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Bar leva Zeca Pagodinho e samba a estádio para festejar com corintianos

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A bola rolando e os pés sambando fazem parte do imaginário quando o assunto é Brasil, afinal, a música e o futebol estão historicamente ligados ao país, representando características do povo. Somado a eles, também se pode acrescentar a cerveja gelada, com a forte associação que envolve esse trio. Agora, todos estão literalmente juntos na Neo Química Arena, em São Paulo. Afinal, o Bar do Zeca, estabelecimento de samba que homenageia o cantor Zeca Pagodinho, foi inaugurado recentemente no local, que recebe nesta quinta-feira (16) o clássico entre Corinthians e Palmeiras, pelo Campeonato Paulista.

Essa foi a primeira vez que o Bar do Zeca Pagodinho saiu do Rio de Janeiro. E a chegada ao estádio do Corinthians representa uma expansão da rede, como conta Vitor Faria, responsável pelo marketing do BFW Group.

“A experiência do Bar do Zeca Pagodinho permanece sendo música ao vivo, comida de primeira, coquetelaria autoral e cerveja sempre gelada, além da atmosfera criada pelo arquiteto, João Uchoa, que faz você se sentir na Xerém de Zeca e viajar pela vida e carreira do artista”, diz.

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Agora, com a unidade no estádio do Corinthians, a proposta do Bar do Zeca Pagodinho é fazer “festa junto com toda torcida”, como ressalta o responsável pelo marketing do BFW Group. “A casa abre de terça a domingo a partir de 12h e em dias de jogos oferecemos a experiência de open bar e open food para quem vem assistir as partidas no setor inferior oeste”, afirma.

Será desse modo nesta quinta-feira, quando o bar oferece as possibilidades de open food e open bar – embora a cerveja só possa ser consumida até 19h30, 2 horas antes do início do clássico –, além de ter a possibilidade de acompanhar um show do sambista Joel Trindade.

É, assim, um reforço na ligação entre samba, futebol e diversão, que em breve ganhará um novo estádio, a Arena da Baixada, casa do Athletico-PR, onde uma nova unidade do estabelecimento vai ser inaugurada.

Também significa uma expansão além do Rio de Janeiro, pois, até 2022, só havia unidades do Bar do Zeca Pagodinho na capital fluminense, na Barra da Tijuca, no Shopping Park Jacarepaguá e no antigo Hotel Novo Mundo. “O perfil do Bar do Zeca Pagodinho não muda, o que muda é o local onde o Bar do Zeca Pagodinho chega”, destaca Uchoa.

Ir além do futebol também casa com o intuito da gestão do Corinthians envolvendo o estádio. José Colagrossi, superintendente de marketing, comunicação e inovação do clube, destaca o trabalho para que a arena em Itaquera tenha vida intensa, com atrações para todos os públicos, muito além do esporte.

“Nossa arena funciona diariamente com seus restaurantes, choperias, lojas, academia e até mesmo uma universidade. Atrações de qualidade para diversos tipos de público”, diz, destacando que o Bar do Zeca entra nesse contexto, “sendo mais uma opção de qualidade para os paulistanos”.

Quem for ao bar na arena do Corinthians pode esperar muita festa. Todos os dias são realizados shows no palco. Já aos sábados, a casa oferece feijoada, além dos petiscos e panelinhas, como a de costela desfiada, preparados pelo chef Toninho Momo.

“Um pedaço do Rio de Janeiro na zona leste de São Paulo, o Bar do Zeca é um espaço que, diariamente, oferece boa comida, boa bebida e um serviço de qualidade. Tudo embalado pela ótima música ao vivo. Nos dias de jogos, os frequentadores podem unir a experiência única que o Bar do Zeca oferece com a torcida pelo Corinthians”, conclui Colagrossi.

Venda de cerveja cresce 8% em 2022 e chega aos 15,4 bilhões de litros no Brasil

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A venda de cerveja no Brasil apresentou crescimento de 8% em 2022, chegando aos 15,4 bilhões de litros. Os dados são da Euromonitor Internacional, em estudo encomendado pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv). A avaliação é de que o resultado foi impactado pela retomada dos eventos no ano passado, assim como pela realização da Copa do Mundo.

O crescimento de 8% se deu em ritmo superior ao de 2021, quando a venda de cerveja no Brasil havia registrado expansão de 7,7%. Assim, a indústria cervejeira conseguiu apresentar resiliência em 2022 perante desafios inflacionários, aproveitando o abrandamento da pandemia para se manter em alta.

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“Mesmo em um período tão desafiador para a economia e a indústria, marcado pelo cenário de alta inflacionária, somado a restrições impostas pela pandemia de Covid-19 e o impacto do conflito entre Rússia e Ucrânia, o resultado consolida a relevância e o compromisso do setor cervejeiro no desenvolvimento econômico e social do Brasil”, afirma Márcio Maciel, presidente executivo do Sindicerv.

O resultado também representa uma continuidade na alta do consumo de cerveja no Brasil. Afinal, após algum período de queda, notadamente na parte final dos anos 2010, apresentou o quarto ano consecutivo de crescimento, mesmo em meio à pandemia.

A expansão de 8% da venda de cerveja em 2022 representa, aproximadamente, mais 1,1 bilhões de litros de cerveja em relação a 2021. E a alta do faturamento da indústria foi percentualmente ainda maior, de 19,8%, saltando de R$ 231,6 bilhões para R$ 277,4 bilhões.

A maior receita obtida pode ser entendida pela inflação da cerveja em 2022 – foi de 9,37% no varejo e de 6,42% nos bares, segundo o IBGE –, mas também pela maior procura por produtos premium, de maior valor agregado.

A Euromonitor também aponta a rápida expansão das cervejas sem álcool no mercado brasileiro. O material projeta que foram vendidos, aproximadamente, 390 milhões de litros de cerveja sem álcool no país em 2022, uma alta de 37,6% e de quase 100 milhões de litros em relação aos 284,6 milhões de litros do ano anterior.

