Início Site Página 201

Budweiser fica fora do Super Bowl após 37 anos para apoiar vacinação

0

A Budweiser não terá um comercial próprio durante o Super Bowl pela primeira vez em 37 anos. Isso vai ocorrer porque a marca da AB InBev decidiu doar parte do orçamento de publicidade em 2021 para as organizações Ad Council e Covid Collaborative, grupos sem fins lucrativos que lideram campanhas para combater o ceticismo sobre a vacina contra o coronavírus.

Leia também – Heineken torna home office definitivo para seus funcionários corporativos

“Pela primeira vez em 37 anos, a Budweiser está abandonando seu icônico tempo de antena do Super Bowl e realocando o investimento na mídia para ajudar a apoiar a conscientização e educação sobre as vacinas contra a Covid-19 por meio de vários esforços de marketing ao longo de 2021”, anunciou a marca.

Com isso, foi produzida uma propaganda para apoiar a vacinação. Intitulado Bigger Picture, o comercial de 90 segundos será apresentado com destaque durante um dos intervalos do Super Bowl, a final da NFL entre Tampa Bay Buccaneers e Kansas City Chiefs, ao invés de um anúncio convencional da Budweiser.

Confira a propaganda:

https://www.youtube.com/watch?v=on04UnEzCt8

A boa ação, porém, não deixará os rótulos da AB InBev completamente fora do jogo. A empresa comprou quatro minutos de publicidade durante o Super Bowl para promover outras das suas marcas, como Bud Light, Bud Light Seltzer Lemonade, Michelob Ultra e Michelob Ultra Organic Seltzer.

Confira dois desses anúncios:

https://www.youtube.com/watch?v=WDvNUJUVmGk
https://www.youtube.com/watch?v=X9jkvq4-tCU

A estimativa é de que cada 30 segundos durante a transmissão do Super Bowl pela CBS nos Estados Unidos custem US$ 5,5 milhões (aproximadamente R$ 29,85 miilhões). Isso significa que a AB InBev está investindo mais de US$ 40 milhões (mais de R$ 217 milhões) em propaganda durante o jogo.

“A decisão da Budweiser de renunciar à publicidade e apoiar a conscientização sobre a vacina durante o Super Bowl pode ser uma surpresa, especialmente depois de 37 anos, mas sem dúvida criará boa vontade para com a empresa, que sofreu durante a pandemia”, disse Arian Bassari, analista de consumidores da GlobalData.

O Super Bowl será disputado a partir das 20h30 (horário de Brasília) deste domingo no Raymond James Stadium, casa dos Buccaneers, primeiro time a disputar a final da NFL na sua arena. Do outro lado, o Kansas City Chiefs será liderado por Tom Brady, que disputará o seu décimo Super Bowl, um recorde individual.

Em função das restrições impostas pela pandemia do coronavírus, o estádio receberá 22 mil espectadores, cerca de 1/3 da sua capacidade. E o show do intervalo será do cantor canadense The Weeknd.

Adiados, Festival Brasileiro e Feira da Cerveja serão realizados em março de 2022

0

A Associação Blumenauense de Turismo, Cultura e Eventos (Ablutec) e a prefeitura de Blumenau (SC) anunciaram que o Festival Brasileiro da Cerveja e a Feira Brasileira da Cerveja foram definitivamente adiados, não vão ocorrer em 2021 e serão realizados apenas em março de 2022.

Leia também – Festival surge em SC para fomentar mercado e cultura do lúpulo no Brasil

Os eventos estavam inicialmente previstos para o próximo mês, mas foram postergados por causa da pandemia da Covid-19, sob a expectativa de ocorrerem no segundo semestre. Agora, eles vão acontecer entre os dias 9 e 12 de março de 2022, na Vila Germânica, em Blumenau.

“O Festival Brasileiro da Cerveja é um dos principais fomentadores da cultura cervejeira do nosso país e a Ablutec trabalha constantemente para inová-lo, fazendo com que se torne mais atrativo para o público e para as cervejarias. Esse adiamento foi necessário para realizarmos o evento com toda a segurança diante da grandiosidade do festival”, justificou Develon da Rocha, presidente da Ablutec.

Como novidades para a próxima edição, haverá pela primeira vez uma loja com produtos exclusivos com a grife do festival. Já as atrações musicais, modelo consagrado nos outros anos do evento, deverão ser mantidas.

O Festival Brasileiro da Cerveja e a Feira Brasileira da Cerveja ocorrem junto ao Concurso Brasileiro de Cervejas (CBC), realizado pela Ablutec com a coordenação técnica da Escola Superior de Cerveja e Malte. Mas, neste ano, apenas o concurso foi mantido no calendário, nos dias 6, 7 e 8 de março de 2021, no Parque Vila Germânica.

A organização assegura que vai adotar todos os protocolos de segurança sanitária necessários para a promoção do concurso. A cerimônia de premiação vai ocorrer de modo virtual. Uma nova edição do CBC também será realizada em março de 2022, juntamente às próximas edições do Festival e da Feira Brasileira da Cerveja.

