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CEO da Brewdog é acusado de comportamento impróprio e de intimidação

O CEO da Brewdog, James Watt, voltou a ser acusado de comportamento impróprio à frente da cervejaria escocesa. As novas revelações sobre uma cultura de trabalho tóxica na aclamada cervejaria foram apresentadas em um documentário produzido pela BBC. Para inviabilizar o programa, ele teria tentado intimidar os denunciantes, de acordo com a imprensa local.

Na última semana, a BBC apresentou o documentário “Disclosure: The Truth About Brewdog”, em que investiga o êxito de finanças e marketing da companhia, mas também as acusações de ser um local de trabalho tóxico. As alegações surgiram, pela primeira vez, em junho de 2021, quando mais de 100 ex-funcionários, mais da metade deles divulgando seus nomes completos, publicaram uma carta aberta com reclamações, citando a “cultura do medo” e que os funcionários eram “tratados como objetos”.

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Dessa vez, o documentário da BBC ouviu mais de 15 ex-funcionários da cervejaria escocesa, a maior parte dos Estados Unidos. E eles apresentaram várias acusações, como a de que as garçonetes eram aconselhadas a não chamarem a atenção do CEO da Brewdog.  

“Nós fazíamos questão de avisar as novas garotas – tipo, ‘Ei, só para você saber, James Watt está vindo para a cidade’. Apenas saia depois do seu turno, não fique realmente por perto, nem sempre faça seu cabelo e maquiagem naquele dia para não chamar a atenção dele”, diz Katelynn Ising, que trabalhou no DogTap, o principal bar e cervejaria da Brewdog em Canal Winchester, nos Estados Unidos.

Gerentes também relatam que evitavam escalar mulheres nas equipes dos estabelecimentos nos dias em que o CEO da Brewdog iria visitar os espaços. “Eu agendava mais homens nas noites em que ele estava lá. Eu me sentava atrás do balcão com as funcionárias para que elas não se sentissem desconfortáveis”, relata Dylan Gray, ex-gerente da Brewdog do bairro de Franklinton, em Columbus.

Além disso, há afirmações de que ele teria flertado com uma funcionária antes de ir com ela ao telhado de um prédio da companhia. “Ele acaba indo para o telhado com ela, e ninguém da equipe, que estava no andar de baixo, se sentiu confortável com isso. Ele poderia ter ido para qualquer outro lugar, mas não foi. Ele fez isso na cervejaria”, afirma a ex-gerente Meg Herman, que também trabalhou pela Brewdog em Columbus.

Há, também, acusações de que em viagens aos Estados Unidos, Watt levava mulheres para passeios noturnos na fábrica da cervejaria. “Entrava no prédio com garotas, jovens, loirinhas, e ele as levava para a cervejaria para um tour ou qualquer outra coisa”, diz a ex-gerente de serviço Jackie English.

O gerente de plantão Nathan Quick, que trabalhou no bar da Brewdog em Franklinton revela ter testemunhado o CEO da companhia tendo um encontro sexual no terraço-jardim do espaço. “Ele estava beijando com a mão na camisa dessa jovem. Não era incomum termos a percepção de que isso estava acontecendo, mas ver fisicamente era outra coisa”, explica.

Intimidação, resposta e pedido de desculpas
Ano passado, quando da publicação da carta aberta, a Brewdog pediu desculpas e realizou uma revisão independente das suas práticas, além de ter lançado um código a ser seguido no ambiente de trabalho ainda no fim de 2021.

Na última semana, o CEO da Brewdog teve reações díspares antes e depois da exibição do documentário pela BBC. No primeiro momento, em uma ação vista como intimidatória, realizou publicação no fórum “Equity for Punks”, da companhia, em que alertava para o risco de os denunciantes terem suas identidades reveladas. “Se alguém está de alguma forma preocupado com isso, não é tarde demais para retirar seu consentimento”, escreve.

Ao programa, o advogado do CEO da Brewdog negou todas as acusações, algo que Watt repetiu, também afirmando ser “forçado a tomar medidas legais contra a BBC para proteger minha reputação”. Mas, ao mesmo tempo, fez um pedido de desculpas pelos incômodos causados.

“Lamento muito que alguém se sinta de alguma forma desconfortável perto de mim, conforme o programa estabeleceu. Esta é absolutamente a última coisa que eu quero e algo que vou aprender imediatamente. Eu realmente peço desculpas a quem se sentiu assim. Essa nunca foi minha intenção”, diz.

Além disso, prometeu rever o seu comportamento. “Estou tentando ser um líder melhor e estar muito mais atento ao impacto que tenho em nossa equipe quando estou no local”, acrescenta Watt.

A Brewdog foi fundada em 2007 e tem sede em Elon, no nordeste da Escócia. A empresa conta com mais de 100 bares e emprega mais de 2 mil pessoas pelo mundo, tendo valor de mercado estimado de 2 bilhões de libras. A marca possui uma das cervejas artesanais mais famosas do mundo, a Punk IPA, considerada a mais vendida do segmento no Reino Unido. E conta com as ações de marketing como um aspecto fundamental do seu negócio, atuando a favor de causas progressistas, como os direitos LGBTQIA+ e o combate à crise climática.

Ação social, lançamento e reedição: O início de ano agitado das marcas da Rota RJ

O começo de um ano costuma ser uma época para mudanças e início de realizações. É sob essa inspiração que algumas cervejarias que compõem a Rota RJ parecem estar atuando em 2022, tanto que elas vêm tirando do papel diversos projetos. Só no mês de janeiro, por exemplo, a Brewpoint anunciou o lançamento de uma nova linha de cervejas, enquanto a Doutor Duranz aproveita o período para trazer de volta um rótulo famoso. E algumas marcas já realizam projetos juntas, com um deles acontecendo neste domingo, sendo uma ação social em Guapimirim, na região serrana do Rio de Janeiro.

A iniciativa envolvendo as cervejarias da Rota será neste domingo (31), na Praça Paulo Terra, em Guapimirim. Na ocasião, os cervejeiros vão aproveitar a brassagem coletiva da Acerva Guapimirim para promoverem a troca da cerveja colaborativa da Rota RJ, a GO IPA, por alimentos.

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O evento está previsto para começar às 9h e quer “levar um pouco de alegria a quem precisa”, como destaca a Rota. Mas, atenção, o estoque da GO IPA, lançada no fim do ano passado durante o Mondial de la Bière Rio, é limitado.

Em ação individual, a Brewpoint, por sua vez, começa 2022 com a criação de uma série de cervejas do estilo que mais tem conquistado espaço no mercado, as IPAs.  A coleção da componente da Rota RJ é intitulada “Hop Point!” e terá sua produção apresentada ao longo do ano. A marca explicou que os rótulos da série de cervejas será produzida sempre com a mesma base, porém variando o lúpulo de aroma, proporcionando ao público a possibilidade de experimentar novas impressões sensoriais a cada lançamento.

A linha surgiu a partir da grande demanda por parte do público da Brewpoint, como destaca Pedro Henrique Neves, sócio da empresa. “Nossa cerveja IPA em garrafa é o item mais vendido de nossa linha de produtos. Somado a isso, já vínhamos produzindo pelo menos uma vez ao ano uma receita de Double IPA, que se esgotava rapidamente. Foi assim que a partir do uso de diferentes lúpulos, decidimos explorar mais as possibilidades dentro do estilo.”, comenta.

