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Encontro Selvagem cresce com internacionalização e mira na ruralidade

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Se a cerveja ácida brasileira busca conquistar novos apreciadores e mercados, um evento mostrou caminhos a serem seguidos para tornar esse objetivo realidade. Realizado durante dois dias na cervejaria Tarantino em São Paulo, o Encontro Selvagem reuniu especialistas e cresceu significativamente em sua segunda edição, ampliando seu foco para a internacionalização, ao mesmo tempo em que busca se conectar com a ruralidade, que deverá ganhar mais espaço nos debates em 2024.

Após sua estreia em 2022, o Encontro Selvagem retornou em 2023 como parte central da Semana Selvagem. Este evento ocorreu entre o lançamento da primeira safra das cervejas do Projeto Manipueira e a realização da Feira Selvagem, que permitiu ao público degustar produtos de 25 cervejarias.

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Em 2023, o Encontro Selvagem cresceu. Organizado pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) com o apoio do Conselho Federal de Química, o evento mais do que duplicou o número de atrações em comparação com a edição inaugural de 2022, realizando quase 30 atividades, muitas delas simultâneas, divididas entre o palco principal na Tarantino e uma sala reservada para workshops sobre cervejas ácidas e outras abordagens.

“Conseguimos expandir o evento, abordar tópicos cruciais e aprofundar nosso entendimento sobre a cerveja selvagem como produto. Além disso, nossa conexão com as cervejas da América do Sul se fortaleceu de maneira irreversível”, afirma Diego Rzatki, idealizador do Encontro Selvagem, refletindo sobre o crescimento do Encontro Selvagem.

O evento buscou conectar a produção de cerveja com os diversos aspectos e campos de atuação relacionados ao universo da bebida. Ele apresentou resultados científicos sobre o uso de leveduras no Projeto Manipueira e discutiu o futuro de sua aplicação na produção de cervejas, com enfoque específico nas leveduras Saccharomyces e Brettanomyces brasileiras, incluindo a recém-lançada Star Brasilis.

Além disso, destacou a importância da química no desenvolvimento das cervejas ácidas, promovendo uma maior colaboração entre a indústria e a academia. Profissionais da área estiveram presentes, e o Conselho Federal de Química (CFQ) apoiou ativamente a organização do evento.

“Ficamos muito felizes com a presença de muitos profissionais da química, incluindo pesquisadores e cervejeiros. Isso representa um avanço significativo para o Conselho Federal de Química. A profissionalização no setor cervejeiro é fundamental, e este é apenas o primeiro de muitos eventos em que estaremos presentes”, afirma Suely Abrahão Schuh, representante do CFQ.

Malte de milho em debate e na prática
Ao olhar para potenciais de desenvolvimento da cerveja, o uso de malte de milho foi uma temática importante. Pesquisas têm indicado a possibilidade de produção de malte a partir de variedades de milho, o que entusiasma os envolvidos no setor. “Estamos considerando o malte de milho como uma nova matriz de produção de cerveja no Brasil,” comentou Rzatki.

“É importante lembrar de uma característica do milho: ele não contém glúten. É de se esperar que o mercado tenha um olhar especial sobre o malte de milho em função disso”, afirma Marcos Odebrecht Júnior, da Maltaria Catarinense, que participa diretamente dos trabalhos de desenvolvimento do malte de milho, apontando um caminho a ser aproveitado por essa variedade.


Embora o processo esteja em estágios iniciais no Brasil, exemplos inspiradores foram detalhados durante o Encontro Selvagem, vindos do Peru, com as chichas de milho, apresentadas por representantes da Victory Brewery. Eles destacaram a tradição da malteação de milho em seu país, onde isso é relativamente comum.

A presença internacional no Encontro Selvagem também incluiu Gert Christaens, gerente de produção da Oud Beersel, que abordou como as Lambics estão profundamente associadas à identidade da cerveja belga.

O evento abriu espaço tanto para a prática quanto para a troca de ideias, explorando as bebidas fermentadas dos povos ancestrais, como o cauim, e discutindo a brasilidade na cerveja, um tema central para o Projeto Manipueira.

“O evento trouxe à tona a importância da brasilidade e da especificidade do território, fatores fundamentais para o crescimento do setor com base em sua identidade”, avalia Eduardo Marcusso, consultor do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Um curso avançado de análise de cervejas ácidas complexas também atraiu atenção, oferecendo uma oportunidade para propagação do conhecimento entre profissionais do setor. “Os treinamentos foram altamente especializados e destinados a auxiliar na formação de profissionais que já atuam ou desejam atuar com cervejas selvagens”, comenta Rzatki.

Conexão com a ruralidade
Também projetando o seu próprio futuro, o Encontro Selvagem promete um olhar especial para a ruralidade na sua próxima edição, em 2024. “A necessidade de conexão nos leva ao passo de pensar na importância de nos conectarmos com os produtores de insumos. Eles são fundamentais para a cerveja ácida”, comenta Rzatki.

