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Mais rótulos, novos públicos e casa própria: Os planos do recomeço da Three Hills

Dois anos depois, um novo recomeço. É assim que Ivan Tozzi encara a nova fase da Three Hills, agora liderada por ele em “carreira solo”. Afetada pela pandemia do coronavírus e por uma mudança societária, a marca ficou meses sem produzir. Mas, agora, retorna com mudanças de identidade e foco: a promessa é de reforçar a busca por novos públicos e ter mais rótulos. E, em breve, espera contar com o seu próprio estabelecimento.

Criada em 2019, a Three Hills nasceu de uma sociedade entre Nathalie Velasques e Ivan Tozzi, ganhador do concurso Eisenbahn Mestre Cervejeiro em 2017. Atingida pelos efeitos da crise sanitária, um problema recorrente no período no setor, a marca inicia nova fase agora, no segundo semestre de 2021, um período que coincide com a gradual retomada de bares e restaurantes, além do avanço na vacinação contra o coronavírus.

E volta com novidades. A primeira delas, em sua gestão. Por uma decisão pessoal, Nathalie deixou a sociedade que fundou a cervejaria, agora com Tozzi sendo o único responsável pela gestão da Three Hills.

“A minha sócia desistiu do negócio. Acertamos que eu manteria a marca depois de esgotado o estoque. E aí eu continuaria. Mas acabou sendo mais pesado, tivemos que negociar muita coisa, algo que foi se arrastando. Até o fim da sociedade foram meses. E eu parei de fabricar, precisei encerrar o CNPJ. Em junho/julho consegui fechar a empresa e abrir uma nova”, conta o sócio-fundador da marca.

E, por ideias consolidadas durante a pandemia, ele promete dar uma nova cara para a marca. Tozzi garante que a Three Hills, reconhecida no início da sua gestão pela valorização da participação feminina no segmento cervejeiro, seguirá em busca de um setor mais democrático. Mas agora com um olhar diferente.

Para isso, ele promete que a marca estará presente em eventos que valorizem a cerveja, mas não a tenha como foco principal, com a expectativa de ampliar o seu público, não se restringindo aos beer geeks.

“Quero trabalhar mais a questão da democratização, levando a cerveja para outros públicos, outros tipos de eventos, sair um pouco de São Paulo. A ideia é participar de eventos mais abertos, que não tenham só beer geeks. Mais Memorial da América Latina e menos Mondial de la Bière. Isso também envolve os canais de venda. Vamos entrar, por exemplo, no Magalu.”


Além disso, quem comprar as latas da Three Hills poderá entrar em contato com o conhecimento cervejeiro. Cada uma delas, afinal, passou a ter um QR Code que dará acesso gratuito ao conteúdo da Rise Beer, escola cervejeira da qual Tozzi é um dos professores, por sete dias.

Mais rótulos
A Three Hills também promete ser mais ativa, apresentando mais novidades. Se de 2019 para cá quatro rótulos fixos chegaram ao mercado – Helena, Luiza, Gabriela e Alice –, a expectativa é de maior variedade. Para isso, prevê a realização de mais lançamentos, ainda que em volumes menores. Essa diversificação, inclusive, levou a marca cigana a trocar de fábrica. Saiu da StartUp Brewing e agora passou a produzir na Demokrata, no ABC paulista, com estrutura que casa melhor com as suas novas demandas.

Essa nova parceria ganhou seu primeiro experimento neste mês, com o relançamento da Helena, uma Cream Ale. E com outra novidade: a maior parte do seu envase – cerca de 70% – se dá em latas, uma predominância impensável antes da pandemia, mas que se tornou alternativa e, depois, tendência com o fechamento de estabelecimentos e a proibição de realização de eventos.

“Fiz só 30% para barril porque a saída ainda está muito na lata e pela internet. E estamos colocando foco nisso. Vai continuar muito forte esse tipo de venda. E o growler veio para ficar. O consumidor vai querer receber as coisas em casa, mesmo que volte para o bar”, argumenta Tozzi.

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Nessa volta, outra novidade percebida por ele é que até os barris de chope utilizados vêm tendo capacidade menor. “São barris pequenos, de 20 litros. O pessoal está trabalhando com barris menores, para ter mais giro. É outra novidade do mercado.”

A volta com a Helena é o passo inicial da retomada da produção da Three Hills. E, para cumprir a promessa de realizar mais lançamentos, cada lote das suas cervejas anteriores virá seguido pela chegada ao mercado de uma novidade, sendo que a próxima será uma Russian Imperial Stout, a Mila, que até foi lançada em 2019, mas apenas em barril.

Outros planos
A retomada das atividades pela Three Hills também vem cheia de planos por parte de Tozzi. Para ele, as mudanças no setor provocadas pela pandemia indicaram a necessidade de as cervejarias estreitarem a relação com o consumidor final. E a marca, pelo que indicou seu fundador, deverá ter seu espaço no interior paulista.

A gente vai ter de possuir um ponto de venda. Os bares não seguram mais a produção das cervejarias. E eu tenho planos de ter um ponto no interior de São Paulo, ainda que com a produção e a distribuição se mantendo na capital. Creio que também vai aumentar muito a venda direta para o consumidor

Ivan Tozzi, sócio-fundador da Three Hills

Além disso, ao mesmo tempo em que mira novos públicos para a Three Hills, Tozzi também pensa em ter uma segunda marca, com cervejas mais especiais, como revela. “Quero ter uma marca específica, com garrafas, cervejas de guarda, algo com poucas unidades. Já tenho até o registro da marca. Agora estou com muita coragem.”