O primeiro rótulo da série vem com o Sabro (ou HBC 438), que é um lúpulo americano novo. E, de acordo com a marca, há destaque sensorial para tangerina, coco, frutas tropicais e frutas vermelhas na receita. A cerveja também leva os lúpulos Citra e o Mosaic. Tem 90 IBUs de amargor e 10% de graduação alcoólica.

Já a Doutor Duranz aproveitou o início do ano para trazer de volta ao seu snack bar tap room a sua Summer Ale. A bebida é reeditada após dois anos com sua leveza, toque cítrico e um leve amargor. Ela tem 5,5% de graduação alcoólica e 18 IBUs de amargor.  Além do estabelecimento da marca em Corrêas, também está disponível pelo sistema de delivery.

Confira 13 lançamentos de cervejas artesanais realizados em janeiro

O ano de 2022 começou agitado para as cervejarias artesanais. Ainda motivadas pela estação mais quente do calendário, o verão, muitas marcas realizaram lançamentos de cervejas logo em janeiro. Algumas, inclusive, apostaram em mais de um rótulo, como a Juan Caloto, que apresentou duas novidades.

A Cruls Cervejaria, para celebrar a abertura do seu bar em Brasília, também realizou um lançamento duplo. E a Doktor Brau foi além, com a criação de uma linha de cervejas e a apresentação de três novos rótulos para o público.

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Veja 13 lançamentos de cervejas realizados pelas marcas artesanais em janeiro e selecionadas pelo Guia:

Cruls
Duas novas cervejas foram apresentadas ao público durante o mês janeiro, na abertura do bar da marca de Brasília: a Hop Lager, o mais novo rótulo da Linha Padrão da cervejaria e sua primeira long neck; e a CXP09 Catharina Sour com Maracujá, novo rótulo da série experimental CXP. A Hop Lager tem 5,5% de graduação alcoólica e 26 IBUs de amargor, sendo uma Lager com baixa fermentação e doses extras de lúpulo. Segundo o seu descritivo, tem amargor moderado, mas limpo e refrescante, com notas cítricas e resinosas oriundas dos lúpulos. E o malte traz características de casca de pão e de biscoito, equilibrando o conjunto. Já a CXP09 tem 4,4% de graduação alcoólica e 8 IBUs de amargor, trazendo adição de maracujá. É uma cerveja clara, levemente turva, de acidez média e com presença da fruta no aroma e no paladar. Tem corpo leve/médio, carbonatação moderada e é pouco alcoólica.

Dádiva 
A Dádiva apresentou, em janeiro, a So Much to Say, uma New England IPA feita com quatro tipos de lúpulo experimentais e o Mosaic Spectrum, uma nova forma de extração desta variante de lúpulo. Traz notas de pêssego e manga e toques de melão, morango e laranja doce, com final seco e sutil, de acordo com a marca. Ela tem 6,2% de teor alcoólico e a sugestão de harmonização é com carnes grelhadas e vegetais ao forno condimentados.

Doktor Bräu
A Doktor Bräu lançou neste mês uma linha de cervejas que aliam sabor e saúde. As novidades foram a Pilsen e a IPA Low Carb, ambas com apenas 42 calorias, baixo teor alcoólico, sendo leves, refrescantes e mantendo as famosas características dos estilos. Outra cerveja que completa a linha é a Isotonic FruitBeer, também low carb, com apenas 12 calorias, concentração de sais, com carga de proteína, conforme a marca, harmonizando com o pós-treino.

Duas Torres e Sampler
As cervejarias Sampler e Duas Torres, de Petrópolis e integrantes da Rota Cervejeira RJ, lançaram neste mês a colaborativa To Your Witcher. É uma IPA clássica de cor alaranjada, com espuma dourada e cremosa. De acordo com as marcas, possui aroma cítrico, terroso e levemente doce, lembrando frutas de caroço. E tem amargor alto, mas em equilíbrio com as notas de caramelo que trazem um retrogosto suave. A cerveja, refrescante, tem 50 IBUs de amargor e 6,6% de graduação alcoólica.

EverBrew
A cervejaria de Santos (SP) criou a Rush Hour, pensada como uma cerveja entre uma Juicy IPA e uma West Coast. A bebida é uma New England IPA com 7% de graduação alcoólica. Foi elaborada com Spectrum Mosaic, envolvendo uma extração de lúpulo em várias etapas.

Juan Caloto
A Juan Caloto apresentou duas novas cervejas em janeiro, a La Ballada De Ragtime Abacashew e a El Último Trem Para Sabata Valley. A La Ballada De Ragtime Abacashew é uma Gran Berliner Weisse com sabor de abacaxi e caju. Ela possui teor alcoólico de 8,5%. Já a El Último Trem Para Sabata Valley é uma Juicy IPA que leva em sua receita os lúpulos Strata e Sabro. Ela possui coloração amarelada com leve turbidez, que muito se assemelha a uma Pilsen tradicional. Porém, logo o aroma do caju aparece trazendo maior densidade ao paladar, que é finalizado com a acidez e a refrescância do abacaxi. A cerveja possui teor alcoólico de 8,5%. Ambas estão disponíveis em latas de 473ml.

Landel
A cervejaria de Campinas (SP) começou 2022 com um lançamento para celebrar o verão. É a I’m Lazy, uma American Wheat. Trata-se de uma cerveja de trigo americana, com 5,5% de teor alcoólico,e 14 IBUs. A Landel assegura que ela é leve. E possui muito lúpulo americano no dry hop, o que a deixa mais refrescante.

Mindubier
A baiana Mindubier também lançou mais um rótulo em janeiro. Batizada Mindu2022, a cerveja celebra uma nova fase da empresa, agora com novo sócio, fábrica própria e um moderno bar. Ela é uma IPA com base bem clara de maltes, aliada a uma levedura experimental exclusiva. O resultado são notas cítricas e frutadas, com destaque no pêssego e na casca de laranja.

Nacional
Em seu primeiro lançamento do ano, a Cervejaria Nacional apresentou como novo rótulo do seu portfólio a IPA Patagônica. A cerveja leva no preparo maltes e lúpulos da Patagônia, região localizada no extremo da América do Sul. A nova criação é de coloração dourada clara, tem corpo leve e intensidade aromática que remete a frutas tropicais como manga, pêssego e melão. O rótulo apresenta 5,2% de álcool e 35 IBUs de amargor.

Quem é o influenciador do “sextou” que arrecadou R$ 2,6 mi para vítimas da chuva

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O influenciador digital Henrique Costa Ferreira, de 46 anos, mais conhecido como Henrique Maderite, se tornou um fenômeno de popularidade nas redes sociais pelo “Sextou”. Mas a sua força junto aos, hoje, 790 mil seguidores, ficou mais clara quando conseguiu, em uma rápida campanha beneficente, arrecadar mais de R$ 2,6 milhões em doações para ajudar as vítimas das chuvas em Minas Gerais.

