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21 cervejas compõem 1ª safra do Manipueira; veja detalhes e participantes

Os primeiros resultados práticos do Projeto Manipueira acabam de ser apresentados, revelando um total de 21 cervejas lançadas por produtores de diversas regiões do Brasil, após um período de 12 meses de fermentação e maturação em barris de madeira.

Esta safra é o marco de uma experiência pioneira, na qual cervejeiras artesanais de oito estados e do Distrito Federal utilizaram microrganismos da mandioca para fermentar suas cervejas. A coordenação do projeto ficou a cargo da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), com o lançamento das produções acontecendo durante a Semana Selvagem.

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Todas essas cervejas, aliás, poderão ser degustadas na 1ª Feira Selvagem, evento que ocorrerá neste sábado dentro da Semana Selvagem, um projeto criado pela Abracerva com o apoio do Conselho Federal de Química. A feira será das 14h às 19h na Cervejaria Tarantino e terá degustação gratuita com taça personalizada, além de venda de cerveja e acessórios direto com cada marca. Os ingressos estão no último lote.

O Projeto Manipueira foi lançado em setembro de 2022 com o objetivo de aproveitar o líquido extraído da mandioca durante a produção de farinhas e tapioca para criar cervejas selvagens, explorando a rica variedade de elementos encontrados no solo brasileiro.

“Até agora estávamos apenas analisando cervejas em desenvolvimento, que sim, tinham alguns pontos em comum. Mas agora que é produto finalizado, vamos começar a entender o que estas cervejas todas têm em comum realmente”, diz Diego Rzatki, coordenador do Projeto Manipueira.

A iniciativa visa incentivar as cervejarias a utilizar a microflora de suas regiões em criações únicas, fermentadas por leveduras e microrganismos selvagens, buscando uma identidade de sabor verdadeiramente brasileira.

Resultados preliminares do experimento indicam o potencial para o surgimento de um novo estilo de cerveja, como explica Rzatki. “Existem certas características sensoriais, como frutas cítricas brancas, flores brancas e coco, que estavam presentes na maioria. Por outro lado, analisando a cinética de fermentação, se observa que algumas leveduras têm papel importante sendo repetido nas amostras analisadas. Ou seja, tem pontos em comum no âmbito sensorial e microbiológico, o que, no conjunto de cervejas, vai dar uma certa identidade em comum, e assim ficar explícito que pode existir um novo estilo observável”, comenta.

Esse aspecto também é destacado pelo presidente da Abracerva, Gilberto Tarantino, apontando o potencial do projeto de abrir as portas para o surgimento de uma escola brasileira de cervejas, assim como para reforçar os elos entre o segmento e a gastronomia.

“O projeto faz parte da construção de uma escola cervejeira nacional que passa pela identificação e pelo uso de insumos brasileiros. No caso da Manipueira, os microrganismos presentes na mandioca. Mas também fazem parte desses insumos, o nosso lúpulo, que começa a se estruturar comercialmente e mesmo o malte de milho, um outro elemento de brasilidade”, diz. “A fermentação selvagem tem chamado muito a atenção de sommeliers de vinho, restaurateurs e críticos de gastronomia que se maravilham com a complexidade deste tipo de cerveja”, acrescenta.

Como são as cervejas do Manipueira

O Guia conversou com representantes de 3 das 21 cervejarias participantes da primeira safra do Manipueira para compreender os resultados que foram obtidos. “Mesmo sendo uma cerveja selvagem, ainda assim não assusta ao paladar, base leve, acidez média, tem sua rusticidade. Nota-se bastante características da mandioca crua/tapioca, vínico, uva branca, combinado com ésteres que remetem a frutas tropicais e funky”, completa Thomas Marek, proprietário e cervejeiro da Marek, de Charqueadas (RS).

A paulistana Pestana relata que a sua produção traz notas de frutas cítricas, abacaxi, limão, carambola, funky moderado comparado com as Brettanomyces europeias. Por sua vez, a Uçá, de Aracaju, afirma que a sua cerveja apresenta tonalidade amarelo ouro clara e brilhante, com uma translucidez distinta com notas resinosas e um toque funky que são evidentes.

“Sua secura é bem pronunciada, acompanhada por uma acidez convidativa e um sabor vinoso que lembra uvas brancas. É notavelmente distinta das cervejas selvagens europeias, exibindo uma rusticidade única. A alta carbonatação na garrafa também adiciona uma nota de elegância à experiência geral”, diz Filipe Barros, mestre-cervejeiro e fundador da Uçá.

Em comum, algumas cervejarias enfrentaram dificuldades na obtenção da manipueira para o processo de produção. “Conseguimos encontrar uma fábrica de tapioca no extremo da Zona Sul de São Paulo, perto de Embu das Artes, sendo que a Pestana está localizada na zona norte. Pesquisamos muito, encontramos e mesmo assim o fornecedor ficou bastante desconfiado”, lembra Daniel Corrêa, sócio e mestre-cervejeiro da Pestana.

Isso também desafiou a Marek. “A solução foi produzir nossa própria Manipueira, pegando de produtor de aipim/mandioca e fazer manualmente o serviço de moagem”, destaca o proprietário e cervejeiro da Marek.

Já a Uçá aproveitou a busca pela manipueira para conhecer mais sobre esse produto da mandioca. “Fomos em casas de farinha no interior do nosso estado e pudemos conhecer mais dessa atividade que é muito comum. Além disso, acho que produzir algo que não sabemos o resultado esperado foi algo novo e desafiador”, diz Filipe Barros, mestre-cervejeiro e fundador da Uçá.

Confira as cervejarias que apresentaram suas criações na primeira safra do Manipueira:

Ade Bier (PR)
Caatinga Rocks (AL)
Cozalinda (SC)
Cruls (DF)
Cybeer (SP)
Fermentaria Local (SP)
Hill Beer (MG)
IFSP – Sertãozinho (SP)
Lobos / Funky Folks (PR)
Marek (RS)
Nacional (SP)
Pestana (SP)
Piwo Cervejaria Rural/Botânica/Aurora (ES)
Prisma (SP)
Quinta do Belasca (SC)
São Sebastião (MG)
Tarantino (SP)
Trilha (SP)
Uçá (SE)
Zapata Cervejaria Rural (RS)
ZalaZ (MG)

Balcão do Advogado: Deu errado – Encerramento das atividades da cervejaria

Balcão do Advogado: Deu errado – Encerramento das atividades da cervejaria

O recente fechamento da renomada Anchor, a cervejaria artesanal mais antiga dos Estados Unidos, acendeu um alerta entre os cervejeiros. Diversas cervejarias que sobreviveram à crise pandêmica estão tendo dificuldades de manterem seus negócios de pé.

