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Entrevista: “Podemos chamar a atenção do cervejeiro de fora com algo só do Brasil”

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O Projeto Manipueira ainda dá seus passos iniciais, mas com expectativas à altura da grande adesão que teve no setor de cervejas artesanais brasileiro. Afinal, o ineditismo de usar o líquido extraído da prensagem da mandioca na produção de farinhas e tapioca para criar cervejas selvagens com elementos encontrados em solo nacional faz Giba Tarantino confiar que o resultado desse processo pode chamar a atenção do mercado internacional.

À frente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), que apoia e dá suporte à iniciativa, ele diz, em entrevista ao Guia, esperar que a novidade ajude a impulsionar o setor, aproveitando o potencial das características únicas que poderão ser obtidas nas cervejas do Projeto Manipueira.

Nascida de uma parceria das cervejarias Cozalinda, de Florianópolis (SC), e Zalaz, de Paraisópolis (MG), a iniciativa envolvia 37 marcas de dez estados do Brasil e do Distrito Federal quando do seu lançamento, em 31 de agosto.

Na conversa realizada durante a apresentação do projeto, Giba Tarantino exaltou o ineditismo da proposta, vista como um “tesouro”, que poderá ser aberto a partir de agosto de 2023, quando as primeiras cervejas envelhecidas durante um ano em barris de carvalho, com o substrato da mandioca, serão provadas.

“Essa cerveja precisa ser degustada pelo Brasil para começarmos a criar uma massa crítica. E é uma cerveja com um potencial enorme de exportação, que vai chamar a atenção, com cervejeiros de fora olhando para um produto que só tem aqui”, diz Giba Tarantino. “Estamos no passo inicial de um grande projeto, que eu creio que, com o passar do tempo, colocará o Brasil em um lugar de destaque”, aposta.

À frente da Abracerva desde o início do ano, Giba Tarantino também comentou, na entrevista, que a união provocada pelo Manipueira precisa se repetir na luta por pautas que ajudem no crescimento do setor de cervejas artesanais no Brasil.

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Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista do Guia com Giba Tarantino, presidente da Abracerva:

Você esperava que poderia ocorrer uma adesão tão grande de cervejarias ao Projeto Manipueira?
Eu fiquei surpreso, sim, pelo número crescente de cervejarias que se interessou pelo projeto, pois, para participar, requer um processo, que é desde encontrar os insumos corretos até selecionar a barrica de carvalho adequada. Porém, estamos vendo que, a cada conversa, a cada encontro, mais pessoas vão ficando interessadas.

Qual é o impacto que esse projeto está tendo dentro do cenário da cerveja artesanal?
Hoje temos 37 cervejarias que acreditaram no Manipueira, mas a hora legal mesmo será em agosto de 2023, quando vamos juntar todas essas cervejas e o pessoal começará a degustá-las. Ainda vai vir o grande momento. É uma criação coletiva. Hoje, podemos fazer um monte de suposições, mas o projeto está longe ainda do que vai ser daqui a um ano.

Cilene Saorin, Carola Carvalho, Giba Tarantino e Aline Smaniotto no lançamento do Projeto Manipueira

Pelo alcance que o projeto vem tendo, pessoas que estão além do circuito das artesanais também se interessaram?
Algumas pessoas de grandes cervejarias, que são mais apaixonadas por projetos, tiveram interesse, mas não houve ainda o interesse comercial, mas pela ciência dessa cerveja. Temos feito algumas reuniões com as cabeças do projeto, e sinto que teremos algumas surpresas ainda nesta metade do ano, principalmente porque há pessoas de fora (do país) que estão demonstrando algum interesse. Eu comentei com dois cervejeiros do exterior que ficaram bem surpresos e interessados. E existem os lados científico e acadêmico. As coisas estão acontecendo mais rápido do que imaginávamos, mas estamos tão no começo que eu acredito que teremos ainda muitas surpresas pela frente.

Um dos objetivos do Manipueira é alcançar um terroir brasileiro para produzir uma cerveja tipicamente nacional. Qual é a importância disso?
Essa busca, de se ter uma escola brasileira de cerveja, é antiga. E, usando esse projeto com a levedura da manipueira, teremos uma cerveja mais complexa e um olhar dos formadores de opinião do exterior. Eu já vi algumas pessoas tentando exportar Lagers ou IPAs para fora, mas não adiantar exportar lPA para os Estados Unidos ou mandar uma Lager para a Alemanha. Se ouvirmos a opinião dos formadores de opinião, dos cervejeiros do exterior e até trouxermos esses caras para cá, porque eles têm muito a nos ensinar, poderemos criar algo com o nosso carimbo. Mas temos de fazer muitos testes antes de poder almejar esse patamar, de possuir uma escola brasileira de cerveja ou que seja reconhecida pelas pessoas de outros países.

Pelo relacionamento que você e a Abracerva têm hoje com representantes de entidades cervejeiras e de marcas de artesanais no exterior, como essas organizações e pessoas observam o Manipueira?
São poucos que sabem dele, porque, por enquanto, está na teoria. Hoje (dia 31 de agosto) foi o primeiro dia prático deste projeto. Nas conversas que o Diego (Rzatki, co-fundador da Cozalinda) teve nos grupos do nosso setor, o mestre-cervejeiro da De Ranke, que é uma cervejaria monstruosa (da Bélgica), ficou interessado. Já o nosso amigo americano Pete Slosberg (um dos principais nomes do mundo cervejeiro e fundador da Pete’s Brewing Co.) disse que nunca tinha ouvido falar deste projeto. Aos poucos, conforme as coisas forem acontecendo, os gringos vão ter mais notícias. E quando apresentarmos melhor o projeto para alguns conhecidos de fora, eles ficarão bem curiosos.

O que você poderia destacar de mais legal deste projeto, desde o seu início até agora, e dos próximos passos que virão?

