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Mad Brew abre espaço cervejeiro dedicado às carnes em Teresópolis

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A Mad Brew, uma das integrantes da Rota Cervejeira RJ, inaugurou a sua tap & steak house em Teresópolis. O novo espaço cervejeiro da cidade da Serra Fluminense tem como diferencial um cuidado especial com a produção das carnes.

O estabelecimento conta com 10 torneiras de chope, loja de souvenirs, além de uma tradicional parrilla argentina, na qual o cliente escolhe o seu corte no expositor para ser preparado na hora.

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A Mad Brew afirma que “sair do mesmo, fazer diferente, trazer mais cores, aromas e sabores para a bebida que é paixão nacional” fazem parte do seu DNA. E promete oferecer isso no seu espaço recém-inaugurado em Teresópolis.

Para isso, além da parrilla argentina, a cervejaria oferece rótulos que trazem ilustrações psicodélicas, humoradas e até reflexivas. E utiliza ingredientes inusitados na fabricação deles.

A marca, que nasceu em 2005, foi idealizada por três amigos. Hoje, produz diversas cervejas, como Coringa Pilsen (Lager), Weisstein (Weiss), The Walking Mad (New England Double IPA), Witchbier (Witbier), Red Alert (Red Ale), Hot Mind (Summer Ale), Freak Lab 01 (Sour com maracujá, laranja e goiaba), Alienation (APA) e Hop Obsession (American IPA).

Saiba mais sobre a Mad Brew em nossa página do Guia do Mercado

A tap & steak house da Mad Brew está localizada na Rua Tietê, 400, loja 4, no bairro Alto, em Teresópolis.

Em seu 1º ano, M&P vê 2020 marcado por reinvenção e comprometimento

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Para inúmeras empresas, 2020 ficará marcado como um dos anos mais difíceis da história, afinal, a pandemia do coronavírus provocou uma crise global sem precedentes. Os que conseguiram sobreviver, precisaram se reinventar rapidamente. Neste cenário, o período também foi bastante desafiador para novos empreendimentos, como a M&P Facility Services.

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Em um balanço sobre o ano de 2020, os sócios Michel Gervasoni e Patrícia Lopes, que estão à frente da companhia e possuem larga experiência no segmento de facilitação para feiras, eventos e empresas, destacaram que foram testados e levados ao máximo o comprometimento com os objetivos.

Situada no Brasil e atuando no maior nicho do segmento da América Latina, a M&P Facility Services teve uma geração de R$ 2,5 milhões em propostas que não puderam ser fechadas em função da impossibilidade da realização de eventos presenciais em 2020.

“A jornada foi drasticamente alienada pela ausência de calendário. Não podemos nos reunir, conhecer, confraternizar, apresentar ou celebrar algo novo. O mundo dos eventos foi cancelado, algo sem precedentes, assim como nossas relações pessoais, interpessoais e comunitárias”, conta Michel Gervasoni.

Como se não bastasse todo o cenário de incerteza e instabilidade, os reflexos da crise também foram vistos recentemente na falta de insumos e de matéria-prima no Brasil. Para os sócios, o impacto se observa de forma ampla, desde a emissão de propostas até seu aceite e fechamento.

“Os requisitos são redesenhados, por serem mais abrangentes, a intimidade de cada um foi alterada para um padrão quase utópico no cenário que vivíamos”, destaca Michel.

Fora da caixa
O cenário de crise sanitária também validou ações que já eram aplicadas na empresa e que se transformaram em comportamentos obrigatórios, mas que deveriam ser básicos na segurança do trabalho das empresas, como o uso dos EPIs, a assepsia e o cooperativismo empático e social.

“Essa pandemia nos deixou perplexos, paralisados no início, no entanto, entendemos que 80% das exigências já eram compreendidas por nossos procedimentos”, comenta Patrícia Lopes.

Para a M&P transpor os desafios de 2020, a resiliência e “pensar fora da caixa” foram as premissas na busca por novos mercados e ramos de atuação com o intuito de sobreviver diante da paralisação das atividades ocasionada pela necessidade de se realizar o isolamento social.

Saiba mais sobre a M&P Facility Services em nosso Guia do Mercado

Ao ano seguinte do “novo normal”, a empresa pretende expandir o quesito autoproteção e preservar o próximo. Para os sócios, afinal, zelar pela vida e pela existência devem ser os maiores ensinamentos da crise do coronavírus.

“Aprendemos a confiar no nosso portfólio, uma vez que somos continuadores das políticas de aprimoramento e alcance da biossegurança, onde quer que estejamos. Assegurar a saúde de toda a cadeia atendida, inserir de forma repetitiva os valores sanitários indisponíveis desde o colaborador à família e afins”, conclui Patrícia.

12 dicas de cervejas artesanais para deixar o seu Natal mais especial

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A harmonização entre cervejas e alimentos tem sido cada vez mais apreciada pelo consumidor. O constante crescimento do interesse do público pelo universo cervejeiro, além de levar ao conhecimento dos mais variados estilos, desperta uma nova curiosidade: a combinação com pratos salgados e doces, algo que pode ser aplicado no Natal. 

Afinal, diferentemente do vinho, bastante comum nas mesas da ceia de Natal, as cervejas prometem criar uma novidade na interação palatável. Isto pode se dar pois o vasto leque dos aromas e sabores que compõem a complexidade das receitas cervejeiras, quando combinado com determinados pratos, eleva a experiencia a um nível prazeroso e surpreendente.
 
Não apenas os aromas e sabores, mas a beleza das diferentes cores e tonalidades dessas cervejas pode tornar a composição da mesa de Natal mais criativa e colorida. Contudo, ainda há outro detalhe importante da cerveja: a carbonatação, que edifica ainda mais a experiência palatável. Diferentes formatos de garrafas e latas, com belíssimos rótulos, são um detalhe à parte.

Conheça 12 cervejas perfeitas para harmonizar com sua ceia de Natal que o Guia separou com exclusividade para você, em uma seleção montada com o apoio da sommelière Candy Nunes, parceira do portal.

