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Fabricação de bebidas alcoólicas cresce 18% até abril, mas industria retrai

A fabricação de bebidas alcoólicas fechou os quatro primeiros meses de 2021 com crescimento de 17,6%, segundo a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE. O relatório do instituto, porém, apontou a ampliação do momento ruim da indústria nacional, que recuou 1,3% em abril na comparação com o mês anterior, levando em consideração o ajuste sazonal. E está 1% abaixo do nível pré-pandemia.

A produção de bebidas alcoólicas também apresenta variação positiva no acumulado dos últimos 12 meses, sendo de 11,8%. E houve crescimento de 121,4% em abril, quando se compara ao mesmo mês de 2020. No entanto, esse período do ano passado foi marcado por restrições severas em função da pandemia do coronavírus, praticamente paralisando a atividade industrial.

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Por sua vez, a produção da indústria nacional também teve alta expressiva no quarto mês deste ano quando comparada a abril de 2020, sendo de 34,7%. Está, ainda, em 10,5% no primeiro quadrimestre de 2021, só que em apenas 1,1% no acumulado dos últimos 12 meses – ainda assim, esse foi o primeiro aumento desse índice após 22 registros negativos. E foi o terceiro mês consecutivo de retração da atividade industrial, o que provocou recuo de 4,4% no período acumulado.

“O crescimento da produção industrial já vinha mostrando um arrefecimento desde a segunda metade do ano passado. Com a entrada de 2021, o recrudescimento da pandemia e todos os efeitos que isso traz, o setor industrial mostrou uma diminuição muito evidente de seu ritmo de produção. Isso fica claro não só pelos resultados negativos, mas também pelo maior espalhamento desse ritmo de queda”, explica André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE, destacando que 18 das 26 atividades recuaram em abril ante março.

Já o cenário da fabricação de bebidas não alcoólicas no Brasil é semelhante ao das alcoólicas, ainda que com expansão menos expressiva. Ela foi de 61,1% em relação a abril de 2020, tendo crescido 9,2% nos quatro primeiros meses de 2021. E fica em 6,2% quando analisados os últimos 12 meses.

Esse bom ritmo das não alcoólicas se dá, também, pelo impacto da expansão da fabricação de bebidas, que expandiu 2,3% no mês de abril em comparação a março, com ajuste sazonal. Houve crescimento de 88,2% ante abril de 2020, com aumento de 13,6% no primeiro quadrimestre de 2021 e de 9,1% nos últimos 12 meses.

Produção cervejeira a gás e elétrica: Qual é a melhor?

Das mais triviais até as mais complicadas, o cervejeiro caseiro precisa tomar decisões que vão influenciar na bebida produzida. Uma delas envolve a escolha de qual tipo de fonte de energia será utilizada, algo que terá impacto nos materiais a serem escolhidos. E eles têm variado, principalmente, entre equipamentos elétricos e a gás, de acordo com preferências que envolvem praticidade e técnica adotada na brassagem.

A primeira brassagem, em geral, costuma ser feita quase de improviso, no próprio fogão das residências, que quase sempre tem o gás como fonte energética. “Mas com o decorrer do tempo, com a bagunça e a sujeira do dia da brassagem, é expulso da cozinha”, brinca Michael Rafael Dresch, cervejeiro da Dado Bier e sócio da Smart Mash, empresa desenvolvedora de tecnologia e soluções cervejeiras.

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A partir daí, o cervejeiro caseiro que decide empreender, de fato, deve avaliar cenários antes de escolher os equipamentos e o tipo de energia a ser utilizada. Para essas definições, é preciso pensar, principalmente, no volume que se deseja produzir e onde a bebida será fabricada.

Com isso em mente, há a necessidade de pesar benefícios e desvantagens, como argumenta Dresch. Para o sócio da Smart Mash, as principais vantagens da brassagem a gás são o tempo de aquecimento das rampas mais curto, assim como o da fervura, o menor risco de caramelização e a construção mais simples das panelas cervejeiras.

Já a brassagem por eletricidade, em sua visão, tem como benefícios a possibilidade de ser utilizada dentro das casas, de ser uma fonte mais barata e de 100% da sua energia ir para o aquecimento do líquido.

Desafios e soluções
As vantagens de um acabam, evidentemente, representando os malefícios do outro lado, como a necessidade de a brassagem a gás ser realizada ao ar livre para evitar os riscos de contato com gases venenosos, além do custo mais elevado. “Com o avanço dos preços do petróleo, as brassagens a gás acabam se tornando um pouco mais caras”, pondera Dresch.

