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Preço da cerveja registra queda em mês com inflação acima do teto da meta

O preço da cerveja no domicílio registrou queda em março, mês em que a alta dos produtos do setor de alimentação e bebidas voltou a desacelerar, após aumentos expressivos em 2020, mas em que a inflação superou o teto da meta estipulado pelo governo federal para 2021. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a deflação da cerveja no período foi de 0,27%.

Ainda assim, o preço da cerveja no domicílio acumula alta de 1,37% no primeiro trimestre de 2021. E está em 3,27% levando em consideração os últimos 12 meses, de acordo com o levantamento do IBGE.

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Já os itens de alimentação e bebidas tiveram inflação de 0,13% em março, contribuindo com apenas 0,03% para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2021, a elevação dos preços do segmento já está em 1,43%. E, no período de 12 meses, há aumento de expressivos 13,87%, fortemente influenciado pela aceleração de 2020.

“Os alimentos tiveram alta de 14,09% em 2020, mas, desde dezembro, apresentam uma tendência de desaceleração. Alguns fatores contribuem para isso, como uma maior estabilidade do câmbio e a redução na demanda por conta da suspensão do auxílio emergencial nos primeiros meses do ano”, comenta Pedro Kislsanov, gerente da pesquisa do IBGE.

Apesar da desaceleração da alta dos alimentos e bebidas em março, o IPCA foi de 0,93%, acima da taxa de fevereiro, de 0,86%, e a maior para o mês desde 2015. O índice está em 2,05% em 2021 e em 6,10% nos últimos 12 meses, acima do teto da meta do governo federal – o centro da meta é de 3,75%, podendo variar entre 2,25% e 5,25%.

“Foram aplicados sucessivos reajustes nos preços da gasolina e do óleo diesel nas refinarias entre fevereiro e março e isso acabou impactando os preços de venda para o consumidor final nas bombas. A gasolina nos postos teve alta de 11,26%, o etanol, de 12,59%, e o óleo diesel, de 9,05%. O mesmo aconteceu com o gás, que teve dois reajustes nas refinarias nesse período, acumulando alta de 10,46%, e agora o consumidor percebe esse aumento”, explica Kislanov.

Entre as bebidas, a modalidade de venda acabou sendo mais uma vez determinante para a variação nos preços em um momento em que bares e restaurantes têm funcionado com muitas restrições.

Assim como a cerveja, outras bebidas alcoólicas tiveram deflação no domicílio em março, com taxa de 0,39%. Apesar disso, o índice soma alta de 3,36% no primeiro trimestre de 2021 e de relevantes 9,80% nos últimos 12 meses.

Já a cerveja fora do domicílio apresentou aumento de 1,70% em março. Agora, está com inflação de 2,07% no ano e de 3,77% nos últimos 12 meses. E as outras bebidas alcoólicas fora do domicílio registram elevação nos preços de 0,33% em março, de 0,51% no primeiro trimestre de 2021 e de 3,66% nos últimos 12 meses.

Em meio à pandemia, Smart Mash amplia presença e investe em atualizações

Ao mesmo tempo em que ofereceu desafios inéditos, o período da pandemia do coronavírus tem sido encarado pela Smart Mash como uma oportunidade para aumentar o público alcançado e oferecer novos produtos. Assim, a empresa desenvolvedora de tecnologias vem buscando ampliar a sua presença no mercado, especialmente ao estreitar a relação com o produtor caseiro, além de investir em novos projetos e em atualizações do seu portfólio.

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Para 2021, mesmo em meio à crise, a ideia é alcançar e reforçar a entrada em novos mercados, como o de brewpubs. Mas, enquanto isso não é plenamente possível, em função das restrições impostas pela pandemia, a Smart Mash prepara lançamentos voltados ao cervejeiro caseiro, como equipamentos baseados na Internet das Coisas. “Irá auxiliar o cervejeiro em mais processos, além de melhorar a aquisição de dados”, conta um dos sócios da empresa, Heitor Wermann.

