Após o sucesso da Heineken 0.0 no circuito do automobilismo, agora é a vez da Paulaner na Fórmula 1. A futura equipe Audi anunciou em seu site oficial que a cervejaria alemã será “fornecedora oficial” — na prática, um tipo de patrocinadora — a partir de 2026. A parceria, revelada como de longo prazo, visa destacar a cerveja Paulaner Weissbier 0,0%, uma cerveja de trigo sem álcool.
Essa é a primeira movimentação significativa da Paulaner no automobilismo global, empresa que pertencente ao grupo alemão Schörghuber e à gigante cervejeira holandesa Heineken. A marca estará presente em todos os ambientes de hospitalidade da equipe, eventos de parceiros e ativações voltadas para os fãs.
União de valores
A união gera aproximações de valores das empresas, sendo ambas alemãs da Baviera. A escolha por um produto 0.0% alinha a cultura de celebração bávara com os valores de segurança e responsabilidade da Fórmula 1, segundo o comunicado oficial.
“A Paulaner e a futura equipe Audi F1 compartilham uma mentalidade vencedora, enraizada em desempenho, paixão e orgulho de nossa herança. Ambas as marcas representam o artesanal, a autenticidade e a busca incessante pela excelência. Juntos, criaremos experiências que aproximarão os fãs da equipe e celebraremos cada sucesso dentro e fora das pistas com uma Paulaner 0.0% na mão, em escala global”, disse Stefano Battiston, Diretor Comercial da futura equipe Audi F1.
Paulaner na Fórmula 1
O investimento em uma cerveja sem álcool também é uma oportunidade de mercado, já que é um nicho que está crescendo muito nos últimos anos, tanto na Alemanha quando no Brasil. A cervejaria busca também ir além da imagem tradicional que tem para se tornar uma marca internacional reconhecível — aproveitando o alcance global da Fórmula 1 em mais de 20 mercados.
Jörg Biebernick, CEO do Grupo Paulaner, disse que a empresa está muito orgulhosa para abrir um novo capítulo internacional. “Essa cooperação reforça nosso compromisso de longo prazo em combinar prazer, qualidade e responsabilidade no esporte profissional. Estamos ansiosos para concretizar nossos planos e apresentar a Paulaner a uma nova geração de fãs do automobilismo”, completa.
A Paulaner vai se juntar à lista crescente de parceiros comerciais da Audi para 2026, que já inclui a BP, Revolut, Adidas e Visit Qatar.
O ano de 2025 chega ao fim consolidando um movimento fundamental para a indústria da cerveja no Brasil: a transformação de intenções em políticas estruturadas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). O que antes eram ações pontuais, agora faz parte da governança formal das empresas, com comitês, grupos de afinidade e metas públicas voltadas à representatividade, avalia o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv). A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) também destaca ações de diversidade no setor, especialmente em raça e gênero.
Tanto nas grandes indústrias quanto no segmento artesanal, o balanço é considerado positivo pelas entidades representativas do setor, revelando um estágio mais maduro dessas políticas no setor.
De acordo com o Sindicerv e a Abracerva, o setor trabalhou de forma estratégica em diversos pilares. No recorte por gênero, houve destaque para programas de desenvolvimento e empoderamento feminino, resultando em presença relevante em cargos de liderança e conselhos. Na inclusão por raça, o sindicato destacou o avanço na implementação de programas estruturados para o desenvolvimento de lideranças negras.
Segundo o Relatório de Sustentabilidade do Sindicerv, lançado na semana passada, a Ambev atua na agenda de diversidade, equidade e inclusão com ações como Programa Somos, para o desenvolvimento e empoderamento feminino; Programa Homens Aliados, que incentiva diálogos com a liderança masculina e seu papel na inclusão de mulheres; e Programa Dàgbá, de apoio ao desenvolvimento de lideranças negras. Além disso, a empresa possui hoje 40% de mulheres na liderança e presença de três mulheres no Conselho de Administração.
No Grupo Heineken, a governança é sustentada por um Comitê de Inclusão e Diversidade. “Em 2021, quando a meta de 50% de mulheres na liderança até 2026 foi estabelecida, o número de mulheres na liderança era de 29%, hoje, 45%. O board da Companhia também se tornou mais equitativo, com 44% de Vice-presidentes mulheres”, diz Vetusa Pereira, gerente de Diversidade, Equidade e Inclusão. As metas também incluem 40% de pessoas negras na liderança até 2030, segundo o Relatório de Sustentabilidade.
“Todas essas iniciativas fortaleceram a inclusão interseccional, promovendo mais oportunidades para pessoas com deficiência, LGBTQIAPN+ e de diferentes gerações, com o incentivo de vagas afirmativas, programas de aceleração de carreiras como o ‘Elas que brilham’ e ‘Shining Stars’, além de 100% da liderança da Companhia treinada em módulos de Segurança Psicológica”, completa Vetusa Pereira.
O Sindicerv também reforça a criação de grupos de afinidade que fortaleceram a pauta das pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ internamente, criando bases para avanços em acessibilidade.
Na Abracerva, por exemplo, a maioria do staff e da diretoria já é composta por mulheres, de acordo com Gilberto Tarantino, presidente da entidade, que também conta com a participação de negros na gestão.
O pilar de inclusão por renda concentrou-se na inclusão produtiva, conectando a geração de empregos ao fortalecimento das redes de fornecedores locais.
Dentre as ações do Grupo Heineken, o Relatório de Sustentabilidade destaca a parceria com a CUFA (Central Única das Favelas) para fomentar negócios de impacto social nas comunidades brasileiras e as metas de impacto, que incluem beneficiar mais de 10 mil ambulantes catadores e ambulantes via Instituto Heineken.
A Ambev projeta incluir 5 milhões de pessoas até 2032 através de programas como o AMA, o VOA (mentoria para organizações) e a plataforma Bora, que foca na empregabilidade e empreendedorismo local.
Perspectiva para 2026
O setor cervejeiro brasileiro entra em 2026 buscando expandir ainda mais as políticas de diversidade, equidade e inclusão. De acordo com o Sindicerv, a indústria cervejeira já definiu as áreas que precisam de maior aprofundamento para garantir um ambiente ainda mais inclusivo. “O próximo ano aponta claramente para uma agenda de continuidade e expansão”, avalia o sindicato.