O que levou Academia da Cerveja e Krater a se unirem na busca por escritor

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Para auxiliar na democratização e no desenvolvimento do setor cervejeiro nacional, a Editora Krater e a Academia da Cerveja, da Ambev, anunciaram a realização de um concurso para encontrar um autor a uma próxima publicação segmentada. A ideia é colocar em pauta a necessidade da produção e publicação de conhecimento sobre cervejas a partir de demandas específicas do mercado brasileiro.

“Esperamos despertar o interesse de profissionais de diversas áreas de conhecimento envolvidos com o mercado da cerveja para sistematizar seu acúmulo em investigação ou experiência, transformando-os em conteúdo publicável em formato de livro”, afirma Diego Masiero, cofundador da Editora Krater.

Para realizar a ação, a Krater tem a parceria da Academia da Cerveja. Tendo em seu DNA a divulgação do conhecimento e da cultura cervejeira, a instituição da Ambev entendeu que o projeto está alinhado com os seus objetivos dentro do segmento, como destacou o gerente Alexandre Esber.

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“Nosso desejo sempre foi o de contribuir o máximo possível com o nosso ecossistema, sempre mirando a democratização do acesso à informação, independentemente do público. Com menos de um ano no ar, 100% online, foi uma honra termos sido reconhecidos pelo nosso trabalho e contatados pela Editora Krater para fazer parte de um projeto com tamanho propósito”, aponta Esber, para depois complementar.

Assim que soubemos da iniciativa, direcionamos todos os nossos esforços para fazer a ação acontecer da melhor forma possível, dando reais chances para que os milhares de talentos que temos hoje na cena cervejeira possam ser reconhecidos e valorizados. Acreditamos que esse tipo de movimentação possa estimular alunos, professores, pesquisadores e entusiastas, e lançar luz sobre a importância da ciência por trás de uma das bebidas mais consumidas do nosso país

Alexandre Esber, gerente da Academia da Cerveja

O gerente da Academia da Cerveja espera que a iniciativa ajude a fomentar o setor no Brasil a partir da divulgação do conhecimento, apontando que o país possui outras virtudes que podem contribuir para o crescimento da atividade. Mas Esber destaca que isso só vai ocorrer com a participação da ciência. “Temos tudo aqui no nosso país: insumos, clima, tecnologia, boas cervejarias, mão de obra qualificada, incontáveis talentos, criatividade e muita força de vontade. Mas, é verdade, nos falta referência bibliográfica cervejeira brasileira.”

Assim, Esber espera que, juntas, Academia da Cerveja e Krater mudem uma lógica que tem marcado o setor cervejeiro brasileiro: a de buscar conhecimento a partir de referências estrangeiras, já que ainda há um déficit de trabalhos científicos locais. Assim, acredita que a união servirá para mostrar ser possível desenvolver a ciência cervejeira local.

“É justamente pela carência de investimento na ciência, nas pesquisas, na academia como um todo. Essa ação surge muito com o objetivo de dizer para essas pessoas que existem outras pessoas e empresas dispostas a olhá-las de perto, consumir seu trabalho e investir no seu desenvolvimento”, garante Esber.

A competição
O concurso será realizado em três etapas:

  • Até 30 de novembro de 2021, o candidato poderá subir a sua proposta em uma plataforma exclusiva e, de modo anônimo, ela será submetida ao voto popular;
  • Após a votação do público, as 10 propostas mais votadas serão submetidas a avaliação de um júri especializado;
  • As três propostas melhores colocadas serão submetidas a uma rodada de apresentação, que deverá acontecer em torno de março de 2022.

O vencedor contará, inicialmente, com pelo menos mil exemplares de sua obra impressos, além do adiantamento de royalties no valor de R$ 5 mil.

O prazo de inscrição foi pensado para dar tempo de as pessoas montarem uma proposta, depois havendo cerca de um ano para a entrega da obra. “Você vai ter a estrutura do projeto pensado e consegue fazer um trabalho de investigação para fundamentar a proposta, mas você só vai ter que escrever a obra completa, de fato, uma vez que for escolhido. Então tem bastante tempo para começar”, explica Masiero.

Mesmo com as dinâmicas do voto popular e da rodada final emulando a experiência de um “reality show”, o sócio da Krater assegura que o ambiente competitivo é meramente pano de fundo para que o projeto reverbere entre toda a comunidade cervejeira brasileira, produzindo engajamento e discussões acerca das áreas de saber e de projetos que preencham lacunas mais urgentes, além de abrir espaço para publicações futuras. “Apesar de o edital garantir uma publicação apenas, confiamos que um dos resultados do projeto vai ser a apresentação de outros projetos com potencial de publicação a médio prazo.”

Para Masiero, a competição também é uma forma de se obter informações mais precisas a respeito das preferências do leitor de literatura cervejeira. “Como é aberto em redes sociais, a gente começa a identificar com mais clareza que tipo de publicação as pessoas querem ler”, conta.

E o sócio da Krater destaca que o concurso é aberto para qualquer tipo de escritor ou estilo. “A gente espera que tenha uma boa participação de acadêmicos que já estejam publicando, escrevendo ou investigando a respeito. Esse é um dos perfis que a gente acha que deva se confirmar. Também existem pessoas que, talvez, já não estejam mais vinculadas com a academia, mas que são profissionais da cerveja e que sintam-se aptos a sistematizar e compartilhar seu conhecimento em forma de publicação.”

Ele também crê que jornalistas ou mesmo profissionais que não tenham um conhecimento técnico das etapas da produção cervejeira também possam ser contemplados no concurso. “O objetivo principal é que a gente saia com publicações técnicas, mas não estamos fechados. Então, pode ser que tenha alguém que apresente um livro de cartuns com a história da cerveja, por exemplo. A gente não colocou restrições nesse sentido, deixamos bem aberto o campo de jogo, para ver o que vai surgir”, acrescenta Masiero.

