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Preço da cerveja dispara 1,5% no varejo em janeiro e supera os 10% em 12 meses

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O preço da cerveja no domicílio apresentou alta significativa neste começo do ano e registrou inflação de 1,50% em janeiro, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No geral, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês ficou em 0,53%.

Com o resultado de janeiro, a inflação acumulada da cerveja no domicílio, aquela que costuma ser comercializada no varejo e em supermercados, nos últimos 12 meses está em 10,55%.

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E a cerveja fora do domicílio também está mais cara neste começo de ano, com um salto de 0,43% no período. Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada desse item, em geral vendida em bares e restaurantes, fica em 6,10%.

Se o preço da cerveja assustou o consumidor em janeiro, por outro lado, quem escolheu por outras bebidas alcoólicas no domicílio acabou pagando mais barato, como o item registrando deflação de 0,17%. Porém, nos últimos 12 meses, a inflação está em 9,67%.

Já fora do domicílio, as outras bebidas alcoólicas tiveram resultado contrário, com o IBGE registrando alta de 0,44%. E o índice fica em 6,68% quando se observa o período de um ano, iniciando em fevereiro de 2022.

Alimentação e bebidas puxam a inflação
Com o IPCA de janeiro tendo ficado em 0,53%, o IBGE destaca que esse foi o quarto mês seguido com alta. Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada é de 5,77%. Neste cenário, o grupo de alimentação e bebidas (0,59%) exerceu o maior impacto sobre o índice geral, contribuindo com 0,13%, com grande influência dos subitens batata-inglesa (14,14%) e cenoura (17,55%).

“As altas nesses dois casos se explicam pela grande quantidade de chuvas nas regiões produtoras. Por outro lado, observamos queda de 22,68% no preço da cebola, por conta da maior oferta vindo das regiões Nordeste e Sul, item que teve alta de mais de 130% em 2022”, explica o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Já comunicação (2,09%) foi o grupo que registrou a maior variação de preços em janeiro, puxado pela alta dos subitens TV por assinatura (11,78%) e do combo de telefonia, internet e TV por assinatura (3,24%).

Ampliação de tetos do MEI e do Simples é maior demanda das artesanais

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A ampliação do teto de enquadramento do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual (MEI) é a principal, ainda que não a única, medida de impacto que o setor de cervejas artesanais espera ver aprovada em 2023. Especialistas ouvidos pela reportagem do Guia, apontam ser essa a alteração tributária mais factível de ser implementada ao longo dos próximos meses.

A elevação do teto está inserida no Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/21. Havia, inclusive, a expectativa de que fosse votada em 2022, o que acabou não ocorrendo. Agora, sob um novo Congresso Nacional, poderá ser aprovada em 2023, com seus efeitos passando a ser sentidos em 2024, quando novos tetos entrariam em vigor para as artesanais inseridas no Simples Nacional ou mesmo no MEI.

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“De acordo com o projeto, os limites de faturamento anual do MEI passariam dos atuais R$ 81 mil para R$ 144.913,41 e da empresa de pequeno porte, subiria de R$ 4,8 milhões para R$ 8.694.804,31”, explica André Lopes, sócio do escritório Lopes, Verdi & Távora Advogados e criador do site Advogado Cervejeiro.

 “A proposta ainda autoriza o MEI a contratar até dois empregados. Trata-se de uma espécie societária que poderá ser utilizada por microempreendedores que estejam buscando uma forma de ingresso ou de regularização no mercado”, acrescenta o advogado Clairton Kubaszwski Gama, sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados.

Além da expectativa envolvendo o teto do MEI, há outras demandas do setor de cervejas artesanais para 2023. E algumas delas envolvem diretamente o ICMS. Uma delas aborda o sistema de Substituição Tributária, com a possibilidade da sua extinção.

Ele funciona como uma antecipação da retenção do ICMS, pois o imposto é recolhido antes de todas as operações subsequentes da cadeia de produção até que o produto chegue ao consumidor. Mas há reclamações envolvendo a sua complexidade e desafios provocados pelo seu cálculo, o que onera o produtor.

“Em que pese os benefícios dessa sistemática de recolhimento do ICMS, no que diz respeito à concentração da arrecadação e redução de sonegação, não se pode negar que ela eleva a complexidade do sistema e traz diversas dificuldades na hora de se realizar os cálculos do tributo devido”, diz Clairton.

Além disso, em busca de incentivos para as cervejarias, pode ocorrer a ampliação da concessão de créditos presumidos pelos estados. Ele permite que no pagamento de imposto sobre a mercadoria ou serviço, haja compensação tributária sobre o valor tributado anteriormente. Clairton, alerta, porém, que o acesso a esse incentivo pode incutir outros desafios.

“Esta é uma medida muito utilizada para fomentar determinados setores e acarreta um impacto positivo expressivo para os contribuintes. Porém, é preciso estar atento a questões que decorrem da utilização destes créditos presumidos. Dentre elas, destaca-se a pretensão da União em incluir o valor dos créditos presumidos na base de cálculo do IRPJ e CSLL”, explica.

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Outro assunto na pauta tributária envolve a reforma do Imposto de Renda. Com várias mudanças desde a sua redação, o Projeto de Lei nº 2.337/2021 chegou a ser aprovado na legislatura anterior na Câmara dos Deputados, parando no Senado. O tema certamente será retomado em 2023, com a dúvida principal envolvendo se esse PL continuará embasando os debates ou se uma nova proposta será apresentada.

