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Com lúpulos de Holambra, Doutor Duranz cria cerveja para o Pint of Science

Criado para levar o conhecimento científico das universidades e institutos de pesquisas diretamente para as pessoas, em conversas de bares e restaurantes, o Pint of Science terá essa aproximação reforçada pela Doutor Duranz em sua edição 2021. Afinal, a marca de Petrópolis criou uma cerveja especial para o evento de divulgação científica.

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A cervejaria integrante da Rota RJ concebeu uma Ale baseada na receita discutida na edição 2020 do Pint of Science. Do estilo Session IPA, a bebida tem 26 IBUs e 4,6% de teor alcoólico. “Esta cerveja é um grande desafio e um motivo de orgulho para nós”, destacou Ricardo Branco, mestre-cervejeiro da Doutor Duranz.

A bebida também chama a atenção por ser produzida com lúpulos nacionais, feitos pela Hopstecker, de Holambra (SP), e utilizados nos formatos plugue e em flor prensada. Além disso, eles são cultivados de forma orgânica, sem adubos químicos e pesticidas.

“Para a cervejaria é uma mudança de processos, pois o lúpulo tem que ser cuidadosamente manuseado para ser bem aproveitado no formato de plugue e em flor. Para o consumidor, isso permite que os sabores e aromas dos lúpulos Hallertauer Mittelfrueh e Chinook, super frescos, sejam descobertos nessa nova cerveja”, detalhou Ricardo Branco.

A novidade levada pela Doutor Duranz ao Pint of Science foi construída em parceria com Ana Cláudia Pampillon, coordenadora da Rota RJ, assim como de professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, unindo a academia com a atividade cervejeira, além do mestre em Fitotecnia Gabriel Fortuna, da Brazuca Lúpulos.

Lançada na sexta-feira, a cerveja da Doutor Duranz pode ser adquirida nos pontos de venda da marca de Petrópolis e terá parte dos recursos obtidos com a sua venda direcionados para ações da edição brasileira do Pint of Science, que neste ano será virtual, com transmissão pelo YouTube da segunda até quarta-feira.

Dias movimentados
Além da produção de uma cerveja do Pint of Science, a Doutor Duranz teve outra novidade neste mês, com o lançamento de um lote de uma Black IPA.

A bebida, segundo descreve a marca, foi elaborada com maltes torrados, que contribuem com o aroma e o sabor que remetem ao chocolate e ao café, mas com o amargor das IPAs. A cerveja de cor escura possui 7,9% de teor alcoólico e 36 IBUs.

Goose Island celebra aniversário de 33 anos com lançamento de IPA no Brasil

A Goose Island decidiu celebrar o seu aniversário de 33 anos com uma novidade para o público cervejeiro brasileiro: a marca anunciou o lançamento de uma edição limitada da IPA 33, rótulo do estilo que é seu carro-chefe em diversos países.

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“Nosso marco de 33 anos pedia uma comemoração e nada mais justo do que comemorar com o que a gente faz de melhor: uma IPA tradicional da Goose Island”, destaca Guilherme de Almeida Aguiar, gerente da Goose Island no Brasil.

De acordo com a marca da Ab InBev, a IPA 33 tem “coloração dourada e uma explosão de aromas cítricos e resinosos” e a receita “leva sutis notas de frutas amarelas e possui 5,9% de teor alcoólico e 55 na escala de amargor. O perfume inconfundível é resultado de uma combinação de lúpulos: Pilgrim, Styrian Golding, Cascade e Centennial”.

Criada em maio de 1988 por John Hall como um pub, em Chicago, a Goose Island homenageia uma ilha próxima, tendo aberto uma cervejaria em 1995 e o seu segundo pub em 1999. Depois, se consagrou como uma das principais marcas do setor cervejeiro dos Estados Unidos, tendo sido vendida para a InBev em 2011.

No Brasil, a Goose Island se instalou no bairro de Pinheiros, em São Paulo, onde está a sua brewhouse, aberta em 2016, no Largo da Batata. Neste ano, antes da IPA 33, a marca havia lançado a Hazy IPA no país. E ainda criou a Neighborhood Goose com o uso da sobra de pães de estabelecimentos da região onde fica na capital paulista.

A IPA 33 está disponível na brewhouse da Goose Island e nos aplicativos de delivery enquanto durarem os estoques. A novidade da marca em lata de 710ml é vendida por R$ 25.

