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Reino Unido reduz imposto sobre bebidas com menos álcool e dá incentivo a pubs

O Reino Unido definiu mudanças no imposto cobrado sobre o álcool, reduzindo a tributação sobre bebidas com baixo teor, caso da cerveja. O governo também adotará medidas que beneficiam os pubs, estabelecimentos que ficaram em situação financeira complicada após permanecerem fechados por meses em função da pandemia do coronavírus.

O imposto cobrado sobre bebidas alcoólicas também foi simplificado, com uma redução de 15 para 6 no número das taxas, em um sistema que entrará em vigor em 2023. A estimativa é de que as medidas provoquem uma renúncia fiscal de 555 milhões de libras até 2027.

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Ficou definido que o valor da tributação aumentará de acordo com o teor alcoólico da bebida, em uma ação para incentivar escolhas mais saudáveis. A determinação do governo do Reino Unido foi, assim, de que bebidas com menos de 11% de álcool vão pagar menos impostos.

Além disso, cancelou-se um aumento que iria entrar em vigor no imposto sobre o álcool, que teria um custo de 3 bilhões de libras sobre as empresas.  

Apoio aos pubs
Em uma medida separada, o governo do Reino Unido também anunciou a intenção de diminuir em 5% o imposto cobrado sobre bebidas servidas a partir de torneiras, como o chope. Nesse caso, a dedução está prevista para ser implementada em fevereiro de 2023, após consultas.

A medida é uma estratégia para ajudar os pubs, que ainda sofrem com os efeitos da pandemia do coronavírus. A redução do imposto se aplicará a barris de 40 litros com menos de 8,5% de álcool.

“A redução do imposto especial sobre a cerveja vendida em pubs é uma grande vitória para a indústria”, comemora James Calder, presidente-executivo da Sociedade de Cervejeiros Independentes (Siba, na sigla em inglês), defendendo, porém, que a medida também fosse adotada para os barris de 30 litros.

Emma McClarkin, diretora-executiva da British Beer & Pub Association, também celebrou a redução dos impostos para os pubs, mas ainda cobrou a diminuição da alíquota que incide na cerveja do país.

“Esta é uma ótima notícia para nossos pubs locais e reconhece o papel crucial que eles desempenham em nossa economia e sociedade. No entanto, a tarifa geral da cerveja no Reino Unido permanece entre as mais altas da Europa. É vital para as cervejarias britânicas, uma história de sucesso de uma produção local em nível mundial, que a carga tributária geral da cerveja seja reduzida – não apenas a tarifa sobre a cerveja em pubs”, destaca McClarkin.

Em meio à COP26, indústria da cerveja reforça meta de ter 100% de energia limpa

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Em meio à realização da COP26, o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), que reúne a Ambev e o Grupo Heineken no Brasil, reforçou a meta de ter toda a sua produção abastecida com energia limpa até 2023, reduzindo a zero a emissão de carbono em todo os processos.

Para atingir esses objetivos, as companhias que fazem parte do Sindicerv têm investido em fontes energéticas renováveis. Já está, por exemplo, em operação, no Ceará, uma unidade de geração de energia eólica do Grupo Heineken. E outra está em construção na Bahia, pela Ambev.

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A expectativa, de acordo com o Sindicerv, é de que, juntas, as unidades atinjam 202 mil MWh por ano para produção e fornecimento de energia nas fábricas. Com isso, haverá uma redução de 32 mil toneladas na emissão de CO2 por ano, equivalente à retirada de mais de 50 mil veículos de circulação.

“Estamos cada vez mais comprometidos com uma agenda de crescimento e desenvolvimento ambiental do Brasil e sempre em busca de fontes que resultem em menor impacto ambiental. Nossas incansáveis ações têm foco na redução do impacto das operações na emissão de carbono ao longo de nossa cadeia produtiva, do campo ao copo”, explica o gerente jurídico do Sindicerv, Fábio Ferreira.

As companhias que fazem parte do Sindicerv também destacam as ações de diversificação de energia que estão sendo adotadas para alcançar até 2023 zero emissões de carbono relativas à energia comprada e 100% da produção abastecida por energia limpa.

Em dezembro de 2020, o Grupo Heineken começou a utilizar 100% de energia renovável nas fábricas de Alagoinhas (BA), Araraquara (SP) e Ponta Grossa (PR). Além disso, há pouco mais de um mês, a Ambev informou que passou a ter uma cervejaria e uma maltaria carbono neutro no Brasil, em Ponta Grossa e Passo Fundo (RS), respectivamente.

Na distribuição, o Sindicerv destacou que as companhias prometem incorporar mais de 220 caminhões elétricos na frota como uma alternativa para otimização do consumo de combustível e redução da emissão de carbono até o fim do ano. Os veículos serão abastecidos por energia renovável gerada pelo setor em suas instalações ou através da compra de energia renovável certificada.

Além disso, as empresas trabalham na conversão de caminhões a diesel para veículos elétricos, bem como a de empilhadeiras nos centros de distribuição, que deverão ter sua frota abastecida por energia renovável até 2025. Os 130 centros comerciais de distribuição espalhados pelo Brasil, por sua vez, serão abastecidos 100% com energia renovável até 2023, de acordo com o Sindicerv.

