Início Site Página 315

ICB abre inscrição do Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cerveja

O Instituto da Cerveja Brasil (ICB) abriu inscrições para a 5ª edição do Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cerveja. Sua primeira fase será realizada no dia 7 de abril, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Já as finais ocorrerão na capital paulista no início de maio.

“O Campeonato Brasileiro de Sommeliers de Cervejas tem como objetivo promover os sommeliers brasileiros, contribuindo para a valorização da profissão. Será realizado bienalmente pelo Instituto da Cerveja Brasil e pela Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo (ABS-SP)”, explica o ICB.

Para participar, os candidatos devem ter o certificado de Sommelier de Cervejas emitido por qualquer entidade nacional ou internacional credenciada. As inscrições vão até o dia 25 de março e custam R$ 80.

A primeira etapa do concurso será eliminatória e consistirá em uma prova de múltipla escolha. Quem se classificar fará em São Paulo, no dia 4 de maio, uma prova prática de identificação de estilos de cerveja e defeitos sensoriais. Por fim, em uma fase classificatória, os finalistas terão no dia seguinte uma prova oral de degustação e serviço.

As disputas “acontecem com direito a um júri de profissionais especializados, além de convivas que anunciaremos os nomes mais para frente”, segundo acrescenta o ICB.

Os 10 primeiros colocados estarão diretamente classificados para o 5º Campeonato Mundial de Sommelier de Cerveja na Alemanha. Para mais informações, acesse o site de inscrições do concurso.

Cervejarias da Alemanha e EUA passam a mostrar calorias no rótulo

Cervejeiros, precisamos falar sobre informação nutricional. Pouco a pouco, a indústria passa a discutir o assunto com mais intensidade. Nessa semana, duas associações de cervejarias alemãs sugeriram que seus membros mostrem nos rótulos detalhes sobre calorias e outras características dos produtos. Já a norte-americana Bud Light anunciou que as informações agora estarão também nas caixas, buscando se posicionar como “light” de fato.

A medida da Associação Alemã de Cervejeiros e da Associação de Cervejarias Privadas na Alemanha é como uma antecipação voluntária a pressões da Comissão Europeia, que discute há tempos tornar esse tipo de informação obrigatória nas embalagens. Os líderes das entidades esperam que outras categorias, como vinho, também adotem o novo rótulo.

Nos Estados Unidos, um acordo semelhante entre as grandes cervejarias aconteceu em 2016: mesmo sem a obrigatoriedade, elas se propuseram a oferecer informação nutricional em todas as suas embalagens até 2020.

Nesse ano, a AB-InBev deu um passo a mais e anunciou que a partir de fevereiro a Bud Light terá suas informações nutricionais bastante visíveis também nas caixas – além das latas e garrafas.

Pesquisas feitas pela companhia mostraram que o público jovem tem mais interesse pelas informações e pela composição dos produtos, segundo Goeler. “Eles cresceram de olho nos ingredientes”. No caso da Alemanha, uma pesquisa do INSA Group mostra um público dividido: 52% aprova a medida.

No entanto, analistas do mercado norte-americano entendem que a decisão da Bud soa como um alerta para as artesanais. Isso porque elas podem ter se valido da não obrigatoriedade das informações para crescer sua popularidade nos últimos anos.

“Queremos ser transparentes e dar às pessoas aquilo que já elas estão acostumadas a ver (em outras categorias de produtos)”, disse Andy Goeler, vice-presidente de marketing da Bud Light.

Dentre a fração do mercado consumidor mais preocupada com a saúde, que pode levar em conta os ganhos calóricos na escolha de sua bebida, a Bud Light sai na frente: enquanto uma lata de Stout artesanal pode passar de 210 calorias, uma de Bud Light tem 110.

Baixa qualidade trava aproveitamento da cevada pela indústria cervejeira em 2018

Parte da produção de cevada brasileira em 2018 não atingiu o padrão de qualidade exigido para ser utilizada pela indústria cervejeira. A avaliação em tom de alerta é de Euclydes Minella, pesquisador da Embrapa Trigo, que também aponta um cenário complicado para o setor no ano recém-iniciado.