Entrevista: Bares precisam ampliar autoatendimento e presença digital

0

A pandemia da Covid-19 acelerou a transformação digital em bares e restaurantes do Brasil. Diante da alteração abrupta do cenário e das novas exigências do consumidor, os estabelecimentos precisam estar atentos às mudanças que vieram para ficar. Entre elas, estão a adoção do autoatendimento e a maior presença digital dos estabelecimentos.

Na visão apresentada nesta entrevista ao Guia por Wanderson Leite, idealizador do YES Menu, aplicativo de cardápio digital, a opção por novas tecnologias permite a melhoria dos processos. Ele destaca que o autoatendimento, através de um menu digital, não só contribui para a segurança sanitária como também acelera etapas de consumo, contribuindo para o aumento das receitas de bares e restaurantes.

Wanderson também aponta que o menu digital pode ajudar na obtenção de informações sobre os clientes, algo fundamental para compreender os seus desejos em um período de tantas mudanças. E esse aprendizado também passa por uma ação mais ativa nas redes sociais, expandindo a atividade de bares e restaurantes para além do espaço físico dos estabelecimentos.

Além disso, Wanderson avalia que a crise evidenciou que os modelos de negócio precisam ser repensados constantemente a fim de serem rentáveis ao mesmo tempo que trazem conforto, confiança e segurança ao público.

Leia também – Balcão da Luana: Gestão de dados para negócios cervejeiros

Confira abaixo a entrevista de Wanderson Leite, idealizador do YES Menu, ao Guia:

Como um bar pode se adaptar à transformação digital? É preciso repensar conceitos do modelo de negócios?
Eu acho que repensar o conceito do modelo do seu negócio é um exercício constante. Costumo dizer que os hábitos é que moldam os negócios. É importante que qualquer empresário esteja sempre atento ao seu conceito, se realmente ainda faz sentido o modelo de negócio, porque às vezes o produto faz sentido ainda, mas o modelo de negócio, não. É sempre importante pensar a forma como o meu cliente tem a experiência com o meu produto, o que ele quer quando vem ao bar. O bar pode se adaptar em alguns fatores, como, por exemplo, o autoatendimento, pois os clientes já estão habituados a esse modelo de negócio pelo próprio celular e cada vez mais está vindo para ficar. A presença digital dos bares também, acho que você ter uma agenda, uma rede social que conecte com o seu público, que passe uma agenda do que vai ter no bar, qual é a proposta do bar, tudo isso acho que é interessante. É importante os bares e restaurantes entenderem quem é o cliente e o que ele procura e isso só vai ser possível com uma presença digital bacana.

A transformação digital também passa pela capacitação dos funcionários. Como realizar essa mudança de mentalidade em tão pouco tempo, como foi uma das exigências da pandemia?
A transformação faz parte dessa capacitação dos funcionários e tem que ser uma capacitação constante. Quando você aplica isso de forma constante se torna hábito. Como o autoatendimento dentro da nossa empresa, uma presença digital bacana nas redes sociais, seja onde for. Então, o funcionário e o dono do bar também estão em constante manutenção. Você pode implementar vários processos digitais, como ferramentas de treinamento de vendas personalizada, mas você tem que ter uma hora também por dia ou semana, onde consiga trocar informações, dar uma atenção maior. Faz toda a diferença no rendimento.

Como a tecnologia pode ser mais bem aproveitada por bares e restaurantes?
O bar e restaurante têm que entender que o cliente já está adaptado a isso. Hoje, ele pede comida pelo aplicativo, chama transporte pelo aplicativo, aluga casa pelo aplicativo. Muitas vezes, o restaurante acha que o cliente não está preparado, mas quem não está preparado ainda é o restaurante. Ao entender isso, ele ganha tempo e a satisfação do cliente. Primeiro, ele [cliente] pode avaliar o prato individualmente, o atendimento, o serviço, etc. Tudo isso é um monte de informação que o dono vai ter para analisar em como eles podem melhorar. Segundo, ele [cliente] deixa algumas informações sobre quem ele é, quanto tempo ficou na mesa, o quanto consumiu, qual a sua idade. Com isso você começa a traçar um perfil de quem é o seu cliente. Eu sempre digo que a informação hoje é o maior bem que a gente tem. E, se a gente não sabe usar a informação a nosso favor, a gente deixa o cliente na mão de qualquer concorrente.

Se sabe que em um momento como o atual, a segurança é primordial para a população fazer escolhas de lazer. Como a tecnologia pode dar conforto e confiança ao público para frequentar um bar ou restaurante?
O bom exemplo foi do autoatendimento que cai muito bem nesse conceito, porque quanto menos contato o cliente tem com o garçom, melhor. São coisas interessantes em como a tecnologia pode ajudar: você expor ao cliente que o seu bar está tomando todas as medidas possíveis. E tem que avisar isso para o cliente antes de ele ir lá. Então, essa é a diferença de ter uma presença digital e de ter redes sociais, etc. E aí vem o conceito também do autoatendimento e de outras tecnologias que a gente está falando. Quando você tem um autoatendimento, você tem um menor contato possível do garçom com o cliente, porque ele faz o pedido pelo celular, olha o cardápio pelo celular e o último contato ou é através do garçom para pegar a comida ou o cliente mesmo pode ir até o balcão retirar. E isso também traz uma segurança muito grande. Esse tipo de segurança, quando você começa a adotar algumas práticas, mostra para o cliente que, dentro do cenário atual, o ambiente é o mais seguro possível para ele ir com a família.

