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Live da Paulistânia e da Brew Summit movimentam a internet cervejeira

Muitas pessoas estão aproveitando o isolamento social para adquirir novos conhecimentos através da internet. E, quando o assunto é cerveja, boas opções estão sendo disponibilizadas nas redes sociais e em plataformas de reuniões digitais. É o caso de duas “lives” de qualidade que serão realizadas nesta quarta-feira.

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Com o objetivo de levar conhecimento sobre a história da cerveja de uma maneira descontraída, a cervejaria Paulistânia promoverá a live “Por que bebemos?”. A ideia é mostrar como a cerveja se tornou uma das bebidas mais importantes da história da humanidade.

Para essa live foram escalados dois especialistas: André Souza, sommelier e embaixador da Paulistânia e da Bier & Wein, e Rodrigo Sena, sommelier e jornalista do canal Beersenses.

“Preparamos um conteúdo bem didático, queremos democratizar esse conhecimento para que as pessoas entendam como a cerveja influencia a vida de todos nós até hoje”, aponta Rodrigo.

O bate-papo sobre a história da cerveja será realizado junto a uma degustação para ilustrar as explicações. A live será às 17h desta quarta no Instagram da cervejaria Paulistânia.

Brew Summit
Voltado para cervejarias e empresários do setor, o Brew Summit Conference apresentará palestras pela internet sobre os desafios para retomar o crescimento após a pandemia. Realizado pelo Polo Cervejeiro de Ribeirão Preto e pela Fito Marketing, o evento buscará apresentar ações práticas para sobreviver à crise.

O presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Carlo Lapolli, participará do Beer Summit para falar sobre as perspectivas para a retomada do setor após a quarentena.

Outro palestrante, Gustavo Oliveira, tributarista e contador especializado em cervejarias, falará sobre os movimentos contábeis e financeiros necessários para as empresas do segmento.

Haverá ainda palestras sobre insumos, mídias sociais e e-commerce. O Brew Summit é gratuito e para participar basta realizar uma inscrição online no site do evento.

Mercado de rótulos e cervejeiro precisarão de mais parcerias após crise, diz especialista

Se ainda é impossível prever quando a crise do coronavírus chegará ao fim e quais serão seus efeitos econômicos, soluções para passar por ela sem maiores traumas estão sendo buscadas pelos diferentes segmentos, como o de rótulos. E a avaliação de especialistas é de que serão necessárias parcerias para o mercado e a indústria se fortalecerem.

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Para Bruno Lage, sócio-diretor da Label Sonic, as transformações serão profundas. E elas passarão não apenas por mudanças no modo de consumo e venda, mas também vão envolver a forma de se lidar com essas opções comerciais. Tudo precisará, assim, ser mais pensado e planejado.

“Muitas estruturas sofrerão mudanças radicais e algumas irão desaparecer”, alerta o sócio-diretor da Label Sonic, empresa do setor de rótulos que diz ter surgido com o foco de facilitar o acesso a produtos gráficos de qualidade pelos pequenos e médios empreendedores brasileiros.

“Imagino que os pequenos comércios e os pequenos produtores de bebidas terão de oferecer serviços de entrega mesclando as grandes plataformas (que cobram altas taxas, mas possuem grande tráfego) com sistemas próprios de entrega. Não adiantará ter uma estratégia de delivery apoiado 100% em grandes plataformas de delivery pois o custo será alto”, afirma.

Lage também enxerga que a rotina de consumo de cervejas passará por alterações consideráveis, se tornando mais residencial, ainda que não solitária, como vem ocorrendo na fase de isolamento social. E crê que isso terá efeitos benéficos para produtos de maior qualidade.

Nesse cenário, segundo o sócio da Label Sonic, quem conseguir se comunicar melhor com o público, através da disponibilização de informações claras, terá vantagem competitiva.

“O hábito de consumir em casa ganhará mais força. E este consumo não necessariamente será solitário, mas em grupos pequenos de amigos. Talvez o surgimento de confrarias seja intensificado e isto será ótimo para sommeliers e para as marcas de bebidas que poderão apoiar o surgimento destes grupos. Isto trará muitas oportunidades para todos os envolvidos”, aponta Lage, para depois acrescentar.

