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Venda de cerveja cresce na Alemanha, mas é menor do que antes da pandemia

A venda de cerveja na Alemanha apresentou alta em 2022, mas ainda está abaixo do nível pré-pandemia. Foram comercializados 8,764 bilhões de litros no ano passado, de acordo com informações do Escritório Federal de Estatística, uma expansão de 2,7% em relação a 2021, o que corresponde a 232,6 milhões de litros.

Foi o primeiro crescimento da venda de cerveja na Alemanha desde a eclosão da pandemia em 2020. “Depois que o mercado de cerveja na Alemanha sofreu uma queda maciça em 2020 e 2021, devido à crise da Covid-19, as vendas se recuperaram ligeiramente pela primeira vez em 2022”, afirma a Federação Alemã de Cervejeiros em comunicado.

A venda de cerveja, porém, continua abaixo do nível pré-pandemia. Em 2019, último ano antes da Covid-19, as vendas foram de 9,219 bilhões de litros, sendo que já vinham em queda na comparação a 2018.

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No ano passado, o grande destaque do crescimento da venda de cerveja na Alemanha foi a demanda interna, com alta de 4% em relação a 2021. A comercialização de cerveja para consumo no país, inclusive, representou 82,5% do total da bebida negociada. Porém, está 5% abaixo dos números registrados em 2019.

Já as vendas de cervejas isentas de impostos, que agregam aquelas destinadas para a exportação e as Haustrunk (“bebidas da casa”, em uma tradução livre), representaram 1,5 bilhão de litros de cerveja no ano passado. Isso significou um declínio de 2,7% na comparação com 2021 e de 4,7% ante 2019.

Desse volume, 805,1 milhões de litros (+7,8% em relação a 2021) foram para países da União Europeia, 715,9 milhões de litros (-12,4%) para países fora da UE e 11,3 milhões de litros (-3,4%) as “bebidas da casa”, destinadas aos funcionários das cervejarias.

O relatório também aponta que houve pouca influência na alta da venda de cerveja em 2022 na Alemanha pela Copa do Mundo, pois o torneio foi disputado em novembro e dezembro, meses de inverno no país.

Além disso, a ligeira alta da venda de cerveja na Alemanha no ano passado não altera o cenário de declínio, iniciado bem antes da pandemia, tanto que 2008 foi o último ano em que se superou a barreira dos 10 bilhões de litros. Nos últimos dez anos, as vendas caíram 7,4%.

E a Federação Alemã de Cervejeiros não prevê um 2023 fácil para quem atua no segmento, especialmente pela expectativa de continuidade da alta dos custos. “Além do custo do gás e da eletricidade, o malte cervejeiro e os materiais de embalagem, em particular, tornaram-se drasticamente mais caros”, diz.

As mais vendidas
Em paralelo ao relatório do Escritório Federal de Estatística da Alemanha, o Inside Getränke publicou a lista de marcas mais vendidas, com a relação das 15 que comercializaram mais de 1 milhão de hectolitros no ano passado. E o ranking é liderado pela Krombacher, com 5,756 milhões de hectolitros, uma alta de 166 mil hectolitros na comparação com 2021.

A Oettinger, mesmo tendo perdido 295 mil hectolitros no ano passado, é a segunda colocada, com 3,697 milhões de hectolitros. Tem uma ligeira vantagem, então, sobre a Bitburger, com 3,640 milhões de hectolitros, após uma alta de 285 mil hectolitros.

Com ambas em alta, a Veltins (3,355 milhões de hectolitros) e a Paulaner (2,440 milhões de hectolitros), completam o Top 5, seguidas pela Beck’s, marca que no Brasil é vendida pela Ambev, com 2,42 milhões de hectolitros, a Warsteiner, com 2,014 milhões de hectolitros, e a Hasseröder, com 1,678 milhão de hectolitros. Augustiner (9º) e Erdinger (10º) completam o Top 10.

E a relação das 15 marcas de cerveja com venda acima de 1 milhão de hectolitros de cerveja em 2022 na Alemanha ainda tem Radeberger (11º), Jever (12º), Mönchshof (13º), Ur-Krostitzer (14º) e Franziskaner (15º).

Após recuperação em 2022, bares enxergam inflação como principal desafio

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As adversidades impostas pela pandemia do coronavírus não são mais a maior preocupação dos estabelecimentos para consumo de alimentos e bebidas fora do lar. Com o fim das restrições, as entidades do setor avaliam que o principal desafio encarado pelos bares e restaurantes ao longo dos últimos meses tem sido lidar com a inflação.

“O faturamento aumentou, mas a inflação voltou a subir e freou uma retomada mais robusta do setor. Repassar a inflação para os cardápios foi o nosso (bares) principal desafio. O mercado de cervejas teve uma contribuição importante para os bares e restaurantes”, afirma Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

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Os últimos meses, assim, trouxeram um aumento da presença do consumidor nas mesas de bares e restaurantes, ávido pela retomada dos encontros, em parte paralisados durante a pandemia. Nesse cenário, os estabelecimentos buscaram se equilibrar, não repassando a totalidade da alta dos custos ao público, sob risco de voltar a perdê-lo.

Apertar as margens foi a saída, mas não tem sido fácil. Afinal, de acordo com a Abrasel, mais da metade dos bares ainda não conseguem lucrar – 18% apresentam prejuízo e outros 37% estão com as contas empatadas. De qualquer forma, já foi possível reorganizar a operação dos estabelecimentos de consumo fora do lar.

“Um ciclo para as empresas se reestruturarem, reorganizarem e que trouxe ainda a volta do investimento e expansão para aquelas que já estavam num estágio mais avançado de organização antes da pandemia”, diz Fernando Blower, diretor executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR).

De acordo com a Abrasel, bares fecharam o último trimestre de 2022 com alta de 8% no faturamento em relação a 2019, o que contribuiu, em parte, para eventuais cortes nas margens diante da aceleração da inflação. Afinal, se o IPCA de 2022 foi de 5,79%, os alimentos e bebidas foram um dos grandes vilões, com alta de 11,64%.

A alimentação fora do lar, porém, apresentou inflação de 7,47%, quase metade do índice dentro de casa, que ficou em 13,23%. “Um dos fatores mais complicados para o setor foi o impacto da inflação, seja com alimentos e embalagens, aliado à dificuldade na contratação de mão de obra”, afirma o diretor executivo da ANR.

