Início Site Página 153

Versatilidade e eficiência ditam tendências da refrigeração na retomada

O período de retomada das atividades sem restrições, com feiras e eventos, também tem ficado marcado por novas demandas. No caso de quem atua com refrigeração comercial, como diversos atores da indústria cervejeira, as tendências envolvem a busca por equipamentos de modo mais criterioso, com atenção especial para a eficiência e a versatilidade.

A observação foi realizada por Leandro Spaniol, gerente de marketing da Zero Grau, empresa especializada em soluções e equipamentos de refrigeração. O foco da sua companhia, assim, tem sido em soluções que consomem pouca energia e sejam práticas.

Leia também – Rota RJ lança colaborativa das 25 associadas para festejar volta do turismo

“A Zero Grau tem se mostrado parceira ao desenvolver produtos que facilitem o dia a dia de quem trabalha com refrigeração comercial, de forma que possam suprir as necessidades de forma prática, eficiente e econômica, ou seja, baixo consumo de energia em equipamentos esteticamente bonitos e funcionais”, pontua Spaniol.

As feiras e eventos sempre tiveram grande importância para que o mercado possa visualizar as mudanças e se atualizar com o que há de mais moderno e eficiente, além da possibilidade de ter acesso a tendências em refrigeração. Essa demanda por novidades vem se somando, na visão do profissional da Zero Grau, ao desejo das pessoas de retomarem as atividades fora de casa.

Um contexto que pode ajudar na expansão de empresas da indústria cervejeira que atuem em atividades que precisam de encontros presenciais. “Com o fim de ano chegando, e após quase 2 anos, as pessoas estão sentindo muito a necessidade de sair de casa, o que é bom para diversos setores relacionados à hospitalidade e à alimentação fora do lar”, analisa o gerente de marketing da companhia de refrigeração.

A Zero Grau, inclusive, vivenciou essa retomada dos eventos ao participar, em novembro, da Feira HFN – Hotel e Food Nordeste, que aconteceu no Centro de Eventos de Pernambuco, em Olinda. A feira foi o primeiro encontro presencial em que a empresa conseguiu estar com estande para divulgar seus produtos e captar clientes desde o início da pandemia do coronavírus, ofertando soluções que podem se tornar tendências em refrigeração.

Para o gerente de marketing da Zero Grau, após meses de incerteza, foi possível perceber o ânimo dos empresários e visitantes na feira, além de sentir novamente o mercado aberto às negociações e às oportunidades de negócios. “Eventos ficaram suspensos e o mercado como um todo sentiu a falta desse contato pessoal e da troca de experiências que as feiras permitem. Para o cliente, poder ver de perto um novo produto é o começo de um relacionamento.”

A Zero Grau, evidentemente, não ficou parada durante os meses mais críticos da pandemia, mas ampliou o seu foco de atuação. Além de ter permanecido atendendo a parceiros da indústria cervejeira, prestou serviço aos mais variados estabelecimentos que necessitam de refrigeração, como supermercados, restaurantes, panificadoras e conveniências. “Nós seguimos firmes com nossa produção, pois tínhamos em mente que assim que a situação fosse se normalizando, o mercado iria reagir de forma intensa, principalmente o mercado de eventos”, observa Spaniol.

Retomada com segurança
Com a população voltando a sair de casa, as empresas estão se preparando para o alto fluxo de eventos e atividades turísticas, mas sem esquecer que a pandemia não se encerrou. Por isso, os cuidados essenciais devem ser mantidos, como os adotados pela Zero Grau durante a sua participação na feira em Pernambuco.

“O evento seguiu os mais rigorosos protocolos de saúde, com o uso de máscaras sendo obrigatório, tanto por parte dos visitantes quanto dos expositores. A aferição de temperatura e o álcool gel eram disponibilizados na entrada do evento, além de haver nebulizadores nos corredores do pavilhão”, descreve Leandro.

A Zero Grau ainda disponibilizou álcool gel para que as pessoas higienizassem as mãos. Ao longo do dia, as superfícies dos equipamentos e das caixas térmicas também eram constantemente limpas para evitar, ao máximo, qualquer possibilidade de contágio.

Ação da Ambev inicia último mês do ano em baixa, mas supera Bolsa em 2021

0

O impulso provocado pela divulgação do balanço do terceiro trimestre da Ambev não se manteve ao longo de novembro. Após terminar outubro como a ação mais valorizada entre as que compõem o Ibovespa, o ativo da Ambev sofreu no último mês uma pequena desvalorização, terminando o penúltimo mês de 2021 com o preço de R$ 16,06.

Isso representou uma perda de 5,47% em relação ao fim de outubro. Ainda assim, a ação da Ambev acumula alta de 1,97% em comparação ao valor de R$ 15,75 com o qual começou o ano. Tem, assim, desempenho bem superior ao do Ibovespa, que já despencou 14,7% em 2021.

Leia também – Concurso Brasileiro é acusado de ter na gestão envolvido em atos racistas; Ablutec nega

Novembro, aliás, foi mais um mês de desvalorização do índice, com 55 das suas ações tendo apresentado perdas – foram, ainda, 36 altas e uma estabilidade. A Natura foi o destaque negativo, com desvalorização de quase 32%, enquanto a maior alta se deu com a TIM, sendo de 23%. E acabou sendo o quinto mês consecutivo de perdas do Ibovespa, que fechou novembro com 101.915,45 pontos, desvalorizando 1,53%.

No meio político, o mês ficou marcado pela aceleração da tramitação da PEC dos Precatórios, com a intenção de se usar os recursos liberados por ela para o financiamento do Auxílio Brasil, o que sempre preocupa o mercado financeiro em função do estouro do teto de gastos, agora prestes a ser oficializado por uma emenda à constituição.

Em um país que já sofre com a inflação elevada e a elevação dos juros, enquanto o PIB voltou a desacelerar no terceiro trimestre, agora há a preocupação – assim como no restante do mundo – com uma nova variante do coronavírus, a ômicron, que já tem seis casos confirmados no Brasil, ainda que em pessoas vacinadas e com sintomas leves.

É nesse cenário que a ação da Ambev começou dezembro em baixa, levemente acentuada nos primeiros pregões do mês, tanto que terminou na última sexta-feira com o preço de R$ 16,00. E o contexto de deterioração do quadro fiscal foi alvo de comentários de relatório da XP Investimentos sobre suas expectativas para alimentos, bebidas e o agro em 2022.

Desafios para a Ambev
O material produzido por Leonardo Alencar e Pedro Fonseca aponta três grandes riscos para a Ambev: taxa de câmbio, deterioração do cenário macro do Brasil e concorrência mais acirrada. Mantém, porém, uma perspectiva positiva para a companhia.

O texto lembra que a desvalorização do real representa um desafio para a Ambev em função da alta de preços de matérias-primas, como alumínio e malte. “Se a estratégia de hedge de 1 ano da empresa for insuficiente, ou as pressões de custo e a volatilidade da moeda forem ainda mais fortes do que o previsto, as margens poderiam ser corroídas”, avalia a XP.

O relatório ainda destaca que a desaceleração da economia afeta o poder de compra da população, contribuindo para a redução do faturamento da Ambev. E o último Boletim Focus previu um crescimento de 4,78% do PIB brasileiro em 2021 e de apenas 0,78% no próximo ano.

