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Goose e Lohn se unem e lançam Catharina Sour com guaraná e lúpulo brasileiro

Duas marcas artesanais se uniram para criar uma cerveja colaborativa de um estilo tipicamente brasileiro e com ingredientes nacionais. A boa novidade veio com a Goose Island e a Lohn Bier, que lançaram a Little Cata, uma Catharina Sour que coloca as frutas em primeiro plano. A receita traz guaraná e uma combinação de lúpulos com notas herbais e cítricas.

A Little Cata possui 3,4% de graduação alcoólica e 10 IBUs, tendo sido produzida com lúpulos brasileiros da safra de 2021. Tanta aposta em produtos nacionais tem sua razão de ser: as marcas optaram por lançar a cerveja no último dia 5, quando foi celebrado o Dia da Cerveja Brasileira.

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O gerente da cervejaria Goose Island no Brasil, Guilherme de Almeida, destaca que a admiração pela Lohn Bier e o trabalho desenvolvido pela marca catarinense fortaleceram a ideia de uni-las para a produção de um rótulo colaborativo.

“Unimos nossas experiências para trazer uma Sour, com guaraná e dry hopping de lúpulos brasileiros, que promete agradar o paladar de diferentes consumidores”, conta Guilherme.

Já Richard Westphal Brighenti, sommelier e cervejeiro da Lohn Bier, também ressalta a admiração pelas criações da Goose Island e lembra que a sua marca tem os rótulos do estilo Catharina Sour como uma referência.

“Temos na Lohn um time de cervejeiros e poder ter trabalhado nesta receita com o mestre Guilherme Hoffman, que é um paladino cervejeiro brasileiro que admiramos muito, nos deixou super empolgados. Vibramos quando as cervejas foram rotuladas com os logotipos dessas duas cervejarias incríveis”, diz o profissional da marca catarinense. “Estamos felizes em proporcionar a Little Cata para nossos consumidores, um verdadeiro aperto de mãos pela cerveja artesanal brasileira.”

A Little Cata está disponível para compra pelo site do Empório da Cerveja. E tem frutos do mar e sobremesas como mousses como sugestão da Lohn e da Goose para harmonização.

Scott Janish: “Combinar lúpulo com frutas é uma grande inovação brasileira”

As IPAs têm se consolidado nos últimos anos entre os estilos preferidos do consumidor e como um dos mais produzidos por cervejarias artesanais, em um cenário que pode ser ampliado no Brasil a partir da possibilidade de se acrescentar frutas na receita delas, conhecidas pela maior presença do lúpulo. Essa interessante avaliação de tendência foi apresentada por Scott Janish, cofundador da Sapwood Cellars Brewery e autor de A Nova IPA, livro recém-lançado no Brasil pela Editora Krater. E já vem sendo implementada por algumas marcas nacionais.

Em entrevista ao Guia, Scott Janish destaca que as cervejarias do país têm essa possibilidade de aproveitar recursos tipicamente naturais para expandirem o sabor e o aroma dos seus rótulos a partir de sua combinação com o lúpulo, uma vantagem competitiva em relação a marcas de outros países.

O autor de A Nova IPA ainda relata os motivos que o fizeram decidir por investir na produção de um livro sobre um ingrediente tão importante para a fabricação cervejeira com o lúpulo. E diz que espera contribuir para que os seus leitores passem a elaborar as suas receitas de forma diferente após terem acesso ao seu trabalho.

Além disso, Scott Janish aponta o uso e manipulação do oxigênio como um dos principais desafios para quem pretende se arriscar entre as cervejas lupuladas. E ainda revela o que só o leitor brasileiro encontrará na edição de A Nova IPA: um capítulo com o resultado de pesquisas realizadas após a conclusão da sua primeira versão.

Também falando sobre atualidades nessa entrevista ao Guia, Scott Janish comenta sobre o impacto da pandemia do coronavírus na sua cervejaria nos Estados Unidos, a Sapwood Cellars, e avalia que o envase das artesanais em latas veio para a ficar.

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Confira essas e outras opiniões do autor de A Nova IPA na entrevista ao Guia:

Qual é a sua razão para escrever A Nova IPA? E como foi o processo de produção?
Fiquei fascinado com a quantidade de literatura que existia no mundo em torno das cervejas com lúpulo, mas achei que precisava ser reunida de uma forma que me ajudasse a compreender meus processos e resultados. Passei cerca de dois anos lendo centenas de estudos acadêmicos, tomando notas e reunindo estudos que se sobrepunham. Com o tempo, os estudos começaram a se tornar capítulos e me ajudaram a me concentrar ainda mais em tópicos individuais. Egoisticamente, o livro era mais para eu mesmo preparar melhores cervejas com lúpulo, usando a ciência como inspiração para tentar novas etapas do processo e diferentes seleções de ingredientes. Felizmente, o livro faz o mesmo com outras cervejarias!

