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Sommelier de cerveja ganha de 3 a 10 mínimos, mas 64% não trabalham na área

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A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) divulgou nesta quarta-feira o resultado do seu primeiro grande levantamento sobre a atividade profissional do sommelier de cerveja do país. O perfil da profissão, segundo a pesquisa, é um homem branco, com idade entre 30 e 39 anos, com renda entre 3 e 10 salários mínimos e tendo se formado entre 2018 e 2020. Além disso, fez cursos de produção de cerveja caseira ou análise sensorial, possui outra atividade principal, é de classe média, morador da região Sul ou Sudeste e não-filiado à Abracerva.

A pesquisa foi proposta pelo Núcleo de Sommelières da entidade, liderado pela sommelière Priscilla Colares, e contou com a colaboração do Guia no trabalho de compilação e análise de dados. Foram 1.305 participantes. Mas apenas 93.5%, ou 1.220 pessoas (apenas aquelas certificadas como Sommelier ou Sommelière de Cervejas), tiveram respostas consideradas válidas.

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Entre os participantes, estão sommelières formados em escolas brasileiras e estrangeiras, de 24 estados e que moram fora do país. Os estados das regiões Sul e Sudeste, onde se concentram a maioria das escolas e das cervejarias, são os que contam com mais formados. Os profissionais paulistas lideram a relação, com 33,4%, sendo que 17,5% são de Minas Gerais.

Os homens são a maioria, com 71% dos respondentes, além de 28,9% mulheres e de 0,1% que se declararam de outros gêneros. As pessoas entre 30 e 50 anos são 77% da amostra, sendo 49,6% tendo entre 30 e 39 anos.

O sommelier de cerveja que se declara branco é a maioria (76,5%), enquanto os autodeclarados pretos ficam em 3,7%. Já 15,7% são pardos e menos de 1% não declararam a raça ou se autodeclararam amarelos.

Renda e atuação
A sommelieria é uma atividade mais comum entre pessoas da considerada “classe média”, porém com situação financeira mais confortável do que a média nacional: 54% responderam que têm renda entre 3 e 10 salários mínimos (R$ 3.208,65 e R$ 10.690,55). Já apenas 13% dos respondentes recebem entre 1 e 2 salários mínimos. Além disso, quase 80% dos sommelières têm formação universitária, sendo aproximadamente 40% com pós-gradução ou mestrado.

Se a renda do sommelier de cerveja pode ser considerada acima da média brasileira, boa parte ainda não trabalha diretamente com a profissão: 63,9% dos entrevistados não possuem renda proveniente da atividade. Dentre aqueles que fazem da sommelieria uma profissão, ela significa mais da metade da renda para 41%. A grande maioria está nos extremos: até 25% ou acima de 75% da renda.

A pesquisa ainda evidencia que a formação em sommelieria é um fenômeno recente: mais da metade dos sommelières concluiu sua formação entre 2018 e 2020, e uma parcela inferior a 2% terminou os estudos há mais de 10 anos.

Já 80% dos sommelières formados fizeram outros cursos, sendo produção de cerveja caseira e análise sensorial e/ou off flavours os mais escolhidos, totalizando 42% da amostra. E apenas 6% dos respondentes não possuem nenhum tipo de curso realizado.

A pesquisa também apontou que quase 9 em cada 10 sommelières não são filiados à Abracerva, correspondendo a um total de 86%. Outros 10% são filiados e 4% já fizeram parte da associação.

Avaliação
Para Priscilla Colares, ao traçar o perfil do sommelier de cerveja brasileiro, o objetivo da Abracerva foi cumprido: conhecer mais sobre quem atua neste segmento para, a partir daí, entender quais são as demandas.

“Muitos dos dados confirmam tendências que vemos no mercado. Uma informação que chama muito a atenção é o crescimento da atividade, com mais de 50% dos respondentes tendo se formado entre 2018 e 2020. A expansão do próprio mercado, que começa a ser visto de uma forma mais profissional, explica esse número”, destaca Pri Colares.

Lei seca e festas proibidas: As ações regionais para conter a Covid-19 no fim do ano

A aproximação do período das festas de fim de ano e do verão veio acompanhada pela elevação dos números de casos e mortes pelo coronavírus no Brasil. Esse avanço da doença tem elevado as taxas de ocupação de leitos em hospitais, o que fez governos estaduais e municipais anunciarem restrições para um período que, em outros anos, sempre ficou marcado por bares e restaurantes lotados, além de celebrações coletivas em shows e festas.

Mas isso não será possível no último mês de 2020. Festas de ano novo e de Natal, sejam as organizadas pelo poder público ou por instituições privadas, foram proibidas em diversas capitais e estados por causa da pandemia do coronavírus.

Além disso, tornaram-se mais restritivas a presença em bares e restaurantes, principalmente em relação aos horários de funcionamento, mas também envolvendo até mesmo a venda de bebidas alcoólicas. Há também casos de toque de recolher em alguns estados.

A média móvel de mortes pelo coronavírus nos últimos sete dias ficou em 617, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, segundo o consórcio de veículos de imprensa. No total, o país soma 178.184 mortes, com 6.675.915 pessoas contaminadas, apontam os dados divulgados às 20 horas.