A ideia é estabelecer uma conexão mais próxima com os produtores locais de insumos, e para isso, Filipe Araújo, da Zapata Cerveja Rural, foi definido como um dos co-curadores do próximo evento. “Precisamos entender e explorar as características rurais de cada produto utilizado na cerveja, incluindo a manipueira, a mandioca e o milho. Isso implica desvendar o conceito de terroir não apenas em termos de solo e clima, mas também em relação às pessoas, trazendo o homem de volta à natureza”, enfatiza.

Assim, o presidente da Abracerva, Gilberto Tarantino, acredita que o Encontro Selvagem, além de consolidar sua posição na agenda de eventos cervejeiros do Brasil em sua segunda edição, está pavimentando o caminho para a criação de produtos com uma identidade genuinamente brasileira e suas múltiplas possibilidades.

Foi um evento repleto de cultura cervejeira, reunindo pessoas de diferentes regiões do Brasil, da Europa e da América. Foi o primeiro passo para destacar a cerveja ácida do Brasil, especialmente devido à qualidade das apresentações, com profissionais acadêmicos transmitindo anos de conhecimento sobre temas como leveduras e madeiras

Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva

Com até 5 rótulos por marca, Lata Mais Bonita encerra inscrições no dia 22

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O prazo para as cervejarias de todo o país se inscreverem no Concurso Lata Mais Bonita do Brasil está terminando. A participação é gratuita e pode ser garantida até o dia 22 de setembro, permitindo que cada cervejaria concorra com até cinco rótulos distintos.

Promovida pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), esta premiação está em sua terceira edição e tem como principal objetivo reconhecer o talento e a criatividade por trás do design inovador das latas de alumínio de cerveja.

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Este ano, o Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil traz uma novidade significativa: cervejarias de todos os portes, desde as microcervejarias até as maiores do país, competirão na mesma categoria. “Colocamos todas as cervejarias em igualdade de condições em termos criativos, gerando mais diversidade e igualdade na premiação. Estamos otimistas em relação ao prêmio deste ano”, destaca Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas.

Para concorrer ao prêmio, as cervejarias devem ser proprietárias intelectuais e industriais do design de seus rótulos, além de operar no mercado brasileiro. Os rótulos inscritos devem ter sido criados e produzidos no país, estar em conformidade com as exigências do Ministério da Pecuária, Agricultura e Abastecimento (IN 65/2019) e ter circulado no mercado a partir de 2021 até a data da inscrição. Os interessados em participar podem preencher o formulário de inscrição disponível no site oficial do prêmio.

Devido às características da lata de alumínio, que possibilita inovações em formatos e impressões, ela se torna uma opção atraente para os designers de embalagens. Assim, o trabalho desses profissionais será valorizado com a realização da premiação.

As latas inscritas serão avaliadas por um júri especializado composto por profissionais de diversas áreas, incluindo design, artes plásticas, artes visuais, marketing e merchandising. Os critérios de avaliação abrangem a criatividade, a estética, a adequação ao produto e a clareza na comunicação.

Para garantir a transparência da premiação, haverá uma auditoria externa, e os concorrentes passarão por três fases. Na primeira, os jurados selecionarão os 10 melhores rótulos; na segunda, o público em geral votará em suas preferências; e, por último, os jurados analisarão novamente os 10 finalistas com base em amostras físicas.

Os vencedores serão anunciados em novembro. Os prêmios incluirão o direito de utilizar o selo da Lata Mais Bonita do Brasil e uma visita guiada a uma fábrica de latas de alumínio.

Heineken abre centro em Osasco para ampliar distribuição na Grande SP

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O Grupo Heineken realizou recentemente um investimento relevante para aumentar sua capacidade de distribuição de cerveja na cidade de São Paulo. A empresa inaugurou um novo centro de distribuição, localizado em Osasco, no bairro Presidente Altino, com foco no atendimento à região metropolitana de São Paulo, que estaria com demanda crescente pelos seus produtos, segundo a própria Heineken.

Ao anunciar a inauguração deste novo espaço, o grupo revelou previsão de aumentar em 53% a distribuição de seus produtos na região metropolitana de São Paulo nos próximos três anos.

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“Esta nova operação é um redesenho da malha de atendimento entre quatro operações, para suportarmos o crescimento de volume que tivemos na região metropolitana de SP. Temos uma estimativa de aumentar em 30% nossa capacidade de armazenagem e abastecer 38 municípios próximos” informa Bruno Ibargoyen, diretor regional de vendas do Grupo Heineken.

O centro de distribuição em Osasco é o 31º da Heineken no Brasil, sendo um dos maiores do grupo no país. Ele abrange cerca de 8 mil metros quadrados, com capacidade para armazenar mais de 60 mil hectolitros mensais.

Com a abertura deste novo centro, o Grupo Heineken prevê movimentar aproximadamente 180 colaboradores nas áreas de vendas e distribuição. Além disso, a empresa planeja criar cerca de 30 novos empregos nas áreas administrativa e de gestão do centro de distribuição.

