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Libertadores: Os bares nos arredores dos estádios que unem Palmeiras e Santos

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A final da Libertadores, neste sábado, poderá servir para mostrar que a emoção despertada pelo futebol ressoa bem além do estádio. No confronto entre Palmeiras e Santos, às 17 horas, o Maracanã estará com as arquibancadas vazias. Em condições normais, quando esses clubes atuam nos seus estádios, o pulsar também não se resume aos torcedores ocupando seus lugares no Allianz Parque ou na Vila Belmiro: os bares e as ruas nos arredores dos estádios também refletem a paixão por esses times. Criam uma noção de pertencimento que se prolonga ao longo dos dias sem jogos. E fazem parte da cultura da torcida dos dois clubes.

A final desta Libertadores é marcada pelo ineditismo de ser uma decisão paulista no principal palco do futebol nacional. Outro fato raro se dá em função da pandemia do coronavírus: o Maracanã só contará com a presença de convidados e profissionais trabalhando no estádio. Um cenário bem diferente ao desejado e que trará memórias aos torcedores desses clubes que vão bem além das arquibancadas. E os conduzem para os arredores dos estádios.

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Nos bares, afinal, além de terem a chance de acompanhar os jogos pelas tevês, exercendo o ato de pertencimento a um clube, os torcedores ainda estreitam vínculos, estimulam amizades e reforçam a sociabilidade. Além disso, neles há permissão do consumo de bebidas alcoólicas, algo vetado na maioria dos estádios. E torna o futebol uma importante fonte de renda para os estabelecimentos.

Em qualquer jogo do Palmeiras no Allianz Parque, seja pela Libertadores ou não, os bares da Caraibas e da Palestra Itália ressoam o clima do estádio. Na ruas da região da Pompeia, as garagens de casa se transformam em bares improvisados – ou reformados, como O Sobrado. Em dia de jogo, muitos torcedores não têm os espaços apenas como ponto de encontro. Rejeitam entrar no estádio para acompanhar as partidas de lá.

Bandeiras e faixas de torcidas organizadas são penduradas nas sacadas e janelas. E bares e restaurantes nos arredores do Allianz Parque têm decoração nas cores verde e branca. Funcionam, também, fora dos dias de jogos, quando reúnem moradores ou palmeirenses, até pela proximidade com espaços de torcidas organizadas do clube. Lá, discutem o cotidiano do clube. Outros desses espaços também se dividem entre as funções de bares e lojas, com a venda de produtos das equipes.

Não é nada diferente na Baixada Santista. Em dia de jogo pré-pandemia, enquanto alguns santistas entram na Vila Belmiro, outros preferem parar na Confraria do Alemão, o maior ponto de encontro entre os torcedores nos arredores do estádio, mesmo quando o time não está em campo. Lá era fácil encontrar ídolos históricos do Santos, como Dorval e Coutinho, que jogava baralho e tranca. E foi onde o centroavante passou o centenário do Santos, dando de ombros para a festa organizada pela diretoria do clube.

O esquema para os santistas que buscam uma cerveja antes ou depois dos jogos é conhecido e semelhante ao adotado no Allianz Parque. Moradores transformam as garagens da avenida Princesa Isabel em bares improvisados, seja em dia de jogo do Paulistão ou da Libertadores. E alugam seus espaços para vendedores de pernil. Há também por lá a sede da Torcida Jovem.

Neste sábado, em dia de final da Libertadores, não será permitida a presença de torcedores no Maracanã e a determinação do governo estadual é de que bares estejam fechados, funcionando somente no sistema de delivery. Um cenário necessário para evitar a propagação do coronavírus.

Não é, claro, o ideal. Mas será saudoso de estádios e dos bares que os mantêm vivos mesmo quando não é dia de jogo, que torcedores de Palmeiras e Santos vão acompanhar a decisão da Libertadores, de olho nas ações de Weverton, Gustavo Gómez, Luiz Adriano, Marinho, Soteldo e Kaio Jorge.

Viveiro em Teresópolis é autorizado a importar mudas de lúpulo ‘in vitro’ dos EUA

A agricultura cervejeira brasileira teve uma importante conquista: o Viveiro Ninkasi, em Teresópolis (RJ), recebeu a autorização para importação de mudas de lúpulo “in vitro” dos Estados Unidos para comercialização com certificado de origem.

Teresa Yoshiko, proprietária do viveiro, explica que as mudas de lúpulo vendidas no país não têm origem comprovada. As in vitro, até então, só podiam ser usadas para pesquisas ou gerando um híbrido como resultado específico de uma pesquisa de melhoramento genético. Assim, a decisão deve causar impacto positivo no setor.

