Grandes empresas brasileiras estão se mobilizando no intuito de conter o avanço e a ajudar no tratamento dos pacientes que ainda devem ser infectados pela pandemia de coronavírus. O Hospital Municipal M’Boi Mirim, na periferia da Zona Sul de São Paulo, por exemplo, deve receber até o dia 30 de abril mais 100 leitos de UTI “doados” pela Ambev, pela Gerdau e pelo Hospital Israelita Albert Einstein.
Anexa ao hospital, que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas tem sua gestão feita pelo Albert Einstein, a nova área terá seus primeiros 40 leitos de UTI entregues em 20 dias. A unidade de saúde, após o surto, será entregue à Prefeitura de São Paulo e passará a integrar a rede pública do município.
Os leitos serão estruturados a partir da construção modular, técnica criada pela Brasil ao Cubo, uma startup de engenharia civil, que permite a criação de estruturas definitivas em até quatro vezes mais rápido do que o tempo normal.
Além de contribuir com com custos de construção, a Ambev fará a gestão do projeto com a implementação de processos ágeis. Já a Gerdau fornecerá o aço, principal matéria-prima para a construção, e o conhecimento na montagem de estruturas.
O Hospital Albert Einstein, por sua vez, vai colaborar com a gestão do atendimento nas UTIs. Aproximadamente 200 profissionais entre médicos e equipe multidisciplinar que integram sua equipe serão deslocados para a nova unidade.
“Esse momento pede colaboração e união de esforços. Cada um deve fazer o que está ao seu alcance para, juntos, superarmos essa situação o quanto antes”, afirma Jean Jereissati, CEO da Ambev. “Decidimos usar nosso conhecimento e expertise em gestão de projetos, que sabemos fazer bem, e nos unirmos à Gerdau e ao Einstein para entregarmos esse hospital com a agilidade e qualidade necessárias para o momento.”
Já o presidente do Einstein, Sidney Klajner, ressalta a necessidade da colaboração do setor privado. “E estamos certos de que a colaboração entre diferentes agentes da sociedade, como acontece nesta parceria que une as forças das três organizações, é o caminho para suplantarmos esta situação crítica, que requer consciência e engajamento coletivos.”
Usar os incentivos fiscais destinados a empresas do setor de bebidas que foram autuadas no Plano Anual de Fiscalização da Receita Federal de 2019 com o objetivo de aumentar os recursos disponibilizados através do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Essa proposta de realocação de receitas foi apresentada pelo deputado federal Fausto Pinato (PP-SP) em carta aberta direcionada ao presidente Jair Bolsonaro, estimulada pelo contexto dos graves efeitos econômicos e sociais provocados pela pandemia do novo coronavírus.
Até por presidir a Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Brasileira de Bebida, Pinato citou especificamente em seu documento os incentivos fiscais fornecidos para empresas do setor. E ele avalia que o fim dessas renúncias fiscais liberariam R$ 5,8 bilhões para utilização no BPC, relativos a empresas sonegadoras e que incluiriam a Ambev, de acordo com Carlo Lapolli, presidente da Câmara Brasileira da Cerveja e da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).
“Isso diminuiria o impacto do que vai ser causado pelo imenso número de desempregos que já estamos vendo acontecer por conta do coronavírus”, relata o deputado ao Guia, informando que o benefício seria repassado para pessoas que vivem em condição de miséria. “Mais de 2 milhões de pessoas, que vivem em condições de miséria, poderiam ser beneficiadas com o aumento do Benefício de Prestação Continuada”, acrescenta Pinato.
Benefício assistencial de um salário mínimo por mês pago a idosos a partir dos 65 anos ou deficientes de qualquer idade que comprovem baixa renda, o BPC pode ser um importante recurso nacional durante a pandemia do Covid-19, uma vez que atende pessoas diretamente ligadas aos principais grupos de risco.
Necessidade de novas receitas A sugestão de aumento de gastos do BPC a partir de recursos oriundos de incentivos fiscais se deu na sequência de uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). Em 18 de março, a corte suspendeu medida cautelar do ministro Bruno Dantas que impedia a elevação de repasses. O TCU determinou, porém, que o Ministério da Economia defina um plano com medidas para a implementação da ampliação do BPC através de ações compensatórias que envolvam ou o acréscimo da receita ou o corte de despesas.
A realidade tem se sobreposto a qualquer plano e orçamento. Com a crise provocada pelo coronavírus, que tem paralisado a economia nacional, a expectativa é de que o Estado seja forçado a realizar investimentos emergenciais, deixando de lado o controle de gastos da União, estipulado na legislação, para evitar um colapso social.
Além disso, na última terça-feira, o Diário
Oficial da União publicou a lei 13.981, que aumenta o limite da renda familiar
mensal per capita para idosos e pessoas com deficiência terem acesso ao BPC. De
acordo com o que foi aprovado em votação no Senado, o valor máximo passa de um
quarto de salário mínimo (R$ 261,25) por membro da família para meio salário
mínimo (R$ 522,50). Com isso, mais famílias em condição de vulnerabilidade poderão
ser contempladas com o benefício.
