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Balcão do Tributarista: A essencialidade da energia elétrica e o ICMS

Balcão do Tributarista: A essencialidade da energia elétrica e o ICMS


A crise energética, já abordada em belíssima matéria do Guia, marcada pelo aumento do custo da energia e até mesmo pela possibilidade de “apagões”, tem causado grande preocupação no setor cervejeiro. Em verdade, provoca grande preocupação em todos os setores da economia, sobretudo naqueles em que há um maior consumo de energia elétrica.

Do ponto de vista jurídico-tributário, porém, há uma notícia que parece indicar um alívio a estes mesmos setores. É que o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento de um processo que diz respeito ao ICMS incidente sobre a energia elétrica e as telecomunicações. E este julgamento poderá resultar na redução da alíquota incidente sobre a energia.

O ICMS é um imposto estadual que incide com diferentes alíquotas, variando conforme a natureza da operação tributada e o produto nela envolvido. O mencionado processo em julgamento pelo STF, por exemplo, trata de um caso originário de Santa Catarina, onde a alíquota incidente sobre a energia elétrica é de 25%, enquanto a alíquota básica do ICMS no mesmo estado é de 17%.

O argumento utilizado pelo contribuinte, resumidamente, é de que a Constituição determina que o ICMS deve ser seletivo em razão da essencialidade do produto ou serviço tributado. A essencialidade pode ser conceituada como princípio constitucional que, além de impor o dever de listar o que é essencial, limita o legislador e lhe impõe também o dever de definir uma graduação na tributação conforme o grupo de mercadorias e serviços sejam mais ou menos essenciais, visando a promoção da divisão equânime da tributação sobre o consumo.

Desta forma, sendo a energia elétrica indiscutivelmente essencial, não poderia ter uma tributação tão acima daquela considerada como básica. Neste caso, haveria uma violação ao princípio da essencialidade.

O processo já conta com três votos a favor dos contribuintes, no sentido de que seja aplicada à energia elétrica e às telecomunicações a alíquota de 17%. Atualmente, o processo está suspenso em razão de pedido de vistas.

Importante destacar que, embora o STF esteja julgando um processo oriundo de Santa Catarina, o julgamento irá influenciar os demais estados que têm situação similar, ou seja, que tributam a energia elétrica com alíquotas de ICMS superiores às alíquotas consideradas básicas.

O efeito positivo desse julgamento, caso se confirme favorável à tese do contribuinte, é que acarretará uma expressiva redução da carga tributária incidente sobre o consumo de energia elétrica. Consequentemente, haverá uma redução significativa no valor das contas desse serviço. Portanto, todas as empresas que são grandes consumidoras de energia elétrica e/ou de serviços de telecomunicações podem ter um expressivo resultado com o julgamento de procedência deste caso.


Clairton Kubaszwski Gama é advogado, sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados, especialista em Direito Tributário pelo IBET e mestrando em Direito pela UFRGS. Também é cervejeiro caseiro

Menu Degustação: Chope para vacinados, novidades logísticas da Heineken…

A semana no setor cervejeiro ficou marcada por diversas iniciativas interessantes. Para incentivar a campanha de imunização contra a Covid-19, o Mr. Hoppy anunciou que vai distribuir chope para quem tomar a vacina em Belo Horizonte. Já o programa de capacitação que une Grupo Heineken, Instituto da Cerveja Brasil (ICB) e Graja Beer chega a diferentes localidades de São Paulo.

Outra ação envolvendo o Grupo Heineken foi a inauguração do seu novo centro de distribuição no Rio de Janeiro. E a Abracerva e o Sebrae anunciaram a realização do 2º Censo de Cervejarias Independentes Brasileiras.

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Confira, a seguir, essas e outras iniciativas do setor cervejeiro no Menu Degustação do Guia:

Chope para vacinados
Entre terça a quinta-feira da próxima semana, em Belo Horizonte, as unidades do Mr. Hoppy do Prado e da Praça Tiradentes farão uma promoção bem especial para quem tomou a vacina contra o coronavírus. Mostrando a carteira de vacinação e estando comprovado o recebimento da primeira dose, o cliente leva um chope Pilsen de 330ml. Quem já tomou a segunda dose da vacina, por sua vez, levará um chope Pilsen de 440ml. Segundo o estabelecimento, a ideia é incentivar as pessoas a se vacinarem.

2º Censo de Cervejarias 
A Abracerva e o Sebrae anunciaram a realização da 2ª edição do Censo de Cervejarias Independentes Brasileiras, destacando que o estudo é fundamental para respaldar estratégias de negócios e tomadas de decisão. A Abracerva promete que os dados coletados servirão para embasar estratégias de atuação da associação, além de garantir uma base mais confiável para a inteligência de negócios do setor. Clique aqui para participar.

Capacitação da Graja
O programa de capacitação cervejeira do Grupo Heineken, do Instituto da Cerveja Brasil e da GrajaBeer chegará a cinco localidades: o bairro do Grajaú, em São Paulo, Mauá, ABC paulista, Taboão da Serra e região de Campos do Jordão. A expansão visa acelerar a democratização do conhecimento cervejeiro, por meio do projeto iniciado em 2020 para moradores da periferia, e criar uma porta de entrada para as oportunidades de emprego do segmento. Leandro Sequelle, educador social e fundador da GrajaBeer, é o curador técnico e comunitário do projeto. Serão quatro novas turmas com 30 alunos, somando 120 novas pessoas capacitadas para o mercado cervejeiro. As primeiras duas turmas terão início em 11 de setembro, e as outras duas em 23 de outubro. Gratuito e com duração de oito dias, o curso conta com uma programação de 20 horas de aulas que, por causa do contexto da pandemia, tiveram o formato adaptado para atender à nova realidade. Assim, serão online, com exceção da última, presencial e em local próximo à comunidade onde o aluno se matriculou.