O Manipueira é um tesouro, com muitas pessoas envolvidas, competentes, apaixonadas, que estudam muito, entendem muito de cerveja e querem disseminar a cultura cervejeira brasileira. Vamos testar essa cerveja ao longo destes próximos 12 meses e, em cada vez que a experimentarmos, teremos uma opinião diferente. Tenho uma grande expectativa para agosto do ano que vem, quando queremos preparar um evento, com participação de muitas pessoas, para experimentarem as cervejas e colhermos opiniões

Giba Tarantino, presidente da Abracerva

Em meio a um projeto que uniu 37 cervejarias, a Abracerva vê o Manipueira como uma alavanca para fortalecer o setor das artesanais e a sua associação?
Precisamos de união, as cervejarias precisam enxergar valor em se associar. Na pandemia, o problema de conseguir pagar aluguel, salários, impostos, foi muito acentuado. O nosso segmento de alimentos e bebidas sofreu muito e temos de nos unir para pensarmos em redução de carga tributária, que, para mim, é o maior problema que temos hoje. Precisamos pensar não só em educação cervejeira, cultural, mas também em gestão, no lado financeiro e de desburocratização. Têm muitas pautas a serem resolvidas e o objetivo da associação nesta minha gestão é de profissionalizar. É uma cruzada, uma missão. Não é fácil. Precisamos do apoio das 1.550 cervejarias que existem no Brasil e realizar um trabalho para aproximá-las. E, com elas unidas, buscar uma série de pleitos. Temos algumas pautas invisíveis, que são leis municipais, estaduais e federais que lutam, na maioria das vezes, sem dados técnicos, contra a bebida alcoólica. Estamos aqui para falar da cultura cervejeira, do lazer e do lado positivo da cerveja.

Bamberg, Dama, Blumenau e St. Patrick’s ganham medalhas no European Beer Star

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Na temporada de concursos internacionais, as cervejas brasileiras conquistaram mais quatro medalhas. As marcas nacionais faturaram duas pratas e dois bronzes na edição de 2022 do European Beer Star, que divulgou os seus premiados nesta quarta-feira (14). Essa competição cervejeira é considerada a principal do continente europeu, acontecendo em Munique, na Alemanha.

As medalhas de prata foram conquistadas pela Bamberg e pela Dama Bier. A marca de Votorantim (SP) foi premiada com a Bamberg Schwarzbier na categoria Bohemian-Style Dark Lager. Já a cervejaria de Piracicaba (SP) acabou sendo reconhecida pela Dama Stout, na categoria Stout.

A Blumenau, por sua vez, levou o bronze na categoria Session Beer com a Blumenau CraftLab Grodziskie Dona Patroa, cerveja que em março foi a eleita a melhor entre todas as participantes do Concurso Brasileiro.

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E o Brew Center Cervejas Especiais, através da marca St. Patrick’s, levou o outro bronze brasileiro em Munique, na disputa do English-Style Strong Ale, com a St. Patrick’s Old Ale.

As quatro medalhas conquistadas nesta edição do European Beer Star colocaram o Brasil em 17º lugar entre os 21 países que foram premiados em Munique. A competição reuniu 2.168 cervejas de 40 países, que concorreram em 73 categorias. E 219 delas receberam medalhas.

Entre os países, o destaque absoluto foi a Alemanha, com 82 medalhas, sendo 32 de ouro. A Itália faturou 35 medalhas, sendo 10 de ouro, seguida de perto pelos Estados Unidos, com oito ouros e 25 pódios.  Já entre as cervejarias, o maior sucesso foi de uma marca italiana, a Birra Perugia, da província de Úmbria. Foram três medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze.

As medalhas foram entregues em uma cerimônia nesta quarta-feira, após a avaliação das cervejas por um júri internacional de 130 profissionais em agosto. “Apesar do ambiente difícil em que a indústria cervejeira internacional se encontra atualmente, estamos orgulhosos de ter quebrado a marca de mais de 2 mil cervejas enviadas este ano”, diz Stefan Stang, diretor administrativo da Associação de Cervejarias Privadas da Baviera, que organiza o concurso desde 2004.

Repercussão
Para o Brasil, a edição de 2022 do European Beer Star teve mais medalhas, mas menos ouros do que em 2021. No ano passado, a cerveja nacional conquistou um único pódio, com o ouro da Bamberg Altbier.

A marca de Votorantim, aliás, festejou a 13ª medalha obtida na história dessa premiação europeia. “Todo ano, quando ganhamos medalha no EBS, digo a mesma coisa: uma cervejaria do Brasil, que faz cervejas dos estilos alemães, ganhando medalha na casa deles, é como se uma escola de samba alemã viesse para o Rio e ganhasse o carnaval carioca”, compara a Bamberg em publicação no seu perfil no Instagram.

Já a Dama Bier, ao celebrar o seu feito, destacou a trajetória de conquistas da sua Stout. “A Dama Stout é a nossa cerveja mais premiada e agora já são 18 prêmios com mais essa conquista. Estamos muito felizes!”, afirma, em postagem no Instagram.  

A Blumenau, por sua vez, lembrou que esta foi a sua primeira medalha no European Beer Star. “Pela primeira vez a Cerveja Blumenau conquista uma medalha no European Beer Star, um dos mais respeitados e reconhecidos concursos de cerveja. O evento ocorreu na Alemanha, uma referência no mundo cervejeiro”, escreveu a marca catarinense no Instagram.

Marcas podem se abster da política? Especialistas e Ambev debatem campanha

O momento tenso vivido pelo Brasil, às vésperas das eleições, provoca questionamentos sobre a possibilidade de as marcas dialogarem com o consumidor sem a apresentação de um posicionamento em meio ao cenário de ameaça à democracia e disputa política com a ocorrência, nos últimos dias, de atos de violência.

Em meio a este panorama, uma ação publicitária lançada recentemente pela Ambev com as marcas Brahma e Duplo Malte aproveitou outro fato marcante do calendário do segundo semestre de 2022, a realização da Copa do Mundo, para convocar os consumidores e torcedores a se unirem pela seleção brasileira, evidenciando, de forma indireta, a cisão provocada pela disputa política, ainda que tentando minimizá-la ao colocá-la de lado.

