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AB InBev fecha empresa de máquina que prometia fazer cerveja a partir de cápsulas

A união entre a Anheuser-Busch e a Keurig Dr Pepper para a produção de bebidas em máquinas a partir do uso de cápsulas terminou nos Estados Unidos sem que sequer uma cerveja fosse fabricada desse modo. Em um comunicado conjunto, as companhias anunciaram o encerramento da operação da Drinkworks.

No início de 2017, a AB InBev revelou que o braço da sua operação nos Estados Unidos, a Anheuser-Busch, havia se associado à Keurig Dr Pepper para desenvolver um sistema de produção caseira de bebidas alcoólicas, incluindo a cerveja, baseado no uso de cápsulas da companhia parceira.

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Desde então, a Drinkworks lançou várias bebidas em cápsula para produção caseira, especialmente coquetéis, como mojito, mai tai, sangria, daiquiri, moscow mule e margarita. No entanto, nunca chegou a oferecer a cerveja como uma opção para ser fabricada a partir da Drinkworks Home Bar.

O produto lembra as máquinas que produzem café a partir das cápsulas. Nesse caso, elas contam com os ingredientes das bebidas de forma concentrada, o que inclui a quantidade de álcool. E, para a fabricação, a máquina utiliza sistemas de resfriamento e carbonatação, fornecendo as bebidas prontas em menos de 60 segundos.

Agora, então, a Anheuser-Busch e a Keurig Dr Pepper anunciaram o fim das operações da empresa, o que pode ser visto como uma admissão de que o experimento falhou. As máquinas, assim, deixaram de ser vendidas, mas as cápsulas de bebidas alcoólicas continuam disponíveis para o público até o fim de março.

“Tomamos a difícil decisão de fechar a Drinkworks, com as vendas de máquinas Drinkmaker cessando imediatamente. As cápsulas de coquetel, CO2 e acessórios continuarão disponíveis para compra no Drinkworks.com e nos varejistas participantes até 31 de março de 2022 ou enquanto durarem os estoques”, anuncia Nathaniel Davis, presidente e CEO da Drinkworks.

Além disso, como a máquina vai sair de linha, a Drinkworks está oferecendo a seus clientes o reembolso do valor gasto com a aquisição do seu sistema, em uma oferta válida até 28 de fevereiro, independentemente de onde e quando a compra tiver sido realizada. “Quero agradecer a nossa comunidade apaixonada de consumidores, empregados e parceiros da Drinkworks pelo seu apoio ao longo dos últimos quatro anos”, conclui Davis.

Ação da Ambev tem pequena desvalorização no pior ano da Bolsa desde 2015

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A ação da Ambev desvalorizou pelo segundo ano consecutivo. Após um tombo de quase 16% em 2020, o papel sofreu baixa de 1,47% em 2021, após terminar o pregão da última quinta-feira da B3, a bolsa de valores do Brasil, com o preço de R$ 15,42. Foi, assim, um dos vários ativos a ficar mais barato em um ano marcado pela queda de 11,93% do índice Bovespa.

O saldo negativo da ação da Ambev em 2021 também tem relação com a sua desvalorização de 3,99% em dezembro, no segundo mês consecutivo de perdas do papel. Uma queda no preço que se deu em um mês movimentado para a companhia, que anunciou a meta de se tornar carbono zero até 2040, além de ter encerrado o ano com a revelação de que construirá uma fábrica de vidros no Paraná. Em dezembro, a Ambev também distribuiu dividendos e juros sobre capital (JCP) aos próprios acionistas em um valor total de cerca de R$ 9,5 bilhões.

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Ainda assim, a ação da Ambev foi na contramão do Ibovespa no final de 2021. Afinal, após cinco meses de queda, o principal índice da B3 fechou dezembro em alta, de 2,85%. Uma recuperação que acabou sendo tardia, tanto que houve recuo de 11,93% no ano.

Foi, com isso, a primeira perda do principal índice da bolsa brasileira desde 2015. É um cenário oposto ao das bolsas pelo mundo, que terminaram 2021 em alta. E que se deu especialmente pelo desempenho no segundo semestre, pois o Ibovespa chegou a atingir um recorde histórico de valorização, de 130.766 pontos, em 6 de junho, despencando nos meses seguintes.

Essa inversão de rumo da bolsa brasileira se deu diante da deterioração da economia nacional, com a inflação chegando aos dois dígitos – 10,74% – no acumulado de 12 meses (até novembro). E o descontrole dos preços levou o Banco Central a elevar a taxa básica de juros, a Selic, que fechou 2021 em 9,25% após começar o ano em 2%.

A piora do cenário refletiu um ano problemático da gestão pública. Em setembro, por exemplo, o presidente Jair Bolsonaro realizou ameaças golpistas. E 2021 terminou com o drible do teto de gastos, realizado para pagar o Auxílio Brasil, programa que substitui o bem-sucedido Bolsa Família, e abrir espaço no Orçamento de 2022.

As maiores altas no ano das ações que compõem o Ibovespa foram dos papéis da Embraer, da Braskem, da Marfrig, da JBS e da PetroRio, em um resultado que indica o êxito de companhias com uma forte pauta exportadora.

