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Futebol feminino no Brasil ganha cerveja em meio a iniciativas de inclusão

A história conta que o futebol chegou ao Brasil no final do século XIX, trazido da Inglaterra. Após algumas décadas e muita luta, o esporte, inicialmente elitizado e restrito aos homens brancos, tornou-se “esporte do povo” e ganhou popularidade como “coisa de homem”. Desde então, se tornou uma das mais fortes manifestações da cultura popular, atraindo multidões de apaixonados. No entanto, apesar dos avanços, ainda reflete os problemas da sociedade.

Ironicamente, o “país do futebol” ainda não é para todos, assim como o segmento de cervejas artesanais, ambos predominantemente masculinos, com ambientes preconceituosos e sexistas. No entanto, na sociedade e no setor de cervejas artesanais brasileiro, também existem resistência, luta e iniciativas de inclusão. Um exemplo é a parceria entre a Dádiva e o complexo esportivo Nossa Arena para criação de uma Session IPA, chamada “Primeira Estrela”.

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A Primeira Estrela é uma cerveja nascida para celebrar e apoiar o futebol feminino. A novidade representa a tão sonhada primeira estrela da seleção, que pela primeira vez disputou o torneio feminino sem as estrelas do futebol masculino em sua camisa, o que serviu de inspiração para a criação da cerveja, desenvolvida com lúpulos cítricos e frutados americanos. Ela possui leve amargor e uma graduação alcoólica de 4,4%.

“A ideia [da criação da cerveja] foi celebrar e enaltecer a seleção em um esporte que é tão masculino, assim como o mercado da cerveja ainda é. Então, unimos dois movimentos em um só projeto, e que ainda dá destaque a uma competição mundial tão importante”, diz Luiza Lugli Tolosa, fundadora da cervejaria.

A Dádiva tem como um de seus objetivos a igualdade de gênero e a valorização da mulher no cenário cervejeiro e além dele. Da mesma forma, a Nossa Arena, um espaço esportivo exclusivo para meninas e mulheres na zona oeste de São Paulo, busca inclusão, segurança e acolhimento para elas na prática esportiva. O espaço tem uma estrutura de 8,5 mil m², contemplando quadras de society e de areia, área para eventos esportivos, corporativos, culturais e particulares.

“Eu conheci a Luiza por meio de um grupo de WhatsApp de empreendedoras. Logo percebemos que tínhamos histórias parecidas, de mulheres tendo que provar sua competência em mercados dominados pelos homens”, destaca Júlia Vergueiro, sócia-fundadora da Nossa Arena, comentando sobre a importância dessa parceria que une a cerveja e o futebol feminino, além do encontro de histórias semelhantes entre as duas empresas.

Futebol feminino no Brasil: uma prática cheia de desafios
Apesar dos esforços e conquistas, o futebol feminino no Brasil ainda enfrenta diversos desafios culturais, estruturais e preconceitos que dificultam sua prática e desenvolvimento. O estigma de que o futebol é um esporte masculino, a falta de investimentos e de estruturas adequadas e o preconceito de gênero são alguns dos obstáculos que impedem um crescimento mais expressivo da modalidade.

“Os pais e mães de meninas que estimulam suas filhas a jogar futebol desde cedo ainda são minoria. Existe uma barreira cultural que impede que as famílias enxerguem os benefícios dessa prática esportiva, uma vez que prevalece o discurso de que meninas que jogam futebol se apresentam menos femininas e fora do padrão esperado para ela”, diz Julia.

A sócia da Nossa Arena pontua que são pouquíssimos os locais que oferecem um espaço adequado e seguro para a prática esportiva feminina. “Muitas vezes as quadras não possuem banheiro, ficam em locais escuros e mal localizados, e os horários mais concorridos já estão ocupados pelos homens”, diz.

Ela avalia que os investimentos necessários para que essas estruturas passem a existir dependem do interesse de empresas e órgãos. “Ficam esperando que a modalidade se prove midiática, com alcance e engajamento, para só então se envolverem. Mas como esperar esses resultados sem recursos adequados e com um histórico de proibição da modalidade por quase 40 anos?”, questiona.

Para enfrentar esses desafios, empresas como a A5 Sports têm se destacado por ações de apoio e promoção ao esporte feminino. A agência, com 6 anos de mercado e localizada em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo, vem realizando iniciativas para inserção das mulheres na modalidade, seja envolvendo as divisões de base dos principais times do Brasil ou competições amadoras de futebol de 7 para públicos de 14 a 50 anos. “Fazer o mínimo que seja tem uma importância enorme para que iniciativas sejam feitas em modo cascata”, avalia Jhonny Lima, gestor e sócio-fundador da A5 Sports.

Ele destaca que a mudança de mentalidade é fundamental para avanços no segmento. E sua empresa tem buscado criar oportunidades para mulheres em sua equipe e oferecer igualdade de acesso e visibilidade através de suas competições.

“Aos poucos, fomos abrindo espaço para esta promoção de eventos femininos, e fez com que internamente quebrássemos a barreira de preconceito”, conta Lima. “A forma de olhar, reconhecer, consumir este produto é aterrorizada por grande parte da população. Hoje, caminha a passos lentos, mas vemos melhora, existe um novo mercado para este reconhecimento e as marcas começaram a entender o valor que tem o futebol feminino”, acrescenta.

A sócia-fundadora Nossa Arena acredita que é essencial que instituições esportivas, clubes, empresas e a sociedade trabalhem juntos para superar os desafios enfrentados pelas mulheres no esporte. “É por isso que a Nossa Arena tomou a frente e investiu em construir um espaço capaz de reunir e fomentar projetos de esporte para meninas e mulheres, além de dar visibilidade para a comunidade do futebol feminino”, diz.

Desde a inauguração em 2021, a Nossa Arena tem se mostrado um espaço importante para o futebol feminino, recebendo, segundo sua fundadora, 800 pessoas por semana. E o negócio focado na modalidade para as mulheres vem se mostrando viável, tanto que tem faturamento anual de R$ 1,8 milhão e espera saltar para R$ 2 milhões com a visibilidade trazida pelo esporte com a disputa da Copa do Mundo.