“A partir de agora, quando o produtor plantar um lúpulo Cascade, por exemplo, ele terá certeza de que realmente é um Cascade e terá um documento comprovando isso para sua comercialização. Isso vai garantir segurança aos produtores de lúpulo do país e agregar ainda mais valor à cultura”, contou a proprietária do Ninkasi, que também foi o primeiro viveiro do país a ser reconhecido pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) a produzir mudas de lúpulo no Brasil.

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Segundo Teresa, as primeiras mudas “in vitro” chegam ao Brasil no início de fevereiro, quando serão transformadas em matrizes no viveiro que passou por algumas adaptações. “Estamos realmente muito felizes com mais esta conquista da importação ‘in vitro’ e tenho certeza que será mais um grande salto de qualidade na produção do lúpulo nacional.”

A importação das mudas “in vitro” produzidas nos Estados Unidos para comercialização no Brasil foi liberada pelo Mapa em instrução normativa de 18 de junho de 2020. E a autorização para o Viveiro Ninkasi veio no fim do ano passado.

Suporte para expansão
A notícia foi bem recebida pelos produtores de lúpulo da região serrana do Rio de Janeiro, onde, desde 2016, se produz, ainda que em pequena escala, diversas variedades de lúpulo.

Os agricultores apostam na perspectiva de fornecimento de um produto diferenciado para um mercado promissor de cervejas artesanais. A região já conta com diversas fábricas instaladas em Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Guapimirim e Cachoeiras de Macacu.

De acordo com o Mapa, o Brasil possui hoje 152 produtores de lúpulo e 75 mil plantas, com perspectiva de dobrar o número este ano. Hoje, além do estado do Rio de Janeiro (com cerca de 20 mil mudas), o plantio é feito também em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.

O Viveiro Ninkasi possui mais de 30 cultivares diferentes de lúpulo, já adaptadas ao clima brasileiro e prontas para o plantio. Todas as mudas são de alta qualidade, certificadas e registradas no Mapa.

A tecnologia utilizada no viveiro é inédita no mundo e todo o investimento é feito para garantir o compromisso com altos padrões de qualidade, criando uma rede com a preocupação de fazer com que a cultura do lúpulo seja produtiva, reconhecida e respeitada nacionalmente. Para garantir um manejo próprio para essas plantas, o viveiro disponibiliza um trabalho de consultoria que passa desde o plantio até a colheita e beneficiamento dos cones.

Beer4U abre franquias no Paraíso e Morumbi e mira 40 lojas no estado de SP

Ao mesmo tempo em que provocou uma grave crise financeira, a pandemia do coronavírus alterou hábitos, como no setor cervejeiro, mas também ampliou as oportunidades e os ambientes de consumo. É dentro desse contexto, em que o cervejeiro não enxerga mais apenas o tradicional bar como único ponto para encontrar a sua bebida preferida, que a rede Beer4U inaugura as suas duas novas franquias.

Os espaços estão localizados nos bairros Paraíso, já em funcionamento, e Morumbi, com início das atividades na terça-feira, inicialmente apenas para delivery e retirada. As novas franquias da Beer4U são no formato tap house, como a maior parte das unidades da rede. Possuem foco maior no chope, ambas com 15 torneiras, funcionando com o sistema de growler station, que dá a opção ao consumidor de comprar a bebida para realizar o consumo na sua residência.

Saiba mais sobre as franquias da Beer4U pelo e-mail: franquias@beer4u.com.br

Sócio da rede Beer4U, Ériton Soares garante não ter ficado surpreso com a busca dos agora novos parceiros, interessados em abrir uma franquia durante um período de crise. Destaca que, com organização e uma boa estratégia, o momento pode ser positivo para iniciar negócios, especialmente em um setor como o de consumo, normalmente um termômetro da recuperação econômica. E ainda se unindo a uma rede com tradição no comércio de cervejas artesanais.

“O mundo está em crise, mas tem muita gente com o ímpeto de empreender. Se abriu na pior fase da crise, quando melhorar, já estará mais estruturado. É como um ganho de tempo para estruturar um negócio, maturar. Tudo demanda tempo. Com o negócio estruturado e planejado, a crise não é um empecilho”, avalia Ériton.