A campanha da marca tem como garoto-propaganda Galvão Bueno, que narra um texto destacando que, “independentemente das nossas diferenças fora de campo, chegou a hora de lembrar o significado original” da nossa tradicional camisa amarela, vestida pelo profissional na parte final do anúncio.

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Ou seja, a propaganda da Ambev, focada na Brahma e na Duplo Malte, lida com dois pilares que têm movimentado a sociedade: a divisão provocada pela disputa política, ao pedir que se deixe de lado as diferenças, e a camisa amarela da seleção brasileira, em uma tentativa de lhe dar um novo significado – ou recuperar o do passado.  

Utilizada por manifestantes ao menos desde 2015, em atos inicialmente a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, a camisa amarela da seleção brasileira esteve vinculada aos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro desde a sua vitoriosa campanha em 2018, também sendo usada em número relevante nos atos antidemocráticos nos meses recentes.  

Mas ao apresentar a campanha com a Brahma e a Duplo Malte, a Ambev diz ter ignorado o uso político da camisa da seleção brasileira, apesar da óbvia associação que parcela relevante da sociedade faz desse símbolo com os correligionários do candidato à reeleição Jair Bolsonaro. Assim, a ideia foi exaltar o orgulho de apoiar a equipe pentacampeã mundial.

“Sempre foi claro para nós que o ponto de partida deveria ser ouvir as pessoas, e é o que estamos fazendo desde antes do lançamento da campanha. A iniciativa nasce exatamente daí, do sentimento geral de que esse (a tradicional camisa amarela do time nacional) é um símbolo que representa todos os brasileiros, representa nossa conexão com a seleção brasileira e nossa identidade no esporte, independentemente de qualquer diferença fora de campo”, ressalta Tetê Chaves, gerente de marketing da Brahma, à reportagem do Guia.

A profissional também assegura que a campanha teve boa recepção do público, sendo o marco do início das ações da Ambev visando a Copa do Catar. “Podemos destacar a reação positiva das pessoas em torno da iniciativa. Esse foi o nosso pontapé inicial em torno da Copa do Mundo deste ano e ainda temos muita coisa para contar, sempre destacando a paixão dos brasileiros pela seleção. Tivemos quase 80 mil menções à campanha em menos de um mês, o que são dados ótimos, além de uma saudabilidade muito alta”, diz a gerente de marketing da Brahma.

A dúvida, porém, é se, a estratégia de mirar a Copa do Mundo, marcada para começar em 20 de novembro, e “pular” o clima que envolve as eleições, com segundo turno agendado para 28 de outubro, consegue ser convincente ao apontar a necessidade de reconexão com o amarelo da camisa da seleção brasileira.

Na opinião de Alan Kuhar, professor da ESPM, nas áreas de Administração, Comunicação Social e Relações Internacionais, a iniciativa pode ter êxito, diante da potencial mobilização e união que a disputa da Copa do Mundo deverá trazer em torno da busca pelo hexacampeonato pela seleção no fim do ano.

“A ideia da campanha foi trazer de volta a força que a camisa da seleção brasileira sempre representou. Em época de Mundial, o consumo de cerveja sobe razoavelmente. A Copa do Mundo, para nós brasileiros, é um momento de celebração. A campanha foi inteligente, com o objetivo foi de promover convergência, de falar para estarmos unidos por uma razão: torcer pelo Brasil. A política acaba na urna, nas eleições, e a maioria das pessoas tende a ser convergente durante a Copa”, opina o professor da ESPM.

Já o filósofo, antropólogo e cientista social Fred Lúcio, coordenador docente da ESPM Social, avalia ser um erro uma companhia ficar totalmente isenta do debate político enquanto o país está atravessando uma fase complicada. Em sua opinião, marcas que buscam se mostrar “isentas” também estão adotando um posicionamento, mesmo não desejando transparecer isso.  

Quando você está diante de uma situação de tensão, marcar uma posição certamente vai ter algum tipo de reação de um lado da sociedade. Quando as empresas vêm com esse posicionamento de isenção, elas já estão marcando uma posição diante do jogo político, sobretudo neste momento em que estamos vivendo uma situação de ameaça às democracias, às liberdades e às instituições. Esse é um ponto muito importante para as grandes corporações

Fred Lúcio, coordenador docente da ESPM Social

Kuhar, por sua vez, avalia que apresentar um posicionamento político em um momento de tensão, como o atual, pode representar a perda de um contingente relevante de consumidores.  Assim, reconhece que é mais usual que isso seja feito por empresas que atuam em nichos do que por grandes corporações.

“Para uma empresa menor, de pequeno porte, como uma microcervejaria, pode ser uma boa estratégia se posicionar, pois você alcançará uma fatia do público que se identifica com esse posicionamento e fortalecerá a sua marca junto a ele. Porém, quando estamos falando de bens de consumo, como cerveja, produzidos por empresas que são grandes e têm volume de vendas para milhões de pessoas, como é o caso da Ambev, se posicionar significa um risco de se perder muita receita. Quanto maior a empresa, maior é o risco”, analisa.

À reportagem, a Ambev afirmou não estar enfrentando rejeição ou sofrendo críticas por minimizar o cenário político em detrimento de uma suposta promoção da união dos torcedores para a Copa, antes mesmo da realização das eleições. Assim, a cervejaria aposta no engajamento que pode ser retomado entre torcida e seleção em função da disputa do Mundial no Catar.

Mesmo não tendo todos os resultados, nossa análise é de que houve o efeito esperado a partir da perspectiva de aumentar a percepção sobre o significado original deste símbolo nacional e da conexão dele com o Mundial. Tem sido uma pauta ativa das pessoas, com engajamento crescente nas redes sociais após o início da campanha, com elas falando e mostrando o orgulho de vestir a camisa da seleção brasileira

Tetê Chaves, gerente de marketing da Brahma

Heineken assume controle da Beavertown e tira Logan Plant do cargo de CEO da marca

A Heineken UK agora é proprietária total da Beavertown Brewery, uma das mais conhecidas cervejarias de Londres, fundada por Logan Plant. A marca do grupo holandês já havia adquirido uma participação minoritária em 2018 e, agora, quatro anos depois, assumiu o controle ao comprar as ações restantes.