Caso Backer: Volta esperada e legítima juridicamente, mas sob desconfiança

O anúncio da volta da fabricação e da venda de cervejas pela Backer não chegou a surpreender algumas referências do setor, que até enxergam legitimidade na iniciativa da marca mineira, que há pouco mais de um ano e quatro meses via o início da eclosão dos casos de contaminação de seus rótulos por dietilenoglicol, provocando, até agora, dez mortes. Mas há muitas dúvidas e desconfiança sobre como o consumidor e o mercado vão recebê-la após um acontecimento tão traumático.

A Backer formalizou a retomada das atividades na última terça-feira, em breve comunicado no seu perfil no Instagram, relatando que a fará com a Capitão Senra, um dos seus mais conhecidos rótulos, e destacando que a medida se dá com o aval de decisão judicial.

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Essa volta ao mercado já era esperada por Fabiana Arreguy, jornalista e sommelière. Ela relembra que a Backer realizou um evento no Templo Cervejeiro, o seu brewpub, em outubro de 2020 – foi o relançamento da Capitão Senra, então produzida em Vinhedo (SP), na fábrica da Germânia -, deixando claro o desejo de uma retomada. Agora, o anúncio significa de fato a formalização de algo que já vinha sendo feito e preparado.

“Não me surpreendeu esse anúncio, que já havia sido ensaiado há alguns meses, inclusive com a troca da marca Backer para Capitão Senra. No ano passado, a empresa chegou a fazer uma festa de reabertura do Templo Cervejeiro e anunciou a marca Capitão Senra, rebatizando todos os seus antigos rótulos. A fabricação estava sendo terceirizada na fábrica da Germânia, no interior de São Paulo”, resgata Fabiana.

Para Diego Masiero, sócio da editora Krater, especializada em publicações para o setor cervejeiro, a volta da Backer envolve uma questão lógica – a da empresa continuar operando na sua área de atuação –, facilitada pelo que aponta ser uma “falta de memória” da população em relação aos momentos trágicos da história nacional.

“Estava claro que isso eventualmente aconteceria, pois uma empresa trabalha pragmaticamente, fazendo cálculos. Não seria lógico a empresa simplesmente fechar as portas para sempre e deixar de operar por causa da tragédia, e só o faria se julgasse impossível voltar a ser rentável a médio prazo. É lamentável, mas isso se torna mais viável em um país como o nosso, que tem memória curta e esquece de grandes acidentes, como o de Brumadinho, para usar outra referência mineira”, avalia Diego.

Fabiana também revela que os responsáveis pela Backer fizeram, recentemente, a inserção de uma outra marca própria nos mercados de Belo Horizonte, a Arriégua, indicando a sua continuidade no setor cervejeiro. “Há menos de um mês, eles começaram a anunciar a venda em varejo de uma cerveja envasada em garrafas PET, de preços muitos baixos, chamada Arriégua. Esses movimentos todos já mostravam a intenção de voltar ao mercado, ainda que voltados a outro público.”

Validade jurídica
Polêmica, por envolver a volta às atividades da empresa que foi pivô da maior tragédia da história das cervejas artesanais no Brasil, a retomada das atividades pela Backer tem amparo jurídico. Em 22 de abril, a operação da cervejaria foi liberada pela Justiça mineira, após acordo entre a empresa e o Ministério Público para “a constituição de fundo para pagamento das despesas emergenciais” com as vítimas de contaminação dos rótulos.

Após o anúncio do retorno da venda e da produção de cerveja pela Backer, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento destacou que a fabricação segue proibida na planta industrial, mas ponderou que a marca pode terceirizar o serviço. “A Justiça autorizou a cervejaria a terceirizar a sua produção e a comercializar cervejas”, lembra André Lopes, diretor jurídico da Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), criador do site Advogado Cervejeiro e colunista do Guia.

“Considerando que a comercialização servirá principalmente para reparar os danos causados às vítimas e que a cerveja está sendo produzida de forma terceirizada por cervejaria idônea, acredito que qualquer esforço em prol das vítimas respaldado judicialmente e avalizado pelo Ministério Público é válido”, acrescenta André.

Cilene Saorin, sommelière, mestre-cervejeira e diretora da Doemens Akademie no Brasil, aponta a legitimidade – diante da permissão judicial – da Backer voltar a operar como cigana. Mas destaca a necessidade de a empresa responder aos processos das vítimas da contaminação dos seus rótulos.

