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Maior consumidora do mundo, República Checa faz saldão para salvar cervejarias

Para superar a crise causada pela pandemia do coronavírus, os consumidores da República Checa foram convocados por cervejarias artesanais a usarem seus poderes de beber e comprar. Com bares fechados desde o meio de março, mais de uma centena de marcas de pequeno porte se juntaram em um “saldão” de rótulos com a data de vencimento próxima, com o objetivo de desovar os estoques.

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Os checos são os maiores consumidores de cerveja do mundo, com uma média anual de 143 litros por pessoa. Esse “recorde” é o apelo da campanha ZachranPivo, que, em checo, pode ser traduzido como o suplício “salvem nossa cerveja”.

A ideia é simples: o conjunto de empresas desenvolveu um site que oferece o excedente de seu estoque perto do vencimento a preços promocionais. No portal, o usuário consegue encontrar produtos de cervejarias próximas à sua casa que em breve seriam descartados, comprar com desconto e, dessa maneira, ajudar a marca a atravessar a crise.

Na última terça-feira, o site contava com mais de 5,9 milhões de garrafas e latas de cerveja esperando serem “resgatadas” por consumidores checos.

Crise das artesanais
A República Checa é a sexta maior produtora europeia de cerveja. Levantamentos apontam que o país conta com seis cervejarias de grande porte, 30 médias e 440 pequenas. Mas os prognósticos para a crise não são nada animadores para um setor tão tradicional e valorizado no país. De acordo com a associação nacional de microcervejarias, um quarto das empresas não deve suportar a pandemia e fechará as portas.

“Estou ainda mais pessimista do que isso”, afirma Michal Pomahac, proprietário da cervejaria Kytin, localizada nos arredores da capital Praga, um dos idealizadores do “Salvem Nossa Cerveja”. Sua marca, ele conta, perdeu 80% das receitas depois que a quarentena começou. A situação é ainda pior para as cervejarias que negociam barris para bares e restaurantes – e viram suas vendas simplesmente desaparecerem desde então.

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Sem auferir receitas com os barris, a alternativa foi mudar a estratégia para a venda de latas e garrafas ao consumidor final. No entanto, enquanto cervejarias de maior porte conseguem manter seus produtos por um longo tempo estocados ou nas prateleiras, as artesanais que produzem cerveja não filtrada correm contra o tempo em função do menor prazo de validade.

Recessão na República Checa
Assim como o Brasil e diversos outros países, a República Checa, que conta hoje com pouco mais de mil casos e 23 mortes por coronavírus, deve entrar em recessão até o final do ano. Lá, também, setores da indústria e do comércio reivindicam ajuda governamental para se manterem vivos.

“Esses caras (cervejarias artesanais) vão aguentar mais um mês. O governo precisa agir o mais rápido possível para compensar a crise com medidas”, pede o presidente da associação nacional de microcervejarias, Jan Suran.

Segundo ele, o setor deve se unir ao de restaurantes em uma batalha judicial para assegurar compensações. Eles apontam que a legislação local obriga o Estado, em caso de crise, a compensar os estragos, fornecendo empréstimos sem juros e perdoando taxas e pagamentos de seguros.

“Se o governo não der suporte às pequenas cervejarias, milhares perderão seus empregos”, completa Jan Suran.

(com praguemorning.com e euronews.com)

Covid-19 pode arruinar safra de lúpulo na Alemanha

A safra de lúpulo na Alemanha está seriamente comprometida. A pandemia de Covid-19, segundo associações de produtores locais, tornou escassa a mão-de-obra temporária vinda de fora do país que normalmente trabalha nas plantações.

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“Devido ao fechamento das fronteiras, atualmente não há praticamente nenhum trabalhador sazonal para trabalhar durante a primavera nos campos de lúpulo”, diz um comunicado da IGN, uma das empresas do setor na Alemanha.

Em tempos “normais”, é comum que trabalhadores rurais poloneses, checos e romenos viajem à Alemanha durante a primavera. No entanto, como o país é um dos principais atingidos pelo novo coronavírus na Europa, há um grande temor de contaminação.

Hoje a Alemanha contabiliza mais de 62 mil casos e 570 mortes, enquanto Polônia, República Checa e Romênia têm todos por volta de 1900 contaminações e menos de 60 mortes.

O problema, assim, não é entrar na Alemanha, já que esses trabalhadores estariam autorizados a viajar e ficar no país, mas sair: após sua estadia, seria obrigatória uma quarentena de 14 dias para que voltassem à vida normal na Polônia, por exemplo.

A maioria desses trabalhadores tem emprego fixo em seu país de origem e faz o trabalho de colheita de lúpulo durante suas férias – que não seriam suficientes para comportar os 14 dias de quarentena.

Situação dramática
Maior área plantada de lúpulo do mundo, a região de Hallertau, ao norte de Munique, demanda aproximadamente 5 mil trabalhadores sazonais por ano. Em abril, no entanto, época em que o lúpulo começa a crescer, esse número chega a 15 mil.

“A situação é dramática”, avalia Franz-Xaver Hobmaier, presidente de uma cooperativa de Mainburg, cidade da região da Baviera. “O humor dos fazendeiros oscila entre a esperança e o medo.”

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Para atenuar o problema, Hobmaier levantou a possibilidade de recrutar estudantes universitários, que têm suas aulas paralisadas, ou trabalhadores de bares e restaurantes, que perderam seus empregos por conta da crise. “Se não encontrarmos trabalhadores suficientes, pode haver uma escassez de lúpulo nesse ano.”

Uma safra pequena, no entanto, tem tudo para resultar em preços mais altos, o que culminaria em custos maiores para cervejarias e para consumidores.

