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Ômicron esvazia celebrações e cancela festas públicas de réveillon pelo Brasil

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Se o avanço da vacinação em todo o Brasil e no mundo tem possibilitado a retomada do turismo e dos eventos presenciais, o surgimento de novas variantes do coronavírus, como a Ômicron, tem reacendido o alerta vermelho e feito as capitais do país optarem pela não realização de festas públicas para a celebração do réveillon. De acordo com levantamento realizado pela reportagem do Guia, entre as capitais, apenas Recife, Rio de Janeiro, Maceió e Natal mantiveram a programação de queima de fogos para o próximo dia 31. Mas os shows e festividades organizados pelas prefeituras foram cancelados.

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) indicou que 64,7% das cidades brasileiras não terão festas abertas ao público no réveillon. Em 11%, os eventos seguiam confirmados e em 23,6% a questão estava indefinida quando o trabalho foi divulgado, em 10 de dezembro.

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No Brasil, de acordo com balanço apresentado pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira (24), há 45 casos confirmados da variante Ômicron, com seus registros tendo acontecido em São Paulo (27), Goiás (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (3), Ceará (3), Distrito Federal (2), Rio de Janeiro (1), Espírito Santo (1) e Santa Catarina (1). Há ainda, 69 casos em investigação, sendo 27 no Distrito Federal, 19 em Minas Gerais e 23 no Rio Grande do Sul.

Em um ritmo mais rápido, as infecções por essa nova variante estão se multiplicando pela Europa, Estados Unidos e Ásia. E isso tem levado vários países europeus a também cancelarem as festas do final de ano. Na Alemanha, por exemplo, as comemorações com fogos estão proibidas. Em Portugal, Porto e Lisboa também já cancelaram as celebrações.

A Organização Mundial da Saúde considera a nova variante preocupante pois ela teria 50 mutações, sendo mais de 30 na proteína “spike”, uma espécie de porta de entrada que o vírus usa para entrar nas células. Em entrevista coletiva, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, pediu para que as pessoas cancelem as festividades de final de ano. “Um evento cancelado é melhor do que uma vida perdida”, afirmou.

Confira a seguir como as capitais brasileiras decidiram lidar com a festa de réveillon, de acordo com levantamento do Guia:

Aracaju
No final de novembro, a prefeitura de Aracaju confirmou que a capital não terá comemorações de réveillon, comumente feitas na Orla da Atalaia.

Belém
Também no mês passado, as autoridades de Belém informaram que o réveillon não seria realizado pelo segundo ano seguido.

Belo Horizonte
Belo Horizonte não comemora a virada de ano com uma festa pública desde o réveillon de 2015 para 2016, o que também irá se repetir na passagem de 2021 para 2022.

Boa Vista
Em Boa Vista, o governo resolveu manter a queima de fogos do réveillon, porém uma festa, que estava sendo preparada em formato de drive-in, foi cancelada.

Brasília
Em Brasília, o governador confirmou o cancelamento de todas as festas públicas para comemoração do réveillon.

Campo Grande
O cancelamento da festa de réveillon também foi adotado em Campo Grande.

Cuiabá
As festas de final de ano também não acontecerão em Cuiabá.

Curitiba
Assim como em anos anteriores, Curitiba não terá uma programação especial de réveillon.

Florianópolis
A prefeitura de Florianópolis também informou que não haverá comemorações de festas públicas na cidade.

Fortaleza
Fortaleza é outra capital que decidiu manter as restrições e não realizará as comemorações de ano-novo.

Goiânia
Neste ano, Goiânia também seguirá sem as comemorações de réveillon.

João Pessoa
João Pessoa anunciou o cancelamento de todas as festas públicas que aconteceriam na cidade.

Macapá
Macapá também confirmou que não terá comemoração de ano-novo de 2021 para 2022.

Maceió
Maceió cancelou todas as festas públicas de réveillon. Mas haverá queima de fogos.

Manaus
Manaus também anunciou o cancelamento de todas as comemorações que seriam realizadas pela prefeitura.

Natal
A prefeitura de Natal cancelou a programação de festas públicas.  Mas haverá queima de fogos.

Palmas
Palmas é outra capital do país que não realizará as tradicionais festas de réveillon.

Porto Alegre
A Prefeitura de Porto Alegre também anunciou o cancelamento das festas na região.

Porto Velho
Porto Velho também decidiu não manter a programação das festas da virada do ano.

Recife
A prefeitura de Recife disse que não organizará mais shows na capital do Pernambuco, mas a tradicional queima de fogos foi confirmada.

