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Entrevista: NewAge confia na alta do setor em 2024 e revela planos para Pabst

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A expansão do ritmo de produção de bebidas alcoólicas no segundo semestre de 2023 traz esperanças para o setor cervejeiro neste ano. Sob essa perspectiva, a NewAge revela ter passado por movimento semelhante ao resultado apresentado pelo IBGE, que relatou seis meses consecutivos de expansão da atividade. E isso torna o cenário mais promissor para 2024.

Para aproveitar esse momento positivo da indústria cervejeira, a New Age traçou estratégias para suas marcas, como revelam seus executivos em entrevista ao Guia. Eles destacam que o consumo da bebida em casa continuará sendo um foco em 2024, considerando que esse movimento se consolidou.

Além disso, a NewAge tem planos para ampliar a presença da Pabst Blue Ribbon, marca dos Estados Unidos, no Brasil. Também almeja conquistar novos mercados na América do Sul, já estando presente no Paraguai e na Bolívia.

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Confira os principais trechos da entrevista do Guia com o gerente comercial da NewAge, Edison Nunes, e a key account da Pabst na NewAge, Barbara Tobar:

A produção industrial de bebidas alcoólicas no Brasil registrou uma recuperação no segundo semestre de 2023. A NewAge também sentiu esse impacto positivo? De maneira geral, como foi o ano passado para vocês?
Edison Nunes – Exato. Após avaliarmos nossos números, apuramos dois semestres completamente diferentes: o primeiro semestre abaixo da expectativa e o segundo semestre alinhado com nossas expectativas em relação ao planejado para 2023.

A Wienbier fez um interessante movimento nos últimos anos, apostando em chopes em growlers PET nas gôndolas de supermercado. Como foi a aceitação do consumidor e qual o resultado de venda para vocês? Para 2024, a tendência da NewAge é seguir apostando neles?
Edison Nunes – Após a pandemia verificamos o aumento exponencial do consumo doméstico. Do “fique em casa”, se gerou o slogan “beba em casa”. Identificamos um nicho de mercado até então inexplorado pela indústria de bebidas, de oferecer chope pronto para beber na medida da sua sede, sem necessidade de locação de chopeira, gás CO2 e barril. É a bebida preferida em bares e restaurantes, agora pronta para se degustar em casa.

A chegada da Pabst causou certo alvoroço no mercado brasileiro. Passados quase quatro anos, como vocês avaliam a presença da marca no Brasil? E quais os planos para fortalecê-la ainda mais nos próximos anos?
Barbara Tobar – Conseguimos nesses quatro anos entender melhor o apetite e gosto do brasileiro pela American Lager. A marca tem a vantagem de ser uma cerveja original americana, o que também vem agradando muito ao público em geral. Trata-se de uma marca muito tradicional, desde 1844, com excelente exposição de marca fora do Brasil. Então, começando esse ano, aumentaremos as oportunidades de tasting do produto e mix de embalagens, como chope no growler PET 1,5 litro da Pabst, já  disponíveis nos supermercados espalhados pelo Brasil. Além disso, estamos com uma agenda bastante ousada para destacar a marca em públicos e eventos diferentes e incrementamos a linha de barril de chope 50 litros  aos produtos Pabst.

No final do ano passado, a Wienbier lançou uma versão sem carboidrato. Como a NewAge encara essa tendência de cervejas “saudáveis”? Há novos planos para esse nicho em 2024? E como avaliam os primeiros meses da Wienbier Ultra Leve no mercado?
Edison Nunes – Estamos sempre conectados nas novas tendência de mercado. Zero Carbo e Zero Glúten são diferenciais presentes na linha Wienbier de cervejas especiais.

De maneira geral, quais os planos da NewAge para 2024 no mercado cervejeiro? Quais serão as apostas e o foco principal de vocês?
Edison Nunes – Temos quatro estratégias principais: continuar atentos para novas tendências e ofertar produtos de qualidade reconhecida distribuídos em nossos parceiros supermercadistas; intensificar nossa distribuição de chope em growlers nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste do Brasil; foco no chope na medida da sua sede; e intensificar ainda mais a nossa presença no mercado dos países vizinhos da América Latina, onde hoje já estamos presentes no Paraguai e Bolívia.

Brasil Brau renova marca para reforçar conexão entre pilares do setor cervejeiro

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Em preparação para sua próxima edição, a Brasil Brau passou por um processo de rebranding com o objetivo de refletir melhor o compromisso com o avanço da indústria cervejeira, evidenciada na apresentação de tecnologias, debates e oportunidades de negócios durante a feira, marcada para ocorrer de 11 a 13 de junho na São Paulo Expo.

O rebranding da marca Brasil Brau foi concebido para integrar os quatro pilares essenciais da indústria, representados no “B” da feira. Assim, a fusão entre campo, indústria, tecnologia e comércio está agora refletida na atualização da identidade visual.

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“O principal foco do rebranding foi se modernizar conectando os 4 pilares da cadeia produtiva do mercado cervejeiro. Construímos uma nova identidade baseada na crescente evolução do segmento, unificando todo o ciclo desde o campo, indústria, tecnologia e comércio, formando o B como símbolo da Brasil Brau”, destaca a coordenadora de marketing da Brasil Brau, Laura Harvey.


O evento atrai, aproximadamente, 120 empresas e 8 mil visitantes profissionais, tendo se firmado como referência na cadeia produtiva da cerveja. Agora, com a nova identidade, reforça o compromisso de unir os elementos fundamentais do ciclo cervejeiro.

“O mercado cervejeiro precisa estar cada vez mais unido para seguir colhendo bons frutos e continuar em ascensão. Quando conectamos os 4 principais elementos deste ciclo, estamos reafirmando o compromisso que a Brasil Brau tem de reunir todo setor em um mesmo ambiente, apresentando a modernização de tecnologias, produtos e serviços assim como abordando temas atuais e tendências para o futuro nas áreas de conteúdo do evento”, acrescenta a coordenadora de marketing.

O que esperar
Em junho, a 17ª edição da Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja também contará com o Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira (CBTEC), que reunirá palestrantes nacionais e internacionais. Potencializar o congresso é um dos principais focos da organização da feira em 2024, com os responsáveis pela Brasil Brau já trabalhando na definição das grades com os palestrantes, além de terem renovado o acordo para a curadoria do Instituto da Cerveja Brasil (ICB).

Outro pilar do evento será o Brewer Lounge, um espaço dedicado à exposição de conteúdo gratuito para o público. Profissionais do mercado se reunirão para apresentar os benefícios da aplicação de produtos, serviços e tecnologias em seus negócios.

Pesquisa realizada durante a última edição, em 2022, mostrou que a atualização sobre novos produtos e serviços foi o principal objetivo dos visitantes do evento, com equipamentos e processos para produção de cervejas sendo o setor que mais interessou aos participantes.

Balcão da Fabiana: Não é fácil perder um amigo nem abrir uma era cervejeira

Balcão da Fabiana: Não é fácil perder um amigo. Nem será fácil abrir uma nova era cervejeira

O ano de 2024 começou com uma paulada em nossas cabeças. Marco Falcone, ao qual tantos chamavam de “xamã da cerveja”, foi-se embora sem ao menos se despedir. Alçou voo, simplesmente, o falcão que tanto amava e divulgava cerveja. Com ele aprendi tantas coisas… Aliás, se não fosse por ele eu nem estaria aqui escrevendo esta coluna, ou apresentando há 15 anos a coluna Pão e Cerveja no rádio. Assim como a mim, Marco trouxe para dentro muitos dos que hoje atuam neste mercado, do qual nunca desistiu, nem desanimou. Ele acreditava no poder de crescimento do setor. Acreditava na força da história da humanidade entrelaçada à cerveja e nos rumos ao quais essa mesma história podia levar adiante a tão aclamada (por ele) cultura cervejeira.

Ao partir, Marco deixa uma lacuna profunda, que dificilmente poderá ser ocupada por alguém. A de defensor inflamado, apaixonado, pelo segmento cervejeiro do Brasil. Paixão, acima de tudo, era o que o movia. Nunca ouvi do Marco nenhuma expressão de interesse financeiro puro e simples relacionado à cerveja. Para ele era uma questão pessoal, vital, elevar o status da cerveja, coloca-la em patamar igual ao de outras bebidas consideradas gastronômicas. Marco tinha orgulho, vaidade mesmo, das cervejas que criou. Mas nunca o vi abrindo mão de seus ideais para fazer com que suas produções vendessem mais. Acho até que ele pode ter perdido o bonde da história de nosso mercado, como tantos o acusavam, deixando que a marca Falke Bier, um dia tão icônica, fosse lentamente esquecida pela nova geração cervejeira. Uma geração que chegou e encontrou todas as picadas abertas, muitas delas abertas por ele.

Confesso que me sinto deslocada neste mercado, do qual faço parte por um convite dele. Não será fácil continuar pensando, agindo e atuando da mesma forma no segmento que ele me apresentou, para o qual me abriu tantas portas. Um segmento que ele ajudou a construir, firmar e expandir.

