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Entrevista: “As pessoas perceberam que comer e beber em casa é mais barato”

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Momentos marcantes da história modificam hábitos e tornam duradouros comportamentos até então pouco usuais. A sociedade passa por um desses períodos, provocado pela pandemia do coronavírus, que modificou a rotina e setores da economia. E um deles, o de bares e restaurantes, precisa se adaptar a um cenário em que o consumidor percebeu que beber e comer em casa é muito mais vantajoso financeiramente.

A avaliação de que o público cervejeiro não voltará a ir a bares com a mesma frequência de outrora, mesmo com o fim das necessárias medidas restritivas, é de Ériton Soares, sócio da rede Beer4U, em entrevista ao Guia. Com a experiência de quem está à frente de uma rede de lojas especializada em cervejas artesanais em São Paulo desde 2012, ele avalia que o consumo mais caseiro não é só uma tendência, mas vai se consolidar nos próximos anos.

Nesse cenário, diante de um cervejeiro mais afeito a beber em casa, Ériton aponta ser fundamental que os bares adotem uma estrutura mais enxuta nas suas operações, se organizem melhor e deem uma atenção especial com a contabilidade. Ações vistas por ele como fundamentais para a sobrevivência durante a pandemia do coronavírus.

Para ele, inclusive, a crise trouxe desafios, mas não afastou o consumidor, que não deixou de procurar a sua cerveja, mesmo nos períodos de maiores restrições, quando só era possível beber em casa. Assim, acredita que os estabelecimentos que sobreviveram à crise vão construir um setor mais profissional. E podem aproveitar muitas oportunidades advindas da turbulência.

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Confira a avaliação de Ériton Soares sobre o momento para o setor de bares e restaurantes e como a Beer4U tem lidado com os novos desafios na entrevista abaixo:

Com a experiência de estar à frente de uma rede cervejeira há quase dez anos, como você viu a crise provocada pela pandemia para o setor de bares?
O setor sempre foi desafiador, com ou sem crise. Sempre houve bares fechando. No início da pandemia, muita gente usou isso como desculpa para fechar, embora, claro, essa crise tenha atingido o setor de forma mais ampla. Mas muita gente se reinventou.  E houve muitas oportunidades de negócios, nas negociações com os fornecedores para quem tinha credibilidade.

E para uma rede como a Beer4U? Como foi encarar essa crise?
O fato de ser uma rede fortaleceu muito, com um dando apoio ao outro. A gente se juntou ao franqueado e se abraçou. A união foi importante, com a troca de informação sendo muito produtiva. Vimos que não era o fim do mundo. Saímos fazendo entregas. Trabalhamos para não deixar faltar cerveja, ainda mais que no início da crise se começou a beber mais.

A Beer4U precisou adaptar suas operações para encarar as restrições impostas pelo coronavírus?
Para o delivery, que não fazíamos muito, tivemos uma parceria com uma empresa de motoboy. Mas a Beer4U sempre teve o foco no take away. Tivemos uma loja, a de Santana, que aumentou em 40% o faturamento por ser ainda mais focada nisso. É como se já estivéssemos preparados para isso, porque a gente sempre teve growler, já tinha a estrutura montada.

Você acredita que a crise do coronavírus modificou o consumidor cervejeiro? E de que modo?
Comer e beber em casa é muito mais barato. Nada substitui a mesa do bar, mas vamos ter uma mudança radical a partir dessa percepção. Hoje as pessoas se reúnem em casa e gastam metade. As pessoas se reinventaram de todas as formas, aprenderam a cozinhar. Essa mudança de cultura vai ficar. É claro que as pessoas vão voltar à rua quando puderem, mas vão passar a beber mais em casa. É um conceito nosso também, da rede, de que beber em casa é melhor e barato.

Como os bares podem se adaptar a esse momento de crise e a essa mudança de comportamento?
A chave é ter estrutura enxuta. Não tem mais como ter muitos funcionários, não há mais happy hour. O funcionário vai ter que trabalhar mais. Isso foi o que nos fez sobreviver, por ter uma estrutura mega enxuta. Quem sobreviver vai ter um mar de oportunidades. O segmento vai se profissionalizar mais. O público existe, ele não parou de beber. Você precisa descobrir o jeito de aprender a atendê-lo.

Qual é o legado e aprendizado para bares e restaurantes dessa crise?
O legado é as empresas aprenderem a se estruturar melhor, a ter uma gestão mais eficiente. Teve empresa que quebrou com um mês de pandemia. Mas elas não quebram da noite para o dia, o negócio já estava ruim há muito tempo. O empreendedor precisa trabalhar bem a parte tributária, há linhas de crédito, mas você precisa estar em dia com as responsabilidades. O empresário precisa cobrar mais da sua contabilidade.

Como imagina o ano de 2021 para a rede Beer4U e para o segmento de bares e restaurantes?
Vamos seguir na nossa expansão, algo que nem conversamos no início da pandemia, embora existissem interessados, porque não achávamos que era o momento. Estou otimista, espero fechar o ano com 20 unidades. Para o segmento, depende da liberação do governo. Deve ter uma retomada para o setor de cervejas artesanais, com alguns bares aproveitando. A pandemia está peneirando o setor. Fomos muito atingidos, as tap houses eram um mercado muito novo. O segundo semestre deve ser melhor.

Miller reformula o design da sua mais conhecida cerveja pela 1ª vez em 36 anos

A Miller Genuine Draft (MGD), uma das marcas de cerveja mais vendidas dos Estados Unidos, está de cara nova. O tradicional rótulo da Molson Coors Beverage Company apresentou o seu novo layout, na primeira reformulação relevante desde a sua chegada às prateleiras e bares há 36 anos.

A tradicional e conhecida marca preta e dourada foi substituída por um tema preto e vermelho com a águia – marca registrada da MGD – “mergulhando” sobre a insígnia da Miller.