A ampliação do portfólio da Smart Mash começou a se tornar realidade ainda em 2020, com o lançamento do primeiro controlador para equipamentos elétricos – ele possui dimmer integrado, conexão bluetooth, controle de bomba e controle de geladeira. E pode ser acessado via smartphone, pelo aplicativo da desenvolvedora de tecnologias. “Basicamente é o controlador cervejeiro mais completo do Brasil”, garante Wermann.

Na avaliação do sócio da Smart Mash, a pandemia trouxe uma oportunidade de mercado. Afinal, como as pessoas têm ficado por mais tempo nas suas residências e as opções de lazer se tornaram restritas, houve um aumento na produção de cerveja caseira e no número de pessoas envolvidas na atividade. “Muitos aproveitaram o tempo para atualizar seus equipamentos e colocar os estoques de cerveja em dia”.

Efeitos da pandemia
A Smart Mash, porém, não tem passado ilesa pela pandemia. Em sua estratégia para ampliar a presença no mercado, a empresa viu a crise sanitária eclodir quando buscava se inserir em uma quantidade relevante de eventos cervejeiros pelo país. A ideia era participar do maior número possível de encontros e, assim, mostrar as tecnologias que estavam desenvolvendo, mas o cenário foi outro.

Saiba mais sobre a Smart Mash no nosso Guia do Mercado

Além disso, a empresa tem precisado encarar a alta do dólar, o que encarece a produção da Smart Mash, como detalha Wermann.

“O maior desafio foi em relação aos insumos de fabricação e à alta do dólar. Pelo fato de cada equipamento nosso possuir até 3 microcontroladores, isso fez com que os custos de produção aumentassem bastante”, completa o sócio da empresa gaúcha.

Menu Degustação: Plataforma para cervejeiro caseiro, curso em libras…

As opções oferecidas nos últimos dias dentro do setor cervejeiro demonstraram que o segmento vai muito além da bebida. Para propagar o conhecimento, o Science of Beer anunciou a realização de curso acessível em libras, enquanto o Faz Cerveja surgiu com a intenção de oferecer conteúdo com foco em orientar o cervejeiro caseiro, além de ofertar produtos a eles.

Também nos últimos dias, o Grupo Heineken abriu inscrições para jovens de 18 a 24 anos participarem de experiências de autoconhecimento, através da realização de projetos. Há, ainda, opções para o cervejeiro se divertir nesses dias mais difíceis, como o caça-tesouro virtual da Hocus Pocus que está dando brindes. E a Cervejaria Zer09 inaugurou o seu brewpub no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro.

Confira abaixo as novidades da semana no Menu Degustação do Guia:

Plataforma para caseiros
O publicitário e cervejeiro Fernando Rizzo criou o Faz Cerveja, uma plataforma que contempla um e-commerce de equipamentos e insumos, um canal no Youtube e um blog com informações para o cervejeiro caseiro. Tudo isso com a promessa de compartilhar conteúdo de forma descomplicada e prática. No site, o cervejeiro encontra cursos e todo o material necessário para fazer suas produções, desde o nível iniciante até o avançado. A aposta é nos kits de equipamentos e de receitas, que tem o objetivo de facilitar a vida do cervejeiro que está começando e precisa de soluções completas.

Curso em libras
O Science of Beer Institute anunciou a criação da sua primeira turma acessível em libras do curso Beer Expert 1.0. O ensino é 100% online, com os alunos recebendo em casa todos os recursos necessários para estudar cerveja, desde o material didático até os rótulos para degustação. O curso conta, ainda, com ações afirmativas, cedendo bolsas de estudo para pessoas em situação de vulnerabilidade. “Dentre as pautas do Science of Beer Institute estão a Diversidade a Equidade e a Inclusão, por esse motivo nada mais coerente do que incluir a modalidade libras no curso Beer Expert, tornando o conhecimento cervejeiro acessível também para a essa importante comunidade”, afirma a CEO do Science of Beer, Amanda Reitenbach.

