Dezembro iniciou em ritmo de festa no mercado cervejeiro. Depois de completar sete anos, a Edelbrau repaginou a fachada, demarcando as principais referências de sua história. Já a Molinarius apresentou uma IPA com damasco, bebida perfeita para as festas de final de ano, segundo a marca, enquanto a Bellavista festejou uma importante conquista. Confira, a seguir, as novidades da semana.
Novas Cores
A Edelbrau acaba de completar 7 anos. E, para celebrar a data, a tradicional cervejaria de Nova Petrópolis convidou o artista Jasom Souza para remodelar a fachada com elementos que retratam as principais referências da marca: o mascote, Cuco; o foco na sustentabilidade; o lúpulo, presente em todos os rótulos; e o balão, que representa a diversão. O resultado foi um grafite inspirador, colorido e alegre. Outra novidade veio no rótulo de sua Blond Ale, que ganhou uma arte inspirada na fachada. A embalagem terá edição limitada, mas será comercializada no mesmo valor da tradicional.
IPA com damasco
Totalmente focada no estilo IPA, a Molinarius lançou uma nova linha: a Jams, com adição de polpa de frutas. E o escolhido para iniciar a série foi o damasco, que chega para realçar as propriedades do lúpulo. “Com lote de 180 kg de polpa pura de damasco, sem adição de açúcar, a cerveja tem um presente aroma e sabor de damasco combinado com os lúpulos Citra e Azacca, com corpo baixo e com uma leve acidez da fruta, tornando uma excelente opção para as festas de final de ano”, pontua Sérgio Müller, cervejeiro da marca paulistana. A Jams Damasco tem 6,4% de teor alcoólico, 50 IBUs e será comercializada tanto em lata (473 ml) como em chope.
Bellavista premiada Poucos meses depois de ser lançada, a Bellavista recebeu um importante troféu. Trata-se do prêmio oferecido pela Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), na categoria produto lançamento do ano. Para Júlio Eggers, diretor de marketing da Fruki, marca responsável pela cerveja, o prêmio demonstra que a Bellavista tem muito a crescer. “A Fruki se orgulha em receber esse prêmio dos supermercadistas. Nossa preocupação sempre foi lançar um produto que estivesse alinhado às mudanças do mercado e ao desejo de nossos consumidores, cada vez mais exigentes com sua bebida. A história da Bellavista só tem a crescer e esse reconhecimento solidifica isto.”
Assuntos de grande repercussão movimentaram o mercado da cerveja de maneiras diferentes nos Estados Unidos e no Reino Unido. Enquanto as atenções dos britânicos ficaram por conta do Brexit, o “Camp Fire”, maior incêndio que já atingiu a Califórnia, ultrapassou a mesa do bar e chegou às cervejarias norte-americanas.
Por todo o país, marcas estão produzindo a mesma cerveja, batizada de Resilience Butte County Proud IPA, nome da localidade mais atingida pelo fogo que deixou 88 mortos, 196 desaparecidos, destruiu quase 14 mil moradias e devastou grandes áreas de floresta.
Trata-se de uma iniciativa da californiana Sierra Nevada, que fica na cidade de Chico, a 37 quilômetros de Butte, foco do incêndio. Casas de funcionários da empresa foram atingidas. Para auxiliar as vítimas e reverter 100% do valor das vendas a um fundo de apoio à reconstrução de Butte County, a marca está providenciando a receita e, junto de seus fornecedores, a matéria-prima para que cervejarias e brewpubs de todo o país também produzam a IPA.
“Sabemos que o processo de reconstrução vai levar muito tempo, mas estamos juntos nessa longa batalha. Esperamos levar a Resilience IPA a taprooms de todo o país e criar uma base sólida para o futuro da nossa comunidade”, afirma Ken Grossman, fundador da cervejaria, em comunicado.
E os resultados apareceram imediatamente: na quinta, dia 29 de novembro, a ação anunciada no dia 27 já contava com mais de mil microcervejarias participantes. O início das vendas deve acontecer no final de dezembro.
Brexit impulsiona consumo? A importante ação norte-americana, porém, não foi a única a entrelaçar cerveja e questões nacionais. No Reino Unido, o acirrado debate em torno do Brexit – sua provável saída da União Europeia – pode estar exercendo efeito positivo no mercado. A rede de pubs Greene King afirma ter observado aumento no movimento de suas 2.900 unidades espalhadas pelo país, e “culpa” a polêmica por isso.
“As pessoas estão cansadas do Brexit, e isso está se traduzindo em benefícios para os pubs. Nossas vendas subiram 2,9%”, afirmou Rooney Anand, executivo-chefe da companhia, que produz cervejas como a Greene King IPA e a Old Speckled Hen. “Os pubs estão se beneficiando em alguns aspectos, pois cada vez que ligamos a televisão, o rádio ou lemos o jornal, tudo que você ouve é sobre o Brexit, e isso não anima”.