Sei que ciclos se fecham para que outros se abram. E não seria diferente com o nosso setor. O que não sei ainda é como estar inserida no novo ciclo que surge, quando uma das poucas certezas, que eu julgava permanente, se vai. É muito duro perder um amigo. É muito triste perder um mestre. É difícil encarar que o semeador não ficou por aqui para colher os frutos do que plantou.


Fabiana Arreguy é jornalista e beer sommelière formada em 2010, pela primeira turma da Doemens no Brasil, através do Senac SP. Produz e apresenta, desde 2009, a coluna de rádio Pão e Cerveja, sendo editora de site com o mesmo nome e autora de livros. É curadora de conteúdo, consultora de cervejas especiais, proprietária da loja De Birra Armazém Cervejeiro, além de professora do Science of Beer Institute e do Senac MG, assim como juíza dos principais concursos cervejeiros brasileiros e internacionais.

Menu Degustação: 26 cervejarias se unem para celebrar a atuação feminina

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A Dádiva vai liderar a celebração do empreendedorismo feminino no setor cervejeiro com um evento na semana do Dia Internacional da Mulher. A iniciativa é parte do projeto “Criado por Elas, Liderados por Elas”, envolvendo 26 cervejarias lideradas por mulheres e ocorrerá em 9 de março no Greta Galpão, em São Paulo. Além disso, todas as participantes vão lançar uma cerveja especial no mês de março.

Para os mais ansiosos, o fim de semana reserva outras atrações cervejeiras, como o lançamento da Belgian Blonde Ale pela Cervejaria Filosofia em Santo André (SP) neste sábado. E se a saudade do carnaval já bateu, um evento apoiado pela Krug Bier em Belo Horizonte contará com a apresentação de vários blocos.

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Confira essas e outras novidades do setor cervejeiro no Menu Degustação do Guia:

União entre cervejarias lideradas por mulheres
A Dádiva, liderada por Luiza Lugli Tolosa, está promovendo o projeto “Criado por Elas, Liderado por Elas” em parceria com outras 26 cervejarias brasileiras fundadas ou comandadas por mulheres. O evento será realizado em 9 de março, no Greta Galpão, em São Paulo, apresentando cervejas especiais lançadas pelas participantes. A iniciativa destaca a força do empreendedorismo feminino e a diversidade de talentos no meio cervejeiro. Cada marca lançará uma cerveja especial em março. O evento contará com música, comida, vinhos selecionados e será um ambiente inclusivo para celebrar as diversas trajetórias das mulheres cervejeiras. Os ingressos podem ser adquiridos no link.

As 26 cervejarias participantes são: Araucária (Maringá/PR), Armazém 77 (São Paulo/SP), Birrificio Club (João Pessoa/PB), Brewstone (Fortaleza/CE), Colombina (Aparecida de Goiás/GO), Dádiva (Várzea Paulista/SP), Dalla (Cordilheira Alta/SC), DaLuz (Porto Alegre/RS), Dona (São Luís/MA), Duas Irmãs (São Paulo/SP), Hop Bros (Maceió/AL), Japas (São Paulo/SP), Maltês Craft Beer (Florianópolis/SC), Maltesa (Ribeirão Preto/SP), Masterpiece (Niterói/RJ), Moondri (Curitiba/PR), Nefasta (São José/SC), Noi (Niterói/RJ), Oripacha (Morro Reuter/RS), Proa (Salvador/BA), Ruera (Campinas/SP), Serafina (Belo Horizonte/MG), Tank (São Paulo/SP), Torneira (São Paulo/SP), Zalaz (Paraisópolis/MG) e Zapata (Viamão/RS).

Evento de lançamento
A Cervejaria Filosofia promove o lançamento de sua primeira Belgian Blonde Ale, intitulada “Amor Líquido”, neste sábado (24), a partir das 15h, na Cervejaria Buriti, em Santo André. Os participantes terão a oportunidade de adquirir qualquer chope da Filosofia, incluindo as receitas West Coast IPA, New England IPA e a recém-lançada Belgian Blonde Ale. Além disso, ganharão uma porção de joelho de porco para harmonizar com os sabores maltados e o frescor dos lúpulos especiais da escola belga. O evento contará ainda com o show da banda MojoBox, que apresentará grandes sucessos do rock.

Ressaca de carnaval
A animação do Carnaval de Belo Horizonte continua com a Ressaca de Carnaval, marcada para este sábado (24), na Serraria Souza Pinto, apresentada pela Krug Bier. A festa promete reunir blocos da cidade em um espaço coberto, com destaque para a presença de Baianas Ozadas, Funk You, Beiço do Wando e Bloco Besourinhos. Com DJs Kriok e Vini Brownn nos intervalos, a festa terá uma megaestrutura de bares, área de alimentação com food trucks e banheiros. Os ingressos estão disponíveis no site oficial, e a celebração vai das 16h à meia-noite.

Lote promocional
O Festival Brasileiro da Cerveja, que acontecerá na Vila Germânica, em Blumenau (SC), de 7 a 9 de março, oferece um lote promocional de ingressos até a próxima quinta-feira (29). Além de mais de 90 cervejarias, o evento deste ano destaca-se pela ênfase na gastronomia e pela realização paralela do SC Gourmet. A programação musical inclui atrações variadas, como Raimundos, Chimaruts e Velhas Virgens.

Tour da Bud
A Budweiser lançou a “Bud Tour”, uma iniciativa que oferece aos fãs brasileiros a chance de irem a grandes eventos de música ao redor do mundo. Os participantes concorrem a viagens com tudo pago para o Tomorrowland na Bélgica, Lollapalooza Chicago e MTV VMA, em Nova York. A ação, válida até 30 de maio, envolve sorteios sequenciais e prêmios instantâneos, como vouchers e assinaturas de Spotify Premium. Os contemplados desfrutarão de passagens, hospedagem exclusiva no Bud Hotel, estilista próprio e acessos VIP aos bastidores dos eventos. O lançamento faz parte da primeira campanha de 2024 da marca.

Música eletrônica com Heineken
A Heineken é a cerveja oficial do Afterlife São Paulo, uma das maiores festas eletrônicas do mundo, que ocorrerá no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, neste sábado (24). Patrocinando o evento, a Heineken busca promover festivais com abordagem sustentável e redução de impactos, alinhado à sua plataforma Green Your City. Com ações como o Meu Copo Eco Heineken para incentivar a reutilização de copos, a marca busca cumprir metas de circularidade e sustentabilidade, como 80% das embalagens de vidro retornáveis até 2030.

Black Princess no Rio Open
A Black Princess é a cerveja oficial da 10ª edição do Rio Open, o maior torneio de tênis da América do Sul, que ocorre até domingo (25), no Jockey Club Brasileiro. A marca está presente em três bares do evento, oferecendo aos espectadores a oportunidade de degustar a cerveja Black Princess Gold. Além disso, no espaço Corcovado Club, durante as finais, os convidados poderão apreciar a versão Chopp IPA Black Princess. A marca também promove ações nos aeroportos Santos Dumont e do Galeão, proporcionando degustações gratuitas da Black Princess Gold.

59 mil litros de água
Durante o carnaval, a Ambev distribuiu mais de 59 mil litros de água em iniciativas lideradas pelas marcas Água AMA, Zé Delivery, Beats e Brahma em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. A Brahma realizou treinamentos sobre consumo responsável, incentivando a venda de água e a importância de alternar o consumo alcoólico com a ingestão de água. A Beats, durante os Ensaios da Anitta e no carnaval de Salvador, ofereceu água fresca aos foliões, incentivando a responsabilidade na celebração. No carnaval carioca, em parceria com a 99, a Beats promoveu a moderação entre os blocos, distribuindo Água AMA. Em São Paulo, a Kombi AMA no Parque do Ibirapuera trocou água por latinhas vazias. A cidade também recebeu novos bebedouros, disponíveis durante o carnaval. A ação expandiu-se para diversos pontos estratégicos da cidade, incluindo praças, largos e terminais de ônibus, em parceria com a Prefeitura e Sabesp.

Itaipava no Piseiro
A Itaipava foi a patrocinadora oficial do Trio do Pizro, um projeto que destacou a sonoridade autêntica do piseiro no carnaval de São Paulo. O trio, composto pelos artistas nordestinos João Gomes, Tarcísio do Acordeon e Vitor Fernandes, participou de um esquenta com Itaipava e influenciadores da marca antes de se apresentar pela Avenida Faria Lima. O piseiro ganhou destaque no evento que reuniu cerca de 150 mil pessoas. O evento contou com brindes de Itaipava para animar o público, e a atriz Flávia Viana registrou os bastidores do trio nas redes sociais da marca.

Desfile da Amstel
No último sábado (17), a Amstel, patrocinadora oficial do carnaval de São Paulo, realizou uma ação especial no Sambódromo do Anhembi, abrindo o desfile das campeãs com a Ala Amstel. A ala, composta por mais de 200 pessoas de diversas escolas de samba do Grupo Especial, homenageou aqueles que se dedicam o ano inteiro para fazer o carnaval acontecer. A iniciativa foi uma continuação da pesquisa “I Am Carnaval”, em parceria com o Datafolha, que destaca o perfil das pessoas que contribuem para o carnaval paulista, desde produção até direção, foliões e artistas. O desfile contou com um samba-enredo intitulado “I Amstel – O Sabor Incomparável Somos Nós”, criado por Thiago Meiners e Claudio Mattos, vencedores de concursos de samba-enredo e compositores da Unidos da Viradouro, escola campeã de 2024 no Rio de Janeiro. A Bateria Inclusiva, formada por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, e comandada pelo ex-mestre de bateria da Pérola Negra, Mestre Bola, também participou da ala especial.