Agora, portanto, o governo federal precisará alocar novas receitas para a parcela mais vulnerável da sociedade. E a ideia de Pinato, que estima os recursos necessários para fortalecer o BPC em R$ 11 bilhões, é de que uma relevante parcela venha dos incentivos fiscais que vêm sendo dados para empresas do setor de bebidas que fraudaram a Receita.
“O momento que estamos vivendo exige medidas emergenciais e o que estamos fazendo é mostrar ao governo que ele tem como fazer isso. Basta retirar incentivos de empresas que fraudam a Receita para dar a quem realmente necessita desses recursos”, avalia o deputado federal.
Chance de igualdade A medida também pode trazer um importante impacto na indústria cervejeira. Na avaliação de Carlo Lapolli, presidente da Abracerva, a iniciativa de repassar recursos antes destinados a empresas supostamente fraudadoras ao BPC teria outro benefício, além do social: trazer mais equilíbrio para o setor de bebidas.
Para Lapolli, são injustas algumas tributações que atingem mais os microempreendedores, o que dificulta ainda mais a sobrevivência deles. A igualdade provocada pelo fim de incentivos poderia, portanto, ajudá-los a concorrer em um setor que se tornaria mais equânime.
O presidente da Abracerva, inclusive, cita um dos temas mais polêmicos do segmento: a inexistência da cobrança do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) na Zona Franca de Manaus, o que permite a redução dos preços das cervejas de grandes marcas e desequilibraria o mercado.
“As pequenas empresas estão por um fio. Se não tivermos uma medida de apoio eficaz e rápida do governo federal e estadual, muitas sucumbirão. Não é justo que as pequenas paguem mais tributos do que as grandes, mesmo gerando hoje a maioria dos novos empregos. Parte dos recursos poderia vir das grandes empresas que tem incentivos como os da Zona Franca de Manaus de mais de R$ 5,5 bi por ano”, argumenta.
Balcão do Tributarista: A segurança de alimentos em tempos de coronavírus
Todos sabemos da importância do setor cervejeiro para a economia brasileira, o qual é responsável por 1,6% do PIB nacional através da produção de mais de 14 bilhões de litros por ano e da geração de mais de 2,7 milhões de empregos, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja.
Mas a medida em que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) se espalha pelo mundo e o número de casos no Brasil aumenta, gerando insegurança quanto a questões de saúde e higiene, torna-se igualmente importante destacarmos questões atinentes a segurança de alimentos aplicáveis às cervejas artesanais. Aliás, a importância destas questões já estava em pauta desde o incidente com dietileglicol envolvendo uma cervejaria mineira no início deste ano.
Assim, e pedindo licença para fugir do tema central de nossa coluna, não podíamos deixar de fazer algumas considerações sobre a segurança de alimentos na cerveja artesanal.
Pois bem, a expressão segurança de alimentos é utilizada em referência a uma série de protocolos, medidas e providências que devem ser adotados para garantir a qualidade dos alimentos comercializados. Estas medidas envolvem tanto as etapas iniciais da produção, desde a seleção e armazenagem de matérias-primas, até a manipulação e preparo dos produtos em si; quanto as etapas mais finais, como acondicionamento, transporte e comercialização.
Em suma, a segurança de alimentos é um sistema de gestão da produção, que compreende todas as etapas do processo produtivo e visa garantir alimentos de qualidade e saudáveis para a alimentação, elidindo ou minimizando riscos (químicos, físicos e biológicos) de danos à saúde ou à integridade dos consumidores.
Normas No Brasil há uma vasta legislação sobre a segurança de alimentos aplicável às cervejarias, desde o próprio Código de Defesa do Consumidor (CDC), que assegura a integridade do consumidor; o Decreto nº 6.871/2009 (com as alterações realizadas no ano passado pelo Decreto nº 9.902/2019) e a recente Instrução Normativa nº 65/2019 do Mapa, que instituem o Padrão de Identidade e Qualidade (PIQ) das cervejas; até normas mais específicas, como Portarias e Resoluções do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Como exemplo destas normas mais específicas, destacamos a Portaria nº 326/1997 do Ministério da Saúde, que regulamenta as condições higiênico-sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação (BPF) para estabelecimentos produtores de alimentos; e a Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 275/2002 da Anvisa, que dispõe sobre o regulamento técnico de procedimentos operacionais padronizados aplicados aos estabelecimentos produtores de alimentos.
Além disso, o próprio registro de estabelecimentos produtores de bebidas junto ao Mapa, como as cervejarias, já exige como requisito indispensável a apresentação de uma série de documentos que apontam para a necessidade de adoção de uma boa gestão de segurança de alimentos: além dos alvarás de funcionamento expedidos pelas prefeituras municipais, é preciso também apresentar, entre outros documentos, a anotação de responsabilidade técnica (ART), o laudo de análise físico-químico e microbiológica da água a ser utilizada e o manual de boas práticas.
É de se destacar, ainda, a abrangência e complexidade do manual de boas práticas, que deve retratar o funcionamento de todas as operações realizadas pela cervejaria, desde a manutenção e higienização das instalações, equipamentos e utensílios, até a forma de controle da qualidade da água, os planos de capacitação profissional, as medidas de controle da higiene e saúde dos colaboradores, a forma de manejo de resíduos e o controle de qualidade do produto final.
