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Com alta de 0,42%, cerveja começa 2022 com inflação menor do que a do IPCA

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Assim como terminou 2021, a inflação da cerveja começou 2022 com uma alta menor do que a do índice oficial, o IPCA. De acordo com os dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira, o item no domicílio ficou 0,42% mais caro em janeiro. Já o IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, acelerou 0,54%.

Foi, então, um cenário semelhante ao de 2021, um ano marcado no Brasil pelo retorno da inflação a patamares elevados, com alta de 10,06%. Já a inflação da cerveja no domicílio havia sido de 8,70%, 1,36% menor, portanto, do que o IPCA.

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No acumulado dos últimos 12 meses, a cerveja no domicílio fechou janeiro com uma alta de 7,83%, também abaixo da inflação geral do mesmo período, que foi de 10,38%.

Já o preço da cerveja fora do domicílio, vendida em estabelecimentos como bares e restaurantes, teve um aumento médio de 0,74% em relação a dezembro.

Esse item havia registrado aumento de apenas 0,14% no último mês de 2021, acelerando, portanto, o ritmo de crescimento dos preços no começo de 2022.

Embora indique tendência de alta, a cerveja fora do domicílio apresentou inflação bem menor em janeiro do que a de 5,21% de outras bebidas alcoólicas no domicílio. Já fora do domicílio, a elevação média dos preços foi de 0,50%.

No acumulado dos últimos 12 meses, o aumento do valor da cerveja fora do domicílio ficou em 4,93%, enquanto os preços de outras bebidas alcoólicas adquiridas na mesma condição tiveram deflação de 1,87%. Também há inflação de 4,70% nas bebidas alcoólicas no domicílio quando observado o mesmo período.

Alimentos em alta
A alta do preço da cerveja se deu, em janeiro, em ritmo menor do que a do somatório dos itens de alimentação e bebidas. O IBGE apontou inflação de 1,11% neste grupo. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o aumento do preço dos alimentos e das bebidas está em 8,04%.

Ao divulgar os dados, o IBGE enfatizou que o grupo alimentação e bebidas foi o segundo com maior inflação em janeiro entre os nove pesquisados. Em relação a dezembro do ano passado, só não teve índice maior do que o dos artigos de residência, cujos preços subiram 1,82% em janeiro.

Logo atrás de alimentação e bebidas, os grupos vestuário (1,07%) e comunicação (1,05%) foram os outros a ter elevação superior a 1% neste início de 2022, segundo a pesquisa.

Maior IPCA para janeiro desde 2016
O IBGE também destacou que o IPCA de 0,54% significou a maior variação registrada para um mês de janeiro desde 2016, quando o índice foi de 1,27%. O instituto de pesquisa relembrou, inclusive, que a variação mensal contabilizada há um ano foi de 0,25%.

Para calcular o índice do último mês, o IBGE informou que foram comparados os preços coletados entre 29 de dezembro de 2021 e 28 de janeiro de 2022 com os valores vigentes dos produtos pesquisados de 30 de novembro a 28 de dezembro do ano passado.

Especial rotulagem: Entenda a importância da aplicação em embalagens de cerveja

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A qualidade de todo o processo que envolve a fabricação de uma cerveja, seja de uma pequena ou grande indústria, é importante para que uma marca alcance o sucesso desejado. Porém, de nada adiantará a excelência de um produto se ele não for apresentado da maneira adequada ao consumidor. E uma das partes fundamentais para uma comunicação eficiente entre estas duas pontas é a rotulagem bem-feita da cerveja. Um conceito que envolve a qualidade do material, mas também a forma e a estratégia de divulgação das informações necessárias.

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Para uma série especial de quatro reportagens sobre este tema, que serão publicadas ao longo das próximas semanas, o Guia ouviu especialistas que enumeraram motivos relevantes para a rotulagem ser utilizada da maneira certa em uma cerveja, seja em latas, garrafas ou growlers. Afinal, a identificação de uma bebida na geladeira ou na prateleira de um supermercado é um “cartão de apresentação” para aproximar o consumidor da chance de comprá-la.

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“O rótulo de alimentos e bebidas embalados é uma obrigação legal do fabricante e ele é o principal – e em muitas vezes, único – meio de comunicação entre a indústria e o consumidor na gôndola do supermercado. Por esse motivo, o rótulo exerce duas funções primordiais: atrair o olhar do possível comprador e comunicar adequadamente os atributos e os riscos associados ao consumo do produto”, ressalta Regina Sugayama, mestre em Biologia e Genética e doutora em Ciências pela USP, com mais de 30 anos de experiência em pesquisa e consultoria em agricultura e alimentos.

Bruno Lage, sócio-proprietário da empresa de rótulos Label Sonic, também enaltece a importância da excelência da rotulagem para estreitar a relação da marca com o consumidor, para que ele possa se tornar um potencial comprador de uma cerveja.

“A importância do rótulo é até difícil de explicar, pois é muito intuitiva, é a cara do produto. Primeiramente, o rótulo faz uma relação direta de um produto com uma marca. E traz todos os símbolos e significados que uma marca tem. Além disso, o rótulo é fundamental para outras informações, como as legais, sobre como usar o produto e ter uma melhor experiência com ele. Às vezes, os rótulos são falhos nisso”, diz, também definindo a rotulagem de uma cerveja como a última ação de marketing de um produto.

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“O rótulo tem a função de finalizar o processo de marketing de um produto, o final do processo de vendas. Tem, assim, uma função primordial nas vendas, pois onde o cliente vai tomar a decisão sobre a compra será no ponto de vendas. Um rótulo bom é um ótimo vendedor”, completa o especialista em rótulos.

O efeito visual que um rótulo é capaz de proporcionar também pode ser fundamental no processo de atração do consumidor ao instigá-lo. Ou seja, não basta ser bom produto e ter um preço que caiba no bolso dos clientes, mas também é necessário ser bonito para seduzi-lo e transmitir a sensação de encantamento que o faça acreditar estar adquirindo um produto que ofereça um bom custo-benefício por diversas razões, algumas delas nem sendo racionais. Por isso, é preciso incrementar a comunicação através dos rótulos.

Em uma prateleira repleta de produtos diferentes, a primeira coisa que o rótulo tem que ser é atrativo. Isso vale para cerveja, vinho, cachaça, qualquer tipo de bebida ou alimento. Vale o uso de imagens, tipologia e até mesmo de conteúdos interativos. Tenho visto embalagens com códigos-QR e até mesmo de realidade aumentada que amplificam a possibilidade de interação indústria-consumidor e enriquecem a experiência de consumo

Regina Sugayama, profissional com mais de 30 anos de atuação em pesquisa e consultoria em agricultura e alimentos

Gabriel Lopes, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Design (Abedesign), também ressalta como o rótulo se relaciona com o sucesso de uma marca, apontando que ele pode indicar ao consumidor o posicionamento daquele produto.