Este investimento em Osasco representa o segundo anúncio de impacto feito pelo Grupo Heineken nas últimas semanas no estado de São Paulo. Anteriormente, a empresa anunciou um aporte de R$ 80 milhões em sua unidade produtiva em Araraquara, com o objetivo de aumentar a produção da cerveja sem álcool Heineken 0.0.

Pesquisa mapeará desafios e diversidade; participe e fortaleça o setor cervejeiro

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O Guia da Cerveja, com o apoio do Sebrae, da Abracerva e do Sindicerv, está lançando uma pesquisa que buscará jogar luz sobre os desafios e a diversidade no setor cervejeiro do Brasil. A pesquisa exclusiva, voltada para gestores de cervejarias, busca traçar um panorama abrangente e detalhado do segmento.

Após o sucesso da pesquisa anterior (O Ano de 2022 para as Cervejarias), o Guia uniu forças com esses importantes representantes para produzir dois estudos cruciais:

Principais desafios do mercado cervejeiro no Brasil: Este estudo visa identificar os obstáculos enfrentados pela indústria cervejeira no país, desde a produção até a distribuição e comercialização.

Participação de pessoas negras na indústria cervejeira: Esta pesquisa tem como objetivo avaliar a representatividade e a inclusão de pessoas negras no segmento cervejeiro brasileiro.


Temos o compromisso de compartilhar os resultados com todo o mercado, de forma aberta e gratuita. Essas informações valiosas não apenas beneficiarão as cervejarias e empreendedores do setor, mas também contribuirão para a formulação de políticas públicas específicas pelo Sebrae, Abracerva e Sindicerv, assim como por outros representantes do setor.

A participação não se limita apenas aos gestores de cervejarias. Aqueles que não fazem parte desse grupo podem apoiar a pesquisa compartilhando o link com outros gestores que conhecem. Cada contribuição é fundamental para que tenhamos uma visão completa da indústria cervejeira brasileira.

Para participar da pesquisa sobre os desafios do setor cervejeiro e fazer parte deste esforço coletivo, acesse o link. Os resultados serão divulgados posteriormente e estarão disponíveis para consulta pública.

Esta pesquisa representa um passo significativo em direção a um setor cervejeiro mais forte e inclusivo no Brasil. Unindo forças com Sebrae, Abracerva e Sindicerv, o Guia reforça seu compromisso em promover a excelência e a equidade na indústria cervejeira.

Inflação da cerveja no varejo é igual ao IPCA e fica estável nos bares em agosto

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O comportamento dos preços da cerveja no domicílio no Brasil acompanhou a trajetória da inflação oficial em agosto. Segundo os dados divulgados pelo IBGE, o produto registrou um aumento médio de 0,23%, coincidindo com o índice do IPCA no oitavo mês de 2023.

No entanto, a inflação da cerveja fora do domicílio, geralmente encontrada em bares e restaurantes, foi ainda mais baixa, com uma variação de apenas 0,04% em agosto.

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Apesar desse cenário, ao longo de 2023 e nos últimos 12 meses, os índices de inflação da cerveja se mantêm acima do IPCA. Enquanto a inflação no Brasil atingiu 3,23% de janeiro a agosto e 4,61% desde setembro de 2022, os preços da cerveja aumentaram 3,66% no varejo em 2023 e 3,76% nos bares. Nos últimos 12 meses, a alta foi de 7,44% para o consumo em domicílio e de 5,38% para a cerveja fora de casa.

Em relação a outras bebidas alcoólicas, a inflação em agosto foi significativamente maior do que a da cerveja. No varejo, o índice atingiu 1,66%, enquanto em outros cenários já ultrapassou dois dígitos, alcançando 10,98% em 2023 e 11,94% nos últimos 12 meses.

Nos bares, a alta das outras bebidas alcoólicas foi mais moderada em agosto, com um aumento de 0,64%. No acumulado do ano, esse indicador está em 4,73%, e nos últimos 12 meses iniciados em setembro de 2022, atingiu 5,79%.

Esses aumentos contrastam com a deflação de 0,85% no grupo de alimentação e bebidas em agosto e de 0,31% no acumulado de 2023, embora haja um aumento de preços, ainda que modesto, de 1,08%, nos últimos 12 meses.

Vale destacar que este foi o terceiro mês consecutivo de queda nos preços do grupo de alimentação e bebidas. Algumas das reduções mais notáveis incluem a batata-inglesa (-12,92%), o feijão-carioca (-8,27%), o tomate (-7,91%), o leite longa vida (-3,35%), o frango em pedaços (-2,57%) e as carnes (-1,90%).

“Temos observado quedas nos últimos meses em itens de grande consumo das famílias, como a carne bovina e o frango, devido à maior disponibilidade no mercado interno, o que tem contribuído para essa diminuição de preços”, observa André Almeida, gerente do IPCA/INPC.

