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Brewtainer troca cerveja por comida e capta 4 ton; Ambev leva álcool gel a todo país

O mercado brasileiro de cerveja segue se mobilizando na luta contra a pandemia de coronavírus. Duas ações distintas nos últimos dias – uma realizada pelo Brewtainer TAP Container e outra pela Ambev – auxiliaram a combater o Covid-19 e a minimizar o impacto provocado pela crise econômica.

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Empresa especializada no fornecimento de bar container personalizável, o Brewtainer realizou uma importante campanha em Vinhedo, cidade próxima a São Paulo: trocou um litro de chope de marcas parceiras, como Berggren, Daoravida, Cervejaria Campinas, Germânia, Invicta e Madalena, por um quilo de alimento não perecível.

Realizada no último final de semana, a ação teve sucesso absoluto e arrecadou quatro toneladas de alimentos para distribuir entre a população carente da região.

“No ultimo final de semana, o Brewtainer realizou uma ação social na cidade de Vinhedo para a distribuição de chope em troca de doação de alimentos para a população carente da região. A ação foi um enorme sucesso, distribuindo quase 2 mil litros de chope e arrecadando 4 toneladas de alimentos”, celebrou a marca em suas redes sociais.

Álcool gel
Já a Ambev, que havia começado a produzir álcool gel para doar no combate ao coronavírus, informou nesta segunda-feira que dobrou sua produção do produto, alcançando um milhão de unidades. Elas serão doadas a todas as Secretarias Estaduais de Saúde das 27 unidades federativas do Brasil.

Para ampliar a doação, a Ambev criou linhas de produção exclusivas em algumas unidades e adquiriu novos equipamentos para as cervejarias localizadas em Piraí (RJ) e agora também em Jaguariúna (SP), que vão fazer a extração do álcool que vem do processo produtivo da cerveja e também o envase do álcool em gel, segundo complementa a companhia em nota.

“Para transformar o álcool, em gel, o Centro de Engenharia da Ambev desenvolveu uma fórmula nova, que dispensa o uso do carbopol – uma matéria-prima que está em falta no mercado, o que dificultava a ampliação da produção. O processo será feito por empresas parceiras da Ambev em Cotia e Vinhedo”, finaliza a Ambev.

México suspende produção de cerveja e abre debate sobre “essência” do setor

Diante da pandemia de coronavírus que se espalha pelo mundo, governos de praticamente todos os países se veem obrigados a tomar medidas de contenção. Na maioria delas, as estratégias passam pela restrição do convívio social para evitar aglomerações, o que significa o fechamento de pontos comerciais, de serviços e até de indústrias. O governo do México, no entanto, foi além: determinou a suspensão da produção de bens não essenciais até o final de abril – o que significa, por exemplo, o fim da fabricação de bebidas alcoólicas.

No estado de Nuevo Leon, ao norte do país, o governador Jaime Rodríguez Calderón foi ainda mais longe e proibiu até a venda de bebidas alcoólicas, com o argumento de que, sob o estresse causado pela quarentena, a violência doméstica poderia aumentar. O mesmo fez o estado de Tabasco, ao sul, enquanto outras cidades mexicanas limitaram o horário das vendas.

Com a proibição da produção e do comércio de cerveja, não demorou para que memes inundassem o ambiente digital. As hashtags #ConLasChelasNo (algo como “com a breja não”), #MexicoQuiereCerveza e #LeySeca passatam a identificar postagens que fazem piada e lamentam a situação.

A decisão também tem causado um efeito tão óbvio como curioso: uma corrida dos consumidores aos pontos de venda para estocar cerveja, o que provocou confusão e filas imensas.

Essencial ou não?
Atualmente o México assiste à escalada do coronavírus, com números maiores a cada dia. Ao todo, mais de 2.100 pessoas contraíram o vírus e 94 delas morreram. Assim, a decisão de suspender a produção de cerveja vem como estratégia para evitar um impacto ainda maior da pandemia.

A diretriz presidencial prevê que apenas serviços e produtos essenciais continuem funcionando e sendo produzidos. Na lista consta a atividade agroindustrial, um dos principais componentes do Produto Interno Bruto mexicano. O setor cervejeiro, no entanto, contesta sua classificação como não-essencial, sob o argumento de que se enquadraria nos critérios que a caracterizariam como atividade agroindustrial.