Foi, até agora, o ponto alto da trajetória desse mineiro, que, ainda antes de ficar famoso, começou a chamar a atenção por meio de mensagens engraçadas enviadas a amigos, que vazaram na internet e se espalharam por Belo Horizonte. Hoje, ele se destaca com a irreverência de quem incentiva as pessoas a abrir a primeira a cerveja partir do meio-dia de sexta-feira, antecipando o fim de semana.

Isso ocorreu depois que o carisma de Maderite motivou a Cervejaria Läut, de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, a convidá-lo para se tornar parceiro da marca em janeiro de 2021. E com ele como garoto-propaganda, a cervejaria aumentou a exposição no mercado e ajudou a tornar conhecido o homem que em todas as sextas-feiras posta um vídeo em seu Instagram no qual diz: “Pode olhar aí, ‘mei-dia’. Quem fez, fez. Quem não fez, não faz mais… Sextou, bebê”.

Com a popularidade em alta, o influenciador digital resolveu promover uma campanha para ajudar as vítimas das chuvas que castigaram Minas Gerais na virada de 2021 para 2022. Iniciada às 12h de 14 de janeiro, quando divulgou o seu “sextou” solidário, a iniciativa arrecadou R$ 2.612.796,36. E ainda mais de 800 toneladas de donativos.

Em entrevista ao Guia, Maderite comentou sobre a bem-sucedida campanha do “sextou”, que beneficia 12 cidades mineiras prejudicadas pelas recentes enchentes. São elas: Nova Lima, Rio Acima, Raposos, Itabirito, Sabará, Brumadinho, Mário Campos, Governador Valadares, Betim, Juatuba, Santa Luzia e Jequitibá.

“Estou me sentindo a pessoa mais feliz do mundo, estou fisicamente e emocionalmente cansado, mas nunca me senti tão feliz na minha vida”, ressalta o influenciador digital, pai de três filhos: Juninho, de 25 anos, Ana Clara, de 22, ambos frutos de seu primeiro casamento, e Estela, de 7, filha de Fernanda, sua esposa, que está participando ativamente da  campanha beneficente e antes teve papel fundamental para que o marido desse os primeiros passos para se tornar um fenômeno das redes sociais.

A campanha, intitulada “Sextou Solidário, S.O.S. Minas Gerais”, foi realizada por meio do site “Quem Fez, Fez“, no qual estão sendo publicadas as prestações de contas, com as notas fiscais dos eletrodomésticos, camas e colchões comprados com o dinheiro das doações e que estão sendo revertidos para as vítimas das enchentes.

Maderite revelou ao Guia que uma equipe de 45 voluntários ajuda nas entregas. E ele também marca presença nas casas de pessoas prejudicadas pelas chuvas em Minas. Neste sábado (29), por exemplo, promete estar presente em visitas às residências afetadas no município de Santa Luzia, apesar do  “sextou” que vai publicar em seu Instagram ao meio-dia desta sexta-feira.

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Confira na entrevista mais detalhes da campanha liderada por Maderite e da trajetória do influenciador digital:

A campanha que você promoveu arrecadou mais de R$ 2,6 milhões e 800 toneladas de donativos em 3 dias e 4 horas. Por que você acredita que a iniciativa fez tanto sucesso? A sua popularidade nas redes sociais pesou muito para isso?
Acho que o sucesso aconteceu porque foi uma campanha singular, pois não teve apoio de emissora de TV, de político, de prefeitura ou de governo para promovê-la. Não teve nenhum patrocínio para fazer essa campanha e isso ajudou a sensibilizar muitas pessoas em meio a um momento tão difícil para tantas famílias que foram afetadas pelas chuvas em Minas Gerais.

A ideia de promover a campanha foi exclusivamente sua? Como morador de Nova Lima, você viu de perto o drama de muitas famílias que foram afetadas pelas chuvas?
A ideia foi minha, a gente mora em uma cidade que foi muito atingida pela chuva. E a gente não ficou confortável (no último dia 14) de fazer um “sextou” rindo enquanto todo mundo estava sofrendo à nossa volta. Inicialmente, a gente tinha cadastrado 11 cidades beneficiadas pela campanha, mas já passamos para 12. Eu, meus filhos e minha mulher estamos visitando casa por casa (das moradias prejudicadas pelas enchentes). Meu filho mais velho, por exemplo, ficou responsável por uma cidade, Mário Campos, e a minha filha do meio ficou responsável por uma outra, Sabará. E a ajuda emergencial, que se chama comida, chegou muito rápido.

E quais são os produtos que estão sendo distribuídos para pessoas que perderam os seus pertences nestas últimas enchentes em Minas?
A gente já tinha pensado nos kits para doação, que contam com uma geladeira, um fogão, um colchão e uma cama. Compramos mil de cada. E aí você me pergunta: ‘Como vou atender mais de 1.000 famílias afetadas pelas chuvas com esse kit’? É que muitas não precisam de um kit completo com todos esses itens. E alguns deles podem ser repassados para outras famílias cadastradas na campanha.

Como você se sente ao ver tanta gente beneficiada por essa campanha?
Estou me sentindo a pessoa mais feliz do mundo, estou fisicamente e emocionalmente cansado, mas nunca me senti tão feliz. Estamos fazendo todas as etapas da campanha. Arrecadamos o dinheiro doado e com ele compramos eletrodomésticos, camas e colchões em uma condição muito boa de preço. Conseguimos gente para emprestar galpão e guardar as coisas, porque isso não é barato, e gente para transportar tudo isso. Poder ajudar as pessoas é muito gratificante.

Com todo o sucesso que faz nas redes sociais como influenciador digital, você ainda tem tempo para desempenhar o papel de sócio de uma construtora? Quantos acordos de patrocínio você possui?
Sou sócio de uma construtora junto com o meu irmão e o meu filho. Mas, com este meu envolvimento nas redes sociais, eles é que tomam conta da construtora. Hoje, como influenciador digital, tenho 12 contratos assinados por um ano e mais ou menos uns 30 pontuais.  

Essa campanha angariou muitos recursos em um tempo reduzido. Por que o período de doações foi encerrado após 76 horas?

Quando fechamos a campanha, a gente tinha 886 páginas de extrato bancário. Do valor total arrecadado, nós tivemos mais de 30 mil movimentações de Pix, o que deu uma média de R$ 70 doados por pessoa. As doações vieram do Brasil inteiro. Estamos fazendo um mapeamento das regiões que doaram e vimos que tivemos doações de pessoas de todas as capitais do Brasil. Foram 76 horas de campanha e o movimento financeiro e o volume de doações foram tão grandes que concluímos que já era hora de encerrar a campanha para poder comprar as coisas, organizar e distribuir as doações. E não perder o controle disso.

Como foi possível fazer o armazenamento e distribuição dos donativos e eletrodomésticos comprados para serem doados?
Conseguimos parceiros para tudo. Para estocar, eu tenho o Gustavo Gati, que é uma pessoa fundamental neste nosso projeto. Ele disponibilizou um galpão de 10 mil metros para a gente poder guardar as coisas, conseguiu uma transportadora, a JFW, que está ajudando também, e estamos trabalhando com 45 voluntários. E temos uma previsão de conseguir terminar de entregar tudo em até 30 dias para as famílias que se cadastraram na campanha receberem as doações.