Essa elevação menor da inflação de produtos para consumo nos bares e restaurantes do que no varejo se repetiu, em 2022, com a cerveja. O índice foi de 6,42% nessas localidades, abaixo do IPCA e da alta no varejo, de 9,37%. “Neste ano, a cerveja subiu menos do que a inflação e nos ajudou a alcançar resultados melhores”, destaca Solmucci.

Resta, assim, aos bares e restaurantes a expectativa de que se 2022 foi marcado pelo fim das restrições que lhes impuseram tantos desafios, a esperança de que isso agora se dê com a inflação. “Em relação a 2023, acredito que teremos uma inflação mais controlada, um período mais tranquilo em termos de previsibilidade política e econômica, o que ajuda muito”, conclui Blower.

Menu Degustação: Tiger na exposição do Banksy, Beer Summit em novo formato…

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Fevereiro é o mês da folia, mas também tem outras atrações para o público, que viu a marca Tiger ser anunciada como a cerveja oficial da aguardada exposição de Banksy em São Paulo. Já para quem deseja adquirir mais conhecimento, o Beer Summit será online em 2023, sendo que as inscrições a preços promocionais se encerram nesta sexta-feira.

Pensando no carnaval, o Porks se juntou à cervejaria Yellon na campanha que dará um chope rosa para reforçar a luta contra o assédio em Belo Horizonte. E a Madalena inicia o seu esquenta para a folia com o Rock Folia neste fim de semana, que também terá o pré-carnaval da Krug Bier.

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Confira essas e outras novidades no Menu Degustação do Guia:

Chope rosa alerta para assédio
O Porks aderiu à campanha contra o assédio “Não é Não!” com uma ação especial para o período prévio ao carnaval. Da próxima segunda-feira (6) até o dia 16, as três unidades da marca em Belo Horizonte terão uma interação educativa e preventiva combatendo os abusos contra as mulheres. Quem for de abadá, ganha um chope rosa Pilsen 330ml, oferecido pela cervejaria Yellon, que também participa da campanha. A proposta é alertar sobre o respeito às mulheres.

Rock Folia Madalena
A folia vai começar cedo na Madalena, em Santo André (SP). A marca dá início ao esquenta de carnaval neste domingo, com o Rock Folia, a partir das 14 horas. Para animar os foliões, a cervejaria preparou programação musical especial com as bandas Blay Morphed (Pearl Jam Cover), Hey God (Bon Jovi Cover), The Niros e DJ Kelly Silva. No cardápio, drinques, lanches, porções, pizzas e torresmo de rolo, tudo isso acompanhado de diversos estilos de chope premium da marca, como Lager Premium, Bohemian Pilsen, Session IPA, Double IPA, Weiss, Stout e Lager Light.

Camarote Nº 1 na Sapucaí
Após o anúncio de Alcione como primeira musa do Camarote Nº 1, da Brahma, Sabrina Sato se junta à artista para compor o time. O tradicional evento de carnaval, que agita a Marquês de Sapucaí há 33 anos, ocorre nos dias 19, 20 e 25 de fevereiro, no Rio de Janeiro, concomitante aos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial e das campeãs. O espaço também aposta na diversidade de ritmos em 2023, com atrações que vão do samba até o funk, MPB, rap e música eletrônica. 

CarnaKrug e….
Neste sábado (4), em Belo Horizonte, na Praça Mendes Junior, próxima à Praça da Liberdade, a Krug Bier apresenta seu CarnaKrug 2023. Depois de um hiato de dois anos sem acontecer por conta da pandemia, o projeto volta gratuito e na rua. A programação desta edição traz sete atrações variadas, do pagodinho ao sertanejo, passando por axé e funk. A entrada é permitida para maiores de 18 anos.

…visita à fábrica
Outra opção neste sábado envolvendo a Krug Bier é a visita à fábrica. O passeio guiado sempre acontece no primeiro sábado de cada mês, a partir das 11 horas. O Tour na Fábrica é ministrado por Fabiana Bontempo, cervejeira, mestre de estilos e embaixadora da Krug Bier. Ela é a responsável por receber os visitantes e apresentar as matérias primas usadas na produção das cervejas, as instalações da fábrica e o processo produtivo. Quem adquirir o ingresso ganha um Kit Experiência Krug, com uma sacola, uma taça exclusiva, uma carta de cervejas e um cartão magnético com R$ 20 de crédito para degustação na fábrica.

Beer Summit em novo formato
O Beer Summit, evento de conhecimento cervejeiro promovido pelo Science of Beer, teve o seu formato modificado para 2023. Será 100% online, com palestras unificadas dos últimos 3 anos, e aulas em 5 trilhas de conhecimento cervejeiro. O período para a inscrição a preços promocionais se encerra nesta sexta-feira (3), podendo ser realizada pelo site do Science of Beer. O evento terá palestras de profissionais de renome do mercado cervejeiro mundial, como Garret Oliver (EUA), Markus Raupach (Alemanha), Luc de Raedemaeker (Bélgica), Dick Cantwell (EUA), Katia Jorge (Brasil) e Steve Parr (EUA).

Inauguração de cervejaria em Chapecó
A inauguração oficial da cervejaria Bellbrück será neste sábado, a partir das 14 horas, em Chapecó (SC). O evento terá show ao vivo, food trucks e chopes, com 11 estilos de cervejas disponíveis, todas oriundas de receitas próprias. Os ingressos dão direito a uma caneca de chope (450ml) personalizada e já estão à venda.

Cerveja em hotel
O Blue Tree Towers Bauru e o Blue Tree Garden Bauru, hotéis na cidade do interior paulista, anunciaram uma parceria com a Servus Bier, marca artesanal local. Os estabelecimentos oferecem estoques especiais das cervejas American Blonde Ale, Munich Dunkel, Summer e Wiener Gold da marca, tanto para a compra de kits de presentes como consumo em suas dependências, incluindo os restaurantes.

