A Cia. Müller de Bebidas acaba de colocar mais um troféu na estante. A lata da Cachaça 51 Ouro venceu a nova categoria do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil 2025, da Abralatas, com a edição comemorativa de São João inspirada nas gravuras de J. Borges, mestre pernambucano do cordel e da xilogravura. Mais do que uma embalagem bonita, a lata virou símbolo colecionável de brasilidade e criatividade.
Para entender o que está por trás dessa conquista, conversamos com Marina Flávia da Silva, Head de Marketing e Trade Marketing da Müller. Ela fala sobre o processo criativo, o desafio de traduzir a arte popular para o alumínio e o papel da Cachaça 51 em valorizar a cultura brasileira.
Como é para vocês ganhar o prêmio de Lata mais Bonita do Brasil, ainda mais na primeira edição na qual a premiação contempla outras bebidas além da cerveja?
Estamos muito orgulhosos pela Cachaça 51 Ouro ter recebido o prêmio Lata Mais Bonita do Brasil 2025, concedido pela Abralatas. Ganhar nessa primeira edição confirma que nosso investimento em design, cultura e inovação é bem-sucedido. As latas comemorativas de São João são tão icônicas que já se tornaram objetos de coleção. Os consumidores esperam e nos perguntam sobre as novas edições, o que mostra o interesse artístico pelo produto. Toda a equipe da Cia. Müller de Bebidas celebra esse reconhecimento, afinal é uma conquista coletiva que reafirma a relevância da Cachaça 51.
A lata é linda e tem muita brasilidade. Como surgiu e de onde veio a ideia de trazer J. Borges para a embalagem?
A ideia nasceu do desejo de traduzir o São João e a arte popular nordestina em uma embalagem capaz de honrar esse legado. Escolhemos J. Borges por ser um ícone da xilogravura brasileira, com traços fortes e cores vibrantes que conversam diretamente com a festa e nossa identidade de marca. A combinação destes elementos com o dourado, que representa a Cachaça 51 Ouro, criou uma composição visual perfeita! Nosso objetivo sempre foi que as embalagens comemorativas de São João não fossem apenas um rótulo, mas uma homenagem autêntica à cultura brasileira.
Como foi o processo de produção da lata especial da Cachaça 51 Ouro? Quais as dificuldades de reproduzir as gravuras de J. Borges na embalagem?
Desde 2019 trabalhamos com a arte de J. Borges nas nossas embalagens comemorativas de São João. O processo de produção envolve a área criativa e o estúdio J. Borges para concepção do projeto. Nossa linha de produção conta com recursos técnicos modernos capazes de transformar a xilogravura em embalagens incríveis. Essa infraestrutura permitiu preservar a força dos traços, a vivacidade das cores e o acabamento dourado que faz da lata um item colecionável. São 4 produtos que fazem parte do conjunto embalagens comemorativas de São João: Cachaça 51 Branca em garrafa de 965ml, em lata de 350ml e lata de 473ml, além da nossa grande vencedora: Cachaça 51 Ouro em lata de 350ml.
Qual a importância de resgatar e propagar o legado de J. Borges para vocês?
Resgatar o legado de J. Borges é uma responsabilidade que levamos com muita honra e cuidado. Propagar sua obra ajuda a manter viva a tradição da xilogravura nordestina, fortalece a identidade regional e leva a arte popular a novos públicos. Para a marca, essa iniciativa não é só estética, é um compromisso com a memória cultural do Brasil e com o respeito aos mestres que formam nossa identidade. É por isso que dedicamos este prêmio a J. Borges, cuja arte nos inspirou, e à toda a equipe da Cia. Müller de Bebidas que, com trabalho e dedicação, tornaram essa conquista possível.
Existem outros projetos com o mesmo artista ou de trazer outros nomes da cultura popular brasileira?
Estamos sempre trabalhando para ampliar projetos que conectem arte e produto. A ideia é continuar com a parceria com J. Borges e também convidar outros nomes da cultura popular brasileira em futuras edições, sempre com respeito ao legado dos artistas e valorização do trabalho autoral. Nossas iniciativas continuarão priorizando reconhecimento cultural, sustentável e criativo para apresentar produtos únicos aos consumidores, mantendo o desejo de aumentar a coleção.
O universo das cervejas artesanais não está imune à dura realidade fiscal do país. A alta carga tributária e a complexidade do sistema, com obrigações em diferentes esferas, podem gerar passivos fiscais que dificultam o crescimento das empresas e até inviabilizam projetos. Nesse cenário, a negociação de débitos tributários surge como instrumento importante para recuperar a regularidade e organizar o fluxo de caixa sem perder competitividade.
A negociação de débitos consiste em um acordo formal entre o devedor e o Fisco, por meio do qual se busca quitar ou parcelar dívidas tributárias com redução de juros, multas e encargos. Esse instrumento permite ajustar o pagamento à capacidade financeira da empresa e evitar a continuidade de litígios, além de liberar certidões e possibilitar acesso a linhas de crédito. Ao contrário dos parcelamentos tradicionais, que oferecem descontos uniformes, a negociação permite acordos individualizados, levando em conta o perfil do crédito e a situação econômica de cada contribuinte.
Quem pode negociar e quais débitos entram
Em linhas gerais, podem aderir à negociação pessoas físicas e jurídicas, incluindo microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME), empresas de pequeno porte (EPP) e organizações do terceiro setor. As dívidas elegíveis são aquelas inscritas em dívida ativa (tributárias e não tributárias) ou em discussão administrativa, e costumam ter limites de valor e de data de inscrição.
Modalidades de negociação de débitos tributários
A legislação estabelece diferentes modalidades de transação, que variam conforme a classificação do débito e o perfil do contribuinte. Em linhas gerais, podemos citar três categorias:
Negociação por capacidade de pagamento: para contribuintes com maior possibilidade de recuperação, exige uma entrada mínima e permite parcelar o saldo remanescente em longo prazo. Os descontos incidem sobre juros e multas e, em alguns casos, a entrada pode ser dispensada.
Negociação de débitos de difícil recuperação ou irrecuperáveis: destinada a créditos considerados de difícil recebimento, oferece reduções mais expressivas e exige entrada menor. O número de parcelas e o percentual de desconto variam conforme a análise do crédito e, para micro e pequenas empresas ou pessoas físicas, os percentuais costumam ser maiores.
Negociação de pequeno valor: voltada a débitos de baixo montante, normalmente medidos em salários-mínimos. É possível dar entrada reduzida e obter abatimentos proporcionais ao prazo escolhido para quitação. Esse formato facilita a regularização de passivos que, embora pequenos, impedem a emissão de certidões.
