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Em jogo muito disputado, Brasil vence o Japão por 3 a 1 na Copa do Mundo da Cerveja

O Japão é conhecido pela precisão e pela disciplina dentro e fora de campo. No futebol, a seleção japonesa evoluiu muito e promete dar trabalho no jogo contra a seleção brasileira nesta segunda-feira (29) em Houston, nos Estados Unidos. No gramado, ninguém sabe ainda qual será o resultado na primeira partida do mata-mata da Copa do Mundo 2026. Mas se o Mundial fosse decidido pelo mercado cervejeiro, apesar da disputa acirrada, o Brasil ainda levaria vantagem, furaria a retranca japonesa e venceria por 3 a 1 no placar na Copa do Mundo da Cerveja.

Esse duelo cervejeiro é um quadro elaborado pela equipe do Guia da Cerveja para comparar os países que se enfrentam em campo por meio de seus mercados cervejeiros. Funciona como um “Super Trunfo”, com cinco critérios: tamanho do mercado, consumo per capita, preço, tradição cervejeira e variedade. Ganha quem marcar mais gols, ou seja, quem tiver maior nota em cada um dos quesitos.

Apesar de parecerem quase opostos, o que tornou o jogo tão duro foi a incrível semelhança dos mercados cervejeiros. Japão e Brasil compartilham uma história bastante parecida com incríveis pontos de coincidência. Já em variedade, o país oriental acaba levando até uma pequena vantagem. Mas o peso da camisa canarinho acaba falando mais alto, sendo que é difícil superar o tamanho do mercado brasileiro, consumo per capita e preço.

Confira como seria essa partida.

Tamanho do mercado

O Brasil começa o jogo atacando com força total. Com uma produção que coloca o país entre os gigantes globais, o mercado brasileiro tem um volume de jogo muito superior. Nosso país produziu 15 bilhões de litros de cerveja em 2025, segundo o Anuário da Cerveja 2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Isso garante o terceiro lugar em fabricação no ranking mundial, atrás apenas da China (35,9) e dos Estados Unidos (19,3).

Já o Japão possui um mercado consolidado e eficiente, mas não consegue competir em escala com a indústria canarinho. De acordo com os números mais recentes do Barth Haas Report 2025, a produção do país foi de aproximadamente 4,5 bilhões de litros em 2024, menos de um terço do volume do brasileiro. Um golaço, com uma nota 8 contra 3.

Consumo per capita

O segundo gol deixa explícito todo o talento nacional. O brasileiro tem uma cultura de consumo mais intensa, com 70,3 litros de cerveja por ano, segundo números do relatório Global Beer Consumption 2025 da Kirin Holdings. Enquanto isso, o mercado japonês apresenta um consumo per capita de apenas 33,7 litros/ano. A preferência do japonês, que muitas vezes se volta para outras bebidas ou opções mais moderadas, acaba pesando na conta final desse duelo.

Tradição Cervejeira

Pode até parecer estranho, dado que são estilos de jogo muito diferentes. Mas na história cervejeira, Brasil e Japão são muito semelhantes. E isso acaba gerando um empate nesse critério. Com isso, nenhum dos lados marca gol aqui.

A história da cerveja no Japão começa no século 17 por meio da influência de holandeses que aportaram por lá e até construíram uma tradição cervejeira. O mesmo aconteceu no Brasil, com a primeira cervejaria em território que viria a ser nosso país sendo inaugurada em Recife em 1640 também por holandeses, que dominaram a região Nordeste entre 1630 e 1654. Só que no caso brasileiro, eles foram expulsos pelos portugueses sem deixar legado na bebida.

Outro ponto de coincidência é que, em ambos os países, as maiores cervejarias nacionais nascem no final do século 19. Por aqui, Antarctica é fundada em 1885 em São Paulo e a Brahma em 1888 no Rio de Janeiro. No Japão, a Kirin nasce em 1870, a Sapporo em 1876 e a Asahi em 1889.

Mais um ponto comum: as primeiras cervejarias artesanais nascem na década de 1990, com influências do Renascimento da Cerveja Artesanal dos Estados Unidos.

Variedade

O market share das cervejas artesanais também é semelhante em ambos os países, variando entre 1% e 3% de participação, de acordo com critérios de pesquisa e fontes. No entanto, é a vez do Japão marcar um gol de placa em variedade.

Se antes o mercado era focado nas tradicionais Lagers, a “tática” mudou drasticamente após uma reforma tributária em 1994, que facilitou a abertura de microcervejarias. O mercado explodiu com criatividade: os japoneses não apenas aprenderam a produzir ales, IPAs, Stouts e Weissbiers com uma execução técnica impecável, mas começaram a inovar na escalação do elenco. Hoje estão usando ingredientes locais como caqui, umê (a tradicional ameixa salgada e ácida) e até plantas nativas de ilhas remotas, como a Angelica keiskei

Com o surgimento de brewpubs espalhados por Tóquio e colaborações internacionais de peso, o Japão provou que tem um banco de reservas cheio de talentos e uma cena craft dinâmica, com entre 500 e 600 cervejarias.

Já o Brasil ampliou consideravelmente a presença de tipos e estilos de cerveja nos últimos 30 anos e chegou a mais de 1954 cervejarias em 2025. No entanto, nunca teve uma lei de incentivo para pequenos produtores, o que garante a vantagem japonesa. 

Preço

De tão disputado, o quesito preço poderia ter empatado o jogo e levado a decisão aos pênaltis. No entanto, por poucos centavos, a vantagem permaneceu a favor dos brasileiros, que marcaram o último gol, selando a vitória.

O Brasil, com um mercado maior, consegue oferecer valores mais competitivos. O preço da cerveja por aqui varia em torno de 1,38 dólares, 66% mais barato que a média mundial, de 4,06 dólares nos supermercados. Já no Japão, o valor é um pouco maior, com média de 1,5 dólares. Já em bares e restaurantes, a cerveja varia entre 2,5 e 3,5 dólares por aqui e 3 e 4,5 dólares no país oriental.

O placar final: Brasil 3 x 1 Japão

A vitória brasileira na Copa do Mundo da Cerveja foi construída com base no volume e no consumo, mas o Japão mostrou ser um adversário duríssimo, com muita qualidade em tradição e variedade — as semelhanças dos mercados são impressionantes. Agora, resta saber se no gramado do estádio o mesmo se repetirá. Torcemos para que a Seleção Brasileira entre com a mesma força do nosso mercado cervejeiro e vença o duelo real com a mesma autoridade.

Bebabilidade e Copa do Mundo

É tempo de Copa do Mundo! Já fui muito fã de futebol, mas ao longo dos anos fui perdendo o interesse e hoje em dia me considero um “corinthiano não-praticante”. Mas a Copa sempre me fascinou. Se estiver passando Bósnia e Catar no meio da tarde (24/06 às 16:00) e eu puder, vou assistir.  Espero não perder o encanto com as Copas, apesar de que é de baixa bebabilidade – a quantidade de anúncios de Bets.