A competição é uma grande oportunidade para aumentar a visibilidade do futebol feminino, tanto que chama a atenção de outros setores da sociedade, como a indústria da cerveja, e pode inspirar mais mulheres a se envolverem no esporte. Porém, é importante lembrar a necessidade de um esforço contínuo para promover mudanças significativas.

“A realização de um evento de grande porte como a Copa atrai muita atenção da mídia e do público. Isso aumenta significativamente a visibilidade do futebol feminino, permitindo não só as jogadoras, treinadoras e árbitras serem reconhecidas e admiradas pelo trabalho que fazem, como dando palco para as inúmeras iniciativas – de projetos sociais a clubes profissionais – que fazem parte do ecossistema que desenvolve a modalidade por completo”, comenta Júlia.

A Copa deve ser aproveitada para impulsionar uma mudança que precisa ser construída todos os dias. Ela, por si só, não resolve os desafios

Júlia Vergueiro, sócia-fundadora da Nossa Arena

Após 3 meses de retração, produção de alcoólicas fecha 1º semestre em baixa

A produção de bebidas alcoólicas encerrou o primeiro semestre de 2023 em queda. De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, a atividade retraiu 0,5% na metade inicial do ano, na comparação com 2022. O resultado é reflexo do ritmo lento da produção no segundo trimestre do ano.

A Pesquisa Industrial Mensal do IBGE apontou recuo de 5% no ritmo da fabricação de bebidas alcoólicas em junho. Foi, assim, o terceiro mês consecutivo de retração na atividade, sempre em relação ao mesmo período do ano anterior, pois houve quedas de 10,8% em abril e de 4,4% em maio.

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Com o resultado mais recente, a atividade também acumula recuo, de 1%, no período de 12 meses iniciado em julho de 2022. E diante do resultado negativo da produção de bebidas alcoólicas, a XP Investimentos avalia, em relatório, que o segmento “perdeu fôlego”, aponta um indicativo de redução nos volumes de cerveja da Ambev para o segundo semestre de 2023.  

“Após um 1º trimestre forte, os dados de junho confirmaram a reversão de tendência e a perda de fôlego na indústria de bebidas, tanto para bebidas alcoólicas quanto para não alcoólicas. Ao atualizar nosso modelo de regressão com os dados de junho, ele indica números mais fracos para o 2º semestre de 2023, sinalizando um risco de baixa relevante para nossas estimativas da Ambev. Para Cerveja Brasil, nosso modelo de regressão indica volumes 5,4% menores do que projetamos no nosso modelo Ambev”, diz.

Apesar desse eventual recuo nos volumes, a equipe de analistas da XP avalia, no entanto, que a Ambev pode conquistar mais participação de mercado, por acreditar que os desafios são maiores para outros concorrentes dentro da indústria da cerveja, assim como por sua estratégia comercial.

“Embora não descartemos que a perda de momentum da indústria represente um risco de baixa relevante, continuamos confiantes de que a Ambev continuará ganhando market share devido a um momento desafiador para alguns concorrentes, juntamente com a forte execução comercial da AmBev, com suas vantagens competitivas fortalecidas pelas novas iniciativas digitais (BEEs e Zé Delivery)”, acrescenta.

O levantamento do IBGE, porém, apontou que, ao contrário das alcoólicas, há alta na produção de bebidas não alcoólicas em 2023. O segmento encerrou junho com crescimento de 1,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Com isso, o semestre fechou com um indicador positivo também em 1,3%. E, no acumulado do período de 12 meses, há aceleração de 4,3% no ritmo da atividade.

No saldo entre alcoólicas e não alcoólicas, a fabricação de bebidas em junho caiu 0,4% em relação a maio de 2023 e 2,1% em relação ao sexto mês de 2022. Ainda assim, o indicador terminou o semestre com ligeira alta, de 0,4%. Já no acumulado de 12 meses, há crescimento de 1,5%.

A produção industrial do país até cresceu em junho, mas em nível bem baixo: o avanço foi de 0,1% de maio para junho. Comparado a junho de 2022, o crescimento foi de 0,3%. No ano, o acumulado da atividade da indústria apresenta retração de 0,3%, enquanto nos últimos 12 meses houve aceleração de 0,1%.

André Macedo, analista da pesquisa, explicou que o resultado de junho mostra uma manutenção no campo positivo, embora com uma taxa muito próxima da estabilidade. Ele ressaltou que “esses dois meses de alta em sequência não revertem a perda de abril, quando a taxa foi de -0,6%”.

Para o pesquisador, embora o primeiro semestre de 2023 mostre um saldo positivo de 0,5% em comparação com o patamar de dezembro de 2022, o ritmo está muito aquém do que o setor precisa para recuperar as perdas do passado recente, afinal, ainda se encontra 1,4% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020.

Ação da Heineken cai 8% após balanço; veja como será com AB InBev e Ambev

A temporada de balanços do segundo trimestre de 2023, tudo indica, poderá não ser das mais promissoras para a indústria da cerveja. A semana, afinal, começou com uma relevante queda da ação do Grupo Heineken nas bolsas europeias após a divulgação de seus resultados financeiros, e há preocupação com o desempenho da AB InBev, cujo relatório será divulgado na próxima quinta-feira, mesma data em que a Ambev também apresentará seu relatório, com perspectivas modestas dos analistas do mercado.

Na segunda-feira (31), a ação do Grupo Heineken no mercado europeu sofreu recuo de 7,97%, caindo para o valor de 89,14 euros, após a divulgação do balanço do primeiro semestre. Essa queda levou a uma variação negativa de 5,35% no mês de julho, sendo que a ação estava em alta até a última sexta-feira (28) do mês.

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O desempenho da ação indica uma má recepção do mercado financeiro aos resultados do Grupo Heineken, com retração de 8,6% no lucro líquido na primeira metade de 2023, causada, em parte, pela queda de 5,6% nos volumes de venda de cerveja no período. E esse recuo chega a 7,6% quando se observa apenas o período de abril a junho.

Além dos resultados do primeiro semestre de 2023, o mercado financeiro está preocupado com as perspectivas futuras do Grupo Heineken. A companhia revisou sua previsão de crescimento do lucro operacional de um dígito médio para um dígito médio baixo, e projetou um recuo de um dígito baixo nos volumes de cerveja vendida.

Há, ainda, o temor de que o resultado do Grupo Heineken possa ser um prenúncio de maiores desafios que serão observados nos balanços de outros representantes da indústria da cerveja.