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A expectativa da Molson Coors é de que o novo visual ajude a MGD a se destacar nos mercados em seus corredores dedicados às cervejas nos Estados Unidos. “Embora a embalagem da marca MGD tenha sido ajustada de tempos em tempos ao longo dos anos, a Molson Coors Beverage Company viu uma oportunidade de revigorar a marca nos Estados Unidos com uma atualização ousada”, afirma Anne Pando, gerente sênior de marketing da MGD.

Segundo Pando, nos testes iniciais, antes do lançamento da nova embalagem, a intenção de compra era 50% maior. “Pegamos o que funcionava bem para a marca e reinterpretamos”, acrescenta. “Estamos levando o design atual da embalagem, que, embora impactante, está pronta para uma atualização, para um novo visual contemporâneo, que é ousado e terá um grande impacto nas prateleiras.”

Steve Flatt, diretor de marketing da Molson Coors para a região dos Grandes Lagos, nos Estados Unidos, revela inclusive a esperança de que a MGD, com o novo visual, consiga atrair um público mais jovem.

“Esta é uma grande oportunidade de reintroduzir a marca, trazê-la de volta para uma nova geração de consumidores que talvez não tenha realmente ouvido falar dela, ou talvez seu pai tenha bebido ou outra pessoa bebeu”, diz Flatt. “Isso pode nos ajudar a obter uma nova distribuição e deixar as pessoas entusiasmadas com a marca novamente.”

A Miller Genuine Draft é uma das maiores marcas do portfólio da Molson Coors nos Estados Unidos, com uma longa e rica história, sendo o principal produto da família de marcas Miller High Life, uma cerveja do estilo Pilsen, criada em 1903.

Em 1985, a Miller High Life Genuine Draft foi apresentada com a mesma receita da Miller High Life, mas com diferença na filtração, não sendo pasteurizada. A empresa logo encurtou o nome da cerveja para Miller Genuine Draft, sendo frequentemente referida como MGD.

Pesquisa da Embrapa busca melhorar a qualidade da mandioca usada na Magnífica

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Uma parceria entre a Embrapa Cocais e a Ambev está estudando a mandioca, ingrediente principal da cerveja Magnífica, produzida no Maranhão. A iniciativa tem o objetivo de conseguir recomendação de duas ou três variedades com alta produtividade de raízes e de teor de amido em diferentes condições para melhorar a qualidade da bebida da multinacional cervejeira.

“Procura-se produtividade acima de 30 toneladas por hectare e teor de amido igual ou maior a 30%”, explica Guilherme Abreu, pesquisador da Embrapa Cocais.

Para tornar essa meta factível, foram iniciados os experimentos de projeto de pesquisa e transferência de tecnologia, de manejo, mecanização e cooperativismo e de desenvolvimento de cultivares de mandioca.

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Os pesquisadores da Embrapa no Maranhão plantaram, em novembro, dezembro e janeiro, nos municípios de Magalhães de Almeida, Itapecuru Mirim e Pedro do Rosário, clones do seu programa de melhoramento genético, de cultivares já existentes e recomendadas para outros estados, além de variedades já usadas por produtores do estado. São cerca de 300 genótipos em cada localidade.

O trabalho de transferência de tecnologia voltado para o manejo da cultura da mandioca está sendo realizado associando arroz, feijão e milho, de acordo com as recomendações do Consórcio Rotacionado de Inovação na Agricultura Familiar, da Embrapa.

Também será implementada a rede de multiplicação e transferência de maniva-semente de mandioca com qualidade genética e fitossanitária, tecnologia desenvolvida pela Embrapa Mandioca e Fruticultura.

O projeto
Intitulado “Tecnologia para aumento da produtividade e qualidade (teor de amido) da mandioca no estado do Maranhão”, o projeto vai incluir o treinamento de agricultores, técnicos e multiplicadores em mecanização da cultura, manejo da cultura da mandioca, cooperativismo, associativismo e empreendedorismo comunitário e ainda produção de manivas sementes. Além da Ambev, são parceiros nesse projeto a Embrapa Mandioca e Fruticultura, a Embrapa Amapá e a Fundação Eliseu Alves.

“A inclusão de inovações tecnológicas no processo produtivo implica na reorganização do trabalho familiar e no entendimento das motivações individuais para o trabalho coletivo na cooperativa”, afirma a pesquisadora da Embrapa Cocais, Guilhermina Cayres.

A cerveja
A Magnífica é uma das cervejas regionais lançadas pela Ambev em estados do Nordeste. É feita a partir da mandioca plantada e colhida na região de Tabuleiro de São Bernardo, no interior do Maranhão. O ingrediente típico da região está presente na cerveja que é produzida e distribuída exclusivamente no estado.

Embora o Maranhão tenha reconhecido potencial para a produção de mandioca, prepondera a baixa produtividade das lavouras, com a média de 8.706 kg por hectare, muito abaixo da média nacional de 14.356 kg por hectare, de acordo com dados de 2019 do IBGE.

Artigo: Você se considera um cervejeiro raiz?

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*Por Ivan Tozzi

Quem me conhece, sabe que adoro uma polêmica. E como provocador nato, peço que responda à pergunta do título. Se a sua resposta for sim, então acho melhor você ler esse artigo, porque meu objetivo é tentar mudar a sua forma de pensar.

Desde que comecei a apresentar minhas brassagens utilizando uma Single Wessel elétrica, algumas pessoas começaram a me perguntar se deixei de ser “cervejeiro raiz”. Claro, tudo isso em tom de brincadeira.

A minha resposta, também em tom de brincadeira, é: será que algum dia houve, de fato, cervejeiro raiz?

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É claro que essa provocação entre aqueles que se dizem avessos à tecnologia na hora de fazer cerveja e os que procuram facilidades e melhorias através dos equipamentos é algo que já faz parte do dia a dia dos grupos cervejeiros e não é nada prejudicial. Apenas um fla-flu básico (assim espero).