O levantamento também aponta que Skol e Brahma continuam sendo as cervejas mais comercializadas no Brasil, seguida por Antarctica, Itaipava, Nova Schin e Kaiser. Além disso, há enorme proeminência das Lagers no mercado cervejeiro do Brasil, representando 97% das vendas.

Dados da pesquisa feita pela Euromonitor International no Brasil no início de 2023

Projeto aproxima garçom de cervejarias para ampliar vendas em bares

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Classificado como melhor amigo do consumidor em várias músicas, por sua parceria e atendimento eficiente, o garçom também pode conquistar o mesmo status com as cervejarias. É para estreitar essa relação que surgiu o projeto Garçom Amigo, que conecta esses elos da cadeia através da distribuição de pontos em um programa de fidelidade.

A iniciativa parte da premissa de que o garçom é o profissional que está mais próximo ao consumidor no momento de definição de qual cerveja irá comprar e beber em um bar. E como isso lhe assegura um enorme potencial de influência, deve ser estimulado a ter um bom relacionamento com as marcas que oferece ao público.

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Buscar uma forma de estreitar a relação entre o atendente e as cervejaria era um desafio enxergado pelo idealizador do Garçom Amigo, Eder Presa Mota, até por ele contar com a sua própria marca. Afinal, esse profissional já possui uma relação trabalhista firmada com os estabelecimentos. E, muitas vezes, a oferta de brindes, como forma de recompensa e estímulo, não atendia às necessidades e desejos dos garçons.

Foi, então, que surgiu a ideia de criar o Garçom Amigo, com a sua associação a um dos principais programas de fidelidade existentes no Brasil, o Dotz. A cervejaria, assim, pontua o profissional, que, de acordo com o escore alcançado, tem a possibilidade de trocá-la por algum produto, o que lhe assegura o poder de escolha.

“Sendo também proprietário de uma cervejaria, tive a ideia de dar algum tipo de recompensa para o atendente, que é um colaborador indireto. Seria uma maneira de presenteá-lo. O normal, em geral, é dar um brinde, como um boné. Mas nem sempre funciona bem, pois ele quer um outro produto. Foi disso, então, que surgiu a ideia da associação com um programa de fidelidade, o Dotz”, afirma Eder Presa Mota, sócio-diretor do Garçom Amigo.

O projeto se vê como uma ligação entre o garçom e o fabricante da cerveja, que é o responsável pela distribuição dos pontos. Sendo ligado ao Dotz, o Garçom Amigo tem alcance nacional, aceitando a inscrição de cervejarias de todo o Brasil, que podem se associar através do telefone (13) 98135-9581.

O Garçom Amigo faz a ponte entre o fabricante dos produtos e os garçons, sendo o vínculo entre eles. As empresas passam a lista de garçons dos estabelecimentos, fazemos o cadastro no Dotz, caso esses profissionais ainda não tenham, e a empresa mensalmente manda pontos para o garçom, que também pode acumulá-los de outras formas

Eder Presa Mota, sócio-diretor do Garçom Amigo

A associação ao projeto também não configura um vínculo empregatício, com um pagamento de gratificação, sendo vista como um brinde dentro de uma relação em que podem se beneficiar a cervejaria, o próprio bar e o garçom.

“É como um brinde, pois a cervejaria distribui pontos aos garçons. O dono do estabelecimento tem o ganho de ver o garçom tentando vender mais produtos. Já o garçom só precisa fazer o de sempre, oferecendo os produtos, incluindo, claro, os patrocinados pelo Garçom Amigo. Isso torna um diferencial de vendas para os estabelecimentos”, conclui Mota.

Spaten melhor puro malte: Jurados detalham como foi avaliação de cervejas

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Bastante comuns no universo da cerveja, as competições envolvem grandes desafios. Afinal, diversos pontos precisam ser levados em consideração na hora de avaliar uma bebida. E seus resultados são vistos como balizadores de qualidade, mesmo que nem sempre correspondam ao senso comum, além de gerarem grande repercussão. Foi assim com a recente disputa promovida pela editoria Paladar, do jornal O Estado de S. Paulo, que avaliou 13 cervejas vendidas em supermercados, elegendo a Spaten como a “melhor puro malte”.

A Spaten, assim, superou marcas conhecidas e populares, como Heineken, Brahma e Bohemia, para levar o título de “melhor puro malte do Brasil”, com a Amstel ficando em segundo lugar e a Império sendo a terceira colocada. Em função da curiosidade despertada pelo resultado, o Guia conversou com dois dos cinco jurados da competição para saber o que eles acharam da experiência de avaliar cervejas mais populares, algo menos costumeiro em competições do segmento.

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“Não fiquei surpreso com o resultado. Participei de muito teste oculto quando publicitário, trabalhando para cervejarias, e acho que a marca tem uma grande influência na experiência de consumir a cerveja”, conta Junior Bottura, técnico cervejeiro e fundador da cervejaria Avós.

Bottura pondera, no entanto, que o resultado a que ele e os demais jurados chegaram não tem validade científica. “É somente a opinião de cinco pessoas do mercado. O resultado deveria ser tratado como um parâmetro interessante de comparação com a opinião pessoal do consumidor”, diz.

Em campeonatos, as marcas participantes são as responsáveis pela inscrição das amostras e seu envio aos organizadores, algo diferente do ocorrido na disputa promovida pelo Estadão, em que as cervejas foram adquiridas em supermercados.

Os especialistas destacam que as competições oficiais adotam tal expediente para que a avaliação das amostras seja equânime, pois aspectos como data de fabricação, validade, armazenamento, transporte e o manuseio do líquido podem influenciar no sabor final da bebida.

“Em campeonatos oficiais, como os que já participei, geralmente quem manda as amostras são as cervejarias. Isso é para você garantir que a cervejaria mandou o melhor que ela tinha e o mais fresco para o campeonato”, explica Guto Procópio, sommelier de cervejas e sócio do Let’s Beer, bar que sediou a disputa.