Minella explica que os maiores problemas na produção da cevada – e em sua qualidade – se deram na região Sul do país. “A safra 2018 foi ruim no Rio Grande do Sul e razoável no Paraná. A safra foi boa nos cultivos irrigados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás”, afirma.

Especialmente nos casos de Rio Grande do Sul e Paraná, parte da safra não apresentou qualidade suficiente para ser aproveitada pela indústria cervejeira. O resultado foi o “descarte” de parte da produção e o prejuízo em função dos baixos preços da cevada não cervejeira.

“No Rio Grande do Sul e parte do Paraná, além do baixo rendimento, praticamente a metade não atendeu o padrão cervejeiro, resultando em prejuízo aos produtores.”

Em geral, esses problemas ocorrem em razão da perda de germinação por chuva na colheita ou por secagem malfeita. Quando não atinge a qualidade adequada e acaba sendo descartada pela indústria cervejeira, a cevada é destinada a outras atividades, como o mercado de alimentação animal. Mas tem seu valor rebaixado para até 70% do preço do milho.

Assim, segundo o especialista, nem alguns números de 2018 permitem uma avaliação positiva do setor. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018 houve crescimento da produção em 13,5% na comparação com 2017, resultando em 325.081 toneladas. Esse resultado positivo foi apoiado diretamente pela elevação de 33,1% no rendimento médio, atingindo 3.236  kg/ha. Mas perde boa parte de seu efeito quando se considera o descarte e o preço rebaixado.

E, para 2019, o cenário também deve ser ruim. Para o especialista da Embrapa, o desalento provocado pelo resultado da safra do último ano deve provocar a redução na área de cultivo da cevada, o que inclusive já ocorreu em 2018 – o levantamento do IBGE apontou queda de 14,7% na área plantada, para 100.446 ha, algo que deverá se intensificar neste ano.

“Com relação a 2019 ainda não temos a intenção da maltarias em termos de área a ser fomentada. Possivelmente haja redução da área semeada em razão do desânimo dos produtores frente ao mau resultado nesta safra”, diz.

A recente projeção do IBGE, inclusive, segue essa linha. A expectativa é de que a produção da cevada em grão no Brasil seja de 310.693 t neste ano, o que, se tornando realidade, representará uma queda de 4,4% na comparação com 2018.

Porém, o pesquisador também aponta que o cenário da produção de cevada em 2019 deverá ficar mais claro no fim do primeiro trimestre. “Em geral as empresas externam suas metas a partir de março”, finaliza.

Campeãs da “panela”, IPAs da Croma, Brewers no Brasil: As novidades da semana

A semana trouxe importantes novidades ao mercado cervejeiro. O Hop Hunters, por exemplo, em parceria com o Lamas Brew Club, apresentou duas cervejas premiadas de seu concurso Da Panela para o Mundo, enquanto a Croma lançou duas novas IPAs – uma Juicy e uma Double. Já o Festival Brasileiro da Cerveja anunciou uma parceria com a Brewers Association, uma das mais influentes entidades mundiais do setor. Confira, a seguir, as novidades da semana.

Lançamentos do Hop Hunters
Uma parceria entre o Hop Hunters, clube de cervejarias artesanais brasileiras, e o Lamas Brew Club, clube de loja de insumos, resultou no lançamento de dois rótulos ganhadores do concurso Da Panela para o Mundo, que contou com os estilos English IPA, American Wheat, Belgian Dubbel, Oatmeal Stout e Saison. Das 52 cervejas avaliadas, a Cacatua foi a vencedora no estilo American Wheat – tem 4,9% de teor alcoólico e 27 IBUs. “É uma cerveja de trigo altamente refrescante e mantém muito bem as características do estilo. Harmoniza super bem com saladas e peixes”, explica Wagner Falci, do Hop Hunters. Já a segunda cerveja foi a Notorious, campeã no estilo Oatmeal Stout com seus 35 IBUs e 5,5% de álcool. “A bebida contém notas de chocolate, de paladar levemente adocicado e com um colarinho bem cremoso”, acrescenta Wagner.