“Este PL, entre outras medidas, prevê a redução da alíquota do IRPJ, dos atuais 15% para 9%, e, em contrapartida, a tributação da distribuição de lucros e dividendos na pessoa física pela incidência de uma alíquota de 15% mediante retenção na fonte. Trata-se de projeto que causará grande impacto em termos de negociações, formação de preço e até mesmo de estruturação de operações”, afirma Clairton.

Trabalho contínuo
Nem todas as demandas tributárias, evidentemente, serão aceitas e atendidas em 2023. Mas Lopes garante que o segmento tem se movimentado nas esferas nacional e estadual, em negociações que buscam avanços concretos a partir da criação de leis favoráveis ao setor para os próximos anos.

“A Abracerva tem mantido papel de protagonismo na Câmara Setorial da Cerveja, inclusive com a proposição da criação de um grupo de trabalho visando benefícios tributários para as microcervejarias. Contudo, não vislumbro alterações tributárias relevantes para o ano de 2023”, afirma o advogado.

Regulamentar a produção terceirizada
No âmbito jurídico, Lopes espera que o ano de 2023 fique marcado pela aceleração no avanço da profissionalização das relações entre as cervejarias, em especial na que envolve fabricantes e ciganos.

“Ainda que algumas cervejarias formalizem a terceirização da produção por contrato escrito, essa parcela ainda é pequena no setor, principalmente se considerar a grande quantidade de ciganos que entram no mercado anualmente. É preciso tornar esse tipo de relação o mais previsível possível a fim de evitar contratempos e quebras de expectativa”, diz.

Brahma estampa Zeca Pagodinho em lata e amplia ações para o carnaval

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Mais uma marca de cerveja decidiu reforçar a associação com o carnaval, às vésperas da folia, além de estampar o rosto de uma estrela da música brasileira em suas latinhas. A Brahma lançou uma edição limitada com a imagem daquele que é um sinônimo de samba e cerveja no país: Zeca Pagodinho.

“Para celebrar essa parceria de longa data, por toda a sua história na música e por tudo que ele representa para o carnaval, Brahma faz homenagem a Zeca Pagodinho com lata especial, em edição limitada assinada pelo cantor”, anuncia a marca da Ambev.

A homenagem da Brahma a Zeca Pagodinho marca mais uma ação da longeva parceria com o sambista, que já esteve presente em várias campanhas publicitárias, como no ano passado, quando o artista participou da gravação e da divulgação de uma nova versão da música “Waka Waka” em ativação realizada em função da disputa da Copa do Mundo no Catar.

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Além disso, reforça a estratégia e a presença da Brahma no carnaval. Depois de dois anos sem a realização da festa oficialmente e no período tradicional em função da pandemia do coronavírus, a folia está de volta às ruas, camarotes e sambódromos, tendo a marca da Ambev como uma das protagonistas.

A Brahma será a marca oficial do carnaval de rua de São Paulo e Rio de Janeiro, cidades onde também vai contar com o seu tradicional camarote nos desfiles das escolas de samba, no Anhembi e na Sapucaí, respectivamente. Também terá o seu camarote no carnaval de Salvador, onde possui exclusividade na venda de cerveja dentro dos circuitos, assim como é a patrocinadora oficial do Galo da Madrugada, considerado o maior bloco de carnaval do mundo, que sai sempre no sábado da folia, no Recife.

Ativações já começaram
Na última semana, para anunciar as suas atrações para o carnaval de Salvador, a Brahma realizou um show surpresa no Farol da Barra com as presenças de Léo Santana e Olodum. E a marca relatou que será a patrocinadora dos blocos Coruja, de Ivete Sangalo, e Olodum. Além disso, levará às ruas trios sem cordas, como o Pipoco de Leo Santana e a Pipoca da Ivete.

Além disso, através do site do e-commerce Chopp Brahma Express, lançou um guia de carnaval, com detalhes sobre atrações que vão animar a folia nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Olinda.

Outro nome do samba em latinha
A ação da Brahma com Zeca Pagodinho segue os passos de outra iniciativa envolvendo um nome do samba. Em janeiro, o Grupo Petrópolis apresentou a ITA-Draft Tardezinha. A latinha da cerveja estampa o rosto de Thiaguinho e leva o nome da famosa turnê do cantor.

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A cerveja estará presente em toda a turnê de Thiaguinho, com a Itaipava também prometendo lançá-la no varejo. O cantor já tem 26 shows agendados da Tardezinha até 9 de dezembro em 25 cidades. A abertura será em 1º de abril, no Rio de Janeiro, já com ingressos esgotados, assim como para as apresentações em outras localidades, como Curitiba, Niterói, Belo Horizonte e São Paulo.

Em outra frente, a Itaipava também reforçou a sua associação com o carnaval e lançou três latinhas diferentes da Itaipava 100% Malte, alusivas ao carnaval. As novidades trazem ilustrações de um folião, uma foliã e um ambulante. A campanha foi criada pela WMcCann.

Segundo a marca, os desenhos mudam de cor e brilham quando geladas. “Depois de dois anos sem poder celebrar o carnaval nas ruas, queremos comemorar esse retorno da melhor forma possível, oferecendo latas especiais que aproximam cada vez mais a essência da marca com os nossos consumidores”, afirma Danielle Bibas, vice-presidente de marketing do Grupo Petrópolis.