Etapas para aderir
O processo de negociação exige algumas etapas básicas:
Levantamento dos débitos: comece verificando quais dívidas estão inscritas e quais valores estão em discussão. O contribuinte deve reunir documentos para comprovar sua capacidade de pagamento.
Simulação e escolha da modalidade: simule diferentes opções de pagamento. Nessa fase, avalia-se o valor de entrada, a quantidade de parcelas e os percentuais de desconto para escolher a alternativa mais vantajosa.
Adesão on-line: uma vez escolhida a modalidade, a formalização do acordo ocorre com envio de documentação digital e, quando houver processos administrativos ou judiciais em curso, requerimento de desistência dessas ações.
Pagamento da entrada e acompanhamento: após a aprovação, paga-se a entrada e cumpre-se o cronograma de parcelas. O contribuinte deve acompanhar a homologação e manter as obrigações fiscais regulares para não perder os benefícios.
Benefícios e mecanismos de redução
Uma das principais vantagens da negociação de débitos tributários é a possibilidade de abater grande parte dos juros e multas, além de dividir o saldo em dezenas de parcelas, o que melhora o fluxo de caixa. Para micro e pequenas empresas, os descontos costumam ser maiores e o prazo de pagamento, mais longo. Em certos casos, é possível utilizar prejuízo fiscal e base negativa de CSLL para reduzir a dívida. Outra alternativa prevista em lei é a utilização de precatórios ou créditos líquidos e certos para compensar ou amortizar o débito.
Além de garantir a regularidade e evitar bloqueios, a negociação suspende protestos e execuções fiscais. E isso possibilita à empresa voltar a emitir certidões negativas e participar de licitações ou obter financiamentos. Para o negócio cervejeiro, que muitas vezes necessita de crédito para expansão e compra de insumos, essa certidão é essencial.
Conclusão
A negociação de débitos tributários é um poderoso recurso para as cervejarias artesanais se manterem em dia com o Fisco. E assim aliviarem o impacto dos passivos. Ao proporcionar descontos e alongar prazos, permite que o empresário organize sua situação fiscal e dedique energia ao que realmente importa: produzir cervejas de qualidade e fortalecer o negócio.
Clairton Gamaé advogado e sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados. Possui mestrado em Direito pela UFRGS e é especialista em Direito Tributário pelo IBET. Além disso, é cervejeiro caseiro.
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou em outubro o Projeto de Lei 4.275/24, que institui a Política Nacional de Incentivo à Produção de Lúpulo de Qualidade. O objetivo é ampliar a oferta e elevar o padrão do insumo, segundo a Agência Câmara.
O texto define diretrizes como o estímulo à pesquisa e à inovação tecnológica na produção de lúpulo e no processamento, a integração da cadeia produtiva, a agregação de valor ao produto e a oferta de crédito rural, com foco em agricultores familiares e pequenos produtores. Também prevê assistência técnica e extensão rural, além da regulamentação das características do lúpulo de qualidade pelo governo federal.
De autoria da deputada Delegada Adriana Accorsi (PT-GO), o projeto tem relatoria de Magda Mofatto (PRD-GO), que defende o fortalecimento da produção de lúpulo nacional como medida estratégica para reduzir a dependência externa e fomentar a indústria cervejeira. A proposta segue agora para análise conclusiva na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) antes de ser votada pelo plenário da Câmara e pelo Senado.
São Paulo, Santa Catarina e DF se destacam na Copa Cerveja Brasil
A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) divulgou na quinta-feira (23) o resultado da etapa nacional da Copa Cerveja Brasil 2025 — fase final do concurso na qual competem apenas as cervejas já medalhadas nas etapas realizadas nas cinco regiões do país. Foram distribuídas ao todo 59 medalhas (17 de ouro e 21 de prata e 21 de bronze) para cervejarias de 13 estados, aproximadamente metade das unidades da federação brasileiras.
Em números absolutos, São Paulo e Santa Catarina se destacaram em número de medalhas. As cervejarias paulistas faturaram 16 e as catarinenses, 10. Um total de 35% das premiações. E a Cervejaria Stannis foi a mais premiada, somando 10 medalhas, ou 17%.
No entanto, comparando as premiações com o número de cervejarias que cada estado, o Distrito Federal (DF) se destaca. São Paulo tem 21,91% das cervejarias do país e ficou com 27,12% das medalhas. Já as cervejarias do DF são apenas 1% do total de fábricas do país e levaram para casa 6,78% das medalhas — um resultado bem expressivo se o critério de representatividade for levado em conta.
Heineken lança garrafa de alumínio em edição limitada para o GP de São Paulo
A Heineken® lançou uma garrafa de alumínio comemorativa da Fórmula 1® para celebrar o Grande Prêmio de São Paulo 2025, evento que patrocina desde 2016. Importada da Holanda, a edição limitada chega aos principais pontos de venda da capital paulista no formato long neck de 330 ml, com preço sugerido de R$ 12,99. Com cerca de 300 mil unidades disponíveis, o lançamento combina design colecionável e sustentabilidade, já que o alumínio tem mais de 98% de reciclabilidade no Brasil. A novidade reforça a parceria global entre Heineken e a F1, unindo inovação, celebração e consumo responsável.
Noi lança Italian Pilsner inspirada em raízes italianas
A Cervejaria Noi, de Niterói (RJ), lançou sua nova Italian Pilsner, cerveja que celebra as origens italianas da família Buzin. O rótulo, com 5% de álcool e 35 IBU, combina maltes Pilsen premium e lúpulos nobres europeus, resultando em aroma floral e herbal com toques cítricos, amargor limpo e final seco. O lançamento traz o conceito “Il Dolce Far Niente”, inspirado na filosofia de desacelerar e valorizar o momento presente. A Italian Pilsner já está disponível nos restaurantes Noi Gastronomia, no site da marca e em pontos de venda no Rio de Janeiro e em Niterói.
Encontro da Lata 2025 debate inovação e sustentabilidade do setor
A Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas) realiza, no dia 5 de novembro, em São Paulo, o Encontro da Lata 2025, principal fórum da indústria de latas para bebidas no país. O evento reunirá executivos e especialistas do Brasil e do exterior para debater inovação, descarbonização, economia circular e competitividade. A programação inclui painéis com representantes de empresas como Ball Corporation, Heineken, Ambev, Canpack e Novelis. Segundo o presidente da Abralatas, Cátilo Cândido, o encontro busca conectar sustentabilidade, inovação e colaboração estratégica. A edição conta com patrocínio de empresas como AkzoNobel, Ecolab, Sherwin Williams e Stolle Machinery.