Desafios da Krater
O concurso organizado pela Krater em parceria com a Academia da Cerveja coincide com um momento em que a editora tem se estruturado e conseguido dar passos mais firmes. Algo fundamental para o que ele acredita ser uma missão: ter mais publicações com conteúdo original e nacional, contribuindo com o fortalecimento da produção de conhecimento e sistematização dos saberes que já existem por aqui.

“A gente tem uma história cervejeira, principalmente, permeada pela grande indústria, mas também estamos agora com uma cena craft artesanal crescendo e que precisa estar apoiada em conhecimento técnico”, pontua o sócio da editora.

A ascensão da Krater também pode ser observada nos números de publicações. Se até março do ano passado a editora tinha apenas duas obras, agora, já caminha para o lançamento da sétima – e com mais duas previstas até o fim do ano –, além de preparar a realização do seu primeiro curso online. Levá-las para o formato digital é um plano da editora, mas há empecilhos.

Para a Krater, questões como maior vulnerabilidade à pirataria representaram até agora um obstáculo à nossa intenção de ter nossas publicações também como e-books, o que está em linha com a nossa missão de democratizar o acesso a conteúdo técnico sobre cerveja

Diego Masiero, cofundador da Editora Krater

Por sustentabilidade, Skol testa pack que reduz o uso de plástico em 70%

Reconhecida por diversas inovações, a Skol apresenta mais uma boa novidade para o público consumidor de cervejas, agora voltada à sustentabilidade: a marca foi a escolhida pela Ambev para a testagem de um pack focado na melhora ambiental. É o “snap pack”, que, de acordo com a multinacional de bebidas, pode reduzir em 70% o uso de plástico nesse tipo de embalagem.

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A ação de sustentabilidade através da diminuição brusca do uso do material é possível porque as latinhas da Skol são coladas entre si, podendo ser carregadas por uma alça presa diretamente a elas, conforme descreve a Ambev. É, assim, uma das soluções encontradas pela companhia para cumprir o objetivo de zerar a poluição plástica até 2025.

“Cada vez mais, temos trazido diversas inovações para nossos produtos. E isso passa não apenas pela criação de novos sabores ou novos rótulos para o portfólio, mas também pelas embalagens”, destaca Karina Turci, gerente de sustentabilidade em embalagens da Ambev, detalhando as metas da companhia de zerar a poluição plástica.

“Sabemos que nossa meta de zerar a poluição plástica até 2025 é ambiciosa, mas temos certeza de que apostando em inovações como essa conseguiremos atingir o nosso objetivo”, acrescenta Karina Turci.

A iniciativa de sustentabilidade da Skol está em fase de testes, mas o prático protótipo já pode ser encontrado em pontos de venda da cidade de Ribeirão Preto, no interior paulista, a partir deste mês, segundo complementa a multinacional.

Especial: Saiba tudo sobre maltes, as opções, os cuidados no uso e as novidades

Água, malte de cevada e lúpulo. Foi assim que em 23 de abril de 1516 o duque Guilherme IV da Baviera estabeleceu a Lei da Pureza da Cerveja. Passados mais de cinco séculos, a bebida se reinventou, novos ingredientes apareceram, mas a importância dos componentes básicos permanece. E a dos maltes envolve a transformação dos seus açúcares em álcool pelas leveduras, além da influência na cor e no corpo da cerveja.

“Cada malte influencia com a quantidade de extrato que pode fornecer (que será convertida em açúcares e fermentada pela levedura), impactando diretamente no teor alcoólico. Cada malte também contribui com o sabor característico de cada um, de acordo com sua temperatura de secagem e cor”, lembra Wander Lepre, proprietário da Estação Brew Shop.

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Por toda essa influência no processo, a escolha do malte é primordial para a definição do resultado do produto que chegará ao paladar dos consumidores. E as opções são muitas. Há os maltes bases, sendo que o Pilsen e o Pale Ale são os mais usados para a fabricação da cerveja, especialmente por terem melhores custo e rendimento. Mas ainda existem outros como Viena, Maris Otter e Barke, eventualmente mais adequados a algum estilo cervejeiro específico.

“Hoje temos maltes base nacionais de excelente qualidade, que entregam bons resultados às cervejarias e, claro, para os caseiros também”, explica Luís Gustavo Andena, proprietário da Siriema.

Outras opções para a produção de cerveja são os maltes especiais. Incluem-se nessa relação o Caramelo, o Munich, o Melano, o Defumado e o Torrado, entre outros, como o de Trigo. “Irão conferir diversos sabores dependendo da quantidade e mistura deles, passando por aromas e sabores de caramelo, casca de pão assado, biscoito, amêndoas, frutas secas, café, chocolate e torrado, além de conferir cor na cerveja”, destaca Ricardo Silva, sócio-proprietário da Six Brew.

Tudo depende, portanto, da aplicação que o cervejeiro pretende dar para o tipo de malte a ser adquirido. “Em todo processo a diferença principal que se busca são corpo e sabor da cerveja, uma vez harmonizados com os lúpulos. Mas o principal motivo é justamente sabor, corpo e aromas maltados em estilos”, comenta Carlos Runge, sócio-proprietário do Atelier da Cerveja.

Escolha atenciosa
Os cuidados e decisões envolvendo os maltes vão além da escolha do tipo mais adequado para a produção de uma cerveja. Para otimizar o processo e torná-lo mais equilibrado, também é preciso ser cuidadoso com o controle de qualidade, avaliando a procedência, a origem e mesmo a rastreabilidade do cereal a ser adquirido.

Também é preciso ficar atento às características de cor e sabor, além do potencial de fornecimento de extrato. Uma dica valiosa é conferir a opinião de outros profissionais que já utilizaram aqueles maltes em sua cerveja, assim como observar os cuidados com armazenamento, sua validade e mesmo a variedade.