Rio Branco
A administração de Rio Branco também cancelou todos os eventos públicos programados para o final de ano.

Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro também confirmou o cancelamento da comemoração que seria organizada pela prefeitura. Mas haverá queima de fogos.

Salvador
Salvador cancelou todas as festas públicas que aconteceriam na virada de 2021 para 2022.

São Luís
São Luís é mais uma capital brasileira que não terá as tradicionais festas de final de ano.

São Paulo
A Prefeitura de São Paulo decidiu suspender a tradicional festa de réveillon que aconteceria na avenida Paulista.

Teresina
Teresina também não realizará eventos comemorativos para a virada neste ano.

Vitória
A prefeitura de Vitória cancelou todos os eventos públicos para as celebrações do réveillon de 2022.

Adaptação e parcerias: Como fornecedores encararam o ano no setor cervejeiro

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Se o ano de 2020 funcionou quase como uma ruptura, diante da eclosão da pandemia do coronavírus em março, 2021 apresentou novos desafios para a indústria cervejeira, dessa vez vinculados à necessidade de adaptação diante das diversas etapas da crise sanitária, como destacado pelos diferentes fornecedores do segmento ouvidos pela reportagem do Guia. Eles apontaram que houve mudanças de prioridades, mas que os investimentos, aos poucos, foram sendo retomados.

“2021 foi um ano de reinvenção e reconstrução”, define Filipe Bortolini, sócio da Beer Business, que oferece consultorias para empresas da indústria cervejeira, ressaltando como a adaptação e a abertura de novos campos de atuação foram fundamentais para que as companhias sobrevivessem a mais um ano difícil, especialmente nos meses em que vigoraram restrições para conter a propagação do coronavírus.

“Foi necessário adaptar-se à realidade do trabalho remoto e redefinir o foco de atuação. Cervejarias, brewpubs, cervejeiros ciganos, bares e restaurantes precisaram continuar a busca de alternativas para se manterem vivos. Desse modo, antigas necessidades que talvez não fossem prioridade tornaram-se urgentes e novas necessidades surgiram”, acrescenta.

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Assim como ocorreu em 2020, a partir da eclosão da crise sanitária, o ano de 2021 também atingiu diretamente as empresas envolvidas na organização de eventos, assim como os fornecedores de serviços a eles, pois a agenda de compromissos só foi retomada durante o segundo semestre, em função do avanço da vacinação contra o coronavírus e a consequente redução dos casos da doença.

Relembrando os desafios encarados em 2021, os sócios da M&P Facility Services, Michel Gervasoni e Patrícia Lopes, buscaram manter a proximidade dos clientes diante de um cenário externo incerto, especialmente pela falta de uma rota nas políticas públicas adotadas pelo governo federal, dificultando a atuação dos fornecedores de serviços.

Eles calculam que o negacionismo do poder executivo teve participação direta nas estimadas perdas de R$ 1,5 trilhão em negócios que não puderam ser fechados em eventos no Brasil, com apenas o estado de São Paulo deixando de gerar receita de R$ 24,5 bilhões.

“Procuramos nos manter conectados aos nossos clientes, reconectar aos leads e prospectar novos contratantes neste cenário de incertezas e políticas governamentais confusas sobre a matéria pandemia. A falta de coesão no entendimento de proteção coletiva é um fator repugnante no nicho de eventos, pois dependemos de medidas eficazes”, afirmam os profissionais da companhia de facilitação para eventos, feiras e empresas.

Por sua vez, a Label Sonic, empresa de rotulagem, também buscou fortalecer a ligação com seus parceiros para sobreviver aos desafios impostos por mais um ano marcado pela pandemia, além de realizar mudanças em sua atuação. E avalia que conseguiu terminar 2021 com um saldo positivo.

“Mais um ano de adaptação e de fortalecimento de parcerias para que pudéssemos minimizar os impactos da pandemia. Mas foi um ano bom, com crescimento nas vendas e no faturamento, manutenção dos postos de trabalho e investimentos”, afirma Bruno Lage, sócio-proprietário da empresa.

Novos investimentos
Apesar dos desafios impostos por fatores externos, a Verallia encerra 2021 satisfeita com os resultados obtidos em 2021 no Brasil. A companhia, uma das maiores fabricantes de embalagens de vidro do mundo, lembra que também anunciou a realização de investimentos relevantes nas suas unidades no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, esta com foco em atender as demandas da indústria cervejeira.

“Estamos operando com 100% da capacidade produtiva e anunciamos investimentos de 140 milhões de euros em expansão no Brasil somente em 2021. Esse recurso está sendo empregado nas fábricas de Jacutinga (MG) e Campo Bom (RS) ao longo dos próximos três anos”, relata Quintin Testa, diretor geral da Verallia na América do Sul.