Quando comecei a fazer cerveja, essa mesma brincadeira já era usada para definir os cervejeiros que utilizavam bomba de recirculação para clarificar o mosto. Os “raiz” usavam a boa e velha escumadeira para fazer o serviço. Hoje em dia, a bombinha é um item quase obrigatório em todo kit de equipamento básico vendido pelos brewshops.

Historicamente falando, as cervejas eram feitas de uma forma muito diferente do que é hoje. Tente se imaginar na Idade Média. Você naquele fogão à lenha, uma panela de barro, sem nenhum processo para aferir a temperatura, medir a densidade, controlar a fermentação (cadê a geladeira ‘nossinhora’?).

Atualmente, todos os cervejeiros, de certa forma, utilizam algum tipo de equipamento para facilitar sua brassagem. Pode ser um simples termômetro, um pHmetro, um refratômetro. Se todos usam alguma coisa para facilitar o processo, o que então define o que é raiz e o que é cervejeiro nutella?

Quando foi que criamos regras e começamos a debater coisas tão sem sentido só com o objetivo de parecer “mais cervejeiro” do que o colega do grupo de WhatsApp?

Sendo bem honesto, há três anos, cansado de ficar horas e horas na cozinha do apartamento, atrapalhando o preparo da comida ou a utilização da pia, eu já vinha buscando uma forma de fazer automatização (até mesmo por que quero passar mais tempo com a família curtindo né?).

Na época, montei minha própria panela usando uma resistência e um controlador comprado no Mercado Livre. Funcionou bem, com alguns poucos problemas, mas diminuiu meu tempo de brassagem e ainda aumentei minha produção usando um minúsculo espaço ao lado da máquina de lavar. Hoje utilizo um equipamento de mercado (obviamente muito mais bem feito do que minha gambiarra).

O fla-flu da cerveja segue. E a cada inovação que surge, vai sempre existir aquela pessoa acreditando piamente que o melhor cervejeiro é aquele que se mantém fiel aos processos “tradicionais”.

É fato que o equipamento não define o bom cervejeiro. Conhecer as matérias-primas, dominar bem as mais variadas técnicas, ser zeloso e atento à receita é o que vai determinar o resultado do seu produto. Mas que uma boa dose de tecnologia me agrada, ah se agrada!

*Ivan Tozzi é vencedor do Eisenbahn Mestre Cervejeiro 2017, sommelier de cervejas, fundador da Three Hills Cervejaria, professor da Rise Beer e treteiro oficial do setor

Dutra Beer apoia reforma agrária, mira inclusão e celebra ícones da resistência

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O conceito “beba local” é um dos mais associados e valorizados pelas cervejarias artesanais, mas o grande desafio está em transformar um slogan em realidade. É pensando no seu resultado mais prático, o fomento de uma economia mais sustentável, que a Dutra Beer tem atuado desde 2017. Criada em Santo André, é lá onde a marca busca realizar parcerias com produtores, além de oferecer cursos sobre temas relacionados ao segmento na região do ABC paulista.

A proximidade dos produtores locais está, inclusive, na origem e nos fatores que motivaram a criação da Dutra Beer. André Dutra, fundador da cervejaria, explica que atuava vendendo e divulgando produtos orgânicos oriundos da reforma agrária, de assentamentos e cooperativas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), quando adicionou os rótulos da Cervejaria Nosotros entre os produtos ofertados. Disso, veio a ideia de ter a sua própria marca.

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“Pensamos: ‘por que não produzir nossa própria breja e homenagear homens e mulheres da luta?’. Fizemos a Weizenbier com o rótulo do Carlos Marighella e a Smoked Porter com o Lenin. Não paramos mais, e hoje temos em torno de 22 rótulos/estilos disponíveis”, explica André.

Até por esse início, com o apoio aos produtores de assentamentos e de terras oriundas da reforma agrária, André destaca que levou para a Dutra Beer a valorização do local. Fomentar os pequenos produtores é algo que está no cerne da sua marca, como mostra um exemplo prático: a cervejaria possui parceria com uma horta urbana de Santo André, para a qual doa o bagaço do malte para utilização como adubo. E ainda planta lúpulos no local para estudos e testes em suas cervejas.

“Um produto de qualidade e puro deve ser consumido por todos e todas, seja uma fruta ou hortaliça sem agrotóxico, um alimento produzido sem crueldade animal ou uma cerveja artesanal sem agentes químicos. Somos contra a hegemonia do consumo de massa. Apoiamos e valorizamos os pequenos produtores e fornecedores locais aqui da região”, aponta André.

Inclusão cervejeira
A Dutra Beer também tem ofertado experiências coletivas para a sociedade, com cursos, seminários e workhops. No momento, são quatro opções disponibilizadas pela cervejaria de Santo André: Introdução ao Universo das Cervejas Artesanais, indicada para iniciantes e apreciadores de cerveja artesanal; Harmonização com Cervejas Especiais, para apreciadores, cervejeiros e interessados em harmonizar diferentes pratos com a bebida; Produção de Cerveja Artesanal, para aqueles que querem produzir sua própria cerveja; e Das Panelas à Fabricação Profissional, para os cervejeiros caseiros que desejam se profissionalizar e/ou aumentar sua produção.

André também destaca que os cursos oferecem oportunidades a partir de bolsas, uma preocupação da Dutra Beer em contribuir para que pessoas em situação de vulnerabilidade possam ter acesso ao conhecimento e à cultura das cervejas artesanais, seja para atuar profissionalmente ou não.

Nosso objetivo com esses cursos/workshops é propagar a cultura cervejeira e transmitir informações relevantes para compreender as escolas, estilos de cervejas, formação de uma boa harmonização gastronômica, processo de produção da cerveja artesanal e compartilhar ideias e vivências para ajudar a projetar um negócio cervejeiro

– André Dutra, fundador da Dutra Beer

Com produção inicial de 1.000 litros de cerveja por mês, a Dutra quadriplicou essa fabricação desde então. Ela é destinada ao consumo dos próprios responsáveis pela cervejaria, aos amigos e aos cursos. Mas já há planos para que, em breve, se inicie a comercialização dos rótulos.