IPAs da Croma
A cervejaria Croma, de São Paulo, iniciou o ano com duas novidades. A primeira é o novo rótulo da série Single Hop, o Green Force #6, uma Juicy IPA com 7,2% de teor alcoólico e 45 IBUs. Feita com o BRU-1, lúpulo norte-americano desenvolvido no Vale de Yakima, ela possui perfil frutado como principal característica, com destaque para abacaxi e frutas tropicais. Já a segunda novidade é a Triple C, uma Double IPA inspirada no perfil sensorial das West Coast IPAs. Tem 7,6% de álcool, 40 IBUs e forte base dos lúpulos Citra, Chinook e Cascade.

Brewers no Brasil
Um dos principais eventos nacionais do setor, o Festival Brasileiro da Cerveja e o Concurso Brasileiro de Cervejas anunciou uma importante novidade: a parceria com a Brewers Association, entidade que reformulou o mercado de artesanais nos Estados Unidos. Alguns de seus membros farão parte do corpo de jurados do concurso e Bob Pease, presidente e diretor-executivo da associação, fará a palestra de abertura do festival que ocorre entre 13 e 16 de março, no Parque Vila Germânica, em Blumenau. “Esta será minha terceira vez no Brasil, mas a primeira vez indo para esta região desse belo país. Estamos ansiosos para expor o que estamos fazendo pelo mercado cervejeiro artesanal norte-americano e também por aprender um pouco mais sobre o mercado brasileiro de cervejas artesanais”, antecipa Bob.

Do laboratório para a cervejaria: A probiótica mineira Simbiose

A criatividade na produção de cervejas anda de mãos dadas com a ciência. E uma das mais recentes fronteiras alcançadas é o campo da probiótica, ou seja, do uso de micro-organismos vivos na produção de cerveja. Esse é o desafio da doutora em fisiologia Kamila Leite Rodrigues, proprietária da cervejaria Senhorita, de Paraguaçu (MG).

Mesmo que outras experiências com probióticas tenham acontecido ao longo dos últimos anos (como a conduzida por Amanda Reitenbach em 2011, e por cientistas de Cingapura em 2017), sua Simbiose ganha relevância por ser a primeira com registro no Ministério da Agricultura (MAPA). O desafio, agora, é cair no gosto do público.

O Guia conversou com a cientista cervejeira sobre sua experiência nas duas frentes: mercado e ciência. Confira, a seguir, a entrevista completa com Kamila Leite, doutora em fisiologia e proprietária da cervejaria Senhorita.

Kamila Leite, proprietária da Senhorita

Como foi desenvolvida a Simbiose?
A cerveja probiótica foi validada durante meus estudos de doutorado em Fisiologia na Unifal-MG. Verificamos que a cerveja apresentava respostas similares às produzidas pelo probiótico kefir isoladamente. Foram validados testes antiinflamatórios e antiulcerogênicos. Além do efeito probiótico, observamos também o efeito prebiótico, ou seja, adicionando o polissacarídeo derivado do kefir à cerveja, os mesmos efeitos foram registrados. O trabalho foi publicado e, agora, novos estudos estão a caminho com o objetivo de verificar a aceitação sensorial e características hepatoprotetoras.

Qual é o diferencial da Simbiose em relação a outras experiências com probióticos?
A Simbiose é a primeira cerveja fermentada unicamente por probióticos, diferentemente dos cientistas asiáticos que colocaram os lactobacilos na cerveja pronta. E também a primeira registrada pelo MAPA com um modelo diferente de fermento, no caso o probiótico. Ainda não enquadrada em nenhum estilo, mas é uma cerveja com 3,5% de álcool, cítrica, lática, refrescante, com um suave defumado. Podemos dizer que é uma cerveja funcional pois apresenta efeitos benéficos à saúde. Efeitos antiinflamatórios e antiulcerogênicos.

Quais são os desafios para que a cerveja probiótica se torne viável?
Juntamente com a cervejaria, trabalho no Instituto de Pesquisa e Ensino de Cerveja aqui no Sul de Minas (INPEC-MG). Um dos trabalhos do instituto é desenvolver uma cultura mais fácil de manusear, derivada do kefir que mantenha as características probióticas. Além disso, mantemos um banco de cultivo do probiótico para conseguir ganhar em produção. Como um produto vivo, a cerveja apresenta transformações ao longo do tempo e ainda estamos avaliando como lidar com elas.

