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Bourbon County da safra 2020 chega com 100 unidades e lançamento em NFTs

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Uma edição limitada com apenas 100 unidades da safra 2020 da Bourbon County Stout, da Goose Island, chegou ao mercado brasileiro. Com 14,7% de teor alcoólico e 60 IBUs, ele é um dos rótulos mais cultuados mundialmente do setor. E vem com uma novidade: o lançamento especial em NFTs (tokens não-fungíveis).

Ou seja, quem comprar um dos 100 rótulos também terá acesso a um NFT da Bourbon County. Assim, a marca da Ambev uniu a raridade da cerveja com a unicidade do NFT, tecnologia que permite o registro de originalidade para obras digitais, através de certificados estabelecidos via blockchain.

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“Queremos anunciar esse momento de maneira especial. Os NFTs têm gerado cada vez mais interesse nas pessoas em um período em que o digital se une cada vez mais com o real”, destaca Guilherme de Almeida Aguiar, gerente de marketing de Goose Island.

Ao transformar a propriedade do rótulo em NFT, a tecnologia permite ao comprador ser o proprietário dos direitos de uma obra digital. A iniciativa é nova no Brasil, ainda mais no setor cervejeiro, mas tem se tornado uma febre mundial.

“Com essa iniciativa, levamos para os amantes dessa cerveja toda a experiência que ele já conhece ao poder degustá-la e ainda somamos esse momento com uma inovação dentro do universo cervejeiro no país, tornando-a definitivamente em um artigo digno de colecionador”, acrescenta Guilherme.

Criada pelo filho do fundador da Goose Island, Greg Hall, a Bourbon County é uma das cervejas mais raras do mundo, lançada apenas uma vez a cada ano. Essa imperial Stout é maturada em barris de uísque bourbon, elevando a complexidade da cerveja e deixando-a ainda mais aromática e saborosa, com as notas do bourbon.

Umas das suas safras, inclusive, já foi considerada a melhor do mundo no World Beer Cup, um dos principais prêmios cervejeiros do mundo. Agora, então, ajudará a Goose Island a entrar no mundo das NFTs.

O setor de cervejas artesanais mudou após os ataques racistas de um ano atrás?

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Há cerca de um ano, dois dos muitos casos de racismo que ocorrem diariamente na sociedade brasileira se deram dentro do setor de cervejas artesanais e ganharam “publicidade”: a Implicantes e a sommelière Sara Araújo sofreram ataques, que tiveram reações pontuais. Mas, na visão de profissionais do segmento ouvidos pelo Guia, incluindo os dois alvos diretos dos atos discriminatórios, o setor efetivamente pouco mudou desde então, a não ser por ações isoladas de marcas, sem, contudo, trazerem grandes efeitos práticos.  

Efetivamente, aliás, foi uma palavra utilizada por diferentes personagens consultados pela reportagem. E ela serve para destacar que a lógica excludente e preconceituosa pouco se alterou, pois poucas mudanças objetivas foram implementadas, como destaca Sara, apontando a reduzida diversidade nos cargos de liderança do setor.

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“Quando os atos de racismo se deram, contra a cervejaria Implicantes e, meses depois, contra mim, muitas pessoas vieram com discurso de que iriam se posicionar contra as violências raciais, mas, o que de fato mudou? Quantos CEOs negros foram contratados? Quantas líderes de equipes negras foram contratadas, qual mudança efetiva houve? Vi movimentos tímidos, mas estão longe de serem encarados como mudança”, analisa a sommelière.

Em 2020, um vazamento expôs mensagens de um grupo do WhatsApp com participação de figuras relevantes do setor de artesanais, que apresentaram posturas racistas em relação a profissionais negros do mercado cervejeiro, além de outros materiais de tom preconceituoso e com ofensas a mulheres. Muitas delas faziam referências diretas à sommelière, alvo de lamentáveis ataques sobretudo por defender, exatamente, o necessário combate ao preconceito.

Posteriormente, a divulgação de outros conteúdos levou à renúncia da gestão anterior da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva). Em outro momento, uma nova diretoria foi eleita, tendo à frente Nadhine França, primeira mulher a presidir a Abracerva – ela ficou no cargo de setembro de 2020 a julho de 2021.

“O setor quer ser inclusivo, mas ainda está engatinhando. Muita gente conhece a Implicantes, a Sara, mas não é suficiente só conhecer quem sofreu ataques. É preciso ir atrás de outras pessoas, conhecê-las, incluí-las. Está mudando, mas a inclusão ainda está muito lenta”, aponta Diego Dias, sócio-proprietário da cervejaria gaúcha.

Em 2020, a Implicantes foi bombardeada por manifestações racistas nas redes sociais. As mensagens reagiam à divulgação da campanha de financiamento coletivo que a marca, autodeclarada a primeira cervejaria criada e gerida por negros no Brasil, lançou para lidar com os efeitos da crise do coronavírus.

Mas houve reação diante do racismo contra a marca de cervejas artesanais. Além de levantarem o debate sobre o preconceito no setor e na sociedade, os atos tiveram como resposta imediata uma onda de apoio para a cervejaria do Rio Grande do Sul, que conseguiu atingir as metas do seu crowdfunding.

Ações pontuais
Para Eduardo Sena, publicitário, escritor e especialista em criação de conteúdo, há pouca efetividade e planos de longo prazo para colocar em prática mudanças na estrutura racista da sociedade, reproduzida dentro do segmento de cervejas artesanais, sobressaindo o que ele definiu como “ação de release”. Além disso, destaca que os ataques contra Sara e a Implicantes foram apenas dois exemplos da gravidade da questão racial.

“O segundo semestre de 2020 trouxe algumas iniciativas voltadas a mostrar a presença da mulher no mercado de cerveja, mas, de novo, sobre o recorte da mulher preta, efetivamente o que se viu foi muita ação de release”, lamenta Eduardo. “O racismo que vimos nos ataques à Implicantes e à Sara Araujo são apenas a ponta do iceberg. É preciso mudar na base do setor, fazer ações de dentro para fora, mexer nas estruturas, e isso, aparentemente, o setor ainda não está disposto a fazer e mesmo as marcas líderes, que deveriam capitanear esse tipo de movimento, ainda pecam em não colocar força em suas ações.”