Correto ou não o diagnóstico de Anand, de fato há números para usar como justificativa. O lucro calculado antes de impostos da Greene King cresceu 3,2% e chegou a US$ 163,84 milhões nas 24 semanas anteriores até 14 de outubro. A empresa anunciou também que as vendas comparáveis da Pub Company, braço que administra sua cadeia de pubs, restaurantes e hotéis, aumentaram 2,7 %. E, mesmo no clima pré-Brexit, as reservas para o Natal estão muito acima das do ano passado.
Localizada a quase 600 quilômetros de São Paulo, a cidade de Presidente Prudente consagra sua recente cena cervejeira com um festival de artesanais. E o evento no interior paulista é apenas um entre tantos outros do final de semana. Na capital, por exemplo, haverá festas imperdíveis da Goose Island e do Capitão Barley, além do tradicional Festival até R$ 10. Em Ribeirão Preto, por sua vez, a Invicta recebe o Velhas Virgens para o seu último Knock Down do ano. E, no Rio de Janeiro, ocorre um desafio que mescla cerveja com bicicleta. Confira, a seguir, a agenda da semana.
Sudeste
Presidente Prudente – Festival Cervejeiro:Despontando no cenário paulista da cerveja artesanal, com o surgimento de inúmeras e interessantes marcas, a cidade recebe neste final de semana o Festival Cervejeiro de Presidente Prudente. O evento, organizado pela Suinga, pela Enter Produtora e pelo Festival Food, terá a presença de mais de 70 rótulos e de 12 cervejarias, com destaque para nomes como Ficus, Wayne 190, Inprudente, 018, Maria Bravura, Eden e Johnny Crow, além da própria Suinga. Contará, ainda, com a presença de música ao vivo e food trucks. Será na sexta, a partir das 17h, e no sábado e no domingo, a partir das 12h, no IBC, na Rua Dr. Hugo Lacorte Vitale, 46.
São Paulo – Block Party: Realizada pela Goose Island em vários lugares do mundo, sempre com o objetivo de unir a comunidade, a Block Party verá sua primeira edição em solo brasileiro. O evento será no tradicional Largo da Batata e terá muita música, gastronomia e, claro, uma grande variedade de rótulos da marca. A festa contará ainda com a ilustre presença de John Hall, fundador da cervejaria, e Ken Stout, presidente internacional, que farão sua primeira visita ao país. “Percebemos que a Block Party tinha a cara de São Paulo. Além de ser uma festa incrível, será um momento perfeito para apresentar o país e nossa casa ao John e ao Ken”, conta Beatriz Ruiz, gerente de marketing da Goose Island. Será no domingo, das 12h às 20h, no Largo da Batata, em Pinheiros.
– Artesanal até R$ 10: Mais uma vez, o Memorial da América Latina será palco do Festival de Cerveja Artesanal até R$ 10, que nesta edição terá a companhia do Festival de Comida Alemã. Destaque para a presença de marcas consagradas como Antuérpia, Cevada Pura, Doktor Bräu, Mea Culpa, Tribal e Votus, entre outros bons nomes. “O Festival é a ocasião perfeita para conhecer as novidades, experimentar estilos, se iniciar no mundo das cervejas artesanais, ou simplesmente apreciar o rótulo preferido”, informam os organizadores da festa. Para acompanhar as cervejas, que custarão até R$ 10 nos copos descartáveis (as engarrafadas terão outro valor), haverá pratos típicos como joelho de porco e salsichões. Será no sábado e no domingo, das 11h às 21h, no Memorial da América Latina, na Avenida Auro Siares de Moura Andrade, 664 – ao lado da estação Barra Funda.
– Aniversário do Capitão Barley: Um dos bares referenciais da cerveja artesanal paulistana, o Capitão Barley fará uma festa para comemorar seus cinco anos. Terá comida e bebida à vontade, com destaque aos três primeiros chopes produzidos pela casa: West Coast IPA, Session IPL e Sour. Haverá, ainda, outros 22 rótulos, como o Cafuza, da Dogma, o norte-americano Anchor Steam Beer e o Abyssal, da 5Elementos. “Caprichamos na seleção”, garante Saul Caffarena, sócio e beer sommelier da casa. Outra atração será o cardápio assinado pelo chef Fred Caffarena, que inclui rabada na cerveja escura e guioza de camarão. Será no sábado, das 14h às 20h, na sede do bar, na Rua Cotoxó, 516. Para comprar o ingresso, que hoje sai por R$ 220 (+ R$ 22 taxa), clique aqui.
Ribeirão Preto – Velhas Virgens na Invicta: Na última edição do ano de seu tradicional Knock Down, chamada de Jingle Beer, a Invicta levará aos palcos a irreverente banda Velhas Virgens. O evento terá entrada gratuita e muito chope da marca, além de outros parceiros nas torneiras e nos food trucks. “Quem comparecer vai ganhar de presente um Knock Down com os Velhas Virgens, que é uma banda muito querida pelo nosso público. Vai ser a despedida de 2018 em grande estilo”, garante Rodrigo Silveira, diretor e mestre-cervejeiro da Invicta. Será no sábado, das 14h às 21h, no espaço de eventos da cervejaria, na Avenida do Café, 1881.