Vida equilibrada da Heineken
A Heineken abriu as inscrições para a nova edição do Welab by Heineken, experiência que tem como objetivo incentivar o comportamento positivo em jovens de 18 a 24 anos em relação ao consumo de bebidas alcoólicas. Os encontros, com início previsto para 24 de maio, serão 100% online e gratuitos e conduzirão os participantes a falarem e a ouvirem sobre temas como família, amigos, trabalho, sentimento. A edição 2021 tem 200 vagas e as inscrições podem ser feitas até o dia 30. “Os jovens que passaram pelas edições anteriores declararam ter sido uma experiência transformadora”, aponta Ornella Vilardo, gerente de sustentabilidade da cervejaria.

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Jogo da Hocus Pocus
A Hocus Pocus iniciou uma Easter Egg Hunt em seu site. A brincadeira é um jogo de “caça ao tesouro” para as pessoas se distraírem nesses dias difíceis. Quanto mais difícil for para encontrar o código, maior vai ser o prêmio para quem achá-lo. E eles podem ser cupons de desconto no próximo pedido ou até cerveja de graça na porta de casa. O jogo vai durar até a próxima quarta-feira, e a cervejaria também está liberando algumas dicas pelas suas páginas no Instagram, no Facebook e na newsletter do seu site.

Novo brewpub em Ipanema
Há um ano, a Cervejaria Zer09 e parceiros abriram um coletivo gastronômico artesanal, o Espaço 09. Agora, mesmo na pandemia, ela lançou seu brewpub, com produção de cervejas especiais no local. O local possui 21 torneiras de chope, sendo uma delas diretamente ligada ao tanque da área de fabricação de cerveja, o que permite o seu consumo mais fresco. Com capacidade de produção de 900 litros por mês, o espaço próprio possibilita o lançamento de novidades com fórmulas exclusivas, cervejas sempre frescas e a proximidade do cliente com o cervejeiro local, que serve, também, de guia para a experiência de degustação do público.

Premiada, Lohn Bier se consolida como “propagadora da flora brasileira”

Destacar-se em um segmento conhecido pela inovação, mas também com um mercado ainda restrito e repleto de concorrentes, é um desafio que só marcas com “personalidade” podem conseguir. Essa é a avaliação de Richard Westphal Brighenti, sócio-fundador, cervejeiro e sommelier da Lohn Bier. E, também, o conceito que baliza a sua atuação e trabalho à frente da artesanal de Lauro Muller, no interior de Santa Catarina, levando-o a tornar a sua cervejaria uma “propagadora da flora brasileira”.

Mais do que um mero slogan, a frase se confirma quando são observadas e degustadas as receitas da Lohn. Como detalha Richard, a aposta em ingredientes locais está presente desde os primeiros rótulos desenvolvidos pela marca catarinense, em cervejas que já contaram com aditivos como caldo de cana, butiá, cumaru e feijoa.

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“Nós já trouxemos no primeiro momento, em 2014, cervejas com personalidade. Inauguramos com um mix de Tripel e Quadrupel com caldo de cana, uma Belgian Blond Ale com butiá e uma sazonal que era Dubbel com goji berry. Eu disse para alguém certa vez exatamente isto: precisávamos ter personalidade, porque as outras cervejarias e as outras cervejas já existiam”, relembra Richard, garantindo acreditar que a Lohn vem conseguindo se destacar pela aposta em ingredientes locais.

“Meses depois fizemos a Carvoeira com cumaru e tempos depois a linha Catharina Sour onde não paramos de inovar. Ter cervejas com ingredientes locais, como a recém Catharina Sour Feijoa, transforma a cervejaria em uma propagadora da flora brasileira, que é muito grande”, acrescenta Richard em entrevista ao Guia.

Para contar com esses ingredientes locais, a Lohn também precisa de uma operação logística que a leva a ter produção própria de limão siciliano, amora e hortelã, plantados com o intuito de suprir a demanda pelas suas cervejas, assim como as abóboras utilizadas em suas criações do estilo Pumpkin Ale são colhidas em Lauro Muller.