Hoje você tem 790 mil seguidores no Instagram e se tornou um fenômeno de popularidade nas redes sociais com o “sextou”. Por que você acha que se tornou tão popular?
Vamos para 800 mil seguidores até amanhã (esta sexta-feira) e o crescimento é de 20 mil por semana. Eu acho que a turma gostou porque não sou um personagem, sempre fui assim. Sempre “sextei”, mas não de forma irresponsável. Sempre fiz isso para falar para a turma que é preciso relaxar no fim da semana, e gostaram da empatia que eu acabei criando.

Como surgiu a ideia do bordão de suas postagens, o “sextou”? 
Essa ideia do “sextou” surgiu da minha cabeça mesmo e é justamente para poder falar com o povo, que teve a semana inteira para fazer as coisas e não fez. E na sexta-feira, depois de “mei-dia”, vai querer fazer? Se alguém se aproximar de você para oferecer negócio na sexta depois do “mei-dia”, pode ter certeza de que é golpe ou pirâmide (risos).

Como é a sua rotina como influenciador digital? E hoje você pode dizer que esta é a sua principal ocupação?
Hoje é a minha profissão, o que faço na vida hoje. Eu gravo, faço anúncio, reunião com a turma do marketing, o meu dia é ocupado quase por 17 horas com isso. Além de tudo isso, eu ainda bebo (risos). Mesmo com tudo isso, eu arrumo um tempo para tomar uma cerveja.

Como começou a sua vida como influenciador digital?

Tudo começou com a Läut Beer. Foi a minha primeira parceira. Eles me contrataram em um boteco. Chegou o JP (João Paulo Anchieta), que cuidava da parte de marketing da Läut, e me perguntou se eu poderia fazer para eles aquele meu ‘sextei’ tomando a cerveja deles. Aí eu perguntei: “E o que vou ganhar com isso?” Aí ele me disse: “Vou te pagar para você fazer isso”. Aí pensei e falei: “Uai, então eu faço”. Eu fiz e depois disso aquele foi o final de semana que eu mais bebi na minha vida. Eu não postava esses vídeos com frequência, mas fiz para a Läut e depois fiquei esperando para saber se eles tinham gostado. Imaginei que eles não tinham gostado, mas na terça-feira me ligaram dizendo que queriam fechar um contrato comigo. E agora, toda sexta-feira, eu dou um beijo na minha mulher e depois vou beber para trabalhar. Eu lembro até do dia em que eu falei para a minha mulher que ela reclamava que eu iria começar a beber na sexta-feira “mei-dia”, mas que agora iriam me pagar para eu fazer isso (risos).

E como você conseguiu crescer tão rápido como influenciador digital?
Tenho uma filha de 22 anos e a Nanda, minha esposa, que já foi jornalista, que começaram a me ajudar. E a gente começou a seguir uma linha, a divulgar, mas sem deixar o trabalho da construtora de lado, pois antes eu não poderia viver apenas da renda de influenciador digital. Mas a gente foi crescendo e hoje tenho 12 pessoas que trabalham diretamente para mim. Hoje é o JP, a agência dele é que cuida disso. Ele tem videomaker, um monte de gente para fazer edição etc.

A pandemia atrapalhou o incentivo que você sempre faz às pessoas ao pedir para elas abrirem uma cerveja e curtirem o final de semana a partir do meio-dia de sexta-feira? Em meio a este cenário de crise financeira e sanitária, você se preocupa ou vê a necessidade em incentivar o consumo de cerveja de forma responsável?
De fato, bares e restaurantes sofreram um impacto violento com essa pandemia, mas o consumo interno aumentou muito, de supermercados e distribuidoras. De certa forma, então, uma coisa supriu a outra. Eu sempre fazia o “Sextou” dentro da minha casa. Igualmente como todo mundo estava dentro de casa, eu também estava dentro da minha. Eu acho que agora nós chegamos em um ponto no qual, de fato, estamos muito preocupados com a nossa saúde. Eu sempre me preocupei, praticando esporte, andando de bicicleta… Eu não tenho tendência a falar de cerveja sem álcool, por exemplo, mas tudo que faço sei que agora é um exemplo muito grande. Hoje, eu não saio de casa de carro nunca para reunir para beber, para fazer farra, com um monte de gente. Sem chance de fazer isso.

Hoje você tem até linhas de produtos com o seu nome, como canecas e bonés. Fale um pouco sobre essas suas parcerias atuais.
Eu lancei bonés porque sempre faço os vídeos com eles. Minha filha e esposa tiveram a ideia de nós comprarmos 300 bonés e de colocar as minhas frases neles. E quando lançamos as vendas, acabamos vendendo 5.100 bonés em dois dias. Tem copo térmico também nesta minha linha de produtos e até um suplemento, que se chama “HJ (Hoje) Pode”.

E neste final de semana, vai poder “sextar” a partir do meio-dia de sexta e só voltar a trabalhar na segunda?
Normalmente eu poderia fazer isso, mas no sábado vou acompanhar uma primeira entrega de donativos na cidade de Santa Luzia.

Sem carnaval, setor revê estratégias para evitar queda nas vendas de cerveja

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Em 2022, uma ausência do ano passado vai se repetir. Em função do avanço da variante ômicron do coronavírus, com um aumento exponencial de casos, o carnaval de rua voltou a ser cancelado nas principais cidades do Brasil. Com a folia associada à cerveja, seja pelo aumento do consumo ou pela participação como importantes patrocinadoras das festas, as grandes marcas e as artesanais têm buscado adaptar suas estratégias para não reduzirem as vendas no período do carnaval.

Consultadas pela reportagem do Guia, as grandes cervejarias não pretendem, a princípio, realizar mudanças em seus planejamentos de produção em função da ausência dos blocos nas ruas. “Com relação ao volume previsto para o período, informamos que o planejamento não sofrerá qualquer alteração apesar do cancelamento do carnaval de rua das grandes capitais”, afirma o Grupo Heineken por meio de nota oficial.

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Assim, a expectativa de analistas é de que a queda no consumo de cerveja no carnaval, caso aconteça, seja reduzida. Para o sócio da Performa Partners, André Pimentel, embora não nas ruas, as pessoas continuarão se encontrando no período costumeiramente reservado para as festividades. E isso vai garantir que o impacto sobre as vendas seja reduzido. Porém, há um efeito difícil de ser solucionado: a lucratividade, que costuma ser maior com a venda em bares e restaurantes.

“As coisas às vezes não são como parecem. No carnaval há um grande consumo de bebidas, em função da folia. Apesar das festas terem sido canceladas, acho que as pessoas não vão deixar de sair. Elas vão tomar cerveja em outras ocasiões, como em churrascos com outras pessoas e em festinhas. Pode ser que até caia a quantidade, por não se beber tanto em casa, mas não acredito que será uma tragédia absoluta em termos de consumo”, avalia.

É sob uma perspectiva parecida que atua o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), que representa o Grupo Heineken e a Ambev no Brasil. Para o superintendente do Sindicerv, Luiz Nicolaewsky, o setor manterá a rota de crescimento neste ano, independentemente da ausência da folia nas ruas. Ele lembra que também não houve carnaval em 2021, mas o segmento seguiu em expansão, pois o consumidor adaptou seus hábitos, passando a fazer o uso de cerveja em suas residências, as comprando em supermercados ou online. Uma movimentação que deverá se repetir no período do carnaval em 2022.