“O caso Backer é extremamente delicado, sobretudo porque interrompeu e afetou muitas vidas. Também porque abalou a confiança das pessoas em relação ao consumo de cervejas”, pondera Cilene. “Ver a companhia em processo de recuperação de confiança e reputação junto ao seu público é entender seu caminho legítimo. Entretanto, espero que responda aos processos jurídicos com lisura e responsabilidade pelos graves erros técnicos cometidos direta e indiretamente.”

Evitando realizar um julgamento sobre a responsabilidade da Backer no caso, o presidente da Cooperbreja, André de Polverel, reforça que a retomada das atividades pode ajudar a marca a obter os recursos necessários para indenizar as famílias das vítimas da contaminação das cervejas.

“Um velho provérbio da tradição judaico-cristã nos recomenda a ficarmos longe da cadeira de juízes. Neste sentido, só posso torcer para que a Backer encontre rapidamente o caminho para a reconciliação com seu público consumidor, não só para garantir uma série de empregos como, também, para obter resultados financeiros capazes de arcar com todas as reparações e multas estabelecidas pela Justiça”, pontua André.

Volta sob desconfiança
Se até era esperada e há legalidade jurídica para tanto, a volta da Backer levanta dúvidas sobre a recepção de um dos polos fundamentais para o segmento cervejeiro: o consumidor. Até a ocorrência dos casos de contaminação e mortes, a empresa era uma das marcas líderes do segmento de artesanais. Um status que Fabiana duvida que possa retomar, ainda mais que o consumidor deve enxergar essa volta como um sinal de impunidade.

Voltar à linha de frente do cenário cervejeiro artesanal, acho difícil que a Backer consiga. Até porque o público pode ter uma percepção de impunidade em relação à empresa, mesmo que as negociações com as vítimas estejam em andamento na Justiça. Não sei se o consumidor vai ter confiança em comprar e beber Capitão Senra depois de tudo o que aconteceu

Fabiana Arreguy, jornalista e sommelière

Já Diego aponta o importante papel que o consumidor terá nessa volta da Backer, decidindo se a marca terá ou não espaço no mercado. “Agora é ver como o consumidor de cerveja vai reagir. Se achar que é uma pretensão descabida o retorno à operação, que opte por outras marcas, fale sobre com os membros de sua comunidade, seus pontos de venda preferidos. São ferramentas que se tem para pressionar”, comenta o sócio da Krater.

Se a eclosão dos casos de contaminação de rótulos da Backer no começo de 2020 chegou a provocar dúvidas sobre o segmento de cervejas artesanais, esta volta não deve ter força para atingir o setor, na visão de Diego. Porém, ele sugere que a principal entidade do setor, a Abracerva, possa liderar um posicionamento coletivo sobre os padrões de qualidade adotados pelas cervejarias.

“Não acho que a empresa tenha tração para prejudicar as outras marcas coletivamente. Acho que o mercado precisa se posicionar através de sua entidade representativa, a Abracerva, reforçando a noção de que se trata de uma exceção, incentivando as empresas a mostrarem que processos adotam para garantir a segurança dos seus clientes e que controles têm em lugar para manter a qualidade dos produtos que fabricam e comercializam”, destaca Diego.

Por sua vez, Sady Homrich, cervejeiro, sommelier e baterista do Nenhum de Nós, avalia que a força adquirida em cerca de duas décadas no mercado mineiro de artesanais pode, inclusive, facilitar a volta da Backer em seu estado de origem.

“O tamanho do episódio Backer na época me deixou uma clara impressão de que essa marca, que era uma das mais importantes e organizadas do segmento, teria uma rejeição muito alta para sempre, mesmo que a memória do povo seja curta. Mas conversei com alguns amigos de BH e me revelaram que há uma espécie de boa vontade local com a volta dessa empresa tão mineira”, comenta.

Ao mesmo tempo, porém, Sady aponta que a marca Backer dificilmente conseguirá superar a desconfiança surgida dos casos de contaminação. “Confesso que, para mim, o fato de retornar com recurso jurídico corrobora a ideia de f…-se. Mesmo sabendo que o controle de qualidade será intensificado daqui para frente, sempre que alguém ver uma Backer no supermercado ou na mesa do boteco vai rolar um desconforto.”

Seguindo por essa mesma linha, Fabiana prevê que a empresa pode investir em atingir um consumidor de menor conhecimento e poder aquisitivo, também usando outros nomes – como Capitão Senra e Arriégua – e driblando, com isso, a resistência à marca Backer.