Impacto de boicote sobre a AB InBev
A AB InBev apresentará seus números do segundo trimestre na quinta-feira. Será o primeiro trimestre com o impacto da perda da liderança do mercado dos Estados Unidos pela Bud Light, devido a um boicote transfóbico contra a marca. Isso ocorreu após uma ação de marketing realizada em abril com a influenciadora trans Dylan Mulvaney, o que deverá afetar os volumes de cerveja da AB InBev.

O cenário de boicote já havia provocado uma queda de 15,55% na ação da companhia na Europa em maio. O ativo não reagiu desde então e em julho registrou apenas uma valorização de 0,42%, com preço de 52,05 euros após cair 2,75% na segunda-feira, sinalizando perspectivas complicadas para a indústria da cerveja após a divulgação do balanço do Grupo Heineken.

Juntamente com a AB InBev, a Ambev também divulgará seu balanço na quinta-feira. As previsões das casas de análise são de que haverá recuo no lucro líquido e no Ebitda na comparação com o segundo trimestre de 2022, embora a expectativa seja de alta na receita líquida.

Ambev cai na Bolsa em julho
Enquanto os resultados não são apresentados, o mês de julho foi de queda para a Ambev na Bolsa brasileira. A ação fechou o mês valendo R$ 14,86, uma redução de 3,57% no período. Ainda assim, há uma alta acumulada de 2,34% em 2023.

O desempenho negativo, porém, foi provocado por impactos que vão além das perspectivas para a divulgação do balanço. Há preocupações com os efeitos sobre os custos de produção devido à decisão da Rússia de encerrar o acordo com a Ucrânia para o escoamento da produção de grãos. Internamente, o temor envolve as declarações dos membros do governo federal sobre um eventual fim do pagamento de juros sobre capital próprio para acionistas, uma prática adotada pela companhia.

Assim, em um mês com alta de 3,29% do Ibovespa, chegando a 121.942,98 pontos, a Ambev se posicionou entre as 33 das 85 ações que apresentaram queda, sendo que o maior recuo foi da Gol (26,88%), enquanto a maior valorização ficou com a Meliuz, sendo de 27,14%.

Fora do país, na Bolsa de Nova York, a ação da Ambev também caiu em julho, fechando o mês com preço de US$ 3,12, e registrando uma perda de 1,89%. Ainda assim, acumula alta de 14,71% no ano.

Por igualdade, Lata Mais Bonita terá categoria única; inscrições estão abertas

O prêmio Lata Mais Bonita do Brasil realizará a sua terceira edição com uma novidade. Em 2023, ao contrário dos últimos dois anos, as cervejarias disputarão a premiação em uma única categoria. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), responsável pela organização da competição, acredita que essa mudança trará mais “igualdade e diversidade” para o evento.

“A mudança pretende colocar todas as cervejarias no mesmo patamar de competição em termos criativos. Isso agrega mais diversidade e igualdade na competição. Estamos sempre buscando aprimorar o prêmio, tanto do ponto de vista de categorias, premiação, regulamento etc. Por isso, adianto que para 2024 estamos preparando novidades em termos de novas categorias de bebidas”, afirma Cátilo Cândido, presidente da Abralatas.

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As inscrições para o prêmio foram abertas nesta terça-feira (1º) e podem ser realizadas pelo site da premiação até 22 de setembro. Podem concorrer todas as cervejarias proprietárias intelectuais e industriais do design de seus rótulos que estejam atuando no mercado brasileiro. Além disso, o rótulo inscrito deve ter sido criado e produzido no país, estar adequado às exigências da Instrução Normativa 65/2019 do Ministério da Pecuária, Agricultura e Abastecimento e ter circulado entre 2021 e a data da inscrição.

“Há um valor agregado em um prêmio como este. Não é só pela projeção. É uma oportunidade de comunicar algo diferente para o setor, para os consumidores e para o mercado”, comenta o presidente da Abralatas.

Com o prêmio, a associação espera incentivar a adoção de soluções criativas e inovadoras no design das latas das marcas que compõem a indústria da cerveja, reforçando a importância da comunicação visual com o consumidor como modo de ampliar a experiência do público.

“Hoje em dia, quando pensamos no alto grau de informação, conectividade e demanda externas que vivemos, tem que haver inovação. Portanto, considero que as marcas que entendem a importância dessa etapa se diferenciam no mercado. Enxergo a inovação agregando valor à marca como sobrevivência nos dias de hoje. Neste sentido, é legal estimularmos as marcas a pensarem e investirem nisso, especialmente as que valorizam o design e a comunicação visual”, diz Cândido.

Como será a disputa
A competição terá três etapas, com as latas sendo avaliadas, na primeira delas, por um conselho de jurados composto por profissionais de design, artes plásticas, artes visuais, marketing e merchandising. Eles levarão em consideração critérios como criatividade, beleza estética, adequação ao produto e clareza na comunicação.

Nesse processo, os jurados selecionarão os 10 melhores rótulos. Na segunda etapa, o júri popular votará em suas preferidas. E, por último, os jurados analisarão novamente as amostras físicas das finalistas.

A premiação acontecerá em novembro, e os vencedores terão o direito de usar o selo da “Lata Mais Bonita do Brasil”, além de contar com ampla divulgação dos resultados e poderem realizar uma visita guiada a uma fábrica de latinhas.

Quem já venceu
Em 2022, ainda com as cervejarias divididas em categorias por volume de produção, as ganhadoras do Lata Mais Bonita do Brasil foram a Masterpiece (na categoria de microcervejarias, com Às Mulheres), a Wienbier (na categoria de médias cervejarias, com a 59 Session IPA) e a Colorado (na categoria de grandes cervejarias, com a Indica).

Faça sua inscrição no prêmio Lata Mais Bonita do Brasil

Já no primeiro ano do Lata Mais Bonita do Brasil, em 2021, as latinhas vencedoras foram Rambeer (na categoria de micro e pequenas cervejarias), Salva Craft Beer (na categoria de médias cervejarias) e Colorado (na categoria de grandes cervejarias).

Heineken tem queda de 5,6% nas vendas de cerveja no 1º semestre no mundo

O Grupo Heineken divulgou os resultados financeiros do primeiro semestre de 2023, juntamente com os dados do segundo trimestre, destacando uma queda no volume de vendas de cerveja. No período de abril a junho, houve um recuo de 7,6%, enquanto nos seis primeiros meses do ano a retração foi de 5,6%.