Flora premiada
Essa aposta parece estar dando certo, tanto que a Lohn foi agraciada com várias medalhas na edição 2021 do Concurso Brasileiro de Cervejas. A sua American Wheat Wine, por exemplo, foi premiada com o ouro, enquanto a Pumpkin Ale e a homônima Spice Pumpkin Ale – ambas com abóboras locais – levaram a prata e o bronze, respectivamente.

Além disso, a Flanders Chocolat Catharina, que leva cacau do Espírito Santo em sua receita, foi agraciada com uma medalha de prata. Já a clássica Carvoeira, que tem o cumaru como um de seus ingredientes, recebeu um bronze.

Só que essa alegria pelo reconhecimento tem contrastado com os desafios que continuam a ser impostos à sociedade e ao segmento de cervejas artesanais, bastante afetados pela pandemia do coronavírus há mais de um ano, assim como todo o setor de bares e restaurantes.

Sem a possiblidade de permanecer alheia a um cenário tão complicado, a Lohn tem buscado ficar próxima ao consumidor e aos seus parceiros, com iniciativas de apoio. Assim, ela reforça a necessidade de união para conseguir superar esse momento complicado.

Nós já fizemos ações de trocas de chopes por alimentos, cerveja de cunho social, onde cada garrafa era revertida em valor filantrópico, doamos chopes para bares e restaurantes parceiros retomarem seus fluxos de caixas. Estamos atentos ao comportamento de fornecedores, clientes e funcionários pela sua saúde física e mental. Nós nos importamos muito com as pessoas e o que será deste mercado

– Richard Westphal Brighenti, sócio-fundador da Lohn Bier

E, enquanto a normalidade não é retomada, a Lonh também atua na preparação de novidades a serem ofertadas ao mercado, além de possíveis parcerias com outras cervejarias.

“Temos vários lançamentos de cervejas para trabalhar, muitos ingredientes locais e novidades de projetos lançados com outras cervejarias e coisas do gênero. Tenho muito orgulho do que já fizemos e fico entusiasmado olhando para o que ainda podemos fazer. Devemos sempre nos apegar em boas notícias e transformá-las em oportunidades, dar significado”, conclui o fundador da Lohn.

Rótulo e ação social anuais: Os legados do crowdfunding da Implicantes

Uma ação pontual da cervejaria Implicantes em 2020, em busca da sobrevivência durante a pandemia do coronavírus, gerou dois frutos com continuidade agora em 2021. E, diante do resultado dessa iniciativa, a marca gaúcha criou um rótulo especial: a 1700, que vai ter uma parcela do seu lucro destinada a apoiar importantes causas sociais.

A campanha pontual da Implicantes foi um crowdfunding, que logo ficou marcado por ataques racistas contra os responsáveis pela cervejaria. Mas, além de levantar o debate sobre o preconceito no setor e na sociedade, os atos tiveram como resposta imediata uma onda de apoio para a marca do Rio Grande do Sul.

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Lançada em lata de 473ml pela Implicantes, a 1700 traz no rótulo o nome de todos os contribuintes da iniciativa. E o número que a batiza não é à toa: a cerveja leva consigo a quantidade de contribuintes do financiamento coletivo realizado em 2020, auxiliando a cervejaria a seguir em atividade.

A 1700 foi criada pela Implicantes em parceria com o sommelier Eduardo Sena. E se trata de uma American Blonde Ale, mesma cerveja do estilo recebido pelos colaboradores do crowdfunding no ano passado. O novo rótulo tem 4,3% de graduação alcoólica e 17 IBUs.

Vista como um fruto do crowdfunding chamado “Lado a Lado”, a 1700 destinará boa parte de seu lucro para projetos sociais. E não se resumirá a este rótulo de 2021, pois será uma cerveja anual. Além disso, terá seu estilo variando entre uma edição e outra, além da causa apoiada.