“Ainda é muito viva a revolta pelas mortes causadas e pelo grande número de pessoas com sequelas por terem bebido a ‘cerveja envenenada’, como é chamada por aqui. Talvez, por não apresentar mais o nome Backer em seus rótulos, a empresa consiga se posicionar junto a outro público, de poder aquisitivo menor, com menos acesso a informações”, avalia a sommelière mineira.

Surgida no fim da década de 1990, a Backer elevou seu status no setor e ampliou a participação no mercado ao mesmo tempo em que obtinha medalhas em eventos renomados, como World Beer Award, European Beer Star, Copa Cervezas de Americas e Concurso Brasileiro de Cervejas. Fabiana avalia que, nesse retorno, a empresa pode repetir a estratégia, o que pode causar reflexos nos consumidores.

“É preciso ficar alerta, porque a Capitão Senra será uma cerveja comercial legalmente produzida. Provavelmente será inscrita em concursos cervejeiros, como era costume a Backer fazer, com possibilidades até de ganhar medalhas, já que a cervejaria vinha se destacando pelo número de premiações conquistadas. E isso será legítimo. Aí eu pergunto: como o público cervejeiro vai encarar um fato assim?”, questiona Fabiana.


Até por isso, o sócio da Krater destaca a possibilidade de se impedir a participação da Backer em eventos e concursos do setor. “Também acredito que possa surgir um movimento articulado de atores do mercado, de deixá-los escanteados, barrando participação em eventos, por exemplo”, argumenta Diego.

Relembre o caso
Em janeiro de 2020, vários consumidores foram internados em Minas Gerais com sintomas de intoxicação, desenvolvendo a síndrome nefroneural após ingestão de rótulos da Backer, especialmente da Belorizontina, a sua principal cerveja. Com o início da investigação, a perícia realizada constatou vazamento em um tanque e diversos outros focos de contaminação.

Em outubro, 11 pessoas tornaram-se rés no processo que investiga a contaminação de cervejas da marca com o produto tóxico dietilenoglicol. Na relação de denunciados, estão incluídos os três sócios da Backer. Os dados oficiais apontam dez mortes e outros 29 casos de contaminação.

Ação do Zé Delivery ajudará trabalhadores do futebol que estão sem renda na pandemia

A pandemia da Covid-19 afetou todos os setores da sociedade e com o mundo do futebol não foi diferente. Se os torneios voltaram a ser disputados após meses de paralisação em 2020, a ausência de público nos estádios segue afetando profissionais que trabalhavam com a venda de alimentos nos seus arredores. Pensando nisso, o Zé Delivery anunciou a campanha #TabelaComZé, movimento no qual conta com o apoio dos consumidores para disponibilizar até R$ 1,5 mil para cada um dos beneficiados pela ação.

Em parceria com a Central Única das Favelas (Cufa), o Zé Delivery pretende ajudar pequenos empreendedores e pessoas ligadas ao universo do futebol das cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Recife e Brasília e que moram em comunidades carentes, tendo sido muito impactados pela pandemia. 

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“Com a ação #TabelaComZé queremos realmente estimular esse movimento de apoio entre os nossos consumidores para quem faz parte do ecossistema do futebol e do ritual do torcedor. Hoje estamos todos torcendo em casa, mas podemos ajudar todas essas pessoas a terem um momento de alívio em meio a tantos desafios”, aponta Mario Casanova, gerente de branding do Zé Delivery.

Preto Zezé, presidente nacional da Cufa, lembra que os efeitos financeiros da pandemia foram mais devastadores para os moradores de regiões mais carentes. “Porque essas pessoas que vendem espetinho na porta do estádio, ou a cerveja quando você compra indo para o jogo ou mesmo qume te ajuda a parar o carro, elas moram nas favelas e agora estão sem meio de se sustentar. E para que a sociedade não colapse, precisamos olhar para essas pessoas, como a Cufa e o Zé Delivery têm feito.”

Como funciona
No site da #TabelaComZé, o serviço de entrega de bebidas apresenta as histórias de cada um desses profissionais e seus respectivos cupons de desconto.

Quem quiser contribuir para a ação de apoio aos profissionais ligados ao futebol deve fazer uma compra no Zé Delivery, com o cupom do participante escolhido, que garante frete grátis para o consumidor e dá R$ 10 para o participante selecionado. O valor assistencial repassado pode chegar a R$ 1,5 mil para cada beneficiado.

