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A primeira mulher cervejeira e feminista

Coluna bia amorim

Quem teria sido a primeira mulher cervejeira? Nunca saberemos quem foi e talvez essa nem seja a pergunta mais importante. A cerveja não foi inventada, foi descoberta e moldada lentamente por muitas mãos anônimas ao longo de milhares de anos. Antes de ser indústria ou mercado, ela foi alimento cotidiano, saber doméstico e prática coletiva. E, nesse tempo longo, foram sobretudo as mulheres que colheram os grãos, cozinharam mingaus e observaram a transformação silenciosa da fermentação.

Respeita as mina.

A natureza tornou possível uma mistura simples: grãos diversos e água, somados a um punhado invisível de microrganismos suspensos no ar, ao tempo e à fé. Um mingau deixado ao repouso alimentava a família e, pelas mãos femininas, fermentava. Antes de ser produto ou especialidade técnica, a cerveja foi sustento e observação empírica. Foi cuidado, celebração, ritual. Se fazia por sentido. Fermentar era parte do cotidiano. E, nesse cotidiano, as mulheres transformavam o que havia em alimento ou bebida, nutrindo corpos e também imaginários.

Muitas foram as deusas associadas à agricultura, à fertilidade, à colheita e à fermentação. Costumamos citar Ninkasi, deusa suméria da cerveja, mas também poderíamos lembrar Mayahuel, no México ancestral, Mbaba Mwana Waresa, na tradição zulu, Ceres, guardiã romana dos cereais, Sif, ligada aos campos dourados da mitologia nórdica, ou Pachamama, matriz andina da terra fértil. Muitas deusas em nossos caminhos abençoando todos os organismos e assim, os micros fermentam.

Em diferentes cosmologias, do Mediterrâneo às Américas, da África ao Norte da Europa, a produção de bebidas fermentadas caminhou lado a lado com o feminino como princípio organizador da vida cotidiana, a origem de saberes transmitidos entre gerações e como continuidade de um gesto fundamental: que além de alimentar, celebra e transforma. 

Séculos depois, na Europa medieval, é tentador associar diretamente as alewives medievais à figura da bruxa de chapéu pontudo que habita o imaginário contemporâneo. No entanto, pesquisas historiográficas recentes mostram que essa iconografia se consolidou apenas entre os séculos XVIII e XIX, resultado de uma longa construção cultural que mistura heresia, propaganda religiosa e, inclusive, estereótipos antissemitas. A historiadora Christina Wade, em estudo dedicado a desmontar esse mito recorrente, lembra que a perseguição às mulheres que produziam e comercializavam bebidas fermentadas é parte da história, mas seus símbolos são muito mais complexos do que a cultura pop costuma sugerir.

Dentro dos mosteiros e de seus campos cultivados, algumas vozes femininas deixaram registros que atravessaram o tempo. Hildegard von Bingen foi uma abadessa, naturalista e pensadora do século XII, que escreveu sobre as propriedades do lúpulo e sua capacidade de preservar e equilibrar as bebidas, aproximou a cerveja da ciência um pouco mais com sua incrível forma de observar os detalhes da transformação que a planta causava. E adicionou também mais uma pitada de espiritualidade, arte, poesia e música. 

Tudo se conecta com a cultura da cerveja. 

A jornalista Tara Nurin lembra que, até a modernidade, as mulheres foram força motriz na produção cervejeira em diferentes continentes. Com a industrialização crescente e a regulamentação constante da produção, muitas mulheres foram sendo deslocadas do centro desse saber. Leis e estruturas econômicas restringiram a fabricação doméstica e transformaram em mercado aquilo que antes era prática cotidiana.

Estudos como os da historiadora Judith Bennett demonstram que a crescente masculinização do comércio cervejeiro alterou o equilíbrio econômico dentro das famílias e das cidades, cada vez mais foi-se restringindo a presença feminina nesse ofício. Era o mercado em disputa, concorrência que vemos até hoje, de diferentes formas.

Talvez aquelas primeiras mulheres do fazer fermentar os grãos não se nomeassem feministas e nem precisassem. A cerveja ainda não era uma disputa simbólica, nem era um território de prestígio econômico ou cultural. Tornou-se. A história segue em ciclos e, em cada um deles, seguimos disputando espaços que, em muitos momentos, já foram nossos. 

A história das mulheres e das bebidas sempre foi atravessada por mecanismos de controle. Como observa a escritora Mallory O’Meara, culturas que restringiam a liberdade feminina também restringiam sua relação com o álcool: o acesso, o consumo e a legitimidade de sua presença em espaços públicos. Beber, afinal, sempre foi também um gesto de autonomia. E talvez por isso mesmo tenha sido tão regulado para as mulheres.

A mulher cervejeira no mundo contemporâneo

O século XXI, por vezes, cria a confortável ilusão de que já chegamos aonde deveríamos. Não chegamos. Enquanto ainda houver mulheres vivendo sob risco, limitação ou silêncio, seguimos todas atravessadas por essa realidade. Triste verdade. Um mundo cheio de tecnologias e inteligências ainda não evoluiu para compreender suas essências.

Estamos no século XXI e só posso falar a partir do tempo que me atravessa. É dele que observo, trabalho e escrevo. Consigo dizer que olho ao redor e sinto orgulho. Vejo mulheres ocupando espaços na produção, na pesquisa, no serviço, na comunicação e na gestão da cerveja de modo geral. Leio sobre as que vieram antes, estudo suas trajetórias e reconheço que essa memória me mantém desperta. Não sonho tão longe, observo o presente com atenção e sei que ainda temos um longo caminho que ainda falta percorrer. Mas comemoro. Brindo. É do celebrar que seguimos em frente.

Cresci entre mulheres fortes e, por isso, sempre me senti protegida e inspirada. Tenho expectativas profissionais e viso, livremente, sobre coisas que vão além da casa e da maternidade. E foi logo no começo do exercício cotidiano da profissão que percebi que os degraus para quem “usa saia” (quem quer que seja) costumam ser mais altos, mesmo quando o discurso pop diz o contrário. Em vários projetos com outras mulheres, há sempre uma nova história a ser contada. E tem histórias ruins, recheadas de preconceitos e machismos. Típicas histórias antigas como as que estamos contando aqui.

Quando entrei no mercado, encontrei mulheres extraordinárias: mestres cervejeiras,  professoras, biólogas pesquisando leveduras, sommelières conduzindo degustações e conversas com o público, tantas diferentes personalidades. Gestoras da parte administrativa, marketeiras e vendedoras. De todos os paladares, de tantas diferentes partes do país. Em diferentes contextos.

Nos últimos anos, a cultura cervejeira ampliou seu vocabulário, gerou muito repertório e vem tentando agregar mais valor cultural à categoria. Falamos muito aqui no Brasil de qualidade, de insumos, de criatividade, de identidade e de experiência sensorial. Ainda assim, em muitos ambientes, homens continuam achando “interessante” ver uma mulher falando sobre cerveja, como se fosse algo fora do lugar. Excêntrico, para mim, é perceber o quanto certos pensamentos permanecem atrasados. Como se nossa presença ainda orbitasse o campo da imagem decorativa, do cartaz na parede, da publicidade com um copo gelado na mão, a gostosa de roupa curta. Ou, no máximo, como se ainda fosse necessário explicar o que significa ser mulher em um mercado que muitos insistem em reconhecer como masculino. Mais um mito cervejeiro. Brindamos sempre, mas não podemos perder de vista o que ainda precisa ser conquistado.

Recentemente reli Profissões para mulheres e outros artigos feministas de Virginia Woolf e me vi pensando no mercado cervejeiro. Uma mulher feminista nesse universo, para mim, é toda aquela que reivindica algo simples e fundamental: o direito de estar onde quiser, onde sempre esteve e continuar seguindo em frente e para o alto. E fazer cerveja. Falar de cerveja. Beber cerveja. Vender cerveja. Estudar cerveja. Sem pedir licença, sem pedir permissão. Como era no princípio, como é imaginado. Amém.

Ao longo dos anos, conheci muitas outras mulheres, todas atravessando batalhas pessoais e profissionais e, ainda assim, abrindo caminhos à sua maneira. Hoje é impossível fazer uma lista definitiva. Não existe uma única mulher que nos represente. A diversidade, talvez, seja justamente o que nos liberta.

Beber com liberdade

Última coisa importante. Vale ressaltar para quem ainda não entendeu: não existe “cerveja de mulher”. Existe liberdade de escolha. Seu sabor preferido, individual. Meu paladar não pertence a estruturas antigas nem às expectativas alheias. Mesmo que goste de algo frutado e leve, menos intenso ou estruturado. Mesmo que seja rosa. Apenas parem de generalizar e colocar as coisas desta forma. A primeira mulher cervejeira e feminista é sempre aquela que abre uma cerveja e bebe o que quer, onde quer e com quem quiser, com consciência, prazer e autonomia. 

Há, ainda, batalhas importantes em curso. O álcool pode ser ferramenta de convivência e cultura, mas também pode carregar dor e violência. Falar de consumo responsável, de bem-estar e de ambientes seguros faz parte do caminho. Apoiar outras mulheres e fortalecer redes também. Mais sabor. Mais moderação. Mais conhecimento. Respeito.

Seguimos. Talvez o verdadeiro avanço esteja no dia em que não precisemos mais tensionar a corda para lembrar que sempre estivemos aqui e que igualdade não deveria exigir explicação. 