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No comunicado em que anuncia acatar a decisão do governo, interrompendo a produção de todas as suas marcas (dentre elas a Corona), a Cervejaria Modelo ressalta a importância da atividade agroindustrial e destaca a contradição da diretriz. No texto, a companhia ressalta que se trata da área mais importante da economia do país e que, dela, fazem parte 150 mil hectares plantados por ano de malte de cevada, beneficiando 150 mil famílias.

“Caso o governo considere oportuno declarar que a atividade cervejeira se enquadra como produto agroindustrial, estamos prontos para por em prática um plano em que mais de 75% de nosso pessoal permaneça trabalhando em suas casas”, afirma o comunicado da Modelo.

De fato, segundo fontes do setor, há uma movimentação política para convencer o governo central a mudar a classificação da indústria de bebidas. As três maiores cervejarias atuantes no país – Constellation Brands, AB InBev e Heineken – estariam conversando com o presidente nesse sentido, ao lado do governador do estado de Jalisco, o berço da tequila, que pede que se abra “uma exceção” para o produto.

(Com npr.org)


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Caso Backer: Três meses depois, 9 mortes e bloqueio de bens da cervejaria

Cerca de três meses depois da revelação da contaminação por dietilenoglicol de rótulos da cervejaria Backer, a maior parte da Belorizontina, o caso continua sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais, que ainda não encerrou o inquérito. Enquanto isso, as autoridades apontam nove mortes por intoxicação provocadas pelo consumo da substância. E a empresa teve seus bens bloqueados por decisão judicial.

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O último balanço da Polícia Civil, divulgado nesse meio tempo, aponta que 42 pessoas apresentaram sintomas da síndrome nefroneural, possivelmente causada pela ingestão de dietilenoglicol que estava nas cervejas contaminadas da Backer. Além disso, a instituição assegura que a pandemia do coronavírus não afetou as investigações, com 66 pessoas tendo prestado depoimentos na 4ª Delegacia do Barreiro, em Belo Horizonte, desde a abertura do inquérito.   

Em outra etapa da investigação, uma nova perícia foi realizada nos tanques da cervejaria pelos profissionais do Instituto de Criminalística, com a cooperação técnica do Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN). Eles analisaram o mecanismo de produção da cerveja a fim de detectar a presença ou não de vazamentos. Mas os resultados não foram revelados.

Enquanto isso, em 18 de março, o desembargador Evandro Lopes Teixeira, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, determinou o bloqueio de bens da cervejaria em R$ 50 milhões.

Em princípio, a decisão era por um bloqueio de R$ 5 milhões, valor posteriormente considerado insuficiente para o ressarcimento das vítimas, de acordo com a decisão judicial que havia definido o custeio de todas as despesas médicas das vítimas, assim como o pagamento de futuras indenizações pela Backer.

Bens ocultados e acordo
O magistrado também apontou que a cervejaria estaria ocultando parte dos seus bens. A Backer faz parte do Grupo Econômico Familiar Khalil Lebbos, que possui nove pessoas jurídicas. E suas atividades se dão em ramos como comércio de bebidas, alimentos, roupas, compra, venda e aluguel de imóveis próprios.

“Vislumbro que a parte agravada vem adotando condutas que a princípio demonstram intenção de ocultar/dilapidar o patrimônio e/ou dificultar a localização de seus bens, já que após o fato narrado nos autos procedeu a várias alterações contratuais um tanto quanto suspeitas”, afirmou o desembargador.

Por fim, de acordo com informações da imprensa mineira, a empresa teria fechado acordo indenizatório com uma pessoa, se comprometendo a custear todas as suas despesas médicas. A Backer, porém, evitou confirmar a existência de algum acerto, apenas declarando estar em conversações com as famílias das vítimas.

Menu degustação: Corona suspensa no México, Seasons na CBCA…

Em meio ao tenso clima provocado pelo coronavírus, a semana cervejeira trouxe uma novidade impactante: a suspensão da fabricação da Corona, pertencente ao grupo Modelo, no México. E, no Brasil, a CBCA aumentou seu alcance ao trazer a Seasons para o seu portfólio. Confira em detalhes.

Corona suspensa
Por meio de seu Twitter, a Modelo anunciou que suspendeu a fabricação de suas cervejas após uma ordem do governo mexicano. Entre as marcas da cervejaria está a Corona, que, a partir desse domingo e em caráter temporário, não poderá mais ser produzida no país. O México declarou emergência de saúde e suspendeu as atividades não essenciais em todo o território nacional, que registra mais de 50 mortes e 1.500 casos de contaminação por coronavírus. “O Grupo Modelo acatará as medidas adotadas pelo governo federal e reafirma seu total compromisso para ser parte no combate contra o coronavírus”, esclareceu a companhia. No Brasil, a marca deve continuar sendo fabricada normalmente pela Ambev.

