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Covid-19: Heineken anuncia doação à Cruz Vermelha e manutenção de empregos

A Heineken anunciou nesta quinta-feira um pacote de medidas que vem adotando para prevenção à Covid-19 e suporte às vítimas da doença em todos os países onde atua. A companhia afirmou também que está colaborando com seus fornecedores e clientes, assim como se comprometeu a não realizar demissões estruturais em 2020 e fez uma doação milionária para a Cruz Vermelha.

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O CEO global e presidente do conselho da Heineken, Jean-François van Boxmeer, disse que a companhia segue três princípios em todo o mundo desde o início da pandemia: preocupação com a saúde das pessoas, ações para garantir a operação dos negócios da empresa e de parceiros e ajuda às comunidades mais vulneráveis. “Nossos pensamentos estão com todos os afetados pela Covid-19 e com as pessoas que trabalham incansavelmente para cuidar deles”, destacou.    

No âmbito da questão sanitária, a companhia afirmou que está “garantindo que aqueles que trabalham na produção e distribuição sigam rígidas diretrizes de higiene e distanciamento social e recebam apoio para realizar suas funções de forma segura”.

Já para as ações voltadas à manutenção dos negócios, a Heineken garantiu que não só irá pagar seus fornecedores, como ao mesmo tempo poderá antecipar pagamentos para parceiros menores que estejam em risco. A empresa afirmou também que está ampliando ações de suporte a bares e restaurantes em todos os países onde opera.

Empregos e doações
Outra medida anunciada está relacionada à manutenção de empregos. “A Heineken compromete-se, até o final de 2020, a não realizar demissões estruturais como consequência da Covid-19”, divulgou a empresa, que possui mais de 85 mil funcionários em 70 países pelo mundo.

Com relação às ações de combate e prevenção à doença, a Heineken assegurou apoiar os profissionais de saúde que estão na linha de frente da luta contra a Covid-19, com doações de água e bebidas não alcoólicas, produção de álcool gel e contribuições financeiras para hospitais.

Respondendo a um apelo internacional da Cruz Vermelha, a companhia anunciou a doação de 15 milhões de euros para a organização. Segundo a empresa, esse dinheiro servirá, acima de tudo, para ajudar nos esforços de socorro às pessoas mais vulneráveis afetadas pela Covid-19, em particular na África, Ásia e América Latina.

“Por mais de 100 anos, a Cruz Vermelha trabalhou incansavelmente para salvar vidas em todo o mundo. Agora, mais do que nunca, queremos oferecer a eles nosso apoio no trabalho que fazem para ajudar os mais vulneráveis a vencer a Covid-19”, concluiu o CEO da Heineken.

Qual o impacto do coronavírus no mercado cervejeiro? 14 marcas analisam

O mercado cervejeiro brasileiro, assim como toda a economia, está recebendo o impacto pela paralisação das atividades causada pela pandemia da Covid-19. O fechamento dos pontos de venda (PDVs), como bares e restaurantes, e o isolamento das pessoas em casa detonaram uma crise sem precedentes nas artesanais do país.

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As empresas não estão impedidas de produzir, comercializar e entregar a bebida, uma vez que a cerveja está incluída nos decretos que liberam atividades básicas durante a quarentena. Porém, as fábricas estão sem o varejo para escoar a produção. Além disso, muitos PDVs não estão pagando pelos rótulos que haviam comprado antes da crise, gerando um forte impacto no caixa.

Mesmo as cervejarias que conseguiram estabelecer processos de delivery eficientes relatam dificuldades por causa da queda na demanda. A renda de boa parte das pessoas diminuiu – e quem não teve redução de rendimentos está cauteloso, em função da recessão provocada pela crise. Muitas delas, então, cortaram o consumo e compra de cervejas artesanais.

Além disso, há a responsabilidade social das marcas com a saúde das pessoas. A própria Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) orientou, em nota, ser “extremamente importante que as empresas tomem extrema precaução para a prevenção de contaminação de seus colaboradores e clientes” nesse momento de crise.

Diante disso, o cenário da cerveja artesanal no Brasil é preocupante. Para conhecer detalhes da situação, entender como as marcas estão agindo e saber das expectativas, o Guia ouviu diretamente empresários e executivos de 14 cervejarias do país durante a crise. Os depoimentos desses profissionais estão a seguir e retratam a realidade do segmento.

Berggren Bier – Nova Odessa-SP
Robson Vergílio – Gerente comercial e de marketing
“Ainda não fechamos o primeiro mês de pandemia, mas acreditamos em uma queda de 75% no volume total de vendas. Estamos trabalhando para desenvolver uma nova experiência para nossos clientes, através de delivery e take aways junto à nossa rede de distribuidores”.

