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Brasil amplia exportação da cerveja para US$ 131,5 milhões em um ano

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Concentrada na América do Sul, especialmente no Paraguai, a exportação brasileira de cerveja de malte, incluindo Ale, Stout e Porter, gerou receita de US$ 131,5 milhões no ano passado, de acordo com os dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior, coletados pela reportagem do Guia.

Essa receita representou um incremento de quase 42% em relação aos US$ 92,8 milhões vendidos ao mercado externo em 2020. Um aumento provocado pela exportação de 241.117 toneladas de cerveja de malte ao longo de todo o ano passado.

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Os países da América do Sul lideraram a exportação de cerveja do Brasil no último ano, com destaque especial para o Paraguai com pagamento de US$ 89,2 milhões pelos embarques. Ele é seguido pela Bolívia, com US$ 15,8 milhões.

As outras três nações que compraram mais de US$ 1 milhão em cerveja do Brasil em 2021 também são sul-americanas: Chile (US$ 9,9 milhões), Uruguai (US$ 6,2 milhões) e Argentina (US$ 5,5 milhões). Em relação a 2020, o Chile saltou da 11ª posição, com apenas US$ 150 mil, para a terceira colocação, tirando o Equador do Top 5.

E as importações?
Já as importações de cerveja pelo Brasil em 2021 foram de US$ 15,8 milhões, um incremento de cerca de US$ 500 mil em relação ao ano anterior e de 3,3% em dispêndio. Foram, em volume, 18.406 toneladas compradas do exterior no ano passado.

A Bélgica foi o país do qual o Brasil mais importou cerveja em 2021, com um dispêndio de US$ 4,3 milhões. O país é seguido por Estados Unidos, com US$ 3,4 milhões, e Alemanha, com US$ 2,4 milhões. A relação das nações que o Brasil importou ao menos US$ 1 milhão em cerveja no ano passado é completada por Uruguai (US$ 1,7 milhão) e Peru (US$ 1 milhão).

Houve, assim, uma mudança no ranking de importação, que havia sido liderado pela Alemanha em 2020, com US$ 4,6 milhões, então seguida da Bélgica, com US$ 3,9 milhões. E o Peru, também em quinto lugar, só conseguiu superar a barreira do US$ 1 milhão no ano passado.

5 dicas para tornar os eventos cervejeiros ainda mais seguros

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O setor de eventos sempre trabalhou com a adoção de protocolos rígidos, mas, neste momento, a organização, a metodologia e a inovação com foco na biossegurança se tornaram ainda mais fundamentais para garantir a todos os participantes que eles estejam seguros, sobretudo em virtude do surgimento de novas variantes do coronavírus, como a altamente infecciosa Ômicron.

A preocupação com a alta dos casos da Covid-19 tem levado o setor a adotar, em alguns casos, o cancelamento e o adiamento de eventos. São os casos, por exemplo, do Festival Brasileiro da Cerveja e da Feira da Cerveja, que foram remarcados, recentemente, de março para maio, em Blumenau (SC).

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A situação, evidentemente, causa prejuízos financeiros e traz incertezas para um momento que deveria ser de retomada. Para frear o risco de contaminação e novos cancelamentos, os responsáveis pelos eventos cervejeiros devem reforçar a adoção de medidas que garantam que todos estejam seguros, como destaca, ao Guia, o CEO da M&P Facility Services, Michel Gervasoni. “Nesse sentido, as medidas sanitárias de prevenção e desinfecção nunca estiveram tão presentes e foram necessárias, sendo que devem levar em consideração principalmente a imunização”, afirma.

Por isso, ele destaca que os eventos presenciais precisam dar continuidade às ações que vinham sendo adotadas, como disponibilização de totens informativos sobre a Covid-19 e suas variantes, além de dispensers de álcool em gel, reforço da fiscalização e colocação de colaboradores à disposição dos visitantes.

Patricia Lopes, COO da M&P Facility Services lembra, inclusive, que o adiamento do Festival Brasileiro da Cerveja foi motivado por uma pesquisa que indicou pouca disposição da população a frequentar, nesse momento, espaços com grandes públicos. Assim, destaca que os eventos precisam passar ao público a sensação de que estão seguros.

“São eventos específicos que certamente replicam as orientações sanitárias vigentes. Assim, devemos considerar os receios dos visitantes ao nos depararmos com dados como os da Ablutec, com 84% dos pesquisados não dispostos a frequentar instalações ou recintos de exposição com mais de 20 mil pessoas”, observa.

Para eventos segmentados, como os organizados pelo setor cervejeiro, que costumam atrair empresas que oferecem diversas opções de degustação, Patricia destaca ser preciso estar atento quanto aos riscos de compartilhamento de copos. Assim, avalia que o uso de itens descartáveis precisa ser uma premissa básica.

“As dicas são sempre voltadas a repetir e propalar as medidas de distanciamento social seguro, higienização das mãos e ambientes compartilhados de forma coordenada, além da disponibilização dos insumos aos visitantes, sempre que possível, como álcool gel e máscaras descartáveis”, completa Patrícia

Confira a seguir as 5 dicas dos especialistas para tornar o seu evento mais seguro:

  • Eventos indoor devem investir na limpeza e manutenção dos filtros de ar-condicionado, bem como na assepsia dos ambientes compartilhados: elevadores, corrimões, pias, bebedouros e banheiros;
  • Check-in e documentos digitais são ótimas maneiras de evitar aglomerarações. Portar o passaporte da vacina é imprescindível a todos. É ideal ter hostess e access controller (de preferência bilíngues) munidos de informações para melhor orientar os visitantes;
  • O distanciamento social continua sendo observado e aplicado, com bombeiros civis e seguranças para orientar o passeio;
  • Uso de máscara e álcool em gel são os melhores aliados, sempre. É possível ter “safety angels staff” distribuindo máscaras descartáveis aos interessados na troca e descarte correto da máscara usada;
  • Saber que você é seu maior bem e precisa ser preservado salva vidas. Cuide-se que o outro se sentirá cuidado.