18 concursos cervejeiros no Brasil, na América Latina e no mundo em 2023

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Visibilidade, reconhecimento, exposição em diferentes mídias, avaliação e análises por diferentes critérios, feedbacks profissionais, disputa com concorrentes nacionais e internacionais, tendências de mercado, premiações em dinheiro, medalhas e muito mais. São inúmeros os motivos que podem levar uma cervejaria a participar de um ou mais concursos cervejeiros em 2023. 

Mas também são inúmeras as opções disponíveis para as cervejarias competirem ao longo de um ano. Mas nem todo concurso cervejeiro serve para todo mundo ou nem todos acabam compensando a participação, já que os campeonatos demandam importantes investimentos. Por isso, é preciso avaliar com cautela quais concursos cervejeiros valem a decisão pela inscrição para concorrer em 2023.

Com a intenção de ajudar as marcas a se organizarem para a participação em competições ao longo dos próximos meses, o Guia elaborou uma lista com 18 concursos cervejeiros a serem realizados em 2023 no Brasil, na América Latina e em todo o mundo.  

A produção dessa lista contou com o apoio de duas sommelières de cerveja, Aline Ferreira e Fabiana Arreguy, que possuem vasta experiência nesse tipo de competição. A relação, aliás, reflete a alta do número de campeonatos e busca, também, apresentar competições realizadas em países vizinhos e que nem sempre são contemplados por marcas brasileiras.

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Confira 18 concursos cervejeiros que vão ser realizados em 2023:

CONCURSO BRASILEIRO DE CERVEJAS
ONDE: Blumenau (SC)
QUANDO: 5 a 8 de março 

POR QUÊ: Está entre os maiores concursos de cervejas artesanais do mundo, fazendo parte da Semana da Cerveja Brasileira, entre 5 e 11 de março, que também contempla a entrega da Comenda da Cerveja Brasileira, o Congresso Internacional da Cerveja, a Feira Brasileira da Cerveja, o Festival Brasileiro da Cerveja e a Conferência Internacional de Concurso Cervejeiros. De acordo com os organizadores, participaram 3.635 amostras, de 537 cervejarias de 21 estados em 2022.

“Embora tenha havido vários problemas éticos relacionados à coordenação desse concurso, é inegável que é a maior competição da América Latina. Participar dele é quase uma obrigação das cervejarias brasileiras, já que pelo número de amostras concorrentes é possível formar um panorama completo sobre a qualidade das cervejas produzidas no Brasil”, diz Fabiana.

COPA DE CERVEZAS 3 CIUDADES
ONDE: Berisso, Argentina
QUANDO: 24 a 26 de março

POR QUÊ: A competição argentina recebe amostras de cervejarias profissionais e caseiras e é organizada pela Asociación de Cerveceros de Berisso. Em 2023, vai realizar a sua quinta edição

WORLD BEER CUP
ONDE: Nashville, Estados Unidos
QUANDO: 10 de maio

POR QUÊ: A competição é organizada pela Brewers Association, a associação das cervejarias independentes dos Estados Unidos, e mudou recentemente seu formato, passando a ser anual. Em 2022, nenhuma brasileira foi premiada.

“O maior concurso de cerveja internacional é conhecido como ‘as Olimpíadas da cerveja’ e acontece anualmente junto a Craft Brewers Conference e a BrewExpo America. A competição divide as cervejas em mais de 100 categorias e recebe mais de 200 jurados. No ano de 2022, recebeu mais de 10 mil inscrições, de 57 países”, comenta Aline.

ARO ROJO
ONDE: Tampico, México
QUANDO: 14 a 17 de junho

POR QUÊ: Competição internacional que reúne cervejarias do México e do resto do mundo. É anual e terá a sua quarta edição em 2023, sendo um dos vários concursos cervejeiros realizados em solo mexicano. De acordo com seus organizadores, “a competição também é uma grande experiência multicultural em cerveja, onde aqueles que fazem parte dela experimentam um intercâmbio cultural”.

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SOUTH BEER CUP
ONDE: Montevidéu, Uruguai
QUANDO: 5 de agosto

POR QUÊ: Criada inicialmente para ser bianual e com o objetivo de unir cervejeiros do Brasil e da Argentina, que dividiam as sedes da competição, esse campeonato mudou e agora reúne apenas rótulos que já foram premiados. E a próxima edição, a 11ª, está agendada para o Uruguai.

“O concurso reformulou seu propósito, tornando-se uma competição entre cervejas já premiadas. Uma espécie de copa dos campeões. Assim foi a última edição, realizada em Ribeirão Preto (SP), na qual somente cervejas com medalhas em concursos internacionalmente reconhecidos puderam competir”, conta Fabiana. 

BRASIL BEER CUP
ONDE: Florianópolis, Brasil
QUANDO: 21 a 26 de agosto

POR QUÊ: O Brasil Beer Cup, organizado pelo Science of Beer, acontece em Florianópolis, costumeiramente em meio a outros eventos, como o congresso Beer Summit e o Beer Summit Festival. Também conta com uma categoria que estimula a participação de lançamentos, a experimental, que reúne rótulos não comercializados até o término das inscrições.

“A competição já está em sua terceira edição presencial, contando com mais de 80 jurados de todo o mundo. Recebe inscrição de amostras nacionais e internacionais de cervejarias comerciais, contando também com uma categoria de cerveja caseira”, explica Aline.