Já as principais quedas se concentraram em companhias de consumo doméstico, com os cinco piores desempenhos sendo, em ordem, de Magalu, Via, GPA, Americanas e EzTec. É um efeito óbvio da perda de poder de compra de parcela relevante da população, atingindo algumas empresas com forte presença no comércio eletrônico, que ainda sofrem com a alta concorrência, o que também é provocado pela presença, no Brasil, de companhias globais do setor.

E o futuro?
Diante da deterioração do cenário político e econômico do Brasil, 2022 promete ser um ano de, no mínimo, volatilidade. As previsões, afinal, são de crescimento pífio da economia. E a realização das eleições presidenciais, em outubro, pode trazer incertezas ao mercado financeiro, especialmente a depender da boa vontade – ou não – com os líderes das pesquisas. Além disso, o funcionalismo federal deve reivindicar aumento salarial após o presidente Jair Bolsonaro indicar a intenção de só concedê-lo aos policiais em 2022.   

E se no Brasil há preocupação com a inflação e a perda do poder de compra da população, no mundo também existe grande temor com as novas variantes do coronavírus, o que tem levado alguns países a adotarem, novamente, ações restritivas de circulação.

Fora do Brasil
No mercado externo, a ação da Ambev também terminou 2021 em baixa. Na Bolsa de Valores de Nova York, encerrou a sessão da última sexta-feira com preço de US$ 2,80, uma desvalorização de 8,49% em relação ao fim de 2020.

Foi um cenário parecido ao ocorrido com o papel da AB InBev na Europa, pois embora tenha apresentado recuperação em dezembro, fechou 2021 com o preço de 53,17 euros. E, assim, caiu 6,74% no ano. Já a ação da Heineken conseguiu inverter o cenário de perdas no último mês de 2021, terminando o ano com o preço de 98,86 euros e alta de 7,73% em relação ao fim de 2020.

Aplicativo auxilia análise sensorial por concursos e indústria cervejeira

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Avaliar a qualidade e padrão de uma cerveja é uma tarefa em comum da indústria e dos concursos do setor. E uma ferramenta criada pelo Science of Beer Institute pode ser usada por ambos os elos da cadeia. É o Beer Sensory, um aplicativo de análise sensorial que foi utilizado no Brasil Beer Cup, competição cervejeira realizada em Florianópolis, no fim de novembro.

As características sensoriais compõem a qualidade da cerveja e provocam estímulos no consumidor, sendo fundamentais para que uma indústria entregue um bom produto ao seu público. Ajudar a compreendê-las é o objetivo do software, idealizado pela CEO do Science of Beer, Amanda Reitenbach, e que foi construído a partir de metodologias internacionais de análise sensorial.

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Sua utilização, colocada em prática no Brasil Beer Cup, pode indicar um foco nos concursos, mas também foi adaptada, durante os meses mais severos da pandemia do coronavírus, para utilização nas aulas e treinamentos online aplicados pelo instituto.

“Esse software começou a ser utilizado durante as aulas dos cursos do Science porque ele permite que o professor, por exemplo, abra uma sala onde os alunos entram e avaliam uma cerveja específica, e ele [professor] consegue ter uma noção da avaliação de cada um. E, com isso, também gera dados estatísticos sobre essas avaliações” explica Amanda. “Ele pode ser utilizado em concursos, tendo sido desenvolvido com esse objetivo, e em aulas, treinamentos sensoriais…”, acrescenta.

A análise sensorial é utilizada para medir, analisar e interpretar reações obtidas a partir de sentidos como visão, tato, olfato, audição e paladar. Com isso, auxilia no estabelecimento de critérios de qualidade e no controle do que está sendo fabricado, também podendo servir como suporte para pesquisas ou funcionando como base para o desenvolvimento de novos produtos, além de prevenir e identificar erros.

Assim, para além do seu uso em concursos e aulas, o aplicativo foi criado a partir da percepção da necessidade de adaptação de ferramentas de análise sensorial para a indústria cervejeira, como relata a CEO do Science of Beer. “No meu doutorado, trabalhei muito com diversas ferramentas estatísticas para análise sensorial e inteligência artificial e pude notar que elas poderiam e deveriam ser aliadas às necessidades do setor cervejeiro”, afirma.

Como funciona o Beer Sensory?
O Beer Sensory funciona como um acompanhamento de desempenho dos alunos durante a avaliação e preenchimento de fichas técnicas relacionadas às cervejas degustadas em aula. No concurso Brasil Beer Cup, a ferramenta foi utilizada para acompanhar e monitorar a evolução do painel de juízes em tempo real. Conforme as fichas de avaliação foram sendo preenchidas por cada juiz, o sistema atualizava as métricas e estatísticas observadas pelas especialistas em análise sensorial.

A ideia é que a ferramenta corrija uma das principais queixas das cervejarias participantes de concursos cervejeiros: a discrepância entre fichas de avaliações preenchidas por diferentes juízes para uma mesma cerveja. Mas, além de parametrizar as respostas de cada mesa de julgamento, a tecnologia também é capaz de dinamizar o trabalho dos juízes, uma vez que a descrição das cervejas será feita diretamente no sistema, agilizando a etapa de preenchimento das fichas de avaliação.

Como a Ambev tem agido para alcançar a meta de ser carbono zero até 2040

Firmado no fim de 2015, o Acordo de Paris exige a adoção de uma série de medidas para que se a redução das emissões de carbono no mundo se torne efetiva, com a maior parte das empresas tendo se comprometido a zerá-las até 2050. Mas em uma meta que pode ser considerada ambiciosa, a Ambev, a maior cervejaria do mundo, anunciou, nas últimas semanas de 2021, a intenção de alcançar tal objetivo dez anos antes, em 2040.