De Halve Maan – Bruges-Bélgica
Marcel Ocampo – Diretor da De Halve Maan Brasil
“O impacto é bastante negativo para nossa empresa. A gente pensa em manter o time completo para assim que a crise acabar, voltar com força total. Estamos internamente trabalhando bastante na questão de gerenciamento de clientes, nos softwares internos para entender como foi o movimento de cada cliente e poder ganhar tempo assim que o mercado for restabelecido”.

DeBron Bier  – Jaboatão dos Guararapes-PE
Thomé Calmon – Sócio-diretor
“As vendas convencionais reduziram para zero. O delivery de cerveja tem se comportado bem. Infelizmente, ações de desligamento têm sido feitas para redução dos custos fixos, pois as iniciativas governamentais ainda não chegaram na ponta e a empresa não consegue esperar. Imaginamos que os negócios retornem em junho, provavelmente com 50% do volume que tinham”.

Dortmund Bier – Serra Negra-SP
Marcel Longo – Diretor e proprietário
“A inadimplência subiu assustadoramente e o consumo caiu a ponto de termos dado férias coletivas aos funcionários, com exceção do cervejeiro. Estamos completamente focados em aumentar nossas vendas nos supermercados. O futuro nunca nos pareceu tão desafiador. Neste momento estamos desenhando conjecturas, analisando nossos números e buscando exemplos interessantes na concorrência e em outros mercados”.

Júpiter – São Paulo-SP  
David Michelsohn – Mestre-cervejeiro
“A Júpiter foi muito impactada pela quarentena. Também fomos impactados com a suspensão de projetos especiais. Receitas que desenvolvemos com exclusividade tiveram sua produção adiada. Bares e empórios suspenderam ou recusaram pedidos feitos. Para enfrentar essa fase, além do foco no delivery, vamos lançar dois rótulos com o Clube do Malte, que serão distribuídos exclusivamente para os assinantes”.

Landel  – Campinas-SP
Samuel Faria – Sócio
“Sabemos o quão necessário é a quarentena para salvar vidas, mas, analisando a empresa, o impacto é devastador. Nosso faturamento só não caiu a zero, porque nos movimentamos internamente para nos adaptar não apenas do ponto de vista operacional (delivery e express), mas também mantendo assessoria de imprensa, publicitário, redes sociais ativas. Mas, mesmo assim, as vendas caíram mais de 70%. Agora analisamos cautelosamente linhas de crédito, para não jogar o problema para frente, o que não vai adiantar em nada”.

Los Compadres – Atibaia-SP
Camille Barioni – Sócia-diretora de marketing
“Estamos com a fábrica parada. Tivemos entre março e abril 15 eventos cancelados e estamos com faturamento zero. Vale dizer que estamos com 90% dos clientes inadimplentes, sem perspectiva de recebimento. Para minimizar, temos uma tap onde estamos trabalhando com delivery e no sistema take away. Aproveitamos também a fábrica parada para dar início a obras de ampliação, tendo em vista que foi necessário que a cozinha e a adega fossem desativadas. Os próximos meses ainda são uma incógnita”.

Madalena  – Santo André-SP
Vinícius Carreira – Gerente comercial
“O impacto infelizmente foi devastador, em torno de 50% de queda. Nosso plano atual está no B2C (venda direta ao consumidor), ações de sellout nos PDVs que podem operar, como supermercados, empórios, casas de churrasco, lojas de conveniência, etc”.

Matisse  – Niterói-RJ
Mário Jorge Lima – Sócio-fundador
“Tivemos redução quase total da venda para bares, grande redução nas vendas diretas, cancelamentos e adiamento de eventos, solicitações de parcelamento e postergação de pagamentos de boletos. Houve redução do faturamento em aproximadamente 60%. Priorizamos a venda direta através de delivery e interrompemos a produção. O foco maior está em testes de aprimoramento de receitas e desenvolvimento de novas. Caso a crise se prolongue por mais alguns meses, vamos intensificar os esforços na venda direta e aguardar”.

Nacional  – São Paulo-SP
Beatriz Cury – Comercial e marketing
“Com o fechamento do bar, perdemos o faturamento da casa quase em sua totalidade, tanto no varejo quanto em novos negócios, que envolve eventos e venda externa de chope e cerveja. Com o aumento da demanda do delivery, o faturamento nessa área mais que dobrou, porém este valor chega perto de 10% do faturamento total da casa. Por isso, não conseguimos pagar as contas fixas que são altas. Nesse momento a ideia é manter o quadro de funcionários e minimizar, com o delivery, o impacto do prejuízo que teremos ao longo de 3 a 4 meses. Os sócios estão dispostos a manter a casa aberta apesar do cenário atual”.