A realidade brasileira é semelhante à norte-americana: mesmo com o aumento anual do número de cervejarias registradas apontado pelo anuário do MAPA, muitas fábricas e marcas ciganas estão sendo obrigadas a fechar suas portas.

Nenhum empresário começa seu negócio pensando em fechá-lo, é claro. No entanto, deve-se ter em mente que um eventual fracasso não necessariamente significa o fim definitivo de uma história empreendedora.

É necessário sempre agir com profissionalismo, mesmo diante de situações adversas, muitas vezes agravadas pelo grande número de procedimentos burocráticos que se enfrenta no Brasil.

O primeiro passo para seguir em frente é, justamente, colocando o ponto final na empresa malsucedida, encerrando corretamente suas atividades sem deixar nenhuma pendência.   

Procedimentos importantes para o encerramento de uma cervejaria
Ainda que o empreendedor sinta-se desestimulado a proceder na correta baixa da empresa, é importante compreender que há sérios riscos de não oficializar o fim do negócio.

Ao negligenciar a tarefa, algumas obrigações empresariais fiscais, tais como declarar o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e apresentar os balanços, serão mantidas mesmo que o negócio esteja inativo, podendo render débitos desnecessários e ocasionando a responsabilização das pessoas físicas dos sócios e administradores.[1]

Inicialmente, é ideal ser honesto e transparente com fornecedores, clientes e funcionários, evitando surpreendê-los com o encerramento das atividades de forma abrupta. Todas as obrigações devem ser quitadas perante eles ou, pelo menos, acordos formais devem ser estabelecidos, na medida do possível.

Em seguida, é fundamental seguir corretamente todos os procedimentos burocráticos, por mais custosos que sejam. É aconselhável contar com a assessoria de contadores.   

Distrato Social: Se a cervejaria estiver constituída em regime de sociedade, o que é certamente a grande maioria dos casos, os sócios têm de assinar uma ata de encerramento da empresa, formalizando em seguida o chamado Distrato Social. Esse documento deve explicar por que a sociedade foi desfeita e como será a divisão dos bens da empresa entre os sócios.

CND e FGTS: É preciso solicitar a Certidão Negativa de Débitos (CND) no site da Receita Federal, documento emitido de forma gratuita e que será liberado se for verificada a regularidade fiscal do contribuinte quanto aos créditos tributários federais administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e quanto à Dívida Ativa da União, administrada pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (o que já inclui as pendências relativas às contribuições previdenciárias).

Isso deve ser feito mesmo que a empresa não tenha funcionários, pois pode haver débitos pendentes em relação a contribuições previdenciárias. Se for constatada alguma pendência, será necessário entrar em contato com a Receita Federal e agendar atendimento para a solução do problema.

Outra certidão necessária é o Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), disponível também gratuitamente no site da Caixa Econômica Federal (CEF). Se houver pendências, deve-se procurar uma agência da CEF.

Baixa na prefeitura, no estado: Em todos os casos, como se está diante de legislações e procedimentos locais, o ideal é consultar as respectivas secretarias da Fazenda (ou das Finanças).   

No caso da prefeitura, é necessário realizar a baixa se a cervejaria prestava algum serviço, ou seja, se recolhia o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza. Em Porto Alegre, por exemplo, é exigido o preenchimento de um requerimento específico para baixa de CNPJ, o qual deverá ser acompanhado por alguns documentos comprobatórios do encerramento regular das atividades.

Baixa no CNPJ (Junta Comercial e/ou Receita Federal): Dependendo do estado em que a empresa está registrada, é possível que a solicitação de baixa do CNPJ seja realizada diretamente perante a Junta Comercial, que comunicará a extinção à Receita Federal do Brasil, em geral num prazo de até três dias (se não houver pendências), como já ocorre no Rio Grande do Sul desde 19/01/2015.

Também será necessário apresentar uma série de documentos que comprovem a quitação de diversos tributos e contribuições obrigatórias, que são as certidões obtidas nos passos anteriores.

Recuperação judicial e falência
Se a crise econômico-financeira da cervejaria for tamanha que não consiga atender todas suas obrigações perante os mais diversos tipos de credores (fiscal, trabalhista, quirografário etc.), ainda existem remédios legais disponíveis na Lei nº 11.101/2005: a recuperação (judicial ou extrajudicial) e a falência.

Assim, se realmente o negócio não obteve êxito e está trazendo mais problemas do que soluções, é hora de rever os rumos, fazer uma profunda análise e reflexão sobre o que determinou o insucesso do empreendimento, a fim de evitar cometer os mesmos erros na próxima empreitada.


[1] É importante ressaltar que, desde a Lei Complementar 147 de 2014, as empresas enquadradas como microempresas ou empresas de pequeno porte pelo regime da Lei Complementar 123 de 2006, estão dispensadas de comprovar a inexistência de débitos para a efetivação da baixa. Nesses casos, a baixa é efetivada normalmente, e os débitos da empresa, se existirem, são repassados aos empresários, titulares, sócios e administradores no período da ocorrência dos respectivos fatos geradores.


André Lopes e Vinícius Verdi Borges são sócios do escritório Lopes, Verdi & Távora Advogados e criadores do site Advogado Cervejeiro.

Com feira e congresso, Semana Selvagem celebra cerveja ácida brasileira

Em 2023, a semana da Independência do Brasil também será dedicada à apreciação da cerveja selvagem nacional em São Paulo. Desta quarta-feira (6) até domingo (10), a cidade recebe a Semana Selvagem, com uma série de eventos destinados tanto aos profissionais da indústria como para os fãs desse tipo de cerveja.

A Semana Selvagem inclui o lançamento das cervejas do Projeto Manipueira, um congresso chamado Encontro Selvagem, a Feira Selvagem e um workshop. O evento é promovido pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), com o projeto do evento tendo sido o vencedor de um edital de chamamento público do Conselho Federal de Química, que se tornou o principal apoiador do encontro.