Vale da Cerveja amplia atuação
Passou de cinco para 14 o número de municípios que fazem parte da associação Vale da Cerveja. A alteração no estatuto foi aprovada pelos associados e agora se alinha à denominação do Vale Europeu, em Santa Catarina. Já há novas cervejarias em lista de espera para fazerem parte da associação e contatos com as entidades locais para aproximação do setor também foram iniciados. O que muda é que além de Blumenau, Indaial, Gaspar, Pomerode e Timbó, as cidades de Apiúna, Ascurra, Benedito Novo, Botuverá, Brusque, Doutor Pedrinho, Guabiruba, Rio dos Cedros e Rodeio também serão beneficiadas por ações de divulgação da cultura cervejeira.

Episódios do Surra de Lúpulo
Encontros Selvagens é a nova série de episódios do canal de podcast Surra de Lúpulo. Os episódios vão abordar assuntos referentes às cervejas selvagens. Nesta primeira temporada, serão publicados sete episódios, sendo que cinco são gravações das mesas redondas do 1º Encontro do Mundo das Cervejas Selvagens Brasileiras, que ocorreu dentro da programação da Feira Naturebas em junho de 2022. Nestas mesas, grandes nomes do cenário cervejeiro nacional discutiram o que é cerveja selvagem e seu atual estado da arte.

Tiger e Banksy
A Tiger é a cerveja oficial da mais nova exposição sobre o artista Banksy, no Shopping Eldorado, em São Paulo. Focada no trabalho do street artist britânico, a mostra “The Art of Banksy: ‘Without Limits” vai até 30 de abril, com apoio da Tiger, preservando sua identidade à medida que conta uma história e passa mensagens contundentes de maneira misteriosa e direta. Como a cerveja oficial da exposição de Banksy, a Tiger aproveita para reforçar seu DNA urbano, se posicionando ao apoiar ativações de marca entre os seus principais territórios, como as plataformas de arte, esporte, música e tecnologia.

Eisenbahn em Curitiba
O evento gratuito Eisenbahn Craft Garten acontecerá no sábado e domingo (4 e 5) em Curitiba. A proposta é celebrar a cultura artesanal com muita música, arte e gastronomia. A Pedreira Paulo Leminski, ponto turístico icônico da cidade, foi o local escolhido para receber o festival. Marcas regionais estarão presentes em um espaço dedicado a fomentar o universo e o valor da cultura artesanal. Durante o evento, ainda acontecerão ativações para divulgar os rótulos que fazem parte do portfólio da Eisenbahn e uma collab com a cervejaria Morada Cia Etílica.

Acusação de rombo derruba ação da Ambev; cervejaria nega e BTG vê exagero

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Uma acusação sobre um suposto rombo fiscal nas contas da Ambev sacudiu o mercado brasileiro de ações nesta quarta-feira (1). Em matéria publicada pelo site da revista Veja, a CervBrasil, a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja, afirma que a Ambev pode ter inconsistências em suas demonstrações financeiras, geradas por manobras da companhia envolvendo a atuação na Zona Franca de Manaus.

A publicação fez a ação da Ambev despencar na B3, a bolsa de valores brasileira. O papel, que apresentava leve alta após a abertura do mercado, sofreu queda brusca assim que o conteúdo entrou no ar. Terminou o dia cotado a R$ 13,18, uma desvalorização de 3,59%. E o recuo chegou a ser ainda maior: às 14h20, a ação valia R$ 12,86. Assim, teve a sexta maior queda entre as ações do Ibovespa em um dia também de recuo do índice, que caiu 1,2%.

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Sobre a acusação, a Ambev, em nota oficial, declarou que a afirmação da CervBrasil não tem “qualquer embasamento”. O caso, ao movimentar o mercado, também provocou o posicionamento de analistas, caso do BTG Pactual, que classificou a reação na bolsa de valores de “exagerada”, garantindo que a eventual dívida tributária da cervejaria é “muito menor”.

A reação do mercado, porém, tem seus motivos, sendo provocada pelo temor de uma repetição do que aconteceu com a Americanas, que apresentou inconsistência contábil de R$ 20 bilhões (atualizadas depois para mais de R$ 40 bilhões). E a preocupação aumenta quando a acusação envolve a Ambev, que tem, assim como a varejista, os empresários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira entre os seus principais acionistas.

Não à toa, desde a revelação do escândalo contábil envolvendo a Americanas, a ação da Ambev tem apresentado desvalorização. Após o relato dos problemas financeiros por Sergio Rial, então CEO da varejista, em 11 de janeiro, o ativo apresenta recuo de 7,84% no seu valor.

A acusação
A CervBrasil afirma que um estudo produzido pela AC Lacerda concluiu que distorções na arrecadação fiscal da indústria de bebidas em isenções concedidas à Zona Franca de Manaus chegariam a R$ 30 bilhões. A associação, porém, não detalha quanto desse montante se refere à Ambev.

Ainda segundo a CervBrasil, o material diria que a Ambev, assim como a Coca Cola e outras fabricantes de bebidas, teria se aproveitado de benefícios fiscais concedidos a companhias que atuam na zona franca com a aquisição de componentes que são feitos na localidade para a produção de refrigerantes. E inflacionaria os valores desses componentes para obter maiores benefícios.

“As acusações da CervBrasil não têm qualquer embasamento. Calculamos todos os nossos créditos tributários estritamente com base na lei. Nossas demonstrações financeiras cumprem com todas as regras regulatórias e contábeis, as quais incluem a transparência do contencioso tributário. A Ambev está entre as 5 maiores pagadoras de impostos no Brasil”, afirma a Ambev em posicionamento enviado à reportagem do Guia.

Valor bem menor
O barulho provocado no mercado financeiro pela acusação da CervBrasil também levou o BTG Pactual a divulgar um relatório em que apresenta a sua visão sobre o tema. No material, os analistas Thiago Duarte e Henrique Brustolin lembram que o Grupo Petrópolis luta há anos contra os créditos tributários gerados por empresas como Ambev e Coca-Cola pela produção de concentrados de refrigerantes em Manaus.

Os profissionais do BTG ressaltam que os R$ 30 bilhões citados são uma estimativa feita pela Receita Federal sobre as disputas entre o Fisco e as empresas de bebidas. Além disso, desse montante, “a parte relacionada à Ambev é indiscutivelmente muito menor”.

O BTG afirma, ainda, que a própria Ambev relatou a possibilidade de perda relacionada a créditos fiscais, apontando que o valor seria de R$ 5,6 bilhões.