“O PIB per capita e o consumo de álcool estão razoavelmente correlacionados. Como consequência, mesmo um ‘salto’ relativamente pequeno poderia impactar as receitas da Ambev”, afirma o boletim da XP, que vê a companhia segura na disputa pelo mercado nacional de cervejas. “Continuamos atentos à dinâmica competitiva entre a AmBev e seus pares, notadamente a Heineken e o Grupo Petrópolis, mas acreditamos que a empresa está bem posicionada para enfrentar esse desafio.”

O relatório também aposta que a volta do público a bares e restaurantes vai ampliar a recuperação do setor cervejeiro em 2022, com o aumento das margens. E avalia que a Ambev, inclusive, será mais beneficiada do que as suas principais concorrentes. Não à toa, mantém a indicação de compra do papel da companhia, com o preço-alvo de R$ 20.

“O canal on-trade (bares e restaurantes) tem preços mais altos e melhor mix de embalagens, então a mudança do off (supermercados) para o on-trade deve trazer melhores margens para todo o setor, mas players com uma base de clientes mais atomizada e mais capilaridade comercial estratégica, como a da Ambev, deve apresentar desempenho superior nesse ambiente, em nossa opinião. Um portfólio mais amplo também é necessário para atender um consumidor mais exigente e pode funcionar como uma vantagem”, concluem os analistas da XP.

E fora do Brasil?
A perda que a ação da Ambev teve em novembro no mercado financeiro brasileiro se repetiu com as duas maiores cervejarias do mundo no mercado europeu.

O papel da AB InBev iniciou dezembro com valor de 49,26 euros, uma desvalorização de 6,65% em relação ao mês anterior. Já a ação da Heineken terminou em novembro com preço de 87,94 euros. Desse modo, perdeu 8,22% do seu valor no período de um mês.

Menu Degustação: Edi Rock com a Pabst, último evento do ano da Dádiva…

Associar uma marca a um grande nome da cultura sempre representa a abertura de um caminho para dialogar com um público específico. E é isso o que a Pabst busca fazer agora no Brasil ao anunciar Edi Rock como seu garoto-propaganda. O rapper, afinal, é um dos fundadores do Racionais MC’s, tendo composto músicas icônicas, como Negro Drama, além de possuir uma respeitada carreira solo.

Essa parceria é um dos destaques do Menu Degustação desta semana do Guia, que mostra como a proximidade do fim do ano vem ajudando a aumentar a agenda de atividades e celebrações. A Dádiva, por exemplo, marcou o seu último evento de 2021 no próximo sábado. Já a franquia da Dogma no bairro Jardins, em São Paulo, vai comemorar o seu primeiro aniversário na quarta-feira. E dará um chope a quem comparecer ao local na data.

Leia também – Rota RJ lança colaborativa das 25 associadas para festejar volta do turismo cervejeiro

Confira estas e outras novidades do setor no Menu Degustação:

Edi Rock com a Pabst
Um dos fundadores nos anos 1980 dos Racionais MC’s, Edi Rock é o novo garoto-propaganda da cervejaria Pabst. O músico, que também tem uma carreira solo e já fez parcerias com nomes do cenário musical nacional, como RZO, O Rappa, Péricles e Seu Jorge, se junta à marca norte-americana, que busca associar sua imagem à cultura urbana. “Cerveja e rap de primeira qualidade selam o casamento perfeito dessa parceria”, disse Thiago Lima, chefe de comunicação da Pabst Brasil, celebrando o acordo com Edi Rock.

Gin da Noi
A Noi mergulhou no mundo dos gins e fez o seu primeiro lançamento, o ION London Dry Gin, com um blend elaborado à base de zimbro, cardamomo, coentro, lavanda, angélica, lírio-fiorentino, capim-limão, folha de limão kaffir e cascas de cítricos. Tem teor alcoólico de 42% e já está disponível em garrafas de 750ml, nas casas da marca, que também não deixa em segundo plano a cerveja. Tanto que agora a W*Kattz passa a fazer parte do seu portfólio. O acordo prevê que a produção, distribuição e comercialização das cervejas seja feita pela Noi. Já as decisões estratégicas para o futuro da marca serão tomadas em conjunto.

Saideira da Dádiva
No próximo sábado, a Dádiva vai celebrar o fim do ano com muito chope artesanal fresquinho, comida boa, tour pela fábrica e roda de samba. A entrada para o evento é gratuita. A roda de samba terá início às 13h30. Para comer, as opções serão do food truck Pizza du Forte. Dos taps, sairão 5 tipos de chope, entre eles uma Berliner Weisse, a Pink Lemonade, e uma Smoked Imperial Stout, a Medio Tiempo Charutando. A Dádiva fica na Rua Paschoal Gimene, 35, Sítio São José, em Várzea Paulista (SP).

Chope de graça da Dogma
Primeira franquia da Dogma, a unidade do bairro Jardins, em São Paulo, vai comemorar o seu primeiro aniversário na próxima quarta-feira (8) e dará um chope de 180ml para quem comparecer ao local. São 15 opções de chopes engatados nas torneiras, que variam de acordo com os rótulos selecionados no dia.

Agenda da Madalena
A Cervejaria Madalena retomou sua agenda semanal de eventos, de terça a domingo. Toda terça-feira é dia de Burger Night, um happy hour especial a partir das 18h, com promoções da hamburgueria Busger e chope. Para um encontro de carros off road 4×4, a quarta-feira tem promoção de chope e caipirinha de 300ml das 18h às 19h – a casa também recebe uma banda para agitar o clima. Já para os amantes de carros clássicos, ocorre a Quinta de Clássicos, com chope e caipirinha duplos das 18h às 19h, além de música ao vivo. Nas sextas-feiras, o bar da fábrica recebe uma banda de música e repete as ofertas da quinta. Nos sábados, o espaço funciona a partir das 13h e, nos domingos, abre às 15h. Nos dois dias, uma banda de rock´n roll se apresenta à noite, além das ofertas de gastronomia e vários estilos de chope para quem comparecer.

Patagonia nas alturas
A Cerveza Patagonia realizou uma ação chamada Intervenção da Patagônia, agora lançada em vídeo, em que colocou, a uma altura de aproximadamente 40 andares, atletas para caminharem em cima de uma fita de 130 metros pelos céus da capital paulista. A ideia foi provocar todos que vivem o ritmo frenético dos grandes centros urbanos, deixando muitas vezes de lado o cuidado com a saúde mental e a busca por momentos em contato com a natureza. A cervejaria argentina, que possui forte ligação com as montanhas, quis mostrar o poder energizante das alturas.

Plataforma da Ambev
A Ambev decidiu ampliar a sua plataforma de desenvolvimento, a Ambev On, a transformando em um hub multicanal de conhecimento em inovação, com conteúdos que vão além do viés corporativo para ajudar a promover a evolução do ecossistema cervejeiro e da sociedade, tendo a intenção de reduzir o déficit educacional do país. Assim, vai apostar mais em formatos curtos de entretenimento, como demonstrado com o lançamento de um podcast e uma newsletter.