Os profissionais ouvidos pelo Guia destacam que a suposta resolução de casos específicos e que tiveram grande repercussão dentro do segmento de cervejas artesanais pouco significam para resolver o que vários estudiosos definem como racismo estrutural, processo em que as condições de organização da sociedade reproduzem a subalternidade de determinados grupos que são identificados racialmente.

O pouco movimento que houve é, de fato, real ou apenas para não serem chamados de racistas? As pessoas estão mais preocupadas em não serem apontadas como racistas do que deixarem de serem racistas

Sara Araujo, sommelière

Sara também expõe a falta de oportunidade para negros no mercado, apontando que a presença em cargos de decisão é irrelevante, especialmente quando se lembra que eles são maioria na população brasileira.

“A população brasileira é composta de mais de 56% de pessoas pretas, segundo o IBGE. Colocar meia dúzia de pessoas negras em espaço de decisão é reforçar a estrutura racista e não lutar por equidade. Só irei acreditar em mudança efetiva quando pessoas negras não forem usadas como ‘token’ pelo mercado. Eu não acredito na narrativa do negro único. Mudança, para mim, é quando eu for sentar para conversar com uma equipe do mercado, ter no mínimo presente à mesa metade de pessoas iguais a mim”, destaca Sara.

A sommelière também relata que há iniciativas para que os negros até sejam ouvidos, opinando sobre o racismo, mas avalia que ações práticas não são adotadas depois disso pelas marcas de cervejas artesanais. “Houve um tímido movimento, mas não se alterou nada. Os rostos que continuo vendo dando as cartas no mercado cervejeiro são de pessoas brancas. Aliás, muitos deles chamam pessoas negras para conversar e ouvir o que elas têm a dizer, como se o problema do racismo fosse das pessoas pretas, e não põem em prática nada do que ouvem. Pelo contrário, continuam repetindo as mesmas práticas.”

Para além da reação a casos específicos, Leandro Sequelle, fundador da GrajaBeer, aponta que a sociedade e o setor de cervejas artesanais costumam, sim, se mobilizar em datas específicas para condenar o racismo, a homofobia e outras formas de preconceito, mas esquecem das temáticas na sequência. A luta e as demandas são diárias, acrescenta ele.

“Houve, sim, maiores participações e inclusões de profissionais negros, periféricos e LGBTQIA+ após os ocorridos. Mas confesso não ver isso com tanto entusiasmo. Sabe quando chega 8 de março e todo mundo lembra das mulheres? Chega 28 de julho e os LGBTQIA+ são a pauta? Novembro, comemorações e holofotes para os profissionais negros? Então. A galera não vive somente nas datas ditas comemorativas”, comenta Leandro, para depois complementar.

“Algumas coisas/eventos/grupos/pessoas seguem com as mesmas posturas e mentalidades que antes. Só mais atentos onde reproduzem suas falas. Acredito que levaremos mais do que um ano para sentir os reais impactos do mercado, mas minhas dúvidas podem servir como pulgas atrás das orelhas mais atentas”, acrescenta Leandro.

Para Eduardo Sena, após a exposição dos casos de racismo, até houve reações do setor cervejeiro. Mas, em sua visão, o segmento desperdiçou a oportunidade de iniciar uma modificação efetiva ao não dar sequência a essas iniciativas.

“Claro que a inclusão que buscamos não acontecerá de um ano para o outro, mas se ninguém entrar de cabeça nesse projeto, não acontecerá nunca. É fato que o assunto entrou em algumas pautas, ações aqui e ali foram aparecendo, mas até que ponto tudo isso não é o típico antirracismo de oportunidade, como o post preto depois de George Floyd?”, indaga Eduardo.

Ao mesmo tempo, Leandro pondera que os últimos 12 meses não foram fáceis para o segmento em função da crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus. Assim, segundo ele, o contexto pode ter freado algumas iniciativas de inclusão. Mas a necessidade de sobrevivência e de tempo para implementar ações não pode se transformar em esquecimento, diz o fundador da GrajaBeer.

“Ainda estamos passando por um período no qual sobreviver (como pessoas, empresas e marcas) é de suma importância, e talvez não tenhamos tido possibilidades concretas de dar conta de projetos que gerem ações sócio inclusivas. Vejo players super dispostos a criar e colaborar com o crescimento do mercado através do estouro da bolha hegemônica, mas compreendo as poucas possibilidades ou passos lentos que andamos. Espero que após o passar da pandemia, e com a reorganização dos boletos, planilhas e logísticas, possamos discutir estratégias para o que eu entendo ser fundamental para a expansão do mercado – atingir novas camadas de públicos”, argumenta Leandro.

Já Diego Dias diz ter enxergado uma maior união na luta pela causa negra após os ataques racistas, exemplificando a atuação com a criação do coletivo Afrocerva. “Destaco a união de entusiastas e profissionais pretos por conhecer a Implicantes, a Sara e vários outros profissionais, e pela criação da Afrocerva. Estamos tentando fazer com que o coletivo tenha mais visibilidade”, diz o sócio da Implicantes.

Marketing?
O fundador da GrajaBeer questiona, inclusive, as motivações que envolvem algumas campanhas de combate ao racismo por marcas de cervejas artesanais. Para isso, lembra que o marketing mudou ao longo dos anos, com o uso do poder como estratégia de formato de comunicação sendo substituído pela inclusão.

Vivemos uma lógica de mercado que não aceita mais as campanhas clássicas de geração de desejo de consumo através do status como forma de poder. Hoje, o marketing é muito mais direcionado à inclusão, diversidade e responsabilidade social como forma de atrair os clientes. E isso me gera incertezas. O mercado craft aprendeu algo com os episódios de 2020? As mobilizações que ocorreram, e convites – aos ainda poucos representantes de diversidade do setor -, foram propostas de inclusão e conciliação com os nossos tempos ou somente ferramentas de marketing?