Por outro lado, a habitação foi o principal fator de influência no IPCA de agosto, com destaque para o aumento de 4,59% na energia elétrica residencial, que teve um impacto de 0,18% no índice geral. O grupo de saúde e cuidados pessoais também teve um impacto positivo significativo, contribuindo com 0,08% no índice geral.

Preço da cerveja nas cidades
Quanto à variação de preços nas capitais brasileiras, o Rio de Janeiro registrou a maior inflação da cerveja no varejo, com um aumento de 2,25%, enquanto a alta mais expressiva nos bares ocorreu em Campo Grande, com 2%. Em contrapartida, os preços da cerveja caíram 1,18% em Aracaju no consumo em domicílio e 1,45% em Fortaleza fora de casa.

Petrópolis aprova plano de recuperação judicial e evita risco de falência

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O plano de recuperação judicial do Grupo Petrópolis foi aprovado por ampla maioria dos credores em uma assembleia concluída na noite desta segunda-feira (11). A empresa havia apresentado o pedido de recuperação no final de março, com o objetivo de continuar suas operações, apesar de seu alto endividamento.

Na votação, 100% dos credores com garantia real apoiaram a proposta do Grupo Petrópolis. A oferta para quitar as dívidas também recebeu a aprovação de 98,57% da classe trabalhista e de 99,57% dos microempresários. O menor aval veio da classe dos quirografários, com o apoio de 93,03% em número e 79,34% em valor.

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Em termos gerais, entre os participantes da assembleia, houve uma aprovação de 96,4% em número e 83,26% em valor dos votos válidos. A assembleia foi liderada pela Preserva Ação Administração Judicial e pelo escritório de advocacia Zveiter, ambos responsáveis pela administração judicial do caso.

Horas antes da aprovação, a assembleia correu o risco de ser adiada devido ao pedido de alguns credores para postergar a votação do plano de recuperação judicial por até uma semana, a fim de uma análise mais detalhada dos documentos. No entanto, a maioria dos credores, representando 74,8% do valor total, rejeitou a solicitação de adiamento.

A aprovação do plano de recuperação judicial em todas as classes era crucial para evitar o risco de decretação da falência do Grupo Petrópolis. Agora, a empresa precisa seguir as disposições do plano apresentado, enquanto reestrutura suas finanças e cumpre seus compromissos com funcionários e parceiros.

A proposta de recuperação judicial do Grupo Petrópolis aprovada é uma segunda versão do documento, que foi inicialmente apresentado no final de maio e passou por revisões e algumas alterações nos últimos dias.

Os próximos passos da recuperação judicial
O plano de recuperação judicial prevê o pagamento das dívidas até 2035, sem descontos para os credores trabalhistas e sem período de carência. Os valores até 150 salários mínimos serão pagos em 12 parcelas, com a primeira sendo de R$ 6,6 mil. O restante será quitado até 2035.

Os credores com garantia real terão um deságio de 70%, com pagamento até 2035. O desconto e o prazo são os mesmos para os credores quirografários que optarem por não receber um pagamento de até R$ 10 mil em 30 dias após a homologação do acordo. O deságio e o prazo de carência se repetem para empresas de pequeno porte ou microempresas que optarem por não receber R$ 3,5 mil em 30 dias.

No caso dos credores colaboradores, aqueles que optarem por continuar fornecendo serviços ou produtos para o Grupo Petrópolis, terão prazos de carência de até 36 meses, deságio menor em comparação aos credores com garantia real e quirografários, e um período de pagamento das parcelas de até sete anos.

Razões do pedido
O Grupo Petrópolis entrou com o pedido de recuperação judicial nos últimos dias de março na 5ª Vara Empresarial da Justiça do Rio de Janeiro, quando estava prestes a vencer uma parcela de R$ 107 milhões de sua dívida com o Banco Santander. A empresa alegava ter uma dívida total de R$ 4,2 bilhões, sendo R$ 2,2 bilhões com fornecedores e R$ 2 bilhões decorrentes de operações financeiras e do mercado de capitais. Seu maior credor é o Siena Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, com um valor de R$ 661,635 milhões.

Para justificar seu alto endividamento, o Grupo Petrópolis apontou uma queda nas vendas de bebidas, que passaram de 31,2 milhões de hectolitros no final de 2020 para 24,1 milhões de hectolitros no final de 2022. Isso foi causado pela perda de participação de mercado na indústria de cerveja, de 15,3% em 2020 para 10,6% em agosto de 2022.

Além disso, a empresa precisou lidar com capacidade ociosa em suas fábricas, aumento nos custos de insumos e inflação, sem conseguir repassar esses aumentos integralmente para os preços. A companhia também mencionou o impacto significativo da alta da taxa Selic, que teria um impacto anual de R$ 395 milhões no fluxo de caixa.