Roupas da Beck’s
A Beck’s se uniu à Working Title para lançar uma coleção de roupas pautada, em suas palavras, pelo conceito Take The Pressure Off (tire a pressão, em português). Com a proposta de oferecer estilo e conforto, a parceria apresenta 4 peças exclusivas, entre camisetas e moletons, apostando na criatividade e na inovação que unem as duas marcas. As peças estão à venda na loja física e no e-commerce da Working Title.

Reabertura do De Birra
A De Birra Armazém reabriu as portas depois de uma reforma de seu espaço, apresentando novidades ao público. Entre elas, a geleia de damasco da Expressar Gourmet, que leva cerveja Witbier na receita, além de uma cebola caramelizada que utiliza o estilo IPA na formulação.

Brewpub do Covil Dead Dog
Recém-reinaugurado, o espaço da Cervejaria Dead Dog, em Niterói, na Vila Cervejeira, agora é um brewpub. Aberto de quinta a sábado das 17 horas às 23h, o espaço conta com torneiras de chope, comida e rock and roll.

Bar da Juan Caloto
A Cervejaria Juan Caloto inaugurou o Esconderijo, um bar em São Paulo com clima de “spaghetti western”, referência a um subgênero de filmes clássicos de faroeste produzidos entre as décadas de 1960 e 1970. O local conta com cervejas e chopes da marca e de convidados, assim como uma carta de drinques e petiscos. O espaço funciona de terça a sábado, das 18h às 23h, na Vila Clementino.

Krug e Nasa
Preocupada com a segurança alimentar, a Krug Bier anunciou a utilização da ferramenta FMEA (Failure Mode Effect Analysis), que foi desenvolvida pela Nasa nos anos 1950, para minimizar os riscos de falha nas missões espaciais. Ela analisa como um projeto, processo ou produto pode falhar e que efeitos poderão causar nos clientes, funcionários e na população em geral. “O interessante desta ferramenta é que ela não se limita ao risco alimentar e quantifica o risco envolvido”, aponta o mestre-cervejeiro Alfredo Figueiredo.

Central da Cerveja no Mondial
O marketplace Central da Cerveja está presente no Mondial de La Bière, no Rio de Janeiro, desde quinta-feira. Lá, oferece chopes de Devaneio do Velhaco, Bold, HopMundi, Undertap, 4 Bodes, Tábuas, Vintage, Demonho, Abutres, Sigilo Total, Muri, Swamp e Terra Roxa. Quem passar pelo estande, vai concorrer a um crédito de R$ 250 em compras no site.

Tap Beer ampliado
Inaugurado em julho de 2019, o Rio Tap Beer House, que oferece mais de 150 rótulos de cervejas artesanais, entre torneiras, garrafas e latas, duplicou recentemente a sua loja, além de agora contar com um novo banheiro exclusivo para pessoas com necessidades especiais, rampa de acesso ao salão interno e uma máquina de vídeo games no estilo fliperama. O estilo do espaço, no bairro do Flamengo, segue o mesmo, com decoração industrial com pegada moderna e identidade inspirada no rock’n roll.

Reabertura da Toca
A Toca da Cerveja vai ser reaberta na próxima sexta-feira na Ilhabela (SP), assumindo a administração do bistrô bar do Manacá. O espaço funcionará de quarta-feira a domingo, das 18h às 23h, com música ao vivo de quinta a sábado.

Rota RJ lança colaborativa das 25 associadas para festejar volta do turismo

O avanço da vacinação contra o coronavírus vem permitindo uma série de reencontros. E, com a esperança de iniciar uma nova fase, com a retomada do turismo, as marcas da Rota RJ decidiram lançar um uma cerveja colaborativa envolvendo as 25 associadas, a GO IPA, que está sendo apresentada ao público durante o Mondial de la Bière Rio.

O evento teve uma edição virtual em 2020, por causa da pandemia do coronavírus, e voltou a acontecer presencialmente, agora na Marina da Glória, no Aterro do Flamengo. Com início na última quinta-feira, a festa cervejeira prossegue até domingo.

Leia também – Na Marina da Glória, Mondial marca volta dos grandes eventos das artesanais

“Ela foi um marco para todos os associados, pois pudemos nos reunir quase depois de dois anos. O lançamento dessa cerveja é para dizer que nós voltamos. Que estamos todos de pé e a celebrar a retomada do turismo”, destacou Ana Cláudia Pampillón, coordenadora da Rota RJ.

Criar uma cerveja para o Mondial é algo comum para a Rota RJ, que em 2021 não tem um estande próprio no evento. Mas o seu rótulo colaborativo pode ser encontrado nos locais onde estão instaladas as marcas Alpendorf e Mad Brew.

Na receita da nova bebida, o destaque é a polpa da goiaba, produto típico de Guapimirim, além dos lúpulos Citra, Cascade e Amarillo, inseridos no dry hopping dessa American IPA. “Sempre utilizamos o insumo regional de onde nós estamos produzindo. Então o insumo que nós utilizamos nessa cerveja foi a goiaba, um produto típico da região de Guapimirim, produzida no Sítio Sato”, afirmou Ana Cláudia.

Para ela, a junção dos ingredientes deixará o público muito curioso para degustar essa colaborativa da Rota RJ. “Colocamos lúpulos aromáticos para que ela tenha um caráter muito refrescante e que traga toda a tropicalidade dessas frutas brasileiras, que com a adição da goiaba ficou mais intensa ainda. Então, o público pode esperar uma novidade muito disputada.”

A brassagem da nova colaborativa da Rota aconteceu em 17 de novembro, na Cervejaria Nossa Fábrica. De acordo com Ana, a produção será de 2,5 mil litros. Dessa fabricação, o objetivo é separar mil litros, envasados em growlers de 600 ml, para uma ação social que acontecerá neste final de ano na região serrana do Rio.

Nós vamos trocar a cerveja por alimentos e, com isso, a gente espera arrecadar mais de uma tonelada de alimentos na região de Guapimirim e Cachoeiras de Macacu. Que a gente possa fazer um Natal mais feliz para instituições da região

Ana Cláudia Pampillón, coordenadora da Rota RJ

Os litros restantes serão divididos em barris, alguns enviados ao Mundial e outros comercializados nos estabelecimentos dos associados da Rota RJ e em seus eventos. O objetivo é reverter metade da renda obtida com a venda da cerveja para a associação.

“Nossa associação não tem fins lucrativos, é uma questão mesmo de manutenção pós-pandemia para que nós possamos investir em outras questões, como a comunicação. A ideia é que a bebida também seja também será engarrafada e utilizada pela Rota para presentes de final de ano”, contou Ana.

No dia da brassagem estavam presentes o chef Rafa Ramos, responsável pelo almoço dos cervejeiros, Talita Delia e Washington Sato, do Sítio Sato, representantes da BR Craft Insumos Cervejeiros e da Hdclean, o secretário de Turismo de Guapimirim, Mário Seixas, o jornalista Bruno Agostini, o mestre-cervejeiro Leonardo Botto e o sommelier José Padilha.

