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Oca Cervejaria reforça ligação com brasilidade em novos rótulos

A Oca Cervejaria decidiu reforçar a ligação com a brasilidade em seus novos rótulos. Depois de apresentar no ano passado a Tainá, com influências das matrizes indígenas na linguagem visual, além das florestas e ecossistemas nacionais, a marca paulistana agora lançou a Janaína e a Tainara. E, para essas criações, afirmou ter se inspirado no conceito “do hype ao raiz”.

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A cervejaria destaca que a brasilidade está impressa nas receitas e nos ingredientes dos rótulos da marca. E isso se torna perceptível pela inclusão de insumos tipicamente nacionais, como a tapioca e o cumaru – semente conhecida como a baunilha da Amazônia. Mas também pelos aromas e sabores tropicais, bastante presentes nessas duas novas cervejas.

Os lançamentos são, ambos, rótulos do estilo New England IPA. E, de acordo com a descrição divulgada pela Oca, possuem cor amarelada e aparência turva devido à grande quantidade de trigo e aveia adicionada em sua receita, resultando em uma textura aveludada.

Na cerveja Janaína foi utilizada a combinação dos lúpulos Citra, Waimea (NZ) e Wai-iti (NZ). Essa união, segundo a Oca, confere notas perfumadas de pinho, além de frutas como manga, toranja e pêssego. Já na Tainara os lúpulos Citra, Lemon Drop e Sultana se destacam com aromas de laranja lima, limão siciliano, toranja e pitanga.

As opções em chope da Janaína e da Tainara já estão à disposição do público cervejeiro no Soul Botequim, na capital paulista, através do sistema de retirada. O produto também pode ser solicitado por aplicativos para telefones celulares, como o Rappi e o iFood, ou mesmo o da própria Oca Cervejaria.

As latas dos lançamentos estão presentes em diversos bares e estabelecimentos que trabalham com sistemas de delivery e take away, além de comércios eletrônicos que atendem em todo o país.

Com Ambev, empresas investem R$ 100 mi em vacina contra a Covid-19

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A busca pela imunização da população contra a Covid-19 tem mobilizado diversas empresas e fundações de todo o mundo. Foi o caso da Ambev. Na procura de uma vacina, a cervejaria se juntou a um grupo de companhias em uma doação de R$ 100 milhões para a construção de um laboratório de controle de qualidade, com a adequação do parque fabril do instituto Bio-Manguinhos, da Fiocruz. A expectativa é para que a infraestrutura necessária esteja pronta até o começo de 2021.

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Além da cervejaria, a ação conta com o apoio da Americanas, Itaú Unibanco (Todos pela Saúde), Stone, Instituto Votorantim, Fundação Lemann, Fundação Brava e Behring Family Foundation.

Inicialmente será construído um laboratório de controle de qualidade para a realização dos testes desde a primeira fase de incorporação do imunizante pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). Esta etapa consiste no recebimento de 100 milhões de doses do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para processamento final (formulação, envase, rotulagem e embalagem), dentro de um acordo de encomenda tecnológica respaldado pelo governo federal.

A Universidade de Oxford e o laboratório farmacêutico britânico AstraZeneca estão à frente do projeto de desenvolvendo da vacina que se encontra na terceira fase de testes no Brasil e em outros países, como África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos.

Além disso, o grupo investirá em adequações na fábrica de Bio-Manguinhos/Fiocruz, assim como na aquisição dos equipamentos necessários à absorção total da tecnologia para produção do IFA. E, quando concluídos todos os investimentos, o local terá também capacidade para produzir outras vacinas.

A Ambev será corresponsável – junto com a Fiocruz – pela gestão e execução do projeto de construção da fábrica. O escritório Barbosa, Mussnich e Aragão Advogados atuará, voluntariamente, como consultor jurídico. Um comitê composto por todas as empresas e fundações será formado para acompanhar o andamento das obras e aquisições dos equipamentos.

Vacina ainda em 2020
A expectativa é de que esta vacina tenha a submissão do seu dossiê de registro à agência regulatória nacional ainda neste ano. A partir daí, as doses produzidas serão disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI)/ Ministério da Saúde.

Parte dos integrantes da coalizão também apoiará a construção de uma fábrica similar à do projeto no Instituto Butantan, em São Paulo. As duas iniciativas, que unem esforços dos setores público e privado, prometem trazer ao Brasil uma autonomia inédita para o abastecimento de vacinas contra a Covid-19. E serão também as primeiras fábricas capazes de produzir este tipo de antídoto na América do Sul.