Nos últimos dias, para garantir a geração de caixa, o Grupo Petrópolis confirmou a venda de sua frota de caminhões à Vamos Locação de Caminhões, Máquinas e Equipamentos por um total de R$ 576,2 milhões. Nesta transação, a Vamos adquirirá 2.926 caminhões do Grupo Petrópolis, dos quais 2.392 permanecerão locados à empresa de bebidas em contratos de longo prazo, ajustados conforme a inflação. Isso permitirá que a companhia realize a venda para gerar caixa imediatamente, ao mesmo tempo em que continuará utilizando sua frota.

O Grupo Petrópolis é o terceiro maior grupo cervejeiro do Brasil, com capacidade total de fabricação de 52,4 milhões de hectolitros de bebidas, embora esteja produzindo apenas 21 milhões de hectolitros. Atualmente, a empresa fabrica diversas marcas de cerveja, vodcas, energéticos, refrigerantes e outros produtos, empregando aproximadamente 24 mil pessoas em suas oito fábricas em operação.

Feira Selvagem coroa Manipueira e abre caminho à cerveja de DNA brasileiro

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Uma cerveja com DNA autenticamente brasileiro pode estar em surgimento. Essa foi a percepção de boa parte dos participantes que estiveram presentes na Feira Selvagem, evento realizado no sábado na Cervejaria Tarantino, em São Paulo, que coroou de maneira consagradora o Projeto Manipueira.

Cerca de 30 cervejarias e mais de 70 rótulos – todos “selvagens”, com cervejas ácidas e complexas – fizeram parte da Feira Selvagem, o evento que encerrou a Semana Selvagem, um projeto criado pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) com o apoio do Conselho Federal de Química.

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E, entre rótulos já badalados e premiados no mercado brasileiro, que podiam ser degustados gratuitamente durante o evento, o destaque ficou para as Manipueiras, as cervejas lançadas por diversos produtores nacionais após passarem 12 meses de fermentação e maturação em barris de madeira. Tais cervejas tinham um componente em especial: foram fermentadas com microrganismos da mandioca.

“A feira veio coroar todos esses dias da Semana Selvagem”, celebra Aline Smaniotto, sommelière de cervejas e uma das principais responsáveis pela organização da feira. “Tivemos 30 cervejarias e mais de 70 cervejas de todas as regiões, contando, inclusive, com muitas Manipueiras. Toda a feira foi organizada por regiões, como Nordeste, Centro-Oeste e Sul, trazendo as variações e a infinidade de sabores de cada uma delas”.

Já Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva, acredita que a Feira Selvagem e o Projeto Manipueira podem ser um marco. Para ele, além de reforçar a ideia de que cerveja é gastronomia, as novidades apresentadas na feira apontam para o caminho do surgimento de uma uma cerveja brasileira autêntica.  

“Temos aqui as cervejas mais bem elaboradas do país, cervejas com muitos detalhes, que acabam gerando uma curiosidade além do nosso universo da cerveja, atingindo o universo gastronômico. Vi muitas pessoas de restaurantes e de revistas especializadas vindo experimentar esse tipo de cerveja”, analisa o presidente da Abracerva, para então acrescentar.

Esse é um dos nossos objetivos: mostrar que cerveja é gastronomia e alimento, que temos aqui no Brasil a possibilidade de ter a nossa cerveja, a cerveja brasileira, através desse projeto, que é o Manipueira

Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva

A percepção de Tarantino é compartilhada por Rafael Leal, sócio da Caatinga Rocks, uma cervejaria de Alagoas que levou seus rótulos selvagens à feira. “O grande feito da feira é promover um intercâmbio entre as cervejarias e fomentar a construção de um produto com o DNA, com a identidade nacional.”

Outro aspecto interessante da feira, segundo Filipe Gravia, sócio da Cruls Cervejaria, foi a reunião de Manipueiras em um mesmo evento, permitindo compará-las e entendê-las a partir das características específicas de cada região do país.

“A feira é muito interessante porque traz as novidades desse projeto onde está sendo desenvolvido todo um estudo sobre microbiotas regionais. Então, temos cervejarias de quase todos os cantos do Brasil”, pontua o sócio da cervejaria de Brasília. “Temos uma base muito legal para desenvolver um estudo sobre a fermentação espontânea em barris a partir de algo brasileiro que é a mandioca.”

Público aprova
O público presente em bom número à Tarantino comemorou a oportunidade de experimentar livremente cervejas complexas e consagradas. Além da degustação, os consumidores puderam adquirir as cervejas de sua preferência e conversar com os produtores, aprendendo sobre o processo de criação de cada uma delas. Para Rodrigo Sena, sommelier de cerveja e responsável pelo canal Beersenses, a feira foi “extraordinária”.

“Estamos conhecendo novos sabores”, destaca o especialista. “É uma oportunidade única para conhecer todas as novidades sobre a cerveja selvagem. As cervejarias brasileiras estão detonando nessa área, é algo muito bacana.”

Representante do Conselho Federal de Química na feira, Suely Abrahão Schuh levanta um outro ponto importante da feira: a possibilidade de aproximar o mundo da cerveja do universo da química. “O Conselho Federal de Química tem se aproximado mais das pessoas que fazem a química. Então, para nós é uma grande honra estar presente e estar próximo de quem faz isso acontecer. No caso desse evento, foi falado em química o evento todo, então nos sentimos abraçados.”

