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Heineken lucra 1,63 bi de euros no semestre, mas se preocupa com alta de custos

Bons resultados para o primeiro semestre, mas um cenário ainda muito desafiante para o restante de 2021 em função do aumento dos custos e da continuidade dos impactos da pandemia do coronavírus. Foi assim que a Heineken se posicionou nesta semana, ao divulgar o seu balanço financeiro global da metade inicial do ano, com um lucro operacional recorrente de 1,628 bilhão de euros.

O Grupo Heineken também apontou em seu balanço uma receita líquida de 9,971 bilhões de euros, o que representou um crescimento orgânico de 14,1%. Além disso, o volume consolidado de cerveja cresceu 9,6% no período, impulsionado pela marca Heineken, que expandiu 19,6% no primeiro semestre.

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Mas, mesmo destacando esses aspectos positivos, a Heineken admitiu que o contexto segue em alerta para os desafios que vai encarar nos próximos meses, como alertou o seu CEO, Dolf van den Brink, no comentário do balanço. 

“Também há motivos para cautela. Em primeiro lugar, a Covid-19 continua sendo um fator, com o maior impacto atualmente nos principais mercados da Ásia e da África. Em segundo lugar, vemos um aumento nos custos das commodities, que, nos níveis atuais, começará a nos afetar no segundo semestre deste ano e terá um efeito material em 2022. No geral, esperamos que os resultados financeiros do ano inteiro permaneçam abaixo de 2019”, projetou Brink. 

A Heineken apontou, ainda, que o crescimento da sua principal marca se deu em mais de 10% em mais de 50 mercados, principalmente no Brasil, China, Vietnã, Nigéria, África do Sul, Itália, Polônia, Colômbia e México. Um cenário semelhante se dá com a Heineken 0.0. Nesse caso, a opção sem álcool cresceu perto de 40% em volume, com um desempenho particularmente forte no Brasil, Estados Unidos, México, Reino Unido e Polônia.

E o Brasil, ao lado de México, África do Sul e Nigéria, teve impacto positivo no crescimento superior a 20% das vendas da Amstel no período, segundo o balanço da Heineken, que destacou também os efeitos positivos do lançamento da marca na China no fim de 2020.

O lucro operacional também teve forte contribuição do Brasil, muito em função da contabilização de um crédito fiscal de 174 milhões de euros, resultado da decisão do STF de considerar inconstitucional a inclusão do ICMS na base de cobrança do PIS/Cofins.

Nos comentários do seu balanço, a Heineken também citou três iniciativas adotadas nos últimos meses no Brasil pelo grupo: o lançamento da Tiger, ocorrido em julho; o comprometimento de tornar a produção carbono zero até 2023; e o comprometimento de 10% do orçamento de mídia da Amstel no país para aumentar a conscientização e apoiar a comunidade LGBTQIA+, incluindo mais recentemente o lançamento da campanha “Eu sou o que sou”.

E as ações?
No mercado financeiro, o efeito da divulgação do balanço da Heineken foi reduzido. O papel fechou o pregão da última segunda-feira, na Europa, com o preço de 98,80 euros, uma valorização de 0,61% em relação ao fim de julho, mês em que terminou cotado a 98,20 euros. 

Já no último mês, a ação da Heineken terminou com desvalorização de 4,58%, pois tinha fechado junho custando 102,70 euros. Ainda assim, há alta de 7,65% de janeiro até o fim de julho, tendo finalizado 2020 valendo 91,22 euros. 

No mercado externo, por sua vez, a ação da AB InBev também desvalorizou em julho, ao fechar o mês cotada a 53,40 euros – houve perda de 12,89% no último mês. E ela está com alta de 6,33% de janeiro até o fim de julho. 

Ambev desvaloriza
Sob o impacto da divulgação do balanço do segundo trimestre na última quinta-feira, a Ambev terminou julho com a sua ação em baixa na Bolsa brasileira: o seu valor ao fim do mês ficou em R$ 16,64. Isso se deu após uma perda de 4,17% apenas nos dois pregões de julho realizados após a divulgação do balanço.

O papel, que vinha em alta no sétimo mês de 2021, terminou julho com desvalorização de 2,58% em relação aos R$ 17,07 de junho. Ainda assim, há alta de 6,33% em relação aos R$ 15,65 do fim de 2021.

Já o Ibovespa fechou o mês de julho com perdas de 3,94%, aos 121.801 pontos. Mas ainda há valorização de 2,34% em 2021.

Balcão olímpico: A evolução da cerveja artesanal em três décadas no Japão

Beber nama-biru em copos de 500ml ao fim do expediente. A rotina de consumir um ou mais chopes no happy hour é uma tradição que nos últimos anos também incluiu a cerveja artesanal no Japão. Um incremento que passou por dois estágios no país: o relaxamento dos impostos sobre as bebidas alcoólicas em 1994 e a ampliação da produção local na última década.

Tendo a sua origem no Japão diretamente relacionada com a chegada dos holandeses ao país, além do apoio da mão de obra e matéria-prima alemã, a cerveja ganhou um impulso no Japão em 1994. Foi quando uma lei facilitou a abertura de microcervejarias.

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Até aquele ano, cervejarias não poderiam produzir menos de 2 milhões de litros anuais. Mas uma revisão da legislação tributária reduziu essa quantidade mínima para 60 mil litros e para 6 mil no caso da fabricação de happoshu, uma cerveja com baixo teor de malte. O que se viu, então, foi uma grande abertura de cervejarias e obtenção de licenças. Muitas delas, inclusive, estão associadas a empresas de outras bebidas, como o saquê, ou mesmo a outros tipos de estabelecimentos, como restaurantes e hotéis que fabricam cerveja artesanal até hoje no Japão.

Esse impulso inicial, porém, foi freado por outros desafios, como a dificuldade de se estabelecer uma produção de qualidade e, principalmente, a concorrência do happoshu, sobretudo por se tratar de uma bebida de custo reduzido. Por isso, após a expansão inicial, a cerveja artesanal só foi apresentar crescimento no Japão a partir dos anos 2000.