Menu Degustação: Mestre Cervejeiro da Eisenbahn, rótulo para Porto Alegre…

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Com uma série de atrativos, o mês de fevereiro entrou movimentado em sua segunda quinzena para os amantes de cerveja e profissionais que atuam na área no Brasil. Entre os principais destaques estão a abertura das inscrições para o concurso Eisenbahn Mestre Cervejeiro, que ocorre no aniversário de 20 anos da marca nascida em Blumenau (SC), e o início do preocesso para o lançamento de um rótulo coletivo comemorativo para celebrar os 250 anos de Porto Alegre.

A cervejaria Juan Caloto, por sua vez, ampliou a sua atuação no mercado de bebidas ao lançar uma marca de uísque própria. E no interior paulista, a Take and Go inaugurou, em Ribeirão Preto, uma cervejeira autônoma aberta que permite compras em grandes quantidades ao público geral.

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Confira estas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Rótulo dos 250 anos de Porto Alegre
A Associação Gaúcha de Microcervejarias e o Movimento Toda Cerveja, com apoio da Agrária Malte e da Prefeitura de Porto Alegre, vão celebrar os 250 anos da cidade com um lançamento coletivo de um rótulo comemorativo. As inscrições foram abertas para marcas independentes (não ligadas a um grupo comercial da bebida) que desejarem lançar uma Pale Ale para festejar a data.  Todas as informações para os participantes estão no site, sendo que o valor arrecadado com as adesões será revertido para instituições sociais. Os organizadores informaram que serão permitidos os estilos de cerveja American Pale Ales, Hazy, Juicy ou Session IPAs com identidade visual comemorativa em latas, garrafas e barris.

Novo embaixador da Campos do Jordão
A cerveja Campos do Jordão confirmou como novo embaixador da marca Matheus Aredes, mestre-cervejeiro e malteador formado pela VLB Berlim, sommelier de cervejas graduado pela IBD de Londres e mestre em estilos e avaliação sensorial pela Siebel Chicago. O profissional foi anunciado como responsável por novos rótulos que estão sendo produzidos de forma sazonal, com os estilos sendo Black IPA, o New England IPA, o Oatmeal Stout, o Session IPA e o Sour com Maracujá, esta última uma cerveja do tipo Catharina Sour.

Kit degustação da Mestre-Cervejeiro
A rede Mestre-Cervejeiro.com, franquia que conta com mais de 60 unidades espalhadas em todas as regiões do Brasil, anunciou o lançamento de um kit com seis estilos diferentes de cervejas. Com o intuito também de trazer conhecimento aos consumidores sobre as características de cada rótulo, o box conta com seis latas de 473ml, dos estilos Session IPA (com graduação alcoólica de 4,8%), West Coast IPA (6,6%), Imperial IPA (8,6%),  Double New England IPA (7,8%), Sour com Goiaba e Maracujá (5,2%) e Rye Lager (4,3%).

Juan Caloto lança marca de uísque
A cervejaria Juan Caloto acaba de lançar o seu primeiro destilado, que é um uísque feito com uma receita não envelhecida. Trata-se do Moonshine, uma bebida produzida em parceria com a destilaria Geest e que também é chamada de El Miraculoso Calibrador de Mira de Widowmaker Joe. A novidade passou a figurar como opção de consumo no bar Esconderijo, que fica em São Paulo e pertence à cervejaria. A bebida tem a sua temática inspirada no bandoleiro Juan Caloto e suas aventuras.

Rock na Cervejaria Madalena
O palco da Cervejaria Madalena, em São Paulo, recebe neste domingo a banda Queen Cover Oficial. Além de muita música, o evento terá cerveja premium, chope de vários estilos como Lager Premium, Bohemian Pilsen, Double IPA, Weiss, Stout, Lager Light, entre outros, além de lanches preparados pelo Busguer. O evento tem início às 13h com show a partir das 16h. A entrada custa R$ 20.

Mais um Mestre Cervejeiro da Eisenbahn
No ano em que celebra o seu 20º aniversário, a Eisenbahn, vai realizar a 12ª edição do seu concurso Mestre Cervejeiro. As inscrições estão abertas e vão até 29 de abril, com o rótulo-tema do concurso sendo do estilo German Pils. A receita vencedora do concurso será produzida pela cervejaria e o criador da receita eleita a melhor ganhará um pacote de viagem para a Alemanha.  Para se inscrever no Mestre Cervejeiro da Eisenbahn é preciso enviar uma brassagem de German Pils para análise da equipe de sommeliers e mestres cervejeiros do Instituto da Cerveja Brasil.

“O concurso é uma das principais competições cervejeiras do País, ajudando a profissionalizar o segmento. É uma oportunidade única para talentos que fabricam cervejas artesanais conseguirem assinar um rótulo de marca nacional. Por isso, a Eisenbahn se orgulha de todas as pessoas que fizeram parte do concurso e da história da marca, firmando os vinte anos de sua existência e fortalecendo a construção da cena cervejeira no Brasil”, afirma Karina Pugliesi, gerente de marketing da Eisenbahn, sobre o Mestre Cervejeiro.

Itaipava lança nova fase de campanha
A Itaipava acaba de lançar uma nova fase da campanha “A Cerveja de Todos os Verões”, que visa colocar o seu consumidor como protagonista da estação mais quente do ano e resgata histórias engraçadas vividas por pessoas reais nesta época. Com diversos temas, a campanha tenta reforçar o conceito “Todo mundo é verão” para promover a marca.

Patagonia patrocina reality de churrasqueiros
Com patrocínio da Patagonia, se iniciou no último sábado o reality show gastronômico “O Grande Assador”. Produzido pela rede de steak houses Bull Prime, a produção está sendo apresentada pelos seus criadores como o primeiro programa da TV brasileira que reúne competidores que, mesmo sem experiência prévia de fazer um churrasco, precisam buscar o ponto perfeito da carne ao assá-la. O programa, gravado no Capivari Eco Resort, em Campina Grande do Sul, no Paraná, terá jurados convidados e os chefs Ivo Lopes, Eva dos Santos e Lorena La Cava. Wanderlei Silva, estrela mundial das MMA, é um dos 12 participantes.

