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Patrocínio da Brahma ao Santos estreita relação de cervejas com o futebol

A estreita ligação entre futebol e cerveja passa pelas comemorações de vitórias pelos torcedores, mas também pelo mundo dos negócios. E foi nesse cenário que a Ambev, através da marca Brahma, assinou nesta semana um novo acordo de patrocínio ao Santos. Será válido por um ano – começa em 1º de outubro e vai até 1º de outubro de 2019.

O contrato anterior havia se encerrado em maio e ainda não tinha sido renovado, o que agora se concretizou. O apoio é ligado ao programa de sócio-torcedor do Santos, o Sócio-Rei, dando aos seus membros benefícios nos produtos do “Programa Futebol Melhor” e também em uma carta de parceiros da marca, como pneus e passagens aéreas.

“Por meio dessa parceria os sócios-torcedores do Santos poderão aproveitar descontos e benefícios em produtos da Ambev, como cerveja Brahma, Empório da Cerveja e Chopp Brahma Express, além de produtos Bridgestone, Centauro, Copa Airlines, Movida e Pepsico, que são outras empresas parceiras do Movimento por um Futebol Melhor”, explica José Carlos Peres, presidente do Santos.

No ano passado, a Ambev também apoiou o Santos na montagem da academia do CT Rei Pelé, com a aquisição de novos aparelhos e a remodelagem do espaço. E, ao renovar o vínculo, a empresa exaltou essa contribuição com o desenvolvimento do futebol nacional.

“A Brahma sempre teve uma longa ligação com o futebol brasileiro. Nesses 130 anos de história, procuramos apoiar cada vez mais esse esporte, que move os brasileiros. Queremos fortalecer ainda mais nossa parceria com os clubes e a seleção brasileira”, afirma Fred Fontes, gerente de marketing esportivo da Ambev.

Confira, a seguir, 4 outros exemplos históricos de relação estreita entre cerveja e futebol:

1 – Liga dos Campeões e Libertadores
Não existe Liga dos Campeões sem Heineken. A empresa é a patrocinadora oficial da principal competição de clubes do futebol europeu, aparecendo em propagandas que antecedem o início dos jogos e realizando ações de marketing que se tornaram muito conhecidas. Desde o ano passado, através da marca Amstel, a cervejaria também apoia a Copa Libertadores, com anúncios dentro e fora dos estádios e até a entrega de um prêmio que leva o seu nome para o melhor jogador em campo.

2 – Boca e River
A Quilmes, principal marca de cerveja da Argentina, patrocinou os dois principais clubes do país vizinho: Boca Juniors e River Plate. O acordo foi simultâneo, entre 1996 e 2001, e deu sorte a ambos, que venceram a Libertadores nesse período. Hoje, seu apoio está restrito ao clube da sua cidade de origem, o Quilmes.

3 – Corinthians
Na contramão da maior parte dos times do país, que tem o apoio da Ambev, o Corinthians é patrocinado desde setembro de 2016 pela Estrella Galicia. Em sua ação mais chamativa, a marca espanhola distribuiu a bebida sem álcool aos jogadores no gramado do Itaquerão durante a festa da conquista do título brasileiro de 2017.

4 – Romário
No início de 1995, a Brama fez parte do grupo de empresas que viabilizou financeiramente a contratação de Romário – então melhor jogador do mundo e campeão da Copa de 1994 – pelo Flamengo junto ao Barcelona. A empresa tinha um contrato desde antes do Mundial dos Estados Unidos, com o craque exibindo o dedo indicador, em referência ao slogan “Número 1” da cerveja em propagandas e até mesmo em comemorações de gol.

Brasília lidera deflação da cerveja em agosto; Confira demais capitais

A cidade de Brasília puxou a deflação da cerveja em domicílio no mês de agosto. Enquanto o índice medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou queda geral de 0,09% e de 0,10% no preço da bebida no país, a redução na capital federal foi de 5,20%.

Essa baixa amplia a tendência de diminuição do preço da cerveja no Brasil em 2018, que atingiu uma deflação de 2,24% no acumulado dos oito meses do ano.

Além de Brasília, mais sete das 16 capitais pesquisadas pelo IBGE apresentaram queda nos preços da cerveja em domicílio. Foram elas: Curitiba (-2,01%), Campo Grande (-1,67%), Grande Vitória (-0,84%), Porto Alegre (-0,57%), São Paulo (-0,47%), Rio Branco (-0,35%) e São Luís (-0,10%).