A legislação de regência deste importante tema também prevê uma série de
sanções aplicáveis caso as normas não sejam cumpridas. Além das implicações de
responsabilidade cível e penal que eventualmente possam ser apuradas e impostas
pelas autoridades judiciais competentes, os estabelecimentos estão sujeitos a
medidas cautelares de fechamento ou de suspensão das atividades; apreensão de
matéria-prima, equipamentos ou produtos; multas; cassação do registro para
funcionamento e proibição de venda de produtos.
Bem se vê, portanto, que o tema da segurança de alimentos na cerveja artesanal no Brasil é tratado com seriedade e rigorismo na legislação, estando as cervejarias sujeitas a uma série de regramentos, bem como a uma pesada lista de sanções aplicáveis. O que pode parecer de certa forma excessivamente rigoroso, na verdade é fundamental para que se garanta a qualidade da cerveja artesanal e a integridade do consumidor, permitindo que este continue a consumir os produtos mesmo em tempos de inseguranças e incertezas.
A pandemia de coronavírus provocou mais de 14 mil mortes nas últimas semanas em diferentes lugares do mundo, infectou ao menos 335 mil pessoas e causou graves problemas econômicos, que devem se agravar nos próximos meses. Diferentes setores já vêm sentido seus efeitos, o que pode ser constatado pela baixa generalizada das principais bolsas de valores. Não tem sido diferente para o Brasil e o segmento cervejeiro, que registrou nas últimas três semanas quedas nos preços superiores a 15% em suas ações.
Esse cenário é perceptível com o papel da Ambev (ABEV3) na Bolsa de Valores de São Paulo. Após fechar fevereiro cotada a R$ 14,54, na sequência da divulgação do seu balanço anual, a ação da cervejaria encerrou a terceira semana de março (dia 20) com o preço de R$ 12,05. A redução foi, portanto, de pouco mais de 17% nesse período.
A queda no preço das ações da Ambev se deu em um contexto de declínio brusco da principal bolsa brasileira. O índice Bovespa, formado pelas ações com maior volume negociado, terminou fevereiro em 104.171,57 pontos. E fechou a última sexta-feira em apenas 67.069,36 pontos. Ou seja, a redução superou os 35%.
Não à toa, o circuit breaker, o “botão do pânico” da bolsa, utilizado quando a redução do índice Bovespa é superior a 10%, foi acionado seis vezes em março, nos dias 9, 11, 12 (duas vezes), 16 e 18, interrompendo o pregão.
Baixa também no exterior A queda das ações do mercado cervejeiro se repete no cenário internacional. Na Europa, por exemplo, a ação da Anheuser-Busch InBev – empresa fruto da fusão da belga Interbrew com a Ambev – terminou fevereiro cotada a 50,73 euros. E fechou o pregão de 20 de março custando 40 euros, uma redução de 21%.
O mesmo se deu com a Heineken. Começou o mês com sua ação custando 90,22 euros e encerrou a última sexta-feira com valor de 75,02 euros. A queda nos preços, portanto, foi de quase 17% no mercado europeu.
Refletido no Ibovespa abaixo dos 70 mil pontos e na cotação do dólar acima de R$ 5, o pânico do mercado financeiro só vai se encerrar quando as ações adotadas pelos governos para conter o coronavírus e as iniciativas dos bancos centrais para minimizar seus efeitos na economia surtirem efeito, permitindo a recuperação do preço desses ativos. Será preciso, ainda, apresentar os estímulos que vão impedir uma recessão mundial severa.
O problema é que o contágio pelo coronavírus está em crescimento em várias partes do planeta, incluindo o Brasil, com a pandemia bastante distante de um ponto de inflexão – o mundo todo vive o que China passou há alguns meses. Não é possível, portanto, dizer que o mercado financeiro já está em seu fundo do poço, assim como ainda não se sabe se e quando haverá êxito nas ações para conter a disseminação da virose.
A pandemia de coronavírus isolará o brasileiro em casa e freará por uns meses o mercado cervejeiro. Ainda assim, bons lançamentos foram apresentados nas últimas semanas – como a Grape Ale da Bodebrown e a colaborativa da Invicta e da Satélite –, que podem ser encontrados por delivery. Fique atento ao serviço de entrega de suas marcas preferidas. E boa quarentena a todos.
Grape Ale da Bodebrown A Bodebrown apresentou uma nova cerveja inspirada no mundo dos vinhos. Trata-se da Brut Sour Blanc, uma Grape Ale de 6,5% de teor alcoólico que recebe 40% de base de mosto de uva Moscatel e 60% de base de cerveja belga. Parte da renda obtida com sua venda será utilizada na construção de um novo laboratório da marca. “É leve e refrescante como um vinho Moscatel, porém com paladar mais seco e sem perder as características de uma cerveja”, conta Samuel Cavalcanti, CEO da Bodebrown. “A receita leva dry hopping de lúpulo japonês Sorachi Ace, tem coloração clara e espuma pouco persistente, devido à presença da uva. Ela traz uma experiência cervejeira muito marcante e diferente”. A arte psicodélica da garrafa, por sua vez, remete à história dos mineiros italianos que trabalham na Bélgica e misturavam vinho branco à cerveja.
