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Novo e-commerce de latas da Ball cria 6 kits personalizados para cada estilo de pai

As medidas de isolamento social, necessárias em função da crise do coronavírus, alteraram hábitos e levaram o consumo para dentro das residências. Foi nesse contexto que a Ball lançou no Brasil, há cerca de um mês, o comércio digital Vá de Lata Store. E, agora, a plataforma busca aproveitar a celebração do Dia dos Pais para ampliar a sua aproximação com o consumidor.

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Para isso, o site está oferecendo seis opções de packs de latinhas para cada estilo de pai. São eles: o Moderninho, “que não deixa passar uma novidade”; o Mestre Cervejeiro, “que saca tudo de cerveja”; o Sommelier, “que adora um vinhozinho na lata”; o Tranquilão, “que bebe só para molhar a garganta”; o Casca Grosa, “que gosta da geladeira sempre cheia”; e o Aventureiro, “que vive experimentando coisas novas”.

Os kits de Dia dos Pais da Ball são acompanhados de cartões com mensagens especiais para familiares, amigos, casais e até crushes, gerando uma grande corrente de surpresas à distância na ação “Um brinde é o melhor presente”, conforme explica a multinacional.

A iniciativa da Ball para o Dia dos Pais também conta com uma parceria envolvendo o poeta @umcartão, que tem mais de 3 milhões de seguidores no Instagram e participa com um cartão exclusivo, oferecendo a possibilidade de se dar um presente mais personalizado.

Ao modificar o local de consumo, a crise do coronavírus também alterou a relação com as embalagens e a demanda por elas. E essa é uma das apostas da Ball com o vadelatastore.com.br, pois a lata é leve, gela mais rápido e permite o consumo em doses individuais.

A Ball é a líder mundial em embalagens sustentáveis de alumínio. A empresa disponibiliza ao setor opções ​​para clientes de bebidas e produtos domésticos, mas também atua com segmento aeroespacial e com outras tecnologias e serviços, principalmente para o governo dos Estados Unidos.

Green Mining atinge marca de 1 milhão de quilos de vidro coletados para reciclagem

A parceria entre bares, cervejarias e uma startup em busca de sustentabilidade no setor cervejeiro alcançou um resultado expressivo em julho. A Green Mining comunicou ter atingido a marca de 1 milhão de quilos de vidros coletados e enviados para reciclagem desde o início das suas atividades.

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“Tem sido uma jornada de muito aprendizado, com patentes depositadas e mais sistemas desenvolvidos. São mil toneladas coletadas e rastreadas de verdade, com monitoramento e, principalmente, respeito à mão de obra do início ao fim da cadeia”, afirma Rodrigo Oliveira, sócio fundador da Green Mining.

A empresa foi uma das 21 startups contempladas pela Ambev no programa Aceleradora 100+, iniciado em 2018 e no qual a multinacional cervejeira busca apoiar soluções inovadoras para auxiliar na concretização de suas metas de sustentabilidade até 2025.

A startup opera com logística reversa inteligente, coletando garrafas e outras embalagens de vidro em bares, restaurantes, hotéis e condomínios. A operação se iniciou em São Paulo, mas já alcançou Brasília e Rio de Janeiro. Para isso, captura o produto em grandes geradores e tem pontos de entrega para o consumidor.

Os coletores, utilizando triciclos, percorrem os estabelecimentos cadastrados em cada bairro e retornam com o material para o HUB. De lá, o vidro é enviado diretamente à fábrica da Ambev para reciclagem. A iniciativa é realizada por ex-catadores de rua, que são contratados, treinados e registrados em carteira de trabalho, com direitos garantidos e acesso a equipamentos de proteção.

Há pontos de entrega de vidro em regiões boêmias de São Paulo, como nos bairros do Brooklin, Bela Vista, Pinheiros, Perdizes, Vila Olímpia e Butantã. Já no Rio, as caçambas ficam localizadas no Flamengo, Laranjeiras e Leblon.

Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de sustentabilidade da Ambev, elogia a atuação da startup parceira da companhia e o caminho pela sustentabilidade no setor cervejeiro.