Distribuição do Grupo Heineken
O Grupo Heineken anunciou novidades na sua operação logística. A companhia agora conta com um novo centro de distribuição, na zona norte do Rio de Janeiro, no bairro Cordovil, para ampliar a capacidade logística na região. A operação será responsável pelo abastecimento da Baixada e da capital fluminense, além da Costa Verde do Rio de Janeiro. A estrutura será composta, ainda, por um escritório de vendas e um ponto de apoio logístico. O novo complexo de distribuição será o terceiro maior da empresa no Brasil, que conta com mais de 30 centros. O galpão possui uma área de aproximadamente 5.500m², com capacidade para armazenagem de 4,5 milhões de litros mensais.

Além disso, com o incremento do volume absorvido das regiões de Varginha, São Lourenço, Lavras e Alfenas, somado à mudança no modelo de distribuição, o centro de distribuição do grupo em Poços de Caldas, existente desde 2017, passou por adaptação, tendo em vista a necessidade de expansão da estrutura física, de pessoas e recursos. E isso resultou em um aumento de 3 vezes do seu antigo volume.

20 anos da Cevada Pura
A Cevada Pura, de Piracicaba, a mais antiga cervejaria da cidade paulista, criou um rótulo especial para festejar o seu aniversário de 20 anos, que será oficialmente completado em 19 de setembro. É a Birra Stefani, uma Bohemian Pilsener feita em homenagem a Ângelo Stefani, bisavô do mestre-cervejeiro e proprietário da Cevada Pura, Alexandre Augusto Peres Moraes, que criou o negócio em 2001. Para manter o clima de festa, bandas vão se apresentar todos os sábados em shows gratuitos na cervejaria.

Projeto do Grupo Petrópolis na Rocinha mira no consumo ao investir em bem-estar

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Com a visão de que o investimento em bem-estar e qualidade de vida ajuda a estimular o consumo, o Grupo Petrópolis tem tentado mostrar que a sua atuação diante da pandemia da Covid-19 vai além da oferta de um portfólio grande de produtos. Isso foi um dos motivos que fez com que a companhia, por meio da sua marca Itaipava, lançasse o projeto 100% Rocinha.

Com investimento inicial de cerca de R$ 1 milhão, o 100% Rocinha possibilita ações sociais na comunidade, localizada na zona sul do Rio de Janeiro e considerada a maior favela do país e da América Latina, com cerca de 100 mil habitantes. Uma decisão também motivada pelo fato de que a primeira das oito fábricas do Grupo Petrópolis está instalada no estado fluminense.

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No 100% Rocinha, o Grupo Petrópolis instalou wi-fi grátis em mais de 200 veículos das linhas de ônibus para facilitar o acesso da população à informação. Outro destaque da ação é a reforma de quadras poliesportivas da comunidade.

“Essas comunidades têm bastante quadras poliesportivas e o Grupo Petrópolis entra ajudando porque o esporte é bebida, alimentação e qualidade de vida. E tudo isso transforma a bebida, o bem-estar e a alegria do nosso cliente. A importância do Grupo Petrópolis é o nosso cliente, o foco é o nosso cliente principal”, destaca Marcelo de Sá, diretor-executivo do Grupo Petrópolis.

O projeto na Rocinha foi desenvolvido com a própria comunidade, como explica a companhia. No início de 2021, a cervejaria procurou a Associação de Moradores da Rocinha para entender as necessidades mais urgentes da população local e elaborou um projeto para estar presente no dia a dia, com intuito de revitalizar espaços públicos e valorizar os moradores.

Além de buscar entender as necessidades das comunidades, o Grupo Petrópolis destaca que o 100% Rocinha quer deixar um legado duradouro para elas e, em breve, se tornar modular, com possibilidade de beneficiar outras comunidades do Rio de Janeiro, como as do Vidigal, Acari, Mangueira e Alemão.

GPcomVC
O 100% Rocinha surgiu por iniciativa do GPcomVC, programa social do Grupo Petrópolis que busca mobilizar esforços em diversas áreas, beneficiando fornecedores, parceiros e consumidores de todo o Brasil. Além do foco no esporte, com a reforma das quadras poliesportivas, o projeto também realiza doações de 100 cestas básicas por mês para a associação de moradores da região.

A iniciativa também fez a entrega de álcool em gel, máscaras e face shields para os cerca de 30 pontos de venda parceiros do Grupo Petrópolis no local, além da doação de água mineral para os moradores.

No ano passado, o GPcomVC focou em bares e restaurantes localizados em áreas da periferia de grandes cidades, para auxiliar na retomada das atividades. O diretor-executivo do Grupo Petrópolis explica que um dos primeiros desafios da pandemia foi entender como a empresa se comportaria diante de um novo cenário.