Ao mesmo tempo em que confirmou o objetivo de se tornar “net zero” até 2040, a companhia destacou o estabelecimento de um plano de ação climática baseado em três frentes, alinhado ao Science-based Targets Initiative (Iniciativa de Metas com Base Científica, em uma tradução livre), definido para conter o aquecimento global em 1,5ºC com base em práticas de desenvolvimento sustentável.

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Uma das ações da Ambev envolve o engajamento do ecossistema de parceiros. Ele consiste na colaboração com fornecedores, realização de parcerias com startups com soluções inovadoras e envolvimento com a indústria em geral para a companhia avançar na descarbonização da cadeia de valor. “As frentes de economia circular e inovação em embalagens continuam sendo grandes aliadas nesse processo”, afirma, em comunicado à imprensa.

A companhia também assegura estar focada em soluções baseadas na natureza. Isso se relaciona ao envolvimento direto com agricultores ligados à cadeia de abastecimento da Ambev para a adoção de práticas regenerativas, que enriqueçam a saúde do solo e melhorem a capacidade de captura de carbono. “A companhia continua apostando em soluções baseadas na natureza para melhorar a saúde das bacias hidrográficas”, destaca.

Outra frente de atuação da Ambev envolve o impacto local, com a redução das emissões de carbono em suas operações e em toda sua cadeia de valor, inclusive por meio de investimentos para impulsionar a inovação.

A Ambev ressalta que as ações para se tornar “Net Zero” começaram a ser adotadas pela companhia em 2017, ano em que firmou compromissos focados em ação climática, gestão de água, agricultura e embalagem circular.

De acordo com a companhia, desde então as emissões totais de gases de efeito estufa de suas operações (escopos 1 e 2) no Brasil foram reduzidas em 35% até 2020. Além disso, 100% de suas 32 unidades no país já operam com energia renovável. Neste ano, a cervejaria da Ambev em Ponta Grossa (PR), a maltaria em Passo Fundo (RS) e o centro de distribuição em Joinville (SC) se tornaram carbono neutro.

“A sustentabilidade é fundamental nessa construção. O avanço na pauta de ação climática representa a solidez dos resultados das nossas ações e compromissos ambientais até aqui, e a certeza de que podemos e iremos fazer muito mais”, diz Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de sustentabilidade e suprimentos da Ambev

Gerenciamento hídrico para bares
Além de ter revelado a meta de ser carbono zero até o fim de 2040, a companhia tem realizado várias ações práticas. Em uma iniciativa que envolve diretamente o engajamento de parceiros, a Ambev anunciou recentemente o desenvolvimento de uma solução para ajudar bares e restaurantes a reduzirem o consumo de água. O modelo foi criado pela startup TRC Sustentável, uma das nove startups selecionadas para a segunda etapa da 3ª edição do programa Aceleradora 100+, e usa tecnologia e predição para gerir o consumo de água.

De acordo com a TRC Sustentável, sua nova forma de gerenciamento hídrico e instalação de equipamentos evita desperdícios e reduz a quantidade de água gasta em até 60%.  É essa a alternativa que a Ambev deseja expandir para estimular bares e restaurantes do seu ecossistema a realizarem um consumo inteligente da água.

Com essa tecnologia, a Ambev espera ampliar a atuação da plataforma SaveH, o seu sistema gratuito de gestão hídrica, a partir do desenvolvimento de um aplicativo no qual os pontos de venda consigam monitorar o consumo de água de maneira simples e confiável. A alternativa está em fase de testes.

Embalagem sustentável
Já em uma ação para reduzir o impacto causado pelas suas marcas, a Ambev trouxe uma solução de embalagem sustentável produzida com reaproveitamentos agrícola, basicamente da palha de milho, de forma 100% mecânica e sem uso de químicos. A novidade, adotada pela Colorado, pode ser descartada de maneira completamente compostável ou reciclada junto à cadeia do papel.

Na criação da embalagem, foi utilizada um biomaterial com ciclo de vida sustentável e com uso de 80% menos de água na sua produção. Além disso, a solução reduz em 50% as emissões de gás carbônico e economiza 25% de energia elétrica em comparação com o papel cartão. “A embalagem é mais uma etapa de todo um processo em que estamos trabalhando para colaborarmos para a preservação do meio ambiente”, afirma o gerente de marketing da Colorado, Daniel Carneiro.

BrewDog cria código de ambiente de trabalho e diz que problemas passaram

A BrewDog aproveitou o fim de 2021 para assegurar que as acusações envolvendo o tratamento dos funcionários pela icônica marca de cervejas estão no passado. A companhia escocesa anunciou a conclusão de uma revisão independente das suas práticas, além de ter lançado um código a ser seguido no ambiente de trabalho.

No início do ano, ex-funcionários autodenominados “Punks With Purpose” escreveram e deram publicidade a uma carta aberta alegando que a BrewDog adotava posturas intimidatórias, com práticas de trabalho inadequadas e maus-tratos aos funcionários.