Seasons na CBCA
Depois de anunciar aquisição de participação na Fábrica 75, a Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA) fechou mais uma importante parceria: a premiada e criativa cervejaria gaúcha Seasons assinou oficialmente o Memorando de Entendimento para se juntar à catarinense Schornstein e à paulista Leuven na companhia. “Cada vez mais, entendo que o mercado precisa se transformar para crescer. A proposta da CBCA, de estabelecer um padrão de gestão mantendo o propósito e os valores essenciais de cada marca, chamou nossa atenção desde o início. Acreditamos no profissionalismo que nos tornará capaz de perpetuar a Seasons, trazendo uma perspectiva de longo prazo ainda maior”, comenta Leonardo Sewald, fundador da Seasons.

23 promoções de delivery de cerveja na quarentena

Se em tempos normais as promoções de cervejas se concentravam nos pontos de venda, agora, com o delivery se consolidando como grande canal de vendas, é hora de marcas e varejistas serem criativos e competitivos no serviço de entrega. Por conta da quarentena, artesanais e lojas especializadas estruturaram a toque de caixa suas operações de delivery para continuar no radar dos consumidores.

O Guia reuniu boas opções de promoções em diversas cidades brasileiras. Tem de tudo: de frete grátis e combos a brindes. Veja qual está mais perto de você, fique em casa e “beba local”.

Belo Horizonte
KRUG
Para o pessoal de Belo Horizonte, a Krug elaborou pacotes e kits promocionais de quarentena. São 22 rótulos, em garrafa e latão, disponíveis em caixa fechada, com 6, 18 unidades, ou individuais. A Áustria Lager sai por R$ 5,99, a lata de Dry Stout por R$ 7,99, a long neck clássica por R$ 3,99 e a long neck Saint Patrick’s Day por R$ 2,99. Pedidos pelo telefone (31) 3507-0777 ou WhatsApp: (31) 98491-4639.

FALKE
No aplicativo da cervejaria, nas compras acima de R$ 300, o cliente ganha 5 long necks de Falke Pilsen. Entrega grátis e imediata. Pelo Whatsapp (31) 2551-4300⠀⠀⠀

Campinas
CERVEJARIA CAMPINAS
Tem 50% de desconto nas caixas fechadas de cerveja. Pedidos pelo Whatsapp (19) 99809-9787

TOCA DA MANGAVA
Tem promoções para caixas fechadas: a de 12 garrafas de 500ml, de estilos distintos, sai de R$240 por R$180. O contato é: (19) 99499-3526.

Curitiba
BODEBROWN
A cervejaria paranaense faz, no seu perfil do Instagram, a campanha Clausura Phodásfica, em que divulga varejistas que revendem a marca por todo o Brasil. Em São José dos Campos (SP), o Comercial Del Rey entrega pedidos feito pelo Whatsapp (12) 997651207, enquanto em Niterói o Fina Cerva atende pelo (21) 2714-6348. Em Campinas, a Cervejoteca Campinas tem serviço de retirada e delivery pelo (19) 3203-0809

Niterói
NOI
A cervejaria de Niterói faz promoção de até 35% na entrega de barris de chopp em casa. Um barril de 20 litros da Bionda sai por R$300. O delivery em Niteroi é pelo Whatsapp (21) 97165-0774⁣. Já no Rio de Janeiro, no (21) 96763-5148⁣. A marca começou suas entregas em São Paulo pelo (11) 99891-8709.

Piracicaba
CEVADA PURA
A cada R$ 20,00 gastos na loja/pub Hop Flyers ou na fábrica Cevada Pura, o cliente ganha 1l de Chope Verde (Pilsen Puro Malte). Informações: (19) 97418-0141 ou (19) 3403-2929. 

Porto Alegre
SURICATO ALES
Latas de 473ml pelo valor promocional de R$ 19,90, e chope de qualquer estilo por R$ 30 o litro. A taxa de entrega é de R$ 5. Encomendas pelo Whatsapp (51) 9819-6693.

NARCOSE
10% de desconto para retirada no balcão. Pedidos por Whatsapp até às 18h, com entrega no mesmo dia. (51) 99916.1671 ou⁣ (51) 99504.7001⁣.

Presidente Prudente
CERVEJARIA 018
Barril de 30 litros de lager por apenas R$ 250. Pedidos pelo Whatsapp (18) 3203-2064.

