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Balcão do Profano Graal: A história das Christmas Ales

Balcão do Profano Graal: A história das Christmas Ales

Salve nobres,

Finalmente, estamos nos aproximando das festas de fim de ano. Desse ano que muitos com certeza preferem esquecer, mas que vai entrar para a história, ainda que de uma forma negativa. Mas, talvez, as festas de fim de ano sejam uma forma de “exorcizar” tudo de ruim que aconteceu nesse ano e renovar as esperanças para um ano melhor em 2021. Tradicionalmente, esse ritual (seja de “exorcismo”, seja de “celebração”) é feito com vinhos e espumantes. Mas, principalmente nos países de tradição cervejeira do Norte da Europa, também vai muito bem com uma cerveja. As cervejas de Natal ou Cervejas Sazonais de Inverno, como são classificadas no Guia BJCP (Beer Judge Certification Program), vêm sendo redescobertas pelas cervejarias há apenas uns 40 anos. Mas a sua história é bem mais antiga.

Remete aos hábitos de antigas populações pré-cristãs (celtas) do Norte da Europa, chegando aos povos nórdicos germânicos medievais. Há milênios, os celtas guiados pelos seus druidas festejavam o Yule, o solstício de inverno, o “dia mais curto do ano”. Dia em que o sol parecia estar imóvel no céu (solstitium, em latim, significa “sol parado”). O Yule acontece exatamente no período durante o qual hoje se celebra o Natal (nesse ano caiu no dia 21 de dezembro). Aliás, os druidas com seus rituais mágicos influenciaram muito nossos costumes de Natal. O visco (planta da vida), combinado com o carvalho (símbolo da eternidade), sob o qual é propiciatório beijar. A árvore solsticial decorada em homenagem ao Deus da luz. As guirlandas de azevinho que com suas bagas vermelhas representam o círculo da vida. Ou o toco de Yule, usado ano após ano para iluminar o próximo e deixado para queimar como um símbolo de renascimento. Por esses mestres celtas, desde o primeiro século DC. Os soldados romanos aprenderam muito, tanto que assimilaram os rituais para trazê-los até os dias atuais. Naquelas ocasiões, que marcavam também o fim da estação da colheita e o início dos meses frios, não faltava a cerveja de Yule.

Já entre os povos nórdicos, também conhecidos como vikings (séculos V a XII), fazer sua própria cerveja de fim de ano era uma tradição tão forte que se tornou mesmo uma obrigação imposta por lei pelo Gulating, uma das mais antigas e maiores assembleias parlamentares da Noruega, que ocorreu anualmente entre 900 e 1300 d.C. E que determinava que os proprietários de terra noruegueses deveriam festejar o Jul (palavra do nórdico antigo para Yule) com os seus trabalhadores fornecendo a juleØl, ou seja, a “cerveja de Jul”.  Se você quiser saber mais sobre o papel da cerveja na cultura nórdica, temos um vídeo sobre o tema no perfil do Profano Graal no Instagram.

Tradição tão forte, essa da cerveja de inverno, que nem a sobreposição da ritualística cristã sobre as religiões pagãs conseguiu erradicar. Tanto que os mosteiros europeus costumavam celebrar o nascimento de Cristo com a “Prima Melior”, o melhor do melhor da sua produção cervejeira. 

Apesar de ser um costume tão antigo, apenas no século XVII a cerveja natalina ganhou fama no mercado mundial. Foram os suecos, entre os primeiros imigrantes europeus a introduzir naquele século essas cervejas tradicionalmente natalinas na América do Norte. E, incrivelmente, apenas no século XIX os escandinavos voltaram a possuir essa tradição, mesmo que de forma mais comercial. Com a sua popularização começaram a ter suas versões em diversas escolas cervejeiras como na Belga, Alemã e Inglesa. Usualmente as cervejas natalinas eram versões mais alcoólicas e condimentadas de alguma cerveja já tradicional e bem aceita, relançadas no fim de ano em edição especial.

Hoje o BJCP estabelece as linhas-guias para a sua produção. Apesar de conhecidas como Christmas Ales, elas podem Ales ou Lagers, devem ter uma coloração de âmbar médio a castanho escuro, apresentar um aroma que remeta aos biscoitos de Natal, bolos, pinheiro, frutas secas, podem ser aromatizadas com especiarias, ter um sabor rico em base de malte ou maltados doces, podendo incluir caramelo, tosta, nozes e sabores de chocolate, corpo médio a alto e um teor alcóolico acima de 6% para esquentar nos dias frios. O que revela as suas origens do Norte da Europa e pode não ser o mais adequado para o Natal nos Trópicos, com a temperatura batendo os 40 graus celsius.

Mas, ainda assim, as cervejas de Natal costumam ser bebidas menos “quentes” do que os tradicionais vinhos. Além de serem mais versáteis na harmonização com os pratos natalinos. Nessas festas, façam essa experiência em família. E, se alguém reclamar da falta do vinho, conte para ele essa história. A história, como sempre, faz toda a diferença.

Aproveito para desejar Boas Festas a todos os leitores do Guia da Cerveja e nos vemos nesse mesmo balcão em janeiro.

Fontes
Niccolò Marranci – Abrir e presentear uma cerveja de Natal: a tradição das Christmas Beers! – Giornale della Birra – 22/12/2019 (https://www.giornaledellabirra.it/birre/stappare-e-regalare-una-birra-di-natale-la-tradizione-delle-christmas-beers/)

Andrea Cerreti – A cerveja de Natal não existe – Giornale della Birra – 22/12/2020 (https://www.giornaledellabirra.it/birre/la-birra-di-natale-non-esiste)

Luquita da Cerveja – Natal, época de tradição… cervejeira! – Beercast Brasil (http://beercast.com.br/leia-o-rotulo/natal-epoca-de-tradicao-cervejeira/)

Gulating – Wikipedia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Gulating)

Yule – Wikipedia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Yule)

Guia de Estilos de cervejas Beer Judge Certification Program (BJCP) 2015 – Tradução livre Mauro Manzali Bonaccorsi – Abril de 2016


Sérgio Barra é carioca, historiador, sommelier e administra o perfil Profano Graal no Instagram e no Facebook, onde debate a cerveja e a História

Ambev se junta a importantes players na criação da Academia da Cerveja

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Em mais um passo importante para democratizar o conhecimento cervejeiro e levar o setor à alta performance de profissionalização, relevantes players do mercado se uniram em uma parceria: a Academia da Cerveja. Encabeçado pela Ambev, o projeto reúne grandes institutos internacionais, como o alemão VLB Berlin, e algumas das mais importantes escolas cervejeiras do país, como a Escola Superior de Cerveja e Malte, o Instituto Ceres e o Instituto Marketing Cervejeiro.