Para “evitar demissões”, Grupo Petrópolis anuncia férias de 10 mil funcionários

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O Grupo Petrópolis anunciou nesta segunda-feira que concederá férias a 10 mil de seus 28 mil funcionários. A medida visa evitar demissões que poderiam ser decretadas por conta da quarentena imposta no combate à pandemia de coronavírus, segundo informa a cervejaria. Cada trabalhador negociou diretamente com o seu gestor e, portanto, elas terão prazos individuais.

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“Devido à queda de consumo de cerveja no país, por conta do fechamento dos bares e restaurantes, o Grupo Petrópolis vai promover ações de readequação de suas atividades e de seus 28 mil trabalhadores. A partir desta segunda-feira, entram de férias 10 mil funcionários. A medida quer, em um primeiro momento, garantir os empregos da companhia nesta fase de prevenção ao Covid-19”, comunica a companhia, garantindo que tomou iniciativas que cumprem os protocolos de segurança recomendados pelas autoridades federais, estaduais e municipais.

“Desde o início da pandemia, a empresa vem cumprindo as medidas de prevenção sugeridas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 20% já trabalhavam em regime de home office ou foram afastados preventivamente por estarem nos chamados grupos de risco. O foco prioritário sempre foi tomar todas as medidas de proteção dos colaboradores, agora as medidas visam a saúde e a manutenção dos empregos”, acrescenta a empresa.

Detentora de marcas como Itaipava, Black Princess, Petra e Brassaria Ampolis, a Petrópolis conta com sete unidades fabris (Alagoinhas/BA, Boituva e Bragança Paulista/SP, Itapissuma/PE, Petrópolis e Teresópolis/RJ, e Rondonópolis/MT), além de mais de 180 unidades de distribuição espalhadas pelo país.

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Com os estoques em alta, segundo complementa a empresa, a produção será feita seguindo o cronograma das linhas de envase de cada fábrica. “No momento, o Grupo tem produto suficiente para o atendimento aos supermercados e pontos de venda que seguem abertos.”

Apesar do momento difícil que exigiu a concessão de férias a parte de seus funcionários, o Grupo Petrópolis demonstra otimismo e aposta na retomada econômica para os próximos meses. “A companhia mantém expectativas positivas no país e na capacidade de retomada, quando o momento for adequado”, finaliza a empresa.

Balcão do Advogado: Guia prático para superar a crise do Covid-19

Balcão do Advogado: Guia prático para superar a crise do Covid-19

Todos estamos sendo impactados pelos efeitos decorrentes do novo coronavírus. Pensando nisso e no grande estresse que as implicações da crise provocada pela pandemia estão acarretando aos pequenos negócios, resolvemos elaborar um guia prático para auxiliar (principalmente, mas não somente) as empresas do mercado cervejeiro.

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O guia será atualizado constantemente, conforme novas normas e informações forem surgindo. Atualmente o material, que contém informações e sugestões práticas, conta com os seguintes capítulos: Comunicação, Redes Sociais, Funcionamento das Cervejarias, Implicações Trabalhistas, Aluguel, Consumidor, Auxílio Governamental, Negociação de Dívidas e Crédito, Alternativas de Venda e Dicas para o seu Negócio.

Com vidas e negócios em risco, é preciso torcer para que as condições melhorem o quanto antes. Enquanto isso, precisamos estar preparados para os cenários que podem se apresentar.

Estamos sendo bombardeados em tempo real com todo tipo de informação sobre o novo coronavírus, então evitaremos tecer maiores comentários sobre a doença, medidas de proteção e suas implicações. A ideia do material é servir de norte para o mercado cervejeiro lidar, na medida do possível, da melhor forma com a pandemia.

Baixe o material aqui

André Lopes, sócio do escritório Lopes, Verdi & Távora Advogados, é criador do site Advogado Cervejeiro.

Menu degustação: Louvada e Stella contra o Covid-19, parceria da Verallia…

Embora o setor cervejeiro venha sofrendo com a pandemia do coronavírus, as marcas têm mostrado solidariedade no combate à pandemia. A Louvada, por exemplo, irá produzir e doar 1,5 mil litros de álcool 70%, enquanto a Stella Artois criou uma campanha para ajudar na sobrevivência de pequenos bares e restaurantes. A semana ainda foi marcada pelas parcerias: a Verallia fechou acordo para envasar as Brut IPAs da Blondine e a CBCA assinou contrato de investimento com a Fábrica 75. Confira em detalhes.

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Louvada contra o Covid-19
A Cervejaria Louvada desenvolveu uma importante iniciativa no Mato Grosso: produzir 1,5 mil litros de álcool 70% para ajudar no combate ao coronavírus. O produto está sendo distribuído gratuitamente a hospitais e profissionais que fazem atendimento à população, como policiais e bombeiros, além de instituições como asilos. “Adquirimos álcool puro, teor alimentício, e fizemos a diluição aqui na fábrica, nos tanques de produção mesmo, e fizemos o envase. A ideia nossa é produzir mais de 3 mil garrafinhas de 500 ml”, calcula Gregório Ballarotti, diretor-geral da Louvada. “Estamos focando principalmente em quem lida com as pessoas e precisa do produto porque não dá para lavar a mão a todo o momento. Vários hospitais têm procurado a gente.”