Brasil na COP26
A COP26 é a Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que ocorre em Glasgow, na Escócia, até a próxima sexta-feira, e tem o objetivo de reduzir os impactos provocados no meio ambiente e na preservação dos recursos naturais. Por lá, o Brasil aderiu a dois importantes acordos: de cortar em 30% as emissões de metano até 2030 e de zerar, também até 2030, os desmatamentos, através de investimentos públicos.

Hoje, porém, o Brasil é visto como um pária em termos de política ambiental, logo quando se aproxima o aniversário de 30 anos da Eco-92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro. Recentemente, o relatório de 2020 do Observatório do Clima apontou crescimento de 9,5% na emissão de gases de efeito estufa no Brasil, na contramão do ritmo mundial, que apresentou queda de 7%.

Fabricação de bebidas alcoólicas recua 6,7% e tem 4ª queda mensal consecutiva

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A fabricação de bebidas alcoólicas segue em retração no Brasil. Em um ritmo semelhante ao da indústria nacional, a atividade recuou pelo quarto mês consecutivo, com uma redução de 6,7% em setembro na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE na sua Pesquisa Industrial Mensal (PIM).

Apesar dessa nova queda, ainda há avanço na fabricação de bebidas alcoólicas pelo Brasil em 2021, agora de 3%. Além disso, no acumulado dos últimos 12 meses, o saldo está positivo em 3,5%.

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O recuo da fabricação de bebidas alcoólicas no Brasil acompanha a queda da produção industrial nacional, que caiu 0,4% em setembro na comparação a agosto, com ajuste sazonal. A retração é ainda maior quando o ritmo da atividade é avaliado em relação ao mesmo mês de 2020, sendo de 3,9%. Além disso, a produção industrial retrocedeu 3,2% abaixo do nível pré-pandemia, segundo os dados mais recentes divulgados pelo IBGE.

Dez dos 26 ramos pesquisados registraram queda no ritmo da atividade em setembro, com os maiores impactos sendo provocados por produtos alimentícios (-1,3%) e de metalurgia (-2,5%).

“Houve queda na produção em sete dos nove meses deste ano. O que há de diferente em setembro é que a retração foi mais concentrada em poucas atividades. Mas isso não significa necessariamente que haja mudanças no comportamento predominantemente negativo do setor industrial, uma vez que ele é ainda bastante caracterizado pela perda de dinamismo”, explica André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

Já a fabricação de bebidas em geral caiu 7,1% em setembro ante o mesmo mês de 2020. No acumulado do ano, no entanto, o indicador segue positivo, agora em 4%. Com este desempenho, no acumulado nos últimos 12 meses, há alta de 5,1%.

A produção de bebidas não alcoólicas também manteve o desempenho negativo da pesquisa anterior: a queda foi de 7,6% em relação a setembro do ano passado. Apesar disso, nos nove primeiros meses do ano, o indicador está positivo em 5,2%. E a expansão ficou em 6,8% nos últimos 12 meses.

Menu Degustação: Destilaria da Noi, Cena Patagonia em São Paulo…

Os últimos dias no setor cervejeiro foram cheios de novidades para o público, especialmente com a abertura de novos espaços e a realização de eventos. É, por exemplo, o que acontecerá em São Paulo na próxima semana, com a chegada da Cena Patagonia, que promete oferecer uma experiência gastronômica argentina.

Para quem está buscando lugares para frequentar nesta retomada, a cervejaria Berggren acaba de chegar em Santos e agora irá contar com um quiosque próprio na região do bairro de Embaré. E ainda prossegue neste domingo, em Belo Horizonte, a nona edição do Festival Internacional de Cerveja e Cultura. A Noi, por sua vez, foi muito além da cerveja e inaugurou a sua destilaria.

Já para quem prefere uma boa leitura, a Krater está apoiando a campanha de financiamento coletivo para viabilizar a publicação do livro A História da Europa em 24 Cervejas, da Editora Letramento.

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Confira estas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Cena Patagonia em SP
Para celebrar a tradição da parrilla, será realizado em São Paulo na próxima semana, de segunda até quinta-feira, o jantar Cena Patagonia, reunindo mestres parrilleros, nacionais e internacionais. O evento é uma iniciativa da argentina Cerveza Patagonia, que propõe a união da gastronomia em volta do fogo, música e variados estilos de cerveja. Ele será realizado no Espaço Escandinavo, no Jardim Petrópolis. O jantar Cena Patagonia terá capacidade máxima de 60 pessoas por dia, nas quatro datas programadas. Os ingressos para o Cena Patagonia estão disponíveis no valor de R$ 275 e podem ser adquiridos no site da marca.

Berggren em Santos 
A cervejaria Berggren acaba de chegar em Santos. A marca irá contar com um quiosque próprio na região do bairro Embaré, localizado no espaço conhecido como Centro de Paqueras do Embaré, local frequentado por turistas e santistas entre os anos 1980 e 1990, rodeado por trailers de comidas e bebidas. Toda semana o quiosque contará com uma tap list diferente, com quatro cervejas engatadas de diferentes estilos.

Proa no aeroporto
A Proa Cervejaria inaugurou um bar na área de embarques e desembarques domésticos do Aeroporto Internacional de Salvador. O ponto oferece cinco torneiras de chope da marca, os seus principais rótulos de cerveja em garrafa ou no growler, além de um espaço para degustação com mesas e cadeiras. E, em breve, estarão disponíveis comidas leves e inusitadas do Boia Cozinha do Mar.