“Do ponto de vista do design, o rótulo ou a embalagem em si é o que traduz a alma do produto e seu posicionamento. A embalagem é o maior mediador simbólico que podemos ter no produto cerveja”, destaca o profissional, que é formado em Design, com especialização em embalagens, inteligência artificial e ciência de dados pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

Para o presidente da Abedesign, “ter uma boa apresentação é transparecer a alma do produto”. Assim, mais do que apenas indicar a sua qualidade para o consumidor, o produto precisa seduzi-lo. E essa combinação pode se materializar no sucesso ou no fracasso de uma marca.

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“Tem uma máxima que nós usamos de forma bem simples, que é a seguinte: ‘Pintar feio ou pintar bonito custa a mesma coisa’”, lembra o especialista, exaltando também a importância do uso do design da maneira correta.

O presidente da Abedesign destaca que os itens se dividem em níveis diferentes, com cada um demandando uma estratégia de comunicação para alcançar o público-alvo: “tipos de cerveja” (venda de commodities); “nome do produto” (venda para quem já entende ou reconhece a marca. Quanto mais torneiras disponíveis, menor conhecimento específico); “nome do produto + regionalidade” (venda para quem já entende ou reconhece a marca + opção entre cerveja local e importada); e “exposição dos rótulos” (reconhecimento e autoidentificação com produto seja de forma temática, por estilo ou por reconhecimento imagético sem identificação por nome).

“Observe que mesmo quando vamos para uma situação de venda commoditizada (de produtos globais básicos não industrializados), que são nos taprooms ou os pontos de consumo com automação de torneiras, temos uma grande diferença estratégica em quatro níveis”, completa.

Importância das informações
Regina também destaca ser necessário cuidado com as informações que precisam ser estampadas no processo de rotulagem de uma garrafa, lata ou growler de cerveja. Elas devem atender normas básicas obrigatórias para que o produto possa ser vendido em supermercados, dando credibilidade, comprovação de procedência e o tornando confiável para o consumo de quem o adquire.

“A indústria tem a obrigação de informar, por exemplo, dados como volume de cerveja que a embalagem contém, a marca comercial e a denominação do produto seguindo as normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Estas três informações têm que estar prontamente disponíveis no painel principal do rótulo. Caso haja uma indicação geográfica reconhecida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial, ela pode constar no painel principal”, lembra Regina.

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“O rótulo tem de listar os ingredientes que foram usados na fabricação, destacando a presença de glúten e outros alérgenos, data de validade, tempo que o produto permanece adequado para consumo após aberto, número do lote e nome do fabricante e/ou envasilhador. É obrigatório por lei incluir frases de advertência sobre o público ao qual se destina o produto (maiores de 18 anos) e sobre o consumo excessivo de álcool. Finalmente, é proibido qualquer tipo de dizer que cause confusão ou engano”, completa. 

Assim, a especialista alerta que de nada adianta também o rótulo ser visualmente bonito se ele não trouxer as informações obrigatórias que ajudem a estabelecer uma relação de confiança entre uma marca e o seu consumidor.

“Um rótulo que apenas seduz sem informar não serve porque deixará de cumprir obrigações legais. Por outro lado, um rótulo que apenas comunique riscos não vai vender. Então são dois lados da mesma moeda que precisam ser trabalhados no rótulo: design e dizeres. Deslizes de um ou outro lado podem resultar em notificações, multas e até prisão”, ressalta.

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Congo, Brasil e cerveja: Como se entrelaça uma relação que se transformou em tragédia

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Um jovem negro é açoitado até a morte em praça pública. A cena, corriqueira em momentos do período escravocrata do Brasil, voltou a se repetir neste começo de 2022, no Rio. Os sinais a uni-las vão além do racismo e das relações de trabalho. Envolvem, também, o Congo, uma país marcado por tragédias provocadas por quem chega de fora e que tem sua história tão intrinsecamente ligada à brasileira quanto o desconhecimento dessa trajetória por aqui, o que inclui a relação dessa nação africana com a cerveja de banana.

De colonização portuguesa, o Brasil forjou a sua sociedade sob diversas influências. Uma das notáveis, foi a da região da África onde está localizado o Congo, de onde veio um expressivo contingente de escravizados. E que trouxe, consigo, aspectos culturais importantes ao país, como a fundamental participação da construção do samba. Uma ligação que se transformou em tragédia no fim de janeiro, com a morte de Moïse Mugenyi Kabagambe, expondo o racismo do país. E que ainda possui uma tímida ligação através da cerveja, a de banana, muito presente no território do Congo.

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A composição étnica do Brasil é, hoje, predominantemente influenciada pelos descendentes africanos, que dão origem a mais da metade da população. Uma ancestralidade que vem do período escravocrata, quando os africanos trazidos de forma forçada ao país eram, em sua maioria, da região onde está o Congo.

Essa história é permeada, também, por outra tragédia, afinal o Congo, como um reino, funcionava de modo sistematizado e complexo, tendo como seu apogeu o século XV. Além disso, seus habitantes eram considerados grandes agricultores e tinham bom conhecimento de metalurgia e de línguas de regiões próximas. É, inclusive, essa característica que deu muitas palavras de origem banto ao vocabulário da população brasileira.

Algo rompido com a chegada dos portugueses ao seu território. “O historiador e antropólogo Angolano Patrício Batsikama, afirma que a democracia nasceu no Reino do Congo. Segundo ele, embora o poder fosse centralizado na figura do líder, chamado de Manicongo, existia um conselho que o auxiliava nas funções administrativas. Em tese, o Manicongo, ouvia o conselho, que era formado por pessoas da comunidade, antes de tomar qualquer decisão. O reino possuía moeda própria, coletava impostos e comerciava com outros povos”, destaca, ao Guia, Sara Araújo, sommelière de cervejas, graduada em Ciências Sociais, pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica.

Mas a correlação entre o Congo e o Brasil vai bem além do uso de palavras de origem banto. As primeiras manifestações que dariam origem ao samba datam do século XVI com negros de Angola e do Congo que chegaram ao Brasil, escravizados, e trouxeram o batuque africano. Foi dessa semente que emergiu um ritmo imediatamente associado ao país em qualquer localidade do mundo.

Assim, como a tragédia impingida por estrangeiros ao Congo não se resume à passagem dos portugueses por lá.  Afinal, a Conferência de Berlim, em 1884 e 1885, fatiou a África entre países europeus e destinou o Congo para a Bélgica. Deixou, assim, o país sob as mãos de Leopoldo II, rei do país e um dos mais sanguinários homens da história, sendo responsável por milhares de mortes e por degolar parte do corpo de milhares de congoleses, para amedrontá-los.

Uma mudança de poder que desestabilizou o país, com seguidas guerras civis e disputas por suas riquezas naturais. Assim, a população não consegue usufruir das benesses de uma terra que tem, em seu solo, recursos como cobalto, diamante, cobre, urânio e ferro.