“Os desafios relacionados às políticas de diversidade e inclusão no setor passam pela ampliação da presença de talentos diversos em diferentes áreas das empresas e pelo fortalecimento de iniciativas que garantam desenvolvimento e permanência desses profissionais ao longo da jornada”, a gerente de Diversidade, Equidade e Inclusão do Grupo Heineken.
O foco sairá da base para o topo. O Sindicerv aponta metas futuras para ampliar a participação de mulheres e pessoas negras em posições de decisão, exigindo a revisão de processos de atração e promoção profissional. Para as Pessoas com Deficiência (PCDs), o desafio em 2026 é evoluir da mobilização interna para políticas estruturadas de recrutamento e adaptação física dos postos de trabalho nas indústrias. A agenda para a população LGBTQIAPN+ passará pela consolidação da governança interna e investimentos contínuos em comunicação para evitar que a pauta seja apenas sazonal.
“Para pessoas com deficiência, permanece o cuidado de garantir acessibilidade, desenvolvimento contínuo e oportunidades reais de crescimento. No que se refere à comunidade LGBTQIA+, há espaço para ampliar ações de apoio institucional e formação de lideranças que promovam um ambiente cada vez mais seguro e acolhedor”, diz Vetusa Pereira.
Para o segmento de artesanais, o avanço da pauta de diversidade em 2026 está intrinsecamente ligado à saúde financeira das empresas. Por isso, a pauta mais crítica para a sobrevivência e crescimento das artesanais é o Imposto Seletivo. A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) afirma que já enviou propostas ao Ministério da Fazenda defendendo um escalonamento tributário: quem produz menos, paga menos.
Esse ajuste é visto como essencial para que as pequenas empresas tenham fôlego para investir não só em qualidade e marketing, mas também em programas de treinamento e gestão mais inclusivos.
“Cerveja é celebração e alegria. Queremos que as pequenas cervejarias tenham cada vez mais prática na qualidade e na gestão, de olho no negócio para garantir o futuro do setor”, afirma Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva. Com a chegada da Brasil Brau e da Copa do Mundo em 2026, o setor espera que o calor e os grandes eventos impulsionem o consumo e permitam a continuidade dessas políticas de impacto social.
O Siebel Institute of Technology, considerada a escola de cerveja mais antiga dos Estados Unidos, vai transferir suas salas de aula para o Canadá, a fim de driblar as restrições da política de vistos do governo americano. Após 157 anos enraizada em Chicago, a instituição anunciou que vai dar as aulas presenciais em Montreal a partir de janeiro de 2026.
Segundo John Hannafan, diretor geral e de educação do Siebel Institute, as recentes mudanças regulatórias nos EUA trouxeram dificuldades aos estudantes internacionais de frequentar as aulas presenciais.
O Siebel Institute, que tem ex-alunos em mais de 60 países, percebeu que a mudança para o Canadá, com um ambiente regulatório mais acessível para vistos de estudantes, é essencial para manter a qualidade e a acessibilidade da sua educação, sem comprometer a experiência dos alunos. A instituição continuará a oferecer seus programas online e o currículo presencial já estabelecido, mas agora a partir da base canadense.
Montreal, o novo lar com história cervejeira
A nova sede do Siebel Institute em Montreal ficará perto do local original da histórica cervejaria Molson, fundada em 1786, um dos pontos mais antigos de produção de cerveja no continente, segundo o site Inside Beer.
A mudança para a cidade canadense também é estratégica. Montreal já possui um forte cenário de microcervejarias e programas de ciências de alimentos. A chegada do Siebel pode solidificar ainda mais a reputação da cidade como um centro de inovação em bebidas. O que pode atrair estudantes de diversas partes do mundo que antes poderiam antes ignorar o Canadá, informa o site especializado em vistos Visa HQ.
Chicago, uma história de 157 anos
A história do Siebel Institute remete a 1868, quando químico alemão John Ewald Siebel fundou um Laboratório Químico. Quatro anos depois, em 1872, a iniciativa recebeu o nome de Siebel Institute of Technology. Desde então, o instituto tem sido um pilar na formação de gerações de cervejeiros ao redor do mundo.
O Siebel Institute tem sido propriedade da Lallemand Inc., com sede em Montreal, desde o ano 2000. A Lallemand, que também possui a Doemens Academy na Alemanha, parceira do Siebel no programa World Brewing Academy (WBA), apoiou a decisão da realocação.
A nova instalação em Montreal também abrigará a Lallemand’s Baking Academy and Application Technology Training Facility, integrando as educações de cerveja e panificação sob o mesmo teto.
A mudança marca o fim de uma era para a indústria cervejeira norte-americana. Mas abre um novo e promissor capítulo para a educação cervejeira internacional em solo canadense.
Quais as suas comidas de Natal da ceia favoritas? Todo mundo tem pelo menos uma resposta na ponta da língua. Isso porque elas são de muito importantes para a construção do clima natalino, para reunir a família e gerar o encontro de final de ano. Seres humanos são sociais e confraternizam em volta da mesa, com comidas e bebidas.
Mas qual a sua bebida favorita para ceia de Natal? Muitas pessoas não pensam nisso e acabam escolhendo vinhos ou espumantes quase automaticamente. Pois quando se trata de fazer harmonizações — combinações entre comidas e bebidas com sabores que interagem entre si —, as cervejas podem fazer um trabalho ainda melhor, gerando uma experiência realmente inesquecível também gastronomicamente.
O primeiro motivo para isso é que a ceia é uma refeição muito variada e, para harmonizar, a bebida precisa também variar muito. A cerveja é versátil nesse ponto. Mestres cervejeiros utilizam uma grande variedade de maltes, lúpulos e leveduras que produzem sabores diferentes e dão origem a mais de 200 estilos. Basta, então, escolher a cerveja adequada para o prato.
Depois, o Brasil é um país quente no Natal. É verão. E nosso corpo pede algo mais refrescante, menos alcoólico que os 12% das bebidas à base de uva. Além disso, para muitos se trata de uma refeição longa. Pegar leve no álcool é mais do que recomendado.