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Seus fundadores, James Watt e Martin Dickie, foram acusados de criarem um culto à personalidade, além de usarem mentiras e hipocrisia para promoção dos seus objetivos. Os profissionais apontaram que eles utilizariam a “cultura do medo” na operação da companhia.

As acusações repercutiram e levaram a BrewDog a prometer que modificaria suas práticas. E, no fim de 2021, a marca voltou a se pronunciar sobre as acusações e a respeito das mudanças, em uma carta direcionada aos atuais funcionários da cervejaria, assim como em um texto aberto publicado por Watt em seu perfil no Linkedin.

No material, ele aponta que a revisão independente, produzida pela consultoria Wiser, assegura que os funcionários da BrewDog gostam de trabalhar na companhia, mas também reconhece que erros foram cometidos no passado, especialmente entre 2016 e 2018, quando a empresa cervejeira estava em franca expansão.

“A análise destacou que a grande maioria de nosso pessoal realmente gosta de trabalhar na BrewDog, e avançamos muito em termos de como cuidamos de nosso pessoal em nossas fases de crescimento extremamente elevados. No entanto, também reconhecemos que nem sempre acertamos as coisas”, afirma Watt, apresentando detalhes de ações que a companhia pretende implementar no desenvolvimento da sua equipe após a análise independente.

“A revisão destaca a necessidade de fazermos mais para apoiar nosso pessoal, fornecer-lhes um plano de carreira adequado e dar-lhes as oportunidades certas de aprendizado e desenvolvimento. Precisamos treinar os líderes de amanhã, dando-lhes as habilidades de que precisam para gerenciar pessoas. E precisamos garantir que temos o nível certo de recursos disponíveis em toda a organização”, acrescenta o fundador da BrewDog.

Ao apresentar os resultados do relatório, Watt garantiu que os aceita integralmente e assegura ter “aprendido a lição mais importante” da sua vida, reconhecendo que nem sempre deu o tratamento mais adequado aos funcionários da companhia.

“Eu sempre disse que ainda estou aprendendo neste papel – quando montamos a Brewdog, nunca poderíamos imaginar o quão rápido cresceríamos, e antes da Brewdog eu estava trabalhando em um barco de pesca. Aceito que nem sempre cuidei das nossas pessoas tão bem como deveria. Foi a lição mais importante que aprendi na minha carreira até agora”, declara.

Além da criação do código para o ambiente de trabalho, a companhia também disse ter nomeado um novo chefe de aprendizagem e desenvolvimento, introduzido treinamentos de desenvolvimento de gestão, aumentando seu departamento de recursos humanos e definido embaixadores de saúde mental, assim como concedeu aumento salarial para toda a empresa.

Sobre o momento econômico da companhia, Watt garante que a BrewDog atingiu bons resultados em 2021. “Este foi um ano difícil, mas, apesar de todos esses desafios, tenho orgulho de dizer que conseguimos enfrentar a pandemia e fazer o negócio crescer consideravelmente. Alcançaremos um crescimento de receita de cerca de 25% ano a ano em 2021 e abrimos 16 novos e fantásticos locais de hospitalidade, com muitos mais planejados no próximo ano”, relata.

Fundada em 2007, a BrewDog possui uma das cervejas artesanais mais famosas do mundo, a Punk IPA, considerada a mais vendida do segmento no Reino Unido, estando presente em diversos países, incluindo o Brasil. A empresa tem as ações de marketing como um aspecto fundamental do seu negócio, atuando a favor de causas progressistas, como os direitos LGBTQIA+ e o combate à crise climática. A estimativa é de que a cervejaria escocesa possua cerca de 2 mil funcionários.

“A carta aberta foi difícil de ler, mas foi a catalisadora para um período de reflexão, individualmente e como empresa. As medidas que já tomamos e as medidas adicionais anunciadas não só farão uma diferença real na experiência de nossos trabalhadores, mas também farão da BrewDog uma empresa mais forte, mais bem preparada para capitalizar nas grandes oportunidades que vemos pela frente em 2022 e além”, conclui Watt.

Confira lançamentos realizados pelas cervejarias em dezembro

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As últimas semanas de 2021 e a chegada do verão estimularam a criatividade das cervejarias, que realizaram lançamentos de rótulos ao público em dezembro. Foi o caso da rede Mestre-Cervejeiro.com, que se inspirou no verão para apresentar duas APAs com perfis diferentes para a estação mais quente do ano.

Ainda em dezembro, a Goose Island, icônica marca cervejeira, apostou, nos seus lançamentos, em parcerias e em um rótulo alusivo ao Natal, tendo criado a Christmas IPA, disponível em lata. Enquanto isso, a Dádiva lançou mais uma cerveja da linha Ephemeral, que leva baunilha nas suas receitas.

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Confira esses e outros lançamentos de cervejas realizados em dezembro e selecionados pelo Guia:

Dádiva
A Dádiva lançou o quinto rótulo da linha Ephemeral, composta por cervejas que equilibram acidez intensa com o dulçor da baunilha, segundo a marca. Cada uma das receitas traz uma mistura de frutas variadas com a especiaria. Nesta nova cerveja, a combinação foi com jabuticaba e cajá. A Ephemeral Jabuticaba e Cajá é uma Imperial Sour com tom rosa claro. A lactose dá textura a esta cerveja com 10% de álcool. O rótulo foi apresentado ao público no Mondial de La Bière, que aconteceu no Rio de Janeiro.