Nos comentários sobre os resultados financeiros, o Grupo Heineken aponta a alta dos preços, estratégia adotada durante o primeiro semestre para compensar o aumento dos custos, além do recuo nas vendas nos países da região Ásia-Pacífico como fatores fundamentais para explicar a queda nas vendas.

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Embora o crescimento de 11,8% no mix de preços tenha permitido um aumento na receita, que alcançou 17,436 bilhões de euros (aproximadamente R$ 90,98 bilhões) no primeiro semestre, representando um aumento de 6,3%, o lucro líquido registrou uma retração de 8,6%, chegando a 1,156 bilhão de euros (R$ 6,03 bilhões).

“Priorizamos e implementamos a precificação antecipada, necessária para compensar a inflação sem precedentes de insumos e custos de energia”, afirma Dolf van den Brink, CEO do Grupo Heineken, nos comentários sobre o resultado financeiro do primeiro semestre. “Este ano, antecipamos aumentos significativos nos preços, muitas vezes liderando o mercado, para compensar os níveis sem precedentes de inflação de commodities e energia, que impactaram as decisões de compra dos consumidores”, acrescenta a companhia.

O Grupo Heineken encerrou o primeiro semestre com 120,1 milhões de hectolitros de cerveja vendidos em todo o mundo (6,8 milhões de hectolitros a menos do que no mesmo período de 2022), sendo 65,3 milhões de hectolitros no segundo trimestre (em comparação com 70,4 milhões de hectolitros de abril a junho de 2022).

A maior queda nas vendas ocorreu na região Ásia-Pacífico (APAC), com uma retração de 13,2% no primeiro semestre e de 15,5% no segundo trimestre. “A demanda na APAC foi consideravelmente mais fraca do que o previsto, devido a uma desaceleração econômica e ao nosso próprio baixo desempenho no Vietnã”, diz Van den Brink.

“Um desempenho decepcionante no Vietnã e a volatilidade socioeconômica na Nigéria, afetando as decisões de compra dos consumidores, foram responsáveis por mais da metade do declínio nos primeiros seis meses”, acrescenta o Grupo Heineken, também citando os desafios encarados em um dos seus mais importantes mercados na África.

Já as Américas, após apresentarem aumento de 3,4% no volume de cerveja no primeiro trimestre, não conseguiram manter o ritmo no período de abril a junho, registrando uma queda de 5,7%. Portanto, o saldo do primeiro semestre de 2023 ficou negativo em 1,5%.

No resultado financeiro, o Grupo Heineken também revela uma queda de 6,5% no volume de cerveja premium na primeira metade do ano. Mas a marca Heineken apresentou um leve crescimento de 1,7%, chegando a 26,3 milhões de hectolitros no período. E a expansão ficou em 1,2% no segundo trimestre, com 14,2 milhões de hectolitros.

As Américas foram responsáveis pela maior parte desse volume da marca Heineken: 11 milhões de hectolitros no semestre (alta de 6,4%) e 5,6 milhões de hectolitros no trimestre (crescimento de 2,8%).

Heineken no Brasil
Em um balanço de resultados modestos para o primeiro semestre, a companhia destaca o Brasil, juntamente com China, México, Etiópia, Panamá, Portugal, Croácia e Argélia, como mercados com crescimento nas vendas da marca Heineken ao longo do primeiro semestre. Além disso, cita que a Heineken 0.0 teve uma expansão de dois dígitos nas vendas no país durante o período.

Saída da Rússia?
Mais de um ano após o anúncio do desejo de sair da Rússia, em função da eclosão da guerra com a Ucrânia, o Grupo Heineken, que não contabiliza os resultados obtidos no país em seu balanço, aproveitou a oportunidade para comentar o estágio atual da situação, afirmando não ter uma previsão sobre quando isso irá acontecer.

Embora sem citar nominalmente, a companhia faz referência ao recente caso da Carlsberg, que teve seus ativos assumidos pelo governo da Rússia após a divulgação de que havia chegado a um acordo para vender sua participação no país. A Danone também passou por uma situação semelhante.

“Acontecimentos recentes na Rússia demonstram que é ainda mais desafiador para as empresas garantir a aprovação para sair do país”, diz o grupo. “Continuamos totalmente comprometidos em deixar a Rússia, no entanto, o momento de nossa saída não está sob nosso controle”, acrescenta.

O que esperar do segundo semestre
No balanço, o Grupo Heineken atualizou suas perspectivas para 2023, apontando trabalhar com a previsão de crescimento de aproximadamente 5% no lucro. “Para o ano inteiro, esperamos um crescimento orgânico do lucro operacional estável a um dígito médio”, diz Van den Brink.

A companhia também acredita que terá uma redução nos custos de insumos, transporte, energia e água, o que reduzirá a pressão dos preços no segundo semestre e deve atenuar o recuo nas vendas de cerveja, levando a um declínio baixo de um dígito.

12 lançamentos das cervejarias artesanais em julho

O mês de julho foi marcado por diversos lançamentos das cervejarias artesanais. A Bodebrown, por exemplo, apresentou duas cervejas que fazem parte da série Safra 2023 – Gastronomia Além do Infinito, sendo que uma delas homenageia a trajetória de Samuel Cavalcanti, seu CEO. Já a Van Been trouxe quatro novos rótulos ao mercado, todos com o intuito de aquecer o inverno.

A Dádiva e Nossa Arena, por sua vez, lançaram uma cerveja em homenagem à seleção brasileira de futebol feminino e à Copa do Mundo. E a Leopoldina voltou a unir os mundos da cerveja e do vinho para apresentar duas novidades especiais.

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Confira a seguir lançamentos das cervejarias artesanais realizados em julho e selecionados pela reportagem do Guia:

3 Barcaças
A 3 Barcaças apresentou uma cerveja com 100% de lúpulos produzidos no Brasil, o Comet e o Sorachi Ace, da Brava Terra Lúpulo. A novidade foi batizada de Hops Brasilis, tendo uma base de IPA leve, turva e que traz uma imersão no terroir brasileiro com notas cítricas e frutas amarelas.