Assim, os jurados reconhecem que as condições das amostras podem ter influenciado na avaliação das cervejas. “Após a revelação de cada uma das marcas, vimos as datas de validades nas latas e o local de produção, e ficou claro que o tempo de envase e o transporte influenciam muito no resultado”, diz Bottura. “Você pode ter uma excelente cerveja deteriorada pelo armazenamento e pelo transporte, então não define a qualidade exata da cerveja”, acrescenta Procópio.

No teste, os jurados avaliaram uma marca de cada vez. As cervejas chegaram geladas às mesas, depois sendo reservadas para uma avaliação à temperatura ambiente, condição que ajuda a evidenciar defeitos das bebidas – caso eles existam.

As marcas avaliadas foram: Amstel, Bohemia, Brahma, Cerpa Prime, Eisenbahn, Heineken, Império, Itaipava, Original, Petra, Stella Artois, Spaten e Skol. Os profissionais deram notas em características como cor, estabilidade de espuma, brilho, aroma e sabor, de 0 a 10. De acordo com o Estadão, a Spaten, eleita a melhor puro malte do Brasil, teve 8,96 como média.

Procópio pondera que nem todas as cervejas participantes eram Premium Lager, o que pode ter provocado discrepâncias na avaliação às cegas do júri. “O que me surpreendeu mais foi a presença de cervejas que não são Premium Lagers no meio. As cervejas que não são puro malte não podem ser avaliadas pelo prisma de uma cerveja premium”, diz.

“Dificilmente você poderia falar muito bem de uma cerveja que você espera um pouco mais de intensidade, sendo que ela foi feita para ser menos intensa.  Então, às vezes, não é uma questão de qualidade. É a questão de não se encaixar no estilo que os juízes estavam esperando”, acrescenta o sócio do Let’s Beer.

A disputa promovida pelo Estadão também colocou em disputa cervejas que raramente se inscrevem para concursos sob a avaliação de conhecidos especialistas. Para o fundador da Avós, realizar a avaliação de American Lagers é até mais difícil do que outros estilos, por suas características.

As diferenças são muito sutis e os defeitos aparecem com mais facilidade. Gostaria de repetir a experiência fazendo o mesmo teste com cervejas que acabaram de sair do envase, pós-pasteurização, todas transportadas e armazenadas da mesma forma. Fica uma dica de teste e minha disponibilidade para participar

Junior Bottura, fundador da Avós

Além de Bottura e Procópio, o concurso também teve Edu Passarelli, professor do Instituto da Cerveja Brasil e dono do Escarcéu Bar, a sommelier de cervejas Bia Amorim e Julia Leme, consultora de hospitalidade e gestão de restaurantes e bares, como jurados.

“As avaliações gerais foram compiladas em uma só”, explica Bottura. “Muito do que está ali não foi a opinião de cada um, mas um resumo da maioria da opinião dos cinco. Vale destacar que houve algumas divergências”, acrescenta o fundador da Avós, marca artesanal conhecida pela produção de Lagers.

A experiência de degustação às cegas, organizada pelo Estadão, aconteceu no Let’s Beer, bar localizado no bairro Vila Mariana, em São Paulo, e definido pelo seu sócio, como uma “escola”, pela possibilidade de aprendizado sobre cerveja e seus estilos.

“Recentemente, passamos por um grande período fazendo confrarias nas quais trazíamos cervejas, principalmente nos Estados Unidos, e fazíamos um grande compartilhamento de garrafas. É o lugar ideal para quem gosta de experimentar cerveja e aprender sobre o estilo”, relata Procópio.

Carlsberg prevê 2023 desafiador por inflação e ainda busca saída da Rússia

O Grupo Carlsberg divulgou o seu resultado financeiro de 2022 com razões a comemorar, como o crescimento orgânico de 5,7%. Mas a empresa de origem dinamarquesa tem questões a resolver. Afinal, cerca de um ano após o início da guerra na Ucrânia, ainda não conseguiu deixar a Rússia. Além disso, a Carlsberg prevê um 2023 desafiador em função da inflação.

A terceira maior cervejaria do mundo admite preocupação com a queda no consumo no continente europeu em função da perspectiva de alta dos preços ao longo de 2023.

“Embora a cerveja tenha sido historicamente uma categoria de consumo resiliente, os preços mais altos em combinação com a inflação em geral alta podem ter um impacto negativo no consumo de cerveja em alguns de nossos mercados, particularmente na Europa”, afirma o CEO do Grupo Carlsberg, Cees ‘t Hart, em um comunicado.

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A preocupação com uma eventual queda nas vendas fez a Carlsberg estimar que o seu lucro operacional em 2023 vai variar entre uma queda de 5% a até uma alta de 5%. Mesmo a perspectiva mais otimista, assim, fica bem abaixo do resultado alcançado em 2022, quando o lucro operacional cresceu 12,2%.

A previsão do Grupo Carlsberg é de que seja necessário aumentar os preços da cerveja em “um dígito alto” em 2023, o que pode ser interpretado como uma elevação entre 7% e 10%. E isso se dará porque a alta dos custos da produção, registrados em 2022, ainda não foram completamente repassados aos consumidores.

“Devido ao hedge contínuo nosso e de nossos fornecedores, os aumentos de preços de commodities e energia do ano passado terão um impacto significativo em nosso custo de vendas e custos logísticos em 2023. Pretendemos compensar os custos mais altos em termos absolutos por meio de preços, mix e foco contínuo nos custos”, afirma o CEO.

A Carlsberg também assegura que o anúncio de que deixaria a Rússia não foi uma mera promessa – a decisão foi revelada em março, apenas alguns dias após o começo do conflito de Moscou com a Ucrânia. Entre os principais grupos cervejeiros do mundo, a Carlsberg era aquela com maior presença no mercado russo.

Hart espera fechar a venda do seu negócio no país até junho, mas não descarta um retorno no futuro. Além disso, ele cita dificuldades envolvendo a negociação, ressaltando que cuidados estão sendo adotados para evitar uma nacionalização da operação no país pelo governo russo.  