Destilaria da Noi
Pouca gente sabe, mas muito antes de pensar em produzir cervejas artesanais, Osmar Buzin, sócio-fundador da Noi, já tinha na história da família a produção de destilados. Seus bisavós, recém-chegados da Itália, se estabeleceram no Rio Grande do Sul e tinham na cachaça e na grapa um reforço na renda. Agora, 115 anos depois, a Noi faz um retorno às origens e inaugura a Distilleria Noi. Com capacidade de produzir até 14 mil litros por mês, a destilaria foi instalada na fábrica da cervejaria, em Niterói.

Mais drinques da Beats
A Beats ampliou sua família de drinques com duas novas bebidas: Beats Ginger e Beats Mint, inspiradas nos clássicos Moscow Mule e Mojito. Os dois novos sabores contam com a assinatura de Anitta, a head de criatividade e inovação da Beats. Ela, inclusive, participa da campanha Já Nasci Pronta, com o som de Movimento da Sanfoninha ditando o ritmo do filme.

Mudanças na Alles Blau
A Alles Blau vem realizando um processo de atualização das suas receitas e rótulos. As mudanças são orquestradas pelo mestre cervejeiro Alexandre Mello, que chegou à cervejaria no segundo semestre com o objetivo de atualizar as receitas e atuar na padronização da qualidade dos produtos. “Apesar de ser uma marca recente, a Alles Blau tem uma construção de relacionamento e de marca muito sólida. Estamos trabalhando há alguns meses no redesenho das receitas, aproveitando as melhores qualidades de cada uma e trazendo novos diferenciais para o produto”, conta Alexandre.

Refrigerante da Blodine
A Blondine lançou seu refrigerante Be Pop, totalmente reformulado com novos sabores de frutas exóticas, embalagem menor em lata, ingredientes 100% naturais, sem açúcar nem adoçante, adoçado apenas com suco de fruta, segundo a marca. São seis novos sabores com mix de frutas: Pitaya & Cranberry, Seriguela & Maracujá, Tangerina & Guaraná, Abacaxi & Gengibre, Framboesa & Pêssego, Graviola & Limão Siciliano. Com este lançamento, a Blondine estima vender cerca de 80 mil unidades até o final deste ano.

Pabst no hip hop
O Jamile Rooftop, no bairro paulistano do Bixiga, foi palco de um encontro de gerações do rap. Dom7nico e Edi Rock brindaram com a Pabst Blue Ribbon o lançamento de “Deus é Justo”, parceria dos MCs. E os convidados puderam experimentar a Pabst em uma noite de muito hip hop, com direito a uma canja exclusiva dos rappers.

Kona em lata
A marca havaiana de cerveja Kona passou a ser distribuída em lata de 269ml. É mais uma opção para consumo da Big Wave, a sua Golden Ale, que antes só estava disponível em garrafa. “Costumamos dizer que a Kona existe para promover equilíbrio, seja ela individual ou através do senso de comunidade e do espírito colaborativo, para ajudar as pessoas a encontrarem sua melhor versão”, conta Vanessa Nastari, chefe de marketing de Kona.

Hit da Brahma
A união entre a Brahma e a dupla Simone e Simaria gerou a Baldinho, nova música que estreou nas rádios e nas plataformas de streaming, assim como o videoclipe. Com Baldinho, Simone e Simaria celebram o novo momento com as amigas no bar. O videoclipe, gravado no Bar Brahma, em São Paulo, traz um ambiente de celebração e descontração, dando destaque para as mulheres. A parceria da Brahma com Simone e Simaria começou neste ano, quando a dupla se tornou embaixadora da marca e apresentou o Papo de Brahmeira, websérie de quatro episódios, que contou com a participação de outras artistas do sertanejo.

Festival Internacional de Cerveja e Cultura
Prossegue neste domingo, em Belo Horizonte, a nona edição do FICC, o Festival Internacional de Cerveja e Cultura. O evento acontece no espaço GoFree na Lagoinha. As cervejarias participantes desta versão são: Krug, Läut, Verace, Wälls, Capapreta, Sátira, Albanos e Black Princess.

Festival Bar em Bar
O festival Bar em Bar promete movimentar mais de 600 bares em 50 cidades de 17 estados até 21 de novembro. O evento é realizado pela Abrasel e tem o patrocínio nacional da Ambev. Para participar do Bar em Bar, as casas criaram uma receita diferente daquelas já ofertadas no cardápio e definiram um preço promocional.

Financiamento para livro
Está no ar a campanha de financiamento coletivo do livro A História da Europa em 24 Cervejas, uma publicação da Editora Letramento e que conta com apoio da Krater. Escrito pelos finlandeses Mika Rissanen e Juha Tahvanainen, o livro é uma expedição sobre os estágios da história europeia e o desenvolvimento gradual da indústria. O livro já foi publicado na Alemanha, Rússia, Polônia, Estados Unidos, China, Itália e Coreia do Sul. A campanha de financiamento coletivo vai até 17 de dezembro e as recompensas são: kit completo do livro, nome impresso nas páginas do livro, workshops com cervejeiros experientes, cervejas selecionadas, outros títulos cervejeiros e mais.