Soft Inn Bahia Alagoinhas sedia parte do julgamento do BBA 2025
O hotel Soft Inn Bahia Alagoinhas, da rede Louvre Hotels Group – Brazil, será sede de parte do julgamento do Brazilian International Beer Awards (BBA), que acontece de 6 a 9 de novembro em Alagoinhas (BA). O BBA registrou 1.467 amostras de 199 cervejarias de 43 países, um crescimento de mais de 40% em relação ao ano anterior. O evento integra o Bahia Beer Festival, promovido pela Prefeitura de Alagoinhas e pela Setur-BA. O Soft Inn, em soft opening, receberá jurados e visitantes internacionais com estrutura de 162 apartamentos, restaurante e áreas para eventos, reforçando o destaque da cidade como capital baiana da cerveja.
O Concurso Brasileiro da Cerveja (CBC Brasil®), lançou uma promoção especial para sua etapa em Uberlândia (MG). Entre 15 e 30 de novembro, o valor da inscrição por amostra cairá de R$ 249,90 para R$ 199,90. A ação faz parte da Black Week do concurso, que busca ampliar a participação de cervejarias artesanais e caseiras no circuito nacional de avaliação. Uberlândia foi escolhida pela localização estratégica — próxima a cinco estados com mais de 700 cervejarias — e pela estrutura logística. As inscrições estão disponíveis no site oficial.
A cantora e compositora Juma foi o destaque da segunda noite do Petra Zuca Audições, projeto da Casa da Música Brasileira em parceria com a cerveja Petra, que apoia artistas independentes na criação de seus álbuns autorais. Idealizado por Marina Sena e Talita Morais, o projeto oferece estrutura profissional completa para gravação e lançamento das obras. Desde que assumiu o naming rights do espaço, a Petra vem ampliando sua atuação cultural, promovendo diversidade e fortalecimento da cena musical brasileira. O evento faz parte do programa da Petra Zuca, inaugurada em 2024, que transformou um ícone modernista paulistano em polo cultural dedicado à música e à arte.
Parque Vila Velha anuncia parceria com a Münchenfest
O Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa (PR), firmou parceria com a 34ª Münchenfest, a Festa Nacional do Chope Escuro, oferecendo 20% de desconto no ingresso a quem apresentar bilhete do evento, que ocorre de 14 a 29 de novembro no Centro de Eventos da cidade. A ação é válida até o encerramento da festa e busca incentivar o turismo regional, unindo lazer, cultura e sustentabilidade.
A Bodebrown realiza neste sábado (1º), em Curitiba (PR), a edição especial de Halloween do Growler Day, com mais de 40 rótulos de chope, gastronomia e shows de rock. O evento gratuito acontece das 9h às 18h na fábrica da cervejaria, na Rua Carlos de Laet, 1015, no bairro Hauer. Entre os destaques estão os chopes Aces High, Mandrake Jambu Ale, Trooper Brasil IPA e Perigosa Imperial IPA, além da decoração inspirada no mascote Eddie, do Iron Maiden.
A Lagunitas promove neste sábado (1°) uma programação especial em parceria com o bar Lazy Park e a ONG Desabandone, em São Paulo (SP). Das 10h às 14h, haverá aulas de Dog Yoga com cachorros fantasiados e disponíveis para a adoção. Para participar desta atividade é preciso comprar um ingresso no valor de R$ 130,00 em que o valor é destinado à ONG. Já a partir das 17h30 inicia-se um concurso de fantasias caninas, valendo premiações para os três primeiros colocados, após votação do público presente.
Chope deve liderar vendas nas confraternizações de fim de ano
Cervejarias projetam um aumento expressivo nas vendas de chope com a chegada das festas de fim de ano, impulsionadas por confraternizações e eventos corporativos. A mineira LÄUT espera crescer 20% em relação a 2024, impulsionada por investimentos em delivery e pela rede LÄUT Express, que atende todo o estado com suporte técnico e logística própria. A também mineira Krug Bier prevê alta de 30% e recomenda reservas antecipadas devido à forte demanda, enquanto a Hofbräuhaus, que completa dez anos em Belo Horizonte (MG), estima um crescimento entre 25% e 30%, com alta procura por eventos e barris para festas privadas.
A Amstel lançou, em parceria com a DiaTV e a consultoria Nhaí, a série “Negócios de Orgulho”, que celebra empreendedores LGBT+ à frente de bares e espaços de convivência em São Paulo (SP). O programa, apresentado por Rafa Dias, tem oito episódios e vai ao ar às quintas-feiras, às 19h, mostrando histórias de resistência e diversidade em locais como Espeto Bambu, Lola Bar e Torneira Boteco. A produção amplia a iniciativa Mentoria Negócios de Orgulho, criada pela marca em parceria com Raquel Virgínia, e reforça o compromisso da Amstel com a representatividade e o impacto social.
All Beers Sessions estreia no Rio com 50 cervejarias
O festival All Beers Sessions chega ao Rio de Janeiro (RJ) pela primeira vez em 1º de novembro, no Brewteco Tijuca, após dez anos de sucesso em São Paulo (SP). O evento reunirá 50 cervejarias nacionais e internacionais, como Dogma, Hocus Pocus, Paulaner e Straffe Hendrik, em formato open bar, com degustação livre de chope, garrafas e latas. O cardápio ficará por conta do próprio Brewteco, com opções de boteco e receitas autorais. Os ingressos custam R$ 270 e incluem copo de vidro personalizado.
A cervejaria Way Beer, de Pinhais (PR), realizará neste sábado (1º), das 14h às 21h, a terceira edição da “Viva La Vida”, festa mexicana inspirada no Día de los Muertos, com celebração aberta a todas as idades, espaço pet friendly, Espaço Kids, shows de rock e mariachis, cervejas artesanais, gastronomia temática e maquiagem especial para adultos e crianças. Os ingressos estão disponíveis a partir de R$ 20 na Sympla, e o evento ocorrerá na fábrica da Way Beer – Rua Pérola 331, Pinhais/PR.
O lucro da Ambev cresceu 36,4% em relação ao mesmo período do ano anterior no terceiro trimestre de 2025 (3T25). A empresa reportou um lucro líquido de R$ 4,86 bilhões. Esse desempenho expressivo foi impulsionado principalmente pela produtividade operacional e por benefícios fiscais, de acordo com o relatório da empresa.
A empresa afirmou que focou em uma gestão disciplinada de receita, custos e despesas, o que resultou na expansão da margem EBITDA e no crescimento do lucro.