Preço da cerveja tem deflação de 1,20% em julho e mantém cenário de queda no ano

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O preço da cerveja em domicílio recuou em julho. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a deflação do produto no período foi de 1,20%, na sequência de um mês em que havia registrado inflação.

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Foi, assim, um ritmo oposto em relação ao do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que teve alta de 0,36% em julho, a maior para o sétimo mês do ano desde 2016. E essa elevação foi puxado pelo setor de transportes, de acordo com o IBGE.

“A gasolina continua revertendo o movimento que teve nos meses de abril e maio. Já havia subido em junho e voltou a subir em julho. Além disso, houve uma queda menos intensa das passagens aéreas em comparação com maio e junho”, detalha Pedro Kislanov, gerente da pesquisa.

A queda do preço da cerveja no domicílio se inseriu em um mês de estabilidade dos preços no setor de alimentação e bebidas, que teve inflação de apenas 0,01% no período.

A redução em julho dos valores da cerveja em domicílio ampliou o cenário de deflação dos preços em 2020 do produto, agora em 1,62% no somatório deste último mês com janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho.

Já a cerveja fora do domicílio – um segmento praticamente paralisado em função das medidas de isolamento social para conter a propagação do coronavírus – também teve deflação, de 0,14%, em julho. Mas ainda há aceleração no ano, sendo que agora ela está em 0,67%.

O item outras bebidas alcoólicas no domicílio, por sua vez, registrou alta de 0,15% em julho. E os valores em 2020 acumulam uma elevação de 3,68% em todo o ano.

Por fim, o preço de outras bebidas alcoólicas fora do domicílio apresentou inflação relevante, de 1,53%, em julho. Ainda assim, registra queda de 0,34% nos preços em 2020.

Cerveja Blumenau implanta nanocervejaria e reforça aposta em inovação

Em continuidade a um projeto que começou antes da pandemia do coronavírus, a cervejaria Blumenau recebeu equipamentos para a implementação de uma nanocervejaria em sua fábrica. A ideia de incentivo à inovação complementa o envase de latas e a adega para barris. A iniciativa terá como resultado lotes inéditos, experimentações e edições limitadas.

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A previsão da Blumenau é que sua nanocervejaria faça lotes de 500 a mil litros de produtos especiais da empresa, envasados em garrafas ou latas. Além deles, a estrutura estará à disponível para receber projetos de marcas ciganas e lotes especiais de rótulos em menor volume. 

“Nós entendemos que a inovação é uma das chaves não só para passarmos por esse momento, mas para que o mercado de cervejarias independentes cresça”, destaca o diretor-executivo da Blumenau, Valmir Zanetti, acrescentando que as diretrizes estratégicas iniciais do projeto, liderado pelo cervejeiro da casa Marcos Guerra, foram mantidas, mesmo com os desafios causados pela pandemia. 

Com a conclusão de mais uma etapa, a próxima será levar novos rótulos ao mercado. “Trabalhamos muito no último ano para assegurar ainda mais a qualidade constante dos produtos. A linha consagrada nos trouxe uma base firme para podermos criar, em conjunto com o time, cervejas e projetos inovadores para surpreender quem já é consumidor de cerveja artesanal e trazer para esse movimento aqueles que não conhecem muito”, complementa Zanetti. 

O envase de latas, já implementado, possibilitará projetos especiais não só de produtos limitados da nanocervejaria, mas também de itens de linha. “Nós acreditamos muito nas latas não só pela praticidade, mas também pelo apelo sustentável que ela tem”, explica o cervejeiro Marcos Guerra. 

Já a adega de barris é climatizada e separada do restante da fábrica. Ela será dedicada ao desenvolvimento e maturação de novos blends e experiências sensoriais com rótulos diferenciados. “Montamos uma adega de ponta e o primeiro lançamento desse projeto acontece em breve”, finaliza Marcos Guerra.