Segundo ele, no primeiro ano da crise sanitária no Brasil, o projeto investiu R$ 40 milhões e ajudou cerca de 40 mil pontos de vendas em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

“Nós, como representantes do Grupo, nos perguntamos o que poderíamos fazer para ajudar nossos clientes. Muitos fecharam as portas e muitos não tinham dinheiro para pagar aluguel ou para pagar a energia, ou a folha de pagamento. Foi quando surgiu o GPcomVC”, explicou Marcelo de Sá durante apresentação no Congresso da Abrasel.

Entrevista: “O setor estará consolidado, maduro e menos fragmentado em 5 anos”

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Um setor com o dobro da participação atual no mercado cervejeiro, mais maduro e menos fragmentado. É assim que o segmento de artesanais deverá estar em até cinco anos, ao menos na previsão de uma empresa que tem ganhado relevância no segmento, a Companhia Brasileira de Cervejas Artesanais (CBCA).

Essa visão foi apresentada, em entrevista ao Guia, por Juliano Dal Pont, gerente nacional de vendas da empresa. Com a experiência de quem está à frente da operação comercial da CBCA, ele avalia que a expansão do setor de artesanais, freada a partir da eclosão da pandemia do coronavírus, será logo retomada – até pelas adaptações forçadas que foram adotadas, tornando as marcas mais dinâmicas.

Na CBCA, inclusive, ele participou de ações importantes, como a incorporação da Seasons, a quarta marca do grupo (as outras são Leuven, Scohrnstein e The Drummer), além de ter firmado parceria com a distribuidora Fábrica 75, para aumentar a sua presença em São Paulo. Por coincidência, ambos os acordos foram selados no primeiro trimestre de 2020, quando a crise sanitária era uma sombra do descalabro que atingiria o país.

Nem por isso a CBCA parou. Desde então, a companhia tem investido em melhorias da sua distribuição, seja nas regiões de origem de algumas das suas marcas, como Santa Catarina e no interior paulista, ou mesmo em centros fundamentais para o setor de artesanais, como São Paulo. Além disso, a companhia tem planos de expansão que passam pela integração de novas marcas, algo que deve ocorrer em 2022.

Essas ações fazem, de acordo com Dal Pont, parte de um plano maior, de consolidação da CBCA como referência dentro do segmento de cervejas artesanais. Para ele, afinal, quem adquirir esse status nos próximos 18 meses poderá aproveitar a expansão do setor. E é o que a companhia quer fazer: quintuplicar de tamanho para o momento em que o segmento de artesanais estiver mais maduro no Brasil.

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Acompanhe o que a companhia pretende fazer para que esse objetivo se concretize na entrevista do Guia com Juliano Dal Pont, gerente nacional de vendas da CBCA:

Como está a CBCA nesse momento e como a empresa enxerga a situação atual do setor de artesanais?
Nosso momento hoje é de crescimento. É um momento de expansão de operações, investimento em novos projetos, de criação de um ecossistema cervejeiro, mesmo com todas as dificuldades. Obviamente que a velocidade está um pouco aquém daquilo que o projeto original demandava, mas a gente tem cumprido bem as metas estabelecidas. E porque a pandemia foi catalisadora de oportunidades. A gente começou a olhar de uma forma mais profunda o nosso negócio, observando oportunidades onde muitas empresas estão vendo só a dificuldade. Quando a gente fala em inovar, a gente não fala só em inovar em produto, a gente fala em inovar no processo, no modelo de negócio, no formato da gestão, o jeito CBCA. A sustentação de todo negócio nesse período passou por esses pilares. Algumas coisas nós não abrimos mão, como ter gente boa no time. Nós não abrimos mão de manter a qualidade dos nossos produtos e dos nossos processos e de um processo de expansão mesmo com toda dificuldade.

E como a CBCA inovou na pandemia?
A Seasons, que é uma das nossas marcas hoje, foi adquirida em março de 2020, no momento em que a pandemia chegou para todos com uma surpresa. A Fábrica 75, na mesma época, se concretizou, com a nossa distribuição direta na capital de São Paulo. Os projetos continuaram, a The Drummer teve a sua primeira exportação no último quadrimestre de 2020. Então, a gente começou vários movimentos que se concretizaram e se consolidaram como base para o ano de 2021, que arrancou muito bem, dentro das metas e das expectativas da companhia. Porém, a partir de março, a gente teve uma retração. Teve uma queda sensível no consumo, todo mundo sofreu com as inúmeras restrições. Nós paramos, pensamos, reorganizamos.

Já é possível projetar, em meio a oscilações, como a CBCA vai encerrar 2021?
Com oito meses transcorridos, a gente já tem uma expectativa para o fechamento do ano. Mas é óbvio que são cenários. Permanecendo como está o cenário, a nossa expectativa é bastante positiva. Saímos de julho, que foi até então o melhor mês da companhia, e adentramos agosto com boas perspectivas, bons resultados e caminhando para superar julho. E essa talvez seja a tônica até o final do ano, ou seja, mês a mês superar o melhor resultado da empresa. Porém, a gente sabe que tem de manter os pés no chão, olhar o mercado, o cenário que está envolvido, porque o vírus continua aí, as restrições podem reaparecer. A expectativa é de fechar 2021 sendo superior em pelo menos 40% em relação ao ano de 2019.

E em termos de capacidade produtiva? Como estão as fábricas da CBCA?
A gente passou por um processo de expansão da capacidade fabril recentemente, foram adicionados novos tanques às operações, tanto de Piracicaba quanto de Pomerode. Toda a parte de sistema de frio e da linha de latas em Pomerode também foi substituída, otimizando a capacidade sensivelmente. Temos capacidade para manter as nossas operações e atingir as metas até o final do ano. Hoje temos algo em torno de 70% da nossa capacidade já sendo utilizada na íntegra. A tendência natural é que até o final do ano a gente tenha um nível de capacidade com equipamentos funcionando com o máximo de giro.