O uso do calor também é visto como um desafio nas brassagens a gás pelo cervejeiro caseiro, seja pela efetiva aplicação de uma parcela pequena dele, seja pela dificuldade para o seu controle. Nesse caso, porém, o especialista reforça que a utilização da Válvula Smart Mash pode ajudar na otimização desse processo.

“Dependendo do queimador, apenas cerca de 30 a 40% do calor é realmente aplicado ao líquido da panela. Os defletores de calor ou similares devem ser usados para proteger a chama, as mangueiras e os cabos da sonda de temperatura do calor elevado do queimador. E há dificuldade de controle, a não ser que esteja utilizando nossa Válvula Smart Mash”, comenta o cervejeiro da Dado Bier.

Para o cervejeiro caseiro que escolher pelo uso de equipamentos elétricos, por sua vez, é necessário ficar atento aos custos mais elevados e aos desafios impostos para a limpeza. Além disso, deve haver o reforço dos cuidados com os riscos de choque elétrico e de sobrecarga na rede.

“É de suma importância que a instalação elétrica seja adequada à potência do equipamento, isso pode gerar sobrecarga de corrente e riscos de incêndio nas instalações elétricas”, aponta Dresch, também comentando sobre a importância de a energia elétrica ser estável. “Quedas consecutivas de energia podem atrasar suas brassagens e diminuir a eficiência na conversão dos açúcares fermentáveis.”

Saiba mais sobre a Smart Mash no nosso Guia do Mercado

O especialista cita, ainda, o risco alto de caramelização e sugere o uso do Controlador Smart Mash para evitar esse tipo de problema do equipamento elétrico. “Como 100% da potência gerada pela resistência é transferida ao mosto, o gradiente de temperatura próximo à resistência é muito alto, o que pode gerar inativação de enzimas. Este problema é solucionado pelo Controlador Smart Mash para equipamentos elétricos, pois o mesmo possui um dimmer interno capaz de controlar a potência transferida ao mosto.”

Morte após consumo de cerveja em MG é investigada; Marca nega uso de substância

A Polícia Civil de Minas Gerais abriu um inquérito para investigar a morte de um policial militar da reserva após o consumo de cerveja. Há suspeita de intoxicação por dimetil glicol, mas a Brussels, cerveja que teria sido ingerida pelo policial, nega o uso da substância contaminante na sua linha de produção.

Segundo a Polícia Militar, o homem, de 61 anos, foi internado no Hospital Albert Sabin em 13 de maio após passar mal, dias depois de consumir cervejas da marca. Ele faleceu no dia 27, sob a suspeita de envenenamento, com exames de biópsia renal apontando a presença de uma substância tóxica.

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O caso está sendo investigado pela 6ª Delegacia da Polícia Civil de Juiz de Fora. O inquérito tentará descobrir se, de fato, houve contaminação por dimetil glicol e se a substância estava presente nas cervejas consumidas. A Polícia também ainda não determinou a causa da morte, o que fará quando estiver em posse do laudo da necropsia.

Para a investigação, o Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora recolheu amostras da cerveja, que serão analisadas pela Fundação Ezequiel Dias.

Brussels nega
Por meio de nota oficial divulgada pela sua assessoria de imprensa, a Brussels negou o uso da substância contaminante. “A empresa informa que, em consonância com as normas vigentes, utiliza apenas álcool etílico potável para o sistema de resfriamento, na concentração de 18%. Destaca ainda não fazer uso de outra substância, em qualquer parte do processo, fato esse comprovado pela inspeção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)”, afirmou a marca.

A Brussels vende sua cerveja, uma Lager definida como “puro malte leve”, em latas, garrafas e chope. Ela é produzida em Cláudio (MG).

Memória da Backer
A suspeita de morte por consumo de uma cerveja contaminada rememora a maior tragédia da cerveja nacional, ocorrida a partir de janeiro de 2020, com diversos casos de intoxicação pelo consumo de rótulos da Backer contendo dietilenoglicol. A ingestão da substância provocou 11 mortes.

Heineken participa de feira de diversidade e oferece chances a profissionais LGBTQIA+

Com o foco na ampliação da diversidade e das oportunidades para profissionais da comunidade LGBTQIA+ em sua equipe, o Grupo Heineken participa a partir desta segunda-feira de um evento sobre a temática, que vai culminar em ações com esse viés ao longo do ano. O foco para essas iniciativas se dá no âmbito da realização até sexta-feira da Feira DIVERS/A.

Agora em sua sétima edição, o evento, online, busca conectar empresas a jovens profissionais lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexuais, sendo realizado na primeira semana do mês do Orgulho LGBTQIA+, que tem o seu dia internacional celebrado em 28 de junho. A feira é organizada pela consultoria Mais Diversidade.