Santos – Brewpub da Everbrew: Depois de ser inaugurado nesta quarta-feira, o brewpub da Everbrew está oficialmente aberto à população de Santos. Serão 14 torneiras de chope com sistema de autosserviço, mais uma com água filtrada à vontade. “O brewpub nos proporcionará liberdade para criar novas cervejas e, o melhor de tudo, receber nossos amigos e clientes em casa”, afirma Celio Ongaro Jr., sócio-proprietário da Everbrew. O cardápio traz uma boa variedade de opções, como o Baixada Burguer (pão brioche, blend da casa, bacon, cheddar, tomate alface, cebola roxa, maionese e crispy de couve) e torresmo com molho de goiabada. Fica na Avenida Siqueira Campos, 351.
Rio de Janeiro – Beer Bike: A Estação 2cabeças fará uma interessante mescla de cerveja com bicicleta. Ao lado da Special Adventure Bike Shop, a cervejaria realizará a primeira edição do Beer Bike, desafio que consiste em fazer 4 rounds de 400 metros no rolo de treinamento revezados com a Bali, a Hop Lager da Trópica. Quem fizer o circuito em menos tempo leva uma caixa com 6 garrafas da 2cabeças, 6 da Trópica e um capacete da Cannondale. O valor do ingresso é R$ 50 e inclui os 4 copos de 300 ml. Será no sábado, das 16h às 19h, na Estação 2cabeças, na Rua General Polidoro, 168. Clique aqui para se inscrever.
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O lema de que cerveja faz bem à saúde sempre foi obstinadamente defendido – nem sempre com a precisão desejada – pelos cervejeiros mais convictos. No Brasil, contudo, o mote tem um argumento de peso: a Doktor Bräu Cervejas Especiais, tradicional marca mineira que une os universos etílicos e medicinais.
Fundada em 2015, a Doktor Bräu pertence a dois amigos de infância, o cirurgião plástico Nuberto Hopfgartner e o farmacêutico Fernando Evans. E, como não poderia deixar de ser, os sócios levaram sua expertise ao universo cervejeiro. O resultado, segundo eles, é uma marca que preza acima de tudo pelo cliente – e pela busca de excelência e criatividade na concepção dos rótulos.
“Minha experiência como médico ajudou muito na expertise de como valorizar e cuidar do cliente. O respeito ao cliente é algo sagrado na medicina. A busca por excelência e atualização na respectiva área de conhecimento também”, explica Nuberto Hopfgartner ao Guia da Cerveja.
O médico é o responsável pelas áreas comercial, de produção e de criação das receitas – Fernando atua na parte administrativo-financeira – e trabalha diretamente nas pesquisas dos novos rótulos. E, de fato, desde o surgimento, a Doktor Bräu aposta em bebidas inovadoras e criativas, o que tem ligação direta com sua faceta medicinal.
“A inspiração vem de pesquisas contínuas pelo universo cervejeiro, acompanhamento das tendências mundiais, além de conhecimento de química e do paladar do brasileiro”, diz o cirurgião plástico, antes de arrematar.
“Transferimos todo o cuidado, carinho, precisão e necessidade de conhecimento para o mundo empresarial. Assim, nós colocamos, sem dúvida, o nosso cliente em primeiro lugar.”
Rótulos surrealistas
Mas não é apenas pela inventividade das cervejas que a Doktor Bräu tem se destacado. Além de nomes e receitas divertidamente inspirados na medicina, como Adrenaline, Endorphina e HemorragIPA (leia no fim da matéria), a marca sempre ousou com rótulos psicodélicos.
Rótulos surrealistas de Tami Hopfgartner
Não por acaso. A responsável pelos designes é Tami Hopfgartner, irmã de Nuberto. Hoje com um estúdio na cidade de Vevey, na Suíça, Tami é uma artista multidisciplinar que já teve suas obras expostas em várias cidades europeias, principalmente da Suíça, Inglaterra e Portugal.
Como os cultuados rótulos sugerem, Tami se inspira na escola surrealista e em nomes como o do belga René Magritte, um dos grandes ícones do movimento. A artista, assim, para criar as embalagens da Doktor Bräu, frequentemente desenha sonhos absurdos ou delírios tirados de livros de contos.
“Os rótulos são cuidadosamente elaborados por ela, que prefere ilustrações feitas à mão, máquinas de tatuagem e tinta em grandes murais”, conta Nuberto.
Origem e expansão
O investimento em rótulos especiais e em receitas inovadoras proporcionou um impressionante crescimento da Doktor Bräu desde a sua fundação. Localizada na divisa entre Congonhal e Pouso Alegre, em Minas Gerais, a cervejaria iniciou com a produção de 2.000 litros mensais em 2015. Quase três anos depois e já com cerca de 500 pontos de venda em SP, MG, PE, PB, CE, RJ, GO, MT, MS, BA, AM, PR e DF, a estimativa é de que ela encerre 2018 com 50.000 l/mês.
E, mais uma vez, segundo o cirurgião plástico, a ligação com a medicina tem impacto direto nesse crescimento de mercado. “Nós, médicos, nunca nos espantamos com o volume gigantesco de trabalho, portanto, suportar a enorme carga de trabalho de uma cervejaria não foi empecilho nenhum para nosso crescimento constante.”