Leia também – Lei seca e festas proibidas: As ações regionais para conter a Covid-19 no fim do ano

APA Cadabra

A APA Cadabra, 2º rótulo da Hocus Pocus, é uma American Pale Ale feita para confundir quem espera que cervejas leves tenham pouco aroma e sabor. Com 5,2% de graduação alcoólica, drinkability altíssima e aroma fortemente cítrico e resinoso que normalmente só se encontra em Imperial IPAs extremamente lupuladas, ela faz com que seja possível ter a experiência de mergulhar em lúpulos por muito mais goles.

Harmonização
Bolinho de bacalhau, peru e pernil.

Cervejaria Hocus Pocus
Instagram: @hocuspocus
Endereço: Rua Dezenove de Fevereiro, 186. Rio de Janeiro (RJ).
E-mail: marketing@cervejariahocuspocus.com.br
Telefone: (21) 98358-0382


Avelã Porter

Leva maltes torrados, tostados e caramelizados e mais aveia, avelã e açúcar mascavo. É uma cerveja Ale maturada com extrato de avelã. Possui 5,4% de graduação alcoólica e 20,7 IBUs.

Harmonização
Esta cerveja está entre aquelas que harmonizam perfeitamente com os nuts, tão comuns na mesa da ceia de Natal.

Way Beer
Instagram
:@way_beer
Endereço: Rua Pérola, 331. Pinhais (PR)
E-mail: way@waybeer.com.br
Telefone: (41) 3653-8853


Dama Reserva 10

É uma cerveja do estilo Wood Aged Barrel – White Wine, com 11% de graduação alcoólica e 35 IBUs, sendo maturada em barris de carvalho norte-americano, carvalho francês, umburana e chips de maple. Tem características maltadas, notas de caramelo, pão, mel, coco queimado, uva passas, ameixas e bourbon. Leva xarope de maple sutis e complexas notas amadeiradas em uma rica textura advinda do malte de trigo. O aspecto visual tem reflexos que vão do dourado ao âmbar e um brilho único que vai aumentando enquanto a cerveja é degustada. Possui corpo alto, macio e dulçor presente que contracenam harmoniosamente com o amargor moderado, resultando em um equilíbrio desejado em perfeita harmonia com o leve aquecimento alcoólico.

Harmonização
Pernil de porco ao molho de laranja e mel.

Dama Bier
Instagram: @damabier
Endereço: Avenida Rio das Pedras, 104. Piracicaba (SP)
E-mail: renato@damabier.com.br
Telefone: (19) 3411-7006


Klein Weiss

A origem da receita é da Alemanha e leva na sua composição maltes de cevada e de trigo, lúpulo e levedura. Levemente turva, lembra notas de banana e cravo.

Harmonização
Harmoniza com queijos (edam, gouda e gruyère), carnes brancas, peixes, sushis e saladas.

Cervejaria Klein
Instagram: @kleinbeer
Endereço: Rua Augusto Dering Sobrinho, 450. Campo Largo (PR)
E-mail: administrativo@cervejariaklein.com.br
Telefone: (41) 3292-6909


Odin Coffee Blond

Uma cerveja clara onde o sabor e o aroma de café verde marcam presença. É do estilo Blond Ale, tem 14 IBUs e 5,5% de graduação alcoólica.

Harmonização
Harmoniza com carne de porco, ovos, frutos do mar, milho e sobremesas com chocolate.

Cervejaria Odin
Instagram: @cervejariaodin
Endereço: Estrada Philuvio Cerqueira Rodrigues, 1916. Itaipava. Petrópolis (RJ)
E-mail: financeiro@cervejariaodin.com.br
Telefone: (24) 2222-1834


Passione

Uma Belgian Strong Ale envelhecida em barrica de carvalho. É o novo rótulo do selo Fuoriserie, que traz cervejas sazonais ou de tiragem única e vem embrulhada em papel especial com 12 declarações de amor, escolhidas em um concurso realizado pelas redes sociais da marca. Envelhecida por dois anos em barricas de carvalho, a Passione apresenta intenso aroma frutado de ameixas secas e uvas passas e paladar licoroso de vinho xerez. Os 12% de teor alcoólico podem ser sentidos de forma discreta no aquecimento da boca. Tem, ainda, amargor de 24 IBUs.

Harmonização
A Passione é uma das cervejas que combinam com dois pratos tradicionais do Natal: o tender e o peru.

Cervejaria Noi
Instagram: @cervejanoi
Endereço: Rua Maria Luiza Pitanga, 45, loja F. Rio de Janeiro (RJ)
E-mail: beatrice@cervejarianoi.com.br
Telefone: (21) 2242-6232


Paulistânia X

A Paulistânia X é uma Barley Wine com o toque brasileiro da pimenta rosa. A dupla fermentação pelo processo charmat, realizada em vinícola, deixa a cerveja sofisticada e refrescante. Tem 10% de graduação alcoólica e 22 IBUs.

Harmonização
Harmoniza com queijos como gruyère e cheddar inglês de corte, além de foie gras, seja poêlé ou terrine. Para a sobremesa, aposte no crème brûlée ou em uma bela fatia de tarte tartin acompanhada de uma bola de sorvete de creme.

Paulistânia
Instagram: @confrariapaulistania_store
Endereço: Avenida Engenheiro Eusébio Stevaux, 1469. São Paulo (SP)
E-mail: sac@buw.com.br
Telefone: (11) 3405-7000


Roleta Russa IPA – Revolução das Formigas

Cerveja de estilo americano, com coloração dourada, amargor alto, aroma e sabor frutado que remete a maracujá, abacaxi, laranja, pêssego e manga. Tem 58 IBUs e 5,6% de graduação alcoólica.

Harmonização
Uma das cervejas mais aclamadas da Roleta Russa, combina com peru de Natal, bolinho de bacalhau, lombo de porco assado e farofa com bacon.