Para que a fábrica flua, nós distinguimos dois centros de distribuição, um em São Paulo e um em Tijucas (SC), porque o intuito é dar o máximo de vazão possível aos produtos. E, conseguindo pulverizar isso nos centros de distribuição, a gente tem uma comercialização mais rápida, o produto está mais próximo efetivamente do nosso consumidor. Obviamente, sempre temos na alça de mira para onde vamos: novas marcas, novas fábricas, novos projetos, novas negociações. Isso é algo que é constante e perene no negócio CBCA, até porque nós temos um objetivo claro de crescimento. E o crescimento vem de duas formas basicamente: na sua base, ampliando seus consumidores, ou via aquisição de uma nova fábrica, uma nova marca.

Como a CBCA tem atuado para conseguir esse crescimento e o que planeja para mantê-lo?
A primeira questão é planejamento. Temos um propósito muito claro de estruturar a nossa cadeia de distribuição. Os movimentos que nos têm trazido ótimos resultados envolvem distribuição direta em São Paulo. Assim, a gente conseguiu maximizar a nossa capacidade de distribuição, ampliou o time de vendas e atingiu vários pontos tanto no on quanto no off trade que a gente não estava presente. E a gente tem uma entrega de produto com consistência. São marcas fortes, produtos de qualidade, com logística eficiente. Então, isso fez com que o nosso crescimento, principalmente em São Paulo capital, via distribuição direta, viesse. Operações que a gente consolidou também em 2020 que trazem a pujança, solidez e consistência para 2021, como a distribuição no litoral catarinense que vem se ampliando sistematicamente. Outra questão é a do varejo. As pessoas passaram a beber mais em casa. A Leuven tinha uma penetração mais forte no varejo, mas a Schornstein, não. Então, a gente começou também a mirar no canal de autosserviço, no canal de varejo. Nosso portfólio nos permite jogar nos mais diversos canais. Estamos consolidando São Paulo, trabalhando no litoral catarinense, fortalecendo Piracicaba, principalmente com Leuven, e Pomerode, principalmente com a Schornstein.

Está nos planos da CBCA realizar novas aquisições?
Não posso dar spoilers aqui. Mas deixo claro também que um dos nossos pilares é crescimento via aquisições. Então, para 2022, está nos planos a aquisição de uma nova marca. Existem conversações, mas ainda é tudo muito incipiente, acho que seria um pouco leviano da minha parte colocar isso aqui. Vivemos momentos de incerteza, estamos muito cheios de cicatrizes, então temos que botar os pés no chão. Tem, sim, novos negócios em vista, mas nada em via de concretização.

Por onde passa a estratégia da CBCA de se consolidar como referência no segmento?
O nosso objetivo é ser protagonista nesse setor, que é novo no Brasil, está em construção. Eu acredito que essa construção se dará nos próximos quatro ou cinco anos. Quando a gente olha para 2025, 2026, a gente espera que tenha muito mais solidez. Hoje são mais de 1.380 cervejarias, só que aproximadamente mil surgiram nos últimos cinco anos. Agora quem é que vai passar esse período de arrebentação? Quem é que vai permanecer em um mercado muito fragmentado? Os grandes players das artesanais têm 3%, 4% do mercado do segmento. E a média de volume de uma cervejaria artesanal no Brasil é de 15 a 20 mil litros. Para sermos protagonistas e crescermos, nós temos de tornar nossas marcas mais relevantes e importantes. E buscar marcas que complementem a nossa arquitetura de portfólio. Não adianta você ter marcas colidentes, você tem que ter marcas complementares, fortes, cada uma jogando o seu jogo na ponta. Ou você acaba canibalizando. Agora, quando são complementares, você leva mais produtos de estilos diferentes para consumidores diferentes. E consegue amplificar o teu raio de atuação com o mesmo custo operacional. Começa a ver escala, começa a ter penetração, começa a ter relevância ainda maior.

Nesse plano de expansão, quais serão as estratégias da CBCA envolvendo as suas marcas?
A questão da distribuição direta é um pilar. A gente está dando maior consistência às operações em São Paulo. Reiniciamos um trabalho em Porto Alegre com a Seasons, uma marca original de lá. É uma marca que precisa retornar para suas origens, preservar o seu DNA. Estamos buscando novos canais de comercialização para dar penetração no litoral catarinense, em Florianópolis e Balneário Camboriú. A partir do momento em que a gente descentraliza essas operações e capilariza, consegue levar as marcas juntas a lugares que até então elas não estavam.

Quais são suas projeções para o segmento de artesanais pós-pandemia?
O passado é importante para a gente ver os movimentos que aconteceram, no Brasil ou no exterior. E o setor vinha numa crescente de 20% a 30%. A gente tem um mercado que está em algo em torno de 2% do setor cervejeiro. Se a gente for considerar que esse mercado permanecerá crescendo, a tendência é que ele fique em torno de 4% a 5% em 5 anos, algo que é super significativo, porque a gente está falando em dobrar de tamanho em pouco espaço de tempo. Então os projetos precisam ser acelerados porque os consumidores têm de conhecer a marca, o seu negócio. E as parcerias têm que ser executadas. A partir do momento em que o mercado ficar maduro, será muito mais difícil algo novo penetrar.