E qual seria o público mais propenso a adotar a probiótica?
Esperamos conquistar o paladar dos interessados em alimentos que agreguem benefícios à saúde. Público vegano, frequentadores de academias, produtos naturais etc. Mas ainda é preciso fazer um trabalho de divulgação intenso.

Além da Simbiose, que outras experiências a Senhorita faz?
A Senhorita Cervejaria iniciou seu trabalho em 2017, inicialmente trabalhando com cervejas comuns, Red Ale defumada, Pale Ale e Weiss. Depois de uma série de obstáculos, me vi sem escolha a não ser recomeçar do zero. No segundo semestre de 2018, a Senhorita já tinha dois rótulos: a Simbiose e a Brut Café, receita belga com teor alcoólico de 9%, notas de café, chocolate e frutas, feita com cafés especiais da região do Sul de Minas.

Adoro criar e desenvolver produtos e a cerveja é um veículo transformador e gratificante. Meu objetivo é criar cervejas diferentes, que mostrem sabores inusitados, que tragam sorrisos, que tenham qualidade e um toque de magia.

Caminhada cervejeira, festival em SP: 9 eventos para o fim de semana

O primeiro mês de 2019 já passou da metade e, apoiado pela dobradinha entre verão e cerveja, traz diversas opções de festa em seu terceiro fim de semana. Tem a quarta edição do All Beer Sessions – que inaugura o ano de festivais em São Paulo -, caminhada noturna cervejeira e palestras sobre a relação da capital paulista com a bebida. Confira, a seguir, essas e outras opções para os próximos dias.

Sudeste

São Paulo
– 1º festival do ano: A quarta edição do All Beers Sessions contará com a presença de 42 cervejarias, sendo 28 nacionais e 14 internacionais, com destaque para alguns nomes de peso, como Anderson Valley (EUA), Bodebrown, Brewdog (Escócia) e Zalaz. Com a presença de atrações artísticas, DJ e inúmeros food trucks, o festival está em seu segundo lote de ingressos, com preços a R$ 140 (+ R$ 14 de taxa) e será no sábado, no Espaço Escandinavo, na rua Job Lane.

– Walking Tour: O Beer Night São Paulo, 7ª edição do Walking Tour Pinheiros, largará da estação de Metrô Faria Lima e levará os participantes até a Cervejaria Nacional, seguindo depois para a Brewdog. Estão incluídos na caminhada degustação de cervejas artesanais, visita à fábrica, petiscos, água, guias especializados e reservas de mesa. Será neste sábado, a partir das 19 horas.

– Iguarias no Copan: A Stella Artois e o restaurante Orfeu realizam a primeira edição de 2019 do Mercado de Iguarias no Copan, com a presença de Delícias do Zinha (geleias artesanais), Empório Dona Mita (antepastos artesanais), Gran Sierra (queijo de ovelha), Jun Paes Artesanais, Lira Gastronomia (mosaico de sementes e frutas), O Chá Lá e Ooey Cookie. A Show me Your Case será a responsável pela música do evento, marcado para domingo, de 12h às 18h, na avenida Ipiranga, 318, Bloco A.

– Beer Garden: As cervejarias Colorado e Wäls se uniram ao centro gastronômico Eataly em um beer garden. Inaugurado nesta quinta-feira, o espaço conta com opções de cervejas consagradas dessas marcas, sendo servidas em chope. O beer garden funcionará até 10 de março, de quinta a domingo. Será aberto às 18h nas quintas e sextas-feiras e às 12h no sábado e domingo. Fica no Eataly, na avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 1489.

– São Paulo e a cerveja: Iniciando as celebrações pelo aniversário de 465 anos de São Paulo, que serão completados no dia 25, o Capitão Barley promove uma palestra do urbanista Diógenes Sousa, que abordará a relação entre a história de São Paulo e a cerveja. A entrada custa R$ 20 e dá direito a 3 chopes de 300 ml. O evento será neste sábado, às 16h, na rua Cotoxó, 516. Compre aqui seu ingresso.