“Vamos levar o tempo necessário para realizar a separação e desinvestimento para buscar a melhor solução possível para todas as partes interessadas, em particular nossos mais de 8 mil funcionários e nossos acionistas. Espera-se que um processo de oferta comece no primeiro trimestre de 2023 e pretendemos assinar um acordo de desinvestimento até meados de 2023”, afirma.

A companhia destaca, porém, que deseja incluir uma cláusula de recompra em seu acordo de venda, pois aventa a possibilidade de retornar a esse mercado no futuro. “Não consigo nos imaginar voltando nos primeiros dez anos, e muitas coisas precisarão mudar antes de considerarmos voltar para a Rússia”, diz. “Obviamente, seria bom para meu sucessor ter essa opção no futuro, uma vez que a situação política mude drasticamente”, acrescenta o CEO.

Outra movimentação internacional prevista pela Carlsberg ao longo de 2023 é fechar a compra do seu parceiro comercial na Índia e no Nepal, o Khetan Group, por US$ 744 milhões. A Khetan, após uma derrota judicial, decidiu vender sua participação na joint venture, que detém participação de 17% no mercado cervejeiro da Índia.

O balanço
O resultado financeiro da Carlsberg aponta crescimento de 9% na receita por hectolitro em 2022, na comparação com 2021, com a Ásia tendo sido o principal destaque comercial da companhia no ano passado, com um crescimento orgânico de volume de 10,3% no continente, ante os 5,7% no mundo.

Além disso, a empresa conseguiu superar os níveis pré-pandemia quando exclui a Rússia dos seus resultados: teve alta de 9% no volume, de 20% na receita e de 22% no lucro operacional em relação a 2019. No mundo, no total, foram vendidos 102,4 milhões de hectolitros de cerveja no ano passado. É uma alta em relação aos 98,8 milhões de hectolitros de 2021, mas ainda menos do que os 113 milhões de hectolitros de 2019.

Na Ucrânia, a Carlsberg paralisou sua produção em fevereiro, em função do início da guerra, a retomando durante o segundo trimestre nas suas três fábricas. Por lá, houve queda de 20% no volume de cerveja, contra um recuo de 25% do segmento.

“Nossos colegas ucranianos mostraram força e resiliência incríveis, entregando um resultado excelente enquanto navegavam tanto pela crise humanitária quanto pelos enormes desafios de negócios desde o início da guerra”, afirma o CEO da Carlsberg.

Porofil amplia atuação em filtragem para indústria da cerveja com nova empresa

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Após um ano de desafios e de recuperação dos impactos provocados pela pandemia da Covid-19, a Porofil Filtros Industriais se prepara para expandir em 2023. Para isso, passará a atuar em conjunto com uma empresa recém-criada, a All Metals Equipamentos Industriais. O plano, com esse novo braço de atuação, é ampliar o alcance envolvendo o fornecimento de equipamentos de filtragem para seus parceiros, incluindo a indústria cervejeira.

Agregada à Porofil, a All Metals Equipamentos permite aumentar o trabalho como fornecedor no setor cervejeiro, pois a atuação não se resumirá aos materiais de aço inoxidável, também agregando a comercialização daqueles compostos por ligas especiais.

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“A ideia dessa empresa agregada é trabalhar naquilo que foge do alcance da Porofil, hoje, como fornecedora de elementos porosos. É fazer carcaças, equipamentos e trabalhar com projetistas para o desenvolvimento de projetos”, explica Nelson Karsokas Filho, proprietário da Porofil Filtros Industriais.

A expectativa é que a All Metals esteja operando já em março. Nesse início, suas atividades deverão se concentrar em pedidos sob encomenda de parceiros dentro da indústria da cerveja e de empresas de outros ramos. E a experiência da Porofil é vista como um facilitador para a obtenção de clientes no setor.

Afinal, como ressalta Karsokas Filho, a All Metals chega para complementar o portfólio de serviços e equipamentos de filtragem hoje ofertados pela Porofil. “Conseguimos ter penetração nas empresas pelos filtros e vamos começar a disponibilizar e trabalhar outras questões e projetos. Vamos atacar uma outra área”, completa o proprietário da Porofil.

De acordo com Karsokas, uma mudança resultante da criação da All Metals que deverá ser perceptível para as cervejarias será a possibilidade de fornecimento do filtro completo.

“Antes nós trabalhávamos com sistema de revenda ou importação. Agora, passamos a fornecer o equipamento inteiro feito por nós”, conta Karsokas Filho.

De acordo com o sócio da Porofil, a All Metals poderá atender clientes em todo o Brasil, fornecendo filtros e elementos porosos. “Estamos abertos para outras coisas. Não só para filtração de cerveja efetivamente, carbonatação ou aeração, como também processos de filtração em vapor”, completa.

Nesta trajetória de expansão, a Porofil está mudando do bairro da Lapa, em São Paulo, para Osasco, na região metropolitana da capital paulista. A nova sede terá um espaço maior, com capacidade para abrigar a operação das duas empresas. “Nós vamos trabalhar lá. São dois andares e uma empresa ficará em cada andar para estarmos mais próximos e integramos as coisas”, explica Karsokas Filho.

24 opções de cursos cervejeiros para o primeiro semestre de 2023

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O começo do ano é sempre um bom período para definir metas e realizar planos para os meses seguintes. Para quem está pensando em adquirir mais conhecimento, ter vivências inéditas e até mesmo iniciar uma nova atividade, o período é importante e oferece uma série de cursos cervejeiros que podem ser realizados ao longo do primeiro semestre de 2023.

Para facilitar o planejamento e a escolha do que estudar, a reportagem do Guia selecionou algumas das principais opções de cursos cervejeiros oferecidos pelas principais escolas e instituições de ensino do segmento para o primeiro semestre de 2023.