“Não tivemos carnaval e outras festas em 2021 e o resultado foi acima da expectativa no ano passado. Nossa previsão de expansão é tão forte quanto a do último ano, em que projetamos um crescimento de 7,7%”, diz. “Você encontra outras maneiras. Nós tivemos mudanças de hábito, com o consumo se dando no ambiente doméstico, embora o principal local de escoamento seja sempre os bares e os restaurantes, os parceiros número 1 das cervejarias”, complementa.  

E o marketing?
Com o carnaval em alta no Brasil no período pré-pandemia não apenas nos desfiles, mas nas ruas e eventuais festividades fechadas, associar uma marca de cerveja à folia se tornou um caminho óbvio para as principais companhias em anos recentes. Assim, as restrições impostas pela pandemia, com o cancelamento das mais prestigiosas celebrações afetam estratégias das companhias.

Nesse contexto, elas estão em compasso de espera para tomarem decisões, como explica o Grupo Heineken. “Estamos acompanhando o cenário da pandemia no Brasil e atuaremos de acordo com os decretos dos governos estaduais e municipais. Estamos avaliando a manutenção dos contratos de patrocínio de eventos fechados, desde que sejam autorizados pelas autoridades locais e que sigam os protocolos e recomendações de saúde e segurança”, afirma.

A Ambev, por sua vez, aguarda as decisões das autoridades e o avanço da pandemia para definir como se comportar. “Estamos em constante diálogo com parceiros e, em conjunto, avaliando os próximos passos”, diz, em nota oficial. O Grupo Petrópolis, por sua vez, optou por não se pronunciar ao Guia.

O cancelamento do carnaval também causa a queda na exposição dessas marcas de cerveja, embora o sócio da Performa Partners pondere que elas poderão economizar os recursos que estavam previstos para investimento em publicidade. “É um problema para todos, pois empresas de bem de consumo precisam estar sempre expostas, mas, por outro lado, deve haver uma economia de recursos em marketing”, argumenta Pimentel.

A ausência da festa nas ruas de São Paulo, por exemplo, provocou mudanças de planejamento de marcas que chegaram recentemente ao Brasil e buscam espaço no mercado como a Pabst Blue Ribbon, que adiou investimentos de marketing, como relata a NewAge Bebidas, responsável pela sua produção e distribuição no país.

“A licenciada americana Pabst Blue Ribbon já estava preparando uma parceria com uma grande escola de samba da cidade de São Paulo para várias ativações da marca no carnaval, mas também adiou seu investimento”, revela Edison Nunes, Gerente comercial da NewAge Bebidas.

Artesanais confiam no delivery
Com o consumo nas ruas durante o carnaval sendo majoritariamente das grandes marcas, as cervejarias artesanais esperam não sofrer impactos relevantes nas suas vendas por causa do cancelamento das festas. Assim, trabalham com a perspectiva de pouca oscilação nas vendas, também apostando no êxito do delivery.

“Historicamente no feriado de carnaval, temos nossas vendas concentradas em kits de chope delivery, ou seja, nossos distribuidores atendem pessoas que pedem barris para consumo em casa. Acreditamos que mesmo com o cancelamento do carnaval de rua, tenhamos essa demanda, pois as pessoas irão se reunir para celebrar esse período, mesmo de forma mais tímida”, afirma Bruno Scotton, auxiliar de marketing da Berggren.

A Cervejaria Nacional também se prepara para atender a essa demanda para o consumo residencial. E, inclusive, realizará um lançamento alusivo ao período do carnaval, da Glitter Ale, rótulo que tem como base uma Summer Ale. “É um momento que estamos nos estruturando para estar atendendo no varejo e delivery. Inclusive temos uma programação para que nossos clientes curtam esse período tão satisfatório”, explica Gabriel José Marins de Figueiredo, gerente de delivery e marketing da marca.

Mas cervejarias artesanais de regiões onde o carnaval não é tradição temem que o aumento dos casos de coronavírus reduza as atividades daquela parcela da população que aproveita o período de festa para realizar viagens turísticas. Essa incerteza preocupa, por exemplo, Valmir Zanetti, diretor da Cerveja Blumenau e presidente da Associação Vale da Cerveja, que reúne marcas do Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

“A gente não sabe como vai ser, pois recebemos muita gente que foge do carnaval nos grandes centros. Ainda não é possível saber se os turistas vão vir para a região. Se não vierem, vai ser mais um impacto. A gente espera que a pandemia dê uma aliviada, para que as pessoas possam viajar”, comenta.

Palestra com CEO da Brewers Association abre atividades da Abracerva em 2022

A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) decidiu abrir oficialmente as suas atividades em 2022 com a realização de um evento com o CEO de uma organização que serve como inspiração para a sua gestão. Nesta quinta-feira, a partir das 18h45, o presidente e diretor executivo da Brewers Association (BA, na sigla em inglês), Bob Pease, dará uma palestra sobre a sua experiência à frente da associação das cervejarias artesanais e independentes dos Estados Unidos.

A palestra de Bob Pease será online e aberta aos associados da Abracerva e demais profissionais do mercado cervejeiro. O evento, digital, terá transmissão pelo link.  Na palestra, ele vai usar a sua experiência à frente da Brewers Association, que conta com aproximadamente 5.600 associados, para falar sobre como deve se construir uma comunidade unida e forte em torno da cerveja artesanal.

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De acordo com a Abracerva, nesta palestra, o profissional vai abordar a “história norte-americana da cerveja, uma explicação sobre cada departamento da associação e os objetivos de cada projeto. E ainda um olhar sobre o mercado de cervejas artesanais (craft) e como foi o crescimento nos últimos anos, com eventos, publicações e pautas políticas.”

Bob Pease preside a Brewers Association desde 2014. Ele foi contratado em 1993 pela associação como gerente de atendimento ao cliente, depois se tornando diretor de operações. Foi promovido a vice-presidente em 1999 e a diretor operacional (COO) em 2010.

O evento com Bob Pease é tratado pela Abracerva como uma primeira iniciativa após as recentes mudanças de cargos na diretoria. E funciona como uma apresentação das suas intenções, com a divulgação de informações e conhecimento ao mercado cervejeiro. Assim, a expectativa é de realização de um extenso calendário de atividades e encontros, alguns deles com a presença de figuras de renome internacional dentro do mercado cervejeiro.

“Vamos organizar uma série de palestras, com o intuito de trazer nomes de peso para a gente se espalhar. E a Brewers Association sempre foi um exemplo para mim”, afirma Giba Tarantino, novo presidente da Abracerva e proprietário da Cervejaria Tarantino.

Em dezembro, de modo consensual, Giba, que já fazia parte da diretoria da Abracerva, substituiu Ugo Todde, que permanece na gestão, embora não mais como presidente – é o secretário. A atual gestão, com Tarantino à frente, irá até outubro.