Sob esse cenário alarmante de propagação da Covid-19, o Guia preparou um material para indicar como está a situação de bares, restaurantes e festividades em algumas das principais cidades e estados brasileiros nas últimas semanas de 2020. Confira.

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Amazonas – Em Manaus, ao contrário do cenário de ampliação de restrições em diversas capitais, o funcionamento de bares e casas de shows foi liberado no início de dezembro, mas com limitação de 50% da ocupação, assim como já ocorria com os restaurantes.

Bahia – No fim da última semana, o governo estadual vetou a realização de festas e shows por 14 dias, apresentando um indicativo de que esse prazo deverá ser ampliado. Já na capital, Salvador, o tradicional Show da Virada foi cancelado pela prefeitura.

Ceará – A operação de bares continua proibida. E, em Fortaleza, a prefeitura só permite o funcionamento de restaurantes até as 23 horas.

Minas Gerais – Em Belo Horizonte, a partir da última segunda-feira, foram proibidas a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em bares, restaurantes, feiras e similares. O decreto também veta o licenciamento para realização de festas de réveillon. Ainda se recomenda que não sejam organizadas festas e confraternizações de fim de ano pelas famílias.

Pará – Em Belém, bares e restaurantes só podem funcionar até meia-noite e somente com 50% da capacidade. As apresentações musicais são liberadas com a limitação de seis artistas no palco.

Paraná – Há um toque de recolher a partir das 23 horas. É também a partir desse horário que estão proibidos o consumo e a venda de bebidas alcoólicas em espaços públicos, postos de combustível, condomínios e clubes. Também estão proibidas confraternizações com mais de dez pessoas. Essas ações foram adotadas em 3 de dezembro com validade de 15 dias.

Pernambuco – O governo estadual proibiu a realização de festas de Natal e réveillon, em medida que deve ser seguida por clubes, condomínios, espaços públicos e hotéis. O Estado também vetou a realização de shows, mas casamentos e eventos de formatura têm permissão. Na capital Recife, o funcionamento de bares e restaurantes está liberado até meia-noite, embora com limitação de 70% da capacidade. Há outras limitações, como o distanciamento de 1 metro entre pessoas em mesas diferentes.

Rio de Janeiro – No Rio, há diferença entre as limitações impostas entre o governo estadual e a prefeitura da capital, mas ambos permitem a ocupação de apenas 2/3 do espaço de bares e restaurantes. Na cidade, porém, as pessoas podem ficar em pé, ao contrário do que determina o Estado.

Rio Grande do Sul – As festas de fim de ano também estão proibidas no Rio Grande do Sul. O Estado adota um sistema de bandeiras para definir as restrições. Na mais grave delas, a vermelha, bares e restaurantes só podem funcionar até 22 horas, com todos sentados e distanciamento de 2 metros entre as mesas. Além disso, está proibida qualquer execução musical. Em Porto Alegre, casas noturnas só podem funcionar como bares e restaurantes, com a exigência de que todas as pessoas permaneçam sentadas.

Santa Catarina – O governo estadual determinou o fechamento de estabelecimentos às 23 horas, mesmo horário em que começa a vigorar um toque de recolher, tendo validade de 15 dias.

São Paulo – Bares precisam encerrar o atendimento presencial às 20h, enquanto restaurantes e lojas de conveniência só podem vender bebidas alcoólicas até as 20h, devendo fechar às 22h. A ocupação máxima passou a ser de 40% da capacidade. E eventos com público em pé estão proibidos. Há recomendação para que os encontros familiares de fim de ano não reúnam mais de 10 pessoas e que seja evitada a participação de idosos. Já as celebrações em estabelecimentos comerciais estão proibidas. Algumas ações também foram adotadas em cidades do interior. Em Presidente Prudente, por exemplo, está proibido o consumo de bebidas alcoólicas em áreas públicas, incluindo parques, praças e ruas. O aluguel de chácaras para eventos e shows está vetado.

Beer Summit: Brasil caminha para se tornar um país exportador de lúpulo

No ano de 2015, a explosão do sucesso das cervejarias artesanais em todo o país despertou o interesse de muitos produtores pelo lúpulo, o que fez a planta voltar a ser cultivada no Brasil após décadas. Desde então, investimentos na produção fazem com que o lúpulo nacional comece a se transformar em uma realidade, reforçando as perspectivas de que ele se junte, um dia, aos itens do catálogo de exportação do país.

“O Brasil será um exportador de lúpulo”, assegurou Rodrigo Ertel Baierle, engenheiro agrônomo e um dos produtores de lúpulo nacional para cultivo comercial, durante a palestra “Cultivo de lúpulo no Brasil”, realizada nesta segunda-feira no Beer Summit, o maior evento online de conhecimento cervejeiro da América Latina, tendo sido idealizado e organizado por mulheres. Ele vai até o próximo domingo, com grandes nomes do mercado se conectando com o público para troca de conhecimento em busca de um universo cervejeiro com mais diversidade e pluralidade.

Confira as atrações e como participar do Beer Summit

Em sua apresentação no Beer Summit, Baierle destacou que, além de se tornar um produto para exportação, o lúpulo nacional pode chegar a ter qualidade superior ao importado. A certeza veio após conversas com importadores que, segundo ele, revelaram que o produto trazido ao Brasil costuma ser de classes inferiores. “Vamos proporcionar ao brasileiro o lúpulo fresco. Quando chegarem as variedades nacionais, a qualidade com certeza estará dentro dos patamares do importados ou superiores.”