Leia também – 12 cervejarias avaliam como foi o ano de 2020 para o setor

Iniciativas focadas em diversidade e inclusão farão parte do projeto e guiarão todo o trabalho da Academia da Cerveja. A iniciativa contribuirá ainda para, entre outras frentes, segundo os seus fundadores, o avanço do setor cervejeiro brasileiro com o compartilhamento de conhecimentos técnico e prático relacionados a processos de produção, segurança de alimentos, sustentabilidade, tecnologia cervejeira, inovação e outros temas que potencializam a atuação desse ecossistema.

Para a criação da Academia da Cerveja, a Ambev entrou com o seu time de especialistas nacionais e internacionais, responsáveis pelo desenvolvimento de conteúdos técnicos e exclusivos direcionados a especialistas na modalidade avançada da grade curricular dos cursos oferecidos pela escola.

“Entendemos que a profissionalização, a educação cervejeira e a democratização de conhecimento são processos essenciais para a solidificação e destaque do mercado brasileiro. Unir a expertise técnica e a experiência de grandes institutos de ensino cervejeiro em um único espaço fomenta o ecossistema e auxilia em um desenvolvimento saudável, conjunto e democrático”, explica Laura Aguiar, mestre-cervejeira e head de conhecimento e cultura cervejeira da Ambev.

Já a VLB Berlin, que possui mais de 140 anos de história, trará cursos específicos baseados na sua metodologia de ensino. De acordo com Roberto Biurrun, coordenador da VLB Berlin para América Latina, “o instituto é hoje uma referência mundial na área de pesquisa, análise e suporte técnico, que forma anualmente grandes nomes da cena cervejeira”.

Ainda segundo Biurrun, dada a abrangência e o impacto que a Academia da Cerveja pode proporcionar entre os profissionais do mercado brasileiro, o instituto não poderia deixar de contribuir com o projeto que nasceu com os mesmos propósitos, sempre mirando a excelência de atuação dos especialistas.

Já Chiara Barros e Patricia Sanches, fundadoras do Instituto Ceres, garantem que a Academia da Cerveja está alinhada à missão do Instituto Ceres de fazer a educação cervejeira alcançar todas as pessoas. “Estamos muito felizes em participar desse projeto que nos dá a oportunidade de propagar nossa paixão pela cerveja com tantos outros apaixonados.”

Diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte, por sua vez, Carlo Bressiani destaca a importância do surgimento da academia para o mercado brasileiro de cerveja. “Juntar forças para levar educação cervejeira a todos os segmentos da sociedade e reforçar os fundamentos de um mercado saudável e sustentável é o que buscamos neste projeto. Um mercado cervejeiro mais preparado é um mercado cervejeiro mais forte.”

Já de acordo com Érica Barbosa, fundadora do Marketing Cervejeiro, que também faz parte da iniciativa, “ter uma sede para chamar de nossa na maior cidade do Brasil, com toda a estrutura que precisamos para oferecer o melhor aos alunos, é um passo importante para o Instituto Marketing Cervejeiro. E quando digo ‘nossa’, é no sentido da pluralidade desta escola colaborativa. Estar na Academia da Cerveja ao lado de outras instituições que admiramos nos aproxima de um público mais diverso”.

12 cervejarias avaliam como foi o ano de 2020 para o setor

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O ano de 2020 entra para a história como um dos mais desafiadores para as cervejarias artesanais em todo o Brasil. Afinal, praticamente todas sentiram os impactos de um dos anos mais atípicos da sociedade moderna, marcado pelo surgimento da pandemia do coronavírus.

Leia também – Como foi 2020 na visão de 7 fornecedores da indústria cervejeira

Se na virada do ano as expectativas eram as melhores possíveis, logo no começo de 2020 as cervejarias tiveram de encarar a desconfiança do consumidor após as contaminações e mortes pelo consumo de rótulos da Backer.

Em seguida, os efeitos da pandemia da Covid-19 espalharam-se tão rapidamente pelo país quanto o próprio vírus. De um dia para o outro, o isolamento social e as consequências econômicas da crise sanitária afetaram a vida das pessoas e, consequentemente, os planos das cervejarias para 2020.

Por outro lado, o temor das contaminações e o crescente número de mortes aceleraram a tendência ao digital. E, para sobreviver a esses desafios de 2020, muitas cervejarias foram obrigadas a se adaptar ao “novo normal”, que trouxe consigo um novo perfil de consumidor.

Aos estabelecimentos, coube elaborar formas para manter as vendas mesmo com as portas fechadas. Foi quando a inovação e a criatividade se tornaram fundamentais para a operação das cervejarias em 2020. Vieram à tona os projetos engavetados e firmou-se parcerias, priorizando as formas mais seguras e eficazes de comunicação e entrega.

Quem conseguiu sobreviver, ainda teve pela frente mais abalos econômicos, com as longas restrições ao funcionamento, as dificuldades de logística, a alta do dólar e, mais recentemente, a falta de insumos e de matérias-primas. E tudo em meio a decretos de fechamento e reaberturas, proibições de consumo, adequações de horários, dispensas de pessoal e desafios financeiros, o que exigiu resiliência das cervejarias em 2020.

Leia também – Falta de insumos: Maior crise em décadas dificulta retomada do setor cervejeiro

Confira o balanço exclusivo de 12 cervejarias sobre o ano de 2020 para o Guia.

Blondine (Sibele Xerfan, fundadora e diretora de marketing)
2020 foi um ano desafiante e de muita resiliência para muitos setores. Nós, conectados com a hospitalidade, sofremos os impactos do fechamento repentino dos bares e restaurantes, que representam uma parte importante de nosso faturamento. Diante da nossa nova realidade, tivemos de tomar decisões com agilidade, como corte de custos e ampliar nossos canais de venda com o lançamento da loja online. Também oferecemos apoio aos bares e restaurantes como forma de fidelização deste nosso portfólio em um período sensível para todos. Outra estratégia, depois da reabertura das casas, foi a venda de growlers lacrados de fábrica para os bares pensando em uma forma de trazer mais segurança e menos manuseio dos produtos durante a pandemia. Paralelamente, fortalecemos nossa presença nas redes de varejo, o que trouxe muita segurança para a Blondine neste ano, visto que os consumidores aumentaram a compra de bebidas alcoólicas para consumo em casa. A Blondine sempre estimou o relacionamento próximo com os seus parceiros, desta forma conseguiu abastecer o mercado sem alavancar grandes problemas de ruptura com as embalagens. A única adversidade foi com a cerveja Sparkling, uma Brut IPA que usa em seu envase uma garrafa importada da França que sofreu um reajuste de 100%, o que inviabilizou a manutenção do produto nas prateleiras das redes e ocasionou sua retirada do mercado. As demais cervejas continuam em linha, obtendo sucesso de vendas e sem comprometer o portfólio.