Acelerador de negócios na zona leste
Por meio da ZX Ventures, seu hub de parcerias e inovação, a Ambev lançou um programa para acelerar negócios de empreendedores de baixa renda da zona leste de São Paulo. Impulsionada por um financiamento da AB InBev Foundation e com auxílio da B2Mamy e da Gerando Falcões, a iniciativa selecionará negócios de destaque que receberão suporte financeiro de R$ 17 mil, além de treinamentos e mentoria sobre gestão, marketing digital e negócios. A Ambev investirá R$ 185 mil para ajudar empreendedores que serão selecionados ao longo do programa, chamado de Somar e cujas inscrições de participantes podem ser feitas no link.

PDVs sustentáveis
A Ambev anunciou que importou de Israel uma tecnologia que visa tornar materiais de pontos de venda mais sustentáveis e carbono negativo. Com a inovação, a marca poderá converter resíduos não-recicláveis e não-triados, como o remanescente de orgânicos, plásticos não-recicláveis, papel e papelão, em pallets que podem ser reinseridos no processo de fabricação de diferentes produtos e embalagens sustentáveis, como garrafeiras, mesas e cadeiras. Essa é uma tecnologia que foi patenteada pela UBQ Materials, empresa líder em matérias-primas e certificada pela Quantis como carbono negativo por conseguir eliminar mais CO2 do que emite.

Cervejeira autônoma em Ribeirão Preto
Em outra movimentação do cenário cervejeiro no interior paulista, a Take and Go inaugurou, em Ribeirão Preto, o que chamou de primeira cervejeira autônoma aberta ao público geral. De acordo com a marca, a iniciativa permite que uma pessoa possa adquirir até 300 garrafas geladas por 24 horas nos sete dias da semana sem que, para isso, precise de um intermediário para realizar a compra. Conhecido como vending cooler, este tipo de operação amplia as opções de atendimento da empresa, que já vinha comercializando os seus produtos em condomínios residenciais ou comerciais.

Premiação aberta ao público
Os organizadores do Concurso Brasileiro de Cervejas informaram que a cerimônia de premiação do evento, que comemora dez anos em 2022, será aberta ao público em geral no próximo dia 8, no espaço Don Concept Hall, em Blumenau (SC). O evento, que terá apresentações das bandas Laskeiras e Dazaranha, cobrará na entrada o passaporte vacinal contra a Covid-19 ou teste PCR feito até 48 horas antes. O concurso ocorrerá entre os dias 5 e 7 de março e teve recorde de inscritos, com 3.635 rótulos e 587 cervejarias do país.

Agência com foco em players do setor
A agência Work a Beer Marketing, criada por Aline Ferreira e Thalita Straub com o objetivo principal de atender de forma online a todo empreendimento relacionado à cerveja, promete ser uma boa alternativa para marcas que sofrem para alinhar seus conteúdos com suas respectivas agências de marketing. A Work a Beer oferece criação de artes para mídias e material impresso, gestão de redes sociais, criação e edição de vídeo, criação de conteúdo e elaboração de copywriting, planejamento e direcionamento de conteúdo, gestão de tráfego, elaboração de textos para blogs e assessoria de imprensa.

Wienbier expande portfólio com lançamento de duas Lagers

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A Wienbier decidiu reforçar o seu já extenso portfólio com o lançamento de duas cervejas do estilo Lager. A companhia apresentou, recentemente, ao mercado a Red Lager e a Real Lager, ampliando as opções disponíveis ao consumidor. Assim, agora passou a ter 14 rótulos à disposição do consumidor.

A ideia da Wienbier foi, além de diversificar o seu portfólio com esses lançamentos, conquistar novos paladares dos entusiastas do nicho das cervejas especiais. Uma ação estratégica para ampliar a relevância da marca dentro do segmento, que costuma ter, para especialistas, a Lager como uma das “portas de entrada”.

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“[Queremos] manter a Wienbier como marca líder do segmento de Cervejas Especiais devido ao grande número de rótulos”, destaca Rodrigo Beck, analista de marketing da NewAge.

A Wienbier 55 Red Lager é uma autêntica Lager. De acordo com a descrição divulgada pela NewAge, a bebida tem amargor marcante, mas com o sabor e aroma maltados. Já seus lúpulos provenientes da famosa região de Yakima Valley proporcionam aromas nobres a essa receita, segundo a companhia.

“Sua cor límpida e avermelhada, e corpo de média intensidade com uma leve nota de Toffe em seu aroma, são características provenientes de seus maltes especiais caramelo. Com uma graduação alcoólica de 5,0% possui um ótimo drinkability como as mais nobres Lager’s. Uma perfeita combinação e equilíbrio entre maltado e lúpulado para agradar a todos os paladares”, afirma Edison Nunes, gerente comercial da NewAge.

Já a Wienbier 55 Real Lager é uma German Lager. De acordo com a NewAge, foi produzida com lúpulos alemães da região de Hallertau. E possui, segundo a descrição divulgada, amargor intenso, com final suave, além de aromas que remetem a terroso e herbal.

“A aparência cristalina de cor dourada com corpo leve e equilibrado deixando um suave sabor maltado no final com seu teor alcoólico de 4,8%, são combinações que proporcionam a essa receita um excelente drinkability assim como as mais nobres receitas alemãs. Uma puro malte saborosa de perfeito equilíbrio que atende até os paladares mais exigentes”, propagandeia o gerente comercial.

Outras novidades
A diversificação da Wienbier, porém, não acontece apenas em estilos do seu portfólio, mas também em formatos. Afinal, ao mesmo tempo em que investe em duas Lagers, lançadas em latas de 350ml, tem como outro foco, em 2022, o mercado de chopes em growlers PET.

O investimento em growlers se dá, também, pela possibilidade de venda dos produtos em supermercados, além de permitir um aumento das margens de lucro e do faturamento da NewAge. Por isso, após lançar o chope Wienbier 55 do estilo Pilsen de 2 litros, o plano é oferecer mais estilos e opções ao longo deste ano.