Leia também – Projeto de lúpulo nacional da Ambev contribui para criação de colaborativa

Hoje, 99% dos lúpulos usados pelas cervejarias são advindos da exportação. Mas o cenário aponta para a possibilidade de mudanças. Para Baierle, será possível cultivar a planta em todo o país e, em algumas regiões, poderão ter até duas ou três safras por ano, o que dará ao mercado nacional preços competitivos em relação aos praticados no mercado externo.

Já as cervejarias nacionais indicam ter boa aceitação em relação ao lúpulo brasileiro. Baierle relatou que a procura é quase diária pela sua produção. “Já estou com a safra de março quase toda vendida”, contou.

Retomada e desafios
Atualmente, o país cultiva uma área aproximada de 60 hectares de lúpulo em diversos estados. Santa Catarina é o responsável pela maior quantidade de produtores, principalmente na região serrana. Já Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul também são outros estados com participação importante.

As maiores áreas de cultivo no Brasil são estimadas entre dois e quatro hectares. E, entre as espécies produzidas, predominam as variedades norte-americanas, europeias e da Nova Zelândia.

Segundo Baierle, com o auxílio da tecnologia, daqui a sete ou oito anos já será possível ter uma variedade nacional de lúpulo. Inclusive, já estão em desenvolvimento dois programas de melhoramento genético, ambos em São Paulo. Nos estudos, a planta precisa ser adaptada, produtiva, ter qualidade e não ser suscetível a doenças.

Entre os avanços para o segmento, ainda é possível destacar a criação em 2018 da Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo), que tem atuado com troca de informações e palestras em todo território nacional.

A Aprolúpulo também possui uma cadeira na Câmara Setorial da Cerveja, criada no ano passado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “As nossas demandas já foram levadas e as coisas começaram a acontecer mais rapidamente. O governo tem que agir também e fazer a sua parte para ajudar nas questões”, alertou Baierle.

Resultados obtidos
Ao analisar os resultados obtidos no decorrer destes cinco anos de retomada da fabricação do lúpulo, o especialista lembrou que diferentemente de outras nações, que já possuem histórico de produção, as lavouras brasileiras ainda são jovens. Isso significa que só a partir de agora será possível analisá-las em termos de produtividade.

Nossas lavouras já conseguem boa produtividade e devemos lembrar que em alguns lugares já temos até duas safras por região. Então, a nossa produtividade está parecida com a dos gringos. Precisamos agora aumentar a escala de produção

– Rodrigo Ertel Baierle

Sobre a qualidade do lúpulo nacional, Baierle assegura que o Brasil já tem plantas “muito boas”. Segundo ele, laboratórios internacionais já realizaram análises e constataram ser “possível produzir lúpulo de qualidade no Brasil”.

Assim, o beneficiamento seria o maior gargalo da produção nacional. A secagem é outro grande desafio, por conta do maquinário envolvido – o ideal é que seja feita em temperaturas baixas, evitando a perda de qualidade das folhas.

O beneficiamento também é uma das grandes críticas dos estrangeiros em relação à produção brasileira. Mas, segundo destaca Baierle, há lúpulo peletizado e com todas as propriedades preservadas no país.

Também já existem no mercado cervejas produzidas com o lúpulo nacional, como a da Lohn Bier, que leva na receita os lúpulos plantados em Santa Catarina. “Agora precisamos aumentar a produção para aumentar a escala e abastecer as cervejarias em todo o Brasil”, concluiu Baierle.

O evento
O Beer Summit foi idealizado e organizado por mulheres. O evento conta com cinco trilhas: Diversidade, equidade e inclusão, Negócios, marketing e empreendedorismo, Sommelieria, estilos, serviço e harmonização, Matérias-primas, processos e inovação, e Experiências, tecnologia, ciência cervejeira e equidade.

Produção de bebidas alcoólicas sobe em outubro e supera nível de um ano atrás

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A produção de bebidas alcoólicas apresentou crescimento em outubro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE. A fabricação do segmento saltou 6,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Foi, assim, o quinto mês consecutivo de expansão.

Leia também – Falta de insumos: Maior crise em décadas dificulta retomada do setor cervejeiro

Essa sequência deixa a indústria de bebidas alcoólicas próxima de retomar aos níveis de atividade que antecederam a fase inicial da pandemia do coronavírus, quando suas atividades praticamente ficaram paralisadas. Por conta disso, ainda há retração da produção do segmento no acumulado do ano, com queda de 0,5%. Mas, nos últimos 12 meses, o saldo passou a ser positivo em 0,2%.

A fabricação de bebidas em geral, por sua vez, cresceu 9,9% em outubro na comparação com o mesmo período do ano anterior. Mas os números são negativos no acumulado deste ano, em 2%, e em 0,4% no somatório dos últimos 12 meses.

A produção de bebidas não-alcoólicas também registrou dados positivos em outubro. A fabricação do segmento cresceu 13,2% em comparação ao mesmo mês de 2019. Já no acumulado dos dez primeiros meses do ano, há queda de 3,7%. E, nos últimos 12, o indicador está negativo em 1,2%.