Como seu livro pode ajudar os cervejeiros? É mais voltado para quem já trabalha em uma fábrica ou também pode ajudar quem produz sua cerveja em casa?
A Nova IPA fará os cervejeiros pensarem de forma diferente sobre como eles fabricam cervejas com lúpulo e como estão elaborando suas receitas. Por exemplo, o lúpulo amargo pode ter um impacto no sabor, o dry-hopping em diferentes temperaturas pode influenciar certos sabores em relação a outros, e o uso de maltes, como o trigo maltado, pode ajudar na retenção da névoa. Na fabricação de cerveja, existem muitas oportunidades de mexer alguns botões e alterar uma cerveja, usando a ciência como um guia para a experimentação, e o livro ajuda a desvendar alguns desses botões com os quais os cervejeiros podem brincar. Acho que tanto os cervejeiros caseiros quanto os cervejeiros profissionais podem aprender algumas coisas com A Nova IPA.

Com a sua experiência, quais são os maiores desafios para produzir uma boa IPA?
Oxigênio. Parece um tanto elementar, mas a introdução de oxigênio é o inimigo número 1 para arruinar Hazy IPAs. As medidas tomadas para eliminar a entrada de oxigênio e ajustes de receita para ajudar a manter o oxigênio afastado podem ser enormes na preparação de IPAs vibrantes. Por exemplo, o mash-hopping para ajudar metais problemáticos e complexos pode ajudar. Purgar todas as linhas e vasos de transferência pós-fermentação com dióxido de carbono é outra variável que pode ajudar a prolongar um IPA. Você pode ter a receita perfeita e executá-la perfeitamente, mas, se o oxigênio estiver entrando em seus processos de pós-fermentação, pode ser que não funcione.

A primeira edição do livro foi lançada em 2019. Como as IPAs melhoraram e evoluíram desde então?
A ciência continua a nos ajudar a entender as IPAs e isso aumenta mais a cada ano. Desde o lançamento do livro, surgiram novas pesquisas sobre os fatores que podem influenciar a nebulização (como o dry-hopping no final da fermentação). Novas pesquisas sobre tióis derivados do lúpulo também ajudam a entender de onde vêm alguns desses grandes sabores tropicais. Até mesmo novas cepas de levedura projetadas em laboratório desde o lançamento do livro estão saindo, o que ajuda a aumentar a biotransformação, desbloqueando lúpulos-tióis. Provavelmente haverá material suficiente para uma atualização do livro em algum momento!

A edição brasileira tem um capítulo especial. O que o leitor brasileiro aprenderá com ele?
O novo capítulo descreve algumas das novas pesquisas desde o lançamento original do livro. Uma das minhas partes favoritas do novo capítulo é a discussão sobre compostos de lúpulo com capacidade de sobrevivência. Em outras palavras, quais compostos de lúpulo duram durante os processos de fermentação e quais variedades de lúpulo têm a maior porcentagem desses compostos nos ajudando a escolher lúpulos mais eficientes.

O que você sabe sobre IPAs brasileiras? Você pode compará-las em inovação e qualidade com as de outros países?
Uma das minhas IPAs brasileiras favoritas se chama Now or Never, da Koala San Brewery. Posso ser um pouco tendencioso, no entanto, porque é uma colaborativa que eles fizeram comigo alguns anos atrás! Com sorte, terei a chance de viajar de volta ao Brasil em breve e experimentar mais IPAs. Sempre achei que os cervejeiros brasileiros têm uma grande vantagem sobre os cervejeiros norte-americanos quando se trata de usar frutas exóticas em cervejas. Acho que combinar lúpulo com frutas, com sabor e sensação semelhantes, pode ser uma grande área de inovação do lúpulo no Brasil.

Como cofundador da Sapwood Cellars, como a crise do coronavírus afetou você? Que mudanças você acha que vieram para ficar nas cervejarias?
A Covid definitivamente teve um impacto na Sapwood Cellars, pois nos forçou a começar a envasar mais cerveja em latas. Latas não faziam parte do nosso modelo antes, mas agora se tornou a principal forma de colocar cerveja nas mãos dos clientes para venda. Tivemos que adicionar mais três tanques de 20bbl (o equivalente a 3.180 litros) para atender a demanda de latas durante a Covid, mas agradecemos pelo ponto em que estamos, considerando tudo! Nós definitivamente continuaremos enlatando cervejas lupuladas e meio que nos perguntamos por que não fizemos isso desde o início.

