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Menu Degustação: Heineken renova com F1 e amplia experiências em São Paulo

A Heineken renovou por vários anos sua parceria global com a Fórmula 1, ampliando o patrocínio e garantindo naming rights em corridas estratégicas como as do Brasil, China, Reino Unido, Espanha e Estados Unidos. A marca seguirá promovendo ativações voltadas aos fãs, como a F1 Fan Zone apresentada pela Heineken 0.0, e campanhas de consumo responsável. O novo ciclo começa em 2027, mantendo o foco em experiências imersivas, como o Heineken Village, e no fortalecimento da comunidade global em torno do automobilismo.

Leia também neste Menu Degustação:

Heineken amplia experiências no Heineken Village do GP São Paulo

Durante o Grande Prêmio de São Paulo, que vai até domingo (9) em Interlagos, a Heineken volta com o Heineken Village — espaço de 30 mil m² dedicado a música, entretenimento e experiências exclusivas.

A edição 2025 também traz ativações inéditas como o Reaction Machine, o Pit Board e o Pit Wall, além da tradicional tirolesa e DJs convidados. O evento também marca o lançamento de uma garrafa de alumínio em edição especial, inspirada na energia das pistas e alinhada às metas de sustentabilidade da Heineken. Ingressos e informações estão disponíveis em f1saopaulo.com.br e eventim.com.br.

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Heineken 0.0 lança collab com marca de moda Carnan

A Heineken 0.0 apresentou sua primeira colaboração com a Carnan, marca brasileira de streetwear, em uma coleção cápsula inspirada na Fórmula 1®. As peças — bonés, camisetas e moletons — unem estética urbana e o espírito das pistas. Produzida em tiragem limitada e não comercializada, a coleção reforça o caráter aspiracional da marca. “Queremos mostrar que é possível celebrar grandes momentos com equilíbrio e autenticidade”, afirmou Bruna Rosato, gerente de marketing da Heineken 0.0.

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Estrella Galicia promove encontro com piloto Oscar Piastri

A Estrella Galicia realizou um encontro exclusivo com Oscar Piastri, piloto da McLaren, no Palácio Tangará, em São Paulo, às vésperas do GP Brasil. A ação fez parte da promoção “Encontro de Campeões”, que sorteou fãs para viver experiências completas com a marca. O evento reuniu convidados, jornalistas e influenciadores em um bate-papo com Reginaldo Leme e Felipe Giaffone, seguido por dinâmicas com o piloto australiano. A campanha segue até 15 de novembro, com novos prêmios.

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Festival da Cultura Cervejeira agita Curitiba em novembro

Curitiba recebe nos dias 15 e 16 de novembro a sétima edição do Festival da Cultura Cervejeira Artesanal (FCCA), na Praça Afonso Botelho, com entrada gratuita. O evento reúne 31 cervejarias paranaenses — entre elas Bodebrown, Bastards, Joy Project, Swamp e Buddy Brewery — somando mais de 150 torneiras de chope, além de uma área gastronômica comandada pelas próprias marcas. A programação inclui shows, aulas de skate, feira de vinil, flash tattoo e espaço pet, além de ações sustentáveis e solidárias, como o copo oficial com parte da renda revertida a projetos sociais. O festival também terá uma edição especial do Mikkeller Running Club Curitiba, que une corrida e cerveja. Mais informações em @fcca.festival no Instagram.

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Voluntários no IPA Day Brasil

O IPA Day Brasil 2025, maior festival de IPAs do mundo, aposta mais uma vez no programa de voluntariado IPA Working Experience, que transforma fãs em parte essencial da operação do evento. No dia 22 de novembro, em Ribeirão Preto (SP), 60 voluntários — a maioria jovens entre 18 e 29 anos — vão atuar em áreas como atendimento, recepção e produção, após serem selecionados entre centenas de inscritos. Criado em 2016, o programa é um dos diferenciais do festival, unindo aprendizado, pertencimento e paixão pela cerveja artesanal. Além da vivência prática, os participantes ganham certificado, camiseta, alimentação e acesso exclusivo ao Mini IPA Day dos Voluntários, evento fechado no dia seguinte. A 12ª edição do IPA Day acontece no Espaço Bella Città, com 41 rótulos de IPAs, três palcos e 14 atrações musicais. Os ingressos estão à venda na plataforma Eventiza.

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Lagunitas leva DayTime Tour aos bares do Sul e Sudeste

A Lagunitas lançou a DayTime Tour, campanha que leva sua nova Session IPA de 98 kcal a bares do Sul e Sudeste entre novembro e dezembro. Com o lema “Suave para todo rolê”, a ação inclui brindes, promoções e atividades em prol da causa animal, reforçando o tom leve e irreverente da marca. A DayTime, com 4% de teor alcoólico e 30 IBU, chega em lata, long neck e chope, ampliando o portfólio da cervejaria californiana. Acompanhe as próximas ativações no @lagunitasbeerbr.

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Amstel brinda despedida de William Bonner no JN

A Amstel homenageou William Bonner em seu último “boa noite” no Jornal Nacional, com a campanha Puro Sextou, exibida logo após o telejornal. Criada pela AlmapBBDO, a ação brinca com o meme de 2022, quando Bonner virou piada nas redes ao abrir uma “lata de água” ao vivo. No vídeo, a marca do Grupo HEINEKEN convida o jornalista a celebrar quase três décadas de carreira com um brinde. “Pensar em telejornalismo é lembrar William Bonner”, disse João Victor Guedes, diretor de marketing da Amstel. Veja o vídeo:

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Itaipava renova parceria com Ivete Sangalo até 2027

A Itaipava anunciou a renovação do contrato com Ivete Sangalo até 2027 e confirmou o patrocínio à turnê Ivete Clareou, que já passou por São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG). A cantora segue como embaixadora da marca, reforçando sua imagem alegre e acessível, segundo o Grupo Petrópolis. Pesquisa da Ipsos mostra que 80% dos consumidores associam Ivete à qualidade da cerveja. A turnê seguirá por capitais como Salvador, Rio e Porto Alegre, com ativações da Itaipava Premium e da linha de drinks prontos Fest Drinks.

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Zé Delivery estreia campanha de Black Friday

Durante a Black Friday, o Zé Delivery lançou a campanha “Black Friday chama Zé Delivery”, criada pela agência GUT. Os filmes mostram situações típicas de consumo — como a compra de uma TV ou churrasqueira — que viram pretexto para pedir bebidas pelo app. A marca oferece R$ 30 de desconto em pedidos acima de R$ 170 com o cupom BLACKFRIDAYZE e destaca o Modo Turbo, que entrega cervejas geladas em até 15 minutos. A campanha está no ar em TV, streaming e redes sociais. Assista:

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Munchenfest aposta em maior line-up da história

A 34ª edição da Munchenfest, Festa Nacional do Chope Escuro, promete a maior programação musical da sua história, com grandes nomes da música brasileira. O evento começa na próxima sexta (14) em Ponta Grossa (PR), no Centro de Eventos, e segue por três finais de semana. Gusttavo Lima abre o festival, seguido de Hugo & Guilherme, Jota Quest, Matuê, Daniel, Gustavo Mioto e Chitãozinho & Xororó, que encerra a festa no dia 29. Além dos shows nacionais, o público poderá curtir bandas alemãs, desfiles de blocos e as tradicionais majestades da festa. Os ingressos estão à venda na Blueticket.

