A Cerveja Blumenau, a Bodebrown e a Masterpiece foram as principais vencedoras da edição de 2021 do Brasil Beer Cup, evento realizado em Florianópolis, com organização do Science of Beer. As marcas receberam os prêmios de Cervejarias do Ano nesta sexta-feira, quando foram entregues as medalhas do concurso cervejeiro.
Para tornar a disputa mais equânime, as cervejarias foram divididas de acordo com o volume de produção para a entrega desse prêmio, destinado para as marcas que receberam mais medalhas nas diversas categorias. E foi assim que a Blumenau se tornou a Cervejaria do Ano de grande porte (mais de 150 mil litros por mês), com a Bodebrown sendo a melhor de médio porte (15 mil a 150 mil litros por mês) e a Masterpiece (até 15 mil litros) levando a premiação entre as marcas de pequeno porte.
As melhores cervejas do concurso, chamadas The Best of Show, foram definidas entre os rótulos mais premiados com medalhas de ouro. Nesse caso, foram três vencedoras: a Cerveja Clara de Fazenda, da Endemic Brewing CO, do estilo Brazilian Beer com levedura, malte e/ou lúpulo brasileiro, levou na categoria inovação; a Berliner Weiss do Grupo Petrópolis ganhou na categoria experimental; e a Catharina Sour Pitaya e Maracujá da Belgard conquistou o prêmio na categoria comercial.
Números da premiação No total, o Brasil Beer Cup premiou 269 cervejas com 83 medalhas de ouro, 94 de prata e 92 de bronze. As marcas catarinenses angariaram o maior número de medalhas – 85 –, seguidas pelas paulistas, com 51. E ainda houve uma medalha internacional, de ouro, para a Amor de Verano, rótulo da mexicana Cerveza Caserio, na categoria Chilli Beer.
O Brasil Beer Cup teve 1.216 cervejas inscritas por 270 marcas. Estiveram representados 21 estados brasileiros, com predominância de Santa Catarina, que contou com 30% dos participantes. Além disso, se inscreveram marcas do México e do Uruguai. As IPAs foram os estilos mais populares, com 64 inscritos, embora nenhuma tenha recebido a medalha de ouro, seguida dos estilos Catharina Sour (46), APA (40) e Session IPA (38). Além disso, 45 cervejeiros caseiros participaram do concurso com criações do estilo Catharina Sour. As três melhores serão produzidas em cervejarias de Santa Catarina.
Todas essas cervejarias, rótulos e caseiros foram avaliados por jurados de 12 países do mundo, em uma equipe composta com igualdade de gênero. A avaliação e o julgamento do concurso foram online, via aplicativo Beer Sensory.
Todas as cervejas medalhistas do concurso podem ser conferidas no link. Agora, após a realização do Brasil Beer Cup, o Science of Beer prepara outro evento: na próxima semana, na segunda e terça-feira, será realizado o Beer Summit, um congresso online sobre conhecimento cervejeiro.
O Uruguai precisou alterar uma legislação quase centenária para permitir a venda de bebidas alcoólicas, incluindo a cerveja, em Montevidéu, neste sábado, dia da decisão da Copa Libertadores entre Flamengo e Palmeiras. O veto estava incluso na Lei das Eleições, datada de 1925, impedindo o comércio de álcool na véspera de votações no país.
No domingo, o Uruguai realizará eleições para o Banco da Seguridade Social. Mas este não será o único evento importante no país no fim de semana, tanto que a chegada de vários turistas brasileiros para a final da Libertadores, marcada para as 17 horas deste sábado no Estádio Centenário, motivou o parlamento local a aprovar uma lei suspendendo por uma única vez a venda de bebidas alcoólicas no âmbito das votações.
O responsável pela apresentação do projeto foi o senador Germán Coutinho, do Partido Colorado. E ele usou a presença de torcedores brasileiros no Uruguai para defender a aprovação da liberação da venda de bebidas alcoólicas. “Espera-se uma afluência massiva, pois chegarão milhares de brasileiros, o que também exigiu milhões de dólares em investimentos.”
Assim, a compra de cerveja estará liberada no sábado no Uruguai, em função da disputa da decisão da Libertadores, com exceção dos centros de votação. E alguns parlamentares chegaram a defender que a revogação do veto não se restringisse ao jogo, mas fosse adotada permanentemente. “O Uruguai, de uma vez por todas, deve revogar rapidamente essa lei”, disse Gabriela Bianchi, do Partido Nacional.
Simbiose A liberação da venda de cerveja na decisão da Libertadores foi mais um aspecto a chamar atenção da recente simbiose entre o governo do Uruguai, presidido por Luis Lacalle Pou, e a Conmebol, com Montevidéu sendo palco das finais únicas de todas as competições sul-americanas de clubes realizadas na atual temporada.
Foi assim, também, com a Copa Sul-Americana, vencida pelo Athletico-PR, e a Libertadores Feminina, conquistada pelo Corinthians, após ter a fase de grupos, as quartas de final e as semifinais disputadas no Paraguai.