Cerveja volta a ser produzida em abadia na Bélgica após mais de 200 anos

A Grimbergen, uma histórica cerveja de uma abadia, voltou a ser fermentada e produzida depois de mais de 200 anos nas suas instalações na cidade de mesmo nome, ao norte de Bruxelas, na Bélgica. Por lá, uma microcervejaria com capacidade para 10 mil hectolitros anuais iniciou recentemente a sua fabricação.

A retomada da produção da cerveja foi anunciada pelos 15 monges da Abadia de Grimbergen e pelos grupos cervejeiros Alken-Maes e Carlsberg. A ideia é que a localidade sirva como um centro de inovação, combinando as tradições cervejeiras extraídas dos livros antigos da biblioteca do local com técnicas inovadoras para criar lotes exclusivos de edições limitadas de cervejas premium.

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Na volta da produção de cerveja na abadia da Bélgica, foram lançados três rótulos: Grimbergen Astrum Pale Ale (6% de graduação alcoólica), Grimbergen Magnum Opus Brut (8%) e Grimbergen Ignis Quadruple (10%). E os monges estarão envolvidos diretamente na fabricação das bebidas.

“Com a criação da microcervejaria, queremos ir mais longe, envolvendo-nos na cerveja. De minha parte, estou fazendo um curso de formação na Cervejaria Jacobsen em Copenhague e um estágio teórico na Escola Escandinava de fabricação de cerveja”, disse o padre Karel Stautemas.

A Abadia de Grimbergen foi construída em 1128, tendo sofrido três incêndios. E não fabricava sua cerveja no local desde que havia sido destruída durante a Revolução Francesa, em 1798. Mas cervejas da marca vinham sendo produzidas desde o fim da década de 1950, indo para as mãos da Carlsberg e da Alken-Maes, uma subsidiária da Heineken, em 2008.

A “nova” cervejaria foi construída em uma parceria entre a Abadia de Grimbergen e o Grupo Carlsberg, também havendo um bar e um restaurante no local. Além disso, existe a previsão de abertura de um centro de experiência cervejeira nas suas instalações ainda em 2021.

“A Grimbergen é uma marca importante para nós. Faz parte do nosso segmento de ‘cervejas especiais e artesanais’ que, no ano passado, apesar da crise do coronavírus, teve um crescimento de dois dígitos”, comentou o CEO da Carlsberg, Cees ‘t Hart.

Cia de Brassagem celebra 4 anos com Porter que sintetiza sua brasilidade

Criada em 2017, a Cia de Brassagem Brasil não carrega o país apenas em seu nome, também levando-o em mente quando apoia projetos de preservação de espécies da fauna nacional ou ao definir as receitas das suas cervejas. E essa valorização da essência brasileira também está presente na Porter criada para festejar o quarto aniversário da cervejaria.

Afinal, embora a Porter tenha sua origem no Reino Unido, nos anos 1700, a cerveja desse estilo apresentada pela Cia de Brassagem Brasil possui elementos brasileiros, para que a premissa de homenagear a diversidade ficasse bem representada no rótulo festivo.

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“Os sentimentos de brasilidade se propagam por toda a nossa cultura, pelo nosso povo nesse Brasil afora, em seus biomas, do Oiapoque ao Chuí, e devemos nos orgulhar de quem somos. O orgulho de ser brasileiro vai além da nossa bandeira e do verde e amarelo, mas passa pelo cuidado com a nossa biodiversidade e sua preservação, pelo respeito mútuo e valorizando aquilo que temos de melhor. Cada brasileiro, em cada canto do nosso país, traz suas origens, sua história, seus sonhos, suas lutas”, diz Danielle Mingatos, sócia, co-fundadora e cervejeira da marca.

De acordo com a descrição apresentada pela Cia de Brassagem Brasil, essa Porter traz notas que remetem a leve torra e chocolate provenientes dos maltes e um toque de brasilidade com o uso de nibs de cupuaçu, utilizados para a produção do cupulate da Amazônia. A complexidade de aromas e o toque amadeirado ficam por conta da baunilha do cerrado e da amburana. É uma cerveja de corpo médio-baixo, com 4,7% de graduação alcoólica, sendo marrom, com nuances rubi. E foi feita em um lote único.

Se incluir elementos tipicamente nacionais em suas receitas não seria uma exclusividade da Cia de Brassagem Brasil, a marca tem buscado, desde 2017, adicionar uma característica que a diferencie dentro desse contexto: o apoio a projetos de preservação da biodiversidade brasileira.

