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Menu Degustação: Ação da Dádiva para vítimas da chuva, Scott Janish no Brasil…

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As chuvas que provocaram estragos no Brasil neste começo de 2022 também tem vindo com reações do setor cervejeiro, em forma de solidariedade. E o último ato de apoio aos assolados pela chuva foi da Dádiva, que está arrecadando alimentos para os necessitados de Várzea Paulista (SP), cidade da cervejaria.

A ação solidária da Dádiva para as vítimas da chuva é um dos destaques do Menu Degustação, que também aborda a visita do renomado Scott Janish ao Brasil em março, com uma programação que tem o apoio da Krater. A editora, aliás, revelou alguns dos seus planos para 2022. Além disso, um novo marketplace foi aberto no país.

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Confira essas e outras novidades no Menu Degustação do Guia:

Dádiva ajuda vítimas da chuva
A cervejaria Dádiva começou a arrecadar alimentos para as famílias vítimas das tragédias ocasionadas pela forte chuva em Várzea Paulista (SP), município que decretou estado de emergência após deslizamentos de terra, transbordamento de rios e alagamentos. A cada kg de alimento não perecível doado, o cliente ganhará uma lata de cerveja artesanal de 310ml. As entregas podem ser feitas na Loja da Libélula, loja de fábrica da cervejaria, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 12h às 16h. Os alimentos serão doados diretamente para o Fundo Social de Solidariedade de Várzea Paulista. A arrecadação será feita até 18 de fevereiro.

Reality show da Budweiser
A Budweiser começou 2022 com um novo projeto: o reality show Sobe Junto. A iniciativa quer valorizar os novos talentos e abrir os palcos para eles. O projeto ocorre em parceria com a Endemol Shine Brasil e a agência Africa, sendo apresentado por Thamirys Borsan e Froid, além de contar com BK e Tássia Reis como jurados fixos. O reality show ainda tem mentores e mentoras, como Gloria Groove, Marcelo D2, Xamã, Rincon Sapiência, MC Carol, Bia Ferreira, Nave, Filipe Ret e Rico Dalasam. A estreia aconteceu em 26 de janeiro, com a participação de seis grupos. E serão cinco episódios semanais, transmitidos no Bud Play, o canal de conteúdos de Budweiser no YouTube.

Spoilers da Krater
A editora Krater compartilhou as primeiras novidades de 2022. Neste ano, serão sete livros publicados, incluindo o grande vencedor do edital da Nova Publicação Cervejeira. Além disso, haverá um curso online sobre leveduras da Krater, que vai ser realizado em parceria com a Clado Consultoria.

Scott Janish no Brasil
Além disso, a Krater, em parceria com a Sinnatrah Cervejaria Escola e com o apoio da Abracerva, aproveitou a vinda de Scott Janish ao Brasil para organizar atividades com a presença do autor de A Nova IPA em São Paulo. Ele abordará conteúdos apresentados no livro na palestra “Maximizando Aromas e Sabores de Lúpulo”, em 2 de março na Sinnatrah, das 10h às 12h. Depois, das 13h às 16h, haverá uma brassagem coletiva com o mestre-cervejeiro da Sapwood Cellars Brewery. Ele acompanhará todo o processo, marcado para a Cervejaria Kinke. Os associados da Abracerva que estiverem em dia terão 10% de desconto nos ingressos.

587 cervejarias no Concurso Brasileiro
Marcado para acontecer entre 5 e 7 de março, em Blumenau (SC), o Concurso Brasileiro de Cervejas teve aumento no número de inscrições: foram 3.635 rótulos e 587 cervejarias de todo o país. Isso representa incrementos de 15% e 26%, respectivamente, em relação ao evento de 2021, e um recorde de participantes, de acordo com os organizadores do evento, que realizará sua décima edição.

Novo marketplace
O setor passou a contar com mais uma opção de marketplace, a Central da Cerveja. O site reúne diversos estilos, rótulos e cervejarias – eram 25 até o último sábado (5) –, oferecendo a facilidade ao consumidor de pagar um único frete. Assim, nasceu com o slogan “todas as cervejas em um só lugar”.

Reservas canceladas por aplicativo
O aplicativo Get In, da Z-Tech, hub de inovação da Ambev, agora ajuda bares e restaurantes a ocuparem mesas que ficariam vazias à espera de cliente que reservou, mas desistiu, auxiliando na rotatividade nas mesas. Isso foi possível com a última atualização do app, que conta com cerca de 10 mil estabelecimentos cadastrados em todo o Brasil e mais de 4 milhões de usuários.

Take and Go em expansão
A Take and Go, startup que criou uma máquina de cerveja do Brasil que opera com tecnologia de reconhecimento por imagem e cobrança automática por meio de aplicativo, anunciou ter expandido a sua atuação para 90 cidades, ultrapassando a marca dos R$ 20 milhões de faturamento em 2021. Para este ano, a meta da empresa é ter mais de dez mil cervejeiras em operação e um faturamento de R$ 200 milhões.