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Corona celebra 100 anos com 100 pôr do sol pelo Brasil

Para marcar seu centenário, a Corona lança o projeto 100 Sunsets, uma série de cem eventos que celebram o pôr do sol com música e experiências da marca em diferentes estados. Os encontros começam neste fim de semana e se estendem até o fim do ano, com programação aberta ao público em bares e quiosques de São Paulo e do litoral paulista — como Atlântico 212, Duke Beach Hotel e Espaço Uluwatu —, além de outras regiões. O projeto reforça o estilo leve e praiano da marca, que promete um brinde coletivo ao entardecer. Mais detalhes estão disponíveis em @coronabrasil.

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Bodebrown e UFPR unem ciência e cerveja em evento gratuito

A cervejaria Bodebrown recebe neste sábado (8), das 8h às 18h, o 8º Pitch Day UFPR, evento que une inovação, ciência e cerveja artesanal em parceria com a Universidade Federal do Paraná. A programação gratuita acontece na fábrica da marca, no bairro Hauer, e apresenta mais de 60 projetos tecnológicos de estudantes, como robôs, aplicativos e veículos experimentais. Além das exposições e premiações, o público poderá curtir shows de rock, gastronomia e dez rótulos da Bodebrown no tradicional Growler Day. Haverá também café da manhã solidário, visitas guiadas à fábrica e o novo Bistrô Bodebrown. Mais informações em www.bodebrown.com.br e no Instagram @bodebrown.

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Cevada cervejeira: Ambev lança variedade 16% mais produtiva e resistente a doenças

Os mestres cervejeiros costumam dizer que a produção da cerveja começa na produção do malte na maltaria. Porém, o mais correto mesmo seria falar que o início é no campo. O cultivo de cevada para cerveja é uma etapa crucial que pode determinar muito da qualidade da bebida que vai para o seu copo. Por isso, cuidar dela é essencial.

A pesquisa e desenvolvimento de novas variedades é parte disso. No fim de outubro, a Ambev lançou uma nova variedade de cevada nacional: ABI Valente. O novo cultivar tem até 16% mais rendimento e resistência aumentada contra doenças no campo.

A Ambev homologou a novidade para suas maltarias recentemente. A apresentação do novo cultivar foi no Dia de Campo da Ambev, evento anual com parceiros agrícolas realizado no dia 28 de outubro em Muitos Capões (RS). A reportagem do Guia da Cerveja esteve lá para coferir, à convite da Ambev. 

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Para a ABI Valente nascer, foi realizado um processo científico longo e caro. Foram 12 anos de pesquisas, unindo ciência, tecnologia e conhecimento agronômico. O custo de desenvolvimento chega a aproximadamente 2 milhões de dólares, segundo o vice-presidente de Suprimentos e Sustentabilidade na Ambev, Felipe Baruque. 

Foram mais de 3 mil linhagens, que geram mais de 4 mil dados agronômicos avaliados em todos os anos de testes. Só as melhores avançam. Além disso, são conduzidas mais de 10 mil parcelas experimentais em diferentes regiões de cultivo. Ao final do ciclo, uma cultivar de elite possui mais de 250 dados de qualidade validados. E, ao longo do processo de pesquisa, são produzidas mais de 40 toneladas de sementes — quivalente a mais de 13 caminhões pequenos cheios. 

“A busca por mais produtividade e qualidade na agricultura passa, fundamentalmente, pela genética. Na cultura da cevada cervejeira, a ciência por trás da semente define não apenas o sucesso da lavoura, mas também a excelência da matéria-prima para a indústria”, afirma Adriana Favaretto, Gerente Regional (SAZ) de Pesquisa e Desenvolvimento.

Cevada para cerveja e para o agricultor

ABI Valente passou por um longo processo de desenvolvimento de 12 anos (Crédito: Divulgação / Ambev)
ABI Valente passou por um longo processo de desenvolvimento de 12 anos (Crédito: Divulgação / Ambev)

A cevada é uma gramínea que produz um cereal que foi, ao longo dos séculos, selecionado como o melhor para produção da cerveja. Isso por conta de suas propriedades únicas, como quantidade de amido, proteínas, proporção de cascas e outras. É uma planta de países frios, de climas temperados, com plantio no inverno. 

No Brasil, pesquisadores adaptaram cultivares para as condições climáticas e de solo nacionais ao longo do tempo. Mas o rendimento ainda é inferior a de países que lidam tradicionalmente com essa cultura. Na Rússia, maior produtor mundial, a média nacional chega a 4,79 toneladas por hectare (t/ha), com algumas regiões atingindo a até 7 t/ha. Enquanto em nosso país a média foi de aproximadamente 3,5 t/ha em 2024, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Daí a importância do aumento da produtividade com a ABI Valente. Além disso, como explicou Felipe Baruque ao Guia da Cerveja, a inovação tem que ser boa para a Ambev, mas também para o agricultor, que precisa ter interesse em plantar. A cevada compete com o trigo como cultura de inverno no campo. 

Outro item importe é a resistência a doenças, como a Giberela, também conhecida como Fusariose. Trata-se de uma doença provocada pelo fungo “fusarium graminearum”, que além de comprometer o rendimento produz microtoxinas. E elas causam problemas de malteação, podem gerar defeitos na cerveja e prejudicar a saúde humana e de animais.

Hoje a Ambev é a quarta maior empresa do agronegócio brasileiro, segundo ranking da revista Forbes. O programa de cultivo da companhia dá as sementes e auxilia os agricultores, do preparo do solo à colheita. No final, compra a produção quando as análises de qualidade aprovam os grãos nos critérios de uma boa cevada para cerveja. 

Autossuficiência

Produção de cevada nacional ainda está abaixo de 30% da necessidade (Crédito: Divulgação / Ambev)
Produção de cevada nacional ainda está abaixo de 30% da necessidade (Crédito: Divulgação / Ambev)

O Brasil produz hoje mais de 15 bilhões de litros de cerveja por ano, segundo o Anuário da Cerveja 2025 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No entanto, o país não produz nem malte e nem lúpulo suficiente para isso, resultando num saldo deficitário que precisa ser compensado com importações. E isso faz do custo da cerveja algo muito suscetível a variações cambias e do mercado externo.

Dados apresentados por Jeferson Caus, superintendente de Negócios da Cooperativa Agrária Agroindustrial, durante o painel “A Indústria da cerveja no Brasil: investimentos, tecnologias e o futuro pelo campo”, no Congresso “Do Grão ao Gole”, em setembro, dão a dimensão da necessidade.

Para dar conta da produção anual de cerveja, o Brasil precisaria de aproximadamente 2 milhões de toneladas de malte, mas só produz cerca de 1 milhão. De cevada, o país importou em 2024 aproximadamente 920 mil toneladas, o que corresponde a 77% da nossa necessidade. Ou seja, a produção nacional hoje é somente 23% do necessário.

No entanto, a produção de cevada brasileira vem crescendo. E deve bater recorde esse ano, chegando a 516,5 mil toneladas, segundo dados da Conab.

Somente a Ambev demanda 1,3 milhão de toneladas de malte por ano. As maltarias da companhia na América do Sul produzem cerca de 1 milhão. Outras 300 mil toneladas são compradas da Agrária.