Artigo da Sara: “Estou tentando me curar e lutando por justiça”

0

*Por Sara Araujo

No dia 14 de agosto de 2020, no final da tarde, meu celular começou a receber um bombardeio de mensagens. No auge da pandemia, levei um susto, pois aquilo não era habitual. Levantei assustada. Da minha mesa de trabalho saí correndo para pegar o celular, que estava um pouco distante. Pensei que algo havia acontecido com minha família, que mora há mais de 400 quilômetros de mim. No auge da pandemia, a única coisa que pensei foi: aconteceu algo com minha mãe, meus irmãos e irmã, meus sobrinhos e sobrinhas.

Não, não era nenhuma notícia ruim sobre eles. Eram prints de mensagens que estavam circulando naquele dia sobre mim. Um monte de mensagens horríveis, violentas e desumanizadoras. Uma imagem minha, retirada do meu Instagram, foi levada para dentro de um grupo de homens hospedados no aplicativo WhatsApp, chamado de Cervejeiros Iluminati.

Leia também – Concurso Brasileiro tem envolvido em atos racistas de 2020 na organização, afirmam Abracerva, AfroCerva e 12 cervejarias; Organização nega

Quando comecei a ler as mensagens, comecei a tremer, a vomitar. Me deu uma crise de diarreia, fiquei o dia inteiro no banheiro. Assustada com tudo aquilo, chorava, tremia. Não conhecia aquelas pessoas que me agrediram, não sabia quem eram, todos homens brancos. Perguntei para duas mulheres do mercado cervejeiro e uma jornalista, com a qual eu estava fazendo um trabalho sobre cerveja e que conhecia o mercado, se elas conheciam aquelas pessoas. Disseram que conheciam algumas delas e que não estavam acreditando no que liam.

No final da noite, cheia de dor, fiz um post na minha rede social, divulgando algumas das mensagens. A minha vontade era de colocar todas, mas o Instagram limita o número de fotos em uma única postagem. Não divulguei os nomes e nem os telefones. Queria que eles soubessem que eu sabia o que fizeram e queria que o mercado cervejeiro soubesse que abrigava em seu meio pessoas racistas.

Os dias e meses que se seguiram foram de muito sofrimento. Adoeci, passei dias na cama, com amigas de perto e de longe me dando suporte, enviando mensagens, comida, me encorajando a sair da cama, a levantar e tomar um banho. Tive que procurar ajuda psicológica, porque sozinha não conseguia me movimentar. Logo após, mergulhei freneticamente no trabalho, com a finalidade de melhorar, esquecer a dor.

Mas as coisas só pioraram. Desenvolvi alguns problemas de saúde sérios. Inclusive, crises de asmas e brônquicas que estavam controladas, se acentuaram. Hoje, faço uso de alguns remédios e tive que usar uma bombinha, que irá me acompanhar pelo resto da vida. Gastei horrores em consultas, exames e remédios.

Para acompanhar o caso, contratei advogados. Para que nada se perdesse, eles estavam sempre atentos ao prazo de prescrição da (do crime de) injúria racial (era de 6 meses), mas respeitando meu estado de saúde, que estava bem debilitado.

Fui à delegacia dentro do prazo previsto em lei. E aqui, um adendo. Vá no primeiro dia ou no último. O importante é denunciar. Se você for vítima, saiba disso.

Eu estou tentando me curar e lutando por justiça, porque esses crimes não podem ficar impunes.

Uma das coisas que meus agressores fizeram após a repercussão do caso foi espalharem que as mensagens não eram verdadeiras. Trabalho no sistema judiciário e é comum no campo da literatura jurídica o agressor tentar descredibilizar a vítima. Ou, até mesmo, tentar culpá-la.

Estou a cada dia me fortalecendo, vivendo um dia de cada vez e espero que todas aquelas pessoas que me agrediram sejam responsabilizadas.

Em tempo, para que todos e todas saibam, o crime de racismo, alocado no artigo 20 da Lei Federal 7.716/89, é imprescritível. Ou seja, pode ser denunciado a qualquer tempo.

O crime de injúria racial, disposto no artigo 140, § 3º do Código Penal, prescrevia em 6 meses, após o conhecimento dos fatos pela vítima, cabível a representação da vítima. Em recente decisão do STF, o crime de injúria racial foi equiparado ao crime de racismo nos moldes do artigo 5º, inciso XLII, da Constituição Federal. Isso significa que o referido crime não prescreve e pode ser denunciado a qualquer tempo.

Deixo um apelo às pessoas negras que sofrem esses tipos de crimes: não se calem, denunciem, reúnam o máximo de provas e lutem por justiça. Essas pessoas não podem continuar praticando crimes e saindo impunes.

Não é fácil, é adoecedor, mas a dor não vai embora se não denunciarmos.

Eu decidi denunciar. Como pontuou Audre Lorde, o silêncio não me protegeu. Então, que eu possa usar a minha voz para lutar por justiça, por mim, pois a dor é absurda, e para que outras pessoas que passaram pelo que eu passei, sintam-se fortes para lutar e, principalmente, para que as pessoas que me agrediram, não façam isso a mais ninguém.


*Sara Araujo é sommelière de cervejas, acadêmica de Ciências Sociais e pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica

Concurso Brasileiro é acusado de ter na gestão envolvido em atos racistas; Ablutec nega

1

Os casos de racismo e misoginia ocorridos dentro do setor de cervejas artesanais em 2020 ainda são uma ferida que não se fechou. Nos últimos dias, o coletivo AfroCerva, a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e 12 cervejarias, incluindo a Ambev e o Grupo Heineken, se manifestaram contra a presença de um dos personagens desses atos de racismo na organização do Concurso Brasileiro de Cervejas (CBC). Responsável pelo evento, a Associação Blumenauense de Turismo, Eventos e Cultura (Ablutec) nega que um dos profissionais acusados de envolvimento nos casos esteja participando da preparação e execução do campeonato cervejeiro.

O reacendimento das fissuras envolvendo os incidentes dentro do setor se deu a partir de 17 de novembro, na semana em que se celebrava o Dia da Consciência Negra. Na data, o coletivo AfroCerva publicou a sua Carta Aberta ao CBC e ao Mercado Cervejeiro. Nela, relembrava os acontecimentos de 2020 e relatava a presença na comissão organizadora do Concurso Brasileiro do próximo ano, quando será realizada a décima edição, de um profissional envolvido nos atos.

Leia também – Artigo: “Estou tentando me curar e lutando por justiça”

“A AfroCerva vem através desta carta aberta manifestar seu repúdio e sua indignação com a organização do Concurso Brasileiro de Cerveja 2022, que tem entre os componentes da sua comissão organizadora, um dos envolvidos nos ataques racistas de 2020. Cobramos um posicionamento da organização, dos patrocinadores e apoiadores, bem como de todos os atuantes e envolvidos com o mercado cervejeiro. Este mercado, assim como a sociedade, não pode mais ser condescendente com racismo, homofobia, machismo e demais formas de preconceitos”, afirmou o coletivo em um trecho da nota, destinada à organização do Concurso Brasileiro.

Criado em julho de 2020, o coletivo busca unir profissionais negros, tendo o objetivo de ser uma frente que busque equidade racial dentro do mercado cervejeiro. E congrega, hoje, cerca de 30 profissionais. A AfroCerva ganhou mais visibilidade dias depois da sua criação, com a eclosão de uma crise no segmento de cervejas artesanais diante da divulgação de mensagens de teor machista e misógino publicadas em um grupo de WhatsApp.