Um dos principais impactos da aquisição é a saída do filho da lenda do rock Robert Plant do cargo de CEO, assumindo um papel de consultor. E a sua função passará a ser exercida por Jochen Van Esch, que trabalha no Grupo Heineken há mais de 20 anos.

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De saída, Plant avaliou que a aquisição da Beavertown pela Heineken foi um passo natural. “A Beavertown começou na minha cozinha, dez anos atrás. Da fabricação em uma panela de arroz a uma das cervejarias britânicas de maior sucesso nos últimos anos, empregando mais de 160 pessoas e fabricando 360 mil hectolitros de cerveja”, diz.

“A cultura de Beavertown é incrivelmente importante – nossa criatividade única em nosso design e marketing, nosso desejo de produzir as melhores cervejas e a paixão pela excelência quando as pessoas pedem uma cerveja – e isso é algo que continuará”, acrescenta.

Apesar da saída de Logan Plant, a Beavertown continuará sendo operada separadamente da Heineken UK, com suas próprias equipes, incluindo os times de vendas e marketing, assim como a produção de cerveja.

“Com a Heineken UK, temos um parceiro que fornece suporte, aconselhamento e investimento, e nos dá espaço para florescer. Sem eles, meu sonho de ser uma cervejaria de renome mundial que começou com aquela panela de arroz há uma década, teria sido impossível. Jochen trabalhou de perto com todos nós e tenho absoluta confiança de que, sob sua administração, o futuro de Beavertown será brilhante”, conclui Plant.

O valor da transação não foi revelado, mas em 2018, quando comprou 49,5% das ações da Beavertown Brewery, a Heineken UK desembolsou 40 milhões de libras. A marca, então, aproveitou o aporte para expandir a sua atuação, tendo construído uma cervejaria com capacidade para produzir 500 mil hectolitros, aclamada como a maior de Londres quando da sua abertura, em 2020, no bairro de Enfield.

Do norte de Londres, a Beavertown também inaugurou uma unidade dentro do estádio do Tottenham. E praticamente triplicou as suas vendas desde o acordo com a Heineken, saltando o seu faturamento de 12,7 milhões de libras em 2018 para 35,2 milhões de libras no período de 12 meses encerrados em 31 de março de 2020, antes, portanto, do impacto provocado pela pandemia do coronavírus.

A Beavertown não é a única cervejaria artesanal adquirida no Reino Unido pela Heineken, pois anteriormente a marca já tinha participação na Brixton Brewery. Sua principal concorrente global, a AB InBev comprou a Camden Brewery no fim de 2015.

Suíço vence o Mundial de Sommelier de Cervejas; brasileiros ficam fora da final

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O melhor sommelier de cervejas do mundo é suíço. Giuliano Genoni foi o vencedor do Campeonato Mundial de Sommelier de 2022, realizado em Munique, na Alemanha, que contou com a participação de 82 profissionais de 18 países diferentes, sendo dez deles do Brasil. A competição é promovida pela Doemens Academy.

O Mundial de Sommelier de Cervejas aconteceu pela sétima vez e após um período de três anos – a competição é bianual, mas não pôde acontecer em 2021 em função da pandemia do coronavírus. E pela primeira vez um representante da Suíça venceu a disputa. Antes, a Alemanha acumulou quatro conquistas, com os outros campeões sendo da Itália e da Áustria.

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A competição, dividida em duas etapas, teve a sua fase preliminar realizada na própria Doemens. Lá, os participantes tiveram que reconhecer estilos de cerveja, assim como responderem a um teste de conhecimento. Dessa disputa, foram selecionados os nove finalistas do Mundial de Sommelier de Cervejas.

Nenhum brasileiro conseguiu avançar na fase preliminar da competição. O país foi representado em Munique pelos dez primeiros colocados no Campeonato Brasileiro, disputado no fim de maio: Guilherme Rossi, Fábio de Faria e Souza Campos, Guilherme Coloço Mixtro, Claudio Lima Botelho, Luis Henrique Volkart Santa Helena, Bianca de Paula Telini, Jayro Pinto Neto, Jefferson Silveira Brandão, Rafael Cheruti de Oliveira e Vinícius Cuozzo Martins Borges.

A fase final da competição aconteceu no Centro de Exposições de Munique e reuniu participantes da Suíça, Alemanha, Áustria, Portugal e Holanda. Entre as habilidades observadas pelo júri estavam a avaliação sensorial da cerveja pelos participantes, o conhecimento prévio sobre a bebida e a harmonização com um prato.

Além disso, houve uma avaliação às cegas de uma cerveja que precisava ter suas características apresentadas em até 5 minutos. E a organização optou por rótulos conhecidos mundialmente, como a Sierra Nevada Torpedo, a La Trappe Quadrupel, a Fullers ESB e a Samuel Smith Imperial Stout.

O vencedor acabou sendo Giuliano Genoni, que fez uma apresentação sobre a Paulaner Salvator. O austríaco Felix Schiffner foi o segundo colocado, com Léon Rodenburg, da Holanda, na terceira posição.

“As apresentações dos finalistas são a prova do alto nível de qualidade e a consistência. Os preparativos intensivos de meses de duração dos participantes mais uma vez valeram a pena”, afirma Michael Zepf, organizador do campeonato.

Preço da cerveja tem alta de 2,37% em agosto e supera os 10% nos últimos 12 meses

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Em novo mês de deflação do índice oficial de preços do Brasil, agora de 0,36%, a cerveja no domicílio, vendida em locais como redes varejistas, acelerou a tendência de alta ao subir 2,37% em seu valor médio em agosto. Estes índices foram relatados pelo IBGE, no balanço do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que também apontou a bebida superando a barreira dos 10% no acumulado dos últimos 12 meses.

