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Palmeiras x Chelsea: Estilos ingleses de cerveja ainda são pouco explorados no Brasil

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Ao duelarem como respectivos representantes de Brasil e Inglaterra na final do Mundial de Clubes neste sábado, Palmeiras e Chelsea voltarão a colocar em evidência duas tradicionais escolas do futebol de países que amam a cerveja. De um lado estará o time de um país que ostenta a condição de maior vencedor de Copas do Mundo, com cinco taças. Do outro, uma equipe que buscará o troféu do principal torneio de clubes da Fifa como representante da nação onde este esporte foi inventado.

Com base apenas na história futebolística, o cenário previsto para este sábado é de um confronto equilibrado na luta pelo título mundial. Entretanto, se o duelo fosse levar em conta apenas a tradição de criação de estilos de cerveja das nações dos dois finalistas, o Chelsea venceria fácil o Palmeiras em um hipotético embate, na avaliação do sommelier Rodrigo Sena.

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“No futebol as duas escolas são muito tradicionais, das mais importantes do mundo, e se é que não são as duas mais importantes. Já na cerveja isso não se repete. A escola inglesa cervejeira é uma das principais do mundo, é de uma região onde se consome cerveja há muitos séculos. É uma região do mundo que possui uma cultura cervejeira muito enraizada entre os seus habitantes, onde há costumes da população local que envolvem cerveja”, lembra o profissional.

“A escola inglesa de cerveja tem estilos muito característicos. Não temos uma escola brasileira de cerveja. O Brasil se inspira muito em grandes escolas cervejeiras e produz os seus estilos localmente, dando uma visão brasileira em cada estilo, mas não podemos dizer que exista uma escola cervejeira brasileira”, complementa o especialista.

O sommelier avalia que a indústria cervejeira no Brasil deveria explorar mais os estilos típicos da Inglaterra, hoje produzidos em quantidades pequenas no país.

Uma coisa que eu vejo aqui no Brasil é que as cervejarias produzem muito pouco os estilos de cerveja inglesas. A gente vê muita cervejeira brasileira fazendo Stout e Porter, que são estilos da escola inglesa, e até uma Red Ale, ao estilo irlandês, mas é mais difícil você encontrar uma cervejaria brasileira fazendo Bitter, uma Special Bitter bem legal ou uma Barley Wine

Rodrigo Sena, sommelier

Um movimento para mudar esse cenário se deu em setembro do ano passsado, quando foi realizado, no segmento de artesanais, o Bitter Day, iniciativa que uniu 60 marcas em torno do movimento Toda Cerveja para o lançamento simultâneo de rótulos do estilo inglês.

Cerveja, uma grande paixão de brasileiros e ingleses
O especialista lembra, porém, que a cerveja é uma grande paixão de brasileiros e ingleses. E ele aposta que, no que diz respeito à quantidade de bebidas alcoólicas que serão consumidas pelos torcedores de Palmeiras e Chelsea neste sábado, não há como qualquer outra opção do universo etílico desses países concorrerem com a cerveja.

“O fato é que, se a gente olhar a cerveja em si como produto, veremos que Brasil e Inglaterra são dois países onde a bebida é muito consumida. E de maneira diferente. No Brasil, a gente tem a dominância do consumo de 95% de um estilo de cerveja, que é o das Standard Lagers. E já na Inglaterra há uma variedade maior de estilos e o inglês gosta muito mais destes estilos antigos de cervejas, que são tradicionais localmente. Mas eu diria que é uma bebida importante na sociedade dos dois países e que certamente será a mais consumida neste sábado pelos torcedores dos dois times”, prevê o sommelier.

Palmeiras x Chelsea: E se os finalistas do Mundial fossem estilos de cerveja?

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Independentemente de quem faturar o título na final do Mundial de Clubes, marcada para este sábado, é certo que os torcedores de Palmeiras e Chelsea ao redor do planeta consumirão muita cerveja antes, durante e depois do jogo. Mesmo os derrotados que forem amantes desta bebida tão tradicional poderão recorrer ao produto enquanto lamentam a chance perdida. Já os vencedores terão um motivo mais do que especial para a ingestão deste “néctar” do universo etílico.

E se a decisão deste sábado, marcada para começar às 13h30 (horário de Brasília), em Abu Dabi, fosse entre estilos de cerveja? Quem venceria este confronto? Para começar a esquentar o importante duelo nos Emirados Árabes Unidos e promover um paralelo descontraído entre as cervejas mais apreciadas nos dois países e a forma de jogar das equipes finalistas do Mundial, o Guia ouviu o sommelier Rodrigo Sena.

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“Os dois times possuem estilos parecidos, não são de jogar o tempo todo no ataque. Nem Chelsea e nem Palmeiras fazem isso, mas são times bem agudos, que reforçam a defesa e o meio-campo para sair ao ataque em uma transição muito rápida. Tanto Chelsea quanto Palmeiras jogam muito bem neste estilo e possuem variações táticas dependendo do adversário e do jogo”, diz o especialista, em uma análise das equipes que serviu para justificar a comparação dos estilos de cerveja eleitos por ele como os mais identificados com as tradições de brasileiros e ingleses ao consumirem esta bebida.

“Como os estilos são muito parecidos entre os dois times, eu vou traçar um paralelo com estilos culturais de cerveja, do inglês padrão e do brasileiro padrão. Com toda certeza, no próximo sábado, nos pubs de Londres e de toda a Inglaterra, os torcedores do Chelsea assistirão ao jogo bebendo a tradicional cerveja inglesa, que é a Bitter. É uma cerveja leve, levemente tostada, com uma característica predominante de malte, onde a gente tem um suave amargor final e um finalzinho seco”, ressalta Rodrigo Sena. “É uma cerveja muito leve, que pode ser bebida em grande quantidade. E é a Top 1 na preferência dos ingleses. Então, para mim, o Chelsea tem a cara de uma English Bitter”, acrescenta o sommelier.

Já a cerveja para representar o Palmeiras e sua torcida de forma legítima é de um estilo conhecidíssimo do público brasileiro, a Standard Lager. “Aqui no Brasil, os torcedores do Palmeiras, com toda a certeza, vão estar em bares tomando a tradicional Standard Lager, que é uma variação da American Lager, sendo o estilo mais consumido no Brasil. E detalhe: em copo americano. E não tem nada de errado nisso, é uma questão cultural”, diz Rodrigo Sena.

Dudu “Munich Helles” x Lukaku “Quadruppel”
Consumindo uma Standard Lager ou uma Bitter, os torcedores de Palmeiras e Chelsea deverão estar atentos aos movimentos de Dudu e Romelu Lukaku, duas das maiores armas ofensivas dos clubes e autores de gols nas semifinais do Mundial. “De um lado você tem o Dudu, que é um jogador leve, rápido, que possui muita agilidade e muita habilidade na condução da bola. E do outro lado você tem o Lukaku, que é um pouco o oposto do que é o Dudu”, comenta o especialista.

Assim, ainda que ambos tenham grande poder de decisão, as características dos craques de Palmeiras e Chelsea indicam estilos bem diferentes. “Eu vejo o Dudu como uma cerveja leve, que você bebe rapidamente, em grande quantidade e que te satisfaz bastante. É como uma boa Munich Helles, que é uma cerveja clara, leve, tradicional na Baviera, muito consumida na Alemanha, claro, mas que no Brasil também passamos a consumir bastante. É uma cerveja, de corpo baixo, dourada, extremamente saborosa”, reforça o sommelier.