Do lado oposto, outras capitais apresentaram elevação nos preços da cerveja em domicílio, sendo que esse aumento foi muito expressivo em Salvador, com 4,16%, Fortaleza, com 3,69%, Aracaju, com 2%, e Belo Horizonte, com 1,23%.

As outras quatro cidades com inflação foram Recife (0,77%), Rio de Janeiro (0,23%), Belém (0,12%) e Goiânia (0,06%).

Em tendência oposta, os preços da cerveja fora do domicílio continuam em alta, com inflação acumulada de 1,47% em 2018 e de 0,12% em agosto. Fortaleza (2,39%), Rio Branco (2,35%), Rio de Janeiro (1,61%) e Recife (1,45%) puxaram o ritmo da elevação no oitavo mês do ano.

Confira, a seguir, onde o preço da cerveja em domicílio mais subiu em agosto:
1 – Salvador: 4,16%
2 – Fortaleza: 3,69%
3 – Aracaju: 2,00%
4 – Belo Horizonte: 1,23%
5 – Recife: 0,77%
6 – Rio de Janeiro: 0,23%
7 – Belém: 0,12%
8 – Goiânia: 0,06%
9 – São Luís: -0,10%
10 – Rio Branco: -0,35%
11 – São Paulo: -0,47%
12 – Porto Alegre: -0,57%
13 – Grande Vitória: -0,84%
14 – Campo Grande: -1,67%
15 – Curitiba: -2,01%
16 – Brasília: -5,20%

E o da cerveja fora de domicílio:
1 – Fortaleza: 2,39%
2 – Rio Branco: 2,35%
3 – Rio de Janeiro: 1,61%
4 – Recife: 1,45%
5 – São Paulo: 0,94%
6 – Goiânia: 0,80%
7 – Belém: 0,43%
8 – Belo Horizonte: 0,28%
9 – Porto Alegre: -0,30%
10 – Grande Vitória: -0,42%
11 – Brasília: -0,56%
12 – Curitiba: -0,65%
13 – São Luís: -0,84%
14 – Aracaju: -0,86%
15 – Salvador: -2,92%
16 – Campo Grande: -3,04%

União e educação: O que o mercado brasileiro pode aprender com o externo

A ainda recente indústria brasileira de cervejas artesanais deve ficar atenta ao trabalho desenvolvido em outros mercados para potencializar seu crescimento nos próximos anos. Embora seja difícil definir referências em um país tão dinâmico como o Brasil, a proximidade e a própria dimensão territorial nos conectam com outras realidades, especialmente com um importante centro cervejeiro mundial: os Estados Unidos.

Amanda Felipe Reitenbach

É o que garante Amanda Felipe Reitenbach, fundadora e CEO do Science of Beer Institute, escola focada na educação cervejeira e responsável pela organização do Concurso Brasileiro de Cervejas, além de disponibilizar cursos nos Estados Unidos e na Europa.

“É difícil achar um comparativo porque aí esbarramos na cultura. Todas as culturas são muito diferentes, até mesmo dentro do Brasil. Se você pegar Rio Grande do Sul e Recife [Pernambuco], você verá uma diferença enorme na questão de estilo, produção e tudo o mais. É difícil achar essa relação”, afirma Amanda ao Guia da Cerveja, antes de completar.

“Mas temos um mercado inspirador, que é os Estados Unidos”, garante a especialista, que fez doutorado na Versuchs- und Lehranstalt für Brauerei, em Berlim. “Temos que olhar, tirar aprendizados, pois acho que funciona como um modelo de inspiração para a gente. Não desvalorizando os outros, claro, as escolas tradicionais, europeias, com seus estilos e suas formas concretas de lidar com o mercado. Mas acho que, até pela proximidade, os Estados Unidos acabam sendo a maior referência.”

Tanto questões mais técnicas quanto aspectos ligados ao estilo, que despontam em imensa quantidade nos Estados Unidos, permitindo uma ampla variedade de inovações ao consumidor, devem servir como referência ao mercado nacional.