Referências históricas
Em seus rótulos, a Dutra Beer busca homenagear grandes figuras emblemáticas da história mundial com atuação social e política, muitos deles ícones da resistência. Assim, além de Marighella e Lenin, também há cervejas que levam nomes como os de Che Guevara, Carolina de Jesus, Malcon X, Nina Simone e Rosa Luxemburgo.

“No curso de Relações Internacionais na faculdade, conheci a luta anti-imperialista dos povos oprimidos ao redor do mundo. Naturalmente a empatia e a solidariedade vieram à tona quando pensei na criação dos rótulos. Também colaboro com o Coletivo de Relações Internacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) onde esses personagens estão presentes e são referências na luta e resistência por uma sociedade mais justa e humana”, conta André.

Uma conexão que a Dutra Beer assegura também trazer para a sua atuação local, seja em parcerias ou mesmo a partir do modelo de autogestão da cervejaria.

“Os homens e mulheres que homenageamos são exemplos concretos da luta coletiva e, cada um desses, dentro de seus propósitos e anseios, nos ligam àqueles que hoje lutam por uma sociedade melhor, sejam eles movimentos de negros e negras, movimentos feministas, movimentos que lutam por moradia urbana ou movimentos anti-imperialistas. Estamos conectados na luta diária”, conclui o fundador da Dutra Beer.

Melhores locais para visitar em Portugal para amantes da cerveja

Se você for a Portugal e visitar um bar local, é improvável encontrar algo além de Sagres ou Super Bock. Estas cervejas são boas, são para degustar enquanto você bate papo furado ou joga uma partida de dardos. Mas, e se você quiser algo um pouco mais especial? E se você tiver desejo por uma Saison azeda, uma boa IPA ou mesmo uma Lambic, se você estiver se sentindo aventureiro? Bem, não se preocupe, nós ajudamos você. A lista a seguir é uma compilação dos nossos lugares favoritos em Portugal para os amantes de cerveja.

Estamos dando início a esta lista por Lisboa, e com a Dois Corvos Tap Room. Esse farol luminoso de todas as coisas “lupuladas” fica um pouco fora do caminho de Marvila, mas vale bem a pena a viagem. Essa beleza boêmia conta com um impressionante número de 18 torneiras, e tem uma incrível variedade de cervejas, desde IPAs, até Stouts e Porters.

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Mas talvez você prefira encontrar um lugar em uma das áreas mais badaladas de Lisboa. Se for o caso, você vai querer tomar uma cerveja na Cerveteca Lisboa. Este paraíso para os amantes da cerveja está situado na bela Praça das Flores, no Príncipe Real, que é um local incrível para ficar se pretende alugar uma casa em Lisboa para o fim de semana. A Cerveteca também tem a honra de ser a primeira cervejaria artesanal da capital portuguesa.

A seguir, nesta lista, está a cidade medieval do Porto. Há algumas coisas que você deve saber sobre a cultura da cerveja de lá. E diríamos que viver no centro da cidade, no coração da cultura é a melhor maneira de adquiri-la. Lembre-se, você não quer pedir “uma cerveja”, você quer pedir “um fino, por favor” para algumas das coisas boas que estão disponíveis.

Um dos nossos bares favoritos no Porto é a Colossus Craft Brewery, que originalmente era apenas uma ideia entre amigos sobre como fazer as suas próprias cervejas e sair. O que começou como uma ideia evoluiu para um paraíso de lúpulo e um bar incrível. Três cervejas principais consistindo de uma Imperial IPA, uma Witbier defumada e uma Imperial Stout, todas ancoram uma incrível seleção de cervejas rotativas. Outro bônus é a possibilidade de fazer um tour improvisado pela cervejaria, se você pedir com educação (e tiver comprado rodadas suficientes!).

Mas se você estiver indo para Faro e estiver preocupado em perder todas as maravilhas da cerveja artesanal, não se preocupe! O Faro tem, na verdade, um dos bares preferidos em Portugal para matar a sede da cerveja artesanal. A Cervejaria Algarve Rock tem de tudo, perto da praia, cervejas com maestria e uma loja onde se pode comprar um engradado do produto. Pilsner, Pale Ale, Porter, IPA, Red Ale. O que mais você poderia desejar enquanto aproveita o sol nas melhores praias de Portugal?

Então, aí estão os melhores lugares para parar com os seus amigos para tomar uns drinques sociáveis quando você enjoar da Sagres!

Hard seltzer e cerveja sem álcool: A mudança das artesanais para indústrias de bebidas

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O paladar do consumidor cervejeiro está em mutação e as marcas precisam se adaptar, tornando-se mais completas a partir da diversidade de opções. Na avaliação de especialistas ouvidos pelo Guia, o ano de 2021 marcará o aprofundamento da busca por opções até então pouco ofertadas e óbvias, como as hard seltzer e as cervejas sem álcool. Além disso, apontam que há um público acostumado com os rótulos premium que pode ser atraído para o seu mercado pelas cervejarias artesanais.

Já bastante presente nos Estados Unidos, as hard seltzer vêm, ainda que timidamente, chegado ao mercado brasileiro. A bebida, que pode ser definida como um refrigerante alcoólico, teve uma versão lançada no país pela Coca Cola. E a Blondine criou a Verano.

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Na avaliação da sommelière de cervejas Bia Amorim, essa será uma tendência que conquistará espaço no Brasil em 2021, com potencial para cair no gosto dos jovens consumidores. E ela aponta que várias cervejarias artesanais não teriam dificuldades de adaptação de suas plantas para produzi-las, tendo uma oportunidade real de ampliação da presença no mercado.

“As hard seltzer estão chegando e, com essas novas bebidas, as cervejarias talvez comecem uma transformação para ‘indústria artesanal de bebidas’. Os equipamentos estão aí, as licenças precisam se adequar e existe um consumidor jovem a agradar”, analisa Bia, destacando que marcas poderiam até ampliar a sua participação na indústria de bebidas a partir da entrada nesse segmento.