Rodrigo Sena também levou em conta o peso da nacionalidade de Lukaku para eleger um tradicional tipo de cerveja da Bélgica cujos atributos poderiam remeter ao perfil do atacante de 28 anos, que é motivo de grande preocupação aos defensores palmeirenses principalmente por causa do seu porte físico avantajado, proporcionado por 1,91m de altura e 103kg de peso, além do seu faro de gol.

“O Chelsea tem o Lukaku, com força física, presença de área e o detalhe de que ele é belga. É como uma cerveja da escola belga, que tem presença, força, potência, mas que apresenta também uma diversidade de sabores e entrega algo muito satisfatório para quem bebe, como é o caso da Quadruppel. É um estilo tradicional da escola belga, uma cerveja com corpo mais alto, bastante maltada, teor alcoólico mais alto e com uma intensidade muito forte de sabores”, enfatiza o sommelier.

Entrevista: “As grandes cervejarias estão se tornando plataformas de tecnologia”

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A pandemia do coronavírus desafiou toda a sociedade, mas a indústria cervejeira vai sair dela não apenas modificada, mas também com mais vertentes de atuação. Essa avaliação foi apresentada por Luiz Nicolaewsky, superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), em entrevista ao Guia, com o executivo apontando que as grandes cervejarias buscaram alternativas ao longo dos últimos anos, o que as levou a praticamente se transformarem em “plataformas de tecnologia”.

O Sindicerv representa hoje, no Brasil, as duas principais cervejarias do mundo, a Ambev e o Grupo Heineken. E avalia que o poder de adaptação das duas gigantes, que as faz Nicolaewsky qualificá-las como futuras plataformas de tecnologia, indo muito além da atuação apenas com as suas bebidas, foi fundamental para o crescimento de 5,3% em volume em 2020 e de estimados 7,7% em 2021 da indústria cervejeira no país.

Um êxito que faz o diretor do Sindicerv acreditar que nem o aumento de casos de coronavírus no início de 2022 freará a expansão da atividade das cervejarias brasileiras.

Nós não tivemos carnaval, São João e outras festas em 2021, e o resultado foi acima da expectativa, houve crescimento. Então, a nossa projeção, em ordem de grandeza, é de crescimento tão forte quanto de 2020 para 2021, quando falamos em 7,7% no volume

Luiz Nicolaewsky, superintendente do Sindicerv

Ainda assim, o setor não deixa de ter suas demandas, sendo a principal delas a simplificação da cobrança tributária. Confira as razões para esse pedido por uma reforma, as avaliações de mercado, as perspectivas para as grandes cervejarias e a visão sobre as artesanais na entrevista do Guia com Luiz Nicolaewsky, superintendente do Sindicerv:

Qual foi o saldo para a indústria cervejeira no ano de 2021?
A gente vem numa crescente desde 2015. O ano de 2020 veio com a pandemia, o que surpreendeu a todos, não só as cervejarias. Por ter sido uma coisa absolutamente nova, não se sabia como lidar com isso. A gente evoluiu nos cuidados, mas isso repercutiu em 2020, com impacto nos três primeiros meses. Mas o Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, com mais de 1.300 cervejarias e o povo é muito criativo. Então, conseguimos nos adaptar a esse fenômeno. Houve um crescimento em 2020 de 5,3% no volume. Para 2021, estamos projetando um crescimento de 7,7%. Entregamos em 2020 13,3 bilhões de litros de cerveja. E a projeção para 2021, que tivemos com o Euromonitor, é de 14.3 bilhões de litros. Esse aumento se deu por causa da adaptação. Descobrimos que o consumo migrou para o domicílio. E as cervejarias precisavam encontrar um caminho para chegar ao seu cliente. Para isso, a tecnologia favoreceu muito. Quem implementou medidas vinculadas a isso, com os deliveries e os aplicativos, acabou se dando bem, o que justifica esse crescimento.

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A chegada da variante Ômicron e o aumento do caso de coronavírus logo no verão podem atrapalhar a continuidade desse crescimento em 2022?
De fato, temos a Ômicron, com uma aceleração de casos, embora não com o mesmo pico de mortes. A vacinação evoluiu muito, o brasileiro aderiu. Então, o desfecho não será tão cruel quanto foi em 2020 e 2021. Muitas cidades têm cancelado o carnaval e concordamos, porque entre a vida e a empresa, nós optamos pela vida. Mas a nossa percepção é que será uma nuvem passageira, que vai se dissipar mais rapidamente do que em 2021. Nós não tivemos carnaval, São João e outras festas em 2021, e o resultado foi acima da expectativa, houve crescimento. Então, a nossa projeção, em ordem de grandeza, é de crescimento tão forte quanto de 2020 para 2021, quando falamos em 7,7% no volume. Acreditamos e confiamos que chegaremos muito próximos disso.

Embora a indústria cervejeira tenha crescido ao longo da pandemia, houve inúmeros desafios. Como foi possível se equilibrar e quais são as perspectivas?
Já temos investimentos anunciados. A Heineken teve um problema em Pedro Leopoldo (MG), de localização e captação de água, mas ela está com R$ 1,8 bilhão para investimento em uma nova fábrica para dar conta da sua demanda. A Ambev vai investir em uma fábrica de vidros e investiu em fábrica de latas. Houve problemas pontuais de abastecimento de insumos na indústria, mas não só na cervejeira. Toda a indústria brasileira experimentou isso. A Estrella Galicia vai colocar uma fábrica em Araraquara (SP), trazendo R$ 2 bilhões. Isso são grandes números, que revelam a confiança em um mercado espetacular, mesmo com os problemas do Brasil.

Como vem sendo o diálogo do Sindicerv com as microcervejarias? Há pautas e demandas em comum?
Em 2020, nós conversamos com a Abracerva sobre o desenvolvimento de uma plataforma de qualidade, algo motivado pelo triste episódio (da Backer) em Belo Horizonte. Nós entendemos que aquilo foi algo fora da curva. O objetivo era ter um gabarito de segurança alimentar em que as cervejarias pudessem se autoavaliar e identificar pontos que poderiam ser melhorados. Também temos conversado para a participação das microcervejarias em cursos da Academia da Cerveja, sem custo nenhum, com foco em segurança alimentar. Tenho um sonho que, lá na frente, tenhamos na cerveja um selo, de uma auditoria externa, terceirizada e de boa-fé, que ateste a qualidade do produto, como existe no café. Essa é uma das conversas. Além disso, nós do Sindicerv nos sensibilizamos muito com a pandemia e seus efeitos. Gostaríamos de ajudar, com postergação de dívidas, oferta de apoio psicológico para pessoas que empenharam bens para manter suas cervejarias e estão em uma situação de perigo financeiro. Nós temos conversado para desenvolver algo.

