Início Site Página 116

Agora com cidade de São Paulo em 1º, Brasil chega a 1.549 cervejarias registradas

0

O Brasil terminou 2021 com 1.549 cervejarias registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O dado representa alta de 12% em relação ao ano anterior e está presente no Anuário da Cerveja de 2021, documento divulgado nesta quarta-feira (31) no evento “Confraria Sindicerv: Números do Setor”, realizado pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), em parceria com o Mapa, em São Paulo, que ultrapassou Porto Alegre e se tornou a cidade brasileira com mais cervejarias registradas.

“Os dados do Anuário da Cerveja 2021 demonstram que o setor cervejeiro vem evoluindo quantitativamente e qualitativamente e resiliente às crises internas e externas. O aumento do número de cervejarias e cervejas ano a ano exemplificam a expansão do mercado, o que evidencia que a atividade cervejeira caminha firmemente dia após dia”, afirma o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa, Glauco Bertoldo.

Fonte: Anuário da Cerveja 2021

Embora a indústria cervejeira brasileira tenha apresentado expansão no ano passado, esse crescimento foi o menor porcentualmente do setor desde 2010, quando o País saltou de 105 para 114 estabelecimentos registrados no Mapa, um crescimento de 8,6%.

Leia também – Wäls, Campinas, Stannis, Noi e Unika levam 5 ouros para o Brasil no World Beer Awards

O Anuário da Cerveja de 2021 aponta que 200 novas cervejarias foram registradas no Mapa no ano passado, com 34 cancelando seus registros. Esse salto de 166 estabelecimentos também foi o menor numericamente desde 2016, quando havia sido de 161, de 332 para 493.

“Atravessamos a pandemia e estamos com 1.549 cervejarias e mais de 35 mil produtos. É mais um elemento para trabalhar o orgulho do Brasil de ser o terceiro maior produtor de cerveja do mundo”, afirma Luiz Nicolaewsky, superintendente do Sindicerv, também lembrando que o volume de vendas atingiu o patamar de 14,3 bilhões de litros no ano passado, de acordo com levantamento realizado para a entidade pela empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International.

As regiões Sul e Sudeste concentram a maior parte das cervejarias brasileiras, com um total de 85,8%, além de terem os sete estados com mais registros. São Paulo continua sendo o estado com mais cervejarias inscritas no Mapa, com um total de 340, seguido pelas 285 do Rio Grande do Sul. Em relação a 2020, porém, há uma mudança no Top 3, com Santa Catarina tendo ultrapassado Minas Gerais ao chegar às 195 cervejarias, 6 a mais do que o estado do Sudeste.

Dois estados apresentaram redução no número de cervejarias registradas no Mapa em relação a 2020, segundo o Anuário da Cerveja de 2021: o Rio Grande do Norte e o Amazonas, que perderam um estabelecimento no balanço entre aberturas e fechamentos, passando a contar com 19 e 4, respectivamente.

Por outro lado, o maior saldo positivo foi de São Paulo, com uma expansão de 55 estabelecimentos. Assim, ampliou a liderança assumida em 2019. Outro crescimento que chama a atenção é o do Espírito Santo, sétimo estado com mais estabelecimentos – 57 – e um avanço de 39% em comparação aos 41 de 2020.

O material também aponta que o Brasil possui uma cervejaria para cada 137.713 habitantes. Porém, em quatro estados, essa densidade é menor do que 100 mil habitantes, com destaque para os 37.633 de Santa Catarina, seguido por Rio Grande do Sul (40.234), Espírito Santo (72.079) e Paraná (73.402).

São Paulo se destaca
A expansão de cervejarias em solo paulista é impulsionada pela capital São Paulo, que se tornou a cidade brasileira com mais estabelecimentos – 51, 12 a mais do que em 2020. Ela é seguida por Porto Alegre, até então líder, agora na segunda posição, com 43 (eram 40 em 2020), Curitiba, com 25, Nova Lima (MG), com 22, e Caxias do Sul (RS), com 19.

Assim, São Paulo, que já era desde 2019 o estado com mais cervejarias no Brasil, também tem a cidade líder nesse quesito, a sua capital. Além disso, é o estado com mais municípios com cervejarias – 148 – contra os 125 do Rio Grande do Sul, os 94 de Minas Gerais e os 85 de Santa Catarina.

A arrancada no desenvolvimento do parque cervejeiro se deu primeiro nos estados do Sul. Mas com a população que tem e a questão econômica, era natural que São Paulo superasse todos os outros, sendo um caso à parte

Glauco Bertoldo, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa

O Anuário da Cerveja de 2021 também aponta que o Brasil conta com estabelecimentos em 672 municípios, uma expansão de 10,3% na comparação com os 609 de 2020. Ou seja, existe pelo menos uma cervejaria registrada em 12,5% dos municípios do País.

A desaceleração no crescimento de cervejarias em 2021 também se deu no número de produtos registrados no Brasil. São, agora, 35.741, uma alta de apenas 5,2% em relação aos 33.963 de 2020. São Paulo lidera essa relação, com 10.104 produtos, entre os estados, mas é Porto Alegre a cidade com mais cervejas registradas – 1.581 –, à frente de São Paulo, com 1.549, e Nova Lima, com 1.126.

Fonte: Anuário da Cerveja 2021

Guia nas Eleições: Indústria quer desburocratização para gerar mais empregos

Às vésperas das eleições que definirão o presidente da República, além de governadores, senadores e deputados no Brasil, as principais entidades representativas da indústria da cerveja esperam que o novo ciclo seja marcado por mais justiça tributária e desburocratização, o que deverá ajudar na expansão da atividade e na geração de mais empregos.

Estas foram demandas apresentadas pelos líderes da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abraverva) e da Federação Brasileira das Cervejarias Artesanais (Febracerva), assim como no posicionamento oficial do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) para a segunda da série de reportagem do Guia sobre reivindicações para as eleições, que foi iniciada na última semana com foco nos bares e restaurantes.

O presidente da Abracerva, Gilberto Tarantino, clama por condições mais favoráveis a um desenvolvimento sustentável para os empreendedores da cadeia da cerveja no Brasil. “Hoje, mais de 2.200 projetos de leis, em diversas esferas do Legislativo, buscam criar dificuldades na produção, venda ou consumo da cerveja. Uma das expectativas sobre os próximos governantes é a de que nos deem segurança para trabalhar e gerar empregos.”

O Sindicerv, entidade que representa a Ambev e o Grupo Heineken no Brasil, ressalta a necessidade de um sistema fiscal mais justo, cobrando a redução das burocracias que dificultam não só a indústria da cerveja, mas também outros setores produtivos no país.

“A indústria brasileira – tendo o setor da cerveja como um grande player – está atenta aos principais movimentos da agenda de desenvolvimento econômico e social do País e considera como pontos importantes para o setor a previsibilidade no ambiente de negócios e reformas estruturantes, como a reforma tributária”, analisa o Sindicerv, por meio de comunicado oficial enviado à reportagem, apontando que o segmento pode ser importante alavanca para a retomada do crescimento econômico. 