Leandro Sequelle, fundador da Graja Beer

Sara, assim, não enxerga que existam ações efetivas do mercado de cervejas para combater o racismo. Cita, inclusive, uma conversa com um profissional do setor, sobre uma espécie de mudança de foco, com abordagens sobre o racismo sendo substituídas por temáticas a respeito de pessoas com deficiência, para avaliar como o preconceito é tratado de modo superficial.

“Meses atrás ouvi de uma pessoa do mercado: ‘já falamos muito sobre racismo, agora, vamos falar sobre PCD’, como se pudéssemos varrer essa violência para debaixo do tapete, como se o racismo não estruturasse todas as relações sociais, como se não pudéssemos interseccionar essas violências. Enquanto não encaramos o racismo como ponto fulcral, não vamos ver alteração real, o que teremos é a reificação da tecnologia do racismo e nada mais”, critica Sara.

Além disso, Eduardo Sena avalia que algumas iniciativas, mesmo que possam trazer atenção para a causa antirracista, têm sido pouco efetivas para provocar mudanças efetivas no setor. 

“Criar uma cerveja com a marca de um movimento não é colocar essas pessoas em posições de decisão dentro das empresas, não é criar mais empregos para elas, não é fazer o dinheiro circular entre elas e realmente mudar vidas e o mercado. A pergunta que o mercado precisa responder é: e fora do Instagram, dos releases e do PR, vocês são realmente antirracistas?”, finaliza Eduardo.

Amazon lança ‘Loja da Cerveja’ e amplia oferta de artesanais no varejo online

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Mais uma gigante do segmento de varejo online passa a oferecer cervejas – e artesanais – no seu e-commerce. A Amazon iniciou nesta semana a operação da Loja da Cerveja, uma sessão exclusiva em seu site dedicada a compradores interessados na bebida.

São, ao todo, mais de 500 produtos oferecidos pela Amazon. Além das opções de cervejas mais tradicionais, o site da gigante da tecnologia também conta com extensa linha de artesanais. E ainda oferece copos, camisetas, acessórios e livros dedicados à literatura cervejeira.

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“O lançamento da Loja da Cerveja chega para trazer uma maior variedade de rótulos, incluindo centenas de novos produtos na Amazon.com.br, além de ter mais opções de produtos elegíveis a benefícios de frete rápido e gratuito”, afirma Melina Ioshii, líder da categoria de consumíveis da Amazon Brasil, em comunicado. “Neste lançamento, trabalhamos junto a centenas de marcas de cervejas tradicionais e artesanais, para que nossos consumidores tenham maior conveniência ao encontrar seus rótulos favoritos.”

Nesse início da operação, a Amazon oferece algumas promoções, como a possibilidade de compra de 5 cervejas da Colorado pelo preço de 4. Além disso, há opções de marcas como Antuérpia, Faxe, Leffe, Leopoldina, Paulaner, Paulistânia, Roleta Russa, Guinness e muitas outras. E o site também conta com Guias da Cerveja, com informações sobre estilo e harmonização com alimentos.

A ação da Amazon de oferecer a venda de cerveja em seu site se insere em um contexto mais amplo da empresa, que também passou a contar com a compra de itens de supermercado, como alimentos e bebidas, produtos de limpeza e cuidados especiais.

Com isso, a Amazon se aproxima da operação de alguns aplicativos que apresentaram expressivo crescimento no Brasil durante a pandemia do coronavírus, como o Rappi. Já o Ifood, outra plataforma de sucesso no ramo de entrega de comidas, adquiriu no ano passado o SiteMercado, um supermercado online e com delivery.

O movimento da companhia também se dá ao mesmo tempo em que outros importantes sites de varejo online têm expandido seu campo de atuação para o segmento de alimentos e bebidas. É o caso da Magalu, que possui oferta de cervejas artesanais e recentemente adquiriu um aplicativo de delivery focado em alimentação, o Aiqfome. A Americanas.com também possui opção de mercado. E o Mercado Livre tem expandido a oferta de produtos e a variedade de segmentos atendidos.

Marcas premium e atenção à logística ditarão os rumos do setor, diz Euromonitor

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As marcas que investirem em logística terão mais êxito em um mercado que seguirá tendo o seu futuro moldado a partir do posicionamento das cervejas premium. Essa é a avaliação momentânea do setor no Brasil presente em relatório publicado pelo Euromonitor International sobre o mercado de cerveja. O trabalho também destaca que a bebida sem álcool veio para ficar.

Partindo do estudo dos números do mercado brasileiro de cerveja em 2020, o Euromonitor reconhece que o último ano foi desafiador para todas as indústrias. Mas o ponto definidor de posicionamentos dentro do segmento foi a acessibilidade. Algo que a líder global em pesquisas de mercado aposta que será ainda mais importante com o acirramento da disputa pelo consumidor.

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Mesmo que não esteja contemplado no relatório, o ano de 2021 tem sido marcado por mudanças na logística de uma das líderes do setor cervejeiro no Brasil: o Grupo Heineken, que assumiu a distribuição das suas principais marcas – Heineken e Amstel -, ainda que as demais sigam com companhias do Sistema Coca-Cola. E, recentemente, inaugurou um novo centro de distribuição no Rio de Janeiro.

“Ser capaz de entregar o produto ao consumidor final é sinônimo de permanecer relevante em um mercado cada vez mais desafiador e competitivo, especialmente levando em consideração o tamanho continental do país”, avalia o Euromonitor no relatório ao qual a reportagem do Guia teve acesso. “No futuro, isso vai se provar até mais relevante, à medida que a competição for reiniciada e a demanda voltar. A disponibilidade e o acesso serão as principais características do mercado.”

A empresa de pesquisas também destaca como dificuldades logísticas afetaram a operação das artesanais no ano passado. Para o Euromonitor, uma saída pode ser a venda de cerveja pelo sistema online.