“As marcas precisam investir em conteúdos, informação e educação para que este consumidores, agora reclusos, consumam com foco na qualidade dos produtos e na experiência que estes produtos podem proporcionar”, comenta o sócio da Label Sonic, que atua com bebidas premium, fornecendo rótulos, rotuladora manual, copos descartáveis, caixas e taças.

União e novas opções
O mercado pós-crise, assim, segundo ele, trará a possibilidade de unir forças entre diferentes atores do setor cervejeiro, com a criação de novas iniciativas e aposta na inventividade. A própria Label Sonic se aponta como um exemplo interessante disso, pois consegue fechar acordos por quantidades reduzidas de  rótulos com pequenas empresas.

“Creio que ações promocionais unindo PDV e indústria serão reformuladas, indo além do mero desconto e da ‘taça’ como brinde. Tanto o PDV como a indústria terá de entregar mais ‘experiências’ ao consumidor”, avalia.

Lage também espera que o consumidor busque uma aproximação com os microempreendedores, enxergando-os como importantes peças na engrenagem da economia.

“Espero também que surja por parte do consumidor um carinho muito especial com o pequeno comércio e com o pequeno produtor. Tenho uma esperança que estes pequenos empreendedores sejam reconhecidos como fundamentais para e economia local e para a sua comunidade”, projeta.

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Além disso, aponta para a união que deve emergir desse momento complicado, com o auxílio entre as diferentes partes para a recuperação e o crescimento do setor. E a Label Sonic já tem um bom exemplo de parceria durante a crise do coronavírus, tendo cedido suas impressoras 3D para a Grafix produzir protetores faciais, importantes para evitar a propagação da doença. “A Grafix, parceira nossa, está usando as impressoras 3D para fazer os protetores”, comenta Lage, para depois completar.

“Tenho uma esperança que um novo significado surja para a palavra ‘parceria’. Somente uma relação muito próxima e generosa entre as partes poderá tornar os negócios viáveis. Os negócios que podem investir em resultados em médio prazo (e nem todos podem!) devem focar na continuidade da atividade de seus parceiros. Sem cliente ou sem fornecedor, não há negócio”, conclui o sócio da Label Sonic.

Crise poderá mudar setor cervejeiro e terá impacto maior na Ambev, dizem analistas

A crise provocada pela pandemia do coronavírus poderá ter efeitos duradouros no setor cervejeiro e afetar negativamente os próximos meses da Ambev, a marca líder do segmento no Brasil. Trabalhos de analistas apontam que o fechamento de restaurantes e bares, adotado em função das medidas de isolamento social, afetará especialmente as marcas da multinacional. E esses efeitos poderão ser prorrogados por causa da mudança comportamental dos consumidores advinda da quarentena.

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Material do Bradesco BBI alerta para a possibilidade de alterações do hábito da população caso o período de isolamento social se prorrogue por mais tempo. A publicação lembra que a Sars, ocorrida no início dos anos 2000 e que teve a China como epicentro, mudou alguns comportamentos das pessoas.

“A epidemia de Sars entre 2002 e 2004 levou a um aumento significativo nas assinaturas de banda-larga e a um impulso duradouro para o e-commerce”, afirma o estudo assinado por Leandro Fontanesi. O documento também cita uma pesquisa realizada pela Nielsen na China que diagnosticou o desejo dos seus moradores de fazerem agora mais refeições em suas residências do que antes da pandemia do coronavírus.

Avaliando a possibilidade de um cenário de queda de 50% no consumo de alimentos e bebidas fora de casa, o Bradesco BBI estima uma redução de 21% na venda de cervejas no Brasil, enquanto o consumo de bebidas não alcoólicas aumentaria 11%. Isso porque 58% das pessoas têm preferência pelo consumo de cerveja quando estão longe do domicílio, porcentual que cai para 19% na residência.

Nesse cenário mais extremo, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Ambev sofreria redução de 14%. E a queda ficaria em 11%, 8%, 6% ou 3% caso o consumo externo caia 40%, 30%, 20% ou 10%, respectivamente, de acordo com a análise do Bradesco BBI.

Dependência de bares
Essas dificuldades para a Ambev também são apontadas em relatório do BTG Pactual. A avaliação de Thiago Duarte e Henrique Brustolin é de que a multinacional será a empresa mais afetada pela crise no setor por ter maior dependência das vendas em bares e restaurantes.

A análise segue a mesma vertente do material produzido pelo Bradesco BBI, que aponta um dado expressivo: 62% das vendas da Ambev são para esses estabelecimentos, acima da média brasileira.