Menu Degustação: Cursos de botânica da Hoegaarden, chopes enlatados da Goose…

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A proximidade da virada do ano faz marcas e instituições que compõem a indústria cervejeira se dividirem entre a apresentação de novidades e a definição de planos para 2022. A Hoegaarden, por exemplo, reforçou a sua associação com a cultura das flores ao iniciar uma série de podcasts e cursos em parceria com a Escola de Botânica de São Paulo.

Já a Goose Island começou a enlatar os chopes que estão à disposição do público no seu bar na capital paulista. Por sua vez, o Science of Beer Institute já definiu a programação do curso de sommelier, considerado seu carro-chefe, para 2022, seja online ou na modalidade presencial, que vai ocorrer em diversas cidades do Brasil.

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Confira essas e outras novidades da semana no Menu Degustação do Guia:

Chopes enlatados da Goose
O Goose Island Brewhouse, bar da consagrada cervejaria em São Paulo, irá enlatar os chopes a partir deste mês. A novidade será oferecida nas versões IPA, Hazy, Honkers Ale, 312 e Yellow Line da marca. Além disso, também estarão disponíveis as inovações que se alternam no espaço. Os preços das latas de 350ml vão variar entre R$ 15 e R$ 18, a depender do estilo. “Acreditamos que essa oportunidade irá ajudar o consumidor a levar a experiência do Brewhouse para outros lugares”, explica Guilherme de Almeida Aguiar, gerente de marketing de Goose Island no Brasil, destacando que as cervejas enlatadas terão validade de 90 a 120 dias.

Cursos de botânica da Hoegaarden
Em parceria com a Escola de Botânica, a Hoegaarden abriu, na última terça-feira, uma temporada de podcasts e cursos, online e presenciais, realizados no Greenhouse, no bairro Pinheiros, em São Paulo. A extensa programação vai até fevereiro, com os cursos abordando temas como “volta ao mundo com as plantas aromáticas” e “noções básicas de botânica”. A contribuição realizada na inscrição é destinada ao plantio de uma árvore nativa, na Mata Atlântica, em Nazaré Paulista (SP).

“Faz parte do nosso DNA um estilo de vida ao ar livre, além de experiências e conexões entre pessoas e a natureza. Os cursos apresentam temas variados e podem ser realizados por todos que buscam se aproximar do verde, seja cuidando de flores ou aprendendo mais sobre os benefícios de uma vida próxima às plantas”, comenta Pedro Henrique dos Santos Costa, gerente de marketing de Hoegaarden.

Novas embalagens da Läut
A Läut decidiu fechar 2021 com mais uma novidade para o consumidor. A Pilsen da marca, antes encontrada em garrafas de 600ml, agora pode ser comprada em dois novos formatos: lata de 473ml e long neck de 355ml. As latas já estão no mercado nos principais supermercados parceiros da marca. E as long neck serão direcionadas para alguns eventos e pontos de venda.

Réveillon no Porks Castelo
Inaugurado no fim de setembro em Belo Horizonte, a unidade Porks Castelo vai celebrar a sua primeira virada de ano com festa. Do dia 31 de dezembro para o 1º de janeiro, serão mais de 5 horas de shows ao vivo com duas bandas: Braian Marra e Max Pedaço de Papel. O local vai funcionar entre 18h30 e 2h30, sendo necessária a realização de reserva para ter acesso à festa. Todo o público terá direito a um chope grátis, o Pilsen 330ml da Krug. Haverá venda de espumantes e mais de 10 chopes diferentes no tap do Porks, além de drinques especiais. A direção da casa ainda vai realizar sorteio de espumantes e de kits de cervejas artesanais mineiras.

Sommelier de cervejas em 2022
Quem também já está de olho em 2022 é o Science of Beer Institute, que definiu a sua agenda de cursos de Sommelier de Cervejas para o próximo ano. O curso tem carga horária de 120 horas, abordando temas como história da cerveja, escolas cervejeiras, estilos, harmonização e degustação de 40 a 80 rótulos diferentes. Assim como em 2021, haverá turmas online, com início em 4 de abril.  Já as turmas presenciais contam com cinco encontros mensais aos finais de semana e estão confirmadas em São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Maringá (PR), Juiz de Fora (MG), Florianópolis, Curitiba e Brasília. As inscrições podem ser feitas no site do instituto educacional cervejeiro.