Por fim, as harmonizações de cerveja são diferentes, inusitadas e surpreendentes, potencializando e muitas vezes transformando os sabores das comidas da ceia de Natal. Ou seja, quando se acerta na escolha do rótulo, a refeição fica ainda mais gostosa.
Então, confira 6 cervejas para harmonizar com a ceia que vão te surpreender:
Leffe Blond e bacalhau com batatas
Todo o cozinheiro ou chef sabe que a melhor estratégia nos preparos de bacalhau é valorizar o sabor do peixe. Isso já está nas receitas, do simples bacalhau com batatas até a bacalhoada. Portanto, uma boa harmonização deve turbinar o sabor dele também. Utilize uma Belgian Blond Ale, como a Leffe Blond, da Ambev, com os preparos menos gordurosos, como os mencionados acima. Além de contrastar a gordura e equilibrar o prato, as notas condimentadas reforçam os temperos e as notas frutadas, que lembram pêssego e damasco, contrastam salgado do prato.
La Trappe Tripel e bacalhau com natas
A versão com natas é mais gordurosa — para não falar da untuosidade do próprio peixe. E aí vale aumentar o teor alcoólico da cerveja para garantir um bom equilíbrio. Uma Belgian Tripel, como a La Trappe Tripel, consegue contrastar a untuosidade e agir da mesma forma que a Blond Ale, valorizando o prato. Além disso, essa cerveja, feita por num monastério trapista da holanda, tem uma garrafa linda de 750 ml para decorar a mesa e dividir com todos os presentes.
Baden Baden Amber Lager e Chester (ou frango)
A grande maioria, no entanto, tem alguma ave no centro da mesa da ceia de Natal. Um Chester ou frango num preparo mais simples, somente assado, traz um sabor específico desse método de cocção — aquele tostado e caramelizado do forno. Você pode utilizar cervejas com maltes mais presentes e semelhantes para valorizar essas notas. A recém-lançada Baden Baden Amber Lager — hoje pertencente ao portfólio do Grupo Heineken — pode ser uma ótima opção, já que possui sabores que casam com essa descrição.
Black Princess Tião Bock e Peru
No entanto, o peru é a comida de Natal mais tradicional para a ceia. Ele tem carne mais magra, de sabor mais acentuado, e é normalmente preparado com mais gordura para não ficar seco demais. Nesse caso, também vale aumentar um pouco o teor alcoólico com uma cerveja do estilo Bock, como a Black Princess Tião Bock, do Grupo Petrópolis. Com mais álcool (6,5%), equilibra a gordura e reforça o sabor do assado com seus maltes.
Brugse Zot Dubbel com pernil assado
Carnes suínas são mais gordurosas e suculentas. Para um pernil assado, a cerveja belga importada Brugse Zot Dubbel, uma cerveja do estilo Belgian Dubbel, vai muito bem. Ela tem álcool suficiente para contrastar a untuosidade e os sabores do assado são enfatizados pelas notas tostadas e caramelizadas.
Tilha Framboesa Brut Tender bolinha agridoce
Além dos preparos assados, há os agridoces, como o famoso tender bolinha com molho de laranja (com ou sem mel). São caminhos bem distintos e exigem cervejas diferentes. Aqui, cervejas ácidas com frutas podem ser muito interessantes, gerando uma combinação mais ousada.
A Trilha Cervejaria, de São Paulo (SP), lançou recentemente uma linha de Sours (cervejas ácidas) complexas com frutas para o final de ano. Recomendo a Framboesa Brut, que traz acidez para contrastar a gordura, notas condimentadas para reforçar os condimentos, como o cravo, e a fruta para reforçar o frutado do molho.
As festas de fim de ano estão chegando e as celebrações entre amigos costumam vir acompanhadas de brindes e celebrações. No entanto, se não houver moderação, o dia seguinte pode cobrar um preço alto: dor de cabeça, náuseas, sede excessiva e aquela sensação de arrependimento. Embora existam inúmeras receitas caseiras e remédios na farmácia, especialistas são unânimes: o melhor remédio para ressaca é, sem dúvida, a prevenção.
A ressaca é um sinal de que o corpo está sofrendo com a desidratação e a intoxicação pelo excesso de álcool. No nosso organismo, nosso fígado o decompõe o etanol em acetaldeído, que chega a ser mais tóxico que o próprio álcool, antes de eliminá-lo. Quando ultrapassamos o limite, o fígado não consegue processar a substância com rapidez suficiente, gerando o mal-estar característico.
Por que o melhor remédio para ressaca é a prevenção?
Diferente do que muitos acreditam, não existe uma “cura mágica” instantânea. Não existe remédio no sentido literal da palavra. Medicamentos costumam somente mascarar os sintomas ou, em alguns casos, podem até sobrecarregar ainda mais o fígado e o irritar o estômago. Por isso, entender que o melhor remédio para ressaca começa antes mesmo do primeiro gole é fundamental para garantir um dia seguinte sem sofrimento.
Para aproveitar as festas sem problemas, confira algumas estratégias que podem ajudar.
Hidratação e a regra 1 para 1
O álcool é diurético. E grande parte dos sintomas da ressaca estão relacionados diretamente com essa desidratação pós-consumo. Para se cuidar melhor, a regra de é intercalar cada copo de bebida alcoólica com um copo de água. Isso mantém o corpo hidratado e evita dores de cabeça.
Segundo estudos do Journal of Clinical Medicine, manter-se hidratado reduz os sintomas da ressaca em até 35%, enfatizam os especialistas do programa Saber Beber, do Grupo Petrópolis.
Cervejas sem álcool podem ajudar
As cervejas sem álcool hoje são também grandes aliadas na missão da hidratação. Algo que está se tornando cada vez mais comum é o consumo tipo zebra. Ou seja, alternar entre uma cerveja com e outra sem álcool. As “zero” funcionam como água ou até mesmo como isotônico, já que conservam minerais e vitaminas sem o teor alcoólico.