Aplicativo com entrega em feiras
Com início nesta segunda-feira em Cascavel (PR), a 34ª edição do Show Rural contará com um facilitador e um reforço na segurança sanitária para quem deseja se alimentar. É o Appétit Delivery, aplicativo de entrega de comida que firmou parceria com a Associação Atlética Coopavel, responsável por três lanchonetes e 16 pontos de venda de lanches no evento, para entregar refeições aos expositores e seus colaboradores durante os dias da feira. O Appétit receberá e entregará pedidos nos mais de 400 estandes montados. A proposta, além de ajudar na comodidade, deve reduzir o número de pessoas no restaurante da feira durante os horários de pico.

Guinness terá microcervejaria e centro cultural de R$ 526 milhões em Londres

A marca irlandesa Guinness terá uma microcervaria e um centro cultural em Londres. A Diageo, fabricante da cerveja, anunciou que investirá 73 milhões de libras (aproximadamente R$ 526 milhões) na construção do “Guinness at Old Brewer’s Yard”, que está previsto para ser inaugurado no segundo trimestre de 2023.

O novo espaço da Guinness em Londres ficará localizado no distrito de Covent Garden, conhecido por suas atrações de entretenimento no West End. De acordo com a Diageo, a localidade foi usada para a fabricação de cerveja no século XVIII. Assim, agora essa tradição será retomada.

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A abertura desse espaço segue ações semelhantes da Diageo pelo mundo, o que inclui a Guinness Storehouse em Dublin, a Johnnie Walker Princes Street em Edimburgo e a cervejaria Guinness Open Gate em Baltimore, nos Estados Unidos.

O investimento, que deve causar impacto nos setores de hospitalidade e turismo de Londres, se dá quando a Diageo registra crescimento de 30% nas vendas da Guinness na Grã-Bretanha, com 1 de cada 10 pints de chope vendidos na cidade sendo da marca irlandesa.

O Guinness at Old Brewer’s Yard contará com uma microcervejaria que produzirá cervejas de edição limitada e oferecerá aos visitantes tours para provar, aprender e apreciar a renomada Stout; espaços e pátio central coberto para eventos gastronômicos, de bebidas e culturais para a comunidade local; loja da Guinness com itens raros; possibilidade de consumo de cervejas exclusivas do estabelecimento; e cozinha rotativa.

O local também será sede no Reino Unido do programa de hospitalidade e atuação em bares da Diageo, com a ambição de que mais de 100 alunos se formem anualmente no espaço. E a empresa de bebidas assegurou que o espaço será carbono zero até 2030.

“Estamos empolgados em criar uma casa para a Guinness no coração de Londres. A Guinness at Old Brewer’s Yard fortalecerá a comunidade da hospitalidade de Londres e será um destino de visita obrigatória para milhares de visitantes”, afirma Dayalan Nayager, diretor administrativo da Diageo na Grã-Bretanha.

Quais os benefícios da entrada da Catharina Sour no BJCP? 8 especialistas opinam

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O setor brasileiro de cervejas agora tem um estilo para chamar de seu. A Catharina Sour entrou, definitivamente, no Beer Judge Certification Program (BJCP), considerado o principal guia de estilos do mundo, em uma decisão que deverá dar mais visibilidade ao que se produz no país, de acordo com especialistas ouvidos pela reportagem do Guia.

Criada em 2016, a Catharina Sour entrou inicialmente no BJCP em 2018 de modo provisório, mas na última atualização, no fim de 2021, após uma revisão das diretrizes do estilo, pôde ser inserida de vez no renomado guia, sendo a primeira representante brasileira inserida no documento.

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A descrição divulgada pelo BJCP define a Catharina Sour como “uma cerveja refrescante de trigo, ácida e com frutas, possui um caráter de frutas vivida e uma acidez lática limpa. A graduação alcoólica contida, o corpo leve, a carbonatação elevada, e amargor abaixo da percepção fazem com que a fruta fresca seja o destaque. A fruta não precisa ser de caráter tropical, mas normalmente apresenta este perfil.”

Diante da entrada da Catharina Sour no BJCP, o Guia buscou entender qual é o impacto dessa conquista para o setor brasileiro de cervejas artesanais. E a opinião predominante é de que a decisão deve trazer mais atenção para o segmento, também abrindo espaço para a ampliação da produção desse tipo de cerveja.

Além disso, o segmento pode conseguir tornar mais popular o estilo, o que inclui a educação do público que consome artesanais, tendo a chance de ampliar a cultura cervejeira, fomentando o uso de ingredientes tipicamente nacionais nas receitas.

Confira as reflexões de 8 especialistas sobre os efeitos da entrada da Catharina Sour no BJCP:

Bia Amorim (Sommelière)
Estamos construindo uma identidade nacional e a notícia de que Catharina Sour está no BJCP é maravilhosa. Muda muito a forma como o mercado internacional nos enxerga, mas também talvez traga mais energia para olharmos com orgulho para as coisas elaboradas e desenvolvidas no quintal de casa, com nossas frutas e sabores tão endêmicos.

Diego Dias (Sócio-proprietário da Cervejaria Implicantes)
O público vai começar a entender mais sobre outros estilos. Tem pouco tempo que o consumidor começou a experimentar cervejas diferentes. É algo totalmente novo, com uma acidez que muita gente não está acostumada. Também acredito que mais cervejarias vão aderir a esse estilo. É muito legal a gente ter um estilo nosso e explorar a gama enorme de frutas ou outros produtos nas receitas.