Doktor Bräu no Memorial
A marca mineira Doktor Bräu já se prepara para um encontro com o público paulistano nos primeiros dias de 2022. A cervejaria revelou que estará presente no Memorial da América Latina em 22 e 23 de janeiro com sua Pilsen, a Psicotipa, a Albinus e a Anesthesipa, além de copos e canecos exclusivos. Para o período, no local, na Barra Funda, está prevista a realização do Festival do Pastel e do Açaí.

Kona une lifestyle havaiano com apelo à vida saudável ao lançar cerveja de 80 calorias

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A busca por bebidas com apelo à saudabilidade tem ganhado espaço no mercado, em um cenário ao qual as cervejarias parecem estar atentas, tanto que vem sendo rotineiros os lançamentos de rótulos low carb, com baixo teor alcoólico ou mesmo sem, além das opções com poucas calorias. Uma concorrência agora ampliada pela Kona, marca que ainda aposta na sua ligação com o lifestyle havaiano.

A novidade apresentada pela cervejaria é a Kona Blonde Ale, com 18 IBUs de amargor e 4,2% de graduação alcoólica. E, mais chamativo, apenas 80 calorias em sua latinha de 269ml, algo considerado pela marca como sendo ideal para manter o equilíbrio na rotina sem abrir mão do sabor.

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“A Kona Blonde Ale chega com o objetivo de ser uma opção saborosa para quem busca equilibrar as calorias, mas sem abrir mão do sabor de uma boa cerveja artesanal”, afirma Vanessa Nastari, gerente de marketing da Kona no Brasil.

Fundada em 1994, a Kona Brewing Company hoje faz parte do fundo de bebidas da ZX Ventures, braço de inovação da Ambev. E traz, em seu perfil, a celebração do lifestyle havaiano, convidando, em suas palavras, “as pessoas a terem uma vida equilibrada, valorizando a comunidade e a cultura local, por meio de histórias reais e inspiradoras”.

Além de ter sido lançada recentemente em lata no Brasil, a marca participou de algumas ativações, como a realização de eventos na praia e o apoio a iniciativas de coleta de vidro para reciclagem.

Mas a Kona está longe de “surfar” sozinha na saudabilidade no mercado brasileiro. Pelas mãos também da Ambev, a Michelob Ultra chegou ao país tendo como chamariz as 79 calorias da sua long neck, além de chegar a contar com um espaço no Parque do Ibirapuera para a realização de exercícios. E foi lá onde a Stella Artois realizou eventos para promover a sua versão sem glúten.

Outras marcas renomadas, como Heineken e Estrella Galicia, têm reforçado ações de marketing dos seus rótulos sem álcool.  E a Corona, em um recorte parecido ao da Kona, faz diversas ações envolvendo a natureza, embora com foco maior na preservação ambiental.

Rota RJ atuará para turismo cervejeiro ser referência após 2021 surpreendente

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Depois de tantos desafios impostos pela pandemia do coronavírus, com o fechamento de estabelecimentos e a impossibilidade de realização de atividades turísticas, 2021 termina de modo “surpreendente” para a Rota Cervejeira RJ. Um saldo conquistado graças à receptividade e ao desejo da população pela realização do turismo cervejeiro, algo impossibilitado nos meses mais graves da crise sanitária. E que aumenta a expectativa dos seus responsáveis para que o turismo cervejeiro seja referência no estado fluminense em 2022.

A Rota RJ reúne cervejarias da Serra Fluminense, das cidades de Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Guapimirim e Cachoeiras de Macau. E unindo o gosto pela bebida de qualidade, com opções gastronômicas e atrações turísticas das suas localidades, tem recebido, nas últimas semanas, um público saudoso em unir essas atividades.

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“Depois de um período totalmente sem poder operar o turismo cervejeiro, percebemos que muitos estavam ‘sedentos’ por viagens e os destinos cervejeiros acabaram sendo uma opção viável, o que fez com que tivéssemos uma procura muito grande em nossas cervejarias”, afirma Ana Cláudia Pampillón, coordenadora da associação.

Para a Rota RJ, porém, o ano de 2021 não termina apenas com o turismo cervejeiro em recuperação. As marcas da região serrana do Rio também precisaram se adaptar. Foi necessário remodelar atividades e às visitações às fábricas para que elas estivessem em consonância com as medidas sanitárias necessárias e exigidas para evitar a propagação do coronavírus.

De qualquer forma, os bons resultados obtidos mais recentemente e a percepção de que as marcas estão mais bem estruturadas para a recepção e oferta de uma experiência aos visitantes deixa a coordenadora otimista para 2022. “As perspectivas são as melhores possíveis uma vez que já no final deste ano a retomada vem sendo extraordinária no setor do turismo, um setor que sofreu muito nos últimos 2 anos”, diz.

