial para a cerveja, como lembra Diandra Ferracini, profissional do departamento comercial da Filter Service.

“A água que você utiliza faz toda a diferença na cerveja, pois os componentes que estão presentes nessa água cervejeira afetam sabor, espuma, estabilidade sensorial, drinkability e cor da sua cerveja”, argumenta Diandra.

Para garantir essas qualidades e características da cerveja, tornando-a mais apreciada pelo consumidor, os fabricantes podem ter acesso aos sistemas de filtração, tratamento e desinfecção da água. A Filter Service, que possui esse tipo de tecnologia à disposição das indústrias, inclusive através de locação, destaca a importância de cada um deles.

“A principal função do sistema de decloração é tornar a água pronta para a fabricação de cervejas, removendo impurezas da água como sedimentos, partículas, cloro, matéria orgânica e microorganismos. O sistema de filtração de cerveja microbiológica é composto por três filtros em série e montados em um skid móvel, que é capaz de reter eventuais bactérias presentes na bebida, garantindo maior estabilidade na cerveja”, explica Diandra.

“Já o nosso sistema de abrandamento, visto que toda água que é aquecida por caldeiras ou trocadores de calor deve ser tratada para remoção de íons que possam causar incrustações, remove os principais íons causadores dessas incrustações”, conclui a profissional da Filter Service.

Malte
No caso dos maltes, conhecer a sua variedade é fundamental para determinar os objetivos no momento da fabricação de uma cerveja. Afinal, eles oferecem alta possibilidade de criação de receitas, ajudando com soluções criativas para a produção, seja com matérias-primas mais claras ou tostadas.

“O malte é a fonte de nutrientes para a produção de cerveja. É através de seus componentes que se transformam em açúcares durante o processo de produção que as leveduras podem consumir e produzir subprodutos positivos para a cerveja, como o gás carbônico e o álcool”, afirma Ricardo Negretro, diretor técnico comercial da Granobrew.

Ricardo também cita modos de uso do malte que podem otimizar o processo produtivos das cervejarias. “É muito importante ter atenção na regulagem do moinho por conta do tamanho dos grãos, pois esse é um fator que influencia muito no rendimento do mosto. Outro ponto é acompanhar o tempo, extrato e volume do mosto durante a filtração e o extrato e volume do mosto final que irá para o tanque de fermentação.”

A Granobrew, distribuidora exclusiva no Brasil dos maltes Viking, acompanha toda a cadeia de produção, reforçando o controle de qualidade do malte. Além disso, a Viking trabalha com pesquisa e desenvolvimento, com genética específica e com terroir europeu para a qualidade da cevada que irá se transformar em malte, inovando e produzindo variedades especiais.

“Há degustação do malte moído para identificar os aspectos aromáticos e de sabor. Depois é adotado o ‘método porridge’, que consiste em misturar a farinha do malte com água e realizar outra degustação. São formas diferentes de garantir que os resultados sejam fiéis ao que o cervejeiro vai encontrar no malte da Viking”, acrescenta Ricardo.

Levedura
Além do malte e da água, outro componente fundamental para uma cerveja é a levedura. Para muitos, a “alma” dessa bebida, pelo seu uso no processo de fermentação. “Elas consomem o açúcar extraído do malte e o transformam em álcool e gás carbônico. Mas não é só isso. Só há cerveja pela metabolização da levedura, que pode participar todos os atributos sensoriais, como cor, limpidez, aroma e sabor”, detalha Gabriel Seidl Alquati, gerente técnico comercial da AEB.

O profissional da AEB destaca, ainda, como a levedura também influencia em outros elementos da cerveja. “A espuma, por exemplo, é diretamente ligada à produção de gás carbônico, outra função desses micro-organismos. A cor, apesar de ser em sua maior parte resultante do malte, vai sofrer alterações através da fermentação, quando as leveduras deixam a bebida levemente mais clara.”

Já Marcelo Barga, sócio-gerente da Bio4 Soluções Biotecnológicas, destaca os cuidados necessários com o uso das leveduras e até sugere um contato direto com a empresa que as vendeu para otimizar a sua utilização.

“Primeiramente, a quantidade de leveduras irá depender de cada receita, por isso o contato com a assistência técnica é muito importante para se obter o melhor resultado. São fornecidas leveduras em embalagens de 1,25 litro e 2,5 litros para as nano e microcervejarias e tubos para atender cervejeiros caseiros. No seu uso, primeiramente deve-se retirá-las da geladeira para adaptação lenta da levedura à temperatura de fermentação. Depois disso, é só homogeneizar e inocular no mosto previamente aerado”, afirma Marcelo.