A expansão com a abertura das franquias no Paraíso e Morumbi deixa a Beer4U com 13 unidades, sendo 11 na capital, uma em Piracicaba e outra em Santos. E essas lojas são, também, os passos mais recentes de uma ampliação da presença no mercado da rede de venda de cervejas.

Conhecida por ser um ponto para o fã de artesanais adquirir suas bebidas preferidas ou testar e provar novidades de diferentes marcas, a rede ainda pretende conquistar espaço em mais alguns bairros de São Paulo. Ao mesmo tempo, como explica Ériton, trabalha com o foco em ter franquias na região metropolitana de São Paulo. Assim, ele prevê a Beer4U com até 25 unidades em um período de dois anos.

Os planos da rede, porém, vão além da capital e da região metropolitana. Ériton acredita ser possível ter 40 unidades em 5 anos, com a expansão chegando ao interior paulista. A partir daí, em dez anos, planeja ter 80 unidades espalhadas pelo Brasil. Para isso, aposta no conhecimento do mercado cervejeiro para atrair novos parceiros.

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“Estamos há 8 anos no mercado, temos o know-how de como começar o negócio, como lidar com o público, conhecemos as adversidades do segmento, que é muito dinâmico. O mercado cervejeiro vem se modificando muito nos últimos 5, 6 anos. O franqueado estará entrando em uma rede consolidada na cidade de São Paulo”, argumenta Ériton.

Confira quais são as unidades da Beer4U:

VILA MADALENA: Rua Cristovão de Burgos, 74 – Loja 04
VILA MARIANA: Rua Luis Góis, 1202
SANTANA: Rua Dr Cesar, 1263
VILA LEOPOLDINA: Rua Brentano, 239
VILA OLÍMPIA: Rua Santa Justina, 568
JARDINS: Alameda Jaú, 1512
VILA TATUAPÉ: Rua Cantagalo, 493
CAMPO BELO: Rua Vieira de Morais, 1405
PARQUE SÃO DOMINGOS: Rua Brigadeiro Henrique Fontenelle, 664
PARAÍSO: Rua Tomás Carvalhal, 622
MORUMBI: R. Prof. José Horácio Meirelles Teixeira, 999
SANTOS: Av. Conselheiro Nebias, 819
PIRACICABA: Rua Saldanha Marinho, 1390

Dogma lança 1º rótulo de série criada em parceria com sommeliers negros

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Após se envolver em polêmica por conta do seu rótulo Cafuza, a Dogma entrou no debate da inclusão racial com uma importante iniciativa: o lançamento da Hantu. O rótulo inaugura a série Griot, que traz como protagonista a cultura negra. Ela é realizada em parceria com três sommeliers negros: Glauco Ribeiro, Sara Araújo e Sulamita Theodoro. E a arte é produzida por João Gabriel.

Inclusão e preconceito: O que 4 especialistas pensam sobre diversidade no setor

E a cerveja que abre a série Griot faz uma homenagem à essencial Conceição Evaristo através de Ponciá Vicêncio, personagem que intitula um dos romances da escritora mineira. A bebida é uma Saison com cajá, caju e melado de cana.

“Ponciá nos convoca a olhar para o passado, pensar o presente e lutar por um futuro, nos revela toda complexidade e especificidades do seu ser, nos adverte que nós, pessoas negras, somos plurais e heterogêneas e carregamos a força de nossas ancestrais”, contaram os três sommeliers, em texto publicado no Instagram da Dogma.

A série produzida em parceria com os sommeliers negros foi lançada menos de um ano após a polêmica causada pelo rótulo Cafuza. A cerveja, do estilo Imperial India Black Ale, foi retirada de circulação por ter em seu rótulo a imagem de uma escrava negra. A representação levou a cervejaria a ser acusada de racismo.

“Este projeto surge do incômodo e do desejo por fazer diferente e, quanto melhor pudermos, para que as questões do racismo estrutural não estejam mais encobertas sob a cortina da ignorância e negacionismo”, escreveu Sulamita Theodoro, em texto publicado no blog da cervejaria Dogma.

Além de cajá, caju e melado de cana, a Saison traz em sua receita acidez moderada, aroma e sabor de caju e cajá, assim como notas de mel e mineral provenientes do melado. Tem um aroma levemente amadeirado, lembrando um pouco o coco, devido ao lúpulo utilizado (HBC 472). O conjunto é complementado pelo condimentado, cítrico e frutado de uma das leveduras da cerveja.

A série Griot, da Dogma, será completada por mais dois lançamentos: a Kintu, uma New England IPA, e a Mantu, a recém-lançada Hantu envelhecida em barricas de madeira.

