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Fabricação de latas aumenta 5,2% em 2021 e atinge 33,4 bilhões de embalagens

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Mesmo com a ausência de eventos em quase todo o ano, especialmente o carnaval, a fabricação de latas de alumínio apresentou crescimento em 2021. A expansão desse tipo de embalagem foi de 5,2% na comparação com 2020, registrando o quinto ano consecutivo de aumento da produção.

De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), a indústria teve faturamento de R$ 18,3 bilhões em 2021, com 33,4 bilhões de latas consumidas no país.

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Os dados foram alcançados em um ano de desafios para a indústria. Afinal, se o consumo residencial e a compra por delivery podem, de fato, favorecer o consumo em latas, algo que tomou mais a atenção das marcas de cerveja premium e artesanais, há, também, desafios.

O ano de 2021 não contou com eventos como o carnaval e os grandes festivais musicais, com as partidas de futebol só voltando a receber público nos estádios durante o segundo semestre – e ainda com algumas restrições.

Foram os efeitos da pandemia do coronavírus, com o alastramento de duas variantes ao longo do ano, a delta, que provocou recorde de mortes no Brasil, no primeiro semestre, e a ômicron, a partir de dezembro.

“Tivemos um ano de crescimento no mercado de cervejas e nas plataformas de delivery, justamente o produto e o canal de vendas em que a lata se destaca pela segurança, praticidade e conveniência”, avalia o presidente executivo da Abralatas, Cátilo Cândido.

Para o presidente da associação, esse crescimento da fabricação de latas também está relacionado com a expansão de produtos e formatos desse tipo de envase. Afinal, se estão consolidadas em cerveja, refrigerante, energético e suco, as latas também começam a ser usadas em produtos como vinho e água.

“O brasileiro gosta da latinha e tem suas preferências, quer cada vez mais variedade de bebidas, rótulos, tamanhos e formatos. Um exemplo disso é o crescimento das latinhas mais finas, sleeks e slims, que acompanhou muito bem o bom desempenho que o mercado das cervejas premium vem performando no Brasil”, afirma.

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE no início de fevereiro, o Brasil apresentou modesta expansão na fabricação de bebidas em 2021, de apenas 0,2%. Já a produção de bebidas alcoólicas cresceu 0,3%. Por sua vez, o volume do consumo de cerveja atingiu cerca de 14,3 bilhões de litros no ano passado, segundo levantamento da Euromonitor para o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, um aumento de 7,7%.

A luta de alumínio está presente no mercado brasileiro desde 1989. E, de acordo com a Abralatas, conquistou espaço de modo acelerado na última década, com aumento de 80% no consumo entre 2011 e 2021.

Essa expansão se deu pelo crescimento do mercado de bebidas, mas também pela conquista de espaço por esse tipo de embalagem em relação a outras. O Brasil, inclusive, é o terceiro maior mercado de latas de alumínio do mundo, atrás dos Estados Unidos e da China.

E há a expectativa de aumento da presença das latas em 2022, por causa de investimentos previstos. Para este ano e 2023, devem ser instaladas mais 4 novas plantas no Brasil. O total de investimentos deve chegar a US$ 1 bilhão até o próximo ano.

Bud Zero é apresentada oficialmente no Lollapalooza e amplia opções sem álcool

O público que está indo ao Autódromo de Interlagos acompanhar os shows de renomados artistas internacionais, como Strokes e Miley Cirus no Lollapalooza Brasil, encontrará uma nova opção de cerveja para consumir. Afinal, a Budweiser aproveitou o festival em São Paulo para apresentar a Bud Zero.

O lançamento da cerveja sem álcool da Budweiser coincide com a volta dos grandes festivais de música, sendo que a marca da AB InBev é uma das patrocinadoras oficiais do Lollapalooza.

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De acordo com o descritivo divulgado, a Bud Zero é feita a partir da receita original da Budweiser. Além disso, possui apenas 65 calorias na sua versão em long neck, de 330ml, e 69 calorias na latinha de 350ml. Neste fim de semana, além do Lollapalooza, a novidade também está disponível em pontos de venda em São Paulo e através do site Empório da Cerveja, com entrega em todo o país.

O lançamento da Bud Zero promete aumentar a disputa no já concorrido mercado de cervejas sem álcool, uma categoria que vem em crescimento no setor. Afinal, grandes marcas já possuem rótulos do tipo, como a Brahma, a Heineken, a Estrella Galicia e a Itaipava.

A novidade da Budweiser chama a atenção pelo baixo teor calórico, mas a primeira versão da Bud Zero, lançada em setembro de 2020 nos Estados Unidos, tinha ainda menos. Apresentada em parceria com o ex-jogador de basquete Dwyane Wade, então embaixador da novidade, o rótulo contava com apenas 50 calorias.

Bud no Lollapalooza
Agora, então, a Budweiser usa a condição de patrocinadora oficial do Lollapalooza para lançar a Bud Zero no Brasil. E essa não está sendo a única iniciativa da marca no Autódromo de Interlagos. Por lá, promove a plataforma de experiência BUDX, que reúne criadores de todo o mundo e de diferentes setores como música, artes, moda e esportes.