Em 2021, os valores que estão sendo arrecadados com as vendas da 1700 serão destinados a iniciativas de combate ao coronavírus, como doações de materiais hospitalares e cilindros de oxigênio diante do colapso de saúde existente nesse momento no Brasil.

“É um número muito forte, e o Eduardo Sena nos lançou o desafio de fazer algo. Íamos ajudar inicialmente comunidades quilombolas, o que mudou com a questão da saúde. Estamos destinando 75% do lucro”, explica Diego Dias, fundador da Implicantes, em entrevista ao Guia.

A iniciativa, assim, dá sequência ao Projeto Fortalecer, criado em 2019 pela cervejaria dos irmãos Daniel e Diego Dias. Naquele ano, quando Moçambique, Malawi e Zimbábue foram devastados por um ciclone, o Idai, os responsáveis pela Implicantes desenvolveram e lançaram um rótulo para doar o lucro das vendas para Unicef, Médicos Sem Fronteiras e Cruz Vermelha, que realizaram ações de apoio aos países africanos atingidos pela tragédia.

Vamos continuar com o nome, mas o estilo será diferente. É uma retribuição, queremos lembrar sempre desses 1700 que nos ajudaram. A ideia é fazer algo exclusivo, que as pessoas se identifiquem

– Diego Dias, fundador da Implicantes

A 1700 pode ser encontrada na loja virtual da Implicantes, uma das novidades da cervejaria artesanal gaúcha em 2021, através do link.

Balcão do Tributarista: A renegociação de débitos tributários na pandemia

Balcão do Tributarista: Os impactos econômicos da pandemia e a renegociação de débitos tributários


Os impactos econômicos negativos decorrentes da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) foram significativos no setor cervejeiro. Além das restrições ao funcionamento de bares e brewpubs, a própria necessidade de investimentos em remodelagem dos negócios, que tiveram que se voltar (ainda) mais para o ambiente virtual, refletiu nos resultados de quem atua no setor.

Aliado a isso, a conhecida (e pesada) carga tributária brasileira, que embora tenha tido alguns tributos prorrogados por alguns meses, continuou tendo que ser suportada pelos contribuintes mesmo durante os meses mais difíceis da pandemia. A consequência é que muitas empresas acabaram gerando passivos tributários com os quais, mais cedo ou mais tarde, terão de lidar.

Uma possibilidade de equalização desse passivo é através da transação tributária. É que, através da Portaria nº 2.831, de 26/02/2021, publicada em 01/03/2021, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) reabriu os prazos para ingresso no Programa de Retomada Fiscal. Assim, todas as modalidades de transação tributária que estavam em vigor no ano passado estão reabertas para adesão.

A transação tributária é uma forma de renegociação de débitos tributários, visando regularizar a situação fiscal do contribuinte por meio da concessão de condições diferenciadas de pagamento, que podem envolver desde a concessão de prazo para pagamento parcelado, até reduções do montante devido.

Nesse contexto de débitos decorrentes de dificuldades impostas pela pandemia, destacam-se duas modalidades de transação. A primeira, chamada de transação excepcional, prevê a concessão de reduções que podem chegar a até 100% das multas, juros e demais encargos, respeitado o limite de até 50% de redução em relação ao valor total da dívida. O pagamento é realizado através de uma entrada, correspondente a 4% do valor total das inscrições selecionadas, que pode ser parcelada em até 12 meses; e o saldo, para pessoas jurídicas, pode ser dividido em até 72 meses.

Nessa modalidade, o percentual de redução é determinado conforme a capacidade de pagamento do contribuinte, apurada a partir da sua situação econômica e considerando o impacto da pandemia da Covid-19 na sua capacidade de geração de resultados.