Futuro da feira
A realização de uma próxima Feira Selvagem é dada como certa pelos organizadores. E Aline Smaniotto vai além: conta que, no futuro, o evento pode trazer produtores sul-americanos e incluir outras bebidas fermentadas em seu “cardápio”.

“Essa é uma feira feita para ser só de cervejas ácidas e complexas, e a ideia é conseguir expandir nos próximos anos para que tenha, também, cervejas sul-americanas, trazendo bebidas como cauim, chicha e todos esses ‘amigos’ da cerveja fermentada”, antecipa.

Outra novidade proporcionada pela feira pode ocorrer ainda neste ano. Segundo Gilberto Tarantino, da Abracerva, a entidade estuda criar uma categoria exclusiva de Manipueira para uma de suas etapas da Copa Cerveja Brasil.

“O objetivo do Projeto Manipueira é que esse evento seja anual, mas o resultado foi tão bacana que queremos sempre lembrar o projeto durante o ano. Estamos estudando, inclusive, na etapa final da Copa Cerveja Brasil, criar uma categoria específica que é a Manipueira. Ainda estamos estudando, mas é um caminho”, aponta Tarantino.

Walfänger é cervejaria do ano e Brew Center tem Best of Show da Copa Paulista

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A segunda edição da Copa Paulista de Cerveja, realizada em Ribeirão Preto, teve a Walfänger e a Brew Center como grandes protagonistas. Enquanto a marca da “casa” foi coroada como a cervejaria do ano, a Brew Center, localizada em Ipeúna, conquistou o título de melhor cerveja da competição estadual.

A vitória da Walfänger repete o feito alcançado em 2022, a estabelecendo como bicampeã. Para receber o título de cervejaria do ano da Copa Paulista em 2023, a marca conquistou oito medalhas, incluindo uma de ouro, pela Walfänger Helles Kellerbier, três de prata e quatro de bronze. Por outro lado, a Brew Center, detentora da marca St. Patrick’s, partiu de Ribeirão Preto com a cerveja Best of Show do concurso, a St. Patrick’s Old Ale.

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A segunda edição da Copa Paulista concedeu 58 medalhas às diversas cervejarias participantes, sendo 19 delas de ouro. Além dos vencedores das categorias principais, outros destaques surgiram. A Brotas Beer, que leva o nome de sua cidade, foi a segunda melhor cervejaria da competição, com duas medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze. A Brotas Beer Schwartzbier foi a melhor do seu estilo e ainda conquistou o segundo lugar na disputa do Best of Show. A outra medalha de ouro da Brotas Beer foi para a Brotas Beer Coffee Lager.

A BR Brew, de Sertãozinho, ficou na terceira posição na corrida pelo título de cervejaria do ano da Copa Paulista, com um total de cinco medalhas, incluindo uma de ouro pela Sangue no Zóio, duas de prata e duas de bronze. Outro terceiro lugar na competição foi para uma cervejaria de Ribeirão Preto. A Amarillo alcançou esse posto na disputa do Best of Show com a Pacific IPA.

Ao lado da Brotas Beer, a Fredericia foi outra cervejaria que recebeu duas medalhas de ouro na Copa Paulista. As conquistas da marca de Rio Claro foram com a Bock e a Vienna Lager.

Uma novidade da segunda edição foi a premiação dos cervejeiros caseiros. Hermes Tartari e Marco Paulo Chimello foram reconhecidos com a melhor cerveja entre os participantes, a Suma!.

A cerimônia de premiação da Copa Paulista de Cerveja fez parte da programação do Craft Beer Ribeirão, um festival promovido pelo Polo Cervejeiro da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto.

O evento também prestou homenagem a figuras relevantes do segmento na região, casos de Marcelo Carneiro, fundador da Colorado, e Augusto Balieiro, que faleceu em setembro de 2022, sendo o fundador da Walfänger e o idealizador do Polo Cervejeiro de Ribeirão Preto.

Grupo Petrópolis vende frota de caminhões e altera proposta a credores

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O processo de recuperação judicial do Grupo Petrópolis, iniciado no final de março, passa por importantes mudanças. A empresa de bebidas, proprietária da marca Itaipava, confirmou a venda de sua frota de caminhões à Vamos Locação de Caminhões, Máquinas e Equipamentos por um total de R$ 576,2 milhões. Além disso, apresentou uma nova proposta de recuperação judicial aos seus credores, com o compromisso de pagá-los até 2035. Essa proposta deverá ser avaliada em uma assembleia marcada para a próxima segunda-feira (11).

A venda da frota de caminhões foi uma das novidades introduzidas na atualização da proposta de recuperação judicial do Grupo Petrópolis. A própria Vamos confirmou a aquisição, com a previsão de que o negócio seja concluído em até 90 dias, sujeito à aprovação dos credores da empresa de bebidas e do juiz responsável pelo processo de recuperação judicial.