 “Com a tecnologia que desenvolvemos, conseguimos um shelf life de 4 meses no produto. O consumidor vai poder degustar um chope de forma prática em casa sem necessidade de locar chopeira, cilindro de gás etc.”, relata Beck.

Irmãs de mosteiro em SC estudam para fazer cerveja e evidenciam tradição trapista

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Uma antiga tradição mundial de cervejas feitas por monges pode estar prestes a florescer em Santa Catarina. Por lá, Zulema Jacquelin Jofre Palma e Raquel Watzko, integrantes da Ordem Trapista de Boa Vista, em Rio Negrinho, realizam desde o ano passado cursos na Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), a maior instituição de ensino cervejeiro da América Latina, localizada em Blumenau. As irmãs estudam com o objetivo de se tornarem produtoras de cerveja e consequentemente continuarem ajudando a sustentar o mosteiro onde vivem.

Caso consigam realizar o desejo de montar uma pequena fábrica, que seria instalada em Rio Negrinho, tendo o produto comercializado pelo convento local, as monjas se tornarão as primeiras irmãs trapistas a produzirem cerveja no Brasil. E o almejado feito também está servindo para colocar em evidência a tradição das cervejas feitas por monges, sendo que alguns destes rótulos estão entre os melhores do mundo.

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O Guia procurou Zulema e Raquel para saber mais sobre seus objetivos, mas as irmãs, reservadas e discretas pelo próprio estilo de vida que adotaram como monjas, preferiram ainda não conceder entrevista enquanto se preparam para transformar em realidade a iniciativa. Entretanto, o Guia conversou com Carlo Enrico Bressiani, diretor geral da ESCM, que abraçou o projeto das freiras e contou como teve o primeiro contato com elas, assim como revelou detalhes de como a sua escola vem ajudando a realizar o sonho cervejeiro das duas mulheres.

“A Cassia Koehler (professora) estava em uma excursão que passou pelo Mosteiro Trapista da Boa Vista, em Rio Negrinho, e conversou com as monjas. Lá, elas falaram que já fazem chocolates e geleias. E disseram que cogitavam a hipótese de começar a fazer cerveja. Como membros da Ordem Trapista, elas precisam trabalhar. E o fruto deste trabalho tem de sustentar o mosteiro. Então, a Cássia entrou em contato comigo e me perguntou se podia passar o meu telefone para elas”, lembra Bressiani,

Logo depois disso, o diretor da ESCM conversou com Liliana Schiano, a madre superiora do mosteiro em Rio Negrinho, que confirmou o interesse das irmãs em aprender sobre o processo de produção de cerveja. Seduzido pelo projeto, ele foi até o local para também encontrar Zulema e Raquel, que falaram sobre a ideia de montar uma cervejaria para fabricar a bebida em pequena escala.

“Eu expliquei que existia uma questão relacionada à Ordem Trapista, muito antiga, de produção de cerveja por eles (membros na congregação religiosa católica derivada da Ordem de Cister), incluindo alguns monastérios trapistas famosos”, recorda Bressiani, revelando também que este mosteiro catarinense tem recebido integrantes do Chimay, monastério da Bélgica cuja fábrica produz uma das principais cervejas trapistas do mundo.  “Ela (Liliana Schiano) falou que o pessoal do Chimay vem a cada dois anos fazer um retiro espiritual ali. Então já existe um contato mais firme, o que é extremamente interessante e até para uma parceria futura”, projeta o diretor da ESCM.

Depois deste primeiro contato com as integrantes do mosteiro em Rio Negrinho, a escola resolveu subsidiar cursos e cedeu um equipamento para que as irmãs trapistas pudessem dar os primeiros passos em busca de montar a estrutura para produção de cerveja.

“A gente conversou para bonificar o curso de produção de cerveja, primeiro caseira, à distância, para elas começarem, para depois avançar a outras formações. Elas fizeram o curso de cerveja caseira à distância, concluído no ano passado, e voltaram a conversar comigo. Elas estavam bem felizes com o curso, mas queriam algo mais prático, presencial, para ter um pouco mais de segurança. Então, a gente bonificou também o curso de cervejaria artesanal para elas nas férias, em janeiro, e resolvemos fazer a doação de uma panela elétrica, para que elas pudessem começar a produção”, revela Bressiani.

O diretor da ESCM ressalta que as irmãs trapistas estão caminhando aos poucos, antes de conseguirem, de fato, ter uma pequena cervejaria e comercializar o produto para gerar uma nova fonte de renda, que vai ajudar a sustentar o mosteiro em Rio Negrinho.

“Elas já tinham comprado geladeira e outras coisas. E já tinham mandado para mim lista de materiais que elas tinham visto em uma brew shop. A gente está fazendo esse meio-campo, intermediando e as ajudando com esse interesse de implementar uma pequena cervejaria. Por enquanto, vão fazer de forma caseira, alguns testes, aprender… Depois, elas têm a ideia de montar uma pequena cervejaria”, completa.

Resgate cultural
Bressiani qualifica como “extremamente importante” a iniciativa das monjas em Santa Catarina e destacou que o objetivo traçado por Zulema e Raquel evidencia a tradição das cervejarias da Ordem Trapista, sendo algumas delas integrantes de um seleto grupo reconhecido pela qualidade da bebida que produzem.

Dos 171 mosteiros trapistas do mundo, apenas 13 pertencem a comunidades cujas fábricas hoje possuem o selo de autenticidade concedido pela Associação Trapista Internacional nos rótulos das cervejas que produzem. São eles: Achel, Chimay, Rochenfort, Orval, Westmalle e Westyleteren (todos da Bélgica); La Trappe e Zundert (ambos da Holanda); Engelszell (Áustria), Spencer (Estados Unidos), Tre Fontane (Itália), Tynt Meadow (Inglaterra) e Mont-des-Cats (França).

“Historicamente é muito comum (a produção de cerveja por monges), mas eu acho muito legal essa questão de monjas do Brasil, da Ordem Trapista, começarem essa história. E, por serem mulheres, é mais legal ainda, a escola (ESCM) super apoia. A gente sempre teve essa questão da inclusão e da diversidade. E, neste caso, também é um resgate cultural”, enfatiza Bressiani.