Diretor geral da EBI South America, Roberto Sáes destaca que a escolha do malte nunca pode ser baseada no preço, sob o risco de essa definição afetar a produtividade e o rendimento. “Um critério importante é o rendimento do malte, pois, dependendo do processo, a aquisição de um malte poucos centavos mais caro resulta em uma economia energética e padronização de produção significativos no fim de um período de vários cozimentos.”

O especialista da Siriema destaca o atendimento especializado para cervejeiros caseiros – ajudando na decisão de compra tendo como base a receita, o processo de fabricação e o estilo da cerveja – como um diferencial a ser observado para quem busca o malte ideal para a sua bebida.

“Não é porque o cervejeiro caseiro faz a sua cerveja em uma panela que ele não exige e precisa de informações confiáveis sobre o principal produto que vai dar característica para a cerveja dele. Além do que, muitos destes caseiros viraram ou virarão cervejarias”, lembra Luís Gustavo Andena.

Inovações em maltes
Atentos às demandas dos mercados, os produtores do cereal têm apostado em inovações para atender desejos dos cervejeiros. O sócio-proprietário do Atelier da Cerveja, inclusive, destaca como as pesquisas vêm sendo desenvolvidas para ampliar o rendimento e a eficiência dos maltes. “Cada vez mais os maltes bases estão mais modificados, com isso evitando muitas vezes aditivos para melhor eficiência”, diz Runge.

O que mais impressiona nas maltarias de um modo geral é a grande iniciativa de pesquisas e desenvolvimentos de maltes modificados, que acabam diminuindo o uso de diversos maltes, como, por exemplo, maltes que puxam notas de mel, e outros que acabam dando cor e sabor sendo um malte base. Isto facilita os padrões de cor e eficiência nas cervejarias

Carlos Runge, sócio-proprietário do Atelier da Cerveja

Tendo a Agrária como sua principal fornecedora de maltes, a Siriema enxerga o aumento das opções ofertadas para quem deseja produzir a sua cerveja, lembrando que em breve a cooperativa vai lançar a sua opção de trigo. E a evolução não fica nisso.

“Além da variedade de cores e sabores, cada vez mais temos maltes em evolução de rendimento ou que trazem características específicas buscadas para um produto. Mais do que novidades em maltes, temos mais variedade de grists, complexos e interessantes”, diz Andena, citando cervejas e estilos que têm acompanhado essa tendência.

“Cervejas como a Juice, a NEIPA, a Double NEIPA, a Sour e suas variações resgataram a utilização de cereais não malteados que levam muita complexidade para o produto. Grists com aveia malteada e não malteada, trigo e flocos de centeio vêm aumentando muito”, observa o profissional da Siriema.

Desafios globais
Ainda assim, é preciso lidar com desafios conjunturais. Denis Araki, diretor comercial da EBI South America, aponta que o momento para o setor de maltes não é fácil, especialmente por estar inserido em um cenário de pressão em mercados globais de cereais e de escassez para o uso na cerveja.

“Os preços das matérias-primas da cevada em todo o mundo estão muito voláteis no momento. Há preocupações com as safras na Europa e no Canadá em particular. Diferentemente de outras regiões do globo, qualquer cevada de qualidade inferior será vendida como ração animal, de modo que a oferta de cevada para malte será reduzida e os preços aumentarão”, projeta o diretor da EBI South America.

Andena também reconhece que o atual momento tem sido desafiante para quem atua com maltes, em função da alta do preço das commodities. “Nesta fase que passamos por fortes altas em commodities no mundo, os maltes também foram afetados, mesmo os nacionais, sendo desafiador para o mercado no momento adequar o custo do produto sem perder a qualidade”, avalia o proprietário da Siriema.

Apesar disso, há otimismo com a parceria entre fornecedores de maltes no Brasil, preocupados com a qualidade do produto, com os cervejeiros locais e sua criatividade.

A evolução nos maltes ajudou muito a melhoria nos produtos que temos disponíveis hoje no Brasil, porém cada vez mais é fascinante a evolução e criatividade com qualidade do cervejeiro brasileiro. Nem sempre com os melhores recursos tecnológicos, nunca com o custo a seu favor, mas sempre evoluindo nos produtos

Luis Gustavo Andena, proprietário da Siriema

Conheça mais sobre as principais empresas fornecedoras de maltes do setor cervejeiro:

Atelier da Cerveja

Endereço: Rua Coronel Seabra, 1165, Santo André (SP)
E-mail: carlos@cortumerunge.com.br / carlos@atelierdacerveja.com.br
Telefones: (11) 96317-1278

A Atelier da Cerveja foi a primeira brewshop e beer store do ABC paulista. Desde 2014, oferece insumos com foco nas últimas tendências de cervejas do mercado nacional e internacional. Além de cursos, desde o básico ao avançado, disponibiliza receitas personalizadas, consultoria e chopes de produção própria e de terceiros.

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EBI South America

Endereço: Rua Pedro Álvares Cabral, 145, Santa Bárbara D´Oeste (SP)
E-mail: vendas@ebinsumos.com.br
Telefones: (19) 98163-3373 / (19) 99899-6143

A EBI South America é especializada na venda de produtos diretos para fabricação de cerveja. O leque de opções traz itens como o extrato de malte, maltes, high maltose, lúpulos, fermentos e grãos não maltados, além de também atuar com produtos indiretos de produção, como sanitizantes de limpeza e desinfecção. A empresa ainda oferece acessórios, tanques e equipamentos para montagem e ampliação de cervejarias.