Em abril, em uma decisão fundamental para a realização da Copa América, que foi disputada no Brasil, o governo uruguaio teve êxito nas negociações para obter a doação de 50 mil doses da vacina da chinesa Sinovac contra o coronavírus. Elas foram aplicadas em todos os envolvidos no torneio e ainda em delegações de clubes sul-americanos participantes de competições de clubes da Conmebol.
Antes disso, em março, o Uruguai liberou a visita ao país do presidente da confederação, o paraguaio Alejandro Domínguez, sem a necessidade de realização de uma quarentena para acompanhar a inauguração do centro de treinamentos do Montevideo City Torque, clube pertencente ao City Football Group.
Agora, então, o Uruguai liberou a venda de cerveja no dia da decisão da Libertadores, em mais um agrado do governo de Lacalle Pou à Conmebol e a seus patrocinadores – a Amstel, do Grupo Heineken, é uma das principais apoiadoras do torneio.
E a expectativa é de grande consumo, tanto que antes mesmo do aval do parlamento, dirigentes da confederação já vinham pedindo reforço no estoque de cerveja em Montevidéu para atender os turistas brasileiros antes e no dia da final da Libertadores.
Em mais uma etapa de expansão dos seus negócios no Brasil, a Verallia anunciou que realizará investimento de 80 milhões de euros (aproximadamente R$ 502 milhões) para a construção de um novo forno em sua planta localizada em Campo Bom, no Rio Grande do Sul. Isso permitirá uma produção de cerca de 700 mil embalagens de vidro diariamente apenas na nova instalação.
O forno deve estar em pleno funcionamento no quarto trimestre de 2023. Com ele, a expectativa é de atender, preferencialmente, o mercado nacional de vinhos e spirits. E a capacidade produtiva diária da Verallia na região Sul ficará em torno de 1,3 milhão de embalagens de vidro.
O investimento feito na ampliação da estrutura em Campo Bom irá gerar cerca de 140 empregos efetivos diretos e outros 30 indiretos. Ao longo da obra, o contingente de terceiros deve chegar a mil empregos indiretos na fase de construção civil.
De acordo com o diretor geral da Verallia na América do Sul, Quintin Testa, o investimento já era cogitado, mas foi antecipado pela companhia. “A demanda do mercado acelerou a decisão, o que mostra que nossa estratégia está no caminho certo”, afirma o executivo da empresa produtora de embalagens de vidro para alimentos e bebidas.
Em março deste ano, a empresa havia anunciado que investiria 60 milhões de euros (R$ 377 milhões) na ampliação da fábrica de Jacutinga (MG). Somados, os dois gastos representam 140 milhões de euros (R$ 879 milhões) e levarão a produção diária da empresa no país a ganhar mais de 2 milhões de embalagens de vidro diárias (730 milhões de peças/ano), fazendo com que a capacidade de produção instalada mais que dobre no Brasil até 2023.
Os investimentos de 2021 somados aos anteriores levaram a empresa a aplicar 225 milhões de euros (R$ 1,413 bilhão) nos últimos cinco anos no Brasil. E a Verallia estima fechar este ano com uma produção recorde no Brasil, em torno de 7% a 8% maior em relação ao total registrado em 2020.
Novos fornos De acordo com a Verallia, os novos fornos vão seguir todos os padrões tecnológicos das suas demais instalações ao redor do mundo. Eles contarão com equipamentos de última geração, o que permite responder às demandas de qualidade e de crescimento dos próximos anos.
As máquinas também serão instaladas a um sistema de tratamento de emissões atmosféricas e uma moderna estação de tratamento de efluentes, doméstico e industrial, em circuito fechado. Assim, todo efluente tratado neste sistema será reaproveitado internamente, sem descarte externo.
Agendada para começar nesta quinta-feira, a quarta edição da São Paulo Oktoberfest marca a volta dos grandes eventos à capital paulista com um reforço na aposta em aspectos da cultura alemã. Afinal, além de ser uma festa originária de Munique, a Oktoberfest paulistana terá como uma das cervejas oficiais a Schornstein, que se orgulha de ser de Pomerode (SC), considerada a cidade mais alemã do Brasil.
A participação na São Paulo Oktoberfest é, aliás, mais um marco de um ano especial para a Schornstein, o do 15º aniversário da marca, que faz parte da Companhia Brasileira de Cervejas Artesanais (CBCA).
“Quando veio a oportunidade de a CBCA patrocinar a festa, nunca existiu a dúvida de que iríamos com a Schornstein, a marca que faz as cervejas alemãs, que tem fundadores descendentes de alemães. Aqui respiramos germanicidade”, destaca Karin Barreira, gerente de marketing da CBCA.
E a marca catarinense chega à capital paulista sem querer ser uma coadjuvante no evento, tanto que trabalha com a expectativa de vender de 35 mil a 40 mil litros de chope até 12 de dezembro, último dia da festa.
Para isso, a Schornstein terá suas cervejas disponíveis em 72 torneiras, nos três bares principais da Vila Alemã, montada no bairro do Brooklin, em São Paulo, além dos camarotes. Na estrutura, também estarão disponíveis quatro estilos diferentes de cervejas da marca da CBCA.