A adoção da tecnologia demanda investimentos, mas é possível dizer que ela pode ajudar a ampliar o faturamento? Há algum estudo que aponte isso?
Um é consequência do outro. O investimento precisa ter retorno. Primeiro, quando você fala em adoção de novas tecnologias, você quer atrair novos clientes, e aí já está falando em aumento de faturamento. Você quer também, além de atrair novos clientes, reter clientes que já tem, e está falando de faturamento. E melhoria de processo. Se uma mesa no meu restaurante demora uma hora e meia para girar, eu consigo reduzir esse tempo com autoatendimento, pois o cliente não precisa mais esperar o garçom vir trazer o cardápio pronto. Isso vai reduzir esse tempo de uma hora e meia para 50 minutos. E esse tempo é para outras pessoas se sentarem nessa mesa e circular mais dinheiro. Então, é óbvio que investimento atrai retorno e faturamento. Esse sempre tem que ser o conselho. Mesmo quando a gente está falando, por exemplo, de treinamento de equipe, tudo isso é melhoria no atendimento, atraindo e retendo mais clientes. Tudo isso culmina com um aumento de faturamento. Melhoria de processos é para que a empresa continue saudável e faturando cada vez mais.

A transformação digital já era algo que alguns estabelecimentos vinham passando antes da pandemia. A aceleração, a partir dela, pode ser um bom legado desse período tão difícil para a sociedade e o setor de bares e restaurantes?
Era um processo que já vinha acontecendo, ele acelerou durante a pandemia, mas os bares e restaurantes já estavam entendendo como eles poderiam se adaptar a um novo cenário. A pandemia acelerou e trouxe, de repente, um cenário mais diferenciado. Mas é um legado muito importante, porque permite entender como a gente pode melhorar alguns processos dentro do restaurante para que, no pós-pandemia, consiga tirar o que realmente fica de bom e aplicar dentro do restaurante para ter um cliente fidelizado.

Verallia alia exclusividade e sofisticação em linha de garrafas para cervejarias

1

O setor de cervejas artesanais é conhecido pela diversidade, seja de marcas, de estilos ou mesmo no uso de ingredientes, com seus diferentes sabores. São aspectos que o consumidor leva em conta no momento de definir a compra de uma bebida. Com tantas opções, o aspecto visual também pode influenciar a escolha entre as diversas garrafas disponibilizadas pelas cervejarias.

Leia também – Dalla renova linha de cervejas em garrafas de vidro em parceria com a Verallia

Assim, optar por uma embalagem com design mais atrativo pode ser o diferencial entre produtos que possuem qualidade parecida. E as cervejarias têm uma tarefa fundamental: escolher entre os diversos formatos, capacidades e fechamentos de garrafas disponíveis no mercado.

“Uma garrafa bonita e funcional agrega muito ao produto e estimula a escolha do consumidor. Sobretudo quando se trata de cerveja artesanal, a embalagem possuir um design diferenciado ou uma tecnologia inovadora desperta curiosidade e certamente leva a um impacto positivo no aumento das vendas”, avalia Catarina Peres, supervisora de marketing da Verallia.

A multinacional é uma das maiores fabricantes do mundo de embalagens de vidro para alimentos e bebidas. Com três fábricas no Brasil – em Campo Bom (RS), Porto Ferreira (SP) e Jacutinga (MG) -, ela oferece um portfólio com variedade de garrafas para o mercado cervejeiro.

E, no Brasil, uma das opções oferecidas pela Verallia é a linha Selective Line, considerada premium, que já atende a algumas cervejarias artesanais, casos da Leopoldina, da Blondine e da Colombina Romana. A coleção possui três opções de garrafas para o segmento de cervejas no país: Alienor, Celeste e Paris. E elas estão disponíveis nas cores âmbar escuro e canela.

“As embalagens especiais da Selective Line, linha Premium da Verallia, contam com design exclusivo, desenvolvido para atender aos mercados mais exigentes. Essas garrafas dão um toque distinto para quem quer se destacar no segmento de cervejas. A linha Selective Line sai do lugar comum quando o assunto é design e está disponível nas cores canela e âmbar escuro”, explica Catarina, apontando a exclusividade e a sofisticação como diferenciais dessa linha de garrafas da Verallia.

Saiba mais sobre a Verallia em nosso Guia do Mercado

Conheça mais sobre as opções da Selective Line disponibilizadas pela Verallia no Brasil:

Alienor

Com formato elegante, ombros baixos e tênues curvas abertas, está disponível para cervejarias nas cores âmbar escuro e canela. Essa garrafa exibe uma combinação de estética, funcionalidade e exclusividade que passa um ar de sofisticação. Oferecida para cerveja nas capacidades de 330ml e 750ml, tem fechamento em coroa ou rolha.


Celeste

Graças ao seu pescoço longo e cônico e seu corpo arredondado, essa garrafa é uma boa escolha para envasar cervejas que buscam no mercado um posicionamento premium, tendo forma suave e imponente. A Celeste está disponível para cervejarias em 330ml e 750ml nas cores âmbar escuro e canela, com opções de fechamento em coroa e rolha.