Fabiana Arreguy (Jornalista e sommelière)
O maior benefício, sem dúvida, é que o Brasil passe a figurar em um guia de estilos internacional, entrando para a lista de países produtores de cervejas próprias e não apenas de cópias. O segmento brasileiro, que no início fez comparações maldosas em relação ao estilo, que para muitos seria uma reprodução da Berliner Weisse, agora passa a respeitar o estilo Catharina Sour como oficial. E, quem sabe, não se volte em massa para a produção dele. Outro importante ganho para o segmento cervejeiro do Brasil é que, sendo um estilo oficialmente registrado no BJCP, pode ser inscrito em concursos cervejeiros de todo o mundo, dando espaço para a participação de mais juízes brasileiros em competições internacionais.

Gilberto Tarantino (Presidente da Abracerva e sócio da Tarantino)
Tudo o que o mercado internacional quer é uma novidade. A gente tem essa felicidade de possuir um estilo brasileiro, com insumos brasileiros. Tem cervejarias começando a explorar esse estilo e muita gente gostando. É uma questão de educação. Claro que as Lagers são imbatíveis e que todo mundo faz IPA e vende muito bem. Mas essa é uma coisa nossa.

Luis Celso Jr. (Jornalista e sommelier)
O principal benefício é a visibilidade do Brasil como produtor de cerveja. Mostrar que temos uma cultura cervejeira é bastante importante internacionalmente, inclusive para ajudar na exportação. Há também a visibilidade nacional, pois o Brasil ainda conhece pouco dessa cerveja e das cervejarias. Estamos dando visibilidade a essa cultura em desenvolvimento, mostrando que somos capazes de fazer coisas legais Isso abre portas para produção de mais cervejas desse estilo em um mercado que está mais atento a isso.

Marcos Guerra (Gerente de produção da Cerveja Blumenau)
É uma oportunidade de penetração de mercado, conquistando clientes. Ela é ácida, mas também tem pouco amargor, o que favorece o consumo em algumas regiões do Brasil, especialmente no verão. Já tem muitos estrangeiros fazendo. E creio que isso vai dar muita visibilidade para a cerveja brasileira no mercado internacional, nos fazendo ser vistos de forma diferente.

Maria Eduarda Victorino (Técnica de Cultura Cervejeira da Estrella Galicia)
Dificilmente quando algo desta dimensão ocorre, é fruto de um movimento isolado. Se olharmos para o mercado brasileiro de cervejas artesanais como um todo, perceberemos que ele vem ganhando contornos mais robustos e a entrada definitiva da Catharina Sour é um de seus reflexos. Acredito que os principais benefícios da entrada do estilo no BJCP seja o ganho de legitimidade, no campo simbólico e enquanto profissionais com capacidade técnica para tal e, sem dúvida, o ganho de visibilidade, tanto no mercado interno, quanto externo. Das mudanças possíveis, sem dúvida a que mais me anima é a possibilidade de que cervejeiros e cervejeiras brasileiros se abram a experimentação e uso – de maneira responsável – da nossa biodiversidade. A entrada do estilo, pode agir como um incentivo à inovação, uma oportunidade para demonstrarmos ainda mais nossa criatividade e identidade.

Sady Homrich (Engenheiro químico, cervejeiro caseiro e baterista do Nenhum de Nós)
Desde que comecei a atuar como cervejeiro caseiro pude acompanhar o crescimento do segmento de cervejas artesanais. Depois de uma fase inicial de enorme proliferação de novas fábricas e rótulos, houve uma busca insana por sair da caixa, diversificando estilos, muitas vezes sem critério. Nesses últimos anos, a qualidade tem feito a diferença. A partir daí pode se falar em um estilo nacional, onde o domínio das técnicas de fermentação mista e adição de frutas podem realmente trazer algo particular em aroma, sabor e sensação de boca.

Após recomeço, Cia de Brassagem mira novos rótulos por maior presença no setor

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A volta gradual dos eventos quase dois anos após a chegada da Covid-19 ao país representa um processo de retomada para as cervejarias artesanais. É assim, também, que a Cia de Brassagem Brasil (CBB) encara o ano de 2022, o enxergando como mais um passo nesse recomeço. Para isso, seus planos para os próximos meses passam pela ampliação da presença no mercado com o lançamento de rótulos.

“Não podemos deixar de inovar, trazendo novos produtos, novos projetos e novas parcerias, dentro do nosso propósito que é empreender com responsabilidade social. Teremos novidades vindo por aí”, afirma Danielle Mingatos, sócia e co-fundadora da Cia de Brassagem Brasil, sobre os planos da marca para 2022.

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Ela relembra que a cervejaria praticamente recomeçou a sua atividade em 2021, após paralisar a produção de maio a outubro de 2020, quando sobreviveu à base do que estava em estoque. “A pandemia fez com que praticamente recomeçássemos a nossa cervejaria. Nesse último ano fomos retornando o mercado, acompanhando seus movimentos”, diz.

Já no ano passado, a cervejaria começou a renovar seu portfólio de bebidas, além de reforçar as ações de apoio à preservação das diversas espécies que compõem a fauna, o que incluiu a reedição dos rótulos Tamanduá-Bandeira e Preguiça-de-Coleira, algo motivado pela abertura de uma nova base do Instituto Tamanduá, em Ilhéus (BA).