Bebida puxa indústria
A expressiva expansão da produção de bebidas foi acompanhada, dessa vez, por um ritmo bem menos intenso da indústria nacional, que cresceu somente 1,1% em outubro na comparação com setembro, segundo o IBGE. E foi exatamente o segmento um dos principais responsáveis por essa expansão.

“Entre as atividades, destacam-se as influências positivas de Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (7,2%), Máquinas e equipamentos (9,4%), Bebidas (9,9%) e Produtos de minerais não metálicos (9,8%) e negativas de Veículos automotores, reboques e carrocerias (-14,6%) e Indústrias extrativas (-6,0%)”, afirma o IBGE.

Foi a sexta alta mensal seguida da produção industrial brasileira. E, com o resultado acumulado de 39% nesse período, o setor está 1,4% acima do patamar de fevereiro, antes da pandemia da Covid-19. Em relação a outubro de 2019, a indústria cresceu apenas 0,3%. Além disso, o setor industrial brasileiro acumula recuo de 6,3% no ano. Já nos últimos 12 meses, a produção caiu 5,6%.

Gerente da pesquisa, André Macedo destaca que o crescimento de outubro refletiu um comportamento diferente dos últimos meses, quando os avanços eram disseminados entre os ramos. Desta vez, 15 dos 26 ramos pesquisados mostraram alta na produção, contra 22 dos 26 de setembro.

“Mesmo com essa sequência de altas e a recuperação ao patamar de fevereiro, o acumulado do ano ainda é negativo”, acrescenta Macedo. Na comparação com o nível recorde de produção, alcançado em maio de 2011, a indústria ainda se encontra 14,9% abaixo.

Beer Summit: Combater o negacionismo é fundamental na luta contra o racismo

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Lutar contra o discurso negacionista e usar a educação como forma de mudança de mentalidades e comportamento. Essas duas frentes foram apontadas como fundamentais para acabar com o preconceito na sociedade e no setor cervejeiro durante a mesa redonda que abriu o Beer Summit, “Como podemos combater o racismo nosso no dia a dia?”, mediada por Eduardo Sena e com as participações da sommelière Sara Araújo e de Diego Dias, sócio-fundador da cervejaria Implicantes.

Realizado na última sexta-feira, o debate marcou o início das atividades do Beer Summit, o maior evento online de conhecimento cervejeiro da América Latina, tendo sido idealizado e organizado por mulheres. Ele vai até o próximo domingo, com grandes nomes do mercado se conectando com o público para troca de conhecimento em busca de um universo cervejeiro com mais diversidade e pluralidade.

Confira as atrações e como participar do Beer Summit

E, para marcar seu início, o Beer Summit trouxe um debate crucial ao mercado cervejeiro. Afinal, tanto a Implicantes quanto Sara foram alvos recentes de ataques racistas no setor, algo que reforçou o cenário de desigualdade dento do segmento.

A sommelière, que foi alvo de comentários preconceituosos em um grupo de WhatsApp, algo que, somado a outros acontecimentos, provocou a renúncia da gestão anterior da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), avalia que houve tentativas de minimizar o acontecimento, tratando-o como um ato meramente machista. Um risco, pela possibilidade de se fazer esquecer o racismo existente no setor.

“Vejo grandes vozes no campo da cerveja aliar o episódio ao machismo e não falar do racismo com o propósito de jogar para debaixo do tapete. A gente precisa dar nome às coisas”, afirmou Sara. “O que desencadeou foi o racismo e ele está sendo esquecido”, reforçou Diego durante a sua fala na mesa redonda do Beer Summit.

Em sua avaliação, Sara lembrou que mesmo a Constituição assume a existência de racismo no Brasil ao destacar a necessidade de eliminá-lo. E ressaltou que ações afirmativas de combate à desigualdade, como a adotada pela rede Magazine Luiza de reservar vagas de trainees para negros, chegaram a ser alvos de ataques, incluindo uma ação da Defensoria Pública da União contra a empresa.

“Se o códex principal que é carta máxima da República Federativa do Brasil está falando sobre isso, o estado brasileiro já assume que é racista e traz formas de eliminação”, disse Sara. “Por exemplo, temos o caso da Magazine Luiza que trouxe isso de forma explicitada e causou uma revolta. Ela [empresa] estava bem amparada tanto na Constituição quanto no Estatuto da Igualdade Racial.”

Sobre as diversas atitudes racistas que estão sendo vistas no setor e no mundo, Diego defende que o preconceito sempre esteve presente na sociedade, mas que os avanços tecnológicos e as redes sociais estão permitindo uma maior exposição. “Estamos vendo mais atitudes racistas porque estamos conseguindo trazer mais isso à tona.”

Leia também – Consciência Negra: 20 de novembro e os 364 dias de invisibilidade negra

Para combater o racismo, na opinião de Sara, o caminho é a educação. A posição foi reforçada pelo sócio-proprietário da Implicantes, ao citar que há diversas opções para adquirir conhecimento sobre o assunto, como filmes, documentários, programas e redes sociais.

“As pessoas também podem ir atrás de influenciadores negros”, frisou Diego. “É de se lembrar que essa construção do negro não foi feita por pessoas negras. É uma construção de quem detinha o poder: as pessoas brancas”, complementou Sara.