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Confira uma lista com cursos cervejeiros que podem ser realizados ao longo do primeiro semestre de 2023, tanto online como presencialmente:

Academia da Cerveja

Cervejas Sem Álcool
Descrição: Nessa aula, o aluno poderá aprender sobre métodos para fabricação de cerveja sem álcool, desafios enfrentados, estilos que podem ter suas versões sem álcool e a possibilidade de fazer cerveja sem álcool em casa.

Data, carga horária e local:

  • Fixo na grade, 1h30, EaD

Escola Germânica
Descrição: Uma das mais populares escolas cervejeiras, a escola alemã é cercada por tradições e lendas. Lei da pureza, Oktoberfest e cerveja Pilsen são temas frequentemente lembrados quando falamos dessa escola. Mas além dos assuntos mais comentados, você sabia que o primeiro registro de uso do lúpulo na cerveja aconteceu na Alemanha? É sobre essa variedade de temáticas que versará a Academia da Cerveja em um dos seus cursos cervejeiros oferecidos no primeiro semestre de 2023.

Data, carga horária e local:

  • 09/03, 1h, EaD (webinar)

Curso Introdutório ao Universo Cervejeiro em Libras
Descrição: Esta edição do curso de Introdução ao Mundo da Cerveja é voltado para entusiastas Surdos que querem começar a levar o papo cervejeiro para além da mesa de bar. Cervejeiros da Academia da Cerveja e convidados do mercado se unem para explicar sobre matérias-primas, processo produtivo, mitos e verdades sobre a cerveja e os cuidados que devemos ter com ela. O curso é em libras com legendas em português.

Data, carga horária e local:

  • Disponível na grade, 2h, EaD (gravação on-demand)

Curso Introdutório ao Universo Cervejeiro
Descrição: O curso é indicado para quem está iniciando sua trajetória cervejeira e quer aprender conceitos essenciais para prosseguir nessa descoberta.

Data, carga horária e local:

  • 27/02, 2h, EaD

Escola Mineira de Sommelieria

Beer & English Class
Descrição: O assunto do curso é cerveja, mas o idioma é o inglês, trabalhado de forma lúdica. Henrique Dias, sommelier de cervejas e professor de inglês, trabalha o vocabulário cervejeiro em inglês e o seu contexto para difundir conhecimento sobre a língua e a bebida.

Data, carga horária e local:

  • A partir de 14/02, 10 horas, presencial, na sede da escola, em Belo Horizonte

Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM)

Cervejeiro caseiro 
Descrição: Neste curso, é possível conhecer ferramentas para produzir a própria bebida, em casa, dentro dos padrões técnicos e de qualidade. Além disso, você conhecerá todo o processo de produção de cerveja, será capaz de fazer melhores escolhas de insumos e equipamentos e elaborará a sua própria receita de cerveja. Aulas 100% ao vivo, com respostas às dúvidas em tempo real.

Data, carga horária e local:

  • 13/02, 42h, gravações disponíveis por 6 meses, EaD

Tecnologia Cervejeira 
Descrição: No curso Tecnologia Cervejeira, o aluno irá conhecer o mercado, a história, os estilos e as características das cervejas, dominar os procedimentos qualitativos e quantitativos para seleção das matérias-primas empregadas na fabricação e na fermentação do mosto cervejeiro.

Data, carga horária e local:

  • Início em 15/02, 75h, EaD

Técnico de Mestre Cervejeiro 
Descrição: Neste curso, o aluno irá adquirir capacidade técnica qualificada para executar e gerenciar as atividades desenvolvidas em uma cervejaria, dentre as quais: elaboração de receitas, seleção e recebimento das matérias-primas, fabricação e controles de qualidade, envase e distribuição do produto final. O aluno também também poderá aprender como atuar na supervisão das atividades de uma unidade industrial de fabricação de cervejas.

Data, carga horária e local:

  • Início em fevereiro, 1.400 horas, 1 ano, presencial, em Blumenau (SC)

Instituto Ceres

Sommelier de Cervejas
Descrição: Curso profissionalizante com o objetivo de capacitar o aluno a atuar como sommelier nas diversas áreas de serviço, treinamentos, eventos, avaliação de cervejas, entre outros temas que envolvem a sommelieria.

Data, carga horária e local:

  • Início em março, 100 horas, presencial, no Recife
  • Início em março, 100 horas, presencial, em João Pessoa

Faça sua própria cerveja
Descrição: É um curso no qual o aluno poderá fazer uma cerveja a partir do ensinamento do passo a passo. Além de todo conteúdo teórico, também ocorre a produção na prática.

Data, carga horária e local:

  • Fixo na grade, 15h, EaD

Boas Práticas de Fabricação para Cervejarias
Descrição: Curso com 30 horas de conteúdo em videoaulas, com materiais didáticos, planilhas, legislação, modelo de manual de boas práticas e de POP, entre outros documentos. O curso é voltado para quem trabalha ou deseja ingressar em cervejarias e aborda os princípios de segurança e de higiene.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade, 30h, EaD

Instituto da Cerveja Brasil

Avançado de Tecnologia Cervejeira 
Descrição: Com certificação internacional da Universidade de Weihenstephan, na Alemanha, o curso visa capacitar o participante em temas variados relacionados ao universo cervejeiro, na teoria e na prática, para que ele possa iniciar carreira como cervejeiro profissional em companhias de pequeno, médio ou grande porte. No primeiro semestre de 2023, o ICB fará cursos cervejeiros em quatro capitais brasileiras.

Datas, carga horária e local:

  • 26/02 a 13/05, 124h, presencial, em São Paulo
  • 25/02 a 07/05, 124h, presencial, em Porto Alegre
  • 04/03 a 21/05, 124h, presencial, em Belo Horizonte
  • 18/03 a 04/06, 124h, presencial, no Rio de Janeiro

Sommelier de Cervejas 
Descrição: Curso destinado a quem trabalha ou pretende trabalhar no mercado de cervejas. Visa capacitar o participante em temas variados relacionados ao universo cervejeiro para atuar como sommelier profissional ou como consultor e/ou assessor nos mais diversos segmentos do mercado, incluindo lojas, bares, restaurantes, distribuidores, importadoras e cervejarias de pequeno, médio e grande porte.