“Ver todo esse crescimento da Green Mining só nos certifica de que estamos na direção certa para a construção de um legado positivo para o nosso ecossistema. Esse marco de 1 milhão de quilos mostra que com parcerias e inovação conseguimos ir muito mais longe!”, destaca o executivo da Ambev.

Cautela e concorrência: Analistas avaliam cenário para Heineken e Ambev

A divulgação dos balanços de Ambev e Heineken indica um cenário de disputa acirrada no mercado brasileiro, avaliam analistas de alguns dos principais bancos de desenvolvimento. Eles têm apontado uma recuperação gradual do segmento, ainda que sigam adotando uma postura cautelosa sobre a situação das gigantes cervejeiras nos próximos meses.

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O resultado financeiro da Heineken destacou, no Brasil, que a redução no volume de cerveja vendido foi inferior ao do restante do mercado nacional. Para o desempenho melhor do que a média, pesaram os bons resultados das marcas Heineken e Amstel no mercado. E outros rótulos também estão em recuperação.

“No Brasil, o volume de cerveja caiu um dígito baixo, superando o mercado local. Os portfólios premium e mainstream cresceram dois dígitos, liderados pelo crescimento da marca Heineken de cerca de 50% e o forte momento da Amstel. O portfólio econômico caiu cerca de 17%, mas já demonstrava tendências de melhora no segundo trimestre”, aponta relatório da XP Investimentos assinado por Betina Roxo, analista de alimentos e bebidas e estrategista de ações.

O balanço também informou que a receita líquida global da Heineken caiu 16,4% no primeiro semestre, influenciada pelas quedas de 13,4% no volume total consolidado e de 3,6% na receita líquida por hectolitro.

E a multinacional cervejeira holandesa reportou, ainda, que o impacto da crise do coronavírus foi maior no segundo trimestre, com redução de 19,4% no volume de cerveja, mas que os números negativos se concentraram em abril, sendo seguidos por uma recuperação a partir de junho.

Reação e concorrência
Essa reação é tanto vista nos números da multinacional holandesa no Brasil como nos resultados financeiros da sua maior concorrente dentro do país, que foram menos negativos do que o esperado. É o que aponta a análise da XP Investimentos ao destacar a disputa acirrada pelo mercado entre Ambev e Heineken após a divulgação dos seus balanços.

“Entendemos que a competição segue acirrada no Brasil. A Ambev reportou seu resultado do 2T20 na semana passada, com margens pressionadas conforme o esperado, mas registrou uma surpresa positiva no volume de Cerveja Brasil, que caiu apenas 1,6% YoY, versus expectativas do mercado de -15%”, avalia Betina.

A reação inesperada com o resultado da Ambev também se repetiu na análise do UBS, destacando que os “volumes surpreendem”, mas também apontando que a pandemia mantém um cenário de incerteza. E afirma que o cenário premium deverá ser o mais pressionado nesse período de crise.

“O aumento de casos, a potencial retomada das medidas de isolamento social e a incerteza macro devem restringir a estabilização do lucro”, destaca um trecho do relatório do UBS.

O banco de investimento manteve o preço-alvo de R$ 11 para a ação da Ambev, repetindo a recomendação de venda do papel, que fechou o pregão da última terça-feira na Bolsa de Valores de São Paulo cotado a R$ 13,40.

Live do Guia debate nesta quarta racismo no setor cervejeiro

Um lamentável caso de preconceito escandalizou o mercado cervejeiro nas últimas semanas. E, para debater o racismo no setor e entender a dimensão do problema, a live do Guia recebe Diego Dias, sócio da cervejaria Implicantes, vítima das ofensas criminosas. O papo será nesta quarta-feira, às 19 horas, no Instagram do Guia.

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Na live do Guia sobre racismo, Diego abordará a experiência de estar à frente da primeira cervejaria negra do Brasil e a importância de se posicionar em uma sociedade que insiste em perpetuar preconceitos.

Em julho, a Implicantes esteve no centro do debate sobre o racismo no setor cervejeiro após uma publicação que, teoricamente, era apenas mais uma entre milhares, criada em uma rede social para ajudar mais um estabelecimento que corria riscos de fechar as portas durante a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus. 