Quais são as principais demandas do Sindicerv nesse momento para as grandes cervejarias?
Uma ampla reforma tributária, não fatiada, que simplifique a tributação. Nossos associados têm mais gente trabalhando na parte fiscal do que na inovação. É importante não só para a indústria cervejeira, mas para todo o país. Precisamos de um IVA (Imposto sobre Valor Agregado) único, que estava previsto na PEC 45. Ela perdeu tração, depois abrindo espaço para a PEC 110. Ela está parada na CCJ no Senado, talvez seja pautada nesse começo de 2022, mas esse é um ano atípico, por ser eleitoral, quando os grandes temas costumam não ser tratados. Consideramos que a PEC 110 está madura para ser votada. Não se trata nem de mexer na carga tributária, mas de simplificá-la. A carga tributária da cerveja no Brasil está em 56%, é uma das maiores do mundo, um percentual que está próximo ao limite que na economia se abre caminho para a baixa qualidade e a informalidade, como acontece com outros produtos.

A carga tributária também é uma reclamação constante das microcervejarias. Como o Sindicerv enxerga essa demanda?
Nas conversas que nós fizemos, no Senado e na Receita Federal, apresentamos em conjunto as demandas das pequenas cervejarias, que envolvem a aplicação de um redutor de acordo com o volume produzido, como é praticado em alguns países. Têm países que se caracterizam por produção de determinados produtos, como a França com o vinho. Nesses países, o imposto é reduzido a praticamente zero para estimular o mercado e o seu produto. Aqui, nós teríamos a cerveja, e a cachaça que é brasileira e merece atenção e cuidado.

Em sua visão, em termos de bebida, há alguma tendência surgindo no setor cervejeiro?
O PIQ da Cerveja abre uma avenida para a criatividade. Nós vamos ter novos produtos, estaremos mais próximos do que se pratica no mundo. O pessoal é muito criativo, as nossas associadas têm times de inovação, 20% do faturamento de uma delas é de produtos desenvolvidos nos últimos anos. O que eu vejo com o PIQ é a maior variedade de produtos, algo que já temos um crescimento importante. Se você olhar em perspectiva, isso já acontece com a cerveja sem álcool. De 2015 a 2020, a produção de cerveja sem álcool cresceu 91%, passando de 103 milhões de litros para quase 198 milhões de litros anuais. Além disso, deu um salto de 40% de 2019 para 2020. Tem a demanda do low carb, da cerveja sem glúten e com menor teor alcoólico. A cultura dos mais jovens é de valorizar o mundo sustentável e saudável. E você vai atender esse público com essas cervejas.

E como o Sindicerv vê o futuro das grandes cervejarias? Como será a atuação delas?
Em função da pandemia e da mudança de hábito de consumo, as empresas se reposicionaram e estão muito próximas de serem plataformas de tecnologia, com delivery e e-commerce. Além de trabalhar com o seu produto, a cerveja, você tem, por exemplo, um aplicativo (Zé Delivery, da Ambev), como acontece com um dos associados, que existe para você encomendar produtos, alguns até da concorrente. Também tem um aplicativo de B2B (Parceiro BEES, da Ambev). A Amazon nasceu dessa maneira, com venda de livros pelo correio. Hoje está colocando gente no espaço.

BeerSales auxilia gestão e já tem mais de 110 mil barris cadastrados em software

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De solução criada para auxiliar uma cervejaria no Rio Grande do Sul, o BeerSales, um software para gestão de empresas do mercado criado e-Get, tem sido um daqueles exemplos de como a tecnologia pode contribuir para a organização de empresas que atuam no segmento de artesanais, tanto que vem ampliando seu campo de atuação e parceiros.

Com foco na organização, a solução surgiu em 2011. Desde então, mais de 800 empresas, entre cervejarias e distribuidoras, já puderam contar com a ajuda do software em seus processos de gestão, profissionalizando a atuação com o auxílio da tecnologia, que pode ser utilizada em todas as etapas do processo produtivo. De acordo com Alam Correa, CEO e cofundador do BeerSales, atualmente são mais de 600 companhias do segmento sendo atendidas pela companhia. Entre elas, Antuérpia, Masterpiece, BrewLab e Distribuidoras Lig Chopp Germânia.

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 “Ajudamos a facilitar o dia a dia das empresas com o software de gestão, que atende da entrada dos insumo até a venda do produto na ponta. E ainda com o atendimento especializado em nosso suporte técnico, um de nossos diferenciais”, destaca o CEO do BeerSales.

Um recente levantamento de dados com base em clientes da empresa apontou um total de 113.985 barris cadastrados no software. Entre os parceiros, 304 realizaram uma grande movimentação de locação de barris. E 95% das locações foram devolvidas às cervejarias.

“Este é um simples exemplo de como o BeerSales pode auxiliar as cervejarias e distribuidoras a não perderem seus barris e terem um maior controle, além de evitarem prejuízos” comenta.

Otimista, o CEO do BeerSales exibe expectativas positivas para 2022, confiando na ampliação da parceria com bares e brewpubs. “Com certeza, atenderemos uma fatia do mercado que está retomando seu crescimento, que são os bares e brewpubs, com nosso novo PDV, e cervejarias e distribuidoras com nossa Força de Vendas, que saiu do forno recentemente”, relata.

Correa ainda acredita que o ano será de abertura de cervejarias e expansão de outras, apostando no crescimento do segmento. “Acreditamos muito neste mercado, afinal é ele quem movimenta todo nosso propósito de empresa”, conclui o CEO do BeerSales.

Com alta de 0,42%, cerveja começa 2022 com inflação menor do que a do IPCA

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Assim como terminou 2021, a inflação da cerveja começou 2022 com uma alta menor do que a do índice oficial, o IPCA. De acordo com os dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira, o item no domicílio ficou 0,42% mais caro em janeiro. Já o IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, acelerou 0,54%.

Foi, então, um cenário semelhante ao de 2021, um ano marcado no Brasil pelo retorno da inflação a patamares elevados, com alta de 10,06%. Já a inflação da cerveja no domicílio havia sido de 8,70%, 1,36% menor, portanto, do que o IPCA.

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No acumulado dos últimos 12 meses, a cerveja no domicílio fechou janeiro com uma alta de 7,83%, também abaixo da inflação geral do mesmo período, que foi de 10,38%.

Já o preço da cerveja fora do domicílio, vendida em estabelecimentos como bares e restaurantes, teve um aumento médio de 0,74% em relação a dezembro.

Esse item havia registrado aumento de apenas 0,14% no último mês de 2021, acelerando, portanto, o ritmo de crescimento dos preços no começo de 2022.

Embora indique tendência de alta, a cerveja fora do domicílio apresentou inflação bem menor em janeiro do que a de 5,21% de outras bebidas alcoólicas no domicílio. Já fora do domicílio, a elevação média dos preços foi de 0,50%.

No acumulado dos últimos 12 meses, o aumento do valor da cerveja fora do domicílio ficou em 4,93%, enquanto os preços de outras bebidas alcoólicas adquiridas na mesma condição tiveram deflação de 1,87%. Também há inflação de 4,70% nas bebidas alcoólicas no domicílio quando observado o mesmo período.

Alimentos em alta
A alta do preço da cerveja se deu, em janeiro, em ritmo menor do que a do somatório dos itens de alimentação e bebidas. O IBGE apontou inflação de 1,11% neste grupo. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o aumento do preço dos alimentos e das bebidas está em 8,04%.