Nunca beba com o estômago vazio
Essa é outra regra valiosa. Comer antes ou durante o consumo de cerveja gera uma concorrência interna no nosso estômago para a absorção do álcool. E assim nosso organismo é menos sobrecarregado. Alimentos proteicos e ricos em fibras também evitam picos glicêmicos — picos de açúcar no sangue por conta do excesso de carboidratos. Evite comidas muito gordurosas, para não sobrecarregar ainda mais o fígado.
“O corpo precisa de equilíbrio. Quando hidratação e alimentação acompanham a bebida alcoólica, o impacto diminui muito”, enfatiza o Dr. Armindo Matheus, diretor médico da operadora de planos de saúde Nova Saúde.
Cuide com a qualidade das bebidas
Evite bebidas de procedência duvidosa. Isso porque a qualidade da produção conta muito nesse setor. Uma produção mal cuidada pode trazer compostos de maior toxidade para nosso organismo, como o próprio acetaldeído em seu formato puro, por exemplo. Além disso, nem todo o álcool é igual. Os chamados alcoóis superiores em excesso também podem piorar a ressaca.
Beba devagar
Todos querem se divertir. E para curtir por mais tempo, moderação é essencial. Para aproveitar todos os momentos e chegar ao fim da noite bem, procure beber devagar. Isso dá tempo para seu organismo trabalhar. Segundo o Instituto Nacional sobre Abuso de Álcool e Alcoolismo (NIAAA, na sigla em inglês), órgão do governo federal dos Estados Unidos, o fígado precisa de pelo menos uma hora para processar uma dose típica de bebida.
Moderação: o melhor remédio para ressaca
A dica de ouro é beber com moderação. Não só devagar, mas não ultrapassar os limites do consumo consciente. A maioria dos estudos indica como moderação até duas doses típicas por dia para homens e uma para mulheres. E evitar o chamado consumo excessivo, quando se ultrapassam cinco doses para homens e quatro para mulheres.
Restrições
Nunca é demais lembrar: nunca beba antes de dirigir. Planeje seu trajeto e meios de transporte antecipadamente. Além disso, lembre-se que bebidas alcoólicas são apenas para maiores de 18 anos. Em caso de gravidez ou de algum problema de saúde, consulte primeiro seu médico.
O ano de 2025 marcou um período de reconhecimento institucional para o lúpulo brasileiro, avalia Daniel Leal, vice-presidente da Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo). Ao mesmo tempo, a cadeia produtiva enfrentou desafios, como um “achatamento” na curva de desenvolvimento, que pressiona pequenos produtores a buscarem cooperação ou saírem do negócio.
A cadeia do lúpulo busca se estabelecer como alternativa para a indústria brasileira. Atualmente, quase todo o lúpulo consumido no Brasil é importado, mesmo com o alto volume de produção de cerveja no país. O Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, atrás da China e dos Estados Unidos — um mercado promissor para o cultivo de lúpulo local.
Do ponto de vista institucional, Leal avalia que 2025 foi um ano “bastante positivo”. Ele destaca que o lúpulo brasileiro consolidou sua presença no discurso governamental e de entidades da cadeia da cerveja.
“Foi um ano em que o lúpulo se fez muito presente. A gente vê o lúpulo brasileiro no discurso de outras entidades, na cadeia produtiva da cerveja, em diferentes órgãos municipais, estaduais e federais. Falam do lúpulo e reconhecem o lúpulo, apoiando cada vez mais a nossa cultura”, afirma.
Avanço legal do lúpulo brasileiro
Em meio a esta articulação, houve um marco importante: o início da tramitação do projeto de lei (PL) que institui a Política Nacional de Incentivo à Produção de Lúpulo de Qualidade no Brasil, de autoria da deputada federal Adriana Corsi (PT-GO).
O objetivo é promover e estimular o desenvolvimento da cadeia produtiva. A iniciativa prevê acesso a crédito e seguro rural, assistência técnica e extensão rural, pesquisa agrícola e desenvolvimento tecnológico, capacitação gerencial e qualificação da mão de obra, e a criação de um selo de qualidade para o produto nacional.
A busca pela união na produção
Segundo Leal, o lúpulo brasileiro enfrenta um cenário de competição binária: não há “meio-termo” ou “escadinha” de evolução. O produto nacional compete diretamente com os players globais que detêm alta tecnologia e capacidade de investimento. Assim, mesmo para pequenas cervejarias, a comparação de qualidade é feita com o padrão internacional.
Leal afirma que a produção de lúpulo para atender a demanda da indústria exige escala. E o setor identificou que a verticalização total — quando uma só propriedade é responsável pela produção, beneficiamento, industrialização e comercialização — acaba saindo mais caro. E é inviável para o pequeno produtor, porque este modelo drena tempo e recursos que deveriam estar focados no campo.
A solução aponta para a união e cooperação, transformando o processamento em responsabilidade coletiva.
O exemplo de Araraquara
CPL de Araraquara. Foto: Arquivo Pessoal/Luciana Andreia Pereira)
O grande destaque prático de 2025 foi a entrega da estrutura da Cadeia Produtiva Local (CPL) de Araraquara (SP), inaugurada em 1º de agosto. O espaço é equipado com peladora, secador, peletizadora, câmeras de armazenamento e fria, e embaladora a vácuo. A estrutura garante conservação e processamento adequado do produto, de acordo com Luciana Andreia Pereira, sócia da Lúpulo Guarani e diretora da CPL de Araraquara.
Nestes primeiros meses, a CPL já fechou parceria com universidades e disseminou a cultura. Participam desta cadeia a UNESP Técnica (Cervejeiras, Cosméticos, Químicas e Farmacêuticas), a UNESP de Botucatu (Agronomia) e a UNESP de Jaboticabal (Agronomia). Além disso, contam com a experiência de grandes profissionais. São nomes como o engenheiro Felipe Francisco, que tem mais de 16 anos de experiência em lúpulo, e do professor Éder Antônio Gigliotti, que atua com controle fitossanitário e melhoramento genético. “Essa base institucional de pesquisa dá suporte para que o crescimento seja até exponencial, embora ainda se trate de uma estimativa”, afirma Luciana.