Dogma
A Dogma lançou uma cerveja em homenagem a Satoshi Nakamoto, suposto criador da criptomoeda bitcoin. Ele teria sido o responsável pela criação em 2008, quando apresentou o conceito de moeda digital descentralizada. A bebida é a Satoshi, uma Hazy IPA com 6,5% de teor alcoólico, feita com os lúpulos Bravo, Citra e Strata, o que lhe confere aromas cítricos e frutados intensos que lembram manga, maracujá e laranja.

Goose Island
A Goose Island e a loja de calçados Guadalupe, que está comemorando seus dez anos, lançaram a Três Rios, uma IPA com Pitanga, que tem 7,3% de teor alcoólico e 46 IBUs de amargor. O nome da cerveja remete à rua onde fica localizada a Guadalupe, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo.  E não ficou nisso. Para marcar as celebrações de fim de ano, a Goose também lançou a Christmas IPA, com uma receita que leva seis lúpulos diferentes ao longo do processo de fabricação. A bebida possui notas cítricas e de pinho moderadas, equilibradas com malte caramelo, além do dry hopping com lúpulos Meridian, Chinook e Cashmere. Com tonalidade vermelha, esta cerveja apresenta aroma frutado, com 7,3% de teor alcoólico e 46 IBUs de amargor.

LayBack
Em uma união entre marcas de Santa Catarina, a LayBack estabeleceu a sua produção na fábrica da Lohn Bier, em Lauro Muller. E, para marcar o começo da parceria, já brindou o público com uma novidade, a Lime Kush, uma APA, que abre uma série de cervejas criativas da LayBack.

Mestre-Cervejeiro.com
Para celebrar a chegada do verão, a Mestre-Cervejeiro.com resolveu lançar duas novas receitas do estilo APA, porém com perfis diferentes. A Cloudy Pale Ale é uma New England turva, com aromas e sabores cítricos como laranja e limão, apresentando textura aveludada e amargor persistente, de acordo com o descritivo divulgado, além de 5,3% de graduação alcoólica. Já a Sunny Pale Ale é uma American IPA com perfil cítrico dos lúpulos americanos, refrescante, com amargor presente e 5,4% de álcool. Os lotes das latas de 473ml são limitados e já estão disponíveis em todas as lojas da rede.

CBCA planeja 2022 com investimento em capacidade produtiva, marcas e eventos

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Os desafios enfrentados em 2021 pela Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA) não impediram que o grupo terminasse o ano fortalecido. De acordo com os seus responsáveis, houve uma expansão de 70% no faturamento, o que os permite traçar uma meta de expansão consolidada, com o objetivo de conseguir um crescimento orgânico de 35% em 2022.

Para que tal objetivo se torne realidade, a CBCA concentrará sua atenção e investimentos em alguns pontos. A companhia adianta que pretende aumentar a capacidade produtiva das suas unidades de Piracicaba (SP) e Pomerode (SC), o que poderá levar suas cervejas para novas localidades, e ampliará o investimento nas marcas, além de apresentar foco especial nos eventos.

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“Pretendemos alcançar esse crescimento fazendo novos investimentos em capacidade produtiva nas unidades de Piracicaba e Pomerode, reforçando as vendas diretas através do aumento na nossa equipe comercial, com reforço das marcas com campanhas de trade marketing e eventos proprietários e, por fim, com investimento no canal digital”, adianta Gustavo Barreira, CEO da CBCA.

O executivo lembra como a pandemia do coronavírus ensinou a todos do setor cervejeiro sobre como é preciso que as marcas estejam presentes em diferentes modalidades de venda, além da necessidade de se ter cuidado com os canais de comunicação, para estreitar a relação com o cliente, seja online ou presencialmente. “Ficou claro durante esse período que ter uma estratégia omnichannel é fundamental e ajuda a mitigar riscos”, afirma.

Gerente nacional de vendas da CBCA, Juliano Dal Pont reforça a preocupação da companhia em compreender como a pandemia modificou hábitos do consumidor. E ressalta como esses novos componentes interferem na estratégia comercial para o próximo ano da empresa, que precisa se atentar às demandas vindas da retomada dos eventos, sem deixar em segundo plano aquele público que construiu o hábito de beber cerveja artesanal em casa.

“Estamos atentos às modificações nos hábitos dos consumidores, seja em relação a estilos de produto, embalagem ou canal de compra. De forma geral, estamos reorganizando nosso portfólio e estratégia comercial, considerando estes fatores. No sentido de mercado, observamos o reinício dos eventos, aumento da participação dos e-commerces e fortalecimento das marcas”, diz.

Os resultados de 2021 e as perspectivas para 2022 são positivos, mas devem ser calcados em mudanças e adaptações realizadas ao longo do ano, incluindo a estratégia comercial, de acordo com a avaliação de Juliano. “Um desafio foi crescer e nos estruturar adequadamente em um cenário ainda instável e incerto. Para isso, reorganizamos nossa estratégia comercial e investimos na formação de um time capaz buscar incessantemente o resultado almejado”, afirma.

Isso se deu porque foi como se o ano de 2021 tivesse sido dividido em dois. No primeiro deles, o aumento no número de casos de coronavírus trouxe, além do luto pelas perdas, a frustração com a retomada adiada e a necessidade de ajustes nas estratégias da companhia. “Seguramos toda a equipe, acreditando que teríamos uma retomada em ‘V’, como de fato observamos que foi”, relembra Barreira.