“Em 2020, os produtores de cerveja artesanal sofreram muito porque muitos operam em nível regional e não foram capazes de se adaptar tão rapidamente quanto empresas maiores como Ambev e Heineken, que podem priorizar região, produtos e públicos-alvo. Para o mercado de cerveja, mas principalmente o movimento de cerveja artesanal, superar a logística será imperativo. Garantir uma presença no ambiente de comércio eletrônico para assegurar o compartilhamento online da prateleira é importante para a construção de um ambiente sustentável para a empresa”, aponta o estudo.

O Euromonitor também avalia que, embora tenham participação menor no mercado, as cervejas premium vão seguir ditando tendências no setor, especialmente pela maior resiliência do seu consumidor, algo que foi constatado durante os piores períodos da pandemia. E isso continuará modificando o segmento.

“A receita e a resiliência do consumidor premium são maiores do que as dos consumidores de preço médio ou econômico e as expectativas de recuperação econômica do Brasil só fortalecerão essa tendência”, projeta o relatório, para depois acrescentar.

Ambev e Heineken são bons exemplos de como essa estratégia pode ter sucesso, com ambas as empresas investindo e tendo bons resultados com marcas core-plus ou seu portfólio premium. Também é importante fator que essas marcas premium muitas vezes têm um apelo de qualidade que afetará o portfólio e vai ajudar o mercado brasileiro a atingir padrões mais elevados

Relatório do Euromonitor

Cerveja sem álcool
O último ano também teve o lançamento da 0.0 da Heineken como uma das novidades mais relevantes. Para o Euromonitor, o sucesso dessa cerveja sem álcool no país reforça uma tendência de consumo nas ocasiões em que a bebida mais tradicional não tem espaço, como atividades físicas e trabalho.

“As principais características deste produto são a forma como pode ser comercializado para o mesmo público, devendo explorar novas ocasiões de consumo. Beber durante o trabalho, enquanto você se exercita ou quando dirige são ocasiões que não funcionam com as bebidas alcoólicas clássicas, mas neste novo produto podem ser totalmente exploradas. Tentar adequar o consumo de cerveja sem álcool a ocasiões sociais nunca deram certo no mercado brasileiro, com muitas marcas tentando fazer este produto funcionar, mas sempre com resultados duvidosos ou pobres”, destaca o relatório.

O Euromomitor alerta, porém, que a cerveja sem álcool só continuará conquistando mercado no Brasil caso um produto de qualidade seja sempre oferecido. “Um alto nível de controle de qualidade e inovação será exigido no futuro para aquelas empresas que querem explorar este mercado florescente e a concorrência vai crescer à medida que mais consumidores escolherem um estilo de vida mais saudável e versões sem álcool de bebidas alcoólicas clássicas”, conclui.

As 10 mais
O estudo do Euromonitor também traz estatísticas sobre o setor cervejeiro brasileiro. Confira, de acordo com a empresa global de pesquisa, quais foram as dez cervejas mais vendidas no país em 2020, com as suas participações no mercado:

1º – Skol21,5%
2º – Brahma17,4%
3º – Antarctica10,1%
4º – Itaipava8,3%
5º – Nova Schin6,8%
6º – Kaiser6,3%
7º – Crystal3,4%
8º – Bohemia2,9%
9º – Budweiser2,2%
10º – Heineken1,9%

5 dicas para tornar o consumo de energia mais eficiente em microcervejarias

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A expectativa para o período de retomada do setor cervejeiro, com a reabertura de estabelecimentos e a realização de eventos com público e sem grandes restrições, veio acompanhada por um alerta: a crise energética, que tem levado a aumento no preço de tarifas e a criação de novas bandeiras. Por isso, resta às microcervejarias o reforço de iniciativas que mirem o uso eficiente da energia para evitar o aumento dos custos da sua produção, que, espera-se, passará por um período de crescimento nos próximos meses.

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A partir de setembro, passou a vigorar uma nova bandeira tarifária, de escassez hídrica, com o valor de R$ 14,20 por 100 kWh – ela valerá até 30 de abril de 2022, determinada pela Associação Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Até agora, o valor cobrado era de R$ 9,49. Ao mesmo tempo, foi anunciada a criação de um programa de incentivo de redução voluntária no consumo de energia elétrica para residências e pequenas empresas.

Pensando nisso, algumas estratégias podem ser adotadas pelas microcervejarias para minimizar o impacto energético sobre suas operações. “Com a crise energética e hídrica, e a consequente elevação do preço da tarifa de energia elétrica para o último patamar da bandeira vermelha, toda ação de eficiência energética pode ter um impacto financeiro ainda mais significativo nas micro e pequenas empresas”, destaca o especialista em serviços tecnológicos da área de energia e sustentabilidade da Firjan, Sudá de Andrade Neto.

Confira cinco sugestões da Firjan Senai para melhorar a eficiência e economizar energia nas microcervejarias:

1 – Análise do fator de potência: Permite a descoberta se há energia reativa acima do necessário para magnetização dos equipamentos. Caso isso aconteça, pode ser aplicada multa pelas concessionárias.

2 – Substituição de equipamentos para modelos mais eficientes: “Principalmente sistemas motrizes, de bombeamento e térmicos, procurando sempre aqueles com o selo Procel de maior eficiência (escala entre A e E, sendo o selo A o mais eficiente)”, detalha a Firjan Senai.

3 – Análise de modalidade tarifária e demanda contratada: As empresas geralmente estabelecem contratos de energia baseados em uma expectativa de consumo e de produção, mas sem o ajuste fino dos indicadores energéticos produtivos. Isso pode gerar custos acima das necessidades práticas das cervejarias.

4 – Ajuste na distribuição da carga: A empresa pode realizar ajustes no tempo e nos horários de operação de maquinários, adequando seu sistema de produção.

5 – Investimento em energia fotovoltaica na modalidade Geração Distribuída: De acordo com a Firjan, essa alternativa blinda o empresário da inflação energética e pode diminuir o valor da sua conta de luz em até 90%. “Se a ideia é fugir de um investimento alto, há a opção de instalar um sistema de menor porte e posteriormente expandi-lo, já que é uma energia modulável. Além disso, atualmente existem variadas opções de financiamento, para todos os perfis de crédito. Inclusive criou-se recentemente a alternativa de alugar uma usina solar por leasing, o que permite, em alguns casos, uma redução imediata na conta de luz”, explica a Firjan Senai.