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O BTG Pactual também avalia que a crise do coronavírus se junta a outros cenários considerados desfavoráveis para a Ambev, como “menor consumo fora do domicílio, aumento da concorrência e mudança da preferência do consumidor de marcas tradicionais”.

Além disso, a crise do coronavírus, somada ao clima turbulento provocada pela grave crise política, tem reforçado a desvalorização do real frente ao dólar, que fechou a última sexta-feira  cotado a R$ 5,59. “(A crise) pode não apenas reduzir volumes, mas também prejudicar ainda mais as margens devido a um canal pior de variedade de produtos”, conclui o estudo.

Os efeitos da crise do coronavírus sobre a Ambev poderão começar a ser contabilizados na próxima semana, em 7 de maio, quando a empresa vai divulgar o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2020.

34 marcas se unem para lançar cerveja celebrativa dos 60 anos de Brasília

Brasília completou 60 anos no dia 21 de abril. E, mesmo com o clima turbulento na capital do país, que vive em meio à pandemia do coronavírus e a uma grave crise política, as cervejarias da região dedicaram um presente mais do que especial: um rótulo colaborativo – a Quadradinha – feito por 34 marcas.

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O projeto foi uma iniciativa da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal do Distrito Federal (Abracerva-DF) e surgiu a partir de uma ação coordenada entre fornecedores de insumos, produtores e distribuidores de cerveja locais.

Batizada como Quadradinha em função do apelido da capital, derivado do formato de suas fronteiras, a bebida é uma Hop Lager puro malte. Trata-se de uma cerveja clara, leve, pouco alcoólica e fácil de beber, segundo descreve a Abracerva. Tem, ainda, 5% de teor alcóolico e 22 IBUs.

Entre as 34 marcas participantes, por sua vez, 33 são cervejarias e uma é a Candango Bräu/Agrária, loja de insumos que doou a matéria-prima para a fabricação do rótulo que, por sua vez, foi produzido na Bezy, de Sobradinho.

Segundo Pedro Capozzi, presidente da Abracerva-DF, os fundos arrecadados na venda da Quadradinha serão destinados para ações de divulgação das cervejarias locais e pequenos negócios afins, como bares associados.

“Nossa ideia foi a de unir diversas marcas de Brasília para produzir uma cerveja artesanal com qualidade e baixo custo para o cliente final. Os fundos arrecadados vão ser destinados para ações da Abracerva, divulgando pequenos comércios e seus respectivos sistemas de entrega, take out e lojas virtuais”, detalha Capozzi.

A cerveja será distribuída entre associados da Abracerva-DF e cada um comercializará a lata em suas respectivas plataformas. O preço da Quadradinha será fixado em R$ 8 (lata de 473ml).

Confira os participantes da ação: Agrária/Candango Bräu (fornecedor de insumos), 2 Candangos, Activista, Bezy, Biela Bier, Bracitorium, Brasília Bier, Brother Brew, Bunker, Candango Bräu, Cerrado Beer, Corina, Corrupta, Criolina, Cruls, Dümf, Edbeer, Embuarama, Estória, Fermentaria, Giro, Godofredo – 408 Norte, Gont’s, Hop Capital, Inocente, Metanoia, Nomocó, Quatro Poderes, Recanto, São Bento, Satori, Substanz, Totem e V2 Custom Beer.

Emicida, Rashid e Marcelo D2 participam de festival de lives da Budweiser no domingo

Em tempos nos quais praticamente todas as interações sociais precisam ser reinventadas, as apresentações culturais e musicais não são exceções. Com a alternativa sensação do momento sendo as “lives”, as grandes marcas de cerveja, tradicionais patrocinadoras de shows, se adaptaram para continuar desempenhando esse papel em eventos digitais com fundo social.

Neste domingo, por exemplo, a Budweiser promove um “festival multiplataforma”, em projeto que arrecadará fundos em benefício de profissionais de saúde.

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Parte de um movimento que a marca batizou como #OneTeam, o evento visa promover a diversidade musical. E terá shows de nomes de peso do rap nacional como Emicida, Marcelo D2, Karol Conka, BK, Rashid, Drik Barbosa e Rincon Sapiência. Enquanto isso, um time de especialistas se revezará nos comentários e entrevistas com os artistas.