Imigração ao Brasil
Resta, assim, a muitos congoleses a opção da imigração. E muitos deles escolhem o Brasil, país com mais descendentes africanos fora do continente original. De acordo com o Sistema Nacional de Cadastramento de Registro de Estrangeiros, eram 2.064 congoleses no Brasil em 2020, com uma predominância de homens solteiros, entre 20 e 24 anos, morando em São Paulo ou no Rio de Janeiro.

Era exatamente esse o perfil de Moïse Kabagambe, que deixou o Congo em função dos conflitos na província de Ituri.

O que muitos deles não sabem é que o Brasil é o país mais racista do mundo e mais letal para pessoas pretas. O Brasil foi instrumentalizado para receber pessoas oriundas do continente europeu e aparelhado para desumanizar ou matar corpos pretos

Sara Araújo, sommelière, pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica

Com 24 anos, Möise, havia migrado em 2011 para o Brasil, fugindo da guerra, com a sua família, mas acabou sendo morto em 24 de janeiro. Isso se deu após ir ao quiosque Tropicália, onde trabalhava, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, para cobrar duas diárias ainda não pagas. Vídeos mostram que ele foi amarrado e espancado, inclusive com um taco de beisebol.

O caso de Möise só veio à tona em 29 de janeiro, com protestos ocorrendo em todo o Brasil, no último sábado (5), em que se condenou a xenofobia e o racismo, um clamor reforçado por outra morte brutal de um negro, no dia 3, quando Durval Teófilo Filho foi baleado. Ao chegar em sua residência, em São Gonçalo (RJ), um vizinho atirou, sob a alegação de achar se tratar de um assaltante.

A cerveja de banana do Congo
Mas a história do Congo, um país com quase 90 milhões de habitantes e forte potencial agrícola, e a relação com o Brasil são pouco difundidas no país. Não à toa, há um total desconhecimento dessa trajetória de tragédias, das suas riquezas e da relação com a cerveja. Por lá, é bastante difundida a “cerveja de banana” que, semanticamente, pode até não se inserir no conceito adotado no Brasil para a cerveja, como admite Sara.

“Você aí do outro lado vai dizer: ‘mas, Sara, não se entende como cerveja o que está estabelecido no artigo 2º e seus parágrafos, da Instrução Normativa 65/22019? Desse modo, cerveja de banana não seria uma outra bebida?’ Pode ser no entendimento eurocêntrico. Para os congoleses, não. E, aqui, precisamos romper com o mito da história única”, defende.

A produção da cerveja de banana se dá de modo artesanal, nas comunidades do Congo, com a primeira etapa sendo a extração do suco da banana, que é embalada e enterrada, depois sendo espremida. O suco, então, é colocado em um barril, com o intuito de ser fermentado.

“Um volume de água é adicionado a cada três volumes de suco de banana. Isso torna os sólidos solúveis totais baixos o suficiente para a levedura agir. Os cereais são moídos e torrados e adicionados para melhorar a cor e o sabor do produto final. A mistura é colocada em um recipiente, que é coberto com polietileno para fermentar por 18 a 24 horas. As matérias-primas não são esterilizadas por fervura e, portanto, fornecem um excelente substrato para o crescimento microbiano”, relata, em documento, a FAO.

O uso da banana, um recurso retirado da terra, para criação de uma cerveja no Congo faz lembrar o Brasil com o crescimento do apelo por rótulos com frutas. “É comum vermos pessoas da comunidade cervejeira fazendo piadas com relação às cervejas de banana produzida na região do Congo, mas não fazem piadas com as cervejas que levam frutas como laranja, coentro, abacaxi, limão, uva, pitaia, jabuticaba, caju, e por aí vai. Só para observarmos que tudo vem de África, é lido como algo exótico, mas não é exótico uma cerveja que leva frutas se elas vêm de origem europeia, como a Witbier, por exemplo”, critica a sommelière.

Cerveja ou não, a bebida produzida no Congo é bastante tradicional e uma importante fonte de receita para uma parcela da população.

A cerveja de banana é uma é uma bebida artesanal muito popular que leva o nome de kasiksi. É feita através do suco de dois tipos de banana, que é a base do mosto, levedo de cerveja, cevada e painço

Sara Araújo, sommelière, pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica

Típica do Congo, a cerveja por lá é produzida por mãos como as de Möise, de herdeiros de escravizados e de negros que até recebem refúgio no Brasil, mas têm suas vidas ameaçadas apenas por serem negros. “É preciso romper com o racismo, com a desumanização dos corpos pretos e o apagamento de sua história”, conclama a sommelière.

Com alta da Covid-19, Festival Brasileiro e Feira da Cerveja são adiados para maio

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O avanço de casos de coronavírus, em função do alastramento da variante Ômicron, voltou a afetar a agenda de eventos cervejeiros. Nesta segunda-feira, o Festival Brasileiro da Cerveja e a Feira Brasileira da Cerveja foram adiados pelos organizadores. Os eventos estavam marcados inicialmente para março, em Blumenau (SC).

Assim, o Festival Brasileiro vai ocorrer no período de 4 a 7 de maio, enquanto a Feira da Cerveja acontecerá entre os dias 4 e 6 do mesmo mês. De acordo com a organização, os expositores cadastrados nos eventos já foram informados da decisão.

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Porém, os outros dois compromissos cervejeiros agendados para março em Blumenau estão mantidos no calendário.  O Concurso Brasileiro de Cervejas ocorrerá de 5 a 8 de março, com os três primeiros dias sendo dedicados às avaliações das amostras, com o último reservado para a premiação. As inscrições, inclusive, já estão encerradas – foram 3.635 rótulos e 587 cervejarias de todo o país que confirmaram participação.

Já o Congresso Internacional da Cerveja será em 9 e 10 de março. “Estão mantidos nas datas estabelecidas, por serem eventos voltados a profissionais do setor e no formato híbrido”, justificam os organizadores.

De acordo com a Associação Blumenauense de Turismo Eventos e Cultura (Ablutec), organizadora dos eventos, dados científicos nacionais e internacionais sobre o atual quadro da pandemia e os resultados de uma pesquisa fundamentaram a definição dos adiamentos das festividades.

A Ablutec explicou ter encomendado um levantamento à Fecomércio/SC sobre a adesão a eventos. A pesquisa foi feita nas regiões Sul e Sudeste sendo que 92% dos entrevistados tinham idades entre 18 e 64 anos. Os dados mostraram que apenas 28% frequentariam eventos em março e 84% não iriam a espaços com mais de 20 mil pessoas.

“Além da preocupação sanitária, a medida também levou em consideração o aproveitamento máximo de todos os participantes para a geração de negócios, relacionamento e disseminação de seus produtos”, explica Develon da Rocha, presidente da Ablutec.

Assim, o Festival Brasileiro e a Feira da Cerveja voltaram a ser adiados, como aconteceu em 2021, quando não ocorreram, ficando para 2022. E agora isso se dá diante de um cenário preocupante no Brasil. Na última quinta-feira (3), o país atingiu o maior número de casos positivos já registrados desde o início da pandemia, com quase 300 mil diagnósticos em apenas 24 horas.