A Ambev tem R$ 5,6 bilhões de perdas ‘possíveis’ relacionadas a créditos fiscais associados à Zona Franca de Manaus (pouco menos de 3% do valor de mercado). Mas parece justo dizer que se esses créditos deixarem de existir, as empresas provavelmente repassarão parte desses custos aos preços

BTG Pactual

A Ambev, inclusive, faz referência a esses valores em dois trechos do relatório 20-F, documento que deve ser apresentado anualmente por empresas estrangeiras com ações negociadas nas bolsas de valores dos Estados Unidos.

“Em abril de 2019, o Supremo Tribunal Federal do Brasil concluiu o julgamento do Recurso Extraordinário n° 592.891/SP, com efeitos vinculantes, autorizando contribuintes a registrar créditos presumidos de IPI sobre aquisições de matérias-primas e insumos isentos oriundos da Zona Franca de Manaus. Como resultado dessa decisão, reclassificamos parte dos valores relacionados aos processos de IPI como perda remota, mantendo como possível perda apenas os valores relacionados com outras discussões adicionais que não foram objeto de análise pelo STF, tais como controvérsias envolvendo a classificação fiscal de unidades de concentrado que estão atualmente em trâmite perante o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (“CARF”). Os casos estão sendo contestados tanto na esfera administrativa quanto na esfera judicial. Nossa administração estima que as perdas possíveis relacionadas a esses processos sejam de aproximadamente R$ 4,9 bilhões em 31 de dezembro de 2021”, diz, em um trecho do relatório.

“Em 2018 e 2021, recebemos autuações fiscais dos Estados do Rio Grande do Sul e São Paulo cobrando supostas diferenças de ICMS em virtude da glosa de créditos decorrentes de operações com fornecedores localizados na Zona Franca de Manaus. Nossa administração estima que as possíveis perdas relacionadas a essas autuações sejam de aproximadamente R$0,7 bilhão, em 31 de dezembro de 2021”, afirma a Ambev em outro trecho do relatório.

Outros riscos
Diante disso, o BTG Pactual apontou que “esse ruído em particular está sendo muito exagerado”. Ainda assim, cita outros riscos que enxerga para a Ambev, incluindo a desaceleração da economia brasileira e medidas adotadas em uma eventual reforma tributária, além das atividades da companhia na Argentina.

“Para nós, os maiores riscos para os resultados da Ambev decorrem de uma reforma tributária potencialmente mais ampla que possa eliminar os incentivos fiscais associados ao pagamento de Juros sobre Capital Próprio, à força da indústria cervejeira em meio a uma economia em desaceleração e efeitos da conversão dos ganhos com a operação na Argentina”, diz.

Escândalo com Americanas respinga na Ambev e ação cai 6% em janeiro

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O escândalo contábil envolvendo a Americanas respingou na Ambev em janeiro. A ação da cervejaria terminou o primeiro mês de 2023 em baixa de 5,92%, cotada a R$ 13,92. O resultado também foi provocado, na visão de analistas de mercado, pela previsão de resultados menos positivos do que a expectativa no balanço do quarto trimestre de 2022, a ser divulgado no início de março.

A queda da ação da Ambev em janeiro foi na contramão da alta do Ibovespa, o principal índice balizador da B3, a bolsa de valores brasileira, que valorizou 3,37% no período, chegando aos 113.430,54 pontos.

O recuo da ação da Ambev está relacionado diretamente com a debacle da Americanas, pois ambas têm um trio poderoso de investidores entre os principais acionistas. São eles: os empresários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, todos listados entre os 5 homens brasileiros mais ricos.

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Porém, se até 11 de janeiro eles eram vistos pelo mercado com admiração e respeito, uma enorme desconfiança passou a circundá-los desde a revelação da falha contábil de R$ 20 bilhões na Americanas, que não registrou o valor como dívida em seu balanço. E ainda que “de raspão”, as dúvidas também passaram a atingir a cervejaria.

Afinal, o trio tem participação direta no surgimento da maior cervejaria do mundo, a AB InBev, dona da Ambev e que tem 61,8% do capital social com direito a voto. Juntos, participaram, em 1989, da compra de participação na Brahma pelo banco Garantia, com Telles ficando à frente da marca de cerveja. Depois, nos anos 1990, já contando com o fundo de private equity GP Investimentos, participaram da histórica aquisição da Antarctica, dando origem à Ambev, em 1999.

Já nos anos 2000, depois da criação da 3G Capital, realizaram a fusão da Ambev com a belga Interbrew, em 2004. E com a aquisição da norte-americana Anheuser-Busch, fizeram surgir a maior cervejaria do mundo, a AB InBev.

Mas, claro, a atuação no setor cervejeiro foi só uma das muitas atividades dos três bilionários nas últimas décadas. E o escândalo envolvendo a Americanas os coloca – e as empresas com participação deles – sob escrutínio, especialmente porque os problemas contábeis envolvendo a varejista apareceram na sequência de uma reestruturação societária que os tirou do controle.

Bancos credores demonstraram que a Americanas e o trio perderam credibilidade ao pedirem que os acionistas sejam responsabilizados pela crise na varejista, que deve R$ 41,2 bilhões, o que corresponde a pouco mais de ¼ do patrimônio somado de Lemann, Telles e Sicupira, de, aproximadamente, R$ 160 bilhões. E a empresa entrou com pedido de recuperação judicial, em um valor que é o quarto maior da história do Brasil, só ficando atrás dos de Odebrecht, Oi e Samarco.

A descoberta do escândalo contábil da Americanas fez sua ação desabar de R$ 12,00, valor em que fechou o pregão de 11 de janeiro, para R$ 1,75 ao fim do mês, sendo que chegou a cair para R$ 0,71 no dia 20.

Assim, as preocupações envolvendo a possibilidade de que a crise pudesse atingir empresas com a participação do trio de bilionários são razões para a ação da Ambev ter caído em 8 das 9 sessões da B3 entre 11 e 23 de janeiro, com destaque para uma queda de 4,9% em um único dia (16 de janeiro), embora seguida por uma valorização de 5% na sequência (dia 17).