Ao divulgar os dados, o IBGE enfatizou que o grupo alimentação e bebidas foi o segundo com maior inflação em janeiro entre os nove pesquisados. Em relação a dezembro do ano passado, só não teve índice maior do que o dos artigos de residência, cujos preços subiram 1,82% em janeiro.

Logo atrás de alimentação e bebidas, os grupos vestuário (1,07%) e comunicação (1,05%) foram os outros a ter elevação superior a 1% neste início de 2022, segundo a pesquisa.

Maior IPCA para janeiro desde 2016
O IBGE também destacou que o IPCA de 0,54% significou a maior variação registrada para um mês de janeiro desde 2016, quando o índice foi de 1,27%. O instituto de pesquisa relembrou, inclusive, que a variação mensal contabilizada há um ano foi de 0,25%.

Para calcular o índice do último mês, o IBGE informou que foram comparados os preços coletados entre 29 de dezembro de 2021 e 28 de janeiro de 2022 com os valores vigentes dos produtos pesquisados de 30 de novembro a 28 de dezembro do ano passado.

Especial rotulagem: Entenda a importância da aplicação em embalagens de cerveja

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A qualidade de todo o processo que envolve a fabricação de uma cerveja, seja de uma pequena ou grande indústria, é importante para que uma marca alcance o sucesso desejado. Porém, de nada adiantará a excelência de um produto se ele não for apresentado da maneira adequada ao consumidor. E uma das partes fundamentais para uma comunicação eficiente entre estas duas pontas é a rotulagem bem-feita da cerveja. Um conceito que envolve a qualidade do material, mas também a forma e a estratégia de divulgação das informações necessárias.

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Para uma série especial de quatro reportagens sobre este tema, que serão publicadas ao longo das próximas semanas, o Guia ouviu especialistas que enumeraram motivos relevantes para a rotulagem ser utilizada da maneira certa em uma cerveja, seja em latas, garrafas ou growlers. Afinal, a identificação de uma bebida na geladeira ou na prateleira de um supermercado é um “cartão de apresentação” para aproximar o consumidor da chance de comprá-la.

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“O rótulo de alimentos e bebidas embalados é uma obrigação legal do fabricante e ele é o principal – e em muitas vezes, único – meio de comunicação entre a indústria e o consumidor na gôndola do supermercado. Por esse motivo, o rótulo exerce duas funções primordiais: atrair o olhar do possível comprador e comunicar adequadamente os atributos e os riscos associados ao consumo do produto”, ressalta Regina Sugayama, mestre em Biologia e Genética e doutora em Ciências pela USP, com mais de 30 anos de experiência em pesquisa e consultoria em agricultura e alimentos.

Bruno Lage, sócio-proprietário da empresa de rótulos Label Sonic, também enaltece a importância da excelência da rotulagem para estreitar a relação da marca com o consumidor, para que ele possa se tornar um potencial comprador de uma cerveja.

“A importância do rótulo é até difícil de explicar, pois é muito intuitiva, é a cara do produto. Primeiramente, o rótulo faz uma relação direta de um produto com uma marca. E traz todos os símbolos e significados que uma marca tem. Além disso, o rótulo é fundamental para outras informações, como as legais, sobre como usar o produto e ter uma melhor experiência com ele. Às vezes, os rótulos são falhos nisso”, diz, também definindo a rotulagem de uma cerveja como a última ação de marketing de um produto.

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“O rótulo tem a função de finalizar o processo de marketing de um produto, o final do processo de vendas. Tem, assim, uma função primordial nas vendas, pois onde o cliente vai tomar a decisão sobre a compra será no ponto de vendas. Um rótulo bom é um ótimo vendedor”, completa o especialista em rótulos.

O efeito visual que um rótulo é capaz de proporcionar também pode ser fundamental no processo de atração do consumidor ao instigá-lo. Ou seja, não basta ser bom produto e ter um preço que caiba no bolso dos clientes, mas também é necessário ser bonito para seduzi-lo e transmitir a sensação de encantamento que o faça acreditar estar adquirindo um produto que ofereça um bom custo-benefício por diversas razões, algumas delas nem sendo racionais. Por isso, é preciso incrementar a comunicação através dos rótulos.

Em uma prateleira repleta de produtos diferentes, a primeira coisa que o rótulo tem que ser é atrativo. Isso vale para cerveja, vinho, cachaça, qualquer tipo de bebida ou alimento. Vale o uso de imagens, tipologia e até mesmo de conteúdos interativos. Tenho visto embalagens com códigos-QR e até mesmo de realidade aumentada que amplificam a possibilidade de interação indústria-consumidor e enriquecem a experiência de consumo

Regina Sugayama, profissional com mais de 30 anos de atuação em pesquisa e consultoria em agricultura e alimentos

Gabriel Lopes, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Design (Abedesign), também ressalta como o rótulo se relaciona com o sucesso de uma marca, apontando que ele pode indicar ao consumidor o posicionamento daquele produto.

“Do ponto de vista do design, o rótulo ou a embalagem em si é o que traduz a alma do produto e seu posicionamento. A embalagem é o maior mediador simbólico que podemos ter no produto cerveja”, destaca o profissional, que é formado em Design, com especialização em embalagens, inteligência artificial e ciência de dados pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

Para o presidente da Abedesign, “ter uma boa apresentação é transparecer a alma do produto”. Assim, mais do que apenas indicar a sua qualidade para o consumidor, o produto precisa seduzi-lo. E essa combinação pode se materializar no sucesso ou no fracasso de uma marca.

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“Tem uma máxima que nós usamos de forma bem simples, que é a seguinte: ‘Pintar feio ou pintar bonito custa a mesma coisa’”, lembra o especialista, exaltando também a importância do uso do design da maneira correta.

O presidente da Abedesign destaca que os itens se dividem em níveis diferentes, com cada um demandando uma estratégia de comunicação para alcançar o público-alvo: “tipos de cerveja” (venda de commodities); “nome do produto” (venda para quem já entende ou reconhece a marca. Quanto mais torneiras disponíveis, menor conhecimento específico); “nome do produto + regionalidade” (venda para quem já entende ou reconhece a marca + opção entre cerveja local e importada); e “exposição dos rótulos” (reconhecimento e autoidentificação com produto seja de forma temática, por estilo ou por reconhecimento imagético sem identificação por nome).

“Observe que mesmo quando vamos para uma situação de venda commoditizada (de produtos globais básicos não industrializados), que são nos taprooms ou os pontos de consumo com automação de torneiras, temos uma grande diferença estratégica em quatro níveis”, completa.

Importância das informações
Regina também destaca ser necessário cuidado com as informações que precisam ser estampadas no processo de rotulagem de uma garrafa, lata ou growler de cerveja. Elas devem atender normas básicas obrigatórias para que o produto possa ser vendido em supermercados, dando credibilidade, comprovação de procedência e o tornando confiável para o consumo de quem o adquire.

“A indústria tem a obrigação de informar, por exemplo, dados como volume de cerveja que a embalagem contém, a marca comercial e a denominação do produto seguindo as normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Estas três informações têm que estar prontamente disponíveis no painel principal do rótulo. Caso haja uma indicação geográfica reconhecida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial, ela pode constar no painel principal”, lembra Regina.