“Trouxemos uma proposta diferente do que encontramos comumente no mercado, unindo cerveja e responsabilidade social. Apreciar uma cerveja é muito bom e saber que parte daqueles goles é repassado para projetos que lutam pela preservação de espécies da fauna brasileira ou outros projetos de cunho social é ainda melhor. Trazendo o Brasil no coração do nosso nome, exaltamos a riqueza do Brasil, em sua fauna – tão linda e, infelizmente, ameaçada – e flora – trazendo ao público frutas, sementes e madeiras compondo nossas receitas”, lembra Mingatos.

Reconhecimento e desafios
Nesses 4 anos, a Cia de Brassagem Brasil teve sua produção e ações reconhecidas por algumas premiações. Logo em 2017, por exemplo, venceu o Prêmio Brasil Bräu de Gestão em Negócios de Cerveja na categoria Responsabilidade Social, algo que se repetiria em 2019.

Já as suas cervejas foram duas vezes vencedoras do Prêmio Alterosa, com a Tartaruga-de-Pente (Belgian Blond Ale) e a Onça-Pintada (Session IPA). E no Concurso Brasileiro de Cervejas de 2020, em Blumenau, a Dubbel Sour (colaborativa com a Cervejaria Los Compadres) levou a medalha de bronze.

Como lembra a cervejeira, na sua trajetória, a Cia de Brassagem Brasil chegou a contar com um bar em São Paulo, com foco na experiência que os diferentes rótulos e estilos de artesanais podem promover. “Ao longo desse tempo tivemos a nossa casa, o bar da nossa cervejaria, no Campo Belo, em São Paulo. Trouxemos um conceito diferente, primando pela experiência, na qual o cliente era convidado a ir ao balcão ter sua curiosidade aguçada, degustar e ouvir um pouco a história de cada uma das cervejas até chegar naquela que lhe rendia o melhor gole.”

A pandemia do coronavírus, porém, impôs desafios à Cia de Brassagem Brasil. A marca optou por fechar o estabelecimento logo em março, nos primeiros dias da crise sanitária. E, como cervejaria cigana, paralisou suas operações, retomando-as no fim de outubro.

“O encerramento da operação do nosso bar veio no momento certo, pois certamente não teríamos sobrevivido, como ocorreu com tantos bares, restaurantes e pubs. Com a primeira onda e o comércio fechado, esgotamos o nosso estoque fazendo delivery e, mesmo assim, tivemos algumas perdas”, detalha a cervejeira da Cia de Brassagem Brasil.

Saiba mais sobre a Cia de Brassagem Brasil em nosso Guia do Mercado

Foi a forma de lidar com a pandemia, que já dura mais de um ano. A cervejaria tem sido cautelosa diante das incertezas, mas agora fez o lançamento da Porter para celebrar os seus quatro anos. E promete realizar outros, sempre reforçando a sua ligação com a brasilidade.

Revimos o nosso portfólio, focando na produção de algumas das nossas cervejas (dentre as 16 que já produzimos), além de lançarmos a nossa edição comemorativa de 4 anos. Temos mais alguns lançamentos projetados para este ano, incluindo cervejas colaborativas. Cervejas novas e releituras das nossas cervejas de portfólio trazendo elementos brasileiros em suas composições (os testes têm sido promissores!)

Danielle Mingatos, sócia, co-fundadora e cervejeira da Cia de Brassagem Brasil

Ambev tem 5ª maior alta de maio no Ibovespa e mantém ritmo no início de junho

Em um mês marcado pela alta expressiva do índice Bovespa, o principal indicador da bolsa de valores brasileira, e pela divulgação do balanço do primeiro trimestre da Ambev, a ação da multinacional cervejeira foi um dos destaques de maio do mercado financeiro nacional. Apresentou a quinta maior valorização entre os papéis que compõem o índice e recuperou as perdas registradas no início de 2021.

A ação da Ambev fechou maio valendo R$ 17,95, uma alta de 20,15% em relação ao fim de abril. Além disso, agora a valorização está em 13,97% em 2021, ano em que o papel começou cotado a R$ 15,75. E esse aumento no preço prosseguiu em junho, tanto que fechou a primeira semana do mês, na última sexta-feira, com preço de R$ 19,38.

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Essa valorização em maio foi a quinta maior entre as ações que compõem o índice Bovespa. Só ficou atrás, assim, da Eneva (25,9%), influenciada pelo contexto de risco de crise hídrica e aumento da tarifa de energia, da BRF (23,62%), com a ampliação da participação da Marfrig na companhia, da Cielo (22,51%), com o início dos pagamentos via WhatsApp, e da Hering (20,50%).

Em maio, a Ambev divulgou o seu balanço do primeiro trimestre, considerado positivo pelo mercado, com um lucro líquido ajustado de R$ 2,761 bilhões no período, um incremento de 125% em relação ao mesmo período de 2020, além de um aumento de 16% na venda de cerveja.