Academia em todo o Brasil
A Academia da Cerveja, iniciativa de educação cervejeira da Ambev, acaba de alcançar 100% dos estados brasileiros com cursos gratuitos de introdução ao mundo da cerveja. A proposta do projeto é expandir e democratizar o acesso ao conhecimento cervejeiro, garantindo que todos os consumidores e apaixonados pela bebida se empoderem para conhecer os bastidores de sua produção, ingredientes, processos e qualidade. Do ano passado para cá, foram mais de 4 mil alunos formados em cursos gratuitos, à distância.

Inscrições para edição de 2022 da World Beer Cup se encerram na quarta-feira

As cervejarias interessadas em participar da edição 2022 da World Beer Cup precisam se apressar. As inscrições para a premiação, uma das mais prestigiosas do segmento, se encerram na próxima quarta-feira. Os seus vencedores vão ser anunciados em 5 de maio, em uma cerimônia agendada para Minneapolis, nos Estados Unidos.

A World Beer Cup é organizada desde 1996 pela Brewers Association, a associação de cervejarias independentes dos Estados Unidos, sendo uma competição bianual. Mas não foi realizada em 2020, em função da pandemia do coronavírus. As cervejas inscritas são julgadas por um painel de juízes internacionais e as três melhores em cada categoria recebem medalhas de ouro, prata e bronze.

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Após o fim do período de inscrições, na próxima quarta-feira, a World Beer Cup tem uma série de datas importantes, às quais as cervejarias inscritas precisam ficar atentas. As marcas terão até 10 de fevereiro para a realização de mudanças na lista de rótulos inscritos. E o prazo para cancelamento da participação e reembolso vai vigorar até 25 de fevereiro.

De 28 de fevereiro a 9 de março, as cervejarias de fora dos Estados Unidos precisam enviar as suas amostras a pontos indicados pelos organizadores da World Beer Cup. E, de 14 a 18 de março, elas terão de ser mandadas para os Estados Unidos, inclusive pelas participantes locais.

Depois, em 5 de maio, será realizada a premiação da World Beer Cup. A divulgação dos vencedores ocorrerá simultaneamente a outros dois eventos: a Craft Brewers Conference e a BrewExpo America. As inscrições e mais informações sobre a competição podem ser obtidas no link.

Como foi em 2018
Em sua última edição, em 2018, a World Beer Cup teve 8.234 rótulos inscritos por 2.515 cervejarias de 66 países. As marcas do Brasil conquistaram cinco medalhas. Foram elas:

– Ouro para a Tupiniquim Pecan, uma Imperial Stout, na categoria Field Beer
– Ouro para a Wäls Brut, na categoria Other Belgian-Style Ale
– Prata para a Carvoeira, da Lohn, na categoria Herb and Spice Beer
– Bronze para a Leuven Irish Red Ale, na categoria Irish-Style Red Ale
– Bronze para a ZOZ #3 Golden, na categoria Other Strong Beer

Grupo Petrópolis relata ações sustentáveis e expande volume em 3,6% em 2020

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O Grupo Petrópolis divulgou, pela primeira vez em sua trajetória, um relatório de sustentabilidade, listando as iniciativas e projetos realizados em 2020, com destaque para abertura da sua unidade produtiva em Uberaba (MG). Além disso, reportou um aumento de 3,57% na sua fabricação de bebidas no ano passado.

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O resultado foi conquistado em um ano no qual, como destaca o material, o Grupo Petrópolis inaugurou a sua fábrica em Uberaba, que demandou investimentos de aproximadamente R$ 1 bilhão. É a maior planta fabril da companhia, com capacidade total produtiva superior a 8,6 milhões de hectolitros de cerveja por ano e que conta com quatro linhas capacitadas para o envase de 256 mil latas e 140 mil garrafas.

O Grupo Petrópolis também destaca soluções sustentáveis adotadas na fábrica, como o sistema de água de reuso com tanque de armazenagem de até 2 mil m³, a geração de vapor através de caldeiras de biomassa com sistema de economizador de vapor incorporado e implantação de luminárias em LED, que representa uma economia de até 80% em relação ao sistema de iluminação convencional.

“Em 2020 inauguramos uma nova planta em Uberaba, que foi projetada pensando na sustentabilidade, com redução considerável do consumo de água e energia em relação a uma planta da geração anterior”, comenta a vice-presidente do Grupo Petrópolis, Giulia Faria.

O Grupo Petrópolis informa que a unidade de Uberaba possui água garantida para a sua produção, com o primeiro poço tendo sido perfurado a 447 metros de profundidade. Além disso, aponta a implementação de tecnologia para a redução de consumo individual e nas torres de resfriamento dos pasteurizadores, além de medidas de otimização.

A companhia também ressalta que tem atuado para reduzir o consumo nas linhas de produção das demais unidades fabris. Das suas outras sete fábricas, quatro tiveram êxito na diminuição da utilização da água usada para produzir cerveja em relação a 2019. Já duas registraram aumento e uma, estabilidade.

O relatório revela, ainda, algumas ações voltadas para a redução do consumo de energia adotadas em 2020, como a implantação de geração distribuída com energia fotovoltaica na revenda de Rio das Ostras (RJ) e através da utilização do biogás da indústria para as 13 revendas do estado da Bahia.

O Grupo Petrópolis também destaca que, com a redução de 43% do peso das tampas das garrafas PET, ocorrida em 2019, foi possível diminuir o consumo de 17 toneladas de plástico em 2020. E o papel utilizado nos rótulos das garrafas de 1 litro e 600ml da Itaipava passaram a ser 100% recicláveis.