Depois, durante o segundo semestre, quando as restrições foram reduzidas e alguma normalidade pôde ser alcançada, a volta do consumo veio acompanhada pela inflação dos insumos, o que provocou o aumento dos custos de produção. “Nossas parcerias sólidas com fornecedores garantiram o abastecimento. No que diz respeito aos preços, tivemos que absorver uma parte da alta de custos e a outra parte, promovemos ajustes de preços para poder preservar nosso negócio”, acrescenta o CEO.

Para o profissional da CBCA, a continuidade dos momentos mais graves da pandemia do coronavírus por mais de um ano representaram um enorme desafio para as cervejarias, especialmente por envolver aspectos que dificultaram a manutenção do fluxo de caixa.

“Na retomada, o capital de giro é uma restrição. O ciclo de caixa de uma cervejaria, de maneira geral, é negativo. Primeiro se paga a matéria-prima, para depois de produzir e vender, receber. E é aí que o capital de giro machuca. Ter acesso a crédito neste momento é fundamental”, destaca.

Novidade “gringa” da CBCA para 2022
Diante dos desafios apresentados por 2021, a CBCA se movimentou e se adaptou. Entre outras ações de relevo, lançou a sua loja virtual e ainda celebrou os 15 anos da Schornstein, que foi uma das cervejarias oficiais da São Paulo Oktoberfest.

Também contando com a Leuven e a Seasons dentro do seu portfólio nacional, a CBCA pretende trazer para o mercado interno, ainda no primeiro semestre de 2022, a The Drummer, desenvolvida em parceria com Matt Sorum, ex-baterista do Guns N’ Roses e hoje vendida na Califórnia. “Nossa expectativa é lançar aqui no Brasil em abril, com a vinda do Matt para um evento especial”, diz Barreira.

Ômicron esvazia celebrações e cancela festas públicas de réveillon pelo Brasil

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Se o avanço da vacinação em todo o Brasil e no mundo tem possibilitado a retomada do turismo e dos eventos presenciais, o surgimento de novas variantes do coronavírus, como a Ômicron, tem reacendido o alerta vermelho e feito as capitais do país optarem pela não realização de festas públicas para a celebração do réveillon. De acordo com levantamento realizado pela reportagem do Guia, entre as capitais, apenas Recife, Rio de Janeiro, Maceió e Natal mantiveram a programação de queima de fogos para o próximo dia 31. Mas os shows e festividades organizados pelas prefeituras foram cancelados.

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) indicou que 64,7% das cidades brasileiras não terão festas abertas ao público no réveillon. Em 11%, os eventos seguiam confirmados e em 23,6% a questão estava indefinida quando o trabalho foi divulgado, em 10 de dezembro.

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No Brasil, de acordo com balanço apresentado pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira (24), há 45 casos confirmados da variante Ômicron, com seus registros tendo acontecido em São Paulo (27), Goiás (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (3), Ceará (3), Distrito Federal (2), Rio de Janeiro (1), Espírito Santo (1) e Santa Catarina (1). Há ainda, 69 casos em investigação, sendo 27 no Distrito Federal, 19 em Minas Gerais e 23 no Rio Grande do Sul.

Em um ritmo mais rápido, as infecções por essa nova variante estão se multiplicando pela Europa, Estados Unidos e Ásia. E isso tem levado vários países europeus a também cancelarem as festas do final de ano. Na Alemanha, por exemplo, as comemorações com fogos estão proibidas. Em Portugal, Porto e Lisboa também já cancelaram as celebrações.

A Organização Mundial da Saúde considera a nova variante preocupante pois ela teria 50 mutações, sendo mais de 30 na proteína “spike”, uma espécie de porta de entrada que o vírus usa para entrar nas células. Em entrevista coletiva, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, pediu para que as pessoas cancelem as festividades de final de ano. “Um evento cancelado é melhor do que uma vida perdida”, afirmou.

Confira a seguir como as capitais brasileiras decidiram lidar com a festa de réveillon, de acordo com levantamento do Guia:

Aracaju
No final de novembro, a prefeitura de Aracaju confirmou que a capital não terá comemorações de réveillon, comumente feitas na Orla da Atalaia.

Belém
Também no mês passado, as autoridades de Belém informaram que o réveillon não seria realizado pelo segundo ano seguido.

Belo Horizonte
Belo Horizonte não comemora a virada de ano com uma festa pública desde o réveillon de 2015 para 2016, o que também irá se repetir na passagem de 2021 para 2022.

Boa Vista
Em Boa Vista, o governo resolveu manter a queima de fogos do réveillon, porém uma festa, que estava sendo preparada em formato de drive-in, foi cancelada.

Brasília
Em Brasília, o governador confirmou o cancelamento de todas as festas públicas para comemoração do réveillon.

Campo Grande
O cancelamento da festa de réveillon também foi adotado em Campo Grande.

Cuiabá
As festas de final de ano também não acontecerão em Cuiabá.

Curitiba
Assim como em anos anteriores, Curitiba não terá uma programação especial de réveillon.

Florianópolis
A prefeitura de Florianópolis também informou que não haverá comemorações de festas públicas na cidade.