Foram vários fatores que puderam atender ao desejo do consumidor por novas opções de estilo, muito além das tradicionais Lagers. E, nos últimos anos, o que tem se visto, especialmente em Tóquio, é esse espaço sendo ocupado por conhecidas marcas artesanais estrangeiras.

O aumento da demanda, assim, se tornou sustentável, seja por essa produção em várias frentes, pelo aumento da qualidade ou pela maior proximidade com o público, o que acarretou no aumento dos pontos de venda. 

Uma influência, inclusive, que está relacionada com a realização de festivais cervejeiros no país. Entre eles, anualmente, ocorrem edições regionais do Great Japan Beer Festival, em Tóquio, Osaka, Nagoya e Yokohama. Além disso, a Japan Craft Beer Association realiza a Japan Beer Cup.

“O movimento de cervejas mais elaboradas é cada vez maior. O gosto dos japoneses está mudando. Muitos bares e fabricantes abriram seus brewpubs na megalópole Tóquio, como a Mikkeller, a Delirium e a Brooklyn também”, relata a sommelière Cláudia Sayuri. 

Para a sommelière, ao perceberem esse movimento, fabricantes de cerveja e outras bebidas – como o saquê – têm trabalhado para atender a demanda da população local por novos estilos de cerveja, como Ale, IPA, Stouts, Weissbier e Kölsch. 

“Esse novo perfil de consumo cervejeiro fez com que novas cervejarias japonesas e fábricas de saquê voltassem sua produção para cervejas especiais com a ajuda do governo que revê normas e leis, incentivando a produção japonesa para que ela se torne mais competitiva”, analisa Sayuri.

É essa demanda por novas cervejas que pode explicar uma interessante percepção sobre a bebida hoje consumida no Japão. Cervejeira da Japas, Maíra Kimura destaca ter enxergado, como consumidora, uma grande evolução na inventividade da produção artesanal do Japão. Em duas viagens ao país – no início da última década, em 2011, e no seu fim, em 2019 -, ela percebeu o aumento da inserção de ingredientes locais nas receitas. 

“O que eu notei, como estrangeira visitando o Japão, é que a inventividade do mercado japonês deu um salto grande de 2011 para 2019, datas em que visitei o Japão. Em 2019, havia diversas marcas produzindo receitas muito corretas do ponto de vista técnico. Ou seja, eles costumavam seguir o que estava sendo feito em mercados mais maduros de forma tecnicamente excelente. Mas não vi nessa primeira viagem nada muito interessante em termos de inovação e uso de ingredientes e técnicas locais. Em 2019, o cenário estava diferente, mais cervejarias presentes e usando muito mais ingredientes locais, por exemplo”, relata a cervejeira Kimura. 

Ao Guia, a sommelière Claudia Sayuri indicou três marcas de cervejas artesanais do Japão. Confira: 

Far Yeast Brewing Company 

De Yamanashi, é uma cervejaria que vem se destacando pelos estilos que produz e pelo movimento em prol das artesanais – faz colabs internacionais e acumula prêmios com cervejas que não são convencionais para os japoneses como a Wood and Barrel Aged Sour “Off Trail Saigon Fervor”, uma colaborativa com a cervejaria Heart of Darkness Brewery, do Vietnã, que traz brettanomyces e adição de maracujá com maturação em barril de carvalho japonês por 6 meses. Eles ainda criam cervejas com ingredientes típicos japoneses como o caqui e o umê (ameixa extremamente salgada e ácida utilizada como conserva).

Tamamura Honten 

A fábrica produz as cervejas Shiga-Kogen, muito bem avaliadas pelos japoneses. Traz cervejas como a Barrel Aged Saison One edição especial, que passou por barril de vinho e um blend de barris de maturação diferentes. E, da colab com a Jester King Brewery e a Oxbow Brewing Company, veio a Barrel-Aged Yama-Bushi Cedar Kogen Wild Specialty Beer (estilo base: Saison), que envelheceu 19 meses em barris de saquê e teve uma pós fermentação em garrafa em um período de 9 meses.

Hyuga Brewery

Uma pequena cervejaria que tem chamado a atenção por ser a única da ilha de Kozushima, que pertence a Tóquio, sendo liderada por uma mulher: Fumiko Miyagawa. A Hyuga Brewery tem mostrado personalidade em suas receitas de cervejas com ingredientes únicos encontrados apenas em Kozushima. São criações como a Wild Bomb – Fruit Beer, que leva uma fruta nativa, e a Angie Angelica Keisei – Wheat Beer, feita a partir de uma planta local.

Medidor TPO ajuda cervejarias com informações sobre envase de embalagens

Fornecido no Brasil pela JT Instrumentação & Processos, o medidor TPO, da Pentair Haffmans, é uma tecnologia útil para a garantia do controle de qualidade para a indústria cervejeira e de outras bebidas ao apresentar informações sobre a presença de oxigênio dentro de embalagens, como garrafas e latas, no seu processo de envase.

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O procedimento é praticamente todo automatizado, sendo realizado em duas etapas. Na primeira delas, as embalagens passam por um processo de agitação. Depois, então, em outro componente do mesmo sistema, é realizado o cálculo do TPO. E o resultado é rapidamente exibido na tela do medidor. 

Assim, é possível ter uma visão imediata da operação de enchimento das embalagens, o que dá garantia de que uma cerveja de qualidade seja apresentada como produto final, evitando que bebidas de nível inferior cheguem ao mercado ou mesmo sejam perdidas ou descartadas.

Saiba mais sobre a JT Instrumentação em nossa página do Guia do Mercado

Com essa solução, fornecida pela JT, também há redução do tempo de inatividade do processo com as análises, o que representará um ganho financeiro para as cervejarias e outras indústrias de bebidas que utilizarem o medidor TPO.