Negócios Internacionais
A ApexBrasil oferece oportunidades para empresas de alimentos e bebidas realizarem negócios internacionais na Anuga Select Brazil, de 9 a 11 de abril, e na Apas Show, de 13 a 16 de maio, ambas em São Paulo. As inscrições para participar das rodadas de negócios estão abertas até a próxima sexta-feira (1º). A ApexBrasil visa impulsionar as vendas internacionais, conectando empresas brasileiras a compradores estrangeiros por meio de reuniões de negócios durante esses eventos. O regulamento completo pode ser acessado no site da ApexBrasil.

80% das cervejarias admitem dificuldade para atingir metas; veja soluções

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80% das cervejarias admitem dificuldade para atingir metas; veja soluções

A tarefa de se destacar no mercado e atingir metas representa um desafio significativo para 8 em cada 10 cervejarias, segundo revelado pela pesquisa “Principais Desafios do Mercado Cervejeiro no Brasil“, conduzida pelo Guia da Cerveja e disponível neste link. Além disso, apenas 3% dos empreendimentos afirmam que essa não é uma dificuldade em seu segmento.

A complexidade em destacar-se no mercado é um desafio com impacto considerável para 41% das cervejarias e moderado para 39% dos participantes do levantamento. Outros 17% indicam que o problema possui um impacto baixo.

A região Sul, a segunda com maior número de cervejarias registradas no país, destaca-se como aquela com o índice mais elevado de estabelecimentos enfrentando dificuldades para se destacar e atingir metas. Nela, 59% das respondentes consideram isso como um impacto significativo.

Superando o desafio: estratégias adotadas pelas cervejarias

Quando questionadas sobre como lidam com esse desafio e buscam conquistar mais espaço no mercado, as cervejarias mencionam a busca por parcerias com bares, restaurantes e eventos como a saída mais comum, representando 44% das respostas. Esse número inclui 70% das cervejarias da região Centro-Oeste.

Explorar novos mercados e expandir a atuação geográfica é a estratégia preferida por 30% das cervejarias, sendo esse índice mais expressivo, de 58%, entre as pequenas cervejarias, que, teoricamente, estão mais bem estruturadas para atingir públicos mais distantes.

Além disso, no universo de todas as cervejarias, 15% das participantes apontam a realização de campanhas de marketing mais assertivas como a principal estratégia na busca por se destacar no mercado cervejeiro.

Sobre a pesquisa
A pesquisa “Principais Desafios do Mercado Cervejeiro no Brasil” é um estudo quantitativo conduzido por meio de questionário online, com respostas coletadas em setembro de 2023. O estudo contou com a participação de 129 proprietários ou administradores de cervejarias em todas as cinco regiões do país.

Entrevista: “Queremos nos posicionar como referência em cerveja craft no Brasil”

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Ser referência em cerveja artesanal no mercado nacional. É com esse objetivo em mente que a Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA) atua e planeja o seu futuro, tendo a Schornstein como carro-chefe entre as suas marcas, produzidas em duas fábricas, nas cidades de Itupeva (SP) e Pomerode (SC).

Essa meta ambiciosa foi revelada Guia pelo CEO da CBCA, Gustavo Barreira, que relata inspiração em marcas de um mercado bem mais desenvolvido do que o brasileiro, o dos Estados Unidos, onde Sierra Nevada e Samuel Adams, entre outras, dividem espaço com grandes grupos cervejeiros sem perder a aura de cervejas artesanais.

É com essa expectativa que a CBCA busca se posicionar no mercado, tentando atrair uma parcela do consumidor de cervejas especiais dos grupos cervejeiros que pode trocá-las por marcas artesanais, como a Schornstein, também ajudando a ampliar o mercado desse tipo de produto, ainda reduzido no país.

Os planos e estratégias – assim como os desafios – para alcançar esse estágio no mercado foram alguns dos temas abordados pelo Guia em uma extensa entrevista com o CEO da CBCA. Nela, ele relata planos para 2024, como a oferta de títulos da empresa para investidores privados, assim como revisa passos do passado recente. Entre eles, a decisão de fechar a fábrica de Piracicaba (SP), assim como os primeiros resultados alcançados a partir da união com a Startup Brewing.

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Confira a entrevista do Guia com o CEO da CBCA, Gustavo Barreira:

Como foi o ano de 2023 para a CBCA? Foi um ano de crescimento? Em sua visão, o que impulsionou os resultados?
Foi o primeiro ano na CBCA sem nenhuma grande novidade, movimento, aquisição ou incidente. Foi o ano em que o barco que estávamos construindo entrou na água. Foi um ano em que devemos crescer o faturamento em 30%, nos aproximando dos R$ 70 milhões. Houve evolução na capacidade produtiva, teve o movimento de concentrar a produção em Itupeva e Pomerode, com o desligamento da fábrica em Piracicaba.  Foi um ano em que procuramos olhar mais para dentro e corrigir ineficiências que essa sequência de movimentos que fizemos trouxeram. Um ano de correção de processos, treinamento de pessoas e arrumação de casa.

Esse crescimento de 30% é relevante, mas também traz desafios para a CBCA. Quais vocês encararam nesse processo de expansão?
Foram vários desafios internos. Viemos de uma sequência de expansão: em 2021, crescemos 60%. Depois, 58% em 2022 e, agora, estamos crescendo 30%. Esse crescimento é bom, mas vem com desafios que acabam deixando cicatrizes no meio do caminho. Os desafios sempre envolvem o tripé pessoas, processos e sistemas. Precisamos ter pessoas boas na frente da CBCA e que já estejam no próximo nível que pretendemos alcançar. Tivemos de trazer gente boa e formar um time de primeira linha. Cada movimento trouxe um sistema diferente para dentro da CBCA. Então, tivemos um desafio em 2022, que se finalizou em 2023, que era a unificação dos sistemas, trabalhar todas as unidades num único sistema, que é o SAP.

E tem os processos, porque as fábricas têm de fabricar o mesmo produto. É o momento de padronização, de implementação de alguns pontos de controle, para dar uma sustentação ao crescimento, se não o crescimento vem de uma maneira desorganizada. E tivemos alguns problemas ao longo do caminho por imaturidades. Nós trouxemos a Deloitte, que fez um trabalho de mapeamento de processos, mostrando quais são os pontos mais críticos que temos de trabalhar. E isso já está em andamento.

Qual é o papel da Schornstein nesse crescimento da CBCA?
A Schornstein é o carro-chefe, representa 70% das vendas da CBCA, é a marca mais antiga, tem expressão nacional, uma curva de entendimento mais rápida e ganha mais visibilidade na Oktoberfest e na Festa Pomerana. É uma marca na qual apostamos em uma estratégia nacional, um crescimento em espiral, fortalecendo muito em Santa Catarina, que é o berço dela. A partir disso, começa a irradiar para os outros estados, como Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Expandir o mercado e até concorrer com marcas premium das grandes cervejas têm sido um foco da CBCA com a Schornstein?
Esse é um tema que temos de tratar com muito cuidado, por algumas razões. A precificação entra como uma estratégia de entrada, mas a nossa ideia é fazer uma adaptação pegando alguns rótulos de marcas de grande porte como referência de price index. Queremos estar numa faixa de preço muito parecida com a Eisenbahn, que consideramos ser a melhor referência por uma série de similaridades: é de Blumenau, a Schornstein, de Pomerode. São pioneiras no segmento de artesanais, a Eisenbahn é até mais antiga. Ela não é, mas se comunica como uma artesanal, e nós de fato somos uma craft. O nosso movimento caminha para que nos aproximemos do nível de precificação da Eisenbahn. Temos de lembrar que a Schornstein é uma cerveja craft, é artesanal, não somos premium. Nós estamos na ponta de cima da pirâmide. Então, nosso posicionamento tem que ser de artesanal.

Como a Schornstein busca transmitir essa mensagem de ser uma marca artesanal?
Acho fundamental, sou muito focado em não perder a aura craft. Miramos muito, como exemplo, no mercado americano. Eles têm quase 10 mil cervejarias, com algumas poucas que conseguiram furar a bolha do artesanal tradicional e que continuam sendo percebidas como artesanais, mas já com uma expressão nacional e às vezes até internacional, como Samuel Adams e Sierra Nevada, mas estão longe de serem parte dos grandes grupos ou de se tornarem uma grande cervejaria. No Brasil, não vemos nenhuma cervejaria artesanal que tenha esse tipo de posicionamento, que seja percebida no nível nacional, ainda que algumas tenham chegado perto disso, como a Backer e a Santa Catarina, com a Coruja e a Saint Bier. Elas cresceram, chegaram e, por razões diversas, voltaram. Queremos nos posicionar como um player de referência em cerveja craft no Brasil. E que isso sirva também de exemplo, trazendo outros, com mais gente provocando o público a mudar o padrão de consumo. E aí a cultura craft se fortalece com o crescimento de várias cervejarias.