E jogo de Copa do Mundo sempre vem acompanhado de cerveja, em quantidades às vezes proibitivas, para comemorar ou para esquecer. E eis que volta em meia, surge em discussão nos grupos de whatsapp da vida o que é bebabilidade. Sempre que posso, prefiro usar um termo em português em detrimento de outras línguas, mas esse neologismo adaptado do inglês drinkability não me soa bem aos ouvidos.

Bebabilidade, drinkability e Copa do Mundo 2026

Pois bem. Geralmente se associa drinkability a altos volumes de cerveja e, no meu modesto entendimento, é uma associação rasa. É certo que cervejas leves, secas, ligeiramente amargas ou ácidas tendem a ter alta drinkability. Cervejas com alto corpo e açúcar residual tendem a ter baixo drinkability. Mas não é só isso.

Em primeiro lugar, drinkability está intimamente associada ao prazer (hedônico) ao degustar certa cerveja. Portanto, trata-se de um conceito extremamente subjetivo, ou seja, depende da pessoa que está degustando. Por exemplo, eu sou um apaixonado por cervejas defumadas. Elas me levam para um lugar quase ancestral de fogo, carne e fumaça. Já minha companheira odeia “beber bacon”. Ela acha que satura demais. Por outro lado, eu não sou fã de Hazys IPAs, Smothies Sours e Pastry Stouts pelo mesmo motivo — são cervejas que eventualmente degusto por ofício da profissão, mas que me saturam demais aos primeiros goles. 

Em segundo lugar, drinkability também pode variar com o clima, em especial com as estações do ano. E se você for um bebedor de Imperial Stouts e vier me dizer que basta ligar o ar-condicionado, não, não é disso que estou falando. Nosso corpo pede para se refrescar em climas mais quentes e pede para se aquecer em climas mais frios.

Em terceiro lugar, drinkability está associada ao nosso humor e à nossa “bateria social”. Somos seres sociais e consequentemente somos influenciados pelo meio em que estamos. 

Em quarto lugar, há aspectos técnicos também que podem ser considerados. Uma Imperial Stout com bom balanço de maltes, fermentação adequada, bom equilíbrio de amargor (de lúpulo e tosta) e dulçor, álcool bem integrado no conjunto pode ter alta drinkability. Ela é enjoativa? Não. O retrogosto é agradável? Sim. Ela te convida para o próximo gole? Sim. 

“Geralmente se associa drinkability a altos volumes de cerveja e, no meu modesto entendimento, é uma associação rasa”

Hoje (escrevo essa coluna no dia 24/06) tem jogo do Brasil. Contra a Escócia. Confesso que esse time atual não me empolga muito e, consequentemente, afeta negativamente minha percepção e humor. E ainda por cima, está chovendo e faz frio. Tenho à minha disposição na geladeira desde lagers clássicas, passando por cervejas ácidas e até Stouts envelhecidas. Estou torcendo aqui para que, nessa Copa do Mundo, o Brasil aumente a minha drinkability!

Saúde!


Jayro Neto é somelelê, CFO, auxiliar administrativo e sócio da Cozalinda. É sommelier de cervejas desde 2015, campeão do Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cervejas de 2019. Também atua como diretor financeiro da Abracerva desde 2022, é juiz BJCP Certified e coautor do livro Guia da Sommelieria Brasileira.


* Este é um texto de opinião. As ideias e informações nele contidas são de responsabilidade do colunista ou articulista e não refletem necessariamente o ponto de vista do Guia da Cerveja.

Menu Degustação: consumo de cerveja sem álcool chega a 3,9% no Brasil

O consumo de cerveja sem álcool tem conquistado cada vez mais espaço no Brasil e chegou a 3,9% do mercado nacional de cervejas em 2026, segundo levantamento da Neogrid. O estudo mostra que a categoria cresceu 1,4 pontos percentuais desde 2024, superando o status de nicho e ganhando relevância no cotidiano do consumidor.

Já na área de produção, o Brasil é atualmente o segundo maior mercado mundial de cerveja sem álcool, segundo a World Brewing Alliance (WBA). Em 2024, houve um crescimento considerável na fabricação desse tipo de produto. No varejo, os consumidores colocam mais vezes o item no carrinho, elevando a incidência de 4,4% para 5,6% nos últimos dois anos. Além disso, o tíquete médio da cerveja sem álcool subiu mais de 20%, alcançando R$ 31,94, com os brasileiros aumentando o consumo de cerveja sem álcool.

Consumo de cerveja sem álcool pelo Brasil

O avanço ocorre em todas as regiões do país, embora em ritmos distintos. A região Sul lidera a participação, com o consumo de cerveja sem álcool atingindo 6%, valor acima da média nacional. Enquanto isso, o Norte apresenta a evolução mais rápida, saltando de 1,9% para 4,2% de participação no período analisado pela consultoria.

O viés de alta aparece também no valor gasto pelos consumidores. No Centro-Oeste, o tíquete médio das compras de cerveja sem álcool alterou de R$ 26,28 em 2024 para R$ 31,03 em 2026. No Nordeste, o aumento foi de R$ 27,18 para R$ 37,47. Já no Norte, o valor médio saiu de R$ 32,54 para R$ 35,89. No Sudeste, variou de R$ 26,31 para R$ 31,24, à medida que o Sul migrou de R$ 28,10 para R$ 32,10 no período analisado.

“A cerveja sem álcool deixou de ocupar um espaço de nicho para ganhar relevância dentro da categoria”, explica Marcelo Alves, gerente executivo de dados da Neogrid.

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Consumo de cerveja sem álcool impulsiona mercado em Portugal

O setor cervejeiro sustenta 170.283 postos de trabalho em Portugal, o que representa cerca de 3% da população ativa do país. Os dados constam de um estudo da Nova School of Business and Economics apresentado em Lisboa. A atividade econômica do segmento responde por 2,5% do Produto Interno Bruto nacional, injetando cerca de 7,3 mil milhões de euros na economia. O relatório completo do impacto socioeconômico do setor tem divulgação programada para a semana do Dia Internacional da Cerveja, em agosto.

A produção de cerveja em Portugal cresceu 1,73% e as vendas avançaram 0,88% no acumulado do ano passado. O principal destaque do período foi a categoria de cerveja sem álcool, que registrou expansão de 11,45% nas vendas domésticas. Esse segmento respondeu por 27% do crescimento total do mercado local no intervalo.

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Eisenbahn e Amstel dão terceira cerveja grátis em bares

As marcas Eisenbahn e Amstel realizam uma ação nacional em bares que garante uma terceira garrafa de 600 ml sem custo na compra de duas unidades. A promoção do Grupo Heineken funciona até o dia 31 de julho nos estabelecimentos parceiros. Os consumidores maiores de 18 anos que cadastrarem a nota fiscal na plataforma Heineken Por Conta também concorrem ao sorteio de cervejeiras exclusivas. A estratégia visa a impulsionar o giro no canal de bares e restaurantes. A lista de locais integrados e o regulamento completo estão disponíveis no site oficial da campanha.