Brooklyn lança no Brasil cerveja da luta LGBTI+ e reverte recursos à causa

Em sua atuação, a Heineken realizará o programa de Mentoria Feira DIVERS/A, de julho a dezembro. Nela, profissionais da cervejaria irão ajudar no desenvolvimento de profissionais. Para isso, as atividades serão organizadas pela Outstand, grupo de empresas e profissionais do mercado que atua com foco na população LGBTQIA+.

“Estamos muito felizes de participar mais uma vez da Feira DIVERS/A, por ser uma oportunidade rica de conexão com este público, para o qual queremos dar cada vez mais espaço de desenvolvimento e pertencimento dentro de nossa companhia. Para nós, a diversidade e a inclusão são fundamentais quando falamos de gestão de pessoas, pois reflete diretamente o nosso valor respeito e é peça-chave para garantirmos um futuro sustentável para o nosso negócio e para a comunidade”, afirma Andréa Bianchi, diretora de desenvolvimento de pessoas e organizações do grupo.

A Heineken também vai participar da ação Deu Match, com a oferta de oportunidades e vagas para a comunidade LGBTQIA+ nas empresas participantes da feira. No caso da cervejaria, os profissionais poderão se candidatar para as áreas de vendas, finanças e recursos humanos.

A organização do evento focado na diversidade será a responsável por uma seleção prévia dos candidatos, sendo que a Heineken vai preparar e realizar um workshop em outubro. Nele, participará o grupo de afinidade da empresa, o “Além do Colorido”.

Em Moema, nova unidade da Beer4U aposta na busca do público por espaços abertos

Em meio a um cenário em que as restrições ao funcionamento dos estabelecimentos vêm diminuindo gradativamente, a rede Beer4U passou a contar com mais uma unidade em São Paulo e que busca atender o desejo do consumidor de frequentar espaços mais abertos. É a loja do bairro de Moema, que tem uma área externa como uma das suas atrações.

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Contar com esse espaço aberto foi possível por causa de uma ideia do responsável pela unidade. Como explica Thiago Novaes, proprietário da franquia de Moema da rede Beer4U, antes da abertura da loja de cervejas, no local funcionava uma hamburgueria. E, onde hoje estão mesas e tambores para uso do público, havia vagas para estacionamento. “Temos uma área externa, com mesas na frente, algo que as pessoas estão querendo, com mais espaços abertos”, aponta Thiago.

A área externa completa a estrutura da loja de Moema da Beer4U, que oferece as possibilidades de consumo no local, delivery e take away. Internamente, são dois andares, com o segundo oferecendo opções de diversão ao público cervejeiro, como fliperama e pebolim.

Além disso, a decoração é alusiva ao universo das cervejas, com um painel todo feito com giz, que inclui imagens de lúpulo. E, com um espaço de aproximadamente 150m², poderá receber até 60 pessoas sentadas quando as restrições para lotação dos bares forem revogadas.

No novo estabelecimento, além de cervejas artesanais, o público pode encontrar opções de comida mexicana. É que o local, além de funcionar como a unidade de Moema da Beer4U, também oferece essa possibilidade por funcionar como franquia da rede La Buena Onda, que está espalhada por bairros da zona leste de São Paulo.

Foi, aliás, a ideia de unir a cerveja artesanal com a culinária mexicana que motivou Thiago a abrir a unidade da Beer4U em Moema.

Trabalhei um bom tempo com cozinha, como chef. Queria ter a opção de ter uma Beer4U com cozinha e encontrei esse espaço em Moema

Thiago Novaes, proprietário da unidade de Moema da Beer4U

Thiago, aliás, não é um novato na relação de franqueados da Beer4U. Afinal, antes de abrir a loja em Moema, já tinha sido um dos responsáveis pela a unidade do Campo Belo, da qual deixou a sociedade para se concentrar no novo empreendimento.

Para ele, fazer parte de uma rede que conta com cerca de 200 torneiras de chope no somatório das unidades de São Paulo lhe oferece uma série de opções de acesso ao mercado e ao público cervejeiro. “Traz a facilidade na negociação com os fornecedores, uma gama de contatos que a rede traz para a gente. E isso é muito importante”, diz Thiago.

A loja de Moema da Beer4U conta com 16 torneiras de chope, sendo, normalmente, 7 dos estilos da própria rede, com os outros variando de acordo com a demanda do público, além das opções de cerveja em lata na unidade, que funciona de terça-feira até domingo.