Sustentabilidade

Programa de plantio de cevada da Ambev traz orientações sobre cultivo sustentável da cevada (Crédito: Luís Celso Jr. / Guia da Cerveja)
Programa de plantio de cevada da Ambev traz orientações sobre cultivo sustentável da cevada (Crédito: Luís Celso Jr. / Guia da Cerveja)

A cultura da cevada também precisa ser boa para o planeta. A companhia vem se empenhando nesse sentido. O objetivo é zerar as emissões de carbono na cadeia produtiva até 2040. Em 2021, a maltaria Passo Fundo, na cidade homônima no Rio Grade do Sul, se tornou a primeira do mundo considerada carbono neutro. 

Cerca de 89% dessas emissões estão no campo e 65% especificamente no cultivo da cevada para cerveja. A etapa mais crítica é a fertilização do solo, já que os compostos usados podem emitir óxido nitroso (N₂O), um potente gás do efeito estufa (250 a 300 vezes mais poluente que o dióxido de carbono). 

Para isso, além de variedades mais aptas aos desafios nacionais, o programa da Ambev para os agricultores conta com um time de agrônomos que indica melhores e mais sustentáveis as práticas de cultivo. O plantio direto, com mínimo revolvimento do solo, utilizando a cobertura de palha da safra anterior, é uma dessas iniciativas.

8 cervejas Stout para comemorar o International Stout Day

Toda a primeira quinta-feira de novembro é comemorado o Dia Internacional da Stout (International Stout Day). Uma ótima oportunidade para conhecer mais sobre as cervejas Stout. Trata-se de um estilo que ficou conhecido aqui no Brasil pela Guinness, mas que vai muito além dela, tendo muitas variações.

A data especial foi criada pelo jornalista americano Erin Peters em 2011 com o objetivo a dar visitabilidade ao estilo, estimulando que mais pessoas provem as suas variedades em bares ou cervejarias. Hoje a data gera experimentações pelo mundo todo e até eventos especiais dedicados a essa cerveja escura. 

O estilo Stout é caracterizado pela sua cor preta, aroma e sabor de maltes intensamente torrados. Historicamente, ele se derivou de outro estilo de cerveja escura chamado Porter, que fez grande sucesso com a classe trabalhadora na Inglaterra durante a Revolução Industrial no século 18.

A história das cervejas Stout

A Stout se tornou tecnicamente viável somente após a invenção do tambor torrador de Daniel Weeler em 1817. O engenheiro britânico se inspirou nas máquinas de torrar café para criar um dispositivo capaz de para fazer maltes intensamente torrados. A Porter, que havia perdido popularidade na época, foi então revitalizada como Stout Porter.

“Embora o termo ‘stout’ tenha surgido na Inglaterra do século 18 como forma de descrever uma versão com alto teor alcoólico e mais pronunciada de qualquer estilo de cerveja, com o tempo foi se tornando mais intimamente associado com o estilo Porter. Ao final do século 19, as Porters convencionais perderam espaço e a designação Stout Porter acabou sendo simplificada para Stout”, escreve Mirella G. Amato no verbete sobre o etilo no Guia Oxford da Cerveja, organizado por Garret Oliver.

Há hoje no Guia de Estilos da Associação dos Cervejeiros norte-americanos (Brewers Association) oito estilos de Stout. A reportagem do Guia da Cerveja selecionou um exemplar de cada um deles para você provar, apreciar e entender as diferenças.

Confira!

Guinness Draught — Irish Dry Stout

O estilo Irish Dry Stout se confunde com a própria história da Stout e da Guinness. Logo após a invenção do tambor torrador, a cervejaria irlandesa adotou o malte torrado e transformou sua Porter numa “Extra Stout Porter” que fez enorme sucesso. 

A Guinness chegou a ser a maior cervejaria do mundo, atingindo esse status em 1886. E se manteve até o começo do século 20. Em 1914, produzia 4,8 milhões de hectolitros. E assim popularizou o estilo no mundo.

Hoje, o título é da AB Inbev. Mas a marca resistiu a passagem do tempo, principalmente por um marketing muito bem elaborado que a manteve no hall da fama cervejeiro internacional até hoje.

A Guinness tem várias cervejas Stout diferentes no seu portfólio. A Guinness Draught é uma Irish Dry Stout leve. O estilo é caracterizado por um final seco, amargo e torrado, como um café de alta torra. Porém, na Guinness essa potência é suavizada, estando presente de maneira moderada. Mas, sem dúvida, é um clássico que merece ser provado e repetido.

  • Nome: Guinness Draught
  • Estilo: Irish Dry Stout
  • Cor: Preta
  • Teor alcoólico: 4,2%
  • Local de origem: Irlanda

Dum Petroleum — British Imperial Stout

Dizem que a Russian Imperial Stout, hoje grafado no guia de estilo como British Imperial Stout, teria surgido por conta de um pedido czar russo Pedro, o Grande. Ele visitou a Inglaterra no final do século 17 e teria se apaixonado por uma cerveja escura e forte, ordenando que fosse enviada para a Rússia. Para suportar bem a viagem pelo Mar Báltico, ela teria recebido mais lúpulo, conhecido por ser um conservante natural.

Essa cerveja ainda não era o estilo como conhecemos hoje, que só surgiria bem mais tarde, no século 19. Mas sim uma cerveja marrom mais alcoólica, algo parecido com uma Old Ale. Acontece que, na época, o termo “Stout” era muito usado como sinônimo de força.

Após a morte de Pedro, Catarina, a Grande, também facilitou a importação da cerveja, fazendo com que o comércio cervejeiro entre os dois países durasse por mais de cem anos. A relação entre a nobreza russa e essa cerveja foi tão forte ela recebeu o prefixo “Imperial” justamente por isso.

A DUM Petroleum, da cervejaria cigana de Curitiba (PR), foi criada enquanto os fundadores eram cervejeiros caseiros e ficou conhecida nos festivais pela sua potência e qualidade. Tem com preta e 12% de álcool, notas de maltes torrados, como cacau, chocolate e café, um toque de caramelo e ameixas secas. Na boca, traz bom equilíbrio entre dulçor e amargor, com corpo elevado e viscoso — daí vem seu nome. 

  • Nome: Dum Petroleum
  • Estilo: British / Russian Imperial Stout
  • Cor: Preta
  • Teor alcoólico: 12%
  • Local de origem: Curitiba (PR)

Alem Bier Oatmeal Stout — Oatmeal Stout

O estilo Oatmeal Stout é uma cerveja Stout que leva aveia na composição. A adição traz mais corpo, uma espuma mais vistosa e um toque de amêndoas, nota aromática típica da aveia. 

Algumas vinícolas brasileiras também apostaram no universo cervejeiro e hoje tem suas próprias marcas. É o caso da Monte Reale, de Flores da Cunha (RS), que faz as cervejas da Alem Bier. A Oatmeal Stout deles é um ótimo exemplo e já foi premiada com medalha de prata no Concurso Brasileiro de Cervejas em 2022.

  • Nome: Alem Bier Oatmeal Stout
  • Estilo: Oatmeal Stout
  • Cor: Preta
  • Teor alcoólico: 6%
  • Local de origem: Flores da Cunha (RS)

Caracu — Sweet Stout

Uma Sweet Stout é uma versão doce. Foi criada no final do século 19 com adição de lactose na hora do envase. O açúcar do leite não é fermentescível. Então, permanecia na cerveja, conferindo dulçor e corpo elevado para o líquido.

Aqui no Brasil há um exemplar muito tradicional do estilo: a cerveja Caracu. Ela nasceu em 1899 naquela que seria conhecida como Cervejaria Rio Claro, da cidade de mesmo nome, no interior de São Paulo. A fábrica se expande no início do século 20, mudando de dono com o passar dos anos. Termina por ser adquirida pela Brahma na década de 1980.