De acordo com a sommelière, no processo de desconstrução, as pessoas precisam se colocar no lugar da escuta e, principalmente, de mudança, ouvindo e compreendendo a dor do próximo. “Peça leituras que possam indicar onde possa desconstruir o pensamento racista. Quando você duvida de uma pessoa negra, você violenta essa pessoa mais uma vez”, destacou Sara.

A educação, aliás, é um dos focos da Implicantes, que tem a ampliação da representatividade negra como seu objetivo central. “É muito importante trazer novas questões e respostas ao público porque muitas vezes ele não compreende e acaba sendo, quer queira ou não, o nosso papel de educá-lo”, destacou Diego.

Para isso, ele defende a adoção de ações afirmativas em estabelecimentos comerciais e a formação de funcionários mais qualificados. E acredita que o aumento da representatividade dos negros nas empresas pode se dar com planos de carreira para que alcancem posições estratégicas. “As empresas precisam entender que quando a diversidade adentra, ela e toda a sociedade ganham”, pontuou Sara.

Respostas ao racismo
Os casos de racismo contra Sara e a Implicantes tiveram respostas significativas dentro do setor cervejeiro neste ano. Além da mudança na diretoria da Abracerva, a visibilidade dada para a Implicantes também atraiu apoio a diversos empreendedores cervejeiros negros espalhados pelo Brasil. Outro fruto dos acontecimentos, como destacou Diego, foi a criação do Coletivo Afrocerva, que reúne sommelières e profissionais negros do mercado cervejeiro. A luta é, inclusive, para que em breve se torne uma associação.

Eles destacaram, porém, ser preciso estar atento e cobrar constantemente as pessoas para que a comoção antirracista tenha resultados efetivos. “A gente teve uma nova eleição da associação que representa o nosso mercado e agora cabe a nós cobrar como profissionais, influenciadores e público”, disse Eduardo, sommelier e mediador da mesa redonda.


Para Sara, os episódios de preconceito expostos contra ela provaram que os seus questionamentos estavam certos, destacando que o silenciamento dos seus posicionamentos também é um ato racista. E lembrou que um tratamento diferente de um garçom em 2016, em comparação ao destinado a uma pessoa branca, foi o que fez despertar o interesse pelo universo da cerveja artesanal.

Também foi essa necessidade de combate ao racismo velado nos serviços de muitas cervejarias no Brasil que fez nascer a Implicantes, como lembrou Diego durante a mesa redonda do Beer Summit. “Na Implicantes, a gente entende que precisa ter igualdade. A Implicantes nasceu de a gente implicar com essas questões.”

O evento
O Beer Summit foi idealizado e organizado por mulheres. O evento conta com cinco trilhas: Diversidade, equidade e inclusão, Negócios, marketing e empreendedorismo, Sommelieria, estilos, serviço e harmonização, Matérias-primas, processos e inovação, e Experiências, tecnologia, ciência cervejeira e equidade.

No aniversário de 150 anos de fundação, Amstel chega ao mercado da China

A Heineken decidiu levar a sua segunda marca mais importante, a Amstel, para o mercado da China. A cerveja Lager é vendida atualmente em 116 países ao redor do mundo e passa a estar disponível em algumas províncias do sul e do leste chinês a partir do fim deste ano.

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A expectativa da Heineken é de que a China se torne um dos principais mercados da Amstel no mundo nos próximos três anos. E a chegada da marca ao país asiático se dá quando a cerveja está celebrando o seu aniversário de 150 anos de fundação.

“A Amstel é uma das marcas de cerveja global de crescimento mais rápido e essa entrada na China marca um passo significativo na história da Amstel”, comenta Małgorzata Lubelska, diretora sênior de marcas internacionais e artesanais da Heineken.

A importação da Amstel é fruto da parceria entre a Heineken e a China Resources Beer, parceira da Heineken no país. “Estamos posicionando a Amstel como uma cerveja líder dentro da categoria premium acessível, que representa o maior segmento do mercado de cerveja premium da China. Temos o orgulho de apresentar esta cerveja europeia de alta qualidade com puro malte ao consumidor chinês”, acrescenta Malgorzata.

A cervejaria Amstel foi fundada em 1870 em Amsterdã, na Holanda, com a sua primeira produção ocorrendo um ano depois. E a marca recebeu o nome do rio que atravessa a cidade. Posteriormente, ela se tornou uma das cervejas holandesas mais exportadas, tendo aberto fábricas no hoje Suriname, Jordânia, Curaçao, Porto Rico e Grécia nas décadas de 1950 e 1960.

Em 1968, a empresa foi comprada pela Heineken International. Já em 1972, a indústria em Amsterdã foi fechada, com a produção sendo realocada para a fábrica principal da Heineken em Zoeterwoude. Hoje, a Amstel é uma das marcas mais vendidas do grupo, sendo uma cerveja puro malte produzida com ingredientes naturais.

Para comemorar o 150º aniversário, a Amstel também está com uma nova identidade visual, que conta com embalagens de edição limitada. No Brasil, ela está vindo com a inscrição “150 anos do espírito de Amsterdam”.