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Estação Brew Shop

Endereço: Rua Professor José Tavares, 646, Jundiaí (SP)
E-mail: ebrewshop@gmail.com
Telefone: (11) 98869-6636

A Estação Brew Shop atua com o compromisso de aproximar o consumidor dos principais insumos cervejeiros disponíveis no mercado. Entre as opções oferecidas se destacam os maltes, lúpulos e leveduras para que o cervejeiro possa escolher o que mais se encaixa em sua receita.

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Siriema Brew Shop

Endereço: Rua Albino Alves, 203, Amparo (SP)
E-mail: contato@siriemabrewshop.com.br
Telefone: (19) 99264-5174

A Siriema Brew Shop atua no mercado cervejeiro com o fornecimento dos principais insumos ao cervejeiro caseiro. Fundada há 6 anos por Luis Gustavo Andena, cervejeiro caseiro, a brew shop no interior de São Paulo está atenta ao mercado e ao atendimento do cervejeiro, do iniciante ao avançado.

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Six Brew Shop

Endereço: Rua Santa Cruz das Palmeiras, 826, Campinas (SP)
E-mail: contato@sixbrew.com.br
Telefones: (19) 98872-0640

A Six Brew fornece ao cervejeiro uma variedade de insumos e equipamentos para produção de cerveja artesanal. Entre as opções, destacam-se os maltes – moídos ou não – e os lúpulos. O atendimento no local ainda oferece torneiras de cervejas para os clientes e horários diferenciados para o atendimento.

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Curso vai auxiliar sommeliers de cerveja em busca de recolocação no mercado

Com o avanço da vacinação no país e a adoção de medidas de flexibilização, cervejarias, bares e demais negócios do setor esperam acelerar as atividades e ampliar o faturamento, abrindo espaço para a abertura de vagas e a contratação de funcionários. E, neste momento de retomada, a capacitação é um fator diferencial para aproveitar oportunidades. Pensando em apoiar quem está fora do mercado, a Academia da Cerveja e o Instituto Marketing Cervejeiro anunciaram a realização do curso Marketing Digital para Sommeliers de Cerveja.

As vagas são destinadas aos profissionais que estão em busca de recolocação profissional e desejam trabalhar com o gerenciamento de redes sociais de cervejarias, bares e outros negócios cervejeiros. 

Leia também – Artigo: Adelante! Barcelona brinda a volta de eventos profissionais com o InnBrew

As inscrições vão até 27 de agosto, com o processo seletivo ocorrendo de 23 de agosto a 3 de setembro. Os interessados que atenderem aos requisitos poderão se inscrever e concorrer a uma bolsa de estudos integral – são 20, no total -, além de vaga de estágio não remunerado e opcional pela escola de conhecimento e cultura cervejeira da Ambev.

As aulas do curso serão online, nos dias 11 e 12 de setembro, das 9h às 13h. Além da certificação, os alunos ainda contarão com mentoria especial e individualizada para tirar dúvidas por um mês com a especialista Érica Barbosa, fundadora do Instituto Marketing Cervejeiro e professora do curso.

Érica destaca que a parceria com a Academia da Cerveja quer contribuir com a recolocação destes profissionais no mercado. “Entendendo que grande parte dos sommeliers de cerveja que atuavam em eventos e bares, hoje, se encontram sem área de atuação, identifiquei a oportunidade desses profissionais, que têm afinidade com redes sociais, se capacitarem para atuar no ramo, podendo trabalhar até mesmo remotamente.”

O curso de Marketing Digital para Sommeliers de Cerveja contempla os seguintes tópicos: Marketing 4.0; Comportamento do Consumidor; Posicionamento Estratégico; Linguagem Visual e Verbal; Canais de Mídia; Inbound Marketing; Ranqueamento no Google (SEO); E-mail Marketing; Imprensa Digital; Linha Editorial; Planejamento de Conteúdo; Tipos de Postagens; Engajamento Orgânico; Anúncios no Facebook e Instagram.

Bolsa de estudos
Quem deseja concorrer a uma bolsa de estudos integral, deverá ter formação comprovada como sommelier de cervejas, estar em busca de recolocação no mercado e ter afinidade e interesse em trabalhar na área. A seleção ocorrerá em duas etapas, sendo a primeira com a inscrição prévia pelo site e a segunda, com entrevista online.

Como a Ambev criou soluções digitais na pandemia para atender bares e restaurantes

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Ao alterar rotinas, a pandemia do coronavírus forçou adaptações rápidas no modo de atuação das empresas. E ele se tornou mais digital, para compensar a falta de contato presencial. Foi, por exemplo, o que aconteceu com a Ambev, que apresentou inovações tecnológicas no seu atendimento aos estabelecimentos, sempre com o foco em seguir próxima aos seus clientes.

A cervejaria vem investindo em tecnologias, como uma plataforma digital que facilita as compras e a logística de entrega, e até mesmo em um banco digital, para auxiliar o setor de bares e restaurantes neste momento de adaptações e de recuperação da economia. E, de acordo com analistas do mercado financeiro, essas iniciativas fizeram a Ambev deixar de ser “apenas” uma companhia de cerveja.

Leia também – As razões e previsões que levaram o Grupo Petrópolis a apostar no lúpulo brasileiro

“A satisfação e o relacionamento com o cliente são a nossa obsessão e o sucesso desse cliente, atendendo o cliente dele, o consumidor, o público final, também é o nosso sucesso”, destaca Abílio Secarechio, diretor nacional de on trade da Ambev, durante a palestra “Cliente no foco: a jornada de atendimento da Ambev na era digital”, realizada no Congresso da Abrasel.