Ela destaca, ainda, as melhorias que a Rota RJ espera implementar, em parceria com as suas associadas, para que o turismo cervejeiro ganhe relevância em 2022 no estado. “Vamos trabalhar intensamente na comunicação e capacitação de todo o trade turístico para termos um ano onde o turismo cervejeiro possa se destacar no estado do Rio de Janeiro”, acrescenta.

Essas perspectivas para o futuro do turismo cervejeiro na região serrana do Rio foram tema da participação da associação no 4º Fórum Regional do Turismo Fluminense – Edição Serra Verde Imperial, realizado recentemente em Petrópolis e promovido pela Secretaria de Estado de Turismo.

A mesa “Turismo cervejeiro como vetor de desenvolvimento econômico” teve a participação da coordenadora da Rota RJ; de Mauricio Almeida, presidente da Rota e um dos sócios da cervejaria Rota Imperial, de Guapimirim; de  Gilmar Carvalho,  diretor da Rota e do Centro de Experiência Cervejeira da Bohemia; de Leandro Leal, presidente da Associação de Microcervejarias de Petrópolis e um dos sócios da cervejaria Colonus; e de Leonardo Thuler Costa, um dos sócios da cervejaria Alpendorf, de Nova Friburgo.

Ao apresentar um balanço da participação no evento, Ana Claudia destaca como as diferentes atrações turísticas podem atuar juntas para potencializar as atividades à disposição dos visitantes da região serrana.

“O fórum foi de extrema importância porque apresentou todas as vocações da Serra Verde Imperial e fortalecendo todas estas vocações o turismo cervejeiro também terá seu lugar de destaque. Juntas, todas as vocações turísticas da região, têm maior poder de reverberação. O debate e a troca de informações são importantíssimos para o levantamento de todas estas questões necessárias para o fortalecimento do setor”, conclui.

Ambev construirá fábrica de vidros no Paraná com investimento de R$ 870 mi

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A Ambev terá uma segunda fábrica de vidros no Brasil. Nesta quinta-feira, a companhia cervejeira confirmou que vai construir uma unidade produtiva de vidros sustentáveis no Paraná, em município ainda a ser definido. A expectativa é de investimento de R$ 870 milhões, com início da operação em 2025.

Ao anunciar a nova fábrica de vidro, a Ambev explicou que ela produzirá garrafas a partir da reciclagem de cacos, recolhidos em parcerias com empresas de logística reversa e cooperativas. E serão produzidas garrafas long neck, 300ml, 600ml e 1 litro para diversos rótulos, embora a companhia tenha citado nominalmente apenas três das suas marcas premium – Stella Artois, Becks e Spaten. Elas, então, vão abastecer as diversas cervejarias do grupo.

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A decisão da Ambev de construir uma fábrica de vidro se insere em um cenário de escassez desse insumo no mercado. Há relatos de falta do produto, o que tem dificultado o envase de bebidas. Um desafio provocado pelo aumento do consumo de cerveja fora de casa, em bares e restaurantes, em sua maioria em garrafas, o que provoca uma demanda que nem sempre consegue ser acompanhada pelos fabricantes de embalagens.

A Ambev assegura que a unidade nascerá com 100% de energia elétrica renovável e será preparada para operar com biocombustíveis. Além disso, vai contar com uma estação para tratamento de 100% dos efluentes gerados e reaproveitamento da água utilizada no processo.

De acordo com a Ambev, a construção da fábrica de vidros está em consonância com a meta da companhia de ter 100% dos seus produtos em embalagens retornáveis ou feitas majoritariamente de conteúdo reciclado até 2025, ano de inauguração da unidade.

“A nova fábrica de vidros vai impulsionar um futuro cada vez mais sustentável. Essa novidade vai impactar positivamente todo o ecossistema de logística reversa. Além da meta de embalagem circular, a construção endereça outros compromissos da companhia, como ter 100% da energia proveniente de fontes renováveis. Somos uma companhia brasileira e estamos investindo na retomada por um futuro com mais razões para brindar”, afirma Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de sustentabilidade e suprimentos da Ambev.

Antes mesmo deste anúncio, a Ambev estava presente no Paraná, inclusive com a sua cervejaria em Ponta Grossa, tendo se tornado carbono neutro neste ano. “Por essa pegada de ser um Estado sustentável, já temos aqui a primeira grande cervejaria carbono neutro do Brasil. Reduzimos as emissões em mais de 90% e estamos fazendo a neutralização desse residual, mostrando que é possível e que o Paraná tem essa liderança sustentável, agora também com a fábrica de vidros que vai produzir muita garrafa sustentável”, ressalta Figueiredo.