“Eles inspiram muito o brasileiro, nós estamos muito de olho no que eles estão produzindo em questão de estilo, tecnologia, insumos. Esse é o mercado para qual o brasileiro olha, se inspira e tem como modelo”, acrescenta.

União e educação
O crescimento do mercado norte-americano, contudo, é recente. Teve início há cerca de 12 anos, em um projeto coordenado pela Brewers Association (BA) – a associação de artesanais dos EUA – para mudar a cultura cervejeira local.

Apostando fortemente na união do setor e em um trabalho de educação do consumidor, ao demonstrar a amplitude que a cultura cervejeira poderia alcançar, a Brewers Association obteve um grande feito: fez mesmo um país essencialmente associado a grandes marcas, como Budweiser e Miller, virar uma referência tão grande em qualidade quanto os principais centros europeus, como Bélgica, Alemanha e Reino Unido.

“Temos muito o que aprender, principalmente com todo o trabalho feito pela Brewers Association para mudar esse mercado, para fazer esse mercado crescer”, aponta Amanda, reiterando que o mercado brasileiro deve se inspirar no trabalho da BA.

“As palavras-chave usadas pelo presidente da Brewers Association é união e educação. Em 12 anos, eles fizeram com que o mercado de artesanais crescesse em praticamente 30% do total. Foi um trabalho muito árduo de uma associação muito consciente que fez esse mercado mudar”, complementa.

Cerveja com 21 prêmios chega ao mercado para sanar “curiosidade” do público

A Colorado decidiu sanar uma das principais curiosidades de seus consumidores ao lançar em garrafa a Guanabara Wood Aged, uma das cervejas mais premiadas do mercado brasileiro.

Embora tenha recebido 21 premiações, o rótulo era acessível para poucos e exposto, especialmente, em grandes festivais cervejeiros. Uma grande curiosidade do público, então, passou a envolver a Guanabara Wood Aged, ainda mais depois de ser condecorada mais uma vez, agora com a medalha de ouro no Mbeer Contest Brazil, no Mondial de La Bière do Rio de Janeiro. Foi o sinal definitivo para “popularizá-la”.

“A Guanabara Wood Aged é uma das cervejas mais premiadas do Brasil e do mundo. É difícil encontrar algum rótulo com mais de 20 prêmios”, destaca Guilherme Poyares, gerente de marketing da Colorado, antes de acrescentar.

“Nos eventos, as pessoas sempre nos procuram com perguntas sobre o estilo e curiosidades sobre onde encontrá-lo. Decidimos, então, fazer esse lançamento para que mais pessoas possam experimentá-lo. Além dos jurados dos concursos, queremos conquistar ainda mais o público com esse exemplar único.”

A Guanabara Wood Aged começou a ser apresentada em chope na sexta-feira, dia 21 de setembro, no Bar do Urso, na unidade Joaquim Floriano, em São Paulo.

Já a venda das garrafas ocorrerá na Toca do Urso, em Ribeirão Preto, e no site do Empório da Cerveja a partir da última semana de setembro. Apenas 1400 garrafas (de 600 ml) serão comercializadas na internet por R$ 59,90. Os chopes de 350ml, por sua vez, saem por R$ 26.

A cerveja é uma Russian Imperial Stout envelhecida em barril de umburana, com 10,5% de álcool e rapadura queimada em sua receita, o que dá “mais complexidade de aroma e de sabor, combinando bastante com a madeira utilizada”, segundo a cervejaria.

Californianas e Hazy IPA são sensações do Great American Beer Festival

O final de semana foi de abundância nos Estados Unidos. Um dos maiores festivais de cerveja do mundo, o Great American Beer Festival (GABF) atraiu em Denver cervejeiros e amantes da bebida do país e do exterior. Ao todo foram 306 medalhas distribuídas em 102 categorias, disputadas por nada menos do que 8.496 rótulos.

As cervejarias californianas foram as mais premiadas e, diferentemente do que aconteceu nas últimas 10 versões do festival, na 36a edição do evento o American Style IPA não foi o estilo com mais inscrições, e sim a “novidade” Juicy ou Hazy IPA, em sua primeira participação na competição.

Cervejaria de Chicago levou ouro nas Hazy IPA

Foram 391 concorrentes na categoria Hazy IPA – e 311 na American IPA. A vencedora da categoria mais concorrida foi a Le Jus, da Alarmist Brewing, de Chicago.