Saúde.


Bia Amorim é sommelière, pesquisadora e palestrante. Atua na interseção entre gastronomia, cultura e bebidas brasileiras, com foco em comunicação, experiência, consumo consciente e hospitalidade.


* Este é um texto opinativo. As opiniões e informações contidas nele são de responsabilidade do colunista e não refletem necessariamente a opinião do Guia da Cerveja.

Menu Degustação: Santa Catarina conquista 40% das medalhas do Concurso Brasileiro de Cervejas

O desempenho das cervejarias do estado de Santa Catarina no Concurso Brasileiro da Cerveja foi bastante alto este ano. O estado ficou com 154 medalhas ao todo, ou seja, 39,49% de todas as 390 medalhas da 14ª edição da competição, que divulgou os resultados na noite de terça-feira (3).

Além disso, as marcas de Santa Catarina ficaram com o primeiro e o segundo lugar no pódio de Melhores Cervejarias com as cervejarias Big Jack (que faturou o ouro pelo segundo ano seguido) e Stannis. Para fechar o bom desempenho, a unidade federativa ainda ficou com prata entre as melhores cervejas da competição, com a cerveja Pina Colada – Catharina Sour com Abacaxi e Coco, da Faroeste Beer, de Itajaí (SC).

Santa Catarina e o Sul

Em segundo lugar ficou o estado do Rio Grande do Sul, com 87 medalhas (22,31% do total), e o Paraná, com 63 (16,15%). São Paulo, que tem o maior número de cervejarias do país (427 ou 21,9% do total do país), aparece apenas em quarto lugar, com 37 premiações (9,49%), segundo a análise feita pela reportagem do Guia da Cerveja a partir dos resultados.

Os três estados do Sul juntos levaram para casa 77,95% dos prêmios. O desempenho é bastante superior, proporcionalmente, ao número de cervejarias de cada um desses estados. Santa Catarina, por exemplo, responde por 250 das 1.949 cervejarias do país, segundo números do Anuário da Cerveja 2025 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Ou seja, 12,8% do total, o que o coloca como terceiro colocado em número de cervejarias no país.

O Sul como um todo tem 774 cervejarias, o que equivale a 39,7%.

Leia também neste Menu Degustação:

Cervejarias de Uberlândia comemoram conquista de prêmios

Três cervejarias locais — Captain Brew, Uberbrau e Trema — conquistaram, ao todo, 15 medalhas durante o CBC Brasil realizado na última terça-feira (3) em Uberlândia (MG). A Captain Brew foi o destaque principal, garantindo o título de melhor cervejaria artesanal de Minas Gerais e a oitava posição no ranking nacional. O produtor Flávio Jordok, da mesma marca, obteve o quinto lugar na categoria de melhor cervejeiro do país, enquanto o rótulo Ponta de Areia foi eleito a segunda melhor cerveja do Brasil. O resultado completo pode ser encontrado no site oficial do CBC Brasil

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Grupo Petrópolis reforça combate ao assédio

O Grupo Petrópolis anunciou nesta quinta-feira (5) a ampliação do movimento Não se Cale para suas campanhas de marketing e patrocínios esportivos. A iniciativa incorpora o alerta Nunca Assedie ao aviso legal obrigatório das peças publicitárias da marca Itaipava. O projeto busca conscientizar os consumidores e promover ambientes seguros após dados apontarem que oito em cada dez brasileiras temiam sofrer algum tipo de importunação durante o Carnaval deste ano.

A mensagem contra o machismo chegou ao Campeonato Paulista no domingo (1º). Durante a semifinal entre Palmeiras e São Paulo, na Arena Barueri, jogadores entraram em campo com uma faixa de conscientização. A ação também ocorreu em apoio à árbitra Daiane Muniz, que atua na partida. A marca utilizou as placas de LED do estádio para reforçar a responsabilidade coletiva no esporte, integrando as diretrizes do Pacto Ninguém Se Cala, firmado com o Ministério Público.

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Brotas promove semana cervejeira com gastronomia e música

A Estância Turística de Brotas realiza a 3ª Semana Cervejeira entre sexta-feira (13) e domingo (15) no Largo do CIAM. O evento reúne cinco produtores locais — Aventura Líquida, Brotas Beer, Casa da Mina, Companhia 6 e Cultiva — e atende à Lei Municipal 3.652/23 para fomento ao setor artesanal. A programação gratuita inclui praça de alimentação, espaço kids e 11 apresentações musicais de gêneros como rock, samba e MPB. Detalhes estão disponíveis no site da Prefeitura de Brotas.

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Lagunitas faz ação de adoção animal em Campinas

A cervejaria Lagunitas promove uma campanha de adoção responsável neste sábado (7), das 9h às 20h, no Posto Ipiranga Cristal (Avenida Dr. Jesuíno Marcondes Machado, 1125). A ação celebra o aniversário do influencer pet Matuê e disponibiliza para novos lares as cachorrinhas Tigresa e Pretinha. O evento inclui orientações de um adestrador sobre guarda responsável e doação de ração para a ONG Laticão. Informações adicionais constam no perfil @lagunitasbr.

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Estudo analisa impacto de algoritmos na socialização

A Heineken e a consultoria Box 1824 lançaram um estudo sobre como os algoritmos digitais influenciam a socialização dos brasileiros. O mapeamento entrevistou mais de 1 mil pessoas para investigar como sistemas de recomendação moldam hábitos em festivais e na vida noturna. A pesquisa integra uma campanha que incentiva o público a romper padrões previsíveis em favor de experiências reais. As conclusões serão divulgadas em abril e o filme do projeto está no canal da Heineken no YouTube.

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Bodebrown homenageia mulheres com programação de rock

Curitiba (PR). A cervejaria Bodebrown realiza shows gratuitos com vozes femininas durante todas as sextas e sábados de março na Rua Carlos de Laet, 1015. A programação especial pelo Mês da Mulher inclui rock clássico, blues e tributos a artistas como Janis Joplin e Queen. Nesta sexta-feira (6), às 19h, apresenta-se Marcela Juk, seguida pela banda Sphynx no sábado (7), às 15h. O espaço conta com área para animais de estimação e informações completas estão no Instagram da Bodebrown.

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As mulheres cientistas que estão dando um “RG” brasileiro à cerveja nacional

Do isolamento de leveduras selvagens na Amazônia ao desenvolvimento de tecnologias para bebidas sem álcool, o futuro da cerveja no Brasil passa, obrigatoriamente, pelas mãos de mulheres cientistas. Elas são as mentes por trás da bioprospecção em biomas nacionais e da criação de parâmetros rigorosos de qualidade que estão transformando o mercado de bebidas. Mais do que pesquisadoras, essas mulheres estão construindo uma identidade científica e tecnológica para a cerveja brasileira.

É essa ciência nacional que “está dando ‘RG’ para a nossa cerveja”, define Bianca Telini, biotecnologista molecular e doutoranda em Biologia Celular e Molecular. Para ela, a busca por uma identidade cervejeira própria e a evolução técnica da produção passam diretamente pelos laboratórios e pelas pesquisas de campo conduzidas por mulheres.

Tudo na cerveja é ciência, mas o olhar feminino traz um rigor que vai além do copo. “Para o consumidor, pode parecer apenas uma bebida refrescante. Para nós, cada gole é o resultado de uma série de decisões técnicas rigorosas”, explica Bianca. Ela cita a estabilidade da espuma, a aparência cristalina e o equilíbrio sensorial como exemplos diretos desse trabalho silencioso que desponta no setor.

Essas cientistas atuam em todas as frentes: desde a busca por microrganismos na floresta amazônica até a estruturação de controles de qualidade para o envase, definindo o aroma, a textura e a viabilidade comercial do que bebemos. Uma dessas frentes mais inovadoras busca justamente a “alma” da bebida em solo brasileiro.

Leveduras com “brasilidade”

No trabalho de Ana Carolina Carvalho – conhecida como Carola – a ciência faz uma intersecção entre a cerveja, os biomas brasileiros, e até o espaço sideral. 

Mestre e doutora em biotecnologia com pós-doutorado em engenharia química, Carola encontra leveduras (fungos microscópicos que fazem a fermentação) nos mais diversos ambientes, o que é chamado tecnicamente de bioprospecção de leveduras. O trabalho dela pode ser acompanhado por meio do perfil no Instagram @spacebeer_project.

Em entrevista ao Guia da Cerveja, ela conta que, embora sua pesquisa seja voltada para o bioetanol e as leveduras tenham aplicações em áreas alimentícias, de combustível, farmacêuticas e químicas, a aplicação na cerveja surgiu como um “brinde” no processo.

Isso aconteceu quando Carola começou a trabalhar com leveduras em um laboratório de astrobiologia, buscando organismos resistentes a condições extremas para sobreviver no espaço. E, já conhecendo o processo cervejeiro, ela entendeu que ali seria um ambiente extremo para a levedura devido à produção de álcool, menor disponibilidade de oxigênio, limitação de nutrientes, crescimento em baixa temperatura e fermentação.

Ana Carolina Carvalho (Carola), mestre e doutora em biotecnologia com pós-doutorado em engenharia química. (Foto: Arquivo Pessoal)

“Eu comecei a procurar, dentro da cervejaria, leveduras que fossem resistentes às condições espaciais, vamos dizer assim. Na época, eu trabalhava com as condições marcianas. E, já conhecendo o processo de fabricação da cerveja, imaginei que ali teria essas leveduras resistentes. E o meu trabalho de campo se tornou a cervejaria”, afirma.