E o gerente técnico comercial da AEB aponta dois cuidados necessários no uso das leveduras na fabricação de cervejas: a utilização direta e a reidratação. “Deve-se inocular a levedura diretamente no fermentador à temperatura da fermentação primária prevista para a produção da cerveja pretendida. Em temperaturas de fermentação mais baixas, a dose deve ser aumentada, a fim de melhorar a vitalidade e a viabilidade”, conta Gabriel.

“Deve-se hidratar a levedura em água estéril ou mosto entre 18 e 35°C, na proporção de 1:10, e deixar em repouso durante 20 minutos. Lentamente, levar à mesma temperatura de fermentação adicionando mosto em intervalos curtos, a fim de propagar, ou diretamente no fermentador, após o resfriamento do mosto cervejeiro”, acrescenta o especialista da AEB.

A Bio4 aposta no fornecimento de uma grande variedade de leveduras específicas para cada estilo como um dos seus diferenciais na relação com as cervejarias. “Atualmente, fornecemos em torno de 40 leveduras e 2 bactérias, que são produzidas seguindo um rigoroso processo de controle de qualidade. A assistência técnica e o pós-venda realizados em conjunto com os técnicos-comerciais em cada estado fazem parte do serviço agregado”, destaca o sócio-gerente da companhia.

Já a AEB fornece leveduras secas ativas, o que, na opinião de Gabriel, oferece vantagens para as cervejarias, seja pela validade extensa, de 36 meses, que permite a manutenção de estoques, seja por facilitar a sua gestão e propagação. “A utilização de levedura seca ativa (LSA) é muito vantajosa: ela garante o número necessário de células vivas por ml de mosto a ser fermentado, reduzindo o risco microbiológico.”

Lúpulo
O lúpulo é outro ingrediente que desempenha importantes funções, influenciando na qualidade e no estilo da cerveja, sendo responsável pelas características que conferem sabor, aroma e amargor. Também é uma espécie de conservante natural, inibindo a proliferação de bactérias e auxiliando no prolongamento da validade da cerveja.

“Os óleos essenciais contidos no lúpulo são os responsáveis pelo aroma e sabor. E, para isso, o lúpulo deve ser acrescentado ao final do cozimento (mostura) ou ao fim da etapa de fermentação, denominado de dry hopping. O amargor possui relação com os alfa-ácidos, também contidos no lúpulo”, diz Luciano Bertezini, coordenador de vendas da Brava Terra Lúpulo.

Para auxiliar as cervejarias, a companhia tem investido em genética, padronização de processos de produção e beneficiamento, infraestrutura para colheita, secagem, peletização e armazenagem, além da utilização de luz artificial na produção.

“Todas as safras, que variam de 2 a 3 ao ano, possuem análises técnicas, comprovando qualidade e proporcionando experiências únicas aos cervejeiros caseiros e profissionais. As análises dos lúpulos são de cada safra, e não médias históricas. Conseguimos entregar lúpulo peletizado, em embalagens termo seladas com nitrogênio, em poucos dias ou até mesmo no dia da colheita, mantendo o que há de melhor, sua qualidade e frescor”, complementa o profissional da Brava Terra.

Extrato
Os extratos, por sua vez, são fundamentais para o cervejeiro que deseja obter sabor e aroma a partir do uso desses adjuntos. “O cervejeiro terá um processo mais limpo, sem resíduos como bagaços e cascas. Os sabores dos ingredientes não se alteram. Não há o risco de que a cerveja apresente um gosto de fruta cozida ou passada”, aponta Wilson Lara, sócio-fundador e diretor de operações da Bräu Flavors.

Wilson destaca que o uso dos extratos deve acontecer na fase final da produção da cerveja, evitando imprevistos. “Possibilita maior controle na fermentação e, por consequência, no produto. Assim, consegue-se trazer maior complexidade de aromas e sabores mesmo sem utilizar equipamentos caros e técnicas complicadas.”

No caso dos extratos da Bräu Flavors, que são concentrados, Wilson ressalta a possibilidade de se testar a aplicação dessas matérias-primas em uma cerveja ou mesmo a mistura entre eles.