Paris

Essa garrafa, com o fundo em formato de diamante, possui ombros suaves e arredondados, um bojo generoso e uma base arredondada. O seu design imponente, chique e facetado destaca a cerveja e valoriza o produto. Para o segmento cervejeiro, está disponível na cor canela. também em 330ml e 750ml, com fechamentos em rosca e coroa.

Ação da Ambev acompanha Ibovespa e desvaloriza 4% em janeiro

0

Após registrar queda em 2020, a ação da Ambev manteve a tendência de baixa em janeiro e fechou o primeiro mês de 2021 em desvalorização. O papel da multinacional cervejeira, denominado ABEV3, teve perdas de 4,06%, acompanhando o ritmo do índice Bovespa, o principal da B3, que caiu 3,70% no mesmo período.

A ação ordinária da Ambev fechou janeiro com o preço de R$ 15,11, sendo que havia começado 2021 cotada a R$ 15,75. O principal índice da bolsa de valores de São Paulo também teve queda, de mais de 4 mil pontos. Terminou 2020 com 119.484,34 e agora encerrou janeiro em 115.067,55 pontos.

Leia também – Ambev investirá R$ 370 mi para ampliar produção de puro malte no Paraná

As desvalorizações da ação da Ambev em janeiro e do Ibovespa se inseriram em um contexto de perdas das principais bolsas pelo mundo. Isso se deu, aparentemente, porque o otimismo dos investidores com a vacinação contra o coronavírus foi superado pela preocupação com os efeitos duradouros da pandemia na economia global.

Vários países do mundo, afinal, ainda encaram o pico da infecção, com a alta dos casos e mortes no Brasil, enquanto o ritmo da vacinação está longe do ideal por diferentes motivos, como a falta de insumos. Com isso, a volta da economia à normalidade parece longe de ser alcançada. E a queda do Ibovespa ainda se deu em um cenário de desvalorização do real, de cerca de 5%.

Fora do Brasil
Entre as principais cervejarias do mundo, por sua vez, também houve perdas no começo de 2021. Na Europa, o papel da Anheuser-Busch InBev – multinacional fruto da fusão da belga Interbrew com a Ambev – fechou janeiro custando 51,98 euros, sendo que tinha encerrado 2020 cotado a 57,01 euros. Ou seja, houve desvalorização de 8,82% da ação da AB-InBev no período.

Já o papel da Heineken teve resultado parecido ao encerrar janeiro com preço de 85,94 euros. Como havia terminado o ano passado valendo 91,22 euros, a queda foi de 5,79% no primeiro mês do ano.

Fabricação de bebidas alcoólicas cresce 0,3% em ano de retração da indústria

0

Em um ano marcado pela pandemia do coronavírus e pela retração da indústria nacional, de 4,5%, a fabricação de bebidas alcoólicas cresceu, ainda que modestamente. A expansão em 2020 foi de 0,3% na comparação com 2019, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia também – Ambev investirá R$ 370 mi para ampliar produção de puro malte no Paraná

O resultado tem relação direta com a recuperação da produção de bebidas alcoólicas no segundo semestre de 2020. Dezembro, afinal, foi o sétimo mês consecutivo de crescimento do setor, de 1,2%. E essa reação foi fundamental para a fabricação apresentar expansão no ano, mesmo após ficar praticamente paralisada no começo da crise da Covid-19.

A indústria de bebidas, por sua vez, terminou 2020 com retração de 0,2%, mesmo após registrar expansão de 2,4% em dezembro, no comparativo com o mesmo mês de 2019. E a fabricação de bebidas não-alcoólicas teve queda de 0,7% no ano passado, apesar de ter crescido 2,4% no último mês de 2020, de acordo com os dados do IBGE.

Indústria em baixa
Já a produção da indústria brasileira até avançou 0,9% em dezembro, na comparação com novembro, com ajuste sazonal, registrando o oitavo mês consecutivo de alta. O IBGE também destacou que a indústria nacional, agora, tem crescimento de 3,4% em relação ao nível pré-pandemia.

Não foi suficiente, porém, para impedir a retração de 4,5% em 2020, a pior queda para o setor desde 2016, quando o recuo foi de 6,4%. Além disso, intensificou o recuo de 2019, que havia sido de 1,1%.

Porém, o avanço de dezembro frente a novembro alcançou três das quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 26 ramos pesquisados, o que significa, de acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, uma regularidade de crescimento na produção industrial nos últimos meses. “Esse perfil generalizado de expansão está presente neste período”, explica André.

Balcão da Luana: Gestão de dados para negócios cervejeiros

Balcão da Luana: Gestão de dados para negócios cervejeiros

Nos tempos em que estive à frente dos principais eventos cervejeiros do país e hoje, atuando como consultora no mercado cervejeiro, percebi como as empresas ainda precisam evoluir nas atividades relacionadas à gestão e ao uso dos dados para criar conhecimento, desenhar experiências e gerar resultados.

É urgente refletir sobre como os pontos de contato da sua marca são importantes fontes de captação de dados. E, mais ainda, como esses dados – bem trabalhados – trazem insumos para planejar e executar ações de relacionamento riquíssimas.