Ribeirão Preto
LUND
A cervejaria vende o combo growler de vidro de dois litros cheio com sua pilsen por R$34. Pelo telefone (16) 3621-5915 e Whatsapp (16) 98130-5915, além do app da marca.

INVICTA
A Invicta tem 50% de desconto para os pedidos no drive trhu. O horário de atendimento é 9h às 18h de segunda à sexta-feira e das 9h às 14h aos sábados, pelo telefone (16) 3878-1020

Rio de Janeiro
FLAMINGO
A cervejaria faz promoção de 20% de desconto e frete grátis em seu delivery no (21) 99853-3851.

São Paulo
BEER4U
O site tem uma seção de promoções como Devaneio do Velhaco Horizonte Tropical por R$34,99, e Dádiva Venice Beach por R$19,99. Pra quem for buscar na unidade Vila Madalena, na compra de três chopes, o quarto é de graça.

WONDERLAND
A cervejaria do Rio de Janeiro passou a atender em delivery também em São Paulo com frete grátis. O pedido mínimo é de R$ 200 (cerca de 9 garrafas). Compras acima de R$ 290 ganham 15% de desconto. Pedidos pelo site da marca.

LA CAMINERA
Na compra de 3 growlers ganhe 1 de Pilsen ou Wheat Beer. Quem adquirir pack com 6 latas ganha uma lata de El Dorado ou um copo Caminera 250ml. Entregas para toda a São Paulo. Também tem retirada na porta do bar, das 13h às 21h. WhatsApp (11) 97483-3434

CERVEJARIA NACIONAL
Dois dos principais rótulos da casa estão com desconto: Y-îara (Pilsen): de R$ 18 por R$ 12,50 (500ml) e Mula (IPA): de R$42 por R$27,00 (1l). Retirada na cervejaria ou entrega pelos apps Rappi e iFood, com frete grátis para até 3,5 km de distância.

CERVEJARIA TARANTINO
Dry Stout com 30% de desconto e frete grátis no site, até o final de abril, nas compras acima de R$130 para São Paulo e acima de R$250 para o interior do Estado.

CERVEJARIA SÃO PAULO
Promoções de até 15% e frete grátis (a consultar). Long necks saem por R$12,50. Os pedidos podem ser feitos pelo Whatsapp (11) 97368-1234.

MADALENA
No site da marca há opções de combos de garrafas e latas, além de rótulos com descontos de até 34% (caso da Stout 600ml, que sai por R$16). Pedidos também pelo Whatsapp (11) 97133-4650.

Sertãozinho
BR BREW
O growler de 1l da IPA Sangue no Zóio sai de R$23 por R$15, enquanto o litro da Session IPA Coração de Pedra sai por R$18. Pedidos pelo Whatsapp (16) 98225-6999.

Todo o Brasil
BOXER BEERS
O e-commerce da importadora traz a inglesa Fullers com 40% de desconto com o uso do cupom QUARENTENAFULLERS. Cervejas Petrus estão com 50% de desconto com o cupom PETRUS50OFF. Há ainda outros combos promocionais de rótulos importados.

CERVEJA ARTESANAL STORE
O site traz promoções para diversos rótulos de artesanais como Three Hills, QNZE e Odin com até 20% de desconto. Link aqui.


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Ações da Ambev acompanham queda da Bolsa e caem 18% em março

A pandemia de coronavírus já levou o mundo a superar a marca de 1 milhão de casos da doença e praticamente paralisou a economia. Não foi diferente no Brasil, onde a maior parte da população está em quarentena há duas semanas. Esse necessário isolamento social e a virose causaram efeitos diretos em diferentes setores, algo que pode ser constatado pela baixa generalizada das ações. No país, o papel da Ambev (ABEV3) fechou março com queda de 18,02% na Bolsa no somatório do mês.

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Após concluir fevereiro cotada a R$ 14,54, na sequência da divulgação do seu balanço anual, a ação da cervejaria encerrou março com o preço de R$ 11,92. Nos dois primeiros pregões de abril, por sua vez, o papel registrou alta e terminou a última quinta-feira cotado a R$ 11,99 – ainda assim bastante abaixo do patamar anterior à crise do coronavírus.

A queda no preço das ações da Ambev se insere no contexto de um declínio anda mais brusco da Bolsa de Valores de São Paulo, a principal do mercado nacional. O índice Bovespa, formado pelas ações com maior volume negociado, terminou fevereiro em 104.171,57 pontos. Já em março, fechou com 73.019,76. Foi uma redução de 29,90%, que se ampliou no começo de abril: o indicador encerrou a última quinta-feira com 72.253,46 pontos.