Até este domingo (6), são 632.289 óbitos desde o início da pandemia. Já a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 767, a maior registrada desde 21 de agosto do ano passado, de acordo com os dados reunidos pelo consórcio de imprensa.

O cenário levou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a alertar que o Brasil ainda não chegou ao pico da variante Ômicron, em publicação no seu perfil no Twitter no último sábado.

“Depois de uma semana de muito trabalho, estou com a equipe do Ministério da Saúde analisando a última semana epidemiológica do país. Tivemos aumento de casos causado pela Covid-19 e ainda não chegamos no pico da onda causada pela Ômicron. O enfrentamento contra a doença continua”.

Seasons mira expansão de 250% em 2022 com cervejas complexas e atenção ao RS

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Em 2022, a Seasons pretende, ao olhar para a sua origem e essência, expandir sua participação dentro do mercado de cervejas artesanais. A Companhia Brasileira de Cervejas Artesanais (CBCA) mira um crescimento de 250% para a marca gaúcha, uma meta chamativa, mas que acredita ser possível alcançar através de ações estratégicas.

As iniciativas da Seasons em 2022 vão passar por um cuidado especial com o público gaúcho, onde a marca surgiu em 2010, em Porto Alegre, na região do bairro Anchieta, também retornando à sua origem com a aposta em estilos de cerveja mais complexos, como explica Juliano Dal Pont, gerente nacional de vendas da CBCA.

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“Temos algumas iniciativas em processo, dentre elas a de nos aproximar dos consumidores do Rio Grande do Sul, que é a nossa origem e essência, o resgate do DNA de inovação e complexidade, e, uma plataforma de lançamentos sustentável. Além disso, temos espaço para crescimento e mercados ávidos pela marca que serão alvo de atuação em 2022”, afirma.

Esse cuidado com o Rio Grande do Sul na CBCA irá, em 2022, além da Seasons, sendo, também, um foco do grupo, que possui fábricas em São Paulo e Santa Catarina, o que lhe assegura importante capilaridade. E, claro, tendo a marca surgida em solo gaúcho como carro-chefe da atuação da companhia no estado, como destaca Dal Pont.

“O Rio Grande do Sul é, sim, uma das prioridades em nossa matriz estratégica, e a Seasons o veículo para esse movimento acontecer. Temos planos e projetos para o mercado gaúcho. Alguns irão sair do papel em breve, outros requerem tempo e conjuntura de fatores positiva”, adianta.

Uma amostra dessa aproximação do Rio Grande do Sul e dessa aposta nas cervejas mais complexas com que a Seasons pretende marcar 2022 veio no fim do ano passado. A marca da CBCA produziu um lote exclusivo da Moo England – Cows on Parade apenas para os gaúchos.

Em 2022, então, a Seasons trabalha com a perspectiva de lançar os rótulos da série Moo England. E em todo o Brasil. “Temos planos de esse ano realizar o lançamento nacional da mesma e de outros rótulos da série, a qual tem como objetivo trazer esse estilo de cerveja que está dominando o mercado High-End nos últimos anos, as New England IPAs, e juntando-o ao mundo da música”, relata o gerente nacional de vendas da CBCA.

A companhia destaca, porém, que embora prometa inovações para a Seasons, elas virão com equilíbrio, mantendo em seu portfólio, e com relevância, estilos que agradam o público que acompanha há anos a marca, como cervejas lupuladas e rótulos que se tornaram icônicos da marca, como Green Cow, Holy Cow 2 e Vaca das Galáxias.

O que podemos dizer é que pretendemos perseguir algumas tendências, sem perder a essência da Seasons de inovação, trazendo alguns estilos atuais que ainda não trouxemos, além de rótulos antigos da Seasons que fizeram sucesso no passado da cervejaria e fazem até hoje.

Juliano Dal Pont, gerente nacional de vendas da CBCA

25 opções de cursos cervejeiros para o 1º semestre de 2022

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Ainda que a pandemia da Covid-19 não tenha terminado, o primeiro semestre é visto sob a esperança de retomada do setor, em função do avanço da vacinação e da reabertura dos estabelecimentos. Para aproveitar melhor essa nova fase, o conhecimento e o preparo profissional, que podem ser obtidos através de cursos cervejeiros em 2022, são apostas fundamentais para os profissionais que atuam no segmento.

Pensando nisso, a reportagem do Guia selecionou opções oferecidas pelas principais escolas e instituições cervejeiras neste primeiro semestre. Confira uma lista com cursos cervejeiros para o começo de 2022, anote na agenda e boas aulas!

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Academia da Cerveja

Tecnologia para Cervejeiros Artesanais

Descrição: Entre as opções de cursos cervejeiros ofertados pela escola da Ambev no primeiro semestre de 2022, esse abordará, de modo aprofundado, teoria e tecnologia atualizada da produção de cervejas.  Dirigido a quem tem interesse profissional na fabricação de cerveja artesanal, este curso tratará das etapas de produção, desde a malteação até o envase final e o serviço de cerveja.

Datas, carga horária e local:

  • De 01/03 a 24/05, 45 horas, EAD
  • De 22/02 a 10/05, 45 horas, EAD (intensivo)

Introdução ao Mundo da Cerveja

Descrição: Esta edição do curso Introdução ao Mundo da Cerveja é voltado para entusiastas que queiram começar a levar o papo cervejeiro para além da mesa do bar. Cervejarias e cervejeiros da Academia da Cerveja e convidados do mercado se unem para explicar sobre matérias-primas, processo produtivo, mitos e verdades sobre a cerveja e os cuidados que devemos ter com ela em uma aula de 2 horas online e ao vivo.

Datas, carga horária e local:

  • 23/02,  2 horas, EAD (Centro-Oeste)
  • 23/02,  2 horas, EAD (Norte)

Imersão no Processo Cervejeiro

Descrição: É destinado a fornecer uma visão global para aqueles que trabalham profissionalmente com cerveja, mas não tem formação técnica, como times de vendas, marketing, administração, compras de cervejarias, malte, profissionais da cadeia de suprimentos ou de associações e geradores de conteúdo cervejeiro que precisam ter uma visão geral dos “segredos” da elaboração de cervejas.