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Os ingressos para o congresso estão disponíveis para compra na plataforma Sympla, sendo possível adquiri-los separadamente ou em conjunto com a entrada para a feira. O lançamento das cervejas do Projeto Manipueira será um evento gratuito. Além disso, para alcançar um público mais amplo, o congresso terá transmissão pela internet.

“As cervejas ácidas complexas têm um potencial de carregar e expor a brasilidade em forma da bebida mais querida dos brasileiros. Garrafas que não carregam apenas o líquido, mas também terroir e um conjunto de conhecimentos e culturas que moldaram nosso país. Óbvio, sabemos que o Brasil não começou na Independência, mas existe um simbolismo de formatação da ideia de Brasil que é importante em nossa história”, explica o coordenador da Semana Selvagem, Diego Rzatki.

A Semana Selvagem começa nesta quarta-feira, às 16 horas, no Empório Alto dos Pinheiros (EAP), com o lançamento das cervejas da primeira safra do Projeto Manipueira. Este projeto reúne mais de 20 cervejarias de diferentes estados do Brasil, unidas na produção de cervejas fermentadas com microrganismos da mandioca.

Na quinta e sexta-feira (dias 7 e 8), o Encontro Selvagem será realizado na cervejaria Tarantino, com palestras, cursos e mesas redondas com produtores, cientistas, chefs de cozinha, sommeliers e outros profissionais do setor cervejeiro. As discussões abordarão temas relacionados às cervejas ácidas complexas do Brasil e da América do Sul.

A parceria com o Conselho Federal de Química permitirá a participação de pesquisadores e profissionais que compartilharão conhecimentos sobre o futuro do mercado cervejeiro. O congresso contará com 26 atividades, incluindo palestras, mesas redondas, degustações e workshops, com mais de 50 palestrantes do Brasil e do exterior. A programação completa pode ser conferida no link.

No sábado, a Feira Selvagem acontecerá novamente na Tarantino, onde os participantes poderão degustar mais de 70 rótulos de cervejarias brasileiras e estrangeiras. Além disso, as cervejarias venderão garrafas e seus profissionais estarão presentes para apresentar detalhes de suas produções. A feira terá início ao meio-dia para profissionais do setor de bares, hotelaria e restaurantes, e às 14h para o público em geral.

Fechando a programação da Semana Selvagem no domingo, associados da Abracerva e cervejeiros profissionais do Projeto Manipueira participarão do Encontro Técnico Selvagem, na Trilha Cervejaria. Este evento contará com a presença de cervejeiros do Peru e da Bélgica, que ministrarão cursos e palestras sobre cervejas ácidas complexas, além de realizarem brassagens.

O principal objetivo da Semana Selvagem é ampliar a divulgação e o conhecimento sobre cervejas desse estilo e celebrar a cultura brasileira, incentivando a pesquisa e o desenvolvimento de produtos com identidades únicas.

A ideia de reunir os conteúdos técnicos na Semana da Independência foi muito feliz, pois começamos a estabelecer simbolicamente a independência tecnológica e de identidade para cerveja selvagem brasileira

Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva

Além disso, o evento tem o potencial de fortalecer a conexão entre o mercado cervejeiro e os profissionais de química, que desempenham um papel crucial na garantia da qualidade do produto e na pesquisa e desenvolvimento contínuos.

“O mercado de produção de cervejas, especialmente no segmento das cervejas artesanais, está vivendo um processo de expansão muito rápido. Temos certeza de que o profissional da Química é partícipe desse crescimento, pois os conhecimentos na área são fundamentais para garantir a qualidade que o produto tem alcançado. Os profissionais da Química estão por trás ainda do processo de pesquisa e desenvolvimento, colocando a serviço da indústria sua inventividade e competência – tudo para que as cervejas feitas no país sejam cada vez melhores e surpreendam o consumidor”, conclui o presidente do Conselho Federal de Química, José de Ribamar Oliveira Filho.

Confira a programação da Semana Selvagem:

6 de setembro: Lançamento da 1ª safra da Manipueira Selvagem, no EAP – Empório Alto Pinheiros, a partir das 16h, com entrada gratuita.

7 e 8 de setembro: II Encontro Selvagem, na Cervejaria Tarantino, com palestras, workshops e mesas de debate sobre cervejas ácidas complexas.

9 de setembro: I Feira Selvagem, na Cervejaria Tarantino, com mais de 70 rótulos de cervejas ácidas complexas.

10 de setembro: II Encontro Técnico Selvagem, na Trilha Cervejaria, com cervejeiros internacionais compartilhando conhecimentos sobre cervejas ácidas complexas.

Produção de alcoólicas tem reação modesta após 3 meses de queda

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Após um trimestre inteiro de declínio, a fabricação de bebidas alcoólicas pode ter iniciado um processo de recuperação, ainda que de forma modesta. De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Industrial Mensal (PIM), houve um aumento de 0,2% na produção de bebidas alcoólicas em julho, em comparação com o mesmo período de 2022.

No entanto, esse modesto índice não foi suficiente para reverter a tendência de queda na produção de bebidas alcoólicas em 2023, que continua a cair, registrando um recuo de 0,6% no período de janeiro a julho. O indicador também permanece em baixa nos últimos 12 meses, com retração de 1,3%.

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Embora o avanço tenha sido pequeno, a XP Investimentos o considerou positivo, especialmente à luz das expectativas mais modestas. “A produção de bebidas em julho mostrou uma recuperação razoável e ficou 6,9% acima das nossas estimativas, o que, em nossa visão, pode estar relacionado às temperaturas acima da média”, observa, em relatório.

A equipe de análise do banco de investimentos também apontou um cenário mais favorável para a Ambev nos próximos meses, embora não descarte a possibilidade de um enfraquecimento no ritmo da indústria cervejeira em geral.

“Continuamos confiantes de que a Ambev continuará a ganhar participação de mercado devido ao ambiente desafiador para os concorrentes, juntamente com a forte execução comercial da Ambev e as vantagens competitivas fortalecidas pelas novas iniciativas digitais”, afirma.