Em dezembro, a marca ainda apresentou duas novas IPAs: a Suçuarana, uma Double IPA e a Onça-Preta, uma Black IPA, lançadas em parceria com o Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais, o Pró-Carnívoros.

Lançamentos que, de acordo com Mingatos, foram possíveis pela evolução do cenário ao longo do ano, embora ainda longe do desejado pela marca. “2021 ainda foi um ano difícil, o início foi incerto, mas, aos poucos, as coisas foram melhorando, acompanhando o mercado. Mas observamos que o último trimestre não foi tão bom quanto imaginávamos”, ressalta.

Além disso, para lidar com as adversidades, a CBB terminou 2021 com apenas três lançamentos e um portfólio mais enxuto. “As incertezas nos fizeram ponderar nossas produções. Desde o final de 2020, acabamos diminuindo um pouco o nosso portfólio, trabalhando bastante em cima de rótulos que têm mais giro, mas também não abrimos mão de trazer novidades nos nossos rótulos, pois isso é necessário. Apareceram algumas demandas e foi a partir delas que escolhemos quais rótulos produzir”, explica.

Agora, Mingatos espera que a abertura do comércio sem restrições e a volta dos eventos proporcionem um 2022 melhor para o setor cervejeiro e a CBB. E, para isso, a companhia prepara suas novidades. “Acreditamos que 2022 tenha uma melhora. Ainda temos um cenário econômico que não é dos mais atrativos, além de ser um ano de eleições, o que, tradicionalmente, faz com que as pessoas sejam mais cautelosas e, consequentemente, a cadeia toda também seja”, conclui.

Alta dos casos de coronavírus freia recuperação e dificulta operação de bares

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O aumento exponencial de casos do coronavírus e da H3N2 frustrou o que se esperava ser o verão da recuperação sem obstáculos de bares e restaurantes no Brasil. Diante da recorrência do problema sanitário, os estabelecimentos vêm precisando lidar com duas preocupações: a ida mais tímida do público aos locais de consumo fora do lar, reduzindo o faturamento, e o afastamento de funcionários por causa de sintomas ou mesmo da contaminação por alguma dessas doenças, dificultando a operação dos espaços.

Essa queda do público se dá após o segmento ter um desempenho considerado positivo pelo setor no fim de 2021. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) apontou que mais estabelecimentos disseram ter obtido lucro (34%) do que os que ficaram no prejuízo (31%) em dezembro – outros 34% apresentaram equilíbrio nas contas.

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O início do ano, porém, veio com queda na frequência. A Abrasel estima uma redução de 10% da ida do público aos bares desde o aumento dos casos de coronavírus no início. Essa diminuição da presença de consumidores e a consequente queda no faturamento também foram sentidas pela Associação Nacional dos Restaurantes (ANR). O diretor-executivo Fernando Blower destaca a frustração do segmento, que vinha em recuperação após sofrer nos meses em que havia restrições mais rígidas na pandemia.

“A gente sentiu desde o começo do ano, com percentuais de faturamento inferiores ao esperado em torno de 15% a 30%, dependendo da região e do tipo de negócio. Mas o importante é que de fato foi um uma queda expressiva no momento que era de retomada, quando a gente vinha crescendo o faturamento mês após mês. E é natural porque as pessoas acabam ficando um pouco mais retraídas”, diz.

Além disso, para a ANR, embora existam indicativos de que 2022 será um ano melhor para o segmento do que os anteriores, ainda há um longo caminho a ser percorrido, com dificuldades, especialmente a alta dos custos, assim como a incerteza sobre a pandemia.

“Alguns estavam mais otimistas, mas eu sempre preguei a prudência. A gente está muito distante de uma zona de conforto, seja porque a pandemia ainda não acabou e a Ômicron lembrou a gente disso, seja também porque é ano de eleição, então o segundo semestre tende a ser bem turbulento. E o primeiro semestre ainda está impactado pela própria pandemia, e por uma pressão de custos, com a alta inflação de alimentos, combustíveis e energia elétrica”, diz Blower.

Desde o fim de dezembro, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) tem contabilizado casos de afastamento entre os funcionários por sintomas ou casos de coronavírus. Um cenário que traz complicações para a operação em um setor que perdeu 1,2 milhões de postos de trabalho durante a pandemia e só recuperou metade deles, convivendo com a expectativa de abrir mais 60 mil durante o verão.  

“Há o impacto dos funcionários. Na última semana de dezembro, 10% dos funcionários foram afastados com sintomas, em função dos protocolos. Isso subiu depois do Natal para 15% e chegou a 20% na primeira semana de janeiro. É um impacto muito grande, ainda mais que a média de funcionários em um estabelecimento é 6. Agora, nas últimas semanas, houve uma redução para 15%. E isso significa menos funcionários trabalhando”, detalha Lucas Pêgo, líder de desenvolvimento da Abrasel.

Uma pesquisa da Abrasel, com 1.300 empresários, trouxe números ainda mais alarmantes. O trabalho apontou que 76% dos estabelecimentos contabilizaram pelo menos um afastamento de funcionário contaminado por um dos vírus nos 30 dias anteriores à pesquisa (realizada entre 15 e 27 de janeiro). E, em média, quase um em cada quatro funcionários (24% da força de trabalho) foi afastado pela Covid-19 neste período.