Balcão da Matisse: A cerveja artesanal na vila global

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Balcão da Matisse: A cerveja artesanal na vila global

O meu avô era sapateiro, tinha uma pequena lojinha/fábrica, que ele chamava de “oficina” e que, na verdade, era uma sapataria. Era só ele e um ajudante, o Chico, rapaz simples, que nunca aprendeu a fazer sapatos, nem se interessava, mas era uma pessoa cativante, conversava com todo mundo e sabia tudo sobre sapatos, os modelos, os materiais. Sabia até tirar as medidas dos pés. Ele explicava com detalhes o que era uma “meia sola a prego”. Por mais que meu avô insistisse, ele não metia a mão na massa para fazer um sapato. Parece que gostava mesmo era de tagarelar e poder andar de um lado para o outro, sem ter de ficar horas sentado em um banquinho trabalhando uma peça.

Meu avô, por outro lado, era uma pessoa séria, simpática, mas muito centrada, afinal, tinha de criar 13 filhos trabalhando na oficina de dia e fazendo um bico como garçom à noite. A “Oficina do seu Pedro”, como era conhecida na cidade, vivia cheia. A maior parte estava ali só para conversar mesmo e para dar palpite.

Quando aparecia um cliente, meu avô se desligava de todo o resto, ouvia atentamente, dava sugestões e quando chegava à definição do que seria o modelo, a cor e os materiais, partia para tirar as medidas dos pés – dos dois, é claro, porque um pé é diferente do outro e os sapatos também têm de ser; não é só uma questão de ser direito e esquerdo, cada um com sua medida.

Lembro também que minha mãe me levava na costureira para tirar medidas para as minhas roupas e para escolher o tecido. Me lembro de colocar o tecido na pele e não gostar da sensação. “Então esse tecido não vai servir”, dizia ela pacientemente. “Que tal esse outro?”. Mais tarde, tive de me acostumar com a onda prêt-à-porter e aquela sensação de tirar as medidas para fazer uma roupa ou um sapato. A expectativa para ver como ficou e a alegria de finalmente receber aquele produto são só lembranças do passado.

Ofícios como estes tiveram origem na Idade Média, quando as atividades artesanais atendiam às necessidades de um feudo. Geralmente, um artesão se fixava em uma propriedade oferecendo os seus serviços em troca da proteção e dos recursos disponíveis na propriedade feudal. Os portadores dessas habilidades tinham um raio de ação limitado.

Mais tarde, à medida em que as cidades cresceram, esses artesãos se deslocaram para as cidades e puderam atender uma ampla gama de consumidores. Assim surgiram as chamadas oficinas, em que o artesão tinha a propriedade da matéria-prima e das ferramentas necessárias à produção, ganhando maior autonomia. Acho que vem daí o nome “Oficina do seu Pedro”.

O dono de uma oficina era conhecido como o mestre-artesão. Apesar de dono, também ocupava o seu tempo participando do processo de fabricação e preparando seu aprendiz para, mais tarde, ele virar um mestre-artesão. Não foi o caso do Chico.

A produção de cerveja, que então estava sob o domínio dos conventos, também foi migrando para as cidades e começaram a surgir artesãos cervejeiros, trabalhando para grandes senhores e até para abadias e mosteiros. No entanto, com o aumento do consumo da bebida, os artesãos das cidades começaram também a produzir de forma independente.

O imperador Carlos Magno foi o primeiro a reconhecer os cervejeiros como artesãos especializados, ao decretar um conjunto de regras que consolidou a cerveja como mercadoria no Capitulare de villis.

Desde o fim da Idade Média, o artesanato adquiriu esse status de produção independente, em que o produtor possui os meios de produção (instalações, ferramentas e matéria-prima) e pode, sozinho, com a família ou com ajudantes, realizar todas as etapas da produção, tendo a sua habilidade como diferencial.

Depois veio a revolução industrial e a produção em massa. Grandes corporações assumiram o papel dos artesãos, que resistiram por muito tempo – como foi o caso do seu Pedro. E resistem ainda, vendendo seus produtos localmente em lojas próprias ou de conhecidos, nas feiras, eventos e exposições, incentivando os compradores a consumirem um produto local, mais personalizado, de melhor qualidade e, às vezes, acompanhado de um bom papo, como se tivesse encontrado o Chico na oficina.