Serão três estilos fixos: a Pilsen, a IPA, considerada o maior sucesso da Schornstein, e a recém-lançada Oktoberfest. A quarta opção, inicialmente, vai ser a Session IPA, mas a ideia é variar o rótulo para aumentar a atratividade. Os preços também estão definidos e vão ser de R$ 18 para a Pilsen e de R$ 22 para os demais estilos nos copos de 500ml, com os valores sendo de R$ 35 para a Pilsen e de R$ 40 para as outras cervejas em canecas de 1 litro.
A presença na Oktoberfest de São Paulo é mais um momento marcante para a Schornstein em 2021. Afinal, a marca festejou a celebração do 15º aniversário com o lançamento de uma Doppelbock envasada e comercializada em garrafa rolhada, em agosto. Mas não ficou nisso, tanto que no mês passado lançou a sua Oktoberfest e levou o clima da festa para bares e restaurantes parceiros. Agora, então, inicia nova etapa de divulgação e expansão da marca com a presença na Vila Alemã.
“Passamos um momento difícil com as restrições”, relembra Karin. “A retomada, com a vacinação, é um momento especial na festa de 15 anos da Schornstein. Passamos o ano comemorando, desde o lançamento da Doppelbock, uma cerveja de um estilo que nunca fizemos. E não acabamos o aniversário. Lançamos a Oktoberfest para os bares, para ter algo diferente, mandando bandeiras e cartazes, com eles fazendo pratos típicos. Levou um novo ânimo para a turma.”
Apresentar a Schornstein para um grande público, na segunda maior Oktoberfest em tamanho no Brasil, é uma consagração para a marca
Karin Barreira, gerente de marketing da CBCA
A festa Esta será a quarta edição da São Paulo Oktoberfest, que não aconteceu em 2020 e neste ano ocorre após o período tradicional da festa para viabilizar a sua realização com o avanço da vacinação contra o coronavírus. E a expectativa é de que ela atraia 70 mil pessoas à Vila Alemã, por três semanas, sempre de quinta-feira até domingo.
Serão mais de 60 shows de bandas de pop rock e outras típicas, que valorizam a cultura alemã. Nesta quinta, na abertura do evento, o show principal será do Queen Experience In Concert. Já o encerramento, em 12 de dezembro, se dará com o Sambô. Também haverá mais de 60 opções gastronômicas, incluindo 25 pratos do chef Werner Rotzinger. E a outra cerveja oficial do evento é a Spaten, da Ambev.
A organização vai exigir o passaporte de vacinação contra a Covid-19 ou a apresentação de comprovante de teste realizado há menos de 48 horas para a entrada no evento. O protocolo de acesso ao festival medirá a temperatura, orientará sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras e disponibilizará totens de álcool em gel.
Os preços dos ingressos variam de R$ 45 a R$ 180. Na quinta e na sexta, a inteira custa R$ 90, com meia-entrada a R$ 45 e ingresso solidário a R$ 55, assim como para quem vestir trajes típicos. No sábado e no domingo, os valores serão dobrados. Às quintas-feiras, nos dias 2 e 9 de dezembro, os primeiros 1.000 ingressos serão gratuitos para quem estiver com trajes típicos – nas sextas-feiras, sábados e domingos terão o mesmo benefício do ingresso solidário.
Uma das datas mais importantes do varejo, a Black Friday costuma oferecer uma gama de ofertas para atender a diferentes perfis de compradores. É dentro dessa possibilidade de aproveitar a diversidade de consumidores que a Chopeiras Memo vai atender o seu público na Black Friday, com maior foco nos consumidores finais nas suas lojas, mas sem deixar de lado distribuidoras, cervejarias, bares e restaurantes.
De Ribeirão Preto (SP), uma cidade com a qual o consumo de chope costuma ter associação imediata quando é citada, a Memo possui a expertise de atuar há pouco mais de duas décadas no mercado cervejeiro.
Uma caminhada que se iniciou em um prédio com 200 m² e 12 funcionários, produzindo apenas chopeiras a gelo, e que hoje já conta com uma área de mais de 6.000m² e 200 colaboradores para fabricar e desenvolver modelos e projetos.
Com essa estrutura e evolução, a Memo agora quer aproveitar a Black Friday para oferecer aos consumidores ofertas relevantes em chopeiras elétricas, torres de chope, pré-resfriadores e acessórios.
“A Chopeiras Memo, maior fabricante de chopeiras da América Latina, está desde 2000 no mercado, oferecendo produtos de qualidade e projetos inovadores. Na Black Friday, o consumidor poderá adquirir seu produto Memo com o valor mais baixo do ano”, garante Daniel Gonçalves, gestor de marketing da Memo.
As promoções da Memo na semana da Black Friday se dividem em dois períodos. Até a tarde desta quinta-feira, a empresa de chopeiras realiza o Esquenta Black Friday Memo. E, a partir da tarde de quinta, a Memo inicia uma nova série de promoções da sua Black Friday, com validade até as 23h59 do domingo.
A Memo vai oferecer descontos de até R$ 3 mil em produtos selecionados, além de frete grátis nas compras acima de R$ 100 e parcelamento em até 10 vezes sem juros no cartão. E, com essas promoções, a empresa espera atender, na Black Friday, aos diferentes segmentos do setor cervejeiro.