Também tem oferecido ao público a opção, de terça à quinta-feira, do chope de 250ml em dobro no happy hour, das 16h às 21h. E, assim como é tradição em outras unidades, a loja faz a promoção em que o consumidor só paga por 3 dos 4 litros de chope adquiridos, levando o mais barato de graça.

Balcão da Matisse: Aprecie com moderação

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Balcão da Matisse: Aprecie com moderação


A imperatriz Catarina II da Rússia, conhecida como Catarina, a Grande, foi uma figura muito peculiar. Se casou com o grão-duque Pedro Feodorovich, que ascendeu ao trono russo em janeiro de 1762 como Pedro III. E ela organizou um golpe de estado que o tirou do trono em julho, com Pedro morrendo alguns dias depois, supostamente assassinado.

Durante uma viagem à Inglaterra, Catarina se apaixonou pelo sabor da Stout e quis que fosse enviada à sua corte na Rússia. Porém, quando a bebida chegou lá, estava estragada. Catarina ficou chateada. Ela queria Stout e era conhecida por sempre ter o que queria – ou cabeças rolariam. Então a cervejaria Barclay, de Londres, veio em socorro e desenvolveu uma Stout bem mais forte e amarga, com 10,5% de teor alcoólico, robusta o bastante para suportar a viagem até a Rússia. A cerveja fez sucesso na corte russa, sendo hoje conhecida como Russian Imperial Stout.

Muitas versões dessa cerveja têm sido produzidas ao longo do tempo, alguns preferem se referir a ela como Porter, mas o que importa é saber o que nela encantou a corte russa. Trata-se de uma cerveja forte e deliciosamente complexa, que, em geral, combina, de forma harmônica, sabores de chocolate amargo, café e frutas secas, apenas para resumir, claro. Um bom sommelier encontraria nela muitos outros sabores, como de alcaçuz e alcatrão, por exemplo.

Complexidade e harmonia são tão importantes na cerveja quanto na música. Assim como na música são sete notas, na cerveja são cinco sabores; doce, salgado, azedo, amargo e umami (aprendi isso há pouco tempo). Cinco sabores e um mundo de possibilidades, que, se combinados de forma harmônica, podem encantar reis, rainhas e, claro, o nosso humilde paladar. Se soubermos apreciar, beber um pint será como ouvir uma sinfonia, cada sabor aparecendo no momento e na intensidade certos, na ponta da língua, na bochecha, no retrogosto, como as notas musicais para os ouvidos. Nem sonhe em beber uma cerveja dessa estupidamente gelada ou toda a complexidade vai goela abaixo.

Viver uma experiência com sabores e aromas, embora seja uma coisa simples e prazerosa, não é algo tão comum na vida das pessoas quanto deveria ser. Fico surpreendido quando converso sobre isso em uma mesa de bar, por exemplo. Gosto de perguntar “que sabores você percebe nessa cerveja?” e as respostas são muito diversas: doce, amarga, maltada, caramelo, leve, forte, alcoólica, azeda, torrada, maracujá e por aí vai. São muitas as percepções, às vezes há discordância, mas, em geral, as pessoas descobrem sabores que não tinham percebido antes e passam a gostar mais ainda daquela cerveja.

Claro que o sabor não é tudo, há aromas, temperatura, carbonatação, corpo, textura, picância, adstringência, além do chamado fator X, aquilo que é percebido pelo coração, pela mente e pelo espírito, que envolve os aspectos:

Visual – Pense naquela cerveja impecavelmente negra, coberta com uma nuvem de espuma branca e densa. Isso é tão impactante que muitas propagandas da Guinness mostram simplesmente um pint de Stout.

Emocional – Nós provamos com o coração muito mais do que com a língua. O que mais explicaria preferirmos o prato preparado pela nossa mãe do que o mesmo prato preparado por um grande chef?

Mental – Comemos e bebemos não apenas por sobrevivência, mas por prazer, por isso gostamos de novidades, de variar os estilos, descobrir novos sabores.

Espiritual – Preparar o almoço de domingo e comer com toda a família reunida, preparar uma cerveja caseira com aquele grupinho que um dia vai fundar uma cervejaria em sociedade ou simplesmente se sentar em uma mesa de bar com um grupo de amigos são pequenos atos que têm o efeito de elevar a nossa qualidade de vida como poucas coisas nesse mundo.

Finalmente, não poderíamos deixar de falar de uma coisa que é muito importante: Aprecie com moderação, porque a vida é suficientemente longa para que você possa aproveitar tudo o que gosta sem exageros.