O diretor afirmou que as monjas se adaptaram bem à rotina de estudantes na faculdade neste segundo curso que estão fazendo presencialmente. E isso ao mesmo tempo em que mantêm os hábitos exigidos pela vocação religiosa.

“Elas ficaram em locais onde têm monjas em Blumenau. Então, elas não estavam com o pessoal tomando cerveja nos bares, fora do horário do curso. Elas se retiram, têm voto de silêncio, têm todos os horários da Ordem (Trapista) a cumprir. O pessoal (alunos  do curso e professores) se deu muito bem com elas, que são muito simpáticas”, destaca Bressiani.

Quem são as irmãs trapistas cervejeiras?
Inspiradas no apoio de abades belgas que produzem cerveja e ajudaram a erguer o mosteiro em Rio Negrinho, cuja construção foi totalmente concluída apenas em 2017, as monjas Zulema e Raquel começaram a fazer cursos na ESCM depois de os representantes estrangeiros terem incentivado a instituição em Santa Catarina a produzir a bebida e comercializá-la para ajudar a sustentar o local.

Zulema é chilena e vive no Brasil há 12 anos. E está empolgada com a possibilidade de montar com Raquel uma cervejaria que ajudará a manter o mosteiro onde vive desde 2013. “Nós conhecemos e estudamos os mosteiros que produzem cerveja, mas não pensamos que seria possível nos envolvermos nesse projeto. Como gosto muito de estudar, estamos buscando conhecimento para evoluir e apoiar a nossa comunidade e outras comunidades no mundo”, ressalta a chilena, por meio de declarações divulgadas pela assessoria de imprensa da ESCM.

Raquel lembra que o fato de elas estarem estudando para montar uma cervejaria colabora para desmistificar opiniões de quem acha que as monjas têm uma vida feita somente por regras a cumprir. “Quero que, quando provem a nossa cerveja, as pessoas se conectem também com uma visão mais leve e feliz do que significa a nossa vocação religiosa, porque nós somos muito felizes vivendo desta forma”, diz. 

As irmãs trapistas se tornaram monjas que integram um mosteiro que é fruto de ações realizadas inicialmente por duas comunidades: a de Nossa Senhora de Quilvo, que visava ampliar a sua atuação para outros países, e a Novo Mundo, casa masculina trapista que desejava criar uma casa da mesma Ordem para as mulheres. E em 2010 as monjas chegaram em Rio Negrinho para a construção do mosteiro.

Chuva devasta Petrópolis e atinge operação de cervejarias; Como ajudar

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A forte tempestade que atingiu Petrópolis na última terça-feira (15) devastou a cidade, provocou mortes, desabrigou famílias e atingiu as cervejarias que atuam na região. Os números ainda estão sendo contabilizados – eram 105 mortes confirmadas até as 11 horas desta quinta (17) – , mas os estragos confirmam a noção de que o município, localizado na região serrana do Rio de Janeiro, precisará, novamente, se reconstruir em meio ao luto.

De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a chuva em Petrópolis foi a maior na história da cidade desde que registros começaram a ser feitos. A tempestade, com seis horas de duração, teve um volume de 260mm, sendo que a maior parte dessa imensa quantidade de água – 230mm – atingiu a cidade em apenas três horas. Uma situação que levou a prefeitura a decretar estado de calamidade pública.

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As cenas foram assustadoras e traumatizantes, com corpos começando a aparecer assim que o nível da água baixou. Houve dezenas de deslizamentos de terra, uma delas, registrada em vídeo, com uma encosta destruindo casas e arrastando árvores e carros.  E uma das principais vias que dá acesso ao centro histórico de Petrópolis, desabou no rio Quitandinha.

A cidade de Petrópolis é um polo importante para as artesanais, abrigando dezenas de cervejarias, além de uma associação turística ligada ao setor, a Rota RJ. E diversas dessas cervejarias foram afetadas pelas chuvas. É o caso da Doutor Duranz, que além da fábrica, teve também o seu bar localizado em Corrêas, nas proximidades de Petrópolis, duramente impactado. Assim, seus estabelecimentos estão fechados para manutenção e limpeza.

As cervejarias Odin e Sampler também tiveram suas instalações alagadas e já trabalham na limpeza dos locais afetados pela trágica chuva em Petrópolis. Já o brewgarden da cervejaria Brewpoint também foi tomado pelas águas.

“A hora agora é de nos unirmos para ajudar essas cervejarias a se levantarem e com isso mergulhamos novamente na retomada do turismo da cidade, que é de extrema relevância para a cidade de Petrópolis”, afirma Ana Cláudia Pampillon, coordenadora da Rota RJ.

Algumas cervejarias da Rota RJ estão recebendo doações de materiais de limpeza, cestas básicas e itens de higiene para as vítimas das chuvas e os desabrigados. São os casos da Alpendorf e da Barão Bier em Nova Friburgo, da Mad Brew e da Kanton em Teresópolis, da Rota Imperial em Guapimirim, da Ambev de Cachoeiras de Macau, assim como a Da Corte, em Petrópolis.

Também são aceitas doações através do PIX da associação para pessoas de fora da região serrana. Nesse caso, a chave para a transferência é 21.436.518/0001-42. Moradores afirmam que o item mais essencial nesse momento é a água mineral, pois o abastecimento de água foi afetado pela tragédia em Petrópolis.

Repetição da tragédia
O surgimento da Rota RJ também se deu em um contexto parecido, de tragédia, em 2011, quando a região serrana do Rio de Janeiro foi atingida por uma das maiores catástrofes climáticas da história. Naquele ano, as fortes tempestades, com deslizamentos e enchentes, provocaram 918 mortes em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo.