Mas uma nova mudança parece estar acontecendo. A tecnologia e a logística evoluíram muito e aproximaram as pessoas. Hoje fico impressionado quando alguém de Curitiba ou de Pitangueiras (SP) entra em contato pelo meu WhatsApp querendo saber mais sobre as minhas cervejas. Aí se inicia um bom papo, falamos sobre os estilos de cada cerveja e como a Matisse tem se especializado em combinar ingredientes pouco comuns a estilos tradicionais. Sempre surge a pergunta sobre o que é uvaia e grumixama (frutas que utilizamos) ou alguém que diz “uvaia é a minha fruta de infância e nunca mais ouvi falar dela”.

No final, quando a pessoa compra, ela sabe exatamente o que está levando e o que esperar daquela cerveja, qual a forma correta de degustar, que sabores procurar, com que combinar e muito além do produto em si, a história por trás daquele rótulo, o porquê do nome, a arte que o inspirou, de onde surgiu aquela ideia. Às vezes, sinto que a pessoa saiu mais feliz por ter comprado aquela cerveja do que eu por ter vendido – e com certeza uma nova amizade se iniciou. É como alguém que fosse na sapataria encomendar um sapato e não sairia de lá sem ficar amigo do meu avô e do Chico.

Claro que isso não é possível com uma grande cervejaria, mas as pequenas artesanais podem perpetuar o verdadeiro espírito do artesanato. Só que agora a sapataria do seu Pedro, embora permaneça pequena, pode atender a todo território nacional e até internacional, como uma vila global.



Mario Jorge Lima é engenheiro químico e sócio-fundador da Cervejaria Matisse

IPA Day: Lagunitas distribui long necks de graça em São Paulo

A cervejaria Lagunitas vai distribuir de graça sua renomada IPA em sistema drive-thru em São Paulo. A iniciativa será realizada nesta sexta-feira e no sábado, em ação comemorativa ao IPA Day, conhecida data no universo das cervejas artesanais para celebrar o estilo India Pale Ale.

Quem passar das 17h à 22h nesta sexta-feira no drive-thru na avenida Francisco Matarazzo, 694, no bairro da Barra Funda, levará para casa duas long necks da IPA. No sábado, a ação de distribuição das Lagunitas de graça prossegue e vai acontecer no mesmo lugar, entre 14h e 22h.

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Para realizar o cadastro e retirar as cervejas, basta apresentar um documento com foto no local, em ação válida apenas para maiores de 18 anos e sujeita à disponibilidade do estoque.

Todas as cervejas conterão mensagens de consumo responsável para que o público possa degustar a bebida somente em casa. Até por isso, elas serão entregues em temperatura ambiente e lacradas.

A cervejaria pretende doar a verba arrecadada durante a iniciativa – com a venda de outros produtos – para as ONGs de adoção de cães parceiras da marca: Amigos de São Francisco e Natureza em Forma.

“Queremos celebrar o IPA Day com as pessoas que já conhecem e amam a nossa cerveja, mas também convidar outras pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de experimentar a nossa IPA. A ação do drive-thru propõe isso de forma segura, seguindo todas as medidas de saúde para que todos possam comemorar esta data conosco, mas em casa”, explica Natália Menezes, gerente de marketing de Lagunitas no Brasil.

A Lagunitas promete que o drive-thru terá um clima californiano para a celebração, animada com pocket shows de bandas independentes. E o consumidor ainda poderá adquirir camisetas e copos estilizados da cervejaria.

Criada em Petaluma, na Califórnia, a Lagunitas garante ter a IPA mais vendida no mundo, tendo chegado ao Brasil no segundo semestre de 2019. A cervejaria foi adquirida pelo Grupo Heineken, em processo iniciado em 2015 e concluído em 2017.

Dia Internacional da Cerveja: Conheça a origem da data e saiba como celebrá-la

A primeira sexta-feira de agosto é um dia especial para todos os envolvidos no setor cervejeiro, sejam os responsáveis pela produção da bebida, os empreendedores do segmento ou os consumidores. Afinal, a data marca a celebração do Dia Internacional da Cerveja.

A criação da efeméride ocorreu em 2007, em Santa Cruz, na Califórnia, cidade mais conhecida pelo seu envolvimento com a cultura do surfe e do skate. E o seu idealizador foi Jesse Avshalomov. Inicialmente, havia uma data fixa – 5 de agosto. Mas, após a edição de 2012, optou-se pela mudança para a primeira sexta-feira do mês de agosto.

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De acordo com os responsáveis pela criação da data, o seu surgimento teve três motivações: reunir-se com os amigos para saborear a cerveja, celebrar os responsáveis por fabricá-la e servi-la e, por fim, unir o mundo sob a bandeira da bebida, comemorando as cervejas de todas as nações juntas em um único dia.