Bares fechados em SP: Protestos de empresários e previsão de demissões

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As novas medidas do governo do estado de São Paulo de restrição à circulação das pessoas para conter a propagação do coronavírus atingiram, especialmente, o setor de bares e restaurantes, estabelecimentos que deverão ficar fechados nos finais de semana e no período noturno. Seus principais representantes preveem um forte impacto sobre o segmento, com demissões e fechamento de espaços, e têm organizado manifestações contra as medidas.

Em São Paulo, todas as regiões do Estado devem entrar na fase vermelha de segunda a sexta-feira, das 20 horas às 6 horas, e durante todo o dia nos finais de semana e feriados. Nessa etapa, de alerta máximo, só podem ser realizadas as atividades consideradas essenciais. Assim, no período, bares e restaurantes devem ficar fechados, podendo funcionar apenas com os sistemas de delivery e drive thru. Inicialmente, as medidas têm validade até 7 de fevereiro.

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O estado de São Paulo registrou até esta terça-feira o dobro de novos casos e mortes pela Covid-19 em comparação aos indicadores de novembro. Em janeiro, já são 252.956 casos e 5.121 mortes. Em toda a pandemia, ocorreram 51.838 óbitos e 1.715.253 casos confirmados do coronavírus. As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 71% na Grande São Paulo e no Estado. O número de pacientes internados é de 13.106, sendo 7.256 em enfermaria e 5.820 em unidades de terapia intensiva.

A decisão do governo estadual provocou reclamações de diferentes entidades do setor de bares e restaurantes. Elas garantem que os protocolos de segurança vinham sendo cumpridos pelos estabelecimentos. E afirmam que as medidas são “insuportáveis” e vão provocar “demissões e fechamentos”.

A Associação Nacional de Restaurantes (ANR), por exemplo, apontou que o setor teve 84 mil demissões até setembro de 2019. “A estimativa da ANR é de que mais de 10 mil empresas do setor fecharam as portas na crise em 2020, de um total de 55 mil antes da pandemia, apenas na capital. Entre as quais estão muitas marcas tradicionais que representavam um papel relevante na cultura e memória da cidade”, afirma a entidade em nota oficial.

Na visão da associação, o foco do governo estadual deveria se concentrar em evitar a realização de festas clandestinas e as praias lotadas. “A ANR defende a vida, a saúde de todos os brasileiros e, reitera, orienta bares e restaurantes a cumprirem rigorosamente todos os protocolos de higiene. A entidade reconhece também os esforços feitos pelo governo estadual para a vacinação. Mas não é mais possível suportar tamanha insensibilidade com o setor, com a aplicação de medidas ainda mais restritivas, quando se percebe que a real razão do aumento de casos, segundo os mais renomados infectologistas do país, são as praias lotadas no verão e as festas clandestinas que permanecem sem fiscalização.”

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) prevê que a decisão de manter estabelecimentos fechados pode provocar a perda de até 20 mil postos de trabalho. Além disso, afirma que 50 mil espaços foram fechados desde o início da pandemia do coronavírus, em março de 2020. “Não contribuímos para a progressão da pandemia. Qualquer cidadão que frequenta restaurantes e bares que cumprem os protocolos, sabe disso”, destaca o presidente da Abrasel, Percival Mericato, em nota.

Já o presidente da Associação da Noite e Entretenimento Paulista (Anep), Beto Lago, diz haver tratamento desproporcional ao segmento na comparação a outros setores da economia. “Mais uma vez o governo do estado penaliza e marginaliza o pequeno e médio empreendedor do Turismo e entretenimento paulista, área fundamental no futuro do desenvolvimento econômico da cidade de São Paulo”, afirma. “A fase vermelha deveria ser aplicada a todos os setores e não, de novo, penalizar o empresário sério e que segue os protocolos sanitários adequados ao novo normal, como é o nosso caso.”

Nas redes sociais, donos de bares e restaurantes e chefs vêm publicando mensagens de protesto contra a medida com o uso de uma hashtag com a mensagem “Não deixe a conta fechar”. As manifestações, porém, não se resumem ao mundo virtual, tendo ocorrido na última sexta-feira em frente ao Palácio dos Bandeirantes. Um novo ato está marcado para esta quarta.

Loja da Brewpoint, Fruit Beer da Duranz e tour da Bohemia: As novidades da Rota RJ

O início de 2021 veio com várias novidades para os cervejeiros da Região Serrana do Rio de Janeiro. Marcas que compõem a Rota Cervejeira RJ abriram novos espaços em janeiro, lançaram rótulos, aproveitando a estação mais quente do ano, e estão disponíveis para visitas guiadas às suas fábricas.