Foi, assim, uma das ações que impulsionou o Ibovespa a fechar o mês com alta de 6,16% em relação ao fim de abril, com 126.215,73 pontos. Esta acabou sendo a maior valorização mensal do índice desde dezembro de 2020, quando havia sido de 9,3%. E ela prosseguiu na primeira semana de junho, fechada em 130.125,78. São, também, quase 11 mil pontos a mais do que os 119.484,34 com os quais o principal índice da Bolsa brasileira terminou 2020.

Na Europa
No mercado externo, as ações dos dois principais grupos cervejeiros do mundo também apresentaram valorização em maio. O papel da AB Inbev fechou o quinto mês de 2021 com preço de 61,56 euros. Foi um alta de 7,98% em relação aos 57,01 euros do fim de 2020 e de 4,64% ante os 58,83 euros do término de abril. E ainda seguiu em alta na primeira semana de junho, fechando o pregão do dia 4 em 62,85 euros.

Já o papel da Heineken terminou o mês de maio com o preço de 97,62 euros. Como havia encerrado abril a 96,44 euros, valorizou 1,22% no período. E a alta está em 7,13% quando comparada aos 91,22 euros com que havia terminado 2020.

Menu Degustação: Madalena no automobilismo, NBA na Twitch com a Bud…

Os últimos dias reforçaram a associação do setor cervejeiro com o esporte. Um exemplo é a ação da Cerveja Madalena, que marca presença no automobilismo nacional com o patrocínio ao carro do apresentador Edu Guedes na Porsche Cup Brasil.

Também é o caso da Budweiser, que se uniu a Alexandre Gaules, segundo maior streamer do mundo no ranking de horas assistidas, usando o seu canal para ser o primeiro da Twitch a transmitir ao vivo as partidas da NBA para todo o Brasil, logo no momento em que são realizados os playoffs.

Já a Stella Artois conta com nova campanha no país, estrelada por Lenny Kravitz e usando a cerveja para celebrar as conexões humanas e o tempo que dedicamos às nossas paixões e às pessoas que amamos. E, para quem busca melhor organizar o seu empreendimento, a Abracerva está com inscrições abertas para um curso sobre gestão cervejeira.

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Confira essas e outras novidades do setor cervejeiro no Menu Degustação do Guia:

Madalena no automobilismo
A Madalena anunciou um acordo de patrocínio ao carro pilotado pelo apresentador Edu Guedes na Porsche Cup Brasil, competição do automobilismo nacional. Com as cores e logotipo da marca estampados no carro, a marca leva a cerveja artesanal para dentro das pistas. Tendo a presença do apresentador de televisão e chef de cozinha no bólido do carro apoiado pela Madalena, a temporada 2021 começou no final de maio, com transmissão pela Band, além dos portais dos sites especializados em automobilismo Motorsport e F1 Mania e do canal oficial da Porsche Cup no Youtube.

Budweiser e NBA na Twitch
A Budweiser anunciou uma parceria inédita e a longo prazo com o segundo maior streamer do mundo no ranking de horas assistidas, o brasileiro Alexandre Gaule, e a NBA. O canal do Gaules se tornou o primeiro da Twitch a transmitir ao vivo as partidas da liga para todo o Brasil. Segundo a Bud, com a parceria, o basquete vai chegar a novos públicos. As transmissões dos playoffs da temporada 2020/2021 da NBA começaram no início de maio. Além disso, o canal do Gaules vai exibir os jogos das finais da Conferência Leste. Atualmente, o canal possui cerca de 2,7 milhões de assinantes, com mais de 21 milhões de horas assistidas apenas em abril. Para a próxima temporada (2021/2022), a estimativa é de cerca de 100 transmissões ao vivo (dois a três jogos por semana), além de conteúdos exclusivos produzidos em parceria com a Budweiser.

Stella com Lenny Kravitz
Já estreou no Brasil a nova campanha de Stella Artois, “Investindo uns nos outros na Vida Artois”. Protagonizada por Lenny Kravitz, a peça de 30 segundos foi ao ar na TV aberta e também está nos canais digitais da marca. Na campanha, a cerveja celebra as conexões humanas e o tempo que dedicamos às nossas paixões e às pessoas que amamos, usando dados para engajar o público e convidá-lo a colocar mais afeto no seu dia a dia. Lançada nos Estados Unidos no início do ano, a campanha foi editada para o mercado local pela CP+B Brasil. O vídeo inclui elementos como a animação, que faz parte da identidade visual da marca, representando situações de conexão entre as pessoas.