Menu Degustação: Witbier da Black Princess, panetone da Stella, cervejaria em RO

Os primeiros dias de dezembro trouxeram novidades nos diferentes ramos de atividades do setor. A Black Princess lançou mais um rótulo sazonal, agora uma Witbier. Já a Stella Artois ampliou a sua parceria com a Abbraccio ao lançar um panetone produzido com a sua cerveja puro malte. Também teve a Bohemia comemorando a marca de 100 mil vouchers gerados no programa Voltadeira e uma nova opção em Rondônia, com a abertura da Cervejaria Obar, que chega com receitas próprias. Confira essas e outras novidades cervejeiras da semana.

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Witbier da Black Princess
A Black Princess lançou mais um rótulo sazonal: a Be.Witbier. A cerveja é do estilo belga Witbier e leva na receita sementes de coentro, mandarina (tangerina) e um toque de pimenta rosa, caracterizando-se pela refrescância e leve picância. O teor alcoólico é de 4,8% e o rótulo tem 8 IBUs. Seguindo a linha das cervejas de outros estilos da família Black Princess, a Be.Witbier traz no rótulo o escafandro, roupa de mergulho impermeável geralmente feita de borracha e latão. A venda está limitada ao e-commerce Bom de Beer.

Panetone da Stella
Iniciada com a criação de uma pizza com cerveja na massa, a parceria da Stella Artois com a Abbraccio agora traz outra novidade. As marcas criaram um panetone salgado (300g), também produzido com a puro malte belga. A novidade custa R$ 29 e, além de cerveja Stella Artois, leva também parmesão e um mix de temperos característicos e exclusivos do Abbraccio. “A parceria entre Stella e Abbraccio tem sido muito especial, pois foi pensada com carinho para criar momentos gostosos de celebração e reunião ao redor da mesa. No caso do panetone, conseguimos trazer um produto diferente, que também pode ser enviado como um mimo para a família e os amigos neste fim de ano – é uma forma de estar presente na vida das pessoas queridas, mesmo que ainda estejamos distantes”, conta Carolina Cheng, gerente de marketing de parcerias da Cervejaria Ambev.

100 mil vouchers da Bohemia
A Bohemia anunciou que mais de 100 mil vouchers foram gerados no programa Voltadeira, criado para apoiar bares e restaurantes na reabertura gradual. O número representa um apoio de mais de R$ 750 mil para o reaquecimento do setor. Os vouchers não têm prazo para serem utilizados e podem ser resgatados apenas quando o consumidor se sentir seguro para sair de casa. Na iniciativa, feita em parceria com o aplicativo iti, do Itaú, a primeira garrafa de Bohemia pedida pelos seus consumidores fica por conta da marca. “A Voltadeira é mais uma maneira que encontramos de ajudar os bares e botecos durante essa reabertura”, afirma Gustavo Saab, gerente de marketing de Bohemia.

Nova cervejaria em Rondônia
A Cervejaria Obar, inaugurada em Pimenta Bueno (RO), vai levar ao público muitas receitas próprias em um ambiente temático e com a aposta na tecnologia. A marca, idealizada pelos empresários Márcio Barbieri e  Keynes Fernandes do Nascimento, já tem três rótulos autorais. “Tenho três receitas, que são exclusivas nossas: uma Indian Pale Ale (IPA), uma American Pale Ale (APA) e uma Hop Lager, que é uma cerveja mais fraca, mais simples”, conta Márcio.

Descontos da Bebelier
A plataforma online de vendas de cervejas artesanais Bebelier, lançada em outubro, tem o Bebelier Pass como uma das apostas para presentear os cervejeiros no Natal. Por R$ 20,83 mensais, quem ganhá-lo poderá comprar e receber cervejas artesanais nacionais e importadas pelo preço de custo durante um ano.

Bud musical
A Budweiser foi a patrocinadora oficial da Semana Internacional de Música, considerada o maior evento do mercado musical da América Latina e que começou em 3 de novembro, com encerramento neste domingo. O encontro, em sua 8ª edição, foi em formato virtual. A programação contou com 70 painéis, entre palestras, debates, workshops e meetups com convidados de diversos países discutindo o cenário atual, tendências e possíveis soluções, além de cerca de 300 showcases de artistas do mundo.

Balcão da Matisse: Velho amigo, o bar

matisse

Balcão da Matisse: Velho amigo, o bar

“Não conheço nenhuma amizade verdadeira que tenha começado em uma leiteria” (Vinicius de Moraes)

Um poema escrito pelo poeta John Henry Titus, em 1872, conta a história de um artista arruinado pelo amor que entra em um bar, conta sua história e se oferece para esboçar o rosto de sua amada no chão em troca de uma bebida, mas cai morto no meio de seu trabalho. Esse poema também virou um filme de Charles Chaplin chamado The Face on the Barroom Floor.

Sentar-se ao lado de um estranho no balcão e começar uma conversa despretensiosa é uma cena tão comum na vida real quanto no cinema ou na literatura. No filme O Predestinado há uma conversa entre um cliente e o bartender, que é central para o desenrolar da trama. Para quem não viu recomendo fortemente.

São muitos os filmes que têm cenas em bar – ou poderíamos dizer que são poucos os que não têm. Alguns clássicos como Casablanca se passam quase que exclusivamente nesse ambiente, em outros ele aparece discretamente em algumas cenas, como o Três Vassouras, de Harry Potter, mas o bar sempre é onde as coisas acontecem.