“Normalmente os testes se iniciam adicionando 0,05% ou 0,5g de extrato em 1 litro da bebida base, subindo gradativamente até encontrar o perfil ideal de sabor e aroma desejado à sua bebida. Outra sugestão é que se criem receitas utilizando dois ou mais extratos diferentes. Assim o cervejeiro pode dar asas à sua imaginação, transformando sua cerveja em uma bebida exclusiva e surpreendente”, ensina o sócio da Bräu Flavors.

Confira, abaixo, empresas que fornecem matérias-primas para a fabricação de cerveja:

AEB

Endereço: Rua Tavares de Lyra, 3728, São José dos Pinhais (PR)
E-mail: aeb@aeb-brasil.com.br
Telefone: (41) 3888-5200

A AEB participa de todas as fases do processo de produção da cerveja, disponibilizando leveduras, enzimas, nutrientes, clarificantes, auxiliares filtrantes, antioxidantes, detergentes, sanitizantes e lubrificantes corretos. A marca oferece acompanhamento passo a passo, desde a sala de cozimento até o engarrafamento. A AEB é um dos maiores fornecedores no mundo de leveduras secas ativas na indústria das bebidas.

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Bio4

Endereço: Avenida Francisco Ferreira da Cruz, 6030, lote 236, Fazenda Rio Grande (PR)
E-mail: pedido@bio4.com.br
Telefone: (41) 99661-5850

A Bio4 – Soluções Biotecnológicas fornece leveduras para a produção cervejeira. Atualmente, possui em torno de 40 leveduras e 2 bactérias que são produzidas seguindo rigoroso processo de controle de qualidade. Ainda há a assistência técnica e o pós-venda, funcionando como um serviço agregado para que o cliente possa obter o melhor resultado com o uso dos produtos e matérias-primas na fabricação de sua cerveja.

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Bräu Flavors

Endereço:  Rua Osmar Miranda, 456, Jd. Macarenko, Sumaré (SP)
E-mails: wilson.lara@wslcomercial.com.br, sergio@brauflavors.com.br
Telefones: (11) 99198-6940 ou (19) 98227-9199

A Bräu Flavors é uma empresa que desenvolve produtos para ajudar na potencialização de sabores e aromas nas receitas cervejeiras. Em 3 anos no mercado, a marca já desenvolveu mais de 70 itens de extratos naturais e 20 itens de aromas naturais, produtos livres de quaisquer conservantes e aditivos químicos. Também desenvolveu o kit Off Flavours para aprimorar a capacidade de percepção de defeitos. Os aromas são disponibilizados em base líquida, o que facilita no preparo para serem misturados a uma cerveja-base ou à água.

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Brava Terra

Endereço: Rua Molière, 125 – sala 11, São Paulo (SP)
E-mail: vendas@bravaterra.com.br
Telefone: (11) 99291-3239

A Brava Terra é uma empresa fornecedora de lúpulo nacional e com produção familiar que tem o objetivo de propiciar uma linha de produção artesanal para o mercado nacional, com praticidade, logística e qualidade. Seus lúpulos possuem fichas técnicas onde são informados os índices de alfa-ácidos, beta-ácidos, colupulona, cohumulona, óleos essenciais totais e suas frações, dados que são obtidos por análises químicas, e informações das características aromáticas obtidas através de análises sensoriais criteriosas.

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Filter Service

Endereço:  Alameda Jupiter, 329, Indaiatuba (SP)
E-mail: contratos1@filterservice.com.br
Telefone: (19) 99726-7374

A Filter Service é uma empresa que trabalha com soluções e tecnologias para tratamento, reúso e filtração de água e fluidos. Nasceu com o objetivo de oferecer o máximo de flexibilidade e qualidade nos serviços, proporcionando soluções adequadas a cada cliente. Sua missão é tornar o tratamento de água acessível para o maior número de pessoas e empresas.

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Granobrew

Endereço: Estrada Duilio Beltramini, S/N, Quadra 6, Lote 9, Valinhos (SP)
E-mail: comercial@granobrew.com.br
Telefone (41) 98896-7901

A Granobrew é uma empresa que atua como importadora e distribuidora de insumos cervejeiros, tendo a exclusividade de comercialização dos maltes especiais Viking no Brasil. A marca utiliza soluções sustentáveis que prometem fornecer valor real focado no consumidor. A Granobrew nasceu em 2017 e hoje tem sede em Valinhos (SP), com filial em Curitiba. Seus produtos são distribuídos para todo o Brasil.

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19 lançamentos realizados pelas cervejarias artesanais em novembro

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O mês de novembro demonstrou que as cervejarias artesanais têm apostado nos rótulos mais lupulados quando preparam os seus lançamentos. Foram muitos os casos de marcas que entenderam ser de estilos que apostam em doses abundantes de lúpulo a preferência dos consumidores.