Seguindo essa tendência, Bia Amorim também prevê que o público cervejeiro está em busca de opções que possam alterar o seu hábito de consumo, ainda que sem deixar de lado a sua bebida preferida. Foi, inclusive, o que se viu no Brasil em 2020, quando a versão sem álcool da Heineken teve sucesso estrondoso desde o seu lançamento.

“Produtos com menos álcool ou zero álcool estão agora em uma onda importante e com gente grande trazendo sabor e ações com cara de novidade. Espero ver essa educação cervejeira crescente e latente, ajudando a todas as pessoas que gostam de beber cerveja, mas podem olhar de maneira diferente para seu consumo”, argumenta a sommelière.

Essa mudança no paladar do público cervejeiro também pode moldar outras oportunidades para as marcas artesanais. Carlo Enrico Bressiani, diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), aponta algumas delas. Para o especialista, alguns consumidores de cervejas premium têm buscado “testar” o segmento de artesanais.

Bressiani destaca que essa possiblidade passou a estar disponível em canais de venda diferentes aos usuais bares e restaurantes, uma oportunidade que se abriu para as cervejarias artesanais durante a pandemia do coronavírus.

“Há uma migração da cerveja premium não diretamente para a cerveja artesanal, mas, de vez em quando, experimentando cervejas diferentes. Essa mudança de paladar, mesmo com a Covid, se mostra uma tendência concreta e crescente”, comenta o diretor da ESCM. “Isso para o consumidor é interessante porque ele tem mais opções de cervejas especiais, mais acessível a eles, em locais onde ele já consome qualquer tipo de alimento, e não só em bares e restaurantes especializados. Então, acho que essa é a grande mudança.”

Na pandemia, Lenny Kravitz estrela novo posicionamento global da Stella Artois

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O astro do rock Lenny Kravitz é a estrela da divulgação do novo posicionamento global da Stella Artois. O Live Artois foi apresentado pela cervejaria em propaganda exibida no intervalo da última edição do Super Bowl. E acabou sendo, de acordo com a marca, inspirado nas transformações provocadas pela pandemia nos comportamentos e estilos de vida.

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Em seu posicionamento, a Stella Artois defende uma maior valorização das conexões humanas e do tempo investido nas pessoas que se ama e nas coisas que se gosta de fazer. E faz um questionamento sobre a medida do tempo: como seria se ela ocorresse pelas batidas dos corações? “Cada um de nós nasce com 2,5 bilhões de batimentos cardíacos, então invista os seus naquilo que realmente importa”, afirma.

A divulgação da campanha da Stella Artois com Lenny Kravitz aconteceu em um dos momentos mais importantes e valorizados da propaganda mundial, pois houve uma estimativa de que 30 segundos de publicidade na CBS, que transmitiu o Super Bowl para os Estados Unidos, custaram US$ 5,5 milhões.

“A Stella Artois é uma cerveja que busca trazer mais significado a todas as ocasiões, seja celebrando algo especial ou apenas passando tempo de qualidade com as pessoas queridas. A Vida Artois é sobre aproveitar o presente e priorizar as coisas certas, que nos fazem felizes”, conta Mariana Porto, gerente de marketing da marca no Brasil.

A mensagem divulgada pela Stella Artois se insere em um contexto emblemático, seja por ser apresentada quando a pandemia do coronavírus está prestes a completar um ano, com os momentos vividos coletivamente impedidos se serem retomados, ou mesmo por 2020 ter sido um ano marcado por protestos contra o racismo, especialmente nos Estados Unidos. Nesse cenário, a cervejaria aposta em uma campanha de celebração ao amor.

“Esta vida é curta e, embora todos tenhamos a oportunidade de viver 2,5 bilhões de batimentos cardíacos, cada um é especial e deve ser tratado como tal”, aponta Lenny Kravitz, astro do posicionamento da Stella. “É uma mensagem muito poderosa e chega em um momento muito especial para que todos parem e se maravilhem com as verdadeiras riquezas da vida – nosso tempo uns com os outros”.

Confira 37 opções de cursos cervejeiros nas principais instituições no 1º semestre

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A crise provocada pela Covid-19 reforçou a necessidade de ser inventivo na busca por soluções, característica só possível de se aplicar a partir da existência do conhecimento prévio, o que reforça a importância da educação cervejeira dentro do setor. Com 2021 tendo começado com os mesmos desafios encarados em 2020, capacitar-se através de cursos cervejeiros pode ser uma importante saída.

O setor de cervejas artesanais, afinal, não paralisou as atividades nem nos piores momentos da crise, buscando alternativas para seguir no caminho da expansão, que deve ser impulsionada pela sua retomada em 2021.

Assim, para ajudar ao setor voltar ao caminho do desenvolvimento – que passa principalmente pelo conhecimento e pela educação -, o Guia selecionou as agendas de cursos cervejeiros das principais escolas e instituições neste primeiro semestre, seja para profissionais em busca de melhor qualificação ou mesmo para consumidores ávidos em entenderem mais sobre esse vasto universo.

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Confira as opções de cursos cervejeiros e boas aulas!

Academia da Cerveja

Tecnologia para cervejeiros artesanais
Descrição: Curso aprofundado de teoria e tecnologia atualizadas da produção de cervejas. O curso é oferecido em parceria com a renomada VLB Berlin e aborda tópicos como qualidade de matérias-primas, alternativas tecnológicas, custos, práticas sustentáveis, controles de qualidade por etapa, novas tendências, higienização, cálculos cervejeiros e mais.

Datas, carga horária e local:

  • 01/03 até 24/05, 45 horas, educação à distância
  • 22/02 até 10/05, 45 horas (intensivo), educação à distância

Imersão no processo cervejeiro
Descrição: Curso também em parceria com a VLB Berlin. Aborda as matérias-primas, processos e tecnologias usadas na elaboração de cerveja. Busca fornecer uma visão completa para aqueles que trabalham profissionalmente, mas não têm formação técnica.