“Tanto o BUDX quanto Bud Zero chegam para reforçar a forte ligação da marca com as pessoas, proporcionando diversas experiências e opções de escolha para quem adora os momentos de curtição. Por isso, se a contagem regressiva para os grandes festivais chegou ao fim, nada melhor do que um espaço especial e uma Bud Zero para brindar e curtir esse reencontro com a música, para curtir o rolê do início ao fim”, afirma Carolina Caracas Gargione, chefe de marketing da Budweiser no Brasil.

Além disso, a marca lançou uma campanha publicitária, em vídeo, denominada “A Espera Acabou”. E promoveu um pocket show de Xamã na Estação Sé do Metrô de São Paulo na última quarta-feira.

Menu Degustação: Campanha beneficente da Leuven, campeonato de sommelier…

Próximo do fim, o mês de março continua agitado no mercado cervejeiro, com diferentes atrativos para os amantes da bebida. Um dos mais recentes destaques do setor é a abertura das inscrições para a sexta edição do Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cervejas, que classificará os dez primeiros colocados ao Mundial desta profissão, na Alemanha.

Uma nova ação beneficente promovida pela Leuven, que visa arrecadar alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social, e a presença de seis representantes da Rota Cervejeira RJ na ExpoRio Turismo são outras movimentações interessantes do cenário cervejeiro nesta semana, assim como o pré-lançamento do Anuário das Cervejas de Santa Catarina, em Blumenau.

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Confira estas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cervejas
A sexta edição do Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cervejas, que será realizado nos dias 1º, 28 e 29 de maio, está com inscrições abertas. Com o objetivo de promover e valorizar essa profissão, a competição garantirá aos dez primeiros colocados o direito de disputar o Mundial na Alemanha, que também ocorrerá pela sexta vez. O campeonato de sommelier é promovido pelo Instituto da Cerveja Brasil e os inscritos precisam pagar taxa de R$ 80, que pode ser parcelada em duas vezes sem juros, no boleto ou no cartão de crédito. Mais informações aos interessados em participar do campeonato de sommelier podem ser acessadas no link.

Cervejarias da Rota na ExpoRio
A ExpoRio Turismo, evento iniciado na última quinta-feira e que termina no domingo, no Jockey Club Brasileiro, está contando com a presença de seis marcas que fazem parte da Rota Cervejeira RJ. São elas: Alpendorf (de Nova Friburgo), Mad Brew (Teresópolis), Rota imperial (Guapimirim) e Brewpoint, Sampler e Colonus (todas de Petrópolis), que ocupam espaço no Boulevard Gastronômico. De acordo com a Secretaria de Turismo e a TurisRio, a exposição conta com a participação de representantes de 50 municípios das 12 regiões turísticas do Estado. O encontro visa promover confraternização e negócios para representantes da cadeia produtiva do turismo. O acesso ao local é gratuito, por meio do preenchimento do formulário no link.

Leuven arrecada alimentos neste domingo
A Cervejaria Leuven realiza neste domingo, das 8h às 12h, a sua 5ª Campanha de Arrecadação de Alimentos. A ação beneficente ocorrerá na sua sede em Piracicaba (SP), na avenida Comendador Pedro Morganti, 4.795, no bairro Monte Alegre, onde quem contribuir com 1kg de arroz ou feijão e mais R$ 2 ganhará em troca 1 litro de chope pilsen. O número de growlers será limitado a três por carro das pessoas que fizerem as doações por meio do esquema drive thru. A marca também informou que os alimentos arrecadados serão destinados ao Fundo Social de Solidariedade de Piracicaba, que distribui cestas básicas às famílias em situação de vulnerabilidade encaminhadas ao órgão local pelos Centros de Referência de Assistência Social.

Pré-lançamento de anuário
O pré-lançamento do Anuário das Cervejas de Santa Catarina será realizado nesta sexta-feira, às 18h30, na Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), em Blumenau. O autor da publicação é Jorge Mattos, empresário e investidor de cervejarias. Proprietário do Arqueiros Pub e Gastrobar Zé Perri, ele atua no cenário cervejeiro há mais de 30 anos e resolveu transformar uma pesquisa acadêmica inicial em um livro com informações sobre as marcas catarinenses. O autor coletou os dados para a obra no ano passado, quando percorreu com o seu carro um caminho no qual passou por cervejarias de todo o Estado. O lançamento oficial do livro está marcado para 4 de maio, durante o Festival Brasileiro da Cerveja, também em Blumenau.