Roleta Russa
Instagram: @cervejaroletarussa
Endereço: Rua Cairu, 161, Centro. Campo Bom (RS)
E-mail: sac@cervejaroletarussa.com.br
Telefone: (51) 3598-6360


Sous Vide

É uma American Pale Lager com 4,5% de graduação alcoólica e mandioquinha. Na sua produção, a Avós utiliza o processo de cozinhar a vácuo (sous vide) as mandioquinhas por 10h antes de adicioná-las na cerveja. Assim, preserva a maior parte do sabor e outras características essenciais. A percepção de sabor da mandioquinha é sutil: sua principal função se dá no corpo da cerveja, deixando uma sensação cremosa. Os destaques ficam com os lúpulos e suas notas frutadas intensas trazidas pelos lúpulos Sabro, Mosaic, Azacca e Galaxy.

Harmonização
O frescor da Sous Vide combina muito com o clima quente do fim de ano brasileiro. A sugestão de harmonização é combinar sua refrescância com uma salada temperada com tomates cereja e mix de folhas escuras, que em geral possuem um amargor mais acentuado e combinam com o amargor médio dessa American Pale Larger. Outra possibilidade é a harmonização da Sous Vide com uma maionese de batatas ou salpicão.

Avós
Instagram: @cervejavos
Endereço: Rua Croata 703, Vila Ipojuca. São Paulo (SP)
E-mail: contato@cervejaavos.com
Telefone: (11) 3672-4282


Spices

Foi medalhista de bronze no Concurso Brasileiro da Cerveja deste ano. É feita com trigo e especiarias, sendo leve e muito cremosa, para todos os paladares. Cerveja estilo Saison, tradicional da Bélgica, tendo sido criada pela Blondine com 10 cereais e especiarias. É complexa, cremosa e aromática. Apresenta 4,5% de teor alcóolico e 25 IBUs.

Harmonização
Para a ceia de Natal, entre as cervejas da Blondine, esse é um rótulo que harmoniza muito bem com salpicão, saladas em geral, aves com molho cítrico (de laranja), queijo brie, camarão, salmão grelhado e até torta de limão.

Blondine
Instagram: @blondine.oficial
Endereço: Rua Camacam, 259, Vila Anastácio. São Paulo (SP)
Telefone: (11) 3796-2012
E-mail: loja@crazy4beer.com.br


Timeless Porter

É uma Porter com lactose e caramelo. Trata-se de uma cerveja de textura macia e cremosa, com o caramelo dominando o aroma. Tem teor alcoólico de 6,3% e 25 IBUs vindos da nobre estirpe do lúpulo inglês East Kent Goldings.

Harmonização
Panetone, mousse de chocolate, pavê e rabanada.

Wonderland Brewery
Instagram: @wonderlandbrewery
Endereço: Rua Engenheiro Aubertin, 309, letra C. São Paulo (SP)
E-mail: info@wonderlandbrewery.com
Telefone: (21) 99061-4184


Trooper Brasil IPA

Foi criada e desenvolvida com Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, e os irmãos Cavalcanti, da Cervejaria Bodebrown. Bruce convidou os irmãos Cavalcanti para desenvolver uma nova receita da Trooper no Brasil, especialmente para os fãs do Iron Maiden e da Bodebrown com um DNA bem brasileiro e tropical. Tem 5% de teor alcoólico e baixo amargor, com quatro tipos de maltes, um blend no dry-hopping dos lúpulos Sorachi Ace, Amarillo e Sabro e nibs de cacau de Ilhéus, materializando o suave sabor de malte, pão branco e aromas com notas sutis de cacau, chocolate branco e manga.

Harmonização
Hambúrgueres e carne vermelha assados na grelha, gastronomia mexicana, queijos fortes e gastronomia indiana.

Cervejaria Bodebrown
Instagram: @bodebrown
Endereço: Rua Carlos de Laet, 1015. Curitiba (PR)
E-mail: sac@bodebrown.com.br
Telefone: (41) 3082-6354


Rio Mais Cerveja surge para tornar o estado referência mundial no turismo cervejeiro

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O turismo cervejeiro ganhou mais uma opção para o seu fortalecimento e expansão no Brasil. Nesta segunda-feira, foi lançado o projeto Rio Mais Cerveja – Beer Experience, uma iniciativa que nasce com a missão de fazer do estado do Rio de Janeiro uma referência no cenário mundial do turismo cervejeiro. Para isso, ele pretende desenvolver a atividade com a integração dos diversos atores do segmento e o apoio de profissionais com conhecida atuação na área.

O Rio Mais Cerveja vai atuar a partir de três pilares: desenvolvimento de experiências turísticas nas cervejarias, brewpubs, bares e produtores de lúpulo da Serra Fluminense; integração com o ecossistema turístico para comercialização desses produtos; e promoção do turismo cervejeiro e da cultura da cerveja artesanal para ampliar as fronteiras desse mercado.

Leia também – Entrevista: Com enorme potencial, turismo tem longo caminho a percorrer no setor

Ana Claudia Pampillón, turismóloga e coordenadora da Rota Cervejeira RJ, é uma das profissionais à frente do projeto. “Neste primeiro momento, vamos ativar a cidade do Rio de Janeiro, criar experiências locais e conectá-las com outras regiões do Estado. No futuro queremos difundir o projeto para todo o país”, explica.

Camila Mattos, mestre em turismo, especialista em marketing e comportamento do consumidor, e Rodrigo Baruffaldi, administrador de empresas, sommelier e co- fundador da cervejaria Overhop Brewing, também fazem parte do time, assim como Luana Cloper, especialista em marketing e gestão de eventos e projetos.

O Rio de Janeiro tem passado por um período de crescimento do setor, com abertura de fábricas e cervejarias, além de brewpubs e bares exclusivos. O estado ocupa a sexta posição no ranking de maiores produtores do Brasil, com 78 fábricas instaladas, apresentando um crescimento médio anual de 17%.

A Serra Fluminense concentra 1/3 deste montante e é reconhecida nacionalmente pelo seu pioneirismo na criação de uma rota cervejeira, a Rota RJ. Já a cidade do Rio de Janeiro conta com 17 estabelecimentos cervejeiros, é o polo indutor do turismo no estado e ainda não tinha uma rota estabelecida. O Rio Mais Cerveja, então, surge com o intuito de ocupar essa lacuna.


“Que outro destino tem essa vocação turística, que atrai visitantes do mundo todo, encantados pelas belezas naturais, pelos ritmos, pelos sabores e pela alegria? Agora, vamos atrair também pelas nossas cervejas e as experiências incríveis que elas podem proporcionar de forma integrada à cidade e ao estado”, destaca Luana Cloper.