Tarantino – São Paulo-SP
Gilberto Tarantino – Sócio-diretor
“Tivemos uma redução de 97% (no faturamento), freou como um ‘ABS’ nas quatro rodas, o negócio está muito complicado. A maioria dos nossos clientes fechou, os poucos que estão abertos são para delivery. Infelizmente, tivemos de fazer uma redução na equipe, com dó, com choro até. Isso foi o mais difícil até agora. O que nós estamos fazendo é acelerar nosso e-commerce, contratamos uma pessoa para fazer a venda por WhatsApp, Telegram, e estamos se virando dessa maneira. É uma coisa inacreditável o que está acontecendo no mundo”.

Three Hills – São Paulo-SP
Ivan Tozzi – Sócio-proprietário
“Tivemos nossas vendas estagnadas, já que nossos clientes pararam de comprar. Podemos dizer que em termos de vendas chegamos a zero nas primeiras semanas. Apenas o nosso e-commerce se manteve, mas também com uma diminuição nas vendas. Nosso foco se voltou para o consumidor final, fazendo ações para vendas no site, parcerias com bares para venda delivery em consignado e criando um delivery próprio nosso em São Paulo”.

X Craft Beer – São Paulo-SP
Rogéria Xerxenevsky – Sócia-proprietária
“O impacto foi de queda de 100% das vendas e aumento da inadimplência que chega a 90%. O que a gente tem tentado é justamente fazer a venda direta para os consumidores finais, porém ainda não existe uma base de dados tão certeira que possa trazer um número que venha a justificar a falta da compra pelos PDVs para manter o negócio ativo. É tentar girar o estoque, parceria com PDV ou venda direta, nós não vamos arriscar em novas produções, vamos aguardar para depois retomar”.

Wonderland Brewery  – Rio de Janeiro-RJ
Chad Lewis – Sócio
“Uma estimativa de perda seria de 80% a 90% da nossa receita regular, além de todos os eventos que foram cancelados. Obviamente a receita caiu, mas tivemos a oportunidade de conversar diretamente com nossos consumidores, aprender sobre o que eles gostam e foi muito emocionante receber suas mensagens de apoio. Conversamos com bares, restaurantes e lojas parceiras, para encontrar soluções individuais para ajudá-los a passar por esse período desafiador”.

Carlsberg corta gastos e investimentos e abandona otimismo com 2020

Devido às crescentes incertezas trazidas pela pandemia do coronavírus ao mercado global e em linha com outros grandes conglomerados cervejeiros, a dinamarquesa Carlsberg decidiu abortar o calendário de lançamentos e adotar iniciativas de redução de custos para minimizar as perdas com a queda no volume de vendas.

“Os lockdowns (medidas de isolamento propostas por governos em todo o mundo) em alguns de nossos mercados-chave e a incerteza de como a pandemia vai se desenvolver nos deixam incapazes de estimar o impacto da Covid-19 em nosso negócio. Por isso, decidimos suspender as diretrizes de 2020″, afirmou Cees’t Hart, CEO da Carlsberg. “A situação não tem precedentes, é difícil fazer qualquer previsão confiável para o impacto disso tudo no curto prazo.”

Durante a divulgação dos resultados de 2019, em fevereiro deste ano, a Carlsberg revelou otimismo com um provável crescimento das vendas e do seu lucro operacional. No entanto, já naquele momento, o grupo ponderava os riscos para 2020, antevendo “um cenário mais volátil, que inclui o surto de coronavírus na China, cujos impactos ainda não são conhecidos”.

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O comunicado da empresa lembra que o crescimento na China até janeiro vinha em consonância com seus planos, mas experimentou queda brusca em fevereiro e leve recuperação em março. Já as vendas e produção em outros países asiáticos estão, agora, em queda por conta das medidas restritivas de combate ao coronavírus.

Na Europa Ocidental, outro mercado forte da cervejaria dinamarquesa, o movimento também é de queda. Já no Leste Europeu, a empresa vê um cenário menos crítico do que no oeste do continente.

Para mitigar os efeitos da crise, a Carlsberg afirma estar reduzindo custos com treinamento de pessoal, consultorias, investimento em tecnologia e viagens. Além disso, cortou investimentos no programa de implementação de garrafas de vidro retornáveis, impondo restrições e “procurando reduzir despesas de marketing, já que isso pode resultar em economia no curto prazo sem impactar a saúde de longo prazo das marcas”.