Museu da Cerveja em contagem regressiva
Os novos administradores do Museu da Cerveja confirmaram que abriram “contagem regressiva” de 100 dias para a reabertura do local, localizado no centro de Blumenau. De acordo com eles, a previsão é de que o público possa voltar a acessá-lo a partir da última semana de junho. O espaço, atualmente cercado por tapumes, está em obras depois de serem detectados problemas em sua estrutura. E após ser reaberto para visitação em junho, o museu prevê a inauguração de uma segunda parte da obra, em setembro, que visa expandir a sua área externa e conectá-lo com a praça Governador Hercílio Luz, conhecida como praça do Biergarten. Inaugurado em 1996, o local foi concedido à iniciativa privada no ano passado e passará a ter 300 metros quadrados de área de exposição.

Three Hills na Central da Cerveja
A Three Hills agora pode ser encontrada no site Central da Cerveja. Ao divulgar esta novidade, a marca destaca que nesta plataforma é possível comprar com “diversas formas de pagamentos, cupons com descontos exclusivos e entrega ágil e de qualidade”. Para comemorar o acordo firmado com a plataforma de vendas, a Three Hills está oferecendo um desconto de R$ 2 na Session IPA Gabriela.

Porks lança 3ª unidade em BH
A rede de bares Porks confirmou a escolha do bairro Savassi como local para abrir a sua terceira loja em Belo Horizonte, onde já conta com estabelecimentos na Praça Tiradentes e no bairro Castelo. Com atrativos como dezenas de preparos de carne suína e chopes artesanais com preços de R$ 10 a R$ 22, a unidade será inaugurada neste sábado e fica localizada na rua Fernandes Tourinho, 19 – Loja 4. Mais informações sobre o novo bar da rede podem ser encontradas no perfil do local no Instagram.

Rescaldo do Saint Patrick’s Day
O Mercado Distrital do Cruzeiro, em Belo Horizonte, recebe nesta sexta-feira uma festa com a temática do Saint Patrick’s Day, celebrado em 17 de março. Esta versão mineira da comemoração do dia de São Patrício terá formato de open bar, com 7 horas de chope artesanal Krug Bier liberado, além de atrações musicais como as bandas Velotrol, CA$H e Lurex. Os ingressos estão à venda na plataforma Sympla, com preços que variam de R$ 60 a R$ 150. Esta será a quinta edição deste evento na capital mineira, sendo que em 2021 não ocorreu por causa da pandemia.

Burn Experience no fim de abril
A oitava edição do Burn Experience Festival teve a sua realização confirmada para 30 de abril, entre 13h e 20h, na Casa de Retiros São José, localizada no bairro Dom Cabral, em Belo Horizonte. O evento contará com 30 estações de churrasco e terá o formato open bar e open food, nos quais estão inclusos chopes, refrigerantes, sucos e água mineral, além de diversas opções gastronômicas. Para completar, o encontro anunciou atrações musicais: as bandas Rock Machine e Lurex, essa de tributo ao grupo Queen, e os sertanejos Yule Rocha, Renan e Rafael. As vendas de ingressos para o Burn Experience estão sendo realizadas por meio do site Central dos Eventos e na loja física no Empório Santa Isabel (av. Ressaca, 402, Coração Eucarístico).

Startups no BCB São Paulo
Maior evento de destilados premium da América Latina, a BCB São Paulo confirmou que a sua próxima edição, em 21 e 22 de junho, no Expo Barra Funda, abrirá espaço para a presença de pequenas e médias empresas (PMEs) e startups que atuam no setor de bebidas. Os organizadores confirmaram a comercialização de 100% do espaço físico da exposição, mas informam que ainda há a opção para as empresas participarem dos canais digitais do evento. Para isso, é preciso entrar em contato com a equipe comercial pelo e-mail bcb@rxglobal.com.

Campanha da AMA
A Água AMA, produto social da Ambev, está promovendo uma iniciativa que tem o objetivo de fazer as pessoas refletirem sobre a desigualdade de acesso à água potável no Brasil. Até o início de abril, a campanha digital com este rótulo da marca ocorrerá por meio dos seus canais de comunicação e embaixadores, entre os quais Raul Santiago e Astrid Fontenelle, em São Paulo. A ideia da campanha é expor mensagens que convidem o público a imaginar como seria percorrer, a pé, grandes distâncias entre pontos populares da capital paulista apenas para ter acesso à água, realidade vivida por muitos em outras cidades do país.

Ciência, pesquisas e maquinas motivam projeções de safra expressiva da cevada

Depois de registrar produção recorde de cevada em 2021, quando atingiu 434,6 mil toneladas e superou a marca anterior, de 429,1 mil toneladas em 2019, o Brasil projeta a safra de 2022 com otimismo. E os motivos para acreditar que o país voltará a contar com bons números na quantidade de grãos gerados, além de uma qualidade satisfatória deste cereal para atender ao mercado, envolvem uma produção impulsionada pela ciência e pesquisas, além da presença de maquinário de ponta.  

Especialistas ouvidos pelo Guia exaltaram a evolução que vem sendo apresentada pela agricultura do Brasil e avaliam que o país tem condições de até mesmo superar a boa safra do ano passado. Pesquisador da Embrapa Trigo, Aloisio Alcantara Vilarinho, destaca, para isso, o uso de tecnologia de ponta para produção agrícola e a evolução nos processos do cultivo e colheita da cevada já em 2022.