GREAT AMERICAN BEER FESTIVAL
ONDE: Denver, Colorado
QUANDO: 21 a 23 de setembro

POR QUÊ: Essa competição acontece desde 1982 e terá a sua 37ª edição em 2023, sendo mais um dos concursos cervejeiros que acontecem junto a outros eventos. Nesse caso, a premiação ocorre em meio a aquele que é considerado o principal festival cervejeiro dos Estados Unidos. “Evento anual organizado pela Brewers Association, ele recebe amostras de todo o mundo, escolhe as três melhores cervejas de cada categoria e com um painel de jurados de todo o mundo”, conta Aline.

EUROPEAN BEER STAR
ONDE: Munique, Alemanha
QUANDO: 29 de novembro

POR QUÊ: A competição, uma das principais realizadas na Europa, é organizada pela Associação de Cervejarias Privadas da Baviera. No ano passado, a competição reuniu 2.168 cervejas de 40 países, que concorreram em 73 categorias, que são revisadas a cada edição, buscando acompanhar os avanços do segmento.

“Um concurso dos mais antigos, criado em 2004 por diretores da Doemens Academy. Sem dúvida é uma competição de respeito, que carrega tradição em sua formação. Realizado na Alemanha, muitas vezes é ignorado por cervejarias brasileiras, que nem sabem que podem participar dele”, pontua Fabiana. 

INTERNATIONAL BEER CHALLENGE
ONDE: Burgess Hill, Inglaterra
QUANDO: Segundo semestre

POR QUÊ: Essa tradicional competição terá sua 27ª edição em 2023. No ano passado, teve a participação de cervejarias de 31 países, tendo distribuído 61 medalhas de ouro. “Concurso internacional que acontece na Inglaterra e divide as cervejas em mais de 80 categorias. Com a participação de mais de 40 países, a competição também tem uma categoria de premiação de design e embalagem, além dos estilos de cerveja”, explica Aline.

WORLD BEER AWARDS
ONDE: Londres, Inglaterra
QUANDO: Geralmente no segundo semestre

POR QUÊ: O concurso britânico acontece em duas etapas. A primeira é realizada em vários países, com cervejas de mesma nacionalidade competindo. O resultado das etapas regionais definem as cervejas (somente aquelas ganhadoras de medalha de ouro) que vão competir em Londres, na última etapa, quando as cervejas de diferentes nacionalidades competem entre si.

“As medalhas nas etapas regionais são conferidas por pontuação, ou seja, pode haver mais de uma medalha de ouro ou prata na mesma categoria. Na etapa final o sistema de pontuação é abandonado e as cervejas competem umas contra as outras até que seja escolhida a vencedora de cada país em sua categoria. Um concurso do qual tenho sido juíza nas etapas brasileiras e posso atestar que é bem sério”, explica Fabiana. 

BRUSSELS BEER CHALLENGE
ONDE: Bruxelas, Bélgica
QUANDO: Geralmente no segundo semestre

POR QUÊ: O Brussels Beer Challenge é uma competição anual, que já teve 11 edições. Em 2022, durante três dias, um painel de 80 especialistas em cerveja de renome internacional julgou 1.800 cervejas de todo o planeta. As participantes são subdivididas em categorias baseadas na origem, tipologia e estilo, depois sendo degustadas, com as premiadas recebendo medalhas de ouro, prata ou bronze.

COPA CERVECERA MITAD DEL MUNDO
ONDE: Quito, Equador
QUANDO: Geralmente no segundo semestre

POR QUÊ: A maior competição do Equador, busca reunir amostras de toda a América Latina e Espanha. Acontece em Quito e a última edição recebeu 3 mil cervejas, que foram julgadas por mais de 150 jurados de todo o mundo.

COPA CERVEZAS DEL CARIBE
ONDE: Cartagena, Colômbia
QUANDO: Geralmente no segundo semestre

POR QUÊ: “Acontece anualmente em Cartagena e recebe amostras de todo o mundo, promove uma feira e um seminário de cerveja junto ao concurso. Recebe inscrições de cervejarias e também de cerveja caseira”, comenta Aline.

COPA QUETZAL
ONDE: Guatemala
QUANDO: Previsto para julho

POR QUÊ: Competição internacional focada em toda a América Latina, incluindo o México e toda a América Central. O objetivo, de acordo com os organizadores, é premiar e reconhecer as melhores cervejas e melhorar a qualidade em cada um dos produtos participantes. Já realizou 3 edições, sendo anual.

CHILANGA BEER CUP
ONDE: Cidade do México, México
QUANDO: Geralmente no segundo semestre

POR QUÊ: Este é mais um dos concursos cervejeiros que irão acontecer na América Latina durante o segundo semestre de 2023. Recebe inscrições de todo o mundo nas categorias profissional e caseira. A última edição contou com 475 inscrições de 12 países. Os organizadores enviam feedbacks sobre as cervejas avaliadas para as marcas participantes.

COPA DE CERVEZAS AUSTRAL
ONDE: Buenos Aires, Argentina
QUANDO: Geralmente no segundo semestre

POR QUÊ: Organizada pela Cámara de Cerveceros Artesanales de Argentina, que já realizou duas edições. Está aberta a receber amostras de todo o mundo. Acontece concomitantemente ao Festival de la Cerveza Artesanal Independiente, que renuiu 10 mil pessoas no ano passado.