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“O rótulo tem de listar os ingredientes que foram usados na fabricação, destacando a presença de glúten e outros alérgenos, data de validade, tempo que o produto permanece adequado para consumo após aberto, número do lote e nome do fabricante e/ou envasilhador. É obrigatório por lei incluir frases de advertência sobre o público ao qual se destina o produto (maiores de 18 anos) e sobre o consumo excessivo de álcool. Finalmente, é proibido qualquer tipo de dizer que cause confusão ou engano”, completa. 

Assim, a especialista alerta que de nada adianta também o rótulo ser visualmente bonito se ele não trouxer as informações obrigatórias que ajudem a estabelecer uma relação de confiança entre uma marca e o seu consumidor.

“Um rótulo que apenas seduz sem informar não serve porque deixará de cumprir obrigações legais. Por outro lado, um rótulo que apenas comunique riscos não vai vender. Então são dois lados da mesma moeda que precisam ser trabalhados no rótulo: design e dizeres. Deslizes de um ou outro lado podem resultar em notificações, multas e até prisão”, ressalta.

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Congo, Brasil e cerveja: Como se entrelaça uma relação que se transformou em tragédia

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Um jovem negro é açoitado até a morte em praça pública. A cena, corriqueira em momentos do período escravocrata do Brasil, voltou a se repetir neste começo de 2022, no Rio. Os sinais a uni-las vão além do racismo e das relações de trabalho. Envolvem, também, o Congo, uma país marcado por tragédias provocadas por quem chega de fora e que tem sua história tão intrinsecamente ligada à brasileira quanto o desconhecimento dessa trajetória por aqui, o que inclui a relação dessa nação africana com a cerveja de banana.

De colonização portuguesa, o Brasil forjou a sua sociedade sob diversas influências. Uma das notáveis, foi a da região da África onde está localizado o Congo, de onde veio um expressivo contingente de escravizados. E que trouxe, consigo, aspectos culturais importantes ao país, como a fundamental participação da construção do samba. Uma ligação que se transformou em tragédia no fim de janeiro, com a morte de Moïse Mugenyi Kabagambe, expondo o racismo do país. E que ainda possui uma tímida ligação através da cerveja, a de banana, muito presente no território do Congo.

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A composição étnica do Brasil é, hoje, predominantemente influenciada pelos descendentes africanos, que dão origem a mais da metade da população. Uma ancestralidade que vem do período escravocrata, quando os africanos trazidos de forma forçada ao país eram, em sua maioria, da região onde está o Congo.

Essa história é permeada, também, por outra tragédia, afinal o Congo, como um reino, funcionava de modo sistematizado e complexo, tendo como seu apogeu o século XV. Além disso, seus habitantes eram considerados grandes agricultores e tinham bom conhecimento de metalurgia e de línguas de regiões próximas. É, inclusive, essa característica que deu muitas palavras de origem banto ao vocabulário da população brasileira.

Algo rompido com a chegada dos portugueses ao seu território. “O historiador e antropólogo Angolano Patrício Batsikama, afirma que a democracia nasceu no Reino do Congo. Segundo ele, embora o poder fosse centralizado na figura do líder, chamado de Manicongo, existia um conselho que o auxiliava nas funções administrativas. Em tese, o Manicongo, ouvia o conselho, que era formado por pessoas da comunidade, antes de tomar qualquer decisão. O reino possuía moeda própria, coletava impostos e comerciava com outros povos”, destaca, ao Guia, Sara Araújo, sommelière de cervejas, graduada em Ciências Sociais, pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica.

Mas a correlação entre o Congo e o Brasil vai bem além do uso de palavras de origem banto. As primeiras manifestações que dariam origem ao samba datam do século XVI com negros de Angola e do Congo que chegaram ao Brasil, escravizados, e trouxeram o batuque africano. Foi dessa semente que emergiu um ritmo imediatamente associado ao país em qualquer localidade do mundo.

Assim, como a tragédia impingida por estrangeiros ao Congo não se resume à passagem dos portugueses por lá.  Afinal, a Conferência de Berlim, em 1884 e 1885, fatiou a África entre países europeus e destinou o Congo para a Bélgica. Deixou, assim, o país sob as mãos de Leopoldo II, rei do país e um dos mais sanguinários homens da história, sendo responsável por milhares de mortes e por degolar parte do corpo de milhares de congoleses, para amedrontá-los.

Uma mudança de poder que desestabilizou o país, com seguidas guerras civis e disputas por suas riquezas naturais. Assim, a população não consegue usufruir das benesses de uma terra que tem, em seu solo, recursos como cobalto, diamante, cobre, urânio e ferro.

Imigração ao Brasil
Resta, assim, a muitos congoleses a opção da imigração. E muitos deles escolhem o Brasil, país com mais descendentes africanos fora do continente original. De acordo com o Sistema Nacional de Cadastramento de Registro de Estrangeiros, eram 2.064 congoleses no Brasil em 2020, com uma predominância de homens solteiros, entre 20 e 24 anos, morando em São Paulo ou no Rio de Janeiro.

Era exatamente esse o perfil de Moïse Kabagambe, que deixou o Congo em função dos conflitos na província de Ituri.

O que muitos deles não sabem é que o Brasil é o país mais racista do mundo e mais letal para pessoas pretas. O Brasil foi instrumentalizado para receber pessoas oriundas do continente europeu e aparelhado para desumanizar ou matar corpos pretos

Sara Araújo, sommelière, pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica

Com 24 anos, Möise, havia migrado em 2011 para o Brasil, fugindo da guerra, com a sua família, mas acabou sendo morto em 24 de janeiro. Isso se deu após ir ao quiosque Tropicália, onde trabalhava, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, para cobrar duas diárias ainda não pagas. Vídeos mostram que ele foi amarrado e espancado, inclusive com um taco de beisebol.

O caso de Möise só veio à tona em 29 de janeiro, com protestos ocorrendo em todo o Brasil, no último sábado (5), em que se condenou a xenofobia e o racismo, um clamor reforçado por outra morte brutal de um negro, no dia 3, quando Durval Teófilo Filho foi baleado. Ao chegar em sua residência, em São Gonçalo (RJ), um vizinho atirou, sob a alegação de achar se tratar de um assaltante.

A cerveja de banana do Congo
Mas a história do Congo, um país com quase 90 milhões de habitantes e forte potencial agrícola, e a relação com o Brasil são pouco difundidas no país. Não à toa, há um total desconhecimento dessa trajetória de tragédias, das suas riquezas e da relação com a cerveja. Por lá, é bastante difundida a “cerveja de banana” que, semanticamente, pode até não se inserir no conceito adotado no Brasil para a cerveja, como admite Sara.

“Você aí do outro lado vai dizer: ‘mas, Sara, não se entende como cerveja o que está estabelecido no artigo 2º e seus parágrafos, da Instrução Normativa 65/22019? Desse modo, cerveja de banana não seria uma outra bebida?’ Pode ser no entendimento eurocêntrico. Para os congoleses, não. E, aqui, precisamos romper com o mito da história única”, defende.

A produção da cerveja de banana se dá de modo artesanal, nas comunidades do Congo, com a primeira etapa sendo a extração do suco da banana, que é embalada e enterrada, depois sendo espremida. O suco, então, é colocado em um barril, com o intuito de ser fermentado.