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Inside The Star promove tour com harmonização de inverno

O Inside The Star realiza o Tour com Harmonização de Inverno entre os dias 3 de julho e 29 de agosto. A experiência imersiva do Grupo Heineken ocorre nas fábricas de Jacareí (SP) e Ponta Grossa (PR). O roteiro combina rótulos de maior complexidade aromática com uma seleção gastronômica para os dias frios. As sessões com harmonização acontecem nas sextas-feiras e sábados, com ingressos a 80 reais na plataforma Sympla. O espaço oferece uma jornada interativa pelo processo de produção, ingredientes e história das marcas da companhia. O público maior de 18 anos também tem acesso à loja de artigos oficiais ao final da visita.

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Bodebrown lança bebida funcional sem álcool com os Smurfs

A cervejaria Bodebrown lança neste sábado (27) sua primeira bebida funcional sem álcool, batizada de Smurfs Dr Samuel. Criada em parceria com um estúdio belga, a novidade combina 21% de suco natural de mirtilo e maçã com um complexo de oito vitaminas e zinco. O lançamento ocorre em Curitiba (PR), dentro do evento gratuito Growler Day, das 9h às 18h. A fórmula é vegana, sem glúten e sem adição de açúcares, voltada para auxiliar na cognição e imunidade de todas as idades. O produto será vendido em latas de 350 ml por 10 reais na fábrica e na loja virtual da marca.

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Praya inaugura espaço de experiência imersiva em São Paulo

A marca de cerveja Praya inaugurou um projeto de slow retail no supermercado St. Marche da Vila Olímpia, em São Paulo (SP). A iniciativa do Grupo Heineken transforma o ponto de venda tradicional em um ambiente de experiência e permanência para o consumidor. O espaço traz elementos da identidade praiana brasileira, incluindo poltrona instagramável, bancada em formato de prancha de surfe e iluminação com fibras naturais. Segundo a companhia, a ativação atende à busca dos compradores por momentos de pausa e bem-estar no varejo físico. O design estratégico visa a qualificar a jornada de compra e ampliar a visibilidade do portfólio.

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Heineken apresenta dispositivo para encerrar reuniões de trabalho

A Heineken lançou a campanha digital “The Skipper”, focada em liberar profissionais dos escritórios em dias de jogos de futebol. A ação apresenta um dispositivo que avança apresentações corporativas instantaneamente para o último slide com apenas um clique. Criada pela LePub São Paulo, a iniciativa utiliza o humor para incentivar o público a trocar reuniões tardias por encontros em bares. A estratégia engloba conteúdos na internet com a hashtag #SemReuniõesAntesDoJogo e parcerias com influenciadores digitais voltados à cultura corporativa. A marca busca reforçar o consumo coletivo da cerveja e a conexão entre amigos durante as partidas de futebol.

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Ambev apresenta roteiro de harmonização para assistir a jogos

A Ambev lançou o Guia de Brindes da Torcida, um roteiro com sugestões de petiscos e cervejas para acompanhar a Copa do Mundo 2026. Desenvolvido pela Academia da Cerveja, o itinerário reúne mais de 80 bares e restaurantes espalhados por 16 cidades brasileiras. A ação funciona até o dia 19 de julho e mapeia os pratos mais famosos de cada casa parceira. Em São Paulo (SP), bares como Boteco Bolovo, Gege e Cordial participam com pratos harmonizados com chope Brahma. O levantamento destaca que 52% dos estabelecimentos do país transmitem as partidas do torneio, impulsionando a convivência boêmia.

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Therezópolis apresenta versão sem glúten em Petrópolis

A Therezópolis participa da Bauernfest, em Petrópolis (RJ), com a terceira edição do espaço Chalé Therê, que funciona até o dia 5 de julho. O principal destaque da marca da Coca-Cola FEMSA Brasil é o lançamento da Therezópolis Sem Glúten para degustação do público. A nova versão possui menos calorias que a tradicional e utiliza maltes nobres e lúpulos aromáticos em sua receita. O evento conta com entrada gratuita e oferece experiências gastronômicas assinadas pela Meat Beer & Co, além de shows de música ao vivo. O projeto visa a fortalecer a conexão emocional da marca centenária com moradores e turistas.

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Outback traz de volta rodízio com chopp para campanha de futebol

O Outback Steakhouse trouxe de volta o Rodízio Outback em todos os seus 191 restaurantes do Brasil para celebrar a campanha “É Clima de Outback”. A experiência oferece consumo à vontade de aperitivos clássicos da marca por um período de três horas consecutivas. Entre as opções gastronômicas, a rede incluiu bites de frango desfiado com blend de queijos, nachos e batatas fritas cremosas. O cliente pode optar pela versão com bebidas não-alcoólicas por R$ 119,90 ou com chopp Brahma na caneca congelada por R$ 139,90. A promoção funciona diariamente em todos os horários de atendimento das filiais.

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Cervejaria Noi lança Extra Special Bitter

A Cervejaria Noi lançou a Noi Extra Special Bitter. O produto chega em lata de 473 ml, com 5% de teor alcoólico e 34 IBU. A bebida aposta no equilíbrio entre maltes potentes e lúpulos de aromas terrosos e florais, resultando em um final seco no paladar. A novidade já está disponível nos restaurantes da rede Noi Gastronomia e em pontos de venda parceiros.

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Cervejaria Salva lança sua própria erva-mate

A Salva lançou sua própria erva-mate, base do chimarrão gaúcho. Com a Erva-Mate Bairrista, a cervejaria ingressa em uma nova categoria de consumo ligada à tradição do Rio Grande do Sul. O produto estreou na última quinta-feira (18) durante a feira ExpoSuper 2026. A novidade é produzida com matéria-prima nativa, sem adição de açúcar, e tem origem na região do Alto do Vale do Taquari. A Ervateira Invernada, de Arvorezinha (RS), fabrica o artigo em embalagens de 1 kg. O lançamento já está disponível nos mercados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O objetivo da empresa é fortalecer a identidade regional e expandir seus negócios para além do segmento cervejeiro tradicional.

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Bar de Curitiba promete chope grátis em jogo decisivo do Brasil

O restaurante Bávaro, localizado na Rua 24 Horas em Curitiba (PR), vai distribuir 200 chopes gratuitos caso a Seleção Brasileira conquiste a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo. A ação especial vale para a partida eliminatória contra o Japão, que acontece na próxima segunda-feira (29), às 14h. O estabelecimento preparou um ambiente temático com transmissão ao vivo em telão e música antes do jogo. A entrada para o evento é gratuita e não haverá cobrança de couvert artístico. As opções gastronômicas do local funcionam a partir das 10h, com possibilidade de reservas para grupos.