Assim, em agosto, a cerveja no domicílio ampliou um cenário de descolamento do índice oficial que já havia sido observado em julho. Naquele mês, apoiada pelo recuo dos valores dos combustíveis, o IPCA teve deflação de 0,68%. Já a bebida tinha ficado 0,65% mais cara. Agora, então, ampliou essa escalada.

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A cerveja fora do domicílio, comercializada em estabelecimentos como bares e restaurantes, também contabilizou alta relevante em agosto, de 1,71%. Esse índice também é superior ao registrado para outras bebidas alcoólicas no domicílio e fora dele, cujos custos se elevaram em 0,71% e 0,66%, respectivamente.

No acumulado do ano, o preço da cerveja vendida em supermercados e redes varejistas subiu 5,53%, enquanto a alta fora do domicílio está em 4,79%. Esses índices estão acima da inflação geral no período dos primeiros sete meses do ano, que foi de 4,39%. Neste mesmo intervalo de tempo, o valor médio de outras bebidas alcoólicas consumidas em casa aumentou 14,59% e teve uma elevação de 5,68% em locais como bares e restaurantes.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, o preço da cerveja registra alta de 10,84% no domicílio e de 6,50% fora dele. O índice geral do IPCA para o período é de 8,73%, um aumento bem inferior ao contabilizado para outras bebidas alcoólicas no lar (13,36%) e fora de casa (12,90%).

Item alimentação e bebidas tem redução expressiva
Se o preço da cerveja registrou alta relevante em agosto, o custo médio contabilizado para o item “alimentação e bebidas” teve redução expressiva. A inflação deste tópico foi de 0,24% em agosto, depois de alta de 1,30% em julho.

No acumulado do ano, porém, a elevação do custo do grupo alimentação e bebidas já é de 10,10%, enquanto nos últimos 12 meses a alta fica em 13,43%.

O IBGE também explica que a deflação de 0,36% em agosto teve o seu índice influenciado principalmente pela queda nos custos com transportes (-3,37%) e comunicação (-1,10%).

“Alguns fatores explicam a queda menor em relação a julho. Um deles é a retração menos intensa da energia elétrica (-1,27%), que havia sido de 5,78% no mês anterior, em consequência da redução das alíquotas de ICMS. Também houve aceleração de alguns grupos, como saúde e cuidados pessoais (1,31%) e vestuário (1,69%), e a queda menos forte do grupo de transportes em agosto. No mês anterior, os preços da gasolina, que é o item de maior peso no grupo, tinham caído 15,48% e, em agosto, a retração foi menor (-11,64%)”, explica o gerente da pesquisa do IBGE, Pedro Kislanov.

O item que teve a maior variação positiva no IPCA de agosto foi vestuário, com aumento de 1,69%, índice impulsionado pelas altas nos preços de roupas femininas (1,92%), masculinas (1,84%) e de calçados e acessórios (1,77%).

Para calcular o índice deste seu último balanço do IPCA, o IBGE comparou os preços coletados entre os dias 29 de julho e 29 de agosto (referência) com os pesquisados entre 30 de junho e 28 de julho (base).

Argentina domina South Beer Cup em Ribeirão e Walfänger é o destaque brasileiro

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A argentina Charlone Cervecería foi o principal destaque da South Beer Cup, realizada no último fim de semana em Ribeirão Preto (SP). Única marca a conquistar duas medalhas de ouro na premiação, ela foi considerada a principal cervejaria do evento que reúne representantes da América do Sul.

O pódio do evento também teve outra marca da Argentina, a Jabalina Brewing Company, que faturou um ouro e uma prata, o que lhe rendeu a segunda posição na contabilidade das medalhas.  

Já a melhor representante brasileira na South Beer Cup acabou sendo uma marca de Ribeirão Preto, a Walfänger, que faturou um ouro e uma prata. Foi o suficiente para colocá-la na terceira posição da South Beer Cup.

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Além da Walfänger, outras cinco cervejarias brasileiras conquistaram medalhas de ouro nesta edição da South Beer Cup. Foram elas: Bierbaum, Libertastes, Alright Brewery Co, Narcose e Louvada.

As cervejarias brasileiras, porém, acabaram sendo superadas pelas da Argentina no número de ouros conquistados na competição sul-americana – 8 a 6. E o Equador faturou outros dois ouros com as suas cervejas em Ribeirão Preto.

Em função da pandemia do coronavírus, a South Beer Cup não acontecia desde 2019. Nessa retomada, a competição sul-americana fez parte da programação do Craft Beer Ribeirão, organizado pelo polo cervejeiro de Ribeirão Preto.

A programação, além da disputa sul-americana, também contou com a realização de um festival de cervejas artesanais, do 1º Meeting da Cerveja Artesanal e da 1ª edição da Copa Paulista de Cerveja Artesanal.

Na competição estadual, a Walfänger foi o principal destaque, sendo a cervejaria mais premiada. O pódio também contou com a SP 330, a segunda colocada, e a Brew Center Cervejas Especiais, na terceira posição.