Invicta + Satélite As cervejarias Invicta e Satélite lançaram uma cerveja colaborativa que leva centeio em sua receita. É a StarLord, uma Rye IPA que possui 6,5% de teor alcoólico e 50 IBUs. “Miramos na IPA, que é um estilo que tanto a Satélite quanto a Invicta mandam muito bem, mas a gente queria algo mais. Então pensamos na Rye IPA, que combina perfeitamente com comidas condimentadas, queijos fortes como gorgonzola e embutidos”, afirma Marcelo André Lopes, cervejeiro e sócio da Cervejaria Satélite. “Caprichamos no lúpulo para um amargor bastante perceptível, e no centeio que confere um caráter mais encorpado à cerveja”, acrescenta Rodrigo Silveira, mestre cervejeiro e diretor da Invicta.
Bierland em lata Com o objetivo de atrair consumidores locais e aumentar sua presença nacional, a Bierland lançou em latas todo o seu portfólio de produtos. A novidade foi realizada em colaboração com a Crown Embalagens Metálicas da Amazônia SA, subsidiária da Crown Holdings, Inc. A Bierland escolheu as latas devido aos seus muitos benefícios, como a selagem hermética, que fornece regulação de temperatura e evita a deterioração prematura causada por calor, luz ou oxigênio, e a portabilidade, que facilita o consumo conveniente e em movimento, segundo descreve a marca. Outro ponto importante foi o apelo pela sustentabilidade – elas são recicláveis e podem ser transformadas em latas novas em menos de 60 dias. “Essa foi uma etapa crítica para a Bierland, pois somos uma das marcas pioneiras na produção de cerveja artesanal no Brasil e uma das cervejarias mais premiadas da cidade de Blumenau, localizada no sul de Santa Catarina e reconhecida nacionalmente como a capital brasileira da cerveja”, conta Eduardo Krueger, co-fundador e diretor da Bierland. O lançamento da embalagem de metal inclui oito variedades: Bierland Pilsen, Bierland Weizen, Bierland IPA, Bierland Vienna, Bierland Stout, Bierland Strong e as recentemente lançadas America Puro Malte Pilsen e Cocktail Classic Red Wine. “A Crown estava entusiasmada para ajudar a Bierland a criar sua marca através da utilização de embalagens metálicas”, aponta Fabio Braido, da Crown. “Com essa transição, a Bierland demonstrou sua natureza de visão de futuro e deseja projetar a melhor experiência possível da marca para seus clientes.”
Com bares, restaurantes e outras modalidades de varejo seguindo as recomendações do Ministério da Saúde para evitar a disseminação do coronavírus, o mercado cervejeiro – assim como diversos outros – está sentindo a necessidade de se reinventar. Composto essencialmente por pequenas empresas com capacidade financeira restrita para enfrentar crises severas, marcas e varejistas apostam nos serviços de delivery de cerveja para manter a demanda aquecida.
Trata-se de uma modalidade tradicional, mas relativamente pouco explorada pelas cervejarias artesanais e que passa a ser essencial no período de quarentena.
O Guiareuniu aqui cervejarias, bares e varejistas que, com a entrega, estão ao mesmo tempo buscando se manter vivos e proporcionar um confinamento mais amistoso a seus clientes. Confira 22 opções de delivery de cerveja.
Araraquara AVENIDA 42 O brewpub da marca atende a região de Araraquara pelo WhatsApp: (16) 99741-7149. De quarta a sábado, das 18h às 23h.
Campinas CERVEJARIA CAMPINAS Entrega pelo aplicativo Rappi.
LANDEL Encomendas pelo iFood e Rappi, para Campinas.
Fortaleza 5ELEMENTOS Recebe pedidos de entrega até uma hora antes do horário de encerramento, com o delivery funcionando de 14h às 20h de quarta a sexta-feira e de 10h às 16h no sábado. Enche growlers e vende latas para retirada no taproom. Pedidos pelo WhatsApp (85) 3085-5070.
Jundiaí GIFFA Entrega em casa pelo WhatsApp (11) 95689-4899 e também pelo iFood. Além disso, enche growler na fábrica.
Lençóis Paulista HIPNOSE O delivery funciona de terça a sábado das 17h às 21h. Promoções para quem encher growlers, em barris e latas. Pedidos pelo WhatsApp, pelo telefone (14) 3263-2305 ou pelos aplicativos Aiqfome e iFood.
Niterói (ver também cervejarias que entregam no Rio de Janeiro) MÁFIA Entrega pedidos feitos de segunda a sexta. Trabalha também com entregas no local e tem promoção para a compra de 12 garrafas de quaisquer rótulos da marca. Encomendas pelo telefone (21) 2609-6524 ou WhatsApp (21) 99054-5845.
Paraguaçu Paulista MARIA BRAVURA Enche growler, higienizando com álcool 70%, e entrega. Rua Armando Sales de Oliveira, 197 – Centro | Telefones: (18) 3362 1500 | 99736 7121| 99638 1783.
Santos EVERBREW O delivery para a Baixada Santista está ativo e com promoções. Pedidos pelo WhatsApp (13) 99670.2767.