COPA CERVEZAS DE AMERICA
ONDE: Chile
QUANDO: Geralmente no segundo semestre

POR QUÊ: Retomada no ano passado, a competição contou com uma novidade: a realização de etapas nacionais, fruto de uma união com o Festival de Cerveja POA. O expediente deve se repetir em 2023, com o intuito de espalhar a disputa pela América do Sul.

“Curiosamente participei da 1ª edição desse concurso no ano de 2011, quando foi criado por uma revista especializada do Chile em parceria com um empresário que nada entendia de cerveja. Depois disso, a competição mudou de organização pelo menos três vezes, mas manteve o nível de excelência na escolha do corpo de juízes e no tratamento dado a eles durante os dias de julgamento. Não é um concurso grande, mas acabou se tornando um bom representante da América do Sul”, comenta Fabiana. 

MBEER CONTEST BRAZIL
ONDE: Rio de Janeiro, Brasil
QUANDO: Geralmente no final do segundo semestre

POR QUÊ: O MBeer Contest Brazil é o concurso do Mondial de la Bière Rio, um dos maiores festivais cervejeiros do mundo. Sem categorias pré-definidas por estilo, os juízes fazem as degustações às cegas, sem qualquer informação sobre o produto, identificando o estilo da cerveja e a avaliando a partir disso. “Por ser um concurso acoplado a um festival tão importante, as cervejas premiadas ficam ao alcance do público, que pode provar delas tão logo sejam premiadas”, diz Fabiana. 

BierHeld prepara novas funcionalidades para integrar cadeia cervejeira

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A transformação digital, agilizada pela pandemia do coronavírus, vai se manter em alta neste ano, ajudando a agilizar processos e apresentando novas soluções para quem empreende. Esse cenário que une elos da cadeia e agiliza operações está no foco para 2023 da BierHeld, que promete ampliar as funcionalidades oferecidas para as cervejarias, assim como ampliá-las nos telefones celulares.

A BierHeld auxilia a gestão de cervejarias e distribuidores através do seu software. E os responsáveis pela solução tecnológica trabalham em novas funcionalidades para ampliar a integração do trabalho das cervejarias com as distribuidoras.

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“Através do nosso aplicativo, será possível manter o estoque e o rastreio de todos os equipamentos [barris, chopeiras etc] alinhados automaticamente, facilitando, assim, o romaneio entre cervejarias, distribuidoras e filiais”, explica Ewerton Miglioranza, sócio-fundador da BierHeld.

No ano passado, esse software passou a ser oferecido também em versão para telefones celulares, deixando ao alcance das mãos dos empreendedores a gestão dos seus negócios. Assim, além dos desktops, o telefone celular se tornou uma opção para uso do software com foco na realização de pedidos e no rastreio dos equipamentos.

Em 2023, a BierHeld vai trabalhar, também, em atualizações que ofereçam novas funcionalidades para quem acessar o seu software pelo telefone celular. “Lançaremos novos planos para distribuidores individuais, com foco nas operações pelo celular”, relata Miglioranza.

As novidades estão alinhadas às expectativas para este ano, que envolvem o crescimento do segmento de artesanais e da própria empresa. “Esperamos crescer mais que nos anos anteriores, em resposta à retomada do mercado e também de novos investimentos que estamos trazendo para o controle e automação das cervejarias”, diz o sócio-fundador.

Tecnologia cada vez mais presente
A tecnologia está cada vez mais presente no mercado cervejeiro não só pela possibilidade de integração entre fornecedores e fabricantes da bebida, mas também por demandas do consumidor, o que possibilitou a expansão do uso de soluções online, como o comércio eletrônico e toda a sua praticidade.

Para o sócio da BierHeld, o setor cervejeiro vai seguir investindo no incremento dessas operações, assim como de outras em 2023, caso dos clubes de assinatura, para os quais algumas marcas têm ofertado algumas exclusividades, como o lançamento de cervejas.  

“Essas modalidades tiveram grande destaque durante a pandemia devido à facilidade em se adquirir o produto sem ter que se deslocar até a cervejaria, além de possibilitar o consumidor a experimentar novos rótulos de outras regiões do país” conclui Miglioranza.

Achel é vendida na Bélgica e deixa definitivamente de ser cervejaria trapista

A Bélgica viu uma das suas cervejarias perder o status de trapista, a Achel. Isso se deu com a venda da Abadia de São Bento de Hamont-Achel, também conhecida como Achelse Kluis, para o Tormans Group. Anteriormente, a Achelse Kluis pertencia à Abadia de Westmalle, outra das cervejarias reconhecidas como trapistas no mundo.

Há pouco mais de dois anos, em janeiro de 2021, a Achel já havia perdido o selo oficial de Produto Trapista Autêntico após o processo de fermentação da sua produção deixar de ser monitorado pelos monges, um dos requisitos necessários para ter essa classificação.

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Apesar disso, a cerveja, naquele momento, ainda podia ser comercializada como trapista, pois a Achel continuava pertencendo a um mosteiro trapista, a Abadia de Westmalle.

Esse cenário, porém, se altera agora, com a aquisição da Achelse Kluis pelo Tormans Group. A companhia belga, com Jan Tormans como seu CEO, é uma empresa de engenharia com escritórios nas cidades de Geel, Antuérpia, Mechelen e Evergem. Foi fundada em 1999 e emprega mais de 400 engenheiros no seu país.