Confira quais foram a cervejas medalhistas de ouro na South Beer Cup:

Wood And Barrel Aged Beer: Celebration Barrel Aged #7, Juguetes Perdidos (Argentina)

Stout Family: Imperial Stout, Drakkar Brewpub (Argentina)

Sour Ale, Gose, Berliner Weisse: Que Gose!, Two Barrel Brewery (Equador)

Smoked Beer and Historical Beer: Bierbaum Doppelbock Defumada, Cervejaria Bierbaum (SC)

Session IPA and IPL: Sativa Session IPA, Brewhousemdp (Argentina)

Other Strong Beers: Dediprosa, Cervejaria Libertastes (MG)

Fruit, Fieldd, Chocolate, Coffee, Chili, Herb and Spice and Honey: Mangobiche, Jabalina Brewing Company (Argentina)

European Lagers and International Pilsener/Light Lager: Walfänger Helles, Walfänger (SP)

British Dark Beers and Porter Family: Over the Moon, Alright Brewery Co (PR)

Bitter, Irish Red Ale and Scottish Ale: La Gordo, Charlone Cervecería (Argentina)

Belgin and French Origin Ale Styles: Cervejaria Narcose Belgian Nr. 10, Cervejaria Narcose (RS)

APA, Hazy Pale Ale, Int. Pale Ale and Summer Ale: Cwrw haf, Jones/Jenkins (Argentina)

American Lagers, Cream Ale, American Wheat and Blond Ale: Louvada Hoplager, Cervejaria Louvada (MT)

American Hoppy Beers (Red, Black, Imperial, Experimental), and International IPA: Terrorista, Charlone Cervecería (Argentina)

American and European Ambeer and Dark Lager: Thor, Wir Konnen (Argentina)

All Origin Hybrid/Mixed Lagers and Ales: Fandango (Chicha), Quiteña (Equador)

Balcão do Tributarista: Setor de eventos pode se beneficiar do Programa Emergencial

Balcão do Tributarista: Programa Emergencial traz benefícios fiscais para o setor de eventos

Por meio da Lei nº 14.148/2021, foi instituído o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), o qual tem como finalidade propiciar uma compensação ao setor de eventos em decorrência do impacto negativo das ações restritivas da pandemia do Covid-19. São três medidas que visam incentivar a retomada por parte das pessoas jurídicas que diretamente ou indiretamente desenvolvem atividades ligadas ao setor de eventos.

Entre os destinatários destas medidas incluem-se restaurantes e similares, bem como bares e outros estabelecimentos especializados em servir bebidas, além de diversas outras atividades mencionadas nos anexos da Portaria nº 7.163/2021 do Ministério da Economia.

A primeira medida criada pelo PERSE diz respeito a instituição de uma nova modalidade de transação tributária. Trata-se da possibilidade de renegociação de débitos junto à Fazenda Nacional com condições facilitadas. A lei prevê a concessão de descontos de até 70% sobre o valor total do débito e o parcelamento do saldo em até 145 meses.

O prazo para adesão a esta modalidade de transação originalmente era até junho do corrente ano, mas foi recentemente prorrogado para 31 de outubro. Para obter os benefícios de desconto e prazos especiais para pagamento parcelado, a empresa precisa demonstrar sua situação econômica e capacidade de pagamento considerando o impacto da pandemia do Covid-19 na geração de resultados. Para isto, é considerado o porcentual de redução no comparativo entre a soma da receita bruta mensal de 2020 em relação à soma da receita bruta mensal do de 2019. O porcentual de impacto apurado será utilizado como redutor da capacidade de pagamento da empresa.

Outro benefício previsto no PERSE é o pagamento de uma indenização para quem teve redução de, pelo menos, 50% no faturamento entre 2020 e 2021. A indenização será calculada com base nas despesas com pagamento de empregados durante o período da pandemia do Covid-19 e do ESPIN (estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional). O teto total das indenizações a ser pago será de R$ 2,5 bilhões.

E, ainda, o que pode ser visto como a principal medida do PERSE, o programa institui alíquota zero por cinco anos para o IRPJ, CSLL, PIS/Pasep e COFINS. Quer dizer, as empresas que se enquadrarem no programa terão cinco anos de total desoneração quanto aos mencionados tributos federais. Certamente esta é uma medida que irá impactar de forma extremamente favorável em proveito daqueles que se enquadrarem.

Interessante observar que, embora a Lei nº 14.148/2021 tenha sido publicada em maio de 2021, a desoneração tributária acima referida havia sido vetada pelo Presidente da República, com base na justificativa de que representaria renúncia de receita sem contrapartida orçamentária. Contudo, em março deste ano, o Congresso Nacional derrubou o veto e a lei passou a prever a redução a zero das alíquotas dos tributos federais referidos por um período de 60 meses.

Alguns pontos a respeito desta desoneração merecem cuidado por parte dos contribuintes. Um deles diz respeito ao enquadramento de atividades secundárias. Caso a empresa desenvolva alguma atividade relacionada pelo Ministério da Economia como pertencente ao setor de eventos, mas o faça como atividade secundária, é preciso avaliar se efetivamente poderá usufruir da desoneração e em qual extensão.

Nesse sentido, importante observar que a Lei do PERSE não traz nenhuma ressalva ou limitação quanto ao aproveitamento dos benefícios do programa por empresas que exerçam as atividades com caráter secundário. Da mesma forma, a lei não faz nenhuma referência à segregação de receitas. Pelo contrário, a alíquota zero é prevista como aplicável a todas as receitas auferidas pela pessoa jurídica. De toda forma, trata-se de ponto que pode demandar discussão judicial para sua definição.

Outro ponto controverso reside no fato de que a mencionada portaria do Ministério da Economia exige para algumas atividades, como é o caso dos restaurantes, bares e similares, além do desenvolvimento da atividade, que estes estejam inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) do Ministério do Turismo.

Ocorre que a Lei nº 11.771/2008 (Lei Geral de Turismo) dispõe que o cadastro dos prestadores de atividades de turismo no Ministério do Turismo é facultativo. Desta forma, muitas empresas (inclusive restaurantes, bares e similares que inegavelmente prestam serviços que podem ser enquadrados como pertencentes ao setor do turismo) não possuem o Cadastur. Mas como a Lei do PERSE não traz nenhuma exigência nesse sentido, é possível questionar judicialmente a exigência feita unicamente pela portaria do Ministério da Economia para adesão ao Programa Emergencial.

Enfim, embora ainda haja pontos que mereçam atenção e cuidado, bem como que podem demandar a tomada de ações judiciais, as medidas instituídas pelo PERSE já estão em vigor e representam importante fôlego às empresas do setor de eventos.


Clairton Kubaszwski Gama é advogado, sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados, especialista em Direito Tributário pelo IBET e mestrando em Direito pela UFRGS. Também é cervejeiro caseiro.