A outra modalidade que destacamos é a que abrange débitos inscritos em dívida ativa da União há mais de um ano e cujo valor consolidado seja igual ou inferior a 60 salários mínimos. O pagamento através dessa modalidade é feito com uma entrada de 5% do valor total devido, que pode ser dividida em até cinco meses; e o saldo em até 7, 36 ou 55 meses, aplicando-se descontos de 30%, 40% ou 50%, respectivamente conforme o número de parcelas.

Além destas duas modalidades, existem outras, que devem ser avaliadas pelos contribuintes para identificação de qual melhor atenderá a suas necessidades específicas.

Os procedimentos para adesão dependem da modalidade de transação que for escolhida. Via de regra, são realizados pelo sistema Regularize da PGFN e dependem do fornecimento de informações obtidas a partir de documentos contábeis.

Alguns pontos merecem especial atenção por parte do contribuinte que pretende transacionar seus débitos, como a apuração do fator redutor da capacidade de pagamento em decorrência da pandemia nos casos de transação excepcional; a identificação, análise e seleção dos débitos que serão incluídos no acordo; e a verificação de qual modalidade e espécie é mais benéfica ao contribuinte.

É muito importante também que, antes da adesão, se faça uma verificação detalhada de todos os débitos do contribuinte, a fim de verificar possíveis situações que venham a resultar na extinção dos débitos, como casos de ocorrência de decadência ou prescrição, ou da possibilidade de manejo de outras ações para discutir a legalidade e constitucionalidade de tais débitos.


Clairton Kubaszwski Gama é advogado, sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados, especialista em Direito Tributário pelo IBET e mestrando em Direito pela UFRGS. Também é cervejeiro caseiro

Produção de bebidas alcoólicas cresce 0,3% em mês de queda da indústria

A produção de bebidas alcoólicas apresentou um leve crescimento em fevereiro, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo IBGE. A fabricação do segmento saltou apenas 0,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior, mas ainda assim registrou um resultado melhor do que o da produção industrial brasileira.

No acumulado do ano, a produção de bebidas alcoólicas teve expansão de 1,7%. E, com esse bom começo de 2021, a variação percentual acumulada da categoria nos últimos 12 meses zerou.

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Já a produção de bebidas não-alcoólicas teve um desempenho negativo. De acordo com o IBGE, a queda foi de 11,2% em relação a fevereiro do ano passado. Nos dois primeiros meses do ano, por sua vez, o recuo da produção foi de 7,8,%. E, nos últimos 12 meses, a retração ficou em 2,4%.

A fabricação de bebidas em geral também ficou negativa, em 5%, quando comparada a fevereiro de 2020. No acumulado do ano, o indicador também está negativo, em 2,7%. Com este desempenho, o somatório dos últimos 12 meses permaneceu em queda, agora de 1,1%.

Queda na indústria
O desempenho da fabricação de bebidas no país foi um dos indicadores que fez a produção industrial recuar 0,7% em fevereiro frente a janeiro, na série com ajuste sazonal. O resultado interrompeu nove meses de saltos consecutivos, período em que a indústria nacional acumulou alta de 41,9%. A variação porcentual acumulada no bimestre ficou em 1,3%, embora tenha tido queda de 4,2% nos últimos 12 meses. Mas, em comparação com fevereiro de 2020, houve elevação de 0,4%.

As influências negativas mais importantes para a redução da produção industrial vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,2%) e indústrias extrativas (-4,7%). Também recuaram produtos têxteis (-9,0%), produtos de metal (-4,1%), couro, artigos para viagem e calçados (-5,9%), produtos diversos (-8,2%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,7%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,5%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,4%) , além das bebidas (-1,8%).

“O ramo de veículos vem sendo muito afetado pelo desabastecimento de insumos e matérias primas. Mesmo assim, a produção de caminhões vem tendo resultados positivos. Porém, a de automóveis e autopeças vem puxando o índice geral para o campo negativo”, avalia André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

Por outro lado, entre as 12 atividades em alta, outros produtos químicos (3,3%) e máquinas e equipamentos (2,8%) apresentaram os principais impactos positivos para a indústria nacional em fevereiro de 2021. A primeira registrou o quarto mês seguido de expansão na produção, acumulando no período ganho de 9,4%, enquanto a segunda eliminou a redução de 2% apresentada em janeiro de 2021, quando interrompeu oito meses consecutivos de alta. Destacaram-se também os resultados positivos assinalados pelos ramos de metalurgia (1,4%) e de produtos alimentícios (0,5%).