Tormans garante que deseja dar continuidade a todas as atividades existentes na antiga abadia e na dos anos 1950 ao mesmo tempo em que irá buscar aproveitar o potencial turístico, pois elas estão localizadas nas proximidades da reserva natural De Groote Heide, que fica na fronteira da Bélgica com a Holanda. Assim, garantindo que pretende preservar as características das abadias, Tormans também pretende transformá-las em centros de meditação e hospedagem.

Além disso, mesmo tendo perdido o status de trapista, a cervejaria estará no centro da estratégia comercial da localidade. Os planos de Tormans envolvem a ampliação da capacidade produtiva, atualmente em 5 mil hectolitros por ano, para 12 mil, chegando aos 40 mil hectolitros até 2030. Ele garante que manterá as receitas, assim como as cervejas da Achel continuarão sendo fabricadas na localidade.

As cervejas da Achel começaram a ser produzidas em 1850, mas houve hiato de tempo na fabricação, entre a Primeira Guerra Mundial e 1998. Atualmente, 4 estilos são produzidos: Dubbel, Belgian Strong Gold Ale, Tripel e Quadrupel.

Também há planos de realização de outras atividades gastronômicas na localidade, o que inclui a abertura de um restaurante e de uma queijaria para a produção de queijo.

As demais trapistas
Com a Achel deixando de ser uma cervejaria trapista, a Bélgica passa a ter cinco produtoras nessa condição: Westmalle, Westvleteren, Chimay, Orval e Rochefort. Há, ainda, outras duas na Holanda, uma na Itália, uma na Áustria e outra na Inglaterra.

No ano passado, os Estados Unidos perderam a sua única cervejaria trapista, a Spencer Brewery, que foi fechada. Para ser considerada trapista, parte da receita da cervejaria deve ser doada para causas sociais, a produção deve se dar em uma abadia trapista e sob a supervisão de monges.

Profissional experiente em relações governamentais assume cargo no Sindicerv

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O Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) reforçou o seu time de executivos. Responsável por representar o Grupo Heineken e a Ambev no Brasil, o Sindicerv passa a ter Márcio Maciel como seu presidente executivo, função que ainda não existia em seu organograma.

Ao anunciar a chegada de Maciel, o Sindicerv destacou a experiência do profissional na área de relações governamentais e institucionais. “Maciel acumula experiência profissional de mais de 18 anos nas áreas de relações governamentais e institucionais na indústria da alimentação, do agronegócio e da radiodifusão”, diz, em comunicado enviado à imprensa.

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Antes de chegar ao Sindicerv, Maciel trabalhava como diretor de assuntos institucionais e inteligência competitiva da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos. Também acumula experiências na Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, na Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, na Patri e na Câmara dos Deputados, como assessor parlamentar.

O anúncio da entrada de Maciel no Sindicerv se dá na esteira de mudanças importantes nos poderes da República, com as posses do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro, e do novo Congresso, na semana passada e que deve colocar em pauta temas importantes para a indústria da cerveja no Brasil, como a demanda pela realização de uma reforma tributária.

Na função de presidente executivo do Sindicerv, Maciel terá o apoio do superintendente da entidade, Luiz Nicolaewsky. Mauro Homem, vice-presidente de sustentabilidade e assuntos corporativos do Grupo Heineken, continua presidindo a diretoria colegiada do sindicato.

O presidente executivo do Sindicerv é formado pela Universidade de Brasília (UNB), com pós-graduação em Gestão de Negócios pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), sendo mestre em Políticas Públicas pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP)

“Entre as prioridades da sua gestão estão a coordenação dos assuntos comuns à categoria, o compromisso do setor com a agenda socioambiental e consumo responsável, para o contínuo desenvolvimento, em âmbito nacional e regional, de todo o setor da cerveja e das suas respectivas cadeias produtivas”, diz o Sindicerv.

O sindicato afirma que a indústria cervejeira movimenta uma extensa cadeia produtiva responsável por 2,02% do PIB, com a geração de mais de 2 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos. O setor cervejeiro gera uma massa salarial de R$ 27 bilhões. Segundo estudo realizado em 2019 pela Fundação Getúlio Vargas para o Sindicerv, a cada emprego em uma cervejaria, outros 34 novos postos de trabalho são criados na cadeia produtiva.

“Somos o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, atrás da China e dos Estados Unidos. Então, vamos trabalhar a favor de toda a cadeia produtiva, unindo os seus elos, em prol dessa bebida que não sem razão, é uma paixão nacional”, explica Maciel.

Volta do carnaval sem restrições torna chopeira opção para festas

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A retomada dos encontros e festividades, possíveis desde o abrandamento da pandemia do coronavírus, deve ter o seu momento de ápice ainda em fevereiro. Afinal, o mês é marcado pela celebração do carnaval, o que aumenta a demanda por eventos e movimenta empresas da indústria cervejeira, como a BravoZero, que trabalha sob a perspectiva do crescimento da busca pelas suas chopeiras.

“Acreditamos que o brasileiro associa o consumo de chope com ocasiões de festividade, como o carnaval, feriados, churrasco, amigos e o prazer de apreciar uma bebida que acabou de ser produzida em uma cervejaria. Ter uma chopeira elétrica, seja ela, locada ou adquirida, em uma festa agrega um significado de importância ao momento, servindo o convidado da melhor forma de degustar a bebida”, afirma Wilson Seiti Harada, coordenador de desenvolvimento de projetos da Eidee, empresa responsável pela BravoZero.