A Cervejaria Nacional foi a primeira a colaborar com a pesquisa dela, doando leveduras que já haviam passado por estresses da produção.

Depois, ela percebeu que leveduras na natureza também vivem em condições inóspitas, com escassez de alimento, e começou a isolar leveduras selvagens nos mais variados habitats na Terra, como a Amazônia, a Serra da Canastra e a Mata Atlântica. Ela encontrou leveduras não convencionais, muitas delas do gênero não-Saccharomyces (o mais comum na fabricação de cerveja). E isso foi muito bem recebido pelos cervejeiros.

As leveduras não-Saccharomyces usadas na indústria cervejeira trazem a descoberta de novos aromas, sabores e texturas. “Ao invés de você usar uma bactéria para acidificar uma cerveja, tipo uma sour, você usa essa levedura”, explica. Além disso, essas leveduras podem entrar no processo de fabricação das cervejas sem álcool. “Porque a gente sabe que existem leveduras que não produzem álcool quando fermentam, e essas leveduras estão aí na natureza para a gente descobrir também”, diz.

A inovação de sua pesquisa na indústria cervejeira é a aplicação dessas leveduras não convencionais nas bebidas, o que altera os sabores tradicionais e introduzem uma certa “brasilidade” na cerveja, em contraste com a maioria das leveduras usadas atualmente, que são importadas.

Um exemplo é uma levedura isolada de mel de abelha do Acre, que foi usada no desenvolvimento da cerveja Amazon.IA, produzida pela Cybeer Cervejaria, e ganhou medalha de ouro em Estilos Brasileiros na Copa Brasileira de Cervejas em 2023.

Mas, na prática, como isso acontece? O processo de pesquisa envolve coletar amostras em locais ricos em açúcar na natureza (flores, frutas, cascas de árvores), isolar as leveduras em laboratório (o que pode levar meses ou anos), identificar o organismo e, em seguida, testar sua capacidade de fermentar o mosto cervejeiro. Após a fermentação, são avaliadas a parte organoléptica (aroma, sabor), a capacidade de fermentar em temperaturas ideais e o tempo de fermentação, considerando que a indústria não pode ter processos muito demorados devido ao risco de contaminação. 

Entre as muitas amostras coletadas, poucas se mostram adequadas para a indústria cervejeira. “De 1.000 leveduras que são coletadas, só dez servem para alguma coisa e, no final, só uma tem aplicação na indústria cervejeira”, afirma. Isso não quer dizer que o trabalho foi em vão. As amostras ficam armazenadas em um banco de leveduras, disponíveis para pesquisas futuras.

A pesquisa das bebidas sem álcool

Se o consumo de bebida sem álcool subiu 535%, de acordo com o Anuário da Cerveja, é no trabalho de cientistas como Bianca Telini que o ajuste sensorial deste consumo se faz.

Biotecnologista molecular e doutoranda em Biologia Celular e Molecular, Bianca atualmente foca seu trabalho no isolamento de leveduras do ambiente para a produção de cervejas de baixo teor alcoólico. Uma de suas frentes de pesquisa envolve mimetizar (imitar) a sensação do álcool na bebida. 

Bianca Telini, biotecnologista molecular e doutoranda em Biologia Celular e Molecular. (Foto: André Ávila)

“Durante meu mestrado trabalhei com desenvolvimento de leveduras híbridas (focadas no uso para produção de cerveja) e agora, durante o doutorado, trabalho com o isolamento de leveduras do ambiente para a produção de cervejas de baixo teor alcoólico. Essa é uma área bastante trabalhosa, que envolve diversos experimentos e testes (como resistência aos estresses da fermentação, a exemplo do estresse etanólico, estresse osmótico etc.) para avaliar o potencial das leveduras isoladas”, afirma.

Ela explica que o trabalho foca no uso de compostos para mimetizar a experiência sensorial do álcool (como corpo e aquecimento) em bases não alcoólicas, para que o prazer sensorial seja o mesmo. Tradicionalmente, cervejas sem álcool ou de baixo teor alcoólico eram vistas como tecnicamente inferiores, mas a pesquisa dela ajuda a derrubar o mito de que cerveja sem álcool é sem graça.

Apesar do avanço técnico, a pesquisadora pontua que a rotina nas cervejarias esbarra na escassez de recursos e no alto custo da tecnologia. Diante desse abismo financeiro, o papel da cientista é conseguir adaptar o rigor do laboratório à infraestrutura disponível na fábrica.

 Além do desafio técnico, há o estrutural: Bianca destaca o fenômeno conhecido como “duto com vazamento”, onde as mulheres são maioria na graduação e no mestrado, mas poucas chegam aos postos de diretoria ou estratégia dentro das cervejarias. 

Para as mulheres que desejam entrar na área, ela deixa um conselho: “O conhecimento científico é o seu maior escudo contra o preconceito e a sua ferramenta mais poderosa de ascensão profissional. Seja a maior autoridade técnica da sala”.

Cerveja com padrão e controle de qualidade

Luciana Brandão,  microbiologista e diretora-executiva do Laboratório da Cerveja (Foto: Arquivo Pessoal)
Luciana Brandão, microbiologista e diretora-executiva do Laboratório da Cerveja (Foto: Arquivo Pessoal)

A ciência na indústria cervejeira também depende de parâmetros técnicos para garantir a padronização dos lotes. A microbiologista Luciana Brandão, diretora-executiva do Laboratório da Cerveja, identificou durante seu pós-doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por volta de 2016, a necessidade das fábricas de controlar o resultado das suas fermentações.

Naquele momento, o mercado de cervejas artesanais em Minas Gerais e no Brasil vivia um período de expansão, mas as cervejarias esbarravam na falta de serviços de controle de qualidade e de fornecimento estruturado de leveduras nacionais.

Para estabelecer a conexão entre os dados gerados na academia e o chão de fábrica, ela obteve a formação de Sommelière de Cerveja. A etapa funcionou como uma ferramenta para entender o produto final do ponto de vista sensorial, cultural e técnico. “Tornar-me Sommelière de Cerveja em 2016 não foi apenas um hobby, foi um passo estratégico e transformador na minha trajetória”, relata Luciana. “Embora meu interesse por leveduras já viesse da minha formação e pesquisa acadêmica, foi a formação como sommelière que conectou definitivamente a ciência à experiência prática da cerveja. A partir dali, consegui enxergar com ainda mais clareza o impacto das leveduras na construção de aromas, sabores e identidade das cervejas, fortalecendo minha decisão de atuar de forma inovadora nesse mercado”, afirma.

Há dez anos, o cenário da cerveja artesanal no Brasil estava em plena expansão, conta Luciana, mas ainda era muito embrionário em termos de ciência nacional aplicada à produção. “As cervejarias buscavam se diferenciar, mas havia poucos recursos técnicos especializados no país, especialmente no que diz respeito ao uso de leveduras nacionais e controle de qualidade rigoroso”, conta. 

Foi nesse contexto, em 2016, que o sonho que começou dentro da universidade começou a ganhar forma como propósito profissional. Com o contato direto com as pesquisas que eram realizadas no laboratório e a complementação  da formação em Sommelier de Cerveja, Luciana conta que surgiu a vontade de traduzir conhecimento científico em soluções práticas e acessíveis para as cervejarias brasileiras.

Ao longo desta década, a atuação de Luciana contribuiu para elevar o padrão da produção de cerveja por meio do compartilhamento de conhecimento técnico científico através de serviços e de conteúdo educativo no site Laboratório da Cerveja.

Ela também atua na disponibilização para o mercado de leveduras brasileiras, proveniente de pesquisa nacional e em pesquisas que permitiram o conhecimento dessas leveduras com perfis sensoriais únicos, o que hoje é diferencial competitivo para muitas cervejarias.

Luciana também cita a implementação de serviços de controle de qualidade, que antes eram ainda mais raros no país, o que ajudou produtores a entender melhor seus processos e padronização de lotes, reduzindo perdas econômicas. “Hoje, olhar para trás e ver como o mercado evoluiu e como o Laboratório da cerveja contribuiu é muito gratificante”, afirma.

O trabalho de Luciana se insere em diferentes momentos da rotina das cervejarias. A atuação vai desde a fase inicial, quando a empresa estrutura processos e implementa sistemas de controle, até as fases de expansão e lançamento de produtos. 

Os serviços incluem também a investigação de desvios sensoriais, a otimização de fermentações e a propagação de leveduras específicas para cada cliente. 

“Embora historicamente o mercado artesanal tenha sido o que mais demandou esse tipo de suporte técnico especializado, hoje atendemos cervejarias de todos os portes pequenas, médias e algumas grandes indústrias. A necessidade de qualidade, padronização e inovação não depende do tamanho da empresa, e nosso papel é justamente oferecer soluções científicas aplicadas que se adaptem à realidade e aos objetivos de cada cliente”, diz.

Luciana Brandão também é responsável por um portfólio próprio de leveduras nacionais, algumas delas desenvolvidas a partir de pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Leveduras, da UFMG. “A partir desses estudos, podemos avaliar o desempenho fermentativo, perfil sensorial e viabilidade tecnológica, para então estruturar a aplicação em escala de mercado”, explica.