Porém, relatórios apontaram ser exagerada a preocupação com a Ambev em função do escândalo com a Americanas. O Credit Suisse destacou que a crise na varejista provoca incertezas no mercado, mas não vê razões para preocupações envolvendo a cervejaria, para a qual a Americanas deve R$ 4,1 milhões.  

“Embora o caso da Americanas possa ser um problema para as ações [da Ambev], acreditamos que as preocupações são injustificadas”, diz. “A AmBev pode ser vítima do trio 3G? Em primeiro lugar, a Ambev não tem exposição a operações de financiamento de fornecedores”, acrescenta, avaliando que a cervejaria não tem o mesmo risco contábil da cervejaria.

A análise do Credit Suisse também destaca que a Ambev é uma forte geradora de caixa livre, ao contrário da Americanas, e tem passado por uma mudança de cultura.

Vale ressaltar também que a Ambev vem passando por uma transformação cultural significativa após as mudanças na gestão em 2020, saindo do chamado ‘3G-way’ em direção a um ecossistema triplo saudável e sustentável (consumidor-cliente-fornecedor)

Credit Suisse

9ª maior perda
A queda da ação da Ambev em janeiro foi a nona maior entre as ações que compõem o Ibovespa. A relação é liderada pela Raizen, com recuo de 12,03%, estimulado pela prorrogação da desoneração dos combustíveis, em um Top 5 que também conta com os frigoríficos Marfrig (11,49%) e JBS (8,69%), a Alpargatas (9,75%) e o BTG (9,17%), um dos principais credores da Americanas, com R$ 3,5 bilhões dos R$ 41,2 bilhões da dívida da varejista.

Na outra ponta, a presença em um mercado menos concorrido fez a Magazine Luiza liderar as altas em janeiro, com valorização de 61,68%. Elas foram seguidas por CSN Mineração (30,88%) e CSN (27,15%), favorecidas pela alta do minério de ferro e do aço, com Pão de Açúcar (25,42%) e Natura (25,32%) completando o Top 5.

Saída de carteira
Para fevereiro, a Ambev deixou a carteira recomendada de ações da Ágora Investimentos, que trocou quatro papéis incluindo o da cervejaria, sob o argumento de observar pouco potencial para valorização da ação após a divulgação do balanço do quarto trimestre, agendada para 2 de março.

As perspectivas para o resultado financeiro, aliás, também podem ajudar a explicar o recuo da ação da Ambev em janeiro, pois os principais bancos de investimento avaliam que o otimismo com a previsão de alta relevante no volume de cerveja consumido no final do ano deve ser frustrado pelo verão com clima desfavorável e pela eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo do Catar.

“Vemos direcionadores limitados para a melhor performance do papel no  curto  prazo,  levando em  consideração  que  nossas  estimativas  para  o  resultado  do  4T22  estão alinhadas às expectativas de mercado – portanto, estimamos impacto neutro com a divulgação”, diz a Ativa.

Fora do Brasil
Na Bolsa de Nova York, a ação da Ambev também apresentou desvalorização no primeiro mês de 2023. A queda, mais modesta, foi de US$ 0,04, fechando janeiro a US$ 2,68, o que representou recuo de 1,47% em relação ao término de 2022.

O ativo da AB Inbev teve o mesmo comportamento na Europa. A queda em janeiro foi de 2,1% para 55,09 euros. Foi o resultado inverso ao do papel do Grupo Heineken, que encerrou o primeiro mês de 2023 valendo 91,54 euros, com alta de 4,16%.  

Setor cervejeiro global deve ter expansão modesta em 2023; veja tendências

O setor cervejeiro voltará a sofrer com desafios macroeconômicos e geopolíticos em 2023, mas conseguirá apresentar crescimento, ainda que modesto neste ano. A previsão é da IWSR Drinks Market Analysis, uma conhecida empresa de análises do mercado de bebidas alcoólicas, que estimou crescimento entre 1% e 2% do volume de cerveja em 2023.

De acordo com a análise, o aperto no custo de vida vem ocorrendo em diversos mercados, mas a avaliação é de que o setor cervejeiro pode ser resiliente nesse contexto, em função do entendimento de que a bebida passou a ser vista como “um luxo acessível”.

A instabilidade econômica, aliás, é citada como um fator que deverá tornar mais lenta a recuperação de venda de cerveja nos locais para consumo, que não deve atingir os níveis pré-Covid antes de 2025, com o relatório apontando que essa dificuldade dos bares afeta mais as marcas artesanais.

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A IWSR, porém, está otimista com o desempenho de alguns dos principais mercados cervejeiros, especialmente a China, o Brasil e o México em 2023. “Com a China reabrindo suas fronteiras em janeiro de 2023, após três anos de restrições de viagens e requisitos de quarentena, espera-se que o mercado local se recupere, impulsionando o canal e a categoria de cerveja como um todo”, diz a consultoria.

Há uma percepção positiva para os volumes de cerveja em 2023 para o Brasil, México e América Latina em geral. “A IWSR espera que os volumes de cerveja no Brasil e no México – o terceiro e quarto maiores mercados de cerveja, respectivamente – continuem a crescer nos próximos anos”, afirma.

O trabalho também reconhece que o setor cervejeiro dos Estados Unidos vem sofrendo com a concorrências das RTDs – bebidas prontas para consumo –, mas, ao mesmo tempo acredita que o segmento será resiliente nessa disputa em 2023, apontando que apresentou crescimento da importação no ano passado, de 4%.

A IWSR ainda avalia que o ritmo reduzido de expansão do volume de cerveja em bares, pubs e restaurantes deverá fortalecer outros canais, caso do comércio eletrônico. O documento ressalta, inclusive, a crescente importância do comércio eletrônico para a venda de bebidas alcoólicas. De acordo com a IWSR, nos 16 maiores mercados online, cerveja, sidras e RTDs vão representar quase 25% das vendas eletrônicas em valor até 2026.

Para referendar essa avaliação, a consultoria cita os investimentos das maiores cervejarias do mundo em aplicativos, como Bees, da Ambev, e o Heishop, do Grupo Heineken, para atender bares. “A AB InBev e a Heineken, por exemplo, não estão apenas investindo na venda para consumidores online, mas também na construção de suas plataformas digitais B2B para atender sua clientela comercial, especialmente em mercados emergentes onde o comércio tradicional continua muito importante”, comenta.