Nos organizamos, nos juntamos e fizemos do turismo cervejeiro uma ferramenta para fomentar economicamente toda a região serrana que foi duramente afetada. Hoje, abraçamos Petrópolis, com o mesmo intuito de reerguer a cidade e suas cervejarias que nela estão instaladas e sofreram de alguma maneira

Ana Cláudia Pampillón, coordenadora da Rota RJ

A repetição da tragédia em Petrópolis apenas 11 depois também indica um problema: não são adotadas medidas para evitar que cenas devastadoras como essas da região serrana do Rio de Janeiro aconteçam novamente. No máximo se reconstrói a área afetada, continuando a se permitir a ocupação de regiões sob risco. E os desastres se tornam meros subprodutos do descaso.

Grupo Heineken aumentará preços da cerveja em todo o mundo em 2022

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As cervejas do Grupo Heineken vão sofrer reajustes nos preços ao longo de 2022 em todo o mundo. Na sequência da apresentação do balanço financeiro do quarto trimestre de 2021, executivos da companhia reconheceram desafios para lidar com o avanço da inflação global, considerada a pior em uma década pela empresa, algo que tem afetado os custos produtivos. E adiantaram que vão repassá-los ao consumidor ao longo deste ano.

O Grupo Heineken projeta um crescimento dos custos por hectolitro (100 litros) de cerveja em torno de 15% por causa do aumento do valor das commodities, da energia e de frete, além de suas posições de hedge. Assim, a companhia realizará aumento nos preços da cerveja, embora reconheça que isso possa causar redução do consumo, pois a população já está com seu poder de compra afetado pela inflação, ameaçando a continuidade da recuperação dos piores momentos da pandemia do coronavírus.

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“Esperamos ser significativamente impactados pela inflação e pelas pressões de resiliência da cadeia de suprimentos. Mais especificamente, esperamos que nosso custo de insumo por hectolitro aumente em torno de 15% devido às nossas posições de hedge e ao forte aumento nos preços de commodities, energia e frete. Vamos compensar esses aumentos de custo de insumos por meio de preços em termos absolutos, o que pode levar a um consumo de cerveja menor”, explica o Grupo Heineken.

A companhia também admite incertezas quanto ao desempenho em 2022, apontando que os desafios impostos pela pandemia do coronavírus permanecem e devem dificultar os resultados da cervejaria ao longo do ano, especialmente na Europa, continente no qual espera uma recuperação mais demorada.

Em 2022, continuaremos a navegar em um ambiente incerto e esperamos que a Covid-19 ainda tenha impacto nas receitas. Nossos planos pressupõem que os mercados na região Ásia-Pacífico se recuperem progressivamente durante o ano, mas a recuperação total do on-trade na Europa pode demorar mais

Grupo Heineken

A revelação de que a companhia aumentará o preço das suas cervejas ao longo de 2022 foi realizada durante a teleconferência após a apresentação dos resultados do quarto trimestre de 2021. E ainda que temendo a redução do consumo, a companhia segue com a previsão de obter um lucro operacional de 17% em 2023, embora tenha destacado que pode revisar esse número no final deste ano.

O Brasil foi um dos destaques do balanço do Grupo Heineken no quarto trimestre de 2021, com aumento do volume de cerveja consumido superior a 10% no período. Assim, contribuiu para a reversão de um cenário negativo. Afinal, após ter prejuízo de 204 milhões de euros em 2020, a companhia obteve lucro líquido de 3,23 bilhões de euros em 2021. Além disso, a sua receita no ano passado foi de 21,941 bilhões de euros, uma expansão de 11,3%.

Outro destaque do balanço foi o desempenho da marca Heineken, com um crescimento no volume global de 17,4%. Para o grupo, esse resultado está relacionado com o sucesso de outras marcas dessa linha, citando a Heineken Silver, com uma graduação alcoólica menor – 4%. E após o êxito em alguns países, a companhia pretende levá-la para mais mercados ao longo deste ano, embora sem revelar quais.

“O excelente crescimento da Heineken foi ainda apoiado pelo forte desempenho de suas extensões de linha. A Heineken Silver mais do que dobrou seu volume, impulsionada por excelentes desempenhos na China e no Vietnã. Com base nesse sucesso, lançaremos a Heineken Silver internacionalmente para alcançar mais de 20 mercados em 2022”, adianta o grupo em trecho do seu relatório financeiro do quarto trimestre.

Heineken lucra R$ 19,47 bi em 2021 e amplia vendas em mais de 10% no Brasil no 4º tri

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O Grupo Heineken conseguiu se recuperar em 2021 dos prejuízos acumulados em 2020. Nesta quarta-feira, a companhia divulgou o seu balanço do quarto trimestre do ano passado e indicou ter apresentado lucro líquido de 3,32 bilhões de euros (aproximadamente R$ 19,47 bilhões) em 2021. O resultado positivo foi alcançado após o déficit de 204 milhões de euros (R$ 1,196 bilhão, na cotação atual) de 2020.

Pesou para isso o crescimento de 11,3% da receita do Grupo Heineken na comparação com o ano anterior, chegando a 21,941 bilhões de euros. Além disso, o volume de cerveja vendido pelo Grupo Heineken cresceu 4,6% em 2021, com uma expansão ainda maior, de 6,2%, no último trimestre do ano. A companhia, ponderou, porém, que a desvalorização das moedas do Brasil e da Nigéria provocou impacto cambial de 515 milhões de euros nas suas contas em 2021.

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Essa recuperação se deu atrelada a uma estratégia bem semelhante à adotada no mercado brasileiro, com a empresa apresentando crescimento global de 17,4% em volume da Heineken, a sua principal marca. Já aquelas consideradas premium responderam por 60% de uma expansão de 10%.

E o Brasil teve participação nessa recuperação do Grupo Heineken em 2021, com a companhia apresentando trajetória de crescimento no consumo de cervejas no país ao longo do quarto trimestre. De acordo com os comentários do balanço divulgado nesta quarta-feira, o aumento do volume foi superior a 10%. Isso reverteu a tendência de queda apresentada no trimestre anterior, também em torno de 10%, quando a companhia adotou a estratégia de reforçar a sua atuação no portfólio premium, no qual é liderada por Heineken e Eisenbahn.