Um exemplo prático é a Star Brasilis, uma levedura brasileira que, inicialmente, não era usada na produção. Ela foi selecionada e estudada para atuar nos estímulos sensoriais, valorizando a biodiversidade nacional. Para Luciana, ela representa não apenas uma alternativa às leveduras importadas, mas também um posicionamento estratégico. “Ela mostra que o Brasil tem potencial científico e biotecnológico para desenvolver suas próprias soluções de alto padrão”, afirma.

Diversas cervejas já foram produzidas com essa levedura. A primeira que foi ao mercado, em 2023, foi a Uaild Ale feita em parceria com a Prússia Bier

No ano passado, foi lançado em parceria com o INCT Leveduras da UFMG e a cervejaria Stardust de Minas duas outras cervejas produzidas com essa levedura que levavam o mesmo nome: Star Brasilis, uma witbier, e a Star Brasilis Fruit Bier, com graviola e coco. “As produções, únicas, tiveram lote reduzido e fizeram muito sucesso entre os amantes de cervejas inovadoras”, conta Luciana.

Além da Star Brasilis®, Luciana Brandão também trabalha com outras leveduras brasileiras, que também passaram por processos de seleção, caracterização e validação para alinhar identidade sensorial, performance tecnológica e estabilidade. “No nosso portfólio está a Torulaspora delbrueckii, que carinhosamente apelidamos de Guará por ter sido isolada no Santuário do Caraça, em Minas Gerais, habitat natural do lobo-guará, além de duas linhagens de Saccharomyces cerevisiae isoladas de fermentações naturais, que nomeamos Tupiniquim I e Tupiniquim II”, afirma.

Multiplicidade de áreas de atuação das mulheres cientistas

A atuação feminina nas áreas técnicas do setor abrange diferentes disciplinas científicas e atinge todas as etapas da cadeia produtiva. Esse mapeamento é divulgado continuamente pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), que utiliza suas plataformas para visibilizar o trabalho de mulheres cientistas na cervejeira. Os perfis mapeados incluem profissionais de química, biologia, engenharia de alimentos e agronomia, demonstrando que a pesquisa sustenta desde o plantio de insumos até o serviço da bebida.

Além dos estudos em microbiologia e bioprospecção de leveduras, o mercado conta com profissionais inseridos em campos de estudo voltados ao consumidor, como a neuroengenharia. 

A pesquisadora Amanda Reitenbach, fundadora do Science of Beer, exemplifica essa vertente ao investigar a interação do cérebro com as percepções sensoriais provocadas pela cerveja. A pesquisa analisa como os estímulos olfativos e gustativos são processados, gerando dados que auxiliam as fábricas na formulação de receitas e no direcionamento de mercado.

A soma das trajetórias de bioprospecção, estruturação de qualidade e neuroengenharia consolida essas pesquisas como peças centrais no desenvolvimento do mercado de bebidas no Brasil. O avanço técnico proporcionado por essas investigações demonstra que a construção de uma identidade nacional para a cerveja requer dados, testes contínuos e validação científica. E são as mulheres cientistas que colocam suas mentes para trabalhar nesses desenvolvimentos tão inovadores.

Confira o guia de cursos de cerveja do primeiro semestre de 2026

O início do ano é o momento ideal para tirar os planos do papel. E se o seu objetivo para este ano é aprofundar seus conhecimentos no universo cervejeiro, o mercado educacional está repleto de oportunidades. Seja você um entusiasta buscando entender o que está no seu copo, um cervejeiro caseiro querendo aprimorar receitas, ou um profissional em busca de uma transição de carreira, as principais escolas do Brasil já estão com suas agendas de cursos de cerveja abertas para o primeiro semestre de 2026.

Entre as oportunidades, há cursos na Academia da Cerveja, Escola Superior de Cerveja e Malte, Instituto da Cerveja Brasil e Senac (com direito a uma nova Pós-Graduação em Bebidas).

Confira abaixo:

Academia da Cerveja

A Academia da Cerveja oferece cursos de cerveja diversos; a maioria é totalmente gratuita e no formato On Demand (gravado), permitindo que você estude no seu próprio ritmo, de onde estiver. O projeto é ligado à Ambev.

Mitos e Verdades sobre as Cervejas

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 40 minutos
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

Levedura I: A Alma da Cerveja

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 2 horas
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

Harmonização de Pizzas com Cervejas

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 15 minutos
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

Cerveja Sem Álcool

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 1 hora
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

Cereais I: O Malte

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 1 hora e 30 minutos
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

Escolas Cervejeiras

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 2 horas
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

Água I: Água e Estilos

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 1 hora e 30 minutos
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

A Magia do Lúpulo

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 1 hora e 15 minutos
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

Programa Cicerone com Sol Cravello

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 2 horas
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

Palestra: Vamos Falar Sobre Fermentação

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 1 hora e 20 minutos
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

Cervejas ao Redor do Mundo

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 1 hora e 20 minutos
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

A Cerveja e a Beleza da Espuma

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 1 hora e 15 minutos
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

Lúpulo no Brasil

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 1 hora e 30 minutos
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

Levedura IV: Levedura Brasileira

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 1 hora e 40 minutos
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

Curso Levedura III: Fermentação Selvagem

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 1 hora e 40 minutos
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

Levedura II: O Banco de Leveduras

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 1 hora e 40 minutos
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

História das Bebidas Através do Tempo

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 2 horas
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

Harmonização nas Festas Natalinas

  • Modalidade: Online (On Demand)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 20 minutos
  • Investimento: Grátis
  • Link para inscrição: Acessar curso

Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM)

A Escola Superior de Cerveja e Malte, uma das principais referências do setor, traz formações online e presenciais, algumas com certificação profissional. De cursos de cerveja rápidos de harmonização até pós-graduações, há opções para todos os perfis e bolsos.

Confira abaixo a lista de cursos disponíveis. Os valores, datas e durações informados podem sofrer alterações pela instituição de ensino. Recomendamos checar os links de inscrição para confirmar as turmas disponíveis.

Cervejeiro Caseiro

  • Modalidade: Online (ao vivo)
  • Data de início: 24 de março de 2026
  • Duração: 14 noites
  • Investimento: R$ 1.774,44 à vista (ou 12x de R$ 159,00)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Cervejeiro Artesanal

  • Modalidade: Presencial
  • Data de início: Sob consulta no site
  • Duração: Sob consulta
  • Investimento: R$ 3.059,70 à vista (ou 12x de R$ 274,17)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Tecnologia Cervejeira

  • Modalidade: Online (EaD / ao vivo)
  • Data de início: 24 de março de 2026
  • Duração: 25 noites
  • Investimento: R$ 2.778,84 à vista (ou 12x de R$ 249,00)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Tecnologia Cervejeira em Portugal

  • Modalidade: Híbrido
  • Data de início: 26 de janeiro de 2026 (turmas recorrentes)
  • Duração: 150 horas
  • Investimento: € 588 (€ 98 matrícula + 5x € 98)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Mestre Cervejeiro (EAD)

  • Modalidade: Online (ao vivo)
  • Data de início: 22 de abril de 2026
  • Duração: 18 meses
  • Investimento: Matrícula de R$ 689,00 + 23 parcelas de R$ 689,00
  • Link para inscrição: Acessar curso

Sommelier de Cervejas

  • Modalidade: Híbrido (Aulas online + 2 finais de semana presenciais)
  • Data de início: 28 de abril de 2026
  • Duração: 80 horas (32h presenciais + 48h a distância)
  • Investimento: R$ 3.560,04 à vista (ou 12x de R$ 319,00)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Sommelier de Cervejas (Intensivo)

  • Modalidade: Presencial
  • Data de início: Sob consulta no site
  • Duração: 10 dias
  • Investimento: R$ 4.185,00 à vista (ou 12x de R$ 375,00)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Gestão Financeira para Cervejarias

  • Modalidade: Online (ao vivo)
  • Data de início: 27 de abril de 2026
  • Duração: 5 semanas
  • Investimento: R$ 1.774,44 à vista (ou 12x de R$ 159,00)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Microbiologia da Cerveja

  • Modalidade: Online (ao vivo)
  • Data de início: 29 de abril de 2026
  • Duração: 5 semanas
  • Investimento: R$ 1.774,44 à vista (12x de R$ 159,00)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Produção de Bebidas Não Alcoólicas

  • Modalidade: Híbrido
  • Data de início: 28 de abril de 2026
  • Duração: 5 semanas
  • Investimento: R$ 2.109,24 à vista (12x de R$ 189,00)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Mestre Destilador

  • Modalidade: Online (ao vivo)
  • Data de início: 27 de abril de 2026
  • Duração: 7 semanas
  • Investimento: R$ 2.890,44 (12x de R$ 259,00)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Instituto da Cerveja Brasil

O Instituto da Cerveja Brasil está com matrículas abertas para diversas formações. Com forte presença no mercado e parcerias com instituições de peso, como a alemã Universidade de Weihenstephan, o ICB possui um vasto catálogo de cursos de cerveja que atendem desde entusiastas até profissionais que buscam especializações avançadas.