Curso da Abracerva
A Abracerva já está com inscrições abertas para o curso Gestão Cervejeira 360º. O responsável será Francisco Bellone e o curso tem o objetivo de capacitar o cervejeiro para compreender a necessidade de se estruturar adequadamente a sua empresa; compreender o empreendimento como um sistema de partes interrelacionadas e as bases para organizar e administrar eficientemente a cervejaria; e conhecer a importância do desenvolvimento organizacional e do propósito do negócio. Divididas em cinco módulos, as aulas começam em junho e irão até outubro.

Balanço da Ball
A Ball Corporation anunciou que obteve lucro líquido de US$ 585 milhões em 2020, sobre vendas de US$ 11,8 bilhões. Superou, assim, o resultado de 2019, quando o lucro líquido foi de US$ 566 milhões, sobre vendas de US$ 11,5 bilhões. Segundo o balanço da empresa, o lucro diluído por ação comparável no ano e no quarto trimestre ficaram em US$ 2,97 e US$ 0,81, respectivamente, um aumento de 17% e 14% em relação ao ano anterior. Já os volumes de embalagens para bebidas global no ano e no quarto trimestre tiveram alta de 5% e 12%, respectivamente.

Com 14 fábricas no continente, distribuídas entre Brasil, Chile, Argentina e Paraguai, a Ball Embalagens para Bebidas América do Sul teve lucro operacional de US$ 280 milhões sobre vendas de US$ 1,7 bilhão, comparado com US$ 288 milhões sobre vendas de US$ 1,7 bilhão em 2019.

Com maior foco em eventos, Schornstein faz encontro para harmonizar cerveja e pessoas

A cerveja artesanal sempre esteve associada a eventos, algo que se tornou desafiante a partir da eclosão da pandemia do coronavírus. Mas as marcas têm encontrado alternativas para reencontros presenciais com o seu público, como a Schornstein, que “estará” presente em São Paulo na próxima semana para um evento de harmonização entre cervejas, pratos e pessoas. Esse é o objetivo do Amor aos Prazeres da Vida, que acontecerá de quarta até sexta-feira, no A Chacrinha.

A ideia é reunir 20 pessoas por dia no espaço, localizado no bairro Vila Leopoldina, para unir delícias gastronômicas com chopes e criar uma experiência única, que também contará com fogueira, decoração do jardim do espaço, cobertas para espantar o frio e boa música.

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“A cerveja carrega o slogan ‘cerveja com alma’, e isso vai além dos pratos e do líquido em si. Esse evento, além da cerveja, tem o foco de harmonizar pessoas, juntar casais e amigos em uma roda de bate papo, onde a cerveja será o elo entre todos que ali estiverem”, explica Juh Santos, supervisora comercial da CBCA, grupo ao qual a Schornstein faz parte.

A realização do encontro de harmonização no A Chacrinha faz parte da estratégia de marketing da CBCA de estar mais presente nos eventos com as suas marcas de cerveja – além da Schornstein, a Leuven e a Season –, como explica a supervisora comercial da empresa.

“O evento surgiu da mente criativa do proprietário Adriano Pires, que é publicitário, associado com a nova direção de marketing da CBCA, Karin Barreira, que virá mostrando uma Schornstein mais participativa em eventos, assim como a Leuven e Seasons também”, destaca Juh Santos.

As comidas oferecidas aos participantes serão pipoca com nuvem de lemon pepper e alecrim da horta, conchas da vó (um mix de conservas), tapenade de azeitona, brusquetas de prosciutto e gorgonzola, nhoque com ragù de pulled pork e banoffee à base de biscoito maisena, banana, doce de leite, canela e chantili.

Já as cervejas fornecidas pela Schornstein para harmonizar com esses pratos serão a sua Pilsen, passando pela Red Ale da Leuven, outra marca do grupo que compõe a CBCA, e pela IPA da artesanal catarinense, até encerrar com a sua Dry Stout.

Os ingressos para o evento de harmonização da Schornstein custam R$ 110 e precisam ser reservados antecipadamente. “O objetivo do evento não é vender cerveja, e sim proporcionar ao cliente uma experiência diferente e prazerosa”, conclui a profissional da CBCA.

Graja amplia diálogo entre cerveja artesanal e cultura da periferia com ações artísticas

Encarar a cultura como parte fundamental da construção da história, seja da sociedade, de um bairro ou de um movimento cervejeiro. É a partir dessa premissa que a Graja Beer tem atuado com a promoção de eventos em seu espaço no bairro do Grajaú, na periferia de São Paulo, unindo os hábitos e costumes das pessoas da região com as manifestações artísticas, a cerveja artesanal e seus signos.