A Brewpoint, por exemplo, inaugurou mais uma loja express em Petrópolis, ampliando a sua presença nas diferentes regiões da cidade. A Doutor Duranz se inspirou no verão para lançar uma refrescante Fruit Beer, em edição limitada. E a Bohemia está com o seu complexo de entretenimento aberto ao público, o que inclui visitas guiadas pela sua fábrica.

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Confira as novidades de janeiro de algumas das marcas que compõem a Rota Cervejeira RJ:

Nova loja da Brewpoint
A Brewpoint inaugurou mais uma loja express em Petrópolis, oferecendo aos cervejeiros a possibilidade de beber um chope artesanal, aproveitar alguns petiscos ou encher o growler para consumir o estilo favorito em casa. A unidade está localizada em Corrêas (Estrada União Indústria, 3.111, no Shopping do Prado).

A abertura da loja faz com que a Brewpoint tenha espaços em ainda mais regiões de Petrópolis. A cervejaria, afinal, conta com a fábrica no bairro Quitandinha, um brewgarden no centro da cidade, além de uma outra loja express em um shopping no bairro Bingen.

Fruit Beer da Doutor Duranz
Motivada pelo verão, a Doutor Duranz lançou uma Fruit Beer com amora, maturada com carvalho francês e com dry hopping dos lúpulos Chinook e Calista. O rótulo tem lote limitado e pode ser comprado no taproom da fábrica em Petrópolis. Mas há outras opções para adquiri-lo, como o sistema com pedidos pelo delivery via telefone, WhatsApp ou pelo Goomer.

“A Fruit Beer de amora é uma cerveja leve, com sabor marcante de amora e aroma complexo com notas de frutas vermelhas, canela, caramelo e pimenta, conferidas pela maturação da cerveja com carvalho francês e realçadas pelo dry hopping. Essa preciosidade possui 5,2% ABV e IBU 20”, explica Ricardo Branco, um dos sócios da cervejaria.

Saiba mais sobre a Rota Cervejeira RJ em nosso Guia do Mercado

Visitas ao complexo da Bohemia
Outra boa novidade para o cervejeiro de Petrópolis é que o complexo de entretenimento da Bohemia está operando com todas as normas de segurança e prevenção para receber os visitantes. Isso inclui o tour cervejeiro, além do restaurante, do bar e da loja.

O tour conta com novidades como o Chave do Mestre, uma experiência integralmente guiada, além de uma visita exclusiva à nanocervejaria da Bohemia, o que torna possível possível conhecer o local onde surgem as inovações da marca. E ainda há o Harmoniza Tour, um tour guiado que introduz o visitante ao mundo da harmonização entre cervejas e a gastronomia.

Festival surge em SC para fomentar mercado e cultura do lúpulo no Brasil

A divulgação do conhecimento é fundamental para o crescimento de qualquer setor. Será a partir desse pensamento que o segmento cervejeiro terá, entre os dias 13 e 15 de fevereiro, o 1.º Festival da Colheita do Lúpulo, em Curitibanos (SC).  A organização do evento é liderada pelo engenheiro agrônomo Rodrigo Baierle, da Lúpulos 1090.

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Com uma ampla programação, o festival contará com um workshop sobre produção, beneficiamento e mercado de lúpulo, visitação a plantação de lúpulo, colheita e brassagem coletiva com lúpulo fresco, trilha, música ao vivo e uma confraternização entre os participantes.

“O objetivo do festival é fomentar o mercado e a cultura do lúpulo brasileiro, difundir os conhecimentos necessários para que lúpulo seja cultivado com sucesso reunindo profissionais de renome nacional no workshop, e assim mostrar que é possível o Brasil ser um grande produtor de lúpulo”, comenta Baierle, considerado um dos pioneiros na retomada do cultivo do lúpulo no Brasil.

O festival sobre o lúpulo conta ainda com a organização de Romualdo Petters Pietrovski, da Lothbrok Cervejaria, que vai fornecer chopes de vários estilos ao evento. As atividades vão ser realizadas em uma fazenda e no hotel Green Fall Skate Park.

O evento também vai oferecer atrações gastronômicas aos participantes, como um costelão de chão, além de ovelha, parrilla e acompanhamentos. Já o café, almoço, lanche e jantar estão inclusos no pacote do hotel do evento, assim como uma confraternização.