Entrevista: Planejar e fazer estoque é o caminho para encarar escassez de garrafas

Vai faltar garrafa de vidro. O alerta sobre a continuidade do desafio de acesso a um dos insumos mais fundamentais para as cervejarias é de Alexandre de Oliveira, diretor comercial da Verallia no Brasil, que aponta o planejamento e a estocagem como ações que podem minimizar o risco de escassez.

Na linha de frente das vendas de uma das gigantes do setor – a  Verallia é a terceira maior fabricante de embalagens de vidro no mundo –, Alexandre reconhece que a pandemia da Covid-19, de fato, aumentou os problemas para a obtenção de garrafas pelo segmento cervejeiro, mas avalia que há outros fatores desafiando os fabricantes, como destacou em live do Guia.

Confira a live com Alexandre de Oliveira na íntegra

O diretor comercial da Verallia lembra que cervejarias e outras empresas do setor de bebidas reduziram nos últimos anos o uso da garrafa retornável de vidro, o que provocou um aumento de demanda, algo que se tornou difícil de atender, em uma mudança de cenário que ele enxerga ter começado a se consolidar no segundo semestre de 2019.

Na sua visão, para lidar com o problema, as cervejarias devem planejar a aquisição, além de, se possível, realizar o seu estoque de garrafa de vidro, já pensando nos meses de maior produção. Ele sugere o estreitamento da relação com as empresas fornecedoras da embalagem, como a Verallia, que enfrentam desafios logísticos para ampliar a fabricação.

Ao mesmo tempo, porém, a Verallia tem se movimentado para produzir mais garrafa de vidro. Recentemente, a multinacional iniciou a construção de um segundo forno na sua fábrica de Jacutinga (MG), em um investimento estimado em 60 milhões de euros (aproximadamente R$ 384 milhões, na cotação atual).

Isso deverá ampliar a capacidade produtiva da fábrica de 1,5 milhão de garrafas diárias para 2,3 milhões no início de 2023. E a ação causará impacto no setor cervejeiro, pois é nas embalagens desse segmento que se concentra a atuação da unidade mineira da Verallia, que também possui fábricas em Porto Ferreira (SP) e Campo Bom (RS). Com elas, promete ampliar a sua produção já neste ano em até 8%.

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Saiba mais sobre a visão da Verallia, os planos e desafios para a empresa no fornecimento de embalagens, especialmente da garrafa de vidro, na entrevista abaixo do diretor comercial Alexandre de Oliveira ao Guia:

Impacto da mudança de tipo de garrafa
O mercado de vidro vem passando por grande transformação desde 2019. Antes, em 2017, 2018, chegava a sobrar garrafas e potes. Mas a capacidade instalada no Brasil hoje não tem volume suficiente para atender toda a demanda. O brasileiro está consumindo mais, mas o que se deu, aumentado pela pandemia, foi a diminuição do uso de garrafas retornáveis. E a cerveja é o grande motor dessa mudança. Além disso, as artesanais não têm muita capacidade para usar a garrafa retornável, pois demanda um grande investimento. Muitas marcas também partiram para a garrafa one way em bares. E qualquer aumento de consumo é uma explosão para o fornecedor do mercado da cerveja. É um cobertor curto.

Como cervejarias devem lidar com a falta de garrafas
Existe risco de não atender a demanda, pela capacidade limitada de produção. Vai ter garrafa, mas talvez a gente não atenda a todas as demandas. O Brasil, inclusive, tem importado garrafa, em um movimento que é legítimo. Sugiro aos fabricantes que podem compor um estoque, que o faça, porque pode ter a garrafa, mas não na data que você quer. O planejamento conosco ajuda a lidar com isso de maneira melhor. No curto prazo, é administração de escassez.

Continuidade da escassez no segundo semestre
Trabalhamos com capacidade total desde o ano passado e buscamos otimizar os fornos. Também enxugamos o mix de garrafas de vidro, concentrando nas mais demandadas pelo nosso grupo de clientes. Mas seria até leviano falar que não vai faltar garrafa, então é preciso fazer planejamento. A minha perspectiva é de que o consumo vem forte no segundo semestre e a Verallia vai trazer garrafas de onde puder. Vamos ter uma produção recorde nesse ano, estamos investindo para ganhar em produtividade. A ideia é fazer 7% a 8% a mais do que no ano passado.