No caso da Caracu, a cerveja é feita com açúcar e depois pasteurizada, para evitar uma nova fermentação na embalagem final. Traz principalmente aromas e sabores semelhantes a caramelo, com notas de maltes torrados presentes de forma mais leve que outras variações de cervejas Stout.

  • Nome: Caracu
  • Estilo: Sweet Stout
  • Cor: Preta
  • Teor alcoólico: 5,3%
  • Local de origem: São Paulo

Dama Bier Stout — Export Stout

Medalha de ouro no Concurso Brasileiro da Cerveja de Blumenau em 2024, a Dama Bier Stout é uma Export Stout. O estilo nasceu na Irlanda no começo do século 18 realmente para exportação. Por isso, tem um perfil mais alcoólico e encorpado — não tanto quanto a Russian Imperial Stout —, um pouco mais lupulado, com notas torradas ainda mais intensas que as Dry Stouts. A versão da cervejaria de Piracicaba (SP) é um ótimo exemplar.

  • Nome: Dama Bier Stout
  • Estilo: Export Stout
  • Cor: Preta
  • Teor alcoólico: 6%
  • Local de origem: Picaricaba (SP)

Ruradélica Zebra — American Stout

Cervejeiros dos EUA criaram o estilo American Stout inspirado nas cervejas Stout britânicas, mas com acréscimo de amargor e aroma de lúpulos de origem norte-americana. Também podem ter maltes ainda mais torrados, com notas queimadas, de maneira ainda mais intensa que no estilo Export Stout.

A Ruradélica Zebra, da cervejaria Ruradélica Ales, de Porto Alegre (RS), representa bem esse estilo potente. Medalha de ouro no Concurso Brasileiro da Cerveja 2025 de Blumenau (SC), traz os aromas e sabores dos maltes torrados com a pegada dos lúpulos americanos Citra e do Simcoe.

  • Nome: Ruradélica Zebra
  • Estilo: American Stout
  • Cor: Preta
  • Teor alcoólico: 7,5%
  • Local de origem: Porto Alegre (RS)

Noi Cioccolato — American Imperial Stout

A American Imperial Stout também é uma adaptação, mas claramente inspirada no estilo British ou Russian Imperial Stout. Os aromas e sabores dos lúpulos são mais potentes, bem como o amargor é aumentado, com maior potência dos maltes torrados, que também trazem notas de torra elevadas numa base já alcoólica e encorpada.

Uma das cervejas mais premiadas do país nesse estilo é a Noi Cioccolato, da Cervejaria Noi, de Niterói (RJ). Complexa, traz a potência dos maltes torrados com um toque mais elevad de lúpulos ingleses, amargor um pouco amentado, que se equilibra pelos toques sutis de nibs de cacau, cacau em pó e baunilha. 

  • Nome: Noi Cioccolato
  • Estilo: American Imperial Stout
  • Cor: Preta
  • Teor alcoólico: 12%
  • Local de origem: Niterói (RJ)

5 Elementos e MinduBier — Salted Caramel Peanut Cake — Dessert or Pastry Stout

Cervejas Stout do estilo Dessert or Pastry Stout são versões de Russian Imperial Stout mais doces — em geral, adoçadas com lactose —, contendo ingredientes de sabor variados. A ideia aqui é simular uma sobremesa. Diferente dos demais, esse é um estilo moderno, tendo entrado para o Guia de Estilos da BA em 2023.

A Salted Caramel Peanut Cake é uma cerveja colaborativa feita pela 5 Elementos, de Fortaeza (CE) — marca que hoje pertencente à cervejaria Turatti, da mesma cidade —, com a baiana MinduBier. Além da lactose, que adoça e traz corpo ainda mais alto, tem amendoim, cacau, baunilha, caramelo e sal.

Para entender o sabor, imagine-se comendo um bolo de chocolate com amendoim, coberto por calda de caramelo salgado. É exatamente isso, mas é líquido e tem 12% de álcool.

  • Nome: Salted Caramel Peanut Cake
  • Estilo: Dessert or Pastry Stout
  • Cor: Preta
  • Teor alcoólico: 12%
  • Local de origem: Fortaleza (CE)

Marcas Mais Valiosas do Brasil: quatro cervejas estão no top 50 e somam R$ 37,6 bi

Quatro marcas de cerveja estão entre as 50 mais valiosas do Brasil, de acordo com a pesquisa “As Marcas Mais Valiosas do Brasil 2025”, ranking elaborado pela TM20 em parceria com Brazil Panels e Elos Ayta, divulgada pelo InfoMoney. Juntas, Skol, Brahma, Antarctica e Bohemia somam R$ 37,6 bilhões em valor de marca.

A Skol está entre as cinco marcas mais valiosas entre todos os segmentos, com R$ 17,19 bilhões. A Brahma está em nono lugar, com R$ 11,55 bilhões. Já a Antarctica ocupa a 17ª posição no ranking, com R$ 6,88 bilhões, e a Bohemia fica em 45º lugar, com R$ 2,01 bilhões.

Marcas mais valiosas no segmento cerveja
MarcaValor
SkolR$ 17,19 bi
BrahmaR$ 11,55 bi
AntarcticaR$ 6,88 bi
BohemiaR$ 2,01 bi
TotalR$ 37,6 bi

Como é feita a pesquisa Marcas Mais Valiosas do Brasil

A pesquisa ouviu mais de 20 mil pessoas e avaliou três dimensões: contribuição de marca, força da marca e valor financeiro. De acordo com a TM20, a análise sobre contribuição de marca leva em conta a qualidade do produto, a confiança do consumidor, a percepção sobre inovação e tecnologia, e o preço.

Para avaliar a força da marca, os pesquisadores questionam os entrevistados de maneira sequencial. Inicialmente, sobre a questionado sobre a primeira marca lembrada para determinada categoria de produtos ou serviços, sem oferecer opções. Depois, apresentadas opções.

Além disso, a pesquisa faz mais seis perguntas: quais são consideradas para compras; de qual marca o consumidor já comprou ou utiliza atualmente; onde ele deposita mais confiança; qual é a sua preferência; quais marcas recomenda e se rejeita ou evita alguma delas.

Para chegar ao valor da marca, a pesquisa avaliou os resultados financeiros da empresa e também considerou os valores de contribuição e força de marca.

Ranking geral

O resultado da pesquisa foi divulgado na segunda-feira (3) durante evento na ESPM, em São Paulo. Dois bancos ficaram com os primeiros lugares da lista. Nubank ocupa a primeira posição, com valor de marca calculado em R$ 214,76 bilhões, seguido de Itaú, com R$ 76,41 bilhões. Em seguida se posicionam a Vivo (R$ 50,09 bilhões) e a Caixa Seguridade (R$ 30,43 bilhões). O quinto lugar é da cerveja Skol.

Samuel Adams Utopias 2025 chega ao mercado dos EUA; rótulo é proibido em 15 estados

A espera acabou para os fãs das cervejas extremas. A Samuel Adams Utopias 2025 chegou ao mercado norte-americano no final de outubro. O alto teor alcoólico e a maturação em barris de madeira levaram a cerveja da americana Samuel Adams a um alto status entre os apreciadores da bebida. E a nova edição, a 14ª da série que hoje é lançada a cada dois anos, atinge uma marca histórica: 30% de álcool por volume (ABV), o maior desde seu lançamento em 2001.