Cia de Brassagem Brasil (Danielle Mingatos, diretora de tecnologia cervejeira)
Encerramos a operação do nosso bar em março. Já tínhamos esse fechamento previsto, mas o objetivo com essa ação era a de retornarmos ao mercado e tudo aconteceu junto. Entendemos que, com as despesas que tínhamos com o nosso bar, era inviável nos mantermos. Também passamos por uma mudança societária. Isso nos fez rever a nossa cervejaria, nossas estratégias e entender quais seriam os melhores caminhos a seguir. Retomamos as produções no final de outubro e estamos seguindo com muita parcimônia. No retorno, vimos o estrago com tantos bares e restaurantes de portas fechadas. A falta de garrafas é um complicador, pois temos alguns pontos de venda que exigem que o produto seja apresentado em garrafas. Felizmente, já tivemos experiência com a produção em latas. Hoje, estamos produzindo nossas cervejas em latas e com a possibilidade de tê-las não pasteurizadas, o que melhora muito a experiência do consumidor.

Colonus (Filipe Carvalho, sócio-proprietário)
Os meses de março, abril e maio geraram cada vez mais temor ao que estava por vir, nos fazendo buscar mais proximidade para reforçar o nosso grupo de cervejeiros: as parcerias surgidas durante este período, o reforço na divulgação das marcas e das ações promovidas. Não podemos esquecer das lives que também promoveram fortemente as marcas e o canal de comunicação, elevando mais ainda o status da Rota (RJ) dentro do cenário. De maneira efetiva, tivemos o suporte jurídico para todas as ações, com destaque para problemas com energia e água nas cidades.

DeBron Bier (Thomé Calmon, sócio-diretor)
2020 não foi um ano fácil, apesar de ter tido um início promissor. Tiramos aprendizados e conseguimos desenvolver outros canais de vendas que deram uma boa visibilidade para a DeBron. Naturalmente, o coronavírus desacelerou o desenvolvimento que havíamos planejado para este ano, sem falar na queda de faturamento. Mas, por outro lado, conseguimos ser mais eficientes e aumentar a produção de garrafas apesar da falta em um determinado período. Os insumos ficaram mais caros e a pressão por aumento de preços tem ficado cada dia maior. Palavra do ano: resiliência!

Doutor Duranz (Ricardo Branco, sócio-proprietário)
Tivemos de inovar, usar a criatividade. Assim, nós turbinamos o nosso aplicativo de delivery, que passou a ser o principal canal de venda. Fizemos uma série de promoções para poder atrair as pessoas e, com isso, conseguimos um contato mais próximo com o público. Neste delicado momento que estamos vivendo, a Rota Cervejeira RJ conseguiu promover ainda mais a união dos seus associados, para que juntos pudéssemos pensar em soluções para alavancar a retomada do turismo cervejeiro em um futuro próximo.

Hipnose
Obviamente, a crise do coronavírus trouxe um impacto financeiro negativo na Hipnose, assim como em todas as outras cervejarias. Para nós, especialmente pelo fato de termos constantemente eventos e shows nas nossas taps, compondo grande parte da receita da empresa. Recentemente, a falta de insumos também se mostra um desafio que estamos lidando através do aumento de parceiros fornecedores e de aquisição em quantidades menores, caso necessário. A ideia é não perder nenhuma oferta de insumo disponível para não diminuirmos a produção.

MinduBier (Gustavo Martins, sócio-fundador)
O ano de 2020 tem sido um dos mais desafiadores da nossa história como empresa. Foi um ano em que a resiliência falou mais alto. Em março, logo após decretarem o fechamento dos estabelecimentos comerciais, todos os clientes cancelaram seus pedidos e tivemos uma queda nas vendas de 95%. A partir daí, investimos no e-commerce e, principalmente, no delivery na Grande Salvador. As pessoas, que compravam bastante nos pontos de venda, passaram a comprar conosco, o que recuperou um pouco o faturamento e, aliado à redução de custos fixos por revisão de contratos e diminuição do ritmo de produção, conseguimos passar por essa fase. Após a retomada, percebemos um aumento de vendas a estes estabelecimentos, porém também as vendas pelo delivery caíram bastante e, em paralelo, fomos surpreendidos com a falta de insumos e embalagens.

New Age (Edison Nunes, gerente comercial)
Nos meses de março e abril, as quedas nas vendas foram de 50% devido ao fechamento dos bares e restaurantes e as prioridades do consumidor para as compras de material de limpeza, higiene pessoal e cesta básica. Já no 2º semestre, houve o aumento de venda em cerca de 30% das nossas cervejas especiais. O consumo domiciliar cresceu, privilegiando as embalagens em lata (consumo individual) e os canais de vendas como os supermercados, que permaneceram abertos durante toda a pandemia. Na NewAge, todas as cervejas estão predominantemente na embalagem de lata e a indústria de embalagem, que não conseguiu acompanhar a demanda do consumo, ocasiona a falta de vários rótulos e marcas tradicionais no mercado.

Odin (Flavio Haas, sócio-proprietário)
O coronavírus alterou o consumo propriamente dito. O cliente trocou a cerveja no bar por garrafas e growlers na comodidade e proteção de sua casa. A alta do dólar afetou diretamente o “direcionamento” de nossas matérias-primas brutas, assim como de nossas importações, que consequentemente afetam toda a cadeia de produção, desde os insumos e embalagens até as peças de reposição. De fato, 2020 foi um ano atípico, não somente pela questão do coronavírus. A reação da Odin a toda essa crise foi imediata e rapidamente conseguimos adiantar os insumos necessários para alguns meses à frente, negociamos o prazo de alguns pagamentos e impostos, postergamos novos investimentos e, principalmente, aceleramos a venda direta ao cliente final. Nossas mídias digitais alteraram o viés institucional para um viés mais comercial, reduzindo o caminho entre a propaganda e a execução da venda final ao cliente.

Proa
2020 foi, sem dúvida, um ano de muitos desafios. O fechamento dos bares devido à pandemia impactou diretamente o nosso negócio, pois houve uma drástica diminuição das vendas e, consequentemente, da produção. Além dos bares e restaurantes que compravam o nosso produto, a Proa tem três bares próprios: um bar de fábrica, um bar conceito em Salvador e um mais recente no aeroporto, que segue fechado. Tudo isso gerou diminuição da receita e também inevitáveis demissões. A falta de insumo provocou uma quebra na nossa produção, prejudicando o estoque. Toda a cadeia necessária para chegar ao produto final foi afetada. A maneira que encontramos para agir nesse cenário foi dar prioridade ao consumidor final. Implementamos um delivery próprio e nossos bares passaram a funcionar como ponto de take away. Com isso, tivemos que mudar o foco da nossa comunicação também, estreitando os laços com o cliente final, oferecendo growlers e aluguel de chopeira como opção de compra, já que não envasamos toda a nossa produção.