Organizações cervejeiras dos EUA criam coalizão para coibir assédio e discriminação

Algumas das principais associações representativas da indústria cervejeira nos Estados Unidos se uniram para a criação de uma coalizão que deseja atuar para prevenir a discriminação, o assédio e a violência dentro do setor. É a Coalizão BRU, que leva em sua sigla os termos “respeito” e “união” para destacar os objetivos de inclusão e o alcance que o grupo pretende atingir.

A Coalizão BRU congregou, em sua criação, a Sociedade Americana de Químicos Fabricantes de Cerveja (ASBC, na sigla em inglês), a Brewers Association, o Programa de Certificação Cicerone, a Associação dos Mestres Cervejeiros da América e a Pinks Books Society.

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A promessa do grupo é, com a coalizão, oferecer as melhores práticas em todo o setor para a construção de uma comunidade cervejeira mais inclusiva, igualitária e segura, com a busca de resultados práticos para os integrantes da indústria.

Para isso, algumas ações já começaram a ser adotadas. Em uma delas, cerca de 1,9 mil integrantes das associações que compõem a Coalizão BRU participaram de um treinamento sobre assédio sexual promovido pela Brewers Association.

“Nós, como uma comunidade – e de forma alguma estamos sozinhos nisso – temos sofrido sob a nuvem do racismo, sexismo, discriminação com base na identidade de gênero, assédio sexual e até mesmo agressão, por muito tempo. Este flagelo da discriminação infeccionou e nos reteve como comunidade, como empresas individuais e como seres humanos. É hora de um despertar”, destaca o presidente da Brewers Association, Bob Pease, ao anunciar a criação da coalizão na abertura da Craft Brewers Conference.

A formação da Coalizão BRU se dá meses após Brienne Allan dar início ao movimento #MeToo na indústria da cerveja dos Estados Unidos. Ela trabalhava na construção de uma nova taproom da Notch Brewing e começou a se sentir frustrada com comentários sexistas de homens no local. Então, desabafou em publicação no Instagram, pediu para outras pessoas relatarem situações parecidas e recebeu mais de 1.000 histórias de mulheres que sofreram discriminação parecida.

Na esteira das revelações, fundadores de várias cervejarias artesanais importantes dos Estados Unidos renunciaram aos seus cargos. A Cicerone, que agora faz parte da Coalizão BRU, também teve um dos seus funcionários citados nos relatos compilados por Allan.

Confira as oito estratégias citadas pela Coalizão BRU para que exista mais inclusão na indústria cervejeira:

1) Adotar um conjunto de práticas recomendadas para todo o setor que comprovadamente reduzam o assédio, a discriminação e a violência.
2) Compilar e compartilhar ferramentas e recursos que permitam aos membros da indústria adotar as melhores práticas.
3) Implementar códigos de conduta organizacionais observando o comportamento esperado dos membros e participantes em eventos organizados pelos membros da coalizão.
4) Acompanhar a adoção das melhores práticas pelos respectivos constituintes.
5) Oferecer sistemas de denúncia para seus membros relatarem o comportamento impróprio dos membros.
6) Comprometer-se com conversas/mesas redondas contínuas nas reuniões da organização.
7) Buscar contribuições dos principais especialistas no assunto e organizações aliadas.
8) Comprometer-se com a formação contínua das lideranças de cada organização.

Especial gestão: Desafios e soluções para a indústria da cerveja aproveitar a retomada

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Estar capacitado para atender a demanda crescente de um consumidor que alterou suas rotinas desde o início da pandemia é o principal desafio para as empresas da indústria cervejeira que desejam aproveitar o que parece ser um novo momento para o segmento. Afinal, ainda que a sociedade siga abalada pelos efeitos econômicos e sociais da crise sanitária, há uma expectativa de retomada acelerada das atividades. Mas que precisa vir acompanhada de uma boa gestão para que essa chance não seja desperdiçada.

Para ajudar a indústria cervejeira a estar mais bem preparada para lidar com o esperado crescimento, que deve ter o seu auge entre as festas de fim de ano e o próximo verão, o Guia conversou com especialistas e empresas fornecedoras de soluções em gestão cervejeira. E eles apontaram que o caminho a ser seguido é o de apresentar uma organização mais eficiente, enxuta e integrada.

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Após cerca de um ano e meio em que as companhias se preocuparam, primordialmente, com a sobrevivência, o momento de retomada precisa ser acompanhado por boa gestão administrativa e empresarial, algo que pode ser alcançado a partir do uso de sistemas que potencializam a produção cervejeira, integrando aspectos financeiros, contábeis, de controle do estoque e da logística da operação.

“Independentemente da etapa da cadeia em que a organização se encontra, seja ela uma cervejaria, distribuidora ou até mesmo lá na ponta, interagindo com o cliente final, como o bar ou o pub, por exemplo, as empresas que mostraram eficiência e que deram uma resposta rápida às mudanças abruptas ocasionadas pela crise foram as que obtiveram êxito”, avalia Luciano Waltrick, gestor comercial da BeerPass, empresa especializada em autosserviço de chope e bebidas.  

Agora, então, quando as demandas começam a se modificar – e a crescer –, é fundamental que o planejamento de produção esteja alinhado com as perspectivas. Para isso, no entanto, a cervejaria precisa ter atenção com vários parâmetros, como quantidade e prazo da fabricação, além de equipamentos, insumos e pessoal envolvido na operação.

“Se tratando de cerveja, este planejamento se torna ainda mais importante, pois sabemos que alguns produtos exigem períodos maiores para os processos de fermentação e maturação. Além de garantir o estoque de produtos, o planejamento da produção também irá garantir a execução das produções planejadas, visto que o gestor poderá organizar com antecedência a compra de insumos, o uso de equipamentos e a escala de colaboradores, entre outras demandas”, destaca Alam Correa, CEO e cofundador do BeerSales, fornecedor de sistemas para cervejarias.