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“O Brasil possui hoje tecnologia de ponta para produção agrícola e essas tecnologias são usadas para a produção de cevada. Não só a Embrapa, como outras instituições no Brasil trabalham com melhoramento, disponibilizam cultivares cada vez mais produtivos, com maior tolerância aos estresses bióticos e abióticos que ocorrem com a gordura. E tudo isso favorece para que se consiga mais produtividade”, afirma Vilarinho.

Carlo Enrico Bressiani, diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), também avalia que a evolução das pesquisas, da ciência e da tecnologia têm relação direta com os bons resultados da produção da cevada brasileira.  “A gente tem uma tecnologia agrícola muito forte. Nossos agrônomos e as pesquisas sobre essa questão são de ponta. E, assim, ao longo do tempo, na média, há um crescimento da produtividade do cultivo (da cevada)”, diz.

A cevada cervejeira é um cereal proveniente e adaptado às condições de temperaturas baixas, com a sua produção no Brasil ficando concentrada em estados da região Sul. A bióloga e agrônoma Adriana Favaretto, gerente de pesquisa da Ambev, aponta que o objetivo de ter uma expressiva produção de cevada, com a qualidade considerada ideal, também depende de um longo trabalho, que tem passado pelo investimento em ciência e tecnologia, além do trabalho de campo.

“Combinando os fatores genética e ambiente, felizmente tivemos uma safra de sucesso (em 2021). Vale ressaltar que o potencial genético não ocorre ao acaso, são necessários muitos anos de pesquisa e testes em diferentes ambientes para conseguir cultivares adaptadas às regiões de cultivo”, reforça.

Ela pondera, no entanto, que as condições climáticas podem ser determinantes para a qualidade do insumo nacional. “Quando trabalhamos com melhoramento genético de cultivares de cevada cervejeira, sempre buscamos o potencial genético máximo de cada cultivar. No entanto, além do fator genético, há outro que interfere no comportamento dessas cultivares no campo, que é o fator ambiente. Quando temos condições ambientais não favoráveis, não conseguimos extrair o potencial máximo de cada cultivar”, lembra a especialista.

Em meio a um panorama de busca por uma safra ainda maior da cevada em 2022 e com nível de excelência e qualidade satisfatória para o mercado cervejeiro, o Brasil tem no trabalho que vem sendo realizado pela Ambev uma das principais referências para crescer nesta área da cadeia do processo produtivo da cerveja. Adriana destaca como a ciência tem papel preponderante no trabalho da empresa.

“Nosso trabalho inicia na pesquisa, com um planejamento cuidadoso sobre as cultivares de cevada lançadas no mercado. O time comercial prepara as sementes para o produtor, recomenda manejos adequados e acompanha todo o processo produtivo. Isso certamente provoca um impacto gigante na produção de cevada no Brasil”, ressalta.

Além do investimento em pesquisa, ciência e tecnologia, o uso do maquinário de forma bem ajustada para semeadura e a colheita da cevada é outro fator fundamental para uma boa produtividade. É recomendado que o equipamento utilizado para o plantio dos grãos distribua no solo de 225 a 250 sementes consideradas aptas por metro quadrado da lavoura, sendo que a regulagem da máquina deve ocorrer de acordo com o número de sementes por metro linear, tendo em vista que o peso destas culturas poderá variar por fatores como condições climáticas, adubação e a própria qualidade da cultivar.

O ajuste adequado da colheitadeira de cevada também é fundamental para o sucesso da produção, pois é nesta fase do processo que são escolhidos os grãos considerados mais adequados para serem utilizados na malteação da cerveja. E nesta escolha o objetivo é extrair da lavoura os grãos que mais apresentem cor e cheiro característicos de palha, sendo que o indicado é realizar a colheita em dias secos e, preferencialmente, quando o teor de umidade do grão estiver abaixo de 15%, com a meta de evitar o processo de secagem artificial e a coleta de grãos ainda verdes.

Outra razão para este maquinário estar bem regulado é que também existe a necessidade de impedir perdas de grãos que podem ficar presos nas espigas, o descascamento e a quebra das sementes, assim como separar materiais estranhos que poderão prejudicar parte da qualidade da cevada colhida.

Razões para o êxito da safra de 2021
Para a gerente de pesquisa da Ambev, a safra recorde do Brasil em 2021 se deveu a diversos fatores, como a “utilização de cultivares de cevada adaptadas às regiões de cultivo, somada a boas práticas de manejo”, condições climáticas  “bastante favoráveis ao cultivo de cevada no Sul”, que foram “um ponto crucial para sobressaltar o potencial genético dos cultivares”.