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Carlsberg está perto da garrafa de papel

Após cinco anos de pesquisa, a cervejaria dinamarquesa apresentou protótipos do que pode vir a ser a primeira garrafa de papel cervejeira a chegar ao mercado.

Cerveja na Páscoa: 5 rótulos para acompanhar chocolate

Em segundo plano nesse momento para considerável parcela da população por causa da pandemia do coronavírus, o feriado de Páscoa está se aproximando. Com ele, vem a oportunidade para experimentar boas cervejas em harmonia com a grande atração da época: o chocolate.

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Para muitos, já não é surpresa que Porters e Stouts vão muito bem com doces – enquanto, para outros, trata-se de um novo horizonte a ser explorado. E é delas o destaque na seleção de boas sugestões que o Guia fez, tanto de lançamentos como de rótulos consolidados, para você explorar no feriado. Confira.

Maruhy, da Cervejaria Matisse
Premiada nos dois últimos concursos da Copa Cervezas de América, no estilo American Stout, a Maruhy leva nibs de cacau, tem 51 IBUs e 6,7% de graduação alcoólica. Apresenta amargor médio e final seco, persistindo na boca o sabor do chocolate amargo e malte torrado. No aroma ainda se percebe frutas secas, canela e caramelo, uma complexidade de sabores que a torna ideal para a Páscoa.
À venda na loja virtual da cervejaria ou pelo e-mail contato@cervejariamatisse.com.br.

Timeless Porter, da Wonderland
A indicação da Wonderland Brewery para a Páscoa é sua Porter com caramelo e lactose, medalha de platina no Mbeer Contest 2019. A lactose dá uma textura macia e cremosa, e o caramelo se destaca em aroma e sabor. Tem amargor leve e é bastante encorpada. Estas características, somadas ao caramelo, fazem dela a cerveja ideal para acompanhar chocolates e sobremesas.
Encontre no Clube do MalteWorld of BeersCerveja Salvador e Beer Mind.

Sa’si, da Cervejaria Nacional
A Irish Stout da cervejaria paulistana tem notas de café passado e chocolate amargo vindos do malte tostado. Cai muito bem com carne assada e risoto de gorgonzola. Mas a melhor harmonização se dá com chocolate, tanto o meio amargo quanto com o ao leite.
Entregas em São Paulo por Rappi, iFood, Uber Eats.

Straffe Hendrik Quadrupel, De Halve Maan
A quadrupel da cervejaria belga é de extrema complexidade, produzida com oito maltes, em um nível de torrefação bastante alto. Além do chocolate, com ovos trufados, ou até mesmo meio amargo, harmoniza muito bem com petit gateau. Dá para comprar no Cerveja Box.

Nostradamus, da Cervejaria Dortmund
A Oatmeal Stout da marca de Serra Negra também aposta nos maltes com notas de café e chocolate amargo. Harmoniza muito bem com sobremesas à base de chocolate e com o próprio chocolate. Ideal para acompanhar um belo ovo de Páscoa. Disponível na loja online da marca.

Brewtainer troca cerveja por comida e capta 4 ton; Ambev leva álcool gel a todo país

O mercado brasileiro de cerveja segue se mobilizando na luta contra a pandemia de coronavírus. Duas ações distintas nos últimos dias – uma realizada pelo Brewtainer TAP Container e outra pela Ambev – auxiliaram a combater o Covid-19 e a minimizar o impacto provocado pela crise econômica.

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Empresa especializada no fornecimento de bar container personalizável, o Brewtainer realizou uma importante campanha em Vinhedo, cidade próxima a São Paulo: trocou um litro de chope de marcas parceiras, como Berggren, Daoravida, Cervejaria Campinas, Germânia, Invicta e Madalena, por um quilo de alimento não perecível.

Realizada no último final de semana, a ação teve sucesso absoluto e arrecadou quatro toneladas de alimentos para distribuir entre a população carente da região.

“No ultimo final de semana, o Brewtainer realizou uma ação social na cidade de Vinhedo para a distribuição de chope em troca de doação de alimentos para a população carente da região. A ação foi um enorme sucesso, distribuindo quase 2 mil litros de chope e arrecadando 4 toneladas de alimentos”, celebrou a marca em suas redes sociais.

Álcool gel
Já a Ambev, que havia começado a produzir álcool gel para doar no combate ao coronavírus, informou nesta segunda-feira que dobrou sua produção do produto, alcançando um milhão de unidades. Elas serão doadas a todas as Secretarias Estaduais de Saúde das 27 unidades federativas do Brasil.