O aumento na produção de bebidas alcoólicas em julho contrasta com o desempenho das bebidas não alcoólicas. Após um primeiro semestre de alta, essa atividade perdeu força e registrou uma queda significativa de 7,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No entanto, o segmento ainda acumula um crescimento de 0,4% nos primeiros sete meses do ano e um desempenho positivo de 2,3% nos últimos 12 meses.

No que diz respeito à produção de bebidas em geral, houve uma diminuição de 3,6% em relação a julho de 2022. Como resultado, o indicador encerrou os sete primeiros meses do ano ainda com números negativos, agora em -0,1%. No acumulado dos últimos 12 meses, há um ligeiro crescimento de 0,4%.

Perda de ritmo na produção industrial nacional
A produção industrial nacional perdeu ritmo, apresentando uma queda de 0,6% em julho em relação ao mês anterior. Quando comparada a julho de 2022, a produção industrial teve uma redução de 1,1%. No acumulado do ano, a indústria acumula uma queda de 0,4% em relação ao mesmo período de 2022, e nos últimos 12 meses, a variação é nula, de 0,0%.

Os resultados indicam que três das quatro grandes categorias econômicas e 15 dos 25 ramos pesquisados apresentaram uma redução na produção em relação a junho. “Esse resultado acentua o movimento de perda de ritmo, especialmente quando comparado com junho e maio”, explica André Macedo, analista da pesquisa do IBGE.

As maiores influências negativas vieram dos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-6,5%), indústrias extrativas (-1,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-12,1%), e máquinas e equipamentos (-5,0%). Por outro lado, os impactos positivos mais significativos foram observados nos setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (8,2%), produtos alimentícios (0,9%), e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,7%).

Descubra os segredos das 9 brasileiras vencedoras do World Beer Awards

As cervejas brasileiras mais uma vez brilharam intensamente no World Beer Awards, uma das premiações mais prestigiadas em todo o mundo. Nove rótulos nacionais, vindos de estados, como São Paulo, Bahia, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro, conquistaram dez medalhas em diferentes estilos e categorias.

Para apresentar as características e os segredos dessas cervejas brasileiras que se destacaram neste ano no World Beer Awards, o Guia traz os atributos, os ingredientes e os insumos utilizados na criação desses premiados rótulos. Além disso, conversamos com representantes das cervejarias, que celebraram suas conquistas na competição e compartilharam suas opiniões sobre seus produtos.

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Confira a seguir as peculiaridades de cada uma das cervejas medalhistas de ouro pelo Brasil no World Beer Awards de 2023:

Saison Chardonnay, da Água do Monge, melhor Biére De Garde & Saison

A Saison Chardonnay é envelhecida por 24 meses em barril de carvalho americano previamente utilizado para vinho Chardonnay. Ela passa por fermentação em garrafa e continua a amadurecer com o contato com as borras (método sur lie, usado na fabricação de espumantes), o que contribui para seu desenvolvimento após o envase. Esta cerveja possui um aroma frutado, com notas de especiarias, nuances de panificação, toques amadeirados e um leve toque de funk. Na boca, é uma cerveja seca, carbonatada, com acidez pronunciada e amargor médio.

“(O segredo é o) Zelo desde a escolha da matéria prima, produção sempre atenta aos parâmetros do estilo, fermentação impecável, tanque de Saison sempre com levedura e solenoide nova para não comprometer a fermentação e o principal de tudo: paciência. E acreditar que a base estava boa para atingir a excelência com o envelhecimento no barril”, conta Paulo Jorge Harmuch Slompo sócio- proprietário e mestre cervejeiro da marca de Guarapuava (PR).

Sour Com Morango, da Artmalte, melhor entre as Catharina Sour

Com 4% de teor alcoólico e 4 IBUs, a Sour com Morango da Artmalte coloca o morango como ingrediente principal. Com sua coloração avermelhada, a cerveja é leve, refrescante, frutada, levemente acidificada e apresenta notas de morango tanto no aroma quanto no sabor.

“Buscamos o equilíbrio entre a acidez e as notas de morango, focados numa cerveja refrescante e fácil de beber”, comenta a cervejaria da Bahia.

British Strong Ale, da Ashby, melhor Bitter com mais de 5,5% de graduação alcoólica

A cerveja apresenta um sabor intenso e marcante, típico das legítimas puro malte e das Ales inglesas. Ela é elaborada com quatro tipos de malte e lúpulos aromáticos, resultando em sabores de amêndoas e frutas amarelas. A British Strong Ale é uma representante autêntica do estilo inglês, com 5,8% de teor alcoólico e um amargor pronunciado.

“Fomos muito fiéis ao estilo na sua criação. Além de ser a receita de uma Bitter genuinamente inglesa, utilizamos maltes, lúpulos e leveduras que são usados na maioria das cervejas desse estilo. Também tratamos nossa água para que fique muito próxima da lendária água de Trent. É óbvio que tudo isso, sem o talento de toda nossa equipe, não nos traria o resultado que obtivemos. Ganhar com um estilo genuinamente Inglês, nas terras em que ele foi criado, com uma cerveja feita no Brasil é motivo de muito orgulho”, comenta Scott Ashby, fundador da Ashby.

Bohemia Reserva, da Bohemia, melhor Dark Barley Wine

Com 36 IBUs e 10% de teor alcoólico, a Bohemia Reserva é uma cerveja puro malte de guarda, sem prazo de validade, permitindo que seu aroma e sabor se intensifiquem com o tempo. Notas de caramelo, chocolate, toffee e frutas vermelhas são características dessa cerveja da marca de origem fluminense da Ambev.


IPA Zero, da Campinas, melhor IPA sem álcool ou de baixa graduação alcoólica

Com um teor alcoólico inferior a 0,4% devido a um processo fermentativo especial, a IPA Zero da Campinas é conhecida pelo aroma cítrico e intenso típico das IPAs, que é obtido através do uso de lúpulos americanos aplicados três vezes durante a maturação pelo processo de dry hopping. Além disso, é uma cerveja low carb, com 68 calorias. Tem 40 IBUs de amargor.