Fortaleza
Fortaleza é outra capital que decidiu manter as restrições e não realizará as comemorações de ano-novo.

Goiânia
Neste ano, Goiânia também seguirá sem as comemorações de réveillon.

João Pessoa
João Pessoa anunciou o cancelamento de todas as festas públicas que aconteceriam na cidade.

Macapá
Macapá também confirmou que não terá comemoração de ano-novo de 2021 para 2022.

Maceió
Maceió cancelou todas as festas públicas de réveillon. Mas haverá queima de fogos.

Manaus
Manaus também anunciou o cancelamento de todas as comemorações que seriam realizadas pela prefeitura.

Natal
A prefeitura de Natal cancelou a programação de festas públicas.  Mas haverá queima de fogos.

Palmas
Palmas é outra capital do país que não realizará as tradicionais festas de réveillon.

Porto Alegre
A Prefeitura de Porto Alegre também anunciou o cancelamento das festas na região.

Porto Velho
Porto Velho também decidiu não manter a programação das festas da virada do ano.

Recife
A prefeitura de Recife disse que não organizará mais shows na capital do Pernambuco, mas a tradicional queima de fogos foi confirmada.

Rio Branco
A administração de Rio Branco também cancelou todos os eventos públicos programados para o final de ano.

Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro também confirmou o cancelamento da comemoração que seria organizada pela prefeitura. Mas haverá queima de fogos.

Salvador
Salvador cancelou todas as festas públicas que aconteceriam na virada de 2021 para 2022.

São Luís
São Luís é mais uma capital brasileira que não terá as tradicionais festas de final de ano.

São Paulo
A Prefeitura de São Paulo decidiu suspender a tradicional festa de réveillon que aconteceria na avenida Paulista.

Teresina
Teresina também não realizará eventos comemorativos para a virada neste ano.

Vitória
A prefeitura de Vitória cancelou todos os eventos públicos para as celebrações do réveillon de 2022.

Adaptação e parcerias: Como fornecedores encararam o ano no setor cervejeiro

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Se o ano de 2020 funcionou quase como uma ruptura, diante da eclosão da pandemia do coronavírus em março, 2021 apresentou novos desafios para a indústria cervejeira, dessa vez vinculados à necessidade de adaptação diante das diversas etapas da crise sanitária, como destacado pelos diferentes fornecedores do segmento ouvidos pela reportagem do Guia. Eles apontaram que houve mudanças de prioridades, mas que os investimentos, aos poucos, foram sendo retomados.

“2021 foi um ano de reinvenção e reconstrução”, define Filipe Bortolini, sócio da Beer Business, que oferece consultorias para empresas da indústria cervejeira, ressaltando como a adaptação e a abertura de novos campos de atuação foram fundamentais para que as companhias sobrevivessem a mais um ano difícil, especialmente nos meses em que vigoraram restrições para conter a propagação do coronavírus.

“Foi necessário adaptar-se à realidade do trabalho remoto e redefinir o foco de atuação. Cervejarias, brewpubs, cervejeiros ciganos, bares e restaurantes precisaram continuar a busca de alternativas para se manterem vivos. Desse modo, antigas necessidades que talvez não fossem prioridade tornaram-se urgentes e novas necessidades surgiram”, acrescenta.

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Assim como ocorreu em 2020, a partir da eclosão da crise sanitária, o ano de 2021 também atingiu diretamente as empresas envolvidas na organização de eventos, assim como os fornecedores de serviços a eles, pois a agenda de compromissos só foi retomada durante o segundo semestre, em função do avanço da vacinação contra o coronavírus e a consequente redução dos casos da doença.

Relembrando os desafios encarados em 2021, os sócios da M&P Facility Services, Michel Gervasoni e Patrícia Lopes, buscaram manter a proximidade dos clientes diante de um cenário externo incerto, especialmente pela falta de uma rota nas políticas públicas adotadas pelo governo federal, dificultando a atuação dos fornecedores de serviços.

Eles calculam que o negacionismo do poder executivo teve participação direta nas estimadas perdas de R$ 1,5 trilhão em negócios que não puderam ser fechados em eventos no Brasil, com apenas o estado de São Paulo deixando de gerar receita de R$ 24,5 bilhões.

“Procuramos nos manter conectados aos nossos clientes, reconectar aos leads e prospectar novos contratantes neste cenário de incertezas e políticas governamentais confusas sobre a matéria pandemia. A falta de coesão no entendimento de proteção coletiva é um fator repugnante no nicho de eventos, pois dependemos de medidas eficazes”, afirmam os profissionais da companhia de facilitação para eventos, feiras e empresas.

Por sua vez, a Label Sonic, empresa de rotulagem, também buscou fortalecer a ligação com seus parceiros para sobreviver aos desafios impostos por mais um ano marcado pela pandemia, além de realizar mudanças em sua atuação. E avalia que conseguiu terminar 2021 com um saldo positivo.

“Mais um ano de adaptação e de fortalecimento de parcerias para que pudéssemos minimizar os impactos da pandemia. Mas foi um ano bom, com crescimento nas vendas e no faturamento, manutenção dos postos de trabalho e investimentos”, afirma Bruno Lage, sócio-proprietário da empresa.