O que diferia a publicação feita para fortalecer a vaquinha virtual em prol da Implicantes, contudo, era o fato de ser a “primeira cervejaria criada por negros no Brasil”. “Negro” e  “cervejaria” na mesma frase resultou em centenas de comentários preconceituosos, que geraram uma reação nacional de apoio à cervejaria.

“Após recebemos ataques racistas nas redes sociais, nós notamos como é importante ter representatividade no meio cervejeiro ou em qualquer outro ambiente. Também notamos que há pessoas que estão se sentindo incomodadas por uma cervejaria ser comandada por pretos, o que quer dizer que estamos fazendo um bom trabalho”, destaca Diego.

Criada no Rio Grande do Sul, a cervejaria Implicantes sempre se posicionou frente às questões raciais e adotou o hábito de homenagear representantes negros importantes em seus rótulos. 

Todas as semanas, em seu perfil no Instagram, o Guia leva ao ar lives com o objetivo de discutir temas relevantes e divulgar a cultura que cerca a cerveja, através de análises profundas sobre o que acontece nesse universo, sempre com convidados de diferentes áreas.

Produção de bebidas alcoólicas acelera em junho, mas mantém retração no ano

A produção de bebidas alcoólicas cresceu em junho, mas o segmento ainda luta para se recuperar da queda brusca dos últimos meses provocada pela crise do coronavírus, conforme apontou a Pesquisa Industrial Mensal divulgada, nesta terça-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

O mês de junho apresentou alta de 16,2% na produção de bebidas alcoólicas em comparação ao mesmo período do ano anterior. Mas, mesmo com o bom desempenho, o setor encolheu 10,9% no primeiro semestre do ano em comparação ao mesmo período de 2019. A fabricação acumulada nos últimos 12 meses também está em queda, com saldo negativo em 4,5%.

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Na fabricação de bebidas não-alcoólicas o resultado foi pior em junho: o item apresentou baixa de 1,5% na comparação ao sexto mês de 2019. No primeiro semestre de 2020, a queda foi de 13,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. E o acumulado dos últimos 12 meses (de julho de 2019 a junho de 2020) também registrou retração, de 4,6%. 

Entretanto, segundo o IBGE, a produção de bebidas foi um dos destaques da indústria nacional em junho, com alta de 19,3% no mês, na comparação com maio. E a expansão foi de 7,8% sobre junho de 2019. Já no primeiro semestre do ano, o setor encolheu 11,9%. Isso se reflete na queda do percentual acumulado nos últimos 12 meses, em 4,6%.

Produção da indústria tem alta
Já a produção da indústria nacional teve alta de 8,9% em junho, na comparação com maio. O avanço na produção contemplou todas as grandes categorias econômicas e 24 dos 26 ramos pesquisados.

Segundo o IBGE, a alta de 8,9% foi a maior desde junho de 2018 (12,9%), quando o setor retomou a produção logo após a greve dos caminhoneiros. Mesmo com o desempenho positivo em junho deste ano, a indústria ainda está 27,7% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

O gerente da pesquisa, André Macedo, destacou que, apesar de registrar a segunda alta seguida, o resultado na produção da indústria nacional não foi o suficiente para reverter a queda de 26,6% acumulada pelo setor nos meses de março e abril, após o início do isolamento social.

“Embora tenha crescido numa magnitude importante, acumulando expansão de 17,9% nos meses de maio e junho, a produção industrial ainda está longe de eliminar a perda concentrada nos meses de março e de abril. O saldo negativo desses quatro meses é bastante relevante (-13,5%)”, aponta André Macedo.

Vendas de cervejarias independentes nos EUA caem 10% no primeiro semestre

Os efeitos da pandemia da Covid-19 sobre o segmento de cerveja artesanal nos Estados Unidos começaram a ser mensurados pela Brewers Association (BA). De acordo com seu relatório semestral, houve queda de 10% no volume de vendas das marcas independentes na primeira metade de 2020. Mas o resultado foi divulgado com diversas ponderações, apontando a dificuldade de se ter dados precisos, pois as performances das cervejarias no período foram bastante desiguais.