Para João Filho, sommelier de cervejas e instrutor do Senac-CE, a migração para o estilo não chega a ser surpreendente, já que a escola norte-americana tem como uma de suas principais virtudes a criatividade.

“O estilo IPA talvez seja um dos que apresenta mais variações, da White IPA à Black IPA, ou da Session IPA à Double IPA. Quando se trata desse estilo quase tudo é possível”, avalia ele ao Guia da Cerveja.

João Filho classifica a Hazy IPA como uma versão mais fresca e não filtrada de uma American IPA, com corpo cheio e fácil de beber – o que justificaria a popularidade que está ganhando.

“As Hazy não apresentam o amargor intenso de lúpulo, o que deve atrair um público que está dando os primeiros passos no caminho das cervejas lupuladas. Têm aromas de lúpulo em evidência, decorrentes da adição tardia de lúpulos na fervura, e que normalmente  oferece aromas e sabores intensos remetendo a frutas tropicais como goiaba, mamão, manga, melão e lichia”, conta.

 

Já a hegemonia californiana se consolidou com 72 das 306 medalhas distribuídas no evento. Segundo João Filho, isto se deve principalmente à tradição: é possível dizer que a cultura das craft beers tomou corpo na costa Oeste norte-americana e, de lá, se espalhou por todo o país.

“A Costa Oeste tem lúpulo em abundância, fresco, plantado praticamente no quintal das fábricas, o que sem dúvida também colabora para que a região se destaque na produção das artesanais”, diz.

O segundo estado com mais medalhas foi o Colorado, que sediou o evento e que fica no meio-oeste norte-americano, com 32 premiações no total.

Confira aqui a lista dos vencedores por estilo do GABF, e mais:

Polêmica nos EUA: Comediante detona artesanais e Brewers Association reage

Faça sua escolha: Vídeos da Brewers Association exaltam independentes

Cervejas artesanais devem aquecer produção brasileira de cevada

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Embora muitas microcervejarias ainda importem a cevada, o crescimento do mercado de artesanais deve fortalecer a sua produção. Afinal, há um aumento óbvio da demanda pelo grão e nada mais natural do que buscá-lo no produtor local, que está mais próximo para suprir a demanda. Essa é a avaliação de Euclydes Minella, pesquisador da Embrapa Trigo.

“As microcervejarias sabem que precisam de matéria-prima. E a tendência é de que ela seja local. Houve um aumento da demanda sobre informações e variedade no grupo do mercado artesanal”, afirma Minella, um dos mais destacados especialistas brasileiros em cevada.

Nos últimos anos, a área de cevada no Brasil girou em torno de 100 mil hectares, número que pode crescer em função da liquidez de um mercado crescente, o das microcervejarias, que precisará ter a demanda atendida pelos agricultores, segundo avalia o especialista.

“O volume da produção artesanal está crescendo. Na medida que cresce, demanda mais cevada nacional, especialmente as produzidas ao redor das maltarias”, acrescenta Minella, também destacando a relação direta entre produção e seu escoamento, algo facilitado quando as diferentes áreas da cadeia estão próximas.

A necessidade de crescimento das maltarias também pode fazê-las produzir cevada em parcerias, já que o cultivo nacional é feito de acordo com a demanda, além de permitir a integração de diferentes etapas da cadeia.

“Em tese, as maltarias estão sempre próximas da produção. Isso também ocorre com as artesanais. Com as microcervejarias, há necessidade de maltarias e a busca pela cevada. Tem produtor de malte que produz a cevada. E isso deve aumentar”, conclui o pesquisador da Embrapa Trigo.

Cerveja da primavera e saideira do inverno: As novidades da semana

A mudança de estação, do inverno para a primavera, parece ter motivado os lançamentos da semana no mercado cervejeiro. A Cervejaria Nacional lançou duas versões de uma das suas cervejas inspiradas no inverno, enquanto a Mafiosa apostou em um rótulo que harmoniza com alimentos típicos da recém-iniciada primavera. Confira essas e outras novidades, como os lançamentos da Perro Libre.