Barba Ruiva
A Barba Ruiva apresentou neste mês a Mary’s Hazy Double NEIPA. Feita com os lúpulos Stratta, Mosaic, Citra e Idaho 7, a bebida tem graduação alcoólica de 8,2%, corpo denso e aveludado, trazendo aromas tropicais de frutas amarelas e maduras. Na boca, oferece um dulçor intenso e um leve toque resinoso, segundo o seu descritivo. O rótulo foi elaborado em parceria com Matheus Oyo, do Hop Capital Beer.

Bodebrown  
Em julho, a Bodebrown lança duas cervejas que fazem parte da série Safra 2023 – Gastronomia Além do Infinito. A primeira é a Tripel Montfort edição Millésime 2023, com coloração ouro, frutados e especiarias típicas de uma cerveja belga, com notas suaves e cítricas. A bebida é uma homenagem ao cervejeiro Jacques Bourdouxhe e possui graduação alcoólica de 10% e 17 IBUs de amargor. Já a segunda é a Samuel 50 e foi elaborada para celebrar a trajetória de Samuel Cavalcanti. A cerveja é uma Strong White Ale e levou em sua receita ingredientes especiais como o malte de trigo Espelta e os lúpulos East Kent Golding EKG (inglês) e Callista (alemão). O resultado é uma bebida com 8,5% de graduação alcoólica..

Dádiva e Nossa Arena
A busca da seleção brasileira feminina de futebol pelo primeiro título da Copa do Mundo inspirou a Dádiva e a Nossa Arena na criação da Session IPA Primeira Estrela, uma cerveja feita com lúpulos americanos cítricos e frutados, com amargor levemente pronunciado. Ela possui 4,4% de graduação alcoólica e está sendo vendida em latas de 310ml. O lançamento aconteceu na Nossa Arena, a arena esportiva exclusiva para meninas e mulheres no Brasil.

Devaneio do Velhaco
A Devaneio do Velhaco lançou, em julho, a DDV Clube do Velhaco Imerso em Confusão. O rótulo é uma Double Juicy IPA com os lúpulos Strata, Vista, Idaho 7 e Chinook. A cerveja, exclusiva para quem é sócio do clube da cervejaria, tem aromas de manga, banana, cupuaçu e abacaxi, construídos em torno de uma coloração amarelo dourado e com uma intensidade alta.

Leopoldina 
A Brewine Leopoldina, marca pertencente ao Grupo Famiglia Valduga e que tem como premissa a união dos mundos da cerveja e do vinho, apresentou em julho duas novidades: a primeira é a Italian Grape Ale Pinot Noir, rótulo rosé especial que foi criado a partir do método tradicional acrescido de uma segunda fermentação, como ocorre na elaboração de espumantes. Ela é uma Brut Beer que possui graduação alcoólica de 9%. Já a outra cerveja é a Barley Wine Turfada em edição limitada. O rótulo teve quatro anos de maturação na busca pela extração máxima de sabor e aroma da turfa para apenas 600 garrafas numeradas.

Van Been 
A Van Been, cervejaria que tem sua tap house localizada no bairro Vila Mariana, em São Paulo, trouxe para este inverno quatro cervejas exclusivas. A primeira é a Wooden, uma Porter com amburana que possui 5,3% de graduação alcoólica e com aroma que remete ao cacau. A segunda é a Dutch Cake, uma Russian Imperial Stout que possui 11% de graduação alcoólica e contém em sua composição nibs de cacau e terpenos. Já a Royal Canadian Mounted é outra Russian Imperial Stout, também com 11% de graduação alcoólica, que traz em sua receita uma adição de maple syrup e uma pitada de uísque canadense. E, para finalizar, a Nassau, uma Pale Ale que traz em sua receita 100% de lúpulos brasileiros. A cerveja apresenta 5,1% de graduação alcoólica, 45 IBUs e traz os lúpulos Comet e Cascade em sua composição.

Artigo: Começamos a reforma tributária, e agora?

*Por Marcos Moraes

O intuito deste texto é apresentar uma visão um pouco mais pragmática e direta sobre os prováveis impactos da reforma tributária na vida dos brasileiros, especialmente dos empresários, com o intuito de auxiliá-los na visão estratégica para seus negócios.

A Proposta de Emenda Constitucional nº 45/2019 (PEC 45/19), que foi aprovada em 7 de julho na Câmara dos Deputados, trata-se, entendo, de um tema que dispensa comentários no tocante a sua importância e relevância para todos nós brasileiros, com destaque ao propósito de reduzir a burocracia, simplificar as obrigações acessórias para o recolhimento dos tributos e ainda a possibilidade (mesmo que remota) de reduzir a carga tributária.

Isso porque uma das maiores alterações que está se propondo (ao menos em tese até o momento) é a redução da carga tributária incidente nos produtos, e em contrapartida fala-se em uma reforma para a cobrança de tributos sobre a renda e sobre o patrimônio, que em tese reequilibrará a balança da justiça social e tributária.

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Ocorre que, fala-se “em tese”, pois até o presente momento a aprovação se deu apenas na Câmara dos Deputados da reforma sobre produto, ao qual a mudança estrutural está redefinindo alguns pilares e implantando novos sustentáculos do ordenamento jurídico tributários brasileiro, restando ainda a discussão e possíveis aperfeiçoamentos no Senado para posterior sanção presidencial para ter sua eficácia e exigibilidade, pré-datada para 2026.

Em relação aos pilares ou princípios norteadores da reforma tributária aprovada, destaca-se:

  • A não cumulatividade plena (débito e crédito irrestrito), muito diferente do sistema atual;
  • Ampla base de incidência tributária para incluir a maior quantidade de contribuintes possíveis e a implementação do “cashback” de impostos para a população de baixa renda;
  • Cálculo por fora, para não pagarmos mais tributos sobre o próprio tributo;
  • Recolhimento do tributo para o estado/município onde o bem ou serviço será “consumido”;
  • Menor quantidade de tributos e alíquotas, simplificando a burocracia e o custo Brasil;
  • Fim dos incentivos fiscais, exceto para a Zona Franca de Manaus;
  • Criação do Imposto Seletivo (IS), que incidirá sobre os bens ou serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente (novidade que discorreremos mais abaixo);

A maioria desses pilares propostos na PEC 45/19 são frutos das judicializações e discussões sobre a inconstitucionalidade das leis que os instituíram, conhecido como custo Brasil pela maioria dos empresários.