Outro ponto decisivo é a estrutura sólida, com uma fábrica de 3.000 m² de área construída em um terreno de 16.000 m². Inspirado nas cervejarias norte-americanas e em sua concepção de “passeio”, o espaço conta ainda com um “hospício pub” e um estacionamento para 50 carros.
“A intenção é criar um ponto turístico para os apreciadores de cervejas artesanais por meio de uma experiência completa na arte cervejeira – cursos, degustação, harmonização, uma vista relaxante – para que eles saiam da fábrica como fãs da marca: com camisetas, bonés, canecas e copos especiais, cheio de alegria e com histórias para contar”, relata Nuberto.
Mas, tão importante quanto o crescimento, é a origem. E foi exatamente por conta dela – a origem de um de seus fundadores – que a cervejaria nasceu.
Nuberto conta que começou a estudar alemão e a pesquisar sobre a origem de sua família austríaca. Então, em viagens à Europa, descobriu que ela estava ligada a uma antiga tradição de plantadores de lúpulo na região do Tirol. Não bastasse, em alemão, seu sobrenome Hopfgartner significa “jardineiro do lúpulo”.
“Assim, com um precedente desses, não tinha como não juntar duas vontades: ser empresário e resgatar a tradição cervejeira dos Hopfgartners. E, em 2013, durante uma visita à Áustria e à Alemanha, decidi voltar e empreender. Em 2015, após muito estudo sobre produção de cerveja e avaliação do mercado de cervejas, a Doktor Bräu Cervejas Especiais estava aberta.”
Criou-se, assim, para a sorte dos aficionados, um forte argumento de que a cerveja se conecta, sim, com a medicina. Se ela pode curar gripe ou dor de ouvido, é uma outra história. Mas, com seus rótulos surreais, suas receitas criativas, sua origem no mínimo curiosa, não há como negar: a Doktor Bräu é um baita remédio contra o tédio.
A exportação brasileira de cerveja de malte teve um irrisório crescimento em outubro, após registrar números negativos nos meses anteriores. Tendo países da América do Sul como destinos principais, o produto alcançou US$ 8,27 milhões em vendas para o mercado externo no décimo mês de 2018, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
O valor é 0,1% maior na comparação com outubro do ano passado, quando a exportação brasileira de cerveja de malte foi US$ 5,59 mil menor.
Esse crescimento irrisório não foi suficiente para modificar o cenário de forte baixa nos números acumulados de 2018. Os dez primeiros meses do ano registraram US$ 67,14 milhões e 103.567,8 toneladas de cerveja exportadas, diminuições respectivas de 18,6% e 20,1% na comparação com igual período de 2017.
Tais números fazem com que a cerveja tenha apenas 0,03% de participação nas exportações brasileiras e ocupe a 182ª colocação no ranking dos produtos negociados pelo país de janeiro a outubro deste ano.
Os principais destinos da cerveja brasileira nos dez primeiros meses de 2018 foram Paraguai, Argentina, Bolívia e Uruguai. Confira quanto o Brasil exporta para cada país:
Não é à toa que o clichê “a união faz a força” se repete. E, pelo menos no mercado cervejeiro do Brasil, ele revela uma importante verdade: em diversas localidades, como Niterói, Ribeirão Preto e Belo Horizonte, as artesanais se uniram em torno de uma pauta comum, buscando a formulação de políticas junto ao poder público e empreendendo um trabalho “de formiguinha” na formação de um mercado consumidor mais robusto, consciente e bem informado.
No interior de São Paulo, o Polo Cervejeiro da Região Metropolitana de Campinas também seguiu essa linha. São 12 cervejarias que integram o grupo e lutam pela constante evolução do setor: Berggren, Campinas, Cogumelo, Crazy Rocker, Daoravida, Kalango, Kombuteco, Landel, Mafiosa, Nuremberg, Tábuas e Toca da Mangava.
Segundo Samuel Faria, presidente do grupo e sócio da Landel, após pouco mais de um ano de atividade, o polo já tem conquistas para celebrar. É o que ocorre no estabelecimento de um diálogo mais franco com o poder público e no reconhecimento da iniciativa por parte do setor privado – e até acadêmico – como grande berço de novas ações empreendedoras.
“Queremos levar informação para que o novo empreendedor não entre em uma fria, compartilhando com ele o desafio que já nos fez bater com a cara na porta”, comenta Faria. “A ideia é promover conhecimento, não só técnico. Como uma microempresa de um setor muito grande, a gente precisa entender de alfinete a foguete – de marketing, produção, distribuição, financeiro.”
Confira, a seguir, a entrevista exclusiva com Samuel Faria, sócio da Cervejaria Landel e presidente do Polo Cervejeiro da Região Metropolitana de Campinas.