Proximidade do consumidor é essencial para recuperação do setor cervejeiro em 2022

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Após um ano em que a pandemia voltou a impor desafios ao mercado cervejeiro, assim como já havia ocorrido em 2020, as perspectivas para 2022 indicam obstáculos importantes a serem superados. Entretanto, as experiências acumuladas neste longo período de crise sanitária pavimentaram tendências e caminhos mais claros para que o setor possa trilhar uma rota de desenvolvimento sustentável neste ano, consolidando o começo de um processo de recuperação.

Especialistas ouvidos pelo Guia projetaram algumas perspectivas para 2022, apontando ações que ajudem a fazer a diferença para obtenção do sucesso comercial. E avaliam que elas passam pelo contínuo estreitamento da relação com o consumidor.

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A utilização inteligente das plataformas digitais se mostrou uma exigência às cervejarias artesanais na pandemia, que se viram impactadas pela drástica redução da demanda antes proporcionada por bares e restaurantes. Com as restrições da Covid-19, foi preciso aprender a melhorar o atendimento e a usar com eficiência os canais de delivery para que elas continuassem operando. Mais do que meras tendências para 2022, se tornaram exigências para quem deseja ser competitivo.

“É entender que agora somos híbridos. Digital ou ao vivo, o atendimento está em muitos canais. Aprendemos diferentes formas de vender a cerveja artesanal e as redes sociais tiveram um papel importante, mas o atendimento presencial conecta as experiências de formas mais complexas”, alerta a sommelière de cervejas Bia Amorim.

A jornalista e sommelière Fabiana Arreguy também avalia que as companhias hoje já compreendem o varejo como uma possibilidade de proteção contra eventuais oscilações do mercado, assim como conseguiram otimizar a produção em momentos da crise.

“As cervejarias podem ter aprendido a otimizar seus processos e técnicas para diminuir custos sem perder qualidade. Podem ter visto também que estar em redes de varejo lhes dá mais visibilidade e vendas garantidas, mesmo em tempo de crise”, diz.

O reforço da relação com os clientes e seus potenciais futuros consumidores também é visto como essencial por Sady Homrich, engenheiro químico, especialista em cervejas e baterista da banda Nenhum de Nós. Ele lembra que os cenários político e financeiro obrigam as cervejarias a oferecerem algo além de um produto de qualidade. É necessário criar empatia e construir valores sólidos como empresas, para cativar o público, fatores que também têm de estar casados com estratégias de preço e posicionamento da marca frente à concorrência.

“O consumo local ficou muito fortalecido e esse é o modelo que acredito ser o mais razoável/rentável a médio e longo prazo”, opina Sady.  “Os empresários que experimentaram um senso de ‘bem comum’, se esforçando para manter a equipe mesmo que a duras custas, e integrando-se à sociedade com ações solidárias agora poderão se beneficiar de um time fortalecido e um pertencimento da marca frente ao consumidor”, reforça.

Delivery mantém importância
Em um cenário desafiador e de incertezas em relação ao retorno financeiro que poderá ser alcançado, a capacidade das cervejarias de atrair os consumidores e facilitar o acesso direto aos produtos por meio das plataformas digitais também é qualificada como essencial por Luís Celso Jr., sommelier e fundador do Bar do Celso.

“O mercado cervejeiro aprendeu muito com a pandemia, aprendeu principalmente, de uma maneira não muito boa, a ser mais criativo sobre como comercializar o seu produto e como chegar até o consumidor. Acho que o fornecimento direto das cervejarias para o consumidor é um movimento sem volta, que foi acelerado pela pandemia”, enfatiza.

O especialista também exalta o aprimoramento dos serviços de entregas, que se tornaram mais necessários e evoluíram de forma significativa, hoje sendo parte fundamental para um negócio ser bem-sucedido no mercado cervejeiro. E este objetivo está ligado a uma digitalização eficiente para seduzir consumidores exigentes e ávidos em aproveitar as inúmeras facilidades proporcionadas pela internet para a compra dos produtos.

“A gente aprendeu que delivery é muito importante e isso não tem volta. A gente também teve muitas lições do modelo de negócio enquanto digitalização. Houve uma digitalização crescente dos modelos de negócio, inicialmente para um delivery e depois para um e-commerce. As cervejarias, os fornecedores de cerveja e os produtores estão cada vez mais em contato direto com o seu consumidor através dessa digitalização, assim como os bares e as lojas de cerveja procuraram seguir este movimento”, completa Celso.

Início de uma recuperação
Ao projetar um para o setor cervejeiro neste ano, Celso é cauteloso ao lembrar que o potencial de consumo caiu na pandemia e isso tem atingido de forma importante este segmento, que ainda contou com aumento de preços em um 2021 com inflação elevada e escassez de matéria-prima.

“A gente espera uma maior estabilização do cenário, a retomada da confiança do consumidor, que vem segurando muito a grana porque o futuro está muito incerto. Na medida em que ele se sentir mais seguro, ele volta a investir, a comprar, e isso se reflete no comércio, nos bens de consumo não essenciais, o que é o caso da cerveja”, analisa o especialista, que também procura olhar 2022 como o começo de uma reação do segmento.

“Acho que ainda não vai ser um ano de completa recuperação. A gente ainda não sabe como vão ser essas variantes e como vai ser o desenvolvimento da pandemia, mas é um primeiro passo para uma recuperação para os próximos anos, além de 2022”, vislumbra Celso.

Essa recuperação, como destaca Bia, precisa vir acompanhada da qualificação e da obtenção de uma cultura cervejeira, para o amadurecimento das companhias, projetando um rumo a ser seguido ao longo desta década.

“Espero que o mercado cervejeiro amadureça e esteja disposto a enfrentar as consequências de uma crise, seja ela econômica, seja uma consequência moral. Como mercado precisamos nos abrir para conversar, ter congressos técnicos, palestras, mesas-redondas, debates sobre cultura cervejeira, técnica, estilos e inovação. E é um bom momento para desenhar como queremos estar nos próximos dez anos”, diz a sommelière.

Tendências em estilos
Da mesma forma que a pandemia aumentou a preocupação das pessoas com a saúde em todo o mundo, no mercado cervejeiro o crescente consumo das cervejas sem álcool ou com baixo teor alcoólico despontou e continua sendo uma das tendências para 2022. Em expansão e com uma gama de opções mais atrativa e maior do que em um passado recente, esta fatia do setor vem ganhando mais consumidores. E isso não mudará ao longo deste ano.

“Juicy IPA, ácidas complexas e RIS continuarão em alta, assim como as cervejas da outra ponta não tão intensa, como as Sessions e 0%. Ainda estou esperando a tendência de Lagers sofisticadas chegar no Brasil, espero que 2022 tenha esse encontro”, projeta Bia.

A jornalista e sommelière Fabiana Arreguy também aposta nestas tendências e lembra que a diversificação dos produtos oferecidos pelas cervejarias também já começou a ser adotada por marcas que enxergaram a oportunidade de produzirem outras bebidas.

“Para o ano de 2022 eu vejo um aumento da concorrência dos destilados em relação às cervejas. Tanto assim que grandes e pequenas têm investido nisso, criando seus próprios gins e uísques, diversificando seu mix de produtos”, ressalta a especialista. “Em relação a tendências para cervejas, acho que o uso dos insumos brasileiros, principalmente os lúpulos colhidos no Brasil, será o carro-chefe. Acho que as cervejas sem álcool, ou de baixo teor alcoólico, continuarão sendo tendência com maior demanda para elas”, completa Fabiana.