“O terceiro trimestre seguiu dinâmico, com as indústrias ainda apresentando sinais de fraqueza. Nesse contexto, a execução consistente da nossa estratégia fortaleceu nossas marcas e resultou em crescimento de um dígito baixo do EBITDA Ajustado, com expansão de margem”, afirmou o CEO da Ambev, Carlos Lisboa, em texto do relatório.
Lucro da Ambev: eficiência, impostos e preços
As iniciativas de produtividade incluem controles mais rigorosos nos processos de fabricação e melhorias na eficiência operacional. Isso ajudou a reduzir custos de conversão, mesmo diante de pressões externas como aumento nos preços das commodities, especialmente alumínio.
Além disso, a menor despesa com imposto de renda, devido a benefícios fiscais, teve papel decisivo no crescimento do lucro líquido. E compensou parcialmente o aumento das despesas financeiras líquidas.
O lucro líquido ajustado cresceu 7,4%, totalizando R$ 3,84 bilhões. Porém, o lucro líquido reportado, que inclui os benefícios fiscais, foi significativamente maior, de R$ 4,86 bilhões.
A boas notícias vem mesmo em um cenário desafiador para as indústrias cervejeiras, que este ano também enfrentaram um clima mais frio que o normal, gerando queda no volume de vendas. “Os últimos seis meses foram mais frios que o normal, especialmente no Sul e no Sudeste”, disse o presidente executivo da companhia, Carlos Lisboa, na conferência de apresentação dos resultados desta quinta-feira (30).
A Ambev também reportou aumento de 7,4% na receita líquida por hectolitro (ROL/hl). Ela mede a eficiência na geração de receita a partir do volume de vendas. Ou seja, mesmo com menos vendas, a empresa conseguiu aumentar os preços médios, refletindo sua estratégia de premiunização e gestão de preços.
A cerveja foi o único item a apresentar ruptura de estoque nas prateleiras dos supermercados em setembro, de acordo com o Índice de Ruptura da Neogrid — indicador que busca mensurar a falta de produtos nas gôndolas. O índice monitora diversos bens de consumo mensalmente. Contribuíram para essa maior indisponibilidade da bebida o aumento nos preços, queda na produção, ajustes de estoque e a crise do metanol, que teve início no final de agosto.
Para entender como o índice se expressa, imagine um varejo que trabalha com dez marcas diferentes de cerveja de 600 ml. Se faltar uma dessas marcas, a ruptura será de 10%. Em setembro, o aumento na indisponibilidade de cerveja nas gôndolas dos supermercados foi de 12,8%. Em agosto, o indicador havia sido de 12,1% e, em julho, de 9,4%.
O índice de ruptura de estoque de setembro foi mais alto que o de dezembro de 2024, mês de verão onde naturalmente a demanda é maior e rupturas são mais comuns.
Índice de ruptura da cerveja
set./24
10,2%
out./24
10,7%
nov./24
11,4%
dez./24
12,0%
jan./25
11,2%
fev./25
10,0%
mar./25
9,9%
abr./25
8,8%
mai./25
8,9%
jan./25
9,6%
jul./25
9,4%
ago./25
12,1%
set./25
12,8%
Alta de preços
O aumento na ruptura de estoque da cerveja veio acompanhado de alta de preços em todas as versões avaliadas. A variação média de agosto para setembro de 2025 foi:
Artesanal: de R$ 19,93 para R$ 21,63
Escura: de R$ 14,78 para R$ 15,84
Clara: de R$ 13,56 para R$ 14,68
Sem álcool: de R$ 15,51 para R$ 16,29
Dados do IPCA, o índice que mede a inflação oficial do país, confirmam a elevação de preços. Em setembro, a inflação da cerveja fechou com alta de 0,64%, acima da inflação geral do país.
Contexto desafiador e ruptura de estoque
O comportamento da categoria reflete um contexto produtivo desafiador. Dados do IBGE indicaram uma queda de 11% na produção de bebidas alcoólicas em agosto, reacendendo a preocupação com o volume das cervejarias no terceiro trimestre.
Além dos ajustes de estoque de grandes grupos visando a alta temporada de fim de ano, as baixas temperaturas no Sul e Sudeste (principais mercados consumidores) também contribuíram para diminuir o ritmo de consumo, segundo a Neogrid.
Outro ponto adicional foi a crise do metanol em destilados, que tem levado parte do público a migrar para a cerveja, segundo a Neogrid.
O mês da Oktoberfest está se despedindo, mas não sem antes deixar um legado de bons momentos e boas cervejas. Muitos dos lançamentos do mês tiveram a festa como alvo — até mesmo o inusitado chope com folhas de boldo, que fez sucesso em Bluemenau (SC). Internacionalmente, a Calsberg lançou a menor cerveja do mundo, até como parte de uma campanha de consumo moderado de álcool. Mas as cervejarias nacionais também olharam para o final do ano e já estão na expectativa do verão — estação campeã de vendas.
Chope com folhas de boldo vira sensação na Oktoberfest Blumenau
Uma das surpresas da Oktoberfest Blumenau 2025 é o chope com folhas de boldo Mata Cura, da Cervejaria Balbúrdia, criação do publicitário e mestre em estilos Celso Castellen. A receita, desenvolvida ao longo de seis meses de testes, leva 50 mil folhas de boldo para produzir 2 mil litros e promete aliviar os efeitos da ressaca — ainda que sem comprovação científica. O resultado é uma cerveja leve, refrescante e fácil de beber, com o toque herbal característico da planta. O sucesso foi imediato: o chope já responde por um terço das vendas da cervejaria durante a festa, conquistando tanto os curiosos quanto os que buscam um “gole milagroso” para o dia seguinte.
A Carlsberg acaba de entrar para a história com o lançamento da menor cerveja do mundo: uma garrafa de apenas 12 milímetros de altura, capaz de armazenar 0,005 centilitros — o equivalente a um grão de arroz cru. Criada pela artista sueca Åsa Strand, especialista em miniaturas, a peça reproduz fielmente o formato, o rótulo e a tampa das garrafas originais da marca, contendo uma fração de mililitro de cerveja sem álcool. Além da façanha artística, o projeto tem um propósito: reforçar a mensagem de consumo responsável de álcool. A iniciativa ainda inspirou um concurso promovido pela Universidade de Tecnologia de Estocolmo, que desafia o público a criar uma garrafa ainda menor.