Essa alta concentração faz com que a venda desta cerveja seja proibida em 15 estados americanos — o que não é um problema para a marca que, ao contrário, usa a informação como chamariz publicitário. “Não pedimos permissão”, diz um vídeo da marca que promove o rótulo.

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A Utopias é uma cerveja não carbonatada e selável, projetada para ser apreciada em pequenas doses — a sugestão é bebê-la em copos de 113 ml — e à temperatura ambiente, como um fine spirit

Cerveja Samuel Adams Utopias 2025 é uma bebida sem gás e a garrafa pode ser aberta e fechada facilmente, para permitir que seja apreciada em pequenos goles (Foto: Reprodução / Samuel Adams)
Cerveja Samuel Adams Utopias 2025 é uma bebida sem gás e a garrafa pode ser aberta e fechada facilmente. Isso permite que seja apreciada em pequenos goles (Foto: Reprodução / Samuel Adams)

Diferentemente da maioria das cervejas, ela pode ser apreciada ao longo de anos, segundo a fabricante Samuel Adams. Isso só é possível porque ela é uma cerveja de guarda, que continua a evoluir dentro da garrafa. “Suas notas ricas e complexas se aprofundam com o tempo, à medida que ela respira e amadurece. Cada gole revela novas camadas de sabor: carvalho, caramelo, frutas escuras e o calor que só vem com paciência. Então, saboreie-a lentamente. Esta não é uma cerveja para se beber às pressas. É uma cerveja para se revisitar, repetidamente, à medida que fica ainda melhor com o tempo”, diz a empresa, em seu site.

Sabor e complexidade da Utopias 2025

A cervejaria fermentou a “cerveja base” da Samuel Adams Utopias 2025 com um misto de leveduras de espumante e leveduras high gravity — chamada carinhosamente de “levedura ninja” pelos cervejeiros, pela capacidade de sobreviver e continuar fermentando em ambientes de alto teor alcoólico.

No entanto, mesmo assim não é o suficiente para atingir o teor alcoólico desejado. Então, ela passa por um processo especial que usa método de congelamento (conhecido pela produção do estilo Eisbock na tradição cervejeira alemã) para concentrar o álcool e o sabor. Assim, chega a patamares que desafiam a linha entre cerveja e destilado.

Barris da Samuel Adams (Foto: Reprodução/Samuel Adams)

Para chegar à complexidade ideal, a cerveja ainda passa por um longo processo de maturação. Os cervejeiros envelhecem a bebida em barris de madeira — alguns com até três décadas de história — já usados em outras bebidas. Neste ano, o processo teve alterações para adicionar sabores ainda mais distintos.

“A Utopias de 2025 introduz barris de uísque irlandês, Amarone e Porto Branco ao nosso processo de envelhecimento, além dos nossos tradicionais Porto Ruby, Carcavelos, conhaque e, mais recentemente, barris de uísque escocês”, afirma a cervejaria.

A experiência sensorial extrapola os sabores já conhecidos do mundo cervejeiro. “O uísque irlandês traz notas de carvalho tostado e baunilha quente; o Amarone contribui com uma rica profundidade frutada, impregnada de vinho; e o Porto branco confere uma delicada doçura melada”, afirma a cervejaria.

Este blend confere à Samuel Adams Utopias 2025 notas de caramelo, carvalho, frutas secas, defumado e sutis toques cítricos.

Proibida em 15 estados, e com garrafa “brasileira”

Detalhe da garrafa da Utopias: produzida no Brasil (Foto: Reprodução / Samuel Adams)
Detalhe da garrafa da Utopias: produzida no Brasil (Foto: Reprodução / Samuel Adams)

Devido ao seu teor alcoólico impressionante (30% ABV), a Samuel Adams não pode vender a Utopias 2025 em 15 estados dos EUA que possuem legislação limitando o teor alcoólico de cervejas. Essa restrição apenas reforça o status de bebida “extrema” e de colecionador.

Outra curiosidade que agrada o público brasileiro é que a embalagem é feita no Brasil. A icônica garrafa de cerâmica, numerada individualmente e no formato de um tradicional tina de cobre de cervejaria, é fabricada artesanalmente em Santa Catarina.

Ficha técnica: Samuel Adams Utopias 2025

  • Álcool: 30% ABV
  • Cor: 34 SRM (Marrom-claro acoberado)
  • Embalagem: 750 ml (Garrafa de cerâmica personalizada)
  • Maltes: mistura de maltes claros de duas fileiras e seis fileiras, Munique e Caramelo 60
  • Leveduras: mistura de cepas high gravity e de espumante
  • Lúpulos: Halltertau Mittelfrueh, Spalt e Tettnang alemães
  • Diferenciais: cerveja de guarda rara, não carbonatada de garrafa selável

Lata premiada da Cachaça 51 Ouro mostra a força das gravuras de J. Borges

A Cia. Müller de Bebidas acaba de colocar mais um troféu na estante. A lata da Cachaça 51 Ouro venceu a nova categoria do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil 2025, da Abralatas, com a edição comemorativa de São João inspirada nas gravuras de J. Borges, mestre pernambucano do cordel e da xilogravura. Mais do que uma embalagem bonita, a lata virou símbolo colecionável de brasilidade e criatividade.

Este foi o primeiro ano que o prêmio trouxe uma categoria a mais, chamada Outras Bebidas. Nas três primeiras edições, a competição premiava apenas cervejas — categoria vencida este ano pela lata Massala Red, da Go Brew, de Anápolis (GO).

Para entender o que está por trás dessa conquista, conversamos com Marina Flávia da Silva, Head de Marketing e Trade Marketing da Müller. Ela fala sobre o processo criativo, o desafio de traduzir a arte popular para o alumínio e o papel da Cachaça 51 em valorizar a cultura brasileira.

Como é para vocês ganhar o prêmio de Lata mais Bonita do Brasil, ainda mais na primeira edição na qual a premiação contempla outras bebidas além da cerveja?

Estamos muito orgulhosos pela Cachaça 51 Ouro ter recebido o prêmio Lata Mais Bonita do Brasil 2025, concedido pela Abralatas. Ganhar nessa primeira edição confirma que nosso investimento em design, cultura e inovação é bem-sucedido. As latas comemorativas de São João são tão icônicas que já se tornaram objetos de coleção. Os consumidores esperam e nos perguntam sobre as novas edições, o que mostra o interesse artístico pelo produto. Toda a equipe da Cia. Müller de Bebidas celebra esse reconhecimento, afinal é uma conquista coletiva que reafirma a relevância da Cachaça 51.

A lata é linda e tem muita brasilidade. Como surgiu e de onde veio a ideia de trazer J. Borges para a embalagem?

A ideia nasceu do desejo de traduzir o São João e a arte popular nordestina em uma embalagem capaz de honrar esse legado. Escolhemos J. Borges por ser um ícone da xilogravura brasileira, com traços fortes e cores vibrantes que conversam diretamente com a festa e nossa identidade de marca. A combinação destes elementos com o dourado, que representa a Cachaça 51 Ouro, criou uma composição visual perfeita! Nosso objetivo sempre foi que as embalagens comemorativas de São João não fossem apenas um rótulo, mas uma homenagem autêntica à cultura brasileira. 

Como foi o processo de produção da lata especial da Cachaça 51 Ouro? Quais as dificuldades de reproduzir as gravuras de J. Borges na embalagem?