UE amplia produção de cerveja em 3%; confira quem mais fabrica e exporta

A produção de cerveja com álcool pelos países-membros da União Europeia (UE) apresentou crescimento de quase 3% em 2021, atingindo os 331 milhões de hectolitros. Os dados foram publicados pelo Serviço de Estatística da UE, o Eurostat.

A expansão é bem menor do que a registrada pela cerveja sem álcool ou com até 0,5% de álcool em sua composição. O levantamento aponta um total de 17 milhões de hectolitros produzidos ano passado, uma alta de quase 20% na comparação com 2020.

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Não à toa, o nível de cerveja sem álcool produzido pelas nações da União Europeia em 2021 superou 2019, o último ano pré-pandemia, em 3 milhões de hectolitros. É diferente do que se dá com a cerveja com álcool, ainda 2,65% abaixo dos 340 milhões de hectolitros fabricados em 2019.

O trabalho do Eurostat também destaca que foram fabricados quase 78 litros de cerveja por habitante da União Europeia em 2021.

Alemanha lidera produção
Entre os estados-membros da UE com dados disponíveis, a Alemanha é, destacadamente, o maior produtor de cerveja do bloco econômico, com 75 milhões de hectolitros e uma participação de 23%. Isso significa que cerca de uma em cada quatro cervejas com álcool fabricadas na UE são originárias da Alemanha.

Polônia e Espanha vêm logo atrás, com 37 milhões de hectolitros ou 11% da produção da UE, cada. E a Holanda é a quarta colocada com 25 milhões de hectolitros e uma participação de 7%. Juntos, esses quatro países representam 52% da fabricação de cerveja da UE em 2021.

Holanda é quem mais exporta
Os dados da Eurostat também mostram que a Holanda continua a ser a maior exportadora de cerveja da UE, com um total de 19 milhões de hectolitros de cerveja embarcados no ano passado, contabilizando, portanto, 21% do total das vendas externas do grupo econômico europeu.

A Holanda é seguida por Bélgica (17 milhões de hectolitros; 19%) e Alemanha (16 milhões de hectolitros; 17%). E o Top 5 é completado por França e República Checa (ambos com 5 milhões de hectolitros; 6%).

O principal cliente comprador fora da UE em 2021 foi o Reino Unido, com 9,02 milhões de hectolitros e 22% das exportações, à frente dos Estados Unidos, com 7,65 milhões de hectolitros e uma participação de 19%. O Top 5 também conta com Rússia (3,91 milhões de hectolitros; 9%), China (3,4 milhões de hectolitros; 8%) e Coreia do Sul (1,68 milhão de hectolitros; 4%).

França importa mais
A França continuou a ser a maior importadora de cerveja com álcool em 2021, com 8 milhões de hectolitros, representando 16% do total das compras externas da UE. Itália e Alemanha importaram quase 7 milhões de hectolitros com participação de 13%, cada, seguidos por Holanda, com 6 milhões de hectolitros (12%) e a Espanha, com 5 milhões de hectolitros (10%).

As cervejas com álcool importadas em 2021 por nações da UE chegaram, principalmente, da Grã-Bretanha, com 24,8 milhões de hectolitros e 47% do total. A cerveja do México também tem participação relevante, de 23%, com 12,2 milhões de hectolitros. E o Top 5 ainda conta com Sérvia (4.6 milhões de hectolitros; 9%), Bielorrússia (2,6 milhões de hectolitros; 5%) e Ucrânia (1,7 milhão de hectolitros; 3%).

Menu Degustação: Craft House e reciclagem no Rock in Rio, festival em SC…

O segundo final de semana do Rock in Rio terá iniciativas cervejeiras para o público. Na Cidade do Rock, a Heineken, patrocinadora do festival, promove ação com o público para coleta e reciclagem de garrafas. Além disso, marcas do seu grupo prepararam um espaço especial, a Craft House, para quem for curtir o evento.

Mas para quem não está no Rio de Janeiro neste fim de semana, há várias outras atrações. Em Santa Catarina, na cidade de São José, ocorrerá o Beer Friends Festival. Além disso, Campinas e Curitiba contam com a realização de encontros promovidos pelas marcas Landel e Bodebrown, respectivamente.

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Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Circularidade no Rock in Rio
Em ação de circularidade realizada até domingo no Rock in Rio, o público pode colaborar com a reciclagem de vidro, depositando recipientes vazios em quatro pontos de vendas instalados pela Heineken nos arredores da Cidade do Rock. A iniciativa se dá em parceria com a startup de impacto socioambiental 4R Glass e a fabricante de embalagens de vidro Owens Illinois. As máquinas com bombonas são capazes de armazenar 40 quilos do material cada. Ao atingirem sua capacidade máxima, cerca de 350 long necks em cada uma, as bombonas das máquinas serão esvaziadas, o material será triturado e retornará à cadeia para ser reciclado. A iniciativa não terá limitação de coleta, mas é esperado um retorno de 7 toneladas de cacos de vidro ao longo do período do festival.

Craft House no Rock in Rio
Palco do Rock in Rio, a Cidade do Rock conta, até domingo, com o espaço Craft House, planejado para apresentar o melhor do universo das cervejas Eisenbahn Unfiltered, Blue Moon, Lagunitas e Baden Baden, do Grupo Heineken, no festival. O ambiente terá ativações e experiências imersivas, além de proporcionar experiências para o público.

Ilha tecnológica do Grupo Heineken
Em meio ao Rock in Rio, o Grupo Heineken está apresentando, na loja do Carrefour Barra da Tijuca, uma ilha tecnológica e sustentável que promete muita interatividade e conexão com os consumidores. Além da exposição de produtos, o espaço contempla 4 tubos touch que geram interação com os ritmos musicais rock, hip hop, funk e pop. A estratégia “usa e abusa” de tecnologia, com uma estrutura desenvolvida em impressão 3D, feita em formatos de colmeias, intercalados com musgos e insumos 100% recicláveis.