“Um volume de água é adicionado a cada três volumes de suco de banana. Isso torna os sólidos solúveis totais baixos o suficiente para a levedura agir. Os cereais são moídos e torrados e adicionados para melhorar a cor e o sabor do produto final. A mistura é colocada em um recipiente, que é coberto com polietileno para fermentar por 18 a 24 horas. As matérias-primas não são esterilizadas por fervura e, portanto, fornecem um excelente substrato para o crescimento microbiano”, relata, em documento, a FAO.

O uso da banana, um recurso retirado da terra, para criação de uma cerveja no Congo faz lembrar o Brasil com o crescimento do apelo por rótulos com frutas. “É comum vermos pessoas da comunidade cervejeira fazendo piadas com relação às cervejas de banana produzida na região do Congo, mas não fazem piadas com as cervejas que levam frutas como laranja, coentro, abacaxi, limão, uva, pitaia, jabuticaba, caju, e por aí vai. Só para observarmos que tudo vem de África, é lido como algo exótico, mas não é exótico uma cerveja que leva frutas se elas vêm de origem europeia, como a Witbier, por exemplo”, critica a sommelière.

Cerveja ou não, a bebida produzida no Congo é bastante tradicional e uma importante fonte de receita para uma parcela da população.

A cerveja de banana é uma é uma bebida artesanal muito popular que leva o nome de kasiksi. É feita através do suco de dois tipos de banana, que é a base do mosto, levedo de cerveja, cevada e painço

Sara Araújo, sommelière, pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica

Típica do Congo, a cerveja por lá é produzida por mãos como as de Möise, de herdeiros de escravizados e de negros que até recebem refúgio no Brasil, mas têm suas vidas ameaçadas apenas por serem negros. “É preciso romper com o racismo, com a desumanização dos corpos pretos e o apagamento de sua história”, conclama a sommelière.

Com alta da Covid-19, Festival Brasileiro e Feira da Cerveja são adiados para maio

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O avanço de casos de coronavírus, em função do alastramento da variante Ômicron, voltou a afetar a agenda de eventos cervejeiros. Nesta segunda-feira, o Festival Brasileiro da Cerveja e a Feira Brasileira da Cerveja foram adiados pelos organizadores. Os eventos estavam marcados inicialmente para março, em Blumenau (SC).

Assim, o Festival Brasileiro vai ocorrer no período de 4 a 7 de maio, enquanto a Feira da Cerveja acontecerá entre os dias 4 e 6 do mesmo mês. De acordo com a organização, os expositores cadastrados nos eventos já foram informados da decisão.

Leia também – Brasil Brau é confirmada e terá edição em 2022 de 30 de maio a 1º de junho

Porém, os outros dois compromissos cervejeiros agendados para março em Blumenau estão mantidos no calendário.  O Concurso Brasileiro de Cervejas ocorrerá de 5 a 8 de março, com os três primeiros dias sendo dedicados às avaliações das amostras, com o último reservado para a premiação. As inscrições, inclusive, já estão encerradas – foram 3.635 rótulos e 587 cervejarias de todo o país que confirmaram participação.

Já o Congresso Internacional da Cerveja será em 9 e 10 de março. “Estão mantidos nas datas estabelecidas, por serem eventos voltados a profissionais do setor e no formato híbrido”, justificam os organizadores.

De acordo com a Associação Blumenauense de Turismo Eventos e Cultura (Ablutec), organizadora dos eventos, dados científicos nacionais e internacionais sobre o atual quadro da pandemia e os resultados de uma pesquisa fundamentaram a definição dos adiamentos das festividades.

A Ablutec explicou ter encomendado um levantamento à Fecomércio/SC sobre a adesão a eventos. A pesquisa foi feita nas regiões Sul e Sudeste sendo que 92% dos entrevistados tinham idades entre 18 e 64 anos. Os dados mostraram que apenas 28% frequentariam eventos em março e 84% não iriam a espaços com mais de 20 mil pessoas.

“Além da preocupação sanitária, a medida também levou em consideração o aproveitamento máximo de todos os participantes para a geração de negócios, relacionamento e disseminação de seus produtos”, explica Develon da Rocha, presidente da Ablutec.

Assim, o Festival Brasileiro e a Feira da Cerveja voltaram a ser adiados, como aconteceu em 2021, quando não ocorreram, ficando para 2022. E agora isso se dá diante de um cenário preocupante no Brasil. Na última quinta-feira (3), o país atingiu o maior número de casos positivos já registrados desde o início da pandemia, com quase 300 mil diagnósticos em apenas 24 horas.

Até este domingo (6), são 632.289 óbitos desde o início da pandemia. Já a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 767, a maior registrada desde 21 de agosto do ano passado, de acordo com os dados reunidos pelo consórcio de imprensa.

O cenário levou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a alertar que o Brasil ainda não chegou ao pico da variante Ômicron, em publicação no seu perfil no Twitter no último sábado.

“Depois de uma semana de muito trabalho, estou com a equipe do Ministério da Saúde analisando a última semana epidemiológica do país. Tivemos aumento de casos causado pela Covid-19 e ainda não chegamos no pico da onda causada pela Ômicron. O enfrentamento contra a doença continua”.

Seasons mira expansão de 250% em 2022 com cervejas complexas e atenção ao RS

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Em 2022, a Seasons pretende, ao olhar para a sua origem e essência, expandir sua participação dentro do mercado de cervejas artesanais. A Companhia Brasileira de Cervejas Artesanais (CBCA) mira um crescimento de 250% para a marca gaúcha, uma meta chamativa, mas que acredita ser possível alcançar através de ações estratégicas.

As iniciativas da Seasons em 2022 vão passar por um cuidado especial com o público gaúcho, onde a marca surgiu em 2010, em Porto Alegre, na região do bairro Anchieta, também retornando à sua origem com a aposta em estilos de cerveja mais complexos, como explica Juliano Dal Pont, gerente nacional de vendas da CBCA.

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“Temos algumas iniciativas em processo, dentre elas a de nos aproximar dos consumidores do Rio Grande do Sul, que é a nossa origem e essência, o resgate do DNA de inovação e complexidade, e, uma plataforma de lançamentos sustentável. Além disso, temos espaço para crescimento e mercados ávidos pela marca que serão alvo de atuação em 2022”, afirma.

Esse cuidado com o Rio Grande do Sul na CBCA irá, em 2022, além da Seasons, sendo, também, um foco do grupo, que possui fábricas em São Paulo e Santa Catarina, o que lhe assegura importante capilaridade. E, claro, tendo a marca surgida em solo gaúcho como carro-chefe da atuação da companhia no estado, como destaca Dal Pont.

“O Rio Grande do Sul é, sim, uma das prioridades em nossa matriz estratégica, e a Seasons o veículo para esse movimento acontecer. Temos planos e projetos para o mercado gaúcho. Alguns irão sair do papel em breve, outros requerem tempo e conjuntura de fatores positiva”, adianta.

Uma amostra dessa aproximação do Rio Grande do Sul e dessa aposta nas cervejas mais complexas com que a Seasons pretende marcar 2022 veio no fim do ano passado. A marca da CBCA produziu um lote exclusivo da Moo England – Cows on Parade apenas para os gaúchos.