Como surgiu a ideia do polo, de onde ele veio e como se estruturou? A ideia veio da necessidade da gente se unir porque lá somos todos iguais, com as mesmas oportunidades e desafios. Então, veio dessa necessidade de olhar para o lado e ver que a artesanal vizinha, que é vizinha mesmo e não concorrente, tem os mesmos desafios e problemas que a gente. Também veio da Abracerva [Associação Brasileira de Cerveja Artesanal], porque fui secretário lá por dois anos e, quando voltei para casa, pensei que era importante começar de baixo, juntando os núcleos menores. Quando regressei, juntei as cervejarias da região e nasceu o Polo Cervejeiro, a ideia de ser um canal de comunicação único entre poder público, imprensa e iniciativa privada quando se pensa em cerveja artesanal na região.
E como foi esse processo de montagem do polo? A aceitação, de imediato, foi boa? Foi muito boa. Essa necessidade fez com que todo o processo fosse muito natural, justamente porque tínhamos a mesma cabeça, o mesmo pensamento e o mesmo problema. Quando alguém tem o mesmo problema, é muito mais fácil de se juntar na mesa. Mesmo que concorramos em alguns pontos de venda, entendemos que somos muito mais fortes quando buscamos aumentar a nossa fatia de mercado.
O polo completou um ano em julho. Nesse tempo, tanto em termos de ideias quanto de iniciativas concretas, o que foi alcançado? Já conseguimos abrir canais de comunicação. A região metropolitana de Campinas – os prefeitos, as Secretarias de Turismo – entende que o polo é um canal de comunicação. Quando há dúvidas sobre qualquer questão que diga respeito à cerveja artesanal, eles nos chamam, nos procuram. O segundo ponto do Polo Cervejeiro era promover eventos e fazer com que os promotores de eventos nos enxergassem como um apoiador. O que é um evento de cerveja artesanal que fomenta o mercado de cerveja artesanal? Como devo fazer? É só colocar pula-pula e banda de rock? O que preciso ter, o que é interessante ter, como eu movimento as pessoas? Hoje já fazemos palestras em universidades – Unicamp, PUC – falando sobre cerveja artesanal. Um evento gigante de empreendedorismo nos citou como um canal não só para levar as cervejarias até lá, como produto, mas também como ideia, inovação. Além disso, hoje também existe uma rota cervejeira na região, que é promovida pela prefeitura, e que a gente promove também.
Samuel Faria, presidente do Polo Cervejeiro da Região Metropolitana de Campinas
É uma iniciativa das prefeituras? Na verdade a iniciativa privada cria o produto, e as prefeituras apoiam. E, depois desse primeiro ano, saímos com o objetivo de institucionalizar a rota. A partir de agora, começaremos a concretizar as ações para nos tornar mesmo um canal de comunicação. Mas alguns frutos já estão sendo colhidos.
Quais são os próximos passos no curto prazo e em um horizonte mais longo? O Polo Cervejeiro pretende mesmo consolidar esses canais e ajudar o empreendedor que quer entrar no mercado, para ele entender como é de fato, quais as necessidades. Nem sempre fazer cerveja é um elo da cadeia muito importante em um determinado momento. Se todo mundo que gosta de cerveja quer empreender nesse mercado – ou em qualquer outro – fazendo a mesma coisa, nós teremos um problema. É preciso explicar para as pessoas que existem outras necessidades na cadeia. Temos, por exemplo, problemas de logística reversa de barril. A indústria artesanal é menor, como é possível produzir mais e melhor a um custo acessível? Todos esses são problemas da cadeia que queremos que o novo empreendedor entenda e entre para ajudar. Queremos levar informação para que o novo empreendedor não entre em uma fria, compartilhando com ele o desafio que já nos fez bater com a cara na porta. É importante que ele não cometa os mesmos erros, para que seja um catalisador, um avanço, que seja utilizado nas próprias universidades. A ideia é promover conhecimento, não só técnico. Como uma microempresa de um setor muito grande, a gente precisa entender de alfinete a foguete – de marketing, produção, distribuição, financeiro. Precisamos entender isso tudo, e por que não passar essas informações a quem está entrando para que todos possam crescer de uma maneira mais forte? Esse é o objetivo de todos, que o mercado cresça, mas de forma consolidada.
Qual é a importância do polo para a região de Campinas? O que ele agrega em termos econômicos, culturais? O fato de termos um portal como o Guia da Cerveja procurando a gente já é um indicador de que estamos no caminho certo, ou seja, de desenvolver o mercado local. As pessoas hoje buscam isso com maior frequência. O consumidor busca hoje uma experiência, o que em um supermercado, em um varejo grande, ele ainda não tem. Então, a proximidade entre produtor e consumidor, o fato dele poder apertar a mão, perguntar o que é, da informação fluir em um canal menor, com menos elos, isso tudo aumenta a experiência do consumidor no final, e faz até com que ele tope pagar um pouco mais caro, que é o que vem ocorrendo hoje. Ele topa pagar um pouco mais caro porque ele tem uma experiência não apenas sensorial, mas no contexto todo. Esse é o grande prêmio que o consumidor tem apoiando experiências como a nossa.
Algumas das principais marcas de cerveja do mercado têm aproveitado oportunidades para realizar ações inclusivas e de sustentabilidade. Os casos mais recentes envolvem dois rótulos da Ambev: Budweiser, com a utilização de material reciclado na constituição de sua garrafa, e Brahma Extra, que promove curso de sommeliers para deficientes visuais.