Você citou várias cervejarias craft que são exemplos de sucesso nos Estados Unidos, assim como de marcas brasileiras que buscaram alcançar o status que a CBCA almeja. O que vocês tiram desses casos na busca pelos seus seus objetivos?
No Brasil, existe uma dificuldade de precificação. Conforme você vai crescendo, vai começando a acessar canais em que você não é mais só regional e há um outro tipo de relacionamento, como com os supermercados. Você tem de aprender a lidar e começar a trazer profissionais que sabem trabalhar questões de precificação, de estratégia de estímulo à venda, a concorrência com os grandes players, que acaba acontecendo na gôndola do supermercado. Saber como lidar com isso e entender que nós somos pequenos, que nossa ideia não é bater de frente com os grandes. E muita coisa, infelizmente, aprendemos na prática, como a precificação que chegamos a adotar em Santa Catarina e o que nos levou a decidir pelo fechamento da unidade de Piracicaba.

A CBCA não é só a Schornstein, tanto que as outras marcas representam 30% das suas vendas. Como vocês estão lidando com essas marcas?
A Seasons é o nosso produto high-end para compor o portfólio, tem 5% do nosso faturamento. Nunca vai passar muito disso, porque é o lugar onde a marca se posiciona, é o tamanho desse público. E atuamos como se ela tivesse uma fábrica dentro da CBCA. Nos seus fermentadores, a inovação está liberada.

A Leuven tem a história mais interessante, mas menos linear de todas as marcas. Nasceu em 2010, com quatro produtos. Em 2015, quando chegamos na sociedade, com a reinvenção da marca, passou por mudança de rótulo, veio a pegada dos personagens e da realidade aumentada. Teve a fábrica, depois fechou. Ela representa a luta que é o segmento de cerveja artesanal. É uma marca que fala muito bem na cidade de São Paulo e no interior de São Paulo, principalmente, com potencial de crescimento.

A Unicorn é uma gratíssima surpresa, veio junto com o pacote da Startup. Tem uma penetração e um nível de aceitação na cidade de São Paulo altíssimo, com um produto, a NEIPA, que é o seu carro-chefe, como uma relação custo-benefício sensacional. Representa 10% das vendas da CBCA. Enxergamos com potencial de ganhar uma escalabilidade de nível nacional, pois tem uma linguagem fácil, é uma marca também de fácil entendimento e com um portfólio de estilos que são os mais vendidos, tendo uma conexão legal com o público.

Há cerca de um ano e meio, a CBCA passou por uma união com a Startup Brewing, assumindo a fábrica de Itupeva e a própria Unicorn. Quais são os resultados desse processo? A união deu certo?
Foi uma decisão muito acertada, porque é uma infraestrutura muito boa, de fábrica, de capacidade produtiva e de expansão. Quando assumimos a fábrica, fizemos alguns ajustes. A fábrica era um misto entre um local de eventos e uma fábrica de cerveja, com capacidade de produção em torno de 100 mil litros por mês. E optamos por torná-la uma fábrica sem eventos. Mudamos o perfil da unidade, colocando mais pasteurização e fermentadores, e elevamos a capacidade para 250 mil litros. O plano é chegar a 400 mil litros. Ela está geograficamente muito bem posicionada, a meia hora de São Paulo, ao lado de Campinas e a 40 minutos de Piracicaba.

Em 2023, vocês decidiram fechar a fábrica de Piracicaba. Como foi esse processo e o que motivou a CBCA a fazê-lo?
Foi uma decisão muito difícil, bem complexa. Tínhamos de um lado o que a fábrica representa para a Leuven e Piracicaba. Mas, ao mesmo tempo, a chegada da Startup trouxe um olhar diferente para dentro da CBCA. Então, olhamos e comparamos números. E percebemos que a fábrica de Piracicaba já não era suficiente para produzir a Leuven. Além disso, ela foi uma adaptação em um imóvel. Então, não era de fácil operação, trazia questões de complexidade. E sendo uma fábrica de 80 mil a 90 mil litros, a tornava ineficiente, era quase 3 vezes mais caro produzir lá do que nas outras. Então, veio a conjunção disso com o fato de que as outras unidades conseguiriam absorver essa capacidade. E isso tornou a decisão dura, emocionalmente complexa, mas óbvia. Foram 8 a 9 meses de estudo, mas foi uma decisão racional.

Qual é a sua avaliação sobre o ano de 2023 no mercado brasileiro de cervejas artesanais?
Em um setor com poucas marcas nacionais, as variáveis locais acabam influenciando na avaliação. Em Santa Catarina, um mercado maduro, mas que depende de datas específicas, como a Oktoberfest, vimos um sofrimento expressivo com o excesso de chuvas, com cancelamentos de eventos. Então, as cervejarias foram duramente impactadas. Em São Paulo, vejo uma cena mais aquecida, com 2023 sendo um ano de retorno, de mais movimentação e eventos, com a volta das ciganas à cena. De maneira geral, vejo cervejarias se reposicionando, seja com parcerias, redesenhando o portfólio ou mesmo redefinindo seus tamanhos. Mas todas com uma dificuldade em comum: o acesso ao capital de giro, pois o dinheiro está caro e escasso.

As mudanças climáticas podem ser um novo fator a afetar as cervejarias?
Nós, seres humanos, estabelecemos e buscamos padrões a partir do que se observou ao longo de milhares de anos, para tentar prever o que vai ser no futuro. Só que não combinamos esse jogo com a natureza, que é extremamente volátil. Então, temos que calibrar um pouco as nossas expectativas. Não acho que isso seja uma complexidade para gerirmos, é parte do jogo, temos de lidar com isso. Precisamos ter uma estratégia de diversificação de canais. Não só depender de eventos, pois se o ano é chuvoso, você perde. Se você depende dos supermercados e pega um ano que não chove nada e está todo mundo na praia, você perde. Você tem que estar no digital, no offline, no evento.  Tem que estar em tudo.

Como você disse, 2023 não foi um ano de grandes movimentos para a CBCA. Isso muda para 2024? Quais são os planos da CBCA?
É um ano ainda de crescimento orgânico. O nosso plano é chegar a R$ 250 milhões de faturamento em 5 anos, multiplicando o que temos hoje em 3,5 vezes. Para isso, precisamos crescer 20% ao ano, em média, além de uma aquisição que traga o faturamento adicional de R$ 30 milhões a R$ 40 milhões, e que seja passível de expansão. Não vejo essa aquisição acontecendo em 2024, as prioridades são outras. Pretendemos lançar em março uma rodada de captação pública, algo que fizemos em 2017, 2018 e 2019 com a Leuven. Vamos fazer por meio de uma plataforma de equity crowdfunding. Esse é o grande movimento que devemos fazer em 2024, captando recursos para essa expansão orgânica que precisamos.

Em sua opinião, quais são as perspectivas para o mercado cervejeiro em 2024?
Acho que vai haver uma retomada, uma reaceleração do mercado, ainda muito focada no on-trade, em bares especializados. Não acho que será um ano em que as marcas vão ganhar visibilidade no off-trade, onde as marcas das grandes cervejarias vão dominar e abocanhar o crescimento que o mercado craft tem, assim como acontece hoje. Vejo um retorno já com um pouco mais de relevância do mercado das ciganas, assim como da procura pelo conhecimento cervejeiro, com as pessoas buscando saber mais sobre cerveja. Em termos de perfil de consumo, vejo uma migração, com um retorno às bases, com o pessoal voltando para Lagers e produtos de entrada. O high-end está presente, com os seus 3%, 4% de mercado de craft. Mas a grande base se volta para os produtos de entrada ou migrando das premium para as crafts de entrada. Vejo com otimismo, com um crescimento de 25% do mercado de artesanais.

Turatti adquire 5Elementos e busca se firmar como referência no Nordeste

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O Grupo Turatti realizou nova aquisição no Ceará e agora mira novos mercados, buscando se consolidar como referência no Nordeste. A companhia comprou a Cervejaria 5Elementos em transação estimada em R$ 1,1 milhão. Pelo negócio, irá assumir a marca, assim como todas as receitas da microcervejaria de Fortaleza.

Esta é a segunda aquisição realizada em menos de um ano pelo Grupo Turatti, que, em julho de 2023, fechou um acordo com a Capitosa, alugando sua fábrica e adquirindo todos os equipamentos. De acordo com o proprietário do Grupo Turatti, Lissandro Turatti, o negócio com a 5Elementos reforça o seu status “como líder no ramo cervejeiro no Nordeste”.

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Ao Guia, Turatti revelou que a companhia pretende dar sequência ao seu projeto de expansão com mais uma aquisição, essa fora do seu estado. “Estamos conversando com uma cervejaria de fora do Ceará, para nos consolidarmos como a maior do Nordeste em volume e produtos”, diz.

Ao anunciar a aquisição, o Grupo Turatti assegurou que as cervejas da 5Elementos, como Davi & Golias, Abyssal, Hop Madness e a linha Reserve, continuarão sendo fabricadas. Além disso, o processo de produção será supervisionado pelo mestre-cervejeiro Wellington Alves, que atuará em conjunto com Marcos Guerra, que desempenha a mesma função no Grupo Turatti.