Segundo dados divulgados na apresentação, o setor de bares e restaurantes no Brasil conta, hoje, com mais de 1 milhão de estabelecimentos de pequeno e médio porte, locais com potencial para receber o atendimento da Ambev. Para isso, a companhia desenvolveu ferramentas tecnológicas. Nelas, de acordo com o executivo, a preocupação é em mapear a rotina do cliente, identificar as necessidades do dia a dia e tentar trazer soluções que facilitem a relação do estabelecimento com o público final.

Parceiro Bees
Uma dessas soluções criadas pela Ambev foi a plataforma Parceiro Bees, na qual o estabelecimento adquire, online, produtos da multinacional de bebidas. “É uma maneira de a gente ser mais flexível, mais personalizado e estar conectado 24 horas por dia”, explica Secarechio.

Há outras facilidades oferecidas pela plataforma, como o auxílio no controle de estoque. A ideia da Ambev é que a plataforma ofereça a oportunidade de organização dos estabelecimentos, com economia de tempo, e auxilie na compra dos produtos, além de auxiliar na logística de entrega. Outro ponto importante da ferramenta são as sugestões ofertadas pela Ambev. “A nossa ideia é sempre ter menos tempo gasto, otimizar a rotina para que as coisas que são funcionais possam trazer mais sucesso para o dono do bar e do restaurante”, acrescenta o executivo da Ambev.

Além disso, a Parceiro Bees conta com “desafios” que dão acesso a promoções aos estabelecimentos, como destaca Secarechio. “A ferramenta de desafios é uma maneira de chamar a atenção para esse empresário daquilo que achamos importante. E de uma maneira diferente, dando mais informações e mais benefício para aquela compra.”

Outra facilidade da plataforma digital da Ambev é a possibilidade de o cliente encontrar no mesmo lugar diversos fornecedores parceiros da cervejaria, o que também facilita a logística. E, com essas possibilidades, a Parceiro Bees atingiu 800 mil clientes cadastrados no segundo trimestre.

Solução financeira
Outra novidade desenvolvida pela Ambev durante a pandemia foi uma solução financeira para bares, restaurantes e outros negócios parceiros. Assim, surgiu a Donus, um aplicativo que abrange maquininha de cartão, conta digital gratuita, cashback e empréstimo. A fintech da companhia fechou o segundo trimestre com 80 mil clientes cadastrados.

“A Donus é basicamente o nosso braço financeiro, é uma conta digital, sem nenhuma burocracia. Nessa conta, nos três primeiros meses, esses clientes têm 5% de cashback na compra da Ambev, então tudo aquilo que ele compra, recebe 5% de volta”, detalha Secarechio. “A ideia aqui é ter mais um braço para que muitas vezes o cliente consiga resolver 100% os problemas dele.”

Digital Trade
Além disso, como destaca o diretor nacional de on trade da Ambev, a companhia criou o Digital Trade. A ferramenta foi desenvolvida pensando nas interações com as redes sociais, prometendo auxílio e impulso para as publicações nas redes sociais.

“A gente impulsiona para que o público atingido seja o correto e muito maior do que seria tradicionalmente com um post comum no Instagram, por exemplo”, conclui Secarechio.

Itaipava escala ator Cauã Reymond para iniciativas de conscientização ambiental

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A Itaipava escalou o ator Cauã Reymond para realizar ações de conscientização ambiental, em uma iniciativa da marca para reforçar a sua ligação com a sustentabilidade. São esses valores que a integrante do Grupo Petrópolis espera passar ao consumidor para um “verão 100%”, slogan já utilizado em diversas propagandas.

Cauã Reymond, que também é criador e produtor, já foi visto algumas vezes recolhendo lixo em praias do Rio de Janeiro. No último domingo, inclusive, ele utilizava uma ecobag 100% sustentável da marca na praia. Ainda ganhou uma geladeira completa, como divulgou em suas redes sociais, e montará um espaço Itaipava em sua casa.

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“Estou muito feliz com essa parceria com a Itaipava que combina com tudo aquilo que eu acredito, afinal, para ter um ‘verão 100%’, precisamos lembrar de cuidar das nossas praias e mantê-las limpas. Juntos buscamos realizar um trabalho que realmente tenha um impacto positivo para a sociedade despertando a conscientização ambiental”, comenta o ator.

A WMcCann é a responsável pela estratégia de conteúdo e a Spark Influencer Marketing cuida da operação da parceria entre Cauã Reymond e a Itaipava. “O Cauã se une ao time para somar e reforçar ao público esse novo propósito da Itaipava, unindo forças para ampliarmos esse discurso tão necessário”, afirma Eliana Cassandre, chefe do departamento de marketing do Grupo Petrópolis.

Para que a sustentabilidade não fique apenas no discurso, a Itaipava mudou a composição dos rótulos da linha de garrafas de 600ml e de um litro para um papel 100% reciclado, que vai integrar um movimento cíclico de reaproveitamento do insumo, tornando a produção mais sustentável. Após o uso, os rótulos retornarão para as papeleiras, entrando novamente no processo de fabricação de novos insumos à base de papel.

Além do ganho ambiental, o Grupo Petrópolis estima economizar 8% em relação ao material usado nos rótulos de suas garrafas, o que representa economia de R$ 1 milhão ao ano na cadeia produtiva. A empresa espera viabilizar a produção em grande escala para que os outros produtos do seu portfólio também adotem a iniciativa.

Venda de cerveja cai 2,7% no 1º semestre na Alemanha e acentua perdas de 2020

A economia alemã se recuperou no primeiro semestre de 2021, mas o setor cervejeiro ainda não. De acordo com os dados divulgados pelo Escritório Federal de Estatísticas (Destatis, na sigla em alemão), as vendas de cerveja de janeiro a junho na Alemanha sofreram uma queda de 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

A retração do setor demonstra que o segmento cervejeiro ainda sofre com o impacto das restrições impostas pela pandemia do coronavírus, embora os gastos do consumidor na Alemanha já tenham aumentado na primeira metade do ano.