Ambev e Lohn Bier lançam 1ª cerveja com 100% de ingredientes brasileiros

A Ambev e a Lohn Bier anunciaram o lançamento da cerveja TodaNossa, produzida apenas com ingredientes – lúpulo, malte e levedura – brasileiros, algo até então inédito no mercado nacional. O rótulo é uma Brazilian Pale Ale e amplia a parceria entre as companhias. Afinal, foi anunciada menos de um ano depois da Hop Lager Green Belly, fruto da colaboração entre elas e criada através da utilização do lúpulo cultivado pelo Projeto Fazenda Santa Catarina, da Ambev.

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Richard Westphal Brighenti, cervejeiro e sommelier da Lohn, lembra que cervejas de qualidade eram exclusivamente associadas ao uso de ingredientes importados. E, agora, a iniciativa poderá confirmar a qualidade dos insumos brasileiros. “Podemos usar três tipos de maltes beneficiados de cevada brasileira, lúpulos que são cada dia mais bem desenvolvidos na Serra Catarinense e a primeira levedura tipo Saccharomyces.”

Unir todos esses ingredientes brasileiros na mesma cerveja, contudo, exigiu um longo projeto, aproximando desenvolvedores de matérias-primas e cientistas e permitindo repensar as possibilidades cervejeiras dentro do país, segundo analisa Richard.

“Por algum momento o meu sentimento pessoal foi semelhante ao de fazer uma cerveja pela primeira vez. A TodaNossa tem características próprias, lúpulos frescos da safra 2021 – que formam um buquê floral –, além de leve frutado que orna com os fenóis da levedura Ale. O corpo baixo para os 4,2% ABV a torna bastante acessível para todos os paladares”, aponta o cervejeiro da Lohn, para depois complementar.

“É um legado que a Fazenda Santa Catarina, da Ambev, e os demais parceiros generosamente confiaram a nós. Estamos todos lisonjeados pelo que fizemos juntos”, destaca Richard.

O novo rótulo da Lohn e da Ambev traz lúpulo proveniente da agricultura familiar da Serra e uma levedura cervejeira encontrada no litoral pelos pesquisadores René Aduan e Ana Carolina Souza Ramos de Carvalho, além de cevada plantada no Meio-Oeste catarinense e malteada no Vale do Itajaí.

No próximo mês, cerca de dois mil litros da cerveja TodaNossa serão engarrafados e comercializados para todo o Brasil pelo Empório da Cerveja e pela Lohn Bier.

Movimento fortalecido
Coordenador do Projeto Fazenda Santa Catarina, Felipe Sommer ressalta que o lançamento de uma cerveja com ingredientes brasileiros é mais um movimento para fortalecer o setor e o lúpulo nacional.  “A TodaNossa é fruto da colaboração de pesquisadores, malteiros, cervejeiros, produtores de lúpulo e cevada. Todas essas cervejas colaborativas que estão sendo criadas mostram que é possível, sim, produzir lúpulo de qualidade no Brasil. A nova levedura traz mais elementos para nossos cervejeiros exercitarem sua criatividade e fortalecer ainda mais a posição do país nesse universo.”

O Projeto Fazenda Santa Catarina começou no início de 2020, com o objetivo de ampliar o cultivo de lúpulo no Brasil por meio da agricultura familiar. Foram implementados, dentro da Cervejaria Santa Catarina da Ambev em Lages, uma lavoura experimental para a realização de testes de manejo e variedades e um viveiro com capacidade de produção anual de 60 mil mudas que serão inteiramente doadas para agricultores familiares parceiros do projeto.

Em junho deste ano, a companhia anunciou a entrega da primeira linha completa para processamento de lúpulo, com as plantas fornecidas pelos produtores sendo beneficiadas e transformadas em pellets prontos para uso. A iniciativa beneficiará diretamente agricultores locais com doação de mudas e suporte técnico para implementação e manejo da lavoura, acesso à estrutura de processamento e contrato de compra garantida. Cerca de 200 famílias deverão ser auxiliadas pelo programa nos próximos cinco anos.

Frio no Brasil: Neve atinge produção de lúpulo em SC, mas impacto é positivo

O frio intenso dos últimos dias em várias regiões e estados brasileiros atingiu a produção de lúpulo nacional. Curitibanos, na Serra Catarinense, foi uma das cidades em que a neve caiu, alcançando o cultivo da flor utilizada na fabricação de cervejas da Lúpulos 1090.

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Segundo Rodrigo Baierle, engenheiro agrônomo da companhia, os flocos de gelo caíram na plantação por cerca de 40 minutos. Ele destaca, porém, que o frio intenso e a neve não afetam a produção do lúpulo, uma cultura que costuma ser associada ao inverno. E ressalta que o incidente, raro no Brasil, pode até trazer benefícios para o cultivo.

“Nesta fase em que a cultura está em dormência, o impacto é positivo, assim como quando neva na Europa no inverno, quando o lúpulo está em dormência. Então, não teremos efeitos. Naturalmente, o lúpulo hiberna em temperaturas menores. Existe impacto positivo também na quebra do ciclo de pragas e doenças”, explica Baierle ao Guia.


Desde a última quarta-feira, uma onda de frio, provocada por uma massa de ar polar, atingiu diversas regiões do Brasil. Em Santa Catarina, mais de dez cidades registraram temperaturas negativas e, em alguns casos, neve, fenômeno ajudado pelos fortes ventos na região.

As geadas no Sul e no Sudeste do Brasil tendem a encarecer os preços de frutos e hortaliças, além de outros produtos, como café e milho, assim como de carnes, já que os grãos são usados como ração animal. A XP, por exemplo, calculou que as geadas devem provocar impacto de 0,1%  na inflação oficial de 2021, o IPCA. 

Esse, contudo, não é um problema que atinge a cultura do lúpulo, como explica Baierle. O engenheiro agrônomo destaca que, inclusive, são necessárias adaptações quando o cultivo e a plantação se dão em áreas mais quentes, como o uso de iluminação para que a planta cresça e dê flores.

“Sem frio, o pessoal tem que controlar o ciclo de outras maneiras, como no Centro-Oeste, fazendo isso com iluminação artificial. A planta é nativa de regiões frias com neve, então, o natural é ter um ciclo por ano com a hibernação. Como no Centro-Oeste não tem frio, a planta emenda um ciclo no outro. Mas o natural é um ciclo por ano, como aqui no Sul”, destaca. 