E Adriana vê o atual cenário de incentivo à produção de cevada no Brasil como outro fator determinante para voltar a impulsionar uma boa safra para 2022. “A valorização e divulgação de uma política comercial atrativa para a cevada foi fundamental para incentivar os produtores quanto ao plantio e consequentemente aumento da área total. A cevada passa a ser vista como uma forma de diversificar a produção agrícola e os ganhos não são somente econômicos. Quando é inserida no sistema de produção, observam-se benefícios quanto à composição e qualidade do solo, controle de plantas daninhas e doenças, não somente nos cultivos de inverno, mas também expandindo para a sucessão dos cultivos de verão”, salienta.

Ícone sucroalcooleiro, Biagi se torna sócio da CBCA e volta ao setor cervejeiro

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O empresário do setor sucroalcooleiro Maurílio Biagi Filho vai, novamente, participar do segmento cervejeiro. O profissional, que tem em sua trajetória uma participação na sociedade da Kaiser, agora se une à Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal, a CBCA. Afinal, o Grupo Maubisa se tornou investidor da companhia, que agrega as marcas Leuven, Seasons, Schornstein e The Drummer.

O Grupo Maubisa, com sede em Ribeirão Preto (SP), foi fundado por Maurílio Biagi Filho, empresário que fez história no setor de açúcar e álcool, além de ter se tornado sócio da Kaiser em 1983. Hoje, a holding realiza uma série de investimentos, especialmente no agronegócio, além de possuir participações em empresas de capital fechado. É, ainda, responsável por administrar o patrimônio da família Amorim Biagi. Agora, então, tornou-se sócia da CBCA.

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“Acreditamos no potencial do mercado de cervejas especiais e vislumbramos nessa parceira uma oportunidade mercadológica de crescimento, tanto orgânico com as marcas atuais, como de novas aquisições e fusões. Mais próximos da administração da CBCA, pretendemos contribuir para desenvolver ainda mais este segmento, que ano a ano vem ganhando maior espaço no setor”, afirma o diretor de investimentos da Maubisa, Roberto Biagi.

Para o CEO da CBCA, Gustavo Barreira, a parceria deve contribuir para a companhia conseguir alcançar os seus objetivos mais rapidamente.

Foram oito meses de negociações, processo de diligência e ficamos muito contentes com o resultado. Teremos a contribuição de pessoas altamente qualificadas que já estão trazendo contribuições relevantes para construção e execução do plano estratégico. A experiência do grupo também contribui para dar mais celeridade ao nosso desenvolvimento

Gustavo Barreira, CEO da CBCA

Tendo quatro marcas em seu portfólio, a CBCA indicou anteriormente o desejo de ampliar o número de cervejarias que a compõe. Seu CEO destaca, porém, que a entrada do Grupo Maubisa como sócio pode até facilitar esse processo, mas não torná-lo apressado.

De qualquer forma, expandir a capacidade produtiva, hoje concentrada nas fábricas de Piracicaba (SP) e Pomerode (SC), e agregar outras marcas segue fazendo parte dos planos da CBCA, que espera triplicar seu faturamento nos próximos quatro anos. “A construção do portfólio precisa ser feita de forma inteligente, complementar. Construir marca é um processo longo e precisa de investimentos, por isso precisamos ser muito assertivos para evitar dispersão de recursos”, conclui Barreira.

Lançamentos da myTapp usam WhatsApp e PIX para agilizar pagamentos em bares

A aceleração da criação de soluções digitais em meio ao período da pandemia, o que inclui o surgimento de novas formas de pagamento, já pode ser percebida pelo público que retorna aos ambientes presenciais. Neste cenário, a myTapp, empresa que fornece produtos de autosserviço, reforça a gama de opções no mercado cervejeiro com três lançamentos que prometem facilitar os pagamentos, inclusive por PIX, aos bares e restaurantes, oferecendo conforto e agilidade aos consumidores. São eles: o Chatbot para Cadastro e Recarga com PIX via Whatsapp; Recargas com PIX via webapp myTapp PIX e o pagamento com PIX no App myTapp.

O CEO da myTapp, Mateus Bodanese, destaca que a companhia focou na melhora da experiência do cliente nos bares ao desenvolver essas soluções tecnológicas, também apostando no PIX, um meio de pagamento eletrônico instantâneo e gratuito surgido no fim de 2020 e que tem se popularizado ao longo dos meses.

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“Esses lançamentos facilitam para o cliente continuar consumindo chope sem precisar enfrentar fila e tendo um controle de quanto está gastando. Muitas pessoas não têm acesso a cartão de crédito e o PIX ganhou muita adesão também por esse motivo”, afirma Bodanese.

O Chatbot para Cadastro via Whatsapp da myTapp possibilita ao consumidor fazer o cadastro no bar antes mesmo de chegar no local. Assim, o cliente só vai precisar apresentar o documento com CPF para retirar o cartão-consumo vinculado à sua conta, evitando as filas nos estabelecimentos.

O Pagamento e Recarga via PIX no Chatbot da myTapp possibilita ao cliente fazer a primeira carga de créditos antes mesmo de pegar o cartão consumo no caixa.  Além disso, a partir do momento em que estiver logado no estabelecimento, o cliente terá a opção de consultar o saldo e adicionar crédito via PIX. E se o sistema do bar para as contas for pós-pago, o Chatbot disponibilizará um código PIX para o pagamento da comanda. O Chatbot também ajuda a localizar o estabelecimento mais próximo ou aquele preferido pelo consumidor.