Planos de integração
Camila Mattos, por sua vez, conta como agências de viagem, guias de turismo, hotéis, restaurantes, sommeliers, produtores e amantes de cerveja deverão se beneficiar com a criação do Rio Mais Cerveja.

“Nosso objetivo é capacitar, integrar e expandir. Por isso mantemos um relacionamento próximo com todo o ecossistema, ouvindo sugestões e planejando as ações de forma coordenada, sempre atentos ao comportamento do consumidor. Não é um projeto de cima para baixo, o Rio Mais Cerveja está realmente integrado com os anseios do setor”, ressalta Camila.

Já Rodrigo Baruffaldi conta que o projeto buscará integrar toda a cadeia do turismo cervejeiro. “Queremos unir toda a cadeia produtiva e inseri-la também no setor turístico cervejeiro, além de gerar novas possibilidades de negócios”.

O Rio Mais Cerveja é um dos projetos da empresa criada por esses quatro profissionais, a CMLC Consultoria Colaborativa. Ele está chancelado e conveniado às principais entidades de classe do setor, casos da Setur-RJ, Secec-RJ, Sectur-RJ, Accerj-tur, Firjan e Cadastur.

Beer Summit: Com biodiversidade, país pode se tornar uma escola cervejeira

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Quando se associa o aumento do número de cervejarias artesanais nos últimos anos ao crescimento do mercado consumidor, além da riqueza da biodiversidade brasileira e dos avanços tecnológicos, é possível imaginar o potencial que o país tem para se tornar uma escola cervejeira. É o que projeta Luciana Brandão, sommelière, co-fundadora e CEO do Laboratório da Cerveja. Ela foi uma das conferencistas do Beer Summit na última semana.

Leia também – Beer Summit: Brasil caminha para se tornar um país exportador de lúpulo

Luciana também é microbiologista e atua com produção de leveduras e pesquisas sobre o tema. E, para ela, o país está no rumo para se tornar uma escola cervejeira, segundo disse na palestra “Leveduras Brasileiras: Um caminho para a escola cervejeira brasileira?”, realizada no Beer Summit, o maior evento online de conhecimento cervejeiro da América Latina. Ele se encerrou neste domingo, com grandes nomes do mercado se conectando com o público para troca de conhecimento em busca de um universo cervejeiro com mais diversidade e pluralidade.

“Quando se estuda a levedura brasileira, as madeiras, as frutas, não há como a gente não associar a uma escola de cervejas. Isso seria possível? Bom, na minha opinião, eu acho, sim, que existe potencial para isso”, destacou Luciana.

O Brasil já produz insumos, como malte e lúpulo, além de contar com estudos avançados sobre levedura. E conta com ingredientes típicos, como as madeiras, as especiarias e as frutas. Mas, ressalta Luciana, as pesquisas são essenciais para a consolidação do segmento. E, além disso, ainda é preciso ter um mercado consumidor maduro, capaz de absorver as  diversidades que fomentem ainda mais a criatividade e o reconhecimento de produtos nacionais.

A gente sabe que não se cria uma escola cervejeira de um dia para o outro e que a qualidade das matérias primas é primordial, a técnica é fundamental e a cultura não é uma um acessório. É uma autenticidade

– Luciana Brandão, CEO do Laboratório da Cerveja

Uma escola cervejeira pode ser definida por um conjunto de estilos e técnicas de produção de cerveja de determinada região geográfica, levando em consideração fatores como matérias-primas, tecnologias e legislações locais. Hoje há no mercado quatro escolas: a belga, a inglesa, a alemã e a norte-americana.

Novo perfil de consumo
Luciana também avaliou que o consumidor de cerveja artesanal no Brasil está mais atento, especializado, entende mais sobre cervejas e gosta mais de sentir os aromas e sabores. E, a partir da redução do consumo devido às restrições financeiras, um dos reflexos da crise econômica do coronavírus, tem-se gerado novas tendências.

“A tendência do mercado craft é exatamente mais qualidade e menos quantidade. O consumidor busca por produtos diferenciados e inovação. Além disso, por bebidas mais saudáveis, com baixo teor alto do corpo e baixa caloria”, afirmou a especialista, destacando a importância da criatividade do produtor brasileiro, oferecendo complexidade de aromas e sabores para a bebida.

Luciana apontou, também, que as cervejarias têm se preocupado em produzir novos produtos com a busca por uma maior identidade nacional, utilizando a riqueza de sabores e aromas disponíveis, como as madeiras, frutas e o café. “São produtos com características mais regionais, até mesmo rurais e de fazenda. E, nesse sentido, já que nós já utilizamos outras coisas da nossa universidade, por que também não explorar a nossa biodiversidade microbiana?”, indagou.

De acordo com a pesquisadora, existem mais de 1,5 mil de espécies de leveduras no mundo, mas não há estudos que apontem o tamanho dessa população – estima-se que apenas 5% do total de fungos e leveduras sejam descritos. Essas leveduras podem ser encontradas em todos os tipos de ambientes, como água, ar e solo – ou até mesmo em contato com o homem.

Estudo de caso
Com uma vasta diversidade de estudos concluídos e outros em desenvolvimento no Brasil focados nas leveduras nacionais, Luciana apresentou alguns deles para corroborar as suas conclusões, como a pesquisa pioneira Produção de Cervejas de Alta Fermentação em Escala de Microcervejarias Utilizando uma Linhagem de Leveduras Brasileiras, que chegou a uma produção em escala industrial da primeira cerveja com levedura nacional: a Grimor.

O trabalho foi das pesquisadoras Gabriela Montandon e Beatriz Borelli, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto com uma universidade da Bélgica. O estudo tinha o objetivo de selecionar linhagens brasileiras de diferentes ambientes e produzir uma cerveja de alta fermentação em escalas laboratorial, piloto e industrial. 