O festival será a partir das 14h e a transmissão vai acontecer pelas plataformas digitais da Budweiser, transformadas em palcos integrados: o YouTube sediará os shows, enquanto o Twitter abrigará as conversas entre os comentaristas nos intervalos das apresentações. Já o Instagram promoverá interações entre artistas e fãs após os shows, com o aplicativo de videochamadas Zoom recebendo as “after parties”.

O projeto #OneTeam é um movimento para arrecadar fundos visando a compra de kits de proteção doados a organizações como Médicos Sem Fronteiras e Associação Médica Brasileira. A cervejaria fará uma contribuição inicial de R$ 1,5 milhão e, ao longa das transmissões, incentivará as doações por parte do público por meio da plataforma Abrace uma Causa.

“Como grandes apoiadores de festivais, sabemos que existe espaço para todos os gêneros musicais. O nosso festival traz essa diversidade musical para a cena das lives e propõe um formato inovador para que os fãs tenham uma experiência completa sem sair de casa”, afirma Bruna Buás, diretora de marketing de Budweiser.

“Neste momento, os profissionais da saúde são nossos principais aliados no combate à Covid-19. Estaremos ao lado deles valorizando toda a sua dedicação e esperamos contribuir da melhor forma para que enfrentem esse desafio diário em suas carreiras e vidas pessoais”, completa Bruna.

Funk lives
Nesta sexta-feira, a Amstel também promoveu lives com finalidade de arrecadar fundos para as vítimas do novo coronavírus, em parceria com o canal musical Kondzilla.

Com doações destinadas ao projeto social Mães de Favela, da Central Única das Favelas (Cufa), que ajuda mães de comunidades que passam dificuldades por conta do coronavírus, o Kondzilla Festival em Casa aconteceu em duas etapas, sendo a primeira na última segunda-feira. E reuniu nomes que estão no topo das playlists de 2020, como Dani Russo, MC Dede e Kevinho, MC MM, Jottape e Mila.

Blumenau trocará Hazy IPA por alimentos; Therezópolis também faz campanha

O conceito de união é bem conhecido no setor de artesanais, exemplificado pela criação de vários rótulos colaborativos. E a necessidade da coletividade na sociedade fica ainda mais clara em momentos de crise como a do coronavírus. Conexão que foi colocada em prática em ações da Cerveja Blumenau, com sua nova Hazy IPA, e da Therezópolis.

Junto com 5 Elementos, Narcose, Trilha e Suricato, a Cerveja Blumenau criou uma Hazy IPA com goiaba. E, no próximo domingo, uma ação envolvendo esse rótulo vai arrecadar alimentos para os mais afetados pela Covid-19.

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Será a primeira edição do “Drive-thru Solidário” na cidade do interior catarinense. Quem doar cinco quilos de alimentos não perecíveis levará para casa dois litros de cerveja da Blumenau: um da tradicional Pilsen e outro da Confraria Hazy IPA com goiaba.

A iniciativa acontecerá das 9h às 13h na fábrica da Blumenau, na Rua Arno Delling, 388. A expectativa é de arrecadar 5 toneladas de alimentos. E os mantimentos serão destinados para as seguintes entidades: Associação de Amigos, Pais e Portadores de Mielomeningocele (AAPPM), Associação Puro Amor e Casa de Acolhida São Felipe Néri.

“Nós entendemos que é o momento de fazer a diferença na vida das famílias mais afetadas pela crise causada pelo novo coronavírus. Por isso, estamos disponibilizando o que temos de mais precioso: os nosso produtos. Esperamos que o público compareça e apoie também”, comenta o diretor da Cerveja Blumenau, Valmir Zanetti.

Criada pela Blumenau com as cervejarias 5 Elementos, Narcose, Trilha e Suricato, a Hazy IPA também teve o apoio da LNF e da Agrária Maltes. Ela tem teor alcoólico de 10,5% e 60 IBUs. Os lúpulos usados foram Galaxy, Enigma e El Dourado.

“É uma cerveja muito significativa. São cinco cervejeiros experientes e marcas que são respeitadas pelo público. Usar uma receita com tanto conhecimento para apoiar famílias que estão passando por momentos difíceis torna essa receita ainda mais especial para todos nós”, comenta Marcos Guerra, cervejeiro da Blumenau.