Para ampliar a doação, a Ambev criou linhas de produção exclusivas em algumas unidades e adquiriu novos equipamentos para as cervejarias localizadas em Piraí (RJ) e agora também em Jaguariúna (SP), que vão fazer a extração do álcool que vem do processo produtivo da cerveja e também o envase do álcool em gel, segundo complementa a companhia em nota.

“Para transformar o álcool, em gel, o Centro de Engenharia da Ambev desenvolveu uma fórmula nova, que dispensa o uso do carbopol – uma matéria-prima que está em falta no mercado, o que dificultava a ampliação da produção. O processo será feito por empresas parceiras da Ambev em Cotia e Vinhedo”, finaliza a Ambev.

México suspende produção de cerveja e abre debate sobre “essência” do setor

Diante da pandemia de coronavírus que se espalha pelo mundo, governos de praticamente todos os países se veem obrigados a tomar medidas de contenção. Na maioria delas, as estratégias passam pela restrição do convívio social para evitar aglomerações, o que significa o fechamento de pontos comerciais, de serviços e até de indústrias. O governo do México, no entanto, foi além: determinou a suspensão da produção de bens não essenciais até o final de abril – o que significa, por exemplo, o fim da fabricação de bebidas alcoólicas.

No estado de Nuevo Leon, ao norte do país, o governador Jaime Rodríguez Calderón foi ainda mais longe e proibiu até a venda de bebidas alcoólicas, com o argumento de que, sob o estresse causado pela quarentena, a violência doméstica poderia aumentar. O mesmo fez o estado de Tabasco, ao sul, enquanto outras cidades mexicanas limitaram o horário das vendas.

Com a proibição da produção e do comércio de cerveja, não demorou para que memes inundassem o ambiente digital. As hashtags #ConLasChelasNo (algo como “com a breja não”), #MexicoQuiereCerveza e #LeySeca passatam a identificar postagens que fazem piada e lamentam a situação.

A decisão também tem causado um efeito tão óbvio como curioso: uma corrida dos consumidores aos pontos de venda para estocar cerveja, o que provocou confusão e filas imensas.

Essencial ou não?
Atualmente o México assiste à escalada do coronavírus, com números maiores a cada dia. Ao todo, mais de 2.100 pessoas contraíram o vírus e 94 delas morreram. Assim, a decisão de suspender a produção de cerveja vem como estratégia para evitar um impacto ainda maior da pandemia.

A diretriz presidencial prevê que apenas serviços e produtos essenciais continuem funcionando e sendo produzidos. Na lista consta a atividade agroindustrial, um dos principais componentes do Produto Interno Bruto mexicano. O setor cervejeiro, no entanto, contesta sua classificação como não-essencial, sob o argumento de que se enquadraria nos critérios que a caracterizariam como atividade agroindustrial.

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No comunicado em que anuncia acatar a decisão do governo, interrompendo a produção de todas as suas marcas (dentre elas a Corona), a Cervejaria Modelo ressalta a importância da atividade agroindustrial e destaca a contradição da diretriz. No texto, a companhia ressalta que se trata da área mais importante da economia do país e que, dela, fazem parte 150 mil hectares plantados por ano de malte de cevada, beneficiando 150 mil famílias.

“Caso o governo considere oportuno declarar que a atividade cervejeira se enquadra como produto agroindustrial, estamos prontos para por em prática um plano em que mais de 75% de nosso pessoal permaneça trabalhando em suas casas”, afirma o comunicado da Modelo.

De fato, segundo fontes do setor, há uma movimentação política para convencer o governo central a mudar a classificação da indústria de bebidas. As três maiores cervejarias atuantes no país – Constellation Brands, AB InBev e Heineken – estariam conversando com o presidente nesse sentido, ao lado do governador do estado de Jalisco, o berço da tequila, que pede que se abra “uma exceção” para o produto.

(Com npr.org)


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Corona é suspensa no México; no Brasil, Seasons se junta à CBCA

Marca continua sendo produzida e comercializada em outros países

Caso Backer: Três meses depois, 9 mortes e bloqueio de bens da cervejaria

Cerca de três meses depois da revelação da contaminação por dietilenoglicol de rótulos da cervejaria Backer, a maior parte da Belorizontina, o caso continua sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais, que ainda não encerrou o inquérito. Enquanto isso, as autoridades apontam nove mortes por intoxicação provocadas pelo consumo da substância. E a empresa teve seus bens bloqueados por decisão judicial.