Mario Jorge Lima é engenheiro químico e sócio-fundador da Cervejaria Matisse

Confira 18 lançamentos de cervejas artesanais realizados em maio

Em uma época com tantas datas comemorativas, o mês de maio também ficou marcado por vários lançamentos das cervejarias artesanais. As marcas capricharam no período e ofereceram diversas opções ao consumidor, ampliando seus portfólios. Algumas delas, inclusive, já pensam nas próximas celebrações, como a Blumenau, que, em clima de saudade das festas juninas, apresentou edições limitadas de cervejas com coco e amendoim, além de um novo rótulo comemorativo para o Dia dos Namorados.

A Nacional, por sua vez, fez um rótulo especial para o Dia das Mães e uma releitura da primeira cerveja produzida em parceria pelos sócios, como comemoração pelos 10 anos de história da sua fábrica-bar, realizando dois lançamentos entre as marcas artesanais em maio. Também comemorando aniversário, a Goose Island apresentou uma cerveja alusiva aos seus 33 anos de história.

Para ajudar a encarar o frio, a curitibana Bodebrown veio com uma cerveja forte. Já a Louvada, em um movimento contrário, mas se inspirando em uma tendência mundial, garante que sua novidade é uma cerveja leve de verdade. A Läut também segue a moda e traz uma Hop Lager com baixo valor calórico.

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Confira, abaixo, esses e outros lançamentos de cervejas artesanais realizados em maio:

Albanos
A Cervejaria Albanos completou 25 anos em maio e, entre as novidades preparadas para a celebração, esteve o lançamento da Uai Minas 300 Anos. Rótulo do estilo Lager, conta com maltes defumados e o sabor de doce de leite fica em evidência a cada gole. Segundo a marca, o aroma defumado destaca a suavidade, doçura e o final seco da bebida, que homenageia em seu nome o terceiro centenário do seu estado.

Blumenau
Em clima de saudade das festas juninas, a Cerveja Blumenau lança, pelo segundo ano consecutivo, edições limitadas e comemorativas da Macuca Imperial Stout. O rótulo Bala de Coco tem adição de coco queimado e o Pé de Moleque leva pasta de amendoim. As duas têm lotes limitados de 2 mil unidades cada, possuem 10,5% de teor alcoólico e 80 IBUs. A cervejaria também apresenta para o Dia dos Namorados um rótulo inspirado em Romeu e Julieta. A bebida é a segunda edição comemorativa do Dia dos Namorados da Frida Blonde Ale. Este ano, além de framboesa, a receita ganhou um toque de baunilha. Tem graduação alcoólica de 7,3%.

Bodebrown
A Bodebrown está investindo em cervejas potentes e alcoólicas para encarar o frio. E a novidade apresentada em maio foi a encorpada Tripel Montfort Wild Millésime 2019, inspirada nas complexas cervejas do estilo Red Flanders, majoritariamente belgas. A novidade tem 10% de graduação alcoólica. E passou 24 meses envelhecendo em barricas de vinho tinto da cepa Cabernet Sauvignon.

Demonho
A cervejaria Demonho lançou três artesanais em maio: são IPAs para quem adora um lúpulo fresco no copo. A Quimera, que se trata de uma mistura de West Coast com Juicy IPA, tem 8% de graduação alcoólica e 75 IBUs. A Tocando o Terror chega em novo lote, mais cítrica, com 7,7% de teor alcoólico e 80 IBUs. Já a Evil’s Juicy Single Dry Hop Mosaic está com 7,2% de graduação alcoólica e 55 IBUs.

Goose Island
Para comemorar os 33 anos de história, a Goose Island lançou no Brasil a IPA 33, cerveja do tradicional estilo inglês e em edição limitada. Com coloração dourada e uma explosão de aromas cítricos e resinosos, a receita leva sutis notas de frutas amarelas e possui 5,9% de teor alcoólico e 55 IBUs. O rótulo possui uma combinação dos lúpulos Pilgrim, Styrian Golding, Cascade e Centennial.

Küd
A mineira Küd atuou em diferentes vertentes nos seus lançamentos de artesanais em maio. Em parceria com a Caraça e a Uaimií, lançou uma colaborativa, a CaraKud, Uai!, que reúne um pouco do espírito de cada cervejaria: da Lager, com ingredientes da fazenda, e da Munich Dunkel, com adição das frutas framboesa, amora e jabuticaba. A graduação alcoólica é de 5,3%. E tem 24 IBUs. Sozinha, a Küd também apresentou a Paradise in Flames para celebrar o retorno de uma das maiores bandas de black metal do Brasil, que leva o mesmo nome da cerveja. O rótulo traz a picância da pimenta, seguida por uma refrescância vinda dos maltes caramelados, de acordo com a sua descrição. É uma Lager com 6% de teor alcoólico e 18 IBUs.