A imensa maioria do lúpulo usado no Brasil é importado, mas o país tem avançado na sua produção, com mudas próprias e especialização em análise de qualidade. E isso pode ajudar as cervejarias a reduzirem seus custos, além de tornar a atividade uma alternativa de agricultura familiar.

O lúpulo é uma espécie herbácea da família Cannabaceae, precisando de uma grande quantidade de luz solar para que ocorra sua floração, sendo mais facilmente cultivado em localidades onde possa recebê-la por mais de dez horas. Estados Unidos e Alemanha são os maiores produtores do mundo, seguidos por República Checa, China, Eslovênia, Polônia, Reino Unido, Austrália, Espanha e Nova Zelândia.

Menu Degustação: Tap room da Doutor Duranz, muitos kits para o Dia dos Pais…

Com a reabertura gradual dos estabelecimentos, o setor cervejeiro tem se movimentado para receber o público de forma segura e com atrações, como demonstra o Menu Degustação desta semana. É o caso, por exemplo, da Doutor Duranz, que abriu um novo tap room na cidade de Petrópolis, no bairro de Corrêas.

Com a proximidade do Dia dos Pais, comemorado em 8 de agosto, as cervejarias também estão apostando em diversas lembranças e presentes. Já a C&A e a Bohemia se uniram para criar uma linha completa de produtos inspirados em uma paixão em comum dos brasileiros: o boteco. E a Läut investe em presentes especiais para a data.

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Confira essas e outras novidades da semana no Menu Degustação do Guia:

Tap room da Doutor Duranz
O novo tap room da cervejaria Doutor Duranz, em Corrêas, bairro de Petrópolis, já está aberto ao público. O espaço da marca conta com cervejas artesanais plugadas em 10 torneiras, com opções de snacks, além de drinks com gin e hidromel. A exemplo do que acontece no tap room da fábrica da Doutor Duranz, o novo espaço também vai trabalhar com o serviço de retirada dos produtos no local e delivery de growlers.

“Arraiá” da Rota Imperial
A Cervejaria Rota Imperial, de Guapimirim e integrante Rota Cervejeira RJ, tem como causas a defesa da natureza e a valorização da relação entre os indivíduos e seus pares. Sendo assim, a cervejaria é sempre palco de eventos. E, na sexta-feira, promoveu o seu “Arraiá da Rota” com cervejas e muito forró.

C&A, Bohemia e Dia dos Pais
A C&A e a Bohemia se uniram para criar uma coleção que vai presentear não apenas os pais, mas toda a família: uma linha completa de produtos inspirados em uma paixão comum dos brasileiros, o boteco. A coleção tem camisetas, aventais, bonés e sacolas em diferentes estampas para brindar a tradição cervejeira que passa por gerações. O lançamento traduz esse conceito em diferentes peças e um dos destaques fica para as camisetas que ganharam um espaço especial na barra para abrir a long neck.

Läut e Dia dos Pais
A Läut está investindo em presentes especiais para o Dia dos Pais. Há várias sugestões de kits e presentes, como bonés personalizados e baldes de cerveja da marca, além de conjuntos de copos e taças exclusivas. A marca também criou duas tábuas para corte, uma em formato de guitarra, diferenciada. Há, ainda, quatro opções de presentes cervejeiros, com cerveja Pilsen e taça, além dos kits IPA, Black & White e Atitude Cervejeira.

Nacional e Dia dos Pais
A Cervejaria Nacional, com unidades em São Paulo nos bairros de Pinheiros e Tatuapé, apresenta 3 combos dedicados aos pais. As sugestões vão estar disponíveis de 2 até 15 de agosto, nos aplicativos iFood, Rappi, Uber Eats e no delivery próprio da casa. Com a IPA como protagonista, um dos combos conta com um 1 litro de Mula e mais dois rótulos da IPA Séries, com a Coffee IPA, que leva como ingrediente o café Catuaí Vermelho do Siriema, e a Fruit IPA, feita com polpa de cacau, custando R$ 88,50. Há um combo, o Curioso (R$ 92), com três sazonais surpresas. Para curtir o fim de tarde com estilo, o combo Happy Hour (R$ 94,90) oferece três litros de Y-Îara Pilsen e 550g de mix de amendoins.

Shopping ABC e Madalena
No ano em que o Shopping ABC, em Santo André (SP), completa um quarto de século, a campanha de Dia dos Pais presenteia 10 mil clientes com cerveja premium. Até 15 de agosto, quem somar R$ 300 em compras no empreendimento ganha uma garrafa de 600ml da cerveja Madalena, a primeira artesanal do Grande ABC. Na promoção, cada cliente pode escolher entre 4 sabores da marca na hora da troca: a Lager, a Session IPA, a Amber Ale e a Witbier, limitada a 2 garrafas por CPF. O cadastramento pode ser feito pelo aplicativo do Shopping ABC ou no Balcão de Trocas na Praça de Eventos do Piso 1.

Distribuição da Stella Sem Glúten
Depois do lançamento em 2020, a versão sem glúten de Stella Artois acaba de ganhar distribuição nacional. Para isso, a cerveja da Ambev lançou uma campanha na qual convida o público a viver mais momentos de leveza, chamada Surpresa Stella Artois. Ao som de Fly Me To The Moon, sucesso de Bart Howard eternizado na voz de Frank Sinatra, a campanha incorpora a nova versão sem glúten ao universo da Vida Artois. A propaganda mostra uma mulher caminhando até a geladeira para pegar uma Stella Sem Glúten. A partir desse gesto, uma situação comum já ganha mais leveza, enquanto balões carregando a nova Stella flutuam pela cidade para espalhar o convite aos momentos especiais. Além da veiculação na TV, a campanha está em redes como YouTube, Instagram e Twitter.