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O ano de 2023 é o primeiro desde 2020 a ter as festividades de carnaval sem qualquer restrição, o que tem gerado uma expectativa de grande procura por celebrações no período da folia. Sabendo dessa expectativa a BravoZero, inclusive, preparou uma promoção para atender o público que deseja contar com as suas chopeiras nesta data.

“Para quem entrar em contato conosco e nos passar o código promocional “carnaval2023” antes do dia 10 de fevereiro, na compra de qualquer modelo de chopeira elétrica, receberá um mini kit extração Heineken de brinde”, relata Seiti Harada.

No hiato de tempo sem festividades oficiais de carnaval, o executivo da BravoZero observou algumas mudanças de comportamento e no perfil de quem se interessa pelos produtos da empresa. De acordo com Seiti Harada, tem sido perceptível um aumento da busca pelas chopeiras elétricas pelo consumidor final.

Isso tem relação direta, também, com a alta da procura de chope para delivery, umas das tendências advindas dos momentos mais difíceis da pandemia do coronavírus. O consumidor, então, passou a se interessar em ter a sua própria chopeira, o que traz benefícios para si, mas também para as próprias cervejarias.

“Observamos que nossos parceiros de delivery que indicam a nossa marca para aqueles que preferem ter a sua própria chopeira elétrica em casa. Isso é uma grande vantagem tanto para o nossos clientes de delivery, porque eles levam somente o chope quando o dono da casa já possui a sua chopeira, quanto para este que está investindo no seu espaço residencial”, comenta.

O que parece não mudar é a alta da demanda pelo chope nos períodos festivos, como o carnaval. Por isso, Harada aponta que contar com as chopeiras da BravoZero é opção interessante para quem deseja empreender, pois sempre haverá procura por elas.

Por ser um bem durável e de valor agregado, o risco é baixo para o empreendedor que escolhe bem a marca dos equipamentos, do fornecedor do chope e realiza a prestação de serviço com qualidade e preço adequado. Em períodos festivos, a demanda por chopeiras elétricas sempre superam a oferta, e neste momento, aquele que planeja e se prepara para a ocasião, tem resultados surpreendentes

Wilson Seiti Harada, coordenador de desenvolvimento de projetos da Eidee

“Por ser um bem durável e de valor agregado, o risco é baixo para o empreendedor que escolhe bem a marca dos equipamentos, do fornecedor do chope e realiza a prestação de serviço com qualidade e preço adequado. Em períodos festivos, a demanda por chopeiras elétricas sempre superam a oferta, e neste momento, aquele que planeja e se prepara para a ocasião, tem resultados surpreendentes”, diz.

E sob a perspectiva de aumento dos negócios em 2023, começando pelo carnaval, a BravoZero deu alguns passos nos últimos meses para atender adequadamente seus clientes, o que incluiu a construção de uma nova unidade, além do lançamento de chopeiras de 50 litros/hora, como detalha Harada.

“No ano passado, a BravoZero investiu na infraestrutura de produção de chopeiras elétricas construindo a nova sede da empresa localizada no Parque Tecnológico de Londrina, aumentando a capacidade produtiva e novos equipamentos. Constantemente, investindo na qualidade do produto, foi lançado, no início do ano passado, uma versão de chopeiras 50 litros/hora, com upgrades focado no desempenho do sistema de refrigeração e maior estabilidade térmica”, conclui.

Produção de alcoólicas retrai 1,9% em 2022 mesmo com alta em dezembro

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A produção de bebidas alcoólicas pelo Brasil apresentou retração em 2022. De acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo IBGE, a fabricação recuou 1,9% no ano passado, na comparação com 2021. A queda se deu mesmo com o avanço da atividade em dezembro.

O IBGE apontou que a produção de bebidas alcoólicas cresceu 2,6% no último mês de 2022, marcado pela estabilidade na atividade industrial brasileira, que não avançou ou recuou ante novembro. Mas há registro de retração de 1,3% quando se compara com dezembro de 2021, encerrando uma sequência de quatro meses de crescimento.

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Na avaliação da XP Investimentos, embora tenha vindo 0,7% abaixo da sua previsão, o resultado da produção de bebidas alcoólicas em dezembro ainda pode ser considerado positivo quando se observa o seu somatório com a alta das vendas de cerveja por bares e restaurantes.

“Uma vez que aplicamos a sazonalidade, nossa regressão sugere volumes para a Cerveja Brasil da AmBev um pouco abaixo (-1,8%) do que estimamos para o 4T, mas continuamos confiantes principalmente devido à recuperação do canal on-trade e consumo fora de casa impulsionado pela Copa do Mundo”, diz.

O crescimento da produção das alcoólicas no mês final de 2022 não foi, porém, suficiente para levar a fabricação das bebidas no Brasil a crescer no país em dezembro. O resultado ficou negativo em 2,8% em relação a novembro e de 1,1% ante o mesmo mês do ano passado. Ainda assim, terminou o ano com alta de 3%.

Esse crescimento da produção de bebidas em 2022 tem relação direta com o crescimento da atividade envolvendo as não alcoólicas. Afinal, ainda que com um recuo expressivo, de 4,9% em dezembro, a fabricação desse tipo de bebida apresentou expansão de 8,6% em todo o ano, na comparação com 2021.