“Atualmente, iniciamos essa cadeia com 6,2 hectares, o que representa 30% do total produzido no estado de São Paulo, que conta com 24 hectares segundo o último Mapa da Aprolúpulo. Além disso, há uma estimativa de 26 novos plantios dentro dessa CPL, muitos elos de produção já estão inseridos na cadeia, embora ainda não tenham iniciado o cultivo”, afirma.
Investimento
O investimento parte do governo do Estado e inclui governança estruturada, estatutos e regimento para assegurar solidez e continuidade do projeto. Esse investimento resultou em dois editais de fomento e R$ 1 milhão, aplicados na cultura do Lúpulo na região, somente por parte do governo, cuja marca regional é “Lúpulo Central Paulista”. Além disso, buscamos linhas de pesquisa e parcerias com o EMBRAPII, que atua no desenvolvimento de maquinário para a cadeia.
O local tem capacidade para atender a produção local e realizou eventos técnicos importantes durante a colheita.
Ela conta que dentro do projeto da CPL, no edital de fomento, existe investimento em consultoria para esses novos plantios, recursos destinados aos projetos e linhas de crédito para que os plantios se concretizem. A perspectiva é que esses 26 hectares se transformem em cultivo ativo, ou seja, a produção da CPL poderá dobrar.
Pequenos produtores saem, outros maiores entram na cadeia
O ano de 2025 também trouxe para a cadeia produtiva do lúpulo um fenômeno que Daniel Leal descreve como “achatamento” na curva de desenvolvimento do setor. Segundo Leal, produtores menores e isolados, que não conseguiram se integrar a cooperativas ou associações, estão deixando a cultura.
Isso reflete a realidade global, onde a produção funciona em grande escala ou via terceirização da verticalização.
Em contrapartida, há a entrada de novos produtores com perfil diferente. Eles têm áreas de produção maiores, melhor estruturação e investimento, além do uso de referências produtivas já existentes para otimizar processos.
Como venho falando por aqui, o turismo cervejeiro é uma jornada de descoberta sensorial e cultural, na qual a cerveja atua como um guia para explorar novos lugares, tradições e sabores. Assim, se consolida como uma das áreas mais promissoras do turismo brasileiro.
Recentemente, recebi a visita — e tive a oportunidade — de conversar e acompanhar um pouquinho do projeto Expedição Malte. Nele, Rodrigo Castelhano viaja em um fusquinha 1974, que saiu do Ushuaia em direção ao Alasca, sempre visitando cervejarias. Ou seja, fazendo turismo cervejeiro de uma forma muito inusitada. O carro é seu transporte e seu abrigo.
A história dele como viajante é repleta de aventuras e me levou a refletir sobre como é importante quando praticamos a hospitalidade. Principalmente para os amantes da cerveja, que criam grandes expectativas com essas borbulhas maltadas.
Fazer com que a experiência na cervejaria ou pub se equipare ao que o visitante já conhece da própria cerveja não é fácil. Por isso, é fundamental que as cervejarias se estruturem para oferecer uma boa vivência. O que inclui precificação justa e atrativa, e, principalmente, reforço do encantamento que já existe com o produto, criando algo muito especial.
É receita de sucesso garantido!
E o mais interessante no caso da Expedição Malte é que o viajante se tornou a experiência também. O projeto é um exemplo de como se pode inspirar outros a explorar a cultura cervejeira, criando uma comunidade de entusiastas da cerveja.
A paixão do Rodrigo se tornou um negócio de experiência, promovendo a disseminação da cultura cervejeira e inspirando outros a criarem seus próprios roteiros.
Ana Cláudia Pampillón é turismóloga e sommelière de cervejas, tendo uma longa jornada de atuação no mercado turístico e cervejeiro do estado do Rio de Janeiro. Coordena há 10 anos a Rota Cervejeira RJ e também atua no mercado de lúpulo brasileiro, aproximando os produtores das cervejarias.
* Este é um texto opinativo. As opiniões e informações contidas nele são de responsabilidade do colunista e não refletem necessariamente a opinião do Guia da Cerveja.
A Ambev inaugurou nesta segunda-feira (15) sua nova unidade de embalagens em Carambeí, a primeira fábrica de vidros no Paraná. Com um investimento de R$ 1 bilhão, a planta marca um passo estratégico para a companhia, que agora integra todas as etapas de produção no estado, desde o cultivo da cevada até o envase. A unidade tem capacidade para produzir 600 milhões de garrafas por ano, focando especialmente nos segmentos que lideram a expansão do setor: as cervejas premium e as opções zero álcool.
O aporte visa sustentar o crescimento acelerado de marcas como Spaten, Stella Artois e Corona. Desde 2019, o volume de vendas do portfólio premium da Ambev saltou 200%, levando a empresa a retomar a liderança desse nicho em 2025. A nova fábrica de vidros no Paraná produzirá diversos formatos, incluindo as populares long-necks e garrafas de 600 ml. Inicialmente, a linha de montagem foca em vidros verdes, mas a estrutura já está preparada para fabricar garrafas transparentes (flint) e âmbar no futuro.
Além do ganho em escala, a operação otimiza a logística nacional da Ambev. As garrafas produzidas na fábrica de vidros no Paraná abastecerão cervejarias em oito estados brasileiros, reduzindo custos de transporte e tempo de entrega. Segundo Carlos Lisboa, CEO da companhia, a unidade é fundamental para fortalecer a economia regional e a eficiência da cadeia de valor. O projeto gerou mais de 4.200 empregos durante as obras e agora mantém cerca de 400 postos diretos e indiretos na região dos Campos Gerais.
A sustentabilidade é outro pilar central desta fábrica de vidros no Paraná, que já nasce operando com 100% de energia renovável. A planta utiliza fornos de alta eficiência energética e está apta a queimar biocombustíveis. Em linha com as metas ambientais, as garrafas utilizam entre 20% e 80% de vidro reciclado em sua composição. Este investimento faz parte de um ciclo maior de R$ 10 bilhões aplicados pela Ambev no Brasil nos últimos três anos, consolidando o Paraná como um dos maiores polos cervejeiros do país.