O trabalho também aponta que a premiumização do setor cervejeiro continuará crescendo em 2023, mesmo com a perda do poder de compra de parcela relevante da população. Para isso, cita o maior investimento das marcas em rótulos mais sofisticados e a busca por esse tipo de bebida para consumo caseiro, também destacando o potencial de vendas de cervejas premium online.

“O ambiente online é adequado para a promoção de marcas premium, e a expansão das vendas online de cerveja deve ajudar a facilitar a premiumização contínua da categoria de cerveja. Apesar das pressões inflacionárias de 2022, o processo de premiumização parece ser duradouro e provavelmente acontecerá novamente este ano”, prevê a IWSR.

Além disso, a IWSR também aposta que a cerveja sem álcool continuará em expansão neste ano. “Ampliação da disponibilidade, maior suporte de marketing, inovação, produto de melhor sabor e maior engajamento do consumidor estão gerando oportunidades para o segmento”, diz.

Confira lançamentos realizados pelas cervejarias artesanais em janeiro

O verão e o início do ano parecem ter inspirado as cervejarias artesanais a realizarem lançamentos em janeiro. Foram diversas novidades apresentadas ao consumidor, como a Amor de Verão, criada pela Landel e que leva o nome da estação mais quente do ano, e uma low carb IPA fabricada pela Nacional.

Entre os lançamentos de cervejas em janeiro, o mercado também observou a chegada de algumas marcas novatas, como a RuEra. Já a Dádiva aproveitou o período não só para apresentar novos rótulos ao consumidor como também decidiu apostar nas sidras.

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Confira esses e outros lançamentos das cervejarias artesanais em janeiro, selecionados pela reportagem do Guia:

Alvará
Tem novidade para o público de Piracicaba (SP) e região. Em janeiro, foi lançada a cerveja Alvará, uma puro malte que vem com a proposta de ser um produto premium. A novidade apresenta 5% de graduação alcoólica e 20 IBUs de amargor, sendo vendida em embalagens de 350ml.

Alvorada e Brejada
A Alvorada Cervejaria uniu-se ao Brejada, canal multiplataforma especializado em cultura cervejeira, para lançar a Take it Easy, uma cerveja do estilo BR Ale. A novidade tem 5,5% de teor alcoólico e 16 IBUs. A receita leva os lúpulos Amarillo e Azacca, ambos com dry hopping. Seus adjuntos são maracujá e flocão de milho, fazendo a cerveja ter um aroma com predomínio do maracujá, com notas resinosas em segundo plano. É uma cerveja de corpo leve com amargor médio. A novidade está disponível em latas de 473ml, growlers e barris.

Dádiva
A Dádiva foi uma das cervejarias que melhor aproveitou janeiro para realizar lançamentos, além de dialogar com outras bebidas. Para celebrar seus 8 anos, apresentou dois rótulos: a Dádiva 8 Chardonnay e a Dádiva 8 Pinot Noir. As cervejas foram inspiradas em vinhos espumantes naturais. Elas podem ser consumidas frescas, mas também têm potencial de guarda. Ambas as versões têm como base uma Belgian Strong Golden Ale de 9,7% de álcool. Os outros lançamentos da marca foram um trio de sidras artesanais: a primeira é a I Feel Citrus, com casca de laranja, limão taiti e limão siciliano. A segunda é a Bubble Field, que traz morango e manjericão na receita. E a última novidade é a Pink Cider que tem na receita framboesa, limão taiti e hortelã. As três sidras possuem 6,5% de graduação alcoólica e podem ser encontradas em latas de 350 ml em bares, empórios e e-commerces.

Fermi
Em janeiro, a Cervejaria Fermi apresentou três novidades, sendo uma delas colaborativa, a GB Corporation, uma New England IPA. A novidade também tem a participação da Cervejaria Esacafandrista e da Salvador Brewing Co. Sua lupulagem foi feita 100% com lupomax das variedades Citra, Mosaic e El Dorado. A Cosmic Hash é uma New England Double IPA. Ela leva adições de hop hash de Strata no dip hopping, seguido de um duplo dry hopping carregado dos lúpulos El Dorado e Strata T-90. Já a Solar Vibes é uma American Sour. Ela leva adições de banana, amora e limão taiti.

Landel
Em janeiro, a Landel lançou a Amor de Verão, uma Witbier com semente de coentro, casca de laranja e manjericão limão, dando um toque cítrico para a cerveja. Além disso, para aproveitar o calor, a marca de Campinas se uniu à Sorvete em Camadas para desenvolver um sorvete vegano de mosto, a cerveja não fermentada, com a adição de suco de laranja. Além disso, em parceria com a Mafiosa Cervejaria criou uma Triple IPA, uma colaborativa batizada de Procura-se o Farejador de Lúpulo. É uma IPA alaranjada, com notas sutis de caramelo e mel com final resinoso vindo do extrato de lúpulo Mosaic e Citra na brassagem e da alta quantidade de variedade Sabro, Mosaic e Amarillo no dry-hopping. É uma cerveja de aromas complexos de frutas cítricas, amarelas, com leve toque amadeirado, com 9% de graduação alcoólica e 90 IBUs de amargor. Ela está disponível em chope e em lata de 473ml tanto na taphouse da Landel em Campinas e na casa da Mafiosa em Valinhos (SP).

Lugano
A gaúcha Lugano, marca de chocolates de Gramado, agora ampliou o seu foco e passou a investir nas cervejas. E em seis de uma vez. A linha é composta por seis opções de estilo seguindo a Lei da Pureza alemã: Dunkel, Weizen, Pale Ale, Amber Ale, Pilsen e Golden Ale. As unidades estão disponíveis em garrafas, nos formatos de 330ml (long neck) e 600ml.

Nacional
A Nacional lançou a Low Carb IPA. Essa cerveja low carb é uma Nano IPA de coloração amarela clara e boa limpidez. No aroma, mostra forte presença de lúpulos cítricos e tropicais que remetem à laranja e abacaxi. De acordo com a marca, no gole, o amargor e o sabor do lúpulo é presente e crescente, porém com baixíssimo corpo tornando-a uma cerveja bem leve. Possui um final seco e com sabor de lúpulo persistente. Ela tem 3,3% de graduação alcoólica e 35 IBUs.