Datas, carga horária e local:

  • De 15/02 a 19/02, 15 horas (intermediário), EAD 
  • De 08/01 a 09/02, 15 horas (intensivo), EAD

Beer Business

Como montar sua loja virtual de cervejas 

Descrição: No curso, será possível aprender como criar um e-commerce de forma rápida e gratuita, sem custos de manutenção e sem pagamento de comissão para a plataforma. Tudo isso integrado com meios de pagamento via cartão ou boleto.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade, 1 hora, EAD

Brewpub – Planejamento e Operação

Descrição: O curso busca esclarecer todos os pontos fundamentais de uma estrutura capacitada para a gastronomia e a produção de cervejas de forma conjunta, aproveitando os benefícios fiscais e operacionais desse modelo de negócio. Também aborda outros modelos, como taproom (bar de cerveja artesanal sem fabricação própria), tap house (bar com cerveja terceirizada), cozinhas terceirizadas, food trucks, entre outros.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade, 20 horas, EAD

Plano de Negócios para Cervejaria Cigana

Descrição: Curso voltado para o modelo de cervejaria cigana. Nele, busca-se esclarecer os pontos básicos a serem considerados na implementação de uma cervejaria cigana, capacitando tanto o cervejeiro cigano, como a cervejaria, a tomar decisões relativas aos aspectos operacionais, comerciais e financeiros da terceirização da produção de cervejas artesanais e avaliação da viabilidade do negócio.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade, 10 horas, EAD

Tributação para o Mercado Cervejeiro

Descrição: Também presente na grade de cursos do Beer Business logo no começo de 2022, essa opção tem o intuito de elucidar aspectos tributários pertinentes ao mercado cervejeiro. Para isso, buscará esclarecer de uma forma simplificada os principais pontos sobre tributação aplicados ao mundo da cerveja. É voltado a empresários, administrativos, fiscais ou contadores de bares, restaurantes, microcervejarias, ciganos, brewpubs, taprooms e demais modelos de negócios cervejeiros.

Datas, carga horária e local:

  • 07/02, 09/02 e 10/02, 9 horas, EAD

Escola Mineira de Sommelieria

Descrição: O curso de Sommelier de Cerveja é ministrado pelo renomado professor Carlos Henrique Faria de Vasconcelos e conta com profissionais de diversas áreas que agregam ao currículo. Em 2022, uma das mais tradicionais opções entre os cursos cervejeiros formará a sua 21ª turma em Belo Horizonte.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de fevereiro, presencial

Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM)

Aprofundamento em Lúpulo

Descrição: O curso Aprofundamento em Lúpulo busca possibilitar que o aluno domine as técnicas de lupulagem e as formas de utilização do lúpulo na produção de cerveja, adquirido conhecimento sobre o plantio, as variedades e o processamento do lúpulo.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de 05/04, 40 horas, EAD

Controle de Qualidade

Descrição: No curso, o aluno poderá aprender técnicas de controle de qualidade sensorial e físico-química voltadas para cervejarias, compreender os diversos aspectos do controle de qualidade, identificar a estrutura básica de um laboratório cervejeiro e dominar e aplicar os testes laboratoriais em cervejarias.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de 05/04, 24 horas, EAD

Cervejeiro Caseiro 

Descrição: Entre os cursos oferecidos pela ESCM em 2022, esse busca habilitar o aluno para produzir sua cerveja artesanal – fresca e saborosa – em casa. Para isso, ele irá entender o passo-a-passo da fabricação de cervejas artesanais, dominar a brassagem, identificar as etapas de elaboração de receitas, melhorar as técnicas e atingir padrões de qualidade ainda melhores em suas cervejas artesanais.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de 16/02, 42 horas, EAD

Instituto Ceres

Sommelier de Cervejas

Descrição: O curso, com certificação do Ceres e do Senac, auxilia no desenvolvimento de habilidades e conhecimento para a formação de um profissional apto a trabalhar no desenvolvimento de novos produtos, além de realizar avaliação de perfil sensorial de cervejas, harmonizações, curadoria de eventos, serviço, treinamento de equipes, gestão de bar e fomento da cultura cervejeira.

Datas, carga horária e local:

  • De março a setembro, 100 horas, Recife, presencial

Boas Práticas de Fabricação para Cervejarias

Descrição: Curso com 30 horas de conteúdo em videoaulas, materiais didáticos, planilhas, legislação, modelo de manual de boas práticas e de POP, entre outros documentos. O curso é voltado para quem trabalha ou deseja ingressar em cervejarias e aborda os princípios de segurança e de higiene. Ideal para quem quer abrir sua cervejaria ou mesmo adequar os seus processos.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade, 30 horas, EAD

Produção de cervejas

Descrição: Entre as opções de cursos cervejeiros ofertados em 2022, esse tem 15 horas de conteúdo com videoaulas, material didático disponível para download, receitas e planilhas de acompanhamento de brassagem. Ideal para quem quer fazer a sua própria cerveja.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade (acesso de 1 ano), 15 horas, EAD

Instituto da Cerveja

Gestão tributária e jurídica para cervejarias

Descrição: O curso busca capacitar os alunos a compreender e implementar um olhar analítico e circunstanciado nas diversas áreas do Direito que impactam o negócio, como as questões contratuais, trabalhistas e, em especial, as questões tributárias, buscando uma melhor performance e economia na operacionalização de uma cervejaria.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de 15/02, 16 horas, EAD

Gestão de Custos e Pricing para Cervejarias

Descrição: Curso focado na gestão administrativa-financeira de uma cervejaria, tendo por finalidade a apresentação de técnicas de melhoria para o dia a dia na gestão do negócio, contribuindo com os gestores e empreendedores nas tomadas de decisão relacionados a gestão dos custos, preço, margem e distribuição das cervejas artesanais.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de 16/02, 16 horas, EAD

Introdução ao Universo das Cervejas Especiais

Descrição: Outra opção entre os cursos cervejeiros do instituto em 2022, esse tem como objetivo levar informações e curiosidades gerais sobre este universo tão vasto, porém de forma leve e descontraída, além de muita degustação. Visa, assim, um consumo com qualidade e conhecimento. Ao final, o aluno estará apto a selecionar de forma adequada e consciente a sua cerveja.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de 14/03, 30 horas, EAD

Sommelier de Cervejas 

Descrição: O curso visa capacitar o participante em temas variados relacionados ao universo cervejeiro para atuar como sommelier profissional ou como consultor e/ou assessor nos mais diversos segmentos do mercado, incluindo lojas, bares, restaurantes, distribuidoras, importadoras e cervejarias de pequeno, médio e grande porte.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de 14/03, 100 horas, em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Goiânia, Porto Alegre e São Paulo em formato híbrido.

Science Of Beer

Sommelier de Cerveja

Descrição: Desenvolvido para todos aqueles que desejam se aprofundar no universo das cervejas, garantindo a capacidade de sugerir, orientar, executar o serviço, harmonizar, avaliar, identificar defeitos e descrever sensorialmente as cervejas das mais diversas origens e estilos. Além disso, o curso orienta o aluno a correlacionar a cerveja com outras bebidas como cafés, vinhos, destilados e coquetéis, expandindo sua memória e vocabulário sensorial.