Já a Pilsen da Blumenau, outro rótulo a ser trocado por alimentos no domingo, tem aroma maltado e sabor leve de malte e lúpulo. O teor alcoólico é de 4,3%.

Therezópolis
Integrante da Rota Cervejeira RJ, por sua vez, a Therezópolis fará uma ação social neste sábado, das 14h às 18h, na Vila St.Gallen, em Teresópolis, com o objetivo de arrecadar uma tonelada de alimentos que serão doados ao projeto Metanoia Radical.

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De acordo com a cervejaria, cada pessoa poderá fazer, no máximo, duas doações. A quantidade mínima prevista é de 2 kg por litro de chope ou seis unidades de lata.

Por conta da pandemia de coronavírus, a cervejaria tomará todas as providências para que tudo seja feito com máxima segurança e higiene. “Use máscaras na ida ao local para doações e fique ainda mais protegido”, recomenda a Therezópolis.

Com criatividade, cervejarias inovam e investem mesmo durante o isolamento social

O impacto do isolamento social atingiu em cheio o mercado de artesanais, não só no Brasil, mas até mesmo em países onde o setor está mais consolidado, como nos Estados Unidos. Há um cenário de cortes de investimentos, demissões e paralisação da produção, provocado pelo comprometimento do fluxo de caixa.

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Embora a redução das atividades seja uma realidade, há boas iniciativas sendo realizadas para encarar as dificuldades causadas pela crise do coronavírus. Empresas do setor cervejeiro têm apostado em novos modelos comerciais, realizando lançamentos e ações de marketing. Com criatividade, otimização de recursos e aportes seletivos, muitas marcas estão conseguindo tirar do papel projetos novos em pleno isolamento social.

É o caso da cervejaria Los Compadres, de Atibaia, no interior de São Paulo. Por lá as atividades foram suspensas em função do fechamento dos pontos de venda. Mas o que era um problema se transformou em oportunidade para os investimentos em obras e equipamentos para ampliação da produção.

“Aproveitamos a fábrica parada para dar início às obras de ampliação, tendo em vista que foi necessário que toda a cozinha e a adega fossem desativadas. Os próximos meses ainda são uma incógnita, por isso no momento estamos focando nas obras e em voltar com novidades”, revela Camille Barioni, sommelière, sócia e responsável pelo marketing da Los Compadres.

Lançamento de novos rótulos
Há várias microcervejarias que estão produzindo durante a quarentena e até mesmo apresentando ao mercado novas receitas. A Júpiter, de São Paulo, por exemplo, planeja lançar em breve dois rótulos exclusivos para assinantes do Clube do Malte, um market place que entrega cervejas através de um serviço de assinaturas.

David Michelsohn, mestre-cervejeiro da marca paulistana, destaca que a busca por novos canais e formatos de venda é importante neste momento de crise. “Acreditamos que com criatividade e solidariedade podemos encontrar soluções e nos fortalecer”, diz.

Igualmente, a Startup Brewing, cervejaria de Itupeva, no interior de São Paulo, através da sua marca UX Brew, fez um lançamento inovador para o rótulo West Trends#2.

Em uma ação comercial muito bem executada com os pontos de venda, as latinhas foram comercializadas e entregues antes da apresentação oficial, via delivery. Logo depois, em dia e hora marcados para o lançamento, os clientes abriram suas latinhas junto com a cervejaria em uma “live” no Instagram.

Novos modelos comerciais
A crise também está motivando investimentos em novos modelos comerciais, como no caso da Dortmund Bier, de Serra Negra, que está investindo na viabilização da venda de seus rótulos em restaurantes, lanchonetes e pizzarias que fazem delivery na região – e que tradicionalmente não trabalhavam com marcas artesanais.

Uma dificuldade desses estabelecimentos era estocar o chope. Por isso a cervejaria resolveu eliminar esse empecilho fazendo a entrega dos growlers já cheios, prontos para a comercialização, facilitando a operação dos restaurantes.

“Eles não precisam se preocupar em ter uma estrutura para encher os growlers, estamos fazendo isso por eles. Só precisam vender e entregar”, salienta Marcel Longo, sócio-diretor da Dortmund, informando ainda que, como parte do investimento, a cervejaria diminuiu sua margem e não está cobrando os estabelecimentos pelos growlers.