“Em julho do ano passado, adquirimos a estrutura da cervejaria artesanal Capitosa e agora, com a compra da 5Elementos, estamos nos consolidando ainda mais como líderes no ramo cervejeiro no Nordeste. Nos próximos 24 meses, planejamos desenvolver novas cervejas, aproveitando a criatividade e a expertise da equipe da 5 Elementos para expandir ainda mais nosso portfólio e atender às demandas de um mercado em constante evolução”, explica o proprietário do Grupo Turatti.

Fundada em 2016, a 5Elementos ganhou destaque ao longo dos anos, conquistando vários prêmios e produzindo cervejas com teor alcoólico mais elevado. E sua aquisição trará novos estilos para o portfólio do Grupo Turatti. “A 5Elementos compõe um nicho em que não atuávamos, de cervejas high-end, com produtos mais elaborados, que utilizam barris de carvalho em sua produção”, comenta.

Criado em 1999 em Florianópolis, o Grupo Turatti é uma marca tradicional que se transferiu para o Ceará em 2002, sendo a primeira cervejaria artesanal de Fortaleza. Agora, também está nos planos do seu proprietário alcançar mercados fora do Nordeste.

“Com a 5Elementos que é bastante conhecida no Sudeste e no Sul, a gente já entra no mercado mais forte. E nos próximos meses iremos fazer um collab com uma cervejaria de São Paulo e da Bélgica. O produto será vendido na Bélgica e aqui”, revela o proprietário da companhia.

33 cursos cervejeiros para aprimorar o conhecimento no 1º semestre de 2024

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É hora de traçar novos objetivos e explorar oportunidades de aprendizado, especialmente para os entusiastas da cerveja. Neste cenário, um auxílio importante pode vir dos cursos cervejeiros oferecidos por renomadas escolas e instituições de ensino do setor no primeiro semestre de 2024, seja para aprofundar seus conhecimentos ou iniciar uma jornada neste universo.

Para orientar sua busca e facilitar a escolha do curso ideal, compilamos uma lista abrangente de 33 opções, abarcando tanto a modalidade online quanto a presencial. Esteja pronto para mergulhar em novos sabores, técnicas aprimoradas e uma jornada educativa que transcende o simples apreço pela cerveja.

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Descubra as possibilidades e embarque em um dos 33 cursos cervejeiros selecionados pela reportagem do Guia para moldar o seu conhecimento ao longo do primeiro semestre de 2024:

Academia da Cerveja

Introdução ao Mundo da Cerveja (Centro-Oeste e Sul)
Descrição: Um curso sobre o universo cervejeiro com degustação – o participante recebe um kit de experiência cervejeira em casa. É destinado a quem está iniciando a trajetória cervejeira e quer aprender conceitos essenciais para prosseguir nessa descoberta.

Data, carga horária e local: 27 de fevereiro, 2 horas, EaD


Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM)

Mestre cervejeiro EAD
Descrição: O curso oferece uma formação completa na fabricação de cerveja, abrangendo normas de segurança, formulação de receitas, gestão de matérias-primas, técnicas mercadológicas e coordenação de equipamentos. Inclui boas práticas de fabricação, análises químicas, físicas, biológicas e sensoriais, gestão de resíduos, empreendedorismo, diretrizes governamentais, liderança e trabalho em equipe. Os participantes são preparados para assumir funções de supervisão e gestão técnica, garantindo a produção de cervejas de alta qualidade

Data, carga horária e local: A partir de 11 de março, 1.400 horas, EaD

Cervejeiro Caseiro
Descrição: O curso oferece a oportunidade de produzir cervejas artesanais personalizadas. Os alunos aprendem a compreender a lógica do processo de fabricação adaptado para uma escala doméstica, descobrindo quais insumos comprar e as quantidades necessárias. Com base nesse conhecimento, os participantes têm a capacidade de corrigir e aprimorar o processo de fabricação de cerveja artesanal em lotes sucessivos.

Data, carga horária e local: A partir de 18 de março, 42 horas, EaD

Tecnologia Cervejeira
Descrição: Os participantes exploram a história e estilos da cerveja, adquirindo habilidades em seleção de matérias-primas, processos fermentativos e controle de qualidade. O curso abrange equipamentos, boas práticas de fabricação e ênfase na análise sensorial. Os alunos coordenam eficientemente o fluxo de produção, destacando-se na criação de receitas sem depender de softwares específicos. O programa destaca a importância da segurança alimentar e da análise sensorial como ferramenta de gestão.

Data, carga horária e local: A partir de 20 de março, 75 horas, EaD

Como Montar Sua Cervejaria
Descrição: Os participantes aprendem o passo-a-passo para criar uma cervejaria de sucesso, explorando o mercado cervejeiro global, segmentos da indústria e legislação associada. O curso abrange comunicação, distribuição, compras, e fornece insights valiosos para o desenvolvimento de uma planta industrial eficiente e elaboração de projetos financeiros sólidos.

Data, carga horária e local: A partir de 15 de abril, 48 horas, EaD

Produção de Cervejas Não Convencionais
Descrição: Os participantes exploram cervejas alternativas, compreendendo e avaliando processos de produção e atributos qualitativos. O curso abrange produção sem álcool, cervejas com baixo teor de glúten, características de microrganismos não tradicionais, temperaturas e dosagens. A estrutura do tanque, influência nos processos fermentativos e uso de madeiras são abordados, incluindo blendagem, análise sensorial e marcadores de envelhecimento.

Data, carga horária e local: A partir de 15 de abril, 30 horas, EaD

Gestão Industrial de Microcervejarias
Descrição: Este curso capacita os participantes nas práticas legais para cervejarias artesanais, abrangendo normas de segurança alimentar, análise de perigos e pontos críticos de controle, controle de qualidade, uso de ferramentas computacionais para análise estatística de processos e manutenção industrial. A ênfase na otimização da produção em microcervejarias destaca a importância da conformidade e da melhoria contínua.

Data, carga horária e local: A partir de 15 de abril, 30 horas, EaD

Mestre Destilador
Descrição: Os participantes exploram a história e características de destilados como cachaça, uísque, gin, vodca, conhaque e grapa. O curso oferece um passo-a-passo abrangente para produção, abordando equipamentos, controles, filtração e blendagem. Os alunos aprofundam-se em matérias-primas, fabricação e fermentação dos mostos. O programa inclui estruturação de destilaria, padrões de qualidade, análise sensorial e técnicas específicas para destilados.

Data, carga horária e local: A partir de 15 de abril, 63 horas, EaD

Sommelier de Cervejas
Descrição: Os participantes se tornam conhecedores da história da cerveja, desde matérias-primas até estilos, enriquecendo seu conhecimento cultural. O curso explora a evolução, a importância dos copos na apreciação e boas práticas de armazenamento. Inclui técnicas de harmonização, mixologia, comunicação, responsabilidade social e vocabulário técnico. Aulas práticas aprimoram degustação e sommelieria para formar especialistas em cervejas conscientes e sustentáveis.

Data, carga horária e local: A partir de 22 de abril, 80 horas, híbrido, com 32 horas em Blumenau (SC)

Aprofundamento em Lúpulo
Descrição: Os participantes dominam técnicas de lupulagem e seu uso na produção de cerveja, com ênfase em plantio, variedades e processamento do lúpulo. O curso otimiza a produção de cervejas lupuladas, abordando técnicas de dry hopping e estratégias para reduzir o tempo de tanque. Além disso, ensina o cálculo do amargor do lúpulo, aprofundando a compreensão do impacto desse ingrediente na complexidade e sabor das cervejas.

Data, carga horária e local: A partir de 24 de abril, 30 horas, online

Master em Estilos de Cerveja
Descrição: Os participantes aprofundam conhecimentos, revisando on e off flavors, harmonização e comparando estilos de cerveja. O curso desenvolve percepções e sensibilidade sensorial, abordando diferenças entre guias de estilo (BA e BJCP). Explora tendências de mercado, processos de cervejas especiais e oferece insights sobre estilos sem álcool, sem glúten, low carb e envelhecidos.

Data, carga horária e local: A partir de 19 de junho, 80 horas, híbrido, sendo 32 horas presenciais em Blumenau (SC)


Instituto Ceres

Produção de Cerveja Artesanal
Descrição: O curso da instituição proporciona uma experiência prática, permitindo que os alunos participem ativamente do processo de produção. A jornada inclui aprendizado sobre brassagem (moagem, mostura, fervura, decantação e resfriamento), fermentação, maturação, envase e assepsia.

Data, carga horária e local: A partir de 2 de março, 16 horas, em Recife

Sommelier de Cervejas
Descrição: Com certificação do Senac-PE, o curso proporciona formação abrangente, permitindo a imersão tanto para entusiastas quanto para profissionais cervejeiros. Inclui a degustação de 100 rótulos de cervejas, proporcionando uma experiência sensorial rica. Os participantes aprenderão sobre ética e a profissão de sommelier, diversidade, mercado cervejeiro, história, saúde relacionada à cerveja, legislação, técnicas de avaliação sensorial, produção, guia de estilos e concursos, escolas cervejeiras, mixologia, gestão de bar, marketing, eventos cervejeiros, técnicas de harmonização, off flavors e chope.