Brassaria Ampolis lança NEIPA para celebrar os 80 anos de Mussum

Ícone do humor brasileiro, Mussum completaria 80 anos nesta quarta-feira. E, para que a data fosse reverenciada de uma maneira bastante apropriada, a Brassaria Ampolis acaba de lançar mais um rótulo em homenagem ao comediante dos Trapalhões e músico dos Originais do Samba: a Aveludadis, uma New England IPA.

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Marca pertencente ao Grupo Petrópolis, a Brassaria Ampolis foi fundada por Sandro Gomes, nada menos do que filho de Mussum. E, para ele, uma New England IPA apareceu como o estilo ideal para homenagear o pai em uma data tão importante.

“Meu pai sempre foi uma pessoa muito querida e amada por todos, por quem viu a atuação nos Trapalhões e mesmo quem não acompanhou o programa. Queríamos homenagear essa data tão importante da melhor forma possível, com uma cerveja saborosa e marcante que representasse o Mussum”, comenta Sandro Gomes, que fundou a cervejaria ao lado do sócio Diogo Mello.

A Aveludadis possui aroma e sabor complexos, com discreto floral e notas de diversas frutas amarelas e cítricas, como maracujá, abacaxi, melão e tangerina.

aveludadis

Com graduação alcoólica de 6,3% e 38,5 IBUs, ela tem “notas terrosas, condimentadas e picância, que contribui para uma sensação refrescante, criada para quem procura novos estímulos para suas papilas gustativas. Mussum ousaria dizer que é ‘Aveludadis’”, acrescenta a cervejaria, que sugere harmonização com petiscos fritos, molhos condimentados, hambúrguer, costelinha de porco, queijos azuis e carnes assadas, entre outros.

Lançada nesta quarta-feira, a Aveludadis terá venda exclusiva no e-commerce Bom de Beer, ao preço de R$ 11,90 em garrafas long necks. A comercialização será feira em quantidade limitada.

Brasil Brau é adiada por causa da pandemia e só ocorrerá em 2022

A Brasil Brau é mais uma feira do setor cervejeiro a ser adiada em função da pandemia do coronavírus. Os organizadores do evento internacional de tecnologia e cerveja anunciaram que ele não ocorrerá mais em 2021, tendo sido remarcado para o período de 15 a 17 de fevereiro de 2022.

A 15ª edição da Brasil Brau estava agendada para os dias 15, 16 e 17 de junho de 2021, na São Paulo Expo, na capital paulista. “Diante do cenário sanitário atual, a Brasil Brau ouviu o mercado, estudou as possibilidades e juntos decidimos por adiar nosso encontro previsto até então para junho deste ano”, anunciaram os organizadores do evento.

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A Brasil Brau é considerada a principal feira da indústria cervejeira no país, reunindo a cadeia produtiva do segmento, interessada em produtos, serviços e tecnologias. Nela, os visitantes podem acompanhar novidades para o setor em acessórios, equipamentos e insumos. Além disso, há espaço para acompanhar os lançamentos de cervejarias.

“Vamos juntos fermentar com ainda mais gás a economia e movimentar a geração de negócios como sempre fazemos. Nosso time está com todo ânimo e fôlego e se compromete a preparar uma Brasil Brau inédita, única e imprescindível para receber os principais tomadores de decisão do setor”, concluíram os organizadores da feira.

Adiada em 2021, a Brasil Brau teve sua última edição realizada em São Paulo no final de maio de 2019.

Outros adiamentos
As feiras e festivais cervejeiros, aliás, vêm tendo sua agenda diretamente afetada pela pandemia, com o cancelamento de praticamente todos os eventos que estavam previstos para acontecer desde março de 2020.