Rio
– Hambúrguer e cerveja no Jockey: Em mais um evento sazonal, a Brewhood promove o Brewhood Backyard, que promete animar os fins de semana do Jockey Clube do Rio. Às sextas-feiras, DJs e atrações musicais agitam o local, enquanto aos sábados e domingos, o público poderá ver espetáculos no auditório do Teatro XP Investimentos, com a Festa da Comédia Carioca. São seis opções de cervejas artesanais em lata, além de quatro tipos de chope. O cardápio é assinado pela Zip e um chef convidado vai preparar hambúrgueres. O local funcionará de sexta-feira a domingo, até 24 de fevereiro, das 18h à 0h, no Jockey Club Brasileiro, na avenida Bartolomeu Mitre, 1110.

Belo Horizonte
– Visitação à fábrica: A Hofbräuhaus BH retoma o projeto de visitação do público à sua fábrica quinzenalmente, com demonstração dos processos produtivos e da tecnologia envolvida na preparação das cervejas. O grupo, com no máximo 20 pessoas, conhecerá toda a estrutura da Hofbräuhaus, um pouco de sua história, seus equipamentos e como são produzidos os quatro estilos de cervejas disponíveis em seu cardápio: três fixos e um sazonal. O passeio dura em média uma hora – 11h às 12h – , inclui degustação e as reservas podem ser feitas pelo e-mail: contato@hofbraubh.com.br. Será neste sábado, na fábrica da Hofbräuhaus, na avenida do Contorno, 7613.


Sul

Curitiba
– Growler Day com framboesa: O Growler Day deste fim de semana da Bodebrown tem como principal atração a Regina Sour, terceiro rótulo da série Sour Punk, que leva na receita framboesa e possui um toque mais ácido. Ela será vendida para completar o growler a R$ 25 o litro. Ainda haverá 20 torneiras de cerveja no Tap Haus. O Espaço Funiculí vai ter pizzas assinadas pelo chef Dudu Sperandio e também haverá doces da Apple Caramel. O evento será na sexta-feira, das 17h30 às 20h, e no sábado, das 9h30 às 17h, na Bodebrown, na rua Carlos de Laet, 1015.


Nordeste

Fortaleza
– Cerveja com caranguejo: Após serem lançadas na última quinta-feira, em parceria com as cervejarias Infected Brewing (SP) e Bold Brewing (CE), duas criativas colaborativas estão à disposição do público no Hey Ho Beer Pub. As cervejas são a M.O.B, uma Milkshake IPA que leva Ovomaltine e banana, e a Mud to Chaos, uma Gose que traz caranguejo em sua receita. Podem ser encontradas no Hey Ho, na rua Nunes Valente, 1247.

4 tendências do mercado de artesanais para 2019

0

Depois de um 2018 de tendências irregulares para o mercado brasileiro de artesanais, com crescimento do número de cervejarias e não tanto de consumidores, os especialistas estão confiantes para 2019. A expectativa é de que fatores como ampliação de market share e retomada da economia possam acelerar o crescimento do setor.

Para potencializar esse otimismo e facilitar a compreensão sobre as exigências do mercado brasileiro, o Guia reuniu algumas tendências para este novo ano, resumidas em conceitos fundamentais como profissionalização, criatividade e harmonização. Confira, a seguir, 4 tendências do mercado de artesanais para 2019.


1- Seleção Natural
Se a chegada de novas cervejarias não é necessariamente acompanhada pela entrada de novos consumidores, é natural que o mercado sofra uma seleção que destacará os “preparados” dos “paraquedistas”, segundo José Bento Valias Vargas, sócio da Lamas Brew Shop de BH, da Dunk Bier e um dos fundadores da Acerva Mineira. E isto começará já em 2019. “Vai ser um ano de fortalecimento dos preparados e de início da morte dos paraquedistas”, diz o especialista, que aposta na chegada de gente capacitada ao mercado. “Espero que tenhamos mais sucessos, mais empresários preparados e com o pé no chão entrando no mercado.”