Nas Américas, o volume consolidado de cerveja cresceu 8,2% no ano passado, em linha com os resultados de 2019. Já no Brasil, até houve queda no volume de cerveja vendida em 2021, com o recuo ficando entre 1% e 4%. Mas isso foi compensado no valor da participação da companhia no mercado.  

No Brasil, o volume de cerveja cresceu mais de 10% no quarto trimestre, impulsionado por nossos portfólios premium e mainstream. Para o ano inteiro, ganhamos participação de valor na cerveja, pois os fortes efeitos de preços e premiumização mais do que compensaram um declínio de um dígito no volume. Reforçamos nossa liderança em premium e crescemos cerca de 30% em volume liderados pela Heineken e Eisenbahn

Grupo Heineken, em comentários do balanço do 4º trimestre de 2022

Isso se deu com o portfólio premium do Grupo Heineken expandindo em torno de 20% em 2021 nas Américas, com participação decisiva da marca Heineken no Brasil. Segundo a companhia, o seu volume é, hoje, o dobro do nível pré-pandemia no país. A empresa também destaca o crescimento de mais de 10% da Lagunitas, além do aumento da participação no mercado da Eisenbahn. “No Brasil, estamos aproveitando a força do Sistema Coca-Cola para aumentar significativamente a distribuição da Eisenbahn”, diz.

Com essa expansão, o mix de preços do Grupo Heineken nas Américas cresceu 10,3%, impulsionado pela forte premiumização e alta dos valores cobrados pelas suas cervejas no Brasil, com a receita líquida por hectolitro crescendo em torno de 30%.

Além disso, as cervejas mainstream também aumentaram o volume vendido no país no ano passado. “Nosso portfólio mainstream cresceu em torno de 20%, liderado por Amstel, Devassa, os lançamentos de Tiger e, mais recentemente, Amstel Ultra”, comenta a companhia.

Já a expansão no mercado das cervejas sem álcool ou de baixa graduação alcoólica foi de cerca de 30% nas Américas, influenciada diretamente pelo desempenho da 0.0 no Brasil. Segundo a companhia, ela mais do que dobrou, tornando o país o maior mercado global dessa linha do grupo.

O Grupo Heineken também destacou o crescimento da sua plataforma B2B, destinada a vendas para bares, restaurantes e varejistas, o HeiShop, que terminou o ano passado com 100 mil clientes ativos no país.

Deixada em segundo plano, a carteira de cervejas econômicas caiu cerca de 30% em volume no Brasil. E outras bebidas recuaram 44,9% no ano nas Américas, algo provocado pelo encerramento da linha de refrigerantes PET de 2 litros no país.  

Especial rotulagem: As várias formas de aplicação e a importância das informações

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Fazer os rótulos de uma marca de cerveja pode parecer uma missão simples para o consumidor que tem contato com a etiqueta de uma garrafa, lata ou growler ao visualizá-la em um varejo. Entretanto, a realidade é diferente desta primeira impressão sobre o processo de rotulagem, que precisa de atenção às informações a serem aplicadas, independentemente da embalagem a ser utilizada e do tipo de aplicação.

Na segunda matéria de uma série especial de quatro reportagens sobre rotulagem, que começou a ser publicada na semana passada e terá mais dois capítulos, o Guia traz orientações de especialistas que disseram, de maneira detalhada, o que consideram mais importante para que rótulos de cerveja sejam apresentados da forma correta e dentro das exigências da lei.

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Regina Sugayama, mestre em Biologia e Genética e doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP), com mais de 30 anos de experiência em pesquisa e consultoria em agricultura e alimentos, enfatizou cinco pontos fundamentais para a realização bem-sucedida do processo de rotulagem.

“O rótulo tem que estar em conformidade com a legislação e ser atrativo visualmente, além de estar bem aplicado na garrafa. A tecnologia de impressão deve suportar condições às quais o produto vai ser exposto e e as informações obrigatórias devem ser legíveis e indeléveis”, diz.

Regina lembra a importância dos cuidados com os detalhes das informações nos rótulos de cerveja, especialmente para evitar problemas com os órgãos fiscalizadores.

“Detalhes aparentemente sem importância podem se transformar em motivos de dor de cabeça para a indústria. Um exemplo bastante comum é o uso da abreviação de mililitros como ML em vez de mL ou ml. Ao órgão de fiscalização não importa se a tipologia escolhida pelo designer só tem o M maiúsculo. Tem que ser minúsculo e não se discute”, afirma a especialista.

Para evitar problemas, Regina sugere a revisão com antecedência das informações e dados inseridos antes da impressão dos rótulos. E lembra que erros são cometidos até mesmo por gigantes da indústria, tendo em vista o quão minucioso é o processo para apresentação ao consumidor de todas as informações certas e dentro dos padrões exigidos por lei.

“Uma vez revisei um rótulo de cerveja que trazia erro na escrita de uma frase de advertência. Recomendei que fosse corrigido e o produtor disse que copiou como estava no rótulo de uma grande marca brasileira de cerveja. Rótulos de amigos ou de marcas líderes de mercado podem ser usados como referência, mas muito cuidado ao copiar: você poderá estar propagando erros sem saber e pagar caro por isso”, completa Regina.

A especialista também alerta sobre outros fatores que considera importantes no processo de rotulagem. E dá conselhos a quem pretende realizá-lo de maneira bem-feita e adequada para atingir o sucesso almejado como a comunicação visual de um produto junto ao consumidor.

“A cada lote, você precisará informar o seu número e data de validade. O ideal é que essas informações estejam impressas diretamente na garrafa ou lata, mas muitas indústrias imprimem nas etiquetas. Assegure-se que essa marcação seja legível e indelével”, ressalta, destacando a importância da padronização no processo de rotulagem.