Desde 2019 trabalhamos com a arte de J. Borges nas nossas embalagens comemorativas de São João. O processo de produção envolve a área criativa e o estúdio J. Borges para concepção do projeto. Nossa linha de produção conta com recursos técnicos modernos capazes de transformar a xilogravura em embalagens incríveis. Essa infraestrutura permitiu preservar a força dos traços, a vivacidade das cores e o acabamento dourado que faz da lata um item colecionável. São 4 produtos que fazem parte do conjunto embalagens comemorativas de São João: Cachaça 51 Branca em garrafa de 965ml, em lata de 350ml e lata de 473ml, além da nossa grande vencedora: Cachaça 51 Ouro em lata de 350ml.

Qual a importância de resgatar e propagar o legado de J. Borges para vocês?

Resgatar o legado de J. Borges é uma responsabilidade que levamos com muita honra e cuidado. Propagar sua obra ajuda a manter viva a tradição da xilogravura nordestina, fortalece a identidade regional e leva a arte popular a novos públicos. Para a marca, essa iniciativa não é só estética, é um compromisso com a memória cultural do Brasil e com o respeito aos mestres que formam nossa identidade. É por isso que dedicamos este prêmio a J. Borges, cuja arte nos inspirou, e à toda a equipe da Cia. Müller de Bebidas que, com trabalho e dedicação, tornaram essa conquista possível. 

Existem outros projetos com o mesmo artista ou de trazer outros nomes da cultura popular brasileira?

Estamos sempre trabalhando para ampliar projetos que conectem arte e produto. A ideia é continuar com a parceria com J. Borges e também convidar outros nomes da cultura popular brasileira em futuras edições, sempre com respeito ao legado dos artistas e valorização do trabalho autoral. Nossas iniciativas continuarão priorizando reconhecimento cultural, sustentável e criativo para apresentar produtos únicos aos consumidores, mantendo o desejo de aumentar a coleção.

Negociação de débitos tributários: conceitos e cuidados para as cervejarias artesanais

O universo das cervejas artesanais não está imune à dura realidade fiscal do país. A alta carga tributária e a complexidade do sistema, com obrigações em diferentes esferas, podem gerar passivos fiscais que dificultam o crescimento das empresas e até inviabilizam projetos. Nesse cenário, a negociação de débitos tributários surge como instrumento importante para recuperar a regularidade e organizar o fluxo de caixa sem perder competitividade.

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O que é a negociação de débitos tributários

A negociação de débitos consiste em um acordo formal entre o devedor e o Fisco, por meio do qual se busca quitar ou parcelar dívidas tributárias com redução de juros, multas e encargos. Esse instrumento permite ajustar o pagamento à capacidade financeira da empresa e evitar a continuidade de litígios, além de liberar certidões e possibilitar acesso a linhas de crédito. Ao contrário dos parcelamentos tradicionais, que oferecem descontos uniformes, a negociação permite acordos individualizados, levando em conta o perfil do crédito e a situação econômica de cada contribuinte.

Quem pode negociar e quais débitos entram

Em linhas gerais, podem aderir à negociação pessoas físicas e jurídicas, incluindo microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME), empresas de pequeno porte (EPP) e organizações do terceiro setor. As dívidas elegíveis são aquelas inscritas em dívida ativa (tributárias e não tributárias) ou em discussão administrativa, e costumam ter limites de valor e de data de inscrição. 

Modalidades de negociação de débitos tributários

A legislação estabelece diferentes modalidades de transação, que variam conforme a classificação do débito e o perfil do contribuinte. Em linhas gerais, podemos citar três categorias:

  1. Negociação por capacidade de pagamento: para contribuintes com maior possibilidade de recuperação, exige uma entrada mínima e permite parcelar o saldo remanescente em longo prazo. Os descontos incidem sobre juros e multas e, em alguns casos, a entrada pode ser dispensada.
  2. Negociação de débitos de difícil recuperação ou irrecuperáveis: destinada a créditos considerados de difícil recebimento, oferece reduções mais expressivas e exige entrada menor. O número de parcelas e o percentual de desconto variam conforme a análise do crédito e, para micro e pequenas empresas ou pessoas físicas, os percentuais costumam ser maiores.
  3. Negociação de pequeno valor: voltada a débitos de baixo montante, normalmente medidos em salários-mínimos. É possível dar entrada reduzida e obter abatimentos proporcionais ao prazo escolhido para quitação. Esse formato facilita a regularização de passivos que, embora pequenos, impedem a emissão de certidões.

Etapas para aderir

O processo de negociação exige algumas etapas básicas:

  • Levantamento dos débitos: comece verificando quais dívidas estão inscritas e quais valores estão em discussão. O contribuinte deve reunir documentos para comprovar sua capacidade de pagamento.
  • Simulação e escolha da modalidade: simule diferentes opções de pagamento. Nessa fase, avalia-se o valor de entrada, a quantidade de parcelas e os percentuais de desconto para escolher a alternativa mais vantajosa.
  • Adesão on-line: uma vez escolhida a modalidade, a formalização do acordo ocorre com envio de documentação digital e, quando houver processos administrativos ou judiciais em curso, requerimento de desistência dessas ações.
  • Pagamento da entrada e acompanhamento: após a aprovação, paga-se a entrada e cumpre-se o cronograma de parcelas. O contribuinte deve acompanhar a homologação e manter as obrigações fiscais regulares para não perder os benefícios.

Benefícios e mecanismos de redução

Uma das principais vantagens da negociação de débitos tributários é a possibilidade de abater grande parte dos juros e multas, além de dividir o saldo em dezenas de parcelas, o que melhora o fluxo de caixa. Para micro e pequenas empresas, os descontos costumam ser maiores e o prazo de pagamento, mais longo. Em certos casos, é possível utilizar prejuízo fiscal e base negativa de CSLL para reduzir a dívida. Outra alternativa prevista em lei é a utilização de precatórios ou créditos líquidos e certos para compensar ou amortizar o débito.

Além de garantir a regularidade e evitar bloqueios, a negociação suspende protestos e execuções fiscais. E isso possibilita à empresa voltar a emitir certidões negativas e participar de licitações ou obter financiamentos. Para o negócio cervejeiro, que muitas vezes necessita de crédito para expansão e compra de insumos, essa certidão é essencial.

Conclusão

A negociação de débitos tributários é um poderoso recurso para as cervejarias artesanais se manterem em dia com o Fisco. E assim aliviarem o impacto dos passivos. Ao proporcionar descontos e alongar prazos, permite que o empresário organize sua situação fiscal e dedique energia ao que realmente importa: produzir cervejas de qualidade e fortalecer o negócio. 


Clairton Gama é advogado e sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados. Possui mestrado em Direito pela UFRGS e é especialista em Direito Tributário pelo IBET. Além disso, é cervejeiro caseiro.

Menu Degustação: Comissão da Câmara aprova projeto de incentivo ao lúpulo

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou em outubro o Projeto de Lei 4.275/24, que institui a Política Nacional de Incentivo à Produção de Lúpulo de Qualidade. O objetivo é ampliar a oferta e elevar o padrão do insumo, segundo a Agência Câmara.

O texto define diretrizes como o estímulo à pesquisa e à inovação tecnológica na produção de lúpulo e no processamento, a integração da cadeia produtiva, a agregação de valor ao produto e a oferta de crédito rural, com foco em agricultores familiares e pequenos produtores. Também prevê assistência técnica e extensão rural, além da regulamentação das características do lúpulo de qualidade pelo governo federal.