Em 2022, então, a Seasons trabalha com a perspectiva de lançar os rótulos da série Moo England. E em todo o Brasil. “Temos planos de esse ano realizar o lançamento nacional da mesma e de outros rótulos da série, a qual tem como objetivo trazer esse estilo de cerveja que está dominando o mercado High-End nos últimos anos, as New England IPAs, e juntando-o ao mundo da música”, relata o gerente nacional de vendas da CBCA.

A companhia destaca, porém, que embora prometa inovações para a Seasons, elas virão com equilíbrio, mantendo em seu portfólio, e com relevância, estilos que agradam o público que acompanha há anos a marca, como cervejas lupuladas e rótulos que se tornaram icônicos da marca, como Green Cow, Holy Cow 2 e Vaca das Galáxias.

O que podemos dizer é que pretendemos perseguir algumas tendências, sem perder a essência da Seasons de inovação, trazendo alguns estilos atuais que ainda não trouxemos, além de rótulos antigos da Seasons que fizeram sucesso no passado da cervejaria e fazem até hoje.

Juliano Dal Pont, gerente nacional de vendas da CBCA

25 opções de cursos cervejeiros para o 1º semestre de 2022

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Ainda que a pandemia da Covid-19 não tenha terminado, o primeiro semestre é visto sob a esperança de retomada do setor, em função do avanço da vacinação e da reabertura dos estabelecimentos. Para aproveitar melhor essa nova fase, o conhecimento e o preparo profissional, que podem ser obtidos através de cursos cervejeiros em 2022, são apostas fundamentais para os profissionais que atuam no segmento.

Pensando nisso, a reportagem do Guia selecionou opções oferecidas pelas principais escolas e instituições cervejeiras neste primeiro semestre. Confira uma lista com cursos cervejeiros para o começo de 2022, anote na agenda e boas aulas!

Leia também – Confira 13 lançamentos de cervejas artesanais realizados em janeiro

Academia da Cerveja

Tecnologia para Cervejeiros Artesanais

Descrição: Entre as opções de cursos cervejeiros ofertados pela escola da Ambev no primeiro semestre de 2022, esse abordará, de modo aprofundado, teoria e tecnologia atualizada da produção de cervejas.  Dirigido a quem tem interesse profissional na fabricação de cerveja artesanal, este curso tratará das etapas de produção, desde a malteação até o envase final e o serviço de cerveja.

Datas, carga horária e local:

  • De 01/03 a 24/05, 45 horas, EAD
  • De 22/02 a 10/05, 45 horas, EAD (intensivo)

Introdução ao Mundo da Cerveja

Descrição: Esta edição do curso Introdução ao Mundo da Cerveja é voltado para entusiastas que queiram começar a levar o papo cervejeiro para além da mesa do bar. Cervejarias e cervejeiros da Academia da Cerveja e convidados do mercado se unem para explicar sobre matérias-primas, processo produtivo, mitos e verdades sobre a cerveja e os cuidados que devemos ter com ela em uma aula de 2 horas online e ao vivo.

Datas, carga horária e local:

  • 23/02,  2 horas, EAD (Centro-Oeste)
  • 23/02,  2 horas, EAD (Norte)

Imersão no Processo Cervejeiro

Descrição: É destinado a fornecer uma visão global para aqueles que trabalham profissionalmente com cerveja, mas não tem formação técnica, como times de vendas, marketing, administração, compras de cervejarias, malte, profissionais da cadeia de suprimentos ou de associações e geradores de conteúdo cervejeiro que precisam ter uma visão geral dos “segredos” da elaboração de cervejas.

Datas, carga horária e local:

  • De 15/02 a 19/02, 15 horas (intermediário), EAD 
  • De 08/01 a 09/02, 15 horas (intensivo), EAD

Beer Business

Como montar sua loja virtual de cervejas 

Descrição: No curso, será possível aprender como criar um e-commerce de forma rápida e gratuita, sem custos de manutenção e sem pagamento de comissão para a plataforma. Tudo isso integrado com meios de pagamento via cartão ou boleto.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade, 1 hora, EAD

Brewpub – Planejamento e Operação

Descrição: O curso busca esclarecer todos os pontos fundamentais de uma estrutura capacitada para a gastronomia e a produção de cervejas de forma conjunta, aproveitando os benefícios fiscais e operacionais desse modelo de negócio. Também aborda outros modelos, como taproom (bar de cerveja artesanal sem fabricação própria), tap house (bar com cerveja terceirizada), cozinhas terceirizadas, food trucks, entre outros.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade, 20 horas, EAD

Plano de Negócios para Cervejaria Cigana

Descrição: Curso voltado para o modelo de cervejaria cigana. Nele, busca-se esclarecer os pontos básicos a serem considerados na implementação de uma cervejaria cigana, capacitando tanto o cervejeiro cigano, como a cervejaria, a tomar decisões relativas aos aspectos operacionais, comerciais e financeiros da terceirização da produção de cervejas artesanais e avaliação da viabilidade do negócio.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade, 10 horas, EAD

Tributação para o Mercado Cervejeiro

Descrição: Também presente na grade de cursos do Beer Business logo no começo de 2022, essa opção tem o intuito de elucidar aspectos tributários pertinentes ao mercado cervejeiro. Para isso, buscará esclarecer de uma forma simplificada os principais pontos sobre tributação aplicados ao mundo da cerveja. É voltado a empresários, administrativos, fiscais ou contadores de bares, restaurantes, microcervejarias, ciganos, brewpubs, taprooms e demais modelos de negócios cervejeiros.

Datas, carga horária e local:

  • 07/02, 09/02 e 10/02, 9 horas, EAD

Escola Mineira de Sommelieria

Descrição: O curso de Sommelier de Cerveja é ministrado pelo renomado professor Carlos Henrique Faria de Vasconcelos e conta com profissionais de diversas áreas que agregam ao currículo. Em 2022, uma das mais tradicionais opções entre os cursos cervejeiros formará a sua 21ª turma em Belo Horizonte.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de fevereiro, presencial

Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM)

Aprofundamento em Lúpulo

Descrição: O curso Aprofundamento em Lúpulo busca possibilitar que o aluno domine as técnicas de lupulagem e as formas de utilização do lúpulo na produção de cerveja, adquirido conhecimento sobre o plantio, as variedades e o processamento do lúpulo.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de 05/04, 40 horas, EAD

Controle de Qualidade

Descrição: No curso, o aluno poderá aprender técnicas de controle de qualidade sensorial e físico-química voltadas para cervejarias, compreender os diversos aspectos do controle de qualidade, identificar a estrutura básica de um laboratório cervejeiro e dominar e aplicar os testes laboratoriais em cervejarias.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de 05/04, 24 horas, EAD

Cervejeiro Caseiro 

Descrição: Entre os cursos oferecidos pela ESCM em 2022, esse busca habilitar o aluno para produzir sua cerveja artesanal – fresca e saborosa – em casa. Para isso, ele irá entender o passo-a-passo da fabricação de cervejas artesanais, dominar a brassagem, identificar as etapas de elaboração de receitas, melhorar as técnicas e atingir padrões de qualidade ainda melhores em suas cervejas artesanais.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de 16/02, 42 horas, EAD

Instituto Ceres

Sommelier de Cervejas

Descrição: O curso, com certificação do Ceres e do Senac, auxilia no desenvolvimento de habilidades e conhecimento para a formação de um profissional apto a trabalhar no desenvolvimento de novos produtos, além de realizar avaliação de perfil sensorial de cervejas, harmonizações, curadoria de eventos, serviço, treinamento de equipes, gestão de bar e fomento da cultura cervejeira.