Semanas antes, o alvo de comentários preconceituosos nas redes sociais havia sido a Implicantes, que se autointitula a primeira fábrica cervejeira negra do Brasil e que recebeu ataques em meio a um crowdfunding realizado para assegurar a sua sobrevivência durante a pandemia. Posteriormente, a marca e a sommelière Sara Araújo foram alvos de comentários jocosos e preconceituosos no grupo Cervejeiros Illuminati, que era composto por várias figuras relevantes do setor.

A revelação das mensagens publicadas no grupo provocou, à época, a renúncia de toda a gestão da Abracerva, incluindo a do seu presidente, Carlo Lapolli. E é um dos membros participantes do Cervejeiros Illuminati que a AfroCerva, depois seguida pela Abracerva e por um grupo de 12 cervejarias, se refere, reclamando do suposto acolhimento desse profissional pelo maior concurso cervejeiro da América do Sul.

À época da publicação do texto pela AfroCerva, a reportagem do Guia entrou em contato com a organização do evento. Ela negou a presença de um profissional acusado de racismo ou injúria racial, assegurando que haveria um desligamento sumário caso tomasse conhecimento de algum ato do tipo envolvendo pessoas relacionadas ao Concurso Brasileiro. “Se tiver alguma pessoa que está respondendo por alguma coisa referente a isso, vai ser afastado no minuto seguinte”, disse Develon da Rocha, presidente da Ablutec.

A organização do Concurso Brasileiro, porém, ignorou os pedidos da reportagem para ter acesso a uma lista com o nome dos organizadores do evento e de seus jurados. E optou por não responder aos pedidos de esclarecimento da AfroCerva. Cobrou, ainda, que o nome do profissional alvo da acusação tivesse o seu nome tornado público. “Eles precisam falar quem é a pessoa, precisam dar o nome”, afirmou Develon.

“Quem vai decidir quando os jurados serão anunciados somos nós, com todo respeito. Vamos divulgar os jurados quando necessário. Eles vão vir de 13 países, fizemos convites, mas ainda estamos recebendo as aceitações ou não”, acrescentou o presidente da Ablutec.

Abracerva e mais 12 cervejarias se mobilizam
Às manifestações da AfroCerva, somaram-se pedidos de esclarecimentos da principal associação do setor de cervejas artesanais do país – a Abracerva – e de 12 cervejarias, incluindo as duas maiores do mundo, a Ambev e o Grupo Heineken. A nota do grupo também é assinada por Avós, Água de Bamba, Dádiva, Hocus Pocus, Noi, Cevaderia, Farra Bier, Flamingo Beer & Co., StartUp Brewing Co. e Three Hills.

O documento destaca que, nesse momento e diante do contexto atual, nenhuma dessas cervejarias pretende participar do Concurso Brasileiro, seja cedendo profissionais para atuar como jurados, por exemplo, ou inscrevendo seus rótulos para serem avaliados, concorrendo a medalhas.

“Por ora, respeitando integralmente nosso compromisso com a equidade racial e de gênero, principalmente dentro do ecossistema cervejeiro, optamos pela não participação de nenhum de nossos colaboradores ou especialistas no concurso e pela não participação com envio de amostras a serem avaliadas”, disseram as cervejarias no comunicado.

Em nota enviada à reportagem do Guia, a Ambev destacou “a importância, urgência e seriedade do tema”, o que provocou a mobilização da sua equipe de cultura e conhecimento cervejeiro para apresentar a demanda perante os organizadores do Concurso Brasileiro em conjunto com outras 11 companhias.

“O objetivo é reforçar que, enquanto parte do ecossistema cervejeiro, precisamos desse canal de diálogo, escuta e entendimento sobre a condução da parceria entre o CBC e o envolvido em acusações de racismo e discriminação de gênero. Assim, esperamos agilidade e seguimos com o nosso compromisso com a equidade racial e de gênero no mercado cervejeiro”, afirmou a Ambev.

A Abracerva, por sua vez, destacou em sua nota que o Concurso Brasileiro de Cervejas “tem, comprovadamente, entre os componentes da sua comissão organizadora, um dos envolvidos nos ataques de 2020”. E ressaltou a defesa dos interesses dos associados para cobrar explicações dos organizadores do evento.

A associação ainda recordou as mudanças realizadas na sua gestão após a revelação das mensagens do ano anterior. “Devido a acontecimentos esta associação realizou profundas mudanças em sua diretoria, já que não compactuou à época e não compactua com esses tipos de práticas e ações que não contribuem para a criação de um mercado cervejeiro maduro e produtivo muito menos para uma sociedade sem preconceitos e qualquer forma de discriminações”, disse, cobrando explicações do Concurso Brasileiro.

“A Abracerva através desta nota quer respostas de como são tratadas as questões raciais e de gênero dentro do âmbito do CBC, dos seus integrantes, patrocinadores e apoiadores”, acrescentou a associação.

Como resposta à nota da Abracerva, a Ablutec assegurou, mais uma vez, não existir na organização do Concurso Brasileiro nenhum profissional relacionado aos episódios de preconceito ocorridos em 2020. “Não há na coordenação da instituição pessoa relacionada aos episódios que a Abracerva menciona. A coordenação-geral é da presidência da entidade e o Senac/SC responde pela coordenação técnica, estratégica e de logística do Concurso Brasileiro de Cervejas (CBC).”

A associação alegou ser de sua livre escolha a definição de quem vai trabalhar no evento. E assegurou que jamais optaria por profissionais que estejam envolvidos em casos de racismo na organização do Concurso Brasileiro. “A Ablutec resguarda-se no direito de selecionar seus colaboradores ou prestadores de serviços, mas jamais aceitaria contratar alguém que respondesse – ou já tivesse sido denunciado – pelo crime de racismo ou injúria racial ou outro delito que atente contra a imagem dos eventos e de seus expositores e frequentadores.”

Para a Abracerva, agora, o momento é de entender o que está acontecendo. E de acompanhar os próximos passos na Justiça do caso envolvendo Sara e a divulgação da relação dos participantes na organização do Concurso Brasileiro, uma demanda da associação.

“Foi cobrado um posicionamento da Abracerva, fizemos isso. E eles nos responderam, de uma forma corporativa”, contou Giba Tarantino, diretor e conselheiro da Abracerva, ao Guia. “Agora precisamos aguardar, entender como o processo avança, que caminho segue. Houve cobrança para que se passasse os nomes dos organizadores, mas isso parece que eles não vão fazer.”

O concurso
A organização do Concurso Brasileiro prosseguiu com os preparativos do evento – marcado para março de 2022 – enquanto recebia os questionamentos. E relatou que teve 318 cervejarias e 2.358 amostras cadastradas na primeira fase de inscrição para o campeonato cervejeiro em Blumenau. “Um incremento de 21% nas cervejarias e 2% nas amostras, em comparação com a mesma etapa de 2021”, detalhou o CBC nas redes sociais.