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Dia do Orgulho LGBT+: 5 iniciativas cervejeiras em prol da diversidade

De todas as minorias dentro do mercado cervejeiro, talvez as sexuais sejam as mais invisibilizadas. Trata-se de um meio predominantemente masculino, branco e heteronormativo, apesar de ter ganhado mais diversidade nos últimos anos. Justamente por isso, iniciativas que trazem essa comunidade para o centro do debate são tão importantes. Que tal, então, aproveitar que neste domingo (28) comemora-se o Dia Internacional do Orgulho LGBT (a rigor, LGBTQIAPN+) para conhecer algumas delas?

Dia do Orgulho LGBT

A data que hoje simboliza a busca por direitos iguais e o combate ao preconceito nasceu de uma forte reação à opressão. Em 2026, completam-se 57 anos da Revolta de Stonewall, episódio que aconteceu no dia 28 de junho de 1969, em Nova York, e se tornou o grande marco do movimento.

Naquela noite, uma violenta batida policial no bar Stonewall Inn — um dos raros pontos de encontro para a comunidade na época — resultou na prisão de 13 pessoas. As autoridades alegavam falta de licença para venda de bebidas e o uso de trajes “inadequados” ao gênero dos frequentadores. Naquele período, as relações entre pessoas do mesmo sexo eram criminalizadas nos Estados Unidos.

Indignada com a truculência, a multidão concentrada do lado de fora reagiu arremessando objetos contra a polícia, o que deu início a um tumulto e a um princípio de incêndio no local. O confronto acendeu a faísca para manifestações que ocuparam as ruas do entorno por seis dias seguidos, consolidando o início da militância organizada.

Brooklyn Brewery Stonewall Inn

Para manter essa memória viva, a nova-iorquina Brooklyn Brewery criou a Stonewall Inn IPA, uma Session IPA leve e refrescante. Elaborada exclusivamente com o lúpulo Citra, ela apresenta notas cítricas e teor alcoólico de 4,6%, trazendo um amargor bem mais suave do que o das IPAs tradicionais. Lançado globalmente em 2019 para celebrar os 50 anos da revolta, o rótulo já esteve disponível no mercado brasileiro, tendo parte do valor de suas vendas revertido para uma instituição que apoia a comunidade LGBTQIAPN+ nos Estados Unidos.

Brewing Love Project

No cenário nacional, o movimento ganhou força em 2021 com o Brewing Love Project, idealizado pela Cervejaria Octopus, hoje sediada em Belo Horizonte (MG). A iniciativa mobilizou mais de 20 marcas brasileiras, que lançaram cervejas utilizando a mesma identidade visual inspirada nas cores do arco-íris. O objetivo do projeto foi utilizar a visibilidade do mercado de cervejas artesanais para conscientizar o setor e combater a LGBTfobia, destinando parte dos lucros arrecadados para entidades de acolhimento e apoio à causa.

A ideia surgiu a partir do incômodo com o posicionamento conservador e preconceituoso de parte do meio cervejeiro. Em entrevista ao Guia da Cerveja sobre o projeto, o designer e sócio da Octopus, Walter Costa, destacou que a campanha buscou furar a “bolha” do público tradicional e engajar marcas influentes no cenário nacional. Mais do que uma ação comercial, o Brewing Love Project foi estruturado como uma plataforma aberta. Ele permitia que cada cervejaria participante fizesse a sua própria receita e escolhesse uma instituição local para apoiar. O projeto se repetiu até 2024.

Cerveja Corisca

Além dos projetos pontuais, o fortalecimento da causa passa diretamente pelo apoio ao empreendedorismo representativo. Um caso emblemático é o da Cerveja Benedita (atual Corisca), produzida em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Fundada e gerida pelo casal Melissa Miranda e Eneide Gama, a marca ganhou espaço na mídia por sua identidade firmada no protagonismo de mulheres, lésbicas e periféricas. Na ativa desde 2017, a cervejaria já teve em linha estilos tradicionais como Lager, Witbier, APA e IPA.

Patrocínio da Amstel à Parada do Orgulho LGBT+

No segmento das grandes cervejarias, o investimento em eventos de massa tem sido uma ferramenta de visibilidade. A Amstel, marca do Grupo Heineken, chega em 2026 ao seu oitavo ano consecutivo como a cerveja oficial da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo. A parceria engloba uma série de ativações ao longo do mês de junho, incluindo trios elétricos próprios, corridas temáticas e ações voltadas ao impacto social.

Torneira Boteco

Outro destaque em São Paulo é o Torneira Boteco, localizado na Vila Madalena. Ele foi idealizado por Dani Lira, empresária que construiu uma carreira sólida na área financeira antes de se formar sommelière e abrir o próprio negócio. O espaço nasceu há cinco anos com pilares bem definidos: a democratização da cultura cervejeira e a inclusão social. Toda a equipe do bar é formada por mulheres e pessoas da comunidade LGBTQIAPN+, com foco especial na contratação de pessoas trans, que estão entre as mais marginalizadas pelo mercado de trabalho tradicional.

Recentemente, para ampliar o público e desmistificar a cerveja artesanal, o antigo Torneira Bar se reposicionou como Torneira Boteco. A mudança trouxe um cardápio reformulado e uma parceria estratégica com a Amstel, unindo marcas populares aos rótulos de pequenos produtores.

Mercado de bebidas lança mais de 40 latas comemorativas para a Copa do Mundo 2026

Em pleno andamento, a Copa do Mundo de 2026 movimenta estrategicamente o setor de latas de alumínio. O mercado cervejeiro e de bebidas lançou mais de 40 rótulos de latas comemorativas no Brasil e em outros países da América do Sul para o Mundial, segundo a Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas). O expressivo número de edições especiais reflete o esforço das marcas para engajar o público diante da ampliação das ocasiões de consumo geradas pelo torneio.

Mudanças estruturais nos hábitos dos consumidores durante o evento motivam o sucesso desse tipo de ação. Dados da Kantar mostram que, durante a Copa de 2018, a categoria cerveja conquistou mais de 550 mil novos consumidores em comparação ao mesmo período do ano anterior. O levantamento também aponta que o consumo fora do lar representou 64% dos gastos com cerveja durante o torneio.

Para a Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas), o volume de embalagens promocionais lançado para a Copa reflete a importância estratégica do evento para a indústria de bebidas. “Grandes torneios funcionam como aceleradores de comportamento. Não muda apenas o volume consumido, mas também a forma como as pessoas se organizam para acompanhar os jogos. As marcas entendem isso e investem em embalagens comemorativas para criar conexão emocional com o consumidor e aumentar sua presença nos diferentes momentos de consumo”, afirma Guilherme Canielo, executivo de Assuntos Corporativos da Abralatas.