Datas, carga horária e local:

  • De 12/02 a 15/05, 80 horas, Rio de Janeiro, presencial (Convencional)
  • De 15/03 a 24/03, 80 horas, Teresópolis (RJ), presencial (Intensivo)
  • De 19/03 a 12/06, 80 horas, Brasília, presencial (Convencional)
  • De 15/03 a 15/05, 80 horas, Rio de Janeiro, presencial (Convencional)
  • De 05/03 a 05/06, 80 horas, São Paulo, presencial (Convencional)
  • De 21/05 a 21/08, 80 horas, Florianópolis, presencial (Convencional)
  • A partir de 04/04, 96 horas, EAD

Beer Pairing

Descrição: O curso busca capacitar os alunos a conhecer conceitos e técnicas de harmonização. É ideal para amantes da gastronomia e da cerveja, que desejam ter experiências e técnicas de harmonizar o alimento com a bebida, formadores de opiniões, degustadores, comerciantes e entusiastas que queiram aprimorar seus conhecimentos nesses dois mundos.

Datas, carga horária e local:

  • A partir de 08/06, 70 horas-aula, EAD

Beer Talk

Descrição: Também presente ao portfólio de cursos cervejeiros do Science of Beer no começo de 2022, essa opção abrange todos os principais aspectos da bebida. Nele, o aluno tem noções básicas da história da cerveja, matérias-primas, processos, análise sensorial, escolas cervejeiras e estilos, tudo acompanhado de degustações guiadas.

Datas, carga horária e local:

  • 21/03 – Rio de Janeiro (Harmonização, diretrizes e prática)
  • 28/03 – Natal (Mixologia com cerveja)

Sinnatrah

Lúpulo – Masterclass Sinnatrah

Descrição: O curso é realizado em um dia inteiro dedicado ao lúpulo. Ele tratará do papel dos compostos e como escolher a variedade certa, da biotransformação e do uso na fermentação, das variedades de lúpulos e das cepas de leveduras mais apropriadas, além do dry-hopping com técnicas caseiras e industriais.

Datas, carga horária e local:

  • 12/02,  7 horas, presencial

Curso Iniciante de Produção de Cerveja Artesanal

Descrição: Também presente ao portfólio de cursos cervejeiros da instituição em 2022, essa opção de estudo mistura teoria e prática para fabricação da bebida durante um dia de aula. O módulo básico aborda temas para se produzir uma cerveja em casa: a história e os estilos de cerveja, os ingredientes da cerveja (malte, lúpulo, levedura, água), equipamentos cervejeiros e modo de preparo completo de uma leva de 20 litros da bebida.

Datas, carga horária e local:

  • De 05/02 a 26/03, 7 horas, presencial

Profissional Cervejeiro

Descrição: São 70 horas de aulas, incluindo a operação de equipamentos em quatro fábricas (Tarantino, Quinkas Bier, Kinke e Tank Brewpub), e a produção de um lote de cerveja pela turma. O curso contempla teoria conduzida por especialistas, visitas técnicas, apresentação de cases de negócios e mentoria individualizada com professores. Está previsto um trabalho de conclusão voltado aos processos e gerenciamento de atividades de uma cervejaria.

Datas, carga horária e local:

  • De 08/03 a 09/04, 70 horas, presencial

Produção de Cerveja Artesanal

Descrição: O curso é um conjunto de videoaulas sobre temas para fazer sua própria cerveja em casa: a história e os estilos, ingredientes (malte, lúpulo, levedura, água), equipamentos cervejeiros e modo de preparo completo, informações sobre sanitização, mostura, clarificação, filtração do mosto, fervura, dosagem de lúpulo, resfriamento do mosto, dosagem de levedura, fermentação, maturação, carbonatação e envase.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade, 16 horas, EAD

Menu Degustação: Ação da Dádiva para vítimas da chuva, Scott Janish no Brasil…

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As chuvas que provocaram estragos no Brasil neste começo de 2022 também tem vindo com reações do setor cervejeiro, em forma de solidariedade. E o último ato de apoio aos assolados pela chuva foi da Dádiva, que está arrecadando alimentos para os necessitados de Várzea Paulista (SP), cidade da cervejaria.

A ação solidária da Dádiva para as vítimas da chuva é um dos destaques do Menu Degustação, que também aborda a visita do renomado Scott Janish ao Brasil em março, com uma programação que tem o apoio da Krater. A editora, aliás, revelou alguns dos seus planos para 2022. Além disso, um novo marketplace foi aberto no país.

Leia também – Quem é o influenciador do “sextou” que arrecadou R$ 2,6 mi para vítimas da chuva

Confira essas e outras novidades no Menu Degustação do Guia:

Dádiva ajuda vítimas da chuva
A cervejaria Dádiva começou a arrecadar alimentos para as famílias vítimas das tragédias ocasionadas pela forte chuva em Várzea Paulista (SP), município que decretou estado de emergência após deslizamentos de terra, transbordamento de rios e alagamentos. A cada kg de alimento não perecível doado, o cliente ganhará uma lata de cerveja artesanal de 310ml. As entregas podem ser feitas na Loja da Libélula, loja de fábrica da cervejaria, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 12h às 16h. Os alimentos serão doados diretamente para o Fundo Social de Solidariedade de Várzea Paulista. A arrecadação será feita até 18 de fevereiro.

Reality show da Budweiser
A Budweiser começou 2022 com um novo projeto: o reality show Sobe Junto. A iniciativa quer valorizar os novos talentos e abrir os palcos para eles. O projeto ocorre em parceria com a Endemol Shine Brasil e a agência Africa, sendo apresentado por Thamirys Borsan e Froid, além de contar com BK e Tássia Reis como jurados fixos. O reality show ainda tem mentores e mentoras, como Gloria Groove, Marcelo D2, Xamã, Rincon Sapiência, MC Carol, Bia Ferreira, Nave, Filipe Ret e Rico Dalasam. A estreia aconteceu em 26 de janeiro, com a participação de seis grupos. E serão cinco episódios semanais, transmitidos no Bud Play, o canal de conteúdos de Budweiser no YouTube.

Spoilers da Krater
A editora Krater compartilhou as primeiras novidades de 2022. Neste ano, serão sete livros publicados, incluindo o grande vencedor do edital da Nova Publicação Cervejeira. Além disso, haverá um curso online sobre leveduras da Krater, que vai ser realizado em parceria com a Clado Consultoria.

Scott Janish no Brasil
Além disso, a Krater, em parceria com a Sinnatrah Cervejaria Escola e com o apoio da Abracerva, aproveitou a vinda de Scott Janish ao Brasil para organizar atividades com a presença do autor de A Nova IPA em São Paulo. Ele abordará conteúdos apresentados no livro na palestra “Maximizando Aromas e Sabores de Lúpulo”, em 2 de março na Sinnatrah, das 10h às 12h. Depois, das 13h às 16h, haverá uma brassagem coletiva com o mestre-cervejeiro da Sapwood Cellars Brewery. Ele acompanhará todo o processo, marcado para a Cervejaria Kinke. Os associados da Abracerva que estiverem em dia terão 10% de desconto nos ingressos.