Stella contra o Covid-19
Para auxiliar na crise que a quarentena pode provocar no setor de bares e restaurantes, a Stella Artois criou o movimento Apoie Um Restaurante, uma corrente para unir parceiros de todo o país pela sobrevivência destes negócios. Trata-se de uma plataforma colaborativa para gerar caixa para que esses estabelecimentos – especialmente os menores – se mantenham em funcionamento durante a fase de baixa demanda. Acessando o site www.apoieumrestaurante.com.br, o consumidor escolhe um restaurante e, na compra de um voucher de R$ 100, paga só R$ 50 para consumir presencialmente no futuro – o desconto de 50% será custeado pela Stella Artois e outros parceiros da ação. Entre os apoiadores do projeto está o chef Alex Atala, uma das principais vozes da gastronomia brasileira. Serão milhares de cupons para resgate em diversas regiões do Brasil com o objetivo de reunir mais de mil restaurantes, acrescenta a marca da Ambev.

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Verallia e Blondine
A cervejaria Blondine escolheu a garrafa Celeste, da Verallia, para envasar seus dois rótulos especiais de Brut IPAs, a Sparkling e a Sparkling Rosé. Trata-se de uma embalagem que faz parte da Selective Line, linha Premium da Verallia, e que possui pescoço longo e cônico e corpo arredondado. O modelo escolhido foi na cor canela, com fechamento em coroa. “Escolhemos a garrafa Celeste da Verallia pelo design, que atende as necessidades do nosso produto final, uma cerveja Brut IPA”, conta Aloisio Xerfan, diretor-executivo da Blondine. Com coloração límpida e carbonatação intensa, a Sparkling tem amargor proveniente dos lúpulos El Dorado e da variedade neo-zelandesa Nelson Sauvin, além de aroma de sauvignon blanc e de frutas maduras como pêssego. Já a Sparkling Rosé possui alta carbonatação e adição do suco da framboesa, que traz um toque frutado nas notas e aromas.

CBCA em expansão
Criada após a fusão entre a catarinense Schornstein e a paulista Leuven, a Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA) assinou acordo de parceria e investimento conjunto em uma das maiores distribuidoras especializadas em cerveja artesanal de São Paulo, a Fábrica 75. “Nossa atenção hoje está em proteger os colaboradores e contribuir com a sociedade, mas já desenhando ações estruturantes para o fim da quarentena, seja quando for”, aponta Gustavo Barreira, CEO da CBCA. “Acreditamos que quanto mais rápido as empresas se recuperarem, melhor será para a economia como um todo.” A participação da Fábrica 75 aumenta de imediato em 10% o faturamento da CBCA, projetado em R$ 30 milhões em 2020.

Delivery de cerveja: 85 opções para passar bem a quarentena

Mais uma semana de quarentena se passou, outras tantas ainda estão por vir e, cada vez mais, o delivery de cerveja se consolida como alternativa tanto para marcas e varejistas quanto para os clientes.

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A modalidade não é nova, mas era, até então, relativamente pouco explorada pelas cervejarias artesanais e passa a ser essencial no período de quarentena.

O Guia reuniu aqui cervejarias, bares e varejistas que, com a entrega, estão ao mesmo tempo buscando se manter vivos e proporcionar um confinamento mais amistoso a seus clientes. Além delas, há lojas entregando insumos e cursos online gratuitos. Confira as boas opções.

Americana
Kalango
Está trabalhando com delivery via iFood ou retirada no balcão (com desconto de 15%). Pelo Whatsapp (19) 98265-8009.

Araraquara
AVENIDA 42
O brewpub da marca atende a região de Araraquara pelo WhatsApp: (16) 99741-7149. De quarta a sábado, das 18h às 23h.

Belo Horizonte
KRUG
Entregas sem taxas em BH e Nova Lima, em até 24h. Há kits promocionais de 6 e 18 garrafas. O horário de funcionamento é das 8h às 17h, de segunda à sexta. Sábado de 8h às 12h. Telefone (31) 3507-0777 ou Whatsapp: (31) 98491-4639.

Campinas
CERVEJARIA CAMPINAS
Entrega pelo aplicativo Rappi.

DAORAVIDA
Está trabalhando com delivery e retirada no balcão da taphouse. Contato pelo telefone (19) 3295-2978 e Whatsapp (19) 99187-5130.⠀

LANDEL
Encomendas pelo iFood e Rappi, para Campinas.

TÁBUAS
O contato é pelo Whastapp (19) 98905-8437, que te responde com um link para fazer seu pedido. Entregas das 9h ao meio-dia e das 13h às 18h. O frete é grátis para distâncias de até 12km. O preço incluso é de R$ 10 para até 25km.

TOCA DA MANGAVA
Delivery de seus rótulos em garrafa e chopp em barril. Tem promoções para caixas fechadas. O contato é: (19) 99499-3526.

Caxias do Sul
SALVADOR BREWING CO.
Seus 4-pack estão disponíveis para delivery com frete grátis nas compras acima de R$149,00.

Curitiba
BIL BIL BEER
Entrega grátis para pedidos acima de R$ 150 em um raio de 15km da loja. Produtos de cervejarias como Ogre, Wensky, Allright e WayBeer, além de insumos. Pelo Whatsapp (41) 99705-7799, pelo e-mail sac@bilbilbeer.com.br ou site www.bilbilbeer.com.br.

BODEBROWN
Além do portfólio tradicional, a linha Clausura já pode ser encontrada na loja virtual da Bodebrown. O frete é grátis para compras em Curitiba e Região Metropolitana a partir de R$ 59, e acima de R$ 349 para regiões Sul e Sudeste. 

Florianópolis
SCIENCE OF BEER
A escola liberou o acesso a dois cursos online: Avaliação Sensorial de Cervejas e Escola Belga. Também oferece diversos conteúdos gratuitos, acessíveis aqui.

Jundiaí
GIFFA
Entrega em casa pelo WhatsApp (11) 95689-4899 e também pelo iFood. Além disso, enche growler na fábrica.