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Cervejarias e distribuidores alemães venderam cerca de 4,2 bilhões de litros de cerveja de janeiro a junho, disse o Escritório Federal de Estatística. Esse número não inclui cervejas sem álcool ou importadas de fora da União Europeia. Aproximadamente 3,3 bilhões de litros foram comercializados no mercado interno, 4,9% a menos do que há um ano.

Em contraste, as exportações para a União Europeia aumentaram 3,5% e 11,9% para outros países. Esses avanços, no entanto, não foram capazes de compensar a queda geral nas vendas de cerveja na Alemanha no primeiro semestre.

As microcervejarias, dependentes dos setores de hospitalidade e eventos, foram as mais afetadas. “Após sete meses de bloqueio, a reabertura do setor de hospitalidade ao ar livre e em ambientes fechados começou lentamente. As paralisações no setor estão afetando severamente as vendas das cervejarias e em estabelecimentos”, disse a Associação Alemã de Cervejeiros.

O setor já vinha sofrendo com outras notícias ruins em 2021. A Oktoberfest da Alemanha, realizada em Munique e considerada a maior festa da cerveja do mundo, já havia sido cancelada em função da pandemia. É o segundo ano consecutivo em que o evento – antes marcado para o período de 18 de setembro a 3 de outubro – não ocorre. O festival costuma atrair 6 milhões de visitantes e rendeu 1,23 bilhão de euros (R$ 7,62 bilhões, aproximadamente, na cotação atual) para a economia local em 2019.

Além disso, a queda nas vendas de cerveja na Alemanha no primeiro semestre de 2021 se dá após um ano de redução. O setor havia recuado 5,5% em 2020, com a comercialização de 8,7 bilhões de litros. E esse freio havia sido considerado “sem precedentes” para o período pós-guerra. Agora, então, acentua-se ainda mais na metade inicial do ano.

Invicta realiza Semana da Justiça com 8 colaborativas e comemorativa de 10 anos

A Cervejaria Invicta promove, a partir desta segunda-feira, a terceira edição em 2021 da Semana da Justiça. E com interessantes atrações. Como opções para aquisição pelo público cervejeiro, a marca de Ribeirão Preto (SP) oferece um rótulo comemorativo pelo seu aniversário de dez anos, além de oito da Linha Finito, todos produzidos de modo colaborativo. As compras, pelo site da cervejaria, podem ser feitas até o próximo dia 23.

A Semana da Justiça é uma das mais tradicionais promoções de cervejas artesanais no Brasil, com a Invicta oferecendo descontos que podem chegar a até 50% no preço dos rótulos, em uma iniciativa que surgiu para simular os valores que seriam cobrados sem impostos.

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Nesta nova edição da Semana da Justiça, a Invicta traz mais oito lançamentos da Linha Finito, além do rótulo comemorativo dos seus dez anos, que será um brinde para aqueles que comprarem o kit com as novidades colaborativas.

“A nova cerveja é uma receita de IPA clássica, com boa potência alcoólica de 7,5% e muito lupulada, com 80 IBUs, sendo que foram utilizadas dez adições de lúpulos durante a produção, cada uma representando um ano da cervejaria”, relata Rodrigo Silveira, mestre-cervejeiro e diretor da Invicta.

Os rótulos das novidades da Linha Finito foram desenvolvidos pelo design gráfico Joel Lima, tendo inspiração em elementos da cultura irlandesa e do seu folclore, incluindo a figura mitológica do leprechaun. Já o rótulo da cerveja de dez anos da Invicta foi criado pelo artista gráfico Ciro Bicudo.

“A inspiração para o rótulo foi a celebração por 10 anos de conquistas e lutas da cervejaria. As artes explosivas e com muito movimento foram inspiradas nos ornamentos da escola decorativa de arte Art Nouveau, e as cores douradas transmitem o brilho da comemoração”, detalha Ciro.

Na nova edição da Semana da Justiça, a Invicta oferece frete econômico para a Grande São Paulo, Ribeirão Preto e região, Campinas, São Carlos, Araraquara, Curitiba, Rio de Janeiro, Uberaba, Uberlândia, Araguari, Goiânia, Aparecida de Goiânia e Brasília, com as demais localidades sendo atendidas via transportadoras. Além disso, há a possibilidade de retirada na fábrica da marca em Ribeirão Preto.

Na Semana da Justiça, a Invicta também promete disponibilizar cerca de outros 50 rótulos, todos eles com preços promocionais.

Nova Linha Finito
Conheça as novidades e características das colaborativas Linha Finito e da cerveja comemorativa pelos dez anos da Invicta, ofertadas nesta Semana da Justiça:

Schornstein (Pomerode-SC): Vienna Lager
Brewfist (Itália): Berliner Weisse com adição de melão
Velhas Virgens (São Paulo-SP): Gose com tomate, manjericão e pimenta preta, simulando o drinque bloody mary
Falke Bier (Belo Horizonte-MG): Strong Golden Ale com adição de café do Sul de Minas Gerais e limão-taiti
Morada Cia Etílica (Curitiba-PR): Cream Porter com nibs de cacau e lascas de amburana
Dogma (São Paulo-SP): Oatmeal Stout com café da Wollf Café
Urbana (São Paulo-SP): Burton IPA com chips de carvalho
2Cabeças, (Rio de Janeiro-RJ): American Barley Wine
Invicta (Ribeirão Preto-SP): West Coast IPA

As razões e previsões que levaram o Grupo Petrópolis a apostar no lúpulo brasileiro

Investir no lúpulo tem sido um dos focos recentes do Grupo Petrópolis. Em um cenário em que a produção movimenta cerca de US$ 1 bilhão no mundo, anualmente, a companhia vem buscando desenvolver o cultivo da planta, uma atividade ainda reduzida no Brasil. O plano envolve o seu aproveitamento no mercado cervejeiro, mas também em um cenário de múltiplos usos, como nas áreas gastronômica e farmacêutica.