“Podemos dizer que o sucesso dela está atrelado a uma execução bem feita do processo, conhecimento de mercado, planejamento preciso e foco na inovação. Hoje ela é a cerveja mais premiada da Campinas e temos certeza que está atrelado a experiência única que a IPA Zero causa desde o primeiro até o último gole”, destaca Giovana Miguel Martinez, analista de marketing e relacionamento da Campinas

Appia, da Colorado, melhor Flavoured Honey & Maple

Com 10 IBUs e 5,5% de teor alcoólico, a Appia é uma cerveja que incorpora o mel de laranjeiras de pequenos produtores em sua fórmula. Isso resulta em uma combinação exótica, feita a partir de cevada, trigos maltados e uma levedura de alta fermentação exclusiva, de acordo com o descritivo divulgado pela marca de Ribeirão Preto (SP) da Ambev.


Virtù Vol2, da Daoravida, melhor Brazilian Pale Ale

Criada em colaboração entre as cervejarias Daoravida e Tábuas, a Virtù Vol2 possui 50 IBUs e 6% de teor alcoólico. A receita utiliza maltes básicos e levedura neutra, com single hop do lúpulo Comet, proveniente das Fazendas Brava Terra e Dalcin, o que destaca o potencial do produto nacional. “Com a ebulição da produção de lúpulo no Brasil, nós junto com a Tábuas, buscamos uma receita para expressar todo o potencial desse novo insumo local na receita da Virtù Vol2”, diz Wagner Falci, fundador e cervejeiro da Daoravida.

“A cerveja foi criada para celebrar a 2ª Copa Brasileira do Lúpulo que aconteceu em Campinas, fruto da iniciativa da Kalamazoo e do professor Duan Ceola. Atingimos uma receita delicada e com muito equilíbrio que abriu as portas para a explosão de aromas que esse varietal está mostrando na sua adaptação ao solo brasileiro. A premiação foi, provavelmente, o reconhecimento de todo esse esforço em fazer uma cerveja de base para o lúpulo”, acrescenta Falci.


Sour de Caju, da Proa, melhor Flavoured Wild & Sour Beer

A Sour de Caju incorpora a suculência, o aroma e o sabor do caju. Com uma acidez notável, baixa formação e retenção de espuma, esta cerveja possui 6 IBUs e 3,5% de teor alcoólico, lembrando até mesmo um espumante.

“Acredito que a Sour de Caju foi premiada pois imprime de forma equilibrada acidez, o sabor e aroma do caju e alta drinkabity”, comenta Débora Lehnen, sócia-proprietária da Proa.

Brut, da Wäls, melhor melhor entre as Brut Beer e na categoria Speciality Beer

A cerveja Brut, da Wäls, é elaborada pelo método champenoise, com leveduras de champagne. Com sua coloração dourada e translúcida, ela apresenta aromas que lembram vinho branco e notas cítricas. Com perlage fino e duradouro, ela passa por nove meses de maturação com temperatura e umidade controladas, resultando em uma cerveja com 9% de teor alcoólico.

“Estamos extremamente orgulhosos do destaque que a cerveja brasileira  – representada pelas nossas marcas – recebeu nessa premiação. Mais do que só uma bebida, a cerveja é símbolo da nossa cultura, de compartilhar e celebrar com quem gostamos. De brindar aos bons momentos. E, definitivamente, hoje temos ainda mais motivos para brindar. Nossas marcas são destaque no mercado cervejeiro, e em todos os anos estão sempre representando o Brasil nos estilos cervejeiros propostos em competições desse nível. Unidas a nossa criatividade, escuta ativa e sede de inovar, nos permitiu criar cervejas únicas, que se destacaram no concurso. Unindo qualidade à autenticidade dos nossos rótulos, conseguimos ficar em evidência  no World Beer Awards”, finaliza Sybilla Geraldi, coordenadora de conhecimento e cultura cervejeira da Ambev, celebrando as conquistas das cervejas da companhia na competição.

Ação da Ambev cai mais do que o Ibovespa em agosto e agora recua 4,7% em 2023

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O mês de agosto não foi bom para a maior parte das empresas listadas na bolsa de valores brasileira, a B3, e acabou não sendo diferente para a Ambev. Tendo perdido R$ 1,02 do seu valor durante o mês, a ação da Ambev fechou agosto cotada a R$ 13,84, o que representou queda de 6,87%  em relação ao final de julho.

Esse foi o segundo mês consecutivo de recuo da ação da Ambev na Bolsa brasileira, revertendo sua trajetória em 2023 para uma desvalorização de 4,68% no acumulado de janeiro a agosto.

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A queda da ação da Ambev em agosto foi mais acentuada do que o recuo do Ibovespa, o principal índice da B3, que fechou o mês com 115.741,81 pontos, representando uma redução de 5,08%.

Agosto testemunhou um recorde para o Ibovespa, com 13 sessões consecutivas de queda, com 18 dos 23 pregões realizados no mês terminando com números negativos. Esse cenário, segundo alguns analistas, foi influenciado pela perspectiva de recessão na economia dos Estados Unidos, desaceleração na economia chinesa e incertezas em relação ao cumprimento da meta fiscal pelo Brasil.

Consequentemente, 66 das 85 ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, incluindo a da Ambev, registraram quedas em agosto, com a maior sendo do Pão de Açúcar, com uma desvalorização de 42,39%, seguido pela Via, que caiu 41,2%. Já a maior alta do mês foi da São Martinho, com um ganho de 7,95%.

Em agosto, a maior queda diária da ação da Ambev ocorreu em 3 de agosto, quando caiu 2,79%. Esse recuo coincidiu com a divulgação do balanço financeiro do segundo trimestre, que revelou um lucro líquido de R$ 2,598 bilhões para a empresa, representando uma redução de 15,2% em comparação com o mesmo período de 2022.

Outra queda significativa aconteceu em 31 de agosto, quando a ação da Ambev caiu 2,4%. Isso ocorreu após o governo federal publicar um projeto de lei que prevê o fim dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) a partir de 1º de janeiro de 2024.

O JCP é usado pelas empresas para remunerar os acionistas, sendo dedutível no cálculo do Imposto de Renda das companhias. Somente no ano passado, a Ambev pagou aproximadamente R$ 12 bilhões em JCP aos seus acionistas.

A maior alta diária das ações da Ambev na B3 ocorreu em 28 de agosto, com um aumento de 1,57%. Isso se deu após duas quedas significativas de 1,41% e 1,80% nas duas sessões anteriores, o que costuma ser visto por analistas como um ajuste nos preços.