Em linhas gerais, trata-se de um caminho mais próximo ao que o setor industrial aguarda: um sistema tributário que reduza a burocracia, o contencioso jurídico e a complexidade, com segurança jurídica e sem o aumento de carga tributária para os brasileiros. Sendo bem conduzida pelo governo eleito será fundamental para a retomada econômica, a geração de empregos e o aumento da renda da população brasileira

Sindicerv

Giba também defende a necessidade de aumento do teto de faturamento do Simples Nacional, hoje em R$ 4,8 milhões. “Esperamos por uma adequação no sistema tributário. Hoje, a Abracerva está engajada na aprovação da atualização do teto do Simples Nacional, um projeto de lei que está tramitando no Congresso e que depois irá para sanção do presidente. Isso pode acontecer ainda neste ano ou no próximo mandato. Mas é importante que os governantes desonerem nossa cadeia, que é intensiva na geração de emprego de qualidade e renda.”

Outra demanda apresentada pelo presidente da Abracerva é a saída das cervejarias do sistema de Substituição Tributária, que em alguns casos força a realização de pagamentos adicionais em casos em que são recebidos produtos já tributados em outros estados.

“Um tema que os próximos representantes nos estados precisam olhar é a presença das cervejas artesanais no regime de Substituição Tributária. Ele penaliza em especial as pequenas empresas, prejudicando o fluxo de caixa e envolvendo os pequenos empresários em um emaranhado burocrático muito grande”, comenta Giba Tarantino.

Por sua vez, Marco Falcone, presidente da Febracerva e da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cerveja, órgão ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), defende medidas de apoio aos pequenos empreendedores da indústria da cerveja.

“A gente anseia que o governo enxergue justiça tributária, algo que não envolve apenas imposto mais barato, mas que quem for menor e tiver mais dificuldade de empregar mais funcionários, pague o imposto mais justo”, afirma Falcone. “A Febraceva entende que essa injustiça tem de ser corrigida. Acho que até as grandes cervejarias também entendem isso e queremos que, na questão das resoluções para este setor, haja uma complacência maior do governo.”

Falcone também avalia que as cervejarias artesanais precisam ser enquadradas de forma mais adequada. “Uma coisa muito importante é a questão de regulamentação e fiscalização. Precisamos ser tratados como pequenas empresas. As microcervejarias hoje fazem função importantíssima, não só cultural, mas econômica no país, ao passo que empregam muito mais funcionários por litro gerado do que as grandes cervejarias.”

Exportação e embalagens
O presidente da Febracerva também ressalta a importância da criação de um plano para fortalecer o Brasil como exportador de cerveja. Em 2021, por exemplo, a exportação brasileira de cerveja de malte, incluindo Ale, Stout e Porter, gerou receita de US$ 131,5 milhões, de acordo com dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior, coletados pelo Guia. O fato representou um aumento de quase 42% em relação aos US$ 92,8 milhões vendidos ao mercado externo em 2020.

“Outro projeto que nós temos, já que a cerveja artesanal brasileira é reconhecida mundialmente hoje como produto de alto valor agregado, seria fazer uma um plano de exportação”, aponta Falcone.

Além dos pedidos por reforma tributária e pela desburocratização para alavancar o crescimento, as entidades que representam a indústria da cerveja cobram apoio dos futuros ganhadores das eleições para lidar com desafios recorrentes, como a escassez de embalagens.

Precisamos do apoio governamental para resolver uma série de desafios do setor. Temos falta de vidro, então estamos desenvolvendo dentro da Câmara Setorial do Mapa uma política reversa de resíduos para o reaproveitamento de vidros. Nós temos um problema grave com gás também, que está em falta. Esse governo tem de botar a mão nisso e ter pulso firme porque não é um assunto difícil de resolver

Marco Antônio Falcone, presidente da Febracerva

Mikkeller fecha cervejaria em San Diego e deixa de ter produção própria nos EUA

A cervejaria artesanal Mikkeller, uma das mais renomadas do mundo, deixará de ter produção própria nos Estados Unidos. A companhia dinamarquesa anunciou o fechamento da sua unidade em San Diego, na Califórnia, que tinha capacidade para 30 mil hectolitros, além do espaço para degustação.

Com a decisão, a Mikkeller voltará a fabricar cerveja com terceiros, de modo cigano, nos Estados Unidos. A AleSmith Brewing Company, que também está instalada em San Diego, será a responsável pela produção.

Leia também – Crise energética e escassez de fertilizantes ameaçam indústria da cerveja na Europa

“Dois anos de Covid e o difícil ambiente atual de aumento de custos afetaram o negócio internacional de cerveja e, infelizmente, a Mikkeller não é exceção”, explica a marca artesanal dinamarquesa em comunicado à imprensa.

O fundador da Mikkeller, Mikkel Bjergso, citou o cenário adverso da economia para justificar a saída da empresa dos Estados Unidos. Em 2018, a marca já havia deixado de operar a sua cervejaria e choperia em Nova York, que ficava localizada no Citi Field, estádio onde atua o New York Mets, time de beisebol.

“Esta foi uma decisão muito difícil para nós e vem com muita dor de cabeça para os funcionários da Mikkeller, afetados pelo fechamento. As dificuldades enfrentadas pela indústria da cerveja artesanal e pela economia em geral são conhecidas de todos; problemas da cadeia de suprimentos, custos crescentes e condições instáveis ​​do mercado pós-pandemia, apenas para citar alguns. Infelizmente, isso significa que não é mais sustentável continuar operando nossa cervejaria em San Diego”, explica.

De acordo com dados da Brewers Association, a unidade da Mikkeller em San Diego produziu 10.418 barris de cerveja em 2021. E a empresa vinha sofrendo forte queda na venda de cervejas, que caiu 29% nos Estados Unidos em um ano, segundo dados da empresa de pesquisa de mercado IRI, divulgados no início de agosto.

Além disso, houve problemas de gestão em San Diego, com a fábrica sendo foco de inúmeras reclamações de funcionários sobre condições de trabalho inseguras, assédio e bullying, problemas que os funcionários da Mikkeller em outros países ecoaram.

A empresa, no entanto, assegura continuar comprometida com os Estados Unidos. Para confirmar isso, prometeu que lançará, ainda neste ano, suas cervejas sem álcool no mercado norte-americano, a Drink’in the Sun e a Weird Weather. E a companhia seguirá operando as suas unidades de varejo em São Francisco e no bairro de Little Italy, em San Diego.

Além disso, fechou o acordo para que a AleSmith Brewing Company produza as suas cervejas. Os donos das marcas têm uma longa relação de amizade e comercial, tanto que em 2016 a cervejaria dinamarquesa adquiriu uma fábrica da parceira, em San Diego, onde operava até agora.

A Mikkeller opera três cervejarias em Copenhague e Londres, também possuindo acordo para produção na belga De Proef Brouwerji, responsável por 90% do seu volume de bebidas. O modelo cigano, então, vai se expandir a partir do contrato firmado com a AleSmith, nos Estados Unidos. Fundada em 2003, a marca dinamarquesa opera 48 bares e restaurantes em 18 países diferentes ao redor do mundo. Já as suas cervejas chegam a cerca de 50 países.