WeLab da Heineken
O Grupo Heineken abriu as inscrições para a segunda turma do Welab by Heineken 2021, experiência que convida jovens de 18 a 24 anos a uma mudança positiva de comportamento em relação ao consumo de bebidas alcoólicas. Com início previsto para 24 de agosto e término em 2 de outubro, serão 13 encontros 100% online e gratuitos realizados às terças e quintas, das 8h às 10h e em alguns sábados, abordando assuntos como relações, propósito, trabalho, sentimentos e como a relação com a vida reflete na relação com a bebida. Para além das conversas, os participantes são convidados a traduzir as principais reflexões em projetos. A próxima edição conta com 200 vagas. E as inscrições estão abertas até 13 de agosto.

Curso do Marketing Cervejeiro
O Marketing Cervejeiro está com inscrições abertas até 5 de agosto para a 2ª edição do curso online Redação Publicitária Cervejeira. Entendendo a importância da escrita na divulgação, Érica Barbosa, fundadora do instituto, criou o curso que ensina técnicas para escrever textos que gerem mais vendas, seguindo sua metodologia desenvolvida ao trabalhar em um e-commerce cervejeiro. Serão analisados 20 textos de sua autoria, com diferentes estruturas, além de ensinamentos sobre fundamentos de neuromarketing, SEO, storytelling, copywriting e UX writing de forma simplificada e com dicas de expansão de vocabulário, cuidados com a gramática, glossário de termos cervejeiros, análise dos perfis de público de cerveja artesanal, assim como definição do tom de voz e linhas editoriais.

24 lançamentos de cervejas artesanais realizados no mês de julho

O mês de julho certamente ficou marcado pelas baixas temperaturas em quase todas as regiões do país, mas também pelos diversos lançamentos de cervejas artesanais. A Cerveja Blumenau, por exemplo, entra no mercado de latas com uma New England IPA e uma Wee Heavy colaborativa com alunos da ESCM. Já a Ambev e a Lohn Bier retomaram a parceria e produziram a sua primeira cerveja com 100% de ingredientes de Santa Catarina. Enquanto isso, a Krug Bier ficou responsável por assinar o novo rótulo do restaurante Villa Celimontana.

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Confira abaixo estes e outros lançamentos de cervejas artesanais realizados no mês de julho:

Blondine
A Blondine decidiu marcar o mês de julho com o lançamento de uma linha de cervejas maturadas em madeira brasileira. E a novidade veio com três novos rótulos. O primeiro lançamento, a Blondine Reserva – Milk Stout em Bálsamo, tem adição de lactose e foi maturada em barril da madeira brasileira Bálsamo por 9 meses. É uma cerveja escura, com notas complexas de tosta que remetem a café adoçado. E está com 11% de graduação alcoólica. O segundo rótulo, a Imperial Black IPA, foi maturada em barril de carvalho norte-americano da marca de Bourbon Woodford Reserve por 12 meses. É uma cerveja escura, encorpada e com notas de café, baunilha e leve pinho. E possui 12,5% de graduação alcoólica. Já o terceiro rótulo é uma Russian Imperial Stout com adição de pasta de amendoim maturada em barril de jequitibá por 9 meses. É uma cerveja escura e potente. No aroma, apresenta notas de chocolate amargo, leve condimentado e castanhas e amendoim. Tem 11,7% de graduação alcoólica.

Blumenau
A Cerveja Blumenau entrou no mercado de latas com o envase de receitas especiais e limitadas em embalagens de 473ml. E estreou com dois rótulos: a Bloody Hop, uma New England IPA, e uma Wee Heavy, a Wee=MC8. Ambas as bebidas foram produzidas na nanocervejaria montada dentro da fábrica da marca. Os lúpulos Mosaic, Citra e Galaxy da receita estão representados no desenho do rótulo da Bloody Hop New England IPA, como uma alusão entre o clássico chá inglês e o dry hopping desta receita, em que são utilizados 20 gramas de lúpulo por litro. A graduação alcoólica é de 6,4% e o amargor é de 40 IBUs. Já a Wee=MC8 foi criada em parceria com a oitava turma do curso de mestre-cervejeiro da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM). Os alunos, que concluíram o curso em julho, participaram da brasagem e da definição da receita. A graduação alcoólica é de 6,5% e o amargor é de 27 IBUs.

Bodebrown
Inspirada pelo inverno curitibano, a Bodebrown lançou em julho três rótulos da linha Lupulol Projects. O primeiro foi a Lupulol Super, uma cerveja colaborativa com uma das maiores produtoras de lúpulo do mundo, a norte-americana Yakima Chief Hops. A bebida foi apresentada em latas de 473 ml e é uma Indian Pale Lager, com 5,2% de álcool. Os outros rótulos foram a Lupulol Galaxy Maracujá & Manga IPL e a Lupulol Galaxy. A Lupulol Galaxy Maracujá & Manga IPL mistura uma base de India Pale Lager com toques de manga e maracujá e doses generosas do lúpulo australiano Galaxy. Tem 5,5% de graduação alcoólica, 43 IBUs e cor dourada. Já a Lupulol Galaxy tem base de IPA com toques de maracujá e manga e a presença marcante do lúpulo australiano Galaxy. Já para o Dia dos Pais, comemorado no segundo domingo de agosto, a Bodebrown lança a Atomga Cacau Milésime 2021. A bebida é uma Russian Imperial Stout com notas de chocolate e café e 12% de teor alcoólico. A novidade, que vem no formato de garrafa de 750 ml, já está disponível em bares, mercados e empórios de todo o país e também na loja virtual da Bodebrown.

Brewpoint
O projeto Dose Única da cervejaria Brewpoint chega a mais uma edição com o lançamento de uma Double IPA. A Brewpoint Double IPA é uma bebida sazonal com 10% de teor alcoólico e 90 IBUs. A potência do lúpulo está representada principalmente pela quantidade extra da variante Ekuanot, um lúpulo norte-americano desenvolvido pela Hop Brending Company (HBC). A bebida traz notas cítricas e herbais, além de aromas de limão, lima, mamão papaia, maçã e pimenta verde. A edição limitada será vendida apenas no formato de chope e poderá ser comprada no taproom da fábrica, no Quitandinha, nas lojas Brewpoint Express e no restaurante Brewgarden, no centro de Petrópolis.