E o carnaval?
O excesso de casos de coronavírus, inclusive, motivou o cancelamento do carnaval de rua nas principais cidades brasileiras. As associações avaliam que o impacto dessa medida varia de acordo com a importância da festa para a economia de cada cidade, mas reconhecem que a menor movimentação de turistas provoca efeitos sobre os estabelecimentos.

“Vai haver um fluxo de pessoas muito menor do que normalmente se tem. E isso vai se refletir no faturamento. Não tem outro jeito. Porque a população local muitas vezes viaja e o turista que chegava, não vai chegar. Então, em cidades onde o carnaval tem um peso importante, o impacto deve ser bem significativo”, conclui o diretor executivo da ANR.

Brasil Brau é confirmada e terá edição em 2022 de 30 de maio a 1º de junho

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A Brasil Brau está de volta ao calendário de eventos em 2022. Os organizadores da Feira Internacional de Tecnologia da Cerveja confirmaram a realização da 16ª edição do evento, o agendando para o período de 30 de maio a 1º de junho, no São Paulo Expo, na capital paulista.

Considerada a principal feira da indústria cervejeira no país, o evento costuma reunir toda a cadeia produtiva do segmento, interessada em produtos, serviços e tecnologias. Para este ano, a organização assegura que serão apresentadas soluções aos desafios que estão por vir para a indústria da cerveja.

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 “Juntos iremos fermentar com ainda mais gás a economia e movimentar a geração de negócios com tecnologia, produtos e serviços inovadores”, afirmam os organizadores no comunicado sobre a realização da Brasil Brau em 2022.

Assim como aconteceu com diversos encontros cervejeiros, a Brasil Brau seguiu a esteira de eventos do setor que foram adiados em função da pandemia do coronavírus, não tendo sua edição de 2021. Assim, a feira, que costuma ser bianual, passou por um hiato de tempo sem ser realizada. Aos poucos, porém, o segmento vai retomando o seu calendário de eventos, tendo a realização do Mondial de la Bière no fim de 2021 no Rio de Janeiro como um dos marcos dessa retomada.

A última edição da feira de tecnologia cervejeira foi realizada em São Paulo em 2019, contando com mais de 130 expositores e cerca de oito mil participantes. E, para a Brasil Brau de 2022, já foram confirmadas as participações de 64 expositores.

Além de reunir grandes fornecedores do mercado cervejeiro, que atuam em áreas como embalagens, máquinas e equipamentos, insumos e refrigeração, entre outros atores da indústria, o evento costuma contemplar uma série de atrações, como debates e palestras técnicas, assim como uma feira de exposições e uma premiação.

Brasil amarga estagnação na fabricação de bebidas alcoólicas em 2021

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O Brasil amargou estagnação na fabricação de bebidas alcoólicas no ano de 2021. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em sua Pesquisa Industrial Mensal (PIM), nesta quarta-feira, houve uma leve queda de 0,3% na atividade em relação ao mesmo período de 12 meses de 2020.

Este cenário ocorre após o setor ter acumulado, no fim do ano passado, sete meses consecutivos de retração em comparação ao intervalo entre junho e dezembro de 2020. Na confrontação dos dados entre o último mês de 2021 e o derradeiro do ano anterior, a diminuição da produção foi de significativos 8,2%.

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Em novembro passado, o recuo já havia sido de 10,7% em relação ao mesmo mês de 2020, segundo o IBGE. Desta forma, a fabricação de bebidas alcoólicas no país fechou o ano passado amargando um panorama estacionário após, no primeiro semestre, indicar uma recuperação, apesar das dificuldades impostas principalmente pela crise provocada pela pandemia da Covid-19.  

No primeiro trimestre do ano passado, o setor chegou a contabilizar crescimento de 4% em relação aos mesmos três meses iniciais de 2020, justamente no período em que o problema sanitário mundial começou com a propagação do coronavírus.

Já no que diz respeito à fabricação de bebidas em geral (somando alcoólicas e não alcoólicas), o cenário também não foi animador no fechamento de 2021. De acordo com o IBGE, houve queda de 4,3% em dezembro no comparativo com a produção do mesmo mês em 2020.

Este último indicador fez com que o setor encerrasse 2021 com um crescimento quase inexistente, de 0,2%, em relação ao ano anterior. Ou seja, também ficou estagnado. E a expansão deste segmento no mercado havia sido de apenas 0,3% ao término de 2020 em comparação com 2019.

Um outro indicador apresentado pelo IBGE, que é aferido após a realização do ajuste sazonal em relação ao mês anterior, aponta que em dezembro houve um aumento de 1,3% em comparação a novembro na produção de bebidas em geral no Brasil.

Setor de bebidas não alcoólicas também não avança
Este panorama de estagnação também é constatado na fabricação de bebidas não alcoólicas. Neste universo, a produção de dezembro de 2021 se elevou em 0,3% em um paralelo com o mesmo mês de 2020. E teve uma modesta escalada de 0,9% no ano passado em relação ao período anterior de 12 meses.