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O último balanço da Polícia Civil, divulgado nesse meio tempo, aponta que 42 pessoas apresentaram sintomas da síndrome nefroneural, possivelmente causada pela ingestão de dietilenoglicol que estava nas cervejas contaminadas da Backer. Além disso, a instituição assegura que a pandemia do coronavírus não afetou as investigações, com 66 pessoas tendo prestado depoimentos na 4ª Delegacia do Barreiro, em Belo Horizonte, desde a abertura do inquérito.   

Em outra etapa da investigação, uma nova perícia foi realizada nos tanques da cervejaria pelos profissionais do Instituto de Criminalística, com a cooperação técnica do Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN). Eles analisaram o mecanismo de produção da cerveja a fim de detectar a presença ou não de vazamentos. Mas os resultados não foram revelados.

Enquanto isso, em 18 de março, o desembargador Evandro Lopes Teixeira, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, determinou o bloqueio de bens da cervejaria em R$ 50 milhões.

Em princípio, a decisão era por um bloqueio de R$ 5 milhões, valor posteriormente considerado insuficiente para o ressarcimento das vítimas, de acordo com a decisão judicial que havia definido o custeio de todas as despesas médicas das vítimas, assim como o pagamento de futuras indenizações pela Backer.

Bens ocultados e acordo
O magistrado também apontou que a cervejaria estaria ocultando parte dos seus bens. A Backer faz parte do Grupo Econômico Familiar Khalil Lebbos, que possui nove pessoas jurídicas. E suas atividades se dão em ramos como comércio de bebidas, alimentos, roupas, compra, venda e aluguel de imóveis próprios.

“Vislumbro que a parte agravada vem adotando condutas que a princípio demonstram intenção de ocultar/dilapidar o patrimônio e/ou dificultar a localização de seus bens, já que após o fato narrado nos autos procedeu a várias alterações contratuais um tanto quanto suspeitas”, afirmou o desembargador.

Por fim, de acordo com informações da imprensa mineira, a empresa teria fechado acordo indenizatório com uma pessoa, se comprometendo a custear todas as suas despesas médicas. A Backer, porém, evitou confirmar a existência de algum acerto, apenas declarando estar em conversações com as famílias das vítimas.

Menu degustação: Corona suspensa no México, Seasons na CBCA…

Em meio ao tenso clima provocado pelo coronavírus, a semana cervejeira trouxe uma novidade impactante: a suspensão da fabricação da Corona, pertencente ao grupo Modelo, no México. E, no Brasil, a CBCA aumentou seu alcance ao trazer a Seasons para o seu portfólio. Confira em detalhes.

Corona suspensa
Por meio de seu Twitter, a Modelo anunciou que suspendeu a fabricação de suas cervejas após uma ordem do governo mexicano. Entre as marcas da cervejaria está a Corona, que, a partir desse domingo e em caráter temporário, não poderá mais ser produzida no país. O México declarou emergência de saúde e suspendeu as atividades não essenciais em todo o território nacional, que registra mais de 50 mortes e 1.500 casos de contaminação por coronavírus. “O Grupo Modelo acatará as medidas adotadas pelo governo federal e reafirma seu total compromisso para ser parte no combate contra o coronavírus”, esclareceu a companhia. No Brasil, a marca deve continuar sendo fabricada normalmente pela Ambev.

Seasons na CBCA
Depois de anunciar aquisição de participação na Fábrica 75, a Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA) fechou mais uma importante parceria: a premiada e criativa cervejaria gaúcha Seasons assinou oficialmente o Memorando de Entendimento para se juntar à catarinense Schornstein e à paulista Leuven na companhia. “Cada vez mais, entendo que o mercado precisa se transformar para crescer. A proposta da CBCA, de estabelecer um padrão de gestão mantendo o propósito e os valores essenciais de cada marca, chamou nossa atenção desde o início. Acreditamos no profissionalismo que nos tornará capaz de perpetuar a Seasons, trazendo uma perspectiva de longo prazo ainda maior”, comenta Leonardo Sewald, fundador da Seasons.

23 promoções de delivery de cerveja na quarentena

Se em tempos normais as promoções de cervejas se concentravam nos pontos de venda, agora, com o delivery se consolidando como grande canal de vendas, é hora de marcas e varejistas serem criativos e competitivos no serviço de entrega. Por conta da quarentena, artesanais e lojas especializadas estruturaram a toque de caixa suas operações de delivery para continuar no radar dos consumidores.