Além disso, essa valorização aconteceu na sequência da publicação de um relatório pelo Bradesco BBI apontando que o inverno com temperaturas mais elevadas do que a média pode beneficiar a empresa.

Fora do Brasil
Em Nova York, a ação da Ambev seguiu o mesmo padrão de queda em agosto, mas de forma ainda mais pronunciada, com uma redução de 11,21%. O mês encerrou com a ação cotada a US$ 2,77. Ainda há alta em relação ao final de 2022, mas agora o aumento é modesto, de apenas US$ 0,05.

Na Europa, por outro lado, as ações dos dois maiores grupos cervejeiros do mundo tiveram pequena valorização em agosto. A AB InBev cresceu 0,86%, atingindo o valor de 52,50 euros, enquanto o Grupo Heineken viu um aumento de 0,76%, alcançando 89,82 euros.

Tudo sobre o jogo Gates of Olympus: como funciona, personagens e muito mais

Gates of Olympus é um jogo de caça-níqueis (slot machine) online inspirado na mitologia grega que oferece uma experiência emocionante e repleta de ação. Desenvolvido pela Pragmatic Play, uma renomada empresa de software de jogos, o jogo Gates of Olympus transporta os jogadores para o mundo dos deuses gregos, e oferece oportunidades de muita diversão. 

Entenda como funciona o jogo Gates of Olympus

O jogo Gates of Olympus possui 5 rolos e 25 linhas de pagamento, onde os jogadores podem fazer suas apostas e girar os rolos para tentar obter combinações vencedoras. O objetivo do jogo é obter combinações de símbolos iguais em uma linha de pagamento ativa. Os símbolos do jogo incluem deuses gregos, como Zeus, Atena e Poseidon, além de outros elementos relacionados à mitologia, como escudos, coroas e harpas. Além dos símbolos regulares, o jogo também possui símbolos especiais, como o Wild (representado pelo logotipo do jogo) e o Scatter (representado pelo símbolo do raio). 

O Wild pode substituir outros símbolos para ajudar a formar combinações vencedoras, enquanto o Scatter pode acionar recursos especiais, como rodadas grátis. O jogo também possui recursos bônus, como o “Olympus Bonus”, que é ativado quando três ou mais símbolos Scatter aparecem nos rolos. Nesse recurso, os jogadores podem escolher entre diferentes opções de rodadas grátis, cada uma com multiplicadores e características especiais diferentes. 

Conheça os deuses e heróis de Gates of Olympus

Alguns dos personagens que você vai encontrar em Gates of Olympus são Zeus, o rei dos deuses e governante do Monte Olimpo. Ele é conhecido por ser o deus do trovão e do relâmpago. Poseidon, o deus dos mares e dos terremotos. Ele é frequentemente retratado com um tridente e é um dos irmãos de Zeus. 

Hades, que é o deus do submundo e dos mortos. Ele é o irmão de Zeus e Poseidon e governa sobre o reino dos mortos. Atena, a deusa da sabedoria, da estratégia e da guerra justa. Ela é conhecida por ser uma das deusas mais sábias e é frequentemente retratada com uma coruja. Hércules, que é um dos heróis mais famosos da mitologia grega. Ele é conhecido por sua força sobre-humana e por realizar doze trabalhos para redimir seus pecados.

Personagens e habilidades exclusivas de Gates of Olympus

Ainda sobre os personagens principais do jogo, cada um desses deuses possui habilidades especiais que podem ajudar o jogador a obter grandes vitórias. Zeus, o deus dos céus e do trovão, possui a habilidade de lançar raios que transformam símbolos em wilds, aumentando as chances de combinações vencedoras. Poseidon, o deus dos mares, tem o poder de criar ondas que multiplicam os ganhos. Quando ele aparece, os símbolos vencedores são multiplicados por um determinado valor, aumentando os prêmios. 

Hades, o deus do submundo, possui a habilidade de transformar símbolos em símbolos misteriosos. Esses símbolos misteriosos se revelam como um único símbolo, aumentando as chances de combinações vencedoras. Afrodite, a deusa do amor e da beleza, tem o poder de atrair símbolos wilds para as bobinas. Quando ela aparece, símbolos wilds são adicionados aleatoriamente, aumentando as chances de vitória. 

Além desses personagens, o jogo também apresenta outros símbolos relacionados à mitologia grega, como o Pégaso, o Templo e as Moedas de Ouro. Com essas habilidades exclusivas e personagens cativantes, Gates of Olympus oferece uma experiência de jogo emocionante e cheia de oportunidades de vitória.

Comunidade e competições em Gates of Olympus

Além de desfrutar do jogo em si, os jogadores também podem participar de competições e interagir com a comunidade. A Pragmatic Play organiza regularmente competições e torneios para os jogadores de Gates of Olympus. Essas competições oferecem a oportunidade de ganhar prêmios emocionantes, como dinheiro real, rodadas grátis e outros bônus. 

Os jogadores podem competir com outros jogadores de todo o mundo e mostrar suas habilidades e sorte no jogo. Além das competições, a comunidade de jogadores de Gates of Olympus também é muito ativa. Os jogadores podem compartilhar suas experiências, dicas e estratégias nos fóruns e grupos de redes sociais dedicados ao jogo. Isso permite que os jogadores se conectem e interajam com outros entusiastas do jogo, troquem informações e façam novos amigos. 

Resumindo, Gates of Olympus não é apenas um jogo de caça-níqueis emocionante, mas sim uma experiência completa que combina diversão, competição e interação social.

Balcão da Chiara: Como está a saúde física e mental nas cervejarias?

Balcão da Chiara: Como está a saúde física e mental nas cervejarias?

Sua cervejaria é segura? Esta é uma pergunta crucial para reflexão, seja para os proprietários, líderes ou demais funcionários de uma fábrica.

Já ouviu que os maiores ativos de uma empresa são as pessoas? Tenho dúvidas sobre se estamos cuidando bem desse “ativo” em nossas fábricas. Não adianta torcer o nariz; faça uma autoavaliação em vez disso!

Desinteresse, erros nos procedimentos, baixa produtividade, absenteísmo, acidentes, turnover… Onde nascem esses problemas?