Neste ano, por exemplo, o Festival Brasileiro da Cerveja e da Feira Brasileira da Cerveja não aconteceram em Blumenau (SC), que só recebeu o Concurso Brasileiro da Cerveja. Com o número recorde de mortes de coronavírus no Brasil – foram 4.211 na última terça-feira –, a dúvida é se algum outro evento poderá ser realizado presencialmente nos próximos meses no país.

Ambev reforça aposta no público saudável com lançamento da Michelob Ultra

Após alguns meses de testes, a Ambev reforçou a sua aposta na associação a um estilo de vida saudável ao lançar a cerveja Michelob Ultra. Com o rótulo, a multinacional espera atender a uma parcela do mercado que busca uma bebida com poucas calorias e carboidratos, tendo uma vida considerada equilibrada.

A Michelob Ultra tem o arroz como adjunto, possui apenas 3,5% de graduação alcoólica e 3 IBUs, sendo uma Light Lager. E, de acordo com a Ambev, tem apenas 79 calorias e 80% menos carboidratos do que as dez cervejas mais vendidas no mercado nacional.

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“Queremos atender ao consumidor que busca uma vida mais equilibrada, mas sem querer deixar de beber a sua cerveja”, disse Leandro Mendonça, head de inovações em bebidas alcoólicas da Ambev, em conversa com a imprensa nesta terça-feira.

Agora presente no país, a Michelob Ultra é um dos rótulos mais vendidos dos Estados Unidos, fazendo parte de um mercado bastante concorrido por lá – mas ainda incipiente no Brasil – de cervejas mais leves, como Bud Light, Coors Light e Miller Lite. Recentemente, inclusive, substituiu a Budweiser e se tornou a cerveja oficial da NBA, associando-se a uma das maiores ligas esportivas do mundo.

Assim, a Michelob Ultra é um produto que espera ser adotado por consumidores de cerveja que realizam atividades físicas e valorizam o bem-estar como um estilo de vida, mas também não querem deixar de lado a sua bebida alcoólica preferida.

“Estamos sempre atentos nas pessoas, nas tendências e desejos, para oferecer os melhores produtos nos melhores momentos. Temos a certeza de que Michelob Ultra será muito querida no Brasil”, destacou Felipe Cerchiari, diretor de inovação da Ambev, apostando no êxito da cerveja de baixo teor calórico no país.

Comercialização
A Michelob Ultra está sendo comercializada em long neck de 355ml e ficará disponível nos principais pontos de venda de São Paulo. Mas, também, pode ser adquirida para todo o Brasil através do Empório da Cerveja.

Na noite de terça-feira, o pack com 6 long necks da Michelob Ultra era vendido por R$ 29,94 no site. O preço é semelhante ao de marcas consideradas premium da Ambev no mesmo e-commerce, como a Corona (R$ 32,94), a Stella Artois Sem Glúten (R$ 32,94) e a Stella Artois (R$ 26,94).

Embora a Ambev trate o momento atual como lançamento, a Michelob Ultra já havia chegado ao mercado no segundo semestre de 2020, quando começou a ser vendida em Florianópolis, o que funcionou como “piloto” da chegada da marca ao Brasil. Posteriormente, passou a ser vista em alguns mercados de São Paulo.

Agora, a companhia espera obter um resultado diferente ao da Skol Ultra, lançada em 2015 e que saiu do mercado em 2017, confiando em uma mudança do perfil do consumidor cervejeiro e da associação do rótulo “low carb” com uma marca considerada premium, repetindo o sucesso que vem tendo nos Estados Unidos.

“Tinha uma tendência que estava mais adiante. A gente errou, fez a Skol Ultra em grande escala, para um público maior. Era uma tendência, mas ainda não era uma realidade. Agora está aí e com uma marca premium, que é um diferencial para o consumidor”, pontuou Alexandre Levy, mestre-cervejeiro da Ambev.