Logística reversa
Para cumprir a obrigação das empresas de bens de consumo de comprovarem o retorno dos resíduos do equivalente a 22% das embalagens colocadas no mercado, o Grupo Petrópolis atua em 3 formatos de logística reversa: compra de créditos de reciclagem, instalação e gestão de Pontos de Entrega Voluntária e arrecadação direta de resíduos recicláveis.

De acordo com a companhia, foram 244 mil toneladas de resíduos reaproveitados em 2020 e R$ 12,2 milhões arrecadados com a receita da venda dos resíduos. Além disso, 25 toneladas de vidro foram arrecadadas em 146 bares e restaurantes em um projeto-piloto de 3 meses em São Paulo.

Covid-19
Em um ano marcado pela pandemia, a empresa ainda produziu mais de 250 mil unidades de álcool 70%, distribuídas para colaboradores do Grupo Petrópolis, além de hospitais, postos de saúde e comunidades das regiões na qual a empresa tem unidades fabris. A solução antisséptica, envasada em Boituva (SP) e Alagoinhas (BA), foi desenvolvida a partir do álcool extraído da produção de sua cerveja zero álcool.

Além disso, o Programa #GPcomVC foi criado em setembro de 2020. No total, 40 mil estabelecimentos foram beneficiados, sendo 400 deles com ações especiais, inclusive de reconstrução total. Foram mais de R$ 40 milhões gastos e mais de R$ 3 milhões para investimentos em infraestrutura, pagamento de contas atrasadas e folha de pagamento dos estabelecimentos.

Mais de 127 mil kits de EPIs foram doados, além de 3 mil litros de azeite de dendê direcionados à Associação das Baianas de Acarajé. O programa beneficiou diretamente 40 mil famílias desses parceiros e gestores de bares, botecos e restaurantes.

Centro Cervejeiro
O relatório também destaca o surgimento do Centro Cervejeiro da Serra, em Teresópolis (RJ), onde se fabricou a Black Princess Braza Hops, a Aveludadis, a Chilli Peppis, a Bohemian Pilsner e a Bewit. A Braza Hops, aliás, utilizou o lúpulo produzido no local, tendo o termo de conformidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Foram fabricadas 1.764 unidades da cerveja.

Equipe
Segundo o relatório de sustentabilidade, o Grupo Petrópolis possui 24 mil colaboradores em sua equipe, com apenas 11% sendo mulheres e 128 delas atuando em cargos de gestão. Além disso, cerca de 5% dos profissionais – 1.203 – são pessoas com deficiência. Há, ainda, uma predominância de profissionais brancos (11.961), seguidos pelos pardos (9.027). São 3.131 pretos, além de 307 amarelos, 84 indígenas e 410 profissionais que não informaram a raça.

Vitrine de equipamentos: Conheça soluções para as cervejarias na retomada

O fim das restrições na maior parte das cidades brasileiras veio acompanhado pela maior procura por estabelecimentos, como bares e restaurantes, e pela expectativa de aumento do consumo de cerveja. Esse cenário positivo para o setor, porém, precisa de investimentos, especialmente em equipamentos, para que as companhias consigam aproveitar esse aumento de demanda.

Muitas das soluções ofertadas por fornecedores estão focadas nessa ampliação do consumo. São equipamentos que melhoram a automatização de processos, contribuindo para a ampliação da capacidade produtiva. Além disso, há materiais e insumos para fabricantes de cerveja que permitem a melhora da relação entre custo e benefício.

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“Tanto para produção industrial como caseira, neste momento é imprescindível automatizar os processos, garantindo eficiência e qualidade como resultado. Estas variáveis fazem com que os produtores, neste cenário, se destaquem diante dos demais, assim como é importante analisar o custo-benefício de cada sistema, comparando as vantagens dos modelos disponíveis no mercado”, avalia José Eduardo Belloni, consultor de vendas da Beer Max.

Além dessa preocupação com a otimização da produção de cerveja, os fabricantes também precisam estar estruturados para melhor armazenarem a sua produção. Um cuidado que deve ser adotado em todas as pontas da cadeia, da fábrica até o local de venda, onde há o contato direto com o consumidor.

“Isso implica na necessidade de mais equipamentos nas duas pontas, na armazenagem do produto após a fabricação (refrigerado quando for o caso) e no ponto de venda, para conservar e já entregar os produtos no ponto ideal para o consumo. Estamos falando de diversos tipos de negócios, fábricas, distribuidores e também bares, restaurantes e conveniências, onde ocorre o consumo final”, destaca Leandro Spaniol, gerente de marketing e produto da Zero Grau.

Essas preocupações, que envolvem ter os equipamentos certos no momento de produzir, armazenar e distribuir a cerveja, também convivem com outras, como o ritmo da recuperação do segmento, o que dificulta a adoção do planejamento correto. Mas, para Bruno Lage, sócio-proprietário da Label Sonic, o momento é de não só pensar no curto prazo, mas de se lembrar que as festas de fim de ano serão uma ótima oportunidade para obter receitas ainda maiores.

“Acho que é importante definir a força desta retomada. Será apenas um momento ou teremos um final de ano com alta demanda? Pois se a aposta for de festas de final de ano ‘bombando’, as cervejarias já precisam se preparar e adquirir insumos em quantidades maiores para ganhar competitividade nos preços”, destaca o profissional da empresa de rotulagem.