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Segundo o economista-chefe da BA, Bart Watson, as informações repassadas pelas empresas participantes da pesquisa da entidade mostraram variações mais elevadas na performance das cervejarias do que nos anos anteriores, o que se soma à dificuldade de obter números do varejo e a respeito de pagamentos de impostos, o que costumava ajudar na tarefa.

“Em anos normais, triangulamos dados com vários métodos para calcular o crescimento no meio do ano, e eles geralmente acabam trazendo dados bastante parecidos”, conta Watson. “Nesse ano, esses indicadores apontam para todos os lados.”

Watson ressalta que nos primeiros dois meses e meio do ano, o período que antecedeu a pandemia, o volume de vendas das artesanais seguia sua trajetória comum de crescimento entre 3% e 4%, o que deixa claro que o estrago provocado pela crise do coronavírus foi grande.

Para chegar aos 10% de queda ao final do semestre, o estudo considerou diversos recortes. O resultado médio ponderado pelo porte das cervejarias independentes, por exemplo, revelou queda de 13% em relação ao primeiro semestre de 2019. No levantamento por categoria (regional, micro, brewpub e taproom), a redução foi de 12%. Mas mapeando dados de cervejarias que não responderam à pesquisa, o declínio parece ser de 6%.

“É preciso ter em mente que as cervejarias estão tendo experiências muito diferentes dependendo da localização e do modelo de negócios”, justifica o economista-chefe da BA.

Segundo o estudo, 25% das cervejarias relatam que a queda em seu faturamento foi de mais de 27%, enquanto um terço chegou a reportar crescimento nas vendas do primeiro semestre de 2020.

Novas cervejarias
O estudo especulou, também, a respeito do segundo semestre de 2020. Na média, os entrevistados estão otimistas e apostam em um crescimento das independentes de 4% em relação ao mesmo período de 2019.

A esperança é maior entre as pequenas cervejarias, que preveem crescimento de 12% no volume de vendas. Na leitura de Watson, o otimismo pode ser explicado pelo sucesso nas adaptações que as marcas fizeram em seus modelos de negócio para se adaptar ao novo cenário.

(Com Brewbound.com)

Dádiva adere ao movimento Black is Beautiful e lança cerveja contra o racismo

Em campanha contra o racismo, a Dádiva anunciou a produção de uma cerveja colaborativa com o Empório Alto dos Pinheiros (EAP). A Imperial Stout das marcas adere ao projeto norte-americano Black is Beautiful, que nasceu de ações mundiais em combate à discriminação racial surgidas após um policial branco matar sufocado o jovem negro George Floyd.

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Com a importante iniciativa, as marcas se comprometem a doar 100% do valor arrecadado nas vendas a projetos focados em promover a luta pela igualdade racial, além de reforçar a discussão pública sobre a necessidade de reconhecimento do racismo no mundo e da reflexão sobre as formas de combatê-lo.

“Temos tentado entender o que podemos fazer para nos transformar em uma empresa cada vez mais inclusiva, de forma a contribuir para tornar o mercado cervejeiro como um todo mais justo e mais plural”, destaca Luiza Tolosa, sócia-fundadora da Dádiva, detalhando a ação contra o racismo.

O destino do valor arrecadado com a ação será o Centro de Estudo das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), organização não-governamental que produz conhecimento, desenvolve e executa projetos voltados para a promoção da igualdade racial e de gênero. Tolosa esclarece que o CEERT foi conhecido recentemente pela cervejaria e impressionou pela “seriedade dos projetos desenvolvidos e organização”.

A cerveja colaborativa será uma Imperial Stout com corpo extremamente aveludado, 10% de teor alcoólico, notas predominantes de amendoim, paçoca e calda de chocolate, e um final levemente amargo, remetendo ao café. Deve chegar ao mercado na próxima segunda-feira (10/8) e poderá ser comprada no Empório Alto dos Pinheiros.