A gente está em um momento de transição, com todo mundo aguardando ansiosamente para o momento em que nós futuramente poderemos nos reunir, beber, comemorar e socializar. E cerveja é um veículo de entretenimento. Quando a gente consegue pegar a cultura cervejeira com a saída de um momento super difícil, quem sair disso, vai sair forte. As empresas que superaram esses últimos 18 meses, que conseguirem manter um padrão, que assegurarem um crescimento nos próximos 12 a 18 meses, muito provavelmente serão as que vão estar em destaque quando a gente olhar o setor em quatro a cinco anos. Nós teremos o mercado maduro no Brasil nos próximos cinco, seis anos. Menos fragmentado, menos pulverizado. Quem se profissionalizar, quem tiver capilaridade, quem tiver distribuição, quem tiver pilares sólidos de gestão, vai sobressair.

E como você imagina que estará a CBCA em cinco anos?
A gente tem que estar super focado nas praças dos nossos centros principais, mas também conseguir levar boa cerveja, acessível e cerveja fresca por todo Brasil. Então a gente tem que aumentar as operações. Uma fábrica no Nordeste, uma fábrica do Centro-Oeste, uma fábrica no Norte do país? Não sei. Trabalhar uma estratégia de regionalização de marcas, por que não? A gente tem que buscar uma definição mais clara, mas queremos ser protagonistas. A gente quer chegar a ter cinco vezes o nosso tamanho atual, seja por aquisições, incorporações ou crescimento dentro das nossas próprias marcas.

7 dicas para driblar a inflação acelerada e fazer boas compras de cerveja

A esperada aceleração do consumo de cervejas nos meses finais de 2021 pode chegar com uma frustração. A alta da inflação observada nas últimas semanas, provocada pela elevação dos preços da energia e dos combustíveis, também deve tornar a cerveja mais cara. Para entender como é possível minimizar esse impacto, o Guia preparou uma lista com dicas para quem deseja beber sua cerveja preferida sem que a conta final se torne insustentável.

Leia também – Como o mercado cervejeiro pode lidar com a crise energética

De acordo com o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está em 8,99% no somatório dos últimos 12 meses. Uma alta expressiva, que foi impulsionada ainda em 2020 pelo setor de alimentos, com o aumento dos seus preços superando os dois dígitos.

Para piorar, o cenário de crise energética já é real no Brasil. Além do óbvio risco de “apagões” e racionamento, a alta dos preços na conta de luz vinha sendo observada nos últimos meses. E ainda piorou. Afinal, a Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou nesta semana uma nova bandeira tarifária, chamada “escassez hídrica”. A taxa extra será de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumido, valendo de setembro até 30 de abril de 2022.

Diante de um contexto tão adverso, especialistas ouvidos pelo Guia reconhecem: a cerveja vai ficar mais cara. “Os preços vão aumentar. Isso é inevitável, porque a energia e o combustível afetam todas as cadeias produtivas”, garante Simone Pasianotto, economista-chefe da Reag Investimentos.

Para lidar com a inflação, os especialistas apresentam dicas e apontam saídas que passam diretamente por uma modalidade de compra de cerveja que expandiu no setor durante os piores meses da pandemia do coronavírus: o varejo online. É utilizando as ferramentas que esse tipo de venda oferece que o consumidor pode encontrar uma cerveja mais barata.

Outras possibilidades envolvem uma atitude bem mais antiga e tradicional: a pesquisa pelo melhor preço. São algumas das dicas para que o consumidor não precise se privar de uma boa cerveja por causa da inflação.

Confira essas e outras dicas apresentadas por especialistas à reportagem do Guia para o consumidor lidar com a inflação da cerveja:  

1 – Comprar kits de artesanais
Lojas cervejeiras e o varejo têm realizado campanhas de venda de cerveja em kits, que costumam ter preços mais competitivos, lembra Patricia Cotti, diretora-geral do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar). “Os kits de cervejas artesanais têm ganhado cada vez mais relevância no mix dos produtos dos varejistas. Em razão da pandemia e da aceleração do comportamento de indulgência, do se permitir, este tipo de produto teve bastante alta da procura, sendo alvo de promoções direcionadas junto aos grandes players.”

2 – Acompanhar as redes sociais de varejistas e lojas
Nem sempre é tão fácil descobrir que o preço de uma cerveja está em promoção. Assim, torna-se importante acompanhar as atividades dos varejistas em redes sociais para descobrir novidades. “A principal dica é sempre estar atento às novidades e lançamento de novas plataformas, através de sites, páginas e canais nas mídias sociais que tratam de assuntos relacionados ao mundo das cervejas”, diz Virgílio Lage, especialista da Valor Investimentos.

3 – Pesquisar preços online antes da compra presencial
Para quem não deseja ir de supermercado em supermercado em busca do melhor preço de cerveja, a saída pode estar em comparar os valores online, antes de seguir para a loja física da rede varejista. “Não tem segredo. A saída é pesquisar. As grandes redes também têm os preços online, que são padronizados com os das lojas”, explica Pasianotto, economista-chefe da Reag Investimentos.