Spaten lança chope exclusivo para comemorar os 40 anos da Oktoberfest Blumenau
Spaten Festbier será lançada na abertura da Oktoberfest Blumenau para comemorar a 40ª Edição do evento (Crédito: Spaten / Divulgação)
A Spaten celebra os 40 anos da Oktoberfest de Blumenau com uma edição especial: a Spaten Festbier, inspirada nas tradicionais cervejas de Munique servidas na festa original. Disponível apenas como chope e exclusivamente durante o evento, a novidade é uma Lager dourada, com 5,2% de teor alcoólico e 19 IBU de amargor. Segundo a marca, é uma cerveja suave, equilibrada e refrescante, com notas de malte que se encontram com o frescor do lúpulo — perfeita para longos brindes na Vila Germânica. Criada em 1397, a Spaten é uma das seis cervejarias de Munique autorizadas a produzir as verdadeiras Oktoberfestbier e mantém viva essa tradição agora também no Brasil, onde a marca integra o portfólio premium da Ambev desde 2021.
A mineira Krug Bier lançou sua cerveja sazonal em homenagem à Oktoberfest, uma Festbier com 5,5% de teor alcoólico e 25 IBU, que equilibra o amargor de lúpulos nobres alemães com o dulçor de maltes caramelo. A novidade celebra também os 28 anos da cervejaria, fundada em 1997 como a primeira artesanal independente de Minas Gerais.
Para celebrar 11 anos de história, a Cervejaria Dádiva traz de volta um rótulo que marcou seu início: a Munich Dunkel, lançada originalmente em 2014. O estilo alemão ganha nova vida mantendo suas principais características — cor castanho-límpida, 5,2% de teor alcoólico e serviço ideal entre 4 e 8 °C. No paladar, o destaque vai para a maciez do malte e a leve tosta, que entrega sabor sem pesar, com final limpo e refrescante. É uma cerveja versátil, boa companhia para queijos de notas amendoadas, carnes vermelhas e chocolate meio amargo. O clássico já está chegando aos principais bares especializados e também pode ser encontrado na loja virtual da Dádiva.
Leopoldina lançou Italian Grape Ale Riesling e nova versão da Old Strong Ale em evento em São Paulo (Divulgação)
A Brewine Leopoldina ampliou seu portfólio de cervejas especiais com dois lançamentos apresentados na ProWine São Paulo: a Renano, uma Italian Grape Ale com uvas Riesling, e a edição limitada da Old Strong Ale em garrafas de 1,5 litro. A IGA recebeu medalha de ouro no European Beer Star 2025 e a Old Strong Ale celebra os 150 anos da imigração da famiglia Valduga no Brasil, com 150 garrafas numeradas. Os rótulos estarão disponíveis nas lojas próprias e no e-commerce da Famiglia Valduga.
Chegou este mês ao mercado a Lagunitas Daytime, uma Session IPA leve e refrescante, com 98 kcal e notas cítricas e frutadas. O novo rótulo já está disponível em latas, long necks e chope, inicialmente nas regiões Sul e Sudeste. O produto foi apresentado no Mondial de la Bière, no Rio de Janeiro. Com 30 IBU, ela possui somente 4% de álcool.
O Tank Brewpub, em São Paulo (SP), dedica novembro às India Pale Ales com uma sequência de lançamentos semanais. A cada sábado, uma nova IPA chega às torneiras, escalando em teor alcoólico e intensidade: Easy Rider (Session IPA, 4,5% ABV, 1/11), Hazy Dream (Hazy IPA, 6,6% ABV, 8/11), Heavy Dose (Double IPA, 8,2% ABV, 15/11), Final Blow (Triple IPA, 10,1% ABV, 22/11) e Clear Dream (American IPA, 6,5% ABV, 29/11). Os rótulos ficam disponíveis até o fim dos estoques.
Coxa Sports Bar lança cervejas da torcida alviverde
O Coxa Sports Bar, ponto de encontro de torcedores do Coritiba, na capital paranaense, lança duas cervejas artesanais em parceria com as cervejarias Frohenfeld e Ignorus. A Frohenfeld Pils (4,0%) passa a integrar o cardápio fixo, enquanto a Mutum Cavalo IPA (7,0%) chega em edição limitada. Os rótulos personalizados celebram o primeiro aniversário do bar e reforçam sua conexão com a torcida.
A Joy Project Brewing, de Curitiba (PR), promove neste sábado (25) o Injoy Halloween, evento gratuito com shows, espaço kids e decoração temática. A cervejaria lança a Zombiefied Pumpkin Ale (12% ABV), feita em parceria com a Zombie Walk CWB, e o Pumpkin Burger, hambúrguer com chips de abóbora e maionese de alho negro. A festa começa às 14h no taproom da marca, na Av. Linha Verde, 15.847, no bairro Xaxim.
A Bodebrown acaba de lançar a Atomga Cherry — Millésime 2025, uma Imperial Stout criada em colaboração com os cervejeiros norte-americanos Chris Kirk e Joyce Tiller, de Denver (EUA). Feita com cerejas negras (Prunus avium), a cerveja traz uma combinação intensa de chocolate amargo, café tostado, frutas maduras e toques de baunilha, lembrando uma torta de chocolate com cereja. Com corpo robusto, textura aveludada e final aquecido, a novidade traduz em líquido o espírito vibrante da banda de afrobeat Atomga, que inspira o nome e o conceito da receita. É uma cerveja potente, feita para ser apreciada com calma — e com todos os sentidos.
Nesta quarta-feira (29) é comemorado o Dia Nacional do Livro. Uma ótima oportunidade para conhecer mais da produção de livros sobre cerveja feitos por autores brasileiros, que vem crescendo muito nos últimos anos.
Mesmo com o fechamento da mais importante editora especializada em livros de cerveja — a Editora Krater encerrou atividades em março de 2024 —, o mercado vem mantendo os lançamentos de obras produzidas em português.
A data comemorativa foi escolhida como homenagem à fundação da Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro (RJ), em 29 de outubro de 1810. Ela recebeu seu primeiro acervo quando a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para nosso país com a chegada da corte de Portugal ao Brasil.
O Guia da Cerveja selecionou dez dos melhores livros sobre cerveja nacionais para você escolher o que melhor se encaixa com seu perfil. Confira:
Livros sobre produção de cerveja
Tecnologia Cervejeira
Na publicação mais recente desta lista, o professor Alfredo Luís Barcelos Ferreira assina “Tecnologia Cervejeira”, obra para profissionais e entusiastas da produção de cerveja. Ele é um dos nomes mais respeitados da educação cervejeira no país, sendo professor e sócio-fundador do Instituto da Cerveja Brasil (ICB).
O livro apresenta uma visão técnico-científica e acessível de todo o processo produtivo, da água à filtração, passando por malte, lúpulo, levedura e fermentação. Dividido em nove capítulos, traz ainda um capítulo exclusivo sobre o processo de malteação.