Lençóis Paulista
HIPNOSE
O delivery funciona de terça a sábado das 17h às 21h. Promoções para quem encher growlers, em barris e latas. Pedidos pelo WhatsApp, pelo telefone (14) 3263-2305 ou pelos aplicativos Aiqfome e iFood.

Niterói (ver também cervejarias que entregam no Rio de Janeiro)
MÁFIA
Entrega pedidos feitos de segunda a sexta. Trabalha também com entregas no local e tem promoção para a compra de 12 garrafas de quaisquer rótulos da marca. Encomendas pelo telefone (21) 2609-6524 ou WhatsApp (21) 99054-5845.

Paraguaçu Paulista
MARIA BRAVURA
Enche growler, o higienizando com álcool 70%, e faz entregas. Rua Armando Sales de Oliveira, 197 – Centro | Telefones: (18) 3362 1500 | 99736 7121| 99638 1783.

Piracicaba
CEVADA PURA
Drive-thru de chopes, growlers, latas e garrafas.Informações: (19) 97418-0141 ou (19) 3403-2929.

LEUVEN
Entrega grátis para Piracicaba. Horário de atendimento: segunda à sexta 9h às 18h sábado das 9h às 13h. Pedidos pelo telefone (19) 97111-5935.

Porto Alegre
DEVANEIO DO VELHACO
Growlers de 1l e garrafas de 600ml pelo UberEAts e pelo iFood.

AL CAPONE
Pedidos de rótulos da linha fixa e de linhas especiais pelo telefone (51) 99184-2446. Frete grátis acima de 12 unidades.

BABEL
Entrega chope e growlers de 2l. Contato pelo Whatsapp (51) 9863-87653.

WE INSUMOS
Recebe pedidos de insumos por Whatsapp (51) 99694-6910 e pelo site. Prepara e avisa o cliente sobre o horário de retirada na loja (entre 8h30 e 16h30). As filiais de Indaiatuba (SP) e Belo Horizonte (MG) trabalham no mesmo sistema.

SEASONS
Entrega pedidos feitos pelo Whatsapp (51) 4102-0583.

Recife
5ELEMENTOS
Recebe pedidos de entrega até uma hora antes do horário de encerramento, com o delivery funcionando de 14h às 20h de quarta a sexta-feira e de 10h às 16h no sábado. Enche growlers e vende latas para retirada no taproom. Pedidos pelo WhatsApp (85) 3085-5070.

Ribeirão Preto
INVICTA
Continua atendendo no disque chope, com barris, pet, growlers e garrafas. O horário de atendimento é 9h às 18h de segunda à sexta-feira e das 9h às 14h aos sábados, pelo telefone (16) 3878-1020.

LUND
O “delivery do leão” tem frete grátis. Pelo telefone (16) 3621-5915 e Whatsapp (16) 98130-5915, além do app da marca.

WEIRD BARREL
Delivery e retirada. Pedidos no link ou pelo iFood. Terça à sexta das 14h às 17h, sábado e domingo das 12h às 17h. Endereço: Rua Altino Arantes, 1854.

WALFÄNGER
Entrega grátis em Ribeirão Preto para compras acima de R$100, com um frasco de álcool em gel (40 ml) como brinde. WhatsApp: (16) 99116-1616. Rua Carlos Ribeiro de Souza, 115.

Rio de Janeiro
3 CARIOCAS
Delivery em todo Grande Rio e Niterói pelo WhatsApp (21) 97484-1331 ou pelo e-mail r.elian@3cariocas.rio. Promoções de combos e frete grátis.

FLAMINGO
A Flamingo Beer acaba de iniciar o serviço de delivery para toda a cidade do Rio de Janeiro. Todos os pedidos terão 20% de desconto e não cobrarão taxa de entrega. Para fazer seu pedido, é só entrar em contato pelo (21) 99853-3851.

NOI
A cervejaria de Niterói atende nas duas cidades com frete grátis para pedidos mínimos de 6 unidades. No WhatsApp no (21) 96763-5148 para o Rio de Janeiro e no (21) 97165-0774 para Niterói.

WONDERLAND
Frete grátis para pedidos no site. Pedido mínimo de seis garrafas. Encomendas de 12 garrafas ou mais têm desconto de 15%.

Santos
EVERBREW
O delivery para a Baixada Santista está ativo e com promoções. Pedidos pelo WhatsApp (13) 99670.2767.

São Paulo
LA CAMINERA
O taproom da marca na zona norte enche growler e vende latas. Entregas pelo WhatsApp: (11) 97483-3434. Fica na Praça Dr. Antônio Mercado, 34 – Alto de Santana.

CERVEJARIA NACIONAL
Todas as cervejas, inclusive os dois lançamentos de St Patrick’s, estão disponíveis no iFood e no Rappi. No IFood o frete é grátis até o fim de março.

AVÓS
Delivery em um raio de 2km nos dias da semana e 15km no sábado, além da possibilidade de retirada no brewpub da marca, sem descer do carro. Encomendas pelo (11) 95058-7879.

TARANTINO
Vende pelo site com condições especiais: frete grátis para São Paulo em pedidos acima de R$ 130 até o final de abril. Para o interior de SP, o frete é gratuito nas compras acima de R$ 250.

DOGMA
Vendas pelo app próprio da marca (Android e iOS). Entregas entre 13h e 20h para São Paulo e ABC Paulista.

BLONDINE
Vendas por WhatsApp (11) 97156-5403, telefone (11) 2611-0546 ou e-mail faturamento@blondine.com.br. Promoções para caixas de 24 latas.

CERVEJARIA SÃO PAULO
Promoções de até 15% e frete grátis (a consultar). Os pedidos podem ser feitos pelo Whatsapp (11) 97368-1234.