Paulistânia
A marca paulistana lançou, em janeiro, a Paulistânia Interlagos. É uma cerveja zero álcool, rica em sabor, sais minerais e vitaminas, que homenageia o Autódromo de Interlagos, onde foi apresentada, no dia da Mil Milhas Chevrolet Absoluta. A novidade está disponível no e-commerce da Paulistânia.

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RuEra
A RuEra acaba de estrear no mercado de cervejas artesanais com dois lançamentos: uma Dry Stout e uma English IPA. A Dry Stout possui amargor baixo e notas de chocolate e café em um corpo leve. Tem 4,9% de graduação alcoólica e 30 IBUs. Já a English IPA tem um toque maltado que lembra biscoito e leve caramelo, 7,0% de teor alcoólico e 41 IBUs. Os lançamentos são em garrafa de vidro, long neck e barril de chope para PDVs.

Eventos voltam a ser estratégicos para negócios de fornecedores cervejeiros

Após momentos difíceis em função da pandemia da Covid-19, o retorno dos grandes eventos tem se mostrado parte fundamental da retomada do setor cervejeiro. Afinal, esses encontros são importantes para que muitas empresas possam apresentar seus produtos, conhecendo o público e potenciais parceiros, em um processo de estreitamento de laços.

Como parte da sua estratégia de relacionamento para 2023, a Tanoaria Agulhas Negras definiu a maior participação nos eventos cervejeiros como uma prioridade. “Nós só vínhamos participando de eventos cervejeiros como visitantes, como a Brasil Brau, por exemplo. Agora, nesse ano, a nossa perspectiva é sermos mais agressivos com relação aos eventos de cerveja”, afirma Luis Cláudio de Castro Nogueira, CEO da Tanoaria Agulhas Negras.

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A empresa, inclusive, já definiu quando será a sua estreia em eventos do setor cervejeiro em 2023. A Tanoaria Agulhas Negras estará presente ao Festival Brasileiro da Cerveja, marcado para acontecer em Blumenau (SC), no mês de março. “Nós vamos estar com estande lá. E vai ser a primeira vez que uma tanoaria participa desse evento”, relata.

A participação em eventos do setor cervejeiro é uma oportunidade para a Tanoaria Agulhas Negras oferecer às marcas a possibilidade de envelhecimento da produção em barris, como os de carvalho francês e americano, além daqueles feitos com madeiras brasileiras, casos da amburana e do jequitibá rosa. Mas o campo de atuação da empresa também envolve o atendimento a produtores de cachaça.

E as vendas de barris para produtores de cachaça cresceram, de acordo com o CEO da Tanoaria Agulhas Negras, durante o auge da pandemia. “A pandemia foi nosso melhor momento e chegamos a triplicar a quantidade de funcionários na época, porque os proprietários dos alambiques foram para suas fazendas e lá começaram a fazer uma limpeza, uma reviravolta, aumentando a produção, melhorando o armazenamento e o envelhecimento”, explica.

O cenário, porém, se alterou ao longo de 2022, o que fez a Tanoaria Agulhas Negras ampliar o seu leque de opções. E os eventos, agora vistos como um foco de oportunidades para 2023, acabaram se tornando uma oportunidade de divulgação da marca em meio a uma fase de poucos negócios. “Sentimos que 2022 foi um ano de muita expectativa e poucos negócios”, completa o CEO.

Justamente para lidar com essas adversidades, a Tanoaria Agulhas Negras tem se reinventado. Algo que, em sua visão, também vem ocorrendo com todo o segmento de tanoaria no Brasil.

“No caso da Tanora Agulhas Negras, estamos fabricando móveis, móveis de decoração e tudo a partir do barril. E começamos a investir também em madeiras nacionais, algo com o que não trabalhávamos. Estamos tendo a necessidade de abrir o leque para manter o nosso faturamento e tenho visto que as outras tanoarias estão na mesma luta”, diz

E apesar da instabilidade encarada em 2022, o CEO da Tanoaria Agulhas Negras avalia que 2023 pode ter um crescimento nos negócios, proporcionado tanto pela participação nos eventos do setor cervejeiro como pelo atendimento das demandas dos exportadores de cachaça. “As vendas das cachaças estão aumentando cada vez mais. A exportação de cachaça é uma realidade, com os produtores exportando cada vez mais”, finaliza.

Balcão do Tributarista: A tão esperada reforma tributária

Balcão do Tributarista: A tão esperada reforma tributária

O ano de 2023 inicia, como outros já iniciaram, com a perspectiva de que projetos de lei que visam realizar uma reforma no sistema tributário sejam, enfim, aprovados pelo Congresso Nacional. De fato, há um conhecido conjunto de fatores econômicos e sociais que faz com que a questão da reforma tributária ganhe cada vez mais destaque e se torne igualmente mais necessária.

Inclusive, há que se pensar em uma reforma ampla que modifique profundamente o sistema para torná-lo mais racional, equânime e neutro. Prova dessa necessidade é que o Brasil ocupa atualmente a 184ª posição do relatório Doing Business do Banco Mundial, que analisa 190 países quanto à facilidade do pagamento de seus tributos.

O motivo desta situação é o distanciamento de nosso sistema tributário da transparência e da simplicidade, bem como uma pesada regressividade na imposição dos tributos e uma distribuição pouco equânime dos mesmos. Estas mazelas se fazem presentes em nosso sistema, grande parte em razão da alta incidência de tributos sobre o consumo.

É que este tipo de tributação permite a transferência do ônus econômico do contribuinte para o consumidor, o que acaba por impactar mais aqueles que possuem menor renda. Isto porque, comparativamente aos que possuem uma renda mais alta, consumidores de classes econômicas mais baixas acabam comprometendo uma fatia maior de seus rendimentos para arcar com os tributos incidentes sobre os bens consumidos.

Enquanto a maioria dos países mais desenvolvidos econômica e socialmente, como Estados Unidos, Dinamarca, Noruega, Bélgica, Reino Unido e Itália, por exemplo, têm o imposto incidente sobre a renda com uma participação expressiva na arrecadação, no Brasil essa participação é bem menor. Por outro lado, os impostos incidentes sobre o consumo responderam por aproximadamente 75% da arrecadação total do Brasil.