Após ensaios, que foram realizados na Bélgica, chegou-se às quatro linhagens de leveduras de todas as regiões do Brasil que tiveram as melhores performances. Elas apresentaram potencial para a produção de cerveja sem a necessidade de adaptação prévia. Já com base no perfil aromático, tais leveduras foram consideradas diferentes e capazes de gerar cervejas diferentes. 

Dessas quatros leveduras, uma destacou-se ainda mais, após comportar-se de forma semelhante nas escalas laboratorial e piloto. Entre os resultados, a linhagem selecionada foi capaz de gerar grande atividade micocinogênica, fermentação rápida do mosto cervejeiro (24h mais rápida que a linhagem de referência), fermentação completa da maltose, produção de compostos de aroma adequados para a produção de cerveja e outras características.

Com a utilização desta levedura em escala industrial dominando o processo fermentativo do início ao fim, as pesquisadoras conseguiram criar a cerveja Grimor.

O evento
O Beer Summit foi idealizado e organizado por mulheres. O evento contou com cinco trilhas: Diversidade, equidade e inclusão, Negócios, marketing e empreendedorismo, Sommelieria, estilos, serviço e harmonização, Matérias-primas, processos e inovação, e Experiências, tecnologia, ciência cervejeira e equidade.

Artesanais apostam em expansão e clube de assinaturas para driblar crise

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Ao eclodir em março, a pandemia do coronavírus alterou planos e forçou mudanças na operação da indústria nacional, também atingindo as atividades do segmento de cervejas artesanais.  Já no fim do ano, porém, o setor tem respondido com novas iniciativas, seja para ampliar as operações, como anunciado recentemente pela Cervejaria Madalena, ou mesmo para fidelizar o público, como demonstrou a Everbrew em uma nova ação.

Na última quinta-feira, a Madalena inaugurou um espaço exclusivo em Taubaté, que recebeu o nome de Beer Garden. No estabelecimento, a cervejaria oferece todas as opções dos seus rótulos em garrafas, como as dos estilos Lager Premium, Bohemian Pilsen, Amber Ale, American Pale Ale, India Pale Ale, Double IPA, Weiss e Stout. A casa também conta com seis opções de torneiras de chopes variados.

Leia também – Falta de insumos: Maior crise em décadas dificulta retomada do setor cervejeiro

A iniciativa confirma o cenário de expansão da Madalena, mesmo em um momento complicado economicamente para o Brasil. A marca foi aberta em 2014, no ABC Paulista. Hoje, as suas cervejas são encontradas em mais de mil pontos de venda nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais, Amazonas, Paraíba e Maranhão.

Com o espaço recém-inaugurado em Taubaté, a Madalena espera levar um pouco da sua fábrica para esse novo consumidor. “O Beer Garden chega como mais um formato inovador e diferente de levar nossas cervejas para mais perto dos consumidores. O objetivo é fazer com que ele se torne um pedaço da fábrica Madalena na cidade, brindando o tradicional município que é o segundo maior polo industrial e comercial do Vale do Paraíba”, comenta Renan Leonessa, gerente de marketing da Madalena.

Clube de assinatura
Já em uma iniciativa para fidelizar o público, o comércio digital Cerveja Box criou um clube de assinaturas exclusivo da Everbrew. A ação envolvendo a cervejaria de Santos teve um período de testes, seguido pelo seu lançamento oficial, ocorrido na última quinta-feira. “Para os próximos meses queremos aumentar em quatro vezes a disponibilidade”, afirma Anderson Valadares, co-CEO e um dos fundadores do Cerveja Box.

O clube de assinaturas da Everbrew no Cerveja Box possui duas modalidades de assinaturas. Uma opção é o Ever Novidades, em que mensalmente são enviados 2 lançamentos ou rótulos sazonais da Everbrew. O outro é o Ever Aclamadas. Nesse caso, o assinante recebe mensalmente 2 cervejas da marca, como Evermaine, Evermass, Everipa, Evermont, Double Maine, Double Mont, Everblend, Imortallity e Oceania.

Os participantes do clube de assinaturas da Evebrew têm outra facilidade: ganham direito a descontos que podem variar entre 10 e 50% em todos os produtos da Cerveja Box.

Mondial leva experiência cervejeira para as casas com edição digital neste sábado

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Considerado o principal festival internacional de cervejas especiais do Brasil, o Mondial de la Bière precisou inovar para viabilizar a realização da sua décima edição. Com as restrições impostas pela pandemia do coronavírus, os organizadores prepararam uma versão digital, que será realizada neste sábado, das 14h às 22h. E oferecem ações inovadoras para que a experiência do evento seja levada para a casa dos participantes.

A edição 2020 do Mondial, gratuita, será transmitida pelo canal do evento no YouTube a partir do Narreal Brewhouse, localizado no bairro de Botafogo, no Rio. E vai ser de lá que o público acompanhará e vai interagir com atrações que costumavam acontecer no espaço do festival.

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Com a distância física, a organização preparou degustações guiadas para os participantes. Poderão participar as pessoas que compraram um dos boxes exclusivos do festival, vendidos pelo Empório da Cerveja e preparados com a curadoria dos organizadores do Mondial.

Várias das cervejas que compõem os kits foram medalhistas de edições do MBeer Contest Brazil, a competições do festival. São os casos da Cacau IPA, da Bodebrown; de uma Dubbel da mineira Wäls; da Canudos, uma Saison da cervejaria Motim; da Bárbara, uma Barley Wine da Noi, de Niterói; da Nikita Cherry, uma RIS da Antuérpia; da Gravioh-Là-Là, uma Catharina Sour da cervejaria Overhop; e da Darkmoon, uma Foreign Stout da cervejaria Pratinha.

Outros rótulos presentes nos boxes do Mondial são a Goose Island Midway IPA, uma Session IPA da Goose Island, e uma Colorado Ribeirão Lager, da cervejaria Colorado.

O Mondial também oferece a opção Brinde em Casa, com benefícios e promoções em rótulos e artigos. Durante a transmissão, um QR Code dará acesso a uma seleção de lojas em todo o país que são capazes de entregar as cervejas em até duas horas. Assim, poderão ser apreciadas enquanto o evento acontece.