MADALENA
Frete grátis para pedidos acima de R$50 na Região Metropolitana de São Paulo. Pedidos pelo Whatsapp (11) 97133-4650.

SINNATRAH
A escola está reagendando aulas de quem já estava inscrito e dá 20% de desconto para inscrições nas turmas partir de maio. O brewshop está vendendo pelo site ou através do Whatsapp (11) 95065-5658.

São Carlos
TAP HOUSE AVENIDA 42
Gastropub com gastronomia de qualidade, chopes e cervejas produzidas pela fábrica em Araraquara. De quarta a sábado, das 18h à 0h, pelo WhatsApp: (16) 99741-7149.

Serra Negra
DORTMUND
Entrega chopes em casa em diversas cidades. Contato por WhatsApp: Serra Negra (19) 3938-4647, Campinas (19) 99339-4710, São Paulo (11) 98998-7693, Jundiaí (11) 99179-0110, Litoral Norte (12) 98828-7979.

Sertãozinho
BR BREW
Entregas de cervejas (tem promoções) e pratos do cardápio do brewpub para toda a cidade. Pedidos pelo Whatsapp (16) 98225-6999.

Sorocaba
BAMBERG
Delivery ou retirada na fábrica sem sair do carro. Tem growler (1l e 2l), chopp em barris de 10l, 15l, 20l, 30l e 50l. Telefone (16) 3242-8181 ou Whatsaap (16) 99108-8126.

SYNERGY
Oferece a retirada na porta da fábrica em horários fixos: de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 11h às 15h. Descontos para growlers e a partir de seis latas. Fica na Rua Aparecida José Nunes de Campos 53, Jardim do Paço.

Valinhos
MAFIOSA
Drive-thru a partir das 14h e delivery às 16h. Em pedidos acima de R$100 o frete é grátis. (19) 3871-4752, Whatsapp.

Rede Mestre Cervejeiro
A maioria das lojas da rede está funcionando em sistema de retirada de mercadorias e delivery. Confira a mais próxima:

NORTE
Vilhena (RO) > (69) 99938-1165

NORDESTE
São Luís (MA) > (98) 3302-5140/ (98) 98116-0793
Aracaju (SE) > (79) 3302-0326/ (79) 98102-1706
Salvador (BA) > (71) 3271-4901
Campina Grande (PB) > (83) 3099-2910
Juazeiro do Norte (CE) > (88) 99999-0535

CENTRO-OESTE
Cuiabá (MT) > (65) 99946-0086
Rio Brilhante (MS) > (67) 99901-0634
Três Lagoas (MS) > (67) 99321-6580

SUDESTE
Rio de Janeiro (RJ) – Flamengo > (21) 2556-7462
Poços de Caldas (MG) > (35) 3715-3453
Araraquara (SP) > iFood e (16) 3014-1414/ 99994-9198
Uberlândia (MG) > (34) 99148-1977
São Carlos (SP) > Uber Eats e iFood
Sorocaba (SP) > (15) 99630-3955
Juiz de Fora (MG) > (32) 3303-1900
Vinhedo (SP) > (19) 99112-5389/ 98253-1982
São José dos Campos (SP) > (12) 4102-0721/98303-7906
Vila Velha (ES) > somente pelo iFood
Ribeirão Preto (SP) > (16) 3236-6430
Guarulhos (SP) > iFood e (11) 2087-3367
São Caetano do Sul (SP) > (11) 3565-7598
Araras (SP) > (19) 99272-0449/99181-3381
São Paulo (SP) – Butantã > (11) 2323-8168/97679-5330
São Bernardo do Campo (SP) > (11) 99240-6261
Piracicaba (SP) > (19) 3432-1728/99171-2232

SUL
Cascavel (PR) > (45) 99959-5315
Curitiba (PR) – Mercês > (41) 3030-1675/99994-2573
Curitiba (PR) – Av. das Torres > (41) 3365-0055
Curitiba (PR) – Ecoville > (41) 3072-6901
Toledo (PR) > (45) 98819-7903
Florianópolis (SC) > (48) 99112-2516/98825-3711
Foz do Iguaçu (PR) > (45) 99152-0737/3017-2300
Porto Alegre (RS) – Paseo Zona Sul > somente pelo iFood
Porto Alegre (RS) – Trend Mall Boutique > (51) 3573-3003 / 99236-2304
Blumenau (SC) > (47) 98814-0459
Caxias do Sul (RS) > (54) 3538-3631/ 98127-3636

Se você tem ou conhece alguma marca ou bar da sua região que faz delivery de cerveja, conte aqui para o editor do Guia: paulo@guiadacervejabr.com

Governo cria linha de crédito para salários de pequenas empresas e auxilia setor cervejeiro

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O governo federal anunciou nesta sexta-feira a criação de uma linha de crédito para cobrir parte da folha de pagamento de pequenas e médias empresas. A iniciativa foi criada para tentar reduzir os impactos econômicos da crise provocada pela pandemia de coronavírus e beneficiará os setores cervejeiro e de bares e restaurantes.

A ação vai destinar R$ 40 bilhões para financiar o pagamento de salários por dois meses. O objetivo é atingir 1,4 milhão de empresas e 2,2 milhões de funcionários. Para ter acesso à linha de crédito, a companhia precisa ter faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões.

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A empresa, então, indicará os trabalhadores a serem beneficiados, com os valores sendo depositados diretamente na conta dos funcionários, que não poderão ser demitidos nesses dois meses.

Há um limite de repasse de dois salários mínimos (R$ 2.090), mesmo que o profissional receba um valor maior. E a linha de crédito vai ter juro de 3,75% ao ano, com seis meses de carência para o início do pagamento. E as empresas terão três anos para quitar o empréstimo.