O Guia reuniu boas opções de promoções em diversas cidades brasileiras. Tem de tudo: de frete grátis e combos a brindes. Veja qual está mais perto de você, fique em casa e “beba local”.

Belo Horizonte
KRUG
Para o pessoal de Belo Horizonte, a Krug elaborou pacotes e kits promocionais de quarentena. São 22 rótulos, em garrafa e latão, disponíveis em caixa fechada, com 6, 18 unidades, ou individuais. A Áustria Lager sai por R$ 5,99, a lata de Dry Stout por R$ 7,99, a long neck clássica por R$ 3,99 e a long neck Saint Patrick’s Day por R$ 2,99. Pedidos pelo telefone (31) 3507-0777 ou WhatsApp: (31) 98491-4639.

FALKE
No aplicativo da cervejaria, nas compras acima de R$ 300, o cliente ganha 5 long necks de Falke Pilsen. Entrega grátis e imediata. Pelo Whatsapp (31) 2551-4300⠀⠀⠀

Campinas
CERVEJARIA CAMPINAS
Tem 50% de desconto nas caixas fechadas de cerveja. Pedidos pelo Whatsapp (19) 99809-9787

TOCA DA MANGAVA
Tem promoções para caixas fechadas: a de 12 garrafas de 500ml, de estilos distintos, sai de R$240 por R$180. O contato é: (19) 99499-3526.

Curitiba
BODEBROWN
A cervejaria paranaense faz, no seu perfil do Instagram, a campanha Clausura Phodásfica, em que divulga varejistas que revendem a marca por todo o Brasil. Em São José dos Campos (SP), o Comercial Del Rey entrega pedidos feito pelo Whatsapp (12) 997651207, enquanto em Niterói o Fina Cerva atende pelo (21) 2714-6348. Em Campinas, a Cervejoteca Campinas tem serviço de retirada e delivery pelo (19) 3203-0809

Niterói
NOI
A cervejaria de Niterói faz promoção de até 35% na entrega de barris de chopp em casa. Um barril de 20 litros da Bionda sai por R$300. O delivery em Niteroi é pelo Whatsapp (21) 97165-0774⁣. Já no Rio de Janeiro, no (21) 96763-5148⁣. A marca começou suas entregas em São Paulo pelo (11) 99891-8709.

Piracicaba
CEVADA PURA
A cada R$ 20,00 gastos na loja/pub Hop Flyers ou na fábrica Cevada Pura, o cliente ganha 1l de Chope Verde (Pilsen Puro Malte). Informações: (19) 97418-0141 ou (19) 3403-2929. 

Porto Alegre
SURICATO ALES
Latas de 473ml pelo valor promocional de R$ 19,90, e chope de qualquer estilo por R$ 30 o litro. A taxa de entrega é de R$ 5. Encomendas pelo Whatsapp (51) 9819-6693.

NARCOSE
10% de desconto para retirada no balcão. Pedidos por Whatsapp até às 18h, com entrega no mesmo dia. (51) 99916.1671 ou⁣ (51) 99504.7001⁣.

Presidente Prudente
CERVEJARIA 018
Barril de 30 litros de lager por apenas R$ 250. Pedidos pelo Whatsapp (18) 3203-2064.

Ribeirão Preto
LUND
A cervejaria vende o combo growler de vidro de dois litros cheio com sua pilsen por R$34. Pelo telefone (16) 3621-5915 e Whatsapp (16) 98130-5915, além do app da marca.

INVICTA
A Invicta tem 50% de desconto para os pedidos no drive trhu. O horário de atendimento é 9h às 18h de segunda à sexta-feira e das 9h às 14h aos sábados, pelo telefone (16) 3878-1020

Rio de Janeiro
FLAMINGO
A cervejaria faz promoção de 20% de desconto e frete grátis em seu delivery no (21) 99853-3851.

São Paulo
BEER4U
O site tem uma seção de promoções como Devaneio do Velhaco Horizonte Tropical por R$34,99, e Dádiva Venice Beach por R$19,99. Pra quem for buscar na unidade Vila Madalena, na compra de três chopes, o quarto é de graça.

WONDERLAND
A cervejaria do Rio de Janeiro passou a atender em delivery também em São Paulo com frete grátis. O pedido mínimo é de R$ 200 (cerca de 9 garrafas). Compras acima de R$ 290 ganham 15% de desconto. Pedidos pelo site da marca.