São Paulo LA CAMINERA O taproom da marca na zona norte enche growler e vende latas. Entregas pelo WhatsApp: (11) 97483-3434. Fica na Praça Dr. Antônio Mercado, 34 – Alto de Santana.
CERVEJARIA NACIONAL Todas as cervejas, inclusive os dois lançamentos de St Patrick’s, estão disponíveis no iFood e no Rappi. No IFood o frete é grátis até o fim de março.
AVÓS Delivery em um raio de 2km nos dias da semana e 15km no sábado, além da possibilidade de retirada no brewpub da marca, sem descer do carro. Encomendas pelo (11) 95058-7879.
TARANTINO Vende pelo site com condições especiais: frete grátis para São Paulo em pedidos acima de R$ 130 até o final de abril. Para o interior de SP, o frete é gratuito nas compras acima de R$ 250.
DOGMA Vendas pelo app próprio da marca (Android e iOS). Entregas entre 13h e 20h para São Paulo e ABC Paulista.
BLONDINE Vendas por WhatsApp (11) 97156-5403, telefone (11) 2611-0546 ou e-mail faturamento@blondine.com.br. Promoções para caixas de 24 latas.
Rio de Janeiro 3 CARIOCAS Delivery em todo Grande Rio e Niterói pelo WhatsApp (21) 97484-1331 ou pelo email r.elian@3cariocas.rio. Promoções de combos e frete grátis.
NOI A cervejaria de Niterói atende nas duas cidades com frete grátis para pedidos mínimos de 6 unidades. O número de WhatsApp para o Rio de Janeiro é (21) 96763-5148 e Niterói (21) 97165-0774.
Ribeirão Preto INVICTA Continua atendendo no disque chope, em barris, pet, growler e garrafas. O horário de atendimento é de segunda a sexta das 9h às 18h e aos sábados das 9h às 14h, pelo telefone (16) 3878.1020.
São Carlos TAP HOUSE AVENIDA 42 Gastropub com gastronomia de qualidade, chopes e cervejas produzidas pela fábrica em Araraquara. De quarta a sábado, das 18h às 0h, pelo WhatsApp: (16) 99741-7149.
Serra Negra DORTMUND Entrega chopes em casa em diversas cidades. Contato por WhatsApp: Serra Negra (19) 3938-4647, Campinas (19) 99339-4710, São Paulo (11) 98998-7693, Jundiaí (11) 99179-0110, Litoral Norte (12) 98828-7979.
Sertãozinho BR BREW Entregas de cervejas (tem promoções) e pratos do cardápio do brewpub para toda a cidade. Pedidos pelo Whatsapp (16) 98225-6999.
Sorocaba SYNERGY Oferece a retirada na porta da fábrica em horários fixos: de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 11h às 15h. Descontos para growlers e a partir de seis latas. Fica na Rua Aparecida José Nunes de Campos 53, Jardim do Paço.
Se você tem ou conhece alguma marca ou bar da sua região que faz delivery de cerveja, conta aqui para o editor do Guia: paulo@guiadacervejabr.com
O isolamento provocado pela pandemia do novo coronavírus ameaça severamente o setor de bares e restaurantes. O faturamento de alguns estabelecimentos já caiu entre 30% e 70% em algumas cidades, segundo aponta a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Mas a própria instituição vem buscando meios de minimizar esse impacto. E o mais recente movimento veio em um acordo com o iFood que resultou em um importante pacote de benefícios.
Na medida mais efetiva do acordo, houve redução no prazo de pagamento do iFood para bares e restaurantes de 28 dias em média para uma semana. Tal benefício, conforme detalha a Abrasel, injetará cerca de R$ 600 milhões de capital de giro no setor de alimentação fora do lar.
Outra medida acertada visa beneficiar restaurantes independentes,
ou seja, aqueles que não estão ligados a grandes redes: o iFood irá
disponibilizar até o dia 25 de março um fundo de ajuda de R$ 50 milhões. Este
valor será para reembolsar despesas que bares e restaurantes irão gastar com
taxas, garante a Abrasel.
“Um pacote interessante na linha do que buscamos. Estamos em
conversas com empresas dos meios de pagamentos e outros grandes players do
nosso setor. Ao longo dos dias teremos grandes avanços”, aponta Paulo Solmucci,
presidente da Abrasel.
“Nossa prioridade é o diálogo com o governo federal na questão do
pagamento dos salários ou seguro-desemprego para os funcionários de
estabelecimentos. Temos avançados e confiamos na sensibilidade do governo”, acrescenta
o presidente da associação.
Cuidados especiais Para esclarecer quais os procedimentos corretos no combate ao novo coronavírus, a Abrasel também lançou nesta quinta-feira um e-book com dicas sobre cuidados higiênicos que estabelecimentos e entregadores de delivery devem tomar.
“De
forma clara, ágil e didática, o e-book enumera os principais pontos de atenção
para que a disseminação do vírus seja minimizada entre o setor de alimentação
fora do lar”, detalha a associação.
O surto de coronavírus trouxe para o primeiro plano a necessidade da sociedade adotar ações básicas de limpeza e higiene. Esses comportamentos e preocupações, que deveriam ser naturais e nos pautar independentemente do contexto social, precisam ser replicados em diferentes atividades, mesmo quando a atual pandemia estiver controlada.