A Ambev já conta com uma fábrica de vidros, localizada no Rio de Janeiro e inaugurada em 2008. Neste ano, produziu a primeira garrafa de vidro 100% reciclado no país em escala industrial.

Por praticidade e consumo em casa, Wienbier e Pabst são lançadas em growlers

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O público interessado em beber o chope de algumas das marcas que fazem parte do portfólio da NewAge ganhou mais uma opção. A companhia anunciou o lançamento em growlers PET de 2 litros da versão Pilsen da Wienbier e da Pabst Blue Ribbon, de origem norte-americana.

A venda de chope em growlers PET foi uma alternativa que cresceu nos momentos mais graves da pandemia do coronavírus, quando era impossível frequentar bares e restaurantes, levando o consumo para dentro das casas. E, mesmo com o arrefecimento das medidas restritivas, a NewAge entende que a demanda por esse produto permanece.

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“Acompanhando uma tendência do consumo doméstico durante a pandemia, investimos em uma embalagem prática, que facilita o consumo de chope, bebida tão apreciada por sua refrescância e sabor”, explica Edison Nunes, gerente comercial da NewAge.

A companhia de bebidas optou por entrar no mercado dos growlers com a Pilsen da Wienbier, podendo, em breve, expandir sua presença, pois a marca possui outros 14 estilos de cerveja na sua carta. Por isso, a NewAge acredita que esse tipo de embalagem pode incrementar o seu volume de vendas de cervejas especiais em mais de 30%.

Estimulada por esse crescimento do consumo residencial de cervejas e chopes, a NewAge se junta, assim, a outras marcas que passaram a ver o growler PET como uma alternativa para dar vazão à sua produção. E Nunes destaca a praticidade oferecida pela companhia em comparação a quem, por exemplo, aluga barris para consumo de chope.

“Não é necessário alugar ou comprar uma chopeira e nem ter os grandes volumes dos barris de 25 litros ou 50 litros para consumo imediato. Com 2 litros cada growler, refrigerado a 5ºC na sua geladeira de casa e com muita tecnologia no envase, conseguimos um produto com a qualidade já consagrada das Cervejas Wienbier também no chope”, afirma o executivo da NewAge.

A praticidade mencionada por Nunes também está relacionada com a facilidade de aquisição dos growlers da Wienbier e da Pabst e a longa validade para um produto que armazena chope.

“A extensão da validade do produto sem pasteurização para 4 meses é a grande estratégia para deixar o produto próximo do impulso de compra do consumidor. Você pode matar sua sede comprando no supermercado mais próximo da sua casa”, acrescenta Nunes, falando de um projeto que levou cerca de 2 anos para ser implementado.

De Leme (SP), onde está o seu parque fabril, com produção e envase de mais de 390 itens de bebidas, a NewAge disponibilizará os growlers PET da Wienbier Pilsen e da Pabst, inicialmente, em todo o estado de São Paulo. Mas pretende expandir os produtos para outras regiões do Brasil, assim como passar a envasar outros estilos de cerveja.

Como foi 2021 no mercado cervejeiro? Especialistas avaliam

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O exercício de olhar para trás em busca de um entendimento sobre como foi o ano de 2021 para o mercado cervejeiro traz, consigo, resultados que podem acompanhar o ritmo da pandemia do coronavírus, embora não se explique só por ela. Afinal, nos meses mais graves da crise sanitária, especialmente na primeira metade do ano, o setor enfrentou grandes dificuldades. Aos poucos, porém, conseguiu se recuperar, ainda que essa reabilitação não tenha sido completa – assim como a redução dos casos de Covid-19 e suas consequências.

Assim, ainda não é possível falar em plena recuperação em relação aos desafios iniciados em 2020, mas em aquecimento para tal, na avaliação dos especialistas ouvidos pela reportagem do Guia para a matéria que abre uma série analítica com balanços sobre 2021 e perspectivas para 2022 em diferentes áreas do setor.

Essa fervura, no entanto, pode ser amainada pelas variantes do coronavírus, pela inflação e pelas crises econômica e política. Por outro lado, há a esperança de que a saudade dos encontros, que começaram a ser resgatados nos últimos meses, se imponha. E o mercado cervejeiro se estabilize.

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O avanço da vacinação contra o coronavírus trouxe, evidentemente, além do alívio social, com a diminuição dos casos e mortes, o público de volta para bares e restaurantes, tradicional ponto de encontro com as principais marcas do segmento. A busca por cervejas artesanais tem, porém, esbarrado na perda de poder de compra da população.