Um alto turnover pode ter raízes profundas. O que está causando essa elevada rotatividade na fábrica? Você precisa entender as causas. Certamente, a cervejaria está doente!

Além de manter um ambiente de trabalho saudável, com condições adequadas e justas, existem outras questões importantes, como um plano de carreira ou mesmo uma simples definição de cargos para evitar desvios de função. Esses desvios podem causar insatisfação entre os funcionários, acidentes e até processos trabalhistas, que trazem prejuízos para você, proprietário. Já pensou nisso?

Outro ponto importante é que um alto turnover custa dinheiro! Demitir, contratar e treinar até que se tenha ritmo de produção e entendimento do processo leva tempo e DINHEIRO!

Carregar peso não é sinônimo de capacidade técnica e conhecimento; é uma demonstração de descaso e falta de análise das condições de trabalho. Existem alternativas criativas e seguras para a realização das tarefas. Faltam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), treinamento para a manipulação de produtos químicos e operação dos equipamentos, trabalhos em altura e em espaços confinados sem estrutura e treinamento adequados. Faltam condições básicas!

Como anda a saúde dos funcionários? Os degustadores têm um limite diário para degustação e são submetidos a exames específicos para essa atividade?

Há cervejarias com condições precárias, como fiação exposta, manômetros quebrados, válvulas de segurança descalibradas ou ausentes, falta de inspeção em caldeiras, falta de análise de risco, entre muitas outras condições inseguras.

Elimine os perigos, substitua condições de trabalho inseguras por alternativas seguras e criativas, avalie atividades que envolvam movimentos repetitivos e faça também uma avaliação ergonômica. Estabeleça controles e barreiras que protejam os funcionários dos perigos, forneça treinamento e tenha procedimentos padronizados. Os empregadores têm a obrigação de fornecer EPIs, e os funcionários têm a obrigação de utilizá-los; eles não nos transformam em super-heróis, mas diminuem o risco de nos machucarmos. Fiquem atentos às jornadas de trabalho e aos períodos de folga. Crie um ambiente seguro e sadio!

Tenho conversado constantemente com cervejeiros e cervejeiras que estão estressados, cansados, sofrendo de burnout, depressivos e com histórico de assédio moral e sexual. A maneira como estamos trabalhando precisa ser repensada. Se você é funcionário de uma cervejaria e está nessas condições, procure ajuda. Se você é proprietário de uma fábrica, faça um diagnóstico urgente e reveja a sua empresa. Como está a saúde mental dos trabalhadores do setor cervejeiro?

 Todos nós que trabalhamos neste setor temos a obrigação de proporcionar um ambiente de trabalho seguro e agradável. Precisamos nos conectar com as pessoas, facilitar a comunicação, entender suas necessidades, adequar o ambiente de trabalho e tomar medidas contra atitudes inadequadas. Precisamos que esse assunto esteja em pauta! A segurança e a saúde das pessoas não têm preço!

Atendimento psicológico pelo SUS:

  • RAPS (Rede de Atenção Psicossocial)
  • CAPS (Centros de Atenção Psicossocial)

Chiara Barros é proprietária do Instituto Ceres de Educação e Consultoria Cervejeira. Engenheira Química, especialista em Biotecnologia e Bioprocessos, em Gestão da Qualidade e Produtividade e em Segurança de Alimentos, além de cervejeira e sommelière de cervejas.

Como a Heineken fará para vender 500 mil litros de chope no The Town

Grandes atrações nos palcos e enormes operações por trás deles marcarão o The Town, o festival de música que acontece em São Paulo a partir deste sábado. Este evento gigantesco promete encantar com apresentações marcantes para o público, que terá 500 mil litros de chope à disposição ao longo de cinco dias de shows, comercializados e produzidos pela Heineken.   

Para atender a demanda provocada pelo festival, que acontecerá no Autódromo de Interlagos, a Heineken estará por lá com três estações de cerveja (beer stations), oito estruturas de caminhões e 11 pontos de atendimento. Além disso, quatro mochileiros credenciados irão circular para vender a cerveja Lagunitas em lata.

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Cada estação de cerveja no The Town contará com 2 tanques, 12 torneiras de chope e capacidade para armazenar 6 mil litros. Trata-se de caminhões com 15 metros de comprimento e mais de 4 metros de altura, equipados com telões de LED e sistema de som próprios.

“Além das 3 beer stations e 14 carretas com capacidade de movimentar cerca de 35 mil litros de chope, temos 170m² para guardar os barris de chope, com capacidade de 20 barris por metro quadrado. Atuaremos em 8 pontos grandes, nos bares e com mochilas. Nossos equipamentos são preparados para produzir 100 litros de chope por horas. Contamos com duas fábricas para fazer a maior operação de chope em São Paulo garantindo que a bebida esteja gelada em todos os pontos do festival”, diz Fabio Antonio Scapin Cittolin, gerente nacional técnico de draft beer do Grupo Heineken no Brasil.

Para ter essa estrutura em funcionamento, a empresa investiu R$ 5 milhões em sua operação e deslocou 14 carretas de suas fábricas em Jacareí e Araraquara, responsáveis, cada uma, pelo transporte de aproximadamente 35 mil litros de chope. Além disso, trouxe 4 mil barris adicionais da unidade de Araraquara para operações menores.

Durante a montagem da estrutura na “Cidade da Música”, a Heineken instalou 1,6 km de tubulação de aço inox para abastecer os pontos de venda, incluindo bares e restaurantes.

A montagem da operação da Heineken para o The Town levou duas semanas, e mais uma semana será necessária para a desmontagem, com o envolvimento direto e indireto de mais de 250 pessoas.

“Nós teremos o maior festival de São Paulo, com cerca de 100 mil pessoas/dia; portanto, tínhamos que fazer a nossa maior operação de chope na cidade. O chope é o nosso produto mais fresco e para disponibilizá-lo, temos um grande desafio a ser operado, tanto pela estrutura, quanto pelo ambiente e local”, conta Cittolin.

Copos, preços e pré-venda
Na sua primeira edição, o The Town usará apenas copos reutilizáveis, em parceria da Heineken com Red Bull, Coca-Cola e Braskem, visando economizar mais de 10 toneladas de resíduos durante o evento. A cerveja custará R$ 18, incluindo um copo reutilizável de 400ml, com um preço de R$ 15 para recargas.