Últimas do inverno
A Cervejaria Nacional, localizada no bairro Pinheiros, em São Paulo, finalizou a sua Campanha de Inverno com o lançamento de duas versões da Duchesse de Pins: Flanders Red Ale e Framboise. A Flanders tradicional é de coloração avermelhada, tem aroma de acético, baixa carbonatação e leve adstringência, com 4,7% de graduação alcoólica e 22 de IBU. Já a Framboise é similar à tradicional, mas rosada e com aroma e sabor frutados, principalmente da framboesa, adicionada nesta versão.

Primavera
A Mafiosa lançou nesta semana a Vendetta, uma New England IPA com quantidade maior que a usual de trigo e aveia – mais de 60%. Conta, ainda, com duas variedades de lúpulo pouco usadas, o Cashmere, com notas herbais, limão e um toque condimentado, e o Loral, com aromas florais, zest de limão, frutas escuras e certo apimentado. O rótulo harmoniza bem, segundo a cervejaria, com pratos que costumam ficar em alta na primavera, como comida tailandesa, peixes, frutos do mar e queijos de cabra.

Triplete da Perro Libre
A cervejaria paulistana acabou de lançar três novas cervejas em latas de 473ml e barris de 30l:
– #TBT IPA: uma India Pale Ale translúcida, com maltes base Pilsen e Maris Otter, 60 IBUs e 6% de teor alcoólico. Usa os lúpulos Cascade, Chinook, Simcoe e Columbus;
– Mocitra APA: feita com Maltes Pilsen, Carapinl, aveia e trigo em flocos, lúpulos Mosaic e Citra, zero IBU e 5% de teor alcoólico;
– Mocitra APA com Coco & Cacau: inspirada na fruta que faz parte da cultura brasileira, possui maltes, lúpulos, teor alcoólico e IBU iguais aos da Mocitra, mas com adição de coco ralado e nibs de cacau.

Double IPA
A Molinarius, cervejaria de São Paulo, apresentou a Hopped Brain #2.0, a nova versão de Double IPA da linha Hopped Brain. Tem teor alcoólico de 8,1% e 92 IBUs. Ela está disponível nas opções lata e chope.

6 Oktoberfests imperdíveis no Brasil

Já não é mais preciso ir à Alemanha para aproveitar a Oktoberfest. Surgida em 1814 para celebrar o casamento do rei bávaro Ludwig, a festa se internacionalizou ao longo dos seus mais de 200 anos e se tornou evento obrigatório para os amantes da cerveja. Não é diferente no Brasil, com a realização de inúmeros eventos em diferentes Estados. O Guia da Cerveja selecionou 6 deles para você aproveitá-los nas próximas semanas. Confira:

São Paulo
A capital paulista recebe a sua segunda edição da Oktoberfest, festa que já integra o calendário de eventos oficiais da cidade. A programação cultural é diversificada e voltada para atrair toda a família. Serão mais de cem shows musicais e a expectativa de um público de 120 mil pessoas, atraídas por mais de 70 rótulos de cerveja e 60 opções gastronômicas. “A 2ª São Paulo Oktoberfest vai se transformar em uma parte bastante divertida da Alemanha durante os 11 dias de festa”, garante Walter Cavalheiro Filho, fundador da São Paulo Oktoberfest.
Serviço
Quando: 28 de setembro a 14 de outubro
Local: Sambódromo do Anhembi, na Avenida Olavo Fontoura, 1209

Blumenau
Colonizada por alemães, a cidade do interior catarinense é sinônimo de Oktoberfest no Brasil: desde 1984, realiza a maior e mais tradicional festa do estilo no país. O evento costuma reunir 500 mil pessoas anualmente, com pratos típicos da gastronomia germânica que podem ser harmonizados com chopes e cervejas artesanais e envazados. Também conta com desfile, concurso da realeza, shows e diversas outras atrações.
Serviço
Quando: 3 a 21 de outubro
Local: Parque Vila Germânica, na Rua Alberto Stein, 199

Belo Horizonte
Conhecida pelos seus bares e pela produção de diferentes cervejas artesanais, a capital mineira organiza a sua primeira Oktoberfest em 2018. O evento contará com a presença de mais de 50 cervejarias mineiras, disponibilizará cerca de 300 rótulos e terá foco na harmonização com restaurantes. Destaque ainda para as atrações musicais – com muito blues, folk, jazz e rock – que animarão o público em dois palcos.
Serviço
Quando: 4 a 6 de outubro
Local: Expominas, na Avenida Amazonas, 6200