Assim, entre cervejarias que realizaram lançamentos nas últimas semanas, há casos claros dessa opção, como na Bodebrown, que apresentou dois rótulos que levam o nome de tipos de lúpulo na receita. Em uma colaborativa, a Ignorus e a Mestre-Cervejeiro lançaram uma cerveja que possui oito lúpulos, um a menos do que os presentes em uma das novidades da Landel.

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Confira abaixo esses e outros lançamentos das cervejarias realizados em novembro e selecionados pelo Guia:

Alles Blau
A Alles Blau realizou, em novembro, o lançamento de uma Vienna Lager. De cor âmbar avermelhada e com aroma tostado e refrescante, o rótulo tem 5% de teor alcoólico e 28 IBUs de amargor, com a promessa de ser uma cerveja com alta drinkabilidade.

Bodebrown
A Bodebrown foi uma marca que chamou a atenção dentro do setor de cervejarias artesanais pelos vários lançamentos realizados em novembro. Entre eles, destacaram-se duas novidades no formato de growlers PET, a Lupulol Mosaic e a Lupulol Sabro, marcadas pelo frescor e a presença marcante dos lúpulos. A Lupulol Mosaic combina maltes ingleses e ressalta a tradição das Pale Ales. No aroma, nuances cítricas e um combinado entre pêssego, manga, lima e pinho. Tem médio amargor e graduação alcoólica de 6,5%. Já a Lupulol Sabro alia os maltes ingleses e a raiz das Pale Ales com frutados, incluindo notas tropicais como coco e cítricos, provenientes do lúpulo, em especial o que lhe dá nome, o Sabro, adicionado de forma dinâmica durante o processo de fabricação. A marca paranaense também apresentou outra criação, a Helles de Curitiba. A novidade surgiu de uma parceria com o cervejeiro Jarbas Brauns. Essa cerveja tem graduação alcoólica de 5%, baixo amargor (15 IBUs) e uma coloração amarela ouro, com corpo médio.

Cruls
A cervejaria Cruls apresentou neste mês a Elipse, uma New England IPA feita com os lúpulos Citra, Sabro, Mosaic, Vic Secret e Columbus. Esta é a segunda cerveja da série Cosmos, linha dedicada exclusivamente ao universo das India Pale Ales. A arte do rótulo da Elipse é assinada pelo artista visual Taiom. A cerveja tem 5,7% de graduação alcoólica e 42 IBUs, estando disponível em latas de 473ml e em chope.

Doutor Duranz
A microcervejaria da região serrana do Rio de Janeiro lançou neste mês mais uma variação da sua Imperial Stout, a Nigredo Cherry Stout. A bebida tem 10,5% de teor alcoólico e 28 IBUs. Na receita, foram adicionadas cerejas morello. E a cerveja permaneceu maturando por três meses. A versão é bem densa e com destaque para as notas de café, chocolate e, obviamente, cereja.

Espiral
De Petrópolis, a Cervejaria Espiral, a mais nova integrante da Rota Cervejeira RJ, anunciou a chegada da IPAHolic. A novidade é uma Session IPA, com 4,9% de graduação alcoólica e 28 IBUs de amargor.

Goose Island
A Goose Island se uniu à Zee.Dog para lançar um rótulo comemorativo na inauguração do espaço Pet Friendly, em São Paulo. A novidade é a Temple Pale Ale, que traz em sua receita o aroma de lúpulo, sabores cítricos de frutas amarelas, provenientes dos lúpulos australianos utilizados no dry-hop, como Vic Secret, Galaxy e Enigma. Com espuma clara e cremosa, a bebida tem 30 IBUs e 5,6% de teor alcoólico.

Ignorus e Mestre-Cervejeiro
A rede Mestre-Cervejeiro.com anunciou o lançamento de uma cerveja colaborativa com a Ignorus, a 8 Lúpulos. A receita foi criada com doses consideráveis de uma combinação de 8 lúpulos (Cascade Cryo Hops, Centennial, Citra, Idaho, Galaxy, Mosaic, Motueka e Topaz). O resultado é uma American IPA intensa, dentro do perfil das clássicas, dourada, com aromas e sabores cítricos e frutados, amargor persistente e final seco. Ela é uma American IPA com 60 IBUs. E será comercializada em produção única e lotes limitados.