Para ampliar a divulgação da cultura cervejeira e o acesso ao conhecimento sobre esse universo, também haverá uma série de painéis sobre temas variados. Na parte destinada à mixologia, Fran Sanci e Tai Barbin mostram como combinar cervejas artesanais e destilados. O painel sobre gastronomia e harmonização será com os irmãos Ogro, Jimmy McManis e Marcelo Neves.

A organização também preparou algumas atrações musicais, como a banda Pepper Spray, que homenageia Red Hot Chili Peppers e já participou de outras edições do Mondial no Rio. E a DJ Tamy Reis, uma das estrelas dos bailes do Viaduto de Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro, também vai se apresentar.

Beer Summit: Carolina Oda avalia como conceito de ‘boa’ cerveja é algo subjetivo

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É preciso entender toda a subjetividade envolvida no conceito do que é considerado bom para o consumidor de cervejas. Saber disso e compreender que cada pessoa define, a partir das suas individualidades, o que lhe agrada, utilizando fatores únicos de julgamento, é fundamental para o êxito da operação no setor e o crescimento do mercado. Tal reflexão foi apresentada por Carolina Oda nesta quinta-feira, durante a sua participação no Beer Summit.

Não basta, portanto, segundo Carolina, que é formada em gastronomia e trabalha há mais de 12 anos com cerveja e outras bebidas, sendo considerada uma das maiores especialistas brasileiras no setor, apenas produzir um rótulo tecnicamente primoroso. Para ela, a definição do que é bom pode causar inúmeras reflexões, mas a avaliação da qualidade também está intimamente ligada a fatores extrínsecos e intrínsecos, indo além da parte técnica e da qualidade da bebida. Fatores como a experiência de vida, a genética e o conhecimento, afinal, também entram na análise

 “Se a gente ficar olhando só para o que é considerado bom, de acordo com a elite crítica, a gente tem um caminho mais restrito. Mas, se tiver empatia e conseguir se colocar no lugar da outra pessoa, com essa consciência, entende que cada um tem uma construção de avaliação, só querendo que essa pessoa seja feliz sentada na mesa do bar, sentindo prazer de acordo com o que é ter prazer para ela. A gente está falando de cerveja, mas a gente pode carregar isso para todas as coisas da vida”, afirmou.

Com a participação de Carolina Oda e outras referências do setor, o Beer Summit é o maior evento online de conhecimento cervejeiro da América Latina, tendo sido idealizado e organizado por mulheres. Ele vai até o próximo domingo, com grandes nomes do mercado se conectando com o público para troca de conhecimento em busca de um universo cervejeiro com mais diversidade e pluralidade.

Para discutir a questão da qualidade, Carolina Oda usou referências de Ferran Adriá, cozinheiro espanhol que é considerado um dos melhores chefs do mundo. A especialista destacou os fatores usados para avaliar a qualidade do que é consumido. E apontou que a genética tem preponderância importante sobre isso.

“Genética não tem a ver com preferência. Assim como a gente fala da língua, ninguém tem a língua igual, cada um tem a língua de um jeito. Tem gente que tem a língua com papilas que ajudam a perceber a acidez”, observou ela.

Confira as atrações e como participar do Beer Summit

Outro fator que constrói a referência do que é bom ou ruim é o hábito, algo diretamente ligado à cultura de cada indivíduo. Já a autossugestão também tem sua importância. É esse motivo, como lembrou Carolina Oda, que faz concursos cervejeiros terem degustações às cegas. “As pessoas não veem os rótulos das garrafas porque eles as sugestionam”.

Levar conhecimento para as pessoas é outro ponto relevante, já que, teoricamente, quanto mais se conhece algo, mais se tem repertório e conteúdo para uma avaliação. “Saber e sabor têm o mesmo radical e vêm de ‘sapere’. Então, saber e sabor estão relacionados e significa que, quanto mais a gente sabe, mais sabor as coisas têm. Porque quanto mais a gente sabe, mais se valoriza”, explicou.

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Fatores intrínsecos
Oda apontou ainda que os fatores intrínsecos, que envolvem a composição do produto, como a qualidade dos ingredientes utilizados na cerveja, a matéria-prima e o lúpulo, são o ponto de partida para avaliação do que é bom pelo consumidor.

“Essa é a análise mais essencial e mais necessária que não poderia abrir mão. A meu ver, não deveria ser uma argumentação e sim básica para todas as cervejas”, destacou Oda. “Um lúpulo velho não necessariamente tem a ver com segurança alimentar, mas está relacionado com as questões organolépticas.”

Oda alerta, porém, que os sentidos – tato, paladar, visão audição e olfato – não decidem “sozinhos” o que é bom, pois essa avaliação também está ligada às memórias, medos e emoções. “É impossível você fazer uma análise sensorial desses sentidos que a gente normalmente associa sem trazer também as suas sensações de emoção, porque é a mesma região do cérebro. Então, sempre, a gente vai fazer uma avaliação organoléptica, associando também as nossas sensações emocionais, nossos medos e memórias.”

Ao compreender que é impossível separá-los, fica mais fácil entender por que produtos iguais possuem avaliações diferentes. “Por isso, em uma mesa de julgamento de bebidas, por exemplo, existem no mínimo três pessoas, porque cada um tem uma referência”, exemplificou Carolina.

Outros fatores
Os fatores extrínsecos, por sua vez, estão relacionados com o ambiente ao redor do produto, como a marca de uma determinada cerveja, o que ela passa ao consumidor e o seu status. “Tem mais a ver com comunicação e valores”, disse ela, destacando que o repertório de cada um também influencia na avaliação.

Carolina Oda avaliou que as pessoas incluem os valores na definição do que é bom, utilizando-se de referências pessoais e da sua construção moral. “A gente quer saber muito mais do que se o lúpulo é norte-americano ou se foi feito pelo designer que gosta. A gente quer saber se o malte é orgânico, se o dono [da marca ou cervejaria] estava envolvido em alguns escândalos, se essa marca apoia as causas ambientais etc.”

Muitos desses fatores já eram importantes na sociedade e consequentemente no mercado cervejeiro, mas agora são ainda mais. E Oda salienta que os casos recentes de racismo, misoginia e machismo, em suas palavras, “mudaram o mercado”.