A ação da Budweiser se deu a partir da renovação visual de suas garrafas de vidro de 330 ml e 550 ml, passando a serem feitas com 45% de material reciclado. E o Brasil é o primeiro mercado onde a marca implementa a novidade. A expectativa é de que elas estejam presentes em todo o mundo após o final do próximo ano.
“Essa é mais uma inovação da Cervejaria Ambev para a redução do uso de material virgem na produção, além de diminuir o descarte de embalagens no meio ambiente”, afirma a cervejaria responsável pela produção da marca Budweiser.
As garrafas também passam a ter um padrão de linhas mais retas e geométricas. Além disso, a embalagem contará com o logotipo da cerveja em alto relevo, o que lembra uma estampa, e a inscrição “Since 1876”, em referência ao ano em que começou a ser fabricada.
Sommeliers Extraordinários Já a Brahma Extra iniciou o curso “Sommeliers Extraordinários”, em parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos e o Instituto da Cerveja Brasil (ICB), voltado para pessoas com deficiência visual. A primeira turma conta com 20 alunos matriculados.
A iniciativa abre mais uma oportunidade no mercado de trabalho para deficientes visuais, que ocupam apenas 1% das vagas de empregos formais no Brasil, de acordo com informações do Ministério do Trabalho.
A parceira permitiu a adaptação do curso que já era ofertado para um público mais amplo, assegurando a acessibilidade dos materiais. Isso inclui a tradução das apostilas para os formatos Braille e digital acessível, até a utilização de taças do curso com Braille em sua base.
A infraestrutura do ICB, local das aulas, também foi adaptada com um chão tátil para orientação dos alunos. Houve, ainda, a impressão de uma maquete 3D que ilustra uma cervejaria. E os professores foram treinados pela Fundação Dorina Nowill para Cegos.
“Criar este curso faz parte dessa disseminação de conhecimento cervejeiro, mas com um gosto ainda mais especial, já que o fazemos, ao mesmo tempo que estamos ajudando na inserção de centenas de brasileiros no mercado de trabalho. Para nós é um prazer colocar projetos como este no ar. Mais do que agradar, queremos fazer a diferença na vida das pessoas”, afirma Maurício Landi, gerente de marketing de Brahma Extra.
Confira o vídeo da campanha “Sommeliers Extraordinários”:
Passado o Tsunami da Black Friday, varejistas de todos os setores têm agora o Natal para se concentrar, mas já começam a traçar estratégias para 2019. E, para aproveitar a próxima data com mais lucratividade, o comércio de cervejas precisa de um plano bem traçado. Presidente da Sociedade Brasileira do Varejo e Consumo (SBVC), Eduardo Terra alguns pontos importantes a serem trabalhados no planejamento da Black Friday 2019. Confira, a seguir, as dicas e comece a pensar nos próximos passos.
1- De olho na margem A data é praticamente uma guerra de preços. Todos os varejistas oferecem o melhor que podem, mas jogá-los lá embaixo pode significar margens perigosas. Negociar bem com a indústria é a melhor estratégia para fugir do problema. Mas, segundo Eduardo Terra, para a Black Friday 2018, a indústria alimentícia como um todo freou sua participação na formação das ofertas. Isso trouxe para o varejista o desafio de ser competitivo sem o apoio financeiro da indústria. “Precisa entrar na Black Friday com uma antecedência no planejamento e trazer os seus parceiros e fornecedores juntos. Na categoria de cerveja, é difícil ter uma intensidade promocional sem a indústria”.
Eduardo Terra, presidente da SBVC
2- Black Friday do CRM Na edição desse ano vimos se consolidar uma tendência que pode não ter volta: o trabalho de divulgação dos varejistas deixou de utilizar mídias tradicionais e passou a dar mais atenção ao relacionamento com os clientes. Com frequência, eles recorreram a táticas online de geração de leads, buscando possíveis clientes para receber ofertas na hora certa. “Estamos vendo menos um bombardeio de mídia, rádio, TV e algo mais ligado ao digital, à internet, aos disparos de SMS. São ações mais de relacionamento”, avalia Terra.
3- Narrativa atraente Nas primeiras edições da Black Friday, o apelo de mídia com uma estética promocional bastante agressiva (muito preto, números grandes) era a mais usada. Segundo Terra, esse padrão estético ainda funciona, mas é preciso ir além de dizer que seu comércio está fazendo promoção. A criatividade será essencial para a Black Friday 2019.
“A narrativa promocional precisa ser forte, mas o canal para que essa narrativa chegue às pessoas é o grande ponto”, afirma. Ele avalia que a estratégia deve unir narrativas mais interessantes por parte das marcas e ações de CRM. “Se você for usar só mídia de massa, quando se fala especialmente de cerveja, isso fica muito caro e inviável. O grande segredo é usar a base de clientes para fazer chegar essa narrativa ao consumidor. Isso se torna mais inteligente, economicamente mais viável. Para mim, esse é o caminho,” completa.