4 – Usar buscadores e ativar alertas de preço
O consumidor deve abusar dos recursos tecnológicos para encontrar o melhor preço, como a utilização de buscadores que indiquem os melhores preços e sua variação. “Vale acompanhar os varejistas de preferência, ativar notificações específicas via site, e até usar o Google Alerta na busca de ‘promoções de cerveja’. Os consumidores estão cada vez mais criativos na hora de obter os melhores benefícios”, ensina Cotti, diretora-geral do Ibevar.

5 – Utilizar aplicativos de mercado em busca de referências
Na pandemia, realizar compras de mercado ou de produtos específicos por aplicativos que reúnem vários estabelecimentos, como iFood e Rappi, se tornou comum. Utilizá-los como ferramenta para comparar preços pode ser uma boa saída. “O preço da cerveja varia muito pouco, porque tem poucos produtores. E esse tipo de aplicativo é bom para ter um parâmetro. É preciso caçar promoções”, conta Pasianotto.

6 – Fazer compras em marketplaces
Os marketplaces, varejos online que reúnem diversas lojas virtuais, podem ser uma interessante alternativa para quem está em busca de cerveja a um preço competitivo, detalha a diretora-geral do Ibevar. “A busca dentro de ambientes de marketplace destes itens também tem crescido, e pode se mostrar uma excelente opção para aquele consumidor já direcionado a um produto específico (compra de destino)”, diz Cotti.

7 – Realizar compras em atacarejos
Em função dos preços competitivos, esse tipo de comércio tem se tornado mais comum e presente em diversas cidades. Os atacarejos misturam serviços de atacado com o varejo, apostando no alto volume de vendas para compensar os preços mais baixos, também se aproveitando da unificação entre pontos de venda e distribuição.

Ação da Ambev mostra força em agosto, mas analistas divergem sobre futuro

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Agosto não foi um bom mês no mercado financeiro brasileiro. Com a ampliação do cenário de crise, em um somatório entre escassez hídrica, alta da inflação e ameaças à democracia, o Ibovespa, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, desvalorizou na segunda queda mensal consecutiva. Mas a Ambev se descolou desse contexto. E sua ação valorizou 2,76% no período.

O papel da multinacional cervejeira fechou o pregão desta terça-feira cotado a R$ 17,10. E, além da alta em agosto, terminou o oitavo mês de 2021 com valorização ainda maior ao logo do ano, de 8,57%.

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Para setembro, ao menos duas corretoras incluíram a ação da Ambev em suas carteiras de ações sugeridas. Foram os casos da Órama Investimentos e da Ágora, essa em razão da aposta de que os preços dos insumos deverão se reduzir, diminuindo a pressão nos custos.

“Em nossa visão, a Ambev pode se beneficiar no longo prazo da esperada redução dos preços dos grãos. Considerando a nossa visão de baixa sobre os custos agrícolas (20% do total) e que os aumentos de preços provavelmente permanecerão (como acontecem historicamente), o lucro líquido do consenso de mercado parece excessivamente baixista para o período entre 2022-24”, afirma a Ágora.

Não há, porém, um consenso sobre o futuro da ação da Ambev. O Goldman Sachs, por exemplo, apontou um preço-alvo de R$ 13,50, 21,05% abaixo da cotação do pregão da terça-feira. A avaliação é de que a competição aumentará com a reabertura dos estabelecimentos, pressionando os lucros da companhia. Por isso, recomenda a venda do ativo.

“Com a base de comparação dos volumes de cerveja se tornando mais desafiadora no segundo semestre, investidores vão deixar de olhar para esse indicador e prestar atenção nas tendências de lucratividade geral”, escrevem Thiago Bortoluci, Galdino Falcão e Rupanshi Bajaj, analistas da Goldman Sachs.

Há, também, preocupação com a elevação dos custos da produção cervejeira. “Vemos os custos por hectolitro da Ambev subindo 21,5% em 2021 e 12,5% em 2022, níveis que achamos alto demais para serem abatidos por reajustes e mix de produtos”, acrescentam os analistas da Goldman Sachs.

Contexto de turbulência
O bom desempenho da ação da Ambev em agosto não foi, porém, tendência no mercado financeiro: o Ibovespa acumula desvalorização de 6,32% nos últimos dois meses. O resultado é fruto do avanço da inflação e da crise institucional e política, a ponto de entidades empresariais terem esboçado a divulgação de documento em defesa da democracia. Algo parecido aconteceu com entidades do agronegócio, com a diferença de que este texto foi publicado.

Tudo, claro, relacionado com a instabilidade institucional provocada por Jair Bolsonaro. Mas também com a postura errática da gestão da economia, a ponto de o ministro Paulo Guedes, o “Posto Ipiranga”, como apelidado na campanha eleitoral de 2018, ter sido chamado de “Faria Loser” em intervenção na avenida Faria Lima, a via mais associada ao mercado financeiro no Brasil, após declarações lenientes sobre a alta da inflação.

Em função da redução do preço de algumas commodities, como aço e minério de ferro, a CSN liderou as perdas na Bolsa em agosto, com desvalorização de 21,21%. Foi seguida pela Via, a proprietária do Ponto e das Casas Bahia, com 17,47%, a Ultrapar (17,25%), a Qualicorp (17,01%) e o Iguatemi (16,26%).

Já a maior alta do mês foi da Embraer, em 25,98%, impulsionada por um acordo firmado na Ásia pela subsidiária Eve para fornecimento de veículos de decolagem e pouso verticais, entre outros fatores. Ela foi seguida por CPFL Energia (14,69%), Braskem (14,27%), Cemig (13,15%) e Suzano (12,82%).