Relações B2B e B2C
Diversos negócios são baseados em relações B2B – empresa se relacionando com empresa – e B2C – empresa se relacionando com consumidor final. É assim com eventos, com marketplaces e com cervejarias, por exemplo. Entender as características de cada relação ajuda a calibrar as interações.

Em uma relação B2B, você personaliza mais o contato, iniciando a prospecção com informações sobre o cliente. Aqui, o valor agregado é importante e por isso a negociação costuma ser mais demorada, envolvendo análise do investimento, das condições, do prazo e da entrega. As palavras de ordem são razão e detalhamento. Encantamento é importante, mas não garante a conversão.

Em uma relação B2C, por mais que você trabalhe personas e mapa de empatia, por mais que você crie critérios de seleção do público, ainda assim são ações mais amplas. Aqui, salvo alguns produtos, a questão do preço é mais sensível, fazendo a negociação ser mais direta e visual, atuando na impulsividade, que é característica do consumidor final. As palavras de ordem são desejo e emoção.

CRM
CRM é a sigla de customer relationship management. Em resumo, são sistemas e atividades que organizam as informações dos clientes – o cadastro, se houve venda ou não, o histórico dos contatos, o perfil da venda, as comunicações enviadas e por aí vai. Existem opções gratuitas de plataformas que integram banco de dados, controle de vendas e envio de documentos e e-mail marketing. Com isso, é possível gerar relatórios e análises para avaliar o comportamento de consumo dos clientes e as performances de venda sob diferentes aspectos.

Aqui está a mágica: sair do “bando de dados” para uma real gestão de dados. Analisar as informações para tomar decisões, criar campanhas de vendas direcionadas para cada perfil de clientes e identificar os porquês de uma não venda. O CRM pode e deve ser usado para a gestão de relacionamento B2B e B2C.

Como captar dados?
Diversos canais auxiliam a captação de dados. A começar pela landing page, hoje tão difundida graças à transformação digital e à geração de conteúdo web. Trata-se de uma página simples em termos de estrutura, na qual se oferece algo – e-book, inscrição em webinar ou demonstração de um produto, por exemplo – em troca da cessão dos dados pelo usuário.

A loja virtual e o cardápio digital (para bares) são ótimos para captura de dados, pois o usuário não só preenche um cadastro como realiza uma compra. Daí é possível inclusive traçar perfis e buyer personas, entendendo comportamentos de consumo. Mas se o contato com o cliente é “frio”, sem acesso às informações dele – quando se opera a entrega por aplicativo terceiro -, aí você pode criar um voucher que acompanhe o pedido e incentive o cliente a fazer um cadastro na sua plataforma.

Mas se tem um lugar cheio de oportunidades de captura de dados e ainda pouco explorado, esse lugar é o evento. Nos eventos de negócios, isso já é comum: as empresas alugam leitores de credenciais ou fazem cadastro para um contato pós-evento. Já nos eventos de público, é raríssimo ver uma iniciativa de captação de dados. O que é um baita desperdício!

As pessoas que vão ao estande, que compram a cerveja, já fizeram metade do trabalho. Por que não colocar um QR code para se inscreverem e concorrerem a um prêmio? Ou criar uma brincadeira no estande em que, para participar, seja necessário preencher um cadastro?

Transformando dados em conhecimento
Depois de criar a base de dados, é importante mantê-los tratados e higienizados. Sempre que fizer contato com alguém que esteja na sua base, aproveite para confirmar se as informações continuam as mesmas. É bacana também fazer campanhas de atualização, seja através de telemarketing, seja através de envio de e-mail com algum benefício para quem atualizar os dados.

Utilize sua base de clientes para fazer pesquisas. Não tenha medo de ouvir o que as pessoas têm a dizer sobre sua marca, seu produto, serviço e sobre elas mesmas. Existem várias ferramentas online e gratuitas de pesquisa. Mas lembre-se: uma boa pesquisa nasce de um questionário bem preparado, que não gere dúvidas e que tenha perguntas que de fato vão te ajudar a entender o contexto.

Uma vez feita a pesquisa, não deixe na gaveta. Analise as respostas e crie conhecimento e plano de ação a partir desses insumos. Se você receber alguma avaliação negativa, faça contato com o cliente (em tom amigável) e peça sugestões de como melhorar. Isso pode gerar um senso de pertencimento muito bacana. A pessoa que respondeu vai ver que o material foi analisado e a opinião dela tem relevância.

Transformando conhecimento em ativo
De posse dos dados quantitativos e qualitativos, transforme tudo isso em ativo. Você pode pensar em ações de relacionamento com os principais clientes ou criar um programa de fidelização para alavancar a compra recorrente. Que tal fazer alguma ação de lançamento exclusivo para aqueles que mais consomem determinado estilo? Ou até mesmo selecionar clientes de uma região para prototipar um novo serviço de entrega. Não encare seus clientes apenas como fontes de receita.

Informação é poder e está cada vez mais ao seu alcance! Não desperdice. 