A Black Friday chegou ao fim, mas não as oportunidades. De olho na expansão dos negócios e na repercussão da importante data para o comércio, celebrada na última sexta-feira, o varejista cervejeiro deve encará-la como o início de um período favorável às vendas. E o próprio calendário atua em seu benefício: é importante que a Black Friday seja vista como um processo integrado que vai culminar no Natal, segundo apontam especialistas consultados pelo Guia da Cerveja.
Um dos mais tradicionais feriados dos Estados Unidos, o Dia de Ação de Graças é celebrado na quarta quinta-feira de novembro, sendo seguido no dia posterior pela Black Friday. A ação, tradicional no varejo norte-americano, se expandiu no início desta década ao mercado brasileiro. E com êxito, tanto que se tornou a segunda data que mais movimenta o comércio, atrás apenas do Natal e à frente do Dia das Mães.
Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) e sócio-diretor da BTR Educação e Consultoria, lembra que nos Estados Unidos a Black Friday é vista como o início do período de compras para o Natal, marcando o começo da fase mais agitada do ano para o setor. Trata-se, então, de uma época ideal para fidelizar clientes.
“Os norte-americanos fazem isso muito bem, inclusive chamam isso de ‘período do feriado’, ‘holiday seasons’. Para eles não existe a Black Friday e o Natal, existe um período que começa em um e acaba no outro”, explica Terra. Nesse sentido, algumas estratégias para “ampliar” a Black Friday, inclusive, já vêm sendo adotadas pelo varejo brasileiro. São ações que associam o dia com promoções que não se limitam a apenas uma data específica.
“Tem um desafio grande que é estender a data, porque a Black Friday é um único dia. E esse único dia, por melhor que ele seja, não vale todo esse esforço. Por isso vemos esse Black Week, Black Weekend, Pré-Black Friday, que é a tentativa de estender a data”, afirma Terra.
Embora Black Friday e Natal devam ser encaradas como pontas de um processo, é fundamental que o varejista aborde as datas com estratégias diferentes, pois se o público consumidor é o mesmo, os desejos no momento da compra são diferentes. E, nesse caso, são fundamentais a adoção de alguns ajustes na comunicação e na estratégia de marketing para continuar vendendo.
“Depois da Black Friday, você deve basicamente mudar seu tipo de comunicação. Um exemplo: ‘o seu ano foi difícil, se dê isso de presente’. Se você tem a indulgência, você trabalha isso, mas com uma comunicação não voltada para o preço. E se você não tem, você vai para o lado família, da festa”, afirma Patricia Angelo de Castro Cotti, diretora-geral do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) e professora da Academia de Varejo e da Fundação Instituto Administração (FIA).
Já Terra lembra que a margem de lucros teoricamente reduzida na Black Friday, forte em preços promocionais, pode ser recuperada pelo varejista cervejeiro no Natal, quando o foco se volta para o volume, sem redução de preços.
“É uma data forte em vendas e saudável em margem. Você não vê tanta promoção e liquidação no Natal, então é uma data que o varejista tem uma recomposição importante de resultado e de caixa”, conclui o presidente da SBVC.
Cerveja inspirada em Maradona, novo rótulo da cultuada Falke Bier, bebida com pimenta e sal, certificado de excelência à Bodebrown. Depois de inúmeros eventos nos últimos dias com lançamentos de rótulos, o final da semana trouxe outras excelentes novidades ao cervejeiro. Confira, a seguir, oito delas.
La Mano de D10s
Cinco meses depois de abrir as portas em Sertãozinho, no interior de São Paulo, a BR Brew lançou mais uma cerveja colaborativa – e criativa: La Mano de D10s, uma novidade feita em conjunto com a SP 330, a Cervejaria Nacional e a argentina Kraken. É uma IPA Argenta, com lúpulos provenientes da região da Patagônia, como Cascade, Victoria e Mapuche. Tem 5,4% de teor alcóolico, 55 IBUs, visual dourado, espuma branca e cremosa e aroma cítrico que remete às frutas amarelas tropicais. Com a clássica referência a Maradona e a seu histórico gol de mão contra a Inglaterra, na Copa do Mundo de 1986, La Mano de D10s não deixa de ser uma bebida para celebrar “a final do mundo”, apesar de toda confusão envolvida na partida que deveria ter sido memorável.
Álcool, álcool e sabor A premiada cervejaria 5Elementos, do Ceará, e a Augustinus, de São Paulo, acabam de lançar “a cerveja mais alcoólica do Brasil”: a Dead In The Abyss. Trata-se de uma Russian Imperial Stout que leva baunilha, lactose e café. A bebida, que traz ainda um rótulo especial, reúne algumas das principais características das Imperial Stouts já produzidas por cada cervejaria – a Abyssal, da 5Elementos, e a Dead by Dawn, da Augustinus. Seu diferencial fica por conta da adição de café maturado em barril de Bourbon, desenvolvido pela Franck’s Ultra Coffee, marca curitibana reconhecida nacionalmente pelo seu trabalho com cervejas artesanais. Mas, claro, o destaque fica por sua graduação alcoólica: 20%, resultando em uma cerveja imponente e intimidadora, escura e viscosa, segundo as cervejarias.