A iniciativa foi anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro, ao lado do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e de outras autoridades públicas. E sua adoção havia sido adiantada ao Guia pelo presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, apontando-a como fundamental para a sobrevivência do setor, que agrega 1 milhão de estabelecimentos e emprega 6 milhões de pessoas, sendo visto como o segmento mais afetado pela crise do coronavírus.

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Antes do anúncio do programa pelo governo federal, várias entidades do setor de bares e restaurantes, como Abrasel, Mundo Mesa, Escola de Negócios da Gastronomia e o Movimento S.O.S Bares & Restaurantes, havia enviado uma carta aberta aos bancos com vários pedidos, entre eles crédito para capital de giro, 12 meses de carência para o primeiro pagamento, taxas de juros próximas à Selic, assim como prorrogação e renegociação das operações de crédito contratadas anteriormente com juros iguais ou menores aos já praticados.

A Abrasel também havia lançado campanha na qual estimava que iriam ocorrer mil demissões por hora em bares e restaurantes se o governo não contribuísse com o pagamento dos salários desses funcionários. Agora, mesmo com a previsão de queda brutal nas receitas, a expectativa é para que o segmento consiga manter a maior parte das vagas abertas a partir da utilização do crédito anunciado nesta sexta-feira.

De gestão à solidariedade: 7 dicas para o varejo cervejeiro enfrentar o Covid-19

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Decretada em boa parte do Brasil para tentar conter a pandemia de Covid-19, a quarentena está atingindo em cheio o varejo nacional. A maior parte dos pontos de venda de diferentes segmentos foi obrigada a interromper o atendimento presencial ao público, podendo apenas operar por canais remotos.

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No caso do varejo cervejeiro, está liberada a venda presencial em supermercados, lojas de conveniência e padarias. Mas os bares, restaurantes e lanchonetes só podem vender pelo telefone ou pela internet.

Nas maiores cidades do Brasil, a venda de artesanais já enfrenta mais de 10 dias de queda brusca, sem precedentes. Tanto as cervejarias quantos os pontos de venda precisaram migrar rapidamente o foco para as vendas remotas e o delivery, mas nem de longe conseguem manter o nível comercial de antes da pandemia de Covid-19.

Patrícia Cotti, professora de varejo da Fundação Instituto de Administração (FIA) e também diretora-geral do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar), diz que o comportamento do varejo em mercados internacionais permite visualizar algumas tendências do que pode ocorrer com os pontos de venda no Brasil.

“Em um primeiro momento, por exemplo, a busca pela reposição com alimentos e bebidas básicas em crescente. Com o ajuste das operações, pouco a pouco, os produtos de higiene pessoal, alimentação e bebidas mais premium, começam a voltar a seu fluxo normal”, destaca a professora, salientando que a retomada só deve acontecer com o aumento das vendas remotas.

“É importante atentar para o redirecionamento do fluxo físico para o online para que este crescimento ocorra. Em supermercados internacionais este fluxo online chega a ser 50% maior”, acrescenta a professora da FIA.

Com base nos depoimentos de especialistas e orientações de entidades, o Guia reuniu 7 dicas valiosas para os empresários e trabalhadores do varejo se prepararem durante a pandemia de Covid-19. Confira.

1- Adaptar os canais de venda
“Neste momento é imprescindível ajustar as operações de maneira a continuar as vendas, mesmo sem o fluxo físico. Ir para o mundo digital também se torna primordial, para ter acesso aos consumidores e manter o fluxo de vendas”, orienta Patrícia Cotti. “Aqueles varejistas que não possuem este tipo de operação podem se valer das plataformas de vendas de produtos e serviços, bem como de entrega, para uma rápida inserção. Para aqueles que já possuem operações online, o momento é de pensar no abastecimento e reajuste logístico de last mile (momento em que o cliente recebe o produto), tendo em vista a demanda crescente.”

2- Exercitar a criatividade e a fidelização
Se a concorrência já era grande antes, agora ficou maior ainda. “Todos os clientes possíveis, que estão procurando pelo mesmo produto que o seu, encontram agora a cidade toda online com ofertas”, argumenta Rodrigo Sena, sommelier de cervejas e responsável pelo canal Beersenses. “Por isso criar promoções e ofertas criativas faz toda a diferença para se destacar. A proximidade com o público que já era seu cliente antes da pandemia de Covid-19 também é muito importante”, reforça Rodrigo, que ainda orienta os pontos de venda a trabalharem a fidelização dos clientes como forma de manter as vendas.

3- Identificar custos desnecessários
Atenção aos custos e, principalmente, ao caixa é fundamental”, aponta Patrícia Cotti. Já a Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) orienta os empresários a aproveitarem o momento para avaliar mais de perto sua operação. “No afogamento das decisões de rotina, muitas vezes uma análise mais precisa de cada PDV e a sua rentabilidade, de fornecedores que podem ser negociados e de outras questões administrativas ficam de lado”, salienta nota da associação.

4- Se informar através de fontes confiáveis
A quantidade de fake news compartilhada pela internet é muito alta – e as falsas informações podem influenciar a tomada de decisão dos empresários. “Saber a origem das informações é fundamental para levá-las a sério”, reforça o sommelier Rodrigo Sena. “Veículos de comunicação estabelecidos, sites de associações, entidades e órgãos oficiais, são ótimas fontes de fatos verídicos”, completa.  

5- Ter cuidados especiais com os clientes  
Os clientes que estão comprando nesse momento também estão sofrendo com a Covid-19. Por isso é fundamental se preocupar com um atendimento cordial e entregar o que eles precisam com qualidade. “É preciso se preocupar com a forma como seu produto está chegando na casa das pessoas, fazer pesquisas de satisfação se necessário para identificar pontos de melhoria”, salienta Rodrigo Sena.