“A Chopeiras Memo atende tanto B2B quanto B2C. Desde distribuidoras, cervejarias, bares e restaurantes até consumidores finais. Nas Lojas Memo, o nosso público é mais voltado para consumidores finais”, explica Daniel.
Esses consumidores, a partir da tarde desta quinta-feira, poderão aproveitar algumas das promoções da Black Friday da Memo, como a cervejeira Memo wi-fi preta, a R$ 2.990, a cervejeira Memo wi-fi + a torre Adapt, por R$ 3.780, a cervejeira de 37 litros de times de futebol – da Original, da Colorado e da Corona – ao preço de R$ 1.690, a cervejeira de 37 litros preta, por R$ 1.650, a chopeira elétrica Mimo 1 torneira, por R$ 3.421, a chopeira elétrica Upper 1 torneira, por R$ 3.610, a chopeira elétrica Advantage 2 torneiras, por R$ 5.690, e a chopeira elétrica Facile, por R$ 3.990.
O Grupo Heineken anunciou uma série de acordos de aquisição de participações para ampliar a sua presença no mercado da África. Em diferentes países, a empresa aumentou o seu portfólio ao fechar negociações com o Distell Group Holdings Limited, a Namibia Breweries Limited (NBL) e a Ohlthaver & List Group of Companies (O&L).
No acordo com a Distell, o Grupo Heineken adquiriu a fabricante sul-africana de vinhos e destilados a um preço de 2,2 bilhões de euros (aproximadamente R$ 14 bilhões). Foi a conclusão de uma longa negociação, que chegou a ficar travada há algumas semanas em função de um valor mais alto que vinha sendo pedido pela companhia, da qual o governo do país possuía uma participação de 30%.
O Distell é considerado o maior produtor e vendedor de bebidas alcoólicas da África, o que inclui cervejas, destilados, vinhos e sidras, em um portfólio que inclui a Amarula e diversas marcas de uísque, como Bain’s Cape Mountain, Black Bottle, Bunnahabhain, Deanston, Ledaig, Three Ships e Tobermory.
A companhia também adquiriu 25% de participação da NBL na Heineken South Africa, em negócio avaliado em 1,5 bilhão de euros (R$ 9,5 bilhões), e que está sujeito à aprovação dos acionistas da cervejaria da Namíbia.
Além disso, o Grupo Heineken comprou 50,01% da O&L na NBL Investment Holdings (Proprietary) Limited (NBLIH), acionista controladora com 59,4% do capital da NBL. A empresa já possuía uma participação de 49,99% na NBLIH. A avaliação do valor de mercado da NBL é de aproximadamente 400 milhões de euros (R$ 2,54 bilhões).
Com todos esses ativos adquiridos e os 75% que já detinha na Heineken South Africa, o próximo passo do grupo é unificá-los em uma holding pública não listada. A Heineken explicou que terá, no mínimo, 65% da composição dessa nova empresa, com o restante sendo detido pelos acionistas do Distell que optarem por reinvestir.
O investimento total da Heineken na nova empresa será de aproximadamente 2,5 bilhões de euros (R$ 15,9 bilhões), em troca de uma participação acionária de 65%. Ele compreende um pagamento, em dinheiro, de 1,3 bilhão de euros (R$ 8,3 bilhões) pelas transações envolvendo Distell e NBL, além de seus ativos anteriores, incluindo os 75% da Heineken South Africa, os negócios de exportação para outros mercados da África e a, até então, participação minoritária na NBL.
“A Distell é uma empresa altamente conceituada e resiliente com marcas líderes, uma força de trabalho talentosa e um forte histórico de inovação e crescimento na África. Com a NBL, existem oportunidades empolgantes para expandir a cerveja e a sidra premium na Namíbia e fazer crescer a marca icônica Windhoek além de seu mercado doméstico. Juntos, seremos capazes de servir melhor nossos consumidores e clientes por meio de uma combinação única de marcas líderes de várias categorias e uma rota de entrada fortalecida no mercado. As empresas compartilham valores comuns derivados de sua herança familiar, perspectivas de longo prazo, espírito empreendedor e cuidado com as pessoas e o planeta”, comenta Dolf van Brink, presidente do conselho executivo e CEO do Grupo Heineken.
O recente movimento do Grupo Heineken deve fortalecer o mercado da África e, especialmente, da África do Sul, de cervejas, que já havia passado por negociação de grande relevância em 2016, quando a SAB Miller foi adquirida pela AB InBev.
“Estamos muito entusiasmados em reunir três empresas fortes para criar um campeão regional de bebidas, perfeitamente posicionados para capturar oportunidades de crescimento significativas na África do Sul”, acrescenta o CEO da companhia. “Construímos com sucesso nosso negócio na África ao longo de 100 anos. O anúncio de hoje é um voto de confiança nas perspectivas de longo prazo da África do Sul e da Namíbia e nos comprometemos a ser um parceiro forte para o crescimento e causar um impacto positivo nas comunidades em que operamos.”