Maricá
Outra cidade a receber sua primeira edição da festa é Maricá, localizada no interior do Rio de Janeiro. Serão dezenas de estilos diferentes de cerveja artesanal, além de comida alemã, shows ao vivo, danças típicas e concursos de trajes típicos, entre outras atrações. A bebida oficial do evento será da São José do Imbassaí, a primeira cervejaria da cidade. Mas outras convidadas também complementarão o “cardápio”.
Serviço
Quando: 27 e 28 de outubro
Local: Esporte Clube Maricá, na Rua Álvares de Castro, 172

Santa Cruz do Sul
Recheada de atrações culturais e artísticas, a Oktoberfest da cidade do interior gaúcho ocorre pela 34ª vez e homenageia os colonizadores alemães com o tema “Nossa Terra, Nossa Gente”. Haverá apresentações de grupos folclóricos e de corais, jogos germânicos e desfiles temáticos. “Através da dança, da música, da gastronomia, dos jogos germânicos e dos desfiles de carros alegóricos, mostramos para toda comunidade um pouco da herança cultural dos imigrantes. É isso que dá sentido para a Festa da Alegria e que a torna conhecida e reconhecida como a maior do Rio Grande do Sul”, destaca Mártin Brackmann Goldmeyer, coordenador de cultura do evento.
Serviço
Quando: 10 a 21 de outubro
Local: Parque da Oktoberfest, na Rua Galvão Costa, 755

Igrejinha
Realizada desde 1988 na cidade do interior do Rio Grande do Sul, a Oktoberfest apresenta shows de grandes artistas brasileiros, danças folclóricas, comida e bandinhas típicas. São diversos palcos espalhados no parque que recebe o evento, contando também com bandas de baile, orquestra e DJs. No dia 11 de outubro, véspera do início do evento, a Carreata do Chopp parte de Novo Hamburgo e percorre as cidades do Vale do Sinos e Paranhana, anunciando a chegada de bebida que abastece as mais de 150 chopeiras da festa.
Serviço
Quando: 12 a 21 de outubro
Local: Parque de Eventos Almiro Grings, na Rua Arlindo Geis, 255

Outubro Rosa: Confrarias femininas se unem para lançar a Batom Vermelho

Em tempos de barbárie política, o mercado brasileiro de cerveja ganhou um importante ingrediente na luta por uma sociedade mais equilibrada. Com o objetivo de conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, confrarias e coletivos femininos cervejeiros de todo o país se uniram para lançar um rótulo temático e alusivo ao Outubro Rosa.

Idealizado pela Confraria Maria Bonita, importante organização pernambucana que luta pela inclusão da mulher no mercado cervejeiro, o projeto recebeu o apoio de outros 18 coletivos e confrarias. E, dessa união, surgiu a Batom Vermelho, uma cerveja que servirá para ampliar o debate sobre o Outubro Rosa.

Brassagem da Batom Vermelho feita na Dádiva

A ideia central é que o rótulo, além de aumentar a conscientização com o compartilhamento de informações, arrecade doações para instituições de combate ao câncer de mama e aumente a autoestima das mulheres que passaram por processo de mastectomia e quimioterapia.

“Vamos aproveitar o rótulo para servir de prevenção e ampliar a discussão. Essa é a ideia”, conta Nadhine França, consultora cervejeira, organizadora de eventos e uma das fundadoras da Maria Bonita.

Feita entre os dias 10 e 11 de setembro, a Batom Vermelho é uma Catharina Sour, estilo brasileiro que se tornou o primeiro a ser reconhecido pelo Beer Judge Certification Program (BJCP), importante instituição mundial de juízes do setor.

A cerveja leva adição de maracujá e hibisco, utilizado para dar uma cor que vai do rosa ao vermelho. É de trigo e de alta fermentação, leve e refrescante, com teor alcoólico médio, amargor imperceptível, acidez assertiva e com destaque no aroma e sabor para a fruta utilizada.

Quatro parceiros foram decisivos na produção da cerveja: a Dádiva, onde foram produzidos os 2 mil litros da cerveja; a Realli e a Levteck, que cederam os insumos; e a Label Impressões, responsável pelo rótulo.