6- Trabalhar com inteligência emocional
Saber qual a melhor maneira de agir sob pressão, qual a decisão tomar em meio a uma crise sem precedentes, passa pelo equilíbrio emocional do empresário. Saber usar essa inteligência emocional fará toda a diferença na hora de definir os caminhos a seguir. Em entrevista ao Guia na última quinta-feira (26), o presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, pede que os empresários não se precipitem nas suas decisões.

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7- Praticar a solidariedade
Todas as pessoas estão vivendo essa crise, seja empresário, funcionário, fornecedor ou cliente. Então, tratar as interações com empatia e de forma solidária é uma boa medida para não piorar a situação. “É preciso cuidado para não frustrar o consumidor e também para não gerar uma maior crise no mercado. A revisão do quadro de funcionários, por exemplo, é tida como a última opção, para que não se estenda uma crise ainda maior”, reforça a professora Patrícia Cotti.

Abracerva divulga checklist de gestão da crise e orientações para empresários

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O mercado cervejeiro, assim como toda a economia, está sendo fortemente impactado pela pandemia de Covid-19. O isolamento decretado na maior parte do país está forçando o setor a procurar alternativas e fazer uma gestão da crise para que não haja uma quebradeira generalizada.

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Para ajudar as cervejarias a reverem seus processos, a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) divulgou em seu site um checklist com todos os pontos que devem ser revistos pelos empresários para fazer uma correta gestão da crise.

São medidas de corte de despesas, otimização de recursos e ações de fortalecimento de caixa que irão ajudar as cervejarias a enfrentar essa crise sem precedentes. A orientação passa por toda a gestão da empresa, como revisão de pagamento de tributos, renegociação com bancos e fornecedores, interrupção de investimentos e redução de despesas fixas, entre outras.

Além do checklist, a entidade orienta as cervejarias a buscarem possíveis linhas de crédito no Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). “Antes de mais nada, é bom lembrar: se você não tem relacionamento com o BNDES, isso não é um impeditivo. Desde março de 2019, várias instituições financeiras credenciadas estão autorizadas a conceder os créditos pelo banco”, ressalta a Abracerva, que também orienta os empresários a entrarem no site do BNDES para pesquisar a disponibilidade do crédito.

Essa semana foi divulgado que as cervejarias estão, sim, incluídas no Decreto 10.282 do governo federal, que definiu quais são as atividades essenciais que podem continuar a operar no Brasil.

O decreto qualifica como essencial a “produção, distribuição, comercialização e entrega, realizadas presencialmente ou por meio do comércio eletrônico, de produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas“, sendo que as cervejarias se enquadram no segmento de bebidas. Assim, tanto a indústria quanto os pontos de venda podem praticar o delivery de bebidas no Brasil durante o isolamento.

Mesmo com a permissão para operação das cervejarias, a Abracerva orienta que “é extremamente importante que as empresas tomem extrema precaução para a prevenção de contaminação de seus colaboradores e clientes, com o respeito de distância entre as pessoas, ventilação adequada, uso de EPIs quando necessário e atitudes de higienização e desinfecção constante dos pessoas envolvidas e instrumentos de trabalho”.

Entrevista: Restaurantes e bares deixarão de faturar até R$ 50 bilhões com coronavírus

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A pandemia do coronavírus tem causado mortes no Brasil, deixado milhares de pessoas doentes e também provocado consequências e efeitos colaterais para a economia. Vista como medida mais efetiva para conter a propagação do vírus, a necessária quarentena adotada por vários estados, como o de São Paulo, permite apenas o funcionamento de serviços essenciais. Com isso, bares e restaurantes têm como única alternativa a realização de entregas para não ficarem completamente paralisados.

A medida impõe um duro desafio à sobrevivência desse setor, que já vinha registrando queda no movimento nas últimas semanas em função do resguardo voluntário adotado por uma parcela da população antes da determinação de isolamento forçado. Em entrevista exclusiva ao Guia, o presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, aponta que o segmento precisará do apoio governamental para seguir ativo ao fim da crise.

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Em sua estimativa, o coronavírus deve provocar uma redução nas receitas dos bares e restaurantes brasileiros em mais de R$ 40 bilhões. Além disso, ele prevê ao menos três meses de atividades em um cenário de normalidade para que o faturamento atinja o nível que antecedeu a chegada da virose ao Brasil.

Solmucci aponta, ainda, ser o setor de bares e restaurantes o mais fragilizado da economia nacional pelos efeitos da pandemia. E a atividade não conseguiria sobreviver por mais do que duas semanas de paralisação sem apoio estatal. Mas também exibe otimismo ao comentar a articulação com o governo federal, que estaria disposto a custear parte dos salários dos funcionários do setor durante o período de crise, além de ofertar outros incentivos para ajudar na retomada do segmento.

O presidente da Abrasel também revela a expectativa de relaxamento nas proibições impostas pela quarentena ao fim da próxima semana para minimizar os efeitos econômicos, uma medida que tem forte oposição de especialistas da área sanitária e de autoridades públicas pelo risco de ampliar a propagação do vírus entre a população brasileira.

Confira, a seguir, a entrevista completa com Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.