Reforçar esse elo e diálogo é uma forte razão para a Graja Beer se autointitular a “cerveja da quebrada”. Afinal, além de produzir cervejas, o espaço na zona sul de São Paulo também realiza ações voltadas para a população local. Recentemente, entre reaberturas e fechamentos, de acordo com as medidas governamentais de combate à proliferação do coronavírus, a cervejaria promoveu e recebeu projetos artísticos, como exposições e saraus, para aproximar a cerveja artesanal do público da periferia e de suas expressões culturais.

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“Estudando a cultura cervejeira e as escolas, acredito muito que cada escola tem, em sua característica, além da produção de estilos e terroir, os hábitos e as culturas do seu tempo, do seu espaço, do seu território e das pessoas que compõem esse espaço. E o caminhar do Brasil é que a gente desenvolva tanto esse terroir, através da nossa flora, das possibilidades e da criatividade dos nossos cervejeiros, quanto também troque com essa cultura do nosso povo”, avalia Leandro Sequelle, sócio fundador da Graja.

A Graja, assim, acredita que a manifestação cultural, estimulada pela realização de eventos em seu estabelecimento, faz parte da consolidação do movimento cervejeiro. E, a partir do diálogo da periferia com a cultura local e da produção da sua cerveja artesanal, uma nova realidade pode ser construída, com a sua participação na consolidação da cena. “A gente tem ampliado a visão para periferia, como sendo parte de uma cena nacional ou de uma escola nacional”, comenta Sequelle.

Entre as ações e eventos realizados está o projeto Grajaú Autoral, que busca levar ao espaço da cervejaria artistas locais e seus trabalhos autorais. O Stand Up Comedy é outra iniciativa da cervejaria. Nele, o foco fica na oferta de visibilidade para artistas negros, homens e mulheres, além do público LGBTQI+.

As mulheres, aliás, também são protagonistas no Sarau das Minas. Assim como no Nós por Nós, uma rede de empreendedorismo de mulheres da região. E as artes plásticas também tiveram espaço na cervejaria, como na exposição Pele Preta, do artista plástico e muralista Ladis.

“Já tivemos shows de rap e Baile da Pele Preta, que foi um evento de discotecagem, e há uma série de outros projetos paralelos acontecendo e que a gente ainda quer ampliar. A nossa pegada é: nós não estamos reproduzindo uma cultura vinda de fora, estamos em diálogo com a cultura que vivemos no dia a dia”, aponta o sócio da Graja.


Para todos
Sequelle destaca o trabalho para mostrar que a cerveja artesanal não deve ser um produto elitizado. E acredita que isso deve ser feito a partir do diálogo com a periferia, sua cultura e seus ritmos, manifestados, por exemplo, no rap e no grafite.

“Temos interesse nos encontros de poesia porque ali está o povo que dialoga com a gente, com a proposta de uma cervejaria na periferia. Essas pessoas bebem cerveja a todo momento, só que elas não fazem a menor ideia de que existem escolas, ou do que é malte, lúpulo, levedura. Mas elas sabem que cerveja é uma coisa muito gostosa de se beber”, reflete.

Logo, seja com um show de rap ou através de uma exposição, a Graja Beer busca apresentar indiretamente a essas pessoas outras possibilidades de sabores e culturas. “E conhecem diretamente uma parada que quando elas chegarem em casa e forem tomar [uma cerveja] vão falar: opa! por que essa cerveja aqui é diferente daquela que eu bebi lá naquele samba? E isso começa a mudar a chave”, acrescenta Sequelle.

Assim, a Graja acredita que o seu espaço fomenta a cultura local, além de agregar a cerveja artesanal a ela. “A Graja Beer não é um pub, ela é um centro de cultura, educação e convívio, assim como uma public house deve ser, um espaço onde as pessoas se sentem confortáveis para falar de negócios, se divertirem e para fazer suas confraternizações. E, consequentemente, a cada novo evento que a gente cria, eu tenho novos públicos para a cerveja artesanal, mesmo que eles nem saibam disso”, finaliza Sequelle.

Processamento de lúpulo e máquinas de vendas: Os frutos das parcerias da Ambev

Seja no campo ou dentro dos condomínios, as parcerias da Ambev trouxeram, recentemente, resultados efetivos para o mercado cervejeiro em seus diferentes segmentos. Afinal, nos últimos dias, ao mesmo tempo em que inaugurou uma linha completa para o processamento de lúpulo, a companhia também passou a ter o seu portfólio de cervejas disponível para compra em máquinas de vendas.

O anúncio pela Ambev da entrega da primeira linha completa de processamento de lúpulo no Brasil representou a fase final do Projeto Fazenda Santa Catarina, criado para fomentar a cultura do ingrediente com pequenos agricultores da cidade de Lages, com a intenção de que o insumo seja utilizado na produção de cervejas.