Recentemente, a Mikkeller também passou por mudanças na gestão, com a saída do CEO Kenneth Madsen. Quando desse anúncio, também relatou que se concentraria menos na expansão e mais em melhorar os ganhos financeiros, além de fortalecer a sua marca.

Espaço aberto: Conheça a história dos abridores STARR X

*Por Carlos Alberto Tavares Coutinho

Mais uma vez escrevo sobre colecionismo. Alguns pensarão: o que isto tem a ver com um site de artigos e canais sobre cultura cervejeira? Mas estão pensando errado, pois a postagem é dirigida não só aos colecionadores de itens de cerveja, mas a todos aqueles que tem um cantinho dedicado à cerveja, com decoração, uma churrasqueira, geladeiras, facas, copos e pelo menos um abridor de garrafas. E aposto que muitos terão um abridor aparafusado na parede e nada sabem sobre ele, podendo ser um STARR X de alto valor.

Na época em que a maioria das bebidas eram vendidas em garrafas de vidro, havia a necessidade de um abridor de garrafas que não se quebrasse ou quebrasse a garrafa.

Um dos mais famosos tipos de abridores fabricados nos Estados Unidos é o abridor para ser afixado na parede, muito usado no Brasil, na década de 1950/1960, quando o comércio de bebidas tinha grandes refrigeradores de gabinete de madeira e havia, normalmente, pelo menos um aparafusado em uma das portas. Conhecido como STARR X (Star com dois erres”). Para os colecionadores de abridores este é um item muito difícil de ser conseguido na sua totalidade, com centenas de tipos diferentes.

Leia também – Balcão da Matisse: A cerveja e a arte egípcia

Ao longo dos anos, os abridores de garrafas STARR X tornaram-se colecionáveis devido à sua história, marca registrada e variedade de designs. Foram fabricados em vários países ao longo dos anos, com patentes diversas e formatos que podem ser: simples em padrão sem logotipo ou com logotipos de cervejas clássicas e artesanais, refrigerantes, esportes; em alto relevo ou baixo relevo; coloridos, banhados de zinco, níquel, cromo e até ouro.

O abridor de garrafas STARR X pode ser impresso com um logotipo plano, em relevo ou gravado para vendas premium, promocionais ou licenciadas. Esses abridores de garrafas ainda são produzidos hoje para engarrafadores, cervejarias, atacadistas, distribuidores, varejistas e outros fabricantes. Há quase cem anos a Brown Manufacturing distribui seus abridores de garrafas com a marca STARR em todo o mundo.

Alguns dos tipos mais colecionáveis destes abridores são os “made in USA” que foram produzidos entre 1925 e o início da década de 1970. Com preços em leilões que variam de alguns poucos até a centenas de dólares, designs como NEHI, Drink Mavis e Orange Crush podem ser vendidos no eBay por grandes valores. Outros designs com o “X” abaixo do STARR, “patente pendente” ou “Patenteado 21 de abril de 1925” também são muito colecionáveis e tem grande valor por serem alguns dos designs mais antigos conhecidos.

Mas vamos à história: Raymond Brown, nasceu em 1888, foi o filho mais novo de um médico do campo residente em vários lugares no Condado de Onslow, Kinston e Tarboro, na Carolina do Norte. Ele tinha dois irmãos e três irmãs. Não fez faculdade por causa das limitações de dinheiro da família, mas de alguma forma foi ajudado para fundar, com um de seus irmãos, a Brown Brothers Company, uma fornecedora de supermercados por atacado, por volta de 1909, quando tinha 20 anos.

Em 1912, eles combinaram com o engarrafador da Coca-Cola em Kinston, na Carolina do Norte, para engarrafar e distribuir Coca-Cola na parte do território em que era difícil para o engarrafador atender.

Isso levou a Coca Cola Tarboro a se tornar independente. No início, as bebidas eram enviadas pela East Carolina Railroad (linha de trem de trajeto curto que se juntava em Farmville, com a Norfolk Southern), para depósitos ao longo da linha, de onde os pontos de venda os buscavam. Em 1914, a Brown Brothers ouviu falar de um acordo semelhante no mercado em Newport News, onde a fábrica da Coca-Cola Norfolk alugou seu direito à Península, o que era impraticável para eles cobrirem. Este acordo durou até a Brown Brothers comprar, por volta de 1920, a participação da Norfolk no território da Península. Os negócios prosperaram especialmente durante a mobilização e a guerra, de modo que na década de 1920 deu ativos para a Brown Brothers investir em outras empresas.

Enquanto isto, em 18 de setembro de 1924, Thomas C. Hamilton, um cidadão de Boston, Massachusetts, fez um pedido de registro de uma patente para um abridor de tampa de garrafa para ser preso à parede. A patente, 1.534.211 foi emitida em 21 de abril de 1925.

Depois de Tarboro, Raymond Brown residiu em Newport News. Por volta de 1925, ele, já proprietário de várias empresas de engarrafamento de Coca-Cola, iniciou a Brown Manufacturing na cidade da Virginia. Em 1927, casou-se e a família mudou-se para uma casa maior no Condado de Elizabeth City, que agora faz parte de Hampton, na Virgínia. Ele permaneceu lá até sua morte em 1989.

Não sei como Raymond Brown ficou sabendo do abridor de Hamilton. Tudo o que sei é que ele estava ansioso para ter uma operação industrial suplementando seu engarrafamento de Coca-Cola e que tinha um lugar, máquinas e uma força de trabalho disponível para empregar nela.

Ele tinha acabado de descobrir que o produto de um empreendimento paralelo anterior, uma máquina de gravação doméstica que havia sido produzida e vendida, era baseada em pesquisas inadequadas e não teve um desempenho aceitável para os consumidores, o “engenheiro” que o havia induzido a produzi-la provou ser um ex-funcionário descontente e incompetente da Edison. Assim, a pequena operação de fabricação abrigada dentro do prédio de engarrafamento da Coca-Cola e sua pequena força de trabalho estavam disponíveis para algum outro produto.

Alguém, talvez o próprio Hamilton, mostrou a Raymond a patente e ele ansiosamente abraçou o projeto. Ele arranjou com uma fundição de Richmond (Virgínia) para ter os moldes feitos. O acabamento, decoração e expedição dos abridores foi feito nos espaços utilizados para o extinto “projeto anterior”. A operação real na planta envolvia quebrar os moldes separar e tirar o fragmento da junta entre os abridores. Em seguida, suavizar os abridores, polir com pedras redondas em tambores de metal, banhar em níquel, zinco ou cromo, pintar os logotipos em relevo, embalar e despachar para os clientes. Havia cerca de dez mulheres fazendo o trabalho mais leve e um homem que manuseava os barris de fundição e levava os abridores embalados para os correios ou estação de carga.

A operação de engarrafamento da Coca-Cola continuou nos espaços adjacentes do prédio. Quando a operação de engarrafamento foi movida para outro bairro, a um quarteirão de distância, a fabricação de abridores de garrafas expandiu-se para o edifício meio vazio mais antigo sem que os processos mudassem.

Em 9 de fevereiro de 1942, Raymond Brown fez algumas modificações e pediu o registro de uma versão modificada da patente de Thomas Hamilton, a qual foi concedida em 2 de novembro de 1943 uma nova patente com o número 2.333.088. A principal melhoria da patente original foi a inclusão de 2 batentes traseiros adjacentes à aba original do abridor de garrafas. Esses batentes traseiros evitavam que as tampas das garrafas ficassem presas no abridor, para que o próximo usuário não tivesse que remover fisicamente a tampa da garrafa com os dedos.

Na década de 1970, a empresa passou a ter como responsável o seu filho, Raymond Brown Júnior, que morreu em um acidente de avião. Depois de sua morte, a empresa foi assumida por sua esposa, Pat Brown. Ela vendeu o negócio e o prédio em que o empreendimento estava localizado para o filho de um vizinho, James Borden, que foi dono da empresa por 10 anos e acabou vendendo para uma empresária de sucesso, Barbara Brim, cuja empresa, Trademark Marketing International, era cliente da Brown Manufacturing Co. e comprava o abridor de garrafas ‘Drink Coca-Cola’ STARR X da empresa em grandes quantidades.

Quantidades grandes o suficiente para ser um dos maiores clientes da Brown. Ao vender, Borden solicitou que a Brown Manufacturing Company permanecesse uma empresa independente. Assim, Barbara Brim criou a Brown Manufacturing Company como uma corporação da Geórgia em 1998 e seu filho, David Brim, passou a administrá-la. Em 2005, David comprou a empresa de Barbara. David continua a dirigir a empresa até hoje com a ajuda de sua esposa, Cathy, e os filhos: Boyd e Anna.

Não há uma explicação para a marca Starr (com dois erres), mas para o “X”, sim. Ele foi usado no lugar em que deveria ficar o número da patente enquanto se aguardava o respectivo registro e que por se tornar assim conhecido acabou sendo registrado em 1937 como marca.

Todos os abridores de STARR X se parecem na frente, tendo como diferença o número de patente impresso. Todos os abridores feitos após 1943 terão o número de patente mais novo.

Na parte de trás do abridor de garrafas, aparece um número que representa a posição do abridor dentro de um molde de padrão maior usado para fundição. Moldes de padrão para os EUA podem ser de 1 a 200+ enquanto os moldes alemães são de número 1 a 45+. Se for identificado um defeito com um abridor após ser lançado, o número permite que a fundição localize rapidamente e corrija o problema.

A outra diferença está na parte de trás. Qualquer data entre 1929 e o início da década de 1970 traz escrito “Made in the USA”. Isso significa que foi moldado em qualquer uma das fundições em todo os EUA que a Brown Co. usou. A partir dos anos 1970, a Brown Manufacturing Company transferiu sua fundição para a então Alemanha Ocidental. Todos os abridores feitos do início dos anos 1970 até 1991 dizem “Made in W. Germany”. Finalmente, todos os que dizem “Made in Germany” foram construídos de 1991 a 2006.

Em 2006, a Brown Manufacturing Company parou de fabricar esse abridores de garrafas, mas passou a terceirizar sua fabricação em várias empresas, principalmente na China, mas sua qualidade não se compara aos antigos abridores.


*Carlos Alberto Tavares Coutinho é funcionário público septuagenário e aposentado que atende pelo pseudônimo de Cervisiafilia, colecionador de itens de bebidas desde 1994, blogueiro que tenta escrever sobre a história da cerveja brasileira no blog cervisiafilia.blogspot.com.br – A História das Antigas Cervejarias

Confira lançamentos realizados pelas cervejarias artesanais em agosto

No mês marcado pela comemoração do Dia Internacional da Cerveja, em 5 de agosto, o mercado das artesanais contou com lançamentos de diversos rótulos, sendo alguns deles colaborativos, como os que foram resultado das parcerias da Dádiva com a Vaia e com o Tank Brewpub.

As parcerias se estenderam a datas festivas de agosto, com lançamentos de dois rótulos coletivos da Das Bier e da Borck, em homenagem ao Dia dos Pais, que também foi celebrado pela Landel. Já a Cruls chamou a atenção em agosto ao realizar dois lançamentos.

Leia também – Ambev amplia família da Brahma Duplo Malte com lançamento de versão escura

Confira essas e outras novidades apresentadas nos lançamentos das cervejarias artesanais em agosto e selecionadas pelo Guia:

Avós
A cervejaria paulista lançou o terceiro rótulo da Não Ipa, linha especial que homenageia senhoras que por algum motivo não foram avós ou bisavós. Batizada de Tia Angela, a cerveja é uma India Pale Lager e tem 6,8% de teor alcoólico. Sua receita conta com lúpulos das variedades Citra, Galaxy, Azacca e Ekuanot. Disponível em chope ou lata de 473ml na Casa Avós e em parceiros de vendas da marca, a bebida tem preço sugerido de R$ 38. Seu nome homenageia a prima de Mariana Silveira, sócia desta cervejaria, conhecida como a tia afetiva e de alto astral que é vista como “mãe” de todos os sobrinhos quando eles estavam de passagem por Vitória, cidade onde mora.

Borck e Das Bier
Em ação que visou o Dia dos Pais, as marcas criaram duas cervejas colaborativas batizadas com o nome Zum Meister (ao mestre, em alemão), sendo que cada uma destas bebidas conta com um estilo diferente. A Das Bier traz uma nova formulação da Stark Bier, rótulo já premiado por duas vezes no Concurso Brasileiro de Cervejas, mas que agora adicionou amburana à receita. Já a Borck escolheu uma Barley Wine de amargor acentuado. As bebidas têm 8% de teor alcoólico, tendo sido produzidas para homenagear os fundadores das cervejarias, que são pais das atuais diretoras das empresas. Ambas as cervejas são envasadas em garrafas de 500ml e com os rótulos estampando os nomes das marcas.

Cruls
Em comemoração aos seus cinco anos de presença no mercado, a Cruls, de Santa Maria (DF), lançou em agosto a 1892 Wheat Wine. Trata-se do rótulo mais alcoólico já produzido pela cervejaria, com teor de 11,5%. Esse rótulo é de uma linha da marca cujos estilos podem se beneficiar com o envelhecimento da bebida, implementado em seu processo de produção. A cerveja possui complexidade de maltes, com cevada, trigo e cento, sendo vista como boa alternativa de consumo para dias mais frios. Em outra novidade, a marca apresentou a Éter, o quinto lançamento da série Cosmos. É uma American IPA cujas ilustrações do rótulo foram desenhadas pela artista Juliana Lama. Essa linha da marca é inspirada no ofício de astrônomo de Louis Ferdinand Cruls, sendo que na mitologia grega o nome Éter é a personificação de um céu sem limites e ar puro respirado pelos deuses do Olimpo. A receita desta nova bebida traz lúpulos dos Estados Unidos e da Nova Zelândia, dos tipos Citra, Hort 4337 (Nectaron), Chinook e Meridian.

Dádiva e Vaia
As cervejarias Dádiva, de Várzea Paulista, e Vaia, de São Paulo, lançaram na última quinta-feira (dia 25) uma cerveja colaborativa chamada Pra Não Dizer que Não Falei das Flores. Com 6% de álcool, a bebida é uma Saison que contém lúpulo Zappa, cujo dry hopping proporciona uma cerveja com aromas bem tropicais e cítricos.

Dádiva e Tank
Outra cerveja colaborativa lançada pela Dádiva neste mês foi a First Rise, em parceria com o Tank Brewpub. A bebida é uma New Zealand Pils com os lúpulos Riwaka e Nelson Sauvin. O primeiro deles é aromático, cítrico e lembra grapefruit, enquanto o segundo possui uma variedade de característica frutada, picante e aromas de vinhos brancos. O rótulo homenageia a Nova Zelândia e está disponível em chope e latas de 473ml.

Edelbrau
Fruto do projeto experimental Bier Lab, a cervejaria de Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, lançou a Sour Goiaba em comemoração ao Dia da Cerveja. Leve e refrescante, a bebida tem paladar ácido e é balanceada pela adição do tradicional fruto tropical presente no nome do rótulo. Com preço sugerido de R$ 15,90, essa cerveja combina com queijos brancos, sobremesas à base de frutas vermelhas e saladas.

Juan Caloto
Famosa no mercado pela criatividade que marca os personagens criados para os rótulos, a cervejaria paulista lançou a Um Peso em El Paso, uma West Coast IPA com 6,5% de álcool, levando os lúpulos Mosaic, Citra, Simcoe e Chinook em sua fórmula. Possui notas cítricas e resinosas como características mais marcantes, além de sabores de frutas mais maduras e tropicais em segundo plano.

Landel
Outro lançamento que teve o Dia dos Pais como inspiração foi o protagonizado pela Landel, que apresentou a Citric Revolution, uma New England IPA leve, com 5,5% de teor alcoólico e 20 IBUs de amargor. A bebida, de receita complexa, conta com sete tipos de lúpulos cítricos: Amarillo, Cascade, Centennial, Chinook, Citra, Columbus e Ella.

Louvada
De Cuiabá, a Louvada lançou uma cerveja escura, a Porter. Com inspiração neste estilo inglês da bebida, o rótulo tem receita mais adocicada, com aroma de chocolates e castanhas, além de teor alcoólico de 5,4%. A sua fórmula possui sete diferentes tipos de maltes, incluindo o torrado que garante a tonalidade escura à cerveja, e harmoniza com sobremesas como pudim de leite, brownie e petit gateau, também combinando com carnes e vegetais grelhados.

Balcão da Fabiana: A difícil tarefa de não polemizar

Balcão da Fabiana: A difícil tarefa de não polemizar

Depois do meu último artigo por aqui, decidi que meu próximo texto seria leve, sem polêmicas, sem motivos para desagradar ninguém, tipo “o mundinho da cerveja paz e amor”. Afinal, somos um segmento tão unido, tão empático, não é verdade?

Então, comecei a separar possíveis temas e em todos eles percebi que tudo hoje é uma questão de opinião. Mesmo as verdades mais incontestáveis, mesmo as provas científicas irrefutáveis são aceitas ou não de acordo com a vontade do freguês. Imagine, então, se o que se lê é, de fato, um texto opinativo, como são os meus? Aí é que se abre a porteira para opiniões inflamadas que contestem a minha! Perdemos a habilidade de discutir! Não sabemos ter opinião contrária sem ofender o outro, sem agredir.

Quer um exemplo? No meu texto passado, cito algumas práticas pouco ortodoxas (para não dizer desleais novamente) no mercado cervejeiro, observadas em vários locais do Brasil. Não inventei fatos, não criei acontecimentos. Apenas apontei o que tenho visto e vivido no mercado no qual trabalho há 15 anos.

Pois logo vem um comentário do tipo: “a autora não tem conhecimento do mercado cervejeiro, pois aqui na minha cidade todas as cervejarias são amigas”. Pera lá, minha gente! Qual é a cidade da nobre leitora? Qual é a relevância da tal cidade que eu não sei qual é para o mercado como um todo? Por que a agressividade em dizer que eu desconheço um mercado para o qual trabalho há tanto tempo?

É claro que muitas opiniões vinham ao encontro da minha. Houve concordâncias também. Mas, aí, nesse caso, não havia o que se discutir, não é? Enfim, era apenas um exemplo. Não quero render polêmica, como disse no início.

Voltando então aos temas pensados, queria falar das IPAs, já que agosto é o mês delas. Um estilo que me impressiona pela quantidade de derivações que ele gera. Sim, porque a cada ano surgem novas modalidades de IPA, dando ao consumidor a oportunidade de conhecer várias facetas de um mesmo estilo. No entanto, mesmo com tantos subestilos dele, por que será que tenho a impressão de que as IPAS têm o mesmo perfil de aroma e sabor, independentemente de quem as fabrica?

Posso estar super enganada (e aqui valem opiniões contrárias, claro. Vamos debater, discutir numa boa?), mas se escolho NEIPAs de variados produtores, fica difícil distinguir uma da outra. O mesmo aroma tropical dos lúpulos, o mesmo sabor doce, a mesma coloração amarela turva. Desgosto? Não. Mas ando meio cansada de beber sempre a mesma cerveja!

Outro tema que pensei em abordar é a lactose na cerveja. Eu não gosto. Me enjoa. E as cervejas Pastry, que viraram uma febre, sempre me lembram o cheiro e o gosto do “AS infantil” que minha mãe me obrigava a tomar quando eu tinha febre. Para piorar a situação, ela diluía o comprimido em café ( de onde tirou essa ideia? Sei lá…). E não ficava bom, não.

Aquele cheiro e gosto ficaram impressos em minha memória como uma das piores lembranças gustativas. Fico imaginando, e aqui coloco a pergunta aos cervejeiros que a produzem, se as cervejas com lactose vendem bem. São cervejas com apelo comercial? O que o público diz sobre elas? Na minha loja, que abri durante a pandemia, no Mercado Novo de Belo Horizonte, elas não têm saída. Encalham nas prateleiras. Mas pode ser um caso isolado, né? Vende muito em outros espaços e no meu não vende.

Sobre as Pastry Beers, pesa ainda um agravante: hoje em dia há um imenso número de pessoas intolerantes à lactose. E um consumidor desavisado pode passar mal ao beber uma cerveja que ele nem sabia conter tal adjunto. Um amigo meu, dia desses, passou perrengue justamente por isso. Bebeu uma Pastry Sour, comprada na minha loja, e não conseguia mais sair do banheiro! Ao resolver ir embora, teve de pedir ao motorista do Uber que parasse no meio da rua, pois a lactose insistia em ser eliminada ali mesmo, dentro do carro.

Pois é isso, minha gente. Já que estamos na era do opinar sobre tudo ao mesmo tempo agora, deixo aqui dois assuntos que podem render horas de boas discussões, sadias e sem ofensas. E sem polêmicas, como me comprometi! É gosto ou não gosto. Quero ou não quero. Simples assim.


Fabiana Arreguy é jornalista e beer sommelière formada em 2010, pela primeira turma Doemens no Brasil, através do Senac SP. Produz e apresenta, desde 2009, a coluna de rádio Pão e Cerveja, sendo editora de site com o mesmo nome e autora de livros. É curadora de conteúdo, consultora de cervejas especiais, proprietária da loja De Birra Armazém Cervejeiro, além de professora do Science of Beer Institute e do Senac MG, assim como juíza dos principais concursos cervejeiros brasileiros e internacionais.

Crise energética e escassez de fertilizantes ameaçam indústria da cerveja na Europa

A crise energética na Europa, com o aumento dos preços em função de problemas no abastecimento de gás natural, tem afetado diretamente a indústria da cerveja, assim como a escassez de fertilizantes. Em diferentes países, empresas e seus representantes vêm cobrando apoio governamental para não paralisarem suas atividades.

O problema tem relação com o conflito entre Rússia e Ucrânia, pois o fornecimento de gás natural à Europa por Moscou foi paralisado. Assim, o produto, que também é importado pelos europeus da Ásia, está com o preço em alta. E isso causa efeitos na indústria, com o aumento dos custos. Além disso, a escassez de fertilizantes também vem afetando fabricantes de cerveja, pois são essenciais para a produção de gás carbônico.

Leia também – Guia nas Eleições: Bares cobram menor tributação e desoneração por recuperação

No Reino Unido, a Sociedade de Cervejeiros Independentes (Siba, na sigla em inglês) e a Campanha pela Cerveja Real (Camra) assinaram uma carta conjunta destacando os desafios que estão colocando em risco o futuro da indústria da cerveja. As organizações apontam que o setor está enfrentando alta nos preços da energia, escassez frequente de ingredientes e aumentos de preços.

Por isso, eles pedem que o governo ajude, introduzindo um limite de emergência nos preços da energia para pequenas empresas, bem como maior apoio para que elas adotem fontes renováveis.

“Com as contas de energia subindo, estamos pedindo ao governo que apoie a cerveja britânica e ajude os cervejeiros independentes com um teto de preço de energia para pequenas empresas e ofereça subsídios e incentivos para as muitas empresas que desejam fabricar cerveja com mais energia verde”, diz Roy Allkin, presidente da Siba.

As associações lembram que o cenário adverso vem logo depois de o setor sofrer com os fechamentos em função da pandemia. “Com as empresas tendo feito todos os esforços para sobreviver à pandemia, seria uma farsa se nossas cervejarias locais, pequenas e independentes fossem forçadas a fechar definitivamente agora”, acrescenta Nik Antona, presidente da Camra.

Falta de CO2
Além disso, a falta de acesso a CO2 vem sendo outro problema para as cervejarias na Europa. Na última quinta-feira, a maior empresa de fertilizantes do mundo, a Yara, com sede na Noruega, anunciou um corte de 50% em sua produção de fertilizantes à base de amônia e ureia na Europa, citando preços recordes.

A decisão veio na mesma semana em que a maior fábrica de fertilizantes da Grã-Bretanha, a CF Fertilizers UK, disse que iria “parar temporariamente” a produção em sua fábrica em Billingham. Além disso, dois outros grandes produtores de fertilizantes na Polônia anunciaram que interromperam as operações no início da semana.

“Assim que a planta de amônia for paralisada com segurança, a produção de CO2, que é um subproduto do processo de produção de amônia, será interrompida até que a planta seja reaberta”, afirma a CF Fertilizers UK.

A decisão foi recebida com preocupação pela chefe-executiva da Associação Britânica de Cervejarias e Pubs, Emma McClarkin. “Nossos pubs e cervejarias já estão lidando com fortes ventos contrários e pressões em suas cadeias de suprimentos. Esta decisão levanta sérias preocupações para o fornecimento sustentável de CO2”, diz. 

Mais conhecido pelo seu uso para aumentar a fertilidade do solo das plantações, os fertilizantes também fornecem um subproduto, o CO2, que é utilizado para adicionar o gás à cerveja, dando efervescência para a bebida.

Esperar até algumas semanas para que o governo aja pode ser muito tempo. Precisamos de um plano sustentável para o fornecimento de CO2 à nossa indústria e ajuda urgente com o aumento das contas de energia para as empresas antes que elas sejam forçadas a fechar suas portas

Emma McClarkin, chefe-executiva da Associação Britânica de Cervejarias e Pubs

Terceira maior cervejaria da Polônia, com 3 fábricas e participação de quase 20% do mercado, a Carlsberg Polska, que é subsidiária da multinacional dinamarquesa, chegou a declarar que cogitava paralisar a sua operação em função desse problema, também apontando que outras marcas do país encaram o mesmo desafio. Mas a empresa recuou em suas declarações após o governo polonês expressar apoio a medidas que abordariam a falta de dióxido de carbono usado na produção de cerveja.

O ministro da Agricultura da Polônia, Henryk Kowalczyk, garante que o governo está se movimentando para apoiar os produtores de fertilizantes a comprar gás a um preço moderado. “Estamos trabalhando nisso. Por enquanto, não quero falar sobre os detalhes, já temos algumas ideias e estamos acertando algumas soluções”, diz.

Menu Degustação: Aniversário da Everbrew, festival no PR, tinta da Stella…

Agosto já está quase acabando, mas a agenda cervejeira continua agitada nesta reta final do mês. A programação deste fim de semana, por exemplo, promete atrair os cervejeiros para a celebração do aniversário de 6 anos da Everbrew, neste sábado, em Santos.

Já a Madalena vai realizar um Festival Gastronômico em comemoração aos 469 anos de São Bernardo do Campo. E não faltam opções para quem já está se programando para as próximas semanas, como o Festival da Cultura Cervejeira Artesanal em Curitiba.

Leia também – Por expansão em Minas Gerais, Eureka abre centro de distribuição em Juiz de Fora

Confira estas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Festival em Curitiba
A 5ª edição do Festival da Cultura Cervejeira Artesanal vai acontecer em 3 e 4 de setembro, no Jockey Club do Paraná, em Curitiba. Serão mais de 300 rótulos de cerveja, mais de 18 horas de música ao vivo, além de gastronomia regional e workshops. O primeiro lote dos ingressos, que inclui o eco-copo oficial do evento, já está à venda no site oficial do evento, organizado e promovido pela Associação das Microcervejarias do Estado do Paraná.

6ª edição do Champions Beer
O Champions Beer espera receber 20 mil visitantes nos seus 9 dias de duração, de 2 a 4 e de 6 a 11 de setembro, em Campinas, no estacionamento do Galleria Shopping. O evento terá produtos de 14 microcervejarias nacionais e reservará áreas especiais para alimentação, espaço kids e outros equipamentos. Os organizadores também prepararam shows de diversas bandas, como IRA! e Raimundos.

Conferência de concursos cervejeiros 
A Semana Brasileira da Cerveja, que congregará em Blumenau (SC) o Festival, a Feira, o Concurso Brasileiro, o Congresso Internacional e a entrega da Comenda Brasileira da Cerveja, em março de 2023, também contará com a 1ª Conferência Internacional de Concursos Cervejeiros. A ideia é reunir representantes de vários países com o objetivo de criar intercâmbio, visando a participação de cervejeiros de todo o planeta nos mais importantes certames do setor.  Até agora, estão confirmados representantes de 11 países. 

Parceria da Brasil Beer Cup
Em mais uma inovação científico-tecnológica, a Brasil Beer Cup (BBC) firmou parceria de trabalho com a empresa austríaca Anton Paar para oferecer às cervejarias participantes do concurso a análise físico-química dos rótulos inscritos até o dia 30. A parceria prevê a utilização pela equipe científica do BBC dos equipamentos analíticos desenvolvidos pela Anton Paar. Com os laudos técnicos emitidos, as cervejarias conseguirão manter o padrão de qualidade em todas as suas amostras, sejam elas as que foram julgadas em concursos ou as que se encontram no mercado.

Aniversário da Everbrew
A Everbrew celebra seu aniversário de 6 anos neste mês. A marca iniciou como cervejaria cigana, passou a ter um brewpub, começou a exportar para a China e Europa e hoje possui fábrica própria, contabilizando mais de 180 lançamentos. Para comemorar o aniversário, neste sábado, a Everbrew realiza a 6ª Fest Tour, festa que ocorre dentro da fábrica, onde os participantes poderão curtir o show de Cristopher Clark e banda.

Madalena celebra aniversário de São Bernardo 
Em comemoração aos 469 anos de São Bernardo do Campo, a cervejaria Madalena realiza Festival Gastronômico no Paço Municipal da cidade neste fim de semana, com início nesta sexta-feira (26), às 17h, sendo a partir das 12h no sábado e domingo (27 e 28). Para divertir o público, uma das principais atrações será a degustação de cerveja em voo cativo de balão a 20 metros de altura. No cardápio, torresmos de rolo, comida da roça, porco no rolete, churrasco BBQ, comidas regionais, lanches artesanais do Busger, doces diversos, churros, além do chope Madalena, com diversos estilos, como Lager Premium, IPA, Double IPA, Stout e Shandy Lemon. A entrada é um quilo de alimento não perecível.

Pets na Soma
A Soma Cervejaria vai promover mais uma edição da sua feira pet neste sábado (27), com programação especial para quem aprecia cervejas artesanais, mas também não vive sem seu bichinho de estimação. Pequenos expositores vão apresentar linhas de petiscos e comidas naturais, programas de adoção e confecção para animais de estimação. A Feira Pet acontece das 12h às 17h, na parte externa do brewpub, com participação da Chácara dos Animais, um lar temporário para cães resgatados, da IDD Confecções (moda pet) e Zela Pet Natural (alimentação animal). Cães de pequeno e médio porte, com guia, são bem-vindos acompanhados dos tutores. A entrada é gratuita.

Tinta à base de lúpulo ​da Stella
São Paulo acaba de ganhar uma obra de arte que promete roubar a atenção das telas e fazer quem passa pelo Minhocão olhar para o alto. Para além do imponente tamanho de 300 metros quadrados, um ingrediente especial na tinta traz um sabor inusitado: o lúpulo de Stella Artois, que se transformou em arte para dar vida a uma empena criada pela artista Aline Bispo. Em parceria com o Instagrafite, o projeto da ilustração escancara a reflexão sobre a importância do toque humano que dá alma e qualidade a tudo que fazemos, questionando as pessoas a pensarem sobre o que dedicam seu olhar e atenção.

Campanha da Brahma na Copa
Patrocinadora oficial da seleção desde 1994, a Brahma entra em campo para lembrar os brasileiros o que define como real essência da amarelinha. Embalada pela voz marcante de Galvão Bueno, convoca as pessoas para esse momento especial, em um vídeo disponível no YouTube, repleto de emoção e paixão. A campanha tem criação da agência Africa e marca o início das comunicações da marca para a Copa do Mundo do Catar.

Das Bier relança cerveja sem álcool 
A Das Bier, de Gaspar (SC), relançou a Kaffe Bier, rótulo medalhista de ouro na categoria sem álcool no Festival Brasileiro de Cervejas deste ano. Ela foi desenvolvida em parceria com Blum´s Kaffee, Blumenau Coffee Roasters e Cooperativa Agrária, levando um blend de três cafés especiais: Afonso, Sprouting Chagas e The Peaberry Freak Coffee.

Latão de Craft Lager da Maniacs
A Maniacs Brewing Co. deu um novo passo em seu plano de crescimento. Agora, o portfólio da cervejaria curitibana terá a presença da Craft Lager em latão de 473ml. A novidade se junta aos latões da Maniacs IPA e Aloha. E para conseguir lidar com a alta concorrência das cervejas puro malte, a marca promete um preço competitivo para o produto.

Mais lúpulo no Porks
Lançada pelo Stadt Jever, a Fresh Hop Lager leva lúpulos cultivados no bairro São Francisco, em Belo Horizonte, e agora está disponível nas três unidades do Porks na capital mineira. Se trata do lúpulo Saaz, considerado o mais tradicional da República Checa, com destaque para seu aroma.

Seminário sobre lúpulo
O cultivo do lúpulo e a melhoria das vendas de cervejas artesanais feitas com a planta serão temas do seminário que acontece nesta sexta-feira, na Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto. O encontro é promovido pelo polo cervejeiro da entidade em parceria com Sebrae e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, entidade vinculada à Confederação da Agricultura e Pecuária.  O evento é gratuito, mas é preciso confirmar presença pelo link.

Seminário sobre fermentação
Também em Ribeirão Preto, no Royal Tulip JP, em 8 de setembro, a Fermentis Academy Ribeirão Preto promoverá um seminário com troca de conhecimento e um dia inteiro de treinamento sobre levedura de cerveja e fermentação. O encontro tem programação ampla, com palestrantes nacionais e internacionais.

Cervejeiras da América Latina se unem em manifesto contra violência e por equidade

0

Seja durante as atividades cervejeiras ou em outros contextos, o machismo e o sexismo fazem com que as mulheres estejam constantemente sujeitas a terem a competência profissional colocada em dúvida, além de sofrerem com a hipersexualização, ofensas, piadas, agressões e uma série de outras violências e preconceitos de gênero que persistem na sociedade.

Justamente para unificar as vozes de muitas mulheres da América Latina que sentem que o mundo cervejeiro é desigual, discriminatório e até mesmo violento, foi criado o Manifesto Situação das Mulheres no Mundo Cervejeiro. O objetivo é tornar o problema visível, mostrar apoio institucional massivo, trabalhar com estratégias para mudar essa realidade e prevenir violências.

Leia também – Guia nas Eleições: Bares cobram menor tributação e desoneração por recuperação

A redação do manifesto, produzido de modo colaborativo, ficou a cargo de representantes de diferentes organizações de mulheres cervejeiras de diversos países, reunidas sob o nome Mulheres Cervejeiras na América Latina. O texto, que teve a colaboração de 250 mulheres, foi colocado em assembleia para votação pelas organizações participantes, que reúnem mais de mil mulheres em sua totalidade.

“A iniciativa nasceu ao pensarmos em diferentes maneiras de mostrar que as várias formas de violência sofridas pelas mulheres não são eventos isolados, mas que respondem a uma constante em nossas sociedades e que, portanto, devemos agir juntas e não individualmente para resolver os problemas”, conta Laura Acosta, cervejeira caseira, membro da Comunidade de Mulheres Cervejeiras da Argentina, socióloga com perspectiva de gênero e assessora no Ministério da Mulher da província de Buenos Aires.

Acosta aponta que o manifesto pode ser visto como um posicionamento político e o esboço de um relatório sociológico escrito a partir das experiências de mais de 250 mulheres que denunciaram o tratamento desigual, hierárquico, abusivo e violento que vivenciam em eventos cervejeiros, mostrando que se trata de um problema estrutural. “O relato convida a demonstrar que essas experiências têm um viés de gênero e limitam o desenvolvimento profissional e de lazer das mulheres”, analisa.

Assim, o manifesto reivindica às mulheres cervejeiras a oportunidade de ocuparem espaços, como ressalta Ana Beatriz Silva, advogada especializada em perspectiva de gênero, direito da família e da mulher, além de colaboradora na elaboração do documento.

“Que os espaços sejam ocupados por quem detém a competência, independente de gênero, para que também a constituição federal no Art 5. seja respeitada: ‘todos são iguais perante a lei e na sociedade’. Isso não acontece e a gente está tentando de todas as formas fazer”, comenta.

As responsáveis pelo documento apontam que a situação das mulheres no mundo cervejeiro é pautada pela divisão sexual do trabalho, algo que foi destacado, inclusive, pelo Conselho Nacional de Justiça, que divulgou um protocolo de julgamento específico pela perspectiva de gênero, em 2021.

Mudança de lógica
Ana Beatriz destaca que, no segmento cervejeiro, é atribuída à mulher apenas a função de cuidadora, mantendo-as afastadas de cargos que envolvam decisões, em um tratamento desigual. Além disso, lembra que a mulher ainda tem dentro do setor uma função sexual e de objetificação, como por exemplo, em propagandas.

“A gente cresceu vendo uma loura com um corpo padrão chegando e entregando a cerveja. A mulher, ou ela é objeto ali, ou é objeto dentro da empresa cervejeira. Agora não temos mais por que foi proibido, mas ainda há nas entrelinhas”, comenta Silva, apontando que o desrespeito também se dá em ocasiões de consumo e eventos.

É necessário, portanto, mudar essa lógica. E, na visão dessas mulheres, isso passa pela alteração da cultura cervejeira, algo que pode trazer até mesmo benefícios econômicos para o setor, como avalia Ana Beatriz, apontando que empresas podem se tornar mais sustentáveis diante da diminuição da violência – velada ou não – contra as mulheres.

“Economicamente falando, investidores apoiam mais empresas sustentáveis. Não falo em sustentabilidade apenas ambiental, mas falo também na igualdade de gênero. A sustentabilidade também abarca isso”, lembra a advogada, destacando que a importância da igualdade de gênero transcende a pauta reivindicatória das mulheres.

Além disso, um ambiente acolhedor aumentaria a presença da mão de obra feminina, acrescentando qualidade ao trabalho na rotina do setor. “A partir do momento que nós excluímos a expertise das mulheres, excluímos grande parte das pessoas. Então, as mulheres sofrem violência dentro do setor e não têm como continuarem ali desempenhando essas funções de forma ampla, competente e completa, porque quando nós nos machucamos, temos um prejuízo em nosso trabalho”, analisa a advogada.

O manifesto, assim, existe com o intuito de trazer à tona informações para ajudar a prevenir a ocorrência de novos casos de sexismo e machismo dentro do setor cervejeiro. Mas como o processo de mudança de cultura é lento, Ana Beatriz defende a criação de protocolos para que esse tipo de prática seja inibida e não aconteça mais.

Eu acredito fielmente que através de um protocolo de conduta nós podemos, por mais que não exista uma educação real, ao menos inibir esse tipo de prática. Mudar o pensamento das pessoas é um processo muito lento, mas podemos colocar normas que proíbam isso

Ana Beatriz Silva, advogada especializada em perspectiva de gênero

Também defendendo soluções coletivas, a socióloga aponta que o manifesto, ao falar sobre respeito à igualdade dentro do segmento cervejeiro, prefere adotar tom do alerta, ao invés de se concentrar em denúncias de casos específicos, pois a questão não é individualizada, mas um problema social e recorrente.

“Isso pode ser mais eficaz do que apenas sancionar ou expulsar, pois consideramos que de forma meramente punitiva as ações se repetem muitas vezes em novos lugares, ao contrário do que pretendemos”, finaliza ela.

Para as outras mulheres que desejam apoiar o manifesto, a adesão pode ser feita através deste link. Para saber mais sobre as “Mulheres Cervejeiras na América Latina”, clique aqui.

Wäls, Campinas, Stannis, Noi e Unika levam 5 ouros para o Brasil no World Beer Awards

As cervejas do Brasil conquistaram 5 medalhas de ouro na disputa por estilos da edição de 2022 do World Beer Awards, prestigiosa premiação internacional que anunciou os seus ganhadores nesta quinta-feira (25). Uma representante nacional, a Baden Baden, também foi agraciada na avaliação do design das embalagens. Foi, assim, um desempenho pior do que o de 2021, quando nove cervejas nacionais se sagraram campeãs.

O melhor desempenho das cervejas brasileiras no World Beer Awards em 2022 foi entre as cervejas Pale, com a conquista de duas medalhas de ouro. A Red Sönja, da Stannis, foi escolhida a melhor Pale Beer Amber. Já a Diavolo, da Noi, acabou sendo premiada com a medalha de ouro na categoria Biére De Garde & Saison.

Leia também – Noi, Leopoldina, St. Patrick’s e Unika se destacam em etapas nacionais de concursos

A disputa entre as cervejas Pale também contou com uma categoria alusiva ao Brasil, a Brazilian Pale Ale, com a medalha de ouro indo para uma representante da Holanda, a Juicy Pale Ale, da Liberty.

Entre as Dark Beers, o Brasil conquistou um ouro com a Wäls Dubbel na categoria Beer Belgian Style Dubbel. O País também foi campeão em uma das categorias envolvendo Sour & Wild Beer. A melhor Catharina Sour foi da Unika, a Catharina Sour – Caju e Pitanga.

Já na competição das cervejas sem álcool ou com baixa graduação alcoólica da edição de 2022 do World Beer Awards, a brasileira premiada foi a IPA Zero, da Campinas, na categoria No & Low Alcohol IPA.

O Brasil também foi reconhecido na disputa destinada aos designs das embalagens da cerveja. A medalha de ouro foi para a garrafa da Baden Baden na categoria Bottle Range.

O reconhecimento através da premiação traz benefícios para as cervejas, como figurar na publicação anual da World’s Best Beers, além do direito de usar o selo de medalhista em seu material de divulgação.

A escolha das melhores cervejas se dá através de critérios sensoriais em dez categorias reconhecidas internacionalmente, com suas subdivisões. Anteriormente, havia sido realizada uma primeira rodada de premiações, por país. Veja no link as 35 brasileiras reconhecidas com a medalha de ouro na disputa local.

Confira a lista das cervejas brasileiras destacadas como melhores do mundo no seu estilo pela edição de 2022 do World Beer Awards:

Melhor Belgian Style Dubbel: Wäls Dubbel
Melhor No & Low Alcohol IPA: Campinas Ipa Zero
Melhor Pale Beer Amber: Stannis Red Sönja
Melhor Biére De Garde & Saison: Noi Diavolo
Melhor Catharina Sour: Catharina Sour – Caju E Pitanga, da Unika