Black is Beautiful
Trazendo a necessária discussão de preconceito e racismo para o setor cervejeiro, o movimento Black is Beautiful foi criado por Marcus J. Baskerville, dono da cervejaria texana Weathered Souls. Foi um apoio ao movimento Black Lives Matters, que ganhou novo ímpeto (e as ruas) após o assassinato brutal do negro norte-americano George Floyd por um policial branco da cidade de Mineápolis, em Minnesota.

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As cervejarias que aderiram à campanha devem seguir as diretrizes elaboradas pelo seu idealizador e disponibilizadas na página blackisbeautiful.beer.

Essas diretrizes incluem, entre outras ações, o compromisso com um trabalho de longo prazo visando à inclusão, bem como orientações sobre a elaboração da receita da cerveja e a utilização de um rótulo comum.

Com influência de balanço, ação da Ambev termina julho desvalorizada

Na contramão do índice Bovespa, a ação da Ambev caiu em julho e fechou o pregão da última sexta-feira com desvalorização de 1,70% em relação ao último mês. A queda no preço do papel (ABEV3) se deu principalmente pela recepção negativa ao balanço do segundo trimestre da multinacional cervejeira, divulgado no dia 30.

A ação ordinária da Ambev fechou o pregão da última sexta-feira com o preço de R$ 13,90, sendo que havia começado julho cotada a R$ 14,14. Assim, manteve o cenário de queda expressiva em 2020, pois o papel da Ambev havia terminado 2019 a R$ 18,67. Com isso, a desvalorização neste ano está em 25,55%.

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Essa queda em julho foi influenciada pela divulgação dos resultados da Ambev na quinta-feira, com redução de 49% no lucro. Analistas avaliaram que a cervejaria inicia uma recuperação, mas o mercado entendeu diferente, tanto que a ação havia encerrado o pregão de quarta-feira com valor de R$ 15,15. Ou seja, em dois dias, desvalorizou 8,99%.

Já a Bolsa de Valores de São Paulo registrou o quarto mês consecutivo de recuperação, após um início de 2020 desastroso. O índice Bovespa, considerado o mais importante do principal mercado nacional, fechou julho em 102.912,24 pontos, sendo que havia terminado junho em 95.055,82. Desse modo, valorizou 8,27% no período.

Permanece, no entanto, sendo insuficiente para recuperar as expressivas perdas do primeiro trimestre do ano, pois o Ibovespa tinha encerrado 2019 com 115.645,34 pontos. Com isso, mesmo com a recuperação de abril, maio, junho e julho, a queda acumulada em 2020 está em 11,01%, influenciada diretamente pelo pior primeiro trimestre da história do Ibovespa.

Além disso, a recuperação da Bolsa se dá em um cenário de alguma incerteza, especialmente pela possibilidade de uma segunda onda de contaminação do coronavírus, embora haja uma acelerada busca por uma vacina.

Também há o risco do aumento das tensões entre Estados Unidos e China, sobretudo pelo cenário desfavorável a Donald Trump para as eleições norte-americanas, o que deve aumentar as provocações e ataques ao país asiático.

Fora do Brasil
Entre as principais cervejarias do mundo, o destaque foi para a alta da ação da Anheuser-Busch InBev – multinacional fruto da fusão da belga Interbrew com a Ambev – na Europa. O papel da AB-Inbev começou o mês custando 43,87 euros e encerrou julho com o valor de 46,12 euros. A valorização, portanto, foi de 5,13% nesse período.

Já a ação da Heineken fechou julho cotada a 82,24 euros. Como havia terminado junho valendo 82,06 euros, a alta foi de 0,22% no sétimo mês de 2020.

Colunista do Guia lança livro sobre Direito para o mercado cervejeiro

O advogado e colunista do Guia, André Lopes, lançará no dia 11 de agosto o livro “Direito para o Mercado da Cerveja”. Publicada pela Editora Krater, a obra analisa os possíveis erros e aponta os melhores caminhos para quem empreende no setor. Lopes divide a autoria com os também advogados Cristiano Távora, Vinicius Verdi e Elisabeth Bronzeri.