Vale destacar, ainda, quatro alterações contidas na PEC 45/19 aprovada na Câmara dos Deputados e que poderão, de alguma forma, ser de interesse do setor cervejeiro:

1º) Alíquota zero do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para produtos da cesta básica e para as pessoas físicas que desempenhem atividades agropecuárias, pesqueiras, florestais e extrativistas vegetais in natura.

Neste item 1, vislumbramos a hipótese de malte, lúpulo e demais insumos agrícolas, provavelmente, alcançarem alguma redução de custo devido à alíquota zero proposta.

2º) Redução em 60% das alíquotas do IBS e da CBS para os seguintes setores: transporte coletivo, dispositivos médicos e para pessoas com deficiência, medicamentos, serviços de saúde e educação, insumos e produtos agropecuários, atividades artísticas, jornalísticas e desportivas e bens e serviços relacionados à segurança e soberania nacional e ainda alimentos destinados ao consumo humano e produtos de higiene pessoal. Essa redução será regulamentada por lei complementar, prevendo quais produtos ou serviços terão esse benefício.

Aqui vislumbramos a hipótese de enquadramento da cerveja sem álcool como passível dessa redução, caso o governo venha a considerá-la como um alimento para consumo humano (semelhante a alguns tipos de sucos), lembrando ainda que, se não tem álcool, não deverá ter a incidência do Imposto Seletivo (IS), que pontuaremos a seguir.

3º) O Imposto Seletivo (IS) incidentes sobre os bens ou serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente também será regulamentado por lei complementar, após discussões no Congresso Nacional sobre quais produtos deverão ser por ele tributados.

Neste quesito, ainda muito especulativo, fala-se que deverão ser tributados pelo IS: cigarros, bebidas alcoólicas, alimentos e bebidas ricas em açúcar, agrotóxicos, defensivos agrícolas, jogos de azar e outros produtos que possam ter alguma externalidade negativa tanto para a saúde quanto para o meio ambiente.

Neste item 3, entendo necessário a união do setor cervejeiro em defesa de uma tributação escalonada por graduação alcoólica.

4º) Regimes tributários específicos e diferenciados para os serviços de hotelaria, parques de diversão e temáticos, restaurantes e aviação regional, ou seja, a gastronomia e o turismo deverão ter algum benefício dentro dessa reforma tributária, sendo setores que interagem e estimulam reciprocamente o setor cervejeiro, podendo de alguma forma auxiliar e/ou beneficiar a cerveja.

E para que tudo isso seja colocado em prática, a PEC 45/19 prevê que a CBS e o IBS serão implementados conjuntamente, em uma transição que perdurará de 2026 a 2032, sendo que em 2026 a CBS começará a ser cobrada a uma alíquota de 0,9%, e o IBS a um percentual de 0,1%.

A partir de 2027, a CBS passará a ter alíquota cheia, quando serão extintos o PIS e a Cofins e reduzidas a zero as alíquotas do IPI, exceto para produtos que tenham industrialização na Zona Franca de Manaus.

Em 2028, ICMS, ISS e IBS vão coexistir, sem nenhuma modificação nas alíquotas dos dois tributos antigos. Entre 2029 e 2032, as alíquotas do ICMS e do ISS serão gradualmente reduzidas, à razão de 1/10 por ano, até a extinção desses impostos.

Desta forma, a migração total da tributação acontecerá somente em 2033, encerrando, assim, a tão falada reforma tributária, almejada há mais de 30 anos.


*Marcos Moraes é advogado e contador pós-graduado em Direito Tributário. Possui mais de 20 anos de experiência em consultoria e planejamento tributário em setores altamente tributados e regulamentados, como bebidas alcoólicas e tabaco.

Copa Cerveja: Pontal tem Best of Show da 1ª etapa; veja principais medalhistas

A etapa do Sudeste da Copa Cerveja Brasil confirmou a diversidade das produções da região ao definir as suas medalhistas. Na premiação, realizada na noite de sexta-feira, em Vitória, houve espaço para o brilho das cervejarias da casa, como as capixabas Três Torres e Três Santas, que conquistaram mais ouros – 3 para cada -, assim como para marcas de outros estados, como a fluminense Pontal, que levou o prêmio de melhor cerveja da disputa. E as paulistas Juan Caloto e Campinas também obtiveram resultados relevantes.

A competição é organizada pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), com a realização de etapas regionais destinadas às marcas dessas localidades. A disputa da Copa Cerveja Brasil ocorre por estilos, seguindo os padrões de guias internacionais, e o somatório dos resultados das medalhistas determina as melhores cervejarias por capacidade produtiva e perfil de atuação.

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A Campinas foi a melhor cervejaria da etapa Sudeste da competição ao faturar uma medalha de ouro, duas de prata e uma de bronze. O prêmio de melhor microcervejaria, destinada a marcas que produzem até 600 mil litros anuais, ficou com a Três Torres, de João Neiva, que neste ano já havia se destacado no Concurso Brasileiro da Cerveja, sendo a quarta melhor cervejaria entre as participantes e a melhor do Sudeste. Em Vitória, faturou três medalhas de ouro e três de prata.

O melhor brewpub foi a Três Santas, marca de Santa Teresa, que conquistou três ouros, duas pratas e dois bronzes. E a Juan Caloto foi considerada a melhor cervejaria cigana da competição, graças aos dois ouros conquistados.

A Pontal, de Nova Friburgo, teve a melhor cerveja da competição, eleita a Best of Show, a Friburgator Doppelbock. A medalha de prata foi para a Divina Rio Doce, uma South German Kristal Weizen, da Divina Beer, marca de Colatina (ES), com o bronze indo para a Kalango Premium Lager, uma Bohemian Pilsener, da Kalango, de Americana (SP). A Schwarzbier da Brotas Beer, de Brotas (SP) e a Damma, uma Barrel Aged Beer Aurora, de Venda Nova do Imigrante (ES), receberam menções honrosas.