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“Até um passado recente, o cultivo nacional de lúpulo parecia distante de se tornar realidade em terras brasileiras, já que seu desenvolvimento acontecia favoravelmente em climas frios, com alta incidência solar. Foi em Lages, onde já existia um tímido plantio, que a Ambev conciliou a vontade de produzir lúpulo nacional à experiência da comunidade local, para criar um projeto colaborativo de fortalecimento ao ecossistema”, conta Felipe Sommer, coordenador do Projeto Fazenda Santa Catarina.

Agora, então, a cidade catarinense possui todas as etapas da linha de processamento do lúpulo, começando pelo plantio e passando pelo processo de limpeza, secagem e embalagem para a venda, até se tornar uma matéria-prima para uso das fabricantes de cerveja. Para isso, os produtores poderão utilizar toda a estrutura da Fazenda Santa Catarina, dentro da cervejaria da Ambev em Lages.

Além disso, produtores locais vão ser selecionados para receber 60 mil mudas de lúpulo. O plantio deve começar em setembro, com a colheita da primeira safra ocorrendo em março de 2022, em um processo que deve auxiliar 500 famílias nos próximos anos, segundo as estimativas da Ambev.

O projeto na Fazenda Santa Catarina já rendeu frutos e cervejas. São os casos da Green Belly, uma Hop Lager feita em conjunto com a Lohn Bier e que ganhará uma nova produção, e da Brazilian Blonde Ale, cerveja puro malte desenvolvida de forma colaborativa com outras nove microcervejarias catarinenses.

“Com o projeto na Serra Catarinense, agora temos a oportunidade de fazer parte de uma cadeia produtiva do início ao fim, e não apenas com flores, como vemos há décadas no Brasil. Estamos super empolgados com o resultado da cerveja Green Belly”, destaca Richard Westphal Brighenti, cervejeiro da Lohn e sommelier.

Nos condomínios
Se, de um lado, viabiliza todas as etapas do processamento do lúpulo no campo a partir de uma das suas muitas parcerias, a Ambev, de outro, também busca se aproximar do público cervejeiro nas grandes cidades, com a conveniência de ter seus rótulos em máquinas automatizadas de vendas.

A estratégia é liderada pela Take and Go que, assim, leva o varejo para dentro dos condomínios residenciais com as “vending coolers”. Elas oferecem produtos da Ambev, sendo instaladas nas áreas comuns dessas moradias. A compra é feita por smartphones, com a cobrança realizada através de cartões de créditos cadastrados.

A Take and Go prevê investimentos de R$ 40 milhões na tecnologia, com a instalação de 4 mil máquinas em 2021, número que espera quintuplicar no próximo ano para obter faturamento de R$ 200 milhões.

No mês dos namorados, Brassaria Ampolis lança cerveja sazonal com pimenta

A Brassaria Ampolis inovou em seu mais novo lançamento no mercado. A marca do Grupo Petrópolis aproveitou o mês de junho, conhecido pela celebração no Brasil do Dia dos Namorados, para lançar a Chilli Peppis, uma cerveja sazonal marcada pela presença da pimenta dedo-de-moça em sua receita.

O rótulo é uma American Lager, mas, com tal ingrediente, possui uma picância, de acordo com a descrição apresentada pela Brassaria Ampolis, garantindo que o sabor e a ardência da pimenta são suaves, mas presentes, no sabor da sua cerveja. Além disso, possui 4,8% de graduação alcoólica e 9 IBUs.

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“A Chilli Peppis é uma ótima alternativa para beber a dois, no Dia dos Namorados. Tem um toque de ousadia na receita, para aguçar os sentidos de quem gosta de uma bebida diferente, mas que preserva as características de uma cerveja especial de alta qualidade”, destaca Sandro Gomes, filho do comediante Mussum e um dos fundadores da Brassaria Ampolis.

Ao lançar a Chilli Peppis, a marca do Grupo Petrópolis lembrou que cervejas do estilo American Lager devem ser consumidas por volta de 2ºC a 6ºC. Mas a indicação do seu sommelier é que isso ocorra entre 4ºC e 6ºC com essa novidade, para permitir que a nota da pimenta tenha mais intensidade na cerveja.

A sugestão da Brassaria Ampolis para harmonização da Chilli Peppis é com petiscos fritos e condimentados, como bolinho de feijoada e de costela, e pratos como hambúrguer, pizza, calabresa, caldinho de piranha, caldo verde, feijoada, escondidinho, massa ao pesto e camarão na moranga, além de comidas indiana, tailandesa e mexicana. E, para beber essa cerveja com pimenta, a marca indica a utilização dos copos dos copos Lager ou americano.

A Chilli Peppis vai ser vendida pela Brassaria Ampolis em long necks de 355ml, apenas através do e-commerce Bom de Beer.