Taru (Marcelo Miguel, sócio-proprietário)
Claro que em momentos de crise sempre surgem oportunidades, e isso fez com que a cervejaria colocasse em prática planos que eram de médio ou longo prazo. O coronavírus veio para complicar, e muito, o cenário mundial. A grande dor é ver parceiros e amigos que estão se perdendo no caminho. Entendemos que a falta de insumos e matéria-prima, que já são de certa forma normais para nosso mercado por estarmos em entressafra, foi agravada pela crise. E a dificuldade na previsão de demanda para os próximos meses dificulta ainda mais um planejamento apurado. De qualquer forma, tem sido possível obter os materiais necessários buscando novas fontes e fornecedores. Conseguimos manter a produção rodando normalmente. Um pouco de criatividade, novas receitas e boa comunicação com o consumidor ajudam bastante.

Wonderland Brewery (Anna Lewis, sócia-proprietária)
Este ano foi muito desafiador. Primeiro foi a incerteza de quando terminaria a quarentena, como poderíamos nos adaptar, que volume e quais estilos poderíamos produzir para atender à demanda ajustada, e em que embalagem. O segundo desafio é que todo o ecossistema que foi construído antes mudou, e uma mudança na cadeia dá um efeito cascata para todos. E agora, chegamos a um ponto em que as cervejarias artesanais estão sem garrafas de vidro e caixas de papelão. Há também a parte que é quase impossível para uma cervejaria artesanal pequena fazer um pedido, pois o volume não atende aos requisitos de lote mínimo para os grandes fabricantes. Mas, mesmo assim, precisamos pagar adiantado, e um preço 25% maior do que era antes da pandemia. Como é possível lidar com isso? Bem, isso requer muita análise de uma bola mágica, organizando-se com fornecedores e outras pequenas cervejarias em nossa comunidade para tornar viável para os fornecedores nos atenderem. Além disso, depois de ver a dinâmica, adaptamos nossa proporção e os novos lotes de nossas três cervejas foram lançados em latas.

Preço da cerveja tem alta pelo 3º mês seguido e acompanha alimentos e bebidas

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O preço da cerveja no domicílio registrou o terceiro mês seguido de alta, tendo um aumento de 1,53% em novembro. Acompanhou, assim, a tendência do setor de alimentos e bebidas, com um salto de 2,54% no período, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mais uma vez, inclusive, alimentos e bebidas estiveram entre os vilões da inflação nacional, de 0,89% em novembro.

Nos últimos 11 meses do ano, por sua vez, o preço da cerveja no domicílio teve alta de 1,57%. É uma elevação até modesta na comparação com a variação acumulada dos alimentos e bebidas, com elevação de 12,14% no período.

Leia também – Produção de bebidas alcoólicas sobe em outubro e supera nível de um ano atrás

Além disso, consumir cerveja fora de casa ficou 1,33% mais caro em novembro. Já nos últimos 11 meses, o indicador acumula crescimento de 2,03%.

Já quem consumiu outras bebidas alcoólicas no domicílio em novembro também pagou mais: no período, o item aumentou 0,06% e, no acumulado do ano, a inflação está em 6,55%. E, fora do domicílio, o consumidor também precisou encarar a alta do preço de outras bebidas alcoólicas. Em novembro, o salto foi de 1,13%; e, no acumulado do ano, o aumento está em 1,24%.

Inflação acelerada
Segundo o IBGE, além dos preços dos alimentos e bebidas, os valores dos combustíveis também pressionaram a inflação de novembro. O indicador de 0,89% – acima do registrado em outubro (0,86%) – é o maior resultado para o mês desde 2015, quando foi de 1,01%.

No ano, o indicador acumula alta de 3,13% e, em 12 meses, de 4,31%, acima dos 3,92% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. “O cenário é parecido com o que temos visto nos últimos meses, em que o grupo de alimentos e bebidas continua impactando bastante o resultado”, explica o gerente da pesquisa do IBGE, Pedro Kislanov.

Alguns produtos importantes na cesta das famílias tiveram alta, como o arroz (6,28%) e o óleo de soja (9,24%). Com isso, o grupo de alimentos e bebidas variou 2,54%. Outras variações positivas foram da cerveja, além do do refrigerante e da água mineral (1,05%) consumidos fora do domicílio.

“Maio foi o último mês em que tivemos deflação, uma queda de 0,38%. Desde junho temos variações positivas e a de novembro é a mais alta do ano. O que tem influenciado mais nos últimos meses é a alta dos alimentos, que pode ser explicada por dois fatores: por um lado, há o aumento da demanda, sustentada pelos auxílios concedidos pelo governo e, por outro, a restrição de ofertas no mercado doméstico em um contexto de câmbio mais alto, que estimula as exportações”, explica Kislanov.

4 receitas fáceis com cerveja para o Natal e o dia a dia

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Ainda não decidiu como vai ser o cardápio para a celebração do Natal e do réveillon? Que tal inovar em 2020? Já pensou na possibilidade de preparar um peru ao molho de cerveja? Sim, a cerveja pode dar um toque especial à sua ceia de Natal, enriquecendo as suas receitas preferidas.

As opções são as mais variadas: carnes, massas, aves. Enfim, tudo vai bem com cerveja nesse período de festividades, em que as receitas e os pratos ganham uma atenção especial.

Se você ficou curioso ou com água na boca, anote aí. O Guia, em parceria com especialistas da Verallia, reuniu aqui quatro receitas com cerveja, saborosas, fáceis de fazer e que vão tornar a sua celebração no Natal ainda mais feliz.

Leia também – Cartilha e locais de coleta: As ações da Verallia para ampliar a reciclagem de vidro

Confira as receitas com cerveja para a ceia de Natal.

Macarrão com porco na cerveja preta

O que precisa:

Para a carne
1 kg de filé mignon suíno
Sal a gosto
Pimenta-do-reino preta, moída na hora, a gosto
5 dentes de alho amassados
3 cebolas cortadas em meia-lua
3 colheres (sopa) de extrato de tomate
2 latas de cerveja escura
Suco de 6 laranjas
1 colher (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de manteiga

Para a massa
1 colher (sopa) de sal
1 embalagem de macarrão
Folhas de 4 ramos de alecrim picadas

Como fazer:

Prepare a carne
– Acomode o filé em uma assadeira. Tempere com o sal, a pimenta e espalhe sobre ele o alho, a cebola e o extrato. Regue com a cerveja e o suco e cubra com papel-alumínio. Leve ao forno médio (180°C a 200°C) por cerca de 1 hora ou até que a carne esteja completamente cozida e macia.