Cruls e Corina
As cervejarias Cruls e Corina lançaram a cerveja Desjejum, uma Imperial Sour com 7,7% de teor alcoólico e que recebe granola e salada de frutas na composição. A novidade já está disponível em latas e em chope e traz na receita as castanhas de caju e do Pará, amêndoas, semente de abóbora, linhaça dourada, fitas de coco, aveia, melaço de cana, flocos de tapioca, açúcar de coco, óleo de girassol, banana, mamão e laranja aliadas à água, malte, lúpulo e levedura. Este é a terceira cerveja colaborativa entre as marcas.

Dádiva
A Dádiva realizou em julho dois lançamentos de cervejas artesanais: a Kölsch e a Imperial Dark Sour Blueberry. O primeiro rótulo é a sexta integrante da série Dádiva Classic Styles. O termo Kölsch existe desde o século IX e se refere às cervejas produzidas em Colônia, na Alemanha. A novidade é uma cerveja muitíssimo clara, super cristalina, com um sutil frutado e amargor leve. Já a Imperial Dark Sour Blueberry vem em lote limitadíssimo. A versão mais potente da Dark Sour tem o teor alcoólico mais alto do que as versões anteriores (7,5%, frente a 5,2% das últimas), e o mirtilo, desta vez, é fresco, além de possuir notas de vínicas e de madeira e um suave toque de caramelo e toffee dos maltes.

Dama Bier
A Dama Bier também veio repleta de lançamentos de cervejas em julho. A marca apresentou a sua Belgian Tripel, uma trapista que é o novo rótulo do projeto Dama/LAB, marcado por receitas de estilos clássicos e inusitados. E ainda sobrou tempo para apresentar também a Dama 250 – feita em homenagem aos 254 anos da cidade de Piracicaba (SP), comemorado em 1º de agosto. A Belgian Tripel da Dama tem 8,3% de graduação alcoólica, é uma cerveja intensa, segundo a descrição divulgada pela marca. Já a Dama 250 é uma puro malte feita com lúpulos norte-americanos e possui aroma de lúpulo que remete a notas florais e sutis notas maltadas. Do estilo American Premium Lager, ela tem 4,8% de graduação alcoólica e 10 IBUs.

Demonho
A cervejaria Demonho apresentou duas novas receitas, ambas do estilo Juicy IPA, porém com características diferentes. A primeira é a Abismo Mental, uma Juicy IPA clássica de aspecto bastante hazy, tendo notas de frutas tropicais. O aroma e sabor trazem notas que remetem a manga, melão, pera, laranja e pêssego. A bebida tem graduação alcoólica de 7,3% e amargor de 40 IBUs. Já a Demonho Caminho sem Volta é uma Double Juicy IPA com características de West Coast: final mais seco que o comumente explorado e amargor mais acentuado. Aroma e sabor entregam características resinosas, com o frutado em segundo plano. Tem 8,7% de graduação alcoólica e 60 IBUs.

Goose Island
No Dia do Chocolate, celebrado em 7 de julho, a Goose Island se juntou à Gallette Chocolates e lançou a Cacau Ale, uma cerveja com cacau. A bebida do estilo British Golden Ale tem teor alcoólico de 5% e 35 IBUs. Com toda a potência do lúpulo, ela tem notas de chocolate e café complementando o sabor. Com o corpo leve, a novidade conta com o adocicado do malte, o amargor do lúpulo, além de aspectos do cacau catongo.

Krug Bier
A Krug Bier é a cervejaria que assina o rótulo exclusivo do restaurante Villa Celimontana Ristorante, a Villa Celimontana Lager. A novidade é uma cerveja puro malte, produzida com receita tradicional e ingredientes importados, criada para a inauguração do restaurante no bairro Lourdes, em Belo Horizonte. A Villa Celimontana Lager foi envasada em garrafa de 600ml e ganhou uma ilustração que conta com o logo da casa e as cores da bandeira da Itália, sendo uma edição comemorativa limitada. A cerveja é de baixa fermentação, dourada e cristalina com espuma branca e densa, notas suavemente maltadas no aroma e sabor, corpo leve, baixo amargor e teor alcoólico de 4,8%.

Läut
A Cervejaria Läut apresentou ao mercado a sua Cabrón. A bebida é uma receita especial para o inverno, inspirada na tradição das Bocks alemãs. De caráter maltado mais intenso, tem coloração marrom escuro, aroma e sabor que remetem a caramelo e frutas secas. Tem baixo amargor e é encorpada, porém, segundo a marca, é bastante fácil de beber.

Libertastes
A cervejaria mineira  Libertastes anunciou a Momentos Mineiros, a nova série de cervejas lançadas no Espaço Libertastes. Foram duas cervejas nesse primeiro lançamento: a Libertastes Oncotô, uma Wheat Wine, e a Libertastes Dediprosa, uma Strong Scotch Ale bem caramelada.

Lohn Bier
Menos de um ano depois do lançamento da Hop Lager Green Belly, fruto da colaboração entre a Lohn Bier e a Ambev, as cervejarias agora retomam a parceria para a concepção e desenvolvimento da sua primeira cerveja feita com 100% de ingredientes locais. A TodaNossa, como foi batizada, é uma Brazilian Pale Ale feita com lúpulo proveniente da agricultura familiar da Serra, uma levedura cervejeira (fermento) encontrada no litoral pelos pesquisadores René Aduan e Ana Carolina Souza Ramos de Carvalho, e cevada plantada no meio-oeste e malteada no Vale do Itajaí, tudo isso em Santa Catarina. A bebida tem lúpulos frescos da safra 2021 – que formam um buquê floral – ,além de leve frutado que orna com os fenóis da levedura Ale e o corpo baixo para os 4,2% de graduação alcoólica. 