Alternativamente a uma reforma mais ampla e, consequentemente, mais complexa de ser projetada e aprovada, também não se reduz a importância de mudanças mais pontuais. É consenso a necessidade de que se revise, por exemplo, a tributação sobre a renda.

Com efeito, o imposto brasileiro sobre a renda possui mais de 100 anos de história, com sua instituição em 1922 através da Lei nº 4.625. Tendo experimentado desde então diversas e significativas alterações, suas configurações atuais remontam à década de 1990. Cerca de trinta anos após, expressivas modificações no contexto econômico e social brasileiro podem ser observadas, reclamando assim uma nova revisão.

De fato, tramita no Congresso Nacional um importante projeto de lei (PL nº 2.337/2021) em estágio já avançado e com grandes perspectivas de que seja votado em 2023. A origem deste PL remete à chamada primeira fase da reforma tributária pretendida pelo governo federal, a qual visava a instituição de um novo tributo, denominado Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS), com a pretensão de substituir o PIS e a Cofins.

E, com relação às alterações que o PL nº 2.337/2021 pretende implementar, destaca-se a previsão de que a alíquota do IRPJ seja gradativamente reduzida de 15% para 12,5% e, posteriormente, para 10%. Há também uma importante modificação no que diz respeito ao aproveitamento de prejuízos fiscais, atualmente limitado em 30%. O referido PL busca permitir que o prejuízo apurado em um trimestre seja compensado nos três trimestres posteriores sem a limitação de 30%.

No que se refere ao imposto sobre a renda da pessoa física, o PL realiza profundas alterações. A primeira delas é uma revisão da tabela progressiva de alíquotas, com a ampliação da faixa de isenção. E a segunda é a incidência do imposto sobre os lucros e dividendos distribuídos pelas empresas a seus sócios ou acionistas por meio de uma alíquota de 20% incidente de forma retida na fonte.

Enfim, pode-se (mais uma vez) sustentar que é realmente necessária uma reforma tributária. E esperamos que em 2023 não se perca a oportunidade de que esta seja feita, de forma ampla ou pontual, mas sempre em sintonia com os parâmetros e valores constitucionalmente previstos.


Clairton Gama é advogado, sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados, Mestre em Direito pela UFRGS, Especialista em Direito Tributário pelo IBET. Também é cervejeiro caseiro.

Grupo Heineken obtém licença para instalação de fábrica no sul de Minas

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O Grupo Heineken recebeu uma licença para instalar uma fábrica em Passos, no sul de Minas Gerais. O aval foi dado pela Câmara de Atividades Industriais do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) de Minas Gerais, concedendo a Licença Prévia e de Instalação Concomitante.

A decisão permite que a companhia realize a instalação conforme condições estabelecidas na licença ambiental, com o cumprimentos das condicionantes ambientais determinadas para cada fase do licenciamento. A licença ao Grupo Heineken, assim como das condicionantes para a cervejaria iniciar a operação, foi aprovada por 7 votos a 1. Três conselheiros estavam ausentes.

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Os conselheiros das secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico, Infraestrutura e Mobilidade e Fazenda, da Codemig, Fiemg, Siamig e OAB/MG votaram favoravelmente à concessão do licenciamento. E o único voto contrário foi da conselheira do Centro Universitário Una, Fernanda Raggi.

Houve, porém, alguns questionamentos aos impactos a serem provocados pela instalação da fábrica do Grupo Heineken, com citações a respeito das rodovias no entorno de Passos, assim como a demanda de 11,4 milhões de litros por dia, citado pelo engenheiro ambiental Felipe Gomes. Além disso, há preocupações com impactos de cortes de vegetação que precisarão ocorrer na Mata Atlântica.

A licença dada pelo Copam é importante, mas ainda não a última para o início das intervenções na área onde o Grupo Heineken irá instalar a sua fábrica em Passos, pois a companhia ainda precisa obter a anuência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O Grupo Heineken prevê o investimento de, aproximadamente, R$ 1,8 bilhão na unidade produtiva de Passos, que deve gerar 350 empregos diretos e 11 mil indiretos. A companhia prevê o início das atividades em sua fábrica até 2025, com a produção de mais de 5 milhões de hectolitros de cerveja por ano.

A unidade de Passos vai abrigar a fabricação de cervejas, chopes e maltes, assim como de utilidades, tais como refrigeração, recuperação CO2, geração de vapor – caldeira de biomassa, geração de ar comprimido -, bem como subestação de energia elétrica, adutora de água bruta com estação elevatória e estação de tratamento de água, usina de produção de concreto para instalação, estação de tratamento de efluentes, emissário de lançamento de efluentes tratados e áreas administrativas.

Histórico de idas e vindas
A decisão do Grupo Heineken de instalar uma fábrica em Minas Gerais, a primeira no estado, havia sido anunciada em dezembro de 2020, mas inicialmente em Pedro Leopoldo, cidade localizada na região metropolitana de Belo Horizonte. No ano seguinte, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e o Copam chegaram a dar o aval para a construção da unidade produtiva.

Porém, no segundo semestre de 2021, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Ministério do Meio Ambiente, embargou a obra pelo risco de soterramento do complexo de cavernas e grutas onde foi encontrado o crânio de Luzia, o mais antigo esqueleto das Américas. Além disso, em função da captação de água para a fábrica, apontou ameaças aos lençóis freáticos. Posteriomente, o Ministério Público de Minas Gerais recomendou a suspensão das licenças prévias concedidas para as obras.  

O Grupo Heineken, que já havia paralisado as obras, anunciou, em dezembro de 2021, a desistência de construir a fábrica em Pedro Leopoldo. Além disso, iniciou o processo de busca de uma nova cidade para se instalar.

Passos, então, foi escolhida em abril de 2022 para sediar a nova unidade produtiva do Grupo Heineken em função de algumas vantagens, como disponibilidade hídrica, proporcionada pela Bacia Hidrográfica do Rio Grande, desenvolvimento socioeconômico e facilidade logística para o abastecimento de Minas Gerais e aos demais estados da região Sudeste.

O Grupo Heineken afirma que esta será a unidade mais sustentável da companhia no país, segundo a empresa, sendo 100% abastecida por fontes de energia renovável.