Para Sanon Fortunato, diretor comercial da WebMais, para ter êxito no segmento não é suficiente apenas ser apaixonado pela cerveja ou investir em produção e equipamentos, algo que vai se perder se a gestão não for cuidadosa. “Mais comum é a dedicação que essas pessoas têm em investir nos equipamentos de produção, bem como em cursos de capacitação para desempenharem um bom trabalho. Contudo, identificamos que a priorização de investimento somente na parte da produção tem deixado as microcervejarias à mercê de uma gestão amadora e, principalmente, que não acompanha ou impulsiona o crescimento.”

Há, ainda, um outro alerta. Embora exista a previsão de retomada do consumo, o momento da economia nacional é muito instável, com a escassez de produtos, a inflação crescente e a taxa básica de juros em alta. E o crescimento do volume de vendas e da produção certamente virá acompanhado por mais demanda por matérias-primas em um momento em que várias cervejarias enfrentam dificuldade de caixa.

Isso torna ainda mais importante ter um eficiente sistema de controle de custos. “Esse é um dos pontos que um bom sistema de controle proporciona: um controle preciso dos custos, com controle de fluxo de caixa e resultados, permitindo explorar compras nos momentos corretos, aproveitando oscilações do dólar a favor e alcançando descontos crescentes para pagamentos à vista”, detalha Ewerton Miglioranza, fundador da BierHeld, nome do seu sistema de gerenciamento para cervejarias.

“Já na parte de produção, além de ter uma previsão dos insumos necessários para atender esse período de retomada, um sistema de controle também pode auxiliar com a disponibilidade de equipamentos, principalmente para as cervejarias que trabalham com o aluguel de chopeiras e barris, uma vez que não adianta ter o produto em estoque se você não pode levá-lo até o cliente em barris, por exemplo, o que é bastante comum em grandes festas e eventos”, acrescenta o fundador da BierHeld.

Soluções integradas
Para o diretor comercial da WebMais, uma gestão automatizada, que acaba com a necessidade de processos antes realizados e controlados manualmente, representa dois ganhos fundamentais: de tempo, o que permitirá seu investimento em outras ações de uma indústria cervejeira, e de segurança.

“É um tempo precioso que poderia ser projetado para estratégias de crescimento ou melhoria da bebida. Sem falar que todo este controle físico fica vulnerável a uma série de perigos, como perda de dados, exclusão indevida de arquivos, avarias nos equipamentos e até mesmo ataques cibernéticos (roubo de dados). Diferentemente disso, um sistema online, cujos dados ficam armazenados em nuvem, é muito mais seguro”, argumenta Sanon Fortunato.

Já para o fundador da BierHeld, uma empresa só vai conseguir crescer se tiver o controle de todos os passos da sua operação, desde a compra dos insumos até a entrega do barril. Ter as informações sobre as etapas e resultados é, em sua visão, fundamental para que decisões acertadas para a expansão sejam adotadas. E é algo que ele assegura que o seu software fornece aos clientes.

Muitas micro e nanocervejarias iniciam suas atividades sem um sistema de controle definido, fazendo com que as informações sobre o seu negócio fiquem espalhadas, o que impossibilita uma expansão ordenada. Perguntas como ‘qual é o cliente ou setor que mais me dá lucro?’, ‘qual área ou cidade eu devo focar?’ devem estar sempre claras na cabeça do empreendedor, e isso pode ser respondido de forma fácil, através de um sistema de gestão focado em cervejarias

Ewerton Miglioranza, fundador da BierHeld

Breno Guaitolini, gerente de operações da Open Manager, também acredita que as soluções para melhorar a gestão devam passar por uma observação integrada da operação, por etapas que incluem a captação do cliente, passando pela gestão de suprimentos, controles de produção e estoque, além da gestão de vendas, da logística e financeira.

Assim, Guaitolini aposta em soluções para a gestão de compra “com ferramentas que auxiliam por completo, começando pela solicitação interna de materiais, cotação integrada com múltiplos fornecedores e finalizando com a entrada da nota fiscal/estoque”. Também destaca o controle fiscal ao atender “situações específicas para vendas em cervejarias trabalhando com substituição tributária, margem de valor agregado e redução na base de cálculo caso necessário”.

Automação dos processos
Para o gestor da BeerPass, os avanços em gestão passam diretamente pela automação dos processos. E é isso que a companhia espera oferecer para as empresas a partir do seu sistema de autosserviço.

“Permite ao estabelecimento, seja ele um bar, pub, brewpub ou taproom, automatizar as suas torneiras, gerando assim eficiência, qualidade e velocidade no atendimento. Outra grande vantagem é que toda a cerveja servida é registrada em nosso sistema, permitindo ao estabelecimento analisar todas as informações da sua operação cervejeira. Através de nosso Beer Intelligence é possível a um brewpub, por exemplo, controlar o estoque dos seus barris, analisar tanto o comportamento de venda quanto o desperdício de suas cervejas, bem como o perfil de consumo de seus clientes”, diz Luciano Waltrick.

A BeerPass também crê que o autosserviço ajuda a atender uma demanda do consumidor em um período em que o contato entre humanos ainda impõe riscos à contaminação pelo coronavírus. “A maioria dos consumidores prefere interagir com máquinas e aplicativos do que com outros humanos. Essa mudança tem feito com que soluções de autoatendimento, como a da Beerpass, sejam muito importantes para facilitar o consumo e viabilizar a venda de cerveja nesse novo e próspero momento que estamos iniciando”, completa Waltrick.

Conheça mais sobre as principais empresas fornecedoras de soluções em gestão cervejeira:

Beerpass

Endereço:  Rua Tiradentes, 15, sala 21, São José (SC)
E-mail: vendas@beerpassclub.com
Telefones (48) 99833-1967

A Beerpass é uma empresa especializada em desenvolvimento de soluções para gestão que prometem transformar a experiência dos seus clientes e deixar seus bares mais lucrativos através do autosserviço de chope. Para o setor cervejeiro, outra solução oferecida é o sistema de gestão do estabelecimento.