Proa
A cervejaria baiana Proa acaba de lançar a Sour com Mel de Cacau. A cerveja une a doçura do mel de cacau com a leve acidez da Sour, chegando a um resultado sofisticado e frisante, conforme a marca. A ideia da nova Sour da Proa nasceu quando Débora Lehnen, mestre cervejeira e proprietária da marca, visitou a Fazenda Vânia, em Taboquinhas, no Sul da Bahia. “Conheci o mel de cacau na fazenda do meu sogro, e, para mim, que nem o fruto do cacau conhecia, foi muito surpreendente. Poder unir o dulçor desse insumo com a acidez do estilo Sour e trazer esse sabor – que é quase exclusivo das pessoas que vivem próximas às fazendas de cacau – me motivou a fazer essa cerveja”, destaca a cervejeira.

Colorado e Goose Island trazem lançamentos que reforçam aposta na lata

A cerveja em lata definitivamente se tornou uma das principais apostas do mercado. Apontada como uma das principais tendências que permanecerá após o fim da pandemia do coronavírus, a embalagem vem como destaque de dois lançamentos de importantes marcas da Ambev: a Colorado e a Goose Island.

E, no caso da cervejaria de Ribeirão Preto, a ocasião é mais do que especial: um chope de mexerica com capim limão criado para celebrar os 25 anos da Colorado, ocorrido no dia 27 de julho.

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A ideia de sabores foi sugerida pelos seguidores da marca em uma ação nas redes sociais. E a presença da lata vem justamente para homenagear esses consumidores: para lembrar aqueles que ajudaram na busca pela receita, a Colorado irá estampar mais de 300 nomes nas latas do crowler produzido exclusivamente para a data.

“Se não fossem os nossos consumidores, a Colorado não completaria 25 anos de sucesso. Então, nada mais justo do que deixá-los escolherem a receita. O crowler com nomes é um jeito de agradecer por todos que fizeram parte da nossa história”, explica Daniel Carneiro, gerente de marketing do Colorado.

Para não deixar ninguém sem o nome, a marca criou uma landing page que permite a personalização virtual do rótulo. Basta acessar cervejariacolorado.com.br/25anos, adicionar o nome e registrar a participação.

O novo chope da Colorado é leve e refrescante, com aromas e sabores que remetem a frutas cítricas e chá de capim limão, além de suaves notas adocicadas de cereais e pão, segundo descreve a marca. A edição limitada do crowler de 710ml está disponível na Toca do Urso (Ribeirão Preto) e nas unidades do Baixo Pinheiros, Shopping Mooca, Pacaembu e Paulista em São Paulo. Nas demais lojas, o envase será no growler de 1 ou 2 litros.

Session da Goose
A lata também aparece como destaque do mês da Goose Island. Afinal, a Midway, Session IPA mais famosa da marca, acaba de ganhar uma versão em lata.

Com 4,1% de teor alcoólico, 30 de IBU e aroma de frutas tropicais, a “nova” Midway chega para dar mais uma opção de consumo ao cervejeiro. “A Midway é uma das cervejas mais pedidas do nosso portfólio”, aponta Guilherme de Almeida, gerente de marketing da Goose Island no Brasil, antes de completar.

“Entendemos que oferecer mais uma possibilidade para o consumidor é um jeito de agradecer ao sucesso desse rótulo. Estamos sempre atentos aos desejos dos amantes de boa cerveja e esse é mais um passo da marca para atender um público cada vez maior”, finaliza o gerente da Goose Island.

Ambev lucra R$ 3 bi no 2º trimestre, mas margens reduzidas preocupam

A Ambev apresentou lucro líquido ajustado de R$ 2,963 bilhões no segundo trimestre de 2021, o que representou alta de 115,9% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o balanço divulgado nesta quinta-feira. O crescimento, porém, não chegou a empolgar o mercado, tanto que a ação da companhia fechou o pregão do dia, realizado após a divulgação do resultado financeiro, com desvalorização de 1,15%, cotada a R$ 17,13.

Para isso, pesou a pressão sobre os custos, provocada pela alta de matérias-primas e do dólar, tanto que o custo do produto vendido por hectolitro aumentou 15,7%. Uma preocupação que contrasta com os elogios às estratégias de inovação da companhia, como a criação e uso das plataformas Bees, Donus e Zé Delivery.

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“Esperamos que essa tendência diminua ao longo do resto de 2021, mas o cenário de pressão de custos deve continuar a gerar alguns ventos contrários para a recuperação da lucratividade”, afirma o Itaú BBA. “No curto prazo, os desafios não faltam, mas continuamos otimistas com a Ambev, pois é uma empresa única, conseguindo reinventar seu DNA e explorando muitas avenidas para crescimento enquanto enfrenta uma das piores crises da história”, contemporiza a XP Investimentos. 

Outro motivo de reticência levantado pelas análises é que o lucro apresentado pela Ambev no seu balanço pode estar “inflado”, pois teve impacto direto de um crédito tributário de R$ 1,6 bilhão, resultado de uma decisão do STF de considerar inconstitucional a inclusão do ICMS na base de cobrança do PIS/Cofins.

De acordo com o balanço, a Ambev fechou o primeiro semestre com lucro acumulado de R$ 5,6 bilhões e lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões, um crescimento de mais de 120% em comparação à primeira metade de 2020, quando o início da pandemia do coronavírus derrubou os resultados das principais companhias do mundo. O Ebitda ajustado no segundo trimestre foi de R$ 5,289 bilhões, com um avanço reportado de 58% e de 24% orgânico. Já a receita líquida da Ambev cresceu 36,2% na comparação anual, para R$ 15,71 bilhões. 

Em seu balanço, a Ambev também destacou que atingiu nível recorde de produção no segundo trimestre, de 39,8 milhões de hectolitros, com uma expansão de 19% na comparação anual. No Brasil, o crescimento foi de 12,7% no volume, para 20,2 milhões de hectolitros, com aceleração de 25,8% na receita líquida.