Dádiva natalina
As festas de fim de ano já começaram a render os primeiro rótulos. A tradicional cervejaria Dádiva está finalizando um pequeno lote de uma Belgium Dark Strong com especiarias, a Vivant Noël, uma Christmas Ale que será lançada em garrafas rolhadas de 750 ml. Destaque para as notas de noz moscada, pimenta do reino, gengibre e canela sobre uma bebida com base belga, escura, forte e aveludada. Tem 8,2% de teor alcoólico e chega com preço sugerido de R$ 70. Esse é o segundo rótulo da linha inspirada em cervejas belgas da Dádiva, em que a levedura é a protagonista – a primeira foi a Vivant Printemps.
Brüt IPA da Falke
Uma das mais icônicas cervejarias brasileiras, a Falke Bier acaba de lançar uma Brüt IPA, a Fly Away. Possui 10% de teor alcoólico, 18 IBUs e alta refrescância com um final tão seco que se assemelha a um champagne brüt, mas com lúpulos e características de uma IPA. A marca, aliás, tem passado por um grande processo de renovação. Entre os resultados dessa mudança, é possível destacar o lançamento da Falke Peregrinus, a nova American Pale Ale de sua linha já premiada na Copa Cervezas de América. Um dos planos para os próximos meses, aliás, é dividir seus rótulos em três linhas distintas: a Clássica, que engloba as cervejas mais tradicionais; a Especial, que hoje enquadra a Monasterium, mas que até início de 2019 ganhará duas novas companheiras; e a Falcoaria, que engloba Peregrinus e Fly Away.
Barco refrescante
Entrando no clima de verão, a Barco Brewers apresentou a Summer Sour, criada com o objetivo de atingir um paladar levemente azedo, mas sem a complexidade característica das Sour. O resultado é uma experiência refrescante, própria para a estação mais quente do ano. “É uma Sour que não assusta. Diferente para a maioria do público, não familiarizado com o termo Sour e com acidez em cerveja”, explica Fernando Lapolli, cervejeiro da marca. Tem 4% de teor alcoólico e 5 IBUs. “A cerveja apresenta notas de frutas ácidas, lembrando maracujá. O seu corpo baixo e acidez trazem a sensação de frescor, por isso ela é perfeita para matar a sede.”
Sal, pimenta, cerveja
Conhecida por trazer ingredientes inusitados, a Antídoto está ampliando a linha de produtos sem perder a sua principal característica. O destaque da vez é a Sal & Pimenta, uma bebida levemente salgada, no estilo Gose. O traço foi ressaltado com a adição de pimenta rosa, que não é picante, mas contribui com um perfume único. O resultado é uma cerveja leve e refrescante, com 4% de teor alcoólico e 3 IBUs. “Prezamos sempre pelo novo e fora do comum e este rótulo representa um pouco disso. O estilo Gose é milenar, mas bastante polêmico, por ter adição de sal. Com a Sal & Pimenta queremos mostrar que mesmo uma cerveja levemente salgada pode trazer sabores e perfumes únicos e ser fácil de beber”, explicam Cléverson Tambosi e Fabiano Massaneiro, cervejeiros da Antídoto. O rótulo, que será vendido em garrafas de 500 ml, recebeu a medalha de ouro no Concurso Brasileiro de Cervejas 2018.
Trem das Onze
A Paulistânia segue se inspirando na ligação umbilical com São Paulo para criar seus rótulos. A novidade da vez é a Trem das Onze, uma American Pale Ale (APA) com 11 lúpulos, combinação que proporciona aromas cítricos e florais, além de 43 IBUs e 4,7% de teor alcoólico. Sua história é inspirada nas ferrovias paulistas, em especial a The São Paulo Railway (SPR), a primeira de São Paulo. Ela foi inaugurada em 1867 e teve papel fundamental na economia do estado, levando o café do interior até o porto de Santos e trazendo os imigrantes que chegavam ao país. “Nosso objetivo é resgatar registros importantes do Brasil, que muitas vezes acabam sendo esquecidos, porém, de uma forma descontraída e que ninguém ousou fazer, que é utilizar rótulos de cerveja para contar histórias”, explica Marcelo Stein, diretor da Bier & Wein, importadora que criou a Paulistânia. O rótulo foi lançado na Associação Brasileira de Preservação (ABPF), com direito a um passeio de locomotiva.
Certificado de excelência
A Bodebrown conquistou mais um importante feito para seu currículo: o prêmio Certificado de Excelência do Brussels Beer Challenge 2018, competição que é considerada uma das mais importantes do mundo. Além da consagração, obtida pela Sour Punk, a cerveja Wee Heavy recebeu a medalha de bronze na mesma competição. “É uma grande honra para nós ganhar este prêmio, pois serve como mais um reconhecimento ao nosso trabalho, que vai desde a criação constante de novas cervejas até a formação de público e novos profissionais, por meio dos nossos cursos mensais para produção de cerveja na panela”, comemora Samuel Cavalcanti, mestre-cervejeiro da Bodebrown.