Tradição nos Estados Unidos, a Black Friday ainda é uma novidade no Brasil, mas se tornou uma data importante para o varejo nacional, especialmente pela possibilidade de compras online a preços especiais. Assim, quem atua com cervejas já se movimenta e começa a oferecer opções para as liquidações da Black Friday. Tanto que empresas de diferentes campos de atuação no segmento estão preparando diversas promoções para atrair o público nesta semana.
A Black Friday deste ano está marcada oficialmente para a próxima sexta-feira (26) e acontece em meio ao reaquecimento da venda de cervejas, com a redução dos casos de coronavírus. Até por isso, há grande expectativa no mercado, ainda mais que a pandemia ampliou o alcance de novos canais de vendas no varejo, como o e-commerce, o que também deverá ser bastante explorado pelas empresas.
Um levantamento da Neotrust/Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada no comércio eletrônico, em parceria com a Elo, mostrou que, no total, foram realizados 13,01 milhões de pedidos entre a Black Friday e a Cyber Monday no Brasil em 2020, um incremento de 21,9% em relação ao ano anterior. Além disso, o tíquete médio das compras feitas no período saltou 4,7% em relação a 2019.
São dados que elevam a expectativa de quem atua com cervejas – ou vende insumos para a sua produção – com as oportunidades advindas da Black Friday.
Para ajudar o consumidor, o Guia preparou uma lista com empresas e suas principais promoções para a importante data do varejo. Confira:
Artesanow Beer
Endereço: Rua Alfredo do Vale Cabra, 26B – São Paulo (SP) E-mail: vendas@artesanowbeer.com.br Telefone: (11) 93908-9778
A Artesanow Beer é uma empresa de e-commerce de cervejas especiais, copos e taças. Para a data promocional deste ano, a marca está oferecendo durante toda a semana descontos de até 50%, além de cashback. Alguns dos destaques das suas promoções de cervejas na Black Friday são a Schornstein Oktoberfest (50% de desconto) a R$ 11,25, a Dogma American IPA (25% off) a R$ 29,07, a Everbrew Enjoy The Summer (30% off) a R$ 24,16, a Hocus Pocus Infinite Boredom (35% off) a R$ 26,20 e toda a linha da Demonho com 30% de desconto.
Beer4U Vila Madalena
Endereço: Rua Cristóvão de Burgos, 74 – São Paulo E-mail: atendimento@beer4u.com.br Telefone: (11) 3031-6599
A Beer4U Vila Madalena atende em sua loja física e através do e-commerce. Na Black Friday, vai oferecer desconto de até 50% na venda de cervejas, que começam a ter preços especiais no seu site a partir da meia-noite de quinta para sexta-feira.
Consultoria especializada em negócios, a Beer Business aproveita a Black Friday para ofertar 40% de desconto em todos os seus cursos. Além disso, o pagamento foi facilitado, podendo ser realizado em até 6 vezes sem juros. São oferecidos diversos cursos, como o Plano de Negócios para Cervejaria Cigana, com preço de R$ 355,80. Outro curso de destaque é o Brewpub – Planejamento e Operação, que, antes, custava R$ 692, mas agora sairá por R$ 415,19. Também tem o Pacote Estudo em Dobro/Plano de Negócios para Cervejaria Cigana + Brewpub Planejamento e Operação. Antes em R$ 962, na promoção tem o valor de R$ 577,19.
A Brabeer Tecnologia é especializada em soluções para cervejeiros, como equipamentos para produção e envase. Na Black Friday, a empresa oferece descontos de até 10% em equipamentos selecionados e condições especiais de parcelamento. A panela Single Vessel Chiron – de 50 a 350 litros – , a recravadora de latas semiautomática Veyron, um combo da panela Chiron com tanque fermentador e os lavadores de barril são alguns dos produtos em promoção.
A Damek atua com variedade de equipamentos para produção de bebidas artesanais, como fermentador de cerveja, banco de glicol, fermentadores de vinho, cachaça, hidromel e kombucha. Para a Black Friday, o público terá ao seu dispor descontos de 20% em toda linha de fermentadores, de 15% nas linhas de motor home e de 22% na linha de rotomoldagem. O fermentador auto refrigerado 100 litros custará R$ 4.147,54, o banco de glicol 100 litros sairá por R$ 4.6607,68, o fermentador 500 litros estará à venda por R$ 1.127,00 e a linha Rotomek de fermentador rotomoldados de 20 a 50 litros terá preços a partir de R$ 170. Além disso, o frete será grátis para compras acima de R$ 3 mil para todo o Brasil.
A Memo disponibiliza ao mercado chopeiras elétricas, a gelo, cervejeiras, torres, kits de extração, utilidades, acessórios de chopeiras e cervejeiras. Na Black Friday, oferece até R$ 3 mil de desconto em produtos selecionados, frete grátis e parcelamento em até 10 vezes sem juros no cartão. Na sua ação promocional, que se inicia na tarde desta quinta-feira e vai até o domingo, a torre Adapt sairá por R$ 890, a torre naja suada com 1 torneira italiana custará R$ 9.563,46, a torre suada com 2 torneiras italianas terá preço de R$ 10.785,81, a torre naja congelada com 1 torneira italiana – sem cilindro – vai ser vendida por R$ 13.435,77, e a chopeira Brahma Duplo Malte sairá por R$ 2.390. Para compras acima de R$ 100, o frete também será grátis.