Landel
O lançamento da Landel, de Campinas, neste mês de maio foi a Mecenas, uma Flanders Red Ale, pertencente à Linha Psique ID. Com 5,1% de teor alcoólico, ela é azeda, frutada, complexa e intensa. Uma Red Ale com base de maltes com características carameladas e avermelhadas, que conferem a ela um tom como o do vinho de Borgonha. Também passou por refermentações e envelhecimento em barris de carvalho norte-americano, além de ter o perfil de frutas ácidas e um leve toque de baunilha e coco.

Läut
Seguindo a onda fitness, a Cervejaria Läut está lançando a De Leve, uma Hop Lager com baixo teor calórico. Ela tem uma pegada um pouco mais leve do que a Pilsen da marca, porém com um amargor mais presente e aroma sutil de frutas cítricas e tropicais, conferido pela adição de lúpulos especiais importados. A cerveja foi criada em um rigoroso controle de processo para se conseguir produzir uma puro malte de baixa caloria sem adição de qualquer tipo de produto que não seja o malte, o lúpulo e a levedura. Esse será o oitavo rótulo fixo no portfólio da empresa, que ainda tem outros quatro sazonais.

Louvada
Com apenas 3,7% de teor alcoólico e sem glúten, a Low é a nova aposta da cervejaria Louvada. O rótulo foi feito para seguir tendências mundiais e promete ser leve de verdade, com teor de álcool reduzido, menos carboidrato e sem glúten, porém com o mesmo padrão e sabor das cervejas da marca. A Pilsen, que ocupava o lugar da cerveja mais leve da Louvada, possui 4,8% de graduação alcoólica, enquanto a nova fórmula tem apenas 3,7%.

Nacional
A Cervejaria Nacional completa 10 anos de história com um lançamento especial, uma releitura da primeira cerveja produzida em parceria pelos sócios. A Drake’s Ale foi criada em 2006, cinco anos antes da abertura da Cervejaria Nacional e exclusivamente para o bar Drake’s, no consulado britânico de Pinheiros. Tal receita inspirou a receita da Kurupira Amber Ale, rótulo clássico fixo na carta da marca. A cerveja comemorativa tem uma coloração leve e o protagonismo fica por conta do blend de maltes torrados, com notas de biscoito, chocolate amargo e café. Apresenta baixo teor alcoólico, de 4,2%, e amargor leve, de 26 IBUs. Neste mês, a cervejaria também fez a cerveja Kölsch com Rosas, rótulo sazonal dedicado especialmente para brindar o Dia das Mães. A bebida apresenta como base notas de cereais e leve amargor de lúpulos alemães. Por conta da delicadeza, o estilo foi escolhido por realçar a água de rosas, que sobressai no aroma e paladar. O teor alcoólico é de 4,8% e o IBU é de 25.

Ouropretana
Ao redor da fábrica da Cervejaria Ouropretana, em Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto, há várias jabuticabeiras. E é com elas que a marca produziu seu mais novo lançamento: a OPnº5 – Saison Jabuticaba, pertencente à Linha OP de Cervejas Experimentais. A bebida foi fermentada por seis meses em barris de madeira (jequitibá rosa e carvalho europeu), blendada e refermentada por mais três meses com jabuticabas colhidas na própria cervejaria, em outubro de 2019. Foi envasada em maio de 2020, caracterizando uma cerveja de guarda. Ela traz aroma complexo da acidez da jabuticaba e brettanomyces. No paladar, sabores frutados e condimentados, que complementam um final ácido e seco.

Zer09
O brewpub da cervejaria Zer09 fechou parceria com o Brewteco para o lançamento de uma receita colaborativa de cerveja artesanal. O produto final é resultado da junção da cerveja Eclipse, a Blonde Stout da Zer09, com o café 100% arábica de blend exclusivo do Brewteco.

GPA busca ampliar portfólio de cervejas com bônus para as marcas

A pandemia do coronavírus trouxe uma forte crise ao setor cervejeiro, mas também vem ampliando a possibilidade de parcerias e oportunidades. É o que ocorre agora com uma campanha de uma das maiores companhias do mercado brasileiro. Já conhecido pela sua larga oferta de rótulos em seu e-commerce, o GPA pretende ampliar o portfólio oferecido ao público consumidor de cervejas artesanais no seu marketplace, o shopping virtual com a oferta de produtos de parceiros.

Para isso, o GPA criou uma campanha chamada Procura-se Cervejeiros. E decidiu reduzir em 50% a comissão nas vendas – de 14% para 7% – das marcas artesanais que se associarem, em ação válida até 1º de agosto (utilize o cupom GUIADACERVEJA7 para se associar com o desconto).