Participar de uma feira, ao mesmo tempo, pode ser uma oportunidade especial para uma marca do setor – seja uma cervejaria ou uma indústria fornecedora – ganhar visibilidade e aumentar seus negócios. Mas, para isto, é preciso que o evento esteja adequado e proporcione as melhores sensações possíveis ao visitante, evitando erros logísticos como a falta de limpeza, por exemplo. E, para minimizar tais problemas, torna-se cada vez mais importante a atuação de empresas que prestam serviços de facilitação.
É o
caso da M&P Facility Services, que conta com clientes renomados em sua
carteira de parceiros. Os sócios da empresa, aliás, avaliam que o setor
cervejeiro é um segmento com potencial relevante e próspero. E, para que os
eventos desse mercado tenham o sucesso esperado, entre outros cuidados
importantes, eles apostam na limpeza para fortalecer a memória olfativa de
feiras e festivais cervejeiros, permitindo uma experiência completa aos
visitantes e participantes.
“Achamos
imprescindível nos eventos cervejeiros a limpeza impecável e odor leve dos
produtos sobre qualquer sujidade e ambiente, o atendimento coordenado e
prestativo aos visitantes, o staff do facility e os contratantes na perfeita
sinergia para que a experiência tenha a memória olfativa voltada à essência da
cerveja”, explicam Michel Gervasoni e Patrícia Lopes, sócios da empresa.
“O segmento cervejeiro é um case indispensável na receita de sucesso em todo e qualquer evento. É um privilégio tê-lo em nossa carteira de clientes”, complementam os sócios, acrescentando que o mercado cervejeiro é uma novidade maravilhosa, sendo uma vertical próspera e reconhecidamente a paixão nacional.
Experiência No setor, a empresa já atuou na Brasil Brau, considerada a maior feira de negócios do segmento na América Latina, sendo destinada essencialmente à indústria e aos negócios cervejeiros. Essa experiência motivou os sócios da M&P a buscar novas oportunidades no segmento de facilitação para feiras dentro do mercado cervejeiro. “Estar na Brasil Brau como prestadora de serviço instigou ainda mais a busca em prestar o melhor serviço de facility neste portfólio”, relatam os sócios.
Embora
a M&P tenha surgido apenas em 2019, a experiência de reunir dois sócios –
Michel e Patrícia – com passagens por outras corporações como gestores abriu
caminho para que ela conquistasse renomados clientes nesse curto período de
tempo.
Entre eles estão a Merck, os bancos ING e HSBC, a Microsoft, a Editora Abril, a GL Events (com a SP Expo Imigrantes) e a Reed Exhibitions, o que inclui feiras como o Salão do Automóvel, a Feicon, a Feira dos Campeões e a Casa Cor 2019. “Focamos na excelência do atendimento de eventos e grandes eventos, da recepção à limpeza e bombeiros civis”, explicam Michel e Patrícia.
A
precocidade do sucesso da empresa se dá, principalmente, por unir dois sócios
com uma antiga experiência em iniciativas de facilitação. O italiano Michel
Gervasoni, por exemplo, já atuou ao lado de multinacionais que possuem algumas
das marcas mais famosas do mundo, como Coca-Cola e Ferrari, sendo especializado
em ações que envolvem pavilhões de feiras e sua montagem.
“Michel
vem da engenharia elétrica e mecânica e domina o ambiente de pavilhões e
montagens. De origem italiana, ele detém uma gama de valores e padrões europeus
irretocáveis, com olhar clínico sobre projetos e execuções fiéis ao planejado
pelo cliente. Ele atendeu empresas como Coca-Cola, Ferrari e Embraer/Boeing,
levando para os eventos e exposições a tecnologia dos produtos destas
empresas-modelo, propiciando cases de nível mundial e de budgets
milionários”, descrevem os sócios.
Michel Gervasoni e Patrícia Lopes são os sócios da M&P Facility Services
A ele
se uniu Patrícia, especializada em limpeza e zeladoria de feiras e grandes eventos.
“Graduada em Letras, bilíngue fluente em inglês, ela encontrou na capital
paulista a oportunidade de trabalhar com o que realmente é expert: atendimento
ao público com qualidade. Passando por grandes empresas, como Banco ING, GLP
Properties, Merck Brazil, Microsoft e HSBC, finalmente passou a atender
exclusivamente a vertical dos grandes eventos, tendo o case fixo de limpeza e
zeladoria de empresas como SP Expo Imigrantes, trazendo a chance de atender aos
maiores eventos da América Latina, organizados e realizados pelas maiores
promotoras de eventos do mundo”, acrescentam.
As facilidades Com essa expertise, a M&P gerencia a infraestrutura e garante o funcionamento adequado das diferentes ferramentas que compõem o ambiente de uma exposição, como apoio na limpeza, na organização dos bombeiros e na recepção.
São
esses serviços que vão zelar pela manutenção, segurança, conforto, higiene e
organização do ambiente, segundo eles, bem como da coordenação de pessoas e
equipamentos que atendem as necessidades não só de um evento, mas do negócio
como um todo.