Para festejar e permitir essa troca de culturas, os idealizadores também sugerem que se presenteie alguém com uma cerveja. E que os consumidores provem e bebam rótulos diferentes dos usuais, além de agradecer aos seus cervejeiros e garçons.

Os organizadores do Dia Internacional da Cerveja estimam que a festa já alcançou 80 países de seis continentes, além de mais de 200 cidades. O Brasil, evidentemente, não fica fora da celebração, ainda mais por ser um ator importante do segmento, tendo mais de 1.200 fábricas registradas até 2019, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

E, mesmo com a crise provocada pela pandemia do coronavírus, o segmento continua ativo. Afinal, como destaca Luiza Lugli Tolosa, sócia-fundadora da cervejaria artesanal Dádiva, o lançamento de novos produtos tem ajudado a empresa a se manter ativa e saudável financeiramente.

“Desde março, colocamos no mercado mais de 10 novos rótulos e todos foram muito bem recebidos pelos parceiros e clientes. Alguns desses rótulos foram produzidos somente por nós, da Dádiva, enquanto outros foram produzidos em colaboração com outras marcas”, pontua Luiza.

Celebração com reflexão
A comemoração do Dia Internacional da Cerveja também pode servir para algumas reflexões sobre a busca por um segmento mais igualitário e menos machista – e os obstáculos necessários para alcançá-lo. Divulgado em outubro de 2019, o 1º Censo das Cervejarias Independentes Brasileiras apontou que o ambiente do setor ainda é bastante masculinizado, com 89% dos profissionais sendo homens.

Camila Nassar, hoje técnica de produção da cervejaria Berggren, entrou para o segmento como estagiária. A partir daí, começou a estudar sobre insumos e a ler livros para cervejeiros caseiros. Em pouco tempo, comprou equipamentos para começar a fazer a bebida em casa. E precisou encarar o preconceito no mercado de trabalho.

“Em 2016 eu já era gerente de uma loja de cervejas de Campinas e, apesar de entender bastante sobre o assunto, muitos clientes gostavam de tirar dúvidas com um dos atendentes homens, porém, esses últimos sempre acabavam recorrendo a mim, o que deixava os clientes sem graça quando  presenciavam tal cena”, ressalta Camila.

Celebração com show
Mesmo com a realização de shows em casa de espetáculos parecendo ser algo muito distante em função do surto de coronavírus no Brasil, haverá uma apresentação musical para celebrar o Dia Internacional da Cerveja. A Brahma vai levar, nesta sexta, a dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano para se apresentar na sua fábrica em Agudos (SP). A live terá início às 20 horas.

Durante a transmissão, serão abordados os 130 anos de tradição cervejeira de Brahma, os processos envolvidos na fabricação da bebida e curiosidades.

“Nessa data especial para os amantes de uma boa cerveja, resolvemos abrir a porta da nossa casa, da Cervejaria Ambev de Agudos, para celebrarmos juntos o Dia Internacional da Cerveja, com os nossos queridos parceiros e brahmeiros, Zé Neto e Cristiano. Além de entreter o público com mais essa live da dupla, poderemos mostrar algumas curiosidades da nossa produção, dos nossos processos e, é claro, da nossa Brahma”, conta Maria Rachel Carvalho, gerente de marketing da Brahma.

8 dicas de opções e presentes cervejeiros para celebrar o Dia dos Pais

A celebração do Dia dos Pais será diferente neste ano para algumas famílias, em função das medidas de isolamento social, mas a ideia principal não se altera: festejar e homenagear essa relação especial no domingo. Ainda melhor se for com um brinde para marcar a data.

Não importa se o pai gosta de uma cerveja mais tradicional, se arrisca ou conhece tudo no universo das artesanais, é disciplinador, companheiro de aventuras ou trabalhador. Há sempre uma boa forma de tocá-lo. E, pensando nos pais cervejeiros, o Guia preparou uma seleção especial com diversas opções para presentes, dicas e até eventos. Confira.