E no exterior?
Fora do Brasil, o mês foi de desvalorização das ações das duas principais cervejarias do mundo no mercado financeiro europeu. O papel da AB Inbev terminou agosto cotado a 51,99 euros, perdendo 2,64% no mês e ficando 8,81% abaixo do preço com que terminou 2020.

Já a ação da Heineken encerrou o mês em 92,70 euros. Desvalorizou, assim, 5,6% em agosto, mas ainda registra alta de 1,62% neste ano.

Por igualdade, Michelob Ultra investirá US$ 100 milhões no esporte feminino em 5 anos

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A Michelob Ultra decidiu reforçar a aposta nas mulheres no esporte. A marca anunciou que vai investir US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 518 milhões, na cotação atual) nos próximos cinco anos para aumentar a visibilidade das modalidades e das atletas femininas nos Estados Unidos, em um compromisso financeiro relevante em busca da igualdade.

De acordo com a Michelob Ultra, o foco inicial desse compromisso será em ações de mídia com a participação das mulheres. Assim, a marca vai alocar 50% de sua mídia destinada a estilo de vida para o esporte feminino. Há também o objetivo de aumentar a lista de atletas e influenciadoras, garantindo que elas estejam presentes nas campanhas de publicidade da cerveja.

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Com isso, a Michelob Ultra espera aumentar a visibilidade dos esportes femininos para além dos grandes eventos, reforçando o fato de as mulheres praticá-los todos os dias. A marca, inclusive, lembra que a falta de cobertura igualitária da imprensa dificulta a possibilidade de elas receberem os mesmos salários e pagamentos. E é esse, inclusive, o principal mote da campanha Save It, See It (Salve Isso, Veja Isso, em uma tradução livre), apresentada nos Estados Unidos.

A campanha foi lançada em 26 de agosto, Dia Internacional da Igualdade Feminina, data em que é comemorado o aniversário da conquista do direito ao voto feminino no país. Na propaganda, a marca pede para o público salvar publicações das atletas nas redes sociais.

“Precisamos dar o exemplo, e a hora da igualdade é agora. Nosso compromisso demonstra a crença central da Michelob Ultra de que as atletas do sexo feminino merecem uma experiência igual, seja na quadra, na redação ou em nossas telas de TV”, destaca Ricardo Marques, vice-presidente de marketing da Michelob Ultra.

A marca já havia realizado outras iniciativas envolvendo as mulheres no esporte, tanto que assinou contratos de patrocínio a estrelas nos Estados Unidos, como Alex Morgan (futebol), Serena Williams (tênis) e Kerri Walsh Jennings (vôlei de praia). Além disso, ela se tornou patrocinadora da WNBA e possui os naming rights da arena onde atua uma das equipes da liga feminina de basquete dos Estados Unidos, o Las Vegas Aces.

“A Michelob Ultra tem orgulho de ser parceira de longa data de atletas e organizações femininas e, como líder nos setores de cerveja e marketing esportivo, podemos fazer muito mais para ajudar a manter a igualdade de remuneração quando se trata de esportes femininos”, finaliza o executivo da Michelob Ultra.

Ambev lança Spaten, cerveja alemã criada em 1397, no mercado brasileiro

Uma puro malte criada em 1397, em Munique, na Alemanha, é a nova aposta da Ambev para o público cervejeiro no Brasil. A multinacional lançou no país a Spaten, um rótulo do estilo Munich Helles, tradicional da Oktoberfest alemã. Assim, ampliou o seu portfólio oferecido ao consumidor com uma opção de status internacional.

Reforçar a tradição da Spaten foi, inclusive, a estratégia da Ambev ao apresentar a novidade ao mercado nacional. Chefe de conhecimento e cultura cervejeira da companhia, Laura Aguiar lembra a importância histórica dessa cerveja, destacando como ela está diretamente relacionada com a criação do estilo Munich Helles.

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“Temos certeza de que os brasileiros vão se surpreender com essa experiência”, garante Laura, também apontando que a Spaten pode se destacar entre as puro maltes existentes no mercado brasileiro.

“A conexão com as pessoas nos incentiva a inovar em nosso portfólio e, para isso, intensificamos a troca de conhecimento com mestres cervejeiros do mundo todo. Estamos trazendo para o Brasil uma autoridade em cerveja”, acrescenta a executiva da Ambev.

Para a gerente de marketing da Ambev, Joice Carvalho, o público poderá viver uma experiência diferente ao consumir um rótulo internacional e de peso histórico. “A cerveja propõe uma imersão na cultura cervejeira de Munique por meio do paladar, com a qualidade e o sabor de uma puro malte da escola alemã, ideal para acompanhar o público em todos os momentos.”

A Spaten já está disponível em garrafas de 355ml e 600ml, além da lata sleek de 350ml, no Empório da Cerveja, Zé Delivery, supermercados e bares das principais capitais e áreas metropolitanas do país.

E a ideia da Ambev é expandir a sua presença para outras cidades durante setembro e outubro, período em que tradicionalmente acontece a comemoração da Oktoberfest de Munique, celebração cancelada neste ano e que tradicionalmente abre os trabalhos para a realização da festa alemã ao redor do mundo.