“A
natureza polivalente da gestão de facilites agiliza os processos e contribui
para o melhor funcionamento de todas as áreas em uma instituição. Assim sendo,
nossa premissa é entregar qualidade e colaborar para a produtividade das
equipes, resultando no melhor uso do tempo, de recursos disponíveis e pelo
menor custo”, salientam os sócios da M&P.
Se todos esses recursos não forem administrados da melhor forma, alertam, a instituição enfrentará problemas por conta de erros, retrabalho, desperdício ou até escassez de materiais. “Portanto, a gestão correta de facilites é indispensável para que a rotina corporativa seja balanceada e mais produtiva”, apontam eles. “Logo, em um primeiro momento, percebe-se uma redução acentuada de custos, já que é feito um uso racionalizado de materiais de limpeza e itens para reparos, por exemplo”, avaliam os sócios, para depois complementar.
“Em
suma, independentemente do ramo de atuação, qualquer empresa que conta com uma
infraestrutura precisará da gestão de facilities para manter tudo em ordem,
conservar espaços e zelar pelos ativos do negócio. Otimizar, modernizar e se
informar sobre o setor são estratégias que ajudam empresas a serem mais
produtividade elevando reultados e lucros”, finalizam Michel e Patrícia.
A pandemia do novo coronavírus, o Covid-19, impôs um isolamento forçado às pessoas, o que muda radicalmente os cenários das cidades: bares e restaurantes estão vazios, a demanda baixíssima e, como consequência, cervejarias estão passando por período sombrio e de incertezas.
Segundo o recém-reeleito presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e da Câmara Setorial da Cerveja, Carlo Lapolli, o faturamento de muitas empresas do setor está próximo de zero nas últimas semanas. Medidas que garantam a sobrevivência delas, assim, serão essenciais durante esse período de insegurança causado pelo coronavírus.
“Estamos trabalhando em um plano de ajuda no fluxo de caixa para as empresas sobreviverem, para manter os empregos e as empresas minimamente abertas”, conta o presidente da Abracerva.
Em entrevista exclusiva ao Guia, Lapolli falou também sobre o papel da Abracerva e da Câmara Setorial da Cerveja no processo de desenvolvimento – e recuperação – do mercado. E comentou sobre o caso Backer e suas consequências para o setor.
Confira, a seguir, a entrevista completa com Carlo Lapolli, presidente da Abracerva e da Câmara Setorial da Cerveja.
Qual é o potencial da pandemia do novo coronavírus – que está impondo restrições à circulação de pessoas e o cancelamento de eventos – de afetar o mercado cervejeiro? Sabemos que o efeito vai ser passageiro. A nossa recomendação é seguir as orientações das autoridades de saúde, para evitar uma disseminação forte como na Itália. É importante cumprir as recomendações. É importante que as cervejarias se preparem, usem a gordura que venham a ter porque está vindo uma baixa. Na realidade, já estamos percebendo dificuldades. O faturamento das cervejarias está perto de zero, a produção caiu, evidentemente. Já está explodindo a inadimplência dos bares e restaurantes, também a inadimplência das cervejarias com os fornecedores.
O setor já debate possíveis consequências e medidas tanto para contribuir com a contenção da pandemia de coronavírus quanto para não se prejudicar com ela? Estamos trabalhando em um plano de ajuda no fluxo de caixa para as empresas sobreviverem, para manter os empregos e as empresas minimamente abertas, funcionando. O dólar hoje (ontem, dia 18) passou de R$ 5,23 e então inviabilizou um monte de coisas. É o cenário da tempestade perfeita. Tivemos uma reunião extraordinária da Câmara Setorial da Cerveja, com várias entidades – todos participando online, evidentemente –, e vamos apresentar um plano para o governo federal, aderir às propostas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e estamos acompanhando também as propostas do Sebrae. Amanhã (hoje) teremos reunião com os principais fornecedores de cervejarias para tentarmos bolar uma estratégia para segurar as pontas para eles também.
A atuação da Abracerva nos últimos anos se destacou pelo crescimento do número de filiados, e o senhor foi reeleito ao cargo de presidente para o próximo biênio. O que está nos planos da entidade para esse período? Para nós é importante o crescimento da Abracerva. Ela acompanhou o crescimento do mercado e sua consolidação veio no momento certo. O desafio nos próximos dois anos é o de consolidar ainda mais. Nesses últimos anos conquistamos um papel de interlocutores do setor com o mercado, com o poder público, e isso é fundamental para o nosso papel.
Qual é o foco da atuação da Câmara Brasileira da Cerveja no atual contexto do mercado? É possível observar ganhos concretos desde a sua criação? A Câmara Setorial da Cervejá é recém criada, mas já é uma das mais ativas dentro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Conseguimos várias conquistas já, é muito importante a articulação com todas as associações presentes. Não só com os grandes fabricantes, mas com fornecedores de latas, de vidro. Estamos conseguindo fazer uma articulação muito positiva.
Nos próximos dois anos, tenho certeza que vamos colher muitos frutos de demandas que a câmara tem aprovado. É essencial, porém, a aproximação que ela proporciona com as grandes fabricantes, em um momento em que precisamos debater temas sensíveis como a tributação e a reforma tributária, e a revisão de leis concorrenciais, para que a gente tenha um ambiente mais saudável para as pequenas empresas.