Além disso, os participantes terão a oportunidade de se cadastrar para receber um cordão no estande da Braskem, permitindo a participação em promoções durante o período de reutilização do copo.

“A Operação Heineken não terá copo descartável, trabalharemos somente com copo reutilizável. O cliente comprará a sua primeira bebida e já receberá o copo que deverá ser utilizado durante todo o festival. Esta iniciativa faz parte do nosso objetivo, a agenda ESG é quem alavanca a relação entre o consumidor e nossos produtos”, explica Cittolin.

Como cerveja oficial do evento, a marca já está realizando pré-vendas de chope para consumidores através do aplicativo do festival. Até 10 de setembro, maiores de 18 anos podem comprar chope Heineken diretamente pelo aplicativo do The Town.

As vendas de vouchers serão encerradas às 12 horas de cada dia do festival, e qualquer valor não utilizado pelos consumidores na pré-venda será reembolsado automaticamente, sem custos adicionais.

Conheça as ativações
O patrocínio ao The Town também é uma celebração dos 150 anos da Heineken, e a marca aproveitará o festival para realizar diversas ativações nos espaços montados no Autódromo de Interlagos.

O Good Times Brouwerij será um lounge com projeções que contarão a história da marca, DJs e áreas instagramáveis para os convidados desfrutarem. Uma tirolesa de 200 metros sobre o público oferecerá vistas privilegiadas do palco Skyline.

O HNK Studio será uma ativação que começará com som holográfico que transportará o consumidor do estúdio até o palco Skyline. Já o Bar NDO foi concebido como um bar futurista com interações tecnológicas, decoração modernista e um rooftop exclusivo para convidados. E o Skyline Bar será o bar do palco principal do The Town.

A marca também trouxe 12 bartenders holandeses do Heineken Experience em Amsterdã. Eles estarão no lounge do Good Times Brouwerij, na Tirolesa e no lounge do Skyline, ensinando a metodologia global Star Serve para servir a bebida.

Exportação de cervejas ácidas leva o terroir brasileiro para a China

A cerveja artesanal com característica do terroir brasileiro agora tem a oportunidade de ser apreciada em cidades chinesas. Recentemente, duas marcas que se destacam pela produção de cervejas ácidas e pela exploração do terroir local, a Cozalinda e a Zalaz, fecharam um acordo e enviaram um total de cinco pallets de suas criações para o mercado da China.

Essa possibilidade de exportação, que ficou adormecida durante o auge da pandemia, tornou-se possível devido ao interesse pelas cervejas selvagens por parte dos profissionais do setor na China, com as marcas tendo a oportunidade de escolher entre os interessados na exportação, a fim de levar suas produções para o mercado do país asiático. Além disso, as medalhas conquistadas em concursos internacionais e as indicações de juízes especializados em competições cervejeiras contribuíram para facilitar esse processo.

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Divididas entre chope e cervejas engarrafadas, a Zalaz enviou três pallets contendo 18 variedades de suas criações para a China, enquanto a Cozalinda despachou sete rótulos diferentes em dois pallets. Segundo os representantes das marcas, as cervejas serão comercializadas em eventos focados em cervejas selvagens, além de bares e lojas especializadas.

“O exportador está envolvido em um festival de cerveja de fermentação mista, realizado em várias cidades, para o qual procura cervejas de todo o mundo. Estaremos ao lado de outras cervejas ácidas de diferentes partes do planeta”, explica Fabrício Almeida, co-fundador da Zalaz.

Enquanto a marca do interior de Minas Gerais já havia exportado suas cervejas para a China e também para a Europa, em colaboração com outras marcas, a Cozalinda enfrenta essa etapa pela primeira vez.

“O que batemos desde a criação da marca, depois com participações em palestras e concursos no exterior, abriu as portas e agora estamos tendo o retorno: o reconhecimento de que temos uma identidade do terroir do Brasil. E isso é recompensador”, diz Diego Rzatki, sócio-fundador da Cozalinda.

Novas oportunidades de mercado
Tanto para a Cozalinda quanto para a Zalaz, a exportação de cervejas ácidas para a China representa uma abertura de caminho para as cervejarias artesanais brasileiras, especialmente aquelas que valorizam o terroir local. Isso é visto como um diferencial, pois possibilita a oferta de cervejas verdadeiramente únicas, com um perfil que não é encontrado em outros países.

“Se tem um tipo de cerveja produzida aqui com chance de exportação, é a ácida. Ela tem o terroir local, e eles querem ver o gosto do Brasil. Não precisa ser melhor do que a cerveja local, mas ser o que ela é. Como são cervejas únicas, tem um apelo de vendas diferente, por essa singularidade”, comenta Rzatki.

É um caminho certeiro para esse tipo de cerveja, pois mandamos para o mundo o terroir brasileiro. Creio que faça muito sentido, com a exportação de cervejas de guarda e com terroir local sendo uma ótima oportunidade

Fabrício Almeida, co-fundador da Zalaz

O sócio-fundador da Cozalinda também destaca que as cervejas ácidas brasileiras têm potencial para serem competitivas no mercado internacional em termos de preço, devido ao seu alto valor agregado. Isso é particularmente relevante em um cenário em que, por vezes, produtores desse tipo de bebida tem dificuldade de acesso a um público mais amplo dentro do Brasil.

“Temos custos de produção consideráveis, especialmente em relação aos insumos, mas a desvalorização da moeda nos beneficia e nos torna competitivos nesse nicho de cervejas, que tem grande valorização no exterior. Isso nos permite alcançar um preço compatível com os valores praticados fora do Brasil. O fato de termos cervejas com um alto valor agregado nos torna mais competitivos”, afirma Rzatki.

Panorama da exportação
De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Brasil exportou um total de 200.588.542 quilos de cerveja em 2022, representando uma queda de 16,8% em comparação com o ano anterior. O valor exportado também registrou redução de 8,7%, totalizando US$ 120.047.504.

No ano passado, a China foi um dos 79 países de destino da cerveja brasileira, ocupando a 23ª posição em termos de volume (22.469 kg) e a 24ª posição em valor (US$ 44.701).