Data, carga horária e local: A partir de 12 de abril, 100 horas, em Recife, com 4 horas online


Instituto da Cerveja Brasil

Introdução ao Universo das Cervejas Especiais
Descrição: Proporciona uma abordagem leve e descontraída, repleta de informações e curiosidades sobre esse vasto universo. Com ênfase em degustação, o curso abrange temas como história da cerveja, diferenças entre cervejas mainstream e especiais, técnicas de degustação, matérias-primas, processo de produção, famílias de cervejas e curiosidades de mercado. O objetivo é capacitar os alunos para selecionarem cervejas de forma consciente e adequada, promovendo o consumo com qualidade e o conhecimento.

Data, carga horária e local: 16 de fevereiro, 12 horas, em São Paulo

Reciclagem em off flavours
Descrição: Foi desenhado para atender tanto aqueles que desejam conhecer e entender mais sobre os principais off flavours de cerveja, assim como para aqueles que querem reciclar seus conhecimentos teóricos e principalmente práticos de identificação dos 10 principais off flavours cervejeiros. Técnicas diferentes de análise sensorial são ensinadas durante as práticas de identificação de cada flavours, além do treinamento sensorial prático também são discutidas as principais causas e como evitar os off flavours mais comuns em cervejarias.

Data, carga horária e local: 23 fevereiro, 4 horas, em Canoas (RS)

Preparatório para o Cicerone Certified Beer Server
Descrição: O curso inclui instruções ministradas por profissionais certificados pelo programa Cicerone, cobrindo temas como ingredientes, processo de produção, armazenamento adequado, uso de copos, fundamentos de serviço de cervejas e sistemas de extração de chope para proporcionar uma base sólida que garanta um serviço de cerveja de qualidade. A certificação é obtida por meio de um exame, já incluso na aquisição do curso e realizado em português.

Data, carga horária e local: A partir de 26 de fevereiro, 8 horas, EaD

Gestão de Custos e Pricing para Cervejarias
Descrição: Curso focado na gestão administrativo-financeira de uma cervejaria, que tem por finalidade a apresentação de técnicas de melhoria para o dia a dia na gestão do negócio, contribuindo com os gestores e empreendedores nas tomadas de decisões relacionadas a gestão dos custos, preço, margem e distribuição das cervejas.
Data, carga horária e local: A partir de 28 de fevereiro, 15 horas, EaD

Cerveja na Prática
Descrição: Capacita os alunos a conhecerem os principais estilos das quatro escolas cervejeiras. É voltado aos apaixonados por cerveja que buscam um curso prático que os guie na descoberta dos mais diversos aromas e sabores cervejeiros de forma imersiva e ágil.

Data, carga horária e local: A partir de 28 de fevereiro, 20 horas, em São Paulo

Sommelier de Cervejas Profissional
Descrição: O curso capacita para atuação em lojas, bares, restaurantes, distribuidores, importadoras e cervejarias. Aborda análise técnica de estilos, sugestões personalizadas, harmonização, cartas de cervejas, eventos, atendimento, estratégias de marketing e difusão cultural. Com história, degustação, material didático e avaliações, é voltado para entusiastas, cervejeiros caseiros, profissionais e empreendedores. O método de avaliação inclui provas teóricas, práticas e um trabalho, com média de aprovação em 6,0.

Data, carga horária e local: A partir de 2 de março, 76 horas, no Rio de Janeiro
A partir de 23 de março, 77 horas, em São Paulo
A partir de 4 de maio, 86 horas, em Porto Alegre

Cerveja de A a Z
Descrição: O workshop de degustação Cerveja de A a Z tem como objetivo introduzir o aluno no universo das cervejas artesanais de forma leve, descontraída e com muita degustação. O aluno passará pelos tópicos história, matérias-primas, processo de produção, técnicas de degustação, famílias, escolas e estilos de cervejas.

Data e local: 7 de março, em São Paulo

Análise sensorial e off flavour
Descrição: É projetado para profissionais interessados em aprimorar suas habilidades de degustação de cervejas e identificação de defeitos sensoriais, utilizando as cápsulas Aroxa. Focando na identificação e quantificação de taints e off-flavours, o treinamento inclui degustações práticas em diferentes concentrações. Os participantes recebem ferramentas para detectar e evitar defeitos sensoriais em seus processos produtivos, além de uma breve visão técnica sobre análise sensorial e fisiologia dos sentidos aplicados à avaliação de cervejas.

Data, carga horária e local: 9 de março, 8 horas, em São Paulo

Especialização em Estilos – Mestre em Estilos
Descrição: O curso proporciona uma imersão no universo dos estilos de cervejas, utilizando como base as diretrizes do Brewers Association Styles Guidelines. Projetado para aprimorar o conhecimento do sommelier de cervejas, o curso abrange escolas cervejeiras, explorando detalhes históricos, diversos estilos e subestilos. As degustações, caracterizadas por sua profundidade técnica, incluem modelos comparativos e verticais de cervejas referências de cada estilo, enriquecendo a experiência prática do profissional.

Data, carga horária e local: A partir de 16 de março, 52 horas, em São Paulo

Gestão para bares e brewpubs
Descrição: Com foco na competitividade, o curso busca capacitar os alunos a atuar em aspectos fundamentais tanto do atendimento ao público quanto da gestão financeira. Este processo envolve compreender a formatação, implantação e gestão de um programa de treinamentos de brigada eficaz e adequado a cada perfil de negócio, assim como a importância do papel da brigada na dinâmica e na rentabilidade da operação. Também objetiva capacitar os alunos na compreensão e utilização das adequadas técnicas e ferramentas de controle e gestão financeira, possibilitando a auditoria dos processos para que o negócio possa ser auto-suficiente e gerar lucro.

Data, carga horária e local: A partir de 18 de março, 20 horas, EaD

Gestão Tributária e Jurídica para Cervejarias
Descrição: Busca capacitar o aluno a compreender e implementar um olhar analítico e circunstanciado das diversas áreas do Direito que impactam o negócio, questões como: fiscais, contratuais, trabalhistas e em especial as questões tributárias, buscando um melhor entendimento e uma melhor performance e economia na operacionalização de uma cervejaria. Também objetiva capacitar o aluno às tomadas de decisões dos diversos temas jurídicos que envolvam desde a produção, comercialização, contratação de fornecedores, funcionários e prestadores de serviço dentre outros temas jurídicos que impactam o negócio.

Data, carga horária e local: A partir de 19 de março, 16 horas, EaD

Avançado de Tecnologia Cervejeira
Descrição: O curso, com certificação internacional da Universidade de Weihenstephan, visa capacitar profissionais para atuarem como cervejeiros em diversos segmentos, proporcionando uma visão completa do processo produtivo. Ao fim, os participantes estarão aptos a trabalhar em diferentes áreas de produção, desenvolver receitas, otimizar processos, garantir práticas de higienização, avaliar sensorialmente cervejas e conhecer parâmetros de qualidade. Com conteúdo teórico e prático, incluindo visitas a fábricas, o curso oferece aperfeiçoamento técnico abrangente desde a malteação até o envase, abordando qualidade físico-química, microbiológica e sensorial.

Data, carga horária e local: A partir de 4 de maio, 110 horas, híbrido com aulas no Rio de Janeiro
A partir de 18 de maio, 110 horas, híbrido com aulas em Porto Alegre
A partir de 25 de maio, 110 horas, híbrido com aulas em Belo Horizonte


Science of Beer

Sommelier de Cerveja – Intensivo
Descrição: O curso, que abrange o mesmo conteúdo dos programas regulares, destaca-se pelo curto intervalo de tempo e pela disponibilidade total dos professores para esclarecer dúvidas. A experiência inclui hospedagem gratuita com café da manhã e almoço, além de visitas a plantações de lúpulo, participação em um café da manhã bávaro e uma imersão cervejeira.

Data, carga horária e local: A partir de 5 de março, 100 horas, em Teresópolis (RJ)

Sommelier de Cerveja
Descrição: Tem como objetivo aprofundar o conhecimento dos participantes no universo das cervejas, capacitando-os a sugerir, orientar, executar serviços, harmonizar, avaliar, identificar defeitos e descrever sensorialmente cervejas de diferentes origens e estilos. Além disso, busca habilitar os alunos a atuarem ética e proficientemente como sommeliers em diversas áreas, como importadoras, distribuidoras, indústria, micro-cervejarias, bares, restaurantes e consultorias.

Data, carga horária e local: A partir de 16 de março, 80 horas, em Curitiba
A partir de 6 de abril, 80 horas, em Cuiabá
A partir de 6 de abril, 80 horas, em Florianópolis

Tecnologia em Processos Cervejeiros
Descrição: Tem como propósito capacitar os participantes a planejar, coordenar, acompanhar e controlar diversas etapas do processo de produção de cervejas. Ao longo dos módulos, são abordados temas como tecnologia de fabricação de malte, processo de fabricação de mosto, tecnologia de fabricação de cerveja, métodos e técnicas de envase de bebidas, e projeto cerveja, incluindo automação industrial e equipamentos. Os participantes aprenderão análises físico-químicas e microbiológicas, além de boas práticas de fabricação e técnicas de análise sensorial aplicadas ao processo de fabricação de cervejas.