Como o senhor avalia o caso Backer e a reação da cervejaria? Qual deve ser o futuro da marca e, principalmente, que consequências concretas e ensinamentos o caso traz ao mercado? O caso da Backer nós tratamos como um caso isolado, circunscrito à própria empresa. É muito lamentável, o setor sofreu muito por se tratar de uma cervejaria artesanal, por ser uma pequena empresa. Infelizmente o contorno jurídico que o caso teve acabou maculando o apoio das outras cervejarias à Backer. Eles infelizmente foram para um caminho errado, faltou apoio e suporte às vítimas, com quem a Abracerva se solidarizou desde o início.
Mas o episódio traz, também, um freio de arrumação, tanto que a própria Abracerva e o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindcerv) estão propondo um novo modelo de gestão de segurança alimentar para pequenas, médias e grandes cervejarias, justamente para garantir, assegurar que esse tipo de episódio jamais ocorra novamente.
A rotina na maior parte do país mudou por causa da pandemia de COVID -19, doença respiratória aguda causada pelo novo coronavírus. Como o potencial de transmissão da virose entre humanos é elevado, tudo o que está relacionado ao contato entre pessoas vem sendo modificado. Cenário que afetou bares, pubs, restaurantes e qualquer outro lugar que tenha o potencial de reunir pessoas.
Entre a última segunda-feira e esta quinta, foram cancelados e adiados centenas de eventos por causa da pandemia de coronavírus. E dezenas de estabelecimentos anunciaram o fechamento temporário das portas, antes mesmo de determinações das autoridades públicas.
Foi o caso das edições de São Paulo e Porto Alegre do IPA Day, que estavam previstos para março e abril, respectivamente. “Por mais dura que seja a decisão, ela foi tomada para resguardar a saúde de todos: hopheads, voluntários e todo o staff dos eventos. Entendemos também que, desta forma, estamos contribuindo para diminuir a proliferação e o trânsito do vírus nestas cidades e no Brasil”, comunicou a organização do IPA Day em suas redes sociais.
Os eventos já possuem novas datas. O IPA Day São Paulo foi remarcado para 27 de junho no mesmo local, na cervejaria Tarantino. E, em Porto Alegre, a celebração continuará sendo na cervejaria Season, mas agora em 22 de agosto.
No Rio, por sua vez, a Wonderland Brewery cancelou a sua programação para comemorar o St.Patrick´s Day. “A Wonderland Brewery se preocupa com a saúde de todos e acredita que a suspensão dos eventos é o ato mais seguro a se fazer no momento para evitar aglomerações”, justificou a cervejaria.
Bares fechados Na Grande São Paulo, região que concentra o maior número de casos do coronavírus no país, a franquia Mestre Cervejeiro cancelou a inauguração de sua nova loja em São Bernardo do Campo, que aconteceria nesta quinta. “A nova data para o evento será divulgada nas próximas semanas. A decisão se deve à segurança de nossos clientes e franqueados e ao cuidado da saúde de nossa população”, informou a empresa em comunicado.
A cervejaria Tarantino, na zona Norte de São Paulo, também determinou o fechamento do bar na sua fábrica e o cancelamento de seus eventos. “Estamos cientes da gravidade da situação e por aqui na nossa fábrica tomamos algumas medidas para evitar que ele se espalhe entre nossos funcionários e colaboradores. Sendo assim, cancelamos nossos eventos para evitar a formação de uma aglomeração de pessoas, ambiente em que a disseminação do vírus acontece com mais facilidade”, postou a cervejaria em seu perfil no Instagram.
Em uma iniciativa inédita, 14 pubs famosos de São Paulo e sua região metropolitana se uniram e anunciaram em conjunto a suspensão das atividades por tempo indeterminado. Foram eles: Rock Club (São Bernardo do Campo); The Lord Black Pub (Guarulhos); Duboiê (São Caetano do Sul); The Wall e Café Piu Piu (Bixiga); Willie Willie (Moema); Charles Edward, Dublin Live Music, KiaOra e Manifesto (Itaim Bibi); Morrison Rock Bar (Vila Madalena); Stones Music Bar (Vila Prudente); St. John’s Irish Pub (Tatuapé); e Old Kick Kustom Bar (Sorocaba).
Duras consequências O fechamento das portas por tempo indeterminado trará impacto relevante para bares e restaurantes, que possuem uma cadeia de suprimentos complexa, com diversos produtos perecíveis. Normalmente, os empresários desse segmento trabalham a partir do fluxo de caixa, que agora está parado, o que acarretará em grandes prejuízos aos negócios.
O empresário André Trindade da Rocha, sócio do Dublin Live Music, um dos pubs que paralisou as atividades, afirma que o dano ao caixa da empresa pode ser fatal.
“O impacto vai ser gigante, corremos o risco de não voltar”, afirmou à reportagem do Guia. “Mas acredito que se não fizermos isso, com a contaminação seria muito pior. A ideia é diminuir o contato com as pessoas para tentar voltar o mais rápido possível”, conclui André.