Vale lembrar que o circuit breaker, o “botão do pânico” da Bolsa, utilizado quando há uma queda do Ibovespa superior a 10%, foi acionado seis vezes para interromper o pregão em março, nos dias 9, 11, 12 (duas vezes), 16 e 18.

Declínio das ações fora do Brasil
A queda das ações do mercado cervejeiro em março também ocorreu no cenário internacional. Na Europa, a ação da Anheuser-Busch InBev – empresa fruto da fusão da belga Interbrew com a Ambev – fechou o terceiro mês de 2020 cotada a 40,47 euros. Como havia terminado fevereiro valendo 50,73 euros, a perda de valor foi de 20,22% no mês.

Já a redução do preço do papel da Heineken foi um pouco menor. Ele começou o mês custando 90,22 euros e encerrou março com valor de 76,16 euros. A queda, portanto, foi de 15,58% em um mês no mercado europeu.

Contexto de desemprego
A queda nas bolsas e também nas ações das principais cervejarias do mundo se dá em um cenário de números alarmantes. Afinal, além de ter superado a marca de 1 milhão de casos, o coronavírus já é responsável pela morte de 50 mil pessoas. E a economia “real” já vem sendo afetada, como indicam números de desemprego nos Estados Unidos divulgados nas últimas horas.

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O relatório de empregos urbanos do país (payroll) registrou o fechamento de 700 mil postos de trabalho em março em território norte-americano. Esse dado se soma aos mais de 6 milhões de pedidos de seguro-desemprego no país nas duas últimas semanas. A expectativa é de que os dados brasileiros, a serem divulgados nas próximas semanas, acompanhem essa desaceleração da economia e do aumento de desemprego.

As ações do governo federal, afinal, não têm ajudado. O presidente Jair Bolsonaro permitiu a adoção de cortes de salários e da redução da jornada, mas o apoio aos trabalhadores, especialmente os informais, ainda é modesto: a lei de auxílio mensal de R$ 600 até foi sancionada, mas ainda não há uma definição sobre quando serão iniciados os pagamentos.

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O isolamento social provocado pelo surto de Covid-19 obrigou bares, brewpubs e cervejarias a migrarem suas vendas para o delivery. Muitas empresas do ramo ainda não davam tanta atenção a essa operação e precisaram estruturar, às pressas, canais de venda remotos e processos de entrega.

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Entretanto, colocar esse sistema para funcionar não é simples. Primeiramente é necessário definir os canais de venda, que costumam ser via telefone, sites e aplicativos de celular. Para isso, escolher qual é o melhor meio para ter contato com o consumidor – ou mesmo diversificar as opções – se torna uma importante definição. Cada empresa possui uma realidade e deverá considerar até mesmo os custos envolvidos nos diferentes canais disponíveis.

Depois, com os canais definidos, é preciso encarar os desafios da logística. Isso envolve dar andamento e entregar os pedidos recebidos, assim como ter o estoque atualizado em todos os canais para não vender produtos que indisponíveis e ainda proceder com a separação, a embalagem e o transporte das cervejas.

“Alguns segmentos estavam mais maduros com a operação do delivery antes da pandemia, mas para a maioria dos bares, cervejarias e brewpubs, o delivery foi imposto às pressas como forma de sobrevivência e muitas empresas estão ainda conhecendo e se adaptando a essa operação”, destaca o sommelier de cervejas Rodrigo Sena, também jornalista e responsável pelo canal Beersenses.

Além disso, o crescimento da demanda por entregas tem levado algumas cervejarias a mudar a estratégia de envase. “Estamos funcionando com o delivery de growler, mas essa semana iremos envasar quatro das nossas cervejas em lata. Agora vamos começar a atuar muito nessa frente de cerveja em lata, mais até do que growler, pois é melhor para a logística e também para a exposição da marca”, conta o empresário Alexandre Gama Pinheiro, sócio da cervejaria Kinke, de São Paulo. A marca também irá disponibilizar novos canais de venda via website e aplicativo para celulares.

Do ponto de vista do consumidor, os desafios que as empresas possuem para estruturar uma operação de delivery não podem se tornar problemas. “A entrega de cervejas nunca foi uma operação simples pois ela é uma bebida extremamente frágil, que pode ser facilmente danificada”, ressalta Rodrigo.