Investimento em Jacutinga
Pedíamos investimento da matriz francesa e conseguimos. Estamos fazendo um forno novo para cerveja em Jacutinga, com um investimento de 60 milhões de euros. Em um ambiente de incerteza no Brasil – e não só no Brasil – , conseguimos começar a fazer o forno, que no final de 2022 vai estar pronto. Com equipamento novo, praticamente exclusivo para cervejarias. É o único anúncio que vi de investimento para aumentar a fabricação de garrafa de vidro que tenho notícia.

Atendimento ao mercado com novo forno
Em pouco tempo, eu dobro a capacidade produtiva. E, para usá-la, eu preciso já ir amarrando no mercado a sua utilização. Hoje, tem um período de escassez, então, o forno já estará direcionado, embora não seja exclusivo de ninguém. Tem espaço para todos os tipos de clientes.

Dificuldades provocadas pela alta do dólar
Como todas as indústrias, a Verallia sofre com as oscilações. Hoje, a inflação oficial é de 4%, mas o IGP-M está em 30%. E o câmbio subiu 30% em um tempo curto. Ficou mais caro para todo mundo, para nós também, que importamos componentes da garrafa. A gente procura ajustar o preço uma vez por ano, baseado no anterior e em previsões, até para não afetar o cliente. Esperamos não fazer ajustes nesse ano.

Saiba mais sobre a Verallia em nossa página do Guia do Mercado

Importância da reciclagem
Reduzir emissão de carbono significa derreter mais caco de vidro, para que vire uma nova garrafa. E trazer o caco de vidro para dentro da fábrica é uma meta. Mas é preciso sustentabilidade com balanço econômico. A cadeia inteira precisa ajudar, cada cidadão precisa ter consciência. O papel da Verallia é investir nisso e pregar essa necessidade.

Projeto da Stella ajuda 6 mil restaurauntes com R$ 19 milhões na pandemia

O Apoie Um Restaurante, projeto da Stella Artois para apoiar financeiramente os estabelecimentos afetados pela pandemia da Covid-19, concluiu a edição 2021 com a obtenção de recursos expressivos. Um total de R$ 19 milhões foram doados para mais de 6 mil restaurantes nos dois anos da iniciativa, que tem o intuito de ajudá-los a se manterem em funcionamento durante a crise.

O projeto foi criado pela Stella Artois em março de 2020, em parceria com a Nespresso, e vendeu 190 mil vouchers que dão desconto de 50% para consumo nos estabelecimentos. Com o recrudescimento da pandemia em 2021, a iniciativa foi retomada, com a realização de uma segunda edição.

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“Encerramos mais uma edição do Apoie Um Restaurante com um sentimento de agradecimento a todos que contribuíram: à Nespresso, que foi nossa grande parceira para que o projeto pudesse acontecer neste e no ano passado, aos estabelecimentos participantes, à toda comunidade gastronômica e, principalmente, aos consumidores que se mobilizaram para ajudar seus restaurantes do coração”, destaca Arnaldo Garcia, gerente de marketing da marca.  

Assim como é gostoso estarmos juntos ao redor da mesa para viver bons momentos, é importante também nos unirmos em torno de boas causas

Arnaldo Garcia, gerente de marketing da Stella Airtois

Para Marcos Djinishian, head de marketing da Nespresso Brasil, os números obtidos com o projeto mostram o “cumprimento da missão” da iniciativa. “Com certeza o processo de retomada econômica no Brasil ainda trará diversos desafios, mas seguiremos juntos para fortalecer nosso compromisso de apoiar o segmento da gastronomia em todos os momentos.”

O programa
No Apoie Um Restaurante, o público acessava o site oficial da campanha e escolhia um restaurante da sua cidade para a compra de um voucher de R$ 100 por R$ 50 para uso presencial no futuro. O público ganhava um desconto de 50% custeado pela Stella Artois e pela Nespresso, enquanto os restaurantes se cadastravam gratuitamente e recebiam o valor arrecadado na mesma semana.

Os cupons adquiridos nesta edição da iniciativa poderão ser utilizados presencialmente até 31 de dezembro, seguindo as regras de circulação de cada cidade, com reserva de data e hora por meio do aplicativo Get In.

Preço da cerveja tem alta irrisória em mês com desaceleração da inflação

O preço da cerveja no domicílio apresentou alta irrisória, de apenas 0,04%, em abril, um mês marcado pela desaceleração da inflação, mas que ainda mantém o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acima do teto da meta que o governo federal estipulou para 2021. Ela chegou aos 6,76% nos últimos 12 meses, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

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A cerveja no domicílio agora acumula alta de 1,41% em seu preço de janeiro a abril de 2021. E está em 2,64% levando em consideração os últimos 12 meses, de acordo com o levantamento do IBGE.