Certo mesmo é que seja uma indústria cervejeira ou um profissional que produz sua bebida de modo caseiro, a retomada após um período de crise precisa ser encarada com cuidados em relação aos equipamentos, seus custos e benefícios.

“O nosso lema é unir sempre custo e benefício, trazer as mais diversas soluções ao cervejeiro caseiro de maneira mais útil e financeiramente acessível, já que a retomada do mercado neste momento exige muito mais cautela e economia”, completa Cristyeny Borgiani, diretora de marketing e vendas da Damek.

Confira 4 empresas selecionadas pelo Guia, suas soluções e equipamentos que podem ajudar na retomada da indústria cervejeira:

Beer Max

Endereço: Avenida Perimetral Tancredo de Almeida Neves, 3881, Sala 01 – Fundos, Campo Mourão (PR)
E-mail: vendas@beermax.com.br
Telefones: (44) 3525-7991 | (44) 99149-9967

A BeerMax é uma empresa especializada em circuitos e equipamentos eletrônicos, tendo como diferencial a produção de controladores personalizados. Faz controladores de brassagem para diversos sistemas de produção, desde os mais simples para fabricação caseira como os mais completos para cozinhas cervejeiras, com a mais alta tecnologia do mercado. Seus controladores proporcionam a automatização dos sistemas elétricos ou a gás, algo possível por ser um equipamento de controle automatizado. Todos os controladores acompanham receitas já programadas dos principais estilos de cerveja, ideal para quem está iniciando no ramo de produção de cerveja artesanal. Para aqueles que priorizam customização, testes e inovação nos equipamentos, também existe a possibilidade de o usuário configurar as receitas.

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Damek

Endereço: Rua Aspásia, 410, Carapicuíba (SP)
E-mail: contato@damek.com.br
Telefones : (11) 4207-5994

A Damek é uma empresa especializada em soluções industriais para a fabricação de cervejas. A companhia tem diversos equipamentos para atender desde o cervejeiro caseiro até as grandes cervejarias, sendo os fermentadores auto-refrigerados um dos “coringas” do portfólio. Ele une a eficácia da refrigeração, o controle de temperatura, o elevado índice de higienização e a otimização de espaço.

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Label Sonic

Endereço: R Anfibólios, 238, Bonfim, Belo Horizonte (MG)
E-mail: labelsonic@gmail.com
Telefone: (31) 99198-1925

Sediada em Belo Horizonte, a Label Sonic é especializada em soluções gráficas para o mercado de bebidas. A empresa tem como um dos seus destaques a rotuladora sensorless, utilizada para aplicar rótulos em garrafas, latas e growlers. O equipamento para a indústria cervejeira é semi-automático.

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Zero Grau

Endereço: Rua Professor Evaldo Kissler, 213, Nova Santa Rosa (PR)
E-mail: contato@zerograu.ind.br
Telefones (45) 3253-8000

A Zero Grau é uma empresa de refrigeração que comercializa uma grande linha de equipamentos que podem atender diversos negócios, como as minicâmaras frias para manter estoques refrigerados de qualquer capacidade e tamanho; expositores e cervejeiras com portas de vidro de diversos tamanhos e capacidades para manter exposição em autosserviço; além de máquinas fabricadoras de gelo tipo dedal, cubo, escama e barra.

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Spaten leva experiência dos biergartens ao Ibirapuera e reforça laços com a Alemanha

A Ambev decidiu marcar a chegada da cerveja Spaten ao Brasil com um espaço que promete reproduzir o clima dos biergartens alemães. A cervejaria abre nesta quinta-feira (4) um espaço no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, onde será ofertado o chope da marca.

A ideia é oferecer uma ampla área para as pessoas vivenciarem uma experiência cervejeira com a Spaten, acompanhada de comidas típicas alemãs com releituras regionais e atrações musicais em meio a um jardim amplo, cercado de bastante área verde.

O evento acontecerá nas duas primeiras semanas de novembro, de quinta até domingo (4 a 7 e 11 até 14), com três sessões diárias (12h, 16h e 20h). Posteriormente, os biergartens da Spaten serão levados a outras capitais brasileiras.

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A inspiração da marca da Ambev é nos biergartens – espaços comuns no sul da Alemanha, com uma área externa onde são servidas culinária local, cervejas e outras bebidas. E a ação recebeu o nome de Spaten Garten, sendo motivada pela possibilidade de consumir a cerveja, lançada recentemente no Brasil, ao ar livre.

O evento ainda terá cervejarias locais convidadas. Já o cardápio contará com ingredientes típicos alemães. E, para deixar o ambiente ainda mais agradável, estão previstas atrações musicais de rock e folk.

A gerente de marketing da Spaten, Joice Carvalho, destaca que a Spaten busca oferecer uma imersão cultural no universo cervejeiro da Alemanha ao público brasileiro. “Só quem tem uma expertise de mais de 600 anos poderia trazer um novo jeito de curtir a cidade, brindando ao melhor estilo alemão.”

O Spaten Garten ainda acontecerá em Porto Alegre (18 a 21/11), Curitiba (25 a 28/11) e Salvador (2 a 5/12) ao longo das próximas semanas.

A Spaten
Lançada no país durante o segundo semestre deste ano, a Spaten chegou como uma aposta da Ambev em dois valores: a tradição de um rótulo do século XIV e, principalmente, a característica de ser uma puro malte “mais leve”, segundo as palavras da gerente de marketing da própria marca, Joice Carvalho, ao Guia.