Covid-19: Bares e restaurantes cortaram 1 milhão de empregos, diz ANR

As medidas de isolamento social, implementadas por conta da pandemia da Covid-19, já causaram milhares de cortes de empregos na maioria dos bares e restaurantes brasileiros. É o que aponta uma pesquisa divulgada pela Associação Nacional de Restaurantes (ANR), entidade que representa 9 mil pontos comerciais em todo o país, entre redes, franquias e restaurantes independentes.

O levantamento, realizado entre 9 e 15 de abril, mostrou que 76% afirmaram ter demitido funcionários – em março o volume era de 62%. Antes da crise, o setor contava com cerca de 6 milhões de empregos e faturava R$ 400 bilhões anualmente. A estimativa da entidade é de que cerca de 1 milhão de postos de trabalho já tenham sido cortados desde março.

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A pesquisa apontou ainda que 68% das empresas do setor só possuem caixa para suportar mais 30 dias fechados ou em delivery. E outros 22% afirmaram que irão fechar o estabelecimento em definitivo caso esse cenário se confirme.

Segundo o levantamento, mesmo com a operação em delivery ou “take away”, 65% dos estabelecimentos estão faturando apenas um terço do valor anterior à pandemia. Apesar disso, 77% disseram estar em dia com a folha de pagamento dos funcionários.

Mas, para maio, a grande maioria dos estabelecimentos – 76% – disse que só conseguirá pagar os salários por meio dos acordos de redução de jornadas e suspensão dos contratos de trabalho. Essa possibilidade é permitida pela Medida Provisória (MP) 936, conhecida como MP dos Salários.

Para o presidente da ANR, Cristiano Melles, prorrogar os prazos da MP é crucial para a sobrevivência do setor de bares e restaurantes. O assunto está sendo discutido com as autoridades em Brasília.

“Neste momento estamos empenhados em convencer deputados e senadores, e também o Ministério da Economia, a ampliar os prazos”, argumenta Melles.

Alemanha cancela Oktoberfest para evitar propagação do coronavírus

A Alemanha teve na última terça-feira uma má notícia que atingiu a economia do setor cervejeiro – um dos mais consolidados e robustos do mundo -, o turismo e suas tradições: pela primeira vez depois da Segunda Guerra Mundial, a Oktoberfest foi cancelada, como consequência da pandemia do coronavírus.

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Em reunião com os primeiros-ministros dos estados, a chanceler Angela Merkel decidiu manter as medidas restritivas de circulação e contato social adotadas para conter a disseminação do vírus, mesmo que, assim como em outros países da Europa, o surto já se apresente em curva decrescente. A Alemanha soma quase 150 mil contaminações e cerca de 5 mil mortes.

A determinação federal proíbe a realização de eventos de grande e de pequeno porte até 31 de agosto. Mesmo que a Oktoberfest estivesse programada para o período entre 19 de setembro e 4 de outubro, os governantes do estado da Baviera e da cidade de Munique, onde acontece a festa, entenderam que sua realização seria muito arriscada.

“Com base na situação atual, não consigo imaginar que um evento tão grande possa ser possível nessa data”, afirmou o primeiro-ministro da Baviera, Markus Söder. “É uma pena, dói”, lamentou ele, que anunciou, também, a adoção de um programa de ajuda emergencial para os artistas que trabalhariam no festival.

O cancelamento, no entanto, ainda não é definitivo. Assim, teoricamente existem chances remotas de ser revertido. Os responsáveis explicam que uma decisão final será anunciada em junho. Acima de tudo, seguirão as orientações das autoridades sanitárias, além das determinações governamentais.

“É claro que esse tipo de decisão será tomada com a maior responsabilidade possível. Isso vai depender muito do que os médicos recomendarem e das políticas de saúde pública e regulamentações federais e locais. Vamos monitorar a situação até o último momento possível antes de uma decisão irreversível, o que deve acontecer em junho”, afirma o chefe do departamento de desenvolvimento econômico de Munique, Clems Baumgärtner.

O tradicional festival, que completa 210 anos de existência em 2020, é considerado o maior evento público do mundo, o que também significa grandes aglomerações. Em toda edição, cerca de 6 milhões de pessoas, sendo quase 2 milhões de turistas estrangeiros, visitam Munique e consomem 80 mil hectolitros de cerveja.

De maneira direta ou indireta, calcula-se que a festa movimente 1 bilhão de euros em negócios, incluindo produtos, souvenirs, reservas de hotéis, contratações de mão de obra, alimentação e transportes.