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Paizão cervejeiro
A cervejaria mineira Krug desenvolveu um combo exclusivo para essa data. É o Kit Paizão Cervejeiro, com uma bolsa personalizada exclusiva, desenhada especialmente para esse projeto. As cervejas do kit incluem o lançamento da Krug, a German Pils, e uma caneca deste rótulo, que é uma edição especial e limitada. Tem ainda a Double IPA Ignorância, a Jambubier, feita com a planta que dá nome à cerveja e causa dormência na boca, a Cacau Stout e a Krug 20, além de 8 bolachas. O kit custa R$ 149 e está disponível em: https://loja.krug.com.br/produtos/kit-paizao-cervejeiro/.

Cerveja com charcutaria
Em parceria com o Oma Café Colonial, a Cervejaria Nacional apresenta uma cesta com opções artesanais contendo a cerveja da casa e acompanhamentos de charcutaria. Entre as possibilidades estão pão de malte de cerveja (400g), patê de gorgonzola, tapenade de azeitona, manteiga de ervas e lúpulo e a tábua de queijos e frios, com parmesão, cheddar da serra das antas, salame, presunto cru e copa. Já o chope fica sob escolha do cliente, com um growler de 1 litro e copo da Cervejaria Nacional, nos estilos de Pilsen, Weiss, IPA, Amber Ale ou Stout. As encomendas devem ser realizadas pelo site, aplicativo, Instagram ou WhatsApp da cervejaria.

Cerveja com acessórios
A Júpiter montou kits de presentes que prometem fazer a alegria dos pais, formados por uma ou duas cervejas mais acessórios – como camiseta, boné, copo e abridor – e bolachas de cortesia. O destaque fica para os kits de Alt Is Cool (Altbier) + Lake Balboa (West Coast IPA), com ou sem a caldereta. Para completar, ainda estão disponíveis as últimas caixas do box de inverno, que traz uma Golias, duas barras de chocolate Bean to bar da Majucau e duas canecas personalizadas. Todos estão à venda no e-commerce cervejariajupiter.com.br.

Cerveja com harmonização
Brewpub recém-inaugurado em São Paulo, a Soma Cervejaria apresenta produtos artesanais da melhor qualidade, que podem ser degustados no local, em casa ou enviados como presente. A seleção é uma combinação entre o pão e a cerveja da casa, um growler de um litro acompanhado por antepasto e embutido, tudo feito por produtores artesanais do bairro de Moema. O estilo escolhido para harmonizar é uma Hop Lager, uma cerveja de baixa fermentação, coloração amarelada, corpo baixo e com dry hopping de lúpulo Galaxy. A seleção custa R$ 94,60 e serve até três pessoas. Pedidos para São Paulo podem ser feitos diretamente pelo delivery somacervejaria.deliveryem.casa ou pelo aplicativo iFood.

Cerveja para todos os gostos
A Landel está cheia de dicas de presentes. A primeira delas, produzida especialmente para a data, é o novo growler de vidro com capacidade para 750ml e que pode ser comprado vazio ou com dois estilos – Mandarina Lager ou Session IPA. O Growler sai por R$ 50 vazio e R$ 60 com Mandarina Lager ou Session IPA. Para os pais que gostam de experimentar novos rótulos, a ideia é presentear com um pack da Surffing Doggy, a West Coast IPA da Landel. A unidade da lata sai por R$ 26, o pack com quatro custa R$ 100 e o litro no PET está à venda por R$ 39. E, para os pais que têm uma queda por cervejas ácidas, a dica é garantir 1 litro do novíssimo lote e único da Sour feita com amora, framboesa e cereja in natura. A opção está disponível apenas no growler PET a R$ 43. Para mais informações, acesse: https://loja.cervejarialandel.com.br.

Cerveja com multiferramentas
Em parceria com a Roleta Russa, a marca de vestuário e equipamentos do segmento tático Invictus montou um kit com multiferramentas, caneca térmica Mugla e uma cerveja IPA de extrema personalidade – tudo em uma embalagem muito especial. O presente está à venda de forma exclusiva pelo e-commerce www.invictus.com.br.

Boteco in a Box
A Bohemia quer ajudar os pais a matarem a saudade dos bares com a ação Boteco in a Box, um guia divertido de como montar um boteco em casa. A ideia central do projeto é ter uma caixa presa na parede com os utensílios básicos para uma boa mesa de bar. E, quando der aquela saudade do boteco, é só abrir o kit. “A ação é mais uma iniciativa da marca para estimular os consumidores a ficarem em casa”, explica Gustavo Saab, gerente de marketing de Bohemia. 