Datas, carga horária e local:

  • 15/02 até 19/02, 15 horas, educação à distância
  • 08/01 até 09/02, 15 horas (intensivo), educação à distância

Abracerva

Marketing digital para negócios cervejeiros
Descrição: O primeiro módulo se concentra nos conceitos do marketing e presença digital, levantando assuntos como comportamento do consumidor, canais de mídia, inbound marketing e posicionamento estratégico, entre outros tópicos. Já o segundo começa com aula sobre gerenciamento de redes sociais que traz explicações sobre linha editorial, tipo de postagem, planejamento de cronograma e tudo o que envolve produção de conteúdo e seu manejo nas redes sociais.

  • Data: 20/01 e 21/01
  • Carga horária: 8 horas
  • Local: Educação à distância

Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM)

Cerveja e Malte
Descrição: O aluno irá conhecer o mercado, a história, os estilos e as características das cervejas, dominar os procedimentos qualitativos e quantitativos para seleção das matérias-primas empregadas na fabricação e na fermentação do mosto cervejeiro.

  • Data: 24/02 a 25/08
  • Carga horária: 75 horas
  • Local: Educação à distância

Curso técnico de mestre-cervejeiro
Descrição: O aluno irá adquirir a capacidade técnica qualificada para executar e gerenciar as atividades desenvolvidas em uma cervejaria – e muito mais.

  • Data:03/2021 a 12/2021
  • Carga horária: 1.400 horas
  • Local: Blumenau

Curso de cervejeiro caseiro
Descrição: O aluno poderá aprender a produzir sua cerveja, entender o passo-a-passo da fabricação de cervejas, dominar a brassagem, identificar as etapas de elaboração de receitas, melhorar as técnicas e atingir padrões de qualidade ainda melhores.

  • Data: 15/03 a 14/06
  • Carga horária: 42 horas
  • Local: Educação à distância

Curso de destilador
Descrição: Conhecer a história e as características das bebidas destiladas: cachaça, uísque, gin, vodca, conhaque e graspa; aprofundar os estudos sobre as matéria-primas empregadas, a fabricação e fermentação dos mostos das bebidas destiladas; aprender a produzir destilados; e mais.

  • Data: 05 a 16/04
  • Carga horária: 40 horas
  • Local: Educação à distância

Gestão financeira para cervejarias
Descrição: Compreender os conceitos básicos de finanças, conhecer os tributos que recaem sobre a atividade cervejeira e a forma de calculá-los, controlar e analisar os custos de operação das cervejarias.

  • Data: 05 a 19/04
  • Carga horária: 40 horas
  • Local: Educação à distância

Fermentação industrial
Descrição: Entender as características biológicas da levedura, identificar as temperaturas empregadas no processo, assim como a dosagem de levedura, conhecer detalhes do armazenamento do fermento e da análise sensorial da fermentação.

  • Data: 05 a 09/04
  • Carga horária: 20 horas
  • Local: Educação à distância

Gestão industrial para microcervejarias
Descrição: Compreender, documentar e supervisionar o cumprimento dos requisitos legais de boas práticas de fabricação em cervejarias artesanais; conhecer as normas internacionais de certificação de segurança de alimentos e estimular o desenvolvimento da equipe de trabalho para aplicação da análise de perigos e pontos críticos de controle.

  • Data: 05 a 16/04/2021
  • Carga horária: 40 horas
  • Local: Educação à distância

Como montar sua distribuidora de bebidas
Descrição: Descobrir as características do mercado de bebidas; conhecer a legislação relacionada ao negócio; assimilar e individualizar o papel das compras e dos fornecedores para a distribuição.

  • Data: 04/04 a 19/04
  • Carga horária: 48 horas
  • Local: Educação à distância

Água cervejeira
Descrição: Conhecer os principais aspectos envolvendo as fontes de água para uma cervejaria; aprender sobre as propriedades químicas da água e os processos de tratamento para a fabricação de cerveja; identificar as características da água utilizada na produção da cerveja e como elas influenciam no resultado final da bebida.

  • Data: 06/04 a 16/04
  • Carga horária: 20 horas
  • Local: Educação à distância

Finalização de cervejas
Descrição: Compreender e dominar as etapas de maturação, estabilização, clarificação e filtração de cervejas; comparar as principais técnicas de filtração e estabilização de cerveja; avaliar a estabilidade da cerveja produzida.

  • Data: 07/04 a 16/04
  • Carga horária: 32 horas
  • Local: Educação à distância

Pós-Graduação em tecnologia cervejeira
Descrição: O aluno terá acesso a conteúdos de vanguarda ligados à produção cervejeira; dominará todo o processo produtivo de cervejas; aprenderá sobre as matérias-primas usadas na produção de cerveja e terá uma visão dos fatores que afetam a qualidade desses insumos.

  • Data: 05/2021 a 05/2022
  • Carga horária: 360 horas
  • Local: Às terças-feiras, as aulas são à distância. Já aos sábados, presenciais

Instituto Ceres

Sommelier de cervejas
Descrição: Curso profissionalizante com o objetivo de capacitar o aluno a atuar como sommelier nas diversas áreas de serviço, treinamentos, eventos, avaliação de cervejas, entre outros temas que envolvem a sommelieria.

  • Data: 19/03/ a 10/09
  • Carga horária: 100 horas
  • Local: Recife

Produção de cerveja artesanal
Descrição: Curso de produção de cerveja artesanal para quem quer entrar no universo cervejeiro e produzir a sua própria bebida. O curso contará com conteúdo teórico e prático em 2 dias de aulas. O Ceres destaca que a data ainda será definida, em função da pandemia do coronavírus.

  • Data: Em aberto
  • Carga horária: 16 horas

Oficina de harmonização – Cervejas e Chocolates

Descrição: Harmonizar chocolate com outras bebidas já é uma paixão de muitas pessoas, mas ainda pode parecer estranho para alguns e o curso quer submeter o aluno a esta experiência.