Já a cerveja fora do domicílio apresentou alta de 0,19% no seu preço em abril. Agora, está com inflação de 2,26% no ano e de 4,32% nos últimos 12 meses.

Os itens de alimentação e bebidas, por sua vez, tiveram inflação de 0,40% em abril, voltando a acelerar após alta de apenas 0,13% em março. Em 2021, a elevação dos preços do segmento está em 1,83%. E, no período de 12 meses, há aumento de expressivos 12,31%, fortemente influenciado pela elevação dos preços em 2020.

A inflação de alimentos e bebidas foi liderada em abril pela carne (1,01%), leite longa vida (2,40%), frango em pedaços (1,95%) e tomate (5,46%). “Estamos em um momento em que há uma grande alta no preço das commodities. Nesse caso, principalmente a soja e o milho estão impactando os custos do produtor e isso acaba influenciando o preço final do produto no mercado”, analisa Pedro Kislanov, gerente da pesquisa do IBGE.

Acima do teto
O IPCA foi de 0,31% em abril, abaixo do de março, quando ficou em 0,93%, sendo que a principal influência acabou sendo a elevação de 2,69% nos preços dos produtos farmacêuticos. Está, ainda, em 2,37% em 2021 e em 6,76% nos últimos 12 meses, acima do teto da meta do governo federal para a inflação do ano – o centro é de 3,75%, podendo variar entre 2,25% e 5,25%.

“No dia 1º de abril, foi concedido o reajuste de até 10,08% no preço dos medicamentos, dependendo da classe terapêutica. Normalmente esse reajuste é dado no mês de abril, então já era esperado”, acrescenta Kislanov.

Já outras bebidas alcoólicas no domicílio tiveram inflação de 0,18% em abril. O índice tem alta de 5,80% em 2021 e de relevantes 11,84% nos últimos 12 meses. Outras bebidas alcoólicas fora do domicílio, por sua vez, registram elevação expressiva nos preços, de 2,36% em abril. Estão, ainda, em 0,69% neste ano e em 4,05% nos últimos 12 meses.

1 ano e 4 meses após contaminação, Backer voltará a produzir e vender cerveja

A Backer vai voltar a comercializar a cerveja Capitão Senra, um dos seus rótulos mais conhecidos. Nesta terça-feira, a Cervejaria Três Lobos, proprietária da marca de Belo Horizonte, anunciou a retomada da produção e da venda de bebidas. De acordo com a empresa mineira, há autorização judicial para tanto.

A volta das atividades se dá menos de um ano e meio depois da eclosão do caso de consumo de cervejas contaminadas da Backer por dietilenoglicol, o que provocou a morte de dez pessoas. A empresa é alvo de processo na Justiça mineira por esses falecimentos e mais 29 casos de contaminação.

A Cervejaria Três Lobos Ltda. tem pautado sua atuação na estrita observância das normas e no cumprimento das decisões administrativas e judicias. Nesse sentido, voltará a comercializar a cerveja Capitão Senra, iniciativa fundamental para a manutenção do emprego de seus colaboradores e para honrar seus compromissos

Backer, em seu perfil no Instagram

A marca já havia relançado a Capitão Senra em outubro de 2020, durante evento no Templo Cervejeiro, o brewpub da Backer, mas naquele momento a produção da cerveja ocorria no interior de São Paulo, em Vinhedo, na Cervejaria Germânia.

No entanto, em novembro, a Justiça havia determinado a suspensão das atividades da Backer, incluindo a venda da Capitão Senra. Essa decisão, porém, foi revogada em 22 de abril pelo juiz Haroldo André Toscano de Oliveira, da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte, diante de um acordo firmado entre o Ministério Público e a cervejaria para “a constituição de fundo para pagamento das despesas emergenciais” com as vítimas de contaminação dos rótulos.

Após o anúncio do retorno da venda e da produção de cerveja pela Backer, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento destacou que a fabricação segue proibida na planta industrial, mas ponderou que a marca pode terceirizar o serviço. A cervejaria, porém, não revelou em seu comunicado onde irá fazê-lo.

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Relembre o caso
Em janeiro de 2020, vários consumidores foram internados com sintomas de intoxicação, desenvolvendo a síndrome nefroneural após ingestão de rótulos da Backer, especialmente da Belorizontina, a sua principal cerveja. Com o início da investigação, a perícia realizada constatou vazamento em um tanque e diversos outros focos de contaminação.