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Nessa transação, a Vamos adquirirá 2.926 caminhões do Grupo Petrópolis, dos quais 2.392 permanecerão locados à empresa de bebidas em contratos de longo prazo, ajustados conforme a inflação. Isso permitirá que a companhia realize a venda para gerar caixa imediatamente, ao mesmo tempo em que continuará utilizando sua frota.

A recuperação judicial do Grupo Petrópolis foi solicitada como medida para garantir a continuidade das operações da empresa, sendo aprovada pela Justiça do Rio de Janeiro em 13 de abril. Com isso, a indústria de bebidas preparou inicialmente uma proposta de recuperação judicial que, no entanto, teve a assembleia de votação adiada, com o grupo cervejeiro apresentando agora um novo conjunto de termos.

Quando entrou com o pedido de recuperação judicial, o Grupo Petrópolis declarou uma dívida total de R$ 4,2 bilhões, que escalonou, segundo suas explicações, devido à perda de participação de mercado da empresa nos últimos anos, caindo de 15,3% em 2020 para 10,6% em agosto de 2022. Documentos da companhia também indicam que a produção diminuiu de 31,2 milhões de hectolitros em 2020 para 24,1 milhões de hectolitros em 2022.

Sob o controle de Walter Faria, o Grupo Petrópolis é o terceiro maior grupo cervejeiro do Brasil, com uma capacidade total de produção de 52,4 milhões de hectolitros de bebidas, embora esteja atualmente produzindo apenas 21 milhões de hectolitros. O grupo opera oito fábricas e é responsável pela geração de aproximadamente 24 mil empregos diretos.

Atualmente, o Grupo Petrópolis fabrica as marcas de cerveja Itaipava, Crystal, Lokal, Black Princess, Petra, Cabaré, Weltenburger e Brassaria Ampolis (com os rótulos Cacildis, Biritis, Ditriguis e Forévis); as vodcas Blue Spirit Ice e Nordka; a Cabaré Ice; os energéticos TNT Energy Drink e Magneto; o refrigerante It!; o isotônico TNT Sports Drink; a água Petra e água tônica Petra.

Confira os detalhes e as principais alterações na proposta de pagamento do Grupo Petrópolis aos seus credores:

CREDORES TRABALHISTAS
Não haverá desconto nos valores a serem pagos aos credores trabalhistas, que deverão começar a receber seus pagamentos até 30 dias após a homologação do acordo. Valores até 150 salários mínimos serão pagos em 12 parcelas, sendo a primeira de R$ 6,6 mil e as outras 11 parcelas iguais, limitadas a R$ 198 mil. Esses valores não sofrerão descontos e serão corrigidos pelo IPCA a partir da data da homologação do acordo, sem período de carência.

As principais mudanças dizem respeito aos pagamentos acima de 150 salários mínimos, que serão realizados até o final de 2035. A nova proposta inclui a capitalização de juros, um período específico de carência para correção monetária e juros, e um cronograma detalhado de amortização para esses saldos.

CREDORES COM GARANTIA REAL:
A nova proposta oferece aos credores com garantia real a escolha entre duas categorias de pagamento: “Fornecedores Colaboradores” ou “Financeiros Colaboradores”. Conforme definido anteriormente, os credores com garantia real que não optarem por se enquadrar como fornecedores ou financeiros colaboradores serão pagos com um desconto de 70% sobre o valor nominal do crédito, com carência até 2035. Além disso, a nova proposta introduz um desconto de 70% sobre o valor nominal do crédito com garantia real e especifica as condições de correção monetária e amortização.

CREDORES QUIROGRÁFICOS:
A principal mudança está na inclusão de uma cláusula que exige que os credores quirografários manifestem sua escolha de pagamento em um prazo de dez dias. As condições de pagamento em si permanecem essencialmente as mesmas. Na primeira opção, serão pagos R$ 10 mil por credor em até 30 dias após a homologação, e na segunda opção, o pagamento será realizado com um desconto de 70% sobre o valor nominal do crédito, com carência até 2035 e correção nos mesmos termos dos credores com garantia real.

CREDORES MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (ME E EPP):
A principal mudança está na inclusão de uma cláusula que exige que os credores ME e EPP manifestem sua escolha de pagamento em um prazo determinado de dez dias. Os valores e condições de pagamento em si permanecem essencialmente os mesmos, com pagamento integral de R$ 3,5 mil em 30 dias ou a opção de receber o pagamento com um desconto de 70% até 2035, com correção monetária pelo IPCA até 1,5% ao ano.

CREDORES COLABORADORES:
A proposta atualizada para os credores colaboradores inclui uma redução no período de carência, que agora é de 36 meses ou menos, bem como a possibilidade de redução ou exclusão do desconto e o pagamento de parcelas que podem aumentar ao longo do tempo.