Embora tenha sido o estilo com mais amostras inscritas – 28 -, a IPA não teve medalhistas de ouro, com o melhor desempenho sendo da Três Torres, com a prata para a Johnny IPA. Já entre os estilos brasileiros, os destaques foram as disputas entre as Catharina Sours e as Brazilian Hop Beers, cada uma com nove inscritas. E ambas distribuíram ouros, para a Soma Catharina Sour, da campineira Soma, e a La Peregrinación Para Comet Valley, da Juan Caloto.

A disputa reuniu 102 cervejarias, com 457 amostras inscritas, sendo 183 vindas de São Paulo, o estado com mais participações, segundo pelas 170 do Espírito Santo. Foram distribuídas 111 medalhas, sendo 45 de ouro, 28 de prata e 38 de bronze. A lista completa de vencedoras pode ser acessada pelo link.

A realização da etapa do Sudeste marca a retomada da Copa Cerveja Brasil, que teve duas edições, em 2018 e 2019. Todas as cervejas que conquistaram medalhas em Vitória, assim como nas demais etapas regionais, se classificam automaticamente para a final da Copa Cerveja Brasil, marcada para São Paulo. Lá, as cervejas que faturarem ouro terão direito à inscrição gratuita na World Beer Cup de 2024.

A Copa Cerveja Brasil faz parte da programação do Conexão Cerveja Brasil, evento organizado pela Abracerva que percorrerá as cinco regiões do país neste ano, até a realização da etapa final, em dezembro, na cidade de São Paulo. Além da competição cervejeira, o encontro também conta com um congresso técnico e uma festa de confraternização.

A próxima etapa do Conexão Cerveja Brasil acontecerá nos dias 17 e 18 de agosto em Salvador, palco da etapa do Nordeste. As seguintes ocorrerão nos meses de setembro, outubro e novembro em Brasília, Belém e Curitiba, respectivamente.

Festival de coletivo celebra luta da mulher negra e apresenta nova cerveja

A luta pela inclusão, a valorização das mulheres negras como profissionais do meio cervejeiro e a união entre elas inspiram a realização, pelo segundo ano consecutivo, do Festival Tereza de Benguela Cervejeiras. Marcado para este sábado, às 16 horas, no Torneira Bar, em São Paulo, o encontro terá uma programação feita por mulheres, além da venda exclusiva do chope colaborativo entre o coletivo que leva o nome do festival e a Goose Island.

O projeto Tereza de Benguela Cervejeiras conta a história de mulheres negras do mercado, com suas conquistas, tendo sido desenvolvido por Danielle Lira, sócia e fundadora do Torneira Bar, Daniele Souza, da Omi Odara, as cervejeiras Adriana Santos e Cinara Gomes e a sommelière Sara Araújo, sommelière.

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Para este ano, a programação terá a apresentação de samba de Cinara Gomes, da Cervejaria Serafina. Ela possui uma trajetória que passa por várias vertentes das artes, além da gestão de projetos culturais e cervejeiros. Além disso, o cardápio contará com a venda de acarajé da chef Solange Borges e, é claro, o chope Tereza de Benguela.

“Teremos muita cultura, cerveja e identidade para celebrar uma data tão especial em referência à líder quilombola que deu visibilidade ao papel da mulher negra na história brasileira”, destaca Danielle Lira.

Segundo ela, a reunião de mulheres negras no mercado cervejeiro era um sonho antigo. Para tirar isso do papel, o projeto buscou se associar ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ao Dia Tereza de Benguela, ambos celebrados em 25 de julho. “A representatividade desse coletivo fortalece outras mulheres a elevarem seus negócios no setor. É como o ditado: uma puxa a outra”, afirma.

Tereza de Benguela, também chamada de “Rainha Tereza”, foi uma líder que comandou o quilombo de Quariterê, no século XVIII, e se tornou símbolo da luta da mulher negra por igualdade de gênero e raça no Brasil. E essa atuação impulsiona o trabalho do coletivo por espaço, respeito e reconhecimento dentro do setor para as mulheres negras.

“É fato que a jornada empreendedora é desafiadora, e cabe dizer que ainda enfrentamos desrespeito e desvalorização dentro do mercado cervejeiro. É comum e recorrente questionarem se sou a ‘dona do bar’. Por isso, na maioria das vezes, vemos mulheres se unindo para enfrentar essas situações, através de confrarias, palestras e projetos empoderadores. Assim, juntas, nós podemos confrontar esses cenários”, comenta a fundadora do Torneira Bar.

Red Ale colaborativa
Entre as principais atrações do evento deste ano está o rótulo feito em colaboração entre o coletivo Tereza de Benguela e a Goose Island. A cerveja é uma Red Ale com ameixa seca e baunilha Kalunga.

A escolha do estilo – o Red Ale – foi motivada pelo período que foi lançado, o inverno, assim como por permitir harmonizações. Mas há uma outra razão, que se conecta com a luta do coletivo. “É muito comum ouvirmos no mercado que mulheres não fazem cervejas complexas. Desejamos mostrar que o mercado está equivocado”, destaca o Tereza de Benguela Cervejeiras.

A novidade possui uma base maltada, sendo uma cerveja equilibrada, com um perfil que apresenta notas de pão, biscoito, camadas de caramelo e toffee. Adjuntos como baunilha e ameixa complementam a base da Red Ale.

Já a vontade de trabalhar com frutas e especiarias levou à escolha da ameixa. Por sua vez, a baunilha Kalunga é uma especiaria cultivada há décadas pelo Quilombo Kalunga do Vão Moleque Cavalcante, em Goiás.

“O nome do nosso projeto é uma homenagem a uma heroína quilombola e, por isso, pensamos que seria uma justa homenagem produzir uma cerveja cuja representação da história dosquilombos estivesse presente nos ingredientes”, completa o coletivo.

Menu Degustação: 3 anos da Soma e 10 da Landel, Bud em promoção na Copa…

Ficando em casa ou saindo, o público cervejeiro terá várias opções para se divertir nos próximos dias. O fim de semana, por exemplo, será de celebração do aniversário de duas cervejarias importantes do setor, a Soma, em São Paulo, e a Landel, em Campinas.

No caso da Soma, quem for ao brewpub da marca no sábado e no domingo, além de festejar o aniversário de três anos de atividade do espaço, poderá pagar apenas R$ 3 por chope. Já para quem prefere uma promoção dentro de casa, pode aproveitar a Copa do Mundo feminina para pagar mais barato na Budweiser pelo aplicativo do Zé Delivery.

