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Coluna Matisse

Balcão da Matisse: Aprecie com moderação

Redação Guia da Cerveja
Por Redação Guia da Cerveja
30 de maio de 2021
Atualizado em: 31 de maio de 2021
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    matisse

    Balcão da Matisse: Aprecie com moderação


    A imperatriz Catarina II da Rússia, conhecida como Catarina, a Grande, foi uma figura muito peculiar. Se casou com o grão-duque Pedro Feodorovich, que ascendeu ao trono russo em janeiro de 1762 como Pedro III. E ela organizou um golpe de estado que o tirou do trono em julho, com Pedro morrendo alguns dias depois, supostamente assassinado.

    Durante uma viagem à Inglaterra, Catarina se apaixonou pelo sabor da Stout e quis que fosse enviada à sua corte na Rússia. Porém, quando a bebida chegou lá, estava estragada. Catarina ficou chateada. Ela queria Stout e era conhecida por sempre ter o que queria – ou cabeças rolariam. Então a cervejaria Barclay, de Londres, veio em socorro e desenvolveu uma Stout bem mais forte e amarga, com 10,5% de teor alcoólico, robusta o bastante para suportar a viagem até a Rússia. A cerveja fez sucesso na corte russa, sendo hoje conhecida como Russian Imperial Stout.

    Muitas versões dessa cerveja têm sido produzidas ao longo do tempo, alguns preferem se referir a ela como Porter, mas o que importa é saber o que nela encantou a corte russa. Trata-se de uma cerveja forte e deliciosamente complexa, que, em geral, combina, de forma harmônica, sabores de chocolate amargo, café e frutas secas, apenas para resumir, claro. Um bom sommelier encontraria nela muitos outros sabores, como de alcaçuz e alcatrão, por exemplo.

    Complexidade e harmonia são tão importantes na cerveja quanto na música. Assim como na música são sete notas, na cerveja são cinco sabores; doce, salgado, azedo, amargo e umami (aprendi isso há pouco tempo). Cinco sabores e um mundo de possibilidades, que, se combinados de forma harmônica, podem encantar reis, rainhas e, claro, o nosso humilde paladar. Se soubermos apreciar, beber um pint será como ouvir uma sinfonia, cada sabor aparecendo no momento e na intensidade certos, na ponta da língua, na bochecha, no retrogosto, como as notas musicais para os ouvidos. Nem sonhe em beber uma cerveja dessa estupidamente gelada ou toda a complexidade vai goela abaixo.

    Viver uma experiência com sabores e aromas, embora seja uma coisa simples e prazerosa, não é algo tão comum na vida das pessoas quanto deveria ser. Fico surpreendido quando converso sobre isso em uma mesa de bar, por exemplo. Gosto de perguntar “que sabores você percebe nessa cerveja?” e as respostas são muito diversas: doce, amarga, maltada, caramelo, leve, forte, alcoólica, azeda, torrada, maracujá e por aí vai. São muitas as percepções, às vezes há discordância, mas, em geral, as pessoas descobrem sabores que não tinham percebido antes e passam a gostar mais ainda daquela cerveja.

    Claro que o sabor não é tudo, há aromas, temperatura, carbonatação, corpo, textura, picância, adstringência, além do chamado fator X, aquilo que é percebido pelo coração, pela mente e pelo espírito, que envolve os aspectos:

    Visual – Pense naquela cerveja impecavelmente negra, coberta com uma nuvem de espuma branca e densa. Isso é tão impactante que muitas propagandas da Guinness mostram simplesmente um pint de Stout.

    Emocional – Nós provamos com o coração muito mais do que com a língua. O que mais explicaria preferirmos o prato preparado pela nossa mãe do que o mesmo prato preparado por um grande chef?

    Mental – Comemos e bebemos não apenas por sobrevivência, mas por prazer, por isso gostamos de novidades, de variar os estilos, descobrir novos sabores.

    Espiritual – Preparar o almoço de domingo e comer com toda a família reunida, preparar uma cerveja caseira com aquele grupinho que um dia vai fundar uma cervejaria em sociedade ou simplesmente se sentar em uma mesa de bar com um grupo de amigos são pequenos atos que têm o efeito de elevar a nossa qualidade de vida como poucas coisas nesse mundo.

    Finalmente, não poderíamos deixar de falar de uma coisa que é muito importante: Aprecie com moderação, porque a vida é suficientemente longa para que você possa aproveitar tudo o que gosta sem exageros.


    Mario Jorge Lima é engenheiro químico e sócio-fundador da Cervejaria Matisse

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