Análise Sensorial e Off Flavour

  • Modalidade: Presencial (Turmas em São Paulo e Rio de Janeiro)
  • Data de início: 21 de fevereiro de 2026 (SP) / 18 de abril de 2026 (RJ)
  • Duração: 16 horas
  • Investimento: R$ 1.000,00 (ou R$ 950,00 para alunos e ex-alunos)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Avançado de Tecnologia Cervejeira – ICB e Weihenstephan

  • Modalidade: Presencial e Híbrido (Aulas online ao vivo + Finais de semana presenciais)
  • Data de início: 28 de março de 2026 (em São Paulo)
  • Duração: Aproximadamente 110 horas
  • Investimento: Cerca de R$ 4.500,00 (R$ 4.275,00 para alunos e ex-alunos)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Sommelier de Cervejas Profissional

  • Modalidade: Presencial
  • Data de início: 25 de abril de 2026 (RJ) e 16 de maio de 2026 (SP)
  • Duração: 76 horas (aulas em finais de semana com degustação de mais de 80 rótulos)
  • Investimento: R$ 4.400,00 (ou R$ 4.180,00 para alunos e ex-alunos)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Curso preparatório para o “Cicerone® Certified Beer Server”

  • Modalidade: Online
  • Data de início: 19 de maio de 2026
  • Duração: 8 horas
  • Investimento: R$ 790,00
  • Link para inscrição: Acessar curso

Gestão Fiscal, Jurídica e Tributária para Cervejarias

  • Modalidade: Online
  • Data de início: 16 de junho
  • Duração: 12 horas (EAD)
  • Investimento: R$ 1.200,00 (ou R$ 1.080,00 para alunos e ex-alunos)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Gestão para Bares e Brewpubs

  • Modalidade: Online
  • Data de início: 20 de abril de 2026
  • Duração: 20 horas (EAD)
  • Investimento: R$ 1.400,00 (ou R$ 1.260,00 para alunos e ex-alunos)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Mestre em Estilos® – Especialização em Estilos

  • Modalidade: Presencial (em São Paulo)
  • Data de início: 28 de março de 2026
  • Duração: 52 horas
  • Investimento: R$ 4.000,00 (ou R$ 3.800,00 para alunos e ex-alunos)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Science of Beer

O Science of Beer tem sede em Florianópolis (SC) e promove cursos de cerveja desde 2010. As formações vão desde estilos de cerveja, passando pela formação intensiva em sommelier de cervejas, masterclass sobre aromas e treino sensorial, tecnologia em processos cervejeiros, entre outros.

Science of Beer Styles

  • Modalidade: Presencial (Teresópolis, RJ)
  • Data de início: 23 de março de 2026 (Intensivo)
  • Duração: 5 dias consecutivos (56 horas/aula)
  • Investimento: R$ 6.500,00
  • Link para inscrição: Acessar o curso

Sommelier de Cerveja – Intensivo

  • Modalidade: Presencial (Teresópolis, RJ)
  • Data de início: A confirmar
  • Duração: 7 dias consecutivos (56 horas/aula)
  • Investimento: R$ 6.500,00
  • Link para inscrição: Acessar o curso

Sommelier de Cerveja – Online

  • Modalidade: Online
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 80 horas
  • Investimento: R$ 3.840,00
  • Link para inscrição: Acessar o curso

Masterclass Aroma Sensory Training

  • Modalidade: Online (Aulas EAD gravadas + envio de kit prático)
  • Data de início: Imediato
  • Duração: Acesso por 20 dias
  • Investimento: R$ 1.600,00
  • Link para inscrição: Acessar o curso

Mixologia com Cerveja

  • Modalidade: Online
  • Data de início: Imediato
  • Duração: 2 horas
  • Investimento: R$ 399,90
  • Link para inscrição: Acessar o curso

Harmonização de Cervejas com Chocolate e Serviços

  • Modalidade: Online
  • Data de início: Imediato
  • Duração: Flexível
  • Investimento: R$ 399,90
  • Link para inscrição: Acessar o curso

História Geral da Cerveja

  • Modalidade: Online
  • Data de início: Imediato
  • Duração: Flexível
  • Investimento: R$ 399,90
  • Link para inscrição: Acessar o curso

Cursos de Cerveja do Senac

O Senac também oferece cursos de cerveja, desde o básico, como degustação, harmonização e serviços, até a formação em sommelier. Os preços variam conforme a região. A novidade é a abertura de uma Pós-Graduação em “Bebidas: Serviços,
Experiências e Gestão”, que inclui cerveja. Trata-se de um curso presencial e uma das grandes novidades da instituição para o primeiro semestre de 2026.

Com uma carga horária total de 360 horas, ele foi desenhado para profissionais graduados em gastronomia, hotelaria, nutrição ou que já possuam experiência comprovada no setor de alimentos e bebidas. O objetivo é capacitar especialistas para atuar na operação e gestão de negócios, abrangendo desde técnicas de serviço até o conhecimento profundo de aspectos culturais, éticos e ambientais do mercado.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet até o dia 2 de março, com prazo podendo ser prorrogado até o final de abril. As vagas estão distribuídas entre os campi Santo Amaro (30 vagas), na capital paulista, e Águas de São Pedro (20), no interior do estado. Entre os professores estão os sommeliers de cerveja Luís Celso Jr. e Bia Amorim.

Sommelier de Cervejas

  • Modalidade: Presencial (com intensa vivência de degustação prática)
  • Data de início: Variável conforme a unidade (diversas turmas abertas ao longo do ano)
  • Duração: Em média 100 horas
  • Investimento: A partir de R$ 2.219,00 (estimativa sujeita a variações regionais e políticas de desconto)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Básico em Cervejas

  • Modalidade: Presencial
  • Data de início: Variável conforme a unidade
  • Duração: De 15 a 20 horas
  • Investimento: A partir de R$ 400,00 (estimativa sujeita a variações regionais e políticas de desconto)
  • Link para inscrição: Acessar curso

Pós-Graduação em Bebidas: Serviços, Experiências e Gestão

  • Modalidade: Presencial
  • Data de início: 2 de março (prazo prorrogável até o final de abril)
  • Duração: 360 horas
  • Investimento: R$ 17.500,00 parcelável em 24 vezes. Há desconto de 50% para ex-alunos do Ensino Médio, cursos técnicos ou graduação do Senac e para quem trabalha ou tem sua própria empresa no setor de comércio e serviços.
  • Link para inscrição: Acessar curso

PIB da cerveja soma R$ 254 bilhões na economia

A economia brasileira avançou 2,3% em 2025, somando R$ 12,7 trilhões, de acordo com os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E, dentro dessa engrenagem trilionária, o copo dos brasileiros tem um peso gigantesco. Segundo estimativa do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), a cadeia produtiva do setor representa hoje 2% do PIB nacional. Ou seja, o impacto da cerveja na economia, o “PIB da cerveja”, é de aproximadamente R$ 254 bilhões.

Para se ter uma ideia real do que esse montante significa, a riqueza gerada pela indústria cervejeira e seus parceiros equivale a todo o PIB do Pará. O estado atingiu R$ 254,5 bilhões em 2023 (segundo os dados regionais mais recentes do IBGE).

Ou, se preferir outra comparação, representa praticamente a metade de toda a economia de Santa Catarina (R$ 513,3 bilhões), um dos estados mais ricos do país.

PIB da cerveja muito além da fábrica

O vigor financeiro do setor cervejeiro se explica pela sua capilaridade. A produção da bebida dentro das fábricas é apenas uma parte do processo. A cadeia produtiva tem início no agronegócio, com o cultivo de insumos fundamentais como cevada e lúpulo. Em seguida, movimenta a indústria de embalagens, impulsionando a fabricação de latas de alumínio e garrafas de vidro. Depois, exige uma logística de transporte complexa até chegar ao setor de serviços, garantindo a vitalidade de milhares de bares, restaurantes e supermercados por todo o país.

Toda essa rede faz da cerveja um verdadeiro motor de empregabilidade. Dados de um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) encomendado pelo Sindicerv mostram um impressionante efeito multiplicador. Para cada emprego gerado diretamente em uma cervejaria, outros 34 novos postos de trabalho são criados em toda a cadeia produtiva. No total, estima-se que o setor seja responsável por mais de 2 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos no Brasil.

Crescimento contínuo e peso tributário

Além de empregar muito, o setor não para de atrair novos produtores. Segundo o Anuário da Cerveja 2025, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil alcançou a marca de 1.949 cervejarias registradas em 2024, um aumento de 5,5% em relação ao ano anterior. O documento também mostra que a bebida nacional tem rompido fronteiras. Em 2024, o país exportou 332,5 milhões de litros de cerveja (uma alta de 43,4%), gerando um faturamento de US$ 204 milhões com as vendas externas.

O brinde econômico do setor, no entanto, também enche os cofres públicos por conta da altíssima carga tributária. A cerveja é, historicamente, um dos produtos mais taxados do país. De acordo com o Sindicerv, os impostos gerados anualmente na cadeia produtiva somam mais de R$ 50 bilhões. E isso reforça a importância do segmento que, além de cultura e paixão nacional, se consolida como um pilar essencial para a arrecadação e o crescimento do Brasil.

Confira os números no infográfico:

Estilos nacionais dominam pódio do 14º Concurso Brasileiro de Cervejas

O 14º Concurso Brasileiro de Cervejas de Blumenau (SC), um dos mais tradicionais do setor, chegou ao fim nesta terça-feira (3) com a cerimônia de divulgação dos resultados finais. E, pela primeira, as três melhores cervejas da competição foram todas de estilos brasileiros. Ao todo, elas superaram cerca de 2,7 mil amostras inscritas, de 175 estilos diferentes, que foram avaliadas por 70 juízes brasileiros e estrangeiros. Ao todo, foram premiadas 157 cervejarias de 15 estados. 