Subsidiária da Kirin indica saída do Reino Unido e amplia Brexit de grandes cervejarias

Grandes marcas internacionais parecem não estar mais olhando para o mercado de artesanais do Reino Unido com o mesmo apetite de outrora. O Grupo Kirin e a sua subsidiária australiana Lion anunciaram que estão de saída, buscando alternativas para os seus negócios na nação insular.

A Lion Little World Beverages, a divisão global de cervejas artesanais da Lion, revelou ter nomeado consultores para analisar opções para as suas marcas no Reino Unido. O negócio da empresa pertencente ao Grupo Kirin compreende a Fourpure Brewing, adquirida em 2018 e com sede em Londres, a Magic Rock, que fica em Yorkshire, tendo sido comprada em 2019, além das marcas importadas Little Creatures e New Belgium Voodoo Ranger.

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Assim, todas essas cervejarias estão colocadas à venda, após um cenário desafiante encarado em 2020 e 2021, admitido pela própria Lion. “Apesar das difíceis condições comerciais nos últimos dois anos, continuamos a investir no negócio e estamos ganhando impulso. Acreditamos que o negócio está bem posicionado para se beneficiar, principalmente à medida que as condições comerciais melhorarem”, afirma o diretor administrativo da Lion Little World Beverages UK, Gordon Treanor.

A Lion indicou, no comunicado, que a companhia deve se concentrar em outros mercados, especialmente na Austrália e nos Estados Unidos. Em novembro de 2021, a companhia adquiriu a Bell’s Brewery, a sétima maior cervejaria norte-americana. E desde 2019 era detentora da New Belgium Brewery, a quarta maior artesanal dos EUA.

“Ao mesmo tempo, a Lion fez investimentos muito significativos em cerveja artesanal na Austrália e nos Estados Unidos, na medida em que nosso negócio nos EUA é agora líder em cervejas artesanais. Como qualquer negócio, precisamos fazer escolhas sobre para onde continuaremos a direcionar nossos investimentos”, afirma o dirigente da Lion, acrescentando a busca por um destino para as duas marcas adquiridas no Reino Unido pela subsidiária da Kirin.

“Embora nenhuma decisão tenha sido tomada, precisamos determinar a melhor forma de preparar Magic Rock e Fourpure para o sucesso nos próximos anos. Nossa equipe foi informada da revisão e estamos comprometidos em apoiá-los neste momento”, acrescenta Treanor.

Antes da subsidiária australiana da Kirin, outra gigante cervejeira a indicar a saída do mercado de artesanais do Reino Unido foi a Carlsberg. Em dezembro, a Carlsberg Marston’s Brewing Company anunciou a intenção de negociar ou fechar a London Fields Brewery (LFB).

Em 2020, as vendas das principais marcas de cerveja da LFB, Hackney Hopster, 3 Weiss Monkeys e Broadway Bos, caíram 31,7%, 95,6% e 50,9%, respectivamente, o que motivou a decisão de fechamento. Enquanto um negócio não é realizado, as cervejas serão produzidas pela Cameron’s, já que a companhia optou por não mais utilizar a sua fábrica em Londres.

Brasil melhora qualidade da produção, mas importa mais lúpulo em 2021

Ainda que a produção de lúpulo pelo Brasil seja diminuta quando se observa a demanda da indústria cervejeira, a cultura tem apresentado avanço ao longo dos anos e terminou 2021 com melhorias na qualidade. Um cenário que provoca a expectativa de ampliação do seu uso pelos fabricantes, contribuindo para a evolução da cadeia produtiva.

Essa avaliação foi apresentada à reportagem do Guia por Rodrigo Baierle, proprietário da Lúpulos 1090. Para ele, em 2021, alguns cultivos de lúpulo no Brasil, de regiões diferentes, apresentaram qualidade semelhante ao do produto que costuma ser importado pelas cervejarias.

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“Tivemos ótimos resultados, especialmente de qualidade, e em várias regiões do Brasil. Em alguns casos, sendo até superior ao lúpulo importado. O nível de óleo essencial chegou a bater 3,5%, algo que só era imaginável em lúpulos estrangeiros”, afirma.

A imensa maioria do lúpulo utilizado no Brasil, porém, continua sendo de fora do país. De acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, foram 4.721 toneladas de lúpulos importadas em 2021, com um dispêndio de US$ 82,078 milhões. Isso representou aumento superior a 40% em volume e valor gasto com o lúpulo no mercado externo no ano passado, quando comparados a 2020.

Mas a produção no Brasil também tem aumentado. Em agosto de 2021, a Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo) relatou um crescimento de 110% na área plantada no país em 2020 em relação a 2019, com uma produção de 24 toneladas.

Além disso, a produção de lúpulo pelo Brasil, que se concentra em Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo, apresentou novidades ao longo de 2021. Isso envolve as grandes cervejarias, que têm começado a olhar com mais atenção para o lúpulo nacional.

O Grupo Petrópolis, inclusive, começou a vender parte da produção de lúpulo da sua fazenda em Teresópolis (RJ) para microcervejarias através do seu comércio eletrônico. Além disso, expandiu a sua produção para o entorno da fábrica localizada em Uberaba (MG).  Já a Ambev inaugurou em Lages (SC) uma planta de transformação de lúpulo em ingrediente pronto, assim como um viveiro com capacidade para produzir 60 mil mudas ao ano.

“As cervejarias têm muito a ganhar com isso, pois poderão usar um lúpulo fresco e de altíssima qualidade. Assim, o lúpulo brasileiro poderá representar um ganho de qualidade muito grande para as cervejarias”, avalia Baierle.

Nesse momento, porém, o uso do lúpulo não é disseminado no mercado brasileiro, com o seu uso se concentrando em cervejas de maior valor agregado ou sazonais.  Há marcas, como as gaúchas Salva Craft Beer e Fil, que aproveitam a própria produção do ingrediente para utilizá-lo nos seus rótulos. Além disso, grandes nomes do setor também têm apresentado novidades, como a Colorado, que lançou uma Hop Lager com lúpulo nacional em 2021, e a Goose Island, que se uniu à Lohn para criar uma cerveja com o ingrediente brasileiro.

São casos ainda pontuais no terceiro maior produtor de cerveja do mundo e, portanto, como uma alta demanda por lúpulo. Mas Baierle acredita que esse cenário poderá se alterar com o aumento da qualidade da planta e safras maiores.

“A expectativa é que se possa fornecer o lúpulo durante o ano todo para as cervejarias, com as cervejas que as usam deixando de ser apenas para algo sazonal”, afirma o proprietário da Lúpulos 1090.  

E em 2022?
Para que o cenário esperado por Baierle comece a se tornar mais próximo no ano recém-iniciado, será necessário investimento em maquinário pelos produtores desse ingrediente cervejeiro, em função do aumento da área produtiva do lúpulo no país.

“Há desafio em maquinários para colheita e processamento, mas já temos empresas que os têm. Outras estão se desenvolvendo e aprimorando. É algo importante porque a expectativa é de que ocorra um aumento na área produtiva, com aumento de volume”, diz.