A Spaten é uma cerveja de origem alemã, nascida em Munique e conhecida por ser uma das primeiras puro malte do mundo. Tem16 IBUs de amargor e 5,2% de graduação alcoólica. No Brasil, foi lançada em três formatos: lata de 350ml, long neck de 355ml e garrafa de 600ml. Assim, a cerveja de origem alemã passou a fazer parte de um variado portfólio de marcas premium da Ambev, muitas delas de origem internacional.

Nessa chegada ao país, a Spaten, para reforçar a sua cultura alemã, também será umas das cervejas oficiais da São Paulo Oktoberfest.

Serviço
Spaten Garten SP
Data: 04 a 07/11 e 11 a 14/11 (quinta a domingo)
Horário: 12h às 15h, 16h às 19h e 20h às 23h
Local: Parque Ibirapuera, em frente ao Auditório
Entrada: Portão 3 (carros) e Portão 2 (pedestres)
Valor*: R$ 220 (mesas de 4 lugares) e R$ 330 (mesas de 6)
*A entrada contempla uma caneca exclusiva de Spaten por pessoa

6 ações para combater o racismo no mercado brasileiro de cerveja

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O racismo é uma forma de violência que age diariamente. Ora sutil, às vezes agressivos e indigestos, seus atos são vistos por muitos historiadores e pesquisadores como uma prática cultural arraigada, o que provoca a avaliação de ser algo estrutural. Por isso, eliminar o preconceito é um grande desafio para a sociedade.

No ano passado, casos explícitos de racismo sacudiram o mercado de cervejas artesanais brasileiro e deram visibilidade ao tema. Em reação, a cervejaria gaúcha Implicantes, que tem Diego Dias como sócio-proprietário, e a sommelière Sara Araújo, ambas vítimas desses atos, também ganharam força, espaço e voz.

Naquele momento, o setor buscou adotar o discurso do combate ao racismo e da inclusão. As mudanças implementadas foram pouco efetivas, porém, como já relataram profissionais do segmento à reportagem. Por isso, o Guia elencou 6 ações que podem ser adotadas para contribuir na luta para combater o racismo no mercado brasileiro de cerveja.

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Confira as ações que podem ser colocadas em prática no setor em meio ao mês da consciência negra:

1 – Entender que há mais pretos por aí…
Apesar dos nomes de Diego, com sua cervejaria, e de Sara terem ganhado força no setor, é preciso lembrar que existem muitos outros pretos altamente capacitados a atuar com cervejas artesanais.

O sócio-proprietário da Implicantes destaca que, para ser mais inclusivo, o mercado precisa conhecer mais os negros que estão inseridos nele. “Muita gente conhece a Implicantes, a Sara, mas não é suficiente só conhecer quem sofreu o ataque. É preciso ir atrás de outras pessoas, conhecê-las, incluí-las”, orienta Diego.

2 – Colocar mais pretos em cargos de comando
Oferecer mais oportunidades para pessoas negras em cargos de comando também é uma ação relevante no combate ao racismo no mercado. A sommelière Sara Araújo lembra que os negros correspondem a mais de 56% das pessoas brasileiras, segundo o IBGE. Ainda assim, essa maioria sofre com a falta de oportunidades.

“Colocar meia dúzia de pessoas negras em espaço de decisão é reforçar a estrutura racista e não lutar pela equidade. Só irei acreditar em mudança efetiva quando pessoas negras não forem usadas como ‘token’ pelo mercado. Eu não acredito na narrativa do negro único. Mudança, para mim, será quando eu me sentar para conversar com uma equipe do mercado e ter no mínimo presente à mesa metade de pessoas iguais a mim”, aponta Sara.

Diego complementa destacando que as empresas devem realizar uma observação interna, não apenas tendo negros dentro das suas equipes, mas também em cargos de maior relevância. “Às vezes tem colaboradores negros, mas esse colaborador é a pessoa que limpa a fábrica, que está em posição em subalterna e não em posição de liderança. Então, acredito que ainda falte mudar esse pensamento.”

3 – Cobrar mais ações das empresas
Na visão de Sara, as empresas devem ser mais cobradas para que adotem ações antirracistas. Afinal, as mudanças no setor passam diretamente pelas iniciativas delas. “As empresas que compõem o setor cervejeiro precisam responder com números reais, de antes de 2020 até o presente. Que apresentem números. Somente assim saberemos o que, de fato, mudou. Olhando de fora, não vi mudanças.”

4 – Tratar a inclusão como luta diária
Para Leandro Sequelle, fundador da cervejaria GrajaBeer, localizada no Grajaú, zona periférica de São Paulo, os acontecimentos racistas ajudaram a ampliar um processo de modificação no mercado que, em sua visão, não tolera mais campanhas de geração de desejo de consumo através do status e do poder. Para ele, o marketing de hoje é muito mais direcionado à inclusão, diversidade e responsabilidade social, que são valorizadas como estratégia para atrair os clientes. Mas ele alerta que as ações não podem ser limitadas às datas comemorativas.

“É preciso a manutenção da provocação da importância da pluralidade e diversidade no setor. Isso não somente por questões sociais. Estamos no Brasil. O Brasil é isso! Nunca iremos ter crescimento sem democratização. Se o consumidor final for sempre o mesmo, seus resultados no final do mês, na ponta do lápis, serão sempre os mesmos! Então criem estratégias para mudar, mesmo que minimamente esse jogo!”, frisa Sequelle.