A NewAge é uma indústria de bebidas que atua em diversas frentes de produção e distribuição de bebidas nacionais e internacionais. Para a Black Friday, a empresa está oferecendo descontos de até 30% em diversos itens do seu portfólio.
O período de retomada das atividades de bares e restaurantes sem restrições e com capacidade total veio acompanhado por ações da Ambev para aproximação desses estabelecimentos. A companhia cervejeira desenvolveu soluções que podem ajudar na redução do consumo de energia e que agilizam a reserva de mesas pelo público.
Em parceria com a Gebras, a Schneider Electric e o Pacto Global, da ONU, a Ambev expandiu a sua plataforma de eficiência energética, a SaveE, para bares e restaurantes, com a expectativa de atender mais de 1 milhão de estabelecimentos, reduzindo o consumo em até 15% nessas localidades.
De acordo com a Ambev, a plataforma é capaz de analisar e traçar um diagnóstico de consumo dos bares, gerando um plano de ação para permitir a economia energética, algo que se tornou fundamental nesse momento de retomada, ainda mais em um cenário de escassez hídrica, o que provocou aumentos relevantes nos preços das tarifas.
O objetivo das empresas privadas e do Pacto Global é, assim, oferecer uma ferramenta que viabilize a autogestão dos negócios com um consumo energético mais sustentável, como destaca o vice-presidente de sustentabilidade e suprimentos da Ambev, Rodrigo Figueiredo.
“Hoje, nossa preocupação está em como solucionar problemas que perduram há anos. Na Ambev, já adotamos várias medidas para reduzir o consumo de energia, e queremos engajar nosso ecossistema de parceiros a fazerem o mesmo nesse momento, pensando no futuro que estamos construindo”, comenta Figueiredo.
Criada inicialmente para atender indústrias, a plataforma começou a ser testada em 2019, acompanhando a rotina de cinco estabelecimentos em diferentes regiões do Brasil. Os bares e restaurantes que adotaram o plano de ações proposto geraram economia de mais de 25 mil kWh por ano, evitando a emissão de mais de quatro toneladas de CO2 no período de 12 meses, segundo a Ambev. A redução no consumo desses cinco pontos de venda representou o abastecimento de 13 casas com quatro moradores.
Reservas em bares Além do SaveE, outra solução da Ambev para bares e restaurantes é o aplicativo para reservas Get In, já conectado a 10 mil estabelecimentos. A plataforma foi desenvolvida pela Z-Tech, que compõe o hub de inovação da companhia cervejeira, e foi utilizada por 4 milhões de pessoas apenas no primeiro semestre.
O aplicativo também está integrado ao Waze, informando ao usuário quando ele deve sair de casa para chegar ao local escolhido. Além disso, uma atualização programada para entrar em funcionamento neste mês permitirá que estabelecimentos passem a contar com o cardápio integrado, pelo qual também será possível realizar o pedido, mesmo ainda não estando no espaço.
“O ato de sair para comer deve ser uma experiência prazerosa, não o contrário. Chegar a um restaurante e aguardar horas por uma mesa é o início de um almoço ou jantar que ninguém deseja. As funcionalidades do Get In ajudam a sanar essa e outras questões”, afirma Patrícia Schiavo, CEO do Get In.
Padronização, excelência, segurança, boas práticas e reprodutibilidade são algumas das palavras que remetem ao necessário controle de qualidade de qualquer cerveja. Algo que se torna fundamental para a manutenção da reputação de uma marca ou empresa na sua trajetória.
O tema foi abordado por Raissa Zocoller Borba, gerente corporativa de qualidade da Ambev, no V Simpósio da Cerveja, organizado pelo Grupo de Estudos Luiz de Queiroz, da ESALQ/USP, realizado em formato online no último fim de semana. O evento reuniu grandes nomes do mercado para análises técnicas e mercadológicas.
Na produção de uma cerveja, o controle de qualidade é fundamental para a segurança do produto e para a garantia de satisfação do consumidor. E deve ser encarado como um programa de gestão, baseado em quatro pilares: controle das matérias-primas e insumos, padronização, ambiente seguro e controle de processos.
Confira a visão de Raissa sobre os pilares do controle de qualidade de uma cerveja:
Gestão de matérias-primas e insumos A gestão de matérias-primas e insumos ajuda a assegurar a qualidade do produto do “campo ao copo”, entendendo se esses itens vão entregar a cerveja com as características desejadas. “Quando se fala de reputação pela qualidade, se fala em executar o presente, que é gerenciar os nossos insumos, nosso malte, nosso lúpulo, nossa água e as demais matérias-primas que são utilizadas nos diversos produtos”, destaca Raissa.
Padronização Diretamente ligado aos insumos e às matérias-primas, a padronização ajuda quem está fabricando uma cerveja a tornar o produto seguro e com qualidade. “Quando falo de padronização, falo sobre o que espero de cada etapa. Defino ali quais são os itens de controle”, comenta a gerente corporativa de qualidade da Ambev.