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Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Aniversário da Soma…
A Soma Cervejaria comemora seu aniversário de 3 anos com festividades nesse fim de semana. Seu brewpub, no bairro de Moema, em São Paulo, sediará uma programação especial neste sábado e domingo (29 e 30), oferecendo música ao vivo, degustação de cervejas artesanais, gastronomia e diversão para a família, incluindo os pets. Além disso, os visitantes poderão saborear chopes a partir de R$ 3,00 durante todo o evento. A celebração do aniversário da Soma contará ainda com visitas guiadas à fábrica, onde os entusiastas da cerveja poderão apreciar diferentes estilos por meio de uma régua de degustação.

…e da Landel
A Cervejaria Landel, de Campinas, comemora seus 10 anos de vida com a festa “Odisséia Vira-Lata” no Espaço 301. O evento acontece no próximo sábado (29), das 14h às 22h, e contará com 22 estilos cervejeiros nas torneiras, além de opções gastronômicas. A festa terá também a presença de bandas, DJ, lounge para relaxar, jogos de fliperama e flash tattoo. Os participantes poderão escolher entre quatro tipos de passaportes, cada um com diferentes quantidades de doses de cervejas para apreciar.

Samba do Holandês
A Van Been Tap House, localizada no bairro Vila Mariana, em São Paulo, receberá mais uma edição do “Samba do Holandês”, evento que celebra a música brasileira com foco no icônico gênero musical. A festa acontecerá no domingo (30), a partir das 15h, e contará com uma roda de samba composta por membros do Smoke Fever, casa de carnes parceira localizada na área externa da Van Been. O espaço oferece uma variedade de cervejas artesanais produzidas internamente, incluindo a recém-lançada Pale Ale Nassau.

Dia do Amigo pet
O Cabana Burger e a Lagunitas se uniram para comemorar o Dia do Amigo de forma inusitada, homenageando os cachorros, o “melhor amigo do homem”. O Cabana Pet Festival, realizado em parceria com a ONG Amigos de São Francisco, acontecerá no MIS em São Paulo, no sábado (29), das 10h às 17h. O evento gratuito reunirá comida, cerveja, música e animais de estimação, contando também com uma feirinha de adoção para os cães e gatos resgatados pela instituição. O objetivo é celebrar a amizade entre humanos e seus pets e proporcionar oportunidades de adoção para os animais abrigados pela ONG.

Rock com cerveja
O projeto Divino Rock vai unir cerveja artesanal e rock and roll em um evento musical em Belo Horizonte. A primeira edição ocorrerá neste domingo (30), no Ô Divino, com a banda Putz Grilla apresentando sucessos do rock nacional dos anos 1980 e 1990. O evento contará também com o projeto Duo Rock, de Saulo Wolf e Marcelo Cunha, além da banda The Boys e do DJ Roger Tausz nos intervalos. Os 100 primeiros a chegarem ganharão um chope Pilsen de 500ml da Cervejaria Loba, que patrocina o evento.

AmbevTech na PerifaCon
A PerifaCon, a primeira convenção nerd das favelas, terá a terceira edição em São Paulo, e a Ambev Tech, hub de tecnologia da Ambev, é uma das patrocinadoras do evento. Além de apoiar a convenção, a Ambev Tech oferecerá um workshop gratuito com dicas de apresentação pessoal e de negócios para os participantes. O objetivo da iniciativa é mostrar formas estratégicas de alcançar novos públicos, impulsionar a carreira ou negócio. O evento, que busca democratizar o acesso à cultura e inovação, ocorre no Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, neste domingo (30), e espera receber mais de 15 mil visitantes. O workshop será ministrado por Marcos Medeiros, gerente de comunidade da Ambev Tech, e contará com a apresentação de Lucas Manoel, engenheiro de dados da companhia, que compartilhará sua trajetória profissional.

Porta dos Fundos e as retornáveis
A Ambev e o Porta dos Fundos se uniram em uma parceria para incentivar o consumo de garrafas retornáveis como uma opção mais sustentável. Em uma esquete intitulada “Ativismo”, o canal mostra os benefícios ambientais trazidos pelo hábito de escolher garrafas retornáveis. A Ambev possui o objetivo de ter 100% de seus produtos em garrafas retornáveis ou feitas com conteúdo reciclado até 2025, e a parceria com o Porta dos Fundos visa aumentar a conscientização sobre a importância desse tipo de consumo mais sustentável.

Bud e Zé Delivery na Copa
A Budweiser e o Zé Delivery se uniram para incentivar a torcida brasileira a acompanhar os jogos da Copa do Mundo Feminina. A parceria oferece descontos no aplicativo de bebidas, permitindo que os torcedores garantam uma Budweiser gelada para celebrar a seleção brasileira. Basta escanear os logos da Budweiser que aparecerem durante as transmissões dos jogos ou em outras ocasiões para receber um cupom de desconto no Zé Delivery. A ação acontece até o final da competição.

Campanha dos 150 anos da Heineken
A Heineken celebra seus 150 anos com uma campanha que destaca as diferentes formas de pronunciar e escrever o nome da marca, conectando-se aos consumidores. O filme da campanha, desenvolvido pela agência Le Pub Milan, estreou na TV Globo, apresentando momentos descontraídos em que a marca é apreciada em diversas ocasiões do cotidiano. Além disso, a Heineken realiza outras ações, como mudar temporariamente o nome para “Haignen” e enviar garrafas personalizadas para consumidores com nomes semelhantes à marca. A celebração dos 150 anos continuará com outras iniciativas ao longo de 2023, incluindo o patrocínio do festival de música The Town em setembro.

Consumo responsável em Campos do Jordão
Durante o Festival de Inverno de Campos do Jordão, o programa Saber Beber, do Grupo Petrópolis, busca conscientizar o público sobre o consumo responsável de bebidas alcoólicas. Através de uma blitz nas proximidades do Parque Capivari, mais de 70 mil garrafas de água serão distribuídas aos visitantes, enfatizando a importância de beber com sabedoria e respeitar os limites individuais. A iniciativa também destaca a necessidade de se manter hidratado e não dirigir após consumir bebidas alcoólicas. A blitz se estenderá a supermercados, bares e hotéis da cidade, visando promover uma cultura de consumo responsável e consciente na comunidade.