Embora seja o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, o Brasil ainda tem uma participação incipiente no cultivo do lúpulo. Um cenário que pode ser alterado, de acordo com Diego Gomes, mestre-cervejeiro e diretor industrial do Grupo Petrópolis. Para ele, o país deveria ter uma relação mais familiar com o lúpulo. E, a partir daí, até desenvolver o seu próprio terroir.

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“O mercado de bebidas representa 2,5% do nosso PIB e, para nós, é muito importante que tenhamos uma relação mais familiar com o lúpulo e que rompamos barreiras significativas, como a de que no Brasil não dá lúpulo. Já provamos que dá lúpulo, de qualidade, e que faz cervejas sensacionais”, destaca Gomes.

O assunto foi abordado na palestra “Mercado cervejeiro e tendências: o lúpulo vem forte”, durante o 33º Congresso Abrasel, realizado na última semana, com a participação do executivo do Grupo Petrópolis. Em 2018, em parceria com o Viveiro Ninkasi, a sua companhia deu início ao projeto de produção de lúpulo, tendo realizado investimento de R$ 2,5 milhões na região serrana do Rio de Janeiro.

Gomes aponta que a atuação do Grupo Petrópolis para ter uma produção nacional de lúpulo coincide com o crescimento do movimento de cervejarias artesanais no Brasil. Algo que, na sua visão, tem mudado o modo de consumo da bebida pelo público e, claro, levado ao surgimento de novas demandas.

Em abril, inclusive, o Grupo Petrópolis iniciou a venda de parte do lúpulo cultivado em sua fazenda, em Teresópolis. A comercialização – a primeira realizada por uma companhia de grande porte no país – tem como foco atender as pequenas cervejarias.

“A gente sempre teve um viés de desenvolvimento muito enraizado aos nossos valores, mas, desde 2012, quando realmente chegou no Brasil o movimento das artesanais, começamos a surfar nisso porque a gente sempre considerou esse movimento importantíssimo”, comenta Gomes. “Isso valoriza o pequeno e o local.”

Percebendo essa valorização da experiência do consumidor, o Grupo Petrópolis tem investido desde então em novas opções e formatos. Assim, por exemplo, adquiriu a Brassaria Ampolis e lançou vários rótulos especiais através da marca Black Princess. É o caso, por exemplo, da Braza Hops, que possui lúpulo cultivado pela companhia em Teresópolis.

“Essa mudança de perfil do consumidor fez com que inúmeras cervejarias aparecessem no Brasil e a gente teve um boom de microcervejarias. Desde pessoas que eram apaixonadas até as que faziam cerveja em casa e as que começaram a investir pesado nisso”, avalia o diretor industrial da empresa.

Em outras frentes, o Grupo Petrópolis também reforçou o olhar aos pilares da cultura e da educação no setor. Assim, adquiriu a antiga unidade do Senai em Vassouras (RJ). Após 23 anos de atuação, a escola anunciou o encerramento das atividades de formação e capacitação de profissionais do mercado cervejeiro brasileiro em 2016. “A gente pensou assim: não pode deixar essa escola morrer. Essa que formou líderes por muito tempo e não pode terminar aqui a jornada”, relembra Gomes.

Aprendizado e qualidade
Comprado pelo Grupo Petrópolis em leilão, o espaço abriga hoje o Centro Cervejeiro da Serra, dedicado a estudos e experimentos para o aperfeiçoamento da bebida. O local possibilitou o salto da plantação laboratorial e experimental da companhia para a escala comercial de lúpulo, tendo sido fundamental no desenvolvimento do projeto que permitiu a produção própria do ingrediente.

Para o diretor industrial, o investimento no lúpulo nacional deve render melhora na qualidade da cerveja e na diversidade de características da bebida. “Quando a gente nacionaliza ou está próximo de uma cultura como a do lúpulo, temos uma curva de aprendizagem que é muito superior à geração de valor e à capilaridade econômica que pode ter por trás disso. A gente passa a ser dominador de algo que tradicionalmente não aprendemos durante muito tempo. Existe, assim, um oceano tão grande e rico que quando pensamos no futuro, parte disso é, sim, um universo de variedades de cervejas e de aplicações do lúpulo.”

Segundo o mestre-cervejeiro e diretor industrial do Grupo Petrópolis, essa variedade de aplicações do lúpulo já vem sendo explorada com a valorização da experiência sensorial por trás de sua utilização. “A gente está aprendendo agora [como cultivar], mas com certeza fará com que, nos próximos anos, tenhamos uma valorização imensa de cervejas e que possa aparecer um terroir que só tem aqui.”

O executivo do Grupo Petrópolis reconhece que as necessidades da cultura do lúpulo, como qualidade do solo e tempo de exposição à luz solar, ainda estão sendo entendidas pelos responsáveis por seu cultivo no Brasil. E destaca as amplas possibilidades de utilização da flor, que vão além da produção cervejeira.

Olha como é interessante fazer a projeção, porque existe muita coisa linda para acontecer por trás de algo que a gente ainda vai plantar e que, sim, economicamente é importante. Aprender e dominar essa cultura para fazer cerveja porque vai ter aplicações mais frescas, diminuição de inventários, menos influência de moeda. Economicamente é linda toda essa história e os números mostram isso, mas além disso existe uma oportunidade para o pequeno produtor, para o associativismo, para a gastronomia e para a indústria farmacêutica

Diego Gomes, diretor industrial e mestre-cervejeiro do Grupo Petrópolis