– Retire do forno, desfie a carne em lascas grossas, coloque em uma panela junto com o caldo formado na assadeira e leve ao fogo para que reduza um pouco o caldo. Dissolva a farinha em um pouco do caldo junto com a manteiga, junte ao cozido e misture bem para encorpar ligeiramente o molho. Desligue o fogo e reserve.

Prepare a massa
– Em uma panela grande, ferva 5 litros de água com o sal. Cozinhe a massa durante o tempo indicado na embalagem ou até que esteja “al dente”, ou seja, macia, porém resistente à mordida. Escorra imediatamente, acrescente ao molho e misture delicadamente para que toda a massa fique bem envolvida. Polvilhe o alecrim e sirva em seguida.

Peru de Natal ao molho de cerveja

O que precisa:
1 cebola grande
5 dentes de alho
5 colheres de sopa de óleo de soja
1 peru grande
2 latas de cerveja clara
Alecrim e sal a gosto

Como fazer:

Prepare o tempero
– Bata no liquidificador a cebola e o alho, junto com a cerveja e o óleo.
– Despeje-o sobre o peru, em uma vasilha de boa profundidade para evitar que escorra. Junte o sal e o alecrim a gosto, misture e deixe marinar por 6 horas.

Prepare o peru
– Coloque o peru temperado em uma assadeira. Regue com o tempero que ficou na vasilha.
– Cubra com papel-alumínio e coloque para assar no forno médio (180°C) preaquecido por duas horas. Retire o papel-alumínio e mantenha no forno por mais 30 minutos para que a ave fique dourada.
 – Decore a travessa com rodelas de laranja e ramos de alecrim e sirva bem quentinho.

Risoto de calabresa e bacon com cerveja

O que precisa:
250g de bacon
250g de linguiça calabresa
1/2 cebola
1 dente de alho
Azeite
1 lata de cerveja
1 pacotinho de tempero em pé de carne ou legumes
1 xícara de arroz arbóreo
Queijo mussarela
Queijo parmesão
Salsinha e manjericão frescos em folhas

Como fazer:
– Pique o bacon e a linguiça calabresa em cubos ou tiras finas.
– Pique a cebola e o alho.
– Em uma panela com azeite, coloque o bacon e a linguiça e cozinhe ao ponto em que fiquem bem macios. Retire da panela e reserve.
– Frite a cebola e o alho na mesma panela com a gordura das carnes.
– Em outra panela, com 300ml de água aquecida, dissolva o tempero em pó.
– Junte uma xícara de arroz à panela com cebola e alho e continue fritando.
– Quando estiverem levemente dourados, adicione toda a cerveja, mantendo o fogo alto no fogão.
– Espere a cerveja secar e o arroz adquirir uma consistência cremosa. Adicione o caldo de temperos.
–  Diminua o fogo quando o arroz estiver al dente. Adicione o bacon, a linguiça e os queijos. Misture tudo e finalize com as folhas dos temperos sobre o risoto.

Dica: Sirva assim que o seu risoto estiver pronto, pois o arroz arbóreo pode ficar grudento depois de esfriar, prejudicando a consistência do prato.

Saiba mais sobre a Verallia em nosso Guia do Mercado

Ensopado de carne com cerveja preta

O que precisa:
2 colheres (sopa) de óleo
1 quilo de fraldinha cortada em pedaços
Pimenta-do-reino a gosto           
2 tabletes de caldo de carne
1 cebola grande
Legumes picados
1 lata de cerveja preta (300ml)
1 lata de molho de tomate

Como fazer:
– Em uma panela de pressão, aqueça o óleo (também pode ser feito com azeite) e coloque as tiras de fraldinha para dourar.
– Quando a carne estiver no ponto, coloque o caldo de carne, a cebola e os legumes picados, a cerveja e o molho de tomate. Tempere com pimenta do reino a gosto.
– Deixe cozinhar por cerca de 30 minutos e sirva bem quentinho.

Menu Degustação: 160 novatas no Concurso Brasileiro, festa da Nacional…

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Com a aproximação do fim de ano, o setor se divide em algumas frentes: as últimas iniciativas de 2020, os planos para 2021 e o balanço do que passou. Entre os que já miram o próximo ano está o Concurso Brasileiro da Cerveja, que comemora as inscrições de 160 novas marcas para o evento, agendado para março de 2021, em Blumenau.

No clima de festividades, a Cervejaria Nacional inovou ao apresentar o formato de confraternização à distância. Já em parcerias que ainda podem ser aproveitadas em 2020, a Budweiser e a Approve se uniram para lançar uma coleção exclusiva de vestuário. Além disso, a Noi apostou na renovação de um clássico, a sua Pilsen premium, que foi rebatizada como Oro e ganhou versão em long neck.

Leia também – Heineken anuncia plano de construir fábrica em Minas Gerais e pode investir R$ 1,8 bi

Confira essas e outras novidades abaixo.

160 novidades no Concurso Brasileiro da Cerveja
Marcada para o período de 6 a 8 de março de 2021, a 9ª edição do Concurso Brasileiro da Cerveja levará várias marcas “novatas” ao Parque Vila Germânica, em Blumenau. Entre os inscritos no primeiro lote, entraram 160 cervejarias de diferentes regiões do país que não participaram do evento em 2020. O prazo de inscrições – agora no segundo e último lote, com valor de R$ 295 – vai até 20 de janeiro. “Temos um mercado em constante expansão, novas cervejarias aparecem no cenário, outras retornam ao concurso, 2020 foi um ano difícil para o país, e esse movimento nos mostra que o mercado cervejeiro segue esperançoso e com a promessa de um 2021 muito positivo”, avalia Fernanda Bressiani, coordenadora técnica do CBC pela Escola Superior de Cerveja e Malte.

Kit da Nacional
Com foco nas confraternizações de fim de ano, a Cervejaria Nacional criou opções para celebrações em grupo, ainda que à distância. A casa realiza entregas de cervejas para diferentes endereços e oferece degustação guiada no modo online com a participação de um mestre cervejeiro. No Happy Hour Online, oferece os PET growlers dos estilos Weiss, IPA, Pilsen, Amber Ale e Stout (R$ 28 – 1l ou R$ 19,50 – 500ml).

Clássico da Noi rebatizado
A Noi rebatizou a Noi Bionda Oro, uma das seis receitas originais que inauguraram a cervejaria, passando a se chamar apenas Oro. A cerveja também mudou a identidade visual e passou a ser vendida em long neck (além das garrafas de 600ml e do chope), um formato até então inédito para a marca. O rótulo combina dois estilos de malte de cevada, tem 4,5% de graduação alcoólica e 10 IBUs. “Nós mantivemos a Bionda (Pilsen) e a Bionda Oro por todo este tempo no portfólio e ambas sempre venderam muito bem. Porém, já fazia algum tempo que queríamos ter uma cerveja em long neck e elegemos nossa Pilsen premium, por considerar que ela traz valor agregado para as novas oportunidades de consumo do formato”, explica Bárbara Buzin, diretora da Noi.