Novos investimentos
Apesar dos desafios impostos por fatores externos, a Verallia encerra 2021 satisfeita com os resultados obtidos em 2021 no Brasil. A companhia, uma das maiores fabricantes de embalagens de vidro do mundo, lembra que também anunciou a realização de investimentos relevantes nas suas unidades no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, esta com foco em atender as demandas da indústria cervejeira.

“Estamos operando com 100% da capacidade produtiva e anunciamos investimentos de 140 milhões de euros em expansão no Brasil somente em 2021. Esse recurso está sendo empregado nas fábricas de Jacutinga (MG) e Campo Bom (RS) ao longo dos próximos três anos”, relata Quintin Testa, diretor geral da Verallia na América do Sul.

Menu Degustação: Cursos de botânica da Hoegaarden, chopes enlatados da Goose…

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A proximidade da virada do ano faz marcas e instituições que compõem a indústria cervejeira se dividirem entre a apresentação de novidades e a definição de planos para 2022. A Hoegaarden, por exemplo, reforçou a sua associação com a cultura das flores ao iniciar uma série de podcasts e cursos em parceria com a Escola de Botânica de São Paulo.

Já a Goose Island começou a enlatar os chopes que estão à disposição do público no seu bar na capital paulista. Por sua vez, o Science of Beer Institute já definiu a programação do curso de sommelier, considerado seu carro-chefe, para 2022, seja online ou na modalidade presencial, que vai ocorrer em diversas cidades do Brasil.

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Confira essas e outras novidades da semana no Menu Degustação do Guia:

Chopes enlatados da Goose
O Goose Island Brewhouse, bar da consagrada cervejaria em São Paulo, irá enlatar os chopes a partir deste mês. A novidade será oferecida nas versões IPA, Hazy, Honkers Ale, 312 e Yellow Line da marca. Além disso, também estarão disponíveis as inovações que se alternam no espaço. Os preços das latas de 350ml vão variar entre R$ 15 e R$ 18, a depender do estilo. “Acreditamos que essa oportunidade irá ajudar o consumidor a levar a experiência do Brewhouse para outros lugares”, explica Guilherme de Almeida Aguiar, gerente de marketing de Goose Island no Brasil, destacando que as cervejas enlatadas terão validade de 90 a 120 dias.

Cursos de botânica da Hoegaarden
Em parceria com a Escola de Botânica, a Hoegaarden abriu, na última terça-feira, uma temporada de podcasts e cursos, online e presenciais, realizados no Greenhouse, no bairro Pinheiros, em São Paulo. A extensa programação vai até fevereiro, com os cursos abordando temas como “volta ao mundo com as plantas aromáticas” e “noções básicas de botânica”. A contribuição realizada na inscrição é destinada ao plantio de uma árvore nativa, na Mata Atlântica, em Nazaré Paulista (SP).

“Faz parte do nosso DNA um estilo de vida ao ar livre, além de experiências e conexões entre pessoas e a natureza. Os cursos apresentam temas variados e podem ser realizados por todos que buscam se aproximar do verde, seja cuidando de flores ou aprendendo mais sobre os benefícios de uma vida próxima às plantas”, comenta Pedro Henrique dos Santos Costa, gerente de marketing de Hoegaarden.

Novas embalagens da Läut
A Läut decidiu fechar 2021 com mais uma novidade para o consumidor. A Pilsen da marca, antes encontrada em garrafas de 600ml, agora pode ser comprada em dois novos formatos: lata de 473ml e long neck de 355ml. As latas já estão no mercado nos principais supermercados parceiros da marca. E as long neck serão direcionadas para alguns eventos e pontos de venda.

Réveillon no Porks Castelo
Inaugurado no fim de setembro em Belo Horizonte, a unidade Porks Castelo vai celebrar a sua primeira virada de ano com festa. Do dia 31 de dezembro para o 1º de janeiro, serão mais de 5 horas de shows ao vivo com duas bandas: Braian Marra e Max Pedaço de Papel. O local vai funcionar entre 18h30 e 2h30, sendo necessária a realização de reserva para ter acesso à festa. Todo o público terá direito a um chope grátis, o Pilsen 330ml da Krug. Haverá venda de espumantes e mais de 10 chopes diferentes no tap do Porks, além de drinques especiais. A direção da casa ainda vai realizar sorteio de espumantes e de kits de cervejas artesanais mineiras.

Sommelier de cervejas em 2022
Quem também já está de olho em 2022 é o Science of Beer Institute, que definiu a sua agenda de cursos de Sommelier de Cervejas para o próximo ano. O curso tem carga horária de 120 horas, abordando temas como história da cerveja, escolas cervejeiras, estilos, harmonização e degustação de 40 a 80 rótulos diferentes. Assim como em 2021, haverá turmas online, com início em 4 de abril.  Já as turmas presenciais contam com cinco encontros mensais aos finais de semana e estão confirmadas em São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Maringá (PR), Juiz de Fora (MG), Florianópolis, Curitiba e Brasília. As inscrições podem ser feitas no site do instituto educacional cervejeiro.

Doktor Bräu no Memorial
A marca mineira Doktor Bräu já se prepara para um encontro com o público paulistano nos primeiros dias de 2022. A cervejaria revelou que estará presente no Memorial da América Latina em 22 e 23 de janeiro com sua Pilsen, a Psicotipa, a Albinus e a Anesthesipa, além de copos e canecos exclusivos. Para o período, no local, na Barra Funda, está prevista a realização do Festival do Pastel e do Açaí.