E o principal destaque foi a América Central e Caribe, com crescimento de 62,7%, relata o balanço da Ambev. Já o único resultado negativo se deu no Canadá, com queda de 0,9%. Além disso, sete dos seus dez mercados apresentaram crescimento superior ao do segundo trimestre de 2019, quando ainda não havia pandemia.

“A Ambev conseguiu entregar um crescimento de 19% no volume de vendas – maior volume de vendas já atingindo em um trimestre – mostrando resiliência nas diversas praças de atuação. Isso foi impulsionado pela implementação consistente da estratégia baseada em três pilares: inovação, plataformas tecnológicas e excelência operacional”, destaca a Ativa. 

Ponderações no Brasil
A venda de cerveja no Brasil apresentou expansão de 12% em relação ao segundo trimestre de 2020, sendo puxada pelas inovações, que expandiram 20%, de acordo com a Ambev. Já as marcas premium aceleraram 35%. E o crescimento da venda de bebidas não alcoólicas foi de 26%. 

Só que a baixa margem de lucro parece ter chamado mais a atenção dos analistas do que o aumento de volume de cervejas vendidas. “A empresa continuou a entregar forte desempenho de volume em todas as áreas, mas a lucratividade ainda é lenta. Margens EBITDA de cerveja Brasil atingiram a marca mais baixa de todos os tempos de 22%”, alerta o Itaú BBA. 

A preocupação com as margens da companhia também está presente na análise da Ativa. “Vimos as margens bruta e Ebitda da companhia ficarem pressionadas e abaixo das projeções da Ativa, movimento já esperado mas que surpreendeu negativamente pela pressão maior do que a expectativa.” 

Além disso, o BTG alerta que a Ambev tem se aproveitado de um contexto de desafio para os concorrentes, algo que pode se modificar. “A concorrência tem claramente sofrido em meio a oscilações e um temporário aumento de renda também parece ter levado a um aumento (mas também temporário) da demanda por cerveja.” 

É, porém, uma visão contrária da apresentada pelo Credit Suisse, que apontou o poder de adaptabilidade da Ambev como um fator para a companhia seguir em cenário melhor do que o do restante da indústria cervejeira. “Apesar dos ventos contrários dos custos e do ambiente incerto no Brasil, a Ambev continua bem posicionada para navegar turbulências, superar a indústria (como tem sido o caso) e gerar caixa”, avalia.

O Itaú BBA também alerta para o aumento dos custos gerais e administrativos com os aplicativos Zé Delivery e Bees, embora destacando que as plataformas possam ser fundamentais para as estratégias da Ambev.

“Um ponto para focar é que o SG&A aumentou devido aos investimentos em novas iniciativas (como Zé Delivery e Bees). Se essas iniciativas darem frutos a médio e longo prazo serão uma parte fundamental da tese de investimento, e estaremos de perto monitorando isso”, comenta o Itaú BBA. 

E a Ativa ressalta o êxito dessas plataformas como uma vitória da Ambev. “A plataforma Bees – plataforma digital de vendas B2B – já é usada por mais de 70% dos clientes ativos, e vem ajudando bastante a impulsionar o número de compradores de cerveja e NAB em junho. Já o Zé Delivery segue crescendo e atingiu 80 mil clientes, com mais de 1 milhão de transações mensais. A plataforma B2C triplicou o volume de entregas versus 2T20.”

O uso da tecnologia também é visto como um ponto positivo pelo Credit Suisse. “Pedidos de entrega de Zé atingiram 15 milhões no 2T21 (3x maior que 2T20). A plataforma Bees cobre + 70% dos clientes do Brasil (acima de 65% no 1T) e a Donus (braço fintech) já tem 80 mil clientes”, conclui.

Granobrew se desliga da Corbion e vira empresa independente

O promissor mercado de maltes “ganhou” mais um player no país. Trata-se da Granobrew, que se desligou do braço tecnológico de bebidas da multinacional holandesa Corbion, com a qual esteve ligada nos últimos anos, e passou a ser independente.

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Importadora e distribuidora exclusiva de maltes Viking no Brasil, a Granobrew teve crescimento e alcance de vendas de mais de 30% nos últimos meses, mesmo no difícil cenário da pandemia. Assim, decidiu se tornar independente com “novos objetivos de expansão e a missão de levar insumos de qualidade para todo o Brasil”, segundo descreve a empresa.

Além da comercialização de maltes Viking, a Granobrew trabalha com a linha Hopzoil de óleos essenciais de lúpulo, um produto que fornece aroma e sabor de lúpulo, mas sem adição de amargor. Ele é usado nas fases frias de produção de cerveja com bom custo-benefício.

Para Ricardo Negretto, mestre-cervejeiro e diretor técnico e comercial da Granobrew, a empresa está preparada e abastecida para enfrentar esse novo cenário de retomada.

“Com esta independência, estamos iniciando um novo capítulo no mercado cervejeiro nacional. Estamos preparados e focados em manter a nossa excelência de produtos e serviços”, aponta Ricardo, para depois complementar.

“Apesar de ainda existirem inúmeras variáveis por conta da pandemia, estamos ansiosos e abastecidos, esperando a retomada do mercado cervejeiro ainda neste ano”

Ricardo Negretto, diretor da Granobrew

Empresa voltada para a comercialização de insumos, a Granobrew nasceu em 2017 e hoje tem sede em Valinhos (SP), com filial em Curitiba. Seus produtos são distribuídos para todo o Brasil.

Corbion
Em informe enviado ao mercado, por sua vez, a Corbion reiterou ter finalizado suas operações da unidade de negócios Granobrew e destacou que, “com nosso posicionamento de desenvolvimento e comercialização de ingredientes e soluções para o mercado de alimentos, estaremos concentrando nossas atividades no core business reconhecido mundialmente”.

A multinacional holandesa também desejou sucesso à nova empreitada. “Aproveitamos para desejar sucesso aos novos proprietários da marca, que serão os responsáveis pelas atividades de comercialização e importação dos insumos do portfólio Granobrew”, diz a Corbion. “Reforçamos nosso compromisso e comprometimento na qualidade do atendimento aos nossos clientes e estamos à disposição para demais esclarecimentos.”