Budweiser e Approve unidas
Em parceria, a Budweiser e a Approve lançaram uma linha exclusiva de vestuário, composta por roupas e acessórios, com o lema “Be a king and approve yourself”. “Com a cerveja dos Kings, a Bud está sempre ao lado das pessoas que construíram um caminho único e inspirador para realizarem seus sonhos e chegarem lá. E isso se reflete de diversas maneiras, inclusive na moda e na maneira de se vestir”, afirma Gabriel Barbar, do time de marketing da Budweiser. As peças custam entre R$ 119,99 e R$ 399,99.

Nova linha da Mestre-Cervejeiro
A rede Mestre-Cervejeiro.com lançou a sua nova linha de produtos, batizada Beer Diversidade, que aposta na pluralidade de estilos e suas diferentes experiências. A linha conta com camisetas, regata, boné, growler, copos e abridor de garrafas e já está disponível nas lojas da rede em todo Brasil e também na loja virtual da Mestre-Cervejeiro.com.  “Trata-se de uma linha de lifestyle, com a ideia central de resgatar a cultura cervejeira e promover a diversidade de estilos, sabores, e também das experiências gastronômicas que elas podem proporcionar”, comenta Daniel Wolff, CEO da rede Mestre-Cervejeiro.com.

Automação da Colorado
O Bar do Urso, rede de franquias de bares da Cervejaria Colorado, conta atualmente com 18 filiais espalhadas pelo Brasil e quer automatizar e potencializar a experiência do usuário em todas as unidades. Para isso, fechou parceria com a ConnectPlug, startup curitibana que possui um ecossistema de soluções em automação e gestão para o setor de varejo e alimentação. Assim, adotou sistema de gestão ERP, frente de caixa PDV, cardápio digital e, ainda, integração com o sistema MyTapp para autoatendimento integrado às chopeiras, além de um inovador programa de fidelidade.

Medalhas da Heineken
O Grupo Heineken conquistou nove medalhas em oito categorias diferentes do Prêmio POPAI Brasil, conhecido como o Oscar do Varejo. Projetos de trade marketing criados pelas empresas Promo2Go, Agência EA, Casion, Arquifoam, Integer/OutPromo e Gravotech para as marcas Heineken e Amstel foram premiados na última edição.“Nós buscamos constantemente a qualidade em nossas entregas para oferecer a melhor experiência aos nossos consumidores e, ser reconhecido por um prêmio tão importante para o segmento varejista, ajuda-nos a entender que estamos no caminho certo, além de nos motivar a continuarmos inovando em nossas comunicações no ponto de venda”, destaca Jussara Calife, gerente de trade marketing do Grupo Heineken no Brasil.

Reality sertanejo da Brahma
Os cantores Jorge Augusto e Raffael foram os vencedores do reality O Próximo Nº1 Villa Mix, realizado pela Brahma e pelo Villa Mix, focado no estilo sertanejo. A audiência foi a grande jurada ao definir quem sairia com a vitória por meio de uma votação online no site oficial da Brahma.

Heineken anuncia plano de construir fábrica em MG e pode investir R$ 1,8 bi

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O Grupo Heineken anunciou a intenção de construir a sua primeira cervejaria em Minas Gerais. O plano é de que a fábrica seja em Pedro Leopoldo, cidade localizada na região metropolitana de Belo Horizonte. E a previsão é de criação de mais de 300 empregos diretos com a instalação da unidade.

De acordo com a Heineken, a nova fábrica é necessária para apoiar o crescimento da empresa no Brasil, especialmente dos rótulos premium. E, com a sua construção, o grupo passará a contar com 16 unidades produtivas no país, sendo 13 cervejarias.

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O anúncio da Heineken veio após reunião com representantes da Secretaria da Fazenda de Minas Gerais e da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais.

 “A localização é estratégica para a companhia, uma vez que a região Sudeste é extremamente importante para o crescimento das categorias premium e mainstream. O Grupo Heineken acredita no Brasil e segue investindo para garantir que seus produtos cheguem a todos os consumidores e clientes em todo o país”, afirma Maurício Giamellaro, presidente do Grupo Heineken no Brasil.

Antes do anúncio da Heineken, outros grupos cervejeiros haviam realizado investimentos em Minas Gerais nos últimos meses. Em agosto, a Ambev inaugurou uma fábrica de latas em Sete Lagoas. No mesmo mês, o Grupo Petrópolis abriu uma unidade em Uberaba.

Sem dar maiores informações, a Heineken avisou que detalhes dos investimentos serão apresentados em 2021, quando a intenção de construir a fábrica estiver concretizada. Mas, em seu perfil no Twitter, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que o investimento será de R$ 1,8 bilhão.

“A chegada de uma grande empresa como o Grupo Heineken em Pedro Leopoldo é uma ótima notícia para Minas Gerais. Serão mais investimentos e empregos para os mineiros, algo que nosso governo tem se esforçado muito tornar possível. Confio que será apenas o início de uma longa e produtiva parceria”, aponta Zema.

A Heineken já possui cervejarias no Brasil em Alagoinhas (BA), Alexânia (GO), Araraquara (SP), Benevides (PA), Caxias (MA), Igarassu (PE), Igrejinha (RS), Itu (SP), Jacareí (SP), Pacatuba (CE), Ponta Grossa (PR) e Recife (PE), além de contar com duas microcervejarias em Campos do Jordão (SP) e Blumenau (SC) e uma unidade de concentrados de refrigerantes em Manaus (AM).

Balcão do Rodrigo: Corrida energética

Balcão do Rodrigo: Corrida energética

Foi difícil escolher um título desta vez. Inclusive, o paralelo com a “corrida espacial” é certamente exagerado, mas acredito que é uma das melhores formas de trazer um dos temas mais relevantes de sustentabilidade: a fonte de energia que faz a sua cerveja!

Sem entrar em detalhes técnicos, mas um dos pilares mais importantes quando se fala em efeito estufa e, consequentemente, em mudanças climáticas é a quantidade de energia utilizada e, principalmente, se a fonte energética é renovável ou não renovável. Mesmo entre as fontes renováveis, analisa-se aquelas que geram mais ou menos impacto. Embora a energia gerada no Brasil seja preponderantemente hidrelétrica, uma fração é termoelétrica, portanto, utiliza combustíveis fósseis e emite gases do efeito estufa.