A indústria em 2022
Em 2022, a produção industrial brasileira recuou em quatro das quatro grandes categorias econômicas, 17 dos 26 ramos, 54 dos 79 grupos e 62,4% dos 805 produtos pesquisados, de acordo com o IBGE. E as principais influências negativas foram provocadas por indústrias extrativas (-3,2%), produtos de metal (-9,0%), metalurgia (-5,0%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-10,7%) e produtos de borracha e de material plástico (-5,7%).

Já entre as atividades que apontaram expansão na produção, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (6,6%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria.

Nesse momento, a indústria brasileira está 2,2% abaixo do patamar pré-pandemia da Covid-19 (fevereiro de 2020) e 18,5% abaixo do nível recorde, de maio de 2011. “Muito do crescimento de 2021 (3,9%) tem relação direta com a queda significativa de 2020, ocasionada por conta do início da pandemia. Avançou em 2021, mas foi influenciada por uma base baixa de comparação e não superou as perdas de 2020”, diz André Macedo, diretor da pesquisa do IBGE.

Balcão Xirê Cervejeiro: Crime de injúria racial e o mercado cervejeiro

Balcão Xirê Cervejeiro: Crime de injúria racial e o mercado cervejeiro

Olá, seguidores/as e leitores/as do Guia da Cerveja, estou de volta ao Balcão Xirê Cervejeiro e, desta vez, uma nova lei que combate a violência racial é quem conduzirá nossa conversa.

A pergunta que provavelmente você fará é: Sara, qual é a ligação entre uma lei no campo das relações étnicos-raciais e o universo cervejeiro?

Calma, no decorrer desse texto, você verá que faz todo sentido. Isto posto, vamos à conversa.

No último dia 11 de janeiro, foi sancionada a Lei Federal 14.532/2023. O referido diploma legal é um dos documentos mais importantes no combate as agressões raciais construída pela sociedade brasileira na modernidade.

O processo que culminou na materialização do dispositivo legal foi fruto de uma luta dos movimentos negros educadores e que durou mais de oito anos para se tornar realidade. Pontuo que diversos/as juristas negros/as se reuniram em uma comissão para poder construir esse documento, que tem como escopo punir os/as agressores/as das violências raciais.

A nova lei traz em seu bojo mudanças significativas, como a inafiançabilidade e a imprescritibilidade do crime de injúria racial. Até o advento dessa lei, no campo das relações étnico-racial, apenas o crime de racismo alocado na Lei Federal 7.716/89 possuía o status de imprescritível e inafiançável.

A referida lei se alinhou ao entendimento do STF e dos tribunais de todo o Brasil que vinham acolhendo em suas decisões o crime de injúria racial nos moldes do crime de racismo da Lei Federal 7.716/89, nas perspectivas penais e processuais.

O crime de injúria racial, que estava alocado no artigo 140, § 3º do Código Penal, era prescritível e afiançável. E não só. Dava à vítima o prazo decadencial de 6 (seis) meses para que pudesse representar contra o/a agressor/a. A vítima precisava constituir um/a advogado/a para manejar a representação o que dificultava o exercício do direito e o acesso ao Judiciário, o que favorecia quem praticava as violências, vez que acabava em não punição, dando a sensação de eterna impunidade. Ou, como o crime de injúria racial do Código Penal ficou conhecido no jargão popular, “passada de pano para racista”. Esse fenômeno causava frustração e dor à vítima.

Com a inserção do crime de injúria na Lei 7.716/89, a vítima poderá a qualquer tempo denunciar seu agressor/a. Além dessa importante alteração, outras alterações significativas foram trazidas com a nova lei. E esses são pontos de conexão com a cerveja, explico. O  § 2º A, do artigo 2º A, da referida alteração legislativa preconiza que:

Art. 1º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 (Lei do Crime Racial), passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 2º-A Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, em razão de raça, cor, etnia ou procedência nacional.

Pena: reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

Parágrafo único. A pena é aumentada de metade se o crime for cometido mediante concurso de 2 (duas) ou mais pessoas

§ 2º-A Se qualquer dos crimes previstos neste artigo for cometido no contexto de atividades esportivas, religiosas, artísticas ou culturais destinadas ao público:

Pena: reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e proibição de frequência, por 3 (três) anos, a locais destinados a práticas esportivas, artísticas ou culturais destinadas ao público, conforme o caso.” (grifo nosso).

É neste ponto que quero chamar a sua atenção. É comum termos na cultura cervejeira, festas, festivais e atividades, todas no âmbito cultural, para celebrar a cerveja. E aqui está a conexão com o dispositivo legal: aquele ou aquela que praticar injúria racial nesses ambientes, poderá, além da pena de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, ser proibido/a de frequentar esses espaços por 3 (três) anos.

Aqui deixo à comunidade cervejeira, aos organizadores de eventos, as instituições e associações que regem o mercado cervejeiro que se atentem ao dispositivo legal a fim de orientar seu público.

Em tempo, seguimos na luta para uma sociedade inclusiva, respeitosa e que não tolere violências raciais.


Referências:
Lei nº 14.532, de 11 de janeiro de 2023: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14532.htm
Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de1989: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm


Sara Araujo é graduada em Ciências Jurídicas, pela Instituição Toledo de Ensino, de Bauru (SP). Atua na área de execução penal, sendo graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá (PR), pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica pelo Instituto Pretos Novos do Rio de Janeiro, sommelière de cervejas pela ESCM/Doemens Akademie e criadora e gestora do @negracervejassommelier