587 cervejarias no Concurso Brasileiro
Marcado para acontecer entre 5 e 7 de março, em Blumenau (SC), o Concurso Brasileiro de Cervejas teve aumento no número de inscrições: foram 3.635 rótulos e 587 cervejarias de todo o país. Isso representa incrementos de 15% e 26%, respectivamente, em relação ao evento de 2021, e um recorde de participantes, de acordo com os organizadores do evento, que realizará sua décima edição.

Novo marketplace
O setor passou a contar com mais uma opção de marketplace, a Central da Cerveja. O site reúne diversos estilos, rótulos e cervejarias – eram 25 até o último sábado (5) –, oferecendo a facilidade ao consumidor de pagar um único frete. Assim, nasceu com o slogan “todas as cervejas em um só lugar”.

Reservas canceladas por aplicativo
O aplicativo Get In, da Z-Tech, hub de inovação da Ambev, agora ajuda bares e restaurantes a ocuparem mesas que ficariam vazias à espera de cliente que reservou, mas desistiu, auxiliando na rotatividade nas mesas. Isso foi possível com a última atualização do app, que conta com cerca de 10 mil estabelecimentos cadastrados em todo o Brasil e mais de 4 milhões de usuários.

Take and Go em expansão
A Take and Go, startup que criou uma máquina de cerveja do Brasil que opera com tecnologia de reconhecimento por imagem e cobrança automática por meio de aplicativo, anunciou ter expandido a sua atuação para 90 cidades, ultrapassando a marca dos R$ 20 milhões de faturamento em 2021. Para este ano, a meta da empresa é ter mais de dez mil cervejeiras em operação e um faturamento de R$ 200 milhões.

Aplicativo com entrega em feiras
Com início nesta segunda-feira em Cascavel (PR), a 34ª edição do Show Rural contará com um facilitador e um reforço na segurança sanitária para quem deseja se alimentar. É o Appétit Delivery, aplicativo de entrega de comida que firmou parceria com a Associação Atlética Coopavel, responsável por três lanchonetes e 16 pontos de venda de lanches no evento, para entregar refeições aos expositores e seus colaboradores durante os dias da feira. O Appétit receberá e entregará pedidos nos mais de 400 estandes montados. A proposta, além de ajudar na comodidade, deve reduzir o número de pessoas no restaurante da feira durante os horários de pico.

Guinness terá microcervejaria e centro cultural de R$ 526 milhões em Londres

A marca irlandesa Guinness terá uma microcervaria e um centro cultural em Londres. A Diageo, fabricante da cerveja, anunciou que investirá 73 milhões de libras (aproximadamente R$ 526 milhões) na construção do “Guinness at Old Brewer’s Yard”, que está previsto para ser inaugurado no segundo trimestre de 2023.

O novo espaço da Guinness em Londres ficará localizado no distrito de Covent Garden, conhecido por suas atrações de entretenimento no West End. De acordo com a Diageo, a localidade foi usada para a fabricação de cerveja no século XVIII. Assim, agora essa tradição será retomada.

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A abertura desse espaço segue ações semelhantes da Diageo pelo mundo, o que inclui a Guinness Storehouse em Dublin, a Johnnie Walker Princes Street em Edimburgo e a cervejaria Guinness Open Gate em Baltimore, nos Estados Unidos.

O investimento, que deve causar impacto nos setores de hospitalidade e turismo de Londres, se dá quando a Diageo registra crescimento de 30% nas vendas da Guinness na Grã-Bretanha, com 1 de cada 10 pints de chope vendidos na cidade sendo da marca irlandesa.

O Guinness at Old Brewer’s Yard contará com uma microcervejaria que produzirá cervejas de edição limitada e oferecerá aos visitantes tours para provar, aprender e apreciar a renomada Stout; espaços e pátio central coberto para eventos gastronômicos, de bebidas e culturais para a comunidade local; loja da Guinness com itens raros; possibilidade de consumo de cervejas exclusivas do estabelecimento; e cozinha rotativa.

O local também será sede no Reino Unido do programa de hospitalidade e atuação em bares da Diageo, com a ambição de que mais de 100 alunos se formem anualmente no espaço. E a empresa de bebidas assegurou que o espaço será carbono zero até 2030.

“Estamos empolgados em criar uma casa para a Guinness no coração de Londres. A Guinness at Old Brewer’s Yard fortalecerá a comunidade da hospitalidade de Londres e será um destino de visita obrigatória para milhares de visitantes”, afirma Dayalan Nayager, diretor administrativo da Diageo na Grã-Bretanha.

Quais os benefícios da entrada da Catharina Sour no BJCP? 8 especialistas opinam

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O setor brasileiro de cervejas agora tem um estilo para chamar de seu. A Catharina Sour entrou, definitivamente, no Beer Judge Certification Program (BJCP), considerado o principal guia de estilos do mundo, em uma decisão que deverá dar mais visibilidade ao que se produz no país, de acordo com especialistas ouvidos pela reportagem do Guia.

Criada em 2016, a Catharina Sour entrou inicialmente no BJCP em 2018 de modo provisório, mas na última atualização, no fim de 2021, após uma revisão das diretrizes do estilo, pôde ser inserida de vez no renomado guia, sendo a primeira representante brasileira inserida no documento.

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A descrição divulgada pelo BJCP define a Catharina Sour como “uma cerveja refrescante de trigo, ácida e com frutas, possui um caráter de frutas vivida e uma acidez lática limpa. A graduação alcoólica contida, o corpo leve, a carbonatação elevada, e amargor abaixo da percepção fazem com que a fruta fresca seja o destaque. A fruta não precisa ser de caráter tropical, mas normalmente apresenta este perfil.”

Diante da entrada da Catharina Sour no BJCP, o Guia buscou entender qual é o impacto dessa conquista para o setor brasileiro de cervejas artesanais. E a opinião predominante é de que a decisão deve trazer mais atenção para o segmento, também abrindo espaço para a ampliação da produção desse tipo de cerveja.

Além disso, o segmento pode conseguir tornar mais popular o estilo, o que inclui a educação do público que consome artesanais, tendo a chance de ampliar a cultura cervejeira, fomentando o uso de ingredientes tipicamente nacionais nas receitas.

Confira as reflexões de 8 especialistas sobre os efeitos da entrada da Catharina Sour no BJCP:

Bia Amorim (Sommelière)
Estamos construindo uma identidade nacional e a notícia de que Catharina Sour está no BJCP é maravilhosa. Muda muito a forma como o mercado internacional nos enxerga, mas também talvez traga mais energia para olharmos com orgulho para as coisas elaboradas e desenvolvidas no quintal de casa, com nossas frutas e sabores tão endêmicos.

Diego Dias (Sócio-proprietário da Cervejaria Implicantes)
O público vai começar a entender mais sobre outros estilos. Tem pouco tempo que o consumidor começou a experimentar cervejas diferentes. É algo totalmente novo, com uma acidez que muita gente não está acostumada. Também acredito que mais cervejarias vão aderir a esse estilo. É muito legal a gente ter um estilo nosso e explorar a gama enorme de frutas ou outros produtos nas receitas.