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BeerSales

Endereço: Rua Venâncio Aires, 902, sala 301, Santa Cruz do Sul (RS)
E-mail: comercial@beersales.com.br
Telefone: (51) 3715-2785

O BeerSales é um software de gestão completo, desenvolvido para atender as necessidades do mercado cervejeiro brasileiro. Completando 10 anos de atuação em 2021, atualmente está presente em mais de 600 empresas, entre cervejarias com produção própria, ciganas ou distribuidoras, espalhadas por 24 estados. Com o BeerSales as companhias possuem mecanismos e ferramentas que possibilitam a gestão de seus negócios desde a chegada do insumo, até a entrega do produto ao consumidor, controlando a produção e o planejamento. Emite NF-e e NFC-e e ainda administra o fluxo de caixa com contas a pagar e a receber.

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BierHeld

Endereço: Rua Giocondo Felipe, 871, Francisco Beltrão (PR)
E-mail: contato@bierheld.com.br
Telefone: (46) 99940-0501

O BierHeld é um software de gestão empresarial voltado para cervejarias, com o controle do processo produtivo, comercial, fiscal e gerencial. Além das soluções básicas de um ERP, a empresa também conta com outras exclusivas para o setor, como rastreio de equipamentos (barris e chopeiras); controle de envases de tanques em barris, latas e garrafas; calendário de produção; e controle de entregas e devoluções.

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Open Manager

Endereço: Rua Chopin, 83, Edifício WE Soares, sala 301, Serra (ES)
E-mail: comercial@openmanager.com.br
Telefones (27) 98181-7000

O Open Manager foi lançado em 2016 no mercado como uma das mais novas soluções ERP em nuvem. Criada no Espírito Santo, a empresa leva ferramentas de gestão para todo o Brasil. Entre as principais soluções estão o controle de clientes; controle de estoque com módulo de formação de preço de venda; CRM; controle de produção; gestão de compras; gestão de vendas; módulo de entregas; módulo financeiro; módulo fiscal complet; e gráficos gerenciais.

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WebMais

Endereço:  Av. Centenário, 1540, Criciúma (SC) 
E-mail: comercial@webmaissistemas.com.br
Telefone: (48) 3512-7777

A WebMais Sistemas é uma desenvolvedora de software ERP especializada na gestão de indústrias e distribuidoras. Com uma plataforma 100% online capaz de gerenciar toda a parte de administração, finanças, produção e expedição, o software atende indústrias de pequeno, médio e grande porte a partir de um conceito de gestão que simplifica processos, elimina procedimentos manuais e entrega ao gestor as análises gerenciais necessárias para tomadas de decisões estratégicas. Conta com dois produtos principais que atendem diferentes portes de empresa: o ERP WebMais, uma solução 100% online, que proporciona um gerenciamento completo da indústria ou distribuidora; e o WebFit, que é uma versão menor do ERP, também 100% online, que oferece uma gestão mais simplificada, voltada a pequenas cervejarias.

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Ambev leva projeto de acesso à água para zona leste de São Paulo e o Alto Tietê

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A Ambev decidiu ampliar o alcance da sua iniciativa para ajudar no acesso à água para grandes centros urbanos. A multinacional cervejeira anunciou a realização de um projeto que promete atender cerca de 24 mil pessoas de comunidades da região leste de São Paulo e do Alto Tietê.

Nessa ação, a Ambev estima entregar mais de 6 mil filtros de barro para famílias do leste da capital paulista e das cidades de Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Salesópolis e Suzano. Esse tipo de material elimina aproximadamente 95% do cloro, parasitas e metais pesados. Além disso, a cerâmica reduz a temperatura da água em até 5º C se o filtro for mantido em local protegido, deixando-a fresca e pronta para o consumo.

Leia também – Ação da Ambev mostra força em agosto, mas analistas divergem sobre futuro

Com a iniciativa, a Ambev atua para ampliar o papel social da sua água AMA. O projeto foi criado em 2017 pela empresa, tendo o objetivo de ajudar no acesso à água de qualidade. No semiárido brasileiro, por exemplo, a empresa afirma ter levado água a 57 comunidades de 38 municípios, com mais de 223 mil pessoas beneficiadas. De cisternas a sistemas comunitários construídos, a empresa aplicou tecnologia e adaptações para que famílias de nove estados pudessem contar com água potável para consumo e para outras atividades essenciais.

Agora, então, a companhia decidiu levá-lo para grandes cidades. Em São Paulo e no Alto Tietê, o projeto está sendo realizado durante todo o mês de setembro em parceria com a Deep, tendo o objetivo de melhorar o acesso das comunidades à água filtrada.

“Começamos, em 2017, no semiárido do Brasil e nossos esforços não param. Agora, a AMA abraçou um novo desafio: ajudar a reverter realidades invisíveis dos grandes centros”, conta o gerente de impacto social da Ambev, Carlos Pignatari.

De acordo com o executivo, a Ambev agora entendeu ser importante também levar o acesso à água de qualidade para as famílias beberem e cozinharem nas regiões periféricas de grandes centros urbanos. “A decisão de extrapolar o impacto social da Ambev vem da própria essência da água AMA quando a criamos: levar água a quem precisa, não importa onde”, completa Pignatari.

Além de facilitar o acesso à água de qualidade, a Ambev e a Deep também têm atuado especificamente com a preocupação de beneficiar a distribuição de renda dentro dessas comunidades. Para isso, as companhias priorizaram a contratação de mulheres entre 40 e 45 anos para ajudar no projeto.

Combate à insegurança alimentar
Em uma iniciativa paralela, a Ambev realizou neste sábado uma ação de arrecadação de alimentos perecíveis em troca de cerveja no Rio de Janeiro e em outras cidades do estado, como Petrópolis, Cachoeiras de Macacu e Piraí. Foi um drive-thru solidário, com a troca de um quilo de alimento não perecível por uma cerveja produzida especialmente para a ocasião.