“A pandemia teve sua alta e sua baixa, as vacinas trouxeram o alívio esperado, mas não a normalidade que acreditávamos. Lidar com as expectativas foi um grande exercício e entender um mercado onde o consumidor precisa de estabilidade financeira para gastar em cervejas de melhor qualidade, mas muito mais caras”, destaca a sommelière de cervejas Bia Amorim.

A desvalorização do real também tem provocado diversos impactos na indústria cervejeira e, consequentemente, afetado o mercado. O dólar, afinal, começou 2021 cotado a R$ 5,19, tendo encerrado a última terça-feira a R$ 5,74. Uma valorização superior a 10% que afeta o preço de insumos e dificulta a importação de cervejas.

“Isso tem impacto em muitos itens que compõem o preço de uma cerveja feita no Brasil, com ingredientes importados e nas cervejas que chegam de outros países, importadas, clássicos sabores que cada vez menos são possíveis de bancar”, acrescenta Bia.

Para piorar, a variação cambial veio acompanhada da inflação, que deve terminar o ano com uma alta acumulada superior a 10%, já que nos 11 primeiros meses do ano já acumula elevação de 9,57%.  E a sommelière Fabiana Arreguy alerta que esse impacto é muito mais sentido pelas marcas artesanais do que pelas grandes cervejarias.

“A alta do dólar, bem como a volta da inflação, tem se refletido em tudo que diz respeito a consumo, seja de bens ou serviços. Isso impacta na escolha por cervejas mais baratas, maisntream”, afirma.

Além da falta de recursos na sociedade, Luís Celso Jr., sommelier e fundador do Bar do Celso, aponta que o consumidor adotou a cautela diante de tantas incertezas, especialmente na primeira metade do ano. “Até pelo menos o terceiro trimestre, o pessoal ficou segurando o dinheiro, com muitas incertezas para o que estava por vir, com o medo de outro possível fechamento. À medida que a vacinação foi avançando, as coisas melhoraram um pouco”, diz.

Foi dentro desse cenário de desafios macroeconômicos que as marcas precisaram operar no mercado cervejeiro neste ano. Para Fabiana, muitas delas voltaram a investir em 2021 e até ampliaram o espaço de atuação, explorando novos campos, em ações com um ar de recomeço.

“Foi um ano de retomada de projetos, de realocação de recursos, de investimento em outros produtos como destilados”, avalia, destacando, porém, que os níveis pré-pandêmicos ainda não foram alcançados. “Acho que o segundo semestre tem reaquecido as vendas, mas ainda não houve tempo para recuperação total das perdas”, acrescenta.

Sady Homrich, cervejeiro, sommelier e baterista do Nenhum de Nós, também enxerga que 2021 termina em um contexto de recuperação das cervejarias, que adaptaram o modo como se relacionam com o consumidor e buscaram realizar investimentos. “Esse ano indicou uma retomada e uma readequação da relação consumidor/cervejaria. Claro que as incertezas relativas aos protocolos do Covid-19 ainda provocam insegurança, mas vimos uma evolução em termos de volume, de comunicação e até de investimentos no segmento artesanal”, avalia.

Instabilidade e volta dos eventos
Na volta dos eventos, Fabiana destaca a ansiedade do consumidor por encontrar novidades, algo que pode ser captado pelas marcas. “Após a vacinação de grande parte dos brasileiros, as festas e festivais recomeçaram e o consumidor começou a voltar para esse tipo de evento com muita vontade de ver novidades, de trocar resenhas sobre novas cervejas”, diz.

Esse movimento de retomada das atividades presenciais, algo visto com bons olhos pela indústria cervejeira, tem sido acompanhado, para Celso, por um descompasso na modalidade de venda das bebidas, voltado, nos meses mais complicados da pandemia, para embalagens usadas para consumo residencial, substituídas, agora, pela proeminência do chope.

Em sua opinião, só quando houver uma estabilidade em formatos e modalidades de venda, se poderá dizer que o mercado cervejeiro superou a crise originária na pandemia do coronavírus.  E ele espera que isso aconteça em 2022.

“Está tendo um bom movimento de retomada em termos de bares e de chope. Está saindo bastante barril e as garrafas e latas basicamente estacionaram. O mercado ainda está vivendo essa instabilidade da pandemia. Em um momento, o pêndulo puxou totalmente para as latas e garrafas. E agora está totalmente para o chope. Quem sabe 2022 venha com uma perspectiva de um pouco mais de equilíbrio, com o ponteiro voltando para o meio da escala, para que tenhamos um mercado um pouco mais normalizado em relação aos dois últimos anos”, conclui.