Luana Cloper é comunicóloga, especialista em Marketing, Gestão de Produtos e de Projetos. Dirigiu grandes eventos, em especial nos segmentos de food service e cerveja, como Sirha, Brasil Brau e Mondial de la Bière. É sommelière de cervejas, professora convidada do Instituto Marketing Cervejeiro e sócia-fundadora da CMLC Consultoria Colaborativa

Cooperativas cervejeiras: A necessária mudança cultural para conquistas coletivas

0

Superar os efeitos da crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus e retomar o crescimento são os desejos de qualquer empreendedor, mas o desafio está em encontrar o caminho para isso. Um deles pode ser o trabalho conjunto através de cooperativas cervejeiras, modalidade de atuação coletiva que oferece diversas possibilidades, mas que, para sua expansão, ainda esbarra na falta de comunicação, de cultura e de conhecimento sobre o seu funcionamento, embora já existam bons exemplos.

“Para alterar este cenário é preciso haver uma mudança cultural no meio cervejeiro. É como eu sempre digo: ‘sozinho você pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza consegue ir mais longe’”, avalia André de Polverel, presidente da Cooperbreja, a Cooperativa de Cervejeiros do Brasil.

Leia também – Cooperbreja resgata espírito de coletividade para apoiar setor cervejeiro em meio à crise

A Cooperbreja nasceu em Ribeirão Preto (SP) e foi pioneira no setor com a implementação do seu brew shop. A cooperativa é um dos casos de organização coletiva no setor cervejeiro, mas não o único, tanto que serviu de base para o surgimento de outras associações semelhantes. É o caso da Cocersul, a Cooperativa Cervejeira Sul-Brasileira. Fundada em janeiro de 2019, em Brusque (SC), a organização tem 70 cooperados.

Nesse período, a cooperativa já acumula conquistas, como os contratos com duas fábricas para a fabricação de cervejas. Há também um projeto para uma planta para produção de rótulos próprios, que deverá sair em breve do papel. E, com a intenção de atender aos cooperados, a Cocersul disponibiliza tendas para a venda dos rótulos dos associados, assim como garante a participação nos eventos municipais e estaduais, além de ter o próprio festival, o Bier Fest Vale.

Para o diretor administrativo da Cocersul, Claudio Jair Martins, mesmo com conquistas em pouco tempo de atuação, o cenário poderia ser melhor. Em sua visão, a evolução passará necessariamente pela existência de mais cooperativas cervejeiras no Brasil.

“É um setor muito atraente e a partir do momento que começarmos a ter um grande número de cooperativas, as coisas começarão a mudar. Por outro lado, sou cooperativista e faço a constituição de cooperativas, sei o quanto há de possibilidades para constituirmos várias cooperativas cervejeiras no país, mudando a postura desse mercado”, pontua Martins.

Os cooperados contam com assessoria jurídica, contábil e facilidades, seja para produzir sua cerveja a custo reduzido ou para abrir uma conta corrente em cooperativas de crédito nas quais a Cocersul é associada. “O principal de tudo é que têm direito às sobras (lucros) da cooperativa no final do exercício. Estas são rateadas entre os cooperados proporcionalmente ao uso da cooperativa”, detalha Martins.

O potencial de desenvolvimento de mais cooperativas cervejeiras também é visto como algo necessário por Sandro Souza, diretor executivo da CoopCerva, a Cooperativa Mista de Produtores Cervejeiros, de Belo Horizonte. Porém, ele destaca a importância de a comunicação entre as organizações melhorar.

“Tem muito espaço para o desenvolvimento, mas ainda existe pouco diálogo. As cooperativas têm que caminhar juntas. Vemos muitas iniciativas cooperativistas e outros segmentos que se juntam, se apoiam e crescem junto. Acho que o nosso intuito é justamente isso, o coletivismo”, analisa Sandro.

Na tentativa de reforçar essa comunicação, a CoopCerva já está em contato com a Cooperbreja e a Cooperativa Agrária Agroindustrial, cooperativa-empresa do Paraná, a fim de criar “pautas em comum”.

A CoopCerva foi fundada em outubro de 2020, como uma alternativa às cervejarias da região que enfrentavam os efeitos da pandemia e ainda se reerguiam após sofrerem com os impactos do Caso Backer. Foi criada com 25 cooperados e, embora já estruturada, a organização ainda trabalha na regulamentação da sua documentação, atrasada em função da pandemia.

Mesmo à espera do registro efetivo, o trabalho já vem sendo feito, como destaca Sandro. Além de fidelizar o diálogo com outras cooperativas cervejeiras e fornecedores de insumos, foi alugado um imóvel que servirá como hub logístico para o armazenamento de materiais e produtos que os cooperados poderão revender posteriormente. No local, também há câmaras frias que permitirão às associadas estocarem barris de chopes e cervejas.

Para o hub logístico da CoopCerva também está sendo planejado um serviço de distribuição de bebidas. Em paralelo, a cooperativa busca cooperados que possuem plantas e equipamentos cervejeiros.

“Nós queremos que essas pessoas estejam dentro da cooperativa para que possam oferecer a ociosidade do equipamento ou da planta cervejeira à cooperativa e aos demais cooperados a um custo mais baixo”, explica Sandro. “A nossa cooperativa é mista porque visa a compra e venda de insumos, oferta de serviços e a nossa própria produção cervejeira para fazer divulgação no mercado e abrir espaços aos demais cooperados.”

Auxílio contra crise
O ano de 2020 foi um teste de fogo para praticamente todas as artesanais no Brasil. O período também serviu para as cooperativas cervejeiras avaliarem as suas estratégias e reformularem, eventualmente, os planos de atuação.