LA CAMINERA
Na compra de 3 growlers ganhe 1 de Pilsen ou Wheat Beer. Quem adquirir pack com 6 latas ganha uma lata de El Dorado ou um copo Caminera 250ml. Entregas para toda a São Paulo. Também tem retirada na porta do bar, das 13h às 21h. WhatsApp (11) 97483-3434

CERVEJARIA NACIONAL
Dois dos principais rótulos da casa estão com desconto: Y-îara (Pilsen): de R$ 18 por R$ 12,50 (500ml) e Mula (IPA): de R$42 por R$27,00 (1l). Retirada na cervejaria ou entrega pelos apps Rappi e iFood, com frete grátis para até 3,5 km de distância.

CERVEJARIA TARANTINO
Dry Stout com 30% de desconto e frete grátis no site, até o final de abril, nas compras acima de R$130 para São Paulo e acima de R$250 para o interior do Estado.

CERVEJARIA SÃO PAULO
Promoções de até 15% e frete grátis (a consultar). Long necks saem por R$12,50. Os pedidos podem ser feitos pelo Whatsapp (11) 97368-1234.

MADALENA
No site da marca há opções de combos de garrafas e latas, além de rótulos com descontos de até 34% (caso da Stout 600ml, que sai por R$16). Pedidos também pelo Whatsapp (11) 97133-4650.

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Ações da Ambev acompanham queda da Bolsa e caem 18% em março

A pandemia de coronavírus já levou o mundo a superar a marca de 1 milhão de casos da doença e praticamente paralisou a economia. Não foi diferente no Brasil, onde a maior parte da população está em quarentena há duas semanas. Esse necessário isolamento social e a virose causaram efeitos diretos em diferentes setores, algo que pode ser constatado pela baixa generalizada das ações. No país, o papel da Ambev (ABEV3) fechou março com queda de 18,02% na Bolsa no somatório do mês.

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Após concluir fevereiro cotada a R$ 14,54, na sequência da divulgação do seu balanço anual, a ação da cervejaria encerrou março com o preço de R$ 11,92. Nos dois primeiros pregões de abril, por sua vez, o papel registrou alta e terminou a última quinta-feira cotado a R$ 11,99 – ainda assim bastante abaixo do patamar anterior à crise do coronavírus.

A queda no preço das ações da Ambev se insere no contexto de um declínio anda mais brusco da Bolsa de Valores de São Paulo, a principal do mercado nacional. O índice Bovespa, formado pelas ações com maior volume negociado, terminou fevereiro em 104.171,57 pontos. Já em março, fechou com 73.019,76. Foi uma redução de 29,90%, que se ampliou no começo de abril: o indicador encerrou a última quinta-feira com 72.253,46 pontos.

Vale lembrar que o circuit breaker, o “botão do pânico” da Bolsa, utilizado quando há uma queda do Ibovespa superior a 10%, foi acionado seis vezes para interromper o pregão em março, nos dias 9, 11, 12 (duas vezes), 16 e 18.

Declínio das ações fora do Brasil
A queda das ações do mercado cervejeiro em março também ocorreu no cenário internacional. Na Europa, a ação da Anheuser-Busch InBev – empresa fruto da fusão da belga Interbrew com a Ambev – fechou o terceiro mês de 2020 cotada a 40,47 euros. Como havia terminado fevereiro valendo 50,73 euros, a perda de valor foi de 20,22% no mês.

Já a redução do preço do papel da Heineken foi um pouco menor. Ele começou o mês custando 90,22 euros e encerrou março com valor de 76,16 euros. A queda, portanto, foi de 15,58% em um mês no mercado europeu.

Contexto de desemprego
A queda nas bolsas e também nas ações das principais cervejarias do mundo se dá em um cenário de números alarmantes. Afinal, além de ter superado a marca de 1 milhão de casos, o coronavírus já é responsável pela morte de 50 mil pessoas. E a economia “real” já vem sendo afetada, como indicam números de desemprego nos Estados Unidos divulgados nas últimas horas.

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O relatório de empregos urbanos do país (payroll) registrou o fechamento de 700 mil postos de trabalho em março em território norte-americano. Esse dado se soma aos mais de 6 milhões de pedidos de seguro-desemprego no país nas duas últimas semanas. A expectativa é de que os dados brasileiros, a serem divulgados nas próximas semanas, acompanhem essa desaceleração da economia e do aumento de desemprego.

As ações do governo federal, afinal, não têm ajudado. O presidente Jair Bolsonaro permitiu a adoção de cortes de salários e da redução da jornada, mas o apoio aos trabalhadores, especialmente os informais, ainda é modesto: a lei de auxílio mensal de R$ 600 até foi sancionada, mas ainda não há uma definição sobre quando serão iniciados os pagamentos.