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De autoria da deputada Delegada Adriana Accorsi (PT-GO), o projeto tem relatoria de Magda Mofatto (PRD-GO), que defende o fortalecimento da produção de lúpulo nacional como medida estratégica para reduzir a dependência externa e fomentar a indústria cervejeira. A proposta segue agora para análise conclusiva na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) antes de ser votada pelo plenário da Câmara e pelo Senado.

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São Paulo, Santa Catarina e DF se destacam na Copa Cerveja Brasil

A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) divulgou na quinta-feira (23) o resultado da etapa nacional da Copa Cerveja Brasil 2025 — fase final do concurso na qual competem apenas as cervejas já medalhadas nas etapas realizadas nas cinco regiões do país. Foram distribuídas ao todo 59 medalhas (17 de ouro e 21 de prata e 21 de bronze) para cervejarias de 13 estados, aproximadamente metade das unidades da federação brasileiras.

Em números absolutos, São Paulo e Santa Catarina se destacaram em número de medalhas. As cervejarias paulistas faturaram 16 e as catarinenses, 10. Um total de 35% das premiações. E a Cervejaria Stannis foi a mais premiada, somando 10 medalhas, ou 17%.

No entanto, comparando as premiações com o número de cervejarias que cada estado, o Distrito Federal (DF) se destaca. São Paulo tem 21,91% das cervejarias do país e ficou com 27,12% das medalhas. Já as cervejarias do DF são apenas 1% do total de fábricas do país e levaram para casa 6,78% das medalhas — um resultado bem expressivo se o critério de representatividade for levado em conta.

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Heineken lança garrafa de alumínio em edição limitada para o GP de São Paulo

A Heineken® lançou uma garrafa de alumínio comemorativa da Fórmula 1® para celebrar o Grande Prêmio de São Paulo 2025, evento que patrocina desde 2016. Importada da Holanda, a edição limitada chega aos principais pontos de venda da capital paulista no formato long neck de 330 ml, com preço sugerido de R$ 12,99. Com cerca de 300 mil unidades disponíveis, o lançamento combina design colecionável e sustentabilidade, já que o alumínio tem mais de 98% de reciclabilidade no Brasil. A novidade reforça a parceria global entre Heineken e a F1, unindo inovação, celebração e consumo responsável.

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Noi lança Italian Pilsner inspirada em raízes italianas

A Cervejaria Noi, de Niterói (RJ), lançou sua nova Italian Pilsner, cerveja que celebra as origens italianas da família Buzin. O rótulo, com 5% de álcool e 35 IBU, combina maltes Pilsen premium e lúpulos nobres europeus, resultando em aroma floral e herbal com toques cítricos, amargor limpo e final seco. O lançamento traz o conceito “Il Dolce Far Niente”, inspirado na filosofia de desacelerar e valorizar o momento presente. A Italian Pilsner já está disponível nos restaurantes Noi Gastronomia, no site da marca e em pontos de venda no Rio de Janeiro e em Niterói.

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Encontro da Lata 2025 debate inovação e sustentabilidade do setor

A Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas) realiza, no dia 5 de novembro, em São Paulo, o Encontro da Lata 2025, principal fórum da indústria de latas para bebidas no país. O evento reunirá executivos e especialistas do Brasil e do exterior para debater inovação, descarbonização, economia circular e competitividade. A programação inclui painéis com representantes de empresas como Ball Corporation, Heineken, Ambev, Canpack e Novelis. Segundo o presidente da Abralatas, Cátilo Cândido, o encontro busca conectar sustentabilidade, inovação e colaboração estratégica. A edição conta com patrocínio de empresas como AkzoNobel, Ecolab, Sherwin Williams e Stolle Machinery.

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Soft Inn Bahia Alagoinhas sedia parte do julgamento do BBA 2025

O hotel Soft Inn Bahia Alagoinhas, da rede Louvre Hotels Group – Brazil, será sede de parte do julgamento do Brazilian International Beer Awards (BBA), que acontece de 6 a 9 de novembro em Alagoinhas (BA). O BBA registrou 1.467 amostras de 199 cervejarias de 43 países, um crescimento de mais de 40% em relação ao ano anterior. O evento integra o Bahia Beer Festival, promovido pela Prefeitura de Alagoinhas e pela Setur-BA. O Soft Inn, em soft opening, receberá jurados e visitantes internacionais com estrutura de 162 apartamentos, restaurante e áreas para eventos, reforçando o destaque da cidade como capital baiana da cerveja.

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CBC Brasil lança promoção na Black Week

O Concurso Brasileiro da Cerveja (CBC Brasil®), lançou uma promoção especial para sua etapa em Uberlândia (MG). Entre 15 e 30 de novembro, o valor da inscrição por amostra cairá de R$ 249,90 para R$ 199,90. A ação faz parte da Black Week do concurso, que busca ampliar a participação de cervejarias artesanais e caseiras no circuito nacional de avaliação. Uberlândia foi escolhida pela localização estratégica — próxima a cinco estados com mais de 700 cervejarias — e pela estrutura logística. As inscrições estão disponíveis no site oficial.

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Juma brilha em nova noite do Petra Zuca Audições

A cantora e compositora Juma foi o destaque da segunda noite do Petra Zuca Audições, projeto da Casa da Música Brasileira em parceria com a cerveja Petra, que apoia artistas independentes na criação de seus álbuns autorais. Idealizado por Marina Sena e Talita Morais, o projeto oferece estrutura profissional completa para gravação e lançamento das obras. Desde que assumiu o naming rights do espaço, a Petra vem ampliando sua atuação cultural, promovendo diversidade e fortalecimento da cena musical brasileira. O evento faz parte do programa da Petra Zuca, inaugurada em 2024, que transformou um ícone modernista paulistano em polo cultural dedicado à música e à arte.

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Parque Vila Velha anuncia parceria com a Münchenfest

O Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa (PR), firmou parceria com a 34ª Münchenfest, a Festa Nacional do Chope Escuro, oferecendo 20% de desconto no ingresso a quem apresentar bilhete do evento, que ocorre de 14 a 29 de novembro no Centro de Eventos da cidade. A ação é válida até o encerramento da festa e busca incentivar o turismo regional, unindo lazer, cultura e sustentabilidade.

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Bodebrown promove Growler Day de Halloween

A Bodebrown realiza neste sábado (1º), em Curitiba (PR), a edição especial de Halloween do Growler Day, com mais de 40 rótulos de chope, gastronomia e shows de rock. O evento gratuito acontece das 9h às 18h na fábrica da cervejaria, na Rua Carlos de Laet, 1015, no bairro Hauer. Entre os destaques estão os chopes Aces High, Mandrake Jambu Ale, Trooper Brasil IPA e Perigosa Imperial IPA, além da decoração inspirada no mascote Eddie, do Iron Maiden.

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Lagunitas celebra Halloween em São Paulo

A Lagunitas promove neste sábado (1°) uma programação especial em parceria com o bar Lazy Park e a ONG Desabandone, em São Paulo (SP). Das 10h às 14h, haverá aulas de Dog Yoga com cachorros fantasiados e disponíveis para a adoção. Para participar desta atividade é preciso comprar um ingresso no valor de R$ 130,00 em que o valor é destinado à ONG. Já a partir das 17h30 inicia-se um concurso de fantasias caninas, valendo premiações para os três primeiros colocados, após votação do público presente.