A Cooperbreja, com quase mil associados em seu quadro, passa por um processo de “reposicionamento”. Seus conselheiros administrativos e fiscais atuam mais no desenvolvimento de ações conjuntas que possibilitem uma participação maior da cooperativa nas vendas remotas. “Ela foi fundada como uma cooperativa de produção e decidiu se transformar em uma cooperativa de consumo”, conta André.

Na Cooperbreja, os associados e clientes podem adquirir equipamentos e insumos para a produção de cerveja. Funciona como uma “central de compras”, onde a cooperativa consegue preços mais “justos”.

“O trabalho da Cooperbreja vai ser importante em um momento como esse porque as micro e pequenas cervejarias que terão a oportunidade de aderir à cooperativa poderão fazer compras de insumos adequadas ao seu porte e necessidades do momento com vantagens e suporte que certamente elas não encontrariam ‘sozinhas’ no mercado”

– André de Polverel, presidente da Cooperbreja

Entre outros benefícios de ser um associado da Cooperbreja estão o suporte burocrático e cursos para aperfeiçoamento das atividades. A Cocersul também oferece auxílio aos cooperados para enfrentar as crises, como sublinha Claudio Jair Martins. Em 2020, a cooperativa ajudou no planejamento e eliminou todas as despesas possíveis, além de produzir as cervejas dos cooperados a menor custo.

“Nosso primeiro passo foi levar ao conhecimento dos cooperados como deveriam se precaver usando máscara, álcool em gel, etc. Outra questão foi disponibilizar a todos as facilidades ao crédito, podendo estes ter acesso a empréstimos com menores custos e demais benefícios”, afirma o diretor administrativo da Cocersul.

Mesmo que ainda não possa atuar oficialmente, a CoopCerva também já desenvolve estratégias para auxiliar os colaboradores em momentos mais críticos. Além de oferecer insumos com custo mais baixos, tem a ideia de criar um autosserviço com chopeiras automatizadas. “A intenção é colocar essa chopeira em vários pontos de Belo Horizonte onde os cooperados vão poder comercializar suas bebidas”, diz Sandro.

O serviço já é comum no país. Entretanto, o diferencial que a CoopCerva pretende oferecer é a possibilidade de o consumidor comprar o chope através de cartão ou aplicativo, podendo gastar esses “créditos” em qualquer chopeira com produtos das associadas. “Nós estaremos proporcionando para eles [cooperados] a redução do custo e uma maior exposição do produto deles”, destaca Sandro.

O que esperar para 2021?
O cenário incerto torna mais difícil fazer planos, mesmo que seja a curto prazo. Ainda assim, para 2021, as expectativas da Cooperbreja “são as melhores possíveis”, como destaca André.

As apostas do presidente da Cooperbreja estão focadas na chegada da vacina para combater a Covid-19 e nas ações colaborativas anunciadas pelos grandes players do mercado, que acabam impulsionando o setor como um todo.

“Neste sentido, chama nossa atenção a criação da Academia da Cerveja pela Ambev, iniciativa que tende a democratizar o conhecimento cervejeiro favorecendo uma ampliação natural do público consumidor para produtos de maior qualidade e com maior valor agregado”, pontua o presidente da Cooperbreja.

A Cocersul deverá manter seu planejamento estratégico desenvolvido em 2020. No documento, estão traçadas as metas para os próximos cinco anos da cooperativa. “Lá consta uma série de atividades que estamos realizando e dentre estas têm: ampliação de nossa sede social; aumento de número de cooperados; ampliação de produtos e serviços já determinados em nosso estatuto social; implantação e unidades de atendimento em vários estados e pontos estratégicos do país; implantação da loja de insumos; construir nossa fábrica e ter representação da cooperativa na maioria dos estados”, completa Martins.

Já para o diretor executivo da CoopCerva, só após a emissão da documentação final será possível realizar movimentações efetivas no mercado. “Vamos poder determinar quais são as demandas dos cooperados, o que o mercado está pedindo e buscar soluções em cima disso”, projeta Sandro.

Ainda assim, uma das primeiras demandas da cooperativa será agir para que ocorra uma definição formal do que é cerveja artesanal no Brasil. “A partir do momento que tem uma definição do produto, pode solicitar junto ao governo pautas e tratamentos específicos para a cerveja. Já tivemos uma reunião com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, e já começamos a conversar com eles sobre esse assunto”, informa o presidente da CoopCerva.

Saiba mais sobre a Cooperbreja em nosso Guia do Mercado

Os próximos passos deverão ser dados já em fevereiro, quando a CoopCerva terá um encontro com a Secretaria de Agricultura do Estado de Minas Gerais. “Nosso papel como cooperativa é justamente isso: entrar nessa demanda que existe no mercado e elaborar propostas que irão beneficiar não só aos nossos cooperados, mas a todo o mercado cervejeiro”, finaliza.

Ambev investirá R$ 370 mi para ampliar produção de puro malte no Paraná

0

A Ambev vai investir R$ 370 milhões para ampliar a produção de cervejas puro malte no Paraná. O anúncio do aporte foi realizado pelo governador do estado, Carlos Massa Ratinho Junior, e pelo vice-presidente de relações corporativas da companhia na América do Sul, Ricardo Gonçalves Melo.