2- Cervejas “Brasileiras”
A possibilidade das artesanais ampliar seu market share passa pela conquista de novos consumidores. E, para isto, é preciso criatividade, especialmente investindo em lançamentos que dialoguem com o gosto “tropical” do brasileiro, segundo avalia Patrícia Sanches, fundadora da Confraria Maria Bonita Beer, sócia da cervejaria Patt Lou e do Instituto Ceres de Educação Cervejeira. Para ela, é preciso apostar em cervejas leves, refrescantes e que inovem na criatividade fazendo uso de produtos brasileiros, como frutas, especiarias e madeiras locais.

3- Embalagens Compactas
Outra boa maneira de fidelizar consumidores é, segundo a sócia do Instituto Ceres, ousar nas embalagens. A previsão é de que rótulos interativos e garrafas compactas terão mais chances de se destacarem. “Embalagens menores e criativas devem fazer a cabeça de pontos de venda e consumidores de cerveja artesanal. Seja em rótulos mais interativos, ou até mesmo em garrafas de menores volumes que ocupam espaços de praia a baladas noturnas”, comenta Patrícia.

4- Ampliação das Harmonizações
Ao mesmo tempo em que deve contemplar rótulos compactos e cervejas leves, o mercado de artesanais aponta para outra interessante tendência: a de reforçar experiências e dar certa elegância – tal qual o vinho – à cerveja. Ampliar as opções de harmonização, assim, será um dos caminhos para 2019. “Podemos sugerir uma maior abertura para harmonizações clássicas que antes pertenciam ao vinho, como sobremesas e queijos”, afirma Patrícia. “As cervejas, com suas infinitas possibilidades sensoriais, têm o poder de harmonizar perfeitamente com diversos alimentos e ocupar posições elegantes em mesas de ‘toalha branca’.”

Produção de cevada tem alta em 2018, mas previsão é negativa para 2019

A produção de cevada em grãos no Brasil apresenta cenários diversos. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve crescimento da produção em 2018. Mas os números são negativos em dezembro, assim como a previsão é de redução na safra do cereal cervejeiro em 2019.

No ano passado, segundo o levantamento, a produção da cevada em grão registrou crescimento de 13,5% na comparação com 2017, resultando em 325.081 toneladas.

Esse resultado positivo foi apoiado diretamente pela elevação de 33,1% no rendimento médio, atingindo 3.236  kg/ha. E isso foi fundamental para minimizar os efeitos da redução de 14,7% na área plantada, para 100.446 ha.  

Já a projeção para a safra nacional de 2019 é negativa para o cereal cervejeiro. A expectativa é de que a produção da cevada em grão no Brasil seja de 310.693 t neste ano, o que, se tornando realidade, representará uma queda de 4,4% na comparação com 2018.

A previsão negativa coincide com os resultados ruins da safra em dezembro. Na comparação com novembro, houve quedas na produção, de 8%, no rendimento médio, de 7,6%, e na área plantada, de 0,4%.

A safra da cevada, aliás, está totalmente em desacordo com a produção brasileira, que teve um 2018 difícil, mas pode ter um bom ano em 2019, segundo o IBGE. “A terceira estimativa para a safra de grãos aponta que a produção agrícola deve somar 233,4 milhões de toneladas em 2019, 3,1% maior que a do ano passado. A área a ser colhida também deve aumentar, 2,1%, e totalizar 62,2 milhões de hectares”, aponta o instituto.

“A  estimativa de dezembro para a safra nacional de grãos em 2018 totalizou 226,5 milhões de toneladas, 5,9% inferior à obtida em 2017. Dos principais produtos, houve quedas de 18,3% na colheita do milho e de 5,8% do arroz, enquanto a safra da soja aumentou 2,5%”, acrescenta o IBGE.

Já a previsão para o trigo também é negativa, com expectativa de redução de 3,9% na produção em 2019. E isso após um ano de resultados positivos, com aumento de 25,1% na produção, de 16,3% no rendimento médio e de 7,6% na área plantada.

Metallica lança cerveja em parceria com a Stone Brewing

0

Uma das mais renomadas bandas de rock do mundo, o Metallica lançará oficialmente uma cerveja em colaboração com a californiana Stone Brewing Co. Batizada “Enter Night”, a Pilsen lupulada com 5,7% de teor alcoólico foi oferecida em shows da banda durante a última turnê de 2018 e, agora, chegará de vez ao mercado norte-americano em fevereiro. Ela deve, também, acompanhar o Metallica em seus compromissos na Europa em 2019.