De qualquer forma, ele acredita que a plantação realizada há quatro anos trará bons resultados ao longo de 2022. “As áreas implantadas, especialmente em 2018, terão uma maturidade em 2022, com maior produção e qualidade, atingindo as cervejarias”, prevê o agrônomo.

Menu Degustação: Latas da Karlsbräu no país, bolsas da ESCM para pretos e pardos…

Os últimos dias do setor cervejeiro foram agitados e contaram com a chegada de novidades ao mercado e para o público. Um dos destaques é a marca alemã Karlsbräu, cerveja que passou a ser importada exclusivamente pela Boxer do Brasil. São seis rótulos, incluindo uma cerveja oficial do AC/DC. A Cruls, por sua vez, abriu o seu bar em Brasília, na Asa Norte, com funcionamento de quarta-feira a sábado.

Em uma ação que pode ajudar a tornar o setor mais inclusivo, a Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) está com inscrições abertas, até o dia 31, para bolsas de estudos em Mestre Cervejeiro exclusivas para pretos e pardos. A iniciativa tem participação da Ambev, sendo que os bolsistas ainda receberão ajuda de custo.

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Confira estas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Rótulos da Karlsbräu no Brasil
A Karlsbräu chegou ao mercado nacional com seis rótulos. São cinco latas de 500ml, caso da Kellerbier, premiada no ano passado como a melhor Lager do World Beer Awards, a Bock, a Pilsen Urpils, a Karlsbräu Lager, a Helles e a Weizen. E a Boxer, agora importadora exclusiva desta cervejaria no Brasil, ainda propicia o acesso do consumidor à Rock or Bust, nome do 17º álbum de estúdio do AC/DC e da cerveja oficial da banda, que integra o portfólio de marcas da Karlsbräu. Esta cerveja Lager, que contém 5% de álcool, é disponibilizada em latas de 568ml pela Karlsbräu. 

Bar da Cruls em Brasília
A Cruls Cervejaria passou a contar com o seu bar em Brasília. O espaço da marca, o Cruls Boteco, fica na Asa Norte e funciona de quarta a sábado. E para marcar a abertura, foram lançadas duas cervejas: a Hop Lager, a primeira long neck da marca, e a CXP09 Catharina Sour com Maracujá, novo rótulo da série experimental CXP. “Do ponto de vista da inovação, abrir o Boteco é a oportunidade de testar ainda mais receitas e de sermos ainda mais ousados com criações inéditas”, explica Marcos de Paula, gerente de inovação e qualidade da cervejaria.

Aniversário da Dogma do Itaim com promoções
Fundada em janeiro de 2021, a segunda franquia da Cervejaria Dogma, localizada no Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo, promove até este domingo uma maratona de promoções, iniciada na última quarta-feira. Neste domingo, quem comprar duas réguas do taster degustação, um triângulo personalizado com o nome da cervejaria contendo seis copos de 80ml, ganha uma porção de brinde. O local oferece 15 opções de chopes em suas torneiras, cuja variedade é selecionada para cada dia.

Madalena e Swift se unem
A Cervejaria Madalena está apostando na união entre o chope e a carne de primeira ao acertar uma parceria com a Swift, que terá disponível nas geladeiras de cinco de suas lojas, todas no ABC paulista, os growlers de 1 litro dos chopes IPA e Lager Premium da marca. “Nossa parceria com a Swift tem como objetivo facilitar a harmonização do melhor chope com as melhores carnes. A cerveja premium, além de muito versátil, deixa o churrasco ainda mais completo”, diz Renan Leonessa, diretor de marketing da Madalena.

Lagoon amplia presença no varejo
A Lagoon, marca mineira de cervejas artesanais, segue ampliando os seus pontos de venda no varejo. Antes já disponível nas redes Verdemar, Carrefour, Bretas, Super Luna, OPA, Coelho Diniz e Apoio Mineiro, a marca agora tem todos os seus cinco rótulos (Triple Malt Pilsen, Lager, Amber Lager, Session IPA e American IPA) presentes nas unidades do supermercado Super Nosso, um dos mais tradicionais do estado.

Rótulos low carb na Toca da Cerveja
Localizada no centro histórico de Ilhabela (SP), a loja Toca da Cerveja está disponibilizando aos seus clientes rótulos de artesanais low carb, sem álcool e sem glúten. Entre as opções estão a Roleta Russa Easy IPA (zero álcool e sem glúten), a gaúcha Barco Anytime Low Carb (de baixa caloria e com 4,8% de álcool), a Leuven Kingdom Fruit Beer (sem álcool e com aroma e sabor do Yuzu, uma tangerina oriental) e a Leuven Kingdon American Wheat Beer (também sem álcool e com amarillo).

Bolsas para pretos e pardos na ESCM
A Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) está com inscrições abertas, até o dia 31, para bolsa de estudos em Mestre Cervejeiro exclusiva para pretos e pardos. A iniciativa da instituição, que visa promover também a diversidade no setor cervejeiro, está sendo patrocinada pela Ambev. Os selecionados ganharão o curso de um ano, receberão uma ajuda de custo mensal de R$ 600 e ainda terão direito a passagens de ida e volta para qualquer região do Brasil. Homens ou mulheres, com 18 anos ou mais, moradores no País e autodeclarados pretos ou pardos, podem se inscrever por meio do link

Projeto de reciclagem da Verallia
Em parceria com a Massfix, a Verallia coordena um projeto, o Vidro Vira Vidro, que incentiva a coleta de vidros. Para isso, 200 contêineres para entregas voluntárias serão alocados no eixo São Paulo – Campinas – Mogi das Cruzes. Com o projeto piloto, a Verallia estima conseguir cerca de 4 mil toneladas de cacos por ano. E o plano é de expandi-lo para outros estados.

30 ­­­estações de churrasco em festival 
Marcado para ocorrer no próximo dia 29 (sábado), das 13h às 20h, na Casa de Retiros São José, em Belo Horizonte, a oitava edição do Burn Experience Festival contará com 30 estações de churrasco, nas quais o visitante encontrará as mais diversas opções gastronômicas. Com o evento na capital mineira realizado em um espaço de 4 mil metros quadrados, os organizadores prometem cumprir os protocolos de prevenção à disseminação do coronavírus. Com o formato de open bar e open food, terá também como atração as performances de bandas de rock e sertanejas.

Atrações internacionais em Blumenau
Confirmada para os dias 9 e 10 de março, a primeira edição do Congresso Internacional da Cerveja, em Blumenau, terá atrações renomadas. Em formato híbrido (presencial e remoto aos inscritos), promete a participação de 20 palestrantes, entre eles Kilian Kittl, gerente de projetos da European Beer Star, uma das competições mais importantes do mundo no setor. O evento, que também firmou parcerias com o Brussels Beer Challenge e o Barcelona Beer Challenge, acontecerá paralelamente ao Festival, Concurso e Feira Brasileira da Cerveja.

História de um pioneiro em livro
Foi lançado o livro Cerveja Artesanal no Brasil, com 152 páginas e que aborda a trajetória do setor no país, contada pelo pioneiro e mestre-cervejeiro Wernel Emmel. Ele também apresenta relatos da sua atuação, da sua infância em Pomerode (SC) até a fundação da WE Consultoria.