Nesta etapa, segundo ela, também se define como trabalhar os itens que compõem uma cerveja, o que inclui as características sensoriais. “Não só o item que eu quero acompanhar, mas qual a faixa de trabalho permitida para aquele item, para que eu tenha repetibilidade e a confiabilidade do meu processo e entregue sempre o mesmo produto no final da cadeia.”
Ambiente seguro Para a produção de uma cerveja, a gerente da Ambev também ressalta como é fundamental que os processos sejam realizados dentro de um ambiente seguro. E isso envolve a adoção de boas práticas em todas as etapas da produção.
Além disso, Raissa avalia que, para um ambiente seguro, as licenças e especificações estabelecidas pelos órgãos reguladores têm grande importância, já que elas permeiam todos os tópicos para a produção de uma cerveja.
“É preciso questionar quais são os padrões de limpeza e de assepsia nos equipamentos para evitar que se tenha desvios de microbiologia, avaliar como é gerenciado o ambiente externo em termos de controle de pragas e as limpezas que vão garantir um ambiente seguro. E ainda a capacitação do time para que esteja apto a garantir que todo esse ambiente seguro aconteça em cada etapa do processo”, explica Raissa.
Controle de processos Ter um ambiente seguro e uma matéria-prima de comprovada qualidade são aspectos fundamentais para garantir a qualidade de uma cerveja, mas não os únicos. Com a receita em mãos, é preciso controlar os processos produtivos para assegurar que o resultado seja o adequado e esperado.
“No controle de processo, devo me perguntar sobre como pegar meus processos descontrolados e torná-los processos controlados. Isso é uma jornada de controle e, basicamente, permeia as quatro outras etapas”, aponta a gerente da Ambev.
Raíssa ainda destaca que há diferentes etapas a serem percorridas para, de fato, se ter o controle de processos. Eles são: processo descontrolado; processo controlado, mas fora de especificação; processo controlado e dentro da especificação; e processos controlados com benchmark results (resultados de referência).
V Simpósio da Cerveja Com apoio do Guia, o V Simpósio da Cerveja da Esalq/USP ainda contou com a colaboração do Beercast, da Associação dos Profissionais Cientistas de Alimentos, da Associação Brasileira dos Engenheiros de Alimentos, da Aprolúpulo e da BeerArt. Além disso, a Academia da Cerveja foi a patrocinadora ouro, com Dornas Havana, Brava Terra Lúpulo e Bravo Zero sendo os apoiadores bronze.
A programação do simpósio teve com palestras voltadas para o mercado e visão durante e pós pandemia; produção de lúpulos brasileiros; envelhecimento de cerveja em madeira e roda sensorial da cerveja; leveduras não-convencionais; e uma mesa redonda sobre as inovações e tecnologias no setor cervejeiro. Para completar, ainda foi realizada uma degustação guiada de cervejas.
O século XIX foi marcado por diversas revoluções. Ao longo do século ocorreram várias independências, incluindo a do Brasil, em 1822; as Revoluções Liberais de 1830 e 1848; as guerras de unificação nacional da Itália (entre 1848 e 1861) e da Alemanha (concluída em 1871), além de outras menores. Entre essas, uma quase desconhecida: a Revolta da Cerveja ocorrida na cidade de Pilsen em 1838. Acontecimento muito importante para a história da cerveja, porque vai dar origem ao mais popular estilo que existe até hoje. E, aproveitando que o mês de novembro marca o aparecimento da primeira cerveja desse estilo, vamos contar um pouco dessa história.
Pilsner, em alemão significa “natural de Pilsen”. Em 1295, o rei Venceslau II (1278–1305), do então Reino da Boêmia, fundou a nova cidade de Pilsen (ou Plzen, em checo), na confluência dos rios Radbuza, Mze, Úslava e Úhlava, movendo-a a cerca de 10 quilômetros do seu local original (datado do século X).
Abaixo da cidade existe um labirinto de porões, túneis e nascentes. Este mundo subterrâneo proporcionou condições ideais para os cidadãos guardarem alimentos, abrigarem-se em tempos de cerco e fabricarem e armazenarem cerveja.
O rei deu a todos os habitantes da cidade o direito de preparar e vender cerveja em suas casas, um privilégio que em toda a Europa Central era geralmente reservado aos nobres. E são de 1307 os primeiros documentos escritos que atestam a presença de cervejarias nesse território. Os boêmios estabeleceram guildas e deram à produção de cerveja um lugar central na sociedade. A maior prova disso é o fato de que o primeiro manual de fabricação de cerveja impresso no mundo foi o De Cervisia, do boêmio Tadeas Hajeck, de 1588.
Em meados do século XIX, os cidadãos de Pilsen estavam bastante insatisfeitos com a cerveja produzida pelas seis cervejarias existentes na cidade. Insatisfação que, segundo Roger Protz, acabou culminando, em 1838, em uma manifestação em que proprietários de taverna derramaram 36 barris das cervejarias locais em frente à Prefeitura, na praça central da cidade. Outros autores afirmam que foi o próprio conselho da cidade que derramou os barris. Essa Revolta da Cerveja foi o ponto de virada para a produção de cerveja em Pilsen.