Palco do festival, Curitibanos fica a menos de 100 quilômetros de Lages. É lá onde a Ambev implementou, em 2020, o Projeto Hildegranda com a proposta de fomentar o cultivo de lúpulo no Brasil. A companhia criou uma lavoura experimental na região e busca apoiar pequenos produtores. E dois rótulos com o lúpulo local foram lançados no ano passado.

De acordo com Baierle, a recente instalação da Ambev em Lages deu um grande sinal ao mercado e acabou atraindo o interesse de muitos investidores na produção do lúpulo. E o projeto cresceu com a demanda da cervejaria.

“Depois de ver a demanda por consultoria agronômica para lúpulo, comecei a ajudar outras pessoas a cultivar seu lúpulo para consumo ou comercialmente. E hoje tenho uma das maiores plantações do Brasil e presto consultoria em todo o país”, completa Baierle.

No fim de 2019, durante o Beer Summit, o próprio engenheiro agrônomo disse acreditar que o Brasil poderá se tornar um exportador de lúpulo. “Nossas lavouras já conseguem boa produtividade e devemos lembrar que em alguns lugares já temos até duas safras por região. Então, a nossa produtividade está parecida com a dos gringos. Precisamos agora aumentar a escala de produção”, afirmou Baierle à época.

Mais informações sobre o evento – como valores e inscrição – podem ser obtidas via WhatsApp: Romualdo, (47) 99734-3000; Rodrigo, (49) 99146-3031.

Confira a programação do 1º Festival da Colheita do Lúpulo:

13/02 – Sábado
10h às 12h – Recepção na fazenda com frutas e chope
12h às 15h – Almoço na fazenda
15h30 às 18h30 – Workshop Lúpulo sobre Produção
20h à 0h – Confraternização na Green Fall Skate Park para toda a família

14/02 – Domingo
9h às 12h – Workshop Lúpulo sobre Colheita e Beneficiamento e mesa-redonda sobre mercado com Duan Ceola, da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), Jonas Dalagnol, da Lupulândia, Natanael Lahnel, do Lúpulo Gaúcho, e Stefano Gomes Kretzer, consultor para o Ministério da Agricultura
12h às 15h – Almoço na fazenda
15h30 às 18h30 – Visita à plantação de lúpulo
19h às 22h – Jantar na fazenda com música ao vivo

15/02 – Segunda-feira
8h às 10h – Colheita do lúpulo
10h30 às 16h30 – Brassagem coletiva com lúpulo fresco
12h às 15h – Almoço na fazenda com música ao vivo
16h30 – Trilha pela floresta onde ficam os macacos Bugio
19h – Jantar de encerramento

SP 467 anos: Goose reforça ligação com Pinheiros ao “ampliar” Yellow Line

O cervejeiro paulistano ganhou um presente de uma das marcas mais icônicas do mundo para celebrar o aniversário da cidade. Para marcar os 467 anos da fundação de São Paulo, nesta segunda-feira, a cervejaria norte-americana Goose Island anunciou a ampliação da produção da Yellow Line.

O rótulo, um dos mais vendidos do brewpub da Goose Island em São Paulo, homenageia a Linha Amarela. Não à toa, uma das estações dela está localizada no bairro de Pinheiros, com uma forte associação com o cenário das cervejas artesanais e suas ótimas atrações boêmias.

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É, também, onde está localizado o bar da Goose Island em São Paulo, no marco físico da ligação do bairro com a cervejaria, iniciado antes mesmo da sua inauguração. Afinal, além de ter aberto o brewpub por lá no fim de 2016, no Largo da Batata, a marca realizou várias ações na região.

Antes mesmo da inauguração, desenhou um mapa interativo de Pinheiros nos tapumes da obra. Depois, distribuiu o jornal Brews para contar a história de lugares e pessoas da região. E, finalmente, no começo de 2019, lançou o Guia de Pinheiros by Goose Island, com roteiros temáticos e colaborativos para quem quiser explorar um dos bairros mais conhecidos de São Paulo.

O bairro é um dos mais icônicos da cidade que celebra 467 anos nesta segunda, com diversos espaços culturais, cervejarias artesanais, restaurantes e hostels, tendo opções ecléticas e variadas para diferentes públicos. É, assim, um dos marcos da aniversariante do dia.

“A Yellow Line é a primeira receita que vamos reforçar a produção em 2021. Ela é top 3 de vendas no Brewhouse e agora ganha um rótulo especial em homenagem ao aniversário de São Paulo, a cidade que nos abraçou desde o início”, conta Guilherme Hoffmann, mestre-cervejeiro de Goose Island.