A pegada de carbono referente ao consumo energético é avaliada em diferentes escopos, sendo que o escopo 1 abrange, por exemplo, o consumo de óleo diesel para alimentar geradores de energia elétrica de edifícios e o combustível consumido nos veículos da frota própria. Já as emissões de gases efeito estufa de escopo 2 representam a aquisição de energia elétrica específica de cada fonte de geração da eletricidade que a organização escolheu adquirir e consumir.

Ufa, fechado o preâmbulo, mais uma vez trago o consumidor para o centro da conversa, pois é ele que vai decidir se prevalecerão as cervejarias que se preocupam em reduzir ou zerar seus impactos negativos que afetam as mudanças climáticas. E a mensagem é simples e clara: as pessoas irão consumir cada vez mais daquelas que estão realmente engajadas em não impactar o meio ambiente.

Quando falamos de impacto energético, percebemos um movimento recente de grandes cervejarias para alterar as fontes primárias de suas fábricas. Em 2019, enquanto a Heineken anunciava produção de energia eólica para 30% do consumo dos seus rótulos de cerveja, a Ambev apresentava seu plano de 100% de abastecimento por energia solar, trazendo a marca Budweiser como anfitriã desta evolução.

Pouco depois, a Heineken também anunciou plano para 100% de uso de energias renováveis e, agora, traz a marca Sol como representante deste movimento. Este ano a Ambev anuncia a construção de 48 fazendas solares, estende seu compromisso para centros de distribuição e ainda inicia um projeto piloto para fornecer energia limpa a clientes de Minas Gerais.

É interessante destacar que empresas com décadas de atuação no mercado percebem a necessidade de mudança e fazem essa “corrida energética” neste momento, buscando o protagonismo em ser agente de mudança e, naturalmente, mitigando o risco de perder o timing e ficar para trás na preferência de um consumidor cada vez mais crítico e consciente.

Existem dois temas muito importantes diretamente ligados à pegada de carbono que gosto de destacar: primeiro é a utilização de embalagens retornáveis ou com material reciclado em substituição de embalagens de uso único. Quando usamos uma embalagem retornável, evitamos que mais de 20 embalagens de uso único sejam produzidas – portanto é uma economia incrível de energia!

Neste campo, um exemplo antigo que deve ser reforçado são as garrafas de 600ml retornáveis, usadas de forma igualitária e democrática entre cervejarias que retoma protagonismos neste momento! A segunda frente refere-se ao impacto logístico de veículos movidos a combustíveis fósseis em um país prioritariamente rodoviário e de escala continental como o Brasil.

Sabemos que a distribuição de cerveja por todo país tem uma pegada de carbono pesada, consequentemente a evolução da frota para veículos elétricos, como anunciada pela Ambev, certamente a coloca alguns passos à frente nessa corrida por energia limpa.

Nesta corrida existe apenas um vencedor: o consumidor. Mas, certamente, alguns perdedores: aqueles que ainda não perceberam que um terço do planeta já é habitado pela geração Z, aquela que já não consome de quem não está engajado, de verdade, na agenda do combate às mudanças climáticas.

Rodrigo Oliveira é CEO da Green Mining, startup de logística reversa que atua no processo de coleta e reciclagem de embalagens

6 cervejas indicadas pela Beer4U para o Natal; Leitor do Guia tem 10% de desconto

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A pandemia da Covid-19 deverá mudar drasticamente o cenário do Natal deste ano, pela necessidade de se cumprir as medidas de isolamento social, algo que refletirá no número de pessoas reunidas na ceia. Assim, elementos que remetem às boas lembranças com amigos e familiares se tornam essenciais na data. E é justamente neste cenário que as cervejas artesanais se enquadram. 

Além de ser uma bela sugestão de presente para aquele amigo ou familiar querido, a bebida também serve perfeitamente para harmonizar com a ceia, ajudando ainda a compor a decoração da data. O fato é que dificilmente o cervejeiro deixará a sua bebida de lado na comemoração deste ano atípico.

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Pensando nisso, separamos seis cervejas indicadas para o Natal disponíveis na Beer4U. O leitor do Guia tem 10% de desconto com o cupom GUIA10OFF. Ele é válido no e-commerce, podendo ser usado para compras no site até 31 de dezembro.

Confira as dicas da Beer4U para o Natal:

Liefmans Goudenband 2018
A Liefmans Goudenband 2018 é uma bebida do estilo Flanders Brown Ale que passa por uma fermentação mista em tanques abertos e uma maturação entre 4 e 12 meses. Depois, é feito um blend entre safras para manter a qualidade. De coloração castanha escura, traz notas vinificadas, frutas vermelhas, toffee, uma leve acidez e um sutil amargor. Ela tem 8% de graduação alcoólica.

Disponível aqui.

Zalaz Brumas Imperial Porter
Do estilo Imperial Porter, a Zalaz Brumas Imperial Porter é produzida com maltes defumados da Zalaz e lascas de laranjeira provenientes das podas ocorridas na fazenda. Cerveja encorpada, tem coloração escura com notas de torrefação e 8,1% de graduação alcoólica.

Disponível aqui.

Pilsner Urquell
Da cervejaria de mesmo nome da República Checa, a Pilsner Urquell é do estilo Bohemian Pilsner. Ela foi a primeira receita registrada de uma Pilsen e é considera a “mãe” do estilo. De coloração dourada, traz em sua receita notas de biscoito e pão provenientes dos maltes utilizados, junto com um floral intenso do lúpulo checo. A bebida tem 4,4% de graduação alcoólica.

Disponível aqui.

Fuller’s Past Masters 1909 Pale Ale
A Fuller’s Past Masters 1909 é a décima cerveja da série Past Masters da Fuller’s, criada para reproduzir receitas antigas da cervejaria. É composta por notas frutadas que remetem a laranja, damasco, pêssego, biscoito e caramelo e ainda tem um toque herbáceo do lúpulo utilizado. Uma cerveja com amargor mediano e corpo médio com 8% de graduação alcoólica.

Disponível aqui.

Tre Fontane Tripel
A Tre Fontane Tripel é um rótulo da Tre Fontane, que foi incluída no seleto grupo de cervejarias com selo de autenticidade trapista em 2015. A bebida é uma Belgian Tripel de coloração dourada. Na receita tem um toque frutado e folhas de eucalipto. Dulçor e amargor equilibrados, com final seco e limpo. Bebida com 8,5% de graduação alcoólica.


Disponível aqui.


Brewdog Punk IPA
A Brewdog Punk IPA é considerada o rótulo mais icônico da escocesa Brewdog. Ela é uma clássica India Pale Ale. Com coloração translúcida, a bebida tem em sua receita toques frutados e cítricos, com notas de abacaxi e maracujá em destaque com final seco. Disponível em latas de 500ml, ela tem 5,6% de graduação alcoólica.