Já o Pagamento e Recarga via PIX em um Web App possibilita ao cliente do bar efetuar a recarga de créditos no cartão-consumo em poucos passos: cadastro no sistema, escolha do estabelecimento, definição do valor a carregar e pagamento via PIX.

Para o CEO da myTapp, as novidades trazem praticidade aos bares por deixar funcionários livres para a realização de funções que não envolvam o pagamento pelos clientes, assim como facilita o controle da operação.

“O estabelecimento não precisa disponibilizar mão de obra para recarga ou para o cadastro e consegue ter seus funcionários focados em outras atividades que possam melhorar ainda mais o atendimento. Por reconhecer o pagamento de forma automática, também garante um controle mais preciso da operação, além de relatórios financeiros e de consumo fiéis”, diz.

A myTapp também acredita que os seus lançamentos atendem a um mercado que foi se modificando ao longo da pandemia. Agora, com o avanço da vacinação e o fim de diversas restrições, o público encontrará estabelecimentos que alteraram a forma de se relacionar com os clientes.

“Empresas que não vendiam via internet, precisaram se adaptar. Além disso, foi lançado o PIX no Brasil durante esse período, o que facilitou muito os pagamentos em geral.  A myTapp aproveitou essa oportunidade e tendência e melhorou a maneira com que o cliente pode carregar créditos, além de apostar também no WhatsApp, que vem sendo mais utilizado após o início da pandemia. As pessoas estão retornando aos bares e sempre em busca de novidades. Assim, os lançamentos vieram na hora certa”, conclui o CEO da companhia.

Catharina Sour pode abrir caminho para consolidar identidade cervejeira

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A entrada da Catharina Sour no no Beer Judge Certification Program (BJCP), considerado o principal guia de estilos do mundo, pode ser apenas um começo para a cerveja  do Brasil. Especialistas ouvidos pelo Guia, apontam a possibilidade de o segmento aproveitar esse reconhecimento e conquista para conseguir mais espaço no mercado internacional, consolidar a sua identidade no segmento e, eventualmente, realizar novas criações.

Certo mesmo é que o reconhecimento da Catharina Sour é um incentivo à inventividade no setor cervejeiro. E da criatividade dos mestres-cervejeiros, imagina-se, podem surgir subestilos, criados a partir do original, ou mesmo outros estilos brasileiros que carreguem as características nativas.

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O jornalista e sommelier Luis Celso Jr. acredita que o reconhecimento a um primeiro estilo brasileiro é um ponto de largada e uma oportunidade para o setor se mostrar mais, conseguindo consolidar a própria cultura.

“A Catharina é o ponto inicial da cultura, para criar estilos e tendências, ficando antenado com o que está acontecendo no mercado. Poderemos mostrar mais a cerveja nacional para o mundo e todo o Brasil. E isso estimula o mercado. Espero que logo tenhamos mais estilos aparecendo, porque isso demonstra maturidade do mercado, evoluindo para construir uma identidade nacional cervejeira”, diz.

A sommelière Fabiana Arreguy também aponta o reconhecimento de um estilo nacional como uma oportunidade para fomentar o setor no Brasil com eventos, além de permitir a criação de uma identidade para a cerveja nacional.  “Pode-se criar festivais nacionais de Catharina Sour, como já acontece com as IPAs nos Estados Unidos. Concursos específicos para o estilo, abrindo portas para que cervejarias de fora do Brasil queiram produzi-lo também. O importante é o nome do Brasil passar a ser reconhecido por um tipo de cerveja com a cara do país”, diz Fabiana.

Técnica de cultura cervejeira da Estrella Galicia, Madu Victorino aponta ser crível imaginar a cerveja tipicamente brasileira conquistando mais espaço no mercado internacional. Além disso, há uma aposta na maior união em torno de estilo. Algo, por exemplo, visto no movimento Toda Cerveja, que lançou, recentemente, 64 rótulos de Catharina Sour de uma vez. “É possível pensar no aumento do investimento em exportação dos nossos produtos, especialmente àqueles com insumos tipicamente brasileiros”, comenta.

É uma visão parecida com a apresentada por Diego Dias, sócio-proprietário da Implicantes. Ele ressalta que marcas de fora do Brasil já começam a produzir rótulos do estilo Catharina Sour. E prevê que isso se transformará em mais espaço para as cervejarias brasileiras. “Muitas cervejarias internacionais estão aderindo a esse estilo. Eles estão atentos a essas novidades, estão fazendo colaborativas com brasileiros. Com certeza, teremos maiores produções fora do Brasil”, afirma.

Já Sady Homrich, engenheiro químico, cervejeiro caseiro e baterista do Nenhum de Nós, avalia que a presença da Catharina Sour no renomado guia de estilos se transformará em mais criatividade nas produções, especialmente de quem produz a bebida de modo caseiro.