Pai sambista
Em ação da Original, Arlindinho vai homenagear o pai Arlindo Cruz com um vídeo nas redes sociais da marca. A iniciativa também contará com uma live especial no domingo, chamada Em Nome do Pai, às 18h30, no YouTube do próprio Arlindo Cruz.

Beck’s lança pack especial com seis cervejas em escala gradual de IBUs

A Beck’s convidou um time de especialistas para um evento online na noite desta quarta-feira. E, na ocasião, a cervejaria alemã anunciou o lançamento do Beck’s Starter Pack, uma edição especial e limitada para destravar o paladar dos brasileiros aos sabores mais amargos, conforme descreve a marca da Ambev.

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A novidade chega ao mercado nesta sexta-feira, em comemoração ao Dia Internacional da Cerveja. O Beck’s Starter Pack oferece ao consumidor seis garrafas em escala gradual de IBU: Skol (8), Bohemia (9), Budweiser (10), Brahma Extra Lager (13), Stella Artois (16) e Beck’s, que atinge o nível 20.

Para a marca, o lançamento é um convite a explorar novos sabores e destravar definitivamente o interesse dos brasileiros por novos rótulos no mercado cervejeiro. “Nos últimos anos, os brasileiros têm se interessado cada vez mais por tudo o que envolve o universo da cerveja, da escolha dos ingredientes às diferentes receitas”, explica Alexandre Esber, mestre-cervejeiro de Beck’s.

“O IBU nos mostra qual o nível de amargor da cerveja e cada consumidor tem um paladar diferente e suas preferências. O paladar é uma questão de costume. É uma construção a partir da experimentação e dos estímulos que aquela cerveja desperta em cada pessoa e, uma vez desenvolvido, não retrocede”, completa Alexandre.

Conhecida por seu IBU superior aos outros rótulos do segmento premium do mercado, a Beck’s quer quebrar paradigmas no país. Se os brasileiros historicamente são acostumados com cervejas mais suaves e leves, a marca vai desafiar esse ponto de vista. E tudo começa com e evolução do paladar.

Com o novo pack, os consumidores de todo o país são provocados a ingressar em uma jornada sensorial que vai prepará-los para o sabor de Beck’s, mais amargo e sofisticado, segundo complementa a marca.

O Beck’s Starter Pack estará à venda no Empório da Cerveja por R$ 29,94.

Entrevista: Implicantes fala sobre ataques e luta pela representatividade negra

De maneira inesperada e repentina, a Implicantes passou de uma pequena fábrica artesanal a assunto de todo o mercado cervejeiro nacional após ter sido bombardeada por manifestações racistas nas redes sociais. As mensagens reagiam à divulgação da campanha de financiamento coletivo que a marca gaúcha, autodeclarada a primeira cervejaria criada e gerida por negros no Brasil, lançou para solucionar os efeitos da crise e dar cabo aos planos de ampliação da fábrica.

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Para Diego Dias, fundador da Implicantes, se o posicionamento da empresa que homenageia em seus rótulos personalidades históricas negras como o jogador Leônidas da Silva, a romancista Maria Firmina dos Reis e a atriz Ruth de Souza chega a incomodar alguém, é sinal de que o trabalho está sendo bem feito. Tanto que a repercussão positiva fez com que a cervejaria alcançasse seu objetivo com a campanha de financiamento em praticamente metade do tempo esperado.

Em entrevista na live do Guia, realizada pela correspondente Candy Nunes nesta quarta-feira e que está dividida em dois vídeos no IGTV (aqui e aqui), Diego conversou sobre os rótulos da Implicantes, a origem da cervejaria, seu posicionamento e a polêmica dos ataques recebidos.

Confira, a seguir, os principais momentos da conversa com Diego Dias, fundador e sócio da Implicantes.

Semente
A ideia da cervejaria nasceu quando eu e meu irmão íamos a eventos cervejeiros, nos víamos sozinhos como negros naquele ambiente e notávamos olhares hostis, como se não devêssemos estar naquele lugar. Uma coisa que nos entristecia era ver cervejarias tentando representar o negro de maneira equivocada, com figuras caricatas, personagens de televisão, apelidos que negros recebem em ambiente escolar ou profissional – e sempre ligado a uma cerveja escura. Eram atos falhos e sem nenhum tipo de história por trás.