Datas, carga horária e local:

  • 29/04 a 30/09, 102h, presencial, em São Paulo

Especialização – Mestre em Estilos 

Descrição: O curso é baseado no guia de estilos da Brewers Association, a associação de cervejarias independentes dos Estados Unidos, e tem como objetivo treinar profundamente o conhecimento do sommelier de cervejas nos numerosos estilos de cervejas existentes. O curso é uma imersão no universo das escolas cervejeiras, passando detalhadamente pelos países que as compõem, destrinchando história, dezenas de estilos e subestilos.

Datas, carga horária e local:

  • 13/05 a 20/08, 52h, presencial, em São Paulo

Especialização em Análise Sensorial e Off Flavour
Descrição: Esse curso de especialização é focado em profissionais que desejam desenvolver habilidades avançadas de degustação de cervejas e identificação de off-flavours (defeitos sensoriais), com a utilização das cápsulas Aroxa. As degustações tem o objetivo de identificação de taints e off-flavours, assim como a quantificação dos mesmos, através de treinamentos em diferentes concentrações.

Datas, carga horária e local:

  •  03 e 04/06, 16h, presencial, em São Paulo

Science of Beer

Sommelier de Cervejas 
Descrição: Desenvolvido para aqueles que desejam se aprofundar no universo das cervejas, ensinando o participante a sugerir, orientar, executar o serviço, harmonizar, avaliar, identificar defeitos e descrever sensorialmente as cervejas das mais diversas origens e estilos. Além disso, o curso orienta o aluno a correlacionar a cerveja com outras bebidas como cafés, vinhos, destilados e coquetéis, expandindo sua memória e vocabulário sensorial.

Datas, carga horária e local:

  • 11/02 a 21/05, 80h, presencial, em Juiz de Fora (MG)
  • 04/02 a 04/06, 80h, presencial, no Rio de Janeiro 
  • 07/03 a 15/03, 100h, presencial – intensivo, em Teresópolis (RJ) 
  • 25/03 a 25/06, 80h, presencial, em Florianópolis
  • 15/04 a 16/07, 80h, presencial, em Porto Alegre
  • 06/05 a 06/08, 80h, presencial, em Goiânia

 Sinnatrah Cervejaria-Escola

Degustação e Harmonização de Cervejas
Descrição: O curso realiza uma introdução ao universo cervejeiro com teoria, exercícios práticos, degustação de cinco cervejas e noções de harmonização.

Datas, carga horária e local:

  • 25/02, 4h, presencial, em São Paulo
  • 29/04, 4h, presencial, em São Paulo
  • 13/05, 4h, presencial, em São Paulo
  • 24/06, 4h, presencial, em São Paulo

Cálculos Cervejeiros e uso avançado de BeerSmith
Descrição: O curso aborda desde o planejamento da receita da cerveja até o acompanhamento da fermentação, passando por cálculos de densidade, ajustes da minerais, taxa de evaporação, eficiência e rendimento, além de parâmetros de fermentação. 

Datas, carga horária e local:

  • 25/02, 4h, presencial, em São Paulo

Iniciante de Produção de Cerveja Artesanal
Descrição: Curso aborda todo o processo de produção de cerveja. Teoria e prática com a produção de 20 litros de cerveja de alta qualidade utilizando equipamentos simples.

Datas, carga horária e local:

  • 04/03, 7h, presencial, em São Paulo
  • 15/04, 7h, presencial, em São Paulo
  • 20/05, 7h, presencial, em São Paulo
  • 17/06, 7h, presencial, em São Paulo

Profissional Cervejeiro
Descrição: Ministrado por diversos profissionais do mercado, o curso aborda a operação prática de equipamentos em cervejarias, com a produção de um lote comercial de cerveja pela turma. O curso contempla aulas teóricas, conduzidas por especialistas que abordam ingredientes e processos, visitas técnicas, apresentação de cases de negócios e mentoria individualizada com professores. Está previsto um trabalho de conclusão voltado aos processos e gerenciamento de atividades de uma cervejaria. 

Datas, carga horária e local:

  • De 07/03 a 15/04, 70h, presencial, em São Paulo

Avançado de Produção de Cerveja Artesanal
Descrição: O curso aborda, com aprofundamento, todos os aspectos da produção de cervejas, com enfoque principal em tornar os cervejeiros totalmente independentes no momento de planejamento de produção. Contempla o uso do software BeerSmith e tem produção prática de cerveja utilizando técnicas e controles avançados.

Datas, carga horária e local:

  • 25 e 26/03, 14h, presencial, em São Paulo
  • 27 e 28/05, 14h, presencial, em São Paulo

Lúpulo Masterclass
Descrição: O curso terá um dia inteiro de conhecimento voltado para o ingrediente mais adorado pelos cervejeiros artesanais, com teoria e prática sensorial.

Datas, carga horária e local:

  • 29/04, 4h, presencial, em São Paulo

Intensivo de Manipulação de Leveduras e Boas Práticas de Fermentação
Descrição: O curso sobre boas práticas de fermentação abordará o processo em detalhes e noções sobre leveduras para que o resultado de suas cervejas fique ainda melhor para o estilo desejado e em qualidade sensorial.

Datas, carga horária e local:

  • 06/05, 4h, presencial, em São Paulo

Técnicas de Carbonatação de Cerveja Artesanal
Descrição: Curso aborda detalhes sobre diferentes fontes de açúcar para carbonatação natural, manejo de levedura e demonstração prática de carbonatação forçada para serviços como chope e envase em garrafas, uso de beer gun e comparação com sistemas de envase por contrapressão.