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Protegida há 20 anos, a marca pertence à Associação de Cervejarias de Munique e só pode ser usada oficialmente por seis cervejarias da cidade.

13 cervejarias de Pernambuco com delivery a todo vapor

Marcas ligadas à Associação Pernambucana de Cervejarias Artesanais (Apecerva) se estruturaram para poder atender às demandas dos novos tempos. O resultado é uma rica lista de opções em Pernambuco para os moradores de cidades como Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Garanhuns degustarem em casa.

As estratégias adotadas para continuar servindo seus consumidores com segurança são o delivery e a venda direta ao cliente final na própria cervejaria, que se popularizou pelo termo “take away”.

O Guia compilou 13 opções que valem a pena em Pernambuco. Confira.

Cervejaria Babylon
Os pedidos podem ser feitos pelo Instagram ou via WhatsApp no (81) 99880-0041 para as garrafas de 500ml. As solicitações de chopes em growler são pelo site ou pelo número (81) 99120-2302.

Cervejaria Capunga
Cervejas e gins da Capunga estão à venda pelo WhatsApp, nos números (81) 98835-5498, (81) 99196-1552 ou (81) 98708-5160 e pelo site, com entrega em casa. Pagamentos no cartão de crédito, ITI ou por transferência. O frete é grátis para Recife e Olinda nas compras acima de R$ 99,90. E o cliente também recebe brindes.

Cervejaria Debron
Os pedidos podem ser feitos pelos números (81) 99168-0092 e (81) 3342-4087 ou pelo site Delivery Direto.

Cervejaria Duvália
Os pedidos de cervejas em garrafa (500ml ou 275ml) podem ser realizados pelo Instagram, pelo WhatsApp (81) 98121-9343, por telefone (81) 3429-2351 ou pelo site da cervejaria. A entrega se dá em até um dia útil.

Cervjaria Ekäut
Toda a linha da cervejaria está disponível para pedidos pelo Whatsapp (81) 99992-0360, pelo iFood ou pelo site http://www.ekautemcasa.com.br, com entrega gratuita para a zona sul de Recife e frete a partir de R$ 5 para zona norte.

Cervejaria Estrada
Vende cervejas das marcas Estrada e Riffen, além de rótulos de outros estados, como Dogma, Hocus Pocus e Dádiva. As compras são pelo site. O prazo de entrega é de 24 horas e a compra mínima é de R$ 55. Entrega em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes

Cervejaria Hellcife
Cerveja Hellcife Session IPA no Growler com entrega em casa pelo Brejarte. Pedidos pelo Whatsapp (81) 99248-0712.

Grunshbier
Entregas para a cidade de Garanhuns para pedidos pelo direct do Instagram ou pelo telefone (87) 99939-4562 (WhatsApp). Tem garrafas de 500ml nos estilos APA, Weiss, Lager e Coffee Stout.

Cervejaria Malakoff
Rótulos da Malakoff estão à venda pelo WhatsApp (81) 98155-4257 ou pelo site da cervejaria.

Cervejaria Manguezal
Cervejas Manguezal com delivery para Recife, Olinda e Jaboatão pelos telefones e WhatsApp (81) 98595-7446, (81) 98839-2245 e (81) 99299-2879. A partir de 12 unidades, o frete é grátis. E os pagamentos podem ser feitos via boleto ou transferência bancária.

Cervejaria Navegantes
Cervejas da marca de Pernambuco à venda pelo WhatsApp (81) 98894-9032 e pelo seu site. Entregas para Recife, Olinda e Jaboatão.

Cervejaria Quatro Cantos
As vendas do serviço de delivery são pelo telefone (81) 99226-5823.

Cervejaria Seis Punhos
Os pedidos de garrafas de 500 ml dos rótulos da marca podem ser feitos por direct no Instagram ou via WhatsApp no (81) 99670-1422. As entregas são realizadas às sextas. O frete é grátis para pedidos a partir de seis unidades (consulte as áreas de entrega). Oferece formas de pagamento digitais ou por máquina de cartão.

Mascate Insumos
A loja de insumos de Recife trabalha com diversas das marcas artesanais de Pernambuco e rótulos de outros estados. Também atende no delivery (81) 99670-14 22 e pelo site. O catálogo de rótulos está disponível aqui.


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