“O BJCP é um guia destinado aos homebrewers, como ferramenta de compreensão, aprendizado, qualificação e repetibilidade. Me parece que a inclusão do primeiro estilo brasileiro trará grande incentivo aos cervejeiros caseiros para a criatividade e acuidade técnica”, aponta.

O reconhecimento pelo BJCP também resolve um impasse burocrático, pois permite o registro de rótulos do estilo Catharina Sour no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, como lembra Fabiana. “A partir de agora não será mais necessário usar subterfúgios como Sour Fruit Beer, cerveja Sour com frutas como vinham sendo rotuladas as cervejas Catharina Sour em nosso mercado”, destaca.

Triplamente filtrada e com malte de mel americano, Budweiser testa nova versão

A Anheuser-Busch começou a testar em alguns mercados dos Estados Unidos uma nova versão da Budweiser. Se trata da Budweiser Supreme, lançada pela companhia em cidades dos estados de Nova York, Ohio, Califórnia e Texas, além da capital Washington. E está sendo definida, em campanhas de marketing, como um “clássico americano, repaginado”.

De acordo com a descrição divulgada pela companhia, as principais novidades em relação ao seu mais conhecido rótulo são que a Budweiser Supreme é uma cerveja triplamente filtrada, além de ter sido fabricada com malte de mel americano, o American Honey Malt.

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Porém, utiliza a mesma levedura do rótulo tradicional. Além disso, a Budweiser Supreme possui 4,6% de graduação alcoólica, pouco menos do que os 5% da cerveja que inspirou essa criação.

“Usamos nossa icônica levedura Budweiser, mas estamos mudando um pouco as coisas em alguns dos outros ingredientes e garantindo que isso realmente termine bem. Pega um pouco de notas cítricas, mas definitivamente pega algumas notas de levedura vindas da Budweiser”, afirma Rob Naylor, diretor de inovações de produtos da AB InBev.

A companhia assegura que esta aposta na Budweiser Supreme não é temporária, como se deu com os rótulos da série Reserve, que foram sazonais, garantindo ser este um rótulo que veio para ficar, até por ser mais leve, apostando existir espaço no mercado para esse tipo de Lager.

“No passado, lançamos extensões mais ousadas e com teor alcoólico mais alto – várias delas através da série Reserve que eram ótimas opções por tempo limitado, mas não tão permanentes apenas porque não são tão bebíveis”, diz Daniel Blake, vice-presidente de marketing da AB InBev.

Essa aposta no longo prazo foi usada, inclusive, como justificativa pela marca para o lançamento da Supreme apenas em alguns mercados, antes de expandi-la para todos os Estados Unidos. “Estaremos muito focados em termos de distribuição, os tipos de contas em que o produto aparece e em construir a marca ao longo do tempo. Nós realmente queremos construir a Supreme de forma orgânica e natural. É algo que eu espero estar por perto por muitos e muitos anos. Esta não é uma oferta por tempo limitado”, acrescenta Blake.

A Budweiser é uma das cervejas mais tradicionais existentes no mercado, tendo começado a ser fabricada em 1876. Hoje, porém, ainda que seja uma das cervejas mais populares no mercado dos Estados Unidos, perdeu espaço para outros rótulos, a ponto de a Bud Light ser a mais vendida no país.

Brasil Brau anuncia atrações, fecha parceria com ICB e abre credenciamento

Um dos maiores eventos do setor, a Brasil Brau anunciou as atrações que vão marcar a realização da feira em 2022, agendada para o período de 30 de maio a 1º de junho, e abriu o credenciamento para os interessados em participar e acompanhar o encontro, marcado para o São Paulo Expo.

O credenciamento online, mediante comprovação de vínculo com o mercado cervejeiro, deve ser realizado pelo site da Brasil Brau. Outra opção é a compra de ingresso, que estará aberta a partir de abril. Será também no próximo mês em que vão ocorrer as inscrições para o IV Prêmio de Gestão de Negócios em Cerveja.

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O evento já tem mais de 100 marcas confirmadas. Elas irão expor novidades em acessórios, equipamentos e insumos cervejeiros para um público esperado de cerca de 6.500 visitantes, que terão acesso a diversas atrações.

A Brasil Brau contará com o seu tradicional congresso, mas dessa vez com a curadoria do Instituto da Cerveja Brasil (ICB). Toda a curadoria da grade de palestras será feita por Alfredo Ferreira, Estácio Rodrigues e Kathia Zanatta, o trio à frente da escola. A ideia é promover debates sobre novidades, desafios, técnicas e tendências do setor cervejeiro pós-pandemia, com a participação de profissionais de renome.

O Prêmio Brasil Brau de Gestão de Negócios em Cerveja tem o intuito de incentivar a valorização e profissionalização das marcas, destacando a gestão do negócio de cervejas, em médio e longo prazo. As categorias da premiação serão: Design de Embalagem, Comunicação da Cultura das Cervejas, Responsabilidade Social e Sustentabilidade.