Datas, carga horária e local:

  • 24/06, 3h, presencial, em São Paulo

Balcão da Fabiana: Uma cervochata em processo de desconstrução

Balcão da Fabiana: Uma cervochata em processo de desconstrução

Primeiro foram pedidos de desculpas vindos de leitores, ouvintes de minha coluna no rádio, seguidores e até parentes – desculpas por não gostarem de cerveja ou por só gostarem de uma determinada marca mainstream.

Depois veio a percepção que eu me sentava em um bar com amigos para beber uma cerveja qualquer, mas sentia o desconforto das pessoas à mesa em dar sua opinião sincera sobre o que estavam bebendo. Nem mesmo os mais chegados, como namorado ou irmãos, se sentiam à vontade em dizer que gostaram, ou não gostaram, antes que eu desse o veredicto sobre a cerveja.

Seguindo o baile, eu mesma comecei a não sentir tanto prazer em beber uma cerveja. Digo beber impunemente, sem teorizar nada. Cada detalhe, como o copo molhando a mesa, a falta de colarinho no chope, um arominha meio desapropriado, tomava uma proporção gigante pra mim, me tirando o prazer e a diversão de simplesmente beber uma gelada.

Também comecei a receber questionamentos sobre a cerveja que mais harmonizava com qualquer comidinha que eu mostrasse nas minhas redes sociais. Muitas vezes um pão de queijo, uma coxinha que estivesse comendo, sem acompanhar com cerveja nenhuma. Era como se eu tivesse de mostrar que bebia cervejas desde o café da manhã até o jantar, o que definitivamente não acontece.

O cúmulo foi quando postei uma viagem maravilhosa, enriquecedora, que fiz no início de 2022 para Bento Gonçalves, onde segui a rota do vinho. E que maravilhosos vinhos pude experimentar e beber! Ao ver os posts dessa viagem, uma colega de faculdade, jornalista que se formou comigo, tasca o fatídico comentário: olha… Ela bebe vinho! Surpreendente.

Aquilo bateu pesado, viu? Por que a surpresa de eu beber vinho?

 Meu Deus, foi o que bastou para que me enxergasse uma cervochata, daquelas que ninguém quer por perto.

Sim. Foi duro no início, mas hoje tem sido libertador me enxergar nessa condição, porque só conseguimos modificar algo em nós mesmos se nos confrontamos com o que somos de fato.

Entendi que aquele conceito lá da primeira década dos anos 2000, quando entrei para esse mundo cervejeiro, de que deveríamos “beer- catequizar” o consumidor não está com nada. Coisa mais chata é palestrinha!

Perfis cervejeiros nas redes sociais vomitando regrinhas rasas de como beber, qual cerveja beber, qual copo usar são a coisa mais insuportável! Eu me enxerguei nesse lugar. E não gostei nem um pouco. Isso, inclusive, me fez entrar em crise e desistir de dar aulas e formar mais sommeliers de cerveja em nosso Brasil.

Me sinto culpada por despejar no mercado um exército de cervochatos como eu. Pessoas que não terão trabalho, que não poderão exercer os conhecimentos adquiridos profissionalmente, porque o mercado não tem espaço para elas. E assim acabarão criando um canal no YouTube, um perfil lacrador no Instagram seguindo todas as regrinhas de SEO para alcançar milhares de seguidores, para continuar o ciclo palestrinha.

Hoje estou em “autotratamento” de reversão da cervochatice. Sou uma cervochata em desconstrução. Me preocupo muito mais em mostrar às pessoas que elas podem e devem beber aquilo que quiserem, do jeito que quiserem, no copo que mais lhes der prazer, acompanhando a comida que acharem que combina na boca.

Cerveja é divertida. Cerveja é alegre. Cerveja não comporta arrogâncias. Cerveja não serve a partidarismos. Cerveja é acessível a qualquer pessoa. É assim que eu quero mostrar e falar da bebida. É à cerveja como ela deve ser que pretendo dedicar meu trabalho e meu lazer. Fica sendo essa a minha meta para 2023.


Fabiana Arreguy é jornalista e beer sommelière formada em 2010, pela primeira turma Doemens no Brasil, através do Senac SP. Produz e apresenta, desde 2009, a coluna de rádio Pão e Cerveja, sendo editora de site com o mesmo nome e autora de livros. É curadora de conteúdo, consultora de cervejas especiais, proprietária da loja De Birra Armazém Cervejeiro, além de professora do Science of Beer Institute e do Senac MG, assim como juíza dos principais concursos cervejeiros brasileiros e internacionais.

Heineken leva 0.0 ao Super Bowl; veja como serão propagandas de cerveja

A grande decisão da liga de futebol americana dos Estados Unidos, a NFL, reunirá Philadelphia Eagles e Kansas City Chiefs, neste domingo, em Glendale, mas quem for acompanhar o Super Bowl pela tevê por lá acompanhará uma grande novidade. O fim do contrato de exclusividade com a Anheuser-Busch abriu caminho para anúncios de outras cervejarias nos intervalos do jogo. E isso incluirá até uma propaganda da Heineken 0.0 no intervalo do 57º Super Bowl.

O contrato de exclusividade com a Anheuser-Busch se iniciou em 1989, tendo perdurado por mais de 30 anos. As marcas da companhia continuarão presentes ao Super Bowl em 2023, mas agora precisam dividir espaço e tempo de tela com cervejarias concorrentes, casos do Grupo Heineken e da Molson Coors.

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A Heineken, assim, vai aproveitar o Super Bowl para promover a sua cerveja sem álcool com um anúncio que faz parte de uma parceria maior com a Marvel. A propaganda, que só contou com a divulgação de um teaser de 15 segundos, terá a participação do personagem Homem-Formiga, representado pelo ator Paul Rudd.

A campanha vem na semana que antecede a estreia mundial do filme “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”, sendo uma grande aposta da Heineken para promover a sua cerveja sem álcool. A marca já havia feito outros investimentos recentes ligados ao esporte para promover a 0.0, como seu apoio à Fórmula 1.