Assim como nos filmes, muitas histórias reais acontecem nesse lugar mágico, onde as histórias tristes parecem menos tristes e as alegres ganham mais graça. Parece que nesse ambiente somos menos propensos a sofrer com o sofrimento dos outros e mais disponíveis para nos alegrarmos com a felicidade alheia, uma disposição rara na vida real, quer dizer, na vida real fora do bar.

Claro que a conversa não começa tão pessoal nem tão verdadeira assim. Primeiro se fala de coisas do dia a dia, notícias, futebol, trabalho, enquanto se consome a primeira e a segunda cervejas. Então vem a terceira e começam as lembranças da infância, do primeiro amor e daí para frente o papo rola solto, limitado apenas pelo preparo físico dos interlocutores, que a essa altura já são amigos. Se a amizade vai ser duradoura ou efêmera depende do caso, mas naquele momento ela é a maior amizade do mundo.

No Quintana’s Bar, sou assíduo cliente. É um bar que não é bar, é um bar diferente

– Carlos Drummond de Andrade

Cada bar é diferente e também é possível se relacionar com ele de maneiras diferentes – nem sempre se vai a ele para conversar. Às vezes queremos apenas nos sentar em uma mesa e contemplar, pensar ou escrever um poema.

Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas

Mario Quintana

O que seria da poesia sem o bar?

Saudades, velho amigo.


Mario Jorge Lima é engenheiro químico e sócio-fundador da Cervejaria Matisse

Com foco na diversidade e na pluralidade, Beer Summit começa nesta sexta-feira

O Beer Summit 2020, o maior evento online de conhecimento cervejeiro da América Latina, idealizado e organizado por mulheres, começa nesta sexta-feira. Até 13 de dezembro, grandes nomes do mercado estarão conectados com o público para troca de conhecimento em busca de um universo cervejeiro com mais diversidade e pluralidade.

O conceito do Beer Summit é inspirado em eventos que acontecem em outros países, como Alemanha, Bélgica, Chile e Estados Unidos. Ele concentra palestras, workshops, áreas de experiências e oportunidades de negócio para o mercado cervejeiro, com aceleração de pequenas empresas, consultoria técnica, elaboração de projetos colaborativos, subsídios a trabalhos de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias voltadas ao setor, entre outros elementos.

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As mulheres à frente do Beer Summit são um dos grandes diferenciais do encontro. “Nosso time de organização e idealização é protagonizado por mulheres e isso faz com que tenhamos um olhar mais atento em relação à necessidade de compor um quadro mais diverso de palestrantes/convidados”, destaca Aline Araújo, professora do Science of Beer e uma das responsáveis pela curadoria das palestras e pela comunicação do Beer Summit.

Já a programação focada em diversidade, equidade e inclusão é outro atrativo. Uma das cinco trilhas de conteúdo é a “Trilha 0: Diversidade, equidade e inclusão”. Nela, estarão reunidas palestras e mesas redondas com acesso gratuito no dia inaugural e de fechamento do evento.

“Decidimos colocar essa trilha de conteúdo como gratuita, pois acreditamos que antes de se ter conhecimento técnico, um bom profissional deve estar bem alinhado e familiarizado com os preceitos básicos de diversidade, equidade e inclusão”, ressalta Amanda Reitenbach, fundadora do Science of Beer e uma das idealizadoras do Beer Summit.

“O acesso dessa trilha também se mantém gratuito para que possamos ter um maior alcance e democratizar o acesso a esse tipo de informação que consideramos imprescindível para o mercado”, completa Gisele Russano, gerente de negócios internacionais do Beer Summit.

Já a professora do Science of Beer, Sara Araújo, destaca o impacto do evento. Ela é uma das convidadas da mesa redonda “Como podemos combater o Racismo?”, marcada para esta sexta-feira, às 20 horas, e que também contará com a presença de Diego Dias, além da participação especial de Garrett Oliver. A mediação será de Eduardo Sena.

“Participar do Beer Summit é poder romper com o silêncio imposto a corpos como o meu, é combater o epistemicídio , é poder estar e ser plural, polifônica, ampliar as vozes”, destaca Sara.

Em casa
Levar o evento para dentro da casa do participante é o desafio do Beer Summit. Os organizadores anunciaram que as experiências do evento tornarão a participação do público especial, mesmo à distância.

Além de terem ao seu dispor as trilhas de conhecimento, os participantes ainda estão recebendo em casa um kit “box experience”, algo que só costuma ser ofertado em eventos presenciais. A aposta é semelhante para aqueles que forem jurados da Brasil Beer Cup.

A cantora e compositora Janine Mathias fará o show de abertura, a partir das 21h30 nesta sexta. Marcada por sua diversidade musical, com uma fusão entre samba e rap, e pela ampla representatividade da mulher negra, a cantora abrirá o evento com canções do seu álbum Dendê, produzido por Eduardo Brechó, do Aláfia, em parceria com Renato Parmi.

E Amanda reforça que a expectativa é de que o Beer Summit contribua para a construção de um mercado cervejeiro mais plural. “Acreditamos que um mercado mais diverso e plural é fundamental para a construção de uma sociedade mais saudável. Se gerarmos reflexões em apenas uma pessoa, inspirando mudanças, nosso evento já terá cumprido o seu papel”, conclui.