Seasons reforça laços com origem gaúcha ao anunciar rótulo exclusivo e brewpub

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Criada em Porto Alegre em 2010, a Seasons decidiu reforçar a sua ligação com o Rio Grande do Sul. A marca, que faz parte da Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA), buscou valorizar os seus laços gaúchos ao anunciar o lançamento de um rótulo exclusivo para o estado, além da construção de um brewpub na capital.

Esse retorno às raízes da Seasons se dá, inicialmente, com o lançamento da Moo England – Cows on Parade. A cerveja é uma New England IPA, sendo a primeira da série Moo England. De acordo com a companhia, o rótulo tem o seu design inspirado no rock, uma das referências musicais dos criadores da marca.

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A novidade da Seasons será vendida em lata de 473ml e em barril PET. E estará disponível nas cidades de Porto Alegre, São Leopoldo, Encantado, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Passo Fundo e Carazinho.

A sugestão da Seasons é que a Moo England seja servida na temperatura de 7ºC a 10ºC. E se recomenda a sua harmonização com hambúrgueres, comidas mexicanas e condimentadas.

Em 2020, a Seasons passou a integrar a CBCA, o que levou a sua produção para as fábricas do grupo, localizadas em Piracicaba (SP) e Pomerode (SC), com o intuito de expandir a marca, antes mais associada a um mercado regional, a outras localidades do Brasil.

E além de lançar um rótulo exclusivo para o público cervejeiro do Rio Grande do Sul, a Seasons anunciou que iniciará em 2022 a construção de um brewpub em Porto Alegre, passando a ter uma casa fixa na capital gaúcha. Será, assim, mais uma iniciativa para a aproximação das origens de uma marca que possui 10 cervejas de linha e mais de 40 sazonais.

Com novo acordo, Bud Light segue como cerveja oficial da NFL até 2027

A Bud Light continuará sendo a cerveja oficial da NFL pelo menos até 2027. Essa definição se deu após a Anheuser-Busch renovar o seu contrato como patrocinadora global exclusiva de cervejas e hard seltzers da principal liga de futebol americano pelas próximas cinco temporadas.

Ao anunciar o novo acordo, a Anheuser-Busch destacou o papel significativo que o esporte pode ter nas memórias e momentos que criam laços entre torcedores, no caso daqueles mais próximos, como amigos e familiares, ou mesmo de pessoas completamente desconhecidas entre si dentro de um bar.

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“Temos o prazer de continuar nossa parceria com a NFL para construir experiências e conexões significativas para os fãs de futebol em todo o país”, disse Benoit Garbe, diretor de marketing da Anheuser-Busch. “Nosso objetivo é reunir o que as pessoas mais se preocupam e o que nossas marcas representam. Nossa parceria com a NFL cruza-se perfeitamente com esse objetivo”, acrescenta.  

Assim, a Anheuser-Busch espera reforçar a ligação das suas marcas, especialmente da Bud Light, com os fãs da NFL ao longo dos próximos anos, uma expectativa reforçada por Tracie Rodburg, vice-presidente sênior de gerenciamento de patrocínios da liga. “Esperamos continuar a trabalhar com a AB e seus parceiros para trazer experiências novas e atuais para nossos fãs nos próximos cinco anos por meio de nossa parceria com a Anheuser-Busch”, diz.

O atual acordo da Anheuser-Busch com a NFL se encerraria com a disputa do Super Bowl de 2022, agendado para 13 de fevereiro. E os valores envolvidos no novo acordo não foram revelados pela liga ou pelo grupo cervejeiro.

A Anheuser-Busch é um dos maiores patrocinadores da NFL, junto com Verizon Wireless, Nike, PepsiCo e Amazon. Mas a liga expandiu as suas categorias de patrocínio de bebidas alcoólicas, tendo fechado um acordo, no início do ano, com a Diageo, fabricante do uísque Johnnie Walker e da vodca Ketel One, para tornar a empresa de bebidas premium seu primeiro patrocinador oficial de bebidas destiladas.

Além do patrocínio de cervejaria exclusiva com a NFL, a Anheuser-Busch também tem parcerias com 27 times da NFL – as exceções são Dallas Cowboys, Minnesota Vikings, Chicago Bears, Las Vegas Raiders e Green Bay Packers –, além de acordos pessoais com 25 jogadores que disputam o campeonato. Também possui forte ligação com outras ligas norte-americanas, tanto que apoia comercialmente a MLB (beisebol), a NBA (basquete) e a NHL (hóquei no gelo).