Após adiamento, Festival Cultural de Natal da Bodebrown acontece neste fim de semana
Após o adiamento por conta do tempo, o Festival Cultural de Natal da Bodebrown, em Curitiba (PR) começa nesta sexta-feira (19). O evento segue até domingo (21) na rua em frente à fábrica (Rua Carlos de Laet, 1015), no bairro Hauer, com nove bandas e grupos folclóricos. O destaque da programação é o encontro da Orquestra Sinfônica de Curitiba com tributo ao Iron Maiden no domingo. A gastronomia internacional e as visitas à fábrica de cerveja estão confirmadas. Informações no perfil do Instagram da Bodebrown.
Festival Cervejeiro de Foz do Iguaçu também será realizado agora
Também remarcado, o Festival Cervejeiro de Foz do Iguaçu (PR) começou na sexta (19) e vai até domingo (21) na Roda Gigante Yup Star (Rua Quixadá, 127 — Parque Res. Três Fronteiras). A realização foi remarcada após ventos fortes impedirem a montagem das estruturas na semana anterior. O secretário Edinardo Aguiar reforçou que a segurança foi prioridade para manter toda a grade de atrações e expositores original. O evento tem entrada gratuita, é pet friendly e contará com música ao vivo, gastronomia e rótulos artesanais. Mais informações no site da prefeitura de Foz do Iguaçu.
Santos recebe cinco dias de churrasco e cerveja no Parque Valongo
O Parque Beer BBQ Festival iniciou sua programação na sexta-feira (19) no Parque Valongo, em Santos (SP). O evento reúne chefs assadores e cervejarias artesanais em uma estrutura completa com área kids e música ao vivo até o dia 23 de dezembro. Organizado pelas empresas O Terminal e Trend Entretenimento, o festival busca atrair turistas e moradores para a região central da cidade. As atividades ocorrem diariamente das 13h às 22h com acesso livre ao público. Detalhes no perfil do Instagram do Terminal Eventos.
Programação de natal da Gård cervejaria agita Campos do Jordão
A Gård Cervejaria segue com sua agenda especial de dezembro nas unidades do Horto Florestal e Parque Bambuí, em Campos do Jordão (SP). A programação incluiu promoções de Almochopp na sexta-feira (19) e apresentações musicais para o período natalino. Na quarta-feira (24), Edu Skyliner apresenta repertório folk, seguido por rock e blues nos dias 27 e 28 de dezembro. A casa também lança uma cerveja sazonal exclusiva para brindar as festas de fim de ano.
Selo Proteja Sua Praya apoiará inicialmente quatro praias certificadas, incluindo Itamambuca (SP) e Praia do Francês (AL) (Crédito: Divulgação)
Cerveja Praya anuncia parceria para preservação de reservas de surf
A cerveja Praya oficializou na terça-feira (16) sua parceria com o Programa Brasileiro de Reservas de Surf em evento na Praia do Moçambique, em Florianópolis (SC). A marca relançou o selo Proteja Sua Praya como uma plataforma de conservação que apoiará inicialmente quatro praias certificadas, incluindo Itamambuca (SP) e Praia do Francês (AL). Segundo o CEO Felipe Della Negra, a iniciativa ambiental é parte essencial da identidade da marca e visa garantir o estilo de vida litorâneo para futuras gerações.
Estrella Galicia marca presença na fanzone da Stock Car em Interlagos
A Estrella Galicia reforçou sua conexão com o automobilismo durante a Fanzone Stock Car Mr.Moo, realizada no último final de semana em Interlagos, São Paulo (SP). A cervejaria espanhola operou paredões de chope e um carrinho exclusivo da linha premium 1906 no setor VIP para degustação do público. A marca mantém parcerias globais no esporte, consolidando sua presença no mercado brasileiro.
Neste sábado (20), a marca encerra o calendário de 2025 no automobilismo com presença nas 500 Milhas Schadek de Kart Granja Viana, uma das provas de endurance mais tradicionais e prestigiadas do kartismo mundial. O evento acontece no Kartódromo Granja Viana, reunindo pilotos profissionais e amadores em uma corrida de 12 horas de duração.
Estrella Galicia nos shows de Limp Bizkit e Ney Matogrosso em São Paulo
A Estrella Galicia também marca presença nos shows de Limp Bizkit e Ney Matogrosso no Allianz Parque, em São Paulo (SP). As apresentações ocorrem neste sábado (20) e no domingo (21), sob a realização da produtora 30e. O público terá à disposição os rótulos Lager e 0,0 para acompanhar os diferentes estilos musicais no estádio. Segundo a diretora de marketing Renata Cecco, a ação une música e autenticidade em momentos de celebração coletiva.
Spaten lança coleção streetwear inspirada no universo do boxe
A cervejaria Spaten anunciou uma colaboração exclusiva com a Singa Store para lançar uma linha de roupas inspirada na disciplina do boxe. A coleção Champions Are Made In Silence traz peças como moletons e bonés, protagonizada pelos pugilistas olímpicos Luiz Bolinha e Jucielen Romeu. A diretora Cinthia Klumpp afirmou que a moda expressa a garra invisível dos treinos e a autenticidade que a marca celebra nos esportes de combate. Os produtos sustentáveis são produzidos com algodão orgânico e estão disponíveis no site Singa Store.
Oktoberfest de igrejinha destina milhões para entidades sociais
A 36ª Oktoberfest de Igrejinha (RS) encerrou sua edição de 2025 com o repasse de R$ 3,4 milhões para 89 entidades da região. O anúncio foi feito na quinta-feira (11) durante a Festa da Colheita, beneficiando áreas como saúde, segurança e educação no Vale do Paranhana. O presidente Falcon Jost celebrou o engajamento de mais de três mil voluntários que garantiram o resultado financeiro positivo para a comunidade. A próxima edição já tem data marcada para 17 a 26 de outubro de 2026 sob nova diretoria. Informações completas na página oficial da Oktoberfest Igrejinha.
Lager do Largo, da Cervejaria Ignorus, tem pinhão na receita (Crédito: Divulgação)
Rota cervejeira de piracicaba promove edição especial de Natal
A Rota Cervejeira de Piracicaba (SP) realiza sua edição natalina neste sábado (20), com um tour por três importantes fábricas da região. O passeio visita a tradicional Cevada Pura, a inovadora Sexto Sentido e a HZB, local de partida e chegada do roteiro. Segundo Marcelo Basso, a edição celebra o fortalecimento do setor oferecendo visitas guiadas e degustações em um clima de confraternização. O tour começa às 10h e os ingressos estão disponíveis por meio do perfil do Instagram @rota.cervejeira.piracicaba.