Fabiana Arreguy (Jornalista e sommelière)
O maior benefício, sem dúvida, é que o Brasil passe a figurar em um guia de estilos internacional, entrando para a lista de países produtores de cervejas próprias e não apenas de cópias. O segmento brasileiro, que no início fez comparações maldosas em relação ao estilo, que para muitos seria uma reprodução da Berliner Weisse, agora passa a respeitar o estilo Catharina Sour como oficial. E, quem sabe, não se volte em massa para a produção dele. Outro importante ganho para o segmento cervejeiro do Brasil é que, sendo um estilo oficialmente registrado no BJCP, pode ser inscrito em concursos cervejeiros de todo o mundo, dando espaço para a participação de mais juízes brasileiros em competições internacionais.

Gilberto Tarantino (Presidente da Abracerva e sócio da Tarantino)
Tudo o que o mercado internacional quer é uma novidade. A gente tem essa felicidade de possuir um estilo brasileiro, com insumos brasileiros. Tem cervejarias começando a explorar esse estilo e muita gente gostando. É uma questão de educação. Claro que as Lagers são imbatíveis e que todo mundo faz IPA e vende muito bem. Mas essa é uma coisa nossa.

Luis Celso Jr. (Jornalista e sommelier)
O principal benefício é a visibilidade do Brasil como produtor de cerveja. Mostrar que temos uma cultura cervejeira é bastante importante internacionalmente, inclusive para ajudar na exportação. Há também a visibilidade nacional, pois o Brasil ainda conhece pouco dessa cerveja e das cervejarias. Estamos dando visibilidade a essa cultura em desenvolvimento, mostrando que somos capazes de fazer coisas legais Isso abre portas para produção de mais cervejas desse estilo em um mercado que está mais atento a isso.

Marcos Guerra (Gerente de produção da Cerveja Blumenau)
É uma oportunidade de penetração de mercado, conquistando clientes. Ela é ácida, mas também tem pouco amargor, o que favorece o consumo em algumas regiões do Brasil, especialmente no verão. Já tem muitos estrangeiros fazendo. E creio que isso vai dar muita visibilidade para a cerveja brasileira no mercado internacional, nos fazendo ser vistos de forma diferente.

Maria Eduarda Victorino (Técnica de Cultura Cervejeira da Estrella Galicia)
Dificilmente quando algo desta dimensão ocorre, é fruto de um movimento isolado. Se olharmos para o mercado brasileiro de cervejas artesanais como um todo, perceberemos que ele vem ganhando contornos mais robustos e a entrada definitiva da Catharina Sour é um de seus reflexos. Acredito que os principais benefícios da entrada do estilo no BJCP seja o ganho de legitimidade, no campo simbólico e enquanto profissionais com capacidade técnica para tal e, sem dúvida, o ganho de visibilidade, tanto no mercado interno, quanto externo. Das mudanças possíveis, sem dúvida a que mais me anima é a possibilidade de que cervejeiros e cervejeiras brasileiros se abram a experimentação e uso – de maneira responsável – da nossa biodiversidade. A entrada do estilo, pode agir como um incentivo à inovação, uma oportunidade para demonstrarmos ainda mais nossa criatividade e identidade.

Sady Homrich (Engenheiro químico, cervejeiro caseiro e baterista do Nenhum de Nós)
Desde que comecei a atuar como cervejeiro caseiro pude acompanhar o crescimento do segmento de cervejas artesanais. Depois de uma fase inicial de enorme proliferação de novas fábricas e rótulos, houve uma busca insana por sair da caixa, diversificando estilos, muitas vezes sem critério. Nesses últimos anos, a qualidade tem feito a diferença. A partir daí pode se falar em um estilo nacional, onde o domínio das técnicas de fermentação mista e adição de frutas podem realmente trazer algo particular em aroma, sabor e sensação de boca.

Após recomeço, Cia de Brassagem mira novos rótulos por maior presença no setor

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A volta gradual dos eventos quase dois anos após a chegada da Covid-19 ao país representa um processo de retomada para as cervejarias artesanais. É assim, também, que a Cia de Brassagem Brasil (CBB) encara o ano de 2022, o enxergando como mais um passo nesse recomeço. Para isso, seus planos para os próximos meses passam pela ampliação da presença no mercado com o lançamento de rótulos.

“Não podemos deixar de inovar, trazendo novos produtos, novos projetos e novas parcerias, dentro do nosso propósito que é empreender com responsabilidade social. Teremos novidades vindo por aí”, afirma Danielle Mingatos, sócia e co-fundadora da Cia de Brassagem Brasil, sobre os planos da marca para 2022.

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Ela relembra que a cervejaria praticamente recomeçou a sua atividade em 2021, após paralisar a produção de maio a outubro de 2020, quando sobreviveu à base do que estava em estoque. “A pandemia fez com que praticamente recomeçássemos a nossa cervejaria. Nesse último ano fomos retornando o mercado, acompanhando seus movimentos”, diz.

Já no ano passado, a cervejaria começou a renovar seu portfólio de bebidas, além de reforçar as ações de apoio à preservação das diversas espécies que compõem a fauna, o que incluiu a reedição dos rótulos Tamanduá-Bandeira e Preguiça-de-Coleira, algo motivado pela abertura de uma nova base do Instituto Tamanduá, em Ilhéus (BA).

Em dezembro, a marca ainda apresentou duas novas IPAs: a Suçuarana, uma Double IPA e a Onça-Preta, uma Black IPA, lançadas em parceria com o Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais, o Pró-Carnívoros.

Lançamentos que, de acordo com Mingatos, foram possíveis pela evolução do cenário ao longo do ano, embora ainda longe do desejado pela marca. “2021 ainda foi um ano difícil, o início foi incerto, mas, aos poucos, as coisas foram melhorando, acompanhando o mercado. Mas observamos que o último trimestre não foi tão bom quanto imaginávamos”, ressalta.

Além disso, para lidar com as adversidades, a CBB terminou 2021 com apenas três lançamentos e um portfólio mais enxuto. “As incertezas nos fizeram ponderar nossas produções. Desde o final de 2020, acabamos diminuindo um pouco o nosso portfólio, trabalhando bastante em cima de rótulos que têm mais giro, mas também não abrimos mão de trazer novidades nos nossos rótulos, pois isso é necessário. Apareceram algumas demandas e foi a partir delas que escolhemos quais rótulos produzir”, explica.

Agora, Mingatos espera que a abertura do comércio sem restrições e a volta dos eventos proporcionem um 2022 melhor para o setor cervejeiro e a CBB. E, para isso, a companhia prepara suas novidades. “Acreditamos que 2022 tenha uma melhora. Ainda temos um cenário econômico que não é dos mais atrativos, além de ser um ano de eleições, o que, tradicionalmente, faz com que as pessoas sejam mais cautelosas e, consequentemente, a cadeia toda também seja”, conclui.