“Isso, hoje, define muito a qualidade, o que é bom. E pode fazer cair por terra qualquer qualidade técnica. Além disso, a qualidade técnica depende da avaliação das pessoas que têm competência técnica para avaliar”, conclui Carolina Oda.

Beer Summit: A visão de Garrett Oliver sobre o setor cervejeiro no Brasil

O potencial do segmento de cervejas artesanais do Brasil é imenso. É o que garante ninguém menos do que Garrett Oliver, mestre-cervejeiro da Brooklyn Brewery e uma das grandes referências mundiais do setor. O autor do Guia Oxford da Cerveja apresentou essa visão na quarta-feira, durante a sua participação no Beer Summit.

Para ele, a diversidade é o ponto central para a produção de novas cervejas, o que provoca a conclusão de que o potencial brasileiro é imenso. Em sua visão, o país tem muita oportunidade de levar novos sabores da bebida ao mundo. “Quando um norte-americano vai ao Brasil, por exemplo para São Paulo, ele nunca viu a maioria das frutas do Mercado Municipal. Várias frutas de diversas regiões. Posso dizer, eu reconheço 30% das frutas. Nós temos um ou dois tipos de bananas. Vocês têm dez.”

Com a participação de Garrett Oliver e outras referências do setor, o Beer Summit é o maior evento online de conhecimento cervejeiro da América Latina, tendo sido idealizado e organizado por mulheres. Ele vai até o próximo domingo, com grandes nomes do mercado se conectando com o público para troca de conhecimento em busca de um universo cervejeiro com mais diversidade e pluralidade.

Confira as atrações e como participar do Beer Summit

E Oliver, ao utilizar o exemplo de marcas belgas que utilizam cerejas e framboesas em suas receitas, declarou acreditar ser possível que o Brasil possa exportar a ideia de uma cerveja com base nos frutos nacionais. “Quando falamos da nossa cultura cervejeira é importante lembrar de onde ela vem”, apontou o norte-americano.

Em sua participação no Beer Summit, Garrett Oliver relembrou a sua primeira passagem pelo Brasil, em meados dos anos 2000, atendendo a um convite dos responsáveis pela Eisenbahn. Na ocasião, ele ficou surpreso ao descobrir que a cultura cervejeira brasileira é muito semelhante à norte-americana, com uma presença muito forte da imigração alemã em ambas. “A fonte de onde veio nossa tradicional Lager nos Estados Unidos é a mesma fonte de onde vocês recebem a sua tradicional Lager no Brasil. Foi com a imigração alemã.”

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Garrett frisou, porém, não considerar que a cultura cervejeira seja europeia, apontando o caso de sociedades africanas, onde costuma-se utilizar diferentes ingredientes típicos e há cervejas feitas pelos mais velhos, sendo frequentemente usadas em cerimônias. Na América do Sul e do Norte, grupos nativos também tinham suas próprias produções.

Se você olhar para os Estados Unidos antes da Guerra Civil, quase toda a fabricação do país era feita por afro-americanos

– Garrett Oliver

Para ele, ainda que a história norte-americana de cerveja destaque a produção da bebida por nomes como George Washington, Thomas Jefferson ou James Madison, é preciso lembrar que, naquela época, os negros eram escravizados e obrigados a realizar diversos trabalhos, incluindo a produção de cerveja e destilados.

“Hoje, a cultura da cerveja é muito ampla. Como afro-americano na indústria da cerveja estou muito ciente de que nossa indústria traz pessoas de apenas uma parte de nossa cultura, essa é a parte europeia. Mas, claro, o contexto familiar de um grande número de pessoas nos EUA não é europeu”, destacou Oliver.

Garrett relatou ainda que, em 2019, foi pela primeira vez a um festival de cerveja organizado por afro-americanos. “Eu vi 2 mil negros bebendo cerveja. Não consegui acreditar. A cultura era a mesma. Eles disseram: bem, sim, nós queremos ter o nosso próprio festival já que ninguém nos convidou para os outros. Cada vez que íamos lá [nas cervejarias] nos sentíamos deslocados.”

Em sua visão, inclusive, foi o festival mais completo que presenciou, pela participação de pessoas de todas as partes, diversidade de gêneros e orientação sexual. “Eu pensei: ‘Uau, esse sim é um festival de cerveja que se parece com os EUA. Neste momento, os nossos bares de cervejas artesanais e as nossas cervejarias parecem com a Europa’”, refletiu Oliver no Beer Summit.

Diversidade na Brooklyn
Recentemente, a Brooklyn Brewery lançou o projeto Michael Jackson Foundation for Brewing & Distilling. A fundação tem o objetivo de levar educação técnica de cervejas e destilação através de bolsas de estudos para as minorias nos EUA, como negros, pardos e índios. “Eu estou trabalhando neste ramo há 30 anos e posso dizer que nunca tive um candidato afro-americano para uma vaga cervejeira. Então, decidi fazer algo sobre.”

O programa de inclusão já aplicou quase US$ 200 mil na promoção do conhecimento. O objetivo é ter uma indústria cervejeira que se pareça com o perfil social norte-americano, composta por diferentes gêneros, raças e etnias.

“Eles vão convidar os seus amigos e suas famílias para a cerveja artesanal. Depois, lentamente, você olha em volta e verá pessoas que não tinha visto antes. Como resultado, vai vender mais cerveja e ter um negócio melhor. A diversidade, de fato, não é apenas uma coisa boa para a sociedade em geral, bem-estar e felicidade. Ela também é boa para os negócios”, pontuou Garrett Oliver.

“Na Brooklyn Brewery gostamos de pensar que a nossa cerveja não tenha só um gosto muito bom. Nós queremos que seja tão boa para a terra quanto ela pode ser. Queremos que ela expresse nossa cultura como pessoas diferentes, países e origens. E que nós queremos expressar a maneira como nós sentimos. Às vezes bebo cerveja, às vezes bebo cachaça, às vezes bebo vinho, mas quero ter certeza de que é sempre bom e é o que eu quero. Então, sim, é tudo sobre mim, sempre foi”, acrescentou o fundador da marca.