Os credores financeiros e os credores aderentes que não possuem créditos com garantia real podem se tornar credores colaboradores e receberão o pagamento de seus créditos por meio de duas tranches: “Tranche A” e “Tranche B”. Na Tranche A, o valor do crédito será pago integralmente, com correção monetária e juros, e carência de principal, em 48 parcelas mensais. A Tranche B será composta pelo valor excedente ao limite da Tranche A, com as mesmas condições.

Outros Credores Colaboradores: Os credores financeiros e aderentes que oferecerem serviços bancários para a empresa em recuperação ou concordarem em suspender garantias sobre ativos operacionais também serão considerados credores colaboradores. Eles terão condições de pagamento específicas de acordo com a moeda do crédito, incluindo correção monetária, juros, carência e amortização.

Credores com Garantia Real: Os credores financeiros com créditos garantidos por garantias reais podem se tornar credores colaboradores se concordarem em manter recursos nas contas reservas das recuperandas e liberarem as garantias, com condições de pagamento que incluem juros, bônus de adimplência e carência de principal.

Manifestação de Intenção: Todos os credores que desejam se enquadrar como credores colaboradores devem manifestar sua intenção por escrito dentro de um prazo de 10 dias úteis a partir da data da homologação.

Marcas do RJ e fundador da Colorado se unem em cerveja com lúpulo nacional

A criação de rótulos colaborativos é um marco no mundo das cervejas artesanais, com intenções e ingredientes se unindo harmoniosamente. Recentemente, uma nova cerveja juntou nomes relevantes, com o objetivo de valorizar o lúpulo cultivado em solo brasileiro. Foi assim que as cervejarias Sampler e Quatro Graus, Marcelo Carneiro, fundador da Colorado, e o ator Thiago Lacerda se uniram para produzir uma Double IPA que leva o lúpulo nacional.

A Sampler e a Lúpulo Riad, de propriedade de Thiago Lacerda, ambas de Petrópolis e associadas à Rota Cervejeira RJ, se reuniram com a Quatro Graus, uma cervejaria cigana do Rio de Janeiro, e com Marcelo Carneiro para fazer uma espécie de “releitura” de uma das cervejas concebidas pelo fundador da Colorado durante seu tempo na marca de Ribeirão Preto, detentora de prêmios em competições como a Copa Cervezas de América e o Concurso Brasileiro de Cervejas.

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O resultado dessa colaboração com a participação do fundador da Colorado é uma cerveja que apresenta o aroma do lúpulo Comet brasileiro, uma cor âmbar atraente, espuma persistente e até mesmo um toque de rapadura em sua formulação. Ela possui uma graduação alcoólica de 8,2% e 62 IBUs de amargor.

“É uma exclusividade criada por grandes nomes do mercado”, diz Ana Cláudia Pampillón, coordenadora da Rota Cervejeira RJ, que acompanhou de perto a idealização e concepção da cerveja, até por envolver integrantes da associação da Serra Fluminense.

O grande diferencial desta criação, que em breve estará disponível para os apreciadores de cerveja, é o toque especial do ingrediente nacional, cultivado na Lúpulo Riad. “Os lúpulos frescos de Petrópolis que trazem características florais e de frutas tropicais”, acrescenta Ana Cláudia.

Marcelo Carneiro, que fundou a Colorado em 1996, na cidade de Ribeirão Preto, desempenhou um papel fundamental no movimento das cervejarias artesanais no Brasil. Desde o início, a marca chamou a atenção pelo uso de ingredientes locais em sua produção e por sua identidade visual única. Em 2015, a cervejaria foi adquirida pela Ambev.

A ideia da cerveja colaborativa, então, surgiu do desejo do fundador da Colorado de aprofundar seu conhecimento sobre o lúpulo nacional, além da admiração provocada por sua história por ele em quem atua no mercado brasileiro de artesanais, como destaca Ana Cláudia. “Aliada a isso tem os meninos da Sampler e da Quatro Graus que nutriram uma grande admiração pelo Marcelo”, conta.

A Rota RJ, que coloca a valorização do cultivo local do lúpulo como uma de suas prioridades, recentemente passou a contar com três produtores da Serra Fluminense: além da Lúpulo Riad, a Estância Éden, também de Petrópolis, e a Floresta Mendes, de Nova Friburgo.

De acordo com a coordenadora da Rota RJ, o mercado nacional pode esperar mais lançamentos com o uso do lúpulo local pelos seus associados. E essa é uma tendência que ela espera que se espalhe para cervejarias de outras regiões do país.

“Essa é a nossa vontade: começar um movimento de valorização do lúpulo brasileiro entre as associadas e com isso abrir essa credibilidade para todas as cervejarias do país. Acreditar no insumo nacional é fundamental para o fortalecimento da cultura do lúpulo”, diz.

A cerveja estará disponível em breve em barris no bar da Sampler, em alguns estabelecimentos de Ribeirão Preto e possivelmente no Mondial de la Bière Rio, em outubro, para o qual a Rota RJ está preparando uma série de ações.