A Yellow Line é uma Australian Pale com perfume de lúpulo, sabores cítricos e de frutas amarelas provenientes dos lúpulos australianos utilizados no dry-hop, como Vic Secret, Galaxy e Enigma. Tem 5,6% de graduação alcoólica e 30 IBUs.

“Trazer estilos diferenciados é uma das premissas da Goose. Temos o benefício de ter nossa cervejaria à disposição para trabalhar com receitas inovadoras dentro de diferentes estilos. Essa é a nossa primeira novidade do ano, mas ainda vamos apresentar diversas receitas exclusivas para os nossos consumidores”, complementa o mestre-cervejeiro da marca norte-americana.

Menu Degustação: Cursos do Science e da Abracerva, top 5 da Mestre-Cervejeiro…

O início do ano pode ser uma boa oportunidade para a aquisição de mais conhecimento. E, dentro do setor, não faltam oportunidades, tanto que o Science of Beer já abriu inscrições para a primeira turma de 2021 do curso Beer Expert, que terá tradução para libras, assim como a Abracerva vai realizar um curso em dois módulos sobre tributação cervejeira.

Já pensando na retomada dos eventos, o Concurso Brasileiro de Cervejas, marcado para março, em Blumenau, terá mais de 3 mil participantes. E, enquanto eles não podem acontecer, o Mr. Hoppy iniciou uma promoção em Belo Horizonte para ajudar financeiramente os músicos, hoje impedidos de se apresentarem. A Mestre-Cervejeiro, por fim, divulgou a sua lista de rótulos mais vendidos em 2020.

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Confira essas novidades em detalhes no Menu Degustação:

Curso em libras
O Science of Beer já está com as inscrições abertas para a primeira turma em 2021 do curso Beer Expert 1.0. Ele aborda o universo da cerveja desde os insumos, processos e química, passando por escolas cervejeiras, harmonização, avaliação e gestão sensorial, on/off flavors e marketing cervejeiro. Entre os professores, estão o mestre-cervejeiro especialista em lúpulos Carlos Ruiz, da HVG, um dos maiores produtores da Europa; Pete Slosberg, cervejeiro californiano; além do cervejeiro e escritor especialista em harmonização e design, Randy Mosher. As aulas internacionais do Beer Expert contarão com tradução para o português. Entre os docentes brasileiros estão Amanda Reitenbach, Andressa Cabral, Aline Araújo, Bia Amorim, Carolina Oda, Estevam Romero, Gabriela Müller, Gabriel di Martino, José Antunes, José Ivan, Kátia Jorge, Lucas Romero e Rudy Fávero. O curso terá tradução para libras e começará em 28 de janeiro.

Curso de tributação
A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) iniciou o período para inscrições no 3º Curso em Tributação Cervejeira EAD. Serão dois módulos: Formação de Preço e Substituição Tributária. E as aulas vão ser ministradas por Elizabeth Bronzeri, diretora do núcleo de tributação da Abracerva. As inscrições para o primeiro irão até a próxima quinta-feira, com as aulas ocorrendo em 30 de janeiro. Já para o segundo módulo, as inscrições estarão abertas até 4 de fevereiro, com o curso ocorrendo 2 dias depois. Há descontos para quem se inscrever antes nos módulos, assim como para associados adimplentes da Abracerva.

3 mil inscritos
O Concurso Brasileiro de Cervejas contará com a participação de 467 cervejarias de todo o país, que inscreveram 3.162 rótulos para a competição. O evento será realizado em Blumenau, de forma presencial, com a participação de jurados. Apenas a cerimônia de premiação ocorrerá virtualmente. A nona edição do evento está marcada para os dias 6, 7 e 8 de março de 2021, no Parque Vila Germânica. O Festival e a Festa da Cerveja, que costumam ser simultâneos ao Concurso, foram adiados e deverão acontecer no segundo semestre.

Mr. Hoppy ajuda músicos
Com as dificuldades para a realização de apresentações, os músicos de Belo Horizonte ganharam um apoio para passarem por esse período difícil. O Mr. Hoppy da Praça Tiradentes criou uma iniciativa em que vai destinar a eles R$ 1 por litro de chope vendido em uma promoção. Nela, exclusiva para retirada no balcão, o cliente compra 2 litros do chope Pilsen e ainda ganha um Burger American.