O Brewer Lounge, espaço presente no evento pela primeira vez na edição de 2019, será dedicado à apresentação de conteúdos, unindo técnica e degustação. Em um dos painéis que já teve a sua programação definida, a Dádiva vai falar sobre cerveja sem álcool e soluções inovadoras em levedura natural, desenvolvidas pela CHR Hansen.

Corona é a marca de cerveja mais valiosa do mundo, aponta consultoria

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A Corona é a marca de cerveja mais valiosa do mundo. Mesmo com a infeliz coincidência que associa o seu nome com a pandemia iniciada em 2020, a cervejaria mexicana consolidou esse status, de acordo com o relatório anual divulgado pela Brand Finance, uma consultoria de avaliação de negócios e estratégia.

O relatório, denominado Alcoholic Drinks 2021, aponta a Corona com valor de mercado de US$ 5,822 bilhões, o que a coloca como líder do ranking entre as marcas de cerveja. Teve, porém, uma queda expressiva, de 27,8%, em relação aos US$ 8,522 bilhões do documento de 2020. Mas manteve a dianteira da lista, ocupada desde 2019.

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A queda do valor de mercado da Corona, apontada pelo ranking da Brand Finance, também se deu com outras marcas de cerveja no ano passado. Tanto que se o somatório das 50 mais bem colocadas na lista ficou em US$ 94,9 bilhões no relatório de 2020 – e caiu para US$ 80,2 bilhões na relação de 2021.

De acordo com o relatório, isso se deu pelos efeitos da pandemia do coronavírus, com as medidas de distanciamento social e lockdown em diversos países do mundo no ano passado, diminuindo a demanda global por cervejas e demais bebidas alcoólicas.

“A pandemia, sem dúvida, forçou mudanças nas marcas de cerveja do mundo, que lutaram com mudanças significativas no estilo de vida dos consumidores provocadas pelas limitações na interação social. Marcas com forte reputação existente e bons níveis de familiaridade entre os consumidores são as mais preparadas para enfrentar a tempestade”, afirma Richard Haigh, diretor administrativo da Brand Finance.

As quatro primeiras colocadas da lista são as mesmas do ranking de 2020, com a Heineken em segundo lugar, com US$ 5,646 bilhões, à frente da Budweiser, em terceiro, e da Bud Light, em quarto. O Top 10 é completado por cervejas que ascenderam na lista. São elas, em ordem, a chinesa Snow, a mexicana Modelo, a japonesa Kirin, a norte-americana Miller Lite, a Asahi, também do Japão, e a Coors Light, dos Estados Unidos.

Asahi e Coors Light, aliás, ascenderam ao seleto grupo das dez marcas de cerveja mais valiosas, tirando dessa relação a chinesa Harbin, agora em 12º lugar, e a mexicana Victoria, na 14ª posição.

Marcas em ascensão
Também houve quem ganhou valor de mercado entre as marcas de cerveja em 2021. A Michelob, de origem belga, teve o maior crescimento, de 13 posições, para a 34ª da lista, ao aumentar o seu valor de mercado em 39%, para US$ 1,2 bilhão. Ao comentar essa expansão, a Brand Finance cita uma ação de marketing lançada no ano passado, nos Estados Unidos, em que as pessoas recebiam cerveja grátis se comprovassem a realização de exercícios físicos, denominada “Ultra Beer Run”.

Outras ascensões relevantes foram da marca australiana XXXX , que atingiu os US$ 743 milhões, crescendo 37% e subindo da 50ª para a 35ª posição, e da espanhola Estrella Damm, que expandiu 31%, para US$ 1,0 bilhão, saltando do 35º para o 24º lugar.

Já as maiores perdas foram da Harbin, de 45,8%, da mexicana Dos Equis XX, de 32,3%, e da Bud Light, de 31,4%.

Outra mexicana é a marca de cerveja mais forte
A Brand Finance também realizou um levantamento sobre as marcas de cerveja mais fortes, com uma pontuação de 0 a 100, que utiliza métricas como investimento em marketing, patrimônio e desempenho dos negócios.

E a mexicana Victoria saltou dez posições no ranking para se tornar a marca de cerveja mais forte do mundo, com uma pontuação de 87,8 pontos. É, aliás, a mais tradicional cerveja do portfólio do Grupo Modelo, de propriedade da AB InBev.

E o Brasil?
Ainda que nenhuma marca de cerveja de origem brasileira esteja entre as dez mais valiosas no ranking da Brand Finance, o país está bem posicionado na lista. São três marcas entre as 30 principais do mundo, todas da Ambev.

A Skol ocupa o 11º lugar, com US$ 2,3 bilhões, seguida pela Brahma, na 18ª posição, com valor de marca de US$ 1,4 bilhão, e pela Antarctica em 30º, com US$ 873 milhões. Já na relação das marcas mais fortes, a Skol é a segunda colocada, com 87,3 pontos, com a Brahma em quarto lugar, com 84,9.