Proposta
Desde o início já tínhamos essa pegada de fazer cervejas que coubessem no bolso de todo mundo. A ideia começou a tomar corpo, com a identidade, as receitas, conversamos sobre abrir uma cigana, mas tivemos uma proposta para comprar uma fábrica e adquirimos de segunda mão. A partir daí começamos a produção de larga escala. Pensamos em duas séries: uma de cervejas complexas, com foco em beergeeks, e uma de porta de entrada. Vimos que nosso público queria mesmo as cervejas mais em conta, de entrada no universo da artesanal, e seguimos esse rumo.

Pandemia
Inicialmente, vendíamos mais para pontos de venda, mas não estávamos conseguindo tantos lugares e parceiros em PDVs, e vimos que muita gente estava querendo a Implicantes em eventos. Passamos a ter mais demanda de instalação de chopeira em eventos. Fizemos investimentos em chopeiras, em uma Kombi com torneiras para casamentos e formaturas. Aí chegou a pandemia e tudo mudou. Passamos a trabalhar principalmente com a entrega de growler pet, mas não foi suficiente para pagar todas as contas. Uma coisa é atender um cliente que pede 20 litros, outra é atender quem compra 1 litro.

Financiamento coletivo
No começo da pandemia começamos a ver que o governo ia disponibilizar empréstimo para os pequenos, mas é uma coisa muito complicada. Para ter um empréstimo você precisa ter dinheiro. No momento em que a gente estava em desespero, vimos que a saída seria um financiamento coletivo, que muitas cervejarias fizeram. Fizemos uma American Blond Ale, copos, bonés e camisetas exclusivas para quem contribuir, itens para coleção.

Clique aqui para acessar a campanha

Polêmica
A campanha já estava correndo, estávamos fazendo publicações. A namorada de um dos sócios replicou a publicação pedindo apoio e que as pessoas compartilhassem, uma corrente do bem, super normal. E ela começou a receber mensagens de ódio no perfil dela. Quando eu compartilhei em grupos cervejeiros, veio um bombardeio de mensagens de diminuição pelo fato de sermos a primeira cervejaria negra. A única ideia que temos quando falamos que somos a primeira fábrica idealizada por negros, é para o pessoal preto ver que eles não estão sozinhos nesse mercado, que tem alguém que está lá tentando representar de maneira correta nos rótulos, falar da nossa essência, das nossas raízes.

Foi uma coisa que tomou um rumo desproporcional, um ataque orquestrado, com perfis fakes, mensagens copiadas e coladas. Foi muito ruim, mas vimos que tinha muita gente boa que se identificava com a proposta. Tivemos muita mensagem de apoio, inclusive do Garrett Oliver (fundador da Brooklyn Brewery). Ele fala que está no último degrau da escada e está descendo para levar os pretos juntos. Apaguei da minha memória muitas das respostas negativas, mas me marcaram bastante as mensagens que diziam que estávamos fazendo apropriação cultural da cerveja alemã. É uma mentalidade preocupante. Mas, se essas pessoas estão se incomodando, significa que estamos fazendo nosso trabalho certo.

Resultados
A campanha começou no dia 2 de julho. Imaginávamos que bateríamos a meta em 50 dias, mas, depois dos ataques, acabamos batendo em 30 dias. Esse episódio só deixa claro que quem vai contra a representatividade está por falir.

Black is Beautiful
Óbvio que a morte do Floyd foi uma tragédia, mas temos que olhar as tragédias que temos aqui. É muito legal o que fizeram lá, mas, se é para fazer alguma coisa no Brasil, que seja de uma maneira que seja eficaz, e não somente pelo hype. Recebemos convites e pensamos em entrar no Black is Beautiful. Tem tantas pessoas que são assassinadas aqui e acabam entrando só para as estatísticas e, quando fazem barulho lá, todo mundo se movimenta. Saem tantas notícias aqui e nada é feito. Se cervejarias vão participar do Black is Beautiful, elas têm que pensar se vão fazer a diferença em seguida.

Afrocerva
Somos um coletivo de profissionais e entusiastas do ramo que se juntou porque todos têm alguma experiência negativa e queremos fazer diferença. É necessário ter esse espaço de conversa porque, se as cervejarias ainda estão fazendo coisas erradas, é preciso bater de frente. Pelo nosso coletivo podemos conversar e fazer com que mudem.