Latas comemorativas como experiência

Essa perspectiva é compartilhada por grandes líderes da indústria, a exemplo da Ambev. A companhia avalia que as latas comemorativas superam a simples função de identificação visual do produto, ajudando a transformar o momento do consumo em uma experiência de marca profunda.

“Foi essa lógica que guiou iniciativas como as latas colecionáveis de Guaraná Antarctica inspiradas nas cinco conquistas mundiais do Brasil e as latas especiais de Brahma com o gesto símbolo da campanha ‘Tá liberado acreditar’. Mais do que uma mudança visual, essas embalagens reforçam a conexão emocional com os consumidores e complementam uma estratégia mais ampla de experiências e ativações pensadas para acompanhar os diferentes momentos de celebração ao longo da Copa”, afirma Leandro Mendonça, Diretor de Eventos e Marketing de Experiência da Ambev.

Ao tangibilizar as emoções mobilizadas pela Copa, as edições limitadas permitem o aprofundamento da experiência do torneio, explica Raquel Ribeiro, Diretora Sênior de Marketing da marca Coca-Cola no Brasil. “A Copa do Mundo da Fifa é um dos maiores espetáculos do planeta. A cada quatro anos, bilhões de corações batem em sincronia, guiados pelo mesmo ritmo de inquietação e esperança. Com a segunda fase da campanha nacional, a Coca-Cola Brasil traduz esse espírito de forma muito potente, com duas ações que acompanham e potencializam os sentimentos que só o maior evento do futebol pode proporcionar”.

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Versatilidade

A descentralização dos locais de consumo é outro fator determinante para o sucesso das latas comemorativas. As celebrações, que historicamente se concentravam sobretudo em bares e restaurantes, hoje encontram-se pulverizadas. Há reuniões em domicílios, confraternizações corporativas, eventos de rua, espaços compartilhados e distribuição por serviços de entrega (delivery).

É precisamente diante dessa multiplicação de contextos e ambientes que as características físicas da embalagem de alumínio ganham protagonismo. Por ser leve, prática, inviolável e possuir um resfriamento rápido, a lata atende à demanda por conveniência e facilidade de transporte exigida por esse período.

“A Copa é um dos momentos em que mais se percebe a multiplicação das ocasiões de consumo. O consumidor está em casa, no trabalho, no bar, em eventos coletivos ou em deslocamento. Embalagens versáteis acabam ganhando relevância justamente por conseguirem acompanhar todos esses contextos”, completa Canielo.

Brasil vence Escócia por 3 a 2 nos acréscimos na Copa do Mundo da Cerveja

O Brasil faz o último jogo da fase de grupos da Copa do Mundo 2026 nesta quarta-feira (24). O adversário é a Escócia, um antigo “freguês”, que até hoje nunca ganhou da seleção canarinho e coleciona uma vitória e uma derrota nesse Mundial. No campo, os escoceses são mais fortes que o Haiti e menos que Marrocos. Mas se a Copa do Mundo fosse disputada na cerveja, sem dúvida seria o confronto mais difícil da rodada para nosso país. Ainda assim, na simulação do Guia da Cerveja, o Brasil vence a Escócia também no mercado cervejeiro — mas é por pouco, quase como se fosse com um gol nos acréscimos!

A Copa do Mundo da Cerveja foi elaborada pelo Guia para comparar os países que se enfrentam no gramado por meio de seus mercados cervejeiros. Funciona como um “Super Trunfo”, que tem cinco critérios: tamanho do mercado, consumo per capita, preço, tradição cervejeira e variedade. A vitória é dada a quem marcar mais gols, ou seja, quem tiver maior nota em cada um dos quesitos. 

Apesar do Brasil nunca ter perdido em campo — dos dez jogos, ganhou oito e empatou dois —, na cerveja o jogo seria difícil porque a Escócia tem uma das mais tradicionais culturas cervejeiras do mundo. Além disso, possui grande variedade de cervejas e estilos, já tendo sido um dos principais países produtores e exportadores de cerveja do mundo no passado. Isso tudo antes mesmo de ser o país do whisky.

Uma das provas de que o escocês gosta de uma boa cerveja foi dada agora mesmo no Mundial: os torcedores acabaram com o estoque da bebida em Boston, cidade do primeiro jogo da equipe.

Já o Brasil tem a seu favor o tamanho do mercado, gigantesco perto do adversário, e o preço, já que o Reino Unido aplica impostos altos sobre as bebidas alcoólicas. O último gol decisivo acaba acontecendo numa pequena diferença no consumo per capita a favor dos canarinhos.

Confira como seria essa partida.

Tamanho do mercado

O primeiro golaço se deve ao gigantismo do mercado brasileiro. Nosso país produziu 15 bilhões de litros de cerveja em 2025, segundo o Anuário da Cerveja 2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Isso garante ao país um lugar de destaque como terceiro maior produtor da bebida do planeta, atrás apenas da China (35,9) e dos Estados Unidos (19,3). Ou seja, uma nota oito no geral.

Enquanto isso, a Escócia não aparece sozinha nas estatísticas oficiais, já que participa do Reino Unido para fins de estatística. A produção escocesa corresponde a 440 milhões dos 3,6 bilhões de litros britânicos, de acordo com os números mais recentes do Barth Haas Report 2025. Ou seja, o volume do adversário é aproximadamente 2% do brasileiro. Por isso, fica com nota 0,2.

Preço

A grande diferença de preço da cerveja garante mais um golaço para o Brasil. Em campo, seria como se o jogador driblasse toda a defesa e o goleiro, colocando a bola na rede.

O valor da cerveja no Brasil, em torno de 1,38 dólares, é em média 66% mais barato que a média mundial, de 4,06 dólares. Já na Escócia, a bebida pesa mais no bolso. A média é de aproximadamente três dólares nos mercados e sete nos pubs. A diferença se dá principalmente pelos impostos no Reino Unido, mais altos que os brasileiros.

Lembrando que o critério de preço é o único em que as notas são inversamente proporcionais — afinal, quanto mais barata, melhor.

Tradição cervejeira

O primeiro gol escocês acontece por conta da longa e tradicional história da cerveja no país. Mesmo antes de integrar o Reino Unido, a Escócia já era um país muito cervejeiro, se beneficiando do clima ideal para plantação de cereais, como cevada. No século 19, cidades como Edimburgo e Alloa se tornaram potências industriais globais, exportando grandes volumes de cerveja para a Inglaterra e para o mundo. Hoje o país integra a chamada escola britânica de cervejas, uma das mais tradicionais e influentes do mundo.  

O Brasil, apesar de ser um dos maiores produtores mundiais, tem uma tradição cervejeira mediana para efeitos de nota. Nosso país não tem uma identidade própria na cerveja ainda, mal conquistou o primeiro estilo de cerveja nos guias internacionais e só se começou a pensar numa cerveja brasileira muito recentemente.