Além disso, seus gestores prometeram que as próximas edições do Concurso Brasileiro e daqueles que compõem a agenda de eventos cervejeiros praticamente simultâneos em Blumenau (SC) contarão com uma área de compliance.  

“Os próximos eventos cervejeiros de Blumenau – Concurso, Feira, Festival e Congresso Internacional – serão regidos por uma área de compliance, inédita neste setor no país. Surgido nas corporações norte-americanas na virada do século XX, trata-se de um conjunto de disciplinas a fim de cumprir e se fazer cumprir as normas legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da instituição ou empresa, bem como evitar, detectar e tratar quaisquer eventuais desvios ou inconformidades”, disse o Concurso Brasileiro.

A iniciativa também foi tema da resposta da Ablutec ao texto enviado para as 12 cervejarias. “Nossa preocupação com os temas relacionados à inclusão social demandaram a decisão por criar uma área de compliance para os eventos cervejeiros que promovemos, além de focarmos em aspectos de governança, meio ambiente e sustentabilidade.”

Alguns profissionais que cobraram explicações do Concurso Brasileiro, no entanto, questionaram como estaria sendo aplicada essa nova política de compliance. “Não tem como fazer compliance sem transparência”, disse Paulão Silva, membro da AfroCerva e da comissão de ética da Abracerva.

Ao grupo de 12 cervejarias, em texto assinado por Develon, a Ablutec também apontou que casos de racismo nunca aconteceram no Concurso Brasileiro e que as ocorrências de 2020 não possuem qualquer vínculo com o seu evento. E voltou a negar a presença de um profissional envolvido nelas em sua organização.

“Não há entre a comissão organizadora ou entre os profissionais externos dedicados à próxima edição do CBC qualquer pessoa que responda criminalmente por racismo ou injúria racial e seguramente não toleraríamos tal situação”, destacou a nota.

O processo
Ocorridos em agosto de 2020, os comentários de tom racista contra Sara em um grupo de WhatsApp ainda não se transformaram em processo na Justiça. Porém, ocorreu a instauração de um inquérito policial. Nesse momento, os investigadores buscam entrar em contato com os envolvidos para realização de oitivas, algo que tem ocorrido a passos lentos.

“Como nós não temos os endereços deles, estão sendo expedidos ofícios para as companhias telefônicas para descobrir os endereços e, após isso, enviar a carta de intimação”, relatou Jeferson Rodrigues, advogado da sommelière.

Esta será, assim, a fase que determinará se o caso terá a abertura ou não de um processo, a partir de uma avaliação do Ministério Público, que reunirá provas para avaliar o eventual crime e a posterior apresentação de uma denúncia. Jeferson defende que sejam apresentadas denúncias por racismo e injúria racial contra profissionais que participavam do Cervejeiros Iluminati e estavam envolvidos nos comentários contra Sara.

Na Marina da Glória, Mondial marca volta dos grandes eventos das artesanais

O Mondial de la Bière está de volta ao Brasil e de modo presencial. A partir desta quinta-feira, na Marina da Glória, será realizada mais uma edição carioca da festa, em um reencontro do segmento de cervejas artesanais com os grandes eventos após um longo hiato, provocado pela pandemia do coronavírus.

Em 2020, em função da crise sanitária, o Mondial aconteceu de modo online, com transmissão direta de um brewpub, onde ocorreram apresentações musicais e degustações guiadas, além da divulgação de canais de venda. Agora, então, a edição 2021 do evento é encarada como uma volta dos encontros presenciais para os fãs das cervejas artesanais.

Leia também – O que a Schornstein preparou para o público da São Paulo Oktoberfest

E não faltarão opções ao público. Afinal o evento terá a presença de cerca de 120 cervejarias, além de 15 opções para alimentação na Marina da Glória, localizada no Aterro do Flamengo, até o próximo domingo, onde também vão ocorrer apresentações musicais. É, inclusive, uma mudança de cenário, pois tradicionalmente o evento ocorria no Píer Mauá, na zona portuária da capital fluminense.

O Mondial se inicia nesta quinta, indo das 15h às 23h. Na sexta e no sábado, os horários são de 14h à meia-noite. Já no domingo, das 13h às 21h. Os ingressos estão esgotados para os últimos três dias do evento. Na abertura, as entradas custam R$ 130, mas há opções de meia entrada (R$ 65) e para o cervejeiro solidário (R$ 70).

Realizado no Brasil desde 2013, o Mondial reúne fabricantes de cerveja, importadores e distribuidores de artesanais e premium com a oferta de milhares de rótulos ao público, muitos deles exclusivos para o encontro ou que tiveram os seus lançamentos preparados para a festividade.

O Mondial é um evento internacional, tendo iniciado a sua trajetória no Canadá, em 1994. Depois, então, também passou a ser realizado na França e no Brasil, onde ainda conta uma edição em São Paulo, sendo que a primeira aconteceu em 2018.

Lançamentos
Algumas cervejarias, inclusive, já revelaram quais novidades vão apresentar na 11ª edição do Mondial no Rio. Em meio às opções gastronômicas e musicais, o público poderá saborear os novos rótulos da CyBEER Lab, fundada em 2020 em São Paulo, em Moema, que apresentará a Follow de Sun, uma Double New England IPA, a Red Team, uma Imperial Sour com framboesa, graviola e zimbro, e a Yellow Team, uma Catharina Sour de umbu e cajá.

A Latido também reservou ao Mondial algumas novidades para apresentar ao público. A marca vai lançar a Gladstone, uma Imperial Smoked Porter, com notas de chocolate, tosta, frutas secas, dulçor e o toque de malte defumado em madeira de Faia. São 10% de teor alcoólico nesse rótulo, além de 46 IBUs de amargor.

Outra novidade que estará plugada pela marca no Mondial é a Filhote, uma Session Black IPA, cerveja colaborativa com a Brewing2go. Citra e amarillo trazem notas de laranja e maracujá que completam os elementos de tosta dos maltes especiais,

“Estou muito ansioso pela volta do Mondial de la Bière, vamos celebrar a cerveja e sua cultura nesse grande evento. Estarei lá todos os dias atendendo o público, a Latido é co-expositora no stand do Beer Underground. Espero todo mundo lá”, comenta Fernando Rocha, cervejeiro e sommelier da Latido.

Já a Odin fará o pré-lançamento de sua Black Larger no Mondial de La Bière. A nova cerveja possui um corpo mais leve, com notas escuras da torra dos maltes. Tem 18 IBUs de amargor e 5% de graduação alcoólica.

Protocolos
Realizado ainda em meio à pandemia do coronavírus, o Mondial adotou uma série de medidas para cumprir os protocolos sanitários exigidos pelas autoridades. Assim, na entrada do evento, será exigido o comprovante da vacinação e o uso de máscara. Além disso, haverá medição da temperatura. No evento, será preciso cumprir medidas de distanciamento e realizar a higienização das mãos. Os organizadores também garantem que todos os ambientes são abertos e bem ventilados.

Como cervejarias, associações e eventos avaliam o passaporte da vacina

0

A volta das atividades com a presença do público já é uma realidade no Brasil. Com o avanço da aplicação das duas doses da vacina contra o coronavírus e o fim da maior parte das medidas restritivas, a agenda de eventos foi retomada, algo muito desejado pelo setor cervejeiro, que tem os encontros, os lançamentos e as reuniões para congregações como uma das suas marcas e fonte de receita.