Localizada em Nova York, a Brooklyn Brewery é composta por uma equipe “internacional”, ou seja, reúne pessoas de distintas nações. A cervejaria também possui um programa voltado para promover a inclusão de pessoas de distintos grupos. Na iniciativa, todos os membros têm a possibilidade de fazer a sua própria cerveja, utilizando-se dos ingredientes de suas diferentes culturas.

“Cada pessoa que trabalha na linha de cerveja, produz a própria cerveja com seu próprio nome. Depois nós fazemos uma festa de lançamento e em seguida a bebida é vendida em nosso taproom”, falou Garrett.

A Brooklyn Brewery também é famosa por seus rótulos colaborativos. E, entre os favoritos, Garrett revela que está um brasileiro: a Saison Caipira, batizada em homenagem a caipirinha. A bebida composta de cana de açucar foi feita em parceria com a cervejaria mineira Wäls. “Eu trouxe para a cerveja do Brasil um sabor que não posso encontrar nos EUA”.

Ele comentou também que, quando a Brooklyn Brewery começou a fazer rótulos colaborativos, nenhuma outra cervejaria adotava tal prática. Entretanto, para Garrett, agora o conceito moderno é uma “collab de Instagram”. Ou seja, pessoas e marcas apenas se reúnem para uma fotografia, mas se produz a mesma cerveja que todos fazem, sem levar em consideração aspectos culturais.

“Para mim não é interessante. Não é cultura. Não é imaginação. Pode ser divertido para as cervejarias, talvez venda, mas não nos dá nada de novo”, finalizou Garrett Oliver.

‘Old school’, Dogfight aposta em cervejas extremas para conquistar o mercado

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Uma cervejaria “old school”. É assim que a Dogfight, marca de Ribeirão Preto (SP), pretende ser vista e admirada, a partir de premissas que a definem: a escolha por produzir rótulos de estilos considerados extremos e a opção pela reprodutibilidade e a padronização dos sabores de suas cervejas.

Elas são, até agora, três: a Dogfight, uma American Imperial IPA que leva o nome da marca; a Commandos, uma American Double New England IPA; e a Batlefront, uma West Coast Double IPA. Rótulos que deixam claro uma opção por cervejas com forte amargor e teor alcoólico elevado. Além disso, elas não são pasteurizadas.

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“Somos uma cervejaria old school. A gente não faz lançamento toda semana. Acredito em uma cerveja que tenha reprodutibilidade. A pessoa que tomou essa cerveja há um ano e vai beber hoje, tomará a mesma cerveja, com o mesmo sabor e características”, assegura Jaime Fabretti, mestre-cervejeiro da Dogfight, uma marca que tem sua trajetória associada ao período da Segunda Guerra Mundial, aos anos 1990 e a 2017.

Foi, afinal, na década de 1990 que Jaime começou a construir a sua trajetória com a bebida. De modo amador, o então estudante universitário de Química passou a produzir cervejas caseiras, em um período em que o acesso a insumos básicos – como malte e lúpulo – era restrito.

Daquela época e de uma passagem pela Bélgica para trabalhar na sua área de formação, consolidou-se a paixão pelas cervejas – e por produzi-las. Um desejo que ficou em segundo plano na sua atuação profissional até 2017, quando Jaime foi presenteado pela esposa com um kit para fabricação caseira de cervejas.

Ao presente familiar, juntou-se outro parente, o cunhado Matheus Cardoso. Juntos, eles fundaram a Cervejaria Dois Cunhados. E a primeira fabricação oficial veio em 2019 e sob a marca Dogfight, que remete ao termo usado para o combate entre dois aviões de caça, algo marcante durante a Segunda Guerra Mundial, um tema histórico sempre presente nas criações da cervejaria.

Somos fissurados em fatos históricos da Segunda Guerra Mundial. E especialmente em aviões como Spitfire, que era o avião cervejeiro. Quando a Inglaterra invadiu a Normandia, para animar a tropa, foram amarrados barris de cerveja embaixo do Spitfire e levados até ela. E isso inspirou a gente a colocar esse nome

– Jaime Fabretti

Seguindo a mesma linha de raciocínio, a marca acredita que pode servir como um momento de relaxamento na “guerra” cotidiana dos admiradores de uma boa cerveja. “A nossa vida também é uma guerra. Entramos em batalhas diárias. Quando elas terminam, você vai relaxar e vai tomar um Dogfight, uma cerveja que tem história, raiz e contexto”, destaca Jaime.

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A influência da Segunda Guerra Mundial pode ser vista até mesmo no seu growler exclusivo, o Jerrycan. Ele é em cerâmica, na cor verde militar, lembrando o formato de um tanque de combustível dos jipes militares utilizados naquele período.

Novos clássicos
A Dogfight busca trabalhar com insumos selecionados e de qualidade, para oferecer um equilíbrio que possa ser percebido em suas cervejas, com forte carga aromática e alta lupulagem, o que se reflete no seu maior amargor. Seus três rótulos são vendidos em latas de 473ml. “Temos rótulos clássicos de estilos clássicos. Queremos resgatar as características originais de cada estilo. E dar o que é essencial”, afirma o mestre-cervejeiro.

Atualmente com três IPAs no mercado, a Dogfight já prepara novas criações. A ideia é de que o seu próximo lançamento seja uma Strong Scotch Ale Wood Aged. Além disso, a cervejaria cigana, que optou por não ter uma fábrica própria, pretende abrir em breve um brewpub em Ribeirão Preto. E as suas criações podem ser adquiridas através do e-commerce, com entrega em todo o Brasil.

Confira os detalhes dos três rótulos da Dogfight:

Dogfight

Uma American Imperial IPA moderna, turva e amarga.

  • Amargor: 100 IBUs
  • Álcool: 8,1% ABV

Battlefront

Uma American Imperial IPA estilo West Coast, mais clara e frutada.

  • Amargor: 91 IBUs
  • Álcool: 7,8% ABV

Commandos

Uma American Double New England IPA. Reúne os lúpulos Centennial, Ekuanot, Amarillo, Citra, Chinook, Cascade e Simcoe, todos unidos através do double dry hopping (DDH).

  • Amargor: 72 IBU
  • Álcool: 8,6% ABV

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