Primeiro passo
O importante surgimento da Batom Vermelho derivou de uma iniciativa ocorrida há dois anos. A nova cerveja, segundo Nadhine, surgiu nos mesmos moldes do coletivo E.L.A. (Empoderar, Libertar, Agir), criado em 2016 para questionar o machismo no meio cervejeiro.

“Foi muito importante e arrecadou dinheiro para instituições que trabalham contra a violência da mulher. Essa cerveja tem o mesmo intuito, mas para o Outubro Rosa”, explica a integrante da Maria Bonita.

A iniciativa, aliás, pode desencadear em um marco histórico ao mercado brasileiro: o surgimento da Associação Feminina Cervejeira no Brasil (leia mais nas próximas semanas). “Algumas movimentações femininas estão rolando, não só no Brasil, mas pelo mundo”, pontua Nadhine.

E a própria escolha do nome da cerveja – Batom Vermelho – parece demarcar a força desse movimento: representa a valorização da autoestima feminina ao mesmo tempo em que, segundo as organizadoras, demonstra que não “existe obrigação de se maquiar para se sentir mulher, do mesmo jeito que não é obrigado longos cabelos. É preciso descontruir a imagem idealizada da mulher e dar um novo olhar as mulheres reais que estão ao nosso redor”.

3 tendências do mercado de embalagens para 2019

O mercado de embalagens estabeleceu uma linha de tendências que pode inspirar no desenvolvimento de produtos para o próximo ano. São decorações e formas de concepção de garrafas que também podem servir de base à indústria cervejeira, com benefícios ao consumidor e ao produtor.

Para 2019, segundo conta Catarina Peres, supervisora de marketing da Verallia, três tendências foram definidas: Urbanites, Ultimate e Joyful. Elas constam na Selective Line, linha de garrafas premium da empresa, que lançou o Livro de Tendências de 2019.

“O mercado de cerveja inspira vários alcoólicos clássicos (vinhos, champanhes) a fim de atualizar e torná-los premium. Essas tendências são fonte de inspiração para as cervejarias e foram apresentadas aos clientes da Verallia, tanto de cervejas como os outros”, revela Catarina ao Guia da Cerveja.

As três tendências detalhadas foram produzidas por diferentes empresas de decoração da Verallia: as francesas Saga Décor e a Société Charentaise de Décor e a polonesa Verallia Polska.

“Essas três tendências estão representando os movimentos na moda, nas arquiteturas, nas cores e no modo como as formas e decorações estão mudando”, acrescenta Catarina.

Confira, a seguir, segundo a Verallia, as 3 tendências do mercado de embalagens para 2019:

Urbanites
O entusiasmo que foge ao clichê, mais habituado aos locais híbridos. Com sua criatividade, há uma mescla de gêneros – o mercado de massa revestido de luxo, a arte com o trivial cotidiano – a fim de reinventar o mundo urbano e repensar os clássicos com um entusiasmo verdadeiro. A decoração colour blocks do modelo Celeste 330 ml em tonalidade ébano expressa um conjunto de formas imperfeitas, geométricas e ultracoloridas. Confeccionada com impressão em jato de tinta pela Saga Décor.

 

Ultimate
O entusiasmo equilibrado em tons vespertinos, acostumado aos locais simbólicos. O consumo será nobre e ponderado, acompanhado de uma reflexão sobre o universo e a terra. A busca de um guia holístico almejada no cotidiano para alcançar uma nova forma de sabedoria e reencontrar um aprazível equilíbrio. A decoração labiríntica ilustra este belo exemplo de minimalismo estético, confeccionado pela Verallia Polska. A garrafa Kyoto se apresenta revestida com uma serigrafia em tonalidade dourada e sublimada por uma marcação a quente que concentra os holofotes.

 

Joyful
O entusiasmo despojado dos fins de semana em locais ecléticos. A tendência Joyful proporciona uma atitude cool e extrovertida. O frescor e a candura serão as palavras de ordem para um consumo despojado e lúdico. Uma tendência em alta cor a fim de romper com a monotonia. A decoração de linhas marítimas vem impressa sobre a garrafa Paris vinho, que conta ainda com uma picura em forma de diamante. Um espírito à beira-mar com elevada perfeição estética, em tinta serigráfica luminescente que revela diamantes sob a ação dos raios de luz negra (UV). Projetada pela Société Charentaise de Décor.