No entanto, nossa história cervejeira é longa. O território em que hoje se encontra o país teve uma das primeiras cervejarias do continente, instalada pelos holandeses em 1640 em Recife (PE) durante o período em que dominaram a região Nordeste. Além disso, o Brasil teve cervejas inglesas importadas ainda no século 19 e a cultura cervejeira do país teve forte influência alemã.

Variedade

A Escócia empata no placar marcando um belo gol em variedade cervejeira. Com tanta história, já teve estilos próprios e mesmo britânicos. India Pale Ales escoces já eram algumas das mais exportadas do mundo no século 19. O país também foi um dos que mais rapidamente adotou a produção de Lagers — cervejas de baixa fermentação, uma especialidade alemã — nas ilhas Britânicas para fins de exportação.

Apesar de ter sofrido influência de cervejas britânicas e alemãs importadas no século 19, a indústria nacional da cerveja só ganha um impulso maior em variedade de cervejas  nos últimos 30 anos. É nesse tempo que o Renascimento da Cerveja Artesanal iniciado nos Estados Unidos na década de 1970 acaba se refletindo por aqui, ampliando o número de estilos e opções para o consumidor. Hoje o país tem 1.954 cervejarias em mais de 700 municípios.

Consumo per capita

Com o jogo cervejeiro empatado em 2 a 2, o último gol sai nos acréscimos a favor do Brasil numa bola dividida no campo do consumo per capita. Um gol de raça!

Por aqui, cada brasileiro bebeu em média 70,3 litros em 2024, segundo números do relatório Global Beer Consumption da Kirin Holdings. Já os escoceses ficaram com 68 litros por pessoa, número superior à média britânica de 66,3, de acordo com o mesmo relatório.

Brasil vence Escócia por 3 a 2

Num jogo emocionante, cada mercado cervejeiro atacou com seus pontos fortes levando a disputa a um empate. A definição só acontece por uma pequena diferença no consumo per capita, no qual o Brasil leva vantagem. A melhor disputa da competição até agora.

Em campo, a seleção brasileira é favorita e deve manter a invencibilidade. Mas resta saber se vai ganhar facilmente ou fará um jogo tão disputado e emocionante quanto na Copa do Mundo da Cerveja. A partida acontece nesta quarta-feira no estádio de Miami a partir das 19h (horário de Brasília).

Heineken escolhe brasileiro como novo CEO global

A Heineken escolheu um brasileiro como novo CEO Global. Trata-se de Rafael Oliveira, de 51 anos, ex-CEO da também holandesa JDE Peet’s, empresa de café e chá. É a primeira vez que a companhia recruta um executivo externo para a função desde que abriu capital há 87 anos. O comunicado do Conselho de Supervisão da Heineken foi divulgado nesta terça-feira (23) e informa que ele será nomeado oficialmente em agosto para um mandato de quatro anos a partir de 1º de outubro.

O anúncio animou os investidores, fazendo com que as ações da Heineken subissem até 3,2% em Amsterdã nesta terça-feira.

A escolha de um nome com vasta experiência fora do setor estritamente cervejeiro reflete a busca da companhia por uma forte execução operacional e por uma visão financeira apurada, competências centrais do novo CEO da Heineken, segundo o comunicado oficial. Ele substitui Dolf van den Brink, que deixou a empresa após seis anos no cargo.

Com mais de duas décadas de liderança internacional, Oliveira consolidou sua carreira no setor de bens de consumo de rápido giro e no mercado de capitais. Na JDE Peet’s, onde atuava como CEO desde 2024, o brasileiro foi responsável por aprimorar a estratégia da empresa e restaurar o crescimento rentável, gerando valor significativo para os acionistas.

Lá Oliveira estava no centro de um grande e complexo movimento de mercado. A empresa havia sido recém-adquirida pela gigante americana Keurig Dr Pepper (KDP), que por sua vez pretendia criar uma empresa de café independente e de capital aberto com ambas as operações (Global Coffee Co.).

Antes disso, presidiu os mercados internacionais da Kraft Heinz, gerenciando um portfólio de mais de US$ 7 bilhões. E acumulou experiência no Goldman Sachs e nos bancos Icatu e BBA-Creditanstalt.

Apoio ao novo CEO da Heineken global

O comunicado oficial sublinha ainda que a chegada do executivo visa impulsionar a agenda estratégica da companhia, batizada de EverGreen 2030. Peter Wennink, presidente do Conselho de Supervisão da empresa, enalteceu a capacidade do brasileiro de entregar resultados consistentes para os investidores. “Ele é um líder dinâmico e visionário, com um histórico excepcional na liderança de empresas globais de consumo e na entrega de crescimento transformacional. Ele combina clareza estratégica com rigor operacional e forte liderança de pessoas”, afirmou Wennink.

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A herdeira e principal acionista da cervejaria, Charlene de Carvalho-Heineken, também endossou a decisão, ressaltando o “rigoroso processo global de seleção” que culminou na escolha. Segundo ela, a capacidade comprovada do executivo de “traduzir estratégia em execução disciplinada”, aliada à sua visão clara, formam “as qualidades necessárias para se tornar um excelente CEO da Heineken”.

Em sua primeira manifestação, o novo CEO da Heineken demonstrou entusiasmo em liderar o próximo capítulo da cervejaria. De olho tanto na inovação para a comunidade cervejeira quanto na rentabilidade do negócio. “A estratégia EverGreen 2030 da Heineken fornece uma plataforma poderosa para o futuro. E estou ansioso para construir sobre esse momento, trazendo minha própria paixão por desempenho, inovação e foco no consumidor”, declarou Rafael Oliveira.

O executivo garantiu ainda que trabalhará focado nos resultados globais da fabricante. “Estou confiante de que iremos acelerar o crescimento, impulsionar a produtividade e preparar a Heineken para o futuro, conquistando os corações dos consumidores em todo o mundo”. A expectativa do mercado é que a vivência de Oliveira represente uma virada importante para a segunda maior cervejeira do mundo, que tem enfrentado queda no volume de vendas.

Torcedor-estátua da RD Congo homenageia líder da independência que foi vendedor de cerveja

Os olhos do mundo vão estar voltados para o jogo da República Democrática do Congo (RD Congo) contra a Colômbia nesta terça-feira (23). Em campo, a seleção africana, que não participava de uma Copa do Mundo havia 52 anos, entra motivada pelo empate recente contra Portugal. Fora dele, o evento marca a estreia do torcedor-estátua Michel Nkuka Mboladinga no Mundial. Vestido com um terno nas cores da bandeira de seu país, ele permanece de pé durante praticamente os 90 minutos, com a mão levantada ao céu — uma reprodução da pose da estátua construída na capital, Kinshasa, em homenagem a Patrice Émery Lumumba, líder da independência do país que já trabalhou como vendedor de cerveja.