Diante da pandemia do coronavírus, qual é a situação de bares e restaurantes no Brasil? E quais são as principais demandas do setor nesse cenário?
O setor compreende 1 milhão de estabelecimentos e gera 6 milhões de empregos, sendo 65% deles informais. O grande desafio nosso é manter a capacidade do setor assim que a quarentena estiver suspensa. Então, a nossa estratégia foi a de primeiro ir ao governo federal pedir apoio para o pagamento de salários. E a promessa é de que isso será atendido. Estamos buscando ajuda para o vale-transporte, garantias que a água e a energia não serão cortadas mesmo sem o pagamento das contas, a possibilidade de linhas de crédito sem restrição, com o acesso aos recursos do BNDES e outros. Quando você fecha uma loja de telefone celular, por exemplo, você tem um estoque. Mas, para o restaurante e o bar, esse estoque é perecível. É um desafio adicional ao nosso setor. O governo está atento a isso.

Como a Abrasel tem se posicionado para buscar apoios que minimizem os efeitos da crise para bares e restaurantes?
Na segunda-feira passada conversei com o presidente (Jair) Bolsonaro e o ministro (da Economia) Paulo Guedes. Conversei também com o secretário (especial de Previdência e Trabalho) Bruno Bianco. Hoje (quarta-feira, data da entrevista ao Guia) foi com o Carlos da Costa (secretário-especial de Produtividade, Emprego e Competitividade). Todos eles estão muito bem informados e conscientes que este é o setor mais afetado e com mais impacto social, pelo volume de emprego. As medidas que comentei são o apoio ao pagamento dos salários, parte como fundo perdido, parte como financiamento, linha de capital de giro, com o aval do governo federal.  A questão do vale-transporte é mais no âmbito do município, mas é possível que o governo federal intervenha. Tem a suspensão do corte de água e energia. Vamos buscar o apoio das grandes empresas para que os suprimentos sejam mantidos, até para que novos pedidos sejam atendidos, mesmo em um cenário de falta de pagamento. Há um diálogo forte dentro da cadeia produtiva para buscar soluções.

Com a alta probabilidade de prolongamento do surto do coronavírus por algum tempo, como imagina que serão as próximas semanas para os bares e restaurantes?
Nós acreditamos que devemos encerrar o lockdown (o isolamento) horizontal, passando para o vertical, ou seja, com o isolamento de idosos e pessoas doentes, etc. Estamos apoiando e defendendo que a data determinada pelo (governador de São Paulo) João Doria de 7 de abril como limite dessa primeira decisão (da quarentena) se torne uma data nacional de encerramento do lockdown. Claro que tem alguma polêmica, o presidente não foi feliz (no pronunciamento de terça-feira), criou um certo desentendimento, um embate com os governadores da região Sudeste e isso dificulta muito. Mas já vimos o decreto do governador do Rio reabrindo um conjunto importante de atividades, como padarias e lanchonetes.

É possível estimar em números o tamanho da crise do setor provocada pelo surto do coronavírus?
Considerando que o lockdown não vai se prolongar muito além do dia 7, até porque seria impossível manter a atividade no mínimo operacional por mais tempo do que isso, nós imaginamos que ainda vai demorar de três a quatro meses para conseguir retomar o volume de vendas de antes da crise. E isso implicará na perda de um faturamento de R$ 40 bilhões a 50 bilhões nesse período.

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Como o setor pode chegar a um equilíbrio para que os empresários possam manter seus negócios e, ao mesmo tempo, o elevado número de empregados do setor não seja prejudicado?
O governo vai pagar por três meses o salário da pequena empresa (a medida ainda não foi anunciada). Isso é o mais importante. Sobre parcelar imposto, negociar aluguel, o pequeno empresário é muito hábil, desde que não tenhamos um queda não tão brutal quanto a que está acontecendo. A gente vai encontrar soluções, mesmo que com muito sofrimento. Muitos, lamentavelmente, não conseguirão ser exitosos, mas, infelizmente essa é a realidade do país e do mundo. Isso está acontecendo com vários restaurantes nos Estados Unidos, na Europa. Tem um estudo sobre a economia norte-americana sobre quanto cada setor aguentaria completamente fechado. E mostra que o nosso só suportaria 16 dias lá. No Brasil, não é diferente. Sem ajuda para pagar salário, o colapso e o caos social se dariam muito provavelmente já na próxima folha de salário.

De maneira geral, qual é a orientação da Abrasel para um bar ou restaurante? O que eles devem fazer – ou não fazer – em um momento tão difícil como esse?
Desde o início e até se antecipando, a Abrasel, há três semanas, tem um comitê para tratar dessa crise. O próprio governo nos reconhece como o setor mais organizado para propor medidas. Temos orientado o empresariado a não se precipitar, não demitir, não dar férias coletivas. Primeiro é tomar conhecimento das medidas de apoio e avaliar dentro desse contexto o que se pode fazer. Cada um tem a sua realidade, mas a orientação é para que ao menos até esta sexta-feira não se precipitem para tomar decisões. Ela certamente será tomada sem o conjunto de informações importantes sobre ações negociadas de apoio que vão ser promovidas tanto pelo governo federal como também por municípios e estados.

Como você imagina a retomada do setor de bares e restaurantes após o fim do surto do coronavírus?
Todo mundo deve estar muito atento, se alinhando e se preparando para uma possível suspensão do lockdown. O setor de bares e restaurantes não vai ter uma abertura total, a gente vai ter de garantir o cumprimento das recomendações, com um distanciamento entre as mesas de dois metros e de um metro entre as cadeiras. A grande medida a ser tomada pelo bar, pelo restaurante, é garantir que o estabelecimento esteja em condições seguras de receber o consumidor. Vamos ter a nossa capacidade de oferta limitada por mais um tempo, ainda que se encerrem os decretos que proíbem o exercício da atividade. E a auto-regulação e o cuidado com a população serão fundamentais para conquistarmos a confiança do consumidor de que ele está seguro para voltar a frequentar os bares e restaurantes.