Empresários locais, donos de tavernas e os administradores da cidade se uniram para levantar fundos para a construção de uma nova cervejaria, criando assim a Bürgerliches Brauhaus (ou a Cervejaria dos Cidadãos), em 1839, cujo prédio foi projetado pelo renomado arquiteto Martin Stelzer (1815-1894). Para comandá-la, foi contratado o mestre-cervejeiro bávaro Josef Groll (1813-1887). Entre 5 de outubro e 11 de novembro de 1842, Groll produziu o primeiro lote da nova cerveja.
A maioria das cervejas produzidas na Boêmia em meados do século XIX era de alta fermentação (Ales), de cor escura e turvas. Mas Groll foi instruído a recriar uma cerveja Lager em estilo bávaro. Para isso, segundo Pete Brown, ele recrutou assistentes de cervejeiro e fabricantes de barris da Baviera e trouxe com ele uma levedura Lager bávara contrabandeada através da fronteira. Utilizando a água “mole” de Pilsen (com baixo conteúdo mineral), o lúpulo Saaz da Boêmia (caracterizado por um baixo amargor) e a cevada da Morávia, Groll criou uma “bebida dourada com espessa espuma branca como a neve” (OLIVER, 2012, p. 846).
Mas, além de revoluções políticas e sociais, o século XIX foi também um século de revoluções tecnológicas. E a cor da nova cerveja de Groll era fruto dessas revoluções. Foi resultado do uso de maltes mais claros, obtidos por meio de um processo mais controlado de torra do malte. Em 1818, o engenheiro e inventor britânico Daniel Wheeler patenteou um Novo ou Aprimorado Método de Secagem e Preparação do Malte.
Wheeler se inspirou nas torrefadoras de café para criar um tambor giratório onde o malte não ficaria exposto diretamente ao fogo do forno ou à fumaça, ao contrário do que acontecia nos fornos tradicionais. O malte também poderia ser seco de forma mais homogênea e os produtores poderiam ajustar a temperatura e a duração dos processos de secagem e, assim, controlar a cor e o sabor do produto acabado, do malte claro suavemente tostado até o malte preto severamente torrado. A nova e vasta gama de maltes levou à criação de vários novos estilos de cerveja.
Porém, segundo Pete Brown, seria incorreto se referir à Pilsner de Groll como a primeira cerveja dourada do mundo. Porque os cervejeiros ingleses de Pale Ales teriam sido os pioneiros no uso de maltes claros (pale) décadas antes e os bávaros teriam admitido livremente que apenas roubaram o conhecimento para produzir as suas cervejas. Para além dessa polêmica, o fato é que a cerveja de coloração dourada combinou perfeitamente com outro fruto das revoluções industriais do século XIX: a indústria de vidros. Ao longo daquele século, a região da Boêmia se tornou uma grande produtora de cristais, mundialmente famosos e que adornavam os palácios das principais monarquias europeias.
Algo que não dá margem para polêmicas é o fato de que a cerveja de Groll deu origem ao estilo Pilsner. Porém, ressalta Pete Brown que, “talvez como resultado de seu prazer embriagado”, os burgueses de Pilsen não registraram a marca Pilsner Bier até 1859, época em que já havia muitas outras cervejas no mercado que se referiam a si mesmas como de estilo Pilsner. E apenas em 1898 a Bürgerliches Brauhaus registrou a marca Pilsner Urquell, em alemão, ou Plzensky Prazdroj, em checo (que significa Pilsner Original), alterando o nome da cervejaria.
Devido à popularidade do estilo, muitas outras cervejas foram criadas para disputar o mercado com as, agora, Bohemian Pilsner. Afirma Pete Brown que 95% do volume global de cerveja é composto por imitações da Pilsner original. Mas o nome Pilsner é hoje marca registrada das cervejarias da cidade de Pilsen.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
AMARAL, Cláudia Alvares. Vidro da Boêmia nas coleções do Palácio Nacional da Ajuda. Artigos em Linha. Palácio Nacional da Ajuda. Nº 2, novembro de 2010.
BROWN, Pete. Groll, Josef (1813-1887). In: OLIVER, Garret (org.). The Oxford Companion to Beer. Oxford Universitary Press: New York, 2012, p. 555.
BROWN, Pete. The “Original Pilsner”. In: OLIVER, Garret (org.). The Oxford Companion to Beer. Oxford Universitary Press: New York, 2012, p. 846-847.
FUNK, Holger. Tadeas Hajek De Cervisia: a sixteenth century treatise on the brewing of beer with hops. Brewery History. The Brewery History Society. Nº 162, 2015, p. 41-55.
HAMPSON, Tim. Pilsen (Plzen). In: OLIVER, Garret (org.). The Oxford Companion to Beer. Oxford Universitary Press: New York, 2012, p. 844-845.
KAYE, Nick. Wheeler, Daniel. In: OLIVER, Garret (org.). The Oxford Companion to Beer. Oxford Universitary Press: New York, 2012, p. 1076-1077.
OLIVER, Garret. Czech Republic. In: OLIVER, Garret (org.). The Oxford Companion to Beer. Oxford Universitary Press: New York, 2012, p. 396-398.
PROTZ, Roger. Pilsner Urquell. In: OLIVER, Garret (org.). The Oxford Companion to Beer. Oxford Universitary Press: New York, 2012, p. 848-849.