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O livro “Direito para o Mercado da Cerveja” vai explorar temas como a formação de sociedades, a expansão dos negócios, o encerramento das atividades, a propriedade intelectual, a rotulagem, a publicidade, o direito trabalhista e o planejamento tributário.

Com 312 páginas e prefácio assinado por Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), o livro promete esclarecer dúvidas nebulosas, porém comuns, nos círculos cervejeiros e jurídicos, tais como: qual é a diferença entre cervejaria cigana e contract brewing? É preciso registrar receitas de cerveja? Quais são os impactos da reforma trabalhista para quem trabalha e quem emprega no mercado cervejeiro? Afinal, como se calcula o temido ICMS-ST?

André Lopes é idealizador do Advogado Cervejeiro, um portal de informação jurídica voltado para o mercado cervejeiro que, desde 2016, publica artigos mensais sobre os mais diversos temas jurídicos relacionados a cervejarias artesanais e a outras empresas do ramo.

Ele também é sócio do escritório Lopes, Verdi & Távora, que se especializou em atender demandas do mercado de produção de cerveja artesanal no Brasil. E, nos últimos meses, passou a ocupar uma coluna no Guia.

“Direito para o Mercado da Cerveja” já está à venda de forma digital a um valor promocional de R$ 45 até 10 de agosto. Após o lançamento, o livro custará R$ 54,90, com envio de exemplares para todo o Brasil.

Para adquirir seu exemplar, acesse: https://cutt.ly/direito.

Balcão da Ana: Tempo de espera

Coluna Ana Pampillón

Balcão da Ana: Tempo de espera

Para muitos, de março até hoje, foi um tempo de múltiplas emoções e ações. Há aqueles que passaram o tempo lamentando, os que passaram o tempo se reinventando (aliás, muitas dessas reinvenções vieram para ficar), muitos pararam tudo e aproveitaram o tempo para se estruturarem e andarem mais firmes, o que o envolvimento com a rotina não permitia que acontecesse.

Muitos, também, usaram esse momento para se jogar de cabeça em projetos que ainda seriam lançados, e outros tantos aproveitaram o clima de vulnerabilidade e partiram para ações sociais e sustentáveis, destacando-se a EMPATIA.

E tantos outros movimentos agitaram a órbita desse planeta…

Falo principalmente do mercado cervejeiro, e de toda a sua cadeia.

Nesse retorno, teremos boas e grandes novidades no setor onde a premissa foi pegar o limão e fazer uma deliciosa Witbier.

O mercado já está mostrando timidamente a cara com novos lançamentos. Por exemplo, algumas cervejarias da Rota Cervejeira RJ lançaram novidades, e também a cervejaria OverHop, que nos trouxe dois novos rótulos no meio da pandemia: Reddish e Rising Sun. Ela está, ainda, programando o lançamento de mais dois rótulos para agosto: Simplicité (Trappist Single) e We Are Alive (West Coast IPA) – este uma referência à série de lives que a marca realizou durante a pandemia.

Novas cervejarias surgiram exatamente nesse momento, como é o caso da cervejaria Soma. Trabalho árduo de 5 sócios, no bairro de Moema, em São Paulo, que iriam inaugurar quando tudo parou, e hoje estão abrindo as portas com muita segurança.

O AGRO, em especial o lúpulo, vai bem obrigada.

Realmente a única coisa a temer ainda é a Covid-19. Isso sim, continuará sendo um mistério por algum tempo, mas não vai impedir quem aguentou até aqui de seguir em frente.

Será ela o fator mais desafiador dessa convivência daqui em diante, mas com certeza não o mais paralisante.

Aos poucos a vida volta ao normal, dentro do possível, onde a flexibilização e os cuidados terão que acontecer, principalmente na cabeça de cada um de nós!

Que o nosso povo tão criativo e forte consiga também se educar para que o eixo do planeta se alinhe novamente, nesse momento em que estamos todos de cabeça para baixo.

Um brinde, aos novos tempos!


Ana Pampillón é turismóloga, sommelier de cervejas, coordenadora da Rota Cervejeira RJ e atuante no mercado de lúpulo brasileiro