O valor será destinado pela Ambev à sua cervejaria de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, também com o intuito de implementar uma nova linha de envase que abastecerá o Sul e o Sudeste do país. Além disso, mais R$ 15 milhões serão investidos na fábrica de refrigerantes instalada em Almirante Tamandaré.

Leia também – Ação da Ambev acompanha Ibovespa e desvaloriza 4% em janeiro

A unidade de Ponta Grossa é considerada a mais moderna da Ambev no país, com tecnologias da indústria 4.0. A planta produz cervejas como Brahma Duplo Malte, Serramalte, Original e Budweiser, entre outras. O aumento da capacidade de produção visa acompanhar o crescimento da demanda dos consumidores brasileiros por cervejas puro malte e premium.

Gonçalves Melo destacou a importância estratégica para a Ambev do investimento no Paraná, já que a unidade é fundamental para abastecer mercados no Sul e no Sudeste do Brasil.

A cervejaria já investiu mais de R$ 1,2 bilhão na unidade de Ponta Grossa nos últimos 10 anos. No Paraná, a Ambev possui uma cervejaria, uma fábrica de refrigerantes, seis centros de distribuição direta e gera mais de 17 mil empregos diretos, indiretos e induzidos.

“Nossa unidade de Ponta Grossa é responsável por abastecer mercados importantes e estratégicos do Sul e Sudeste e esse investimento vem para reforçar o nosso compromisso com o Estado, ampliando nossa capacidade de produção e nos preparando para o futuro”, aponta Gonçalves Melo.

O investimento da Ambev no Paraná acompanha um crescimento na produção de bebidas na região em 2020. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento foi de 5,2% entre janeiro e dezembro na comparação com o mesmo período de 2019.

Para o governador, o investimento chega em um momento simbólico de retomada da economia e do início da imunização em todo o Brasil. “Recebemos com entusiasmo esse novo investimento, que aposta em um segmento específico do mercado cervejeiro. Novos anúncios como esse induzem ciclos virtuosos de emprego, inovação e tecnologia. É o que estamos atraindo no Paraná”, diz Ratinho Junior.

Heineken torna home office definitivo para seus funcionários corporativos

0

Em uma tendência do que deve acontecer com diversas empresas, a Heineken comunicou que todos os funcionários das áreas corporativas do grupo no Brasil vão trabalhar definitivamente no sistema de home office. A estimativa é de que cerca de 1,3 mil pessoas que ficavam nos escritórios localizados em São Paulo e Itu (SP) já vêm atuando remotamente. O modelo de teletrabalho havia sido adotado em março de 2020, no início da pandemia do coronavírus.

O grupo assegura que, apesar da medida adotada, está preocupado em gerar conexões entre os seus funcionários. Por isso, os escritórios de São Paulo e Itu vão ser transformados em hubs de acomodação, encontros e conexão, com a cervejaria optando por não se desfazer dessas estruturas. A ação também será adotada nos centros de distribuição localizados no bairro do Sacomã, em São Paulo, e na cidade de Sumaré (SP).

Leia também – Bares fechados em SP: Protestos de empresários e previsão de demissões

De acordo com a cervejaria, o sistema de teletrabalho teve boa aceitação nas pesquisas realizadas com os funcionários. E a Heineken avalia que o home office ajudará a cervejaria a tornar sua cultura mais digital, além de servir para a redução de custos.

“Este modelo oferece aos nossos colaboradores uma série de benefícios, como a autonomia e flexibilidade para serem protagonistas de suas carreiras, qualidade de vida, bem-estar e proximidade com a família. Para a empresa, a mudança acelera a transformação de nossa cultura rumo a um mindset cada vez mais digital – em linha com nossa ambição de ser a cervejaria mais conectada do mundo -, reduz custos e ainda contribui para mais inclusão e diversidade”, comenta Raquel Zagui, vice-presidente de recursos humanos do Grupo Heineken.

A Heineken destaca que, para adotar o home office, precisou modificar a política de benefícios e o contrato com os funcionários de acordo com a regulamentação vigente para o teletrabalho, que prevê a realização do expediente fora das dependências da empresa por, no mínimo, 3 vezes por semana.

A cervejaria também lembrou que inaugurou a plataforma Heineken Cuida com o intuito de dar atenção para a saúde integral dos funcionários, oferecendo suporte mental, emocional e físico, conteúdos e informações, além de treinar as lideranças para identificação e direcionamento dos colaboradores que precisam de auxílio, e promover ajustes estruturais sempre que necessário.

“Nos sentimos prontos para dar este novo passo, que se baseia muito mais em uma relação de confiança com os nossos colaboradores, do que de controle. Sabemos que, em grandes movimentações como essa, podemos encontrar desafios pelo caminho, mas estamos dispostos a aprender e ouvir os nossos públicos a cada etapa da transição, por isso, estamos bastante otimistas com o que está por vir”, complementa Raquel.

O cenário é diferente para as áreas administrativas das 15 unidades produtivas da cervejaria. Nesse caso, os funcionários da Heineken vão continuar no modelo home office até o fim da pandemia. Passado o período, o trabalho remoto será uma opção limitada a duas vezes por semana fora das dependências do grupo.