Seja por determinação de legislações municipais e estaduais, seja por entender que este é o meio mais adequado para garantir a segurança sanitária dos frequentadores, muitas companhias e organizadores de eventos têm adotado o passaporte da vacina como principal estratégia para evitar a propagação do coronavírus.

Leia também – O que a Schornstein preparou para o público da São Paulo Oktoberfest

A medida é importante quando uma nova variante, a ômicron, causa “preocupação”, nas palavras da Organização Mundial da Saúde (OMS), em função das dúvidas sobre a sua transmissibilidade, o que reforça a importância da vacinação e de outras medidas, como o distanciamento social, o uso de máscaras, a lavagem das mãos e a presença em ambientes ventilados.

E essa preocupação surge exatamente quando as duas principais capitais brasileiras realizam importantes eventos cervejeiros, caso de São Paulo, que é palco, desde a semana passada, da sua versão da Oktoberfest. Já o Rio de Janeiro, a partir desta quinta-feira, recebe o Mondial de La Bièrre.

Dentro desse contexto, a reportagem do Guia buscou ouvir importantes atores do segmento, desde as cervejarias, passando pelos organizadores de eventos e associações de bares e restaurantes para entender como eles avaliam o passaporte da vacina. Há consenso quanto à importância da imunização, mas alguns questionamentos sobre efeitos envolvendo a exigência do documento.

Prestes a ser iniciado, o Mondial exigirá o passaporte da vacinação na entrada do evento, na Marina da Glória. Algo exigido pelas autoridades do Rio de Janeiro, mas que seria adotado de qualquer modo, pela crença da sua importância pela organização, que também disponibilizou em seu site um protocolo sanitário, que inclui a definição de zonas de permanência.

“Há cerca de quatro meses, quando resolvemos fazer o Mondial de la Bière presencial em dezembro, o único quesito do protocolo sanitário que tivemos certeza de que adotaríamos, mesmo não sendo mais obrigatório, foi a apresentação do passaporte da vacinação para entrada e permanência. Para nós, a segurança de todos é muito importante. Desejamos fazer um evento para celebrar o reencontro do mercado com o público da maneira mais segura possível”, afirma Gabriel Pulcino, diretor do Mondial de la Bière Brasil.

Uma das profissionais à frente do Rio Mais Cerveja, iniciativa que atua para tornar a capital fluminense referência no turismo cervejeiro, Luana Cloper defende o passaporte da vacina, não só por uma exigência da legislação, mas também pelos indicadores que apontam a imunização como fator preponderante para reduzir a propagação do vírus.

“O Rio Mais Cerveja é a favor da adoção do passaporte vacinal”, destaca Luana. “Tanto por uma questão de cumprimento da lei – já que as atrações turísticas da cidade do Rio do Janeiro precisam exigir o esquema vacinal dos visitantes – quanto por uma questão de segurança e cuidado à saúde, tão fundamentais para a retomada dos negócios, da economia e do lazer.”

Empresa com experiência em facilitação para feiras e eventos, a M&P Facility Services também recorda que a aceleração da vacinação no Brasil coincidiu com a redução do número de casos de coronavírus, especialmente os graves, para defender a comprovação da imunização para que o público tenha acesso a esses encontros.

“A M&P Facility Services é apoiadora do passaporte da vacina, haja visto que o interesse da coletividade deve ser observado como pilar para todo tipo de relacionamento social. A ciência nos garante os efetivos resultados da tecnologia de vacinação, bem como a baixa nos números de contágio e infecções neste nicho. Podemos também observar a crescente onda de contaminação e infecção nas sociedades não imunizadas (na qual os habitantes optaram por não se vacinar)”, avaliam os sócios-proprietários da M&P, Michel Gervasoni e Patrícia Lopes.

A companhia também destaca que seguirá adotando outras medidas em seus eventos, além da exigência do passaporte da vacina, enquanto a pandemia não estiver sob controle. “Em nossos eventos atendidos, levamos todo nosso protocolo de biossegurança à risca com uso de máscaras, medição de temperatura, atenção a sintomas gripais, desinfecção das mãos, corrimões e botões de controle, distanciamento social e controle de qualidade nos filtros de ar refrigerado nos pavilhões”, contam os profissionais da M&P.

Uma das referências entre as artesanais brasileiras e palco de vários eventos em sua casa em São Paulo, a Tarantino também exige o passaporte da vacina desde setembro no seu espaço. Além disso, fornece produtos que ajudam a evitar a propagação do coronavírus.

“Além de pedirmos o passaporte, solicitamos uso de máscara. E, para os desavisados, cedemos máscaras. Temos vários pontos de álcool gel espalhados nas mesas”, explica Gilberto Tarantino, sócio da marca paulistana.

Home office e cumprimento dos protocolos
Entre as grandes companhias cervejeiras presentes no Brasil, o Grupo Heineken diz que buscou, no início da pandemia, colocar o máximo de profissionais possíveis em home office, além de ter reduzido as escalas de trabalho de quem atuava diretamente nas cervejarias e de suspender eventos presenciais.

Além disso, no início de 2021, definiu que as funções corporativas seguirão no regime de home office. Com o avanço da aplicação das duas doses da vacina, os eventos até voltaram a ser realizados, mas com ações para assegurar o cumprimento de todas as recomendações das autoridades e da OMS.

“Desde que a agenda de vacinação contra a Covid-19 acelerou e as iniciativas presenciais voltaram a ser permitidas, os eventos proprietários promovidos pelas marcas do portfólio do grupo estão acontecendo de acordo com todos os protocolos da OMS, além de exigirem a carteira de vacinação com as duas doses. A companhia reitera o seu compromisso com a saúde e reforça que permanecerá seguindo as orientações e restrições dos órgãos responsáveis junto a seus públicos, garantindo a segurança de todos”, aponta a companhia em nota enviada ao Guia.

Procurados pela reportagem em busca da visão das empresas sobre o passaporte da vacina, o Grupo Petrópolis e a Ambev optaram por não se pronunciar.

Associações criticam
A adoção do passaporte da vacina, porém, não é uma unanimidade. A Associação Nacional dos Restaurantes (ANR), por exemplo, usa a grave crise que atingiu esses estabelecimentos para exibir sua contrariedade com qualquer medida que, em sua visão, possa impedir a presença de um potencial consumidor.

“A associação entende que qualquer decisão que venha a impactar o setor deve ser precedida de diálogo com as autoridades. Bares e restaurantes enfrentaram e ainda enfrentam a pior crise de sua história em decorrência da pandemia. E, em um momento de recuperação, vemos com muita preocupação exigir de consumidores atestados de vacina”, diz Fernando Blower, diretor-executivo da ANR.

Sem citar, por exemplo, avaliações de que a vacinação está inserida em um contexto de interesse da coletividade, como proferido por alguns especialistas, o presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, argumenta que a medida é ineficaz e provocaria uma “diferenciação” entre cidadãos, balizando o seu discurso com a avaliação de que o ritmo da vacinação varia de acordo com a localidade brasileira.