A parceria com a Stone Brewing nasceu do diálogo entre Lars Ulrich, baterista da banda, e o fundador da cervejaria Greg Koch. “Eles (Metallica) não queriam apenas botar um rótulo em uma cerveja qualquer. Estavam realmente interessados em entender o processo e emprenhados em tomar uma decisão pensada sobre o estilo e tudo mais que cerca a cerveja”, relata Koch.

A escolha por uma Pilsen lupulada se deu pela drinkability, pensando nos grandes shows como principal ocasião de consumo. Além disso, remete à juventude de Ulrich, que viveu perto da fábrica da Tuborg, na Dinamarca, “onde o ar cheirava a lúpulo”, segundo o baterista.

A iniciativa do Metallica é mais uma de diversas bandas e cantores que já se aventuraram no ramo: o guitarrista Sammy Hagar lançou a tequila Cabo Wabo, que em 2007 ele negociou por US$ 80 milhões, a banda australiana AC/DC também vendeu cerveja, vinho e tequila, e uma série de artistas – de Jay-Z a Justin Timberlake – já tiveram sua própria bebida.

“No rock, o Iron Maiden e o Megadeth vêm fazendo bonito nas bebidas”, conta Lars Ulrich . “Nós estamos vendo o que todos têm feito, sentamos e assistimos, e meio que sacamos o que tem dado certo e como poderia ser o nosso modelo”, diz ele, que considera a expansão para além da música e do merchandising da banda, algo natural na busca por uma conexão mais forte com seu público.

A Enter Night não é a primeira iniciativa do Metallica no ramo de bebidas. No ano passado, a banda pôs no mercado seu uísque Blackened.

Mesmo com alta em dezembro, cerveja tem deflação em 2018

0

O preço da cerveja no domicílio registrou deflação de 0,64% em 2018, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda veio mesmo com a alta expressiva em dezembro, de 0,57%.

O cenário é oposto ao do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com elevação de 3,75% em 2018, ainda que abaixo da meta do governo federal, de 4,5%. “Após a queda de 0,21% em novembro, o IPCA registrou variação de 0,15% em dezembro, sob influência, principalmente, do grupo Alimentação e bebidas (0,44%) que, com 0,11 p.p. de impacto, foi responsável por quase 3/4 do índice de dezembro”, explica o IBGE.

No último mês do ano, seguindo a tendência apontada pelo instituto, a cerveja fora do domicílio também teve alta, fechando 2018 com inflação de 3,71% – apenas em dezembro a elevação foi de 0,85%. Essa alta se deu, portanto, bem acima do IPCA de dezembro, que foi de apenas 0,15%, o menor índice para o mês desde a criação do real.

Outros itens pesquisados pelo IBGE também apresentaram alta em 2018. Foram os casos de outras bebidas alcoólicas, seja no domicílio, com elevação de 3,57%, ou fora do domicílio, com inflação de 2,37%, além do setor de alimentação e bebidas, com aumento nos preços de 4,04%.

Desses elementos pesquisados, apenas o item outras bebidas alcoólicas no domicílio teve deflação em dezembro, de 1,07%. Os demais apresentaram inflação: outras bebidas alcoólicas fora do domicílio (0,16%) e alimentação e bebidas (0,44%).

O IBGE explica que, na variação anual, o item alimentação e bebidas também foi o grande “vilão” da inflação – esse grupo responde por cerca de 1/4 das despesas das famílias e foi o principal impacto no ano com 0,99 p.p.

“Vale lembrar que, no final de maio de 2018, a paralisação dos caminhoneiros provocou um desabastecimento, o que impactou os preços de diversos produtos, levando o grupo a apresentar variação de 2,03% em junho, a segunda maior para um mês de junho desde a implantação do Plano Real”, aponta o IBGE, antes de arrematar.

“Os preços dos alimentos para consumo em casa, cujo peso é 15,7%, subiram 4,53%, enquanto a alimentação consumida fora de casa, que pesa 8,8% no índice, apresentou variação de 3,17%”, complementa o instituto.