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Chope deve liderar vendas nas confraternizações de fim de ano

Cervejarias projetam um aumento expressivo nas vendas de chope com a chegada das festas de fim de ano, impulsionadas por confraternizações e eventos corporativos. A mineira LÄUT espera crescer 20% em relação a 2024, impulsionada por investimentos em delivery e pela rede LÄUT Express, que atende todo o estado com suporte técnico e logística própria. A também mineira Krug Bier prevê alta de 30% e recomenda reservas antecipadas devido à forte demanda, enquanto a Hofbräuhaus, que completa dez anos em Belo Horizonte (MG), estima um crescimento entre 25% e 30%, com alta procura por eventos e barris para festas privadas.

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Amstel lança série sobre empreendedores LGBT+

A Amstel lançou, em parceria com a DiaTV e a consultoria Nhaí, a série “Negócios de Orgulho”, que celebra empreendedores LGBT+ à frente de bares e espaços de convivência em São Paulo (SP). O programa, apresentado por Rafa Dias, tem oito episódios e vai ao ar às quintas-feiras, às 19h, mostrando histórias de resistência e diversidade em locais como Espeto Bambu, Lola Bar e Torneira Boteco. A produção amplia a iniciativa Mentoria Negócios de Orgulho, criada pela marca em parceria com Raquel Virgínia, e reforça o compromisso da Amstel com a representatividade e o impacto social.

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All Beers Sessions estreia no Rio com 50 cervejarias

O festival All Beers Sessions chega ao Rio de Janeiro (RJ) pela primeira vez em 1º de novembro, no Brewteco Tijuca, após dez anos de sucesso em São Paulo (SP). O evento reunirá 50 cervejarias nacionais e internacionais, como Dogma, Hocus Pocus, Paulaner e Straffe Hendrik, em formato open bar, com degustação livre de chope, garrafas e latas. O cardápio ficará por conta do próprio Brewteco, com opções de boteco e receitas autorais. Os ingressos custam R$ 270 e incluem copo de vidro personalizado.

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Festa mexicana da Way Beer

A cervejaria Way Beer, de Pinhais (PR), realizará neste sábado (1º), das 14h às 21h, a terceira edição da “Viva La Vida”, festa mexicana inspirada no Día de los Muertos, com celebração aberta a todas as idades, espaço pet friendly, Espaço Kids, shows de rock e mariachis, cervejas artesanais, gastronomia temática e maquiagem especial para adultos e crianças. Os ingressos estão disponíveis a partir de R$ 20 na Sympla, e o evento ocorrerá na fábrica da Way Beer – Rua Pérola 331, Pinhais/PR.

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Lucro da Ambev avança 36,4% e atinge R$ 4,86 bilhões no 3º trimestre de 2025

O lucro da Ambev cresceu 36,4% em relação ao mesmo período do ano anterior no terceiro trimestre de 2025 (3T25). A empresa reportou um lucro líquido de R$ 4,86 bilhões. Esse desempenho expressivo foi impulsionado principalmente pela produtividade operacional e por benefícios fiscais, de acordo com o relatório da empresa.

A empresa afirmou que focou em uma gestão disciplinada de receita, custos e despesas, o que resultou na expansão da margem EBITDA e no crescimento do lucro. 

“O terceiro trimestre seguiu dinâmico, com as indústrias ainda apresentando sinais de fraqueza. Nesse contexto, a execução consistente da nossa estratégia fortaleceu nossas marcas e resultou em crescimento de um dígito baixo do EBITDA Ajustado, com expansão de margem”, afirmou o CEO da Ambev, Carlos Lisboa, em texto do relatório.

Lucro da Ambev: eficiência, impostos e preços

As iniciativas de produtividade incluem controles mais rigorosos nos processos de fabricação e melhorias na eficiência operacional. Isso ajudou a reduzir custos de conversão, mesmo diante de pressões externas como aumento nos preços das commodities, especialmente alumínio.

Além disso, a menor despesa com imposto de renda, devido a benefícios fiscais, teve papel decisivo no crescimento do lucro líquido. E compensou parcialmente o aumento das despesas financeiras líquidas. 

O lucro líquido ajustado cresceu 7,4%, totalizando R$ 3,84 bilhões. Porém, o lucro líquido reportado, que inclui os benefícios fiscais, foi significativamente maior, de R$ 4,86 bilhões.

A boas notícias vem mesmo em um cenário desafiador para as indústrias cervejeiras, que este ano também enfrentaram um clima mais frio que o normal, gerando queda no volume de vendas. “Os últimos seis meses foram mais frios que o normal, especialmente no Sul e no Sudeste”, disse o presidente executivo da companhia, Carlos Lisboa, na conferência de apresentação dos resultados desta quinta-feira (30).

A Ambev também reportou aumento de 7,4% na receita líquida por hectolitro (ROL/hl). Ela mede a eficiência na geração de receita a partir do volume de vendas. Ou seja, mesmo com menos vendas, a empresa conseguiu aumentar os preços médios, refletindo sua estratégia de premiunização e gestão de preços.

Alta na demanda gera ruptura de estoque de cerveja nos mercados em setembro

A cerveja foi o único item a apresentar ruptura de estoque nas prateleiras dos supermercados em setembro, de acordo com o Índice de Ruptura da Neogrid — indicador que busca mensurar a falta de produtos nas gôndolas. O índice monitora diversos bens de consumo mensalmente. Contribuíram para essa maior indisponibilidade da bebida o aumento nos preços, queda na produção, ajustes de estoque e a crise do metanol, que teve início no final de agosto.

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Para entender como o índice se expressa, imagine um varejo que trabalha com dez marcas diferentes de cerveja de 600 ml. Se faltar uma dessas marcas, a ruptura será de 10%. Em setembro, o aumento na indisponibilidade de cerveja nas gôndolas dos supermercados foi de 12,8%. Em agosto, o indicador havia sido de 12,1% e, em julho, de 9,4%.

O índice de ruptura de estoque de setembro foi mais alto que o de dezembro de 2024, mês de verão onde naturalmente a demanda é maior e rupturas são mais comuns.

Índice de ruptura da cerveja
set./2410,2%
out./2410,7%
nov./2411,4%
dez./2412,0%
jan./2511,2%
fev./2510,0%
mar./259,9%
abr./258,8%
mai./258,9%
jan./259,6%
jul./259,4%
ago./2512,1%
set./2512,8%

Alta de preços

O aumento na ruptura de estoque da cerveja veio acompanhado de alta de preços em todas as versões avaliadas. A variação média de agosto para setembro de 2025 foi:

  • Artesanal: de R$ 19,93 para R$ 21,63
  • Escura: de R$ 14,78 para R$ 15,84 
  • Clara: de R$ 13,56 para R$ 14,68 
  • Sem álcool: de R$ 15,51 para R$ 16,29 

Dados do IPCA, o índice que mede a inflação oficial do país, confirmam a elevação de preços. Em setembro, a inflação da cerveja fechou com alta de 0,64%, acima da inflação geral do país.

Contexto desafiador e ruptura de estoque

O comportamento da categoria reflete um contexto produtivo desafiador. Dados do IBGE indicaram uma queda de 11% na produção de bebidas alcoólicas em agosto, reacendendo a preocupação com o volume das cervejarias no terceiro trimestre.

Além dos ajustes de estoque de grandes grupos visando a alta temporada de fim de ano, as baixas temperaturas no Sul e Sudeste (principais mercados consumidores) também contribuíram para diminuir o ritmo de consumo, segundo a Neogrid.

Outro ponto adicional foi a crise do metanol em destilados, que tem levado parte do público a migrar para a cerveja, segundo a Neogrid.