Ainda mais pelo cenário atual, qualquer empresa que opera um delivery deve reforçar as precauções e medidas de higienização que ajudem a minimizar os riscos de propagação do coronavírus. A Kinke, por exemplo, além da assepsia normal dos growlers, promove uma sanitização externa, inclusive das sacolas. “A gente borrifa álcool nas embalagens antes de entregar ao motoboy para ajudar na prevenção e colaborar com a saúde dos profissionais e clientes”, conta Alexandre.

Por tudo isso, é importante o consumidor estar atento. A pedido do Guia, o sommelier Rodrigo Sena preparou 7 dicas para ajudar quem está comprando cervejas artesanais via delivery.

1- Recebimento
Antes de mais nada, verificar as condições da embalagem ao receber as cervejas do entregador para avaliar se não há danos em sacolas ou caixas. Sempre que for possível, confirmar o conteúdo adquirido.

2- Armazenagem
Se não for consumir as cervejas imediatamente, sempre armazená-las em pé. Se estiverem geladas, devem ser guardadas na geladeira. Cada rótulo possui um prazo de validade que deve estar descrito na embalagem, mesmo em growlers.

3- Antes de servir
Avaliar condições externas de latas, garrafas e growlers antes de beber. Verificar se estão lacrados e se não há avarias aparentes.

4- Ao servir
Prestar atenção à carbonatação da cerveja. Se houver pouca espuma pode ser que a cerveja tenha sido danificada no transporte, embora o nível de carbonatação varie conforme o estilo do rótulo. Alguns admitem pouca carbonatação.

5- Ao beber
Avaliar rapidamente se os aspectos sensoriais da cerveja estão de acordo com o rótulo e o estilo que você comprou, como a cor, os aromas, o amargor e os sabores. Se fugirem muito do estilo pode ser que a cerveja tenha sido danificada.

6- Conhecer os estilos
Se for comprar em growlers, prefira rótulos e estilos que você já conhece. Pode acontecer de a cervejaria errar ao enchê-los e enviar um estilo diferente do que você pediu, sendo que há diferenças de preços entre alguns deles.

7- Se houver problemas
Em caso de divergências, procure sempre resolvê-las primeiro com o bar ou com a cervejaria que lhe vendeu. Bom senso e empatia ajudam na solução das questões. Caso você entenda que está sendo prejudicado e que não há abertura da empresa para solução, o site Reclame Aqui e o Procon podem ser acionados.

Covid-19: Saiba quais empresas do setor e profissionais têm direito a benefícios

Ainda que com uma postura dúbia ao tratar da crise do coronavírus, o governo federal anunciou na última sexta-feira a criação de uma linha de crédito para cobrir parte da folha de pagamento de pequenas e médias empresas, com a perspectiva de destinar R$ 40 bilhões para financiar os salários por dois meses. A iniciativa, que ainda não foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, traz benefícios ao setor cervejeiro. O Guia, então, preparou um material explicativo sobre quem pode ter acesso ao programa e como solicitá-lo.

“Esta é uma linha de crédito emergencial, anunciada como uma das medidas do governo federal/Ministério da Economia para combater as consequências econômicas da pandemia. Consiste em um programa de financiamento da folha de pagamento, que destinará um total de R$ 40 bilhões (R$ 20 bilhões por mês, durante dois meses) para pagamento de salários de empregados de micro e pequenas empresas”, detalha o advogado Clairton Kubaszwski Gama, sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados.

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De acordo com as regras anunciadas pelo Ministério da Economia e pelo Banco Central, poderão obter os benefícios as pequenas e médias empresas com faturamento de R$ 360 mil a R$ 10 milhões por ano. E isso atinge uma parcela expressiva do segmento cervejeiro, como destaca o advogado.

“Implica no alcance de uma vasta gama de empresas, de diversas etapas do setor, mas principalmente micro e pequenas cervejarias, brewpubs e cervejarias ciganas, desde que tenham empregados contratados e que estejam dentro dos patamares de faturamento definidos pelo governo”, diz Clairton, detalhando como será feito o repasse dos valores e quais são as contrapartidas envolvidas.

“Este financiamento é exclusivo para pagamento de salários. Para garantir a destinação dos valores, bem como para assegurar os empregos, o valor será depositado pela instituição bancária diretamente em uma conta de titularidade de cada empregado e o empregador não poderá demiti-lo nesses dois meses”, acrescenta.