A etapa final do processo de rotulagem, que é a aplicação do rótulo sobre a garrafa ou lata, também exige planejamento. Você não gastou tempo e dinheiro desenvolvendo um layout bacana e em conformidade com a legislação, nem comprou as embalagens e imprimiu rótulos para serem mal aplicados. Estamos falando de um mercado super competitivo, no qual pequenos detalhes fazem diferença. Rotule suas garrafas ou latas de forma que as etiquetas estejam sempre corretamente posicionadas e padronizadas

Regina Sugayama, profissional com mais de 30 anos de atuação em pesquisa e consultoria em agricultura e alimentos

As aplicações de rótulos de cerveja
Além de estarem atentas às informações inseridas nos rótulos da cerveja, as marcas precisam definir qual tipo de rotulagem será adotada. E as opções são várias. A rotulagem com adesivos, por exemplo, dá ao fabricante a opção de realizá-la manualmente ou por meio de uma rotuladora automática.

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Outro benefício é que este tipo de rótulo pode ser aplicado em qualquer formato de embalagem. E o adesivo permite a adoção de diferentes tipos de técnicas para o design do rótulo, como por exemplo a metalizada, a transparente, a texturizada e a holográfica. Além disso, na etiqueta adesiva é possível optar por diferentes tipos de acabamento, como o verniz em relevo ou localizado e a laminação fosca ou com brilho, que reflete a luz na superfície da embalagem.

“A forma mais prática, comum, econômica e acessível é o rótulo adesivo. Tem outras formas de você rotular o produto. Você pode imprimir direto na embalagem ou colocar um adesivo na embalagem. Neste ponto é bom enfatizar que, entre os tipos de rótulos, ele pode ser de serigrafia, pode ser de impressão direta na embalagem, pode ser de sleeve, que é um filme termoencolhível que cobre 100% da área da embalagem, e pode ser o rótulo adesivo”, aponta Bruno Lage, sócio-proprietário da empresa de rótulos Label Sonic.

Há, claro, mais opções, como o sleeve, uma impressão que é gravada em um filme de PVC ou PET transparente, realizada por meio de uma flexografia, algo similar a um carimbo. Neste método, as partes que não forem impressas são retiradas das gravações das matrizes, permitindo que as áreas pintadas fiquem em alto relevo no rótulo.

Já na serigrafia, uma tela de seda é utilizada para que a tinta seja impressa apenas nas áreas da imagem de um rótulo. Neste sistema é possível aplicar camadas mais grossas de tinta, com relevos ou mesmo textos impressos em Braille.

Para a tomada de uma decisão entre as opções vários aspectos devem ser analisados. Gabriel Lopes, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Design (Abedesign), aponta a importância de o fabricante pesar de forma racional o custo-benefício ao escolher o tipo de rótulo que utilizará em seu produto e o método que escolherá para fixá-lo na embalagem da sua cerveja.

O especialista, que é formado em Design, com especialização em embalagens, inteligência artificial e ciência de dados pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, enfatiza que é preciso encontrar o equilíbrio entre o custo, o desejo de performance para o rótulo e a valorização do produto.

“Isso está relacionado com até onde você quer levar o seu produto, com até onde você quer chegar, e a viabilidade financeira”, diz o especialista, lembrando também que quanto mais complexo for o design escolhido para um rótulo, mais caro ele deverá custar, pois isso demandará mais tempo para impressão e, consequentemente, um gasto maior de energia.

Mas ele pondera que algumas variáveis vão além do custo, como a percepção de valor de quem compra.

Um rótulo com recorte complexo impactará diretamente na velocidade de produção e nossa missão na função de designer é compreender exatamente onde estamos colaborando na criação. Em uma matriz de custo versus valor do produto estamos buscando uma apresentação que valorize o produto? Qual o limite entre valorização versus investimento em embalagem e território de autoridade que um produto pode percorrer?

Gabriel Lopes, presidente da Abedesign

Já o sócio-proprietário da Label Sonic aponta a etiqueta adesiva como a opção mais barata e de ótimo custo-benefício pela forma eficiente com a qual pode ser aplicada com as tecnologias disponíveis para as embalagens de cerveja. Assim, é a solução mais atrativa para as marcas que atuam com produção de pequena escala. “O rótulo adesivo é mais fácil de aplicar do que o sleeve, e com o adesivo você pode fazer pequenas tiragens de rótulos, o que não se consegue fazer, por exemplo, com o sleeve e com a serigrafia”, comenta.

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Por sua vez, o presidente da Abedesign cita a aplicação mais utilizada e aquela considerada uma das mais emblemáticas em garrafas no mercado brasileiro para destacar a variedade de opções de rotulagem existentes. “Nesta ordem de papel e cola (independentemente do tipo ou acabamento do papel), o mais comum é o rótulo autoadesivo, em sua maioria base polimérica (plástica). Serigrafia na garrafa, como por exemplo ocorre no rótulo da Heineken, é o menos usual”, aponta.

Grupo Petrópolis lança Cabaré com show de Leonardo e amplia portfólio

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O Grupo Petrópolis vai apresentar nesta quarta-feira uma novidade ao consumidor. A companhia lançará a cerveja Cabaré, em um evento online e que contará com a realização de um show do cantor sertanejo Leonardo. A dupla Bruno & Marrone também participará da ação.

A cerveja Cabaré é uma puro malte dourada, com lúpulos alemães, no estilo American Lager e de baixa fermentação, de acordo com a descrição divulgada pelo Grupo Petrópolis.

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A novidade foi criada através de uma parceria entre o Engenho Dom Tapparo, localizado no interior paulista, e o Grupo Petrópolis. E terá Leonardo como seu embaixador, com o cantor sertanejo liderando a campanha publicitária do novo produto da companhia.

Com esse lançamento, o Grupo Petrópolis também amplia o seu portfólio de cervejas, que já contava com marcas como a Itaipava, a Black Princess, a Petra e a Weltenburger, além de Crystal, Lokal e Cacildis.

Na ação de lançamento da Cabaré, Leonardo realizará um show no seu canal oficial no YouTube a partir das 20 horas. A apresentação musical não contará com a presença de público em função da pandemia do coronavírus.

De qualquer forma, a presença dos artistas juntos repete o projeto “Cabaré”, que dá nome à cerveja e unirá os três grandes nomes da música sertaneja em uma agenda extensa de shows previstos para as principais cidades do Brasil ao longo de 2022.