Beer Friends Festival
Um fim de semana com muita música, degustação de diversos rótulos de cervejas e comida boa. É assim que a organização promete que será o Beer Friends Festival, o festival de cerveja de Santa Catarina, em São José, na Grande Florianópolis. O encontro será realizado no sábado e domingo (10 e 11), no estacionamento da praça central do Continente Shopping, das 12h às 22h. Mais de 20 cervejarias já confirmaram presença no evento e o público terá a oportunidade de apreciar mais de 45 rótulos diferentes, desde cervejas leves às mais encorpadas, além das frutadas. A entrada é gratuita e o local dispõe de espaço kids para que pais e filhos possam aproveitar o evento.

Champions Beer
O Champions Beer retoma esta semana com diversos shows, os melhores produtos de 14 microcervejarias nacionais, além de áreas especiais para alimentação e espaço kids. Até domingo, a expectativa é que a grande estrutura montada no estacionamento do Galleria Shopping, em Campinas, receba mais de 20 mil visitantes. Nesta sexta-feira, das 17h às 20h, o show será do Queen Experience, com venda de ingressos. Já no sábado, das 11h às 20h, serão 4 shows, com entrada gratuita. E no domingo, das 11h às 20h, vão acontecer mais 3 shows, todos com entrada gratuita.

Festival Craft Beer
Após reunir mais de 30 mil pessoas em Florianópolis, em sua mais recente edição, o Craft Beer se prepara para aterrissar em Blumenau (SC). A Capital Nacional da Cerveja receberá o festival nos dias 24 e 25 de setembro, com uma programação que inclui música, gastronomia e mais de 200 opções em chope. O evento será realizado no estacionamento do Vale Auto Shopping, no bairro Salto Norte. A entrada será gratuita, mediante cadastro antecipado pela internet. Já estão confirmadas 22 cervejarias para esta edição, com opções para agradar aos cervejeiros mais exigentes. Além disso, 18 food trucks integrarão a praça gastronômica, com diversas opções em lanches e petiscos. Várias bandas da região estarão presentes, trazendo repertório de rock e pop. Feira artesanal e estande flash tattoo também farão parte das atrações.

Growler Day da Bodebrown
A cerveja Aces High, segunda criação da Bodebrown em parceria com a banda Iron Maiden, é uma das atrações do Growler Day da marca de Curitiba, nesta sexta-feira e sábado. Ela faz parte da seleção de chopes servidos em copo no evento, numa programação que tem ainda cervejas em growlers PET, gastronomia e música.

Growler Day da Landel
No próximo sábado, a partir das 11h, a Landel realiza mais um Growler Day, agora com lançamento de uma cerveja com ares e aromas franceses: a Sivuplê. A novidade está disponível em latas de 473ml e na torneira da tap house, no bairro Taquaral, em Campinas. O público que for ao evento poderá provar os outros nove chopes frescos direto do bico e desfrutar de descontos para quem encher os growlers. O som ficará por conta da DJ Paulets. A entrada é gratuita.

Livro de receitas da Cruls
A Cruls disponibilizou a segunda edição do e-book de receitas da marca. Nesta versão, o livro digital foi atualizado com três novas receitas, tendo sido uma delas decidida por voto popular. O e-book pode ser baixado de forma gratuita no site da cervejaria. Ao todo, o e-book tem oito receitas disponíveis: APA, Blond, Puro Malte, Red IPA e Weiss, que já constavam na primeira edição; além de American IPA, Hop Lager e CXP03 American Imperial Stout.

Esconderijo aos domingos
O bar Esconderijo, da Juan Caloto, no bairro Vila Clementino, em São Paulo, agora funciona aos domingos das 12h às 19h. Para essa sexta-feira, a programação terá Eduardo Camacho tocando Rock Country Blues. Já no sábado a música fica por conta de Rafael Cortesi com seu Jazz Funky Sessions Duo. Além disso, o público poderá consumir dois lançamentos cervejeiros: uma West Coast IPA e uma Russian Imperial Stout Straight, além do sorvete de Yuma, inspirado na receita da cerveja La Maldicion Del Emperador Yuma, uma Gran Berliner Weisse com goiaba, framboesa e amora.

Blumenau na Oktoberfest
A Cerveja Blumenau vai brindar a volta da realização da Oktoberfest na cidade que leva o seu nome disponibilizando pela primeira vez nos pavilhões a sua Oktoberfestbier. O rótulo foi lançado em 2020, com o objetivo de homenagear o evento e, através do copo, celebrar a Oktoberfest mesmo com os consumidores em casa. Agora, terá uma reedição para o retorno do público a uma das maiores festas de tradição alemã do mundo, marcada para começar em 5 de outubro. Além dos barris disponíveis para o evento e para restaurantes parceiros, o estilo será envasado em garrafas.

Bia Amorim e myTapp
A myTapp, em parceria com Bia Amorim, lançou uma campanha nas redes sociais para discutir se o autosserviço deixa a relação com os clientes mais fria. A campanha defende que a ferramenta ajuda a potencializar o atendimento humanizado, sem substituir as pessoas, as ajudando a realizar um serviço com qualidade superior. O assunto é polêmico e deixa muitos empreendedores com a pulga atrás da orelha sobre a decisão de automatizar ou não o serviço de chope de seu bar.

Nova campanha da Spaten
A nova campanha da Spaten convida as pessoas a experimentarem e viverem o estilo Munich Helles. Com um filme assinado pela LVL, a marca usa uma caneca que viaja no tempo por uma mesa infinita, iniciando a trajetória em 1810, na primeira Oktoberfest de Munique, passando por décadas até chegar a um grande brinde em um biergarten, em 2022. E para trazer todo o clima de Munique para o Brasil, a marca prepara experiências, como biergartens proprietários em três capitais (Brasília, Belo Horizonte e Recife), presença nas Oktoberfests de Blumenau, São Paulo e Santa Cruz do Sul, além de ativações em bares espalhados por todo o território nacional.