Data e local: A partir de 20 de março, em Teresópolis (RJ)

Sommelier de Cerveja – Online
Descrição: O curso visa aprofundar o conhecimento no universo cervejeiro, capacitando os alunos a sugerirem, orientarem, executarem serviços, harmonizarem, avaliarem e descreverem sensorialmente cervejas de diversas origens e estilos. A metodologia inclui aulas online ao vivo, materiais didáticos exclusivos, degustações orientadas de 40 rótulos de cerveja e avaliações sensoriais.

Data, carga horária e local: A partir de maio, 100 horas, EaD


Sinnatrah

Avançado de Produção de Cerveja Artesanal
Descrição: Os entusiastas e cervejeiros têm a oportunidade de aprimorar suas habilidades, aprendendo a criar receitas personalizadas, monitorar a brassagem e a fermentação com detalhes e técnicas profissionais. Este curso combina teoria e prática cervejeira, incluindo a produção coletiva de duas cervejas pela turma.

Data, carga horária e local: 24 e 25 de fevereiro, 16 horas, em São Paulo

Degustação e Harmonização de Cervejas
Descrição: Os participantes exploram a história da cerveja, compreendem os diferentes tipos, estudam os parâmetros dos estilos de cerveja, e experimentam ingredientes variados, incluindo a degustação de maltes e lúpulos distintos. Além disso, são apresentados ao processo de fabricação da cerveja, proporcionando uma compreensão abrangente do mundo cervejeiro.

Data, carga horária e local: 2 de março, 3 horas, em São Paulo

Profissional Cervejeiro
Descrição: O curso contempla teoria conduzida por especialistas que aborda ingredientes e processos, visitas técnicas, apresentação de cases de negócios e mentoria individualizada com professores. Está previsto um trabalho de conclusão voltado aos processos e gerenciamento de atividades de uma cervejaria.

Data, carga horária e local: A partir de 5 de março, 70 horas, em São Paulo

Iniciante de Produção de Cerveja Artesanal
Descrição: O curso aborda a história e os estilos de cerveja, ingredientes (malte, lúpulo, levedura, água), equipamentos cervejeiros e modo de preparo completo de uma leva de 20 litros da bebida. São acompanhados em detalhes procedimentos fundamentais para a fabricação de uma cerveja de qualidade como sanitização de equipamentos, mostura, clarificação, filtração do mosto, fervura, dosagem de lúpulo, resfriamento do mosto, dosagem de levedura, fermentação, maturação, carbonatação e envase.

Data, carga horária e local: 16 de março, 7 horas, em São Paulo

Rota RJ faz imersão para reforçar laços e definir caminhos para 2024

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O ano de 2024 começou para a Rota Cervejeira RJ com a união que deve marcar o trabalho de uma associação e suas atividades. Com a intenção de definir o planejamento estratégico para os próximos meses, uma parcela relevante dos seus integrantes se reuniu por dois dias para debates, rodas de conversa e troca de conhecimento.

“Nós conseguimos trazer o grupo, foi a melhor reunião de todos os tempos, porque nós tivemos uma participação muito efetiva em todo o planejamento, em tudo o que colocamos, nas decisões do que queremos, para que caminho queremos seguir”, diz a coordenadora da Rota RJ, Ana Cláudia Pampillón, expressando sua satisfação com o evento.

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O encontro representou uma inovação na abordagem da associação, expandindo sua reunião anual para um evento de dois dias, focado no alinhamento de expectativas e na intensificação da interação entre os participantes. O local escolhido, o Centro Cervejeiro da Serra, pertencente ao Grupo Petrópolis, membro da Rota RJ, proporcionou um ambiente propício para a colaboração e interação entre os membros.

“Corri atrás da autorização para que pudéssemos fazer esse encontro lá e foi perfeito, porque foram dois dias de muita interação, de muita colaboração, de muita união do grupo em todas as atividades que nós fizemos”, explica.

Com a participação de 17 cervejarias e 26 associados, o encontro serviu como plataforma para a elaboração do planejamento que guiará as atividades da Rota RJ em 2024. Destacam-se marcos importantes, como a produção de cervejas colaborativas e a participação no Mondial de la Bière Rio.

A coordenadora da Rota RJ ressaltou a eficiência do processo de definição de ações para 2024. “Nós tivemos um tempo, uma manhã inteira para colocarmos no papel todas as ações, tudo que nós queríamos fazer ao longo desse ano de 2024. E aí todos falaram, todos resolveram já, porque foi uma questão de que não adianta só falar. Era importante que já falássemos e já estipulássemos o que ia ser feito e já colocássemos uma data para que de fato fosse feito todo o nosso planejamento”, afirma a coordenadora.

O encontro promovido pela Rota RJ não se limitou à definição de planos. Buscando enriquecer o conhecimento dos participantes, foram realizados debates e palestras sobre temas como gestão de processos para pequenas empresas, sensorial como ferramenta de qualidade, marketing turístico e a importância do turismo cervejeiro. Além disso, as associadas tiveram a oportunidade de apresentar seus produtos.


Balcão da Nadhine: Por que Polônia?

Balcão da Nadhine: Por que Polônia?

“Polak, Węgier, dwa bratanki, i do szabli, i do szklanki.”
“Polonês e húngaro, dois bons amigos, para a luta e para o copo.”

Ao visitar a Europa em uma eurotrip em busca das melhores cervejas, talvez você não vá pensar na Polônia como primeira opção. Depois de ler esse artigo, você vai se surpreender, assim como eu fui surpreendida, com o que pode encontrar lá.

A verdade é que fiquei encantada com um mercado muito mais maduro do que eu poderia imaginar, com cervejas de altíssima qualidade e uma cultura de craft beer completamente espalhada pela comunidade.

Em setembro de 2023, visitei o Festival da Cerveja de Varsóvia (WBF), realizado no Estádio Municipal Legia Varsóvia, um estádio de futebol perto do centro da cidade. O evento é realizado duas vezes ao ano no ambiente interno do estádio, em três andares (!). Foi realizado pela primeira vez em 2014, e é o primeiro evento do gênero na Polônia. Uma deliciosa oportunidade de experimentar o melhor da cerveja polaca.

Conversei com o cofundador do festival, Paweł Leszczyński, que é presidente da associação Slow Craft, cervejeiro caseiro e juiz de cerveja certificado, especializado em treinamento sensorial. E também conversei com Marek Kaminski, presidente da Associação Polonesa de Cervejas Artesanais, dono da Browar Kingpin e também juiz de cerveja, para trazer alguns números e uma visão sobre o que está acontecendo na Polônia quando se trata de cerveja artesanal.

Segue abaixo o resultado dessa conversa sobre o mercado de cervejas artesanais polonês:

O mercado passou por duros golpes recentemente: pandemia, guerra, crise energética e inflação. Como se comporta atualmente o mercado de cerveja artesanais na Polônia?
Pawel afirma que a cerveja artesanal na Polônia está sobrevivendo apesar do caos recente. Os fãs de cerveja ainda estão sedentos por cervejas diversas e de alto nível, assim como por alguns estilos tradicionais.
Enquanto as grandes cervejarias estão sofrendo muito, com perdas de 8 a 11% ao ano, as pequenas cervejarias artesanais, apesar das barreiras nos canais de distribuição, fazem o que podem melhor: ajustar-se à nova situação. Elas precisam sair de seu estágio de bebê revolucionário e aprender a fazer negócios rapidamente!
Marek complementa dizendo que a cerveja artesanal, embora fortemente afetada pelo aumento dos custos e dos preços nas prateleiras, tem se mantido mais estável.
A confirmação pode ser vista nos dados no relatório da associação. Mesmo durante os anos de pandemia e crise energética na Europa, houve crescimento no mercado de artesanais, apesar da queda do mercado de cerveja de maneira geral.

Eu li sobre o fechamento de algumas cervejarias na Polônia, isso anda acontecendo em todo mundo. Ao mesmo tempo, novas cervejarias estão abrindo. Quais são os fatores que correspondem ao perfil de cervejarias que se mantêm estáveis nesse momento frágil?
“Para surpresa de muitos (e minha) – e para minha alegria! – não foram muitas as cervejarias que afundaram em seu caminho. O que as mantêm estáveis? Ser consciente e ‘fazer artesanal’: permanecerem criativas e criando laços com a comunidade. Marketing inteligente, cervejas incríveis, boas relações e parcerias os mantêm fortes”, diz Pawel. Marek reforça o que Pawel me falou, dizendo que qualidade superior e distribuição eficiente parecem estar entre os mais importantes fatores.

No país da vodca, o que você associa à cultura cervejeira?
Ambos são categóricos: Não somos o país da vodca! Dados mostram que o estereótipo do polonês bom de copo já não é mais como nos anos 1990. Sim, eles continuam bons bebedores, mas também acompanham a tendência mundial de diminuição do consumo de álcool, e a queda do consumo de destilados mostra isso, como podemos ver aqui:

Para Pawel, a cerveja é, há muitos anos, muito mais popular. Ainda segundo Pawel, “a cultura da bebida que compartilhamos e queremos promover é que você deve se certificar de que você – e todos os outros! – tenham as melhores lembranças possíveis dessa noite. E o álcool pode alterar isso de várias maneiras, portanto, tome cuidado!”