Clique aqui para se cadastrar no marketplace do GPA

O GPA tem seus sites de venda eletrônica como importante estratégia comercial, com vasta oferta de produtos de outras marcas e parceiros. E, após registrar crescimento superior a 200% nesses canais no ano passado, decidiu ampliar a operação ao criar o seu marketplace no fim de 2020, passando a agregar produtos de terceiros em seus sites. 

A iniciativa reflete uma tendência de ampliação das compras online, acentuada a partir da eclosão da pandemia do coronavírus. E que, agora, o GPA buscará ampliar também com o aumento da oferta de produtos no segmento cervejeiro, com a participação de mais marcas artesanais como parceiras para o seu marketplace.

“Acompanhando essa tendência de migração para o canal online, e também para maximizar o share of wallet destes clientes, nossa estratégia online tem como pilar principal ‘estar onde o nosso cliente estiver’. Com o marketplace, os clientes encontram tudo o que precisam em um só lugar sem sair de casa e os sellers parceiros ganham visibilidade em uma das maiores vitrines do país”, afirma Romain Deconninck, gerente geral de marketplace do GPA, ao Guia.

Saídas para a crise: Como as cervejarias buscaram se aproximar do consumidor

A expectativa, assim, é de ampliar a associação do GPA com o segmento de cervejas artesanais, uma ligação que costumeiramente é percebida pelos consumidores em função de promoções realizadas nos seus canais de e-commerce, especialmente o do Pão de Açúcar, e que agora se amplia com a possibilidade de novas marcas fazerem parte do seu marketplace.

“A rede promove dinâmicas promocionais reconhecidas e esperadas pelos consumidores. Portanto, essa aproximação via marketplace é algo natural para o nosso público, a continuidade de uma trajetória já estabelecida”, comenta Deconninck.

Logística da parceria
A partir do cadastro na base de dados do GPA, a cervejaria passa a fazer parte do marketplace do grupo, sendo exibida nos dois canais de comércio digital do grupo, o www.paodeacucar.com e o www.clubeextra.com.br, como detalha o gerente geral de marketplace.

“O seller parceiro pode segmentar as ofertas que serão divulgadas, ativando-as via integradora ou diretamente em nossa plataforma”, aponta. “Adotamos um critério de relevância para a exibição de ofertas, priorizando a melhor oferta para o(a) cliente.”

Para atender a esperada demanda crescente de associados, o GPA tem atuado com o intuito de aprimorar o sistema de recebimento de pedidos para as marcas, que ficam responsáveis pela gestão do estoque e distribuição das cervejas. Oferece, ainda, um sistema que estima o valor do frete, baseado nas informações fornecidas pelas empresas.

“Oferecemos um sistema de cotação de frete, que será integrado ao marketplace, para o vendedor configurar os custos de envio e as regiões que ele poderá atender, onde o lojista não terá custos adicionais e poderá fazer a gestão de envios e distribuição das vendas no marketplace para todo o Brasil”, explica Deconninck.

A parceria com mais cervejarias também deve facilitar o acesso do público a esses produtos, pois eles passam a ser encontrados em dois dos principais e-commerces disponíveis no Brasil, agregando mais opções a essas plataformas e a seus visitantes.

“Nos e-commerces do GPA, os produtos de marketplace possuem uma sinalização específica, que identifica o seller que vende e entrega o produto. Temos uma jornada simples e rápida, que facilita a navegação e o processo de compra dos nossos consumidores”, conclui o gerente geral de marketplace do GPA.

Cervejarias da Rota RJ unem novidades e segurança na reabertura gradual ao público

Em meio ao avanço da vacinação no Brasil para conter a pandemia do coronavírus, estabelecimentos realizam uma volta gradual e segura para o público. Esse é o caso de cervejarias da Serra Fluminense que integram a Rota RJ e têm realizado a reabertura dos seus espaços. Na região, muitas delas anunciaram as suas novidades e retomaram as atividades, com o cumprimento das medidas sanitárias nesse período difícil.

Em Teresópolis, por exemplo, a Mad Brew apostou em um novo cardápio e em uma régua de degustação para atrair os turistas e o público cervejeiro. Na mesma cidade, mas na Vila St. Gallen, da Cervejaria Teresópolis, houve reforço nas opções de harmonização entre cerveja e boas comidas.