A expectativa era de arrecadar 140 toneladas de alimentos. O material será doado para entidades carentes da região selecionadas pelas ONGs Instituto Reação, Abraço Campeão, Instituição Espírita Oasis no Caminho, Todo Juntos e Ninguém Sozinho e Associação Pestalozzi de Cachoeiras de Macacu, entre outras.

“Vizinhas”, Bragantina e Los Compadres se unem para lançar uma Grisette

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Procedentes da mesma região e parceiras em diversas etapas da atividade cervejeira, Bragantina e Los Compadres se uniram para colocar em prática aquilo que mais as une, no seu objetivo-fim: a cerveja. Foi essa confluência de atuações que as levou a produzir, juntas, a Louise Grisette.

As duas marcas são da região bragantina, no interior paulista. E, enquanto a Bragantina até a carrega em seu nome, estando localizada em Bragança Paulista, a Los Compadres fica em Atibaia. Estão separadas por uma distância inferior a 30 quilômetros. E, ao mesmo tempo em que atendem a um público parecido, têm atuado coletivamente para aumentar o alcance, tornando a atividade mais lucrativa.

Leia também – Entrevista: “O setor estará consolidado, maduro e menos fragmentado em 5 anos”

Como explica Tarcízio Candelária, sócio-proprietário da Bragantina, as marcas já faziam várias ações juntas, como a compra de insumos. Mas faltava a mais óbvia: produzir uma colaborativa. “Temos uma admiração mútua pelos trabalhos e uma proximidade. Começamos a fazer algumas compras em conjunto e então veio a ideia de fazermos uma cerveja juntos.”

Com a ideia definida de unir forças para uma colaborativa, tirar a Louise Grisette do papel foi um passo natural. Coletivamente, Bragantina e Los Compadres definiram o estilo e a receita. E as etapas para que a cerveja chegue ao consumidor também são bem divididas: a marca de Bragança Paulista fica responsável pela sua produção, enquanto o seu envase é de responsabilidade da artesanal de Atibaia.

Clássica e rara
A cerveja leva o seu estilo – Grisette – no nome e possui 4,1% de graduação alcoólica. Tem, ainda, 8,5 IBUs. O estilo, antigo e hoje pouco reproduzido, é uma Ale belga de teor alcoólico e amargor baixos, sendo produzido com malte de trigo. Não filtrado, tem certa turbidez e uma coloração amarelo vivo a amarelo palha, sendo fácil de beber e refrescante.

“Decidimos fazer uma cerveja clássica, de um estilo clássico, tentando repetir o que era feito na época na Bélgica, na França, no século XIX. A ideia da fermentação foi de simular algo que acontecia na época, com a fermentação espontânea”, destaca Alexandre Gonçalves, sócio-proprietário e diretor-geral da Los Compadres

A sua fermentação é mista e inclui o uso da levedura brettanomyces, como explica Mariana Linhares, sommelière e responsável pelo marketing da Bragantina.

Será apenas essa edição especial, e especial mesmo, porque, além dos ingredientes, tem o fato de termos feito fermentação com brettanomyces, o que dá um charme muito especial na cerveja

Mariana Linhares, sommelière e responsável pelo marketing da Bragantina

O rótulo também recebeu a adição da fruta lichia em sua receita. “A ideia aqui foi de dar uma tropicalizada, pela adição de frutas, algo que está bastante em evidência no Brasil. E sendo algo que apareceria no sabor”, acrescenta o sócio da Los Compadres.

De acordo com as parceiras, o nome Louise Grisette foi criado com o intuito de remeter à força das mulheres do século XIX, tanto que a cerveja leva em seu rótulo uma dançarina de cancan, bastante popular no período, especialmente em cabarés franceses, depois sendo “exportada” para países de todo o mundo.

Através do e-commerce, a Louise Grisette está disponível para entregas em oito estados – Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo –, além do Distrito Federal. Ela também pode ser encontrada em bares especializados e nas taprooms da Bragantina e da Los Compadres em chope ou lata de 473ml.

Brewpoint faz ações ambientais e reforça ligação entre cerveja e natureza

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Turismo, natureza e cerveja. São os termos que podem ser aplicados à atuação da Brewpoint. Localizada na região serrana do Rio de Janeiro, em Petrópolis, a marca tem não apenas se pautado pela busca por excelência em rótulos, mas também pela preocupação com a preservação do meio-ambiente que a circunda.

Não é à toa, afinal, que a região é reconhecida pelo turismo que unifica a cerveja e a natureza, por estar cercada de montanhas, rios e cachoeiras. Atrativos que podem ser aproveitados pela população local e por visitantes.

Leia também – Entrevista: “O turismo de confraternização, cervejeiro, vai crescer muito”

“Nossa cerveja nasce em uma cidade rodeada pela natureza, que graças a ela nos proporciona qualidade de vida e opções de esporte e lazer para a população local e os visitantes. Queremos estimular uma conduta consciente nestes locais”, comenta José Renato Romão, sócio da cervejaria de Petrópolis.

Foi com essa motivação que a Brewpoint participou da criação do Movimento Serra Limpa, atuando ao lado de outras três empresas da cidade – Soul Petrópolis, Firma Criadores e Lithium – na limpeza de áreas naturais.

E a primeira operação do movimento foi na Cachoeira da Rocinha, no bairro de Secretário, onde havia grande acúmulo de detritos. Uma equipe de voluntários – incluindo funcionários da Brewpoint – realizou o recolhimento do material.

Outro ponto de intervenção da cervejaria e dos seus parceiros foi a rampa de salto do bairro Parque São Vicente. Conhecido pelo lindo pôr do sol e por ser utilizado como ponto de salto de asas deltas e parapente, o local também sofre com o acúmulo de lixo. O material foi recolhido, assim como foram instaladas placas educativas e lixeiras.

Em uma iniciativa feita separadamente, a Brewpoint ainda realizou o plantio de diversas mudas de árvores nativas em uma área do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. A ação teve o apoio da Secretaria de Meio Ambiente de Petrópolis, que doou as mudas plantadas, como pau-brasil, ipês amarelos, goiaba roxa, paineiras e pitangas, além de mais de 100 sementes de palmeira jussara.