Goose Island cria cerveja para celebrar 2 mil toneladas de embalagens recolhidas

A Goose Island decidiu brindar o êxito da sua campanha para captação de embalagens visando a reciclagem com uma nova cerveja. Para comemorar a marca de 2 mil toneladas recolhidas e encaminhadas para reaproveitamento, a marca preparou um rótulo exclusivo: a Two Million.

Em parceria com a Green Mining, startup que desenvolveu uma tecnologia de logística reversa inteligente para recuperar o material pós-consumo, a Goose Island tem atuado no apoio à captação de embalagens para reciclagem em São Paulo, onde está instalada desde março de 2019, no bairro de Pinheiros.

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Nessa ação, coletores, em um triciclo adaptado, percorrem as ruas do bairro captando, principalmente, as garrafas de vidro dos estabelecimentos parceiros e as levam para um hub – uma grande caçamba – em um estacionamento. Quando a caçamba fica completa, é encaminhada para a Fábrica de Vidros da Cervejaria Ambev, no Rio de Janeiro, onde o material é processado e transformado em novas garrafas.

A nova cerveja da Goose Island é uma American Pale Ale, estilo preferido do CEO da Green Mining, Rodrigo Oliveira. Possui 5% de graduação alcoólica e 35 IBUs de amargor. E, de acordo com o descritivo divulgado pela marca, tem aroma de frutas amarelas, como maracujá e laranja, por conta da combinação dos lúpulos utilizados no dry hopping – o Citra, o Centennial e o Amarillo.

“Não poderíamos deixar de festejar essa marca. Com um pouco mais de dois anos desse projeto, já conseguimos incentivar logística reversa dentro do bairro com uma iniciativa muito importante para o crescimento e desenvolvimento da região. Isso sem contar a atuação da Green Mining em toda a cidade”, aponta Guilherme de Almeida Aguiar, gerente de marketing de Goose Island.

“Nossa ligação com Pinheiros é muito grande e queremos fortalecê-la ainda mais com diversas ações. E essa parceria com a Green Mining só tem a crescer e nos ajudar nessa caminhada”, acrescenta Guilherme.

O CEO da Green Mining, por sua vez, estima que a quantidade de garrafas coletadas pela iniciativa equivale a 10 milhões de long necks. “Receber uma homenagem fruto dessa parceria genuína com o propósito de incentivar o descarte adequado de recicláveis na comunidade de Pinheiros é uma felicidade enorme”, celebra Rodrigo.

ZEV lança RIS e amplia as suas opções de Stouts no mercado brasileiro

O fã de cervejas artesanais ganhou mais uma boa opção de Russian Imperial Stout. A ZEV acaba de lançar a Czarina RIS, um rótulo que amplia a relação de Stouts ofertadas pela cervejaria paulista. A novidade faz parte da Série Z da marca e chega ao mercado no inverno, período mais associado a esse estilo de cerveja.

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“Já fazia algum tempo que queríamos ter uma cerveja encorpada e alcoólica em nosso portfólio. No entanto, pensamos que seria ideal não ter inserção de adjuntos, mas que fosse uma cerveja com personalidade e bem esterificada. Chegamos, então, no resultado desejado e entregamos aos nossos consumidores uma cerveja complexa em aromas e sabores”, explica Candy Nunes, responsável pelo marketing da ZEV, ao Guia.

De acordo com o descritivo divulgado pela ZEV, a Czarina RIS é uma cerveja intensa, de cor preta, bastante encorpada, com 11% de graduação alcoólica e 70 IBUs de amargor. No aroma, apresenta notas de chocolate e café, provenientes dos maltes tostados. No sabor, além das notas aromáticas, o paladar encontrará notas frutadas, remetendo a frutas secas escuras, como ameixa e tâmaras. “Embora tenha 11% de teor alcoólico, está perfeitamente inserido nas características palatáveis e em balanço com os 70 IBUs”, acrescenta Candy.

A Czarina RIS é uma cerveja feita em lote único pela ZEV, como acontece com os demais rótulos da Série Z. Antes, a marca já contava com outras três Stouts – Dry Stout, Dry Stout com Casca de Tangerina e Sweet Stout – em seu portfólio, uma relação agora completada pela RIS.

O nome do lançamento da ZEV homenageia a principal motivadora para a criação das RIS: a rainha russa Catarina II. No século XVIII, ela se apaixonou pela Stout durante uma passagem pela Inglaterra, pedindo que fosse exportada para a sua corte. Só que a cerveja estragou antes mesmo da conclusão da viagem. Para solucionar o problema, uma cervejaria criou uma bebida com mais álcool, lúpulo e corpo: a RIS.

A Czarina RIS foi envasada pela ZEV em latas de 473ml. “Entendemos que a reciclagem de latas tem se consolidado no Brasil e queremos contribuir para toda cadeia de reciclagem, catadores e cooperativas. Além disso, sabemos que os amantes de cerveja gostam de ter mais ml por estilo, para uma melhor apreciação da bebida, por isso não optamos por lata de 350ml”, destaca Candy.

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Desconto
A novidade da ZEV pode ser encontrada nos diversos pontos de venda que contam com os produtos da marca, assim como no seu e-commerce. Por lá, além da Czarina RIS, o consumidor tem acesso a mais cervejas da marca, assim como outros produtos.

E o novo rótulo chega com uma interessante promoção, feita em uma ação com o sommelier Rodrigo Sena, o @beersenses. Para quem utilizar o cupom BSENSES25, haverá 25% de desconto em todas as latas do e-commerce. A promoção vai até até 23h59 de sexta-feira (03/09).