  • Data: Será definida em breve
  • Carga horária: 3 horas
  • Local: Recife

Instituto da Cerveja Brasil (ICB)

Avançado de tecnologia cervejeira
Descrição: Com coparticipação e certificação internacional da Universidade de Weihenstephan, reconhecida mundialmente, o curso visa capacitar o participante em temas variados relacionados ao universo cervejeiro, na teoria e na prática, para que ele possa iniciar carreira como cervejeiro profissional em marcas de pequeno, médio ou grande porte.

  • Data: 22/02 a 27/06
  • Carga horária: 124 horas
  • Local: Ensino à distância e presencial em São Paulo, Caxias do Sul, Goiânia e Rio de Janeiro

Sommelier de cervejas
Descrição: Capacitar o participante em temas variados relacionados ao universo cervejeiro para atuar como sommelier profissional ou como consultor/assessor nos mais diversos segmentos do mercado, incluindo lojas, bares, restaurantes, distribuidores, importadoras e cervejarias.

  • Data: de 27/02 a 16/05
  • Carga horária: 84 horas
  • Local: Rio de Janeiro

Especialização em estilos – Mestre em estilos
Descrição: O curso é baseado no Brewers Association Styles Guidelines e tem como objetivo treinar profundamente o conhecimento do sommelier de cervejas nos vários estilos existentes. Será uma grande imersão no universo das escolas cervejeiras, passando detalhadamente pelos países que as compõem, destrinchando história, dezenas de estilos e subestilos.

Datas, carga horária e locais:

  • 27/02 a 13/06, 52 horas, Goiânia
  • 27/03 a 27/06, 52 horas, São Paulo
  • 20/03 a 20/06, 52 horas, Belo Horizonte
  • 17/04 a 18/06, 52 horas, Porto Alegre

Gestão de custos e pricing para cervejarias
Descrição: O curso é focado na gestão administrativo-financeira de uma cervejaria e tem por finalidade a apresentação de técnicas de melhoria para o dia a dia na gestão do negócio, contribuindo com os gestores e empreendedores na tomada de decisões relacionadas a gestão dos custos, preço, margem e distribuição das cervejas artesanais.

  • Data: 20/04 a 13/05
  • Carga horária: 16 horas
  • Local: Ensino à distância

Gestão para bares e brewpubs – Da administração à hospitalidade
Descrição: Capacitar os alunos na formatação e gestão de um programa de treinamentos eficaz e adequado a cada perfil de negócio, compreendendo o papel da brigada de FoH na dinâmica de negócios e na rentabilidade.

  • Data: 13/04 a 13/05
  • Carga horária: 20 horas
  • Local: Ensino à distância

Especialização em harmonização
Descrição: Aprofundar o conhecimento do sommelier de cervejas nos princípios de harmonização, com base em um maior conhecimento das técnicas culinárias e produções da gastronomia internacional, estilos de cerveja e serviço adequado.

  • Data: 29/03/2021 a 17/05/2021
  • Carga horária: 56 horas
  • Local: São Paulo

Gestão tributária e jurídica para cervejarias
Descrição: Capacitar os alunos a compreender e implementar um olhar analítico e circunstanciado nas diversas áreas do Direito que impactam o seu negócio, dentre elas as questões contratuais, trabalhistas e em especial as tributárias, buscando uma melhor performance e economia na operacionalização de uma cervejaria.

  • Data: 23/03 a 15/04
  • Carga horária: 16 horas
  • Local: Ensino à distância

Curso elaboração de receitas e cálculos cervejeiros
Descrição: Abordar os aspectos fundamentais que norteiam a construção de receitas cervejeiras, sua correlação entre o resultado final sensorial desejado, as matérias-primas, ingredientes e os processos envolvidos.

  • Data: 16/03 a 08/04
  • Carga horária: 16 horas
  • Local: Educação à distância

Introdução ao universo das cervejas especiais
Descrição: Informações e curiosidades gerais sobre este universo tão vasto, porém de forma leve e descontraída e com muita degustação. Visa um consumo com qualidade e conhecimento. Ao final, o aluno estará apto em selecionar de forma adequada e consciente a sua cerveja.

  • Data: 16/03 a 30/03
  • Carga horária: 12 horas
  • Local: São Paulo

Workshop – Cerveja de A a Z
Descrição: O Workshop de Degustação de cerveja de A a Z tem como objetivo introduzir o aluno no universo das cervejas artesanais de forma leve, descontraída e com muita degustação. O aluno passará pelos seguintes tópicos: história, matérias-primas e estilos de cervejas, com degustação de exemplares nacionais e importados.

  • Data: 02/03
  • Carga horária: 4 horas
  • Local: São Paulo

Rise Beer

Descrição: No inovador processo oferecido pela Rise Beer, o cervejeiro paga uma mensalidade e tem acesso a aulas que são divulgadas semanalmente. Assim, o aluno pode aprender virtualmente diversos conteúdos a partir da experiência de profissionais cervejeiros. Focado na democraticação cervejeira, o curso aborda temas como mulheres e cerveja; como produzir uma boa IPA; diferentes escolas; a importância da análise sensorial, entre outros.

  • Data: Nova aula disponível sempre às quintas-feiras.

Sinnatrah Cervejaria Escola

Curso de extensão cervejeira (Intermediário de produção)
Descrição: O cervejeiro irá aprender mais sobre os insumos cervejeiros como água (sais, tratamento e ajustes), maltes (tipos e utilização), lúpulos (tipos e utilização) e leveduras (tipos, utilização e pitching rate).

  • Data: 24/03
  • Carga horária: 3 horas

Profissional cervejeiro
Descrição: O curso é voltado para quem quer mais conhecimento sobre a produção comercial de cervejas e busca experiência dos processos dentro de uma cervejaria. O curso contempla teoria conduzida por especialistas, visitas técnicas, apresentação de cases de negócios e mentoria individualizada com professores.