A Best of Show (melhor cerveja do concurso) foi a Patanegra Cacacu Wood, da Cervejaria Patanegra, de Pinhais (PR), na região metropolitana de Curitiba. Ela foi inscrita no estilo Cerveja Ácida com Madeira Brasileira (Brazilian Wood- and Barrel-Aged Sour Beer).

A medalha de prata entre as melhores ficou com a Pina Colada – Catharina Sour com Abacaxi e Coco, da Faroeste Beer, de Itajaí (SC). Um belo presente para o primeiro estilo de cerveja brasileiro a entrar num guia de estilos, que completa dez anos em 2026. A Catharina Sour faz parte das guidelines do Beer Judge Certification Program (BJCP) desde 2016.

A terceira colocada foi a Alagoas Funky Wild, da Caatinga Rocks, cervejaria de Murici (AL). Ela foi inscrita no estilo Manipueira Selvagem, que teve sua estreia este ano no concurso.

A criatividade do mercado nacional

“Na mesa final, que selecionou as três melhores cervejas, a grande maioria dos juízes era formada por estrangeiros e com alguns dos melhores currículos do mundo, o que atesta a credibilidade dessa escolha”, diz Fernanda Bressiani, professora da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) e uma das responsáveis pelo Concurso Brasileiro de Cervejas.

“Ao nos depararmos com os nomes das amostras escolhidas, tivemos a certeza de que esta é uma edição que vai contar para todo o mundo sobre o que as cervejarias brasileiras estão criando”, reforça. 

Melhores Cervejarias do Concurso Brasileiro de Cervejas

Equipe da Big Jack recebendo o prêmio de Melhor Cervejaria do Concurso Brasileiro de Cervejas (Crédito: Daniel Zimmermann / Divulgação )
Equipe da Big Jack recebendo o prêmio de Melhor Cervejaria do Concurso Brasileiro de Cervejas (Crédito: Daniel Zimmermann / Divulgação )

Todo o ano, as melhores cervejarias do evento são escolhidas com base no número e tipo de medalhas que levam para casa. As maiores vencedoras são ainda premiadas como Melhores Cervejarias do concurso. 

A marca que conquistou o melhor resultado de toda a premiação este ano foi a Big Jack Cervejaria, de Orleans (SC), com 27 medalhas ao todo, sendo 12 ouros. O segundo lugar ficou com a Cervejaria Stannis, de Jaraguá do Sul (SC), com 22 medalhas, sendo 10 de ouro. E em terceiro lugar ficou a Cervejaria Leopoldina, de Garibaldi (RS), com 13 medalhas, sendo sete de ouro. 

Melhores por estado

O Concurso Brasileiro de Cervejas premiou cervejarias de 15 estados diferentes. Com os resultados, a competição elegeu também as melhores de cada unidade da federação.

São elas: 

  • Alagoas: Caatinga Rocks, de Murici (Alagoas)
  • Bahia: Proa Cervejaria, de Lauro de Freitas (BA)
  • Ceará: Turatti, de Fortaleza (CE)
  • Distrito Federal: Crüls Cervejaria, de Brasília (DF)
  • Espírito Santo: Três Torres, de João Neiva (ES)
  • Goiás: Cervejaria Colombina, de Aparecida de Goiânia (GO)
  • Minas Gerais: Mills Cervejaria, de Belo Horizonte (MG)
  • Mato Grosso: Cervejaria Louvada, de Cuiabá (MT)
  • Paraíba: Vierbrauer, de Cabedelo (PB) 
  • Paraná: Cervejaria Divino Malte, de Umuarama (PR)
  • Rio de Janeiro: Ambev
  • Rio Grande do Sul: Cervejaria Leopoldina, de Garibaldi (RS)
  • Santa Catarina: Big Jack Cervejaria, de Orleans (SC)
  • São Paulo: Dama Bier, de Piracicaba (SP)
  • Tocantins: Curiango Brew, de Palmas (TO)

A lista completa com todas as medalhas e premiações está presente no site oficial do Concurso Brasileiro de Cervejas.

Remodelado, Festival Brasileiro da Cerveja começa nesta quarta-feira

O Festival Brasileiro da Cerveja, o mais tradicional e longevo evento cervejeiro brasileiro focado no consumidor, chega à 17ª edição remodelado. O evento, que vai desta quarta-feira (4) até sábado no Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC), sofreu pequenos ajustes em relação à edição anterior e deve continuar a trajetória de retomada iniciada em 2025.

O nome Festival Brasileiro da Cerveja é frequentemente utilizado para se referir a todo um conjunto de eventos que acontecem na cidade. Entre eles estão o Festival Brasileiro da Cerveja propriamente dito, que este ano passa a ser organizado pela prefeitura de Blumenau; o novo Degusta Cervejas Brasil, área open bar que este ano reúne 200 cervejarias de 15 estados servindo 900 rótulos de cervejas diferentes; o Seminário Internacional da Cerveja, focado em palestras e seminários técnicos; o Circuito Cervejeiro, com eventos paralelos; e o Concurso Brasilerio da Cerveja.

O concurso, que chega à 14ª edição, teve mais de 2,7 mil amostras inscritas, que estão sendo julgadas por cerca de 70 juízes do Brasil e do exterior desde sábado (28). O resultado será divulgado na noite desta terça-feira (3).

Festival Brasileiro da Cerveja

O evento principal será organizado pela primeira vez pela prefeitura municipal. Mas não se trata de uma estreante. No currículo, a cidade já tem dezenas de realizações da Oktoberfest, uma das maiores festas do país. Somente em 2025, ano que marcou a 40ª edição, o evento recebeu cerca de 700 mil pessoas.

A expectativa é que o evento se torne ainda maior, já que concentra uma grande programação de shows, gastronomia e 40 cervejarias. Nessa modalidade, o participante compra os ingressos a preços populares (entre R$ 20 e R$ 40, dependendo da data) e paga à parte o consumo de cervejas, bebidas e comidas nos pavilhões.

Uma das novidades está na área gastronômica, que este ano terá curadoria de street food assinada por chefs renomados, como Carlos Bertolazzi e Heiko Grabolle. Serão pratos inspirados em seis estilos internacionais (britânico, alemão, italiano, brasileiro, belga e americano), em que a cerveja também é utilizada como ingrediente.

Na programação de shows, o grande destaque é a banda Dazaranha, que se apresenta no sábado (7). Consulte a programação completa no fim desta matéria.

Degusta Cervejas do Brasil

Junto com o Festival acontece o Degusta Cervejas do Brasil, organizado pela Associação Blumenau Capital Brasileira da Cerveja (ABCBC). Trata-se de uma área open bar de degustação livre que segue o modelo de outros festivais internacionais, como o norte-americano Great American Beer Festival (GABF) — referência no setor.

Este ano serão duas centenas de cervejarias e quase mil rótulos de cervejas diferentes. A ideia do evento é disponibilizar ao participante uma grande variedade de cervejas de diferentes regiões do país, como explicou em entrevista ao Guia da Cerveja Carlos Bressiani, diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), um dos organizadores do Degusta.

A configuração do espaço é como uma grande feira com estandes das cervejarias, nos quais os produtos são servidos. No evento de Blumenau, como no GABF, a diferença é que todas as instalações são iguais, padronizadas, mantendo o foco no produto, independentemente do tamanho ou tempo de história da fábrica que o produz. 

Degusta Cervejas Brasil será realizado em paralelo ao Festival Brasileiro da Cerveja com sistema open bar 200 cervejarias (Credito Daniel Zimmermann)
Degusta Cervejas Brasil será realizado em paralelo ao Festival Brasileiro da Cerveja com sistema open bar 200 cervejarias (Credito Daniel Zimmermann)

Para animar, o público terá música ao vivo com discotecagens de projetos e duplas da região. Este ano, uma novidade é a introdução de outros produtos além da cerveja, com vinhos da Casa Valduga, cafés do Currys Coffee e a Marek Torrefação, chás da Manifestea e da Matchu Picchu, kombucha da Booch, licores da Schluck e destilados da Folivora Spirits (cobrados à parte).

O evento acontece nos quatro dias, das 19 às 23 horas. Os ingressos estão à venda no site oficial nas modalidades diário (a partir de R$ 259), fim de semana (a partir de R$ 459) e passaporte para os quatro dias (a partir de R$ 689). Quem adquirir o ingresso para o Degusta Cervejas do Brasil tem acesso livre ao Festival Brasileiro da Cerveja.

Novidades cervejeiras

Como acontecia no passado, algumas cervejarias vão aproveitar a oportunidade para lançar cervejas e divulgar outras novidades durante o Degusta. Algumas já divulgaram quais são.

A Cervejaria Cozalinda, de Florianópolis (SC), deve fazer a estreia da sua sidra chamada JPPL?, uma sidra seca com gaseificação natural produzida por meio de fermentação selvagem ao longo de três meses e a partir de maçãs Fuji e Gala. Também vai apresentar a edição 2026 das cervejas de fermentação natural Macacada (500 gramas de amora orgânica por litro) e Saison Uruçu (com mel de uruçu). Por fim, lança a Deleite do Aracuã, também de fermentação natural com araçá orgânico.