Disponível aqui.

Rota RJ: O legado do difícil 2020 para as cervejarias da região serrana

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A pandemia do coronavírus freou a expansão do segmento de cervejas artesanais no Rio de Janeiro, mas também moldou a realização de novas atividades para manter ativa e saudável uma atividade que vinha apresentando crescimento anual de 17%. Com bares e pontos de venda fechados, as marcas da Serra Fluminense que integram a Rota Cervejeira RJ aumentaram o campo de atuação, algo que ficará marcado como um legado de 2020. Entre as novidades estão o uso do sistema de delivery, a criação de pontos de venda e a adoção de estratégias coletivas.

“Estar de pé é uma grande vitória para o que aconteceu nesse universo cervejeiro ao longo do ano. Sem cervejaria não existe turismo cervejeiro e nossa associação foi além do turismo nesse período. O turismo, assim como as cervejarias e bares de cervejarias, foram os primeiros a pararem e tiveram que virar a chave muito rápido. A maioria se adaptou para seguir em frente e enfrentou dificuldades diárias na proporção do tamanho de cada uma delas. Acredito que 2021 nos aguarda com muita esperança principalmente por fazer valer esse turismo de vizinhança e turismo de proximidade para fomentar economicamente toda a cadeia”, comenta Ana Claudia Pampillón, coordenadora da Roa Cervejeira RJ, realizando um balanço de 2020.

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A avaliação de integrantes da Rota RJ, por sua vez, foi de que a aplicação da inventividade nas ações em 2020 só foi possível por causa da união e do planejamento liderado pela Associação Turística das Cervejarias e Cervejeiros do Estado do Rio de Janeiro (Accerj-Tur). E uma das mais importantes foi a atuação conjunta para evitar o corte de energia durante a pandemia.

“Vale destacar que, como associação, conseguimos uma grande vitória no campo jurídico para evitar que tivéssemos a energia elétrica cortada enquanto a pandemia durar. Sem dúvida essa ação foi importante para que alguns de nós mantivéssemos as portas abertas”, destaca Leonardo Thuler, da Cervejaria Alpendorf, localizada em Nova Friburgo.

A crise, assim, reforçou a necessidade de aproximação em um período de tanta incerteza sobre as atividades, como recorda Filipe Carvalho, da Cervejaria Colonus, de Petrópolis. Em 2020, acrescenta ele, integrantes da Rota RJ reforçaram ações conjuntas de divulgação e lives com a participação das suas integrantes.

“Os meses de março, abril e maio geraram cada vez mais temor do que estava por vir, nos fazendo buscar cada vez mais essa proximidade para reforçar nosso grupo de cervejeiros. Foram importantes as parcerias surgidas durante esse período, o reforço na divulgação das marcas e das ações promovidas, não podendo esquecer das lives que também promoveram fortemente as marcas e o canal de comunicação, elevando mais ainda o status da Rota dentro do cenário”, declara Filipe.

Ricardo Branco, um dos sócios da Cervejaria Doutor Duranz, marca artesanal de Petrópolis, lembrou que o sistema de delivery passou a ser o seu maior canal de vendas. E esse avanço nas compras online nas cervejarias da Rota RJ em 2020 se deu, também, em plataformas de vendas como o Empório da Cerveja, o maior portal de cervejas do Brasil, de propriedade da Ambev. Agora, há conversas para associação com o Bom de Beer, do Grupo Petrópolis.

“Fizemos uma série de promoções para poder atrair as pessoas e, com isso, conseguimos um contato mais próximo com o público. Nesse delicado momento que estamos vivendo, a Rota Cervejeira conseguiu promover ainda mais a união dos seus associados, para que juntos pudéssemos pensar em soluções e alavancar a retomada do turismo cervejeiro em um futuro próximo”, ressalta o sócio da Doutor Duranz.

Suporte jurídico
Já o sócio da Colonus destacou o apoio jurídico que as cervejarias da Rota RJ receberam em 2020. E apontou que a união vista em um momento adverso pode servir de impulso para novas reivindicações no próximo ano, como uma das antigas demandas das marcas artesanais: a mudança na tributação.

“De maneira efetiva, tivemos o suporte jurídico para todas as ações providenciais, com destaque para problemas com energia e água nas cidades. Como outras ações que seguem em curso como com a CRQ/CRB/CREA. Outro destaque foi em relação aos eventos cervejeiros que, com forte apoio da Rota Cervejeira, encarou o desafio de migrar do físico para o virtual, mantendo o alto padrão já conhecido do público. Obviamente não vencemos todas, como a suspensão da ST que aconteceu por apenas um dia, mas não esmorecemos e seguimos lutando. E o maior resultado dessa crise foi essa capacidade de união e gerar mais conquistas que nos permite tentarmos novamente vencer essa que é nossa maior guerra: melhorar a tributação do setor”, projeta o sócio da Colonus.

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Atuante nesse campo, afinal é advogada e uma das integrantes da equipe de assessoria jurídica da associação, Aurea Gonçalves avalia que a crise forçou a Accerj-Tur a expandir o seu campo de participação no turismo cervejeiro.

“O grupo reconheceu que, ante a crise econômico-sanitária, se não fosse abrangido o campo de atuação, principalmente com ações que auxiliassem a sobrevivência do segmento, o turismo cervejeiro chegaria ao fim. Algumas ações jurídicas foram tomadas, em caráter emergencial, tais como tentativas de acesso às linhas de créditos anunciadas pelo governo, renegociações de contratos, demanda judicial pleiteando pela aplicação de Leis de proteção a setores, dentre os quais o cervejeiro. Acima de tudo, o ano de 2020 comprovou ser necessária a união entre os agentes do segmento, tanto quanto indispensável o permanente planejamento de modo a se evitar que situações como a atual perdurem ou se coloquem de um modo a ser incontornável”, comenta Aurea.

Já Maurício Almeida, sócio da cervejaria Rota Imperial e atual presidente da Accerj-Tur, destaca como as ações da assessoria jurídica, assessoria contábil e assessoria de imprensa e marketing foram importantes para as integrantes da Rota RJ em 2020.

Saiba mais sobre a Rota Cervejeira RJ em nosso Guia do Mercado

“A atuação deste grupo formado pela assessoria jurídica, assessoria contábil e assessoria de imprensa e marketing foi fundamental em nossas ações neste ano de pandemia. Tudo foi planejado durante nossas reuniões mensais realizadas de forma online e que contaram com a participação até mais efetiva de nossos associados, que não precisaram se deslocar para outras cidades. Esse planejamento e este suporte nos ajudaram a atravessar o ano com muito trabalho e criatividade, com várias preocupações sim, mas inteiros e cheios de planos para o futuro”, conclui Maurício.