5 – Ampliar e dar mais visibilidade à inclusão
Apesar de as mudanças efetivas no setor terem sido tímidas no último ano, na visão de muitos especialistas, as ações de combate ao racismo já estão acontecendo, como garante Sequelle. Mas, para que ganhem visibilidade e força, elas precisam de todo o apoio do segmento.

“Sei que existem diversos projetos bacanas sendo tocados Brasil afora (Afrocerva, Pretas Cervejeiras, capacitação cervejeira para a periferia, oficinas e brassagens abertas da Acerva), mas isso precisa do apoio dos profissionais do mercado, com a troca de saberes e divulgação. Caso não, em um futuro bem breve discutiremos novos casos e polêmicas cervejeiras canais afora”, projeta o sócio da GrajaBeer.

O nascimento do coletivo Afrocerva, como uma resposta de união, também foi lembrado por Diego Dias. “Destaco a união de entusiastas e profissionais pretos por conhecer a Implicantes, a Sara e vários outros profissionais, e pela criação da Afrocerva. Estamos tentando fazer com que o coletivo tenha mais visibilidade”, completa o sócio da Implicantes.

6 – Agir hoje mirando o amanhã
O publicitário, escritor e especialista em criação de conteúdo Eduardo Sena analisa que, para uma mudança real, ainda é preciso entrega, humildade, empatia e investimento em ações afirmativas que causem impacto não apenas no dia de hoje, mas principalmente a longo prazo.

Umas dessas medidas exemplificadas por ele é a continuidade da política de adoção de cotas raciais no ensino superior. “Grandes profissionais pretos são crias das cotas, é preciso entender o raciocínio por trás delas e trazer para o nosso mercado.”

Outro ponto colocado por Sena também se refere à mudança de consciência de “dentro para fora” a fim de se compreender a existência do preconceito para, então, combater o racismo estrutural. “Está no sistema e nas pessoas, e elas não entendem seus lugares de privilégio. Logo, não têm interesse em agir, e mesmo que se achem antirracistas, não sabem o que fazer.”

É justamente neste ponto que, para ele, as empresas, instituições de ensino e negócios, profissionais e todo o ecossistema devem agir, liderando um movimento e criando códigos de ética pensados para punir o racismo e garantir amparo às pessoas.

“Não adianta colocar mais pretos nas empresas se as pessoas que lideram são racistas ou não entendem o que é racismo. E, para fazer isso, é fundamental chamar pessoas pretas para a mesa, colocar a casa em ordem e criar ações afirmativas de verdade, profissionalizar essas pessoas, dar oportunidades de empregos e fazer o dinheiro circular entre elas, pois isso transforma suas vidas, a comunidade à sua volta e, naturalmente, o mercado todo”, conclui Sena.

Dogma passa a aceitar bitcoin como pagamento nas suas franquias

O público que for às unidades da Cervejaria Dogma agora pode pagar pelo que consumir com o uso da criptomoeda bitcoin. A marca, que possui três franquias em São Paulo, ainda anunciou uma promoção de lançamento: dará 10% de desconto para quem optar por essa forma de transação para quitar a sua conta até o próximo domingo.

Mais usado para investimentos ou como reserva financeira, o bitcoin tem sido, aos poucos, adotado como forma de pagamento no consumo, como se dá agora com a Dogma. A cervejaria acredita que, com essa estratégia, está à frente de algo que se tornará uma tendência mundial.

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“Já faz bastante tempo que a grande maioria das transações comerciais são feitas virtualmente, sem a necessidade de manipulação de dinheiro físico. Aceitar bitcoin é aumentar o leque de opções de pagamentos dos nossos clientes, além de nos adiantarmos em uma prática que será muito comum no comércio varejista nos próximos anos”, afirma Leonardo Satt, cofundador da Dogma.

Primeira criptomoeda do mundo, o bitcoin foi criado em 2008, sendo independente de governos e instituições bancárias para a realização de transações, que são registradas publicamente em um sistema codificado, chamado blockchain. O seu valor varia pela oferta e demanda no mercado, como o de um ativo.

O número de bitcoins é limitado a 21 milhões de unidades, liberadas por meio de resoluções matemáticas conhecidas como “minerações”. Elas podem ser compradas por corretoras de criptoativos ou diretamente de vendedores. Hoje ela é negociada em boa parte do mundo, tendo, inclusive, caixas eletrônicos nos Estados Unidos. E já foi adotada como moeda por El Salvador.

Até a última terça-feira, 1 bitcoin valia R$ 358.937,94. “Mesmo que muitos ainda o considerem apenas como reserva de valor, nós, da Dogma, acreditamos no seu potencial como moeda de troca, visto que já existem muitos profissionais trabalhando no desenvolvimento da lightning network, e que, em breve, com a atualização da Taproot, teremos um benefício nas taxas de transação. E, quem sabe, logo iremos utilizá-lo como unidade de conta”, acrescenta o cofundador da cervejaria paulistana.

Criada em 2015, a Dogma possui três franquias em São Paulo, nos bairros Jardins, Pinheiros e Itaim, com a sua cervejaria ficando na Vila Buarque. E, nessa trajetória, já produziu mais de 300 rótulos sazonais.