Top 5 da Mestre-Cervejeiro
Em um balanço das atividades em 2020, a rede Mestre-Cervejeiro.com revelou quais foram os rótulos mais pedidos no ano passado. A cerveja campeã da preferência do público nas franquias foi a Blue Moon Belgian White (garrafa 355ml), seguida por dois rótulos da própria marca, a Double IPA e a Modern IPA, ambas em lata de 350ml. O Top 5 foi completado pela Bodebrown Trooper Brasil Session IPA e pela Barbarella Framboesa.

9 lançamentos imperdíveis de cervejarias artesanais em janeiro

Início de ano também pode ser oportunidade de provar novas artesanais. Em janeiro, vários lançamentos chegaram ao mercado de cervejas para aqueles que gostam de aventurar-se nos lançamentos. A Soma está com uma nova English IPA, feita ao lado de formandos do ICB. Também em parceria, a Landel e a Mafiosa compõem a relação de novidades com uma colaborativa.

A Demonho, por sua vez, apresentou quatro novos rótulos e a ZEV ampliou a lista de opções com mais um rótulo da Série Z, uma Barley Wine. Já a Cruls comemora uma década da rede social Untappd com o lançamento de uma cerveja com adição de açúcar e cúrcuma. E a Bodebrown apresentou a sua primeira novidade do ano.

Leia também – Inclusão e preconceito: Veja o que 4 especialistas pensam sobre diversidade no setor

Confira abaixo os lançamentos das cervejarias artesanais em janeiro.

Bodebrown
A cervejaria curitibana abriu seus lançamentos para 2021 com a Lupulol Mosaic IPA. Foi produzida com uma combinação de maltes ingleses, que ressaltam a tradição das Pale Ale. Traz toques frutados e cítricos se complementando, além de possuir doses elevadas do lúpulo Mosaic. Tem 34 IBUS e graduação alcoólica de 6%. Harmoniza com queijos, carnes na brasa ou defumadas, peixes e gastronomia tailandesa, mexicana e nordestina.

Cruls
De Santa Maria (DF), a Cruls criou a I RememberMy First Check-In, rótulo que faz parte do projeto mundial de mesmo nome e que celebra o aniversário de 10 anos da rede social cervejeira Untappd. A receita-base foi elaborada pela Dogfish Head, sendo usada por cervejarias de todo o mundo. A Cruls utilizou uma mistura de limão e cúrcuma da Sucupira na base dessa Sour Ale. A bebida é clara, ácida, tem 4,8% de graduação alcoólica e está disponível em lata de 473ml.

Demonho
A cervejaria Demonho, de Santos (SP), colocou no mercado mais quatro rótulos: Quebrando a Cabeça (Sour com framboesa, avelã e baunilha, tendo 7,3% de graduação alcoólica); Onde Está o Gole? (Sour com maracujá, café, cardamomo e baunilha, tendo 7% de graduação alcoólica); Yasmin Não Perdoa (Juicy IPA com 7,2% de graduação alcoólica); e a Capeta Cuspindo Citra (Juicy IPA com o lúpulo Citra – single hop, tendo 7,4% de graduação alcoólica).

Landel e Mafiosa
A Landel, de Campinas, e a Mafiosa, de Valinhos, lançaram a segunda colaborativa das cervejarias, a I Love you 2 much, Honey Bunny. É uma Belgian Dubbel com mel silvestre e 8% de graduação alcoólica. Cerveja de alta fermentação e de cor vermelha-acobreada, tem sabores de malte, ésteres de frutas escuras e secas e um toque de mel no aroma e no sabor.

Soma
A parceria entre a 29ª turma de formandos em Tecnologia Cervejeira do Instituto da Cerveja Brasil e a Soma Cervejaria rendeu a criação de uma English IPA. A bebida é de coloração âmbar, aroma terroso e levemente floral, proveniente de lúpulos ingleses e com um leve dulçor de malte. Tem 4,9% de graduação alcoólica e 40 IBUs. O lançamento foi produzido em lote único de 500 litros e está disponível, com exclusividade, no tap do brewpub da Soma no bairro de Moema.

ZEV
Dando continuidade aos lançamentos da Série Z, a cervejaria ZEV, de Suzano (SP), apresentou seu segundo rótulo, a Barley Wine. A bebida é feita com maltes nobres que geram uma concentração de açúcar combinada com uma longa fervura, deixando-a com tonalidade âmbar. O aroma frutado remete a uma junção de frutas cristalizadas, caramelo e toffee. Tem 9% de graduação alcoólica e 45 IBUs.