A Heineken 0.0 também apoia grandes eventos musicais nos Estados Unidos, como o Coachella Music Festival, em uma tentativa de aproveitar uma nova tendência entre os consumidores, com o aumento das vendas das cervejas sem álcool ou com baixo teor alcoólico.

Já a Molson Coors adotou o mistério como estratégia para a sua participação no Super Bowl. E até promoveu uma aposta sobre isso. Através do site DraftKings, os fãs podem apostar – e faturar, em caso de acerto – se o anúncio vinculado terá a marca Coors Light ou a Miller Lite.

Sem exclusividade, mas presente
A mudança de abordagem da Anheuser-Busch envolvendo o Super Bowl começou em 2021, quando deixou a Budweiser, até então vista como um sinônimo de propaganda da partida, fora das propagandas produzidas para o jogo. A marca até voltou em 2022, mas o fim do acordo de exclusividade confirmou uma nova postura do grupo cervejeiro em relação à decisão da NFL.

Ainda assim, marcas da Anheuser-Busch continuam tendo a maior presença nas propagandas das cervejarias para o Super Bowl. São 3 minutos de propaganda nacional e outros 30 segundos destinados a uma inserção da Budweiser em algumas regiões.

Na campanha da Bud Light, o ator Miles Teller dança com a sua esposa enquanto ouve o som de uma música de espera de chamada telefônica.

https://www.youtube.com/watch?v=azCNwGnxq0s&ab_channel=BudLight

A propaganda da Budweiser mostra pessoas se conectando através de um six-pack de long necks da marca.

https://www.youtube.com/watch?v=dChVB7iKSg8&ab_channel=Budweiser

O anúncio da Michelob Ultra tem o ator Brian Cox e a ex-tenista Serena Williams em seu primeiro dia em um clube de golfe.

Já a Busch Light vai mostrar a cantora Sarah McLachlan dividido uma barraca com um lobo.

Também será de modo regionalizado que a Boston Beer Co. vai promover a Samuel Adams. E a propaganda mostra como seria a cidade de Boston se todos os seus moradores fossem simpáticos e receptivos.  

Para esta edição do Super Bowl, cada anúncio de 30 segundos, custou, em média, entre US$ 6 milhões e US$ 7 milhões (entre R$ 31,3 milhões e R$ 36,6 milhões, aproximadamente).

Cervejarias artesanais se mexem para aproveitar carnaval de R$ 8 bilhões

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O esquenta para o carnaval já começou nas ruas e bares das cidades brasileiras. Sob a expectativa de volta da folia sem restrições, após dois anos de cancelamentos e adiamentos, o setor cervejeiro tem buscado trabalhar para atender a demanda crescente pela festa. E as cervejarias artesanais vêm se movimentando para ampliar a participação em uma celebração bilionária: a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que serão movimentados R$ 8,18 bilhões em receitas no país em função do carnaval em 2023.

O valor, ainda que bilionário, está 3,3% abaixo do registrado pela folia de 2020, o último ano da festa sem a pandemia do coronavírus. De qualquer forma, passará por bares e restaurantes parcela relevante desse montante – a movimentação esperada pela CNC é de R$ 3,63 bilhões.

Boa parte desse valor deve vir de cidades que carregam a tradição do carnaval, como Rio de Janeiro, Salvador e Recife, tanto que a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) prevê alta de até 30% no faturamento desses estabelecimentos no período festivo. Mas outras capitais e cidades pequenas também terão suas atrações.

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“Mesmo as cidades do interior devem ter um bom crescimento este ano. E nas capitais, embora alguns restaurantes prefiram fechar quando passam os blocos, a festa também deve trazer acréscimo do movimento no geral, que por consequência traz aumento também no faturamento”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

Para confirmar que a festividade pode ajudar a ampliar o faturamento de bares e das cervejarias artesanais, as marcas criaram novidades para o período, incrementou outras e se uniu a blocos de carnaval. E começaram a colocá-las em prática e a apresentá-las antes mesmo do início oficial da festa.

Nesta sexta-feira (10), em Cuiabá, a Louvada vai promover o seu primeiro grito de carnaval. Serão 6 horas de evento, com três atrações, que vão do samba ao rock. “Há muito tempo estamos trabalhando para gerar experiências positivas no público com a marca. E o Carnaval, assim como o futebol e a cerveja, é uma das grandes paixões do brasileiro. A ideia é fazer um evento que seja a nossa cara, criativa, disruptiva e divertida”, afirma Gregório Ballarotti, diretor da Louvada.

Já neste sábado (11), o Gueri-Gueri, que tem um dos pré-carnavais mais tradicionais de São Paulo, acontecendo desde 1986, vai apresentar uma grande novidade: a Schornstein será a sua cerveja oficial. E a marca, que faz parte da Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA), oferecerá dois estilos: a American Lager e a IPA.

O baile do Gueri-Gueri, que acontecerá em uma casa de shows do bairro Vila Olímpia, terá apresentações musicais de artistas como Salgadinho, Netinho e Ivo Meirelles, além da bateria do bloco.

Ainda na capital paulista, o brewpub da Avós, localizado no bairro Vila Ipojuca, também vai entrar no clima do carnaval, já a partir deste sábado (11). Serão três dias de “Baile da Véia” – os outros estão agendados para 17 e 18 de fevereiro. Neles, o público poderá consumir a diversidade de opções da marca de cerveja artesanal e celebrar o carnaval com sambas e marchinhas.  

Bloco cervejeiro
Em Belo Horizonte, o carnaval de rua vai ter um bloco dedicado especialmente aos cervejeiros. É o Me Bebe que Sou Cervejeiro, que sairá no sábado de carnaval (18) no bairro Prado, tendo o patrocínio de uma das principais marcas de cerveja artesanal da região, a Läut.

O Me Bebe que Sou Cervejeiro faz parte da programação oficial do carnaval de Belo Horizonte, tendo iniciado a sua parceria com a Läut em 2018. Agora, em 2023, o desfile terá a companhia da Läut Beer Montesa, rótulo medalhista de ouro no Concurso Brasileiro de Cervejas.