Bem ilustrado e com linguagem clara, o conteúdo reflete os mais de 27 anos de experiência de Ferreira — químico formado pela Unicamp e mestre cervejeiro pela Doemens Akademie de Munique. Uma boa indicação para quem quer produzir profissionalmente ou em casa.
O livro “Microbiologia da Cerveja: do básico ao avançado, o guia definitivo”, escrito por Carlos Henrique Pessôa de Menezes e Silva, se dedica ao tema mais complexo e decisivo da produção de cerveja: a fermentação. Com base científica sólida e linguagem técnica acessível, a obra busca ampliar o entendimento dos cervejeiros sobre o funcionamento da levedura e o papel essencial dessa etapa no resultado final da bebida.
Como aponta o professor Matheus Aredes, da Bräu Akademie, o livro representa um passo importante na consolidação de uma literatura técnica brasileira voltada ao domínio do processo fermentativo, reforçando a necessidade de conhecimento profundo para o avanço da cena cervejeira nacional.
Nome: Microbiologia da Cerveja: Do Básico ao Avançado, o Guia Definitivo: do Básico ao Avançado, o Guia Definitivo
Autor: Carlos Henrique Pessôa de Menezes e Silva (Autor)
Guia da Sommelieria de Cervejas — Bia Amorim (org.) (Krater)
Mesmo com o fechamento da Editora Krater, muitas das obras já produzidas continuam disponíveis no mercado nacional em edições novas, digitais e usadas. O livro “Guia da Sommelieria de Cervejas”, organizado pela sommelière Bia Amorim, reúne 28 especialistas do mercado cervejeiro da América Latina e Europa na proposta de aprofundar e expandir o conhecimento sobre a área.
A obra se inicia com uma contextualização clara sobre o papel do sommelier — o que significa a função, de onde vem, e como se posiciona no universo da cerveja — e segue explorando de modo acessível os estilos, técnicas, cultura cervejeira e as perguntas mais elementares sobre o que é a bebida, de onde veio e como apreciá-la adequadamente. Voltado tanto para profissionais em formação quanto para entusiastas que buscam elevar seu olhar crítico sobre a cerveja, o livro traz conteúdo técnico em linguagem acessível. Disponível na Amazon (link de afiliado).
Larousse da Cerveja — Ronaldo Morado (Alaúde)
A obra “Larousse da cerveja: A história e as curiosidades de uma das bebidas mais populares do mundo”, de Ronaldo Morado, é uma das bibliografias mais tradicionais desta lita. Em centenas de páginas, ricamente ilustradas, o autor explora desde a origem da cerveja até seus ingredientes, processos de fabricação, degustação e estilos, oferecendo ao leitor um panorama amplo e acessível sobre a bebida. Um ótimo livro introdutório. Disponível na Amazon (link de afiliado).
“O Livro da Cerveja” — Francesca Sanci (Intrínseca)
A obra “O Livro da Cerveja”, da sommelière Francesca Sanci em parceria com os designers Alexandre Lucas e Renata Steffen, reúne 272 páginas em que se mistura história, técnica, estilos, harmonizações e até receitas que utilizam cerveja — tudo com infográficos e projeto gráfico colorido para tornar o aprendizado mais envolvente. Também ótimo para uma introdução ao universo cervejeiro. Disponível na Amazon (link de afiliado).
“Saúde!” — Glauco Caon (Krater)
O livro “Saúde! Uma viagem científica pelos efeitos da cerveja no corpo humano”, de Glauco Caon, analisa como a cerveja interage com o organismo a partir de uma perspectiva científica e equilibrada. Especialista em saúde e nutrição, o autor reúne evidências de diversas pesquisas para discutir os componentes nutritivos da bebida e seus impactos em diferentes sistemas do corpo, como o cardiovascular e o digestivo. A obra também aborda as possíveis propriedades antioxidantes da cerveja e seu papel dentro de uma dieta equilibrada, oferecendo ao leitor uma compreensão aprofundada e fundamentada sobre os efeitos do consumo responsável da bebida. Disponível na Amazon (link de afiliado).
Direito para o Mercado da Cerveja — André Lopes e outros (Krater)
“Direito para o Mercado da Cerveja” aborda de forma prática e detalhada as principais questões jurídicas que envolvem a produção e a comercialização de cerveja no Brasil. Escrito por quatro juristas com ampla experiência — dois deles também sommeliers de cervejas —, o livro analisa o setor sob diferentes especialidades do Direito: Civil, Comercial e Empresarial, Trabalhista e Tributário. A obra esclarece dúvidas recorrentes, como as diferenças entre cervejaria cigana e contract brewing, a necessidade de registro de receitas e o cálculo do ICMS-ST. Além de oferecer uma síntese das perspectivas para o futuro do mercado, o livro traz recursos complementares úteis para advogados, empresários e profissionais da cerveja, contribuindo para o amadurecimento jurídico do setor artesanal brasileiro. Disponível na Amazon (link de afiliado).
Livros sobre história da cerveja
Cerveja, a Mais Popular Bebida Brasileira — Eduardo Marcusso, Sílvia Limberger e Sérgio Barra (LF Editorial)
O livro “Cerveja, a Mais Popular Bebida Brasileira — Formação da Cultura Cervejaria Nacional”, dos doutores Eduardo Marcusso, Sílvia Limberger e Sérgio Barra, aborda como a cerveja se inseriu no cotidiano brasileiro e tornou-se cultura: o consumo, os hábitos e a identidade coletiva construída em torno da bebida. A obra defende que a cerveja não só faz parte da cultura, como gera cultura. Disponível na Amazon (link de afiliado).
A História da Cerveja no Brasil — Rogério Furtado e Henri Kistler (Ateliê Editorial)
A obra “A História da Cerveja no Brasil — O Legado de Stupakoff e Künning”, de Rogério Furtado e Henri Kistler, apresenta os bastidores do desenvolvimento da indústria cervejeira brasileira por meio da atuação de figuras visionárias. O livro de 464 páginas combina história empresarial, difusão tecnológica, costumes e estratégias de mercado, mostrando que a cerveja no Brasil resultou não só de produção e consumo, mas de escolhas e articulações empresariais. Disponível na Amazon (link de afiliado).
Goles de História da Cerveja — Sérgio Barra (LF Editorial)
Com rigor acadêmico e olhar de especialista, o doutor em história e sommelier Sérgio Barra busca reconstruir a história da cerveja. Só que de forma mais precisa e fundamentada, para além dos clichês vistos e repetidos na internet. Essa coletânea de artigos oferece uma contribuição relevante para quem deseja compreender o passado cervejeiro. Disponível na Amazon (link de afiliado).