Produção industrial teve alta de 3,9% em 2021
Assim, a fabricação de bebidas no Brasil em 2021 acabou não acompanhando o crescimento da produção industrial como um todo. De acordo com os números coletados pelo IBGE, a atividade teve expansão de 3,9% em relação ao ano anterior depois de acumular duas quedas seguidas: de 1,1% ao fim de 2019 e de expressivos 4,5% ao término de 2020, primeiro ano da pandemia.

E ao comentar este índice dentro do contexto da crise sanitária, o IBGE enfatiza que a produção industrial hoje “se encontra 0,9% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, no cenário pré-pandemia, e 17,7% abaixo do nível recorde, registrado em maio de 2011”.

“É o primeiro resultado positivo depois de dois anos. Em 2019, o acumulado do ano foi de -1,1% e em 2020, de -4,5%. Em 2021, houve uma característica decrescente ao longo do ano, uma vez que houve ganho acumulado de 13,0% no primeiro semestre e, posteriormente, o setor industrial mostrou redução de fôlego”, analisa André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE, em nota oficial.

“Os resultados positivos dos primeiros meses do ano tinham relação com uma base de comparação muito depreciada, já que em 2020 houve perdas bastante intensas para a indústria”, reforça Macedo.

Entretanto, o IBGE destacou que, na comparação entre dezembro passado e o mesmo mês em 2020, a indústria recuou 5,0%. E isso mesmo após ter avançado 2,9% em relação a novembro. Este encolhimento constatado no último mês de 2021 se deveu principalmente a resultados negativos de três das quatro grandes categorias econômicas e 20 dos 26 ramos pesquisados.

CEO da Brewers Association prega união do setor no Brasil e reforço da atuação política

O segmento brasileiro de cervejas artesanais precisa de união para expandir a sua participação no mercado e de proximidade dos responsáveis pelas políticas públicas para fomentar a atividade. A avaliação e o conselho ao setor foram dados por Bob Pease, presidente e diretor executivo (CEO) da Brewers Association, que representa as cervejarias independentes e artesanais dos Estados Unidos.

Pease proferiu, na última semana, uma palestra online, atendendo a convite da Associação Brasileira de Cervejas Artesanais (Abracerva), direcionada principalmente aos associados da entidade representativa deste nicho no Brasil e aos profissionais em geral do mercado.

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País com o maior número de produtores de cervejas artesanais no mundo, os Estados Unidos são considerados uma referência de sucesso neste segmento. E Pease falou como líder de uma associação nacional que conta hoje com cerca de 5.600 membros filiados de cervejarias independentes, além de aproximadamente 46 mil sócios da American Homebrewers Association, que representa os produtores caseiros.

Com a vacina agora consolidada como maior arma contra a pandemia, o mercado das cervejas artesanais vem retomando a sua força aos poucos, na esteira da reabertura gradual de bares e restaurantes. E ao resumir a história da Brewers Association, da qual faz parte desde 1993, e explicar como a entidade se estruturou, Pease apontou a união do setor como um dos segredos para o sucesso das artesanais nos Estados Unidos, embora a concorrência entre elas seja inevitável. 

 “É fundamental que todas as cervejarias artesanais do Brasil se juntem à sua associação. Esse deve ser o seu objetivo e esse é o nosso objetivo nos Estados Unidos. Acredito firmemente que todas as cervejarias do nosso país deveriam pertencer à Brewers Association”.

Ele apontou que no início da Brewers Association, as cervejarias enxergavam a necessidade de não apenas terem êxito individualmente, mas também de se unirem em busca da consolidação do setor de artesanais.

“Quando estávamos em um estágio semelhante ao seu (do Brasil), nossos líderes (da associação), fizeram o que era melhor para toda o segmento da cerveja artesanal primeiro e o que era melhor para sua cervejaria em segundo lugar, porque eles sabiam que ter uma visão de longo prazo, que é contraintuitiva para muitas pessoas, seria de interesse próprio. E eles estavam certos porque olharam para outras indústrias e outras associações. E viram como elas fizeram isso. E eles deixaram as suas diferenças pessoais de lado e encontraram maneiras de se unirem quando estávamos formando a Brewers Association”, relembra Pease.

União pelo crescimento no mercado
Com o tempo, as cervejarias perceberam também que, ao dividirem informações valiosas, conseguiram aumentar a participação no mercado das artesanais como um todo. Embora sejam concorrentes dentro do próprio nicho, os produtores ganharam mais representatividade no segmento e se fortaleceram também perante as grandes cervejarias.

“Quando eu comecei na Brewers Association, a cerveja artesanal tinha cerca de 3% de participação de mercado nos Estados Unidos em volume e agora é de cerca de 13%. E podemos dizer que temos 13% do mercado em volume e 25% do mercado em dólares, números que fazem as pessoas sentarem e prestarem atenção. Porém, você não pode conseguir isso se não coletar informações entre as cervejarias”, enfatiza Pease.

Confira, abaixo, outros assuntos abordados por Pease na palestra dada a convite da Abracerva:

Missão e representatividade da Brewers Association
Nosso propósito é promover e proteger nossos membros, cervejeiros artesanais americanos, suas cervejas e a comunidade de entusiastas cervejeiros. Isso é o que fazemos. Hoje temos 5.600 cervejeiros como membros da associação. E isso de um total de cerca de 8.500 cervejarias artesanais nos Estados Unidos. Portanto, temos cerca de 65% de todas as cervejarias artesanais como membros da Brewers Association.