Em outubro, 11 pessoas tornaram-se rés no processo que investiga a contaminação de cervejas da marca com o produto tóxico dietilenoglicol. Na relação de denunciados, estão incluídos os três sócios da Backer.

Skol anuncia patrocínio ao No Limite com promessa de “diversão sem limite”

Transmitido pela primeira vez em 2000, o No Limite se consagrou como o primeiro reality show de sucesso da televisão brasileira. Décadas depois, o programa ganha uma nova versão nesta terça-feira, com transmissão pela Rede Globo. Mas, agora, o No Limite contará com uma novidade cervejeira: o patrocínio da Skol.

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“Skol é a cerveja do No Limite e promete levar o espírito da marca para o programa: leve, para uma diversão sem limite”, descreve a marca da Ambev.

Com o patrocínio ao No Limite, assim, a Skol pretende promover momentos de diversão e leveza aos 16 competidores e levar entretenimento e experiências para milhões de pessoas que acompanharão cada desafio de casa.

“Acreditamos que a leveza e a diversão podem mudar a forma como encaramos o dia a dia e agora em No Limite não será diferente. Nossa missão será garantir momentos leves aos competidores entre os desafios impostos durante o reality e, claro, queremos proporcionar a mesma experiência aos consumidores”, explica Helena Isaac, diretora de marketing de Skol..

Iremos anunciar algumas surpresas para o público que refletem a missão da marca dentro e fora do programa

Helena Isaac, diretora de marketing de Skol

Na avaliação de Rainor Marinho e Murilo Santos, diretores de criação da GUT, agência parceira da Skol nas ações desenvolvidas dentro e fora do programa, as pessoas estão mais ligadas do que nunca nesse tipo de programa. “Agora, a Skol vai mostrar porque é a cerveja perfeita para a galera curtir com bastante leveza dentro e fora do programa”, comentam Marinho e Santos, salientando que os realities “seguem bombando”.

Além das ações voltadas diretamente ao programa, a Skol contará com conteúdos inéditos, promoções e outras surpresas, convidando o público a curtir cada momento do No Limite.

Iron Maiden e BrewDog vão lançar cerveja Hellcat nos Estados Unidos

Os amantes da cerveja artesanal e do heavy metal vão ganhar mais uma opção. A BrewDog e o Iron Maiden uniram forças para lançar a Hellcat, uma India Pale Lager. A sua chegada ao mercado vai ser no outono do Hemisfério Norte, a partir de setembro, sendo inicialmente restrita aos Estados Unidos.

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“Estamos entusiasmados com a parceria com uma banda de rock de renome mundial como o Iron Maiden”, disse James Watt, CEO e cofundador da BrewDog. “O Iron Maiden, assim como a BrewDog, manteve o espírito de independência ao longo de sua carreira estelar. A Hellcat é uma cerveja Lager com aparência dourada nebulosa e acabamento nítido – uma cerveja épica digna desta colaboração.”

A cerveja feita com o Iron Maiden possui 6% de graduação alcoólica, tendo, de acordo com a descrição apresentada pela BrewDog, um sabor cítrico. Além disso, leva o icônico personagem Eddie em seu rótulo. E é carbono negativa, com a marca assegurando que removeu o dobro das emissões de gás carbônico necessárias para produzi-la.

Vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson celebrou a parceria com a BrewDog. “Tenho procurado o parceiro perfeito para trazer uma cerveja fresca e empolgante para os Estados Unidos”, disse a estrela do rock, exaltando a cervejaria escocesa, considerada a maior artesanal do mundo.

Há muito tempo sou um admirador da BrewDog, não apenas por causa de suas cervejas, mas também por sua atitude e estilo. Quando conheci a equipe BrewDog, descobrimos que o respeito é mútuo e que poderíamos fazer uma cerveja inegavelmente única juntos

Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden

Produzida nos Estados Unidos, a Hellcat se junta à família global de cervejas Trooper criada por Dickinson e a cervejaria britânica Robinsons Brewery. O nome é o mesmo de uma das mais famosas músicas do Iron Maiden, tendo sido lançada no álbum Piece Of Mind, em 1983.

A Trooper foi criada em 2013 e vendeu mais de 25 milhões de litros em todo o mundo, sendo exportada para mais de 60 países e produzida em diferentes estilos. Uma dessas foi a Trooper Brasil IPA, lançada no segundo semestre de 2019, em parceria com a curitibana Bodebrown.