A tradicional cerveja Cask Ale acaba de ganhar um importante aliado: o Movimento Slow Food. A organização internacional, conhecida por defender alimentos e bebidas artesanais, reconheceu em setembro oficialmente a importância cultural e gastronômica da cerveja britânica servida direto do barril — um símbolo dos pubs e do Reino Unido.
O reconhecimento veio por meio da Arca do Gosto, projeto do Slow Food que cataloga produtos ameaçados de desaparecer. A inclusão da Cask Ale na lista foi proposta por Jared Ward-Brickett, presidente da tradicional associação de consumidores Campanha pela Verdadeira Ale (Camra, na sigla em inglês) de Mid-Chilterns, que liderou a campanha. A decisão celebra o modo artesanal de fazer e servir essa cerveja, um verdadeiro exemplo de “slow drink”.
Criado na Itália em 1986, o Slow Food é o maior movimento gastronômico do mundo, com mais de um milhão de membros em 160 países. Sua missão é preservar tradições culinárias, proteger a biodiversidade e valorizar o trabalho de pequenos produtores. Entrar para a Arca do Gosto significa que um produto passa a ser defendido pelo movimento, com ações de conscientização e educação em torno dele.
Com a novidade, a Cask Ale se junta a outros tesouros britânicos como o queijo Somerset Cheddar e as salsichas Cumberland. Ela também entra para o grupo das grandes cervejas tradicionais reconhecidas pelo movimento, como a Rauchbier alemã e a Umqombothi africana.
Segundo Ward-Brickett, a Cask Ale é “um dos melhores exemplos de slow food britânico”. O processo começa com a cerveja sendo acondicionada com levedura viva no barril. Depois, o líquido segue para os pubs, onde é cuidadosamente maturado e servido manualmente, sem adição de pressão de gás carbônico — como é o caso do chope no Brasil. O resultado é uma bebida viva, complexa e suave.
Na hora certa
A cervejaria Fuller’s relançou a campanha “Only in the Pub”, que reforça o papel dos pubs como guardiões da tradição britânica da Cask Ale (Divulgação / Cervejaria Fuller’s)
O reconhecimento do Slow Food chega em um momento estratégico. A Camra e o Craft Beer Channel lideram uma campanha para que a Cask Ale receba o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO — status que a Bélgica já conquistou em 2016 e que a República Tcheca também busca. O Camra divulgou a notícia durante a Semana Nacional da Cerveja em Barril (Cask Ale Week).
Enquanto isso, o setor cervejeiro britânico vive intensa discussão política. Às vésperas do novo orçamento, a British Beer and Pub Association (BBPA, na sigla em inglês) alerta que o governo tem poucas semanas para evitar o fechamento de 2 mil pubs e a perda de 5 mil empregos. Apesar do apoio quase unânime dos parlamentares, o setor sofre com altos impostos e regulações pesadas.
Um relatório multipartidário do Parlamento propõe dez medidas para destravar o crescimento, entre elas corte de impostos, incentivos à contratação de jovens e alívio nas taxas para pequenas empresas. Segundo o estudo, com políticas adequadas, os pubs e cervejarias podem crescer 6% ao ano e gerar meio milhão de novos empregos até 2030. Apoiar o setor, dizem os parlamentares, é proteger uma das tradições mais vivas da cultura britânica.
O momento também é crucial para o setor se reinventar e atrair novas gerações. E muitos pubs e cervejarias estão fazendo ações para isso. A cervejaria Fuller’s anunciou no início de outubro a retomada da campanha “Only in the Pub”, que reforça o papel dos pubs como guardiões da tradição britânica da Cask Ale. Além de celebrar o frescor e a sustentabilidade da cerveja de barril, a ação destaca a importância do consumo local.
Na quinta-feira (23) foram anunciados os vencedores da 4ª edição do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil, organizado pela Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas). A lata de cerveja que conquistou o primeiro lugar foi da Massala Red, uma Red Ale com cardamomo da Go Brew, de Anápolis (GO). Além de um rótulo impactante, que traduz o conceito da bebida, a vencedora teve mais um fator determinante para o sucesso: foi feita por meio de impressão digital.
Trata-se de uma tecnologia relativamente nova que, diferente do dry-offset, pode ser feito em menor quantidade e com artes muito mais variadas, pois a impressão é feita diretamente na lata — sem necessidade de criação de lâminas de produção. E tudo isso em altíssima resolução em num valor acessível para pequenas empresas.
A lata da cerveja Massala Red foi produzida pela Ball Corporation, maior fabricante de latas de alumínio do país, que conta com uma máquina de impressão em Jacareí, no interior de São Paulo. Uma solução resolveu muitas das dores da Go Brew, contou Willian Santana Vilela, sócio-proprietário da cervejaria goiana, em entrevista exclusiva para o Guia da Cerveja logo após a premiação. Ele é ex-funcionário da Ambev e depois de dez anos de serviços prestados, resolveu apostar no sonho da cervejaria própria.
Confira a entrevista completa:
Como foi ganhar o título de lata de cerveja mais bonita do Brasil?
Foi muito emocionante. Somos uma cervejaria muito pequena, do interior de Goiás. E estar aqui em São Paulo, com pessoas tão bacanas, e ter a oportunidade de ganhar esse prêmio, é muito emocionante. Estou muito feliz, muito honrado por todo mundo que trabalha na Go Brew com a gente. E, poxa, ganhar é muito bom. O problema é que dá o gostinho e aí você quer ganhar sempre, né? Então já estou pensando na lata de cerveja do ano que vem.
E essa lata de cerveja tem uma história bem interessante, não é? É uma impressão digital. Como foi testar essa tecnologia e de onde veio a ideia?
Eu sou um ex-Ambev. Trabalhei dez anos na Companhia e montei uma cervejaria pelo sonho de ter uma fábrica própria que tinha desde a época da faculdade. De ter uma pequena empresa. Mas há muitas dificuldades. Então, como é que eu fazia uma lata? Eu importava a lata, que vinha crua, encomendava o sleeve numa gráfica — para quem não conhece, o sleeve é como se fosse a roupa da lata. Depois, cobria a lata e levava tudo para uma outra empresa com forno para o termoencolher o sleeve, que aí se ajustava à lata. Às vezes ficava meio tortinho. E só depois envasava o líquido. E isso é uma operação complexa, onerosa, que demandava tempo e afetava também a aparência da embalagem.