A Ignorus Cervejaria acaba de apresentar a Lager do Largo, uma American Light Lager que leva pinhão em sua receita. Produzida em Colombo (PR), na Região Metropolitana de Curitiba, a bebida marca a estreia da marca em latas de 350 ml pasteurizadas, buscando expandir sua presença nos mercados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. O sócio Alberto Basso destaca que o rótulo traz o sabor da terra paranaense em uma versão leve e refrescante. Com teor alcoólico de 4,5%, a cerveja apresenta a famosa capivara em sua arte visual percorrendo pontos turísticos de Curitiba (PR). Para as festas de fim de ano, a empresa disponibiliza um kit especial com copos e adesivos exclusivos.
Joy Project Brewing realiza Seca Barril em Curitiba
A Joy Project Brewing promove o seu Seca Barril neste sábado (20), a partir das 14h, em Curitiba (PR). O taproom no bairro Xaxim terá mais de 15 torneiras com chopes a preços promocionais partindo de R$ 14. Entre os destaques estão a premiada Lazy Turtle e a refrescante Green Line. A cervejaria celebra o crescimento de 24% na produção em 2025 e projeta fabricar 140 mil litros no próximo ano. Detalhes das bebidas e o endereço completo estão disponíveis no site oficial da Joy Project Brewing.
Brahma e Zé Delivery lançam promoção com cerveja grátis
Brahma e Zé Delivery apresentam a promoção Investidor Campeão. No domingo (21), torcedores que comprarem produtos da marca pelo aplicativo podem receber até R$ 50 de volta caso seu time seja o grande vencedor. Além do cashback, a escalação do Corinthians vai gerar cupons de desconto exclusivos para os usuários da plataforma. O serviço também passou a oferecer o aluguel agendado de chopeiras com guia de litragem para festas. Interessados podem conferir as regras e participar pelo aplicativo Zé Delivery.
A praia de Juquehy, em São Sebastião (SP), recebe a Casa Sol – promovida pela cerveja Sol – entre os dias 28 de dezembro e 11 de janeiro. O projeto pé na areia combina bem-estar, música e uma intervenção artística sustentável da muralista Yara Amaral na fachada. A programação diária gratuita inclui massagens, yoga e apresentações de DJs, enquanto a festa de Réveillon terá sistema open bar. Segundo os organizadores, o espaço foi pensado para celebrar a vida sob o sol com experiências de relaxamento. Garanta seu ingresso para a virada de ano no site plataforma Ingresse.
A cerveja nasceu periférica. Foi concebida como alimento fermentado e nutritivo por mulheres do Oriente Médio e Norte da África, muito antes de se tornar um produto industrial de massa. No entanto, o conhecimento ancestral foi suprimido, a cerveja foi culturalmente “embranquecida e eurocentrada” e a indústria construiu socialmente o gosto por um único tipo de produto de baixo custo, grande margem e pouco sabor. Esta avaliação é do chef Edson Leite, que está inserido em um contexto que tenta subverter essa lógica, produzindo cervejas artesanais na periferia de São Paulo.
Ele faz isso por meio do projeto Gastronomia Periférica e da produção da cerveja de sua marca, a Pokazideia. São iniciativas que se destacam como um exemplo potente de impacto social, resgatando o conceito da bebida como alimento, utilizando ingredientes locais e acessíveis, como as Pancs (Plantas Alimentícias Não Convencionais).
O Gastronomia Periférica nasceu em 2012, no bairro Capão Redondo, após o chef Edson Leite retornar de uma temporada na Europa. O projeto logo se consolidou como um negócio social com a missão de transformar vidas através da alimentação e da formação.
Da mão de obra ao protagonismo
A Pokazideia é a marca de cerveja desenvolvida dentro do Gastronomia Periférica. O projeto une uma escola de gastronomia para profissionalizar os moradores da região, com foco em sustentabilidade e aproveitamento integral de alimentos.
Segundo Edson, a ideia central do projeto é transformar o morador da periferia, que muitas vezes opera o maquinário nas grandes fábricas, em protagonista, produtor e consumidor de cervejas de qualidade.
Pokazideia, aliás, é uma gíria da periferia que significa “encerrar uma conversa” ou “afirmar algo”. Leite critica a lógica do mercado que treinou o paladar periférico “para consumir bebidas de baixa qualidade” e faz um alerta direto sobre a saúde e a dignidade atreladas a esse consumo. “É necessário falarmos que qualidade da cerveja é igual a não ter dor de cabeça ou dor de barriga. Ou seja, pagar mais por um bom produto é não gastar com remédio”, afirma Leite, defendendo que a democratização da cerveja artesanal é também uma questão de saúde e dignidade.
A cerveja periférica que alcança o luxo
Versão da cerveja Pokazideia produzida para o Pullman Ibirapuera (Crédito: Divulgação)
Com o objetivo de gerar renda na periferia por meio de um produto de alto valor agregado, a Pokazideia desenhou sua receita utilizando uma Panc. A escolhida foi a azedinha (Rumex acetosa), uma hortaliça folhosa que resiste ao sol, à chuva e às pragas, e entrega um sabor meio cítrico e que mistura um “leve azedo e umami”.
A azedinha da Pokazideia vem do sítio Nossa Vida, que fica em Parelheiros, e gera renda para o pequeno produtor responsável por seu cultivo. Para cada 400 litros produzidos, são necessários quase 30 quilos de azedinha, garantindo um impacto econômico direto e significativo na região.
A receita nasceu em um processo colaborativo entre o chef Edson Leite e Rafael Orlandi. Após seis meses de estudo, a Pokazideia foi refinada com o mestre-cervejeiro Frank Skwirut, da Cervejaria Tria, para otimizar a produção em maior escala. A bebida é uma Lager leve, com 4,5% de graduação alcoólica, caracterizada por um final seco e o sabor da azedinha.