LEIA TAMBÉM:

Este também é o ano em que o primeiro estilo brasileiro de cerveja, o Catharina Sour, completa uma década. A Liffey Cervejaria, que produziu a cerveja que é considerada a primeira do estilo (Coroa Real, de abacaxi com hortelã), estará presente no evento. Bem como a Cervejaria Blumenau, a primeira a envasar (Catharina Sour Pêssego). Turatti, de Fortaleza (CE), levará a sua versão com goiaba, lactose e baunilha. Já o Omas Haus Brewpub, da cidade de Blumenau, vai oferecer uma opção com goiaba e maracujá. 

Já a Cervejaria Triângulo das Bermudas traz como destaque a Rosa Rasteira, uma Catarina Sour com adição de goiaba, pitaya e limão que acumula ouros no Mondial de la Bière e bronze na Copa Cerveja Brasil, e cervejas como a Caixa Preta, uma Black Rye IPA com café.

Programações paralelas 

Para quem atua no mercado da bebida, estar em Blumenau neste período também representa a oportunidade de aprimoramento profissional. O Seminário Internacional da Cerveja, organizado pela Escola Superior de Cerveja e Malte, acontece de 4 a 6 de março a partir das 13h. Mais informações e inscrições estão disponíveis no site oficial

No Circuito Cervejeiro, programações que acontecem em outros endereços estão reunidas para quem vai passar o dia em Blumenau. São atividades em cervejarias, restaurantes e outros espaços que se conectam com o tema, com participação por adesão. Mais informações estão disponíveis no site oficial.

Serviço

  • Parque Vila Germânica
    • Endereço: Rua Alberto Stein, 199 – Blumenau

Shows do Festival Brasileiro da Cerveja

  • Quarta-feira, 4 de Março
    • 19h – DJ Moonlighting project
    • 19h – Aula Show Gastronomia
    • 19h40 – Headcutters
    • 21h10 – DJ Moonlighting project
    • 21h30 – Banda Linens
    • 23h – DJ Moonlighting project
    • 23h30Eu & Minha Banda
  • Quinta-feira, 5 de Março
    • 19h – DJ Moonlighting project
    • 19h – Aula Show Gastronomia
    • 19h40 – Caleidorama
    • 21h10 – DJ Moonlighting project
    • 21h30 – Gunabera
    • 23h – DJ Moonlighting project
    • 23h30Bilbird
  • Sexta-feira, 6 de Março
    • 19h – DJ Moonlighting project
    • 19h – Aula Show Gastronomia
    • 19h40 – Mafia S/A
    • 21h10 – DJ Moonlighting project
    • 21h30 – Six Pack
    • 23h – DJ Moonlighting project
  • 23h30Vintage Cult
  • Sábado, 7 de Março
    • 11h – DJ Moonlighting project
    • 11h20 – 1ª Aula Show Gastronomia
    • 12h – Leo Maier
    • 13h30 – DJ Moonlighting project
    • 14h – Iuri K
    • 15h30 – DJ Moonlighting project
    • 15h30 – 2ª Aula Show Gastronomia
    • 16h10 – Thezorden
    • 17h30 – DJ Moonlighting project
    • 17h30 – 3ª Aula Show Gastronomia
    • 18h10 – Vlad V
    • 19h30 – DJ Moonlighting project
    • 20h – Mr McFly
    • 21h30 – DJ Moonlighting project
    • 22h – Laskeras
    • 23h30 – DJ Moonlighting project
    • 00hDazaranha

Cervejarias em MG sentem impacto das chuvas com bares fechados e risco de inadimplência

A tragédia climática que atinge a Zona da Mata mineira nesse mês de fevereiro de 2026 deixou um rastro de destruição. São 64 mortos confirmados e mais de 4 mil desabrigados ou desalojados em cidades como Juiz de Fora e Ubá até a manhã desta sexta-feira (27). Além das perdas estruturais e humanas, a economia local também foi atingida em cheio. As cervejarias artesanais da região enfrentam paralisações logísticas, prejuízos acumulados e um cenário de incerteza profunda.

Não há relatos de cervejarias que tenham sido alagadas ou sofrido desabamentos até o momento, explica Alexandre Vaz, presidente da Associação das Cervejarias da Zona da Mata Mineira (Unicerva). A entidade tem sede no epicentro da tragédia, em Juiz de Fora, e reúne 28 cervejarias associadas na região – 18 delas têm fábricas próprias e 10 são ciganas. 

No entanto, todo o contexto da cidade está impactando o setor: desde a distribuição de barris até a própria operação estrutural das fábricas, além da segurança das equipes de trabalho.

O cenário nas cervejarias locais

O alto volume de chuvas que levou aos alagamentos, desabamentos e desmoronamentos desta semana foi o ápice de um evento climático que já vem impactando a região desde o início deste ano, explica Alexandre Vaz, que também é proprietário da Cervejaria São Bartolomeu. O movimento comercial de bares e fábricas já vinha caindo desde janeiro. “A gente vem de dois meses de chuvas ininterruptas, tem 40 dias que chove sem parar na região. Ninguém sai de casa. As vendas das cervejarias caíram muito, o público dos bares e restaurantes desapareceu”, diz. 

O setor já estava sentindo este impacto quando a tragédia maior aconteceu. Na Cervejaria São Bartolomeu, por exemplo, o acesso ficou bloqueado nesta semana porque a rua que levava à fábrica cedeu. Diversos funcionários do setor tiveram seus veículos e casas alagados e sofreram perdas materiais significativas, tendo que abandonar suas casas às pressas devido ao risco iminente. “A cidade inteira está meio parada”, resume Vaz, ressaltando a dificuldade de retomar qualquer rotina comercial neste cenário.

Outra cervejaria, a Bravo Beer, relata falta de água, de energia e que houve infiltrações na estrutura. “Há diversos cancelamentos de pedidos e muitos bloqueios de ruas pela cidade”.

Prejuízos no Carnaval e o fantasma da inadimplência

Chuva em Juiz de Fora deixou cidade alagada. (Crédito: Reprodução / TV Globo)

O fato desta tragédia ter ocorrido em uma data próxima a um dos eventos mais importantes do ano para a indústria cervejeira – o Carnaval – acrescenta ainda mais drama à situação local.

Vaz relata que a sua fábrica, que tem uma produção mensal entre 20 mil e 25 mil litros, sofreu um baque severo na época de folia. A cervejaria preparou bebida para atender 60 blocos de Carnaval, mas não conseguiu realizar as vendas esperadas, amargando prejuízos logo no início do ano.

Agora, o grande temor do setor artesanal é o efeito dominó financeiro causado pelo fechamento dos pontos de venda. Isso porque a maioria dos bares depende de capital de giro e do fluxo diário de caixa para honrar seus compromissos, explica Vaz. Como os estabelecimentos estão de portas fechadas e sem faturamento, há um medo real de que uma alta taxa de inadimplência atinja as cervejarias no próximo mês.

Reconstrução, planejamento e solidariedade

Apesar da devastação e do risco contínuo — com alertas vermelhos do Inmet ainda ativos devido ao solo completamente encharcado —, a cultura de união do setor cervejeiro tem se provado essencial. Diversas cervejarias estão utilizando seus veículos de entrega e logística para distribuir ajuda solidária aos afetados, conta Vaz.

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A longo prazo, a preocupação da Unicerva volta-se para a lenta recuperação econômica e para os severos danos psicológicos sofridos pela população, que vão inibir o consumo e a realização de eventos na cidade nos próximos meses. 

A diretoria da associação agendou uma reunião para a tarde da próxima segunda-feira (2) com os associados para debater o impacto e iniciar o planejamento de sobrevivência e reconstrução do setor na Zona da Mata. 

Dimensão histórica da tragédia climática

Os relatos do setor cervejeiro refletem o colapso estrutural da região, que enfrenta um volume de precipitação sem precedentes. De acordo com o Inmet, Juiz de Fora já acumulou mais de 740 milímetros de chuva desde o início de fevereiro, o maior volume para o mês desde 1961. 

O governo federal já reconheceu o estado de calamidade pública na região, e o governador Romeu Zema decretou luto oficial de três dias no estado.

As chuvas não pouparam nenhuma infraestrutura. Casarões avaliados em mais de um milhão de reais desabaram em bairros nobres, conta Vaz. A Avenida Rio Branco, principal via central de Juiz de Fora, transformou-se em um rio caudaloso, que não cede.

Meu amor pelas Saisons

Quando os filhos perguntam à mãe ou ao pai qual ela ou ele ama mais, a resposta é sempre a mesma: ama-os de forma equivalente. Por ofício de sommelier, devo, no melhor das minhas habilidades, conhecer e oferecer a cerveja que mais se adapta às expectativas de um cliente. Porém, por mais que eu ame praticamente todos os estilos de cerveja — exceto pastrys e smoothies, mas isso é papo para outra coluna —, os poucos que me acompanham por aqui sabem da minha preferência por Saisons. E vamos celebrar! Saison Dupont voltou a ser importada aqui para o Brasil, apesar do preço ser bem proibitivo.