“Há pessoas que, por restrições de saúde, não podem ser imunizadas agora. Elas serão impedidas de entrar no restaurante? E aqueles que vêm de outros estados ou cidades, onde a campanha de vacinação está mais lenta, ficarão impedidos de comer onde se exige o passaporte? Não faz o menor sentido”, afirma Solmucci.

Além disso, com 62,72% da população brasileira vacinada com duas doses, de acordo com o balanço do consórcio de imprensa de terça-feira (30), a ANR enxerga pouca efetividade na medida. “O Brasil já superou mais de 60% de sua população vacinada com duas doses e o ritmo de vacinação segue intenso. Em grandes cidades, como Rio e São Paulo, praticamente todos os adultos já estão vacinados, razão pela qual entendemos não ser necessária a adoção do passaporte”, acrescenta Blower.

Para Solmucci, por sua vez, também não estaria claro como bares devem agir se um consumidor se recusar a apresentar o comprovante de que está imunizado contra o coronavírus aos estabelecimentos. “Caso um cliente se recuse a mostrar a comprovação da vacina, como os estabelecimentos devem proceder? Acionando a polícia? Os policiais vão dar conta de atender essas demandas? Essa é a melhor ocupação da força policial? São perguntas que a gente se vê obrigado a fazer diante de uma decisão estapafúrdia dessas”, conclui o presidente da Abrasel.

Corona terá ilha particular no Caribe e levará 20 brasileiros para lá em 2022

Um paraíso no Caribe reservado para que as pessoas possam se desligar da rotina do dia a dia, reconectando-se com a natureza. Essa é a aposta da Corona como estratégia de marketing para 2022. A marca, afinal, anunciou a abertura de um destino especial, a sua própria ilha. E ainda vai levar cervejeiros de diversos lugares do mundo para ela – incluindo 20 brasileiros com acompanhante. Elas conhecerão a Ilha Corona e farão parte da experiência.

A novidade está localizada no coração do mar caribenho, reforçando a ligação da marca com a natureza. “Como uma cerveja feita de ingredientes 100% naturais e nascida na praia, a Ilha Corona é um projeto especial, que nos ajuda a tornar nosso propósito – inspirar as pessoas a se reconectarem com a natureza e a cuidarem dela – ainda mais real”, comenta João Pedro Zattar, chefe de marketing de Corona no Brasil.

Leia também – Verallia faz investimento de 80 milhões de euros em processo de expansão no Sul

Cercados de mar e vegetação, os visitantes da Ilha Corona poderão seguir o ritmo da natureza, participando de atividades como oficinas de vida sem plástico, meditações guiadas com os sons naturais da ilha e, até, uma visita a uma fazenda, que fornece os ingredientes de origem orgânica utilizados no local.

Com o apoio da ONG internacional Oceanic Global, os hóspedes também terão atividades educacionais sobre a poluição do plástico, a proteção dos ecossistemas e a conservação dos oceanos, levando em conta os hábitos do dia a dia e o consumo e turismo responsáveis.

A ilha ainda será avaliada pela Oceanic Global a partir da eliminação do plástico de uso único e a gestão responsável de resíduos, entre outras boas práticas, endossando as ações da Corona na luta contra o plástico nos oceanos. Toda a equipe de hospitalidade da ilha também passará pelo treinamento da ONG em sustentabilidade e melhores práticas operacionais.

Além da promoção, a Corona também promove um leilão global em parceria com a Oceanic Global para que o público possa visitar a ilha: no site, os consumidores podem dar seus lances e ganhar uma estadia de uma semana – nesse caso o contemplado poderá levar até nove convidados e ter a ilha só para eles. O leilão, que acontece até 14 de dezembro, tem como objetivo angariar fundos em projetos pela conservação dos oceanos por meio do trabalho da ONG.

Como participar
Para concorrer a essa viagem, basta participar da promoção Ilha Corona, que vai desta quarta-feira (1º) até 15 de janeiro. É preciso, para isso, comprar um pack da Corona ou o gift pack da marca (com 4 cervejas e uma toalha). Depois, então, o consumidor acessa o site oficial da campanha, cadastra sua nota fiscal e recebe números da sorte para participar do sorteio

Os packs dão direito a duas sequências de números, enquanto gift packs fornecem cinco sequências. Só podem participar maiores de 18 anos, com limitação de até 50 números da sorte por CPF durante todo o período da promoção. E cada um dos 20 ganhadores poderá levar um acompanhante.

Heineken introduzirá versão 0.0 em chope nos pubs britânicos em 2022

A partir de 2022, poderá se tornar mais comum ir a um pub britânico e consumir uma cerveja sem álcool. A Heineken anunciou que sua versão 0.0 será lançada em chope no Reino Unido no próximo ano, sendo a primeira bebida sem álcool a figurar ao lado das torneiras de cervejas nesses estabelecimentos.

O lançamento da versão em chope da Heineken 0.0 se dará após um período de testes de 12 semanas em pubs das Midlands, no centro da Inglaterra, e no norte do país. Agora, a companhia acredita que pode contribuir para mudanças nos hábitos de consumo do público cervejeiro.

Leia também – Blumenau, Bodebrown e Masterpiece são as melhores cervejarias do Brasil Beer Cup

“Com a Heineken 0.0 em chope ao lado de outras torneiras de cerveja em pubs, e amplamente disponível em centenas de estabelecimentos, a noção de que você está pedindo algo ‘diferente’ ao optar por uma cerveja sem álcool deve se tornar uma coisa do passado”, destaca a Heineken UK em um comunicado.

A categoria de cerveja sem álcool e de baixo teor alcoólico ainda tem pouco espaço no mercado de bebidas do Reino Unido, com uma receita anual de 90 milhões de libras (aproximadamente R$ 670 milhões), mas há a expectativa de aumento com a expansão do consumo moderado entre a população.

“A introdução da Heineken 0.0 em chope dará às pessoas ainda mais opções e será crucial para normalizar e acelerar a aceitação de cerveja com baixo teor de álcool e sem álcool no Reino Unido, algo que está aumentando o número de pessoas explorando como hábitos de consumo e atitudes em relação à mudança de bebida. A expectativa é que o lançamento ajude a tornar os pedidos de cervejas sem álcool mais aceitáveis, acessíveis e até uma escolha ‘cool’ para os consumidores”, acrescenta a companhia.

O Reino Unido foi um dos primeiros mercados em que a Heineken 0.0 foi lançada, em 2017, inicialmente em garrafas e latas. Hoje, está disponível em 94 países, incluindo o Brasil. Em 2020, teve crescimento global de dois dígitos, de acordo com a companhia, contra uma quase estabilidade – expansão de 0,4% – da cerveja Heineken no mundo.

A Heineken agora trabalha com a expectativa de ter o mesmo número de torneiras de sua marca mais tradicional e da 0.0 nos pubs e bares britânicos em 2025. “Com o tempo, não será incomum para as pessoas irem ao seu pub para beber um ou dois litros de chope sem álcool. Isso pode parecer estranho agora, mas estamos confiantes de que em um futuro muito próximo isso se tornará a norma”, projeta James Crampton, diretor de assuntos corporativos da Heineken UK.