A estratégia de unir impacto social e excelência de produto conquistou diferentes nichos. No grande varejo, por exemplo, a linha pasteurizada da Pokazideia é vendida há três anos na rede de supermercados Carrefour, em São Paulo, totalizando mais de 30 mil litros produzidos e consolidando a marca no segmento.
Para o mercado de luxo, o projeto desenvolveu uma linha exclusiva para o hotel 5 estrelas Pullman Ibirapuera. Tratada como o “elixir da azedinha”, essa versão é mantida em uma rigorosa cadeia fria desde a fabricação até o copo. Com produção limitada a 400 litros, ela é feita apenas duas vezes ao ano, provando a versatilidade e o prestígio alcançado pela cerveja periférica.
Domínio da técnica e profissionalização
Para além do sucesso comercial, o foco central do Gastronomia Periférica se mantém na formação e no domínio da técnica.
Para Leite, o ensino da produção cervejeira é visto como uma ferramenta vitalícia: ao dominar a técnica e o produto, o profissional da periferia se diferencia no mercado, transformando a cerveja em um vetor de mudança econômica e cultural. Desta forma, o projeto estabelece um ciclo virtuoso: o consumo consciente financia a formação, e a formação, por sua vez, gera novos protagonistas no mercado.
Chef Edson Leite, criador do projeto Gastronomia Periférica e da cerveja Pokazideia (Crédito: Arquivo Pessoal)
Outros projetos de identidade e território
A Pokazideia não é uma iniciativa isolada. É um exemplo do um movimento maior, da cerveja periférica artesanal, e parte de uma busca mais ampla por identidade e resgate territorial. A especialista Guta Chaves, que lidera o Observatório da Gastronomia, destaca o surgimento de outras marcas que reforçam essa tendência.
“Tenho percebido esse movimento da cerveja artesanal das periferias como uma busca de identidade, um resgate de produtos locais, com uma visão voltada para experimentação, criatividade, saudabilidade e sustentabilidade”, afirma Guta Chaves, citando outras marcas como a X Craft Beer, na represa de Guarapiranga, que usa ingredientes da Mata Atlântica; a Grana Beer, no Grajaú; e a Oz, em Osasco.
O Brasil está no topo do ranking quando o assunto é consciência ambiental. Uma pesquisa global realizada pelo programa Every Can Counts (Cada Lata Conta) aponta que os brasileiros são os mais preocupados com o futuro do planeta entre 16 países pesquisados. Os números são expressivos: 97% da população demonstra inquietação com o desmatamento, a poluição do ar e o impacto dos plásticos no meio ambiente. E 96% aponta “mudanças climáticas” como preocupação.
Essa angústia ambiental, no entanto, não fica somente no campo das ideias. Ela se transforma em uma cobrança direta por soluções práticas no consumo do dia a dia. Para o brasileiro, a consciência ambiental agora vem acompanhada de uma régua alta: 94% dos entrevistados defendem que marcas e fabricantes sejam obrigados a utilizar materiais reciclados.
“Esses dados refletem um avanço importante na consciência ambiental do consumidor brasileiro. E reforçam a necessidade de oferecermos soluções mais sustentáveis que estejam à altura desse nível de exigência”, afirma Cátilo Cândido, presidente da Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas).
É justamente nesse ponto, onde a demanda por sustentabilidade encontra a realidade produtiva, que a lata de alumínio para bebidas se consolida como a resposta da economia circular. “A lata de alumínio para bebidas é hoje a embalagem mais reciclada do mundo, com um sistema estruturado que garante altíssimos índices de reciclagem no país”, completa o executivo.
Há 16 anos consecutivos, o Brasil mantém um índice de reciclagem de latas superior a 95%, provando que a embalagem não é apenas “reciclável” em teoria, mas efetivamente reciclada na prática.
Circularidade
Boa parte dos brasileiros já entende o conceito de circularidade. Mais da metade (54%) define corretamente uma embalagem circular como aquela que pode ser reaproveitada infinitamente para o mesmo fim. Além disso, 71% dos brasileiros consideram que uma embalagem reciclável deve ser projetada para a circularidade — o maior índice entre todos os países analisados.
“A circularidade não é apenas um conceito técnico. É uma prática que começa na escolha da embalagem. A lata é segura, protege o conteúdo e ainda retorna rapidamente à cadeia produtiva, com economia de energia e menor impacto ambiental. Nosso desafio agora é ampliar essa percepção junto à população, valorizando a escolha consciente”, completa Cândido.
A indústria pode reciclar a lata de alumínio inúmeras vezes sem que ela perca suas propriedades. Mais do que isso, o ciclo é veloz: em somente 60 dias, uma latinha sai das mãos do consumidor e retorna às prateleiras dos supermercados.
Essa eficiência logística se traduz em benefícios diretos para o clima. Produzir uma embalagem a partir de material reciclado reduz em 70% o consumo de energia e a emissão de CO2 em relação ao alumínio primário.
A percepção global sobre a reciclabilidade da lata de alumínio cresceu de 12% em 2022 para 17% em 2025. No entanto, ela ainda ocupa posição inferior em comparação a outras embalagens, como o plástico e o vidro — muitas vezes erroneamente vistos como mais recicláveis.
Consciência ambiental na prática
A percepção positiva sobre a reciclagem também se traduz em comportamento: 55% dos brasileiros dizem reciclar motivados pela consciência ambiental, e 52% destacam a conveniência como fator essencial. O levantamento também aponta que 83% dos brasileiros reciclariam mais se a experiência fosse mais divertida ou interativa, por meio de jogos, aplicativos ou recompensas.
O projeto que deu origem a esses dados, o Every Can Counts, nasceu no Reino Unido em 2009. Hoje já está presente em mais de 20 países. O objetivo e ambicioso: de reciclar 100% das latas consumidas no mundo. A versão brasileira do programa — o Cada Lata Conta — atua na linha de frente da educação ambiental.
O movimento valoriza as pequenas ações individuais, mostrando que a reciclagem começa na escolha consciente da embalagem no ponto de venda. Ao unir tecnologia, engajamento social e eficiência industrial, o programa ajuda a manter o Brasil como a principal vitrine global para a sustentabilidade da lata de alumínio.