  • Data: 06/04 a 05/05
  • Carga horária: 70h

Iniciante de produção de cerveja artesanal
Descrição: O curso mistura teoria e prática para fabricação da bebida durante um dia de aula. O módulo básico aborda temas para o aluno fazer sua própria cerveja em casa; a história e os estilos; ingredientes (malte, lúpulo, levedura, água); equipamentos cervejeiros; e modo de preparo completo.

  • Datas: 20/02; 21/02; 27/02; 13/03; 14/03 e 20/03
  • Carga horária: 7h
  • Local: São Paulo

Degustação e harmonização de cervejas
Descrição: É um curso de introdução ao mundo das cervejas artesanais. Nele será possível conhecer mais sobre a história da cerveja, tipos, parâmetros de estilos, ingredientes e o processo de fabricação da cerveja.

  • Datas: 24/02 e 23/03
  • Carga horária: 3h
  • Local: São Paulo

Carbonatação de cerveja artesanal – Workshop
Descrição: Voltado para quem deseja uma conceituação e descrição detalhada das metodologias: refermentação na garrafa (bottle conditioning ou priming), spunding, speise, krausening e carbonatação forçada. Aborda detalhes sobre diferentes fontes de açúcar para carbonatação natural e demonstração prática de carbonatação forçada para serviços como chope e envase em garrafas, uso de beer gun e comparação com sistemas de envase por contrapressão.

  • Datas: 03/03 e 05/05
  • Carga horária: 2h

Intensivo de manipulação de leveduras e boas práticas de fermentação
Descrição: Para quem quer aprender sobre as boas práticas de fermentação, o curso abordará o passo-a-passo para que o resultado de suas cervejas, estilo ou sensorial seja o desejado. O aluno terá a oportunidade de conhecer os diferentes tipos de cepas, técnicas como manuseio correto, propagação, coleta e reaproveitamento.

  • Data: 06/03
  • Carga horária: 8h

Off-flavors – Análise sensorial da cerveja
Descrição: Análise sensorial e identificação de off-flavors na cerveja, apontando suas causas e como evitá-los no produto final.

  • Data: 21/03
  • Carga horária: 4 horas

Produção de cervejas ácidas (Sours)
Descrição: Técnicas de acidificação rápida e lenta para a produção de cervejas como sour kettle, sour mash, além de culturas puras, fermentação espontânea e uso de madeira. Ministrado em uma noite e um sábado, aborda a atuação de micro-organismos e seu impacto na cerveja, os equipamentos e cuidados necessários para a produção de Sours. Inclui a produção de turbid mash e de uma receita de cerveja Sour, que será degustada com os alunos posteriormente.

  • Datas: 09/04 e 10/04
  • Carga horária: 10 horas

Avançado de produção de cerveja
Descrição: O cervejeiro desenvolve autonomia para desenvolver suas próprias receitas de cerveja, acompanhar a brassagem e a fermentação com riqueza de detalhes e técnicas de um profissional. Ministrado em dois dias inteiros, aborda conhecimentos e práticas cervejeiras além da produção de duas cervejas.

  • Data: 27/03 e 28/03
  • Carga horária: 16 horas

Heineken tem prejuízo de 204 milhões de euros em 2020 e cortará 8 mil empregos

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A Heineken foi duramente afetada pela pandemia do coronavírus. A cervejaria apresentou o seu balanço anual e revelou um prejuízo de 204 milhões de euros em 2020. A perda levará a multinacional a cortar 8 mil empregos no mundo, uma medida que atingirá quase 10% dos seus 85 mil funcionários.

Em outubro, ao apresentar o balanço do terceiro trimestre de 2020, a Heineken havia indicado seu plano de reduzir custos com pessoal em cerca de 20%, o que começaria a ser implementado no primeiro trimestre de 2021. Um cenário que agora se torna mais claro com o comunicado de que precisará fechar vagas, além de buscar uma economia de 2 bilhões de euros até 2023.

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O resultado negativo do balanço de 2020 da Heineken se contrapõe ao relatório de 2019, quando a cervejaria teve lucro de 2,2 bilhões de euros. E isso se deu após uma queda considerável no faturamento líquido da companhia, que caiu de 23,97 bilhões de euros para 19,71 bilhões de euros no último ano, uma retração de 17,7% no comparativo.

 O volume de venda de cerveja diminuiu 8,1%, uma perda que corresponde a 20 milhões de hectolitros. O volume da marca Heineken teve retração de 0,4% em 2020, apontou o balanço da segunda maior cervejaria do mundo.

 “Nosso volume de cerveja premium superou o desempenho do portfólio mais amplo na maioria de nossos mercados, com uma queda geral de meio dígito. O quarto trimestre reflete o impacto da renovação das restrições em todas as regiões, principalmente na Europa”, aponta o CEO da Heineken, Dolf van den Brink.

O portfólio de produtos sem álcool cresceu em torno de um dígito, impulsionado pela Heineken 0.0 globalmente e pela Maltina na Nigéria. A 0.0, inclusive, cresceu ao menos 10% em todas as regiões, com destaque para o excelente desempenho no México, Estados Unidos e Brasil, o terceiro maior mercado do rótulo sem álcool no mundo.

Já o portfólio de marcas internacionais teve desempenho discrepante, a depender do mercado. A Amstel, por exemplo, teve queda, impulsionada pelas perdas na Europa e na África do Sul. Mas apresentou crescimento superior a 10% no Brasil e no México. “O impacto da pandemia em nossos negócios foi ampliado por nossa exposição local e geográfica”, analisa Van den Brink no relatório anual da Heineken.

“Tomamos ações de mitigação de custos em equilíbrio com o investimento contínuo em nossas plataformas de crescimento. Ganhamos participação na maioria de nossas principais operações, um testemunho de nossa capacidade de nos adaptar e ficar perto de nossos clientes e consumidores nestes tempos turbulentos”, conclui o CEO da Heineken, que não espera uma recuperação do nível de 2019 antes de 2022.