A imagem de Mboladinga ganhou destaque durante a Copa Africana de Nações (CAN) de 2025/2026, disputada no Marrocos, e repercutiu globalmente, tornando-se um símbolo da seleção da RD Congo. No entanto, a aguardada presença do personagem nos estádios da Copa do Mundo de 2026 quase foi inviabilizada por restrições sanitárias.

Devido a um surto de Ebola na RD Congo, que registra mais de 800 casos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o governo dos Estados Unidos restringiu a entrada de cidadãos do país. Mboladinga foi integrado à delegação oficial, mas desfalcou a torcida no primeiro jogo para cumprir os protocolos de quarentena.

Patrice Lumumba é amplamente considerado um dos maiores heróis anticoloniais e símbolos da resistência no continente africano. Ele foi líder nacionalista, intelectual e primeiro-ministro eleito da República Democrática do Congo após a independência da Bélgica, em junho de 1960. No entanto, seu governo durou apenas 12 semanas antes de ser derrubado, culminando em seu assassinato em janeiro de 1961.

Lumumba, a cerveja e a RD Congo

O último emprego de Lumumba antes de se dedicar integralmente à política foi como vendedor de cerveja na Bracongo, então a maior cervejaria do país. Ao longo dos 15 meses em que permaneceu na empresa, ele chegou a ocupar um cargo de gestão e afirmava que o período foi fundamental para observar de perto as práticas opressivas dos colonizadores belgas no Congo.

Lumumba nasceu em 1925 em uma família camponesa na aldeia de Onalua. Na época, o Congo estava sob o violento domínio colonial da Bélgica. Após receber educação básica de missionários católicos e protestantes, ele se mudou aos 18 anos para Stanleyville (atual Kisangani), onde trabalhou na companhia Symaf e, posteriormente, no serviço de correios. Nesse período, destacou-se como um dos évolués (africanos com educação ocidental), escrevendo para a imprensa local e iniciando sua militância ao presidir um sindicato de funcionários públicos.

Em 1956, após uma viagem acadêmica à Bélgica, foi preso sob acusações de fraude nos Correios, cumprindo um ano de pena. Ao ser libertado, mudou-se para a capital, Léopoldville. Foi nesse período que trabalhou na cervejaria Bracongo e consolidou sua formação como intelectual autodidata. Ao deixar a empresa, fundou o Movimento Nacional Congolês (MNC) em 1958, partido que, no ano seguinte, obteve uma vitória expressiva nas eleições locais.

Em maio de 1960, mesmo enfrentando divisões internas no partido, a ala liderada por Lumumba venceu as eleições parlamentares. Isso o consagrou como primeiro-ministro do Congo, dividindo o poder com o presidente Joseph Kasa-Vubu. Poucos dias após a declaração oficial da independência, em 30 de junho de 1960, o novo governo enfrentou uma profunda crise provocada por rebeliões militares e pela separação da província mineradora de Catanga, que contava com o apoio belga.

Em setembro de 1960, em meio a um impasse político e destituições mútuas entre o primeiro-ministro e o presidente, o coronel Joseph Mobutu liderou um golpe de Estado que destituiu Lumumba, colocando-o em prisão domiciliar. Ao tentar fugir em dezembro, Lumumba acaba capturado por tropas locais e transferido à força para a província rebelde de Catanga. Lá, em 17 de janeiro de 1961, ele foi torturado e executado por um pelotão de fuzilamento. Seu corpo nunca foi localizado.

Sessenta e cinco anos após a morte violenta de Lumumba, ao congelar-se na pose do líder nacionalista da RD Congo em plena Copa do Mundo de 2026, o torcedor-estátua Michel Mboladinga vai mais uma vez reforçar o símbolo nacional, como fez na CAN. E mostrar ao mundo que o legado dele permanece e se faz notar num dos maiores palcos do planeta.

“Mais do que onde queremos chegar, importa como queremos chegar”, diz CEO da Heineken Brasil

O mercado cervejeiro global e nacional vive um momento de profunda transformação. Com mudanças expressivas nos hábitos de consumo e desafios macroeconômicos, o setor tem precisado se adaptar a uma nova realidade. As cervejarias enfrentam hoje uma demanda mais moderada, impactada por fatores que vão desde a inflação até o avanço das canetas emagrecedoras e bets (apostas online), que alteram o orçamento das famílias — e, consequentemente, a dinâmica do dia a dia nos bares. Diante desse cenário de ajustes em toda a indústria, a Heineken Brasil também vem recalibrando suas estratégias globais, buscando maior eficiência e adequação a esses novos comportamentos para manter o crescimento.

Uma das principais respostas da companhia a essas mudanças veio há cerca de um mês, no dia 18 de maio, com o lançamento oficial da Heineken Ultimate no Brasil. Trata-se de uma cerveja sem glúten, com 30% menos de calorias (apenas 97 kcal por 330 ml) e de teor alcoólico (3,5%) que a versão regular, mantendo o mesmo sabor. A inovação é parte de uma plataforma global de wellness (bem-estar), uma forte tendência no setor que busca atender a um consumidor que procura equilíbrio, moderação e novas alternativas para diferentes ocasiões de socialização.

Para entender melhor os rumos da cervejaria diante deste cenário de adaptação e os bastidores desse lançamento estratégico, a equipe do Guia da Cerveja esteve no evento e conversou com Maurício Giamellaro, CEO do Grupo Heineken Brasil. Durante o evento de apresentação da Heineken Ultimate, o executivo explicou como a empresa pretende continuar ganhando participação de mercado no país, reforçou os investimentos no segmento craft (cervejas artesanais) e destacou como o portfólio diversificado é a chave para o futuro da marca.

Sabe-se que este é um momento não muito simples para o mercado cervejeiro em geral. As coisas estão mudando e há uma clara adaptação acontecendo no setor. Onde a Heineken Brasil quer chegar, não só com esse lançamento da Heineken Ultimate, mas também daqui para a frente?

Primeiro, é preciso lembrar que nossa participação de mercado hoje é basicamente dez vezes o que era há 15 anos, então crescemos de maneira acelerada. E a gente conseguia crescer num mercado que crescia também de maneira muito acelerada — então a gente ganhava participação em cima de participação.  

O último ano e o atual apresentam desafios maiores para a categoria por questões macroeconômicas, consumo moderado, o avanço das bets, que impactam não só a categoria de cervejas, mas várias outras, como snacks, por exemplo.

Como as canetas emagrecedoras?

As canetas são apenas um dos motivos para o mercado estar sentindo o que está sentindo. Há as bets, segurança pública e uma série de coisas que afetam o dia a dia dos bares e, por consequência, o da cerveja — que é o principal produto deles. De restaurantes também, mas nem tanto. Então, nós vemos que o maior desafio de qualquer empresa no segmento de bebidas é o que tá acontecendo no mercado hoje.