Clairton também destaca que há um teto no valor dos benefícios a serem destinados pelo governo federal, independentemente do salário do profissional. “Outro ponto importante é que o financiamento do salário por empregado está limitado a dois salários mínimos nacionais (R$ 2.090). Quer dizer, se o empregado ganha até dois salários mínimos, o financiamento será total; mas se o salário for superior a este valor, o excedente continua ficando por conta do empregador”, explica.

A linha de crédito ofertada pelo governo federal terá juros de 3,75% ao ano, com previsão de carência de seis meses. Ou seja, somente depois deste período as empresas começarão a pagar o valor financiado, que poderá ainda ser parcelado em até 36 meses.

Já para as microempresas, com faturamento anual abaixo de R$ 360 mil, o governo federal ainda não anunciou medidas de apoio para a crise. Mas há a previsão de que seja autorizada a suspensão temporária dos contratos de trabalho e a redução da jornada e do salário.

Trabalhadores informais
O setor cervejeiro conta com uma gama considerável de trabalhadores informais, o que dificultaria o acesso aos benefícios fornecidos para pequenas e médias empresas. Nesse caso, porém, eles também podem ser beneficiados por uma iniciativa criada pelo governo federal, como ressalta Clairton.

“Outra medida anunciada pelo governo federal, e que vem sendo chamada de ‘coronavoucher’, prevê o pagamento de um auxílio de R$ 600 por mês durante três meses para trabalhadores informais (que não têm registro de contrato de trabalho em carteira) e microempreendedores individuais (MEIs). A estimativa é de que o valor beneficie mais de 24 milhões de brasileiros”, aponta.

O advogado destaca, porém, que há algumas restrições para a parcela da população que poderia receber os valores. “Pelas regras já anunciadas, para receber o benefício, a renda familiar mensal por pessoa deve ser de até meio salário mínimo (R$ 522,50), com teto de até três salários mínimos (R$ 3.135,00). Além disso, é preciso que o beneficiado não esteja recebendo benefício previdenciário ou assistencial ou de outro programa governamental (com exceção do Bolsa Família); e que não tenha recebido em 2018 rendimento tributáveis acima de R$ 28.559,70”, explica, também indicando os trabalhadores do setor cervejeiro que poderão ser incluídos no programa.

“Diversos profissionais poderão se valer deste benefício (claro, desde que preencham os requisitos), especialmente trabalhadores autônomos que prestam serviços para cervejarias, brewpubs, bares, bem como em eventos e festas, e que, por conta da paralisação em razão da pandemia, estão sem poder realizar suas atividades”, esclarece.

A iniciativa só permite que cada família acumule no máximo dois benefícios. E, nos casos em que mulheres sejam mães e chefes de família, o valor pago chega aos R$ 1.200. Ainda não há, porém, uma definição sobre quando o governo federal realizará os primeiros repasses.

“Ainda não há data de quando o pagamento começará a ser feito, mas, segundo o Ministério da Cidadania, será operacionalizado na Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste, agências lotéricas e Correios”, alerta Clairton.

Outras ações
Em mais uma medida para minimizar os efeitos da crise, o governo federal prorrogou o vencimento dos tributos federais do Simples Nacional por três meses, o que ajuda as micro e pequenas empresas optantes deste sistema de arrecadação. E a possibilidade de postergar o pagamento de outros impostos é alvo de ações judiciais, como relata Clairton.

“As empresas que não são optantes do Simples Nacional têm buscado, via judiciário, igual prorrogação para os tributos federais (como Imposto de Renda, Contribuição Social sobre Lucro Líquido, IPI, Contribuição Previdenciária Patronal – INSS, Pis e Cofins). Recentemente, em um Mandado de Segurança ajuizado em conjunto pelos advogados Marcelo Andreola (Andreola Oss Emer Advogados) e Clairton Gama (Kubaszwski Gama Advogados), conseguimos o deferimento de liminar nesse sentido na Justiça Federal de Caxias do Sul”, afirma ele, também destacando benefícios criados na esfera estadual no contexto da crise do coronavírus.

“O governo do Estado (do Rio Grande do Sul), juntamente com o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), anunciaram uma linha de crédito de R$ 500 milhões para capital de giro para micro e pequenas empresas e outros R$ 500 milhões para serem usados no período de pós-crise em investimentos”, comenta.

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O advogado relata, ainda, alternativas que podem ser adotadas pelos empreendedores para lidar com o atual cenário de dificuldades. “As empresas ainda podem buscar adotar outras medidas trabalhistas (como home office, férias coletivas, banco de horas), comerciais (como renegociação de contratos e de financiamentos) e tributárias (como transações tributárias e administração de passivo) para tentar amenizar os impactos da pandemia”, conclui.