Como a pandemia afetou a associação
Antes da pandemia, tínhamos 66 funcionários em tempo integral. A pandemia encerrou os eventos por dois anos e tivemos de demitir cerca de um terço de nossa equipe. Agora estamos contratando novamente, crescendo, mas não de volta ao nível onde estávamos em fevereiro de 2020, antes de o mundo mudar e do início da Covid-19.

Conselhos para a Abracerva
Trabalhamos com assuntos governamentais. E como uma associação iniciante (a Abracerva foi fundada em 2013), e mesmo não conhecendo muito sobre política brasileira, ao dar conselhos, eu diria que tentaria estabelecer relações com as pessoas locais, com deputados federais. Convide-os para visitar as suas cervejarias. Quando um legislador entra em uma cervejaria como a do (Giba) Tarantino (presidente da Abracerva) e vê todo o aço inox, vê todas as pessoas trabalhando, você pode ver que ele fica impressionado. Não se trata de cerveja, trata-se de negócios, trata-se de criar empregos, trata-se de criar um produto do qual possamos nos orgulhar.

Qualidade é fundamental
Se sua cerveja não é de primeira, você provavelmente não vai durar muito tempo (neste negócio) porque o mercado é muito competitivo, como é nos EUA, com 8.500 pequenas cervejarias. Enfatizamos, através de nossos programas técnicos e de qualidade, que todos os pequenos cervejeiros devem ter um laboratório, devem fazer controle de qualidade e análise de qualidade em cada cerveja que fabricam. Qualidade é a missão número 1 para este grupo. E em seguida vem a segurança da fabricação de cerveja. É um empreendimento perigoso, as pessoas morrem nas cervejarias, isso acontece e uma morte já é demais.

Ação da Ambev começa o ano na contramão do Ibovespa e desvaloriza 2,92% em janeiro

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Na contramão do Ibovespa, a ação da Ambev iniciou 2022 em baixa, assim como havia terminado 2021. O papel da principal cervejaria do mundo encerrou a sessão da última segunda-feira da B3 cotado a R$ 14,97, o que representou perdas de 2,92% no primeiro mês do ano.

Foi, também, o terceiro mês consecutivo de desvalorização da ação da Ambev. E essa nova queda veio em um período marcado pelo anúncio do cancelamento do carnaval de rua nas principais cidades do Brasil, algo provocado pelo aumento dos casos de coronavírus no país, a imensa maioria sendo da variante Ômicron.

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O cancelamento do carnaval pode, inclusive, ter efeitos sobre o nível de consumo, sendo que marcas de cerveja, incluindo algumas da Ambev, eram as principais patrocinadoras de diversas festas nas ruas. Além disso, há preocupação com os efeitos dessa nova onda de casos, ocorridos logo no verão e quando bares e restaurantes pareciam retomar os níveis de frequência pré-pandemia.

Analistas do mercado financeiro também exibem incerteza com as margens de lucro da companhia neste ano, diante da alta dos preços da matéria-prima. “Esperamos que a inflação de custos no Brasil chegue a 23% em 2022 devido ao aumento dos custos de alumínio, grãos e outras matérias-primas. E com a nossa visão de que os preços médios não vão acelerar, isso coloca a Ambev em mais um ano de erosão de margem”, afirma o BTG Pactual.

A queda também se dá após analistas indicarem menos otimismo nas prévias do balanço do quarto trimestre de 2021, a ser divulgado em 24 de fevereiro. Foi o caso, por exemplo, da XP Investimentos, que embora siga indicando a compra da ação da Ambev e enxergue a companhia em melhor situação do que as concorrentes do setor cervejeiro, aponta que o cenário macroeconômico pressiona os números da companhia.

“Esperamos que a AmBev entregue um aumento de 8,3% no volume consolidado (Cerveja Brasil+6,5%) e um forte crescimento da receita líquida de 22,4% em 2021, apesar das comparações difíceis no segundo semestre de 2021. Também vemos a AmBev superando seus pares e ganhando participação de mercado, no entanto, estamos reduzindo nossos números para o 4T21 principalmente devido à piora do cenário macro”, diz a XP em relatório.

Ibovespa se recupera
Assim, a ação da Ambev teve trajetória inversa em janeiro ao Ibovespa, o principal índice da B3. Após registrar em 2021 o seu pior desempenho desde 2015, recuperou parte das perdas, fechando a sessão de segunda-feira em 112.143,51 pontos. Com isso, valorizou 6,98% no período. Foi a segunda alta mensal consecutiva do índice, sendo a maior desde dezembro de 2020.

A ação da Ambev foi, assim, uma das 26 que desvalorizaram em janeiro entre as 92 que compõem o Ibovespa. Essa maioria de valorizações é explicada pela entrada de investidores estrangeiros neste começo de 2022 com um apetite que parece ter ignorado até mesmo a previsão de que a inflação oficial voltará a estourar o teto da meta neste ano.