A Saison Dupont, produzida pela Brasserie Dupont, fundada em 1844, é um ícone mundialmente reverenciado dentro do estilo. A Dupont é conhecida por sua complexidade e equilíbrio extraordinários, sendo considerada a referência absoluta. Seus atributos incluem uma coloração dourada, levemente turva, acompanhada de uma espuma abundante e persistente. No aroma, destacam-se as notas de frutas cítricas e brancas (como laranja e damasco), especiarias (cravo e pimenta) e um toque terroso rústico.

Meu primeiro contato com as Saisons não foi com Dupont. Também não foi amor à primeira vista, fui me apaixonando aos poucos. Saison Printemps (2015) da Dádiva, Saison Tank7 da Boulevard, e assim por diante…e quando chegamos em harmonização…simplesmente imbatível.

Saisons ou Weissbiers: quem ganha na harmonização?

Aprendi nos cursos que Weissbier alemã é cerveja coringa de harmonização. Na dúvida, vá de Weiss!

Discordo frontalmente dessa afirmação. E explico:

A harmonização entre cerveja e comida é um campo extenso e fascinante, repleto de nuances que ligam o universo dos sabores ao prazer histórico das refeições. Ao comparar dois estilos icônicos de cervejas artesanais, a Saison belga e a Weissbier alemã, exploramos suas características sensoriais e suas amarras técnicas para harmonização.

As Saisons são conhecidas principalmente por seu perfil cítrico e condimentado, refrescante, frequentemente associado a uma carbonatação alta que promove uma sensação borbulhante no palato, semelhante à de um espumante seco. Do ponto de vista aromático, exibem uma complexidade focada em ésteres e fenóis que variam entre frutas brancas e amarelas (damasco, pêra e laranja), além de especiarias (pimenta, coentro e uma leve picância). Algumas notas rústicas, terrosas e levemente funky são bem-vindas, frequentemente associadas a influências de Brettanomyces.

Em boca, seu corpo é leve a médio e seus toques efervescentes resultam em uma cerveja extremamente versátil e limpa, com um final seco que corta gorduras e refresca o palato.  Tem um teor alcoólico bem versátil, desde session a super, o que permite uma boa amplitude de equilíbrio de forças.

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A Weissbier, ou Hefeweizen, é um estilo clássico alemão à base de trigo, um ingrediente que é central para sua textura aveludada e perfil sensorial único. Vinda da Bavária, a Weissbier é uma cerveja naturalmente turva (devido à presença de leveduras em suspensão e proteínas do trigo) e se caracteriza por sua leveza e doçura sutil. Sua aparência é opaca e cremosa no copo.

Do ponto de vista aromático, predominam os ésteres que remetem fortemente à banana, junto com um toque de cravo típico produzido pela levedura alemã, que contribui para seu caráter especiado. Algumas Weissbier podem exibir aromas adicionais de tutti-frutti ou notas de baunilha, dependendo da variação.

Em boca, a Weissbier apresenta um corpo médio e uma carbonatação alta, que, em conjunto com sua textura sedosa. O dulçor maltado da Weissbier é marcante, equilibrado por um amargor baixo.

O Papa da harmonização

Garrett Oliver (sempre ele!) descreve o conceito de brilhante e opaco na página 90 do seu livro “A Mesa do Mestre Cervejeiro”:

“Sabor brilhante refere-se a um efeito seco e revigorante no palato, às vezes com um toque refrescante de acidez. E também aromas cítricos ou de casca de maçã, às vezes resultantes de levedura, mas também de algumas variedades de lúpulo […]

Sabor opaco refere-se a sabores torrados – como chocolate, toffee, caramelo e café… Trufas também têm sabor opaco e, se tiver a sorte de escolher algumas, escolha uma cerveja bastante terrosa.

Percebem aonde estou querendo chegar? Saison transita nos dois universos, brilhante e opaco, enquanto Weissbier somente brilhante!

Saison tem mais amplitude alcoólica do que Weiss;

Ambas possuem carbonatação exuberante;

Saison são mais secas e mais ácidas – mais brilhantes! – que Weiss;

Saison são mais amargas do que Weiss – mais facilidade de equilíbrio de gorduras.

Não me parece uma competição justa.

Se você busca uma cerveja para elevar uma refeição de várias etapas, a Saison é provavelmente a melhor escolha.

Saúde! E economizem para beber Dupont!


Jayro Neto é somelelê, CFO, auxiliar administrativo e sócio da Cozalinda. É sommelier de cervejas desde 2015, campeão do Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cervejas de 2019. Também atua como diretor financeiro da Abracerva desde 2022, juiz BJCP Certified e é co-autor do livro Guia da Sommelieria Brasileira.


* Este é um texto opinativo. As opiniões e informações contidas nele são de responsabilidade do colunista e não refletem necessariamente a opinião do Guia da Cerveja.

Menu Degustação: Estrella Galicia se torna cerveja oficial da Porsche Cup e renova com piloto na F1

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A cervejaria espanhola Estrella Galicia anunciou esta semana parceria com a Porsche Cup C6 Bank para a temporada de 2026. A marca terá presença exclusiva nos eventos, nas áreas de boxes e nos espaços de hospitalidade do campeonato de GT. O acordo amplia a atuação da empresa no automobilismo, que já inclui patrocínios no MotoGP e conta com a renovação da parceria com o piloto Carlos Sainz na Fórmula 1. Durante as etapas, o público terá acesso ao portfólio completo da marca, incluindo versões sem álcool e a linha premium 1906.

Na Fórmula 1, a Estrella Galicia formalizou a continuidade da parceria entre a marca Estrella Galicia 0,0 e o piloto Carlos Sainz para a temporada 2026 da F1. A marca espanhola passa a ser a cerveja oficial da equipe Atlassian Williams F1 Team, na qual Sainz cumpre seu segundo ano. O acordo completa 13 anos de colaboração entre o atleta e o grupo Hijos de Rivera. O campeonato mundial começa no fim de semana de 6 a 8 de março, com a disputa do Grande Prêmio da Austrália, no circuito de Melbourne.

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Eisenbahn vende cerveja no metrô para show do AC/DC

A Eisenbahn realiza ação de venda antecipada de cerveja na estação São Paulo-Morumbi do metrô para os shows da banda AC/DC. A operação ocorreu na terça-feira (24) e retorna no sábado (28) e na próxima terça-feira (4), a partir das 12h. Os fãs podem adquirir vouchers para os estilos Pilsen e American IPA, além de um cartão consumível por R$ 7, trocável por água. O sistema visa agilizar o atendimento no Estádio do Morumbis e oferece um vale-copo retornável para quem comprar na estação.

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Bodebrown lança cerveja com infusão de cereja e limão

A cervejaria Bodebrown lança neste sábado (28) a Cherry Lemon Lager, uma edição limitada com apenas 500 litros produzidos. A bebida inova ao receber infusão de cereja e limão siciliano diretamente na chopeira no momento de servir. O lançamento ocorre durante o evento Growler Day, na fábrica da marca, com entrada franca das 9h às 18h. A programação inclui shows das bandas Stormazer e King Nothing, além de opções gastronômicas e tour guiado pela linha de produção. Confira a programação completa no perfil do Instagram da Bodebrown.

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Ashby atinge marca de 100 medalhas

A cervejaria Ashby alcançou a marca de cem medalhas em premiações nacionais e internacionais neste ano. Fundada em 1993, a empresa conquistou 37 prêmios apenas no ano passado. Entre os destaques de 2025 está o World Beer Awards, em Londres, onde o rótulo Ashby British Strong Ale foi eleito a melhor cerveja do mundo na categoria Bitter Over 5,5%. A fábrica mantém sua produção no circuito das águas paulistas e atende mais de 100 distribuidores no país.

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Heineken renova apoio ao Tiny Desk Brasil

O Grupo Heineken confirmou a renovação do patrocínio ao projeto Tiny Desk Brasil para a temporada de 2026. A iniciativa, licenciada pela NPR e produzida pela Anonymous Content Brazil em parceria com o YouTube, promove apresentações musicais em formato intimista. Na edição anterior, o projeto recebeu artistas como Liniker e Arnaldo Antunes. Segundo a empresa, a manutenção do apoio reforça a estratégia de conectar a marca com experiências culturais autênticas e a diversidade musical brasileira.

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Heineken lança Craft Day para impulsionar artesanais

O Grupo Heineken anunciou a criação do Craft Day, projeto estratégico para educar o consumidor e fomentar a categoria de cervejas artesanais no varejo. A iniciativa, realizada em parceria com a rede de mercados São Vicente, no interior de São Paulo, transforma todas as sextas-feiras em um dia dedicado a rótulos como Baden Baden, Eisenbahn e Lagunitas. A ação resultou em um aumento de 25% para 35% na participação das marcas em gôndola. O projeto inclui displays exclusivos em 23 lojas e conteúdos educativos por meio da plataforma Craft Club.

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Heineken Floating Bar destina R$ 2 milhões para projetos no Sul

A iniciativa Heineken Floating Bar reverteu 2 milhões de reais de seu lucro para sete projetos socioambientais em Porto Alegre e Curitiba. Em Porto Alegre, a ação realizada no Rio Guaíba em fevereiro de 2025 impactou a qualidade da água com o tratamento de 300 mil litros por biorremediação. Já em Curitiba, os recursos viabilizaram a instalação de 30 postes solares na Comunidade Dona Cida e a triagem de 25 toneladas de resíduos complexos. Segundo a marca, as ações atingiram diretamente mais de 100 mil pessoas nas duas capitais.

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