30 cervejarias se unem para ajudar asilos no combate ao coronavírus em SP

A pandemia de Covid-19 forçou a adoção de novos hábitos e tem aflorado o senso de responsabilidade social na maioria das pessoas. A fim de intensificar um novo modelo de vendas e, junto com isso, ajudar a quem precisa, os sócios do bar Soul Hops, Flávia Moraes e Bruno Ferraz, organizaram uma ação que oferece cerveja através de delivery e uma ajuda valiosa a asilos públicos da cidade de São Paulo.

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O movimento, chamado #bebalocalMESMO, reuniu 30 cervejarias até o momento. Elas oferecem seus rótulos com descontos de até 35% e destinam R$ 5 de cada lata ou growler vendido para a compra de itens de higiene e limpeza, incluindo álcool em gel e máscaras, para asilos públicos da Prefeitura de São Paulo, as Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPI), que atendem o principal grupo de risco ao novo coronavírus.

“Quando ligamos para fazer as doações, a recepção é tão calorosa que me emociono. Dizem que normalmente ninguém se lembra deles”, salienta Flávia. “Foi justamente por não estarem no foco e pertencerem ao grupo de risco que resolvemos ajudá-los.”

Além do objetivo social, o projeto visa trazer visibilidade e movimentar o mercado das cervejas artesanais nesse período de crise. “Nosso mercado é tão unido desde o início que resolvemos usar dessa força para que permaneçamos na mente do consumidor, mesmo que bebam e comemorem em suas casas”, acrescenta Flávia.

As 30 cervejarias participantes da iniciativa são: 4 Islands, Abutres, Augustinus, Bicudo, Cathedral, Dádiva, Demonho, Everbrew, Hator, Hipnose, Infected, Japas, La Caminera, Mafiosa, Molinarius, Orchid, Overall, Over Hop, Saint Rock, Santo Chico, Sunny Brew, Satélite, Spartacus, Suricato, Tesla, Three Hills, Treze, Undertap, Van Been e What’s on tap.

O Soul Hops recebe solicitações via whatsapp (11) 93396-1518 ou através do site. Estão sendo atendidos pedidos da capital paulista (com entrega no mesmo dia) e da região metropolitana de São Paulo (com prazo de 2 dias para entrega).

Fabricação de bebidas alcoólicas cresce 5,9% antes da crise do coronavírus

Hoje afetada diretamente pelo surto de coronavírus no Brasil, a produção de bebidas alcoólicas registrou aumento de 5,9% em fevereiro, mês que antecedeu a expansão da doença pelo país. Esta elevação da fabricação foi confirmada pelos dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O crescimento expressivo se deu em um contexto de aceleração modesta da produção industrial brasileira, que avançou 0,5% na comparação com o mês imediatamente anterior com ajuste sazonal. No entanto, em relação a fevereiro de 2019, a indústria recuou 0,4%. A produção também acumula queda de 0,6% no ano e de 1,2% no acumulado dos últimos 12 meses.

“É o segundo avanço após uma queda importante nos dois últimos meses de 2019. Mas o saldo desse período ainda é negativo, pois os resultados de novembro e dezembro acumulam -2,5%”, observa o gerente da pesquisa, André Macedo.

Já a produção de bebidas alcoólicas passou a registrar crescimento em 2020, de 3,6%, impulsionada pelos dados de fevereiro. Igualmente, o aumento no período de 12 meses é de 4,7%.

O cenário de expansão em fevereiro se repete na indústria de bebidas em geral. Houve elevação de 4,5% no segundo mês do ano, com os dados também sendo positivos em 2,8% no somatório de 2020 e em 4% nos últimos 12 meses.

A fabricação de bebidas foi, aliás, um dos pontos positivos na produção industrial nacional no mês, que foi liderada por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (11%).

“Outros impactos positivos importantes foram assinalados pelos ramos de outros produtos químicos (3,4%), de bebidas (4,5%), de celulose, papel e produtos de papel (4,1%), de produtos do fumo (35,7%), de produtos de borracha e de material plástico (2,8%) e de metalurgia (1,2%)”, assinalou o IBGE.

O panorama de crescimento em fevereiro se repete com a produção de bebidas não-alcoólicas: a elevação foi de 2,9% na comparação com o mesmo período de 2019, sendo de 1,9% em relação aos dois primeiros meses do ano passado e de 3,2% no acumulado dos últimos 12 meses.