Marek ainda lembra que a Polônia está geograficamente no mesmo “cinturão da cerveja” que a Alemanha e a República Checa – além disso, o país é o terceiro maior produtor de cerveja da Europa e também o terceiro da Europa em termos de consumo de cerveja per capita.

Existe um movimento de resgate às origens, com várias cervejarias produzindo a cerveja histórica Grodziskie1, mas também um forte mercado voltado a produções de estilos modernos. O consumidor de cerveja artesanal polonês é mais beer geek? Ou você acha que eles também se importam com esse sentimento de pertencimento e resgate histórico?
Pawel menciona que consumidores de Grodziskie e os beer geeks são um nicho dentro de um nicho, mas que podem ser suficientes para manter boas cervejas surgindo. “O mercado é pequeno, mas uma cerveja boa e trabalhando o marketing, pode vender muito bem. Os consumidores de cerveja estão ficando cada vez mais curiosos em sua busca pelas melhores cervejas, principalmente uma boa Lager que nos falta no mercado de massa. E o segmento artesanal, como em todos os lugares, entrega cervejas ricamente lupuladas, Pastry Sours, Fruit Beer e Imperiais que fazem bastante sucesso! Quanto mais fácil de beber e cheias de sabor, melhor!”
Apesar de ter um público pequeno, cervejas como a Grodziskie na Polônia, assim como as cervejas baseadas nas bebidas históricas Caium (com base de mandioca) e Chicha (com base de milho) no Brasil, são importantes para criar uma identidade de cerveja vinculada com a cultura e não apenas seguindo tendências do mercado norte-americano.

Falando em beer geek, na mesa redonda no palco principal do festival, foi discutido o uso intenso pelos poloneses do aplicativo Untappd, e uma cultura de avaliar de forma mais dura as pratas da casa. Você acha que esse é um comportamento cultural? Ou nichado? Como o projeto da cerveja em conjunto com Untappd e Funky Fluid2 pode ajudar a entender isso?
Pawel explica que os poloneses são, cada dia mais, usuários sérios do Untappd. Eles levam cada vez mais em consideração que a vida é muito curta para beber cerveja de baixa qualidade, e o Untappd pode ajudá-los a escolher as mais interessantes. Não é por “badges”. Segundo Pawel, os consumidores também valorizam a experiência pura de beber uma boa cerveja com os amigos. “É uma mistura de cultura e abordagem nerd da cerveja. Só queremos dizer às pessoas que quanto mais check-ins elas fizerem, mais preciso será o resultado. O Untappd e a Funky Fluid nos ajudam a decodificar o que os bebedores adoram. Ainda estamos aguardando a análise completa, mas o projeto das cervejas colaborativas já foi um grande sucesso – esgotou-se rapidamente e as cervejas eram incríveis!”

Os dados da última pesquisa da Associação de Cerveja Artesanal Polonesa, de 2022, mostram a importância dos festivais para o mercado polonês de cerveja artesanal. Visitei o WBF e vi uma grande diversidade de pessoas e uma cultura de cerveja que não é de nicho. Como a Polônia conseguiu construir isso em tão poucos anos?
Para Marek, a Polônia é um país cervejeiro e os poloneses adoram cerveja (basta ver as estatísticas acima). Além disso, os poloneses são muito abertos a coisas novas e adoram explorar novos sabores, tanto em alimentos quanto em bebidas. Isso ajudou muito a cerveja artesanal. Muitas pessoas se lembram de que, antes da revolução da cerveja artesanal, só havia Lager industrial sem graça, por isso apoiam a cerveja artesanal para que não percamos essa cultura de cerveja colorida e versátil novamente.

O  Warszawski Festiwal Piwa (Warsaw Beer Festival)  é enorme e acontece duas vezes por ano. Além de surpresa, fiquei muito feliz em ver um festival com esse alcance, por ser um espaço onde todas as tribos podem se sentir confortáveis e bem-vindas. Às vezes, quando organizadores de eventos de cerveja craft focam demais no público de roqueiros, fazem com que outros públicos que poderiam ter interesse na cerveja, se sintam distantes do público-alvo. Eu vi adoráveis cachorrinhos, pessoas com seus bebês, todos os tons de pele e cabelos de toda sorte. Mesmo sendo estrangeira, me senti em casa. O atendimento era amistoso e caloroso. Ao que se deve esse clima durante o festival?

“A atmosfera acolhedora e inclusiva que se destaca no Warsaw Beer Festival é uma prova da diversidade. Nós gostamos disso na cerveja, na comida e – o mais importante! – nas pessoas! Fazemos tudo o que podemos para criar um bom ambiente para todos, independentemente de suas aparências e crenças. Mas temos uma coisa em comum: amamos a vida e apreciamos as cervejas craft e sua vibe única”, fala Pawel. com orgulho.
Além disso, ele acrescenta: “O festival é o paraíso da cerveja, acolhendo todos os tipos de gostos. Mas como muitos dos nossos bons amigos, por várias razões, bebem pouco ou nenhum álcool, não gostaríamos de os privar de uma boa ocasião para festejar juntos, por isso entendemos que não pode ser mais sobre cerveja, mas sim a comunidade que a rodeia. Como numa boa festa, tudo tem de estar perfeito: a cerveja, a comida, as pessoas, os sucos… Ainda não chegamos lá, mas sabemos o nosso caminho.”

Você pode compartilhar alguns números sobre o alcance da última edição do festival?
Pawel – Tivemos um pouco mais de 17.000 visitantes que tiveram a chance de experimentar mais de 1.300 cervejas, hidromel e sidras diferentes. Mais de 300 eram novidades, mas o mais importante é que foi muito difícil experimentar as conhecidas. Acho que o mesmo aconteceu com a comida. Mas os números de um evento desse porte são apenas estatísticas.  Para sentir, você precisa estar lá.

No WFP, experimentei uma Catharina Sour com maracujá no estande da cervejaria Pinta, vi cafés brasileiros sendo utilizados, e fui palestrante falando sobre frutas e madeiras brasileiras utilizadas na cerveja. Como você enxerga a conexão Brasil-Polônia?

Pawel brinca que o Brasil e a Polônia compartilhando segredos da cerveja é um bom plano para a dominação do mundo. E continuou: “Ouvi muitas coisas boas sobre sua arte de fazer cerveja, e sei que já começaram a fabricar a Grodziskie no Brasil! Mal posso esperar para ver isso pessoalmente!” Para mim, foi uma experiência incrível compartilhar as cervejas de altíssima qualidade da Zalaz e da Dádiva, além de algumas cachaças, com tão animados bebedores, ávidos por novidades.

A próxima edição do festival será de 21 a 23 de março. O que podemos esperar?
Pawel avisa que podemos esperar muita cerveja, diversão e uma multidão diversificada comemorando cervejas antigas e novas. Animado, ainda adiciona: “Seja esperto e você terá que se divertir muito. Pisque duas vezes se o que estou dizendo não for verdade! Vejo vocês na primavera, você sabe que vamos surpreendê-los! Saúde!”

Eu comecei este artigo com um pedaço de um poema que se tornou um ditado popular em ambos os países, Hungria e Polônia. Representa muito bem o clima de irmandade entre esses países, que traçam paralelos em toda sua história. Hoje em dia, a Polônia, país que foi um dos mais destruídos na Segunda Guerra Mundial, emana esperança. E apesar das dificuldades, tem uma economia crescente e melhores expectativas políticas.
Um festival de cerveja em um estádio de futebol lotado, com pessoas de toda corte, reflete a recepção calorosa dos poloneses. Como boa brasileira que ama o futebol e ama cerveja, fiquei encantada com essa sinergia, e as semelhanças com a cultura brasileira em terras tão distantes. O estádio tinha uma energia de que ia ao mesmo tempo de diversidade à confluência. Era como se todos os amantes de cerveja ali formassem uma multidão que não se encaixa em nenhum rótulo, mas que bebe e ama todos os rótulos.


1 Grodziskie ou Grodzisz é um estilo histórico de cerveja criado na Polônia que recentemente voltou a ser produzido, por meio de esforços da comunidade de cervejeiros caseiros. É feita com trigo defumado, extremamente carbonatada, baixo teor alcoólico, refrescante e ao mesmo tempo rica em sabor.

2 O festival se uniu com a cervejaria Funky Fluid e o aplicativo Untappd para entender melhor sobre comportamento do consumidor, diferenças culturais, para isso criaram uma cerveja especialmente para coletar dados que teve lançamento simultâneo em vários lugares para que a avaliação não ficasse tendenciosa pelos usuários que avaliaram anteriormente.


Nadhine França foi a primeira mulher a ocupar a presidência executiva da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), também sendo responsável pela criação e coordenação do Núcleo de Diversidade. É analista de sistemas, cervejeira, beer sommelière, Cicerone Certified Beer Server, juíza internacional de cerveja, organizadora de eventos, concursos e congressos cervejeiros. Hoje mora em Budapeste.