Há dois anos eu participei do Beverage Day, que é um evento da revista Engarrafador Moderno, da Sandra e do Carlos, proprietários da revista. E encontrei a Dani, uma ex-colega minha de Ambev, que hoje trabalha na Ball. E ela falou que a Ball tinha uma linha impressora específica para Craft ali em Jacareí, aonde eu poderia ter uma arte diferente.
Então, diferente de uma grande empresa que compra caminhões e caminhões com uma só arte, eu preciso colocar até oito, nove, 12 artes em 3,3 mil latas. Por quê? Porque a gente é pequeno. Aí entrei em contato com a Ball, falei da ideia, da nossa arte — que é complexa, bem elaborada, tem bastante cores.
E como foi a aceitação?
E a aceitação foi incrível. Tirou muita complexidade do nosso processo. Hoje a gente fez várias latas com a Ball. O público gostou e simplificou a operação. A conta para o pequeno empresário no Brasil tem que fechar. E fechou. Então, a gente está muito feliz e vamos continuar fazendo. O meu sonho é fazer mais e mais e mais, e poder crescer e levar para o público mais Go Brew com a essa experiência legal que estou tendo aqui hoje.
A arte realmente é muito legal. E tem uma questão quase fotográfica. A resolução dessa lata também é diferente, né?
É incrível. A máquina com a impressão digital que eles têm possui um nível de detalhe que só quem tá com a lata na mão pode perceber. É difícil a gente narrar aqui. Essa é uma cerveja que tem uma iguaria indiana, que é o cardamomo, que dá aquela sensação de picância. E a lata tem um desenho de uma mão indiana com uma tatuagem. Então, se eu não tivesse a qualidade para transpor a ideia para a lata, eu jamais conseguiria chegar no produto final que eu cheguei. Seria impossível fazer uma lata com esse nível de qualidade se não fosse a oportunidade de estar fazendo isso com impressão digital. Então agradeço o pessoal da Ball.
Também conta o fato de a gente ter um designer que é um amigo nosso, o Henrique West. Ele é de Santos (SP) e um cara muito bacana. Não só pelo talento de desenhar, como também pela capacidade de percepção das ideias do cervejeiro. O cervejeiro é meio maluco, né? Então, a gente tem ideias primeiro para o líquido e só depois sobre como passar essa mensagem do líquido através de um rótulo. E tem que casar com legislação, as regas do Mapa e da Anvisa. E o brainstorm com o Henrique é muito fácil. A gente fala do líquido, fala da ideia, ele manda um ou duas artes, a gente sempre chega no consenso. Já temos 90% dos rótulos feitos com a Ball e o Henrique desenhou todos.
Como surgiu aideia de montar a Go Brew?
A Go Brew é uma microcervejaria que hoje tem três sócios: eu, Thiago Moraes e Talita Machado. Todos nós somos ex-Ambev. Trabalhamos na grande indústria, fizemos curso de cerveja fora do país e tivemos grandes funções nesse grande conglomerado. Então, depois por essa experiência, a gente queria fazer uma coisa diferente. E aí só montando a própria cervejaria. Saiu de um sonho de faculdade, de pessoas que trabalham com cerveja — apesar de eu ter 40 anos de idade, eu tenho 20 anos de cervejaria.
A gente começou fazendo em casa, ali com uma chama direta no fogão, como muitos cervejeiros. E depois criamos coragem. Mas começamos bem pequenos, com tanques de PP [Polipropileno] que é um tipo de plástico, e geladeira. Hoje a gente é uma cervejaria que produz 32 mil litros por mês, tem 12 SKUs, diferentes IPAs, Pilsner, Italian Pilsner, Sour, etc. A gente fica em Anápolis, interior de Goiás, que fica ali entre Goiânia e Brasília. Uma cidade pequena, com por volta de 300 mil habitantes.
A cervejaria tem um brewub, então você pode ali tomar da fonte, pode participar do processo de produção, comer uma carne, uma picanha de Goiás e provar as nossas cervejas. Destaco especialmente a Red Ale com Cardamomo, que é a nossa Massala, e temos também uma New England IPA que se chama La Bella Luna. E temos algumas Sours muito legais também, como a Sunflower e Maracaju.
E qual o principal desafio hoje?
Hoje nosso desafio é atender a demanda. A gente começou com três mil litros, mudou para sete, depois para 12, 20 e agora estamos em 32 mil litros. E não conseguimos mais crescer onde estamos. O principal problema é o espaço. Eu já estou crescendo verticalmente, botando um segundo andar para envasadora.
Qual que é a nossa missão? Eu quero fazer cerveja boa, mas eu quero fazer uma cerveja acessível, e ter capacidade de penetração em grandes centros como São Paulo. A gente ainda não tem centro de distribuição aqui na região, mas é possível encontrar nossas cervejas online. E na região Centro-Oeste, em vários pontos de venda em todos os estados.
Recentemente, durante uma oficina do Sebrae com os associados da Rota Cervejeira, tivemos alguns insights valiosos sobre como aproveitar melhor o potencial do turismo de experiência, e transformar o turismo em mais um produto dentro do universo cervejeiro.
E, pasmem: mesmo depois de anos literalmente na estrada, percebemos o quanto ainda há a se fazer.
O turismo cervejeiro é uma tendência em plena expansão no Brasil e tem se mostrado um importante vetor de crescimento para as cervejarias artesanais. Mas chegou o momento de repensar como estamos “vendendo” esses roteiros. Mais do que visitas técnicas a fábricas ou campos de lúpulo, o desafio agora é criar experiências únicas e memoráveis.
Imagine um destino que reúna tudo em um só lugar: cervejarias, plantações de lúpulo, restaurantes, lojas de produtos locais e atividades culturais. Pacotes que incluam degustações orientadas, visitas interativas às plantações, almoços e jantares harmonizados, pernoites temáticos e experiências de lazer que despertem os cinco sentidos.
Trabalhar a experiência e a comunicação de forma estratégica é essencial para atrair o público certo.
Mais do que divulgar, é preciso conectar. Criar uma atmosfera acolhedora e autêntica, que faça o visitante se sentir parte da comunidade local.
Quando tudo isso se transforma em um pacote bem estruturado, o resultado é uma experiência inesquecível, daquelas que fazem o turista querer voltar e, melhor ainda, recomendar o destino a outros.
Ana Cláudia Pampillón é turismóloga e sommelière de cervejas, tendo uma longa jornada de atuação no mercado turístico e cervejeiro do estado do Rio de Janeiro. Coordena há 10 anos a Rota Cervejeira RJ e também atua no mercado de lúpulo brasileiro, aproximando os produtores das cervejarias.