Nós estamos nos posicionando para esse cenário trazendo alternativas mais saudáveis, inovação com valor, crescendo em não alcoólicos e também nas nossas marcas regulares. A Amstel, por exemplo, cresce a duplo dígito com um posicionamento correto e já é a quarta marca no mercado brasileiro. É uma marca puro malte com uma baita qualidade no segmento Mainstream, sendo super affordable [altamente acessível financeiramente].

Mais do que onde queremos chegar, importa como queremos chegar: crescendo e ganhando participação, mas construindo valor para clientes, bares, mercados e consumidores. Mesmo que o mercado como um todo tenha dificuldade de crescer, a Heineken Brasil ainda tem muita oportunidade. Ou seja, mesmo que a “torta” não cresça tanto, a gente pode comer um pedaço maior dessa “torta”.

E como a Heineken Brasil quer fazer isso?

Com inovação. Como o que foi apresentado aqui hoje. E tem vários outros produtos, como Sol com vitaminas B e D, Praya sem glúten, [água] Mamba com proteína, FYS, que é um baita produto com 50% menos açúcar na versão regular…

Tudo isso está levando para uma direção muito forte de wellness. Isso significa deixar de lado outras tendências, como o segmento artesanal, que era bastante forte até agora?

De maneira alguma, pois nós somos líderes em craft e continuamos investindo muito. Temos a Baden Baden, que assumiu o posicionamento de maior marca de craft do Brasil hoje, além de Blue Moon, Lagunitas e Eisenbahn estilos. Há uma oportunidade gigantesca e aí qualidade faz a diferença. Vamos continuar investindo muito forte em qualidade, independentemente do tamanho do segmento. Vamos continuar entregando as cervejas mais premiadas do Brasil, porque o craft continua sendo uma estratégia nossa. É um segmento que cresce. Cresce menos, com participação menor. Mas também é uma ocasião de consumo de moderação. Nós acreditamos na alternância entre os diferentes produtos e as diferentes ocasiões de consumo. Então, quanto mais portfólio, melhor.

Falando especificamente do desenvolvimento da Heineken Ultimate, um produto assim necessita de tempo de pesquisa e trabalho. Pode-se falar nos valores de investimento e no tempo que foi necessário para essa ideia?

Os valores nós não podemos divulgar, mas o tempo de trabalho foi de pouco mais de um ano. O trabalho foi rápido, fomos muito inovadores aqui e trabalhamos muito bem em conjunto com o global para chegar nessa fórmula. Foi rápido, mas sem queimar processos, porque passamos por muita coisa de testes.

Teve uma Heineken Ultimate lançada nos Estados Unidos recentemente. É uma coincidência de nome?

É outro produto. Essa versão americana é uma triplo zero [zero álcool, açúcar e calorias]. Mas não é coincidência. A plataforma da Heineken para produtos saudáveis vai se chamar Ultimate. É por isso que temos a Heineken Ultimate triple zero e a Heineken Ultimate regular, que é essa versão lançada aqui hoje.

Uma palhaçada para levar a sério

“O mundo tá ao contrário e (quase) ninguém reparou”

Tava pensando nessa frase de “Relicário”, música do Nando Reis que resume bem o momento que a gente vive, e fiquei preocupado. Enquanto uma parte do mundo discute a escalação da Seleção, outra camada da realidade expõe guerras, democracias fragilizadas e um futuro cada vez mais incerto. Um palco onde discursos de medo e intolerância ganham espaço e se replicam na voz de líderes cada vez mais (perigosamente) à direita. Nesse ambiente, as redes sociais viram trilha de pólvora, incendiada pela polarização que divide o mundo em uma torcida organizada. É preocupante, talvez você também tenha pensado nisso, mas não foi sobre política que eu mais pensei no fim de semana. 

Foi em um palhaço.

Aipim é o alter ego do artista circense Davi Maia, que mistura humor, acrobacias em pernas de pau e uma rara capacidade de fazer pensar enquanto diverte. Vi o show dele com as crianças, em um espetáculo de malabarismos que deixou as crias vidradas, arrancava gargalhadas da plateia, mas também mantinha a atenção dos adultos de um jeito diferente.  

Pra quem via de fora, era só um show de palhaço. Mas, entre uma piada e outra, Aipim deixava pequenas provocações pelo caminho. Ela falava sobre futuro, escolhas, cultura e educação, além de pontuar sobre a importância de preservar espaços onde as pessoas possam pensar, aprender, discordar e conviver.

Tudo isso na brincadeira, zero discurso.

O puro suco da refinadíssima arte da metáfora, na qual o palhaço raiz (com perdão do trocadilho) mostrou também ser mestre. Talvez por isso tenha sido tão eficaz.

Enquanto as crianças riam, os adultos ouviam perguntas que não costumam aparecer em um domingo à tarde. Perguntas feitas com um sorriso escancarado, carregadas de seriedade e incômodo invisíveis, mas notáveis.

Como o fato de ver um palhaço de rua pensando mais sério sobre nossa liberdade e o futuro do mundo do que pessoas em posições mais privilegiadas, que podem influenciar e decidir o debate.

Confesso que tomei um gole invisível para pensar naquilo.

A gente vive num mundo que enxerga certas profissões por uma hierarquia invisível. Nela, uns são responsáveis por pensar o futuro. Outros só seguem vivendo dentro dele.

Naquele momento, durante o show, essa divisão morreu. Quem exercia a cidadania de forma mais concreta não era uma autoridade, um especialista ou um líder político.

Era um artista de rua.

Alguém que depende da praça, da circulação de pessoas, de oportunidades escassas, da existência da cultura, da liberdade de expressão e da própria vida pública para continuar fazendo seu corre.

Talvez por isso, “o palhaço das pernas de pau” entenda tão bem o que está em jogo, percebendo o que muitos de nós esquecemos: o futuro não é construído só em gabinetes, nas eleições ou em grandes discursos.

Ele também é construído em conversas numa mesa de bar, em encontros, na arte, na educação e nos pequenos espaços onde a gente aprende a conviver com quem pensa diferente. Algo que a pandemia de Covid colocou na pauta, mas que começou a sair de cena tão logo a contagem de corpos também parou. 

Saí do espetáculo de boca seca e cabeça explodindo, pensando que a pergunta mais importante do dia não veio de um analista político.

Veio de um palhaço.

Talvez isso diga menos sobre ele do que sobre a gente. Afinal, se até um palhaço tá preocupado com o futuro, a pergunta que temos que fazer é: o que a gente anda fazendo com essa preocupação?

É pra pensar entre umas e outras.


Eduardo Sena é publicitário, entusiasta cervejeiro, podcaster e agitador etílico-cultural. Com mais de 20 anos de experiência como criativo, é diretor de conteúdo do Hora do Gole HUB — plataforma que conecta cerveja, cultura, equidade e criatividade. Também colabora como estrategista e criativo para outras marcas.


* Este é um texto de opinião. As ideias e informações nele contidas são de responsabilidade do colunista ou articulista e não refletem necessariamente o ponto de vista do Guia da Cerveja.