Landel 
A Cervejaria Landel apresentou mais duas novidades neste mês. Uma no Growler Day de Halloween, que ocorreu nos dias 13 e 14 de novembro, que foi a 7 Pecados, uma New England IPA feita com sete lúpulos, como indica o nome do rótulo: ELA, Centennial, Cascade, Amarillo, Columbus, Chinook e Citra. A outra é a Sinestesia, uma American Strong Ale com 9% de teor alcóolico e 90 IBUs de amargor, com adição de flocos de cacau. A bebida é uma colaborativa com a Fábrica Chocolate Atlântico, de Ilhéus (BA). Com aroma predominante do cacau, a Sinestesia apresenta corpo maltado com notas da fruta ao final, lembrando a sensação de se degustar uma barra de chocolate, o que suaviza seu alto teor de álcool.

Lunatic Brew
A Lunatic Brew apresentou em novembro a Ryewine, uma cerveja potente, com maltes de centeio, sendo encorpada e aveludada, com venda exclusiva na Beer Mad da Vila Gastronômica Souq, em Curitiba. A Ryewine está disponível em três versões e é uma variação da Barley Wine, um sucesso da marca.

Maniacs 
A nova cerveja desenvolvida pela Maniacs promete trazer o mel de abelhas em sua composição. Batizada como Honey Honey, ela é o quarto lançamento da marca neste ano. O rótulo possui coloração clara e turva, leva notas de lima da pérsia, carambola, capim limão e mel. Com 28 IBUs de amargor, a Honey Honey está disponível em chope e em garrafas de 355ml.

MinduBier
A MinduBier realizou o lançamento de dois rótulos no mercado de cervejarias artesanais no mês de novembro. Trata-se da Straction, uma Double Dry-Hopped New England IPA, e da Distraction, uma Double Dry-Hopped New England Double IPA. A primeira tem como protagonista o lúpulo Strata (resultado do programa de melhoramento genético de lúpulos da Universidade Estadual do Oregon/EUA), com 6,9% de teor alcoólico e uma coloração alaranjada e turva. Já a segunda cerveja traz o lúpulo Citra (também originário dos EUA), que, junto ao blend de lúpulos Huell Melon (Alemanha) e Simcoe (EUA), entrega sabor de frutas como pêssego e maracujá, além de notas cítricas no retrogosto e teor alcoólico de 7,7%.

Nacional
A Mula Series é a nova ativação da Cervejaria Nacional, com a adição de novos ingredientes no rótulo clássico Mula IPA. Agora, entrou na carta da marca a Mula Cítricos, que inclui na receita folhas de frutas. A cerveja leva em seu preparo as folhas de laranja, tangerina e limão, que proporcionam aroma de frutas. Tem corpo médio, com a mesma coloração da receita original, 7,5% de graduação alcoólica e 60 IBUs de amargor.

Ouropretana
A Destilaria e Cervejaria Ouropretana anunciou a chegada da Ouropretana Weiss Vodka, produzida em uma destilaria artesanal e em pequena escala. Em sua composição, além dos cereais selecionados, são adicionados cereais da destilação da Ouropretana Weissbier, que tem trigo e cevada em sua composição. A novidade possui graduação alcoólica de 40%. É triplamente destilada em colunas de cobre, que suavizam o sabor dos cereais. Com a adição dos componentes da Ouropretana Weissbier, há um perfil sensorial que traz uma nota picante e levemente adocicada.

Priceless
Novo complexo gastronômico no centro de São Paulo, o Priceless chega com uma criação exclusiva do fundador da Cervejaria Avós, Junior Bottura: a cerveja Dona Carlinda. É um rótulo com dulçor e, de acordo com sua descrição, com a cremosidade da manga palmer, plantada às margens do Rio São Francisco, em Petrolina (PE). O nome é uma homenagem à pequena produtora de arroz agroecológico que é a base da cerveja. O rótulo possui 4,1% de teor alcoólico e 21 IBUs.

Santo Chico 
Outra novidade entre os lançamentos das cervejarias é a So Alone, uma Smash IPL, sendo a nova aposta da Santo Chico. Ela é uma nova receita da cervejaria de Osasco (SP), com single malte Pale Ale e single hop Sabro, de fermentação Lager. Tem teor alcoólico de 6,6% e corpo médio baixo, com carbonatação média. De cor âmbar, apresenta-se transparente e levemente turva no copo. O lúpulo Sabro, único na receita, traz características peculiares a este novo rótulo, lembrando em seu aroma e sabor frutas, como o coco e a tangerina madura.