Confira abaixo trilhas educacionais do Beer Summit:

Trilha 1: Negócios, marketing e empreendedorismo
Trilha 2: Sommelieria, estilos, serviço e harmonização
Trilha 3: Matérias-primas, processos e inovação – com o apadrinhamento da European Brewery Convention
Trilha 4: Experiências, tecnologia, ciência cervejeira e equidade

Serviço
Data: De 4 a 13 de dezembro
Para mais informações e a programação completa, acesse o link.

Pabst oferece ‘autêntico sabor’ da cerveja norte-americana aos brasileiros

Levar ao consumidor brasileiro o autêntico sabor da cerveja norte-americana com origem centenária. É dessa forma que a Pabst Blue Ribbon espera conquistar o seu espaço no mercado nacional, para onde começou a ser trazida em agosto pela NewAge Bebidas, responsável pela produção e comercialização em latas e long necks de uma marca fundada em 1844 e com presença marcante na cultura popular de seu país.

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Uma das cervejas icônicas dos Estados Unidos, a Pabst Blue Ribbon sempre se viu como uma marca identificada com o povo. Mas, com tanto tempo de trajetória, passou por mudanças no posicionamento, com a valorização da liberdade de escolha e das individualidades. No começo do novo milênio, por exemplo, esteve mais associada à cultura urbana. Porém, o que nunca se alterou foi a sua ligação com valores democráticos, como a inclusão e a valorização da cultura de grupos.

“Historicamente, a Pabst Blue Ribbon foi adotada pelo povo norte-americano. A marca ressurgiu no início dos anos 2000, preferida pelas subculturas alternativas da América, de artistas de rua a skatistas. Hoje, a marca é definida por sua comunidade criativa e nunca tem medo de experimentar”, afirmam Ed Carlton e Charlie Downing, da Pabst Blue Ribbon EUA.

Compre a Pabst Blue Ribbon online

É voltada a ideais que se traduzem em um estilo de vida, como autenticidade e tradição, que a Pabst Blue Ribbon espera também ficar associada no Brasil. E a isso se acrescenta um preço acessível ao público. “Trata-se de uma marca democrática e que traz isso em seus valores, respeitando a independência e diversidade dos consumidores”, apontam Carlton e Downing.

A Pabst Blue Ribbon é uma American Standard Lager, seguindo no Brasil a receita originária dos Estados Unidos. Tem característica crispy, aroma floral e ótima carbonatação, além de levar lúpulos norte-americanos. E a sua composição a torna fácil de beber, por ser leve, ainda que com graduação alcoólica semelhantes às de cervejas puro malte, de 4,5%, como explica Paulo Tadeu Silva, mestre-cervejeiro da NewAge.

E isso é possível porque o uso do milho e de outros cereais não maltados na produção da cerveja a deixa mais leve, sem que a sua qualidade seja afetada. “A adição de outros cereais não maltados na cerveja tem a finalidade principal de fornecer açúcares fermentescíveis à cerveja, e não fornece a mesma carga proteica dos cereais maltados. Tem a característica de deixar a cerveja com a mesma graduação alcoólica de uma puro malte, porém com um corpo mais leve, aumentando o drinkability. Importante ressaltar que a receita não depende só da composição de açúcares, mas também dos lúpulos utilizados, do fermento utilizado e da maneira com que a qualidade de todo o processo foi controlado”, destacam os representantes da marca.

NewAge e Pabst
A união da NewAge Bebidas com a Pabst Brewing Company para trazer o seu mais conhecido rótulo do mercado norte-americano ao Brasil se deu por uma congruência de valores, segundo os envolvidos na negociação. Assim, a quinta maior cervejaria dos Estados Unidos, sendo a primeira entre as marcas independentes, se juntou a uma indústria de bebidas localizada na cidade de Leme, no interior de São Paulo e com mais de 30 anos de atuação no mercado.

 A NewAge Bebidas compartilha com os mesmos valores da Pabst Brewing Company que são: integridade, paixão, liberdade e inclusão

– Ed Carlton e Charlie Downing, da Pabst Blue Ribbon EUA

Os executivos norte-americanos também enxergaram a NewAge como uma parceira interessante pela capacidade de abraçar o projeto da Pabst Blue Ribbon. Além disso, observaram o crescimento da participação no mercado de outras marcas que trabalham diretamente com a empresa de bebidas.

E os resultados iniciais vêm sendo bons, com a aceitação da marca pelo público cervejeiro, em um indicativo de que há muito potencial para crescimento. “A NewAge Bebidas tem a capacidade e a motivação para adotar a Pabst Blue Ribbon como se fosse sua, e tem os relacionamentos no ramo para ser capaz de liberar todo o potencial criativo da marca – com condução de outras marcas de cerveja que cresceram aproximadamente 5 vezes mais do que a categoria em 2020”, acrescentam Carlton e Downing.


Lançada inicialmente em São Paulo, a Pabst Blue Ribbon hoje é encontrada nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, mas já prevê a expansão da sua presença no mercado para o próximo ano, tanto em localidades como em estabelecimentos, ampliando a sua distribuição, de acordo com Edison Nunes, gerente comercial da NewAge.

Onde encontrar a Pabst Blue Ribbon

“Estamos inicialmente distribuindo para região Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país nos grandes players do varejo. A projeção para 2021 é identificarmos possíveis distribuidores para chegar ao varejo tradicional, bares e restaurantes nestas regiões”, completa Nunes.