Assim, esse ingresso de recursos de fora do país na bola impulsionou a ação da própria B3 a apresentar a maior valorização de janeiro, com alta de 31,24%. Foi seguida pela Hapvida (21,97%), com os papéis de dois bancos – Itaú Unibanco (20,91%) e Bradesco (18,69%) – completando o Top 5 com a Azul (19,91%).

Na outra ponta, a maior perda de janeiro foi da Locaweb, de 26,29%. Na sequência, aparecem Alpargatas (21,45%), IRB Brasil (18,66%), Embraer (18,17%) e Braskem (14,68%).

Fora do Brasil
Ao contrário do que aconteceu no Brasil, a ação da Ambev iniciou o ano de 2022 em alta na Bolsa de Valores de Nova York. Por lá, ao terminar a segunda cotada a US$ 2,83, valorizou 1,07% em janeiro.

Foi um movimento parecido ao do papel da AB Inbev na Europa, onde teve alta de 4,80% ao terminar o mês com preço de 55,72 euros. Já o ativo da Heineken desvalorizou 3,88% em janeiro, ficando com o valor de 95,02 euros.

Setor tem aumento da busca por abertura de brewpubs e criação de receitas

Ainda que a pandemia do coronavírus continue assustando a sociedade, com o aumento exponencial de casos da variante Ômicron, o setor cervejeiro tem encontrado caminhos e soluções, com a esperança de um 2022 melhor. E o que se percebe é uma demanda crescente de serviços para brewpubs, o que indica interesse na abertura desse tipo de estabelecimento, e de criação de novas receitas.

Essa procura foi percebida por Filipe Bortolini, sócio da Beer Business, empresa especializada em cursos e consultorias para negócios cervejeiros. “Acreditamos que a demanda por serviços voltados à área de negócios deve crescer em 2022, uma vez que o mercado continuará crescendo e a concorrência aumentando. Estamos vendo uma procura cada vez maior pelas consultorias de planejamento e operação de brewpubs e pelo desenvolvimento de novas receitas”, afirma, apontando que a abertura de brewpubs deve ser uma tendência neste ano.

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Para Bortolini, as empresas que atuam no segmento têm entendido que esses estabelecimentos são uma alternativa de negócio mais rentável e sustentável do que as microcervejarias, uma vez que é possível obter uma margem maior de lucro na comercialização das bebidas para o público.

“Isso se dá tanto pela não incidência da substituição tributária do ICMS nas vendas para pessoa física quanto pela oportunidade de comercialização do produto diretamente ao consumidor final, sem intermediários”, explica. “Como o cliente paga na saída dos brewpubs, não há inadimplência e o dinheiro gira muito mais rápido que em uma microcervejaria”, acrescenta, indicando que pode haver maior segurança na operação financeira para quem opta pela abertura de um brewpub.

O sócio da Beer Business também relata que sua empresa vem sendo procurada com frequência para auxiliar em serviços de desenvolvimento de novas receitas. Nesse caso, a avaliação é de que a procura está relacionada ao aumento do número de cervejarias no Brasil, assim como de lançamentos de rótulos. Ele destaca ser preciso ter atenção nas criações, sob o risco de novidades passarem despercebidas pelo público.

“Em número de lançamentos de cerveja por ano, ficamos atrás apenas dos Estados Unidos. Com cerca de 8.500 novos rótulos de cerveja sendo lançados em um mesmo ano, é preciso trabalhar muito bem as receitas para ter um produto diferenciado sem perder a competitividade em um mercado ainda pequeno e no qual o consumidor está se tornando cada vez mais conhecedor e exigente em relação à qualidade do que consome”, diz.

Esse cenário de muitas novidades impõe outros desafios, como alerta Bertolini, citando o cuidado com a definição dos preços. “Com a concorrência, muitas cervejarias estão sentindo bastante dificuldade na comercialização e na precificação de seus produtos, de modo que a busca por soluções para esses aspectos deve ter um crescimento em 2022”, argumenta.

O sócio da Beer Business acredita, inclusive, que o segmento deverá ter uma expansão de negócios assim que a situação econômica do Brasil melhorar. Essa percepção se dá pela constante procura da sua companhia por profissionais interessados em empreender no setor cervejeiro.

“Continuamos tendo uma boa demanda em relação aos cursos e consultorias, especialmente do público que está pensando em abrir um novo negócio quando o mercado estiver mais estável e, por isso, quer aproveitar esse período para fazer seu planejamento e estar pronto para entrar rapidamente no mercado”, relata.

A Beer Business em 2022
Em 2021, com a continuidade da pandemia do coronavírus, a Beer Business também deu sequência a adaptações na sua atividade, com a reestruturação da infraestrutura de comunicação e um reforço na gestão dos projetos. Para 2022, a empresa pretende lançar um novo site, ampliando a sua atuação online, além de criar consultorias que atendam às novas demandas do segmento.

“As novas consultorias, que iremos lançar junto com nosso novo site até o final do ano, tratam de gestão comercial, gestão financeira, precificação, gestão de marca, abertura de negócios cervejeiros, tributação cervejeira e gestão da produção. Todos esses serviços foram elaborados com base nas necessidades identificadas junto aos nossos clientes e em pesquisas realizadas pelo Sebrae. Teremos, também, mais um curso disponível no nosso EAD, que será o Tributação para o Mercado Cervejeiro”, adianta Bortolini.