Já a Colonus anunciou a retomada dos seus beer tours em Petrópolis, assim como o tap room está em funcionamento de sexta-feira até domingo em Petrópolis, onde a Doutor Duranz também reabriu as portas. E a Brassaria Matriz também vem recebendo turistas e o público cervejeiro para aproveitar as suas experiências gastronômicas.

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Confira como está sendo esse período de reabertura e volta das atividades em algumas cervejarias da Rota RJ:

PETRÓPOLIS
Brassaria Matriz
Na Brassaria Matriz, que fica no bairro de Corrêas, em Petrópolis, os turistas podem aproveitar o Poço do Imperador, que fica na beira do estabelecimento, e ainda viverem uma experiência gastronômica completa no local. O local remete às famosas brasseries, espaços onde se encontra a cerveja como protagonista de uma experiência que envolve, ainda, comida, atendimento e, no caso da Matriz, a promessa de uma vista marcante.

O espaço da cervejaria fica na Rua Doutor Agostinho Goulão, 632, e o atendimento ao público acontece de quinta a domingo, das 12h às 18h. 

Colonus
Em Petrópolis, a Cervejaria Colonus voltou com os seus beer tours e também já está com o tap room funcionando de sexta a domingo. A marca vem investindo em combinações de cerveja e uísque, tanto que ficou muito conhecida ao produzir a Colonus Nº 7 e a Colonus Nº 21, com a adição de um extrato de Jack Daniel’s. 

Os agendamentos para beer tours (de 5 a 20 pessoas) na reabertura da componente da Rota RJ devem ser feitos pelo telefone (24) 99904-0664. A cervejaria funciona na Rua Professor Cardoso Fontes, 108.

Doutor Duranz
A Doutor Duranz anunciou que o seu tap room está aberto novamente, destacando que todas as normas de segurança sanitária exigidas pelos órgãos competentes estão sendo cumpridas. Agora, além de reabastecer o growler de chope e comprar as cervejas favoritas em garrafa, o público também poderá degustar as receitas do “alquimista” diretamente da fonte.

Se preferir receber as cervejas no conforto da sua casa é só pedir pelo delivery, através do telefone (24) 3065-3934 ou no WhatsApp (24) 99981-1985.

TERESÓPOLIS
Mad Brew
A Mad Brew está apostando em seu novo espaço, a Tap & Steak House. O estabelecimento, aberto no fim de 2020, conta com dez torneiras, loja de souvenirs e uma parrilla argentina, onde o cliente escolhe o corte no expositor para ser preparado na hora. 

O contato para compra dos rótulos da cervejaria pode ser feito pelos telefones (21) 97665-8665, (21) 99919-9477 e (21) 99895-2499.

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Teresópolis
A Vila St.Gallen, da Teresópolis, possui estilo germânico, com três restaurantes, café, lojas e lindos jardins, sendo um espaço especial para os fãs de cerveja e de boa comida. Mas o seu “bier tour” ainda não foi retomado por conta da pandemia da Covid-19. Os horários da Vila St. Gallen continuam diferenciados e, quem pensa em dar uma passada pelo espaço, deve ficar atento. Além disso, o uso de máscara é imprescindível e todos os protocolos para evitar a propagação do coronavírus estão sendo seguidos. Outro destaque é a promoção para aniversariantes da semana, que almoçando ou jantando no local, ganham uma caneca de 200ml da loja de souvenirs.

A Vila St. Gallen fica na Rua Augusto do Amaral Peixoto, 166, no bairro Alto. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (21) 2642-1575.

Sistema fornecido pela JT permite análise durante a fabricação da cerveja

Manter o padrão de qualidade de uma cerveja é fundamental, o que passa por análises da bebida fabricada. E elas não precisam ser necessariamente realizadas posteriormente em um laboratório externo, podendo ser feitas durante todo o processo com o sistema CDR BeerLab Touch, fornecido no Brasil pela JT Instrumentação & Processos.

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O CDR BeerLab Touch é um fotômetro utilizado para fazer análises químicas da cerveja, da água e do mosto. Para isso, utiliza precisão e sensibilidade em sua tecnologia fotométrica, baseada em fontes de luz LED.

O sistema torna as análises mais fáceis e ágeis, pela possibilidade de serem realizadas durante a própria fabricação da bebida, em todas as suas etapas, além de não haver necessidade de um ambiente controlado ou do uso de vidrarias e recipientes. Além disso, não exige grandes habilidades do operador, pois é calibrado previamente.

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O dispositivo para monitoramento do processo cervejeiro e controle de qualidade também tem capacidade para realização de uma série de testes simultâneos, com avaliação de até 16 amostras e obtenção dos resultados, calculados automaticamente, em pouco minutos. No total, são 23 tipos de análises em um só equipamento.