Datas, carga horária e local:

  • De março a setembro, 100 horas, Recife, presencial

Boas Práticas de Fabricação para Cervejarias

Descrição: Curso com 30 horas de conteúdo em videoaulas, materiais didáticos, planilhas, legislação, modelo de manual de boas práticas e de POP, entre outros documentos. O curso é voltado para quem trabalha ou deseja ingressar em cervejarias e aborda os princípios de segurança e de higiene. Ideal para quem quer abrir sua cervejaria ou mesmo adequar os seus processos.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade, 30 horas, EAD

Produção de cervejas

Descrição: Entre as opções de cursos cervejeiros ofertados em 2022, esse tem 15 horas de conteúdo com videoaulas, material didático disponível para download, receitas e planilhas de acompanhamento de brassagem. Ideal para quem quer fazer a sua própria cerveja.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade (acesso de 1 ano), 15 horas, EAD

Instituto da Cerveja

Gestão tributária e jurídica para cervejarias

Descrição: O curso busca capacitar os alunos a compreender e implementar um olhar analítico e circunstanciado nas diversas áreas do Direito que impactam o negócio, como as questões contratuais, trabalhistas e, em especial, as questões tributárias, buscando uma melhor performance e economia na operacionalização de uma cervejaria.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de 15/02, 16 horas, EAD

Gestão de Custos e Pricing para Cervejarias

Descrição: Curso focado na gestão administrativa-financeira de uma cervejaria, tendo por finalidade a apresentação de técnicas de melhoria para o dia a dia na gestão do negócio, contribuindo com os gestores e empreendedores nas tomadas de decisão relacionados a gestão dos custos, preço, margem e distribuição das cervejas artesanais.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de 16/02, 16 horas, EAD

Introdução ao Universo das Cervejas Especiais

Descrição: Outra opção entre os cursos cervejeiros do instituto em 2022, esse tem como objetivo levar informações e curiosidades gerais sobre este universo tão vasto, porém de forma leve e descontraída, além de muita degustação. Visa, assim, um consumo com qualidade e conhecimento. Ao final, o aluno estará apto a selecionar de forma adequada e consciente a sua cerveja.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de 14/03, 30 horas, EAD

Sommelier de Cervejas 

Descrição: O curso visa capacitar o participante em temas variados relacionados ao universo cervejeiro para atuar como sommelier profissional ou como consultor e/ou assessor nos mais diversos segmentos do mercado, incluindo lojas, bares, restaurantes, distribuidoras, importadoras e cervejarias de pequeno, médio e grande porte.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de 14/03, 100 horas, em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Goiânia, Porto Alegre e São Paulo em formato híbrido.

Science Of Beer

Sommelier de Cerveja

Descrição: Desenvolvido para todos aqueles que desejam se aprofundar no universo das cervejas, garantindo a capacidade de sugerir, orientar, executar o serviço, harmonizar, avaliar, identificar defeitos e descrever sensorialmente as cervejas das mais diversas origens e estilos. Além disso, o curso orienta o aluno a correlacionar a cerveja com outras bebidas como cafés, vinhos, destilados e coquetéis, expandindo sua memória e vocabulário sensorial.

Datas, carga horária e local:

  • De 12/02 a 15/05, 80 horas, Rio de Janeiro, presencial (Convencional)
  • De 15/03 a 24/03, 80 horas, Teresópolis (RJ), presencial (Intensivo)
  • De 19/03 a 12/06, 80 horas, Brasília, presencial (Convencional)
  • De 15/03 a 15/05, 80 horas, Rio de Janeiro, presencial (Convencional)
  • De 05/03 a 05/06, 80 horas, São Paulo, presencial (Convencional)
  • De 21/05 a 21/08, 80 horas, Florianópolis, presencial (Convencional)
  • A partir de 04/04, 96 horas, EAD

Beer Pairing

Descrição: O curso busca capacitar os alunos a conhecer conceitos e técnicas de harmonização. É ideal para amantes da gastronomia e da cerveja, que desejam ter experiências e técnicas de harmonizar o alimento com a bebida, formadores de opiniões, degustadores, comerciantes e entusiastas que queiram aprimorar seus conhecimentos nesses dois mundos.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de 08/06, 70 horas-aula, EAD

Beer Talk

Descrição: Também presente ao portfólio de cursos cervejeiros do Science of Beer no começo de 2022, essa opção abrange todos os principais aspectos da bebida. Nele, o aluno tem noções básicas da história da cerveja, matérias-primas, processos, análise sensorial, escolas cervejeiras e estilos, tudo acompanhado de degustações guiadas.

Datas, carga horária e local:

  • 21/03 – Rio de Janeiro (Harmonização, diretrizes e prática)
  • 28/03 – Natal (Mixologia com cerveja)

Sinnatrah

Lúpulo – Masterclass Sinnatrah

Descrição: O curso é realizado em um dia inteiro dedicado ao lúpulo. Ele tratará do papel dos compostos e como escolher a variedade certa, da biotransformação e do uso na fermentação, das variedades de lúpulos e das cepas de leveduras mais apropriadas, além do dry-hopping com técnicas caseiras e industriais.

Datas, carga horária e local:

  • 12/02,  7 horas, presencial

Curso Iniciante de Produção de Cerveja Artesanal

Descrição: Também presente ao portfólio de cursos cervejeiros da instituição em 2022, essa opção de estudo mistura teoria e prática para fabricação da bebida durante um dia de aula. O módulo básico aborda temas para se produzir uma cerveja em casa: a história e os estilos de cerveja, os ingredientes da cerveja (malte, lúpulo, levedura, água), equipamentos cervejeiros e modo de preparo completo de uma leva de 20 litros da bebida.

Datas, carga horária e local:

  • De 05/02 a 26/03, 7 horas, presencial

Profissional Cervejeiro

Descrição: São 70 horas de aulas, incluindo a operação de equipamentos em quatro fábricas (Tarantino, Quinkas Bier, Kinke e Tank Brewpub), e a produção de um lote de cerveja pela turma. O curso contempla teoria conduzida por especialistas, visitas técnicas, apresentação de cases de negócios e mentoria individualizada com professores. Está previsto um trabalho de conclusão voltado aos processos e gerenciamento de atividades de uma cervejaria.

Datas, carga horária e local:

  • De 08/03 a 09/04, 70 horas, presencial

Produção de Cerveja Artesanal

Descrição: O curso é um conjunto de videoaulas sobre temas para fazer sua própria cerveja em casa: a história e os estilos, ingredientes (malte, lúpulo, levedura, água), equipamentos cervejeiros e modo de preparo completo, informações sobre sanitização, mostura, clarificação, filtração do mosto, fervura, dosagem de lúpulo